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O suicídio como questão social e psíquica | Falando nIsso 539

from Falando nIsso

35m 33s

O suicídio como questão social e psíquica | Falando nIsso 539

O suicídio, conforme discutido no texto, é um fenômeno multifacetado que vai além da psicologia individual, envolvendo dimensões sociais, políticas e existenciais. A análise de Durkheim aponta três tipos de suicídio — egoísta, altruísta e por anomia — que revelam como a desregulação social e a perda de sentido no mundo afetam a decisão de se matar. O Marx complementa essa leitura com uma crítica ao modelo de vida baseado na exploração e na desorganização social, mostrando como a pobreza, o desemprego e a ausência de reconhecimento geram desespero. A psicanálise, por sua vez, destaca a importância da dissociação do sujeito e da perda do desejo como processos internos que levam à ideia de morte como forma de resistência ou de libertação. O suicídio é, muitas vezes, um ato simbólico — uma carta para os outros, um ato de desespero ou de amor — que expressa a necessidade de conexão. Além disso, a cultura e as fantasias da morte, como nos filmes de zumbis ou vampiros, refletem uma busca por significado e por ligação com o outro. A prevenção não pode depender apenas de intervenções individuais, mas exige presença social, apoio emocional, diálogo compartilhado e reconhecimento do valor da vida. O suicídio não é apenas um ato de falha, mas um evento complexo que exige respeito, empatia e abordagem ética, marcada pela dignidade subjetiva e pela compreensão do contexto social e psíquico em que ocorre.

Transcription

4396 Words, 24916 Characters

Portuguese
Bem-vindo ao nosso falando nisso de hoje nesse canal YouTube, com uma pergunta vastas implicações, que no fundo desdobra uma pergunta que a gente já enfrentou em outros momentos e é feita pelo Carlos César na linha 3537 a 8 anos, no vídeo qual a visão da psicanálise sobre Deus, falando nisso 166, o professor bem a pergunta, professor, eu gostaria que o senhor falasse sobre o suicídio à luz da psicanálise, obrigado, tem uma bem sensível e se mostra uma questão social e clínica muito importante, muito relevante, a gente tem aí no Brasil essa preocupante taxa de suicídios que não barique cresce e com uma preocupação tradicional ela tem se elevado entre as mulheres, tradicionalmente isso parece ser uma tendência geral, só mas se matam mais do que as mulheres, mas as mulheres estão no Brasil ganhando, perdendo, terreno nessa matéria, isso é um fato para a gente começar a conversar, estou fazendo um vídeo um pouco em contraste com a leitura psicanalite, lembrando que o suicídio, com uma questão interessante, porque ela é social e clínica, porque a matéria ela começa, ela começa na psicologia, ela começa nos três grandes sociólogos, Durkheim tem um estudo sobre o suicídio levantando estatístico, distinguindo três formas do suicídio, o suicídio egoísta, nem matou por mim, o suicídio altruísta, nem matou pelo outro, pela nação, pela família, pela por um contexto vamos decidir dedicação de ato direcionado para o outro, e uma terceira forma do suicídio, o que ele chama de suicídio por anomia, que é quando eu tenho o experimento assim, uma desregulação das regras sociais, quando eu não consigo mais interpretar que o outro, muito social, na sentido, espera de mim, quando tem uma convunção, uma revolução, uma anomia das regras são do meu grande mundo, do meu pequeno mundo, então esse terceiro tipo do suicídio, ele observa também uma coisa muito interessante, o suicídio não aumenta nos momentos de crise, tem uma guerra, você pensa pau aí vai ver mais suicídio, não, é depois da guerra que eu venho a suicídio, ao que tudo indica a crise, a convocação do sujeito para defender ou para atacar o outro a existência de um inimigo exerce certos efeitos protetivos em relação ao suicídio, mas a gente pode adicionar essa classificação do do Kami, a leitura que o Marx vai fazer no seu pequeno ensaio sobre o suicídio, onde ele vai entrevistar ali e coletar coisas de um chef de polícia, trazer toda uma dimensão do conflito social, do impobrecimento, do heirquecimento, do reconhecimento entre classes, do uso da violência pela polícia, enfim, várias temáticas que vão intervir ali no aumento ou diminuição da taxa de suicídio, que prou, do Kami era meio assim, oscila mas permanece sempre assim num certo padrão, o Marx vai introduzir com outro tipo de perturbação, vamos dizer assim, das relações internas à ordem social, não permite que eu interprete, portanto, com a adequação perfeita, quais são as leis, quais são as regras, qual é a lógica do mundo, porque, porque, dentro dessa lógica, você tem um conflito de base, você tem uma desarmonia de base, também o Marx febre vai ter ser considerações sobre o suicídio nesse debate, vamos dizer assim, que coloca aqui já de saída, não psicologizar o suicídio, não associar, se a gente tem um aumento de suicídio, é porque temos um aumento de depressão, porque a depressão é a causa do suicídio, dizer, se não, é justamente assim, brólico, que às vezes a gente não consegue pensar socialmente ou sujeito, a gente separa, tem causas sociais, tem causas psíquicas, não é como o psíquico não fosse social, falar na raiz da coisa, sem isso a gente não consegue entender, por exemplo, é a variação de incidência de suicídio no Brasil, zona da plantação de fumo nas cerras gaúchas, alto índice de suicídio, mato grosso entre indígenas, alto índice de suicídio, poxamas, o que que tem a ver? Tem a ver com o seguinte, hipótese, eu já só pensando clínicamente, socialmente, críticamente, a zonas das cerras gaúchas é um lugar que tem forte emigração, italiana e alemã, essa emigração, essa condição de emigração, ela trouxe para o Brasil um daridade de socialização mais individualista, menos coletivista, menos olista, mais individualista e um individualismo numa situação de emigração, que o sujeito está ali, e começa como marginal, não sou daqui, então, frequente que os grupos humanos se feste em colônias, então eu vivo ali naquela comunidade que ainda fala alemã, que fala o croniano, que fala polonês, enfim, porque nós estamos numa cultura meio de resistência com alto individualismo, o que que acontece com a cultura do fumo? Ela é a cultura do professor econômico, que varia muito o mercado, quem compra, quem vende, o consumo e também a variação climática, não é boa safra, deu larva, perdeu toda, é uma economia, vamos dizer assim, muito instável, olha a anomia do Urcai, que que esse conjunto produz? Muito rico num ano, muito pobre em outro, muito reconhecido pelos outros, olha você vem e venceu, venceu por si só, você não teve ajuda na sua parendela, na sua genealogia, nos seus ancestrais, você venceu sozinho, uxa, super legal, mas você também perdeu sozinho, não venha com essa de que choveu esse ano, e que o mercado externo foi favorável, os comodes estão baixa, não senhor, vitória, toda a sua, derrota e toda a sua, é isso que alguns criticam, correctamente, na ideia de meritocracia, ela pode ser uma culpa cracia, e aí isso vai produzir um efeito devastador, e concorre entrar, ou seja, se sou eu, sou eu, e eu que não pensei, eu que não escolhi bem, eu que não dirigi, eu que não controlei, o que eu vou fazer com a minha culpa, eu vou dirigir a agressividade contra mim, eu vou atacar a causa do problema, que isso indica, população indígena, guarani, estradas que vão sendo abertas de forma inconsequente, passam pelo território, e guarani, passam em cima do cemitério dos guarani, ou seja, devasta, economia, devasta, ecologia, devasta, cultura, e cria-se um problema que é como é que eu vou fazer a transmissão, e transgeracional, a transmissão cultural, como é que os jovens, guaranismos, tornaram, sim, adultos, ah, vuelve você ter um certo diálogo com os ancestrais, esse diálogo passa pelo território, não, o cemitério de lugar, não, não é assim, para cultura, não é assim, ou seja, a hora que você rompe esse neto, você atrapalha processos de subjetivação, alguém estourar adultos, curto de uma criança, ser reconhecido pros outros, é social, é, mas é psíquico, profundamente psíquico, igual mesmo tempo é psíquico, é que é alguém se torna, homem, nessa cultura, mulher, naquela cultura, totalmente psíquico e social, separar, vai dar ruim, separar você não vai entender o que está acontecendo, então ali, numa cultura que está, hola de novo, sob ataque, em que se espera, né, dos jovens, que responde. não, ele precisa de recurso simbórico para dar essa resposta e aí falta um elemento. Aí talvez você tenha o suicídio altruísta, em nome da comunidade, é para a comunidade, é num ato de rebeldia, sim, sim for com na beira da estrada, não é, não é lá escondidos, uma espécie de mensagem, para o outro, vamos fazer agora uma comparação, a bruta, como quando nos anos 2000, quando apareceu ali os efeitos mais genéricos do neoliberalismo, Europa, com aquelas antigas empresas tradicionais que o sujeito entrava, passava a vida inteira, ele estava lá seguro de quais eram as regras, é assim que funciona, eu sou um grande funcionário dessa companhia telefônica ou informática. Ops, meu neoliberalismo é o seguinte, nós vamos fazer um downsizing, vocês que não são pelos ídios, vão para fora, e aqui vai reformular todo o sistema de anarquia, viu, você não manda mais, você põe ali, você lá pro canto, e vamos fazer a valhação todo dia, se você não for bom você não é mais ninguém, começa um surto de suicídios dentro das empresas, francesas, funcionários que se jogam no prédio, e você vai dizer, egoísta ou altruísta, meio complicado, tem a anominha social, para aquele sujeito estar sendo vivido como uma desordem, não entendo mais o meu mundo, tem a perda nascísica, porque agora eu não te reconheço mais, e tem revolta, eu não vou matar em casa, eu vou fazer no meu ato uma mensagem, e isso a gente vai encontrar muito na clínica do suicídio, ou seja, é uma clínica que envolve, é a consideração de três elementos, olha a nome, egoísta ou altruísta, e para que a gente tenha um suicídio precisa uma certa constelação entre esses três, três forços sociais, psíquicas, não sei políticas também, não sei, então a gente precisa ter antes de tudo uma dissociação forte, uma força de auto separação, em que eu não estou mais dividido em conflito, eu vou tratando conflito por uma espécie de autonomização nas minhas versões, versão em casa, versão trabalho, são dois, mas eu não é como a ruptura, sé verança, não passo sem lembrar um do outro, estou com os filhos, estou ocupado porque não estou no trabalho, e quando estou no trabalho estou ocupado porque estou não estou com os filhos, é uma divisão, mas a divisão onde a dissociação não está muito presente, só quando a gente vive uma divisão muito prolongada, muito intensa, que ultrapassa a capacidade de simbolização, a gente vai emigrando a divisão para a dissociação, então você vai encontrar isso lá no burn out, a pessoa perde que a gente querida, ela muda de cidade, ela se torna outro, e você olha e diz, "nossa, o pessoal aqui não se afeta, ela não se afeta, ela toma porrada, ela está bem, porque ela continua funcionando como se nada tivesse acontecido, esse é o período, esse não é o outro, porque está as voltas com o segundo processo importante na lógica do suicídio, que é a dissociação para se enteram ao eu, mas você tem, vamos pensar agora no outro ismo, se tem os processos ligados ao desejo, ou seja, ligados a capacidade da gente se ligar a partir do passado ou outro futuro, em algo pela frente, quando o desejo se debilita, quando o desejo se enfraquece, quando o desejo é atacado, ela pode virar, a angústria pode virar em inivição, eu posso inibir o desejo isso, tem custo, custo subjetivo, aí vai acontecer o que, eu vou olhar para o futuro eu vou dizer coisas como eu não vejo sentido isso, eu não sei para onde eu estou indo, ó, nome aí, eu não consigo imaginar, ao web, imaginar, funcionar, propor, me engajar, me implicar, eu não consigo perspectivar o futuro, e quando eu não consigo fazer isso, isso é um processo interno desejo, o futuro vai se reduzindo, vai se reduzindo, até que o futuro vira o presente, ela se identifica com o presente, aí começam processos, a gente na clínica reconhece como indiação suicida, ou seja, o sujeito começa a ter ideias de morte, porque, de certa forma, ela está experimentando, lendo, uma morte, em si, a morte do seu desejo, a morte do seu futuro, a morte das suas esperanças, a morte das suas expectativas, o fechamento, a clausura do mundo, já que o processo que concorre, e a indiação, muitas vezes ela vem junto com a dissociação, os sujeitos assim, e se eu não existisse mais, isso é diferente de, eu estou querendo morrer, eu só tenho a ideia de sociada do afeto, é parte da indiação suicida, muitas vezes, criar-se um espaço para inventar um desejo, como? Eu tenho essa ideia de que eu estou no meu entero, estou no meu funeral, estou vendo as pessoas, como desejo se reinstalar, a partir da ideia de que eu faço falta para os outros, eu posso não ter nenhuma orientação no meu desejo, eu não quero mais nada, mas os outros querem, os outros querem algo de mim, de agente, de apelar, de tentar recriar a possibilidade desejante, e aqui entra um outro suicídio que a gente vai dizer, é autorista ou egoaista, que são os suicídios que são atos, às vezes atos de pedido, de atos de confronto, atos de apelo, em que eu me mato para culpar o outro, eu deixo cartas de suicídio assim, eu digo, olha, vocês me ferraram, eu desisto, mas eu me mato por e para vocês, isso no fundo é o que? É um ato que a gente vai dizer, é um ato desesperado, mas é um ato que quer dizer, quer dizer alguma coisa, um ato que põe o desejo daquela sujeito, pode dizer, tem outras formas que você deseja, mas é um ato desejante. Nesta linha, especificamente nesta linha, o Lacan diz que o suicídio é um ato bem sucedido, porque ele é um envio de uma carta que não vai ter resposta, claro que isso fere muito quem fica, claro que isso nos faz pensar em um termo a terceira dimensão, na primeira dimensão, na dissociação, segundo a dimensão da divisão, do sujeito, na relação com o seu desejo, a terceira dimensão, eu, o ato, vamos dizer assim, para os que ficam, nesta caso, ele não nos amou tanto assim, e ele não gostava tanto assim da gente, ou ela não gostava tanto assim da gente, porque foi embora, foi embora para o exterior, foi embora para o outro país, foi embora para a profissão, foi embora do mundo, foi embora da vida, ou seja, é uma mensagem que muitos vão dizer, eu vi ódio, alguns vão interpretar, vejam as oscilações, ah, é uma covardia, quando a gente lê um suicídio como covardia, e exclusivamente como covardia, geralmente a gente está de respondendo a me sentir menos alante, mas eu posso dizer um ato e coragem, coragem com o verde, os dois, psíquico ou social, os dois, e essa terceira dimensão, ela, muitas vezes, vai aparecer, né, coligada com a fantasia de morrer, e aí é um terceiro plano, fantasia de morrer, ela pode aparecer, como identificação com um objeto, ela pode aparecer, como mensagem, mas como prática em si, tem muitas pessoas que erotizam a morte, quantos filmes de horror, filmes de cadaver, zumbis, fantasmas, vampiros, a gente adora essa turma dos mortos vivos, porque eles são tão importantes nas nossas vidas, porque eles falam de algo real, né, que é como a gente se liga com os que se foram aí com aqueles que virão, mas eles constituem fantasias, Essas fantasias, elas aí. pensando o outro processo de associação, né, desejo em fantasia. Essas fantasia, elas muitas vezes intercorrem, elas agem na. e quando você passa da ideação para o planejamento, vamos uma parte mais perigoso, é a parte em que, quando você encontra o planejamento, a ideação, você fica atento, evoluir para o planejamento, é bom, se é um psiquiatro inmediatamente, precisamos falar com a família, olha, ó com uma clínica, ela vira social, né, precisamos chamar outros, porque essa, essa processo de planejamento, ele não é só individual, ele não é só um fracasso do individual, é só concernante aquela pessoa, então aqui a gente vai ter, né, aquela ideia de que eu estou planejando, enquanto eu estou planejando, isso cria uma espécie de satisfação mórbida, né, ah, e daí vai acontecer isso, ah, e daí vão ver, ah, e daí, olha só, isso coloca em cena, as diferenças muito interessantes entre como as pessoas se matam, tem um livro lindo, né, apesar do tema apesar do, da Nicole Norru, é uma grande elenista, né, estudiosa dos gremios, maneiras trágicas de matar uma mulher, e lá ela tem vários envolvimentos sobre como podia ser uma honra para alguém ceder a maneira como aquela pessoa pode escolher que vai morrer, então as mulheres se matam de um jeito, os homens de outro, e aí você vai encontrando essas peculiaridades, que tem que ver com, com, com regras sociais, tem que ver com fantasias, por exemplo no, no Japão, a gente teve essa, esse momento em que, eh, para tentar deter, eh, a epidemia de pessoas que se jogavam nos trilhos do, do, do metrô, né, eh, pra se isso ir cidar, ah, ou um custo, imposto, as famílias daquelas que iram, né, eh, que praticavam-se e criou-se um, um, um problema, então você conseguia deter um pouco a, o processo suicida, levantando naquela hora, opa, eh, eu, eu, eu vou criar um problema, a família não quero criar para a família, ou seja, eh, egoísta, ou altruísta, não, tô pensando nos outros, não quero que os outros se prejudiquem por mim, quando você pode analisar o, o suicídio muito, muito, muito surpreendente, né, que, que foi o caso do cutco bem, né, e as cartas que ele deixa para os filhos para a família, né, eh, que, que, esse, esse terceiro verte se ele, aparece de forma muito pronunciada, né, porque ele se eu vou sintetizar, né, olha, não entendam que, um, um, um, menos vocês, a culpa de vocês, erro de vocês, ele, ele é só, né, o filho que era um filho pequeno, né, é, né, eh, e, e, e diz para a esposa, né, que bom, que curtei love, se não me ensinando, né, que, que, que, que vai ir, é uma carta muito bonita, e ele tenta elaborar um pouco desse gesto, né, ele diz assim, eu não consigo me conformar, que aquilo, que aconteceu com mim, né, ou seja, aquela primeira vez que eu entrei no palco e que a gente tocou e que o Nirvana se tornou, que se tornou e que a gente, a gente criou uma forma de vida, influenciou milhares de pessoas, aquela curtição, aquela, aquela intensidade, imagina que é isso, para um garoto, né, eu acho que ela adiata, ou coisa assim, garoto, vamos dizer assim que sonhava com coisas na vida, e, rapidamente, vai lá e acontece, né, e, ele fica, a gente pode dizer assim, foi um trauma, não, ele fica adherido essa experiência de tal maneira que ele não consegue separar ele diz, perto disso, todo o resto da vida fica cinza, perto disso, que outra experiência, como essa, eu vou ter na vida, como é que eu poderia sair de uma repetir essa experiência sem precedentes, percemo aí, como você tem uma dimensão, né, dessa satisfação, da retenção do sujeito, naquele momento, que você vai encontrar, veja só, em oposição, né, agora vou voltar para a face de sociativa, né, que os Clanianos estudaram muito, Roosevelt Cassol, um psicanalista de campinas, tem vários trabalhos, justamente sobre isso, porque, a McLean e Ferbin, Ferdan estudaram muitos processos esquisóides, o Lacan estudou mais processos de divisão nascise, então são coisas, um pouco emfases, um pouco diferentes, então essa, essa processos esquisóide, ele vai aparecer no, no que hoje, o, o, o, o, o, genete, meu amigo, o genete da Fosseca, estuda lá nos Estados Unidos como Quaits, dain, é morte por desistência, não sei se a expressão é Quait, é, é, é um tipo de, de suicídio, muito espantoso, né, porque ele se dá com, homens, né, bem sucedidos para padrões globais, né, então lá entre os 5% mais ricos do mundo, né, e que, é, começam a se entender como fracassados, né, porque, porque não viraram o curto com bem, porque estão ali numa vida em que elas não são mais os winners, elas estão mudando a categoria, losers, ou seja, você tem a sua família, você tem o seu carro, você tem os seus bens de consumo, você tem classimédia, mas você não tem futuro, esse sente que não tem futuro, ou você sente que você está muito aquelho no futuro grande e osso que você se criou, e daí a sua vida começa a ficar assim com prilistas, fazer funções, pagar contas, ó lá, processo de sociativa, né, até que, bom, come, vem a, é, o suicídio que está crescendo nos Estados Unidos, que aquela retoma do Urcai, né, o suicídio anônico, e ele é anônimo, né, eu acho que é a tufálio aqui que estou repetindo, porque tem algo de anônimato, né, eu acho que estou pensando nesses, nesses, nesses casos, né, suicídio por desistência, né, por por tão separado de em mesmo que o próprio prazer deve viver, de estar aqui, ele vai se tornando assim, ralo. Eu vou as milinguíne, as essas três dimensões, elas estão presentes, na experiência do suicídio e elas, veja, procurei aqui não fazer uma coisa, que é o que a gente também tenta trabalhar com aqueles que, no posso-suicídio, com aqueles que sobrevive, que é inevitávelmente se perguntar, ou silar entre a raiva e a vergonha, porque me deixou, não gostava tanto de mim, entre a coragem e alguém compartilha, mas que é uma carta que fica para os que estão, os que sobrevivem, eu acho que a palavra não vivem, sobrevivem, ela levanta essa questão assim, o que podia ter feito para evitar? Por que que eu não vi antes? Estava do meu lado, estava ali no fundo da classe, parecia normal, não teve nenhum impacto, trauma, nenhum evento, não foi uma coisa que eu conseguia estar preocupado e daí aconteceu, ou seja, que pesa para a pessoa, porque a gente nessa hora, se quieta e quer saber as causas, e essa pergunta, veja só como ela está individualizada, que eu podia fazer, não que nós pudíamos fazer, não que mundo poderia fazer, não que eu, porque a carta vem para mim, para mim, para mim que estava vivendo, que tinha uma relação morosa, que tinha uma interesse compartilhada, eu tinha uma vida comum, seja essa pergunta, ela é para um lado inevitável, é por isso que os adolescentes estruturalmente têm ideias suicidas, tudo a adolescente que se pesa, ele pensa, sériamente, vale a pena ir para o futuro ou eu fico por aqui, eu não estou entendendo nada sobre as linhas de esse lugar, ninguém não estou entendendo nada e quem me pôs aqui, e por que não sair do jogo? Veja, a questão do suicídio, é a questão filosófica, quer pegar, vamos nessa arte, vamos ver o caminho, a única questão filosóficamente relevante, e que estou em filosófica, só que elas que a gente não responde, no sentido de não concluir, não primeira camada. Pensar sobre o sincídio, pensar sobre nossa própria finitude, pensar sobre o sincídio, qualificar esta pergunta, que mundo é esse, que compromisso temos com os que se for, como é que nós cuidamos dos que se for, como individados, ou como individantes, você seja, em pobrece, segundo ponto, mas quisa sobre assim como a gente previnha esse sincídio, elas mostram um fato curioso, de trás pra frente é fácil. Ah, teve esse indício, teve aquele outro, aqui no outro é deprimido, consumia drogas, estava num percurso, bom, conhecido, tanto a gente faz esse caminho, mas daí quando você vai olhar de trás pra frente, de frente pra trás, você não consegue agitar um perfeitamente assim em uma cadeia de causalidade, não é que não exista prevenção, mas por exemplo, colocar grades no acesso a prédios altos, a pontes, é prevenção, instituir que a família vai pagar o metrô de toque, é prevenção, colocar uma resposta automática que diz se apalar a pessoa consulta, que é suicídio na internet, e ela começa a receber mensagens de amigos próximos, convidando ela pra falar, pra encontrar, é prevenção, ligar pra você viver antes, é prevenção, porque se você fala com o outro, a chance de vir, porque quando você fala com o outro, a tua dissociação ela reduz, é a ideia de que eu, eu, eu, eu, eu só tenho eu no mundo, aumentos, posso ser sociativos, falar com outro estar com outro, compartilhar, pertencer, junto com outro prevene, assim como prevene quando a gente conta uma história, "Ah, você vai se matar, então, mas me conta, como é que se chegou nessa ideia?" "Ah, vamos para isso, é aquilo, por quê?" Porque fazer a sua biografia, contar a história da sua vida, escrever sobre se cria, passar no relação com o futuro desejo. E também, porque quando a gente fala, a gente divide os nossos propósitos, a gente divide o nosso planejamento, a gente percebe, em certos traços inibitórios, que vem do fato de que, bom, se escolher veneno e não tira, o faca e não ponte, isso tem uma certa proximidade com isso, fantasias, opatos, separa-se, desaliena, ainda que provisóriamente da sua fantasias, fantasias de mortos, então por isso a gente está dizendo, isso tem uma ação, né, protetiva, como tem uma ação protetiva quando você vai alterapenta, quando você procura um grupo de apoio, quando você toma uma indicação, quando você, enfim, você está fazendo alguma coisa junto com outros, o que que não é protetivo, isolamento? Deixe aí ele, ah, ela está vivendo um trauma, vai lá, deixa ele sozinho, excessos-gososos, ah, porque ele está assim, então o estiado tem um de compra, ele bebe, ele fuma, ele não é porque não ajuda, né, porque hyper individualiza, né, porque levam-se de uma relação, né, assim, com o seu prazer, não o prazer compartilhados, né, que também pode ser, nesses casos, né, pra ventivo, então são considerações genéricas, né, gente, mas eu acho que vai no sentido assim, respeito com o suicídio, né, suicídio não merece uma atitude punitivista, suicídio não merece uma contabilidade rasteira, porque eu, porque não o outro que é que eu fiz de errado, suicídio é um tema que merece, dignidade, dignidade subjetiva, dignidade filosófica, dignidade política, suicídio é complexo, né, todos os cursos, ok, se assim, não, não, não, vamos fazer uma coisa simples, meu entender é um pouco assim, aquela descomplicação que complica ainda mais, infelizmente quando acontece uma tentativa, é assim que a gente tem de reagir, cadê a culpa que vamos fazer, vai pra cá, e etc, é importante fazer, mas é importante fazer, na complexidade que é uma situação, vamos essa, e se é a coisa complica, a chama querota, especialistas, negócios, né, vios e mortos, de lá pra cá, conversar, com os que vão vir, com os que foram, né, é o barqueiro, né, o barqueiro da morte, o que é pensar o suicídio, pensa o que é a morte, a pensa prova ali, vem com, e é com o encher que morte e vida não merece isso. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O suicídio é uma questão complexa que envolve dimensões sociais, psíquicas e existenciais, não podendo ser reduzida apenas a fatores individuais ou psiquiátricos.
  2. Durkheim identifica três tipos de suicídio
  3. O Marx introduz uma perspectiva crítica sobre o suicídio como reflexo de conflitos sociais, impobrecimento e desorganização das relações de classe.
  4. A dissociação do sujeito — separação entre vida pessoal e profissional — pode levar ao colapso da identidade e à ideia de morte como forma de resistência.
  5. A perda do desejo e da perspectiva futura gera uma angústia que se manifesta como indício suicida, especialmente quando o futuro se reduz ao presente.
  6. O suicídio pode ser um ato simbólico, de pedido ou de rebeldia, com intenção de comunicar uma mensagem ao outro, revelando um desejo de conexão.
  7. As fantasias de morte, especialmente em culturas que valorizam o "morte-vivo", refletem uma busca por significado e ligação com os outros.
  8. A prevenção do suicídio exige abordagem colaborativa, com apoio social, compartilhamento de histórias e reforço da conexão entre os indivíduos.

Summary:

O suicídio, conforme discutido no texto, é um fenômeno multifacetado que vai além da psicologia individual, envolvendo dimensões sociais, políticas e existenciais. A análise de Durkheim aponta três tipos de suicídio — egoísta, altruísta e por anomia — que revelam como a desregulação social e a perda de sentido no mundo afetam a decisão de se matar. O Marx complementa essa leitura com uma crítica ao modelo de vida baseado na exploração e na desorganização social, mostrando como a pobreza, o desemprego e a ausência de reconhecimento geram desespero.

A psicanálise, por sua vez, destaca a importância da dissociação do sujeito e da perda do desejo como processos internos que levam à ideia de morte como forma de resistência ou de libertação. O suicídio é, muitas vezes, um ato simbólico — uma carta para os outros, um ato de desespero ou de amor — que expressa a necessidade de conexão. Além disso, a cultura e as fantasias da morte, como nos filmes de zumbis ou vampiros, refletem uma busca por significado e por ligação com o outro.

A prevenção não pode depender apenas de intervenções individuais, mas exige presença social, apoio emocional, diálogo compartilhado e reconhecimento do valor da vida. O suicídio não é apenas um ato de falha, mas um evento complexo que exige respeito, empatia e abordagem ética, marcada pela dignidade subjetiva e pela compreensão do contexto social e psíquico em que ocorre.

FAQs

É quando a pessoa se mata por motivos pessoais, por um sentimento de isolamento ou fracasso individual, sem se preocupar com os outros.

É quando a morte é um ato direcionado à comunidade, como forma de protesto ou de demonstrar um desejo de proteger ou representar os outros.

É quando o indivíduo se sente perdido diante da desorganização das regras sociais, não sabendo mais como se comportar ou se integrar ao mundo.

Quando o desejo se enfraquece, o sujeito pode sentir-se sem futuro ou sentido, o que leva à ideia de morte como forma de escapar da angústia e do vazio.

O suicídio pode ser uma mensagem simbólica ou uma forma de reafirmar o desejo de pertencimento, especialmente quando o sujeito se sente excluído ou abandonado.

Sim, especialmente quando está ligado à desorganização social, ao descontentamento com as estruturas econômicas ou ao sentimento de injustiça.

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