A transcrição explora como hábitos moldam nossa identidade, com cada ação sendo um voto para quem queremos ser. A neurocientista Emily McDonald e a psicóloga Maria Nogueira-Maya discutem que repetição não é apenas automática, mas carrega significados emocionais profundos, como proteção ou prazer. A procrastinação é vista como um sintoma de rotinas que consomem muita energia ou falta de propósito, não como preguiça. A conversa destaca a complementaridade entre neuropsicologia e psicanálise: enquanto a primeira explica os mecanismos cerebrais e a fadiga decisional, a segunda aborda o inconsciente e os conflitos internos. Para lidar com a imprevisibilidade da vida, sugere-se criar micro-rotinas — pequenas ações diárias que automatizam tarefas e reduzem o gasto energético do cérebro, que consome 20% da energia corporal. A fadiga decisional é comparada a uma conta bancária: cada escolha gasta energia, e é preciso repô-la com atividades como exercício, contato humano ou momentos de automatização (como tomar banho). O equilíbrio entre gastar e repor, adaptado ao cronotipo de cada pessoa, é a chave para manter a produtividade e o bem-estar, evitando o "cheque especial" mental.
A bita são a forma como a gente incorpora uma identidade. Cada ação é um voto para o tipo de pessoa que você deseja se tornar. Em vez de perguntar o que eu quero alcançar, pergunte, quem eu quero ser. Talvez você esteja o garnexteiro ou fazendo um tríceps ou até chegando no trabalho. Mas quando eu vi essas frases em uma entrevista com a neurocientista Emily McDonald, eu estava fazendo a minha mala para uma viagem com a família. Escolheiro que você vai levar para os dias fora de casa, dentro de aquilo que você guarda ou até acumula, é um pouco como escolher quem você vai ser durante a crigia. Acho que não atou tantas de nós quebramos a cabeça montando possíveis combinações que no dia a dia a gente faz automático. Mas a mudança de cenário pode ser também um alívio de mudar um pouco quem se é. Foi ali do Braninho Rolinhos, a pessoa que eu seria nos próximos dias, que eu percebi uma coisa meio constrangidória. Eu passei das mevinticinho, planejando alto e compreendo muito pouco daquilo que me propuz a ter como hábito. É que eu tenho pressa, é que eu entedinho rápido, é que a minha vida é bem imprevisível. Eu acho que é por isso que a palavra hábito, o carrega um certo incómodo para mim. Porque na prática o que a gente enfrenta é a repetição. E repetição não é só o que a gente faz sem pensar. É o que a gente faz porque de algum jeito resolve alguma coisa dentro da gente. Pode proteger, pode anestesear, pode manter a nossa identidade de pé. A repetição tem desejo, pode ter culpa, pode ter medo, pode ter punição e também pode ter prazer. Mas, às vezes, o que parece falta de disciplina é só um modo da gente se proteger. E já que as fantasias do carnaval agora encontram seu descanso até o próximo ano, chegou a hora de planajar a realidade que queremos viver daqui em diante. Não apenas pensando no que queremos conquistar até o final do ano, mas sim o que faremos diariamente para que o ponto de chegada mostre não apenas aquilo que nós fizemos, mas também que nos tornamos. Bom dia, óbvias. Eu sou Marça Olsa e Bélio, hoje vamos navegar com a neuropsychóloga pelo hospital Albert Einstein, bíceca analista e mestrando em Harvard, Maria Nogueira-Maya. E antes a gente tirar todas as nossas dúvidas juntos, eu me adianto que caso seu desejo pro final desse ano, seja ler, estudar, estar mais perto de mulheres que pulsam conhecimento, está aberta a lista para prevendo da segunda temporada do meu clube do livro. Né, ele teremos encontros semanais com os maiores especialistas do país sobre pautas abordadas em livros que leremos ao longo de 12 meses. E também vamos aplicar alguns os aprendizados sobre hábitos para que a leitura passe ou volte a fazer parte da sua vida. O link para ser a primeira saber quando as inscrições abrirem, se há na descrição da episódio. Bom dia, óbvies. Seja bem-vinda, Maria, bom dia, óbvies. Como você está hoje? Bom dia, nossa, feliz. Feliz de estar aqui animada para essa conversa é um assunto que eu absolutamente amo e não consigo me saturar com ele. Eu gosto de falar disso assim, se fosse todos os dias, mestrado, pós-meestrado, tudo. Eu amo falar sobre hábitos, sobre como que o série realmente funciona. E que bom que a gente está nessa oportunidade de trocar sobre isso, porque vai ser muito importante exatamente nessa época do ano. Mas antes da gente adentrar os hábitos, eu queria entender de você porque achei muito interessante a sua junção de neuropsychologia e psicanálise. O que cada homem chega na outra e talvez o que a outra perca? Como que elas se completam dentro do seu conhecimento? Em graçado isso, a gente tem a sua tendência a ver a neuropsychologia e a psicanálise como postas, mas a realidade da psicanálise é que Freud era um neurologista e ele estudava neurociências. Ele criou a psicanálise como um projeto para uma psicologia científica, inclusive a somitito de um texto dele, que propõe que a psicanálise seja o primeiro passo para uma ciência da psicologia que seja com base na neuropsychologia. Então Freud conforme você vai estudando, a frase mais legal do meio que eu gosto muito de falar é que um pouco de Freud te afasta da neuropsychência. Muito te aproxima, porque a gente vê vários estudos de neurologistas incríveis, como Marxons, como Oliver Sachs nos aproximando cada vez mais da psicanálise, porque elas são tão complementares. Então essa visão do oposto foi muito propagada ao longo dos anos por neuropsychólogos, de neuropsychólogos, de uma pessoa que não era tão consciente, porque era inexplicável pelos meios positivos de ciência. Então a gente não conseguia ver, não dá pra quantificar a psiquê, não dá pra quantificar o inconsciente, a gente não sabe onde ele fica. E portanto, o que não é visível foi excluído, dos anos de neuroimagem, etc., etc., esses métodos que a gente tanto conhece na neuropsychência. Quando a gente resgata Freud, ele falou, "Olha, negócio é o seguinte, você simplifica elógico, né? Negócio é o seguinte, estou tentando estudar o cérebro, não tenho como ver o cérebro no existir, não tenho os exames que eu preciso e nem as tearramentas que eu preciso, então eu vou criar aqui com o que eu tenho e vocês avançam, beleza? Beleza, só que as pessoas que serão de avançar". Então a neuropsychanalisi, que é essa nova área, nova de alguns anos pra caja criada pelo Mark Soms, que é um neurocientista maravilhoso e agora propagado por vários outros nomes Antônio da Más, o Alibersax, muitos, ela se propõe a resgatar o que Freud queria estudar o cérebro sem negligenciar o inconsciente, porque ela é uma abução igualmente importante. "Oau, estou encantada com você, Maria, se Freud queria isso, você já sabe dizer o que você quer com tudo isso?" Eu acho que eu sempre quis encontrar algumas respostas que eu não tinha e a neuro me deu várias, mas as que a neuro sozinha não me deu abscanares de completor e viceversa. Então nem tudo é í de ego, super ego, desejo, nem tudo. Tem coisas que são mecanismos do cérebro que a gente precisa olhar friamente. O diagnóstico não é necessariamente ruim, essa parte da neuro ótima, as interações medicamentosas, essa ultra-via biológica não é ruim, elas só sozinhas, elas falten, tudo composto por ausências. Então quanto mais a gente consegue complementar, e aí já entra na minha psicanosis, aquela caniana, eu não consigo deixar a minha vertente de lado. Quanto mais a gente consegue conhecer, mas a gente enche, como é como um jarro de água, quanto mais você vai preenchendo, menos espaço a, e mais você consegue fazendo conexões aí a neuro. Quanto mais informação referencial você tem, mas conexão seus neurônios fazem entre si, e mais conhecimento você tem, assim que a gente aprende. Tá vendo como se complementem tudo? Eu não consigo nem fazer uma explicação simples, hein? Eu adorei, eu adorei, eu adoro essa habilidade, monche disciplinar, de olhar para o mundo. Então eu acho muito importante. Esse é o meu objetivo. Meu objetivo final é olhar para os meus pacientes, inclinica, da melhor maneira possível para eles e não para mim. E alguns pacientes vão pedir mais neuro, e outros pacientes vão pedir mais manejo para o canalítico. E se eu tenho os dois e os que se completam, eu consigo ter essa experiência com eles, estar primariamente como um ser humano entendendo um ser humano, sabe? Consegui navegar entre as áreas. Sei, sei, sorte de seus pacientes. Mas então, começando a adentrar a pauta de hoje, e unindo essas duas disciplinas e áreas de estudo. Quando a gente sabe que quer algo, mas parece que o nosso corpo se recusa atrial caminho até ele. Quem está falando com a gente? Tudo. A gente não se separa, não tem. Não tem como se agregar a mente corpo, tá? Tá tudo junto. É um movimento dialético, um começa com outro, começa com outro, e na mesma medida. Tá? Porque eu sei mesmo assim eu não faço, porque eu sei que eu deveria comer mais saudável, eu não faço. Porque eu sei que eu deveria fazer exercício e não faço. Porque saber mora muito no nível declarativo para nós. Eu sei, eu sei disso. E fazer depende de energia que você tem disponível, para controle, para planejamento, mudança de apto, coisa que tem um custo energético no nosso cérebro gigantesco, não é leve. A gente trata como se fosse. Ah, não, mas é só substituir. Não é só substituir. E a substituir existe uma rota automática para um motivo que o nosso cérebro custa muito caro para o nosso corpo. 20% de energia disponível.
2% do peso. Muito caro, é um órgão caro. Então tudo o que ele faz é como se ele carregasse uma culpa, pode ser assim. E aí, tudo ele tenta dar uma economizada, ele tenta dar uma economizada, ele é o Tomatiz. A gente também precisa de regulação emocional para toda a irade de conforto. Comencei ao dável, é desconfortável. Às vezes, isso é fisco, é desconfortável, domicê-do. É desconfortável para muitas pessoas. A gente precisa ter um ambiente que favorece. E um sentido emocional para que um propósito que não esteja em conflito. Então, por exemplo, tem várias camadas. A declaração de "eu vou comer mais saudável", é uma questão de atendendo alguns casos de trastorno alimentar, proponando. E aí, a gente vai para a clínica, e é o dia inteiro disso. Então, isso vai estar muito marcada na minha cabeça. Mas vamos a esse exemplo. O nível declarativo do "eu preciso comer melhor" ou "preciso comer mais", ou "preciso comer menos". Você precisa ter a energia disponível para fazer isso, para cozinhar para você, ou para achar alguém que faça, ou para decidir o que você vai comer. Daí, visto que você tem isso. Você precisa dar regulação emocional necessária para toda a irade de conforto que é mudar um hábito alimentar. Que alimentação é nutricão, mas ela também é "eu vou ser total". Nosso conforto está muito na comida, desde o leite, uma ter. A gente precisa de um ambiente que esteja conduzente com isso. Então, se eu preciso não comer, estou num propósito de não comer açúcar nesse momento. Se eu estou no propósito de não comer açúcar, minha casa é cheia de chocolate. Vai ser muito mais difícil. Eu vou gastar muito mais energia, me controlando para não comer. E, por fim, a gente precisa de um sentido emocional que não é entre-inconflito. Se eu acho que eu não mereço comer saudável, porque eu não gosto do meu corpo e como ele é, eu não vou comer saudável no final do dia. Percebe? Percebo. Saber que tem que fazer é um nível mais superficial possível. E aí tem um monte de camada que a gente tem que distrinchar para entender o porquê aquilo não está acontecendo. Então, é por isso que se fala que procrastinação não é preguiça, mas proteção? É, eu não sei em toma. Pro procrastinação não é nada além de um sintoma. Um sintoma. Sintoma de quê? Aí, dá para ser várias coisas. Geralmente, você está vivendo uma rotina que te custa demais. Ou que não tem mais propósito para você. Se eu estou num trabalho que não tem propósito, que eu não vejo o valor, é difícil que eu me convença a fazer aquilo, porque de novo, tudo custa caro. Pro cérebro, o cérebro já custa caro, por si só. É convencer ele de fazer as coisas que não fazem sentido para você. Vai ser muito difícil. Como você conseguiria se os outros custos forem baixos? Então, se eu tenho uma rotina, eu vou falar, eu não gosto de jeito nenhum, de fazer relatório técnico para clica. Eu não gosto. A minha parte, psicanalíquica, não é fã. Os técnicos mesmo de "ah, se só foi assim, a gente fez isso, não". Mas eu tenho que fazer isso todos os dias. Como que eu fiz para não procrejar pro castinava? Fazer todos das semanas num dia só, aí eu saia frita, não conseguia atender, era horrível para mim. O que aconteceu? Eu passei a automatizar a minha rotina de uma tal maneira, que é. Eu como, durante a semana, as mesmas coisas, dentro de um cardao primitado, eu acorde, coloco roupas, que eu já sei que funcionam para mim, eu não vou ficar experimentando todos os dias, experimentando as vezes, no dia que, por exemplo, não tenho relatório para fazer, no final de semana, enfim, feriatos. Eu tenho uma rotina que me propicia, eu faço exercício no mesmo horário, ou em horários parecidos todos os dias, a minha rotina é muito parecida, sempre. Meu cérebro não entende que ela me custa caro, porque ela tá a 100 mil tomatizando. Então, quando eu tenho que fazer o relatório, eu tenho energia. Eu consigo fazer. Isso faz sentido. É reduzir custo. Para mim, faz todo o sentido do mundo, porque a minha vida é o extremo oposto, e é por isso que eu tenho sofrido tanta. Porque a minha vida profissional me faz ver uma vida completamente imprevisível. Muitas vezes, por conta de eu viajar tanto, eu acordo no lugar e eu não lembro onde eu estou. Imagina como que é para o meu corpo? Uma vez, inclusive, eu achei que eu estava no outro hotel, e eu acordei de uma lugar para fazer este chim. Eu dei de cara na parede, porque eu fui no automático achando que era o bairro da minha casa. Sem corpo, eu estava de construção e de dor. Eu sou sério para tentar o tomático. Ele tenta mesmo. Ele tenta? Eu sei que você está falando muito custoso. Muito. E eu estou percebendo isso agora, me tornando uma pessoa presente no ambiente online digital, que realmente tem coisas que fogem demais do que o meu ritmo clínico e as minhas aulas de mestrado. É tudo muito certinho. O que que acontece? Você tem que tentar ter, pelo menos, uma micro-rotina. Que é micro-rotina? São coisas que você faz todos os dias, mesmo que seja a menor unidade daquilo possível. Por exemplo, eu passei 15 dias viajando com o André, meu anumoreado e meu socio, e a gente não estava em casa, e só afeta bastante a minha rotina também. Eu tinha as micro-cases. Eu fazia uma micro-unidade de exercício físico, que às vezes era o longamento no quarto do hotel. Às vezes eu fazia 15 minutos de esterefável, eu tenho que fazer. É 15 minutos, porque eu só tinha 15 minutos, mas eu tenho que fazer. Tenho uma rotina de oração muito intenso, então eu fazia uma versão um pouquinho reduzida daquilo, que eu, de novo, não tinha tempo, e duas páginas de loitura, que são as coisas que me encoram no meu dia. Todos os dias. Era todos os dias, porque eu tinha previsibilidade, e qual é a previsibilidade ou encarava? Tudo o resto, imprevisível, lidar com pessoas, dar entrevistas, gravar o monte de uma forma muito mais leve. Meu sério eu perintendi, aquele estava seguro, mesmo num lugar estranho. Preio. Exato. E ao mesmo tempo, quando você falou sobre previsibilidade, eu entendo quanto mais previsível, menos a gente tem que fazer escolhas. Ao mesmo tempo, às vezes, quando estou viajando, por eu ter uma versão poquete da minha vida, digamos, eu só tenho como malhar na academia do tel. Eu não tenho como decidir entre se eu vou fazer yoga, se eu vou correr, se eu vou, eu só tenho aquela opção, ou eu só tenho duas roupas de ginástica na mala. Eu não vou ter que escolher com a roupa que eu vou. E às vezes, na viagem, eu também me sinto mais automatizada mesmo e sendo fora de casa, porque dentro de casa tenho muita opção. Fadega da escolha, existe? Ouça, existe, nossa. Isso custa caro para o seu sério e para escolher. É um processo muito, envolve muitas redes. E a gente gosta de operar, no que a gente chama dos gângulos basais. Eles são basicamente os automáticos. Se eu ficarmos assim, o cérebro não é tão segregado quanto a gente gostaria aquele fôso, de função, mas a gente consegue estima mais ou menos o que cada coisa faz. O cótics preferintar o que essa parte de planejamento, deixou escolher, eu vou decidir, ele custa muito caro. Dao a vez a parte mais caro do nosso sério, porque já é um órgão caro. Então quando a gente joga tudo para ele, qual roupa que eu vou usar? E o que eu vou comer? E que horas eu vou sair? E o que eu vou fazer primeiro? O que eu vou fazer na primeira hora do meu dia? Chega meio dia e ele já está assim, "Cana, eu não aguento mais, eu não quero mais decidir, eu não tenho mais energia." A fadiga decisional acontece quando vamos pensar no cérebro como uma conta bancária. Gosto muito dessa analogia. Você tem lá um certo saldo no seu débito. Digamos que não existe a crédito. Você tem um certo saldo no seu débito. Toda vez que você faz alguma coisa que faz bem para o sistema, faz bem digo no sentido biológico mesmo. Então exercício físico, uma alimentação balanciada, quando você dá-me bem, quando você tem conexões emocionais profundas, você adiciona um dinheirinho ali. Toda vez que você escolhe algo, tem algum conflito, toda vez que você procrastina uma atividade e aquilo fica trazendo aquele peso de culpa para você, você gasta. Se você gasta o suficiente sem repou, sem entrar no ché especial, esse ché especial é procrastinação crônica fadiga decisional, aquela sensação de que você não consegue mais fazer. Você sabe o que você deveria fazer, mas você não tem energia e não é físico, é mental para decidir fazer. Quantos menos a gente gasta, mais saldo a gente tem, por isso que a semia automatização e quando digo sem, é porque ninguém vai virar um roubo. De vestir exatamente a mesma coisa de todo dia, alguém até deve, mas não é o que eu recomendo. Veixe mesmo a coisa todos os dias comer exatamente a mesma coisa de todos os dias, não, sem limita as decisões. Eschipula os seus horários, os inegociáveis e usa isso como uma base, não precisa ser tratando. Eu sou muito fã do caminho do meio, do equilíbrio. Eu acho que o conceito de aldaimonia, que aquela verdadeira felicidade da filosofia grega antiga, é extremamente correto no sentido de "é o caminho do equilíbrio", do meio, nem excesso de um lado e nem do outro. E a semia automatização ajuda a gente com isso justamente ao equilíbrio. Então nesse sentido da conta bancária,
a gente deveria tentar montar uma rotina em que o mais custoso ocorre de manhã, ou em outras palavras, é muito mais difícil malhar noite do quinto manhã. Se você ter uma rotina que não te exige tanta decisão, não vai fazer muita diferença, não. E aí depende muito do seu cronotipo, né? Pessoas natutinas, pessoas espetinas, pessoas noturnas, noturnas extremas, natutinas extremas, enfim. É o horário que você funciona melhor. Se você me colocar para resolver um problema pela manhã, eu não vou conseguir. A manhã necessariamente há um momento criativo para mim. E se eu não tiver esse momento criativo pela manhã, eu não funciono muito bem. Minha hora de resolver problema é 3 horas da tarde. De 3 horas da tarde para a frente, assim, até uma 6, 7, eu resolvo problema tranquilamente, muito bem, muito eficiente. Antes disso, não muito. Depois disso, até que vai. Até a hora de eu dormir. Por quê? Minha rotina me favorece a poder escolher o horário que é melhor e mais intuitivo para me fazer as coisas. Essa é lógica de "ah, vou fazer tudo que é mais difícil de manhã". É justamente a pessoa que está agastando todo o saldo dela, não repõe. E entra no cheque especial. E, de tarde, essa pessoa quer dormir. Ela não tem energia, ela entra naquele vale. Esse vale não é inato nosso. Não precisa ser tão grande. Que o momento poise almoço, se você pegar o momento poise almoço e fazer uma breve caminhada, subir uma escada para conversar com alguém que você gosta, você vai ver que o vale já diminui muito, porque você está repondo o saldo. É equilíbrio de verdade. Gastar e pô, gastar e pô. Contato humano repõe energia? Para algumas pessoas. E aí, entrou vertidos. Muito nessa pegada de, por exemplo, eu sou uma pessoa totalmente entrouvertida para mim. O meu contato humano seia com duas das mesmeleiras amixas telefone e a mãe. E o André. É mais ou menos isso aí. Isso repõe. O resto dá uma gastadinha. Aí eu tendo a economizar para o pô, não é de semana. Estrovertidos, qualquer um. Cois qualquer um. A conversa, este mula muito. Não gasta. E aí, é isso. Muito de se conhecer, entender o que te repõe. Uma das coisas que me repõem é caminhada. Eu amo. É uma coisa que é muito benéfica para o cérebro. Ativa conexões. A gente pode usar nossa rede de modo padrão, que é justamente o responsável. Só que você está no banho. E se começa a ter uma ideia. É porque o banho é um processo extremamente automatizado que nem andar. Você sabe exatamente o que você vai fazer, você precisa pensar. Agora eu vou usar o champu. Isso é o cérebro. Fica livre para ir criando novos conexões. O caminhar é a mesma coisa, porque o movimento é totalmente automático. E esse vai devanhando. Eu amo. Uma coisa que me dá muita energia tende a ser assim para a maioria dos pessoas. Mas vai de experimentar para você. É as melhores ideias da minha vida, foram caminhando ou no ganho. Não tem um, não tem outro lugar. Totalmente recípro, cair o brinco que os meus cachorros me levam para passear. Porque não sei se está fazendo melhor para eles ou para mim. Mas nesse mesmo sentido, se o banho é automatizado, a caminhada é automatizada. Então quando o seu ato é pegar o celular e ficar vendo coisas completamente imprevisíveis e diferentes emoções, raiva, riso, ameacia, meu. O que isso faz com o nosso cérebro? Ah é, é o grande vilão. Eu falo, a gente não tem muitos vilões na neuro, mas a gente tem esse vilão, com o senso que é um vilão que são as telas para um adulto. É a recompensa imprevisível. A gente tem pouco entendimento por aí de que o que o Reels faz, o TikTok faz, o seu cérebro é parecido com que um cassino faz. É recompensa imprevisível. É o mesmo circuito, tá? Divício. Só quando as pessoas são atoviciados no meu celular e a gente acha subestera, não é besteira. É em fisiológico. Que que acontece? Da mesma forma que a gente tem esse saldo de energia, a gente tem um saldo, uma linha basal do feminéxico, não sério. Aqui eu vou simplificar um pouquinho porque a dopa minha, uma molécula muito mais complexa do que a psicógia pop representa. E existem quatro vías dopaminégicas no nosso cérebro, não é só uma, não é só de recompensa. Inclusive todo o movimento que você consegue fazer do seu corpo, a responsável é a dopamina que existe no seu cérebro. Tanto é que tem uma brincadeira, mas é uma afirmação séria, também ao mesmo tempo, assim, na neuro que é jejum e detox de dopamina, chama-se Parkinson. Porque é isso que é a doença de Parkinson. Você afeta os movimentos porque existe um déficit ali em parte, não é só isso, mas da molécula do caminho no seu cérebro. Então você não consegue executar os movimentos. Que que acontece? Você tem uma linha basal. É porque tem gente que faz, né? A gente tem que fazer jejum de dopamina, detox de dopamina, pará com a dopamina. Não se para com a dopamina, a dopamina é responsável por muitas coisas no nosso cérebro. O que a gente precisa é entender o seguinte. Existem dois tipos de dopamina, fásica e essa aqui é pasal. A fásica acontece nesses picos e vales. Então, eu vi uma coisa que eu gostei, eu comi alguma coisa que eu gostei, eu vi uma pessoa que eu amo dopamina, eu comendo dopamina. E a basal a linha basal é estável, porque para as funções corporais você precisa de dopamina, para decidir fazer coisas, para se movimentar, etc. Quando a fásica é muito acentuada e das evindas e das evindas e das evindas, muitos picos que é o que o rio faz. Toda vez que você escrola tem um pico e você vê uma coisa que você não gosta, é um válido. E quando você vê uma coisa que você gosta é um pico. Aí você vê uma notificação pico, válido pico, válido pico, válido. A linha basal que é responsável pela sensibilidade dos receptores de dopamina no seu cérebro. A galera que recebe a molécula é lá baixa, porque se ele está sensível demais, com picos demais, seu cérebro é anti-parafuso. E ele entende isso, então ele vai falar "Não, vou me abaixar para todas as outras coisas". E todos as outras coisas mesmo, leitura, comem bem, você ter hábitos que você quer cultivar. Na leitura é muito claro, você falou do clube do nível, é muito óbvio. Se você pegar o rio e escrolar logo antes de ler, você não vai conseguir ler uma página. Meu Deus! Sim! Seu cérebro se regulou. Ele não quer essa dopamina da leitura, porque ele entendeu que vai vir uma, que é muito borrada nele e ele está se protegendo. É isso que acontece. E é verdade que quanto mais tarde você pegar no seu celular melhor, porque eu comecei a fazer isso. Eu só me deixo pegar no meu celular quando eu subo na estere. É minha recompensa por ter chegado até lá. Eu vou me fazer exatamente a mesma coisa. Mentira! É sério, é sério. É só durante o cardio, durante o cardio eu fico. Eu tenho uma, a minha hora disse "Cro" Não é muito bom! É muito bom. É ótimo, é limitado. Limitado, só 30 minutos do meu dia. E está ali. E se for 15 minutos de cardio é 15 minutos do meu dia. E ponto final. Porque isso faz sentido. Você está regulando a sua basal de dopamina para cima. Se já fez tudo, você resolveu problema. Se for treinar, você comer, você. Ela está ok, você vai conseguir ler, vai dar tudo certo. E você ainda copou um lábito bom. Diminui um pouquinho do impacto. Então é isso. Encontrar o que funciona para você é muito importante, mas entender a neurociência que em base vai te habilitar a tomar decisões melhores. Entendeu? Para o seu sistema? Super entendido. E de fato, tem se falado de dopamina de uma maneira, como se fosse algo tão simples e limitado, mas eu fico curiosa, prate, ouvi sobre o que essa psicologia pop está falando sobre o que é a análise da psic canálise desse momento, em que a gente está procurando tanta recompensa fácil e barata. Qual é a falta? É uma humanidade sempre teve escapes, sempre. Se não tivesse escapes, ausências, traumas, a gente não teria nem inventado a psicanálise. Ou seria uma coisa de dois anos perca. O que acontece? Eu acho que a gente está entrando numa fase os Itgaste, o espírito dessa época é egoísta. Muito egoísta, muito individualista. As telas nos deixam dessa forma. Todo conteúdo é altamente curado para te agradar. Você não tem mais acesso as coisas que não te agrado. E quando você tem, é pela mentalidade do seu público, daqueles que também odeiam aquela coisa. Tudo é polarizado e a gente vai entrando num movimento de ín, de se encerm mesmo ar. Se entra para dentro de si e acha que você é o dono do mundo.
a verdade. Esse canal de descreve super bem, é um movimento que a gente faz na infância, a gente realmente acha que a gente é o centro do mundo. Parece que os adultos da nossa época não saíram desse movimento, não conseguiram fazer esse confronto ao ego de "Não, você não é tudo, não calma lá, existe um mundo, existem outras visões, outras versões nem tudo é preto no branco, quase nada é preto no branco se você for olhar pilótica, canalítica, tudo é relativo ao sujeito, tudo se sujeita a uma visão de mundo, tudo se sujeita ao objeto que a gente se refere. Então, assim, a psicanálise com relação às telas não vai ter muito a dizer, mas com relação ao egoísmo que elas estão propiciando, aí já tem bastante, nós temos que sair do ense mesmoamento, vocês são palavras, mas desse movimento de se ense mesmo, e não olhar para o outro como um outro, e assim como um objeto, quase sempre. E na tela é muito fácil, o outro ali é literalmente um objeto, é de se resumir ao seu celular, por isso que é tão fácil odiar, por isso que é tão escolhemizar fácil, a gente criou um ambiente para isso, então nas telas, a crítica psicanálítica, vigente pelo menos aos estudos que eu tenho acesso, é mais ou menos essa, forma-se uma geração, algumas gerações já egoístas, muita egoístas, e que são favorecidas por isso, por causa das telas, por causa do ambiente digital que se cria, para agradar, para manter a pessoa presa, e se só ver o que você quer, se só falo o que você quer, o outro vira um objeto de trazer, de entre o terimento, uma historinha para o seu vida, a gente cobra esquecendo de olhar o ser humano completo, e isso nos isola cada vez mais. Para mim, segue valendo, acho que a primeira vez que falei essa frase dentro desse programa era 2020, e eu estava entrevistando a maíza, e eu sigo com a máxima de que, se você não falaria olhando na cara dessa pessoa, não digita, não clique em viar, você teria coragem de me falar isso, você me contraste na rua, você ia falar isso para mim, pensa bem, porque tem uma certa covardia também, mas Maria, a gente consegue diferenciar, então, e eu concordo muito com a sua visão, de que nessa sociedade a gente sempre procurou esses escapas, porque, bom, sonhar é um escape, nada como escapar um pouco da realidade, que a realidade vai ser sempre muito dura, mas a gente consegue diferenciar a busca por prazer, da busca por alívio? Sim, a busca por prazer move a experiência humano, a gente busca prazer, a alimentação é um prazer, beber água que está com sede é um prazer, eu contato com outro, geralmente, é um prazer, é basal para nós, com as partidas nossas necessidades humanos, o alívio, ele necessariamente vem frente a um sofrimento, ou algo que tenta se tenta recalcar, ignorar, enfim, for dar um exemplo trático aqui, o celular na estere, se não fosse na estere, vamos lá, o que que me move é olhar o meu celular naquele momento, é porque eu estou midando 15 minutos de do caminho, é que eu sei que é baratinha, primeiro sério, mas que eu consigo regular dentro de um contexto bom, ou eu não quero pensar no que eu tenho que fazer, prazer, escape, alívio, o que é que eu abro mão para fazer isso? Se eu abro mão, se eu estou comendo um hambúrguer, porque eu amo hambúrguer, hambúrguer, porque eu como todo o semana, eu moro em São Paulo, como pra mim, toda semana eu com hambúrguer em Chorte, se eu estou comendo um hambúrguer, porque é uma quinta-feira, meu dia não é final de semana, eu não gosto dessas associações de comida, de alívio, nada disso, eu não gosto de absolutamente nenhum desses mecanismos, então meu dia tipo, ter essa feira flê, hoje vai ser o dia, do meu hambúrguer hoje parece ser um bom dia, o que que me move a isso? É porque eu quero me ir recompensar com uma comida que eu amo, e é aquele é o dia que eu sinto que eu estou com mais vontade para isso, ou eu tive um dia péssimo, eu preciso de alguma coisa, essa coisa vai ser o hambúrguer, porque eu não vou olhar para as minhas emoções e o movimento de deglutir, de engolir, é o mesmo movimento de empurrar para baixo, movimento de peristáuticos do nosso corpo, para deglutir um animento, para baixo, é como se você tivesse empurrando a emoção junto, por isso que é um mecanismo de compensação fula, sem empurra para baixo, tanto o alimento com a emoção vai junto, isso foca aqui, é por isso, é um escape, ou eu quero me dar isso porque eu estou dentro de um contexto equilibrado, a diferenciação é o que te move a fazer? Assim como fumar um cigarro é respirar, aí a gente entra numa questão de que não existe e essa frase é forte, mas no quesito drogas para o nosso cérebro, não é algo, o cigarro, e aí eu estou falando de drogas não medicamentos, não vou botar os medicamentos nisso, eles não entram nessa conversa, as drogas recreativas, elas não fazem bem nenhuma medida para o seu cérebro, e se você for para olhar muito bem, um pouco para o seu psiquê, não conheço uma pessoa que beba só pelo sabor, é sempre porque, "Ah, mas isso aqui me dá mais força para ser mais sociável", é isso aqui, senão não consigo ficar acordado, isso aqui são mecanismos de compensação, aí eu digo, o mecanismo de compensação, ele existe para esconder uma falta antes com força, para a gente não ter que olhar para aquilo, mais sentido isso, então eu não acho que entra. Nossa, claro que faz, claro que faz, faz todos os sentidos, e eu fiquei curiosa porque você falou que faz atendimentos para bonos, para pacientes, com transformos alimentares, e eu acho que no início do ano, temos um público majoritariamente feminino, os homens também passam por isso que a gente está vivendo, como muito a depressão estética, cada vez mais eles também estão sofrendo bastante, mas como que essa emoção do se alimentar e também do se privar, porque existe algo de importante de você priorizar imenso saudáveis, mas também existe algo de muito sensual de controle de deixar de comer. Como que você enxerga esse momento que a gente está vivendo, e aí possivelmente de medicamentos que apareceram muito positivamente, com as indicações certas, de possíveis gatilhos para esses transtornos, sensos de controle, acho que estou fazendo quase um episódio em uma pergunta. A gente está vivendo um tempo, isso é cíclico de magraza extrema, a gente ouci lá em qual a sociedade a gente vai, vai para os corpos, e se é desde a eravitoriana, quanto mais comida você ingeria, mas se você era, então você ter mais peso era um sinônio de que você era mais bem de vida, e então era a trante, e aí a gente teve os anos 90, que foi esse álgebra do corpo da magreza muito, muito gritante, e agora votou. A gente teve um movimento muito legal aí nos anos 2000, para a inclusividade, e agora a magreza extrema voltou muito pelo mauso dos analgos de GT1, que são os famosos remédios que a gente estava indo agora. Os remédios em si, esses injetáveis são maravilhosos, a ciência por trás é incrível, vai descobrir-te muito boa para lidar com muitas doenças e com a obesidade maravilhoso. Entretanto, como tudo que a gente diz, a disponibiliza que tem um lado muito bom, ele tem um lado muito ruim, que é facilitar a magreza extrema para populações que não precisam, usar esse medicamento, isso está acontecendo. Dito isso, o comportamento transtornado no comer, está se tornando mais comum, pessoas que não comem oporções adequadas para a idade deles, comem muito pouco, porções infantis, pessoas que estão colocando muito do próprio valor na magreza e que antes estava mais na força, nossa, o teu corpo forte, o corpo maillado, o corpo sara, isso está perredendo espaço para eu ter um corpo muito mágico. Mas a gente está vendo um pensamento problemático que está genera odizado, que tem que ser combative, A gente tem que colocar os medicamentos no devido lugar.
e voltar a compreender o alimento, ele é assim uma fonte de craseir, e ele não pode deixar de ser. Ele não pode ser a única fonte de craseir, e ele não pode ser o único mecanismo de compensação. É aí que vem a tal da restrição que eu gosto entre aspas aqui. Você tem que se tratar, e eu falo muito isso para os meus pacientes, como uma criança. Você tem um filho. Você dá a ele, tudo que é demais do títivo, né? Em teoria, você tem que ele crescer, e fique forte, fique bem. E se ele ficar doente um dia, ele precisa ter reserva de músculos, porque eu digo ordora, porque ele precisa combater a doença. Você precisa poder estar numa UTI e ter reserva para sobreviver, porque é isso que você vai compreender. Você acha que você está lá comendo e ingerendo proteína? Não está. O interior vai usar o que você tem. Por isso que a gente consorca, por isso que o bate tanto na tecla, a gente vai ter uma sensação saudável do trem. Ela é um gilhidade que você está construindo e não estética. Não necessariamente estética, nem todo mundo tem a píra da estética. Se você tem a píra da estética, você trate igual uma criança. Se deu o que você precisa, e quando chegar a hora que você quer comer uma barra de quete de café da manhã, você fala "Ops, isso não é uma boa ideia". Ponto final, vou comer ela mais tarde. É exatamente o que a gente faria com as nossas crianças. Por que a gente não faz com nós mesmos? A gente não tem a sensação de que parece simples, mas vamos voltar na primeira coisa que eu falei. Existem camadas, várias. Mas a primeira camada seria a conscientização. E eu gosto desse mecanismo de conscientização. O que eu faria se fosse meu filho, se fosse minha melhor amiga, se fosse minha mãe, que quisesse não tomar café da manhã e não vamos só para só comer uma barra de proteína três horas da tarde. Eu ficaria uma louca com eles. Por que vou fazer isso comigo? Eu quis puxar justamente porque eu queria ouvir a sua visão, porque é uma pauta que não para de aparecer. Eu acho que é muito constante, a minha idade eu estou até um pouco cansada de abordar essa pauta. Sendo muito sincero com você, Maria. Mas eu também me sinto na obrigação, porque eu tenho um programa que fala com muitas mulheres. E eu vejo nos lugares que eu frequento, nos meus grupos, eu estou vendo adoecimentos, meus olhos. Eu sou mais velha que você, minha adolescência. Eu tive mais do que uma amiga internada por anorexia, tive episódios de bulimia. Então eu estou vendo isso acontecer de novo e eu fico incrédola. Porque eu achei que a gente tivesse aprendido, mas são fases. Mas eu quero falar o complementário que você disse porque tem um exercício legal que é. Se você trocar-se de corpo esse ano, o que você mais ama? O que você faria com esse corpo? Como é que você ia devolver para essa pessoa? E eu não faria o corpo, sei lá, a pessoa que eu amo muito. Me abrima, Fabiana, beijo, Fabi. Eu ia nutri ela muito, eu ia fazer ela se divertir. Eu ia deixar ela perto das pessoas que ela ama. A ela ia transar muito porque eu quero que ela seja feliz. Eu ia nutri ela de tudo que é admelho. Agora, eu pensando no meu corpo. Você sabe, entendi essa troca? Isso é um excelente exercício, inclusive, com a licença poética. Vou usar o luto também, dorei esse. É todo seu. Mas falamos de dopamina barata, alguns discursos online. Então eu quero falar sobre força de vontade. Porque acho que não para de também piscar mensagens. E eu entendo quando você fala sobre o ambiente, é também aquilo que a gente escuta. É uma desvalorização do sono, o que é para mim uma insanidade. Também a questão de se você não consegue, porque você não quer o suficiente. E toda essa. Esse racional de que a gente deveria querer mais. Onde que a gente para com isso? Eu não gosto do termoforça de vontade. A sua vontade não tem quase nenhuma força. É só isso que eu tenho para dizer. Vontade é muito engraçado. E igualmente, eu já tinha vontade de mudar. E a gente tem vontade de permanecer o mesmo. Nos dois cenários nós temos ganhos. Se nós a gente não viseria de jeito que a gente vê. A força de vontade ignora totalmente isso. Mesmo que não seja benéfico para nós. Agora, falamos como a gente vive esse hábito que você não gosta. Em algum momento, ele foi muito útil para você. Para escapar de alguma coisa, ou para te dar algum prazer no momento que não tinha. Ele foi útil. Ele foi. Se você descarta esse aspecto. Vai ser muito difícil sair dele. É a primeira coisa que eu conheço. É que ele teve utilidade qualquer. E que eu não estou mais naquele lugar. Preocisa daquela utilidade que ele teve descarta. E agora estou pronto para mudar. Mudar não requer só vontade. Nem autocontrole e nem disciplina. E a gente tem uma mania chata de associar isso. Isso é caráter. Mas, falando para a pessoa, não quer mudar. Não quer comer direito. Não quer fazer o que tem que fazer. Fulano ainda não tem consciência de todas as camadas que envolvem mudar o hábito. Nem o que está falando e nem o que não está fazendo. Autocontrole é um recurso muito limitado para o nosso cérebro. Ele existe. Mas lembra aquele saldo bancário? É como se ele gastasse de uma vez uns mil reais assim. Não me isso aqui. Estou fazendo um gesto muito pequenininho com as vias bolas. Não é coisa miso, ele gasta. Mil reais não clips. Vamos fazer um clip de papel. Mil reais. Você compra. Você acha que aquilo é tudo que precisa do clip. Mas do que tudo você precisa de clips. Mais do que tudo. Você precisa entender que o seu ambiente vai ser um multiplicador do seu usar. Três coisas eu mudaria. Primeiro o ambiente. Olha para o seu ambiente. Ele está propiciando esse hábito que você quer mudar. Então vamos mudar ele primeiro. Porque mudar o ambiente é muito mais fácil que mudar todo o seu mundo interne a sua estrutura para aquilo. Segundo, onde você quer chegar com isso? Porque se você não tem um propósito, você não vai sustentar o como. O desconforro. Lembre-te muito. Muito envolvido. Você está abrindo mão de uma coisa que o seu cérebro entende. Que foi muito útil para você. E para ele, ele não quer, ele não está sentindo confortável. Foi muito importante. Estou para enfrentar as existências que vão existir. Se encontram um propósito. E você se lembra desse propósito. E se você tem que escrever esse propósito ao seu parede, depois faça. Para ele estar lá visível. O meu fica na minha tal de seu lá. Tengo engraçado. Nossa, acabou de trocar, porque troca de hora e hora. Mas a minha tela é uma notas do meu propósito do ano. O meu propósito do ano é mansidão e humildade. E está lá, seja a mansa e humildade desse jeito, desse jeito. E de hora eu consigo ouvir. Deixa visível. E o outro antecipa a sua resistência. O antecipa. Se eu, vou falar do doce, porque eu tenho a minha cabeça que estou muito absenso com o gel. Se eu quero comer um brigadeiro, depois damos. E eu sei que vou fazer de tudo para isso. O que eu posso fazer que não seja isso? O que funcionou para mim? Cameada? Escrevei sobre esse sentimento de querer muito um brigadeiro. Entendeu? Por que que eu quero? Eu faço isso durante a escrito. E comei a tomar uma comorango. O seu meu divinado é gostoso demais. Eu gosto. É o amo. Se você colocar um pouquinho de manteiga de mandui, inclusive fica. Nossa, eu muito gosto. É muito bom. Já me doim em nossa ciária. Muito bom, inclusive. Em vontade agora. Eu vou cansar e vou, ó, eu não entinto aí. Eu não mais entender que se não está mudando, não é porque você não quer o suficiente. Se só não chegou no entendimento que você precisa, e você ainda não instalou os mecanismos que você precisa. E é o que eu digo. Vai ser questionando. Porque desse hábito, esse conceito é muito antigo. Tudo nos tem uma utilidade. A gente precisa encontrar qual é o oé, e eu te ensina. Leia, pude um pouco. Vêja o que funciona para você. Vai experimentando. É só que você ainda não achou. É que você não quis o suficiente. Nada se muda na força do pensamento. Nada. Isso é um mito. O que a mudança do pensamento faz é que ela te direciona. Se eu estou pensando num fuzca amarela, a probabilidade de eu achar um fuzca amarela é maior porque meu cérebro está antenado. Não porque eu fiz surgir um fuzca amarela. Não que não posso existir coincidências, e eu sou uma pessoa diferente. Então, para mim, existe um tezito para além disso. Mas força de vontade é você direcionar as convocações para algum objetivo. E se você se facilitar nesse processo, vai dar certo. Se você ficar dependendo, esse surrando, porque as pessoas fazem isso. Não conseguir que eu não consigo se autoflagê-lo. Isso só vai dificultando. Você vai encontrando naquele hábito cada vez mais um refúgio. É realmente um leiro. Vamos fazer. É sentido. É uma profeta que é alto realizável, crônica de uma morte amulciado. Quando você entra nesse ciclo de culpo. E quando a recompensa é pertencimento ao grupo.
que a gente tem hábitos coletivos. Por exemplo, o álcool. O álcool, você falar num grupo que você, por exemplo, saiu durante, no século 1 da sua vida, toda quinta-feira pra emombare. Você chega lá e fala, "Não, vou beber." É uma quebra. E você falou sobre o autocontrole. Hábitos, eu imagino que se irão também pra gente pertencer. Mas como que talvez a vergonha e a comparação sejam essas tecnologias sociais que vão lutar quem somos? Gente, é transsoceologia, fato social do Caim. Mas do ponto de vista da psicologia mesmo pra não falar desse coletivo tão amplamente. E às vezes até adentro num território que não é minha especialidade embora. Tem estudos muito boas sobre isso. Nós somos um espelho, para os outros que nos cercam. Nós somos como nos espelho. Pode se imaginar com uma armadura de espelhos. O outro V em você, o que ele é, em partes. E o que ele não gosta, e o que ele não é, em outras partes. A análise que o outro faz de nós é primariamente a análise que ele faz de animismo refletida em nós. Partidos a esse principal, você está num grupo de pessoas que te acompanharam bebendo ou numa versão só que você não quer mais ser por 15 anos. E você tenta mudar eles não mudaram? Primeira coisa que eles vão falar é. Chegou muito estranha. Nossa, mais ela está esquisita do nada que essa B mais de. Das coisas. Não sempre foi desse jeito, porque que ela está mudando agora? Porque não conseguem arcar com a mudança em si. Não conseguem nem arcar com o que o shonamento de talvez eu deve mudar isso em mim. Será que esse álbum tomia? É bom. Será que isso ainda faz sentido para a minha vida? Então, o jeito que se encontra de lidar com isso é julgamento. Não, eu vou repudiar aquilo que eu não quero olhar para isso em mim. Um, dois. Nossa série brua evoluiu em grupos. A gente dependia dos nossos grupos para a sobrevivência. Então, quando a gente tem uma ameaça social, é como se fosse uma ameaça B. Morte. Porque antigamente, se você fosse escuído, do grupo você ia morrer. Ou porque você ia ser caçado para um animal, ou que você ia ser caçado para o próprio grupo, ou que você ia morrer de fã. Era um bom destesio. Se você não tiver essa proteção geral aí do grupo, você estava na pior. O que eu falaria o conselho? Se não é uma opção sair desse ambiente, nem que seja por um momento, faz o exercício de se imaginar como um espelho, de se lembrar o porquê que você está tomando essa decisão, a blanco é super importante. Porquê que você está deixando isso de lado? E também entendo que você não é uma ameaça muito real, mas já foi. Não é mais. Você vai chegar em casa e você vai ter comida, você vai ter seus ados, sua família, sua rutina ainda assim, de qualquer forma, sendo aceito ou não por aquele grupo x. Parte mais ou menos disso. O propósito tem que ser um pouco maior do que a pressão coloca. E se você não conseguir modular esse ambiente, você tem que criar essa casquinha, essa armadura. Todos os meus ambientes tem, meus amigos, todos os meus amigos, eu tenho poucas amigas que não bebem como eu, poucas. Inclusive, André, toda a família, todo mundo, bebem socialmente, bebem em casa. Não, não, não, não, partipo. Eu bebo voltem meis, é uma coisa que eu gosto muito de convínio em um fixo de algo. Eu estou achando que a gente é muito parecida. E aí, o que eu me lembro de que o meu propósito de não beber é maior do que essa pressão
zinho que existe às vezes e que a pressão se passa. E depois eu me lembro de às vezes eu estou num momento que eu não conseguiria lidar com alguém ficar falando "Ai, porque você não me abriu, eu não vou, eu não vou, eu escolho meu ambiente, eu escolho". E eu como nico isso muito bem entre as pessoas. "Você não vai me ver?" "Não, hoje, caro, junto, eu não estou finho, hoje não é o dia, eu falozinho, hoje não é o meu dia." "Ai, às vezes eu pego agora o filho, eu estou um raro que quando eu peço, eu acho que eu fui ver um fitjeão do diaço, e eu não sei. "Ai, hoje é o dia dela." "E, enfim, é o conselho que eu daria seria esse, vocês quiserem olhar mais sobre o fato social e como que os grupos realmente moldam nosso comportamento é bem interessante, mas é o estudo muito gigantesco demais da conta que é cadê aqui agora. Eu fiquei muito interessada essa manda pra gente, pra gente colocar na descrição do episódio pra quem quiser se aprofundar. "Como certeza." Eu vou deixar um conselho pra quem também está querendo parar de beber e sofrer pressão social é copo transparente, muito gelo, água com gás. Todo mundo acha que é um drink. E aí você circula sem ninguém te perguntar nada. É um grandíssimo alívio. Bom, pra gente finalizar assim exclusivamente pra uma questão de tempo. Maria, então o que eu comecei o episódio falando que é melhor se perguntar quem eu quero ser do que o que eu quero alcançar. É verdade. Em partes existem pessoas que vão ser mais motivadas por objetivos exógenos. Existem carreira, filhos e aí preces pessoas vai funcionar mais o que eu quero criar, quero criar bons filhos, mais do que eu quero ser uma bomba. Encontro o que funciona pra você. Não existe propósito pequeno e eu quero terminar com uma história de não existe propósito pequeno que me marcou porque foi o primeiro, os primeiros pacientes que eu atendi na clínica social de maquense, quando eu estava na graduação e eu fui atender esse caso na depressão muito agudo e ele falou "Eu não consigo acordar porque eu não tenho pelo que acordar". E a gente foi tentar achar. E aí, eu, estudante na época queria achar coisas grandes. Mas você quer ser pai, você quer criar uma carreira e falando "Veja o menor sentido" e nada diz "Você que você mais gosta de fazer? Que que você mais gostava de fazer?" E foi uma coisa que ainda me agrada muito quando tem fijão. Fresco, que a minha mãe faz e outro se amou em dele. Não foi psiquá-la, eu falei "Todos os dias cheiro de feijão, faz um feijão todo dia e o propósito dele vai ser acordar pra comer ou feijão". E aí a gente consegue trazer o próprio psicoterapia de te feita. Ele melhorou na base do propósito que era acordar pra cheirar o feijão que a mãe dele tinha feito e ele sentava com ela, ele comia o feijão com ela. Não existe propósito pequeno demais, nem em grande o suficiente, você precisa encontrar o seu e entender que ele vai mudar. Ah, várias vezes. Se você estiver fazendo direito, vai mudar várias vezes. O propósito, os valores por trás, que eu realmente não, encontrar o que funciona para você é a melhor coisa que você pode fazer por você. Se permitir experimentar e errar, se permitir o entendimento, sem medo de quem você é, do que você gosta, do que você precisa acima de tudo. E do que te move, acho que é que tem um porquê enfrenta quase qualquer coma, uma frase incrível, ela resume muito da experiência. Então encontrar os seus porquês, os pequenos, os médios, os grandes, os nega-lomaniicos, e entendendo o que funciona para você chegar neles, que funciona para você chegar neles. Não funciona para fulmante e tal, para você. Muito bom, Maria, muito obrigada. Eu tenho duas últimas perguntas. Ah, a primeira delas é onde que as ouvintes te encontram, você tem algum curso, o que você tem para que elas possam ver mais dos seus conhecimentos? Bem, nossa, a aula é uma das coisas que eu mais gosto de fazer na minha vida. No Instagram, Maria, Maya, andela, NPC, eu falo todos os dias por lá sobre relacionamento, sobre psicologia, sobre neuro, sobre ápitos, sobre tudo. Eu tenho um curso que está numa lista de espera agora, que é o protocolo NP, a lista de espera tal, lá no Instagram também, ficando ali em Kitabio. E é isso, eu falo todos os dias, né? Eu adore fazer o live, a gente pega umas galeras da neurociência, a galera da saúde para falar comigo também, e é por lá que vocês me encontram. E aí, para a gente finalizar, a gente tem um quadro dentro do bom dia óbvio, que se chama Fissuras, que eu conto a tudo aquilo que eu estou um pouco fissurada, que está mexendo com amigo, qual é a sua fissura atual? No momento, é esse livro aqui, está do meu lado inclusive, chama "Ipotes da Felicidade" do Jonathan Heights. Eu estou obcecada por isso aqui, de verdade. Eu sou obcecada por tomar suas vetias da Fiss, que são sem a sucre. Se você ouviu esse episódio, peça.
pensando "Opa, acho que eu não sou preguiçosa, eu espero que isso tenha te dado um pouco um monte de alívio". E se você está tentando mudar alguma coisa, se sentindo atrasada, eu queria te lembrar do óbvio que a gente esquece. Atraso não é prova de fracaso. Às vezes, só o seu sistema tentando te proteger. E agora, talvez você tenha de curir do mais linguagem para negociar com ele. Na descrição desse episódio, tenho link para você se inscrever na newsletter da óbvés e receber conteúdos que aprofumam essa conversa. Também na descrição está o link da lista de prevenda da segunda temporada do meu curto do livro. Caso seu desejo para este ano seja ler, estudar e estar mais perto de mulheres que pousam conhecimento. A gente vai ter encontro semanais e pautas que atravessam a vida real, mas sem virar obrigação. Quem é só virado. E tu. Você pode avaliar e se pode esquecer, aqui nos pode fazer. Compartilhar com alguém que precisa ouvir que disciplina não é um diagnóstico moral e que quando não funciona, a gente não precisa se punir. Precisa entender. No Instagram, a gente se vê na roba óbvés.c, na roba chapa de engendorfina e também no meu perfil. A roba Marcelo acerebele. Até semana que vem.
Podcast Summary
Key Points:
Cada ação é um voto para o tipo de pessoa que você deseja se tornar, mudando o foco de "o que quero alcançar" para "quem quero ser".
A repetição de hábitos não é apenas automática; envolve desejos, culpa, medo e prazer, e pode ser uma forma de proteção.
A procrastinação é um sintoma de rotinas custosas ou falta de propósito, não preguiça.
A neuropsicologia e a psicanálise se complementam
A fadiga decisional ocorre quando o cérebro gasta energia em excesso com escolhas; micro-rotinas e automatização reduzem esse custo.
O equilíbrio entre gastar e repor energia (como contato humano, exercício ou momentos automatizados) é essencial para manter a produtividade.
Summary:
A transcrição explora como hábitos moldam nossa identidade, com cada ação sendo um voto para quem queremos ser. A neurocientista Emily McDonald e a psicóloga Maria Nogueira-Maya discutem que repetição não é apenas automática, mas carrega significados emocionais profundos, como proteção ou prazer. A procrastinação é vista como um sintoma de rotinas que consomem muita energia ou falta de propósito, não como preguiça.
A conversa destaca a complementaridade entre neuropsicologia e psicanálise: enquanto a primeira explica os mecanismos cerebrais e a fadiga decisional, a segunda aborda o inconsciente e os conflitos internos. Para lidar com a imprevisibilidade da vida, sugere-se criar micro-rotinas — pequenas ações diárias que automatizam tarefas e reduzem o gasto energético do cérebro, que consome 20% da energia corporal. A fadiga decisional é comparada a uma conta bancária: cada escolha gasta energia, e é preciso repô-la com atividades como exercício, contato humano ou momentos de automatização (como tomar banho).
O equilíbrio entre gastar e repor, adaptado ao cronotipo de cada pessoa, é a chave para manter a produtividade e o bem-estar, evitando o "cheque especial" mental.
FAQs
Hábitos são a forma como incorporamos uma identidade. Cada ação é um voto para o tipo de pessoa que você deseja se tornar, em vez de focar apenas no que quer alcançar.
Saber é um nível declarativo, mas fazer depende de energia, regulação emocional, ambiente propício e propósito. O cérebro consome muita energia e tenta automatizar para economizar.
Elas se complementam porque a neuropsicologia explica mecanismos cerebrais, enquanto a psicanálise aborda o inconsciente e os desejos. Juntas, oferecem uma visão mais completa do comportamento humano.
Fadiga decisional é o esgotamento mental por tomar muitas decisões. Para evitá-la, automatize rotinas, limite escolhas e reponha energia com atividades que te fazem bem, como exercícios ou contato social.
Estabeleça micro-rotinas: pequenas ações diárias que tragam previsibilidade, como 15 minutos de exercício ou leitura. Isso reduz o custo energético e libera energia para o resto do dia.
Procrastinação geralmente indica que a rotina é muito custosa ou sem propósito. É uma proteção do cérebro contra gastos excessivos de energia, e não falta de disciplina.
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