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O futuro da ONU: os interesses por trás da eleição para a Secretaria-Geral das Nações Unidas

24m 30s

O futuro da ONU: os interesses por trás da eleição para a Secretaria-Geral das Nações Unidas

A escolha do próximo secretário-geral da ONU ocorre em um contexto de crise global e fragilidade institucional. O processo começa com uma votação no Conselho de Segurança, onde 15 países participam, mas os cinco membros permanentes podem vetar qualquer candidato. A eleição é complexa, pois reflete tensões geopolíticas, como a paralisação do Conselho devido a vetos em conflitos como Ucrânia e Oriente Médio. Os favoritos são Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, que defende direitos humanos e multilateralismo, e Rafael Grossi, da Argentina, com perfil técnico e visto como consensual, mas ambos podem enfrentar vetos de potências como EUA ou Rússia. A ONU também lida com cortes orçamentários e uma crise de confiança, agravada pela postura crítica de Donald Trump, que sugere alternativas como o "Conselho da Paz". O novo líder herdará desafios enormes, incluindo reformar o Conselho de Segurança e lidar com conflitos armados, crises humanitárias e ambientais. Apesar das dificuldades, a ONU continua essencial para mediar crises globais, mas sua eficácia dependerá da disposição dos países em cooperar. A eleição não tem data fixa, mas a votação desta quinta-feira é um primeiro teste para os candidatos, que podem desistir se receberem muitas negativas. O resultado definirá se a organização conseguirá se adaptar a um mundo mais fragmentado ou se continuará enfraquecida.

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3594 Words, 21538 Characters

Portuguese
Pensa numa reunião de condomínio com 193 apartamentos representados, todos têm direito a opinar, mas na hora da decisão final apenas 5 tem poder de veto e podem anular qualquer decisão da maioria. É mais ou menos assim que a ONU vai escolher o seu próximo secretário-geral, que é o síndico desse condomínio. O mandato do secretário-geral da ONU dura 5 anos e ele pode ser relato uma única vez e foi o que aconteceu com António Guterres, que vai terminar o seu décimo ano como secretário-geral da ONU no fim de 2026. A eleição para quem vai suceder o atual secretário-geral vai ter nesta quinta-feira um ponto de partida mais definido. Esse é um processo que começou lá atrás com a apresentação dos candidatos pra Vaga. Os países formalizam nomes, depois os indicados enfrentam debates públicos em um processo que já leva a vários meses e que depende de uma grande campanha interna de convencimentos e coalizões entre os países, mas os momentos mais importantes acontecem a portas fechadas. Não existe uma data específica pra votação pra eleger quem liderar a secretaria-geral, mas existem alguns prazos. Por exemplo, o Conselho de Segurança da ONU, que é formado por 15 países, se reunirá e aí escolherá um desses candidatos pra recomendar. São necessários pelo menos nove votos a favor e nenhum veto daquele cinco membros permanentes do Conselho, que são a China, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido. Na sequência assembly general com seu 193 integrantes votaram pra definir se aceitam ou não a recomendação feita pelo Conselho de Segurança. Isso poderia ser em algum momento entre julho e outubro. Esta quinta-feira é o dia da primeira votação no âmbito do Conselho de Segurança da ONU. Chamada em inglês de "Strawl-Pull" é o primeiro teste de fogo dos candidatos. Cada representante dos 15 países do Conselho tem três opções pra colocar no invés lápido das candidaturas. Se em coragem, se não em coragem, ou se não tem opinião. A lógica é a seguinte, quem recebe muitas negativas percebe que tem poucas chances de levar e pode desistir. A cada rodada, os candidatos vão abandonando até chegar a um único nome. Mas tem um detalhe, o candidato não pode receber nenhum veto do cinco membros com acento permanente no Conselho de Segurança. Não há uma obrigatoriedade pra que haja uma rotação na nacionalidade do secretário-geral, mas sim um acordo informal. Então o secretário atual, António Gutex, é de Portugal, da Europa. Por essa rotatividade informal, o próximo candidato seria da América Latina. Não há um favorito claro, mas quem acompanha de perto diz que há uma crença generalizada de que esta pode ser a vez de um representante da América Latina. E também uma mulher. Por isso, o nome de Michel Bachelet desponta. A ex-presidente chilena é apoiada por países como Brasil e México. Bachelet defendeu multilateralismo e disse que o próximo secretário-geral tem que ser alguém que previna conflitos. A Alemanha fez uma pergunta representando também o Brasil, Japão e Índia. Que questionou sobre o que ela faria para uma reforma do Conselho de Segurança? Bachelet respondeu que esse é um papel que deverá ser desempenhado pelos países da ONU, mas que ela defende uma reforma para que o Conselho reflita o mundo de hoje, com mais representatividade e eficiência. Outro latino americano no pario é o argentino Rafael Mariano Grossi, que propõe uma ONU, palavras dele, com menos gordura e mais músculo, com menos burocracia e mais capacidade de mediar conflitos. Rafael Grossi comanda agência internacional de energia atômica. Com o perfil técnico, começou a ficar conhecido durante as crises das guerras da Rússia, com a Alquerânia e dos Estados Unidos com irã. Ele é respaldado por seu compatriota ou presidente melee direita. Grossi tem assim patia também. Olha a sua diferença. Do líder russo, Valadimir, potentinho também do Trump. E é visto como uma figura de consenso que não vai criar problemas nem para a casa branca, nem pro Kremlin. Completam a lista de candidatos. Maria Fernanda Espinosa, do Ecuador, Rebecca Grinspond, a Costa Rica, MacSoul do Senegal, Caroline Rodrigues-Burgut da Guiana e o diplomata Olara Otunu, de Uganda, que formalizou a candidatura apenas no último domingo. Paralelo à eleição, o país que seia dia a ONU tem hoje um governo que joga contra a organização. Fora das regras do jogo, Donald Trump tentou mexer no tabuleiro, chegou a sugerir o presidente da FIFA, Janie Infantino para o cargo, segundo o jornal New York Post, e voltou a criticar o que chama de burocracia enxada da ONU. Antes, Trump já havia proposto a criação do Conselho de Pass, uma organização que esvaziaria o poder das Nações Unidas. Donald Trump lançou a ideia de um conselho de pass a alguns países aderiram muito seguem bem-reducentes. "Please welcome the chairman of the board of peace, the president of the United States of America, Donald, J. Trump." Do G7, só os Estados Unidos mesmo. Assinaram a criação do Conselho de 19 países, cujos líderes são aliados de Trump, a maioria do Oriente Médio e da Ásia Central. Donald Trump será o presidente vitalista do Conselho e o único com poder de veto. Para garantir uma vaga permanente, é preciso desenvolçar um bilhão de dólares. Quem assumirá em janeiro do ano que vem como secretário-geral da ONU, o décimo nome ao culpar o cargo, erdará uma organização fragilizada. Em todos os campos de batalha, a ONU está presente de alguma forma, facilitando a entrada de ajuda humanitária, recebendo refei libertados, ou mesmo sendo a arena, onde os países discutem uma solução. Isso tem um preço, e a conta não está fechando. Para cortar custos, a ONU restringiu novas contratações, transferiu operações para outros países, limitou o uso de tradutores e suspendeu reuniões após a 6 da tarde para economizar energia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, reconhece que atravessamos uma crise global e que os conflitos se multiplicam diante das divisões gelpulíticas. Uma das medidas que Guterres defende para que a ONU se torre mais efetiva é a reforma do Conselho de Segurança, como o Brasil, revindica há anos. O órgão mais poderoso da organização está virtualmente paralisado com os cinco integrantes permanentes, vetando sistematicamente resoluções uns dos outros, em questões profissuais, como os conflitos na Ucrania e no Oriente Médio. - E a da organização civil impunity é. - Há uma sensação de impunidade. Cada país acredita que pode fazer o que quiser. Precisamos de líderes que entenda o que a cooperação internacional é vital. E que a negociação é necessária para criar uma esperança de paz. - Da redação do Jemun, eu sou Natus Anére, e o assunto hoje com Vitor Bóé de An é. - O novo comando da ONU, os interesses por trás da eleição para Secretaria Geral da Organização. Neste episódio eu converso com Marcelo Lins, comentarista e apresentador do Global News Internacional, quinta-feira, trinta de julho. Marcelo Lins, uma eleição para Secretaria Geral das Nações Unidas, em meio a uma ONU que enfrenta uma combinação rara de crises, guerras em curso, tensões entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, a ascensão de movimentos radicais em diversos países. Eu te pergunto nos pouco mais de 80 anos da ONU, essa eleição é mais complexa do que as outras e o que está em jogo nessa disputa. Me parece que sim, essa análise de que é mais complexa do que outras, sim, porque o momento é mais complexo também. Se a gente fosse bem franco, direto, objetivo, a gente está vivendo o fim de uma ordem mundial que começou a ser construída, ao final da Segunda Guerra Mundial, sobre os escombros, a destruição e as dores daquele gigantesque conflito. A Organização das Nações Unidas, a Redera da Antiga Sociedade das Nações, ela nasce em 1945 com uma missão específica evitar a repetição de tragédias do tamanho da tragédia que foi a Segunda Guerra Mundial. Conseguiu, não conseguiu, a gente pode debatear isso, mas, fato, é que nesse momento, o mundo tem mais conflitos armados simultâneos do que em qualquer outro momento, desde o final da Segunda Guerra Mundial. Isso poderia indicar um fracaso da ONU. Também significa que, talvez nunca tenha sido necessário, um foro como são as Nações Unidas, com todos seus defeitos, mas também com todas as esperanças que ele pode alimentar. Agora, com relação aos candidatos que estão no paro, o que você destaca deles, o que eles pensam, quais são os favoritos e como que eles enfrentam aí esse pleto para o comando das Nações Unidas. O processo que vai levar a escolha de um novo secretário-geral ou de uma nova secretária-geral que seria aliás a primeira secretária-geral das Nações Unidas, né, com o comando esse cargo, ele é complexo e ele não é exatamente como eleição normal. Ele parte da ideia de que é possível construir um consenso. Desde o momento em que os países indicam um nome para concorrer essa eleição que foi um. lá atrás, isso é um processo que começa ainda em 2025 com as primeiras indicações, ao longo do ano de 2016, do início do 2016, também elas vão se consolidando, passa por uma série de processos de consultas inicialmente ali com conversas entre esses candidatos indicados, integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que tem 15 membros e depois chega até a semelhéria geral, que vai ratificar o consenso que fosse construindo, que tem essas etapas todas bem-peculiares com muita conversa e atentativa de superar as arestas que possam aparecer no meio desse processo. E me parece que nesse momento, dois nomes chamam mais a atenção do que outros, porque são bem distintos, apesar de ambos serem sul-americanos. Onde eles é o argentino Afael Gross, diretor da Gência Internacional de Energia Atômica, que foi bastante falado no ano passado, quando daqueles primeiros ataques de Estados Unidos e Israel contra o programa do Cliar do Irã, o Gross acabou dando através de documentos da AIA subsídios técnicos, indicando que o Irã estava enriquecendo, urânio, a capacidade muito maior do que é necessária para uso com fins pacíficos, meio que justificando, então, a possibilidade de se fazer alguma coisa. O chefe da agência de energia atômica da ONU afirmou que o Irã pode voltar emriquecer urânio em alguns meses em quantidade suficiente para produzir uma bomba. Para Afael Gross, e os ataques dos Estados Unidos a três usinas nucleares, iranianas causaram danos graves, mas não totais. Ele também disse que não é possível afirmar que tudo desapareceu. E a Bachelet é ex-presidente do Chile, que foi também a autocomissária da ONU para Direitos Humanos, que tem uma carreira de militância nessa área do respeito dos direitos humanos, que é um dos pilares da atuação das Nações Unidas, e que aparece como uma candidata disposta a defender os princípios humanitários das Nações Unidas. E isso é algo bastante forte. Em relação à candidatura da Bachelet é uma curiosidade. Ela foi escolhida, em fevereiro ainda como candidata do Chile, mas logo depois em março ouve mudança de governo, depois de uma nova eleição no Chile, entrou o governo de estrema direita do cast no lugar do antigo presidente Bóriti, e aí o Chile retirou o apoio àquela candidatura. Mas o Brasil que já havia endossado a Bachelet quando ela foi lançada, manteve essa candidatura por isso também a candidatura dela, prossegue. Mas é claro, poderemos ter um candidato da África, e poderemos ter uma candidata também da Guiana, a Guiana que vem ganhando também alguma projeção no cenário internacional, principalmente como sendo uma nova um novo alidorado por assim dizer do petróleo no mundo e ainda tem o fato de ser ali pertinho da Venezuela. Enfim, são esses, eu diria ali, os potenciais candidatos que podem conseguir reunir mais apoios. É claro que tudo depende de quem os integrantes do Conselho de Segurança vão chancelar, vão apoiar, de quanto esses candidatos conseguem agregar as suas candidaturas, e também digamos de uma atmosfera mundial. Teremos um mundo que vai se reconstruindo mais isolacionista, menos cooperativo, menos voltado pro multilateralismo que tem enfrentados muitos problemas, ou exatamente essa crise do multilateralismo pode alimentar com a candidatura que prometa reconstruir. Mostrar que há problemas que só podem ser resolvidos com a união de vários países, com a construção de novos consenso. E aí eu penso na crise ambiental, eu penso nos conflitos armados, nas disputas por território, nos problemas religiosos, de migração também, dificilmente isso pode ser resolvido isoladamente por um país. Vamos ver o que pesa mais. Como você mencionou, os favoritos, eles podem ser alvo de interesses políticos de países que hoje têm veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Por exemplo, Michel Bachelet, identificada como uma candidata de esquerda, poderia perder o apoio do governo Trump. Por exemplo, no voto dos Estados Unidos, da mesma forma, Rafael Grossi, que como você disse, teve uma influência em dar algum embasamento pro ataque no Iran, poderia sofrer um veto da Rússia. O contexto de politização pode contaminar a decisão do Conselho de Segurança da ONU, nessa escolha do secretário-geral. E aí nesse sentido, a gente poderia esperar alguma surpresa, alguma zebra, algum candidato menos no radar. Pode sim. Aí, dá mais quando a gente tem, a maior potência econômica militar do mundo dos Estados Unidos é agora com a volta de Donald Trump à Casa Branca reiterando o seu profundo despeso pelo multilateralismo, pelo próprio papel das Nações Unidas acima de governos nacionais. É muito comum o Trump criticar a ONU e outros organismos multilaterais. Tem um tom de deboche ali, ele questionou a própria necessidade da ONU existir. A questão nasci muito nos Estados Unidos, na direita, a outra nacionalista americana, essa que é vista como uma ingerencia de organismos internacionais sobre decisões nacionais. Ao mesmo tempo, é necessário que hajam a entidade, uma instituição que não esteja ali pressionada por objetivos puramente nacionais para conseguir dirir algumas dúvidas, superar alguns impasses, construir novos consenso, é necessitido que se esterem essas candidaturas. Mas sim, um veto absoluto a qualquer uma delas vai ser abertura de espaço para candidaturas menos divisivas, digamos assim, ou menos comprometidas com algumas genda de parte a parte, ou mais voltado aos direitos humanos, ou mais voltada de uma atuação pragmática das Nações Unidas e apenas pontual com menos interferência em assuntos nacionais. E claro, a efetividade desse novo, dessa nova secretária geral, a frente da ONU e da própria ONU, vai depender muito da disposição dos integrantes da organização das Nações Unidas em fazê-la funcionar. Se o objetivo for sabotar, aí de fato, não devemos esperar muita coisa. Se o objetivo for reconstruir relações de confiança, aí a ONU pode ter um novo momento. E seja que, em Foroeleito, vai ter que transitar e navegar um mundo muito mais complexo numa ONU com menos recursos, mas ao mesmo tempo com uma atuação fundamental em várias necessidades do planeta. Eu sinto aqui, por exemplo, ajuda o Manitária, ajuda com refugiado, saúde global e, claro, os confitos que a gente enfrenta no planeta. Qual a realidade que o novo secretário ou secretária vai enfrentar quando assumir o cargo? Não dá para esperar nada que não seja muito complexo e muito desafiador, com vervas cortadas de países importantes, como o seu principal financiador, os Estados Unidos, para vários programas das Nações Unidas, e sendo a satitude dos Estados Unidos seguida por alguns dos países que querem mostrar um alinhamento completo. Eu penso aqui na Argentina, na Colombe, agora, do novo presidente de lá, Espreia, em toda essa onda da Estrema Direita Mundial, também muito crítica ao que as vei como excessos do chamado globalismo. Ao mesmo tempo, se a gente for lembrar, num passado bem recente na hora de uma crise mundial de saúde, como você mencionava aí, recorreu só a M.S. e a covid, a pandemia que não nos deixa esquecer. Na hora que há uma fome que avança no continente africano, é o programa mundial da alimentos das Nações Unidas, que entra, é a fala, organização para a agricultura e alimentação da ONU, que entra muito forte. Na hora que há uma crise de refugiados, como a Europa viveu há alguns anos, quando há uma nova ação militar, por exemplo, contra os palestinos, depois dos ataques terroristas lá de outubro de 2023, a ação militar em respostas de reelência que depois virou uma ação punitiva com caráter de punição coletiva na faixa de Gaza, é a agência da ONU, por os palestinos que é chamada a agir também para tentar garantir ali um mínimo de cuidados humanitários. Temos aí ainda também para seguir falando em organismos ligados a ONU, ao desco que cuida da cultura e dos patrimônios da humanidade, a ONU céfica e seus trabalhos com infância, também mundo a fora. Então, me parece que com todas as dificuldades, será necessário trazer as Nações Unidas para o contemporâneo, voltar a discutir, seria a questão da reforma das suas instituições do próprio Conselho de Segurança e é claro, isso é difícil e vem sendo tentado há anos e os principais obstáculos vem, por exemplo, no Conselho de Segurança, dos seus próprios integrantes, que não querem perder o poder, inclusive, poder diventar resoluções, mas nem por isso é possível pensar em desmorelir ser, pelo contrário, é necessário construir uma nova ordem mundial e alugar para as Nações Unidas nessa construção. Daqui a pouquinho eu volto para continuar minha conversa com Marcel Lins. Queria um pouco da tua experiência do que a gente pode imaginar para o futuro. Por exemplo, a gente pode imaginar que a reforma do Conselho de Segurança da ONU nesse momento de falta de concesso é um sonho cada vez mais distante, ou não, com uma saída um pouco mais de cena dos Estados Unidos, e uma chegada mais com financiamento de outros países, eventualmente a China, mais interessada em manter a ONU do que tentar reconstruir ou construir uma outra coisa do zero. Essa nova ONU como seria, da mesma forma, é o crescento. Como avaliar aí a Secretaria General de António Guterres, e o que deixa de legado e o que deixa por fazer? Bom, começando pelo final, eu diria que a passagem do Atrugutérres pela Secretaria General, ela foi marcada por alguns desafios também gigantescos, o maior deles talvez, a pandemia da COVID-19 ali, onde a Organização Mundial da Saúde, que é ligada também às Nações Unidas, acabou ter um papel de protagonismo impressionante e todas as instituições ligadas a ONU, acabando sendo mobilizados nesse esforço global para enfrentar algo naquelas proporções absolutamente inédito. E aí eu diria que a ONU acabou saindo-se bastante bem. Na sua tarefa, apesar de naquele início ficar um pouco erratica, não se sabia como agir, exatamente fomos aprendendo junto com o OMS também e os seus técnicos como reagir, como agir, como nos comportar, mas ali a ONU provou que tinha sua importância e seu lugar para juntar cientistas, juntar a opinião pública, fazer circular informações confiáveis, tudo isso a ONU ajudou. Me parece que as principais falhas do Guterres estão em relação a não segurar a inclusão de novos conflitos armados, em todos os quadrantes do planeta, seja lá na Ásia com os Roíndias, e suas crises em Myanmar, seja na África, no Sudão, a República Democrática do Congo, no Sahel, em tantos cantos, seja também no Oriente Médio com as dificuldades no Libano, nos territórios palestinos ocupados, na dificuldade de álego com o próprio governo de Israel. Tivemos ainda conferências do clima em que temas importantes para a humanidade foram traçados, tudo isso fez parte da trajetória do Guterres à frente da ONU. E me parece que ele também, em vários momentos, não conseguiu ter o protagonismo necessário e a voz firme. O suficiente para conseguir chamar a atenção de algumas potências que passaram a ignorá-los. Em primeiro lugar, viriam, eu acho, que os Estados Unidos, de Donald Trump, sem dúvida nenhuma, com uma avontade enorme com o Guterres, com as nações unidas. Mas não podemos esquecer que hoje, mais de 70% da população do mundo vivem sistemas não-democráticos, e esses sistemas também têm dificuldades, em participar de discussões séries no âmbito das nações unidas. Portanto, me parece que o Antoruguterres entra para a história como alguém que até tentou, mas conseguiu pouco, no sentido de manter a necessária relevância das nações unidas. E por fim, então, como você imagina um novo concerto das nações, uma nova ordem, existe a ONU nesse espaço ou teria que haver uma outra construção entre os países. Me parece que passa necessariamente esse processo para uma reformulação da ONU, das suas instâncias decisórias, a frente delas, o Conselho de Segurança, sem dúvida nenhuma, ele está anacrônico, ele responde a realidade de, logo depois da Segunda Guerra Mundial, e isso precisa ser mexido. Países como o Brasil, a Índia, e outros países africanos também precisam ser contemplados. É preciso rever isso com urgência. Será que dá para fazer isso? Não dá para afirma hoje. Mas a construção de consenso é um trabalho de formiguinha. Marcelo Lens, muito obrigado, sempre pela suas análises e suas informações. Um ótimo trabalho para você. Eu que agradeço, Vida Bodges, foi a dia sempre do prazer participar aqui do assunto. Este foi o assunto, o podcast diário disponível no G1, no YouTube, ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do assunto, está ONU's Felipe Silva, Sara Resende, Carlos Catelã, Luís Gabriel Franco, Juliênimo Orete, Estefani Nascimento e Guilherme Gama. Eu sou o Victor Boi Adian, e fico por aqui até o próximo assunto.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A eleição para o próximo secretário-geral da ONU começa com uma votação no Conselho de Segurança, onde 15 países votam, mas apenas 5 membros permanentes (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido) têm poder de veto.
  2. O mandato atual de António Guterres termina em 2026, e há um acordo informal de rotatividade que sugere que o próximo líder deve vir da América Latina, possivelmente uma mulher.
  3. Os principais candidatos são a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, apoiada por Brasil e México, e o argentino Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, visto como figura de consenso.
  4. A ONU enfrenta uma crise financeira, com cortes de custos e redução de operações, além de um Conselho de Segurança paralisado por vetos mútuos entre os membros permanentes.
  5. Donald Trump, presidente dos EUA, critica a ONU e propôs um "Conselho da Paz" paralelo, que esvaziaria o poder da organização, com Trump como presidente vitalício.

Summary:

A escolha do próximo secretário-geral da ONU ocorre em um contexto de crise global e fragilidade institucional. O processo começa com uma votação no Conselho de Segurança, onde 15 países participam, mas os cinco membros permanentes podem vetar qualquer candidato. A eleição é complexa, pois reflete tensões geopolíticas, como a paralisação do Conselho devido a vetos em conflitos como Ucrânia e Oriente Médio.

Os favoritos são Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, que defende direitos humanos e multilateralismo, e Rafael Grossi, da Argentina, com perfil técnico e visto como consensual, mas ambos podem enfrentar vetos de potências como EUA ou Rússia. A ONU também lida com cortes orçamentários e uma crise de confiança, agravada pela postura crítica de Donald Trump, que sugere alternativas como o "Conselho da Paz". O novo líder herdará desafios enormes, incluindo reformar o Conselho de Segurança e lidar com conflitos armados, crises humanitárias e ambientais.

Apesar das dificuldades, a ONU continua essencial para mediar crises globais, mas sua eficácia dependerá da disposição dos países em cooperar. A eleição não tem data fixa, mas a votação desta quinta-feira é um primeiro teste para os candidatos, que podem desistir se receberem muitas negativas. O resultado definirá se a organização conseguirá se adaptar a um mundo mais fragmentado ou se continuará enfraquecida.

FAQs

Os países indicam candidatos, que passam por debates públicos e consultas. O Conselho de Segurança, com 15 membros, recomenda um nome com pelo menos nove votos e sem veto dos cinco permanentes. A Assembleia Geral, com 193 países, então ratifica a escolha.

O mandato dura cinco anos e pode ser renovado uma única vez. António Guterres, atual secretário-geral, completará dez anos no cargo no fim de 2026.

Entre os candidatos, destacam-se a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, apoiada por Brasil e México, e o argentino Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica. Também concorrem Maria Fernanda Espinosa, Rebecca Grinspon, MacSoul, Caroline Rodrigues-Birkett e Olara Otunu.

É a primeira votação informal no Conselho de Segurança, onde cada um dos 15 membros indica se apoia, não apoia ou não tem opinião sobre cada candidato. Muitas negativas podem levar à desistência, e nenhum candidato pode receber veto dos cinco membros permanentes.

Existe um acordo informal de rotação regional. Como o atual secretário-geral é europeu, acredita-se que a vez seja de um representante da América Latina, possivelmente uma mulher, o que fortalece a candidatura de Michelle Bachelet.

Enfrentará uma ONU fragilizada por crises globais, cortes de financiamento, especialmente dos EUA, e a paralisia do Conselho de Segurança devido a vetos. Também terá que lidar com a necessidade de reformar o Conselho e reconstruir a confiança no multilateralismo.

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