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O contra-ataque de Moraes a Mendonça: a crise inédita na história do Supremo

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O contra-ataque de Moraes a Mendonça: a crise inédita na história do Supremo

A crise no Supremo Tribunal Federal atingiu um novo patamar com a ação do ministro Alexandre de Morais, que pediu investigação contra o colega André Mendonça com base em relatórios internos da Polícia Federal. Esses documentos apontam comportamentos suspeitos, como a direção seletiva da investigação, a realização de reuniões presenciais sem assinatura formal e a exclusão de outros ministros, incluindo figuras como Luiz Fux, Gilmar Mendes e Nunes Marques. A ação de Morais é vista como uma tentativa de atuar com base em supostas violações de imparcialidade e abuso de poder, enquanto Mendonça reage com acusações de que a investigação foi iniciada sem autorização do plenário. A situação se aprofunda no contexto das eleições, com a possibilidade de envolvimento de políticos, como o senador Flavio Bolsonaro, por meio de conexões com o banqueiro Daniel Vorkaro. A presidente da Corte, Edson Fachin, pediu esclarecimentos a todos os envolvidos em cinco dias úteis, mas a tensão entre os ministros já está colhendo repercussão política e social. O caso enfatiza a fragilidade das instituições judiciais diante de conflitos internos, com o risco de que a crise se transforme em um processo político maior, afetando a credibilidade da Justiça e provocando rejeição entre eleitores. A crise ocorre em meio à campanha eleitoral, onde o presidente Lula busca se distanciar dos envolvidos e reforçar a legitimidade do sistema, enquanto a cobertura midiática intensifica a polarização e a expectativa de mudanças profundas em um dos poderes mais centrais do Brasil.

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5379 Words, 31988 Characters

Portuguese
A crise no Supremo Tribunal Federal escalou nesta quinta-feira. Dois dias depois de ser citado como destinatário de dezenas de mensagens do banqueiro Daniel Vorkaro, o ministro Alexandre de Morais, num ato de retaliação, pediu a abertura de uma investigação contra o colega André Mendonça. No documento, Morais afirma que há fortes indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução dos inquertos que apuram as fraudes do Banco Master e os descontos ilegais no UNHS. Ministros da própria Corte em lados opostos de uma disputa que envolve investigações, relatórios e acusações de abuso de autoridade. De um lado, André Mendonça. As cinquenta e duas mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorkaro para Alexandre de Morais via a público na terça-feira quando o ministro relator André Mendonça retirou o sigilo. Do outro, o próprio Morais. Ao pedir a investigação do ministro André Mendonça, o ministro Alexandre de Morais cita a constituição e o regimento do STF, que afirma o ser de competência de órgão colegiado, analisar a possível prática de crime comum por parte de magistrados. A decisão foi tomada no inquérito das Fake News, o inquérito das Fake News, que se estende há mais de sete anos e que tem sido criticado por não ter prazo final estipulado e ter tido seu objeto ampliado e modificado ao longo dos últimos anos. É um conflito inédito de resultado imprevisível dentro da mais alta corte do país. E que coloca uma questão central, como o próprio Supremo Tribunal Federal pode arbitrar uma situação inédita e grave como esta. O presidente da Corte, ministro Edson Faquim, se manifestou hoje, disse que quer ouvir Morais e Mendonça em cinco dias úteis. O jurista Gustavo Sampaio da Universidade Federal Fluminense diz que o Supremo não pode adiar qualquer decisão, precisa ser ágil. O Supremo Tribunal precisa agir, porque se ele não correr, ele corre o risco de que o Senado da República saia na frente e que a pressão popular e política seja tão grande que por lá se instauri processo crime de responsabilidade contra o ministro do Supremo Tribunal Federal. Isso seria ainda pior, porque acirraria atenção entre os poderes. Edson Faquim vai ser testado na sua capacidade de administrar talvez aquela que seja a pior crise para a história recente do Supremo Tribunal Federal. O que a gente está vendo aqui é uma crise que já era muito grave se aprofundar de uma forma nunca vista, existe uma guerra que era interna e que agora está escancarada. Realmente é uma situação para lá devolá-te-o explosiva dentro dos Diciário Brasileiro nesse momento de reta final em direção ao eleição no Brasil. Da redação do G1, eu sou na Tuzanéri e o assunto hoje é o contrataque de morais André Mendonça e a crise inédita no Supremo. Neste episódio, eu converso com o reenal do Turolo Junior, reporter de política do G1 em Brasília. E com Maria Cristina Fernandes, colonista do Jornal Valor Econômico e comentarista da Globo News e da Rádio CBN. Sesta feira, 4 de setembro. Meu amigo Turolo, a gente já está na madrugada do dia 4 horas depois de uma escalada sem precedentes na história do Supremo Tribunal Federal. A gente ainda está tentando entender o que aconteceu, colocando as peças no lugar para costurar essa grande coxa de retalho de muita confusão. Eu sei que você está até agora analisando os relatórios que chegaram ao Supremo Tribunal Federal e explica pra gente o que aconteceu hoje ou no caso ontem, porque a gente já grava no dia seguinte. Na tusa, o que o ministro Alexandre de Morais fez foi reulir uma série de relatórios de inteligência que são relatórios internos, foram produzidos por delegados e agentes da Polícia Federal, que apontam supostas mais condutas do ministro André Mendonça, na relatoria dos dois principais casos do país no momento, que são o caso do Master e o caso do Acentes Conto dos Vios no NSS. E a partir desses relatórios feitos pela Polícia Federal, o ministro Alexandre de Morais toma uma decisão que na verdade é menos uma decisão e mais um pedido de providências. Ele manda esse material pro ministro Faquim, é de São Faquim, que é o presidente do STF, e pede pra que ele tome diante disso tudo as providências cabíveis sobre a conduta do ministro André Mendonça, o principal que ele está apontando ali, o Alexandre de Morais, aponta indícios de cinco possíveis ilícitos, em probidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade, quebra da impartialidade do juiz e favorecimento a determinados grupos políticos, e tudo isso ele faz com base nesses relatórios da Polícia Federal. Você falou que eu tô analisando aqui, porque são muitas fâginas, são cinquenta pâginas, são quatro relatórios internos, e esses relatórios tratam da convivência, digamos assim, da Polícia dos delegados da PF, de um grupo específico da PF que cuida desses inquéritos do Master do NSS, que é um grupo que chama SINC, que é a coordenação de inquéritos dos tribunais superiores, e também o relator André Mendonça, e ali eles me usam essas situações, e o primeiro ponto ali que eles abordam é a maneira como segundo eles, eu vou reproduzir aqui sempre o que a Polícia disse nesses relatórios internos sem fazer um isolismo de valor. A Polícia afirma que o ministro André Mendonça, ao pedir o relatório sobre as conversas de Alexandre Morais e o Daniel Borcaro do Banco Master, o Mendonça teve uma conduta atípica, porque, em vez dessa ordem, chegar para a Polícia por escrito dentro do sistema, como costuma ser, o ministro André Mendonça, segundo os policiais federais, chamou eles para uma reunião e entregou essa ordem para que eles produzissem o relatório sobre a Alexandre de Morais, num papel impresso e mandou que os quatro delegados ali presentes assinassem aquele papel impresso, mas a ordem não tinha assinatura do próprio ministro, André Mendonça ainda, e eles assinam, e a ordem diz que eles têm que produzir um relatório sobre Morais e as mensagens trocadas com Borcaro em 72 horas, um prazo que os policiais dizem que é muito exigo, mas que eles tentaram cumprir para não descompri a ordem do Mendonça. Mas eles registraram isso no relatório interno de inteligência, justamente que eles consideraram que a maneira foi atípica e que eles ficaram com medo pelo fato, segundo eles, de não ter assinatura do Mendonça, num primeiro momento. Eles escrevem lá que a assinatura só foi aparecer depois da 72 horas, quando eles responderam, aí o Mendonça colocou a ordem e a resposta dentro do processo, e aí sim ele assinou a ordem que ele tinha dado. E os policiais normalmente fazem isso para se resguardarem, é isso? Isso, esse relatório que eles chamam de relatório de inteligência, eles até anotam que pela natureza desse tipo de relatório é um relatório interno, administrativo, ele orienta a tomada gestões administrativas dentro da polícia, e ele não é algo que costuma ter valor provatória, da própria natureza dele, esse são relatório ali para eles se resguardarem no caso, né? Então eles não queriam correr o risco diante de uma situação que eles entendiam que o Mendonça estava colocando eles em risco. Então eles fizeram para entre aspas se proteger desse risco. E ali eles passam a detalhar outras situações de convívio, com o Ministro da Mendonça, no âmbito dessas investigações, em que eles apontam, voleu como ministro Alexandre de Morais resumiu isso. Ele diz que há indícios de que André Mendonça usou por funções de direção da Polícia Federal, conduziu irregularmente as tratativas sobre delações premiadas e direcionou investigações para alvos específicos. O Ministro Alexandre de Morais cita que ele próprio foi alvo, por causa desse pedido, que Mendonça fez para que fosse um relatório feito sobre o Morais e também dava o colombro presidente do Senado. O que é interessante nessa parte sobre direcionamento da investigação? Os policiais escrevem e o Morais reproduz no pedido de providências que ele fez, que desde o início do ano já é sabido entre os investigadores que mais de um ministro do Supremo é citado no caso Master. Além do Morais, são citados em mensagens, segundos policiais, castionolis marques, ruis, fuchs e diastófule. Diastófule é o caso que a gente mais conhece, porque o Master aportou recursos naquele hotel, resorte da família dele, tá aí. André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master no lugar de diastófule. O nome de Tófule foi citado no relatório da Polícia Federal, enviado ao Supremo. Os peritos encontraram mensagens mencionando Tófule em um dos celulares de Daniel Vorcaro, dono do Master, entre elas conversas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabianos Etel, sobre o pagamento pela compra de um resorte da família do ministro no Paraná, o Tayaya. Para a Polícia, estranhamente, André Mendonça só pediu investigação sobre ali. Alexandre de Morais, não pedindo sobre os demais. Aí a polícia até escreve que nas conversas com André Mendonça, ele conta em porisa sobre Tofoli e os indícios de regularidades, que a polícia pacifica que são graves sobre Tofoli e ele tem abri aspas, uma postura abertamente defensiva, fecha aspas, quanto a Nunes Marx. Até um delegado reporta ali que o ministro André Mendonça, numa conversa, essas conversas dessas reuniões que ele tinha com os policiais, ele fala cuidado com que sai na mídia sobre o caço do Nunes Marx, porque isso é tentativa de mim pra que ser como ministro, como relator desses casos. Então a polícia entende, segundo esses relatórios sempre, que o ministro André Mendonça direcionou pro ministro Alexandre de Morais a investigação e ignorou quantos demais. Até a Natuza trazendo um pouco mais da puração desses bastidores numa conversa com os delegados, eu perguntei por que foi que o ministro André Mendonça pediu especificamente um relatório sobre Alexandre de Morais, eles disseram que não tem explicação técnica na visão deles, eles não sabem por quê. Então eu perguntei por que isso foi pedido agora e eles disseram novamente essa questão do time também não tem na visão deles, explicação técnica, porque esses fatos eram conhecidos pelo relator desde o começo do ano, desde quando ele assume o caso master em substituição ao ministro Tófilo Severero desse ano. E não dá pra gente ignorar o contexto temporal dessa confusão, que é há um mês do primeiro turno das eleições, né, o que guarda mais drama ou adiciona, mais drama a essa confusão toda dentro do supremo tribunal federal. É importante nesse enredo todo ressaltar que esse relatório ou essa ação do ministro Alexandre de Morais não apaga a sequência de mensagens que ovorcar o troco com ele, mas dito isso, eu quero entender um pouco mais o que mais os policiais, esses policiais relatam nesses relatórios, nesses documentos internos de inteligência. Mas se queixam, por exemplo, da diferença do tempo de análise pelo ministro Andrea Maldonça, quando tem pedidos para a realização de operações de busca e a pressão e outras medidas investigativas, por exemplo, eles escreveram, fizeram uma tabela num desses relatórios em que eles dizem que o tempo entre o pedido para a operação de busca e a pressão e a autorização pelo ministro, no caso da operação que ouve contra o Senador Jack Wagner, que é do PT da Bahia e que na época era líder no Senado, foi só de nove dias. Por que eu digo só? Porque no caso do Silenogueira, que é do PT do Piauí, esse tempo foi de vinte e nove dias, e no caso do ex-governador do Rio Claudio Castro, esse período se demora para o ministro analisar os pedidos de medidas feitos pela RPF foi de setenta e cinco dias. Então, com isso a RPF colocou isso num quadro comparativo, justamente para dizer, olha, existem preferências por um ou outro alvo. Isso, claro, mais uma vez, reforço na visão dos investigadores. E aqui um contexto político, o Senador Silenogueira e o ministro Andrea Maldonça foram colegas de governo Bolsonaro durante um breve período. Em relação a anunismarques, Andrea Maldonça e no Nismarques são ministros mais próximos ambos foram indicados por Bolsonaro. Em relação a Dia Stofoli, Andrea Maldonça e Dia Stofoli também se aproximaram muito, porque Dia Stofoli foi um ministro, embora tendo sendo indicado pelo PT por Lula lá atrás, foi um ministro da Supremacorte, que se aproximou de mais de Bolsonaro e também de Andrea Maldonça, só para dar esse contexto. Que outros pontos mais o Alexandre de Morais levanta contra Andrea Maldonça a partir desses relatórios de inteligência? Aliando aqui os relatórios, eles mostram na verdade no papel natuza. Aquilo que nós que temos feito a cobertura da Polícia Federal, temos acompanhado, tem muitos delegados e delegados técnicos. Não tome referindo apenas aqueles que têm cargos de indicação política dentro da estrutura da PF, mas tem alguns delegados técnicos também que viam fazendo essas quejas. E agora a gente vê isso tudo colocado no papel, algo que a gente que acompanhava não sabia que estava registrado. Eles relatam ali a diferença na visão deles, o que eles chamam de standa de probatório. Eles escrevem que era muito fácil conseguir com o ministro Andrea Maldonça uma medida de busca de apreensão ou uma medida mais gravosa contra o senador Everton Rocha, que é do PDT do Maranhão e é da base do Governo Lula, do que contra um ciruno guerreira que, diferentemente ao posição à Lula, era aliado de Bolsonaro e foi alvo de medidas no caso master. Eles também dizem que houve, na investigação do INSS, uma grande pressão para que as investigações fossem direcionadas por Lulinha, Fábio Lulins Nula da Silva, filho do presidente Lula. Eles dizem que aqui cruzando um pouco de apuração com o que está escrito no relatório. Eles delegados dizem que desde o princípio eles avisavam o ministro Andrea Maldonça que eles iriam investigar Lulinha porque havia, sim, em disso, de tráfico de influência, mas que não havia uma relação imediata disso com os desvios no INSS. Então eles apresentaram, segundo contaram, um plano de trabalho pro ministro Andrea Maldonça que dizia assim, vamos priorizar relatar os inquéritos que têm investigados presos porque já tem 29 presos sem nem mesmo ter sido indiciados e eles já estão presos a cerca de 200 dias. Então vamos terminar esses casos e aí abrir as novas investigações contra o Lulinha. Mas aí eles dizem que o ministro Andrea Maldonça, primeiro, eles atribuem a ele, né, a divulgação na imprensa de que a PF teria dito que não tinha homens suficientes para investigar Lulinha. Eles disseram que esse argumento nunca foi com os seus dados e que inclusive Andrea Maldonça no primeiro momento tinha concordado com o plano de trabalho que esses delegados tinham apresentado e aí eles dizem que veio aquela medida que ficou mais conhecida na imprensa em que o ministro Andrea Maldonça solicitou todas as quebras de sigilo do caso do INSS com não só o material bruto mas indexado, ou seja, que permitisse aí ele dar um control F e encontrar o nome de determinadas pessoas e isso foi entregue, aí o país naturalmente a polícia acelerar o caso do Lulinha na visão da polícia e pedir ali no começo de julho a abertura de três inquéritos contra o filho do presidente. Todos eles por suposto crime de tráfico de influência em órgãos do governo. E aqui é bom só fazer um contexto que o pedido da polícia para tratar primeiro dos casos onde havia a gente presa porque o direito prevê isso, né, quando você tem investigado o preso, sem indiciamento precisa priorizar isso, é isso, né? Isso sim, Natuza. Qualquer argumento da polícia nesse plano de trabalho que eles criaram, é que eles tinham que priorizar os investigados presos porque assim é o que a lei processual penal prevê. Tem que cuidar desses casos com pessoas presas antes daquelas possão responder ou serem absolvidas ou culpadas no final do processo. Então essa é justificativa técnica que segundo os policiais eles tinham dado pro André Maldonça mas isso não segundo ele não o contentou. E por fim, Natuza, um ponto que eu destacaria, eles dizem que o ministro relator do caso Master e do caso do NSS estava tendo a abrir aspas um comportamento participativo nas tratativas de colaboração premiada. Fecha aspas com isso, eles querem dizer que o ministro estava tentando interferir no conteúdo das delações e a lei é muito clara sobre a participação dos junhos, né? O junho não participa dos acordos das tratativas de delação premiada, ele recebe o acordo depois de fechado ou com a polícia ou com o ministério público para homologação. É quando ele analisa se o delator prestou os depoimentos polívers pontânea, vontade, se não sofreu coação, pressão, então ele analisa as pectos formais e valida ou não aquela delação. E o que eles estão dizendo é que o ministro gostava de participar adivamente disso. Inclusive, tem um caso específico que eles tratam desses relatórios de inteligência, policiais dizem que a André Mendonça se me escutiu demais na delação de um empresário envolvido com um suspeito de envolvimento com o desvio no INSS, que é o Maurício Camisote. Essa delação tinha chegado a ser fechada com a P.F. depois foi para a PGR e a PGR mandou voltar para trás e refazer o acordo, porque a PGR não tinha concordado com os benefícios que tinham sido oferecidos. E os delegados escrevem no relatório de inteligência, que uma pronúncia teria dito que ele não confiava na PGR e, por essa razão, ele podia aplicar benefícios que não fossem previstos na lei desde que a polícia federal concordasse com isso. E a polícia então escreve, olha, institucionalmente para a P.F. é um risco a gente fazer isso. E eles avisaram então o ministro que eles concordavam como P.F. com a posição da PGR de refazer o acordo. Mas isso foi outro ponto de atrito que, segundo o relatório, deslagradou o ministro. A semana começou na segunda-feira com o ministro André Mendonça levantando o sigilo das mensagens de Vorcaro para a Lechandre de Morais e a gente tomou conhecimento do pedido que ele fez a Polícia Federal, dando a Polícia Federal, 72 horas para entregar tudo que a Polícia tinha em relação ao ministro. Isso já incendiou o Tribunal e o Momento 2 dessa aula. A gente consegue comparar o rito desses pedidos como foi do ministro André Mendonça e como foi o ministro Alexandre de Moraes, ambos apresentaram esses pedidos ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ao ministro Edson Faquim, ou esses pedidos percorreram caminhos distintos. Natusa, ambos apresentaram finalmente o ministro Edson Faquim, os seus pedidos de providente, mas o que a PGR tem entendido no caso do Mendonça, que ele realizou uma investigação sobre o colega dele, Alexandre de Moraes, sem ter tido uma autorização do plenário do Supremo, que é quem teria competência para autorizar essa investigação. Por que eles consideram que houve uma investigação antes dessa autorização? Porque quando André Mendonça pede para a Polícia Federal fazer um relatório sobre as conversas daquele determinado interlocutor, que é o que ele faz para o ministro. Porque quando André Mendonça pede para a Polícia Federal fazer um relatório sobre as conversas daquele determinado interlocutor, que depois anota no papel que é o Alexandre de Moraes com o vorncaro, o ministro André Mendonça não pede apenas um relatório sobre as conversas, mas ele pede que, sobre aquele interlocutor, ou seja, sobre o Moraes, a polícia localiza tudo o que a Polícia Federal de Moraes apelida. É de que, sobre aquele interlocutor, ou seja, sobre o Moraes, a polícia localiza tudo o que havia em todo o material aprendido, que o citasse. Então foi considerado que ali já estava sendo feito uma investigação sobre ele antes de o plenário autorizar. O ministro André Mendonça tem outra visão sobre isso, ele entende que ele fez apenas uma, digamos, uma apuração preliminar para submeter ao presidente da Corte para então ele decidir se leva adiante essa investigação ou não. Essas são as críticas que se fazem a conduta do ministro André Mendonça nesse caso e também por ter levantado o sigilo assim que essas conversas foram divulgadas pela imprensa do que é conhecido aí como vazamento, né? Então isso tudo acirrou os ánimos. No caso do ministro Alexandre de Moraes, Alexandre de Moraes tem sido criticado porque ele utilizou para tomar essa decisão que, na verdade, um pedido de providências para o presidente do Tribunal, aquele inquérito que está aberto desde 2019. O inquérito das fake news, ele sempre investiga ataques, por exemplo, a magistrados da Corte, foi aberto lá em 2019, quando de estófule era presidente da Corte, foi aberto de ofício e desde então ele existe e é utilizado pelo relator Alexandre de Moraes para investigar pessoas que segundo ele estão atacando a Corte. O inquérito das fake news, o inquérito que já gerou muita polêmica, muitas decisões controversas, agora por outro lado ele pega um arrasoado feito já pela Polícia Federal, reúne e encaminha isso pro presidente. Não tem uma produção específica de conteúdo feita a pedido dele, mas ele reúne tudo que a Polícia já tinha produzido naqueles relatórios internos em que ela avaliava risco institucional e entrega isso pro faquim, o que o ministro faquim fez ainda nessa noite. Veio cinco dias, tanto pro Alexandre de Moraes quanto pro André Mendonça, quanto pro Dr. Paulo Goneiro, chefe da PGR, quanto pro Dr. André, chefe da Polícia Federal, prestarem esclarecimentos e informações sobre isso. Agora, quando isso for pra plenário, muito possivelmente você tem dois pedidos de investigação, Alexandre de Moraes pedindo pra André Mendonça ser investigado por suspeitas de quebra de impartialidade, de interferir no trabalho da polícia, e André Mendonça pedindo que Alexandre de Moraes seja investigado por suspeitas de crimes relacionados ao caso do Banco Master. É muito possivelmente o presidente do STF, faquim quando levar isso a plenário, vai ter que levar as duas coisas. Meu querido Torolo, obrigada, é madrugada, e ainda assim você rapidamente topou contar, fazer esse relato do pedido de Alexandre de Moraes, muito obrigada pela participação. Eu que agradeço a Toza, conta comigo. Espero um pouquinho que eu já volto pra falar com a Maria Cristina Fernandes. Maria Cristina foram muitos os adjetivos que eu ouvi em Brasília, apurando pra tentar entender o que foi o dia de hoje, bomba, apocalipse, derretimento, o que momento é esse da Suprema Corte, o que está por trás desse movimento do ministro Alexandre de Moraes? Expedir estigação encaminhado pela ministro Alexandre de Moraes ao gabinete do ministro Edson Faquim, investigação do ministro André Mendonça chega justamente no momento em que o presidente da Corte vinha recebendo sugestões e ideias de como encaminhar uma saída pra essa crise do Suprema. E uma das ideias que chegou ao seu gabinete foi justamente o encerramento do inquérito das Faquim, que seria acoplado ao efetivo encaminhamento do código que conducta que vinha sendo obstruído, por Alexandre de Moraes e pelos seus aliados na Corte, e por outro lado, a devolução daquele relatório, a Polícia Federal, que o ministro Alexandre de Mendonça usou para pedir a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, pela suas relações com o Banquilo Daniel Vorcairo do Master. Então tudo isso só mostra o quanto esse inquérito das Faquiminhos, de fato, se um dia salvo a democracia brasileira acabou por inviabilizar qualquer tentativa de sanear o Suprema Tribunal Federal. E como é que o inquérito das Faquiminhos entra nessa confusão? Pois é, este inquérito das Faquiminhos, que é a base de todas essas acusações de que o Suprema transformou no Tribunal. No Tribunal de Excessão, agora se volta para dentro do próprio Suprema. Está fagocitando o próprio Suprema que agora está sendo usado nessa guerra entre os grupos de poder. Agora, o que está sendo encaminhado é que na vez para desse pedido do ministro Alexandre de Moraes para a investigação do ministro de Mendonça, com o baso das Faquiminhos, na vez para desse pedido o presente do Senado da Vial Columbre, em conversas com colegas, lá no Senado, havia dito que quem estava precisando enfrentar um período em pítima era o ministro de Mendonça. Argumentou-se com o alcolumbre que algo do gênero não teria votos, porque o P.L. não votaria em pítima de um ministro indicado pelo ex-Presente. Isso aí Bolsonaro, ao que da Vial Columbre teria retrocado, teria sim porque isso abriria portas para anulação do inquérito do máster e do NSS, dois inquéritos que atingem diretamente um grande número de parlamentares. Então aí todos os indícios, todos os sinais de que da Vial Columbre e Alexandre de Moraes continuam agindo em dobradinha, e que o objetivo é de fato encerrar esses inquéritos que passariam aí, virariam a página e deixariam de afetar, incomodar e preocupar todos esses políticos com o andamento dessas investigações. Bom, a Bacachia agora está nas mãos do ministro Edson Faquim, que é presidente do Supremo, logo ele que vem tentando baixar a temperatura entre ministros, mas claramente não está sendo bem sucedido nessa. Como é que o Faquim deve agir de agora em diante? A decisão do Faquim de pedir informações, Alexandre Moraes, a André Medonça, PGR e a Polícia Federal, é um pedido que tem validade de cinco dias úteis, ou seja, ele espira na outra sexta-feira uma nit da intenção de ganhar tempo, ver o que vai se produzir no dia 7 de setembro na segunda-feira, e quando os bolsonaristas esperam levar um contingente importante, as ruas para pedir justamente impeachment de ministro do Supremo e ao vejal ministro Alexandre Moraes, que impacto esta manifestação terá sobre o andamento das tratativas hoje em curso no Supremo. No Congresso se aposta que essa manifestação vai morar porque trata-se um feriado prolongado e que não vão conseguir encher a Avenida Paulista, quem são Paulo. A ver, o fato é que o Edson Faquim ganha tempo para tomar uma decisão na sexta-feira quando o quadro estiver mais claro. Agora, o fato é que esta decisão do ministro Alexandre Moraes mostrou que ele só agiu dessa maneira porque avaliou que teria o apoio da maioria da Corte. E quando a gente fala apoio da maioria da Corte, isso passa por ministros que seriam afetados por essa investigação do Master. Então ele parece confiar nessa expectativa e confiar no isolamento do ministro André Mendoza para ter tomado uma atitude assim tão audaciosa. Segundo Moraes, a Polícia Federal encaminhou os relatórios de inteligência onde constavam citações aos ministros da Corte, Gilmar Mendes, de Astóful e Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Nunes Marques, e que foram produzidos a partir da necessidade de documentar. documentar inúmeras irregularidades e ilegalidades praticadas na condução de investigações, operações sem desconto e complar esse zero. Morais apontou que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações que de acordo com os relatórios houve quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos. Essa decisão do ministro Alexandre Morais mostra uma coisa nas entrelinhas, que ele já tem maioria no plenário. Basta a gente olhar o rol dos ministros que, segundo ele, estão sendo investigados, atacados na ação do colega André Mendonça. Como a gente falou aqui, ele citou o decano de Marmêndez, ele próprio, ele citou o ministro Luis Fux, de Astófili, Nunes Marx. Além disso, a gente sabe que há outros ministros próximos de Alexandre Morais. Sempre se fala do ministro Dino, então num plenário de 10 pessoas isso mostra uma maioria. Muita coisa a gente tá nas mãos do ministro Edson Faquim, que atitude ele tomará de Alexandre desse caso. Todo aquele encaminhamento que ele tava dando na busca de uma saída foi atropelado pelo ministro Alexandre Morais. Nesta quinta-feira, o ministro ouviu de um colega que um estava a agir que só um poder é capaz de conter o outro, apelando com isso que ele tomasse e fosse enégico na solução. Bem, o poder do Alexandre Morais está se mostrando absolutamente desmedido a ver se, se ele, de fato, tem uma poeda, a maioria como o ministro Edson Faquim se valerá de poderes para enfrentar esta situação que foi colocada pelo ministro Alexandre Morais. Maria Cristina, agora para a gente encerrar, eu quero te ouvir sobre algo muito importante nesta esquina histórica, vamos dizer assim que o país está dobrando. A eleição para a presidencia da República não dá para ignorar esse elemento no meio dessa confusão toda. Qual é o impacto disso dessa crise nas eleições na tua avaliação? Acho que a gente deve registrar que, na mesma noite em que se divulgou esse pedido do Morais para a investigação do Mendonça, o presidente Lula havia solcado um vídeo em que pedia uma puração rigorosa dos fatos. O presidente Lula se manifestou hoje pela primeira vez sobre a crise no STF. Diante da gravidade do momento, o povo faz o ler e espera que o presidente é da sua prima curte e a procurar direjional da República lidera um processo que garanta a integridade e a confiança da investigação. A democracia precisa de instituições forte de repetidas. Fica claro que o nosso sistema político e judiciário precisam de revolver para a fundo. Um vídeo bastante contundente em que o presidente buscava se distanciar de toda essa confusão no supremo exigindo que todos fossem investigados aí na letra da lei. Isso acontece em uma campanha em que o presidente, naturalmente, pelo papel que Alexandre Morais teve no inquérito do golpe, o presidente se aproximou muito do Morais ao longo do seu deste mandato. E isso é identificado, pelo eleitou, é identificado pela população, o presidente ainda cometeu o discurso e os gigantescos com esse de comparecer a um jantar na casa da Alexandre Morais em que foi selada e uma reconcilhação como ao columbre. No Congresso, o presidente do Senado da Bialcolumbre do União Brasil já deixou claro que não pretende abrir o processo de impeachment do ministro Alexandre de Morais. Ele respondeu assim aos senadores que cobravam um andamento do processo. Todo mundo esqueceu que pedir o 130 milhões para mesmo as pessoas para fazer um filme. E agora o culpado só é o ministro Alexandre Morais. Uma reconcilhação que poderia ter citado no gabinete da presidência da República e não na casa do ministro Alexandre Morais. O fato é que agora o Lula está precisando sim se distanciar do supremo, se distanciar do ministro Alexandre Morais a ver se ele vai conseguir. Este caso, o Master e os desdobramentos e invasamentos recorrentes que a Polícia Federal tem produzido e os advogados do caso também mostram que, pessoalmente, a candidatura mais afetada é a do candidato do PL, Flav Bolsonaro, que pediu diretamente dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para, supostamente, financiar esse filme do pai, recursos que a cada dia a gente fica sabendo que são mais elevados do que se pensava. Então, a investigação em si tem potencial de atingir mais a candidatura Flav Bolsonaro, mas é circunstâncias e as alianças tecidas e traçadas ao longo deste governo entre o executivo e o Supremo acabam entrelaçando o presidente Lula em toda essa trama. Então, é isso que a gente vai assistir na tusa, uma campanha que o presidente está fazendo de tudo para ser impactada pelos fatos da vida real, pela escala 6 por 1, pela peca da segurança, pela redução da fila DNSS, de 45 para 30 dias, da taxa das brusinhas que vai continuar a suspensa, mas o fato é que este inquérito do Master e esta crise no Supremo acabam por pautar, digamos, assim, o noticiário e isso predispõe um morro de rejeição no eleitorado. A quem o eleitorado vai rejeitar mais em função da enchente de informações e de cobertura sobre esse caso. O presidente Lula, ou senador Flav Bolsonaro, é essa resposta que vai determinar o resultado das lições. Maria Cristina, muito obrigada pelo esforço de encontrar a sentido nesse dia tão confuso para todos nós, bom trabalho para você. Este foi o assunto podcast diário disponível no G1, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do assunto estão Luis Philippe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliane Morett, Stefani Nascimento, Marquantoni Martins e Tomé Grane, eu sou Ana do Zanéri e fico por aqui até o próximo assunto.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O ministro Alexandre de Morais solicitou uma investigação contra o colega André Mendonça, fundamentada em relatórios da Polícia Federal que apontam supostas irregularidades na condução das investigações sobre o Banco Master e o INSS.
  2. Os relatórios revelam que Mendonça teria direcionado a investigação exclusivamente contra Alexandre de Morais, ignorando outros ministros e alvos, e teria promovido comportamentos atípicos, como reuniões presenciais com delegados para pedir relatórios sem assinatura formal.
  3. A crise entre os ministros gera uma situação inédita e grave no STF, colocando em risco a integridade institucional, com possíveis interferências políticas, pressão popular e o risco de processo de responsabilidade contra magistrados, especialmente no contexto das eleições.

Summary:

A crise no Supremo Tribunal Federal atingiu um novo patamar com a ação do ministro Alexandre de Morais, que pediu investigação contra o colega André Mendonça com base em relatórios internos da Polícia Federal. Esses documentos apontam comportamentos suspeitos, como a direção seletiva da investigação, a realização de reuniões presenciais sem assinatura formal e a exclusão de outros ministros, incluindo figuras como Luiz Fux, Gilmar Mendes e Nunes Marques. A ação de Morais é vista como uma tentativa de atuar com base em supostas violações de imparcialidade e abuso de poder, enquanto Mendonça reage com acusações de que a investigação foi iniciada sem autorização do plenário.

A situação se aprofunda no contexto das eleições, com a possibilidade de envolvimento de políticos, como o senador Flavio Bolsonaro, por meio de conexões com o banqueiro Daniel Vorkaro. A presidente da Corte, Edson Fachin, pediu esclarecimentos a todos os envolvidos em cinco dias úteis, mas a tensão entre os ministros já está colhendo repercussão política e social. O caso enfatiza a fragilidade das instituições judiciais diante de conflitos internos, com o risco de que a crise se transforme em um processo político maior, afetando a credibilidade da Justiça e provocando rejeição entre eleitores.

A crise ocorre em meio à campanha eleitoral, onde o presidente Lula busca se distanciar dos envolvidos e reforçar a legitimidade do sistema, enquanto a cobertura midiática intensifica a polarização e a expectativa de mudanças profundas em um dos poderes mais centrais do Brasil.

FAQs

A crise envolve um conflito entre os ministros Alexandre de Morais e André Mendonça, com acusações de abuso de autoridade, interferência nas investigações e direcionamento de inquéritos, gerando uma tensão interna inédita na Corte.

O ministro Alexandre de Morais alegou que há indícios de abuso de autoridade, quebra da impartialidade judicial e favorecimento a grupos políticos, com base em relatórios da Polícia Federal sobre convivência e ordens emitidas por Mendonça.

Os indícios incluem a entrega de ordens por escrito sem assinatura, pressa nas operações de busca, direcionamento de investigações para alvos específicos e participação ativa nas delações premiadas, o que levou a preocupações com interferência no trabalho da polícia.

Os relatórios apontam que o ministro André Mendonça pediu especificamente um relatório sobre Alexandre de Morais, ignorando outros ministros, e que houve pressão para que investigações fossem direcionadas a políticos pró-Bolsonaro.

O inquérito das Fake News, que já existe há anos, foi usado por Alexandre de Morais para investigar acusações contra membros da Corte, sendo agora aplicado para apurar ações do ministro André Mendonça, gerando críticas por ampliação e uso desproporcional.

Edson Faquim pediu esclarecimentos a todos os envolvidos — Alexandre de Morais, André Mendonça, a PGR e a Polícia Federal — em cinco dias úteis, com o objetivo de analisar os fatos antes de decidir sobre a continuidade ou suspensão das investigações.

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