O texto explora o conceito do "fim da mulher de boa", um ideal social que exige sacrifícios, silêncio e submissão emocional por medo de frustração. A autora critica a cultura do amor com emoções intensas, onde o romance é marcado por expectativas, voltas e emoções dramáticas, contrastando com o amor autêntico, tranquilo e baseado na presença constante. Introduz o conceito de "sala de espera amorosa", um espaço onde mulheres esperam indefinidamente por um amor que nunca chega, perdendo seu auto-respeito e autonomia. A verdadeira independência começa quando as mulheres reconhecem seus próprios limites, pedem ajuda e vivem com tranquilidade, sem medo ou dependência. O amor desejado é simples, duradouro e sem espera, onde o corpo se sente seguro, independentemente do ambiente. A mensagem é clara: é preciso romper com o modelo tradicional de amor para construir uma vida plena, feliz e verdadeiramente autêntica. O programa "Óbvio no Diva" serve como espaço para esse debate, celebrando mulheres que fizeram história e promovendo uma reflexão sobre o fim de uma dinâmica de dependência emocional.
Mas tem um outro fim que eu quero falar com vocês, que é o fim das ciladas da mulher de boa.
Porque ser a mulher de boa significa que você, por mais de uma vez, vai ultrapassar os seus limites.
Aqueles que se incomodam, quando você começa a colocar limites, você aproveitaram muito de quando você não colocava.
O amor que eu desejo não tem espera, o amor que eu desejo, ele tem uma incrível sensação de tranquilidade.
A vida que nos faz feliz, ela é Instagramável.
Sejam muito bem-vindas ao óbvio no diva, é um prazer imenso estar estreando esse novo programa e essa nova ideia dentro do bom dia óbvia.
[aplausos]
Espere, não manda mensagem primeiro.
Espere, ele tem medo de se envolver. Espere, ele tem que sentir sua falta.
Espere, que precisa de rótulos.
Espere, não cobre demais. Espere, ele só não gosta de demonstração pública.
Espere, ele está apenas do momento ruim.
Espere, ele vai voltar a ser, como era no começo.
Espere, num jogo tudo fora por tão pouco.
Espere, é só uma fase.
Espere, ele faz isso porque te ama.
Espere, até que o tempo passe. Espere, até que o desejo esfrir.
Espere, até que você não reconheça mais que você se tornou.
Espere, até perceber que não esperou por nada.
Boa noite, porta alegria.
[aplausos]
Seja muito bem-vindas ao óbvio no diva. É um prazer imenso estar estreando.
Esse novo programa e essa nova ideia dentro do bom dia óbvio, nessa cidade,
que sempre me tratou com muito, mais muito carinho.
Inclusive, a primeira vez que eu subi nesse palco foi em 2018 com uma marçalinha
que tinha tanta dúvida do que ia acontecer.
E agora, eu ainda tenho muita dúvida do que vai acontecer.
Mas uma coisa eu sei.
Eu sei que vocês estão prestes a presenciar um palco repleto de mulheres brilhantes,
de mulheres que fizeram a história dentro do bom dia óbvio.
E esse programa que eu tenho a honra e privilégio de chamar de trabalho.
E quando a gente começou a pensar, tá bom.
O programa é óbvio no divan, nossas ouvintes amam, pesca análise, amam, psicologia.
Mas, qual vai ser o tema que vai nortear todas essas conversas?
O que será que pode haver de comum em todas essas falas?
E é a gente pensou no fim.
Porque o fim, o tão temido, o fim também pode ser motivo de tanta celebração.
Sem alguns dos meus fins esse livro não existiria.
Sem tantos dos meus fins, eu não estaria aqui hoje com receitos.
E eu tenho certeza que alguns dos fins que vocês viveram também trouxeram vocês aqui hoje.
Mas tem um outro fim que eu quero falar com vocês.
Talvez seja o meu desejo nesse clima que começa a escantar de final de ano,
que é o fim da silada da mulher de boa.
Quando foi que o melhor aulogio que uma mulher poderia receber se tornou, ela é tão de boa.
Ela exige tão pouco, ela não cobra quase nada.
Ela não liga para rótulos, ela não leva para o pessoal.
Ela não fica chateada, ela não sabe seus limites.
Ela é muito agradável para os outros, mas um inferno para ela mesmo.
Porque ser a mulher de boa é significa que você, por mais de uma vez, vai ultrapassar os seus limites.
Significa que você está eternamente ou, talvez eternamente seja muito tempo,
mas talvez você tenha virado a recepcionista da sala de espera amorosa.
A sala de espera amorosa é um conceito que eu elaborei para o meu livro que eu acabo de ler um trecho para vocês.
Que é justamente esse espaço em que nos colocam desde que a gente entende que o amor romântico vai ser um destino que ele vai chegar.
Para nós, mulheres ou amor, ele é uma promessa.
Ele é a promessa de que um dia vai acontecer para a gente.
Ele é a promessa de que quando ele chegar chegou o nosso final feliz.
O problema é que, quando a amor chega tantas vezes, é o início de período tão infeliz.
E quando a amor decepciona não é exatamente porque alguém nos decepcionou.
Muitas vezes, o amor decepciona porque nos ensinaram que ele deveria ser o centro da nossa vida,
como a professora Valencia Casanelo diz tão bem quando ela fala sobre o dispositivo amoroso.
Então, a sala de espera é esse espaço que normalizaram para a gente em que a gente deve aguardar.
Enquanto mulheres solteiras, o que a gente tem como essa tri sonora da sala de espera amorosa é o tal do amor próprio.
Se ame, vamos lá ao cuide do seu jardim as borboletas virão, se não quiser as borboletas.
Aliás, os próprios verbos que a gente usa para isso são uma insanidade porque uma mulher ela está solteira
e a mulher é casada.
Como se a nossa autonomia não tem uma parceira ou uma parceira amorosa, fosse sempre um momento entre algo.
Entre algo que estamos aqui esperando é o intervalo.
Porque a nossa companhia, nossos amigos, nossa família ainda não são suficiente em uma sociedade que enxerga as mulheres pela falta.
O que falta em você?
Falta filho, falta um casamento, talvez falta uma carreira.
Não só uma carreira bem cegido, uma carreira que seja boa, desibindo Instagram, uma carreira que você ganha bem,
uma carreira que você seja muito feliz e realizada.
Mas a maior parte das vezes essa falta que enxergam na gente, ela acaba por ser internalizada.
E esse amor próprio que nos ensinam, nada mais é do que o amor próprio, a destrado.
A destrado para caber, a destrado para que muitas vezes a gente se desenpodere.
Eu não estou falando o conceito de empoderamento que foi vendido, até colocado em jaqueta de ins.
Eu estou falando do desempoderamento daquilo que talvez a chave para sair de relações extremamente nocivas.
Quem independência financeira?
Porque nada vale mais do que a gente puder embora quando a gente quer e não tem que esperar até quando a gente pode.
Isso meu amor próprio está conectado a consumir produtos, a me tornar cada vez mais a minha melhor versão.
Por que que estou me tirando aquilo que vai ser a minha liberdade?
Como foi que a gente veio para aqui?
Eu entendo que a sala de espera amorosa é um lugar tão mais tão normalizado que para além das mulheres solteiras,
ela talvez seja o lugar mais perigoso dentro das relações.
Porque esperar que o outro mood talvez seja uma das maiores ciladas que a gente pode enfrentar.
Esperar que volte a ser como era no início é esperar que o outro seja aquilo que a gente espera
e não que a gente aceite a realidade que nos amostrada.
Da fim a ideia de ser uma mulher de boa é dar início a poder ouvir a sua própria voz.
Talvez seja eu também o início de perder algumas pessoas da sua vida, mas que nós que estamos aqui não esqueçamos.
Aqueles que se incomodam quando você começa a colocar limite se aproveitaram muito de quando você não colocava.
Então, uma mulher de boa esse. se ideal que nos foi vendido, ela é uma performance que confunde a nossa possível independência
com uma pessoa invencível. E quando nos venderam que esse ideal dessa mulher neoliberal,
bem resolvida, sabe se virar e sabe se resolver, nos tiraram talvez uma coisa muito importante
que é saber pedir ajuda, a mulher de boa não incomoda, a mulher de boa vai sofrer bem silêncio,
sabe quem se beneficia quando a gente está sofrendo em silêncio, quando a gente monta um teatro
para fingir que aquela relação que a gente está vivendo é muito legal, ele é um cara super
legal na intimidade, é de repente você tem vergonha de levar ou estar junto com ela em ambientes
públicos, que você tem medo de como que ele vai te tratar, e o teatro não pode, o show não pode
parar, a vida que nos faz feliz, ela é Instagramável, recentemente me perguntaram o que
diferencia uma grande história de amor, de uma história de amor comum, e aí eu pensei, pensei,
pensei, e aí eu respondi, a história de amor comum é que eu quero, porque a história de amor
que me ensinaram, a querer e quem sabe algumas de vocês, é uma história de amor que tem
muita emoção, vai volta, você não sabe o que outro quer, você vai ter que conquistar,
você vai ter que valorizar aquilo que talvez aconteça nos últimos minutos, talvez essa pessoa
que não teve responsabilidade a fete de alguma com você, aparece no aeroporto, e é nesse
momento que tudo começa, eu tenho um questionamento que eu faço bastante, que é, eu não sei,
aí eu não sei, aqui se temos pessoas fãs ou familiarizadas com frentes, então desculpa
desde já, eu vou falar mal de um casal, quantas vezes vocês acham que durante a rotina ou
longo dos anos a Rachel lembrou, que talvez eles não estivessem dando um tempo, resolve aquela
cena final, porque que nos ensinaram a querer um amor com tantas emoções, com tanta adrenalina,
quando hoje eu sei, o amor que eu posso viver não renderia nenhum jibi, o amor que eu desejo
para mim, e para as pessoas que eu amo, é um saco, é um tédio, é às vezes até difícil,
porque a gente precisa encarar os nossos defeitos, a gente precisa encarar que o outro não
vai ser aquilo que a gente esperou, mas inclui tudo, menos medo, tudo menos medo, porque
o amor nunca deveria conviver com medo, a amor nunca deveria ser, nunca saber como outro
vai reagir, nunca deveria ser, até medo quando vocês escutam os passos deles aproximando
na casa, a amor nunca deveria incluir grita, extingamento, questionar a sua sanidade, nunca
deveria estar a você, das pessoas que cuidaram de você, nunca deveria ser, sobre esperar
que o outro volte a ser, como ali foi um dia, aceite as pessoas, como elas estão mostrando
ser, pares de encantar que as pessoas são outras pessoas, se vocês quer questionar, mas
é muito difícil sair dessa relação, é muito difícil, tem muita coisa envolvida, sempre
vai ter, sempre vai ter muita coisa envolvida, claro, é uma relação, talvez seja um filho,
talvez seja casa, talvez seja um cachorro, começa aos poucos, joga um bom neve primeiro,
qual que é o primeiro passo você pode fazer para sair dessa sala de espera, para que
um dia volte a ser aquilo que te conquistou, aquilo que te levou até ali, o amor
que eu desejo não tem espera, o amor que eu desejo, ele tem uma incrível sensação de
tranquilidade, uma incrível sensação de que meu corpo está relaxado, uma incrível
sensação de que não importa onde eu estou, se essa pessoa está comigo, eu estou em casa,
e não na sala de espera amorosa, e é esse o fim que eu desejo para vocês, que talvez
nenhum sidentificado, alguma coisa que eu falei aqui, leva com vocês aqui em diante,
a partir de agora a gente vai falar de outros fins, até já.
Podcast Summary
Key Points:
O fim da "mulher de boa" é apresentado como um passo essencial para a autenticidade e independência feminina.
A mulher de boa se sacrifica constantemente, ultrapassando limites por medo de desapontamento ou insegurança.
A sala de espera amorosa é um conceito que representa o ciclo de espera emocional, onde o amor é visto como um destino futuro, não presente.
O amor ideal é descrito como tranquilo, sem espera, medo ou emoções intensas, contrapondo-se ao amor comemorado por emoções excessivas.
O desempoderamento emocional e social é uma consequência direta do ideal de mulher de boa, que evita pedir ajuda e se expõe ao silêncio.
A vida feliz é agora vista como "Instagramável", mas o verdadeiro amor exige aceitação de defeitos e realidades do outro.
O ideal neoliberal de mulher capaz e independente foi vendido como solução, mas esconde a necessidade de cuidar do amor próprio.
O fim que se deseja é sair da espera e reconhecer que o amor verdadeiro não depende de retornos ou promessas.
Summary:
O texto explora o conceito do "fim da mulher de boa", um ideal social que exige sacrifícios, silêncio e submissão emocional por medo de frustração. A autora critica a cultura do amor com emoções intensas, onde o romance é marcado por expectativas, voltas e emoções dramáticas, contrastando com o amor autêntico, tranquilo e baseado na presença constante. Introduz o conceito de "sala de espera amorosa", um espaço onde mulheres esperam indefinidamente por um amor que nunca chega, perdendo seu auto-respeito e autonomia.
A verdadeira independência começa quando as mulheres reconhecem seus próprios limites, pedem ajuda e vivem com tranquilidade, sem medo ou dependência. O amor desejado é simples, duradouro e sem espera, onde o corpo se sente seguro, independentemente do ambiente. A mensagem é clara: é preciso romper com o modelo tradicional de amor para construir uma vida plena, feliz e verdadeiramente autêntica.
O programa "Óbvio no Diva" serve como espaço para esse debate, celebrando mulheres que fizeram história e promovendo uma reflexão sobre o fim de uma dinâmica de dependência emocional.
FAQs
É um conceito que representa o período em que as mulheres esperam o amor romântico, muitas vezes perdendo seu próprio valor e se deixando manipular por expectativas.
Significa ultrapassar limites repetidamente, não ter autoestima, se submeter ao silêncio e se adaptar a relações que não são saudáveis para si mesma.
Porque esperar que o outro volte a ser como no início ou que sempre seja perfeito é uma ilusão que leva ao sofrimento e à dependência emocional.
Sim, o amor que se deseja é tranquilo, sem medo, sem emoções intensas, e com a sensação de estar em casa, em vez de estar em uma sala de espera.
A autonomia financeira e emocional é essencial para que uma mulher não dependa de outro e possa viver com liberdade e autoestima.
Porque o ideal de ser 'bem-resolvida' faz com que ela evite pedir ajuda, temendo ser vista como fraca ou incomoda.
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