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O NEGÓCIO A FAVOR DA ARTE

68m 29s

O NEGÓCIO A FAVOR DA ARTE

Anitta Cavale, empresária artística e especialista em music business, compartilha sua jornada pessoal e profissional. Ela começou aos 16 anos trabalhando em uma produtora em Niterói, onde conheceu seu marido, Afonso, ao entregar uma fita de seu pai para Adriana Calcanhoto – fita que só chegou ao destino 25 anos depois. Casou-se cedo, teve três filhos e trancou faculdades de Psicologia e Comunicação, mas encontrou sua verdadeira vocação na Administração, formando-se aos 37 anos e concluindo mestrado e doutorado. Sua experiência prática a levou a criar uma escola de empreendedorismo artístico, que já formou quase 700 alunos em 25 edições. Ela defende que, embora o talento seja indispensável, a gestão profissional é crucial para o sucesso. Sua pesquisa revela que apenas 8% dos artistas têm empresário, mas aqueles que têm faturam mais, fazem mais shows e são 23% mais satisfeitos. Anitta também reflete sobre desigualdade de gênero na indústria musical, percebendo tardiamente que mulheres precisam ser mais qualificadas para ocupar espaços de poder. Ela critica a romantização da autogestão artística e a visão demonizada do empresário, defendendo que a música é um negócio que exige profissionalização para potencializar o talento e gerar resultados sustentáveis.

Transcription

10260 Words, 56892 Characters

Portuguese
mulheres, estroordinárias, maravilhosas de Vanessa, que vai virar um barrio, que vai virar um barrio, tem entrevista, mulher, mas o programa vai a todos. Senta direito, garota. Oi, gente, esse é o Senta Direito Garota, sou Juliana Mador, antes de começar o episódio, eu venho lembrar que nós temos uma poia-se. Toda ajuda colabora para que esse programa continue no ar, trazendo histórias de mulheres, estroordinárias, incríveis referências no assunto. Hoje estou aqui com essa musa anita, cavale, seja muito bem-vinda, empresar artística, especialista em music, business, sorapalestrante. Somos o bote de coisa, né, Anitta? É verdade. Olha, obrigada pelo convite, viu uma honra enorme está aqui, dentre esse seu cast, sua colabora, ele que você faz, que é maravilhosa, né? E é muito bom a gente poder ser o que a gente é, independente da etapa da vida, eu só me descobri professor aos 38. Ah, é, é que eu estava no doido, eu estava no doido, eu estava no doido, e hoje é a profissão que eu mais amo como eu estava falando com você antes da gente começar. É, ela queria que viersem na frente de tudo isso. Mas Anitta me conta tudo, é você, vou fazer faculdade, você fez faculdade de intertermento. Eu comecei com outro faculdade, só terminei a última. Eu comecei a trabalhar com produção, porque eu estava dando muito trabalho, eu tinha 16 anos, e os meus tios, tinha uma produtora em Niteróia. E a minha mãe me colocou para trabalhar lá, tipo vai se ocupar garota, como é como a conversa na prática. Comecei na prática. E foi assim, inclusive, que eu conheci o meu marido, né? Com quem eu sou casada, 29 anos, que acabou a gente completar, foi nessa produtora, que o meu pai. Então, ele também estava a lavar? Não, ele era produtor da Adriana Calcanhoto, né? A produtora executiva dela. E o meu pai compôs o tor, queria mostrar uma música para Adriana Calcanhoto. E eu trabalhava na produtora que tinha um caderno de contatos, que era uma coisa preciosíssima, né? Porque você não tinha Instagram, Internet. Então, para você entrar nesse mercado, era muito fechado, era muito difícil. E com aquele caderninho, encontrei o contato da Adriana, era o Afonso. Eu liguei e ele falou que estaria em Niterói, minha cidade, da Líadas 2 semanas, uma coisa assim, o Teatro da Uff, que era na esquina da minha casa. Então, eu fui pessoalmente, junto com o meu pai, entrega a Fithinha Pro Afonso, ele que me recebeu, e daí se passam 29 anos, 3 filhos, afonso é ele, pejor, a sua marido. É o meu marido. Até hoje. Gente, estoura de comédia romântica. Foi verdade. Foi muito bacana. E olha, essa fita que eu entreguei para eles. Essa música foi gravada. Não foi gravada, mas só chegou as mãos da Adriana Calcunho, 25 anos depois. O que a Fonsso de Condeu, a Fithinha? Ah, o que a Fonsso de Condeu, a Fithinha? E você perdeu a Fonsso, caso? Fonsso? 6, 3 filhos com a Fonsso. É, ele não se perdeu. Então, foi difícil para ele, próprio lidar com isso todo esse tempo. Ele te contou isso tipo antes, ontem? Não, já tenham tempo. A gente entregou. Quando a gente estava, 25 anos juntos. Aí a gente teve com a Adriana, que entregou, contando. A hora de ir nessa fita, tá levando, 25 anos, para chegar aí você. E. Mas tá chegando. E é uma fita afetiva. É, na verdade, foi um torno. Porque a gente já não cortou de uma formação de uma família, né? E olha, não. A influência do meu pai não parou por aí. Porque eu descobri que todo esse trabalho que eu faço com artistas independentes e de formação, de trazer informação, de tentar abrir a caixa preta, é para ajudar artistas como ele. Sim. Que eram antigas independentes. Pra chegar a você tá com tudo que você tá fazendo, né? Na teoria e construindo métodos, é. Simbólicamente fazendo a fita chegar nas mãos. É, exatamente. Não tinha nem feita essa. Asociação, mas exatamente isso. Que legal. Mas aí nessa produtora você se apaixonou pro mundo. Nessa produtora, eu me apaixonei pelo trabalho. Sim. É, logo com 18 anos, eu era programadora da cantareira que era onde ficava essa produtora, num espaço alternativo lá em interói, que era o circulador de interói. A gente fazia mesmo a programação, Dred Lion, Forró, Sacana, Nativos, antes de ser nativos, a banda se chamava nativos e fazia show lá e eu fazia programação, a produção, tudo. E nessa época eu fazia produção cultural na UF, foi minha primeira faculdade. Mas eu casei, casei muito cedo, casei com 18. Pois é. Em gravidez com 19 do primeiro filho, tive convente. E me hendei mais dois filhos, porque eu me encontrei muito na maternidade também, fui soma, mãe, muito feliz. Mas isso acabou minha faculdade naquele momento. Com certeza. E aí, convente cinco, eu tente fazer medicina. Depois que eu tive meu terceiro filho, eu falei agora. Se você for com a séria, era mãe de três. Ah, a unita do céu. E aí, eu e carei um corzinho durante um ano. Não passei em medicina, mas passei em primeiro lugar em psicologia na puc. E ganhei uma bolsa lá. E eu já fazia curso de terapia familiar à sistêmica, porque era bem conselheira. Mas, em 25 anos, três filhos, as pessoas procuravam para conversar. Como é que era isso? Porque minha história é um ponto fora da curva, dando as estatísticas. Eu fui morar com a fonso dois meses depois de ficar com ele a primeira vez. Então, foi uma coisa muito fora do comum. A gente se apaixonou, minha mãe foi morar nos Estados Unidos, eu não quis morar com minha voz, fui morar na casa dele e assim, fissamos. E até aqui nunca mais saiu de casa de abor. Eu nunca fui. Hoje a gente está na nossa casa, mas naquela época foi tudo muito rápido. E um ponto fora da curva, você diz, porque. O que é funcionou, né? Exatamente. É uma pra lidar da arte de. É. É da paixão e da ação impulsiva de uma jovem. É. E a gente é um cara que foi uma dessa parte feliz, sabe? Sim. A gente tem um relacionamento de longo prazo. A gente trabalha junto, ele é empresário artista. A gente é sócio desde 2001. A gente tem muitas sociedades. Muitas sociedades, como se homem. Essa fita do seu pai. É, essa grande brunha do seu pai. E aí você. Então eu fiz fizesco na fútida. Fiz fizesco na fútida. É um ano só que nessa época, a Bética Vario foi trabalhar no escritório. E eu que tinha uma atuação mais paralela ali, porque eu fazia faculdade de psicologia também, e fazia o curso de terapia familiar. Eu acabei. Dejo de no trancar. Que era nosso, né? Você trabalhou ali. Eu estava ali. Estava ali na expressão. Que libra nos pratinhos. Cuidando muito do back office, né? Da estruturação, da organização. E quando a Bética é um trô, a gente mudou de patamar. Certo. É claro. A gente deixa de ser um escritório cuidável de artistas dependentes, como qual é o sacana. Chegamos a trabalhar com o Bizer da Silva, fomos últimos empresários dele. E outros artistas independentes da época, o próprio ponto de equilíbrio. A gente, quando a entrada da Bética, a gente passa a trabalhar com o machismo em Schwing. E isso exige toda uma resturação. Então eu já tinha uma intuição sobre gestão. Hoje eu percebo. Então eu dividi a impresence a todos, sem nunca ter estudado. Mas eu não tenho que ter um pessoal gestão. Estava de 3. Mas aí nessa época também. Saíra da psicologia. Saíra da psicologia. Mas eu pensei, eu fico uns 6 meses e volto para a psicologia. Não voltei. Fiquei porque aí o Diogo Nogueira começou a carreira dele. Nos critórios ficou 15 anos com a Bética de 18 com o Diogo. E o nome gigante. É sempre em relação a gelongo prazo. É a gente. É boa a gelação de gelongo prazo. Eu também gosto. E aí, quando o Diogo estava numa campanha de publicidade importante, eu, no meio daquele set, falei, "Cara, eu preciso estudar. Eu preciso saber como potencializar tudo isso que a gente tem." E a premissa era simples. Sim, intuitivamente funcionava. Imagine a gente pegar esse técnico, a gente está um profissional. E aplicar a seatividade artística. Essa foi a minha premissa simples. E é uma premissa que depois eu pude comprovar correta, porque o primeiro ano que eu apliquei planejamento estratégico na empresa, a gente teve um resultado 49% maior do que o que a gente esperava. Então, aí dá aí um daba de gestão. Aquilo que eu senti em um coramento. Eu transformei em método, exatamente. E nessa necessite de filmagem, eu encontrei um epipoite. Foi isso mesmo. Exatamente isso. Procurei. Tem que ter algum curso para mim, e bater administração entre o terimento. Sim, eu nem sabia que existia esse curso para a gente. Aí tinha a faculdade de administração com foco e marketing e entre o terimento da SPM. Só que imagina, eu tinha nesse meio período, feito um ano de faixa também, com a unicação, falei que foram quatro. Produção cultural, psicologia e comunicação. Não me era aputeia a faixa, eu sou meio CDF, era um esquema assim mais à vontade. E na SPM, e eu me encontrei em administração. Mas, não é? Eu falei, "Caro, vou começar outra faculdade, isso não é pra mim, mas era meu sonho, era meu sonho informar e ter um diploma." E aí, com os meninos, assim, começando a ficar adolescentes, eu encarei. E não me rependo porque me formei aos 37, aos 39 defendem a inscitação de mestrado. E eu que nem esperava ter uma graduação hoje, estou fazendo meu doutorado. Então, eu pude mesmo tardiamente encontrar o meu lugar e foi aí que eu comecei a trabalhar com a educação, foi depois do mestrado. Porque fui no mestrado, que eu botei no papel. Agora, um beijo, chá, um anir, acabou. Eu estou lá parada, vivendo a minha infaníade de o que eu não guiere com outra formou. Essa época você estava fazendo alguma faculdade, não? Não, eu estava sem estudar e eu estava percebendo a necessidade. Assim, os escritórios de produção, eles, às vezes, parecem grêmios estudantes. Funciona na base do barata-vou. Funcionava, hoje em dia muita coisa já melhorou. É muito profissionalizado. Mas quem é o descul? Não pensa em gestão profissional, em sistema de gestão. As coisas simples, faz tudo, organiza tudo no Excel, não tem processo. Aí, entra um produtor, faz de um jeito, entra outro produtor, faz de um jeito. Não consegue padrônizar as ferramentas, os procedimentos para que se a pessoa saísse. Já tem um manual de como aquilo tem que ser feito, entende? Então coisas que qualquer empresa não é mal, é farinha. É o que eu defendo, não me bate. Não, não sei se te bater. Por que assim, para mim. É óbvio que se pode parecer assim com uma frase, ela assim solta, pode parecer assustador. É, vai pegar esse recorte. Até porque, e a gente dá uma impressão de que você subestimo talento. Não é, dá uma falsa impressão talvez. Mas é isso, você ali na prática, porque como você falou, ou descuda, produção, vendo, gerenciando, grande nome, você percebeu que talento ali tinha de sobra. Se com só talento, já estava daquele jeito, mas ainda com talento, e pesquisa de mercado, e a priorização na tomada de decisão, e cronogramas, e planos de ação, como isso poderia dar muito melhor. E foi isso que eu apliquei, e é isso que eu ensino hoje em dia. Porque eu quebrei muito a cabeça tendo que aprender muita coisa sozinho. E eu buscava cursos, por exemplo, na Fundação de Turivargas, no Cebride, Orçamento de Gestão. Mas nada daquilo se aproximava do universo que eu vivia dentro de uma produtor artística. Por isso que eu fundei a escola e comecei esse curso que está na vigésima quinta edição, já formou quase 700 alunos. Porque eu queria ter, que as pessoas tivessem um espaço de onde aprendeu em empresaramento artístico. -Dista não tinha a escola ensina a empresaria artística. -Ah, não só empresaria, mas a gente tem a curso de Direitos Autorais, de Marketing Digital, Industrial Fundográfica. Se você quer trabalhar comercado da música, nessas áreas de marketing, em constituição de imagem, negociação de contratos, toda essa compreensão do caminho que o dinheiro faz até chegar no artista, e gestão de carreira em si, venda de shows, marketing pra venda de shows, pensado nisso, pra artista especificamente. Então, é todo o ecossistema que envolve atividade artística, tanto pra artistas independentes e autogestão, que é um conceito que eu questiono, quanto para. -Qual é o conceito que você questiona com a série de. -Artistas em autogestão. Eu acho isso uma coisa que eu consigo acompanhar como é possível. -Mas isso, se não tiver escolha. -Muitas vezes não tem a maior pausa, se não tem a aporia, eu formo em empresários, pra que as escolhas, minha audiensidade é um dado inédito. Eu acabei de fechar o formulário da pesquisa de 2025, que é a quinta edição da minha pesquisa sobre empresaramento artístico, só 8% dos artistas que responderam, disseram ter o em empresário. Mas, ao mesmo tempo, eu costumo falar, "Cara, você vai montar sua banda, ser um que seja um baterista, você precisa de um empresário". O artista que tem o em empresário, eu vou trazer mais dados de pesquisa, ele fatura, mais faz mais show e é mais feliz com a própria carreira em 23% do que não tem. -Como você tem número exerido muito gestora. Essa mulher é uma contexto. Não basta sua talento. O talento é a matéria primo, talento é imperseendível, sem talento. O talento é imperseendível. -O talento é imperseendível. -O meu ponto de vista é algum talento. -Ais vezes, o cara não tem nenhum talento musical, mas ele tem um talento para afirrar, ele tem um talento para fazer um ritmo. -Ele tem um talento para chamar atenção. Ninguém está aí fazendo sucesso a toa. -A toa. -Eu penso que nunca foi sorte. -As vezes sorte faz parte, faz muita parte. Só que não dá para a artista mais esperar ser descoberto. -Acha que alguém vai ir. -Se ele ir, eu vou estar andando para o show, a tua vida vai ficar bem. -Ele tem meu vídeo, o cara da novela e antigamente você tinha uma fórmula. Você gravava um álbum, botava aquele artista no Faustão, pagava o Jabada Rádio, botava o música na novela e aquele artista. -E mesmo, é sem ser um caminho difícil. -Éra porque? -De difícil acesso. -Éra porque as gravadoras eram funíu, né? -Sim. -Éra um funíu de onde somente ali a diretoria de AR, formada na maioria por homem. -Por homem, brancos, sigmeidade. -Era que ele decidiu que a gente queria. -A nossa colícia é formada por gosto deles. -Exatamente. -E agora tem uma democratização não só da produção com os estudos caseros, como da distribuição com as plataformas digitais. Mas a gente ainda tem um monopólio das gravadoras na área de promoção, porque eles têm o poder econômico para fazer um canhão de divulgação, colocar bastante dinheiro no de funcionamento, estratégias de influenciadores e etc, para fazer um trabalho virar. Então, ainda, apesar da democratização, ainda é um jogo desigual, entendeu? -Sim. -E uma pessoa ruim consegue fazer sucesso. -Pô, a gente tem alguns exemplos, como não. Vou dizer que não, consegue. -Porque, ruim e bom também são conceitos, pouco relativos. -Sus objetivos. -Sus objetivos que eu considero, que são conceitos bem subjetivos, são conceitos formados da partir de todo o contexto cultural e do próprio repertório. -Sim. -Que aquela pessoa tem acesso. Uma vez, eu ouvi alguém falando sobre fã, que eu não me lembro. -É, é possível a gente não falar disso. -É, e a pessoa falando que com que ele, ali eram um equipamento muito rudimentar, é uma realidade muito violenta e aqueles jovens estavam ali fazendo música, produzindo canções. Ainda que seja a realidade violenta que eles vivem, ainda é uma expressão artística, que se conecta com aquela galera e transborda. A gente vê baile de favela, tocando em todo o casamento. - Até hoje. - Até hoje. -É, mas não tem como um problema atizar. Isso aconteceu agora, no meio de abril, MC Ryan, N.S.P. preso hoje. Foi o mais ouvido do Spotify Brasil, um homem que já foi filmado, batendo na companhera. -E se chocante. -E isso é muito chocante. É como a gente pensar na época do Victor Ileão, né? Um dos dois, agora eu não faço seis justa com os dois. -Bum, platinho, esse problema. -O sonho de munho. -E depois ele voltou a carreira. A gente se eu goleiro bruno, quer pior? Muito. Então, como isso acontece, a gente pode explicar pelo aumento do número de feminicídio. -Tá tudo relacionado. -Que eu falo de música, eu falo de educação, com uma professora, referência em educação e educação suação emocional, e falo que você é uma referência da música, do empresário-imento artístico. -Todo assim que passar por isso. Eu sou uma feminista tardia. Eu só com mais de 30 que eu. E sabe como foi, eu me lembro a esse dia. -Se lembro a desse dia. -Eu estava na sala de reunião do escritório e a gente estava falando alguma coisa de gravadora e, de repente, eu passava um filme, os direitores e presidentes de gravadora que eu conheci na época. -E todos eram homens. -Ans para a música. Aí eu falei, "Oé, gente, ou nós somos menos competentes, ou nós temos menos oportunidades, senão conta num fecha." Foi ali que eu entendia e comecei a entender que existia um jogo desigual até então, na minha cabeça, era tudo. Era igual pra homens e mulheres e não é. - Você estava ali na vida da sua vida sem pensar muito sobre isso. - Sem pensar muito sobre isso, mas eu acreditava em subimissão feminina. Eu fiquei 20 anos acreditando que o meu papel era da suporte ao meu marido e cuidados meus filhos. Mesmo assim eu trabalhava, estudava, eu fazia as minhas coisas, mas eu fui muitos anos assim, a mulher do Alfonso, pra muita gente. Hoje ele é uma herita tanita, né? - Muito bem, eu sou o Alfonso, você, totalmente. - Maridani. - Mas eu não tinha. Só fui já enriquei com a carreira, né? - Não, eles já tinham. A gente tinha uma carreira junto, esses anos todos juntos. - Vocês construíram juntos? - Só quando eu fiz o mestrado é que eu tive o mesmo reconhecimento que ele teve sem. até ter uma graduação. - Pois é. - O que mostra que mulheres precisam estudar mais. - Muito bem. - Pra ocupar o mesmo espaço, né? - Muito mais preparada. - E olha que o Alfonso é um cara. assim, fora de sério, sabe? Ele não é um cara machista. Ele nunca usou frio desse meu pensamento. Ele nunca se aproveitou desse pensamento. Ele nunca defendeu esse pensamento. Só não pensava que eu tinha baseado numa criança religiosa, limitante que me dirigiu durante um bom tempo da minha vida e que não determinado momento, plenho, ou para não é isso. Tanto que o nosso casamento sobreviveu a essa transformação importante que eu vivia ali com o 38, 39 anos, né? Quando eu terminei o mestrado, fundei a escola, como o mestrado foi em economia criativa, que é a mesma meia área de doutorado e uma ediceração no mestrado foi sobre o papel do empresário artístico. Como que é esse personagem do mercado, o que ele faz tipo de repórter, onde vivem do que sedimentam. - O que se alimentam? - O que se reproduzem. É por aí, porque não tinha literatura, não tinha um artigo com palavra chave, empresário, artístico, empresaramento, artístico, não espalabra chave, ou não resumo em 2018, quando eu fiz o meu TCC. Então não existia literatura, meu trabalho iria na algora, um campo, que um campo não, uma área de estudo de gestão de carreira, no Brasil, né, tinha um coisa fora. Mas até então toda a literatura era muito voltada para indústria fono grafica, direitos autorais, o empresário, ele é uma figura ainda invisibilizada. Se você for pensar, ele é uma figura até demonizada. - Como se ele quiser tirar seu dinheiro, né? - Ele é visto como o cara, mercenário, que quer tirar, é só você ver nos filmes. - Sim, que me duelves do John. - Que explora, é, né, é, né, é, exatamente. Então, isso, eu acho até. - E muita gente se confundiu com alguém da família, né, que era uma aproveitador. - Porque precisa de uma questão de segurança, né, de ser honesto. - Isso. - Aí escolha uma pessoa que não tem competência, que não tem entendimento, que toma decisões erradas. - Sim. - E então, eu acho que isso vem muito dessa de cotomia art mercado. Da ideia é de que o negócio é sujo. E quando você falou num começo que a gente falou, eu falei vergonha de dinheiro para mim, e música é um negócio, porque quase como se fosse um pecado, tratar de como uma atividade econômica. - De gração do art, transformando a linha negócio. - E não, são coisas que são paralelas. A arte não precisa de justificativa. A arte existe porque a vida não basta. A atividade econômica associada a arte, que é um meio de vida. - É um meio de viver nessa terra. - E ainda bem, né? - É. - Porque muitos anos atrás os artistas morriam pobres. - Exatamente. A gente começou, por isso que tinham mecenas, né? O mecenato vem lá da idade média, que eram os nobres que pagavam para os artistas serem artistas, daí que vêm a palavra "messenato". - Sim. - Então, isso mostra que sempre precisa de incentivo, externo, né? Atividades. Por isso que é a gente precisa das leis de incentivo, a gente precisa das políticas públicas dos editais. Porque a gente não tem, é, no streaming, uma receita que. - É, eu ia te perguntar isso. Como a sua estratégia, qualquer artista independente, tem uma fórmula para chegar lá? - De jeito nenhum. Eu não vendo fórmula do sucesso. Aliás, eu detesto esse negócio, o trago sucesso amado em três dias. Eu vendo a fórmula do trabalho. Eu vou te ensinar o que você tem que pensar para tomar suas decisões, para escolher os melhores caminhos, para os adados, análises e usar ferramentas. Chronogramas, planejamento financeiro, eu vou te ensinar como trabalhar a sua carreira, fazer um plano de negócio para sua carreira, que cair entre nós, você faria para qualquer outro negócio, você foi a abrir um restaurante, uma carrocinha de canchurro quente. Você não abre uma carrocinha de canchurro quente. Sem saber quanto custa a carrocinha, quanto tempo vai demorar para você recuperar, quanto você vai ter que cobrar de canchurro quente, onde vai ser o ponto onde você vai botar sua carrocinha. No entanto, todos os dias artistas lançam músicas sem ter ideia de como vão recuperar aquele valor. Ou gastam toda a verba que eles têm na produção. Pode falar para a brão, que ele pode falar. Aí me saia na puta que pariam com o falando de tal, etc. E não sobra um sentavo para promover, para fazer um pulsonamento, para ter um socho, para pagar um design, para fazer uma capa, um fotógrafo, para fazer as fotos. Então, a não ser que seja um hobby e você não se importa em fazer um lançamento secreto, que ninguém vai ver. Se não for esse o seu caso, você precisa tratar a sua carreira como um negócio. Você tem uma, agora você falando isso, eu lembrei que veio uma atriz, e as atrizes assim, um pouco mais, eu também sou atriz. E na minha época, você precisava ter um empresário que tinha escolhido essa não-dumente da rua. Mas a gente, tudo muito, adorei que você falou, não tinha definição. Você não sabia exatamente quem era esse cara, mas ele tinha mais acesso aos testes e tal. E veio uma atriz assim, mais nova geração e que me falou, "A gente precisa aprender a ser um CNPJ". Isso. Exatamente isso que eu falo. Porque vinha muito, a gente tem essa coisa do romance, do don, o don de vindo. O artista ele, às vezes, ele se acham ser especial, que deveria, cuja humanidade deveria ser grata pela existência pur e simples dele. Ele, muitas vezes, não se vê como operário, da arte, como profissional da arte. E às vezes ele está ali numa estrada curta de dois, três anos, ele fala, "Ah, mas não tem resultado". E eu falo, olha, qual profissão que, em dois, três anos de dedicação, você já chegou lá. Na música, até pode acontecer, você ainda está num lugar que ainda tem o risco de você, pegar um ritmo e a ritmo a gente não explica, fenômeno a gente não explica, fenômeno. Não explica. Até agora não explicaram, né? Como é que tem até os trabalhos que tentam identificar padrões e tal, científicos nisso. Mas como é que você explicar se eu te pego? Não tem explicação. São artistas compositores que conseguem capital, inconscientes, coletivo, antes dele acontecer. E aí aquilo gera uma conexão com muita gente ao mesmo tempo e vira a saonda, a vaceladora, que nem sempre se sustenta, né? Muitos artistas viralizam e tem vários exemplos. Não sabem o que fazia aquilo, quer ir. Não sabem o que fazer, não tão pronto, isso. É isso aí, às vezes o artista está pensando só no lançamento. É muito comum isso. E você tem que pensar no que vem depois do lançamento. Tá, você vai fazer um show de lançamento. E depois, você vai ter um vazio extencial terrível no dia seguinte. Você tem que pensar na sua continuidade. É por isso que a gente faz de plano para três anos. A gente faz um plano pensando em três anos. E segundo você vai, a gente se alguém? Isso quando eu vou dar. Se enquanto eu vou a gente se alguém, a primeira coisa que a gente faz é o planejamento. É. Porque não dá pra gente ver. É. Quatro, cinco encontros. Eu nem começo a trabalhar com a artista, se não passa pelo planejamento antes. Então, geralmente, a gente conversar, estamos aí interessados, namorando. Vamos fazer um planejamento pra gente ver o que é antes de chegar. Porque a matéria-prima é o artista. O planejamento que eu faço, apesar de ele usar técnicas tradicionais, ele é completamente adaptado a realidade do artista. Ele usa o que o artista é, o que ele pensa, o que ele quer, como matéria-prima pra construir estratégias pra chegar nesse lugar. Por isso que não é um plano pronto. Eu não posso chegar pra você dizer, olha, pra você fazer sucesso, você tem que fazer um financiamento coletivo e gravar um fit e lançar assim a sado. Não tem essa forma. Não tem essa forma. Cada artista, até porque cada artista quer uma coisa. Uma das primeiras coisas que eu pergunto na consultoria é. O que vai acontecer que vai fazer você saber que você subiu de patamar? Qual vai ser um indicador assim, tipo? E aí tem respostas diferentes, uns me dizem "Ah, quando eu tiver no rock em rio?" Outros me dizem "Ah, quando eu saí no jornal?" Outros me dizem "Quando eu fã de cadaogramme?" Outros me dizem "Quando eu tiver shows lotados?" Cada uma dessas respostas implica numa ideia de público que vai te reconhecer diferente. Quando eu falo do rock em rio, eu estou dizendo que a expectativa de retorno que eu tenho é do mercado, que a quem vai me contratar. Então as minhas estratégias vão ser direcionadas para falar com esse mercado. Já se eu digo que é quando eu saí no jornal, eu estou falando do reconhecimento da mídia. Então as minhas estratégias vão ser na direção de criagantes e editoriais, protestantes de ter espaço nesses lugares. E se eu estiver falando de resultados digitais, números bombados, os shows cheios, eu estou entendendo que esse artista aqui é o reconhecimento do público. Porque o que mede nesse resultado digital e esses shows lotados são o público. Então a gente vai fazer estratégias B, C, direto ou cliente, porque eu trato o funk como um cliente, meu doutorado é sobre isso, para mim é uma relação de consumo. E eu quero entender como artistas independentes podem se beneficiar dessa relação de consumo. Você tem o seu apoio, por exemplo. Isso é uma relação de consumo. As pessoas que te assistem, que estão aqui ouvindo a gente agora, reconhecem o valor do que você faz e se dispõem a apoiar. Por que artistas independentes não fazem a mesma coisa? Tem um artigo, acho que é americano chamado "Milfãs Verdadeiros". Esse autor, esqueceu o nome dele, ele defende que você só precisa de milfãs. Se você tiver milfãs verdadeiros, são mil pessoas de um suposto dispostas a pagar 9,99 por mês para você existir como artista para você fazer sua arte. São 10 mil reais por mês, não é nada, não é nada? Já dá para você, pelo menos, são 120 num ano. Dá para você fazer um projeto musical, o robusto. Então, quando a gente nega essa relação de consumo, a gente deixa de usufruir da receita. É como se o artigo não ligasse para o dinheiro, sabe? É como se ele sentisse como pode pensar em dinheiro. Eu acho que tem uma vergonha. Eu demorei anos para falar ainda, sabe? É um artigo que você não precisa falar. É. E não no lugar de que você, quando você fala do seu após, você está dando a pessoa que te segue a sua audiência, a oportunidade de se juntar o que você faz, a de fazer parte. É outra coisa. Não é te dar uma força, não é te dar uma ajuda, não é, entendeu? É em outro lugar. Isso só é possível de entender quando você entende que é um negócio. Não é só uma relação de troca afetiva. Não trabalho voluntário, não é devotional, não é? Exatamente. E até quando o artista vai se apresentar para um empresário ou para um profissional do mercado, um cara de festival, um contratante, alguma coisa, ele vai no lugar do pediante, ele vai pedir uma ajuda, pô, me ajuda, pô, me dar uma força. Ele tem que se apresentar, olha que legal o meu trabalho, olha que legal o meu projeto. Tenho certeza que vai ficar bacana no seu festival. Não é me dar uma força porque eu estou precisando, porque eu estou começando. É o outro discurso. É uma formação de autoestivo aí desse artista. Eu acho que passa pelo negócio mesmo. Quando a gente está fazendo planejamento, eu pergunto, "Quê que a pessoa que te consome está recebendo em troca?" Então a primeira coisa que ele tem que ele está entendendo ali é que há uma troca. Existe uma troca, quem está te consumindo está pagando para te consumir. Ainda que seja a assinatura do streaming ou em grécio, se ela está ouvindo de grécio, tem alguma publicidade pagando. Existe um gasto de tempo, a gente não está falando só de Cheryl Wallet, de visão da carteira, mas Cheryl Hort, o espaço que você vai ocupar no coração de cada um desses fãs. Então isso é fundamental, você entender que há uma troca comercial. Você está oferecendo algo, ainda que simbólico é intangível, é invisível. Mas o que é que você está oferecendo? O que você está dando em troca de quem está te consumindo? E aí as respostas geralmente são afelto, reflexão, entretenimento, alegria, transformação social. E quando eu pergunto "tá", sua razão de existir então é proporcionar através da música, transformação social e consciência de classe. Mas é só isso que te move. Ah não, eu também quero fazer as pessoas pensarem. Tá, mas que mais? Eu não quero as pessoas felizes. Tá, mas que mais? É um hobby. Eu preciso de um tempo para até a pessoa dizer "ah, tá ganhar dinheiro", é verdade. E é mesmo, tem que ser sustentável, né? Pois é, tem que ser. E isso tem que entrar na sua missão, porque se não, não viram objetivo. Não virar algo a ser perseguido. Muitos artistas falam, mas está difícil conseguir show, porque show é a principal fonte de receita, né? Já que o streaming não remuneram. É, por soticente. Por soticente, você tem que fazer show. Show, autoral, é difícil mesmo. Você vende, você tem que ter plateia. Mas existem shows comerciais que você pode fazer para casamentos, para corporativos, para arrumar os públicos. Você tem um mercado, então shows estão acontecendo. Alguém está fazendo esses shows pegando esses cachecas. Pode ser você. Agora, se você só ficar espelhante o telefone e tocar, não, vai acontecer. Então a pessoa fala, "tá difícil conseguir show". Eu falo "tá mais o que você está fazendo para conseguir show?" Ah, nada. Acho que a desse é um empresário. É, mas se você não tem um empresário. Que você faz isso. Você tem que tocar o trabalho, se não não vai acontecer. É. É possível você vender sozenha? É difícil, né? Muito. É muito difícil. Eu conheço uma artista famosa que ela tem um alterelo. E aí é a patrícia. Quando a patrícia, quando ela está falando de trabalho, ela é a patrícia. E ela, a artista mesmo, ela só aparece no final da história. Conheço uma outra artista esqueci o nome. Essa eu pode falar o nome porque a história é pública, mas eu não vou lembrar agora. Que negociou com a gravadora toda a negociação por e-mail. E quando chegou como se fosse a empresária, quando chegou para o sinal contrataira, só ela. E ela foi revelou não, gente. Era eu mesmo que estava fazendo aquela negociação. Esse é um recurso legítimo e justo que você pode usar. Mas lembre-se que eu não falei quando você está procurando a banda, você não está procurando o bateista, que você tem um procurar o empresário também. O empresário não precisa ser um grande empresário. Claro, precisa ser um empresário estabelecido. Você que. Pode ser aquele cara mais descolado do grupo, que é despachado, que é bom vender dor. Tras ele de soço, igual o baterista é. O que eu tento é trazer mentalidade do confundamental é esse. Porque você não começa a banda sem baterista. Então, em testes, você não devia começar até você encontrar um empresário também. Ou desse tipo, sabe? Do tipo do seu nível. A gente usa essa palavra em empresário artística. Ela traz uma grandeza, traz um distanciamento. E eu vejo muitos produtores, muitos empresários se apresentando como produtores de artistas pequenos. Ah, eu sou o produtor. É o pergunta "tá, mas quem vem do show?" "Eu, quem negocia com a gravadora?" "Eu, quem faz o cronograma de lançamentos e pervisões redes sociais?" "Eu, então deixa eu se dar uma notícia. Você é um empresário." E por que ele prefere dizer que é produtor? Porque ele não se vê no lugar de empresário porque ele acha que é uma coisa grande. E existe uma confusão entre empresário e investidor. Não necessariamente o empresário a quem investe. Investidor, aqui em boto dinheiro, empresário a quem gere. O empresário se hiu da marca artista. Entende? Então você pode ser um empresário pequeno que não investe naquele artista e continua sendo um empresário que define ser o empresário e a atividade que você exace. Então eu defendo a democratização da profissão, sabe, de mais produtor reconhecerem como empresário. Muito legal, porque fica tudo mais acessível, né? Exatamente. A gente tira a ideia de que é um club fechado. Porque durante muito tempo foi. Foi. Eu participei de um debate uma vez com uma grande empresária. famosa. Eu estava no comecinho da minha carreira como educadora, né? É uma das primeiras palestras, assim que eu participei. E ela falou que não era possível ensinar alguém essa empresário. E eu ali, o meio de mente, tive que dizer, olha, você pode não ensinar talento. Se a pessoa vai se sagar, é para negociar. Se ela vai ter uma visão estratégica, isso concordo que você não pode ensinar. Agora, montar um planejamento, fazer uma planilha, definir prioridades, criar um plano de ação, isso eu consigo ensinar assim. Isso é possível. Porque se não é possível ensinar, parece que é um dono divino, né? Parece que uns são, outros não são, igual um são, né? Tipo, você tem, você não tem. E não é isso, é uma atividade profissional, como qualquer outra que você pode aprender a ser. E é uma atividade que antes não é bastante rentável, né? O empresário, depois do artista, é quem mais ganha. E enquanto mais o artista ganha mais o empresário ganha? Não, e o empresário pode ter mais de uma artista. Ele pode ter dois, três artistas e ganhar em várias frontes, né? Então assim é uma atividade rentável. Os shows estão acontecendo. O que você continua o empresariando? Ou você está muito professora? Não, eu amo ser professora, consultora já fiz mais 300 consultores desse tipo, né? De um programa de estratégia. Mais 300. Mas eu sigo com a música imídecia, nós completou 25 anos de senepejota e a gente está fazendo trabalhos muito legais. A gente está em um barril do gala. A gente trabalha com uma cantora de samba chamada Carina, que está preparando um trabalho novo. Agora o último trabalho dela foi com o Zaka Pagodinho dirigindo. E agora a gente está com um projeto novo sobre mulheres no samba. Fizemos a torneide de 50 anos do Jorge Aragão no ano passado. E foi uma torneia incrível porque ela foi toda sustentável, toda acessível. A gente desde o início pensou nas melhores práticas, desde a kit pra artistas, a treinamento artista de estudinão, todo um olhar pra gente fazer os transportos com carros elétricos e reduzir papel pra fazer tudo por meio eletrônico, tive uns vários treinamentos disso. Então foi uma oportunidade bem legal. Fizemos a torneide de 25 anos do ponto de equilíbrio. Estamos com o trabalho com o bloco Bangala Fumenga, que está sendo incrível do Rodrigo Maranhão. E algumas novidades que ainda não posso contar. Não posso. Ainda mais temos talento demais e oportunidades menos. Olha, se eu disse que não, acho que eu estaria mentindo, considerando a. Estrenção do Brasil. Estrenção do Brasil, a diversidade do Brasil. Mas não é que eu acho que tem oportunidades de menos. Eu acho que tem informação de menos. Eu acho que ainda tem muita romantização da carreira artística. O artista ainda acha que se a artista faz a show. Faz a show é uma pequena parte da sua atividade. Então existem muitas outras coisas que estão envolvidas. Então eu acho que o artista que se vê como o negócio faz um planejamento profissional. E da formação também do artista. Exatamente. Não só a formação do empresário, mas a formação do artista. O artista tem que entender tudo que o empresário tem que entender. Porque ele é o sócio majoritário do negócio. É outra coisa que eu mapei foram os percentuais praticados no mercado. E existe uma coisa interessante. Dentro os artistas, eu perguntei quanto vocês pagam de percentual na média me disseram 19%. Mas eu também perguntei quanto vocês achariam justo pagar. E eles me disseram 25%. Já os empresários eu perguntei quanto eles cobram, eles disseram 25. Quanto achariam justo 33. Então existe tanto para empresários quanto a artista percepção de que o percentual cobrado é menor do que o que seria justo. E quando o próprio artista sinaliza que estaria disposto a pagar um percentual até maior do que o que ele está pagando, mostra como é um mercado cheio de oportunidades. Sim. Porque tem muito artista em empresário. Você provavelmente conhece alguns artistas sem empresários. Mas você conhece algum empresário sem artista? Não. Não conhece. Todos têm mais de um. Então, aí pequenos ou grandes, né? Sim. Então todos estão aí super ocupados. Difícil, por isso que às vezes é legal pegar alguém do começo. Como foi o caso do Paralama? Até com uma atriz. É tão legal crescer junto. Porque fica nessa coisa. Quando a gente já é grande, todo mundo quer? É, vende com a Coca-Cola, né? Mas o Anita, então não tem. Fórmula do sucesso, que eu acho que aquilo que você não deve te pedir. Não tem fórmula do sucesso. E a gente já tem estratégia pra fazer. Tem técnica pra criar estratégia. Tem jeito de certo de criar estratégia. E tem jeito certo de priorizar suas estratégias. Porque o problema não é só criar estratégia, criar estratégia é mole. Mas como você já criou a monte? Porque e como é que a Anita segue sendo um monstro sempre, há tantos anos, se manter um, na Christa da onda. Bom, ela tem um olhar estratégico muito forte, né? Ela fez escolhas consistentes de posicionamento e bancosas escolhas. Foi levou a sério. Ela é uma grande empresária. Ela é uma grande empresária, mas ela tem equipe. Ela tem pessoas que representam ela. Por isso que eu acho que não é dizer que a Anita não tem um empresário. É dizer que a Anita é a empresária principal, mas ela tem parceiros que representam ela no mercado, fazendo papel do empresário artístico. Esse é um modelo que eu chamo do modelo do artista empresário. -Parei o próprio artista, é seu empresário. -Mas ele tem um profissional que ele representa. E esse profissional diz que é um fixo, às vezes é um fixo mais um percentual. Às vezes quem é só um percentual, mas ele é quem. A Anita não atende contra a tante. A Anita não discute os detalhes com a gravadora. Ela discute o macro, como é que vai ser o lançamento? Ela toma grande decisões. Ela toma grandes decisões. É como eu vejo. Agora tem o modelo de sociedade, que é o modelo em que artista e empresário estão juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Então o projeto custa 100 mil, cada um vai investir na sua proporção. No crô 200 mil, cada um recebe o seu resultado na sua proporção. Nesses casos, o percentual varia de 20 a 40%. 20, quando é um artista grande com o escritório pequeno, 40, quando é um artista pequeno com o escritório grande. E um terço é um percentual, razoável, quando os dois são do mesmo pós. E quando os dois estão começando, é isso? É um terço, que é uma coisa mais. Até o quanto os empresários acham justo, a liga de 33%. Mas também tem o modelo do empresário investidor, que é quando o empresário investe dinheiro na carreira do artista. E esse é um modelo perigoso, porque geralmente os percentuais que os empresários ficam são mais altos do que o do próprio artista. E isso só se sustenta por um período. Enquanto está naquela fase de investimento de investimento. É, agora quando está o avião voo de cruzeiro, o de cachê altíssimo. E o artista começa a ver o investimento já pago há muito tempo. E ele começa a ver que a maior parte da grana está indo por empresário. Geralmente isso dá briga. Aliás, o que a gente vê na imprensa? De briga geralmente são modelos nesse formato. Entre artistas e empresários de descomprimentos de contato. Eles investiram de mais, viram dono do artista. Exatamente. Tem bandas que funcionam nesse modelo. O empresário é dono do CNPJ da banda. E ele contrata os músicos, contrata os cantores, contrata todo mundo que vai participar e ele é o dono da banda. E bandas que surgem através desses programas de realites, então é um perigo, pode acontecer isso. Eu sei que, sobre que o ruge era algo parecido com isso. Completamente. Eles gravam roupa da CIA. Ah, não sei o detalhe da fococa. Mas eu não devido. Não dovido nem um pouco. O cachê era tipo uma roupa da CIA. É um não dovido. Infelizmente, eu acredito. Infelizmente, eu defendo o papel do empresário, defendo esse profissional. Tento desmistificar a questão da demonização que ele só está com dinheiro. Mas eu tenho que reconhecer. São muitas histórias de empresários, incompetentes ou desonextos. Mas isso eu não atribu a profissão em si. Mas sim, a falta de formação. Pensa que até pouco tempo a gente não tinha. Qualquer um podia ser empresário. Qualquer um não faz diferença. Se você estudou, se você não estudou, na minha pesquisa eu pego. Eu me contei assim, quanto é pra você ser um empresário? Foi um objetivo que você determinou ou foi uma oportunidade que você teve e que você jogou de cabeça? 67% de mim, sendo que foi uma oportunidade. -Você tem que ser demais. -Mas esse número caiu em, na primeira vez que isso era maior era essa, tem que ter sim. -Sim. -Eu gosto de pensar que eu tenho papel nisso, sabe? -Como você ajudar a tornar em isso um objetivo, a mencilha, uma profissão. -Eu quero ser em grisa área. -Exatamente, que é uma profissão cara, rentável, prazerosa, dinâmica, sabe? E que é muito escassa, tem muito mercado pra isso. E o mercado tá música no paro de crescer, não para de crescer. A gente, o ano passado, mais uma vez, teve crescimento de dois estes e a gente tá em um etável lugar no mundo, o Brasil hoje, em consumo de música. Outro dia, eu vi um cara de fundo, sabe esses fundos que tentam comprar direitos autorais? Agora tá nesse. -Tá bom bão. -Tá bom bão do isso. E ele tava me dizendo que o fonoograma do Gil valoriza mais do longo prazo que a grama do Ouro. -Wow. -Tão assim. -Tão assim. -Dá pra dizer que não é uma atividade econômica. -Pois é. -E de Caetano são dois grandes artistas exemplos que dizem as boas ou mais línguas que viraram potências financeiras depois que foram bem empresariados. -Telas exposas. O que é uma coisa rara, né, da gente vê esse tipo de relação funcionando. -Pois é. -Sim, eles são cases, eu acho que são fora da curva. Não acho que seja tão comum de acontecer. -Sim. -Mas o que você trouxe só reforça o quanto um bom em presença. -E independente de vocês quanto eles eram. -Exatamente. -Quanto eles eram haribôs, né? -Quanto eles só queriam cantar. -Isso são dois duos, dois gênios, né? -É. -Isso são dois gênios. -Sim. -Então, enquanto eles só queriam cantar e existir, realmente eles existirem, é maravilhoso. -É. -Tava ali, eles talvez sobreviver sem de música. -Sim. -E se tornaram potências comenciais a partir de gestão. Olha como a gestão potencializa. -Muito. -A gente não tem problema de ter ido a fazer isso. E provavelmente elas tiveram que aprender na prática, mesmo sendo esposas, mas vamos transformar isso aqui no Brasil. -Isso é caro de equipe, claro. -Tanto a flora, quanto a Paula, tem scitorios grandes com equipes grandes, estruturadas, organizadas, profissionais que estão há anos com eles. Então, não é o bloco do eu, sozinho, né? Para você fazer uma estrutura profissional, que atenda um artista desse porte, na, hoje, na nossa pequena produtora, a gente tem 12 pessoas. -Sim. -Pra poder todo mundo ter o departamento de marketing, o departamento artístico, o departamento comercial, o departamento de produção e o departamento administrativo financeiro. São os cinco grandes núcleos que eu, como eu organizo, a empresa e o processo passa de bastante núcleo para núcleo, ensino isso no curso. Porque se você vai vender show, você tem que ir e show. Cada show, ele tem que se tornar dentro do seu sistema, um projeto. E esse projeto, ele tem início, meio fim, tem um fluxo. E esse no marketing que anuncia, passa para o comercial que vende, que vende, que passa para o administrativo financeiro, que fecha o contrato, que passa para a produção executiva, que produe, que devolve para o administrativo financeiro, que faz o fechamento e que entrega para o comercial para fazer o pós-venda. Ah, Nita, mas eu não tenho essa equipidade, não tenho problema. Mudo boné. Faz tudo que tem que ser feito, só que cada hora com o seu boné. Porque aí você vai conseguir gerenciar mais shows, vai conseguir ter mais produtividade do que se você ficar com tudo em bolado. É possível. Mudo boné. É muito possível. E eu vi muitos casos nesses. E os artistas independentes, que conseguiram de alguma forma chegar em um lugar desejado, só se organizando com essa estratégia, com essa planejamento, sim. Eu vi muitos artistas e empresários, agora que não vi nenhum sem empresário conseguir. Sendo honestas. Existe uma dificuldade muito grande a gente planeja, coloca tudo no papel, tá claro ali para o artista o que ele tem que fazer. Por onde ele tem que começar? Que isso não está consultoria, né? Na minha consultoria, no curso, mas ele tem muita dificuldade de executar, de tirar do papel. E olha que a gente faz um passo a passo, a tarefa, a portar, a tarefa do que precisa ser feito, né? No plano de ação. Então, o que tem que ser feito? Quem tem que fazer o prazo o que aquilo tem que estar? Está mais chegado. Concluído, está mais chegado, mas mesmo assim, se não tiver um braço executivo, sabe? É alguém que olha para aquilo todos os dias e fale quanto shows eu vou vender hoje. Sabe? Quantas gravadoras eu vou contar que tá? Como que eu vou fazer o meu próximo lançamento? Que editar, eu vou estar inscrivendo para poder financiar. Qual vai ser minha estratégia? Então isso faz, não tem como? É simples a matemática. Se você se dividindo, você tem o resultado cheis. Se você tiver alguém fazendo só o que você se dividia para fazer, não tem como esse resultado não ser x mais alguma coisa. Com certeza. Ah, não sei que você tem alguém muito incompetente. E você, dessa altura do campeonato, seria empresar a artística de um artista pequeno, começando, e assim. Só fui. Na pandemia, a gente trabalhou com dois artistas que foram frutos de planejamento estratégico. Eu fiz o planejamento estratégico dos dois e vi ali um conjunto de forças que me interessou de trazer os dois para o escritório. E aí o que que tinha interessa? Foi a intuição que passava a tal. Que que não, não é a intuição. Nem eu te entendi, nem assim, mergulhado sobre a parte artística. Quem cuida mais da parte artística na sociedade é o Afonso meu marido. Eu, ele fala, mas você não vai ouvir a música. Afonso nem entregou a fita. É, nem entregou a fita. Eu falo, eu não preciso ouvir a música porque a opinião de. Minha opinião sobre a música dele não interessa. Eu não sei que eu seja público alvo. Eu não me coloco no lugar de produtor musical. Eu não sou mosa e senprensária. Você fez o planejamento. Tu sempre estava sem nem ouvir a música. Eu ouvia a música, mas eu não vi um show. Tendeu? Eu vi que tinha um talento ali, os dois eram compositores. E foi um lindo trabalho. O Leo Quintela acionou com a biscoito fino, lançou um álbum, conseguimos um fita com o sísio de nem Magal, de uma música do Magal que ele regravo, que entrou na novela, fizemos shows rios, São Paulo. Não lembro se a gente fez outras capitais. Então foi um trabalho muito legal que colocou ele no mundo assim. De uma forma mais consistente. A Amanda, que também ficou com a gente, uns três anos, a gente lançou um álbum muito lindo, que teve uma música que ficou muito conhecida, coragem, ficou muito narrágio, foi regravada várias vezes. Ela está aí ocupando espaço dela, continua com o trabalho dela. Então sim é possível trabalhar com artistas menores. Agora não dá para dizer que eles vão ser prioridades dentro do escritório. Isso que eu falo com artistas vezes também, independentemente ele tem esse sonho de que um empresário grande vai abrir portas para ele. Mas às vezes é melhor você estar no escritório do seu nicho, que já trabalha com contratantes do seu porte, com fornecedores do seu porte, e que vai te dar uma atenção porque você é um produto principal dentro do que você fica no escritório grande de um empresário que tem muitos contatos, mas que não tem necessariamente tempo para te priorizar. Então a arte é um grande negócio. De convencer? Não é só o negócio, a arte é talvez dentre as atividades econômicas. Aqui tem um capital simbólico associado maior, né? Então é um preço. Qual o preço da arte? E esse capital simbólico é tornando ainda mais relevante a importância do investimento público, porque a cultura ela define a identidade de uma nação. E a música é a expressão cultural que perpaça todas as outras expressões culturais, ela perpaça a dança, ela perpaça o audiovisual, ela perpaça a moda, ela perpaça, enfim, tudo que está envolvido com vida tem música junto. Então ela é trilha sonora, a gente hoje em dia antigamente de. Da vida, né? E a gente parava e falou "Você quer?" E quando foi a última vez que você ouvir um músico desse jeito, sem fazer nada? Sem fazer nada? É, tipo assim, cozinhando. vendo o celular, malhando, correndo, mas parar, parar, ouvir a música com o encarte, lendo as letras, nunca mais eu fiz isso na vida. A música era uma atividade em si, ela não era um pão de fundo, porque também ela não era tão acessível, né? Hoje você tem, no seu celular, é música que você que se desce. É muito louco. É muito louco. Porque isso. Eu me dei conta outro dia, né? Porque tem tanta gente que eu amo, que eu ouvi, que eu tinha CD, e que eu esqueço de procurar, né, no palma da nossa mão. E o algoritmo não te leva, sendo te levar? No outro dia, eu fui para um lugar que não tinha Wi-Fi, e eu passei pela situação que eu não passo muito tempo, de não poder ouvir música que eu queria. Só dava a provil que tinha na biblioteca, como assim? Não parece que os pode faz ser quando o Brasil é em 2014, gente. É ontem. É ontem, tem, tem 12 anos. Que isso aconteceu, é muito recente. E a gente nem sabe qual vai ser a próxima forma de consumo de música, né? Porque é um mercado que se transformou tanto. Imagina que isso seja um tema também para você nessa. Isso é um tema pra mim, de pesquisa. De pesquisa. É aqui em economia criativa, a gente estuda muito futurologia, né? Tendências. E como você faz essas estimativas, e uma das coisas que a gente está pesquisando, justamente, é o futuro desse consumo. E eu acho que passa pelo fã. Eu acho que passa pela relação direta com fã. Eu sempre falo pro artista. Cara, site é muito importante. Ah, mas ninguém vai no site. O site é a sua presença digital, e o lugar onde a pessoa que quer ser o seu fã vai lá pra colocar o e-mail o telefone dele pra saber mais de você. Ah, mas é pouca gente que se inscreve. É, mas a gente é muito quente. Se você não sei nem se você tem lende, do centro direito garoto, uma página lá. Não, e muita gente fala isso pra mim. Uma grande amiga me falou que. Não precisa ser uma página complex, uma lente com contatos das pessoas. Que pisava até um site, eu. Você já tem redes sociais, já tem tudo isso. Mas quem quer receber por e-mail hoje o seu novo episódio faz como? Pois é. A através do Instagram e o mandando. O problema do Instagram é que aquele fã não é seu. É do Instagram? Se não sabe quem ele é. Quando você tem o e-mail, o celular, aquele fã passa a ser seu fã, passa a ser sua base. Por isso, gestão de comunidades pra artista independente, é tão importante, é tão fundamental. Por isso que eu estou estudando isso no doutorado, porque meu objetivo é entregar valor pra comunidades independentes. Eu podia pesquisar mil coisas. Meu pensamento foi caro que eu posso entregar, pesquisar, entender, que vai fazer diferença na vida de artistas independentes. Aí eu volto pra minha pesquisa. Com a principal dificuldade relatada por ele, e, em primeiro lugar, pra 40% investi financeiramente. Então, vamos atacar a questão da geração de receita. Como a gente pode explorar outras gerações de receita? Bom, aí eu tenho que pensar no consumidor. Quem meu consumidor o fã foi aí que eu cheguei a inessei. Sim. Nesse problema de pesquisa, entendeu? Então, foco no fã. Foco no fã, porque foco no cliente é quem te consome. É quem vai te consumir. Então, você tendo o e-mail das pessoas. Você pode anunciar os episódios novos. Você pode falar de novidade. Você pode fazer uma curadoria de conteúdos de outros, pode querem estes ou outras coisas que você acha que é bacana, a tua comunidade fica sabendo. Você começa a entregar valor, pra além do próprio podcast. E eu fiz um casal de artista que eu estava tendendo, que eu tô tendendo. Feio do site, em um mês eles tiveram 100 escritos. Pra sua empresa deles. Viu cliente. É minha amiga que cuida nossa media social, e a identidade visual, e ela sempre fala, "A gente precisa de um site, eu fico de um site." "De modê, coisa mais velha, vinta." É, gente. Nossa, que coisa mais anos 90, será 2000? Não, mas é um lugar pra centralizar as informações. Tem o link da vaquinha, o link do seu Instagram, os seus links oficiais, seus contados oficiais. E principalmente uma área que a gente chama de capitalização de lides, que é essa área de cadágio. Com codas, se só dá seu e-mail por uma coisa que você quer muito, não é? Então, esse fan pode ser só 100, como ele falou. Mas são 100 pessoas que provavelmente vão fazer o seu presser e vir. Vão aderir o seu crowdfunding. Vão comprar em grássaro pro seu show. Diferente dos cinco mil seguidores que você tem no Instagram, que você não sabe quem é quem. Você não sabe pra quem tá entregando. Tem 50, não tem nenhum. Tem 50 vivos, não tem nenhum. Tem 10 na panca. E você lembra, só precisa de mil fãs, verdadeiro. Adorei esse artigo. É. Muito legal. Muito legal. E adorei. Que bom querida um prazer, viu? Foi uma aula. Você realmente uma boa professor. Obrigada. E me convenceu. De como eu sei? Eu te achava do bruxo aqui. Eu chamo o artigo, não negócio. Não, a gente tem que usar o negócio a favor dar. Claro. No fundo é semé de peso. Não, e isso, eu acho que essa coisa do dinheiro sempre tem essa. Sim, cómodo. E na vida das mulheres, quase não tá burco. - Ah, eu não dito, né? - É verdade. É o interesseiro, ela. E no meu trabalho, agora, tudo bem, eu. Eu formei em direito, sou atriz, e virei comunicadora com uma pauta, que é muito bonita, que é protagonismo das mulheres, defender as mulheres. E aí fica essa confusão de um trabalho voluntário em meu trabalho, não é voluntário. Eu quero ganhar dinheiro, preciso ganhar dinheiro. Isso aí. Eu sou bom, que eu faço, tu deu, então assim. Você merece, né? É isso, então, isso aí. - Entender, né? - Sim. - Entrega, falou. - É, entendi. - Tem fazer seu planejamento. - Fio? - É. - Preciso dar um nita a avalia. - Termino a ser episódio com certeza de que nós todos precisamos de um luta que a vale na vida. - Bem que você está formando, gente. - É isso aí. Que bom, querido. - Olha, um prazer enorme, viu para mim, pelo trabalho. - Eu amei. - Vida longa, o centro da direita do garoto. - Planejamento, estratégia, mil fãs, mil vezes um milhão. Obrigada por ter vida. - É que é a graça. - Você é uma querida, muito talentosa e ótima professora. - Muito obrigado. - Você conseguiu dar uma aula, uma aula interessante. - Que não. - Que a gente adicinha essa impressão de que vai transformar tudo num negócio e vai ficar chato. - É, não. - E dá pra ser legal, dá pra ser interessante. - Ah, é muito legal. É muito legal. Na hora que a gente. - É facilitar isso. - É facilitar isso. - É isso, está acontecendo. - É um momento que a pessoa fala. - Wow. - É. - É isso, então. É por aqui que eu tenho que caramba. Agora, claro, é o verbo que eu mais ouro. - É da caminho, né? - Da caminho. - Estratégia significa caminho em grego. - Vem da palavra caminho do general. Essa origem da palavra. - Então, parabéns pelo caminho. - Obrigada. - Beijo, gente. - Beijo. - Senta direito, garota.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Anitta Cavale, empresária artística e especialista em music business, conta sua trajetória desde os 16 anos em uma produtora em Niterói.
  2. Conheceu o marido, Afonso, ao entregar uma fita de seu pai para Adriana Calcanhoto; a fita só chegou ao destino 25 anos depois.
  3. Teve três filhos cedo, trancou faculdades de Psicologia e Comunicação, mas formou-se em Administração aos 37 anos e fez mestrado e doutorado.
  4. Criou uma escola de empreendedorismo artístico após perceber a falta de cursos específicos; já formou quase 700 alunos em 25 edições.
  5. Defende que talento é matéria-prima essencial, mas gestão profissional é crucial para o sucesso; apenas 8% dos artistas têm empresário.
  6. Reflete sobre desigualdade de gênero na indústria musical, onde mulheres precisam ser mais qualificadas para ocupar espaços de poder.
  7. Sua pesquisa mostra que artistas com empresário faturam mais, fazem mais shows e são 23% mais satisfeitos com a carreira.

Summary:

Anitta Cavale, empresária artística e especialista em music business, compartilha sua jornada pessoal e profissional. Ela começou aos 16 anos trabalhando em uma produtora em Niterói, onde conheceu seu marido, Afonso, ao entregar uma fita de seu pai para Adriana Calcanhoto – fita que só chegou ao destino 25 anos depois. Casou-se cedo, teve três filhos e trancou faculdades de Psicologia e Comunicação, mas encontrou sua verdadeira vocação na Administração, formando-se aos 37 anos e concluindo mestrado e doutorado.

Sua experiência prática a levou a criar uma escola de empreendedorismo artístico, que já formou quase 700 alunos em 25 edições. Ela defende que, embora o talento seja indispensável, a gestão profissional é crucial para o sucesso. Sua pesquisa revela que apenas 8% dos artistas têm empresário, mas aqueles que têm faturam mais, fazem mais shows e são 23% mais satisfeitos.

Anitta também reflete sobre desigualdade de gênero na indústria musical, percebendo tardiamente que mulheres precisam ser mais qualificadas para ocupar espaços de poder. Ela critica a romantização da autogestão artística e a visão demonizada do empresário, defendendo que a música é um negócio que exige profissionalização para potencializar o talento e gerar resultados sustentáveis.

FAQs

Ela começou aos 16 anos trabalhando em uma produtora em Niterói, onde conheceu seu marido, Afonso, que era produtor da Adriana Calcanhoto.

Ela fez várias faculdades, incluindo Produção Cultural, Psicologia, Comunicação e Administração, e se formou aos 37 anos, concluindo o mestrado aos 39 e atualmente fazendo doutorado.

Ela percebeu que aplicar planejamento estratégico na empresa, combinando técnica e criatividade, aumentou os resultados em 49% no primeiro ano.

Ela criou a escola para ensinar gestão de carreira, direitos autorais e marketing, preenchendo a falta de cursos específicos para o mercado musical.

Segundo a pesquisa de Anitta, artistas com empresário faturam mais, fazem mais shows e são 23% mais felizes com a carreira.

Ela destaca que a produção e distribuição se democratizaram, mas a promoção ainda favorece grandes gravadoras, mantendo o jogo desigual.

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