O mercado de arte e a ilusão da democracia do conhecimento.
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A conversa aborda o conceito de "democratização ilusória" no mercado de arte, baseada no trabalho da acadêmica Kathleen Brown. Embora existam sites que forneçam dados sobre preços e valorização de obras, essas informações são frequentemente tendenciosas, pois são geradas por agentes com interesses diretos no mercado, como galeristas e leiloeiros. A autoridade epistêmica de figuras influentes (críticos, curadores, galeristas) é usada para validar artistas, criando uma percepção de segurança para investidores. Um exemplo citado é a estratégia da Galeria Gagosian para promover a artista Cecily Brown: compararam seu trabalho a cânones como Picasso e Frida Kahlo, destacaram sua presença em museus importantes e contrataram o ex-curador-chefe do MoMA, John Elderfield, para escrever sobre ela. Isso cria uma "vanguarda sem riscos", onde o preço alto é usado para construir uma suposta relevância histórica, invertendo a lógica tradicional. Além disso, os dados de leilão representam apenas 42% do mercado, e informações sobre vendas privadas são ocultas, tornando a análise de mercado incompleta e enviesada. O texto critica a concentração de poder em poucas galerias (como as cinco que dominaram exposições em grandes instituições entre 2007 e 2020) e a falta de transparência real, reforçando que a democracia do conhecimento no mercado de arte é apenas aparente.
8 é isso tudo bem? sobre o que a gente já fala hoje? Oi Paulo, tudo bem com você? Bom, primeiramente eu quero dar as boas vindas, sejam muito bem-vindos e muito bem-vindas aqui as nossas conversas sobre o mercado de artes. No vídeo de hoje teremos o título, o mercado de arte e a ilusão da democracia do conhecimento. Paulo, fala para a gente, o que você vai falar hoje? Olha, esses são os assuntos que são cabeludos, porque eles falam de uma realidade que a gente imagina que seja e na realidade talvez ela não seja. Esse é um assunto que não vem de mim, originalmente ele vem de um texto acadêmico, de uma professora chamado Kathleen Brown, ela mora na Inglaterra e ela dá aula de arte, de história da arte, arte contemporânea, numa faculdade chamado Love Barra e University, que fica no norte de Londres. Basicamente o que ela fala é o seguinte, ela fala que se proliferou ou se proliferaram o número de sites que dão informações sobre preços de obra de arte, valorização de obras, preços de lei lá. E ela fala que em função de tudo isso existe uma aparente democratização das informações do sistema da arte. Mas é somente aparente. Por quê? Porque ela discute o fato de que essas informações são de uma certa forma tendenciosas, porque elas partem de pessoas que têm interesses econômicos dentro do mercado de arte. Lembre que basicamente todas as nossas conversas, elas discuten o mercado de arte e não o sistema da arte. O sistema da arte é muito mais amplo enquanto o mercado de arte envolve dinheiro, envolve compra e venda de obras de arte. E aí a gente está falando de vários players ou várias agentes nesse mercado de arte que são negociantes, galeristas e leiloeros. Então basicamente ela fala esse é o tema do paper dela, do trabalho que ela falou. Então vamos discutir um pouco isso. O fato é o seguinte, quanto mais uma pessoa ganha notoria da arte dentro do mercado de arte. Eu digo o seguinte, um crítico, um galerista, quanto mais essa pessoa fala sobre arte, mas as pessoas vão ouvir ela. E como ela tem uma certa importância dentro do mercado de arte, o que ela fala muitas vezes se profetiza, se torna verdade. Essa é uma questão que tem a ver com as ciências humanas e as ciências humanas não são fáceis. Porque a gente não tem uma comprovação científica de uma verdade. Então eu tenho um artista A, eu tenho um artista B, se eu falo que um artista A tem um trabalho melhor, essa é a minha opinião pessoal. Agora eu posso embazar a minha opinião pessoal em vários assuntos, em vários conhecimentos pré estabelecidos. Então eu posso, por exemplo, pegar você, ta exi e falar "bom, a taís", ela tem uma produção artística de um nível superior que pode ser comparada a da ferida cardo, por exemplo. E aí eu, comprador que tem uma certa dúvida sobre qual a artista contemporânea eu vou investir o meu dinheiro. E se eu ouço um crítico de arte, de noteridade, uma pessoa de uma galeria de arte conhecida, e que faz uma comparação de uma artista de vanguarda, porém ela é comparada a uma artista estabelecida. Então isso significa que eu tenho uma certa segurança em poder comprar uma obra da taís ao contrário de um artista B. Então essas são as ferramentas que se usam no mercado de arte e que a gente vai falar um pouco disso. Bom, existem vários sites hoje que você pode entrar, muitos deles são gratuitos, por exemplo Art, Tech, remember que isso é muito comum na Europa nos Estados Unidos. No Brasil existem poucos sites que falam isso, por causa nenhum, o Art Reveon dos poucos sites que falam, o Art Index que a gente fala sempre, praticamente agora, porque ele está em fase de ser lançado, ele vai conseguir fazer uma análise mais de carreira e vai ter até um ranking de artistas em termos de importância no mercado brasileiro. Mas no Brasil a gente não tem isso com tanta força, tem um site somente que faz o que, o mapamento de todos os leilões que aconteceram no Brasil. Bom, na Europa e no Estados Unidos a gente tem o Art Price, o Art Tactic e uma série de outros sites que você entra e você, muito dele, por exemplo, o Art Price, você paga, e ele te dá uma lista do desenvolvimento de carreira das obras desse artista como elas foram vendidas em leilão. E isso dá uma certa transparente aparente e essa é o que a autora fala. A autora fala que aparentemente isso parece ser uma transparente, mas quem é que está pondo esses dados dentro de uma planilha para que você possa comprar? É uma pessoa que está olhando onde essa pessoa esposa, e ela esposa em galerias que são importantes, onde ela vendeu em galerias também, e onde ela foi vendida, por exemplo, o leilões de arte. Então quem é que representa essas grandes galerias e esses leilões de arte? É um grupo pequeno. Então é uma forma de auto-proficia, significa que quando um galerista fala que a Thais é uma artista que ela é muito boa e se compara, afirda cálula, as pessoas vão acreditar porque, afinal de contas, é uma pessoa estabelecida. E o que ela fala se torna verdade? E como a gente está falando de ciências humanas, a verdade é uma linha muito. Eu não sei o que é bom e que não é bom, principalmente na arte contemporânea. A gente já falou isso várias vezes no passado, que, diferentemente do período clássico, né, o clássico, onde a capacidade do artesão era importante, a qualidade do traço, a proximidade com a realidade era muito importante, hoje nada disso é importante. Então quem diz que um artista é boa e um artista B não é, são essas autoridades. E quem estabelece isso é um ciclo de pessoas. Isso é uma interessante, né? Não, tem duas coisas que eu captei. Então primeiro é que essa questão de construção de autoridade dentro do mercado de artes, ele se aproxima o conceito de construção de autoridade que o marketing propõe, por exemplo. E quando você, por exemplo, vai tentar construir uma base, uma audiência de uma marca dentro das redes sociais. Por exemplo, você se apropria daquele assunto que é pertinente ao seu produto ou seu serviço, e aí você começa a se tornar uma referência dentro daquele tema. Então dentro das artes também é mais ou menos isso, né? Então quando uma pessoa de bastante conhecimento fala bem sobre artista A ou B todos os outros elementos do mercado vão dar ouvido a essa pessoa, certo? Isso mesmo. Agora você pode falar assim "puxa", isso só acontece com as artes? Não, isso só acontece com as ciências humanas em geral, com as ciências sociais em geral. E a gente em todos os outros setores, então não é um privilégio do sistema da artes, do mercado de artes fazer isso. Inclusive tem um dentro dessa tese, ele fala sobre uma filósofa chamada Miranda Fricker, e a Miranda Fricker fala assim "istou uma questão que se espalha por todas as ciências sociais". E então, opiniões, elas podem ser. opiniões de pessoas influentes são mais importantes de opiniões e pessoas menos influentes, basicamente isso. Então ao longo do tempo as pessoas que são consistentes dentro do mercado e do sistema da arte, elas ganham essa autoridade e quando elas ganham essa autoridade, elas ganham mais ouvidos. Mas pessoas ouvem o que elas têm a dizer. Então pronto. Então uma pequena, um pequeno grupo de pessoas dentro desse sistema da arte, desculpa, mas dentro do sistema da arte, mas dentro do mercado da arte, tem esse poder. E um fato interessante que nos Estados Unidos entre 2007 e 2020, os artistas que conseguiram espor dentro das grandes instituições de arte, pertenciam a sua mente cinco galerias. Então para você ver como isso. de 2007 a 2020. É artistas que expuseram nas grandes instituições, pertenciam a 5 grandes grandes ganhantes.
Então é uma coisa bem, bem, assim, pouquíssimas pessoas controlam esse sistema da informação. E aí? Exatamente de uma certa forma, essas pessoas que são influentes dentro do mercado se valem dessa autoridade que eles têm para apresentar uns dados de acordo com os seus próprios interesses? Assim como para não dizer que o mercado da arte é extremamente corrupto, não, assim como qualquer outra ciência social as pessoas terminam fazendo coisa em relação aos próprios interesses ou interesses de um pequeno grupo. O nome do desse paper não é exatamente o que a gente está chamando, mas ele fala sobre a autoridade epistêmica, que é uma palavra complexa, e o canonim da arte ocidental. Eu achei importante falar isso porque o que significa a autoridade epistêmica? A autoridade epistêmica é uma autoridade credível onde as pessoas são aceitas pela competência e pela confiabilidade. Então você pega as sótobes, as phelips, a bônames que são grandes casas de leilões. Você pega as galerias com a Gagosian, o White Cube, o que eles falam termina sendo quase que lei. Então eles terminam sendo muito importantes no mercado da arte. E aí eles falam sobre o canonim da arte ocidental. O que é canonim? Essa é uma palavra que eu tive que buscar também. O canonim vem da palavra grega que chamada canon. A canonim da arte ocidental é uma unidade como se fosse uma regua de medida. Então o canonim da arte ocidental é o que é um grupo de pessoas dizendo o seguinte qual é o caminho da arte, qual é o correto da arte dentro dos interesses desse pequeno sistema. Aí você fala assim "puxa". Então não é qualquer arte que vai fazer sucesso? Verdade. Não é qualquer arte que vai fazer sucesso. E eu tenho um caso que ela fala muito. Nesse caso ela fala do caso de uma artista chamada Cecili Brown. A Cecili Brown é uma artista inglesa. Ela produz algo entre o obstrato, se mais pro obstrato. E ela é uma das artistas da Gagosian Gallery, que é uma. A Gagosian é uma das principais galerias do mundo que tem basicamente nos grandes setos. Desde Nova Iorque, Los Angeles, acho que originalmente ele começou em Los Angeles vendo no posto, inclusive. Mas tem Londres e enfim, tem uma Gagosian nos grandes setos. E essa é Cecili Brown. Ela fala sobre o evento que quando teve a Covid, o lockdown, eles se citaram o que se amava dos online viewing rooms. O que é um online viewing room? Obviamente quando você não podia mais espor, você criou pequenas galerias online. Hoje ainda existem essas online viewing rooms que são basicamente uma grande página com vídeos, com entrevistas, mostrando fotos. E nessa online viewing room da Cecili Brown. E eu deixo fazer uma parte aqui sobre quem essa Cecili Brown. A Cecili Brown foi uma das artistas que teve uma venda de obras mais caras na contemporaneidade. A gente só não sobe tanto da Cecili Brown que a coitada calhou de ter esse quadro vendido no mesmo leilão onde o Banks triturou o quadro dele. Então o que aconteceu? Não é uma coisa que você já contou essa história. O que aconteceu? Infelizmente ela não saiu na mídia porque o Banks se roubou a mídia por conta daquele quadro que foi triturado. Mas foi naquele leilão que ela teve a obra vendida pelo preço mais elevado. Mas como ela chegou até uma obra vendida a um preço tão elevado? Isso vem de uma construção que a Gagogen fez desde que começou a fazer a online viewing rooms. Basicamente o que eles fizeram? Eles fizeram uma estratégia que era o seguinte. A estratégia era assim comparar a artista com os grandes a palavra canonis com grandes artistas do passado. Então imagina como eu acabei de fazer com você, eu vou comparar você com o grande canonido do passado. O canon e voltando a norma de sucesso. E a norma de sucesso diz que a frida cala é uma artista de alto valor econômico para se comprar uma obra. Quem dera a frida sobeste disso no tempo. Ela já teve sucesso em vida mas hoje ainda mais ela cresceu. Antes a frida era a mulher do rivera, do Diego Rivera. Hoje o Diego Rivera é o marido, o ex marido da frida cala. As coisas mudaram com o tempo. Mas a comparação. De Diego virou, não é mesmo? Exatamente. Mas a questão é eles compararam a Cecil Brown com os grandes artistas do passado. Desde o mundo liar, picaço e então fizeram o quê? Pegaram uma artista que era de vanguarda e que poderia dar uma certa insegurança para quem está investindo. E compararam com artistas muito importantes da história. Ou seja, deram segurança a um comprador para que ele tenha. Tive-se certeza de que essa artista tinha qualidade museológica. Muito importantes e muito valiosos, né? Exatamente. E falando de qualidade museológicas, eles também dentro dessa online vuvão, falaram como ela tinha. Eu até notei aqui. A Cecil Brown já tinha obras no Whitney Museum, na Rubble Collections, no The Broad Collections, no Albright Knox Art Gallery na Tate. Então a exceção galerias e museus muito importantes onde eles tinham comprado obras da Cecil Brown. Se todos esses museus e galerias já compraram, eu, como coleucionador, vou comprar, porque eu sei que é seguro. E uma outra questão é a comparação de preços. Eles falam assim, a Cecil Brown, os preços delas são comparáveis ao dar frida calo, por exemplo. Por quê? Porque ela tem a qualidade estética e ela tem o reconhecimento de museus. E por isso o preço é importante que esteja alto, porque vale a pena. Então o que se torna? A gente está falando de uma vanguarda, porque é o que ela está produzindo, é novo, mas é uma vanguarda livre de riscos. E o que um comprador não quer é arriscar. Então você percebe como essa construção de imagem, de uma galeria, ela é feita com cuidado. E uma outra coisa interessante é que o gagogen, ele é muito amigo do cara chamado John Elderfield. O John Elderfield era o curador chefe, emerto do Momma, do museu, uma moda art. Então ele pegou esse John Elderfield para escrever sobre a Cecil Brown dentro desse online view room. Então se o curador chefe do Momma está escrevendo sobre a Cecil Brown, ela não é pouca coisa. Então para você ver como o que está acontecendo, a iniciativa privada está indo no público, nos órgãos públicos, para pegar pessoas que aparentemente estão trabalhando por museus do Estado, para escrever em sobre artistas que são representados por uma galeria. E isso é uma coisa muito legal, muito bem feita, né? Então o que ele pega? Claro, eu estou falando muita coisa, então a gente faz uma desaceleração. Então a gente pegou aqui o caso da Cecil Brown, então a estratégia que eles usaram foram. Primeiro, mostrar que ela já tinha exposto em várias instituições públicas relevantes, certo? Depois, compararam o trabalho dela a o trabalho de artistas super relevantes, tipo carregadas. O scanonis da arte, as referências da arte. Então o que é dizer? Colocar a regua lá em cima. Exatamente, aliás, cana um significar regua em grego. E depois compararam o valor do trabalho dela com o valor de outros artistas também. Decesas artistas que são representados lá em cima. E para não deixar por menos chamar um curador chefe do Momma para ratificar tudo isso. Para empacotar o negócio todo, ainda chamaram um cara de extrema autoridade dentro do tema, para falar bem em rasgar a ceda sobre ela lá na galeria do Online Viewing Room. Exatamente, é isso mesmo. Inclusive hoje o John L. Ferreira faz parte do grupo de funcionários da Gagogen, onde ele escreve críticas de arte dentro da revista da Gagosa. Então ele saiu do A Inceftiva Pública, pública pra privada. Então o que a gente tá. Não é muito entrego, hein? É certo, é isso mesmo, porque é um bom negócio pra todos. Eu tenho uma autoridade que eu estou trazendo para minha galeria, para ratificar
que os meus artistas são de competentes e são muito bons e são excelente investimento. Então, o que a gente teve aqui foi uma inversão de valores, porque é uma inversão de valores, porque antigamente as pessoas compraavam uma arte na crença de que essa arte, ela fosse ter um significado histórico importante. E nessa crença de que ela fosse ter um significado histórico importante, o preço subiria. Nem sempre as pessoas acertavam. Então, hoje o que se faz? Hoje as pessoas aumentam os preços e ela ganha uma importância histórica porque elas têm um preço alto. Então, ao contrário, antes elas compravam uma obra imaginando que o preço ia subir, hoje elas pagam um preço alto, sabendo que esse preço alto vai indicar uma função histórica. Se isso se mantém. Você escreve a história antes da história acontecer. Você inverte as coisas? O que é surreal. Então, o que acontece? Falando de tudo isso, existem também sites que dão índices de performatividade. São sites que dão índices de performatividade. Vamos falar da minha artista favorita, a taís que está no mercado de arte e ela tem uma performance de venda de obra de arte em Leilão. Entenda que eu não tenho acesso a venda das obras de arte direto para clientes. Eu não sei quanto um galerista. Isso é mantido em segredo por todas as galerias. Ninguém fala, se fala que vendeu por mais. São dados confiáveis. Os únicos dados confiáveis que eu tenho de mercado são dados de Leilão. Nos Estados Unidos e na Europa, é mais comum os artistas de ponta entrar em Leilão. No Brasil, a maior parte dos artistas que vão para Leilão são de mercado secundário ou são artistas mortos. Então, são artistas mais antigos. Só para você ter uma ideia, as vendas feitas por casas de Leilão representam mais ou menos 42% do mercado de arte. 60% a gente não sabe. Essas informações não são pequenas, não é? Elas não são pequenas fatias do que realmente é o mercado. Outra coisa, elas não foram sucesso em Leilão. Muitas obras que vão a Leilão não são vendidas. O termo de Leilão é chamada "buai" e "bain", quando você não consegue vender, ela volta para o proprietário original. Tem várias funções. Quando a obra vai para a Leilão, não quero divergir a nossa assom de centrar, mas só para entender eu, quando vou para uma obra minha, sou um colecionador, vou para uma obra minha em Leilão. E aí eu falo para o Leilão. Leilão é só uma obra que pode sair. Eu só vendo essa obra, ela conseguia acima de 100 mil reais. Se for abaixo de 100 mil reais, eu não vou vender essa obra. Ninguém sabe disso. Isso aqui é um acordo meu com o Leilão. Eu começo a Leilão. 10, 20, 30, 40, 50, 670, 70, que ainda mais, 80, que ainda mais dole uma, dole duas, dole três. Vendido para o cavaleiro ali na mesa três. Vendido nada, porque na hora de pegar ele, eu falo sempre que você tinha um preço de reserva e esteve um preço de reserva e esse preço você não atingiu, então você não vai poder ficar com essa obra de arte. Volta para o comprador. E aí eu não entro nas estatísticas de compra e venda. A única coisa que entra nas estatísticas são as compras e vendas que aconteceram, realmente. Então eu não tenho um mercado, eu não tenho informação nítida do que está acontecendo. Eu tenho só um pequeno Vies, que é o Vies das obras que tiveram sucesso. Então você não pode usar esses índices para definir preço com toda a certeza. E aí acontece muitas questões. Por exemplo, quem fazia, quem fez isso muito bem, tiveram dois estudiosos do mercado de arte, chamado "Mey", que era um "Fineis e Mousas", eu acho que é um inglês. Então eles criaram índice de mercado de arte, chamado "Mey e Mousas". E esse índice de obra de arte, chamado "Mey e Mousas", eles fizeram um registro de todas as obras de arte que foram compradas desde 1925 até 2004. E esse registro foi o seguinte, obras que foram entrar no mercado, foram vendidas, e depois voltaram para o mercado de novo, porque, por exemplo, em 1925 eu comprei um quadro X. Aí eu morri, e aí o meu espolho, pois a escuadra venda de novo. Aí esse quadro voltou para o mercado, só que ele voltou para o mercado com um preço de cinco vezes, o comprado em 1925. O "Mey e Mousas" fez isso, então ele faz uma análise de recorrente de obras que voltaram para o mercado de secundário. Aliás, quem comprou esse sistema de avaliação foi a sótobis. A sótobis comprou o "Mey e Mousas", e hoje você pode ter acesso ao "Mey e Mousas" se você pagar para a sótobis esse serviço. E aí a sótobis te dá um mapeamento de um sezane, que foi vendido, quanto o sezane foi crescendo ao longo do tempo. Para você, quando for comprar um sezane que vai voltar à leilão, você sabe qual é o preço mínimo que ele vai valer por conta disso. Mas esse tipo de informação não há uma informação que está aqui aberto a público, na transparência. Não é esse "Mey e Mousas", porque a sótobis comprou, mas existem outros, que você pode ter em outros "Wart Price" te dá isso também. Mas o "Mey e Mousas" te dá recorrentes. "Wart Price", se você fizer a assinatura do "Wart Price", ele te dá um crescimento de como esse artista se valorizou ao longo do tempo, ou se desvalorizou também. Mas de novo, ele pega uma pequena fatia, e isso não é claro o suficiente. Ele pega uma pequena fatia de informações fornecidas por galerias de arte e por leilões. A gente não sabe o que aconteceu em outros nas vendas privadas. É uma fatia muito pequena. Já existe uma curadoria do que vai ser exposto. Isso mesmo. Existe uma curadoria do que vai ser exposto. Inclusive, o que um galerista vai colocar no mercado, o que ele vai construir, como ele vai construir a marca, é baseada nos gostos pessoais dele ou nos gostos pessoais de um curador que trabalha para ele. Isso termina perpetuando um sistema da arte que elimina muita gente que é extremamente talentosa, mas não tem um produto, não tem uma obra que se qualifica para ser vendido em galeria ou leilão. Então. Eu esqueci tudo o que é "Stone Acy é democrático", sistema. Exato, não é democrático, porque eu posso ter um produto completamente fora dessa linha que é o que se mais vem de em leilão. O que se mais vem de em leilão é pintura quadros para por na parede. Esculturas têm menos, bem menos. Obras que são performáticas não acontecem. Aonde isso se propaga as bienais? As bienais, aliás, a coisa mais comum na bienal é você ter tudo isso menos pintura. Você tem pinturas, mas é o que menos tem a bienal a pintura, o que mais você tem é performance, vídeo arte, instalações, exatamente. Enquanto isso não concorre para ser vendido por uma galeria de arte. Se existe, mas numa quantidade muito menor, sempre existe. Sempre é possível comprar um certificado de uma instalação que aconteceu ou de uma obra de arte fèmera, então você é compulsivamente um certificado. Mas isso não é a regra dos leilões e das galerias de arte. Esses modelos econômicos influenciam o mercado. Se eles influenciam o mercado, influenciam até as pessoas que, por exemplo, eu sou muito sético com relação a todos esses modelos econômicos. Mas eu mesmo sou influenciado por isso. Porque todo mundo segue. Então o que é isso? Eu levantar a minha banderinha e falar assim, "Tudo isso está errado. A gente deve estar mais presença para as artes performáticas, para as instalações, para as arte." Não, porque no fundo, no fundo, o que gira essa economia é o dinheiro. E o dinheiro está no mercado de arte e é sobre esse assunto que a gente está falando. O sistema da arte é outro. Acho que tem pessoas que estão nos museus, estão realmente dedicadas a abrir.
a arte para diferentes leques, mas eu estou falando de mercado, estou falando de outro assunto. É muito interessante esse assunto porque depois a gente vai fazer uma análise disso e falar assim, bom, saber tudo isso, o que um artista deve fazer. Acho que toda vez que a gente faz esses vídeos e podcasts, eles sóam como se fosse uma martelada na carreira de qualquer artista. E o fato que. Não, pode falar. Eu ia perguntar assim, você acha que aqui no Brasil, essa rodinha roda bem direitinho desse jeito também, que são sempre os mesmos artistas que estão espondo nas principais instituições, que são sempre os mesmos artistas que são comentados pelas pessoas que escrevem sobre arte, será que essa realidade é a nossa aqui também? Eu poderia dizer o que eu acho, mas eu não vou falar isso. Eu vou falar o que eu estou fazendo e o que você está fazendo também. Eu não sei se você fez essa pergunta apropósito, mas a gente está fazendo uma segunda fase, a primeira fase de nosso trabalho, que foi de mapeamento do mercado de arte, mapeamento dos artistas, desgalerias. A primeira fase está feita, logo, logo isso vai ser publicado, todo mundo vai ter acesso. Então a gente fez o que? O mapeamento de todos os artistas das sangueleirias mais importantes do Brasil. Sengueleirias mais importantes, a gente analisou dois mil artistas. A segunda, o segundo passo é a gente tal que pegamos artistas que tiveram melhor performance em Leilão, melhor performance em Venda, e está analisando onde essas pessoas expuseram. Só que a gente está fazendo só dos 100 primeiros, porque se a gente fosse fazer dos dois mil, a gente não teria essa vida para trabalhar. A gente tem que fazer um recorde para poder analisar. Então essa resposta eu vou te dar logo para dizer, "Ok, somente os artistas mais importantes expuseram nas instituições mais importantes". Isso vale no Brasil, essa resposta que a gente vai ter logo. Eu acho que logo mesmo, em menos de um mês, a gente vai conseguir dessa resposta. Aí no próximo vídeo que a gente fizer, logo depois do estudo está pronto, a gente fala, "eu te respondo isso, mas não do que eu acho, mas com a minha certeza". Mas eu acho que sei. Eu acho que se repete. A gente. Mas isso é só o achismo. E a gente está indo atrás sem nenhuma vontade de distorcer a verdade. A gente está indo para procurar a verdade. De forma neutra, né? De forma neutra. A gente realmente, e eu preso muito pelo método científico, que é o que? É fazer a pesquisa sem sair concluindo coisas rápidas. E em função dos dados dessa pesquisa, a gente vai fazer as concluções sem cometer nenhum tipo de erro. O fato é seguinte que esses dados sofisticados do mercado de arte, eles têm essa aparência de dados sofisticados, eles foram feitos aparentemente para beneficiar os colecionadores. Então eu, como colecionador, entre no art price, entre no art net, e pego o torre acessados, e falassem "mai, entre esses dados são claros, e eu vou comprar este artista porque esses dados estão claros, porque a compra desse artista é o melhor investimento". O fato é que a verdade é que esses artistas fazem parte de um pequeno nicho de galerias de arte. Interessados em mostrar. Interessados em mostrar esses dados para você. Sim. Isso me lembra um pouco a bolsa de valor, eu gosto muito de um livro do Daniel Coneyman, que fala pensando rápido e pensando de vagar, que tem muito a ver com psicologia comportamental, e ele fez uma análise dos brokers, eu até me fugiu na importegueza, mas das pessoas que negociam com a privenda de ações para você. Então eu vou. Nossa, esqueci o nome. Mas enfim, e ele fala o seguinte, eles ficam gerando previsões de quais ações vão render mais, e quais ações vão vender menos, e ficam dando esses relatores para os compradores. Bom, enfim, o Daniel Coneyman fez um estudo dos principais brokers em Nova Iorque, decidiu. ele concluiu ao longo desse número de anos que ele fez essa pesquisa, "Leiam esse livro", que é muito importante, que esses economistas que estavam prevendo quais ações subiam e deciam, tinham 50% de chance de aceitar, acertar. 50% de chance de acertar é basicamente o que o marcaco faria na frente de dois botões. Que zero zero. É um ou outro, quer dizer, então, mas o que é tão importante? Por que esses relatórios, isso é apegada? Por que esses relatórios estimulam a pessoa, o comprador, de ações, a trocar de uma ação x para uma ação y em função de ler um relatório desse? Porque toda vez que ele compra. ele vem de uma ação x para comprar uma ação y, o broker ganha a comissão. Então, toda vez que uma ação. Você tem meio da trabalhando, pelo interesse, ele também está divulgando dados de acordo com os próprios interesses. Sim, sim. Então, se o comprador de ações perde ou ganha, o broker ganha sempre. Se o mercado está em crise, o broker ganha. Então, eu digo assim, e eu falo que o mercado financeiro é. Parque, já dindo a infância perto do mercado de arte, é que também esses dados sofisticados do sistema da arte, eles podem ser entendenciosos para que alguns artistas, que são representados por grandes galerias, sejam privilegiados. Olha, eu sei que vou entrar em grandes problemas com muitas pessoas sobre esses dados, mas eu sou todo dizendo a seguinte, lei ou paper dessa pessoa, dessa historiadora, que é em base no texto dela que a gente está fazendo essa discussão. Tá bom? E é fundamental, você ter uma pessoa que levanta a mão e fala "pera aí gente, calma, será. " questionar esse tipo de. da confeibilidade das informações, e da mais uma. nessa era de internet, desse mercado globalizado, mas eu acho que é importante a gente também trazer o estudo de uma pessoa que levanta a mão e fala "pera, vamos ver se é isso mesmo, vamos conversar aqui, vamos debater." Esse paper é bem interessante, lógico que a gente vai deixar o link aqui embaixo, é uma leitura longa, mas é uma leitura bem, bem legal. A gente está fazendo bem um resumão desse paper. Uma coisa que é interessante no paper ela fala sobre um professor, que é um professor de história da arte em Harvard, que chama David Joselet, e ele fala o que é um artista de nível internacional, porque se fala muito dessa internacionalização da arte, ele fala o que é que um artista de nível internacional precisa ter, que ele fala que é uma artista que uma obra de arte para ser global e de sucesso, ela precisa ser um. ela precisa melhorar a frase, assim, que um artista global, ele precisa ser um emissário, um emissário que tradusa a cultura do mundo. Ele não está preocupado em ser inovador, ou seja, de vanguarda, mas ele está preocupado em retratar a cultura do mundo. E hoje, a tarde, a gente falou um pouco sobre isso, na nossa. em outras leituras, que eu falei assim, quando a gente faz uma arte muito localizada, seja uma arte de falando sobre os indígenas, sobre um pequeno grupo social, a gente não torna muito essa arte e uma arte global, porque os assuntos locais no Brasil, eles não perpetuam, eles não desculpam, eles não propagam para o mundo todo. Então, você pega os grandes artistas que são considerados artistas globais, que eu já cansei de falar o nome deles, né, mas Jeff Kund, o Damien Rust, a Niscapur, o Niscapur, ele é de origem indiana, mas mora na Inglaterra, o Damien Rust é da. na Inglaterra, o Jeff Kundes, ele é americano, mas eles falam de uma cultura mais globalizada, o Jeff Kundes, na cultura kitcampo dele, o Niscapur, nas grandes estruturas, metalizadas e formas geométricas, e o Jeff Kundes, com arte mais sarcástica, dele, mas eles têm uma arte mais globalizada. Então, o artista, ele precisa, para se tornar globalizado, terá um nível segundo o David Joslete, precisa ter um nível de arte que falo de uma cultura global, e não uma cultura setorizada, para não ser tachado como um artista latino americano. E eu te dava um exemplo de um artista latino americano que transcendeu isso, o Vick Munis. O Vick Munis hoje. Já falamos do amigo Vick Munis, porém também. O Vick Munis é um artista brasileiro, ele tem formação em fotografia, mas onde ele mora hoje? Hoje, o Vick Munis acho que se ele mora no Brooklyn, no Ava York, e o que ele produz é uma arte global, ele vai além do que se fala do Brasil. Ele fez alguma coisa ligado ao Brasil, principalmente naquela. na questão do lixo, mas fora isso ele produz coisas que são absolutamente globalizadas que podem ser compradas na China, em qualquer lugar no mundo. Isso é uma coisa interessante disso, né? O fato é que a gente fica perpetuando, a gente, né? Mas assim, esse pequeno ciclo de pessoas fica perpetuando um sistema ou uma estética de arte muito comum que seja fácil de vender dentro de um circuito econômico. Bastante coisa, né? Bastante coisa. Bastante coisa e bem provocativo, né? Essas reflexões todas e realmente a gente colocar em enxerque às vezes certas informações que chegam até nós. Então, eu acho que é pra isso que a gente tá aqui, né, Paulo, pra. A gente aprende horrores também, lendo. A gente aprende horrores além desses papers e eu sempre fico atrás, esses estudos de pessoas. Pra ver visão de outras pessoas e ver como eles vem o mercado e eu percebo que nossa até a gente tem muito ainda a fazer, pra tornar o nosso mercado brasileiro cada vez mais profissionalizado. Tem muitos profissionais. Tem muitos profissionais de nível global que são reconhecidos no exterior como sendo de excelência, mas a gente tem que aumentar as números de profissionais e principalmente artistas pra entender o funcionamento desse mercado mundial. O fato de que esse é um mito que o mercado de arte é globalizado. E não é, ele é muito setorizado. A gente no Brasil, a gente representa uma pequena quantidade de. em termos de transações, a gente já falou isso. Hoje tá em menos de 1% do que se factura em arte no mercado mundial e a gente pode ampliar muito mais disso. Mas entenda-se de que tudo que a gente tem de estatística é estatística de um nicho pequeno do mercado mundial. A gente pode trecotar um pouquinho sobre como a gente pode ajudar as pessoas depois de falar pra us tomar um antidepressivo depois da seteço, tomar uma guinha com a sulca. Mas o que eu posso dizer o seguinte, quando um artista está planejado e entenda muito bem que a gente já teve a conversa na sua mentoria que eu te fiz uma pergunta, eu sei o que você quer. Então, partindo do ponto de vista que um artista brasileiro quer ter projeção internacional, algumas coisas precisam ser feitas. Obviamente eu falaria Múdio pra Nova Iorque, a primeira, que é onde, ou Múdio pra Londres, vá pro mercado, vai entender o que está sendo feito lá. Uma filha de uma amiga minha, Rosena, a filha hoje, uma artista importante que estava aqui numa galeria muito importante, hoje ela está fazendo residencia e Londres. Ela foi pra Londres, ela pode fazer, ela teve o dinheiro pra isso, ela teve. E foi pra Londres, porque ela vai olhar o mundo com outros olhos. E não simplesmente olhar o mundo num olhar, sei querer ser pejorativo, milp. A gente tem que não olhar muito pra cá e dizer assim, isso aqui é o que me representa. Nós somos parte de um sistema muito maior que a gente, muito maior mesmo, então a gente tem que sair um pouco pra entender. E se eu tivesse, em começo de carreira como artista, eu daria um jeito de ir pra fora, pra lavar prato, pra que. Eu pudesse estar dentro e entender um pouco isso, mesmo que por um período de tempo menor, porque quando você sai e você volta, você volta com outros olhos, você vê tudo diferente. Se já sabe que eu passei 10 anos na Inglaterra, eu fui, enfim, fui se dar cinema lá e quando eu voltei pro Brasil, eu voltei várias vezes, mas assim, quando eu voltei definitivamente pro Brasil, eu percebi a coisas que eu não percebi, não percebi quando morava aqui, principalmente. Desde, por que que aqui é tão desse jeito? Você começa a reparar até nos postes, nos fios aéreis, que não existe em países de Europa, por motivos, enfim, vários, mas esses pequenos detalhes começam a fazer mudanças na sua forma de ver o mundo. E quando um artista faz uma residência fora do país, ele vai voltar com o mundo assim, não, você acha que, eu não preciso somente produzir isso, eu não preciso olhar somente isso, mas eu vou olhar isso com um olhar diferente, com um olhar de uma pessoa que esteja fora. E quando ele faz isso, as pessoas que estão fora vão entrar em se energia com essa produção artística. E aí, sim, a gente começa a ter uma produção artística de nível internacional. Essa é uma das dicas que eu poderia aderim. Uma produção que comunica com diferentes culturas e não só uma arte que comunica aqui na regionalidade, certo? Sim, fazer parte dessa tentar realmente deixar de ser um mito e ver o mundo como se fosse uma grande aldeia onde a gente faz parte. Isso é uma coisa, é um tiro à distância, que talvez muita gente não seja pronto para isso, e depende muito do estado em que situação da vida a gente está para fazer isso ou não. Quando a gente é muito novo, a gente pode falar, "OK, não tenho filho, vou pegar minha bala e vou embora e vou passar dois anos fora, isso é super possível". Agora, o que você pode ser feito é fazer o que uma galeria como um HGosem fez. É montar a estrutura de contação dessa narrativa de uma forma bem elaborada, se tornar a gente, sim. Depois que eu li esse paper, a primeira coisa que eu fiz foi saber quem são os curadores dos grandes museus para entender o que eles estão pensando. Então, como artista, eu me aproximaria dessas grandes curadores. Para me aproximar, para entender o que eles pensam, para também. Eu falei isso para você hoje, "Tais, falita aí, você pode, de repente, parar de produzir pássaros e retratos de indígenas e produzir coisas completamente diferentes, talvez mais ligadas a uma mensagem global, mas por trás disso é a taís. Eu sei que está produzindo, então você não precisa ficar presa a nada. É a pessoa por trás da sua produção. A gente quer você, se você está produzindo X ou Y, você não está se prostituindo a um mercado, não, você está se abrindo seus olhos para outras possibilidades. Então, como você trabalha como designer também, são diferentes clientes e no fundo, no fundo, é a taís que está produzindo o design. Não é o cliente que está produzindo o design. Então, é uma forma de você produzir. Uma mudança de perspectiva, né? Mudança de perspectiva. E para adicir vitaminizar, a gente fala sempre isso, para adicir vitaminizar. E para as pessoas que possam ajudar a gente, que possam fazer uma narrativa do nosso trabalho, vamos olhar quais são os museus que podem olhar para o nosso trabalho, porque nem sempre uma galeria vai nos contratar, mas a gente pode preparar o alicércio para que quando alguém olhar para a gente vai olhar para uma artista profissional. Porque no fundo, no fundo, o que essas galeristas. O que essas galerias estão fazendo? Sim, o que essas galerias estão fazendo em nome do artista? Estão dando segurança de que o investimento é certeiro. É isso. Então, a artista na produção artística tem que dar segurança de que o que ele está produzindo é sólido. E essa sólidez tem que ser feita no dia a dia. É isso. É uma longa caminhada e, como falava o conflúcio, uma longa caminhada se começa com um primeiro passo. E tem que ser dado. É, inclusive quem gosta desse tema, né, da arte global, quem tem essa expectativa de ter uma carreira internacional, inclusive, importante visitar esses viewing rooms da uma olhada no entrano site de Degagos, no entrano site da Sódria-Bisbeu, o que se produz atualmente, quem são os artistas influentes no mundo? Hoje, enfim, a gente para para a questão do sistema, mas é importante a gente conhecer o sistema, né? Sim. E outra coisa. A gente só pode brigar com o sistema, se a gente já esteve nele. A gente não vai saber como é o sistema se você não esteve dentro dele. Você pode criticar, mas se você nunca fez parte, você não fez nem faz parte do sistema de arte, então entre nele. Agora, outra coisa. Preparam o seu trabalho para ter um nível internacional, mesmo que você não chegue a vender internacionalmente, você vai ter um nível nacional de excelência. Então, a gente, o que eu acho que um artista tem que buscar? Independente de qualquer coisa, a excelência. e há uma palavra excelência.
que vem dos históricos que eu sou sempre, um fan de carteirinha, a excelência está em tudo, está na leitura, na produção, está no entendimento de todos os setores envolvidos no sistema da arte e junto o mercado da arte. A gente precisa pagar as contas e para fazer pagar as contas, a gente tem que vender e para vender, a gente tem que fazer parte do mercado de arte. Quanto melhor a gente vai fazer isso, mas a gente valoriza. Agora, tem mercados que pagam melhor e tem mercados que não. Então, a internaçãoização do seu trabalho vai facilitar a você vender para mercados grandes no Brasil, como de São Paulo. E eu digo, por exemplo, ta risa, você pode vender as suas obras onde você está na Bahia, mas vender em São Paulo você consegue preços mais altos. Assim como você vai conseguir preços mais altos ainda, você vai vender em Nova York. As pessoas estão acostumadas a pegar a pagar melhor. E o mercado americano, ou Nova York, ou mercado europeu, ele é muito mais robusto do que o mercado brasileiro. Eu estou dizendo que o mercado não existe no Brasil, mas ele é muito mais robusto lá fora. Os números falam isso. Se hoje não quebre alguns pratos, quando eu vou quebrar? Acho que é isso. Muito bem. Ficou alguma dúvida. Eu acho que tocamos no assunto duidos em cima de um paper, que era a primeira vez que eu li esse paper. Eu achei que ela estava sendo até muito agressiva. Mas depois que eu fui lendo e relemendo, eu acho que esse é um paper que eu li quatro vezes para poder chegar onde a gente chegou aqui. Eu acho que tudo que ela falou procede. Talvez a lingua já tinha sido um pouco extremo, mas não os dados ajudam a confirmar. Mas vamos seguindo com as nossas conversas e a gente vai concluindo isso. Tá bom? Fala muito obrigada pelo convite para estar aqui com você mais uma vez. Muito obrigada a você. Eu quero agradecer todo mundo que chegou aqui. Eu estou afinal com o Noscow e agradecer todo mundo que compartilha os vídeos. A galera aqui sempre está comentando aqui nos vídeos. A pessoa que compartilha também o podcast. A galera aqui interagica o que a gente está lá pelo Instagram. Muito obrigada. Continuem interagindo com a gente. Se tiver dúvidas, comentários, reflexões, sobre tudo isso, toda essa questão que a gente colocou nesse vídeo hoje. Que a gente sabe que é complexo, que às vezes pode ser desmotivador ou motivador, depende da perspectiva. Comenta aqui, manda um mensagem para a gente que a gente vai adorar responder vocês. Então fica com a gente aqui pelos nossos canais. Se inscreva no canal do YouTube e nos vemos no próximo vídeo. Muito obrigada e até a próxima.
Podcast Summary
Key Points:
A aparente democratização da informação no mercado de arte é ilusória, pois os dados são fornecidos por agentes com interesses econômicos.
A autoridade epistêmica (credibilidade de especialistas) é usada para validar artistas e influenciar preços, muitas vezes beneficiando um pequeno grupo de galerias e casas de leilão.
Estratégias como comparar artistas emergentes a cânones consagrados (ex.
Dados de leilão são parciais (apenas 42% do mercado), e informações sobre vendas privadas são ocultas, dificultando análises transparentes.
A inversão de valores no mercado
Summary:
A conversa aborda o conceito de "democratização ilusória" no mercado de arte, baseada no trabalho da acadêmica Kathleen Brown. Embora existam sites que forneçam dados sobre preços e valorização de obras, essas informações são frequentemente tendenciosas, pois são geradas por agentes com interesses diretos no mercado, como galeristas e leiloeiros. A autoridade epistêmica de figuras influentes (críticos, curadores, galeristas) é usada para validar artistas, criando uma percepção de segurança para investidores.
Um exemplo citado é a estratégia da Galeria Gagosian para promover a artista Cecily Brown: compararam seu trabalho a cânones como Picasso e Frida Kahlo, destacaram sua presença em museus importantes e contrataram o ex-curador-chefe do MoMA, John Elderfield, para escrever sobre ela. Isso cria uma "vanguarda sem riscos", onde o preço alto é usado para construir uma suposta relevância histórica, invertendo a lógica tradicional. Além disso, os dados de leilão representam apenas 42% do mercado, e informações sobre vendas privadas são ocultas, tornando a análise de mercado incompleta e enviesada.
O texto critica a concentração de poder em poucas galerias (como as cinco que dominaram exposições em grandes instituições entre 2007 e 2020) e a falta de transparência real, reforçando que a democracia do conhecimento no mercado de arte é apenas aparente.
FAQs
É a ideia de que, embora existam muitos sites com informações sobre preços e valorização de obras, essas informações são tendenciosas, pois vêm de pessoas com interesses econômicos no mercado, como galeristas e leiloeiros, criando uma falsa sensação de transparência.
Pessoas com notoriedade, como críticos e galeristas, têm suas opiniões ouvidas e muitas vezes se tornam 'verdade' no mercado, influenciando compradores e valorizando artistas com base em sua credibilidade, não necessariamente na qualidade objetiva da obra.
É uma autoridade baseada em competência e confiabilidade, onde figuras como grandes galerias (ex.: Gagosian) e casas de leilão (ex.: Sotheby's) têm poder de ditar tendências e valores, sendo aceitas como referências quase absolutas.
Eles usaram três táticas: mostrar que ela já expôs em instituições públicas importantes, comparar seu trabalho a artistas consagrados como Picasso e Frida Kahlo, e contratar o ex-curador-chefe do MoMA, John Elderfield, para escrever sobre ela, dando segurança aos compradores.
Porque apenas 42% do mercado passa por leilões, e muitos lotes têm preços de reserva não divulgados, sendo retirados se não atingirem o valor mínimo. Isso cria um viés, mostrando apenas transações bem-sucedidas, enquanto 60% das vendas são privadas e não registradas.
É um índice criado por dois estudiosos que rastreia obras de arte vendidas repetidamente no mercado secundário desde 1925, calculando sua valorização ao longo do tempo. Foi comprado pela Sotheby's e hoje é um serviço pago para avaliar obras.
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