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O Mito do Empreendedor - Michael E. Gerber - audiobook - parte 01

60m 31s

O Mito do Empreendedor - Michael E. Gerber - audiobook - parte 01

O texto introduz o conceito central do livro "O Mito do Empreendedor", de Michael E. Gerber, argumentando que a maioria das pequenas empresas nos Estados Unidos fracassa não por falta de trabalho, mas por trabalho executado de forma errada. Estatísticas mostram que 40% das empresas fecham em um ano e 80% em cinco anos. Gerber identifica o "mito do empreendedor" como a crença romântica de que negócios são criados por empreendedores corajosos, quando, na verdade, são abertos por técnicos (como marceneiros, cozinheiros ou programadores) que, ao deixarem seus empregos, caem na "suposição fatal": achar que entender o trabalho técnico é suficiente para administrar um negócio. Isso leva à escravidão do dono, que acaba fazendo tudo sozinho, como no exemplo de Sara, que amava fazer tortas, mas odiava administrar a loja. Gerber propõe que todo empresário carrega três personalidades: o Empreendedor (visionário), o Administrador (organizador) e o Técnico (executor), que entram em conflito. Para superar o caos, ele apresenta a Revolução TURNK (mudanças tecnológicas e culturais) e o Processo de Desenvolvimento de Negócios, um método passo a passo que torna a gestão previsível e eficaz. A lição final é que a empresa é um reflexo do dono: para transformar o negócio, o empresário deve primeiro transformar a si mesmo.

Transcription

8553 Words, 50976 Characters

Portuguese
O mito do empreendedor Michael E. Gerber. Introdução. Acredito na possibilidade de que, em cada empresa, haja alguém em luquecendo lentamente. Joseph Heller, alguma coisa mudou. Você tem o quer ter uma pequena empresa? Este livro foi escrito para você. Ele representa milhares de horas de trabalhos na e-meat worldwide. Durante os últimos 24 anos, ele demonstra uma certeza desenvolvida e apoiadas pelas experiências que tivemos com milhares de pequenos empresários ao lado dos quais atuamos. Tal certeza é a seguinte. As pequenas empresas dos Estados Unidos simplesmente não funcionam, mas os pequenos empresários trabalham muito. Na verdade, os pequenos empresários trabalham demais em relação aos resultados obtidos, portanto, não se trata de pouco trabalho, mas de trabalho executado de forma errada. Como resultado, as empresas em sua maioria acabam no caos, não gerenciáveis, imprevisíveis, pouco rentáveis. Vamos aos números. Empresas abrem em fecham nos Estados Unidos com uma rapidez cada vez maior. Todo ano, mais de um milhão de pessoas no país enalgura algum tipo de empresa. Segundo as estatísticas, o departamento de comércio, pelo menos 40% delas, estão fora do mercado ao fim de um ano. Em cinco anos, mais de 80%, 800 mil, portanto, fecham as portas. E as mais notícias não param por aí. Se a sua pequena empresa já sobrevive por cinco anos ou mais, não solte um suspiro de alívio. Por quê? Porque tanta gente entra no mundo dos negócios e fracassa? Qual é a lição que essas pessoas deixaram de aprender? Por quê? Apesar de tanta informação disponível sobre o sucesso das pequenas empresas, poucas são realmente bem sucedidas. Este livro responde a essas perguntas. Nela, encontram-se ideias profundas que, se entendidas e adotadas, darão a você o poder de criar uma pequena empresa extraordinariamente interessante e pessoalmente compensadora. Se tais ideias for ignoradas, você provavelmente vai se juntar as centenas de milhares de pessoas que todo ano dedica o energia e capital e vida a abrir uma nova empresa e fracassa, ou as muitas outras que lutam continuamente apenas para sobreviver. Ideia 1. Existe um mito, o qual chamo de "emit", o mito do empreendedor, de que pequenas empresas são criadas por empreendedores que arriscam capital em busca de lucro. Isso simplesmente não é verdade. As verdades razões pelas quais alguém abre uma empresa, pouco tem a ver com o empreendedorismo. Se compreendermos o mito e aplicarmos tais ideias, a criação e ao desenvolvimento de pequenas empresas, esse pode ser o segredo do sucesso nos negócios. Ideia 2. O corre atualmente uma revolução nas pequenas empresas é a chamada Revolução TURNK, que inclui mudanças ligadas a inovações tecnológicas e culturais. Está mudando o mundo dos negócios e também o perfil de quem se aventura nele, o que implica alterações no modo de atuar e nas possibilidades de sobrevivência das empresas. Ideia 3. No centro da Revolução TURNK está o processo dinâmico que, na EMIT Worldwide, chamamos de Business Development Processo, o processo de desenvolvimento de negócios. Quando o sistema atizado e aplicado diligentemente pelo pequeno empresário, esse processo tem o poder de transformar qualquer pequeno empresa em uma organização inquivelmente efetiva. O informe demonstra nossa experiência quando tal estratégia incorporada a todas as atividades e utilizações, a empresa permanece jovem e cresce. Quando o processo é ignorado, o que infelizmente acontece na maior parte das vezes, a gestão passa a depender do acaso, levando a esta guinação e, por fim, ao fracasso. Essas consequências são inevitáveis. Ideia 4. O processo de desenvolvimento de negócios pode ser aplicado sistematicamente por qualquer pequeno empresário em um método passo a passo que incorpora a operação da empresa às lições da Revolução TURNK. O processo se torna, então, um modo previsível de produzir resultados e criar vitalidade em qualquer pequeno empresa cujo dono esteja disposto a investir nela tempo e atenção. Desde a fundação da Emit Worldwide, em 1977, assistimos mais de 25 mil pequenas empresas na implementação do processo de desenvolvimento de negócios, por meio da adesão ao Emit Master Programme e milhares delas alcançaram o sucesso. Ouzo afirmar que nenhuma organização acumulou mais experiências do que a Emit Worldwide na aplicação das lições da Revolução TURNK e do processo de desenvolvimento de negócios ao crescimento de pequenas empresas. Embora não se trate de uma solução mágica e exige trabalho ardo, o processo é sempre gratificante e representa a única estratégia capaz de fornecer o controle necessário sobre a pequena empresa. Na verdade, você vai experimentar mudanças nos negócios e na vida. Este livro, portanto, trata de resultados e não somente de como fazer. Nós, eu e você sabemos que tais livros não funcionam. As pessoas têm que funcionar. Saber que as pessoas funcionam é uma ideia que vale a pena ser trabalhada, aliada a perfeita compreensão do que precisa ser feito. Somente quando essa ideia se integra firmemente ao seu modo de pensar e operar negócios, é que o "como fazer" adquire significado. O ponto central deste livro está na ideia de que a sua empresa não passa do nitido reflexo de quem você é. Se o seu pensamento é desorganizado, a sua empresa será desorganizada. Se você é uma pessoa varenta, os seus empregados serão avarentos, dando cada vez menos de si e exigindo sempre mais. Se você sabe pouco a cerca do que precisa ser feito na sua empresa, ela refletirá essa limitação. Portanto, se quiser que a sua empresa mude e ela deve mudar para crescer, mude você primeiro. Caso se negue a isso, jamais obterá a sua empresa o que deseja. A primeira mudança necessária está ligada à ideia do que é uma empresa e do que é preciso para fazer ela funcionar. Depois de bem esclarecida a relação de cada empresário com a empresa, posso garantir que os seus negócios e a sua vida encontrarão nova vitalidade e novo significado. Você vai saber porque tanta gente deixa de receber o que deseja ao abrir um negócio próprio. Vai perceber as oportunidades quase mágicas à disposição de quem inaugura uma pequena empresa da maneira certa, como verdadeiro conhecimento de posses das ferramentas necessárias. Já vi isso acontecer centenas de vezes em todo tipo de negócio imaginável, com pessoas que inicialmente não entendiam do assunto. E desejo que, ao terminar a leitura desse livro, o mesmo tenha começado a ocorrer com você. Parti 1. O mito do empreendedor e as pequenas empresas. Capítulo 1. O mito do empreendedor. Ele sintou que seca de tal forma com o trabalho que não vem como realmente são "Audos Huxley". O mito do empreendedor é muito comum e remete a atos heróicos. Imagine um empreendedor típico e livrar a mente uma figura hercúlia. Um homem, uma mulher sós, cabelo o vento, desafiando bravamente obstáculos insuperáveis, escalando encostas íngrimes de rochas perigosas, tudo para realizar o sonho de criar uma empresa próprio. Além da vem carregada de nobreza, de esforços sobre humanos, de um compromisso prodigioso com ideais grandiosos. Mais indivíduos existem realmente, mas a experiência me diz que são raros. Entre os inúmeros empresários que conheci e com quem tive a oportunidade de trabalhar durante as duas últimas décadas, poucos eram, quando nos encontramos, verdadeiros e empreendedores. Em sua maioria, tinham praticamente abandonado a visão inicial. O gosto pela escalada dera lugar ao pavor de altura. A superfície da rocha havia se tornado um lugar ao qual se agarrar e não a escalar. A exaustão era comum a satisfação raríssima. Afinal, haviam resolvido abrir um negócio próprio, com certeza um sonho uslivara a assumir tal risco. Então, onde estava aquele sonho? Por que tinha desaparecido? O empreendedor que havia inaugurado a empresa, a resposta é simples, o empreendedor só existia por um momento. O momento fugasse e desapareceram na maior parte dos casos para sempre. Quando o empreendedor sobrevivia era apenas como um mito fruto do desconhecimento do que acontece em uma empresa e do porquê. Esse desconhecimento custa caro, possivelmente muito mais do que imaginamos, no que se refere a recursos, oportunidades e vidas. Chamo esse mito, esse desconhecimento, de mito do empreendedor. Suas raízes estão na crença romântica de que pequenas empresas são criadas por empreendedores, o que na maior parte das vezes não é verdade. Então quem são as pessoas que abrem as pequenas empresas e por quê? A doença do empreendedorismo. Para compreender a essência do mito do empreendedor e do equívoco que o cerca, vamos examinar melhor a pessoa que entra no mundo dos negócios, não depois da entrada, mas antes. A propósito, onde você estava antes de abrir a sua empresa, ou se ainda pense em abrir uma, onde se encontra agora? Se é como a maioria das pessoas que conheci, você trabalhava para alguém. O que fazia? Provavelmente um trabalho técnico, como quase todos os que abrem empresas, capinteiros, mecânicos ou operadores de máquinas, contadores ou tozadores de pudos, desenistas ou cabeleireiros, barbeiros ou programadores de computador, médico ou escritores técnicos, artistas gráficos ou design de interiores, bombeiros ou vendedores, de qualquer maneira um trabalho técnico. E você provavelmente fazia isso muito bem, mas trabalhava para alguém. Até que um dia aconteceu algo. Pode ter sido o tempo, um aniversário ou a formatura de um filho, talvez o pagamento recebido em uma sexta-feira tarde ou olhar atravessado do chefe, ou ainda a impressão de que a sua contribuição para o sucesso da empresa não era valorizada. Pode ter sido qualquer coisa, não importa, sem razão aparente, você sofreu uma crise da doença do empreendedorismo, e a partir daquele dia, a sua vida nunca mais foi a mesma. Na sua mente surgiu uma ideia assim, por que estou fazendo isso? Porque o trabalho para aquele sujeito, droga, entendo do assunto tanto quanto ele, se fosse por mim ele nem teria uma empresa, qualquer pateta pode administrar, e eu estou trabalhando para um, no momento em que você presteu atenção aos seus pensamentos e os levou a sério, o seu destino foi selado. A emoção de romperas amarras passou a ser uma companhia constante. A ideia da independência seguia você por toda parte, a ideia de mandar em si, cuidar das suas coisas, fazer o que quisesse, tornou-se obsessivamente irresistível. Quando a doença do empreendedorismo atacou, não havia mais sossego. Você não conseguia se livrar dela, tinha de abrir uma empresa própria. A suposição fatal. Em meio sofrimento causado pela doença do empreendedorismo, você foi vítima da mais desastrosa suposição que alguém pode fazer ao entrar no mundo dos negócios. Trata-se da suposição feita por todos os técnicos que abrem o negócio próprio. Ela atrasa o destino da empresa, da inalguração, a liquidação no momento em que aceita. Tal suposição fatal é, quem entende o trabalho técnico de uma empresa entende a empresa que faz o trabalho técnico. Fatal por não ser verdadeira e representar a causa fundamental do fracasso da maior parte das pequenas empresas. O trabalho técnico de uma empresa e a empresa que faz o trabalho técnico são coisas completamente diferentes, mas o técnico que abre uma empresa não sabe disso. Para o técnico atacado pela doença do empreendedorismo, uma empresa não é um negócio, mas um lugar aonde se vai para trabalhar. Assim, o marceneiro, o eletricista, o bombeiro se torna um contratentes, o barbeiro abre uma barbearia, o escritor técnico cria uma editora de textos técnicos. O cabeloereiro, inalgura um salão de beleza, um engenheiro entra no negócio de semi-condutores. O músico monta uma loja de instrumentos musicals. Todos acreditam que, por conhecer endeterminado o trabalho técnico, estão imediata e, notablemente, qualificados para administrar uma empresa que realiza e tal serviço. O conhecimento do trabalho técnico de uma empresa, em vez de ser uma vantagem para o empresário, representa sua maior desvantagem. Se o técnico não soubesse fazer o trabalho técnico da empresa, teria de mandar fazer, em vez de botar a monamãs. A verdadeira tragédia é a seguinte, quando o técnico é atacado pela suposição fatal, a empresa que o livraria das limitações de trabalhar para os outros acaba por escravizá-lo. De repente, o ofício que ele conhecia tão bem se torna uma tarefa mais somada a uma desana de outras tarefas que ele não domina. Isso acontece porque a doença do empreendedorismo deu início à empresa, mas é o técnico que trabalha e, de repente, o sonho de empreendedor se transforma no pesadelo do técnico. Veja a jovem senhora as sortotas. Veja a jovem senhora abrir uma empresa de fabricação de tortas. Veja a jovem senhora se transformar em uma velhinha. Quando conheci Sara, ela estava no negócio, havia três anos. Segundo ela, os três anos mais longos da minha vida. Vamos dar a empresa de Sara, o nome e fictício de "al about peace". Na verdade, porém, o problema de Sara não eram as sortas, era o trabalho, o trabalho feito por ela, o trabalho que Sara amava mais do que tudo na vida, somado ao trabalho que ela jamais havia feito. Na verdade eu odeio fazer tudo isso. Sara abriu os braços indicando toda a loja onde estávamos, mas odeio enfatizou a palavra quase com raiva as sortotas. Não posso nem pensar, não suporto cheiro, não aguento olhar para elas e começou a chorar. O doce aroma das tortas enxia o ar. Era um sete horas e a "al about peace" e abrir em 30 minutos, mas o pensamento de Sara estava longe. Sete horas ela disse, enxugando os olhos com o avental, como se leste a minha mente. Sabe que estou aqui desde as três horas e que acordei as duas, que dou acabamento nas tortas atendos clientes, limpa loja, faço compras, confira a caixa registradora, voa o banco, janto, prepara as tortas para o dia seguinte e quando tudo termina são 21,30 ou 22 horas. E então, quando qualquer criatura normal daria por encerrado o dia, ainda tenho que pensar em como pagar o aluguel do mês seguinte, tudo ela abriu os braços novamente, acentuando o que acabava de dizer. Porque meus melhores amigos disseram que eu era danada de bom isso e que deveria abrir uma loja. E o pior, eu acreditei neles, pensei ter encontrado um meio de milivrar do emprego horrível que tinha, enxerguei uma saída para a liberdade, um meio de fazer uma coisa de que gostava e ganhar dinheiro. Eu não quis interromper o choro de Sara, esperei calado que ela acabasse de falar. Em vez disso, ela ergueu o pé direito de um chute no fono, droga, explodiu, droga, droga, droga, droga. Em um gesto dramático chuteou o fono outra vez, e então com um suspiro profundo cruzou os braços como se abraçasse assim mesmo. O que faço? Pego o quase não suçuvo. Eu sabia que a pergunta não se dirigia a mim, mas a ela mesma. Sara se encostou a parede e ficou lá por algum tempo, olhando para os péssos. Um grande relógio tia que tia que tava alto na loja vazia. Eu ouvi o barulho dos carros passando na rua movimentada. A cidade acordava, o sobre leava forte através das vidraças imaculadamente limpas, chegando ao chão de madeira sobre o balcão. O faixo de luz iluminava pôr em suspensão, que também parecia esperar a fala de Sara. Ela estava fortemente individada. Gastar a o que tinha e o que não tinha para montar a lojinha dorável, o piso era de madeira nobre, os fornos, os mais modernos, as vitrines eram lindas, as melhores que o dinheiro pode comprar. Tratava-se de um lugar feito com coração, tal como as torta. Sara havia caído de amores pelas torta quando menina, sob orientação de uma tia que morava em sua casa. A tia encher a cozinha da família e a infância de Sara com o aroma doce e delicioso de torta rizem a sada. Por intermédio da tia, Sara tinha sido apresentada a magia do processo. Bater a massa, limpar o forno, salpecar a farinha, preparar as bandejas, cortar cuidadosamente as maçãs, as cerejas, os pesegos e o ruíbarbo. Um trabalho de amor. Quando Sara tentava apresar o processo, era corrigida pela tia, sempre com o mesmo conselho. Sara, querida, temos todo o tempo do mundo. Preparar tortas não é completar o serviço, é preparar tortas. Sara pensou ter aprendido, mas descobriu que preparar tortas é completar o serviço. O negócio estava perdido, pelo menos ela pensou que estivesse. O relógio continuava seu tic tac em fático. Sara parecia encolher-se cada vez mais. Eu podia imaginar o peso de sentir-se importante sobre uma montanha de dívidas. Onde estava a tia? Quem iria apontar a decisão acertomada em seguida? Sara, chamei com o máximo de cuidado, é hora de voltar a aprender sobre tortas. O técnico tomado pela doença do empreendedorismo, pega o trabalho que ama e transforma em um emprego. Assim, tarefas e infar do o ofício nascido do amor. Em vez de manter a especialidade, resultado da habilidade única que possui, e a partir da qual iniciou a empresa, ela passa a tratar o trabalho como algo trivial, que deve ser eliminado para dar espaço a tarefa seguinte. Expliquei a sara que todo técnico atacado pela doença do empreendedorismo passa exatamente pela mesma situação e a primeira a seguir o terror, depois a exaustão e finalmente o desespero. Isso gera uma terrível sensação de perda, não apenas do que estava próximo, da relação especial como trabalho, mas do propósito e da individualidade. Sara me olhou com expressão de alívio, sentindo que eu a entendia, mas não ajugava. Você acertou em cheio disso, mas o que eu faço agora, um passo de cada vez eu respondi? O conhecimento técnico não é o seu único problema. Capítulo 2, o empreendedor, o administrador e o técnico. Assim, no curso da vida, o homem adclire muitas condições, assimila muitos personagens, muitos eu, porque cada um passa a falar por si, usando eu e mim, ao se manifestar, de uma forma que se for mais ou menos, ao se manifestar. De um vai, rumo ao despertar de si mesmo. Não, o conhecimento técnico não é o único problema. A questão é muito mais complicada, todo aquele que entra no mundo dos negócios, levem-se três pessoas, o empreendedor, o administrador e o técnico. Para gravar o problema, as três querem mandar e nenhuma que é ser mandada. Afinal, abriram uma empresa para se livrar do patrão. É nesse momento, então, que comece o conflito. Para que você entenda como o problema se manifesta em todos nós, vamos examinar a interação das nossas várias personalidades internas. Tomemos como exemplo duas que nos são bastante familiares, Gordo e o Magro. Você já decidiu fazer dieta? Digamos que, em uma tarde de sábado, você esteja assistindo a uma competição de atletismo. A força e a habilidade dos atletas li provoca um admiração. Você come um sanduíche. O segundo, desde que sentou para ver televisão, duas horas antes. Tanta ação na tela ali dá preguiça. De repente, porém, alguém acorda dentro de você e diz, "O que isso? Olha só conta gordura. Você está fora de forma. Faça alguma coisa. Acontece com qualquer um. Uma voz interior, condena nossas atitudes e nossa aparência. Aqui, vamos chamar esse personagem de "O Magro". Quem é o Magro? É aquele que emprega palavras como disciplina, exercício, organização, intolerante, domino da verdade, detalista, um tirano, compostivo, ex-o-magro. O Magro detesta a gente gorda. Não aguenta ficar sentado. Precisa estar em constante movimento. Vive para agir. O Magro é sumil. Cuidado, as coisas vão mudar. Você se pega, é tirando da geladeira todos os alimentos que engordam, comprando tênis de corrida, altérios e agasários e esportivos. Tudo vai ser diferente. É uma nova vida que começa. Você planeja a rotina, levantar seis cinco horas, correr cinco quilômetros, tomar banho a 6, torada integral, café preto, e meio grapefruit, de dejejum e de bicicleta para o trabalho, chegar em casas 19, correr mais três quilômetros, dormir as 22. O mundo está diferente. Você consegue? Na segunda feira noite, já perdeu um quilô. Você se deita sonhando e vencer a próxima maratona. Por que não? Pelo modo que algumas coisas vão, trata-se apenas de uma questão de tempo. Na terça feira noite, você sob na balança, menos meio o quilô. Você é incrível, espetacular, verdadeira máquina maga. Na quarta feira, você realmente se dedica. Marra mais uma hora pela manhã e meia hora noite. Você mal pode esperar para subir na balança. No banheiro, tremendo de frio, tira roupa, a expectativa é grande. O que a balança irá dizer? Você sob com cuidado e olha para baixo. O que vê é nada. Você não perdeu uma grama. Continua exatamente como estava na terça feira. O desânimo começa a instalar-se. Você sente uma pontada de irritação. Depois de tanto trabalho, depois de tanto esforço e suor, e nada, não é justo. Mas você afasta esse pensamento. Afinal, a manhã é outro dia. Você vai para a cama, prometendo esforçar-se ainda mais no dia seguinte. Quinta-feira, no entanto, de certo modo, alguma coisa mudou. Somente na quinta-feira de manhã, você descobre o que mudou. Chove e faz frio. Algo parece diferente. O que é? Por um ou dois minutos, você não entende. Então, faz-se a luz. Existe outra pessoa dentro de você. É o gordo. Ele voltou. Ele não quer correr. Para falar a verdade, nem quer sair da cama. Está frio lá fora. Correr. Está brincando. O gordo não tem nada a ver com aquilo. O único exercício que ele interessa é comer. De repente, você se descobre em frente a geladeira. Melhor seria dizer dentro da geladeira. O seu principal interesse passa a ser a comida. A maratona se foi, a máquina magra se foi, os agasalhos, os pesos, os tênis de corrida se foram. O gordo assumiu a direção do espetáculo. Acontece com todo mundo a toda hora, porque fomos levados a pensar que somos uma só pessoa. Assim, quando o magro resolve mudar as coisas, pensamos que a resolução é nossa. E quando o gordo acorda e muda tudo novamente, também pensamos que somos responsáveis pela decisão. Mas não se trata de uma atitude independente. O magro e o gordo são personalidades completamente diferentes, com necessidades, interesses e estilos de vida diversos. Por isso, não gostam do outro, desejam coisas diferentes. Quando você se torna um magro, deixa-se levar pelos interesses pela necessidade e pelo estilo de vida dele. Então, alguma coisa acontece. Você se desaponta com a balança, o tempo esfria, alguém oferece um sanduíche de presunto, naquele momento, o gordo que tinha ficado a spray, o tempo todo, atraia sua atenção e assume o controle. Você se torna o gordo. Em outras palavras, quando você é um magro, sempre faz promessas para serem cumpridas pelo gordo. E quando é o gordo, faz promessas para serem cumpridas pelo magro. Existe alguma surpresa no fato de ser tão difícil ou honrarmos as nossas promessas? Não quer dizer que sejamos indecisos ou indignos de confiança. Acontece que todos nós guardamos diferentes personalidades, com atitudes e interesses próprios. Pedir a uma delas que se submeta a qualquer das outras é um convite a briga, ou mesmo a uma guerra declarada. Quem viveu a experiência de um conflito entre o gordo e o magro, e não vivemos todos, sabe o que estou querendo dizer? Não se pode ser os dois, um tem que perder, e ambos sabem disso. Pois bem, esse tipo de conflito acontece dentro de todo o pequeno empresário, mas trata-se de uma batalha triplice, entre o empreendedor, o administrador e o técnico. Infelizmente, é uma batalha sem ganhadores, a compreensão das diferenças entre eles logo explica por quê? Ou empreendedor? A personalidade e empreendedora transforma a condição mais trivial em oportunidade excepcional. O empreendedor é o visionário que existia em nós. O sonhador, a energia por trás de toda a atividade humana, a imaginação que acende a centelha do futuro, o catalizador da mudança. O empreendedor vive no futuro, nunca no passado, e raras vezes no presente. Sua maior felicidade, é sentir-se livre para construir imagens de conjecturas e hipóteses. No campo da ciência, a personalidade e empreendedora atua nas áreas mais abstratas e menos pragmáticas da física nuclear, da matemática pura e da astronomia teórica. No campo das artes, florece na arena exclusiva de Vanguarda. No mundo dos negócios, o empreendedor é o grande estratégista, o inovador, aquele que desenvolve métodos para penetrar em mercados já existentes, ou criar novos. É o gigante como o Serr Rellbook, Enre Ford, Tom Watson, da IBM, e Ray Croc, do Mac Donuts. O empreendedor é nossa personalidade criativa. Sempre satisfeito em lidar com desconhecido, de olho no futuro, transformando possibilidades em probabilidades, fazendo causes resultar em harmonia. Toda a personalidade fortemente em empreendedora, sente uma necessidade extraordinária de mandar. Já que vive no mundo imaginário do futuro, precisa controlar pessoas e fatos do presente para concentrar-se em seus sonhos. Por causa da sua necessidade de mudança, o empreendedor cria certa confusão em torno dele, o que é compreensivelmente perturbador para os que participam de seus projetos. Como resultado, ele frequentemente se vê sozinho. Quanto mais ele avança, maior o esforço de sua equipe para acompanhá-lo. Assim, o empreendedor cria a sua necessidade de mudança. o empreendedor passa a considerar o mundo como um lugar onde se encontram muitas oportunidades, mas também muita gente lenta. O problema é, como aproveitar oportunidades rapidamente, os meios escolhidos pelo empreendedor podem incluir atitudes como intimidade, pressionar, exigir, adular, gritar e, finalmente, se tudo mais falhar, prometer qualquer coisa para manter o projeto em andamento. Para o empreendedor, as pessoas em sua maioria são obstáculos no caminho da realização do seu sonho. O administrador, a personalidade administradora é pragmática. Sem o administrador, não haveria planejamento, ordem, nem previsibilidade. O administrador é a parte de nós que compra caixas plásticas impilháveis e guarda ali porcas e para fuzos de vários tamanhos, identificados meticulosamente. Suas ferramentas ficam penduradas em ordem impecável, as de jardinagem de um lado, as de carpintaria do outro, e, para que não haja o mínimo perigo de desarromação, tem o contorno pintado na parede. Se o empreendedor vive no futuro, o administrador vive no passado. Enquanto o empreendedor quer controle, o administrador quer ordem. Enquanto o empreendedor cresce na mudança, o administrador se apega compulsivamente ao status quo. Enquanto o empreendedor invariávelmente percebe a oportunidade nos acontecimentos, o administrador sempre enxerga os problemas. O administrador constrói uma casa e vive nela para sempre. O empreendedor constrói uma casa e, assim que ela fica pronta, começa a planejar a próxima. O administrador organiza os objetos sem filer certinhas, objetos criados pelo empreendedor. O administrador vai atrás do empreendedor arrumando a bagunça deixada por ele, sem o empreendedor, não haveria bagunça, sem o administrador, não haveria empresa nem sociedade, sem o empreendedor, não haveria inovação. Atenção entre a visão do empreendedor e o pragmatismo do administrador, cria a síntese que dá origem a todo grande trabalho. O técnico. O técnico é gente que faz, o lema do técnico é, se quer bem feito, faça você mesmo. O técnico adora concertos, as coisas foram feitas para ser desmontadas e montadas novamente, em vez de sonhos, realizações. Se o empreendedor vive no futuro e o administrador no passado, o técnico vive no presente. Ele gosta de ter o que fazer e de saber que as tarefas podem ser cumpridas. O técnico se sente feliz trabalhando, mas só faz uma coisa de cada vez. Ele sabe que somente um tolo tentaria completar duas atividades simultaneamente. Assim, dedica-se a tarefa e fica mais satisfeito quando está no controle do fluxo de trabalho. O técnico desconfia daqueles para quem trabalha, portentarem obter dele mais resultados do que seria possível ou preciso. Na opinião do técnico, pensar é desnecessário. A não ser quando se pensa no trabalho ser feito. Por isso, ele desconfia de habestrações ou ideias ambiciosas. Pensar não é trabalhar, pensar atrapalha. O técnico não se interessa por ideias, interessa-se pelo modo de fazer. Para que as ideias tenham valor, o técnico precisa transformá-las em metodologia e como o motivo. O técnico sabe que, se não fosse por ele, o mundo estaria ainda mais encrencado. A veria muita gente pensando e ninguém realizando. Em outras palavras, ou em prender dorsonha, o administrador reclama e o técnico se preocupa. O técnico é fortemente individualista, defende seu território, produz de dia ou pão que vai comer a noite. Ele representa a espinha dorsal de toda a tradição cultural e, o mais importante, de cada um de nós. Se o técnico não fizesse, ninguém faria. Todo mundo se mete no caminho do técnico. O empreendedor sempre atrapalha com a criação de mais uma grande ideia. Por outro lado, o empreendedor cria trabalho novo e interessante para o técnico executar, estabelecendo assim uma relação potencialmente simbiótica. Infelizmente, é rara acontecer desse jeito. Já que a maior parte das ideias do empreendedor não funciona no mundo real, a experiência mais comum do técnico é de frustração e aborrecimento por ter de interromper, por ter de interromper o que precisava ser feito para tentar algo provavelmente desnecessário. O administrador também representa um problema para o técnico. Por sua determinação de primeiro ordem ao trabalho, reduzindo a uma simples parte do sistema. Individualista radical, o técnico não suporta ser tratado assim. Para o técnico, o sistema desumaniza, é frio, sem graça, em pessoal, e suviola sua individualidade. Trabalho é o que uma pessoa faz, senão parece uma coisa estranha. Para o administrador, porém, trabalho é um sistema de resultados em que o técnico não passa de um componente. Assim, o técnico se transforma em um problema para o administrador. E para o técnico, o administrador se transforma em um intrometido a ser evitado. Para os dois, o empreendedor é quem mais queria problemas. A verdade é que todos têm dentro de si, um empreendedor, um administrador e um técnico. E, se os três forem bem equilibrados, estaremos de antes de um indivíduo muito competente. O empreendedor terá liberdade para avançar uma nova área de interesse. O administrador solidificará a base de operações e o técnico a sumir a parte técnica. Todos ficarão satisfeitos em realizar o que fazem bem, servindo assim ao resultado final da maneira mais produtiva. Infelizmente, nossa experiência demonstra que, entre os que chegam ao mundo dos negócios, poucos são abençoados com tal equilíbrio. O pequeno empresário tipco é 10% empreendedor, 20% administrador e 70% técnico. O empreendedor acorda com uma visão. O administrador grita. "Oh, não." E, enquanto eles brigam, o técnico aproveita a oportunidade para entrar no negócio sozinho. Não para realizar o sonho do empreendedor, mas para livrar-se do controle dos outros dois. Para o técnico é uma felicidade. O patrão desapareceu. Para a empresa, porém, trata-se de um desastre. Porque a direção está nas mãos da pessoa errada. O técnico assumiu. Sara parecia meio perdida. Não entendo, ela disse, "Como poderia ter agido de modo diferente? O único motivo pelo qual entrei neste negócio foi o meu gosto pelas tortuas. Não fosse assim de que serviria ela me olhou desconfiada. Como se eu tivesse tentando piorar uma situação já inadimistável?" "Vamos pensar juntos," eu disse. "Meu discurso foi o seguinte." Se é verdade que em cada empresário existem três personalidades e não apenas uma, pode imaginar a confusão que isso causa? Um queristo, outro quer aquilo e o terceiro, uma coisa totalmente diferente. Sem contar as personalidades com quem entramos em contato. Os clientes, empregados, marido ou mulher, pais, amigos, para confirmar isso, observem-se no dia a dia, como se estivesse de fora, como se espiar se outra pessoa, você vai ver surgirem várias partes, todas fazendo seu jogo, lutando por seu espaço e sabotando ao máximo umas às outras. Na sua loja, você vai ver que um componente deseja ordem enquanto o outro sonha com o futuro. E outro não consegue ficar parado. Preparatortas, limpa, atende os clientes, sentindo-se culpados se não estiverem constante movimento. Em resumo, você vai encontrar o empreendedor nos sonhos e planos. O administrador nas tentativas de deixar tudo como está, e o técnico nas atitudes que emloquecem os outros dois. O importante não é somente reconhecer que as suas personalidades não têm uma relação em que librada, mas que a sua vida depende desse que libro. Até lá é a guerra, uma guerra sem vencedores. Você vai descobrir ainda que uma das suas personalidades é a mais forte das três, ou quatro, ou cinco, ou seis, e controla as outras. Na verdade, se observar atentamente, vai começar a entender como a tirania da personalidade mais forte é devastadora para a vida. E vai ver que, sem equilíbrio, sem que as três personalidades recebam as oportunidades, a liberdade e os recursos de que precisam para crescer, a sua empresa fatalmente vai refletir esse desequilíbrio. Assim, uma empresa voltada para o empreendedorismo, sem um administrador para a por acaso em ordem e um técnico para fazer ela funcionar, está a fada da morte precoce e provavelmente muito dramática. Em outra, voltada para a administração, sem um empreendedor ou técnico exercendo seus papéis importantes, tudo será organizado em caixinhas de cor cinza até que se descubra tarde demais que não arrasam para isso. Essa empresa vai morrer muito bem arrumada. E na empresa voltada para a parte técnica, sem a liderança do empreendedor e a supervisão do administrador, o técnico vai trabalhar até a exaustão para acordar no dia seguinte e trabalhar ainda mais. Tal como no outro dia, no outro, no outro. Somente para descobrir tarde demais que enquanto ele trabalhava, abriram uma alta estrada bem em frente à loja. Sara continua a me olhar desconfiada. Mas eu não sou uma empreendedora, ela protestou. Só entendo de tortas, é o que sempre quis fazer, como técnico que você escreveu. Antes de nascer, não entrei na fila da personalidade em empreendedora. O que posso fazer se não existe um empreendedor em mim? Não pode conter um sorriso. E essa é divertido, porque eu sabia que quando Sara finalmente entendesse tudo e ela ia entender, descobri-se em uma pessoa desconhecida. Antes de chegarmos a resposta, Sara, vamos examinar melhor o que faz o empreendedor. O empreendedor cumpre a tarefa de ver a empresa como uma entidade separada do empresário. A tarefa de fazer as perguntas certas. Por que esse negócio e não aquele? Porque uma fábrica de tortas e não uma academia de ginásticas? Se você sabe fazer tortas, é fácil decidir se por inaugurar uma fábrica de tortas. Mas o ponto é exatamente este. Se você está determinado a assumir o papel do empreendedor, deve deixar de lado sua habilidade de fabricante de tortas e iniciar um diálogo interior com qual toda a verdadeira personalidade de empreendedora está maravilhosamente familiarizada. Deve começar a dizer a si mesma que hora de criar uma vida nova, de desafiar a imaginação e iniciar o processo de renovação. E a melhor maneira de fazer isso em qualquer lugar deste mundo, repleto de possibilidades, é criar uma empresa nova e inicigante. Uma, que deu dono tudo que ele quiser, sem exigir sua presença constante, que possui o potencial de ser inquivelmente única, que continue a provocar comentários dos clientes muito tempo depois da primeira e deliciosa experiência, cujo toque especial atraia os clientes para novos negócios. Que empresa seria essa? Eis a verdadeira questão. Eis a pergunta de quem sonha com o empreendimento, aqui ocupa o centro do trabalho do empreendedor. Eu imagino, eu imagino, eu imagino. Portanto, a tarefa do empreendedor é perguntar, imaginar, que sonhar. É empregar o máximo de impenho para perceber as possibilidades que estão aí, acima da sua cabeça, e dentro de seu coração. Não no passado, mas no futuro. Eis a função exercida pela personalidade de empreendedora, no nascimento e em todos os estágios do desenvolvimento da empresa. Como deve fazer qualquer inventor, qualquer compositor, qualquer cientista, artesão, artista, artesão ou artista. Qualquer fabricante de tortas, chama isso de trabalho de futuro. Imaginar é o verdadeiro trabalho da personalidade de empreendedora. Sara tentou desfassar, mas não tem um sorrisinho começando a formar-se no canto de sua boca. Mas confiante ela finalmente perguntou, como eu poderia agir de maneira diferente? Se quiser dar a vida ao empreendedor que existe em mim, o que devo fazer para mudar por completo minha atuação nos negócios? "Agora sim", eu disse, essa é a pergunta certa, para encontrar a resposta, vamos ver onde a sua empresa se situa atualmente no ciclo da vida das pequenas empresas. Capítulo 3. Infância. A fase do técnico. Claro que se espera das empresas, tal como das pessoas, que cresçam e que, com crescimento, sofram mudanças. Infelizmente, a maior parte das empresas não é gerenciada de acordo com esse princípio. O gerenciamento segue a vontade do dono e não as necessidades da empresa. E o técnico que gerencia a empresa não quer crescimento nem mudança, quer exatamente o oposto, um lugar onde vai trabalhar livre para fazer o que tiver vontade, quando tiver vontade, sem as restrições de um chefe. Vem aqui, por causa dos desejos do técnico, a empresa já ou na ser esteja condenada a morte. Para entender por quê, vamos examinar três fases do crescimento de uma empresa, infância, adolescência e maturidade. O conhecimento das fases e de que se passa na cabeça do empresário durante cada uma delas, é de importância crucial se quisermos descobrir e reverter o motivo pela qual a maior parte das empresas não se desenvolve. O chefe morreu e você, o técnico, está livre, afinal, pode cuidar pessoalmente dos seus negócios. A esperança é grande, o ar ferve de possibilidades. É como despedir-se da escola arrumas ferias de verão. A liberdade, recém descoberta, é inebriante. No princípio, nada é demais para a empresa. O técnico está acostumado a cumprir suas obrigações. Assim, a dedicação durante a infância não representa um fardo, mas um prazer. Há muito o que fazer e você só pensa nisso, seu nome é "trabálio". Além do mais, trabalho para mim, você pensa. E assim, são 10, 12, 14 horas por dia, 7 dias por semana, mesmo em casa, você trabalha. Tudo que pensa e sente, gira em torno da nova empresa. Ela não lhe sai da cabeça, você se deixa consumir, emvolve-se por completo com o que é necessário para a mantela viva. No entanto, você não executa apenas o trabalho que conhece, mas também o que desconhece. Tende de fazer, comprar, vender e entregar. Na infância, você atua como uma laborista e deve manter todas as bolas no ar. É fácil identificar a infância. O empresário e a empresa são a mesma coisa. Se o empresário se afasta de uma empresa que vive a infância, não sobra nada, ela desaparece. Durante a infância, o empresário é a empresa. Vê-se pelo nome, cantinho do Joey, gráfica do Tommy, com minhas da Mari, de modo que o freguês não se esqueça de quem é o chefe. Con sorte, tanto esforço, tanta preocupação, tanto empenho, logo começam a dar frutos. Você trabalha bem, dá duro. Os clientes não esquecem, eles voltam, mandam amigos, que têm amigos, todos falam do Joey, Tommy e Mari, todos falam de você. Segundo os clientes, nunca houve alguém como Joey, Tommy e Mari, que parecem velhos amigos. Eles se esforçam muito para ganhar dinheiro e fazem um bom trabalho. Joey é o melhor barbeiro que conhece Tommy, apresenta os melhores serviços gráficos que já utilizem. Mari prepara o melhor sando-ish de carne que já come, os clientes ficam louco e chegam aos montes. Então, vem a mudança. A princípio, de maneira sutil, mas aos poucos, mais claramente. Os serviços não são os mesmos, há mais trabalho do que seria possível fazer. Os clientes exigem, queerem o dono, precisam do dono, não aceitam outro, estão mal acostumados. O ritmo de atividade se torna perigoso, o inevitável acontece, o grande malabarista deixa cair algumas bolas. Não podia ser de outra forma, por mais que eles se esforça, é impossível manter todas no ar. O entusiasmo pelo contato com o cliente se enfraquece, as entregas centus pontuais começam a atrasar. O produto parece desgastado, nada funciona como no início. Os cortes de cabelo de Joey não apresentam a mesma precisão. Eu disse curto atrás e não dos lados. Meu nome não é Fred, Fred é o meu irmão, e eu nunca cortei o cabelo cortinho. Defeitos aparecem na impressão de Tony, papel, cores e tipos errados, manchas de tinta. Eu não encomendei cartões de visita, pedicápas para catálogo. Corre de rosa, eu disse marrom. De repente, o mais gostoso sanduíche de carne, feito por Mari, parece de queijo. E é? O senhor não pediu de queijo? Outra voz irritada grita. Onde está o meu sanduíche de queijo? Isso é carne. E outra? O que essas ervidas estão fazendo no meu bolo de carne? O que empresário faz? Esforça-se. Trabalha ainda mais. Dedica mais tempo e energia. Se eram 12 horas, passam a ser 14. Joey, Tommy e Mari já preferiam não ter seus nomes no leitreiro da faxada, querem se esconder. Até aqui, ao fim de uma semana atalifadíssima, altas horas de sábado descobrem-se debrosados sobre os livros, tentando entender a confusão de números, pensando no trabalho que ficou por fazer e nas tarefas da semana seguinte. De repente, convencem-se de que simplesmente não vão conseguir. Não há como uma pessoa fazer tanta coisa sozinho. A empresa tomou o lugar do chefe, que parecia morto, o chefe ressuscitou. A infância termina quando o empresário reconhece que não pode manter o tipo de gerenciamento que vinha dotando. Quando isso acontece, quando o empresário cai na real, muitas empresas acabam. Quando isso acontece, a maioria dos técnicos fecha as portas da empresa e vai embora. Os outros passam a adolescência. Sara começava novamente a aparecer desanimada. Eu já tinha visto aquela expressão no rosto de números clientes. o técnico transformado em empreendedes. o empresário se vê diante da realidade de sua situação, pode ser tomado por uma sensação de desânimo, por ter a impressão de ser obrigado a enfrentar um desafio insuperável, mas eu sentia que Sara não fugiria da ideia nem de se mesma até entender tudo. Acho que não peguei o espírito da coisa, ela disse, "o que há de errado em ser um técnico, eu adorava meu trabalho e se não tivesse tanto que fazer ainda gostaria dele." Claro que gostaria, concordei, é esse exatamente o ponto, não há nada de errado em ser um técnico. O errado é ser ao mesmo tempo técnico e dono da empresa, porque o técnico, transformado em empresário, tem o foco invertido, percebe o mundo, percebe o mundo de baixo para cima e não de cima para baixo, forma uma visão tática em lugar de uma visão estratégica. Por causa de ser o jeito de ser, atira-se imediatamente sobre o trabalho a ser feito. Acredita que uma empresa não passa de um conjunto de tarefas quando, na verdade, é muito mais que isso. E eu continuei. Se quer trabalhar em uma empresa, arranjo um emprego na empresa dos outros, mas não vai trabalhar na sua, porque enquanto você atende o telefone, aça torta, limpo o chão e a se não, faz isso e aquilo, coisas mais importantes ficam de lado. É o trabalho estratégico, o trabalho do empreendedor, então negligenciado, que leva a empresa diante, que proporciona a vida que você ainda não experimentou. Não. Não há nada de errado com o trabalho técnico, que pode ser alegria-pura. O problema é quando o técnico destrói as outras personalidades. O ente de trabalho seu dia, quando o foge, o desafio de aprender a fazer uma empresa crescer. Quando evita o papel do empreendedor, tão necessário a força vital, a força viva de uma pequena empresa realmente extraordinária. E o papel do administrador da importância decisiva para o equilíbrio operacional e para o dia a dia dos negócios. Ser um técnico excelente não basta para cumprir a tarefa de desenvolver uma pequena empresa excelente. E achar-se consumir pelo trabalho tático como faz todo o técnico atacado pela doença do empreendedorismo, só leva um resultado, um emprego complicado, frustrante e, às vezes, extenuante. Eu sei que você sabe como é, Sara. Percebe como tudo vai continuar como está. Se você mantiver uma visão dos negócios sobre a perspectiva do técnico, eu disse as últimas palavras com toda a delica deza. Eu vi que Sara ainda lutava contra a ideia de agir de modo diferente. A pergunta que eu sabia que era inevitável logo veio. Mas não consigo nem imaginar o que seria da minha empresa se eu não fizer esse trabalho. Tudo depende de mim. Se não fosse eu, os clientes já teriam e dê embora. Não sei se entendiam de estar o erro. Pense, eu disse, e continuei. Em uma empresa que depende de você, do seu estilo, da sua personalidade, da sua presença, do seu talento e da sua dedicação ao trabalho, os clientes vão embora se você não estiver lá, você não iria. Nesse caso, o cliente não compra a capacidade que a empresa tem de fornecer o que ele quer, mas a sua capacidade. É isso que está errado. E se você não quiser ir lá? Se tiver vontade de ir ao outro lugar, de sair de férias. De ficar em casa, de cuidar do jardim, ou simplesmente de tirar uma folga. Não existe um lugar onde gostaria de estar de vez em quando, longe dos clientes que tanto sentem a sua falta, porque só você sabe se a te fazê-los. E se você é do ex ser sentir mal ou ficar com preguiça, está entendendo, se a empresa depende de você para tudo, você não é uma empresária, é empregada. E tem o pior emprego do mundo, porque a patrou é doida. Assim, qual é a vantagem de abrir uma empresa? Você entrou num mundo dos negócios para se livrar de um emprego e criar empregos para outras pessoas para expandir seus horizontes. Precisa inventar alguma coisa que satisfassa uma necessidade do mercado. Somente assim, terá uma vida mais rica e estimulante. Desculpe, insistir, Sara disse. Mas, e se eu quiser assumir o trabalho técnico da minha empresa? Se eu só quiser fazer isso, então, pelo amor de Deus respondi enfaticamente, livre-se da empresa e o mais de preça possível. E estendia a explicação, porque é preciso escolher você não pode fazer e comer as tortas. Não pode ignorar as responsabilidades financeiras, nem as ligadas a marketing, vendas e administração. Você não pode ignorar as necessidades que os seus futuros empregados terão em termos de liderança, objetivo, ingerenciamento, responsável e comunicação efetiva. Eles devem fazer mais do que apoiar você nas suas funções. Você também não pode ignorar as necessidades da empresa em seu desenvolvimento. Assim, é preciso saber como funciona e conhecer a dinâmica dos negócios, fluxo de caixa, crescimento, opinião do cliente, competitividade e assim por diante. Ví pela expressão de Sara que ela estava prestes a fazer outra pergunta, mas continue. Se tudo que você quiser, abrir um negócio próprio foi a oportunidade de fazer o que fazia antes, só que ganhando melhor e com mais liberdade de ir e vir, a sua ambição sei que parece uma palavra forte, mas é isso mesmo e o seu comodismo vão acabar com você e com a empresa. Depois de uma pausa, prossegui porque percebi que Sara não estava inteiramente convencida. Do jeito que está, você não vai chegar lá. Não pode assumir o papel de técnico e abandonar o empreendedor e o administrador, simplesmente porque não está preparada. Porque ao decidir inaugurar uma pequena empresa, Sara, você sem querer escolher o participar de um jogo que não conhece. E para esse novo jogo, chamado "Criar uma pequena empresa que funciona de verdade", o seu empreendedor precisa ser bem tratado, alimentado e disposto o espaço necessário a expansão. O seu administrador precisa ser apoiado para desenvolver a habilidade de criar ordem e transformar a visão empreendedora em ações que se manifestem com a eficiência no mundo real. Qualquer coisa inferior é isso, acabará por levá-lo à beira do abismo e, por fim, ao fundo do poço, tem de ser assim, para que a pequena empresa não defie em logo depois de nascer. Portanto, quer isso nos agraede e quer não, precisamos aprender. O interessante é que, conforme o técnico perde espaço, permitindo crescimento das outras personalidades, o jogo se torna mais gratificante do que se possa imaginar. Fale mais, Sara pediu. Quero muito aprender. Vou falar, respondi. Embora acredite que você saiba bem mais do que pensa. Primeiro, porém, vamos falar da adolescência, o segundo estágio do crescimento de uma pequena empresa. 4. Adolescência, buscando ajuda. Como governantes, vamos aos tropeções. De crise e saem programas de impacto. Nós nos lançamos ao futuro sem planejamento, sem esperança, sem visão. A adolescência da empresa começa no momento em que você decide pedir ajuda. Como há como prever quando isso vai acontecer, mas sempre acontece, como resultado de uma crise deflagrada durante a infância. Toda empresa que se mantém deve passar pela adolescência, todo o pequeno empresário que sobrevive, busca ajuda. Que tipo de ajuda ou técnico sobrecarregado vai procurar? A resposta é tão fácil quanto inevitável, ajuda técnica. Em que experiência, alguém com experiência em seu tipo de negócio, alguém que conhece o trabalho técnico que vem sendo abandonado. Em geral, aquele que o empresário não gosta de fazer. O empresário orientado para vendas busca um profissional ligado à produção. O empresário orientado para a produção busca um profissional de vendas. E quase todos buscam alguém para cuidar da contabilidade. Porque se existe alguma coisa que a maioria dos pequenos empresários odeia fazer e, portanto, ignora, é a contabilidade. Assim, você contrata ao seu primeiro empregado. Harry, um contador de 68 anos que começou a fazer contabilidade aos 12 na Terra dele. Harry conhece os livros, sabe lidar com eles em 8 idiomas. O mais importante trabalha 22 anos para uma empresa do tipo da sua. Não há nada que Harry desconheça sobre o setor. E, repente, o mundo volta a brilhar. Uma bola gigantesca vai ser equilibrada e, por outra pessoa, para variar. Segunda a feira de manhã, Harry chega. Você ou comprimenta. Vamos falar a verdade e, fosivamente. Passou, fim de semana, preparando-se para o encontro. Liberou um amplo espaço para ele. Arromou-o sobre a mesa os livros e uma pilha de cartas que nem foram abertas. Comprou uma chícara de café onde está gravado o nome Harry. Teve até o cuidado de providenciar uma almofada para a cadeira dele. Esse homem vai passar muito tempo sentado. Em toda a empresa existe um momento crítico. Quando o empresário contrata o primeiro empregado. Para sumir o trabalho que ele não sabe ou não quer fazer. Esta pessoa é Harry. E essa manhã de segunda-feira é esse momento crítico. Pense. Você deu um grande passo. Os livros estão na mesa de Harry e não na sua. Harry está para tornar o único indivíduo no mundo inteiro que conhece a verdadeira história da sua empresa e a sua verdadeira história. Ao examinar os livros, Harry vai tomar conhecimento da verdade. Harry, o seu primeiro e mais importante empregado, está prestes a descobrir o segredo tão bem guardado. você não sabe o que está fazendo. Qual será a

Podcast Summary

Key Points:

  1. O mito do empreendedor
  2. A "suposição fatal"
  3. As três personalidades internas
  4. A Revolução TURNK
  5. O Processo de Desenvolvimento de Negócios
  6. A empresa como reflexo do dono

Summary:

O texto introduz o conceito central do livro "O Mito do Empreendedor", de Michael E. Gerber, argumentando que a maioria das pequenas empresas nos Estados Unidos fracassa não por falta de trabalho, mas por trabalho executado de forma errada. Estatísticas mostram que 40% das empresas fecham em um ano e 80% em cinco anos.

Gerber identifica o "mito do empreendedor" como a crença romântica de que negócios são criados por empreendedores corajosos, quando, na verdade, são abertos por técnicos (como marceneiros, cozinheiros ou programadores) que, ao deixarem seus empregos, caem na "suposição fatal": achar que entender o trabalho técnico é suficiente para administrar um negócio. Isso leva à escravidão do dono, que acaba fazendo tudo sozinho, como no exemplo de Sara, que amava fazer tortas, mas odiava administrar a loja. Gerber propõe que todo empresário carrega três personalidades: o Empreendedor (visionário), o Administrador (organizador) e o Técnico (executor), que entram em conflito.

Para superar o caos, ele apresenta a Revolução TURNK (mudanças tecnológicas e culturais) e o Processo de Desenvolvimento de Negócios, um método passo a passo que torna a gestão previsível e eficaz. A lição final é que a empresa é um reflexo do dono: para transformar o negócio, o empresário deve primeiro transformar a si mesmo.

FAQs

O mito do empreendedor é a crença de que pequenas empresas são criadas por empreendedores que arriscam capital em busca de lucro, mas isso geralmente não é verdade; a maioria dos pequenos empresários são técnicos que abrem negócios por outras razões.

Porque os pequenos empresários trabalham muito, mas de forma errada, focando no trabalho técnico em vez de administrar o negócio, o que leva ao caos, falta de gerenciamento e baixa rentabilidade.

É a suposição de que quem entende o trabalho técnico de uma empresa também entende a empresa que realiza esse trabalho, o que é falso e causa o fracasso de muitas pequenas empresas.

Ela leva o técnico a abrir uma empresa achando que terá liberdade, mas acaba escravizado, pois precisa lidar com tarefas administrativas que não domina, transformando o sonho em um pesadelo.

São o empreendedor (visionário), o administrador (organizador) e o técnico (executor), que entram em conflito por quererem mandar sem serem mandados.

É uma revolução nas pequenas empresas ligada a inovações tecnológicas e culturais, que muda o perfil dos empresários e as formas de sobrevivência dos negócios.

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