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O existencialismo de Karl Jaspers

19m 6s

O existencialismo de Karl Jaspers

O Existencialismo, centrado na existência humana, destaca a importância da consciência da mortalidade e da busca por uma vida autêntica, como enfatizado por Calhaspers. A verdade filosófica é vista como o encontro de diferentes existências, e a construção individual de cada pessoa é essencial. Crítico dos sistemas totalitários, o Existencialismo preza pela pluralidade de perspectivas e destaca a importância de viver de forma autêntica, sem esquecer a singularidade de cada um.

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2755 Words, 15601 Characters

Bem-vindo ao aprendo a filosofia, o podquest que a cada semana te convida a fazer, uma segunda navegação pela vida, a companhia das maiores mentes da humanidade. O existencialismo é uma corrente filosófica que surgiu no século XIX, com um filósofo cristão, sórem que recar. E teve seu auge com Jean-Paul Sartre, Simone de Bouvoa e Albert Camille no século XX. Mas entre esses dois polos, existiu um filósofo do lado B do existencialismo, um filósofo não tão explorado assim pelo menos no Brasil. Hoje vamos navegar pelo pensamento de Cal e Asperça, todos abordo. A década de 1930, começou a acidar o nome de Existencialistas para um grupo de filósofos, como se todos eles tivessem uma coisa em comum. Mas o que seria essa coisa? O que há de comum entre os Existencialistas é a atenção que eles dão para o problema da existência, daí o nome. A existência é o modo de ser do homo sapiens, o nosso modo de ser do mundo. Todos nós passamos por uma série de situações comuns. Cada um de nós nasceu, sem ter sido consultado, sequeria nascer. Nós até já falamos um pouco disso no episódio do Antenatalismo, a gente está em um mundo meio que de paraquedas. A gente não entende bem o que está acontecendo. Um bebê humano é quase como um boneco carregado para lá e para cá pelos pais praticamente sem vontade própria. Aos poucos vai se formando o fenômeno da consciência e de repente estamos definitivamente no mundo. Eu mesmo, pessoalmente, tenho como minha primeira lembrança meu aniversário de quatro anos. O tema da festa foi Pokémon e naquele dia eu ganhei meu primeiro violão. Eu também lembro logo depois de um dia em que uma tia me perguntou qual que era a minha idade e eu tinha quatro anos mais respondia a pergunta mostrando os cinco dedos da mão. E eu lembro dela pegando a minha mão e me mostrando o jeito certo de fazer quatro, de representar o número quatro. Segundo os esistencialistas, esse tipo de lembrança e de experiência são comuns a todos nós. Todos temos uma primeira lembrança da infância. Todos fomos formando nossa consciência com o passar dos dias e todos passamos por situações comuns e fundamentais. Um dia você aprendeu a falar seu nome, descobriu quem era o seu pais, o que significava pai e mãe, aprendeu a escrever e eu também. Você aprendeu o nome das coisas do mundo, aprendeu os dias da semana e os meses do ano, aprendeu a diferença entre o reino animal, o reino vegetal e o reino mineral. Tudo isso significa que o ser humano é essencialmente um ser que se relaciona com o mundo e se relaciona com outras pessoas. E esse pensamento foi uma verdadeira revolução na filosofia. Parece um pensamento simples, mas para entender melhor o motivo dessa revolução, nós precisamos voltar alguns anos no tempo. O século XVIII foi o século do Romantismo, um fenômeno cultural presente nas pinturas, na literatura, na música e também na filosofia. E Romantismo aqui não tem nada a ver com o Romeo e Julieta, por exemplo, pelo menos não diretamente. Romantismo, a gente pode caracterizar ele como uma tentativa de unir a experiência mística e a fé para superar os limites da racionalidade. Ele surgiu como uma posição contrária ao iluminismo, que confiava no poder da razão humana para superar todas as condições existenciais. O Romantismo, muitas vezes ele trazia interpretação de que o homem é apenas uma manifestação de algo muito maior do que ele, uma força infinita, às vezes chamada de absoluto, de razão ou de espírito. Essa ideia afirma que existe uma ordem no mundo que explica as ações humanas. Afirma que o nosso sofrimento não é tão importante porque não diz respeito a essa força infinita. O Romantismo garante que há um progresso por trás da história. O existencialismo duvida de tudo isso. Para eles, o homem é um ser lançado no mundo, jogado no mundo, que caiu aqui de paraquedas. E, jogado aqui, o homem não é livre para fazer o que ele quiser. Ele tem, sim, um livre arbitro, mais um livre arbitro reduzido pelas condições em que cada um de nós nasce e cresce. E, acima de tudo, as nossas dores, sofrimentos, fracasso são questões essenciais. Não são uma mera curiosidade ou um pequeno detalhe do universo. A coisa mais importante que existe no existencialismo é a nossa experiência subjetiva individual. É a nossa dificuldade de encaixar uma razão e querer entender tudo com o absurdo do universo. São as questões que todas as noites ficam na nossa mente e nos impedem de dormir, assim que nós colocamos a cabeça no travesseiro. No existencialismo, o grande problema filosófico é a existência real, a existência de cada um. E a existência de cada um de nós é formada por possibilidades. Antes de continuarmos, eu queria fazer uma pergunta. O que você acha da ideia de transformar sua curiosidade e paixão pela filosofia em conhecimento sólido? Você pode ter acesso a mais de 50 horas de aulas explicando toda a história da filosofia e as suas grandes questões, ler 21 livros clássicos de autores como Platão, Epicuro, Niet, Cante e muitos outros, com aulas comentadas de cada um desses livros e ainda ter o meu suporte completo por WhatsApp para tirar suas dúvidas. Tudo isso faz parte do meu curso o filosofia profunda que tem ainda um material de apoio com mais de 500 páginas em PDF e acesso vitalício. Entrando pro curso, você pode assistir as aulas quando quiser e quantas vezes quiser. Para aprender filosofia com profundidade e com minha total dedicação à sua aprendizagem, é só acessar o site, aprenda filosofia.com.br e clicar no curso "Filosofia Profunda". Cory Ospers foi um filósofo e psiquiatra alemón. Ele nasceu em 1883 na Alemanha e morreu com 86 anos na Suíça. Isso deu medicina antes de trabalhar no hospital da Universidade de Raidober, uma das melhores universidades do país e uma das mais antigas do mundo, fundada ainda no século XIV. Marx, Weber e Reagan foram professores lá e Weber, assim como Kirki Gard, foi uma grande influência para Iaspers. Ele acabou sendo expulso da Universidade no ano de 1937 por se posicionar contra o nazismo. Iaspers sabia que a filosofia é uma parte do conhecimento extremamente importante, fundamental, na verdade. A ciência, é claro, tem muita importância, mas ela não é capaz de tudo. Nenhum aula de química, física ou biologia, vai te dizer o que você deve fazer da sua vida. É claro, a junção dessas disciplinas pode sim te indicar quais alimentos são mais saudáveis para o seu corpo ou algo do tipo, mas só o conhecimento filosofico orienta a vida humana. O conhecimento científico é importante e vale para todos, mas exclui precisamente os problemas que são os mais importantes para o homem. Já a filosofia, se destina ao homem e a todos diz respeito, escreve o Iaspers. Para ele, o homem pode ser estudado como um objeto de diferentes ciências como a psicologia e a sociologia, mas nenhum desses estudos pode incorporar em si a existência. Porque a existência não se enquadra em teorias ou discursos universais, ela é sempre única, singular e inconfundível. Como disseram que regardem em it, a existência é sempre a minha existência. O existencialismo de Iaspers começa de forma bem parecida com a forma que camin, conclui seu pensamento no meio do decisivo, aquilo que nós falamos no podcast dedicado ao camin. Nós estamos cercados por um universo vivo, cheio de transformações, metamofosis, explosões, ele não precisa de nós para nada disso. A imensidão do universo permaneceria sendo exatamente a mesma, se ele, por algum motivo, decidisse apagar esse grande poeira chamado Terra, incluindo os homens que vivem nela. Mas Iaspers faz um adendo, lembrando o que disse Blaise Pascal. Esse pensador francês disse que o universo é infinitamente mais poderoso que o homem, mas que a dignidade do homem está exatamente no fato de que ele pensa, enquanto o universo não pensa nada. O homem pode ser um caniço, mas é um caniço pensante. Isso escreveu o Pascal. E o Iaspers escreve, abre aspas. Se nada soubessemos do universo, não seria como se ele não existe fech aspas. Talvez possamos dizer que há aqui até mesmo uma reverência a George Berkeley, que disse que existir é perceber e ser percebido. Se não existisse a humanidade para admirar o universo, para contemplá-lo, para desvendar os seus mistérios, a sua própria existência seria mais vazia, ou talvez nula. E nós, esses pequenos seres pensantes somos aquilo que existe no meio de dois pontos. Toda vida acontece entre dois parentes, nascimento e morte, e só o homem tem consciência disso. Nem um de nós se lembra de quando nasceu. A minha primeira lembrança, como eu contei, é meu aniversário de quatro anos. E nem um de nós sabe quando vai morrer, mas sabemos que isso vai acontecer. Apesar dessas duas realidades óbvias, o modo do ser humano de existir geralmente ignora essas verdades universais. E aspas escreve que cada um de nós tem a impressão de que sempre existiu. Eu lembro de existir desde que eu me conheço por gente, e não lembro de nada antes disso. Será que eu sempre existi? Muitas vezes a gente tem essa sensação. E mesmo sabendo que um dia a morte vai chegar, cada um de nós vive como se isso fosse uma informação desimportante. A morte? Ah, isso é um problema para a daqui 30, 20, 10 anos. Não vai acontecer agora. Então o yaspers diz, em verdade, não acreditamos realmente na morte, embora ela constitua a maior de todas as certezas. A morte é o que o yaspers chama de situação limite, é uma situação imutável, definitiva. Uma vez eu vi uma frase ainda quando era criança, eu não tenho a menor ideia de quem falou, se foi numa ráula, nem realmente não sei. Mas a ideia da frase era mais ou menos essa. A vida é como uma caminhada, e no fim da caminhada tem um muro. Você sabe que vai bater no muro. O problema é que você caminha com os olhos vendados. Então você pode bater no muro hoje, amanhã ou depois, mas abatida é inevitável. É exatamente isso o que o yaspers diz. O problema da morte é sério e precisa começar a ser levado a sério, porque é só ele que pode fazer o homem começar a enxergar a vida de outras formas. Nenhum médico pode nos livrar da agonia que a morte causa. Nesse caso, o único remédio é a filosofia. Veja bem o tamanho do nosso problema aqui. Ninguém sabe o que é estar morto, nenhum morto retornou para nos contar como que é o lado B da existência. E as tentativas de consumo, ditas pelo senso comum, consola um muito pouco na verdade. De quem quer diante eu saber que continuarei vivo na memória das pessoas que eu marquei com a minha existência. Isso não resolve o fato de que eu vou deixar de existir. Que consolo é esse que me diz que as minhas aulas de filosofia, nos meus cursos ou aqui no podcast, seguirão disponíveis por anos depois que eu tiver partido. Mesmo que eu fosse brilhante como Leonardo da Vinte com a sua pintura ou como Frederick Chopin com a sua música, a verdade é que eles não existem mais e, em breve, eu também não existirei. Será que ainda vão falar de mim daqui 100 anos? Daqui 1000 anos? Será que ainda existirá da Vinte? Daqui 10 mil anos? O que que nós sabemos sobre as pessoas que viveram 10 mil anos antes de nós? Praticamente nada. Será que daqui 10 mil anos existirá humanidade? Tudo mergulhará no esquecimento. É isso o que o Calhaspers tem a nos dizer. Abre aspas. Tudo chega a um fim, não apenas o que eu sou e o que os outros são, mas também a humanidade e tudo quanto ela produz e realiza. Tudo mergulhará no esquecimento, como se jamais tivesse existido. Mas calma, ainda não é motivo para se desesperar. O Haspers faz esse passeio pelo sério problema da mortalidade para nos lembrar daquilo que é essencial. É a consciência da mortalidade que é capaz de nos ensinar a tomar as redes da nossa própria vida. Depois de compreender verdadeiramente a notícia da morte, nós temos alguns caminhos diferentes a seguir. O primeiro é ignorar completamente esse fato. Outra opção é pensar nela o tempo todo, e aí a gente acaba ignorando a vida. Uma terceira opção é cair no abismo, do nihilismo, considerando que, se vamos morrer, nada faz sentido. nenhuma dessas opções parece ser uma boa solução, mas a ideia da morte pode também nos dar um outro medo, o de não viver com alta intensidade. Veja bem, você só tem uma chance de existir, uma chance de viver, uma chance de ser você. E o que você faz com a oportunidade que te foi dada? O caminho ao ser percorrido pelo nosso espírito deve ser o seguinte, sim, por um aumento vai parecer que a vida é um dono inútil, porque ela vai acabar. Mas a morte não é autêntica, ela é um nada, e nós não podemos basear o que seremos tendo em vista ou nada. A partir disso, começamos a nos livrar desse desespero e vamos passando por fases de estímulo e de abatimento, mas numa grande fase de ascensão. E no final, vai nos dar a chance de sermos nós mesmos. E aí, estaremos capacitados para fazer a escolha autêntica de vida. Cada um de nós nasceu em uma realidade histórica. Nós fazemos parte de um povo, temos pais que não escolhemos. Segundo as regras da sociedade, devemos constituir apenas uma família e não duas ou três, embora muitas pessoas ignorem essa regra, mas o mais importante de toda essa caminhada é não trair a si mesmo. Segundo Aspers, a única escolha autêntica, parte da aceitação de nossa situação no mundo e do uso da consciência. Então, ele considera que as verdades filosóficas têm as suas raízes na existência singular. Como se pode comunicar a verdade para outras pessoas com outras existências? Eu não posso dizer a ninguém como que aquela pessoa deve viver a sua vida. O Jean Paul Sartre, também existência lista, precisou dar exatamente essa resposta quando foi perguntado por um aluno, se devia ir a Segunda Guerra Mundial ou se ele deveria ficar em casa cuidando da sua velha mãe. Assim como Sartre, o Aspers considera que a verdade nunca será da posse exclusiva de um ponto de vista, mas sim o encontro de pontos de vista. A verdade é múltipla, porque a verdade é o encontro de uma existência com outras existências. E é por isso que ele critica tão fortemente o sistema totalitário, como o nazismo, o fascismo e também o marxismo. Todos eles erram, porque pensam que captaram o curso da história, que o domínio da rassariana ou o domínio do proletariado terão o fim da construção humana. Mas isso é tentar conquistar o mundo à força, negando a maior das realidades humanas, o fato de que cada um de nós constrói a si mesmo. E assim chegamos ao final dessa jornada pelo mar do pensamento. Nós vimos que o Existencialismo surge no século XIX e se mostra como uma filosofia oposta ao Romantismo. Para os Existencialistas, o grande problema filosófico, é nossa existência real, nossos dilemas reais. Calgáspers foi um dos principais nomes dessa corrente, embora ele seja bem eniglejenciado aqui no Brasil e tenha mais força mesmo lá na Alemãe. Ele falou sobre o universo, sobre a morte, e chegou a conclusão de que devemos buscar uma vida autêntica, que só é possível se não esquecermos de sermos nossos mesmos. E você gostou desse episódio? Lembre-se de deixar a classificação de cinco estrelas para o podcast aqui no Spotify. Isso me ajuda a seguir com o projeto, fazendo com que mais pessoas cheguem por aqui a cada novo episódio. Tem mais conteúdo de filosofia lá no Instagram, o aprenda ponto filosofia, e eu te convido a aprofundar seu conhecimento, tendo acesso a 50 horas de aulas gravadas e 500 páginas escritas no meu curso "Filosofia Profunda". Todas as informações desse curso estão no site aprenda filosofia.com.br. Muito obrigado por escutar, eu sou o professor da Nilodromon, e desejo que você tenha amarez tranquilas e ventos favoráveis nesse semana. Que espero no próximo episódio. Até mais!

Podcast Summary

Key Points:

  1. O Existencialismo é uma corrente filosófica que se concentra na existência humana.
  2. Calhaspers foi um filósofo essencial no Existencialismo, destacando temas como a mortalidade e a busca por uma vida autêntica.
  3. A consciência da mortalidade é fundamental para orientar as escolhas e a autenticidade na vida.
  4. A verdade filosófica é baseada na existência singular de cada indivíduo e no encontro de diferentes pontos de vista.
  5. O Existencialismo critica sistemas totalitários que negam a construção individual e a pluralidade da verdade.

Summary:

O Existencialismo, centrado na existência humana, destaca a importância da consciência da mortalidade e da busca por uma vida autêntica, como enfatizado por Calhaspers. A verdade filosófica é vista como o encontro de diferentes existências, e a construção individual de cada pessoa é essencial. Crítico dos sistemas totalitários, o Existencialismo preza pela pluralidade de perspectivas e destaca a importância de viver de forma autêntica, sem esquecer a singularidade de cada um.

FAQs

O Existencialismo é uma corrente filosófica que surgiu no século XIX, destacando a atenção para o problema da existência.

Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus foram alguns dos principais filósofos existencialistas do século XX.

A existência é considerada essencial para os Existencialistas porque aborda o modo de ser do ser humano no mundo e suas experiências comuns.

O Existencialismo se opõe ao Romantismo ao considerar o homem como lançado no mundo, enfrentando o absurdo e a mortalidade, em contraste com a visão romântica de um universo ordenado e progressivo.

Karl Jaspers destaca a importância da consciência da mortalidade para orientar a vida humana e promover escolhas autênticas.

Jaspers destaca a morte como uma situação limite que nos leva a refletir sobre a vida e a buscar uma existência autêntica e significativa.

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