O podcast "Senhores do Algoritmo" explora as origens e o impacto do neoliberalismo e do "iluminismo das trevas" no mundo contemporâneo. A história de um homem que mata duas ex-namoradas serve como metáfora para o fracasso do sistema de justiça e da responsabilidade social. O movimento neoliberal, inicialmente intelectual e marginal, cresceu rapidamente, influenciando políticas e instituições, especialmente nos EUA e Reino Unido, com apoio de figuras como Milton Friedman. A ideia central do "iluminismo das trevas" é que a democracia é corrupta, e que o Estado deve ser substituído por uma empresa governada por um CEO. Essa visão é baseada na hierarquia do "mais forte", na superioridade branca e na visão de que a tecnologia é o caminho para a libertação da humanidade. A crítica destas ideias destaca a tecnologia como ferramenta de vigilância, concentração de poder e manipulação, com risco direto à liberdade política e social. O podcast conclui que, embora a tecnologia seja inquestionável em potencial, sua aplicação sem regulamentação pode levar à autoritarismo. A alternativa proposta é um futuro democrático em que a tecnologia seja controlada coletivamente, descentralizada e voltada para o bem comum, garantindo qualidade de vida, tempo livre e proteção ambiental. A crítica é fundamental para questionar a neutralidade da tecnologia e exigir a sua inclusão na esfera de decisão democrática.
Em 2009, um homem matueis namorada, cumpriu pena, saiu em liberdade condicional, 15 anos de poes.
Matou outra ex-namorada, o que fallou.
O homem que matou duas vezes, um podcast de público sobre uma versor e suas vítimas de um sistema que não consegue o trabalho.
Estraia dia 30 de setembro.
Oi, seu público.
As ideias políticas têm um poder inimaginável.
Começam como sorros e vão crescendo, lançando as suas reídes à espera de uma oportunidade, de um momento histórico, em que os astros salinham e bom explodem.
Quando damos por isso, já empregnaram tudo.
Os cursos, os gostos, as processões até se tornarem, enfim, as mónicas.
A potência subversiva das ideias é o mesmo tempo assustador e encurajador.
E agora que penso nela, dei uma cabeça uma história verdadeira.
Passada a quase 80 anos, num palácio em mão pela rã nos alpes suíços.
É dia 1 de abril, e os hospitestões chegaram. Alguns, como Milton Friedman e Ludwig von Mises, viajaram dos Estados Unidos da América para responder a chamada de Frederic von Aieck.
Um ostria co-radicado no Reino Unido e de Albert Unold, um suíço com ligações à finança.
Naquele ano de 1947, e durante décadas depois disso, todos se vão juntar ali com o mesmo objetivo.
A sobrevivência das suas ideias políticas.
A situação é alarmante. As visões liberais da economia saíram de rastos da grande pressão de 1933 e da Segunda Guerra Mundial.
Ou, acidente nos Estados Unidos e no Reino Unido, é um tipo chamado John Maynard Keynes, que andar às cartas com as suas ideias de estado social e de planeamento econômico.
Para não falar na outra parte do mundo dominada pelas ideias comunistas.
O LSSR dos anos 20 morreu. Não tem qualquer tração política ou intelectual.
Em suma, citando um dos convidados em Montpelarrán, a situação é quase desesperante.
E é também assim que, 50 anos depois, Milton Friedman recorda o contexto daquele primeiro encounter.
Até agora, olhando para trás há mais de 50 anos, perceber como a situação no mundo era tão diferente àquela que vivemos hoje.
Em todo o mundo, toda a ênfase estava no planimento centralizado no coletivismo.
Aqueles poucos de nós que acreditavam essa liberdade e nos mercados livros, num estado mínimo, éramos considerados morros.
Uma franja extrema de panorama intelectual.
Friedman e Aieque eram acadêmicos muito diferentes com métodos de trabalho de diamentralmente opostos.
Mas aquela sociedade não foi acriada para discutir minudências acadêmicas.
Era preciso deixar de lado as diferenças em nome de um objetivo comum, a reconfiguração do liberalismo clássico.
E isso significava transformar a teoria do mercado livre em filosofia política,
ou seja, em ilogia, pura e dura.
Era preciso mobilizar após políticos e financeiros.
Infiltrar as universidades extintentes, disseminar as ideias do novo movimento neoliberal,
e ninguém as interpretou tão eficazmente com Margaret Tatsar.
Primeira ministra britânica, leita pelo Partido Conservador, no final dos anos 70, do século passado.
Foi a la autora de uma frase que ficaria célobre e cito.
A economia é só um método.
O objetivo é mesmo mudar a alma.
E assim foi, 30 anos depois da primeira reunião em Mão Pela Rã, o neoliberalismo já não era um murmurio vinte dos alpes,
mas um rugido capaz de dominar o mundo e as almas.
Com todos os outros tecnoligarcas, erdeiro destas ideias dominantes, mas não é bem um neoliberal.
Mas que faz parte de um outro movimento teórico e politico, um susurro, vindo de Silicon Valley, autodenominados e luminismo das trevas.
É verdade que o apoio político de IEC ou de Friedman,
a ditadura terríveis, como de Pinoceno, Chile ou de Salazar em Portugal, mostra como os neoliberais sempre subjugaram a liberdade política e a justiça social ou princípio de aquilo que chamam a liberdade dos mercados.
Para eles, o problema não é o Estado, mas para quem o Estado trabalha e o que faz.
O iluminismo das trevas leva mais longe esta permissa, porque vê a própria democracia como entrave a expansão da única lei do mercado que interessa, que é lei do mais forte.
No último episódio desta série tratamos exclusivamente de ideias.
É frequento ouvirmos dizer que tecnologia não é boa nem Mã, ela é neutra e imparcial a partidária.
Mas será mesmo assim? Um martelo, por exemplo, serve para construir uma casa para esmagar um dedo, mas é sempre um martelo.
As plataformas digitais, a internet das coisas, os grandes modelos inteligentes e artificial, serão só martelos à mercê da mão que trabalha, ou fazem parte de uma engrenagem autoritária que está a correr a democracia.
Eu sou a Marianna Mortagua e este é o podcast "Senhores do Algorito", uma série sobre redes sociais, inteligência artificial e estipias autoritárias dos homens mais ricos do mundo.
O que acabaram de ouvir é um cheiro de um ensaio artístico de 29 minutos, produziria apresentado pelo filósofo Nicolande em 1995.
Para compreendermos melhor o alcance da obra de Lende, aqui fica uma versão traduzida das suas palavras.
A história seguinte, até recapturada por uma singularidade de tecnica capitalista, a medida que a re-sionalização rena-cientista e a navegação aciânica, se prendem a discolagem da mercantilização.
Em teratividade tecnica econômica, acelerada logisticamente, desintegra a ordem social numa fuga descontrolada de máquinas autosofisticadas.
A medida que os mercados aprendem a fabricar a inteligência, a política moderniza-se, atualiza a paranoia e tenta controlar a situação.
O número de mortos sobe através de uma série de guerras mundiais.
O emergente comercio planetário destrói o sacro-empério romano, o sistema continental Napoleónico, o segundo e o terceiro Reich, e a internacional soviética, aumentando a desordem mundial através de fase de compressão.
A desregulamentação e o estado entram numa corrida armamentista no ciber espaço.
Nesta altura, ameados dos anos 90, Nick Lent integra um grupo de cyberpanks, dominados pelas ideias da velocidade e da aceleração tecnológica como condição para ultrapassar-mos as condições do presente.
O futuro não pode ser adiado e tudo o que podemos fazer é correr em direção a poca-lipse, a o armazdão e abraçá-lo como forma de libertação.
A atração destes jovens intelectuais pelo abismo traduzir a também na variedade e intensidade dos seus consumos levou os dos primenta-lismo acadêmicos aos rituais satânicos e finalmente ao desaparecimento no início dos anos 2000.
Mark Fischer, um dos outros participantes iniciais deste movimento, desvia-se de unilismo destrutiva e apocalítico e segue uma produtiva carreira de escritor e pensador crítico, sem nunca abandonar a ideia da aceleração tecnológica como uma forma de ultrapassar o capitalismo.
O seu último ensaio, 2014, chamado "isterminador do futuro versus avatar", é dedicado a criticar as ideias de um outro livro publicado muito pouco tempo antes, chamado "o iluminismo das trevas".
O autor desse outro livro é precisamente Nick Lent, antico-colega e mentor de Fischer, naquele grupo de cyberpanks.
Para Nick Lent, a aceleração tecnológica é uma condição do capitalismo, que no fim ultrapassará a própria condição humana, rumo um futuro post-human.
Este resultado é não apenas inevitável, mas desejável, dá da desnaração e de cadência do mundo moderno, marcado pelas ideias do iluminismo rena-centista. A tecnologia é sim a forma de impor a substituição deste modelo em que vivemos por um outro que recupera os princípios organizadores da sociedade mediaval.
É esta, a proposta do iluminismo das trevas.
No primeiro episódio deste podcast, recordamos um momento em que a expressão "maga das trevas", "Make America Great Again", "maga das trevas", foi utilizada pela primeira vez.
Foi num comício de Donald Trump.
Essa frase, saída da boca Dylan Masc, não foi um murmurio vindo da cave de uma qualquer
universidade ou de um canto obscuro da internet, mas o rugido de uma geologia conquista do poder.
Nas palavras do seu autor, Nick Lent, o iluminismo nas trevas conceba dinâmica da democratização
como fundamentalmente degenerativa, consolidando e exacerbando sistematicamente os vícios recentimentos
e deficiências pessoais até atingir a um nível da criminalidade coletiva e da corrupção
social.
Fim de citação.
A ideia é por isso acabar com aquilo que Nick Lent chama o universo da corrupção democrática
e converter o governo numa corporação, uma empresa que tem os seus acionistas que tomam
todas as decisões sem ser necessário que os residentes desse estado, aqui que nos formados
em clientes da tal empresa, se envolvam na política.
De facto, diz-nos, Nick Lent fazê-lo envolver-se na política, seria demonstrar propensões
semi-criminosas.
Fim de citação.
Acredizer que muitas as ideias apresentadas por Nick Lent no seu livre "eluminismo das
trevas" não são inteiramente originais.
Há anos que a proposta de um tecnostado bevernado por um CEO autocrático circulava
subversivamente em Silicon Valley a partir de um blog misterioso, assinado por alguém que
dizia chamar-se "mencius moldbo".
Segundo o próprio autor, o propósito desta página de internet era revelar a verdade
sobre o mundo, escondida atrás das redes do poder político e do politicamente correto.
Para ilustrar esta ideia, "mencius moldbo" vai buscar uma referência do filme Matrix,
em que o personagem principal escolhe tomar o cumprimido azul e continuar a viver na ilusão
ou cumprimido vermelho, que irá revelar a verdade sobre a sociedade.
E foi assim que a metáfora do cumprimido vermelho "Red Pill" se tornou um símbolo
do movimento néo-reaccionário.
Se viram o filme "Madalessence", a adolescência, talvez recordem da cena em que o filho
do detetivo explicou pai a relação entre o "Red Pill" e a "Manosfera".
Hoje é plenamente sabidos, comemcios moldbo, a na verdade o alter ego de Curtis e Arvin.
Filho de um diplomata norte-americano, e Arvin frequentou o curso matemática para crianças
sobre dotadas.
Estou em várias universidades de topo do Estados Unidos à América e acabou por desistir
do seu doutoramento em ciências da computação para trabalhar nos setor das novas tecnologias.
"Som de arquivo, quase tudo no voce mundo funciona, foi criado por uma monarquia.
Se temos aqui usar computadores, o voce computador foi construído por uma empresa dirigida
para um CEO que, basicamente, tem controle absoluto mas responsável sobre as operações
dessa empresa.
Se deixarmos que políticos e eleitos dirigem ao Estado, temos de maggia, temos Hitler,
é tudo verdade.
Isso que aconteceu, foi isso que tive Hitler.
Isso é tudo.
Isso é o que aconteceu, isso é o que nós temos".
Estes são só alguns exemplos que ilustram os principais elementos da tapessaria neorreacionária
e muito contraditória de Curtis e Arvin.
Em primeiro lugar, a ideia da decadência das sociedades occidentais, que atribui, como
já vimos, ao iluminismo do século XVIII, que abriu a porta às democracias liberais
e aos princípios de justiça social e de direitos civis, que, segundo e Arvin, atrasam
e condicionam humanidade.
Os principais responsáveis pela manutenção deste regime falhado são as universidades
com essas programas de humanidades, igualdade e multiculturalismo e a imprensa que transmitam
os valores dominantes.
Em conjunto, estas instituições formam o que Arvin chama de "catedral", ou seja,
é elite que conduz a sociedade.
Em segundo lugar, como já vimos também, Arvin tem um enorme fascínio pela monarquia
ou pelo feudalismo se quiserem, equipistas como domínio do homem mais qualificado, neste
caso, o empresário mais bem-sucedido, que deve exerir o Estado como um autocarata iluminado.
Em terceiro lugar, e Arvin de como muitos outros neorreacionários, vai buscar a ideia
de Agenia.
A lei do mais forte, em que a pessoa uma visão profundamente herarquica da sociedade,
em que se assume que as pessoas não são iguais à na chance e que os mais capazes devem
governar.
A partir daqui, é muito fácil perceber como este pensamento descamba para o determinismo
biológico, para a supermacia branca e para a Agenia.
E Arvin acredita mesmo na superioridade dos brancos, faça a população negra, e por isso
normaliza a escravatura, que vê e sito, como uma relação humana natural, semelhante
a do patrão e do cliente.
E Arvin é também conhecido por ter defendido o homem que matou 77 jovens na Noruega por
serem comunistas, comparando este criminoso a Nelson Mandela, e sito a sua frase.
Se me pedes para continuar Anders Breakwick, mas venerar Nelson Mandela, talvez tenha
uma mãe que gostaria este f***.
Não se deixem impressionar pela linguagem colorida de Arvin.
Até porque este tipo de liberdades semanticas não impediu a aproximação entre os iluministas
das trevas, como e Arvin, e as versões mais termistas do cristianismo, representadas, por
exemplo, pelo YouTuber Joel Webman, ambos estão obcecados em combater o que dizem ser uma
conspiração woque contra o homem branco, cristão.
Existe a hostilidade, uma hostilidade que senta contra os brancos, contra a América
Branca, e o serem da descrição, quando as pessoas se encontram em lausa ou de outro
risco.
É o seguinte, se há que esta guerra contra os brancos, por falta de uma expressão melhor,
é sinônima de uma guerra contra o cristianismo.
Esta aliança, enterné ao conservadores e extremistas religiosos, é tão forte que nem
terâme-se a risco ao fendela, mesmo quando é pressionado para mostrar os seus conhecimentos
bíblicos.
Pode dizer-nos que acham um ou dois dos seus versículos bíblicos, por isso não quer
entrar em versículos, não quer entrar nessas coisas.
Não é um versículo que significa muito para si que goste de citar, se não fica muito
para mim, mas não quer entrar em grunhares.
Nesse que é escolher um versículo que não quer fazer isso, antigo, estamento ou novo
de estamento?
Os dois na mesma medida.
Notos tempos, parceiro dofilosos juvenis armados em líderes de cultos, conspiraçãoistas,
como Cartis e Arvin, não passariam as fronteiras do seu grupo online de amigos frustrados
com a rejeição feminina e, em seguros, faça seu estatuto de homens brancos de classe
média alta.
Mas dá-se um infeliz acaso de esses amigos ocuparem hoje posições de poder no Governo
do país mais poderoso do mundo.
Tanto o estratégia político da Estrema Direita Steve Bannon, como visto presidente
dos Estados Unidos da América JD Evans, já se confessaram admiradores de Cartis e Arvin.
E Arvin foi até convidado de honra na gala da tomada de posto de Trump.
Peter Till, de quem falamos os primeiros episódios, financiou uma das empresas de Arvin
e foi de certa forma seu aprendiz.
Conta-se que Till e Arvin assistiram juntos a vitória de Trump na noite eleitoral de 2016.
Em filtração do iluminismo das trevas em Silicon Valley, não foi uma caso.
A tecnologia de ponta é um elemento central desta alegada filosofia política, que combina a fascinação
pelas máquinas do futuro com a defesa dos valores morais do passado.
Peter Till resumiu bem este ideia, quando disse que, e cito, "Mesmo que as aspettos
de Trump que sejam retrógados e que pareçam estar a voltar ao passado, as que muitas
pessoas querem voltar a um passado que era futurista.
Os Flintstones, Star Trek, são antiguados, mas futuristas."
Fim de citação.
Sem a tecnologia, a proposta destes libertários bota de elástico seria apenas o regresso a
idade média.
A tecnologia é, ao mesmo tempo, a validação das desigualdades, a justificação para a concentração
do poder, o instrumento do exercício desse poder e o principal componente do imaginário
que o legitima.
A tecnologia é o grande fator de concentração de riqueza e de poder no mundo.
Os homens que dominam acham que estão acima das regras da sociedade, acima das leis
e da política, porque conquistaram o direito de escapar este mundo e construir outras
realidades onde são donos e senhores.
Segundo Pitartil, esta fuga deste mundo dá-se para três passos distintos, o ciber espaço,
o cosmos e os ocienos distantes.
Três terras ninguém asperem a ser incolonizadas por corajosos pionéis da tecnologia.
Oissamos a conclusão de Pitartil, "Pasemos parte de uma corrida mortal entre política e
tecnologia.
Contrar e do mundo da política, no mundo da tecnologia, as escolhas individuais ainda
têm alguma importância.
O destino do nosso mundo pode depender dos forços de apenas uma pessoa que constrói
ao propagar a maquinaria da liberdade e que torna o mundo seguro para o capitalismo."
E agora, oissamos de novo, Comenceiro Artístico, que Nick Lenn publicou em 1995.
A Terra é capturada por uma singularidade de tecnoca capitalista, a medida que a personalização
rena-chantista e a navegação acionica se prendem a desculagem da mercantalização.
Interactividade tecnóica, acelerada logisticamente, desintegra a ordem social de uma fuga descontrolada
de máquinas autosofisticadas.
Há medida que os mercados aprendem a fabricar inteligência, a política moderniza-se, atualiza
a paranoia e tenta controlar a situação, a desregulação e o estado, entorno uma corrida
armamentista no ciber espaço.
Nikolandes, a melhor corrida armamentista, para Peter Till é uma corrida mortal.
O que interessa é que ambos vêm o progresso tecnológico como acelerador do apocalipse.
Por aos Evangelicos, só os fieis sobreviverão a grande momento da revelação.
Mas os tecnofascistas, a sobrevivência é reservada aos mais fortes, mais inteligentes,
e por isso, mais ricos.
O apocalipse, o culto à velocidade da máquina, progresso, sua violência e a juventude ternas
já constavam de um manifesto futurista de Marinetti que antes deu fascismo italiano
no solini.
Nesse sentido, o futuro prometido pelos tecnológicas é só um museu cheio de novidades,
como cantava a casusa.
Caras ouvintes, o tempo não para, estamos a chegar ao fim deste podcast sem respostas definitivas
ou soluções concretas para as nossas inquietações, ou pelo menos para as minhas.
Se tivesse que escrever uma conclusão, seria assim.
A tecnologia será um instrumento de vigilância, alienação e manipulação ao serviço de
tiranos.
Não tenho nenhuma dúvida sobre isso.
O poder de controlar as nossas vidas dependerá das colhas que fazemos, da regulação governamental
e da força dos tecnologarcas.
Mas mais importante que isso é o papel simbólico, quase mitológico que tecnologia ocupa
na construção ideológica e cultural do techno autoritarismo, e esta é razão suficiente
para questionarmos a bondade natural de qualquer avanço tecnológico e, sobretudo, para
reivindicarmos a sua incorporação na esfera de decisão coletiva e democrática.
Se isso fará a força de uma crise económica provocada pela bolha da Ingligencia Art
Social, ou como consequência da revolta popular contra as políticas de Trump, não sabemos.
Mas há quem esteja a imaginar outros futuros possíveis, em que serviços e infraestruturas
digitais estratégicas são integrados na esfera pública para o uso de todos, em que
as decisões sobre investimentos tecnológicos são tomadas de forma transparente, para
se desfazer finesculativos em a respeito pelos limites do planeta.
Em que internet serve para descentralizar e não para vigiar e manipular, em que os
ganhos, em produtividade das novas tecnologias, são redistribuídos e transformados em
tempo livre e qualidade de vida, em que os avanços das máquinas servem este planeta
e não para fugir a dele.
Talvez estas ideias sejam o susurro que alimentará as revenções democráticas do futuro.
Afinal, nem tudo o que é ouro ou relujo, nem todos os que vagueiam, andam necessariamente
perdidos.
Eu sou a Maria Namortágua e este foi o Podcast de Senhores do Algoritmo.
Obrigada por terem estado aí e até breve.
Este Podcast contou que o Ação na Plastia de Margaridadão e de Tiagorato.
A produção é de Emil Carco Reia, a revisão é de Rubén Martins, o genérico é um original
de país a mim.
Podcast Summary
Key Points:
O homem que matou duas ex-namoradas é um exemplo de como o sistema de justiça falha em prevenir crimes motivados por ideias subversivas.
O neoliberalismo, inicialmente um movimento intelectual de elite, se transformou em força dominante, mobilizando políticos e instituições para promover a liberdade de mercado como princípio central.
A ideia de "iluminismo das trevas", proposta por Nick Lent, defende que a democracia é degenerativa e que o Estado deve ser transformado em uma corporação liderada por um CEO.
O movimento neorreacionário, com raízes em Silicon Valley, combina desconfiança em instituições democráticas com uma visão hierárquica e fascista da sociedade, baseada no "mais forte".
A tecnologia é vista como um instrumento de concentração de poder e riqueza, legitimando a dominação de um pequeno grupo de capitalistas e tecnocratas.
O autor argumenta que a tecnologia, ao ser usada sem regulamentação, se torna um instrumento de vigilância, manipulação e alienação social.
A crítica ao iluminismo das trevas aponta para uma ideologia que justifica aprimoramento, exclusão e violência como necessárias para o "progresso".
A alternativa proposta é um futuro democrático em que a tecnologia seja regulada, descentralizada e servida ao bem comum, não ao lucro ou ao poder.
Summary:
O podcast "Senhores do Algoritmo" explora as origens e o impacto do neoliberalismo e do "iluminismo das trevas" no mundo contemporâneo. A história de um homem que mata duas ex-namoradas serve como metáfora para o fracasso do sistema de justiça e da responsabilidade social. O movimento neoliberal, inicialmente intelectual e marginal, cresceu rapidamente, influenciando políticas e instituições, especialmente nos EUA e Reino Unido, com apoio de figuras como Milton Friedman.
A ideia central do "iluminismo das trevas" é que a democracia é corrupta, e que o Estado deve ser substituído por uma empresa governada por um CEO. Essa visão é baseada na hierarquia do "mais forte", na superioridade branca e na visão de que a tecnologia é o caminho para a libertação da humanidade. A crítica destas ideias destaca a tecnologia como ferramenta de vigilância, concentração de poder e manipulação, com risco direto à liberdade política e social.
O podcast conclui que, embora a tecnologia seja inquestionável em potencial, sua aplicação sem regulamentação pode levar à autoritarismo. A alternativa proposta é um futuro democrático em que a tecnologia seja controlada coletivamente, descentralizada e voltada para o bem comum, garantindo qualidade de vida, tempo livre e proteção ambiental. A crítica é fundamental para questionar a neutralidade da tecnologia e exigir a sua inclusão na esfera de decisão democrática.
FAQs
O 'iluminismo das trevas' é uma ideia política que critica o iluminismo moderno, acreditando que ele levou à decadência das democracias. A proposta defende um retorno ao poder do homem mais qualificado, com base na lei do mais forte e na superioridade dos brancos.
O iluminismo das trevas propõe que o Estado deveria ser uma empresa controlada por um CEO autocrático, com acionistas que tomam decisões, eliminando a participação do cidadão na política e substituindo-a por um modelo corporativo.
Os valores incluem a superioridade racial dos brancos, a ideia de que a sociedade deve ser hierarquizada, a defesa da monarquia ou do feudalismo e a rejeição de programas de multiculturalismo e igualdade nas universidades.
A metáfora do 'Red Pill' representa a escolha de revelar a verdade sobre a sociedade, geralmente a ideia de que o mundo é uma ilusão controlada, e que o verdadeiro mundo é mais poderoso e controlado por um grupo de elite.
A tecnologia é vista como um instrumento de poder e concentração de riqueza, que permite aos líderes tecnológicos assumirem o controle, fugindo da política e criando realidades onde são donos e senhores.
O iluminismo das trevas influencia fortemente movimentos neoreacionários, que defendem uma sociedade hierárquica, com base na força, na superioridade racial e na rejeição dos valores democráticos e de igualdade.
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