Go back

O caminho da sustentabilidade no agronegócio

26m 8s

O caminho da sustentabilidade no agronegócio

Pamela Moreira, diretora de sustentabilidade da Bungi para América do Sul, discute as práticas sustentáveis da empresa, que atua na produção de grãos, oleaginosas e ingredientes alimentares no Brasil. A empresa promove a agricultura sustentável, buscando eliminar desmatamento, incentivar a agricultura regenerativa e adotar energia renovável em sua cadeia de valor. A Bungi tem programas como "Sóia Recicla" para logística reversa de óleo de cozinha e promove a reciclagem de embalagens. Além disso, a empresa investe em agricultura regenerativa, busca reduzir as emissões de carbono e incentiva a adoção de práticas sustentáveis pelos produtores. A Bungi visa alinhar suas operações com os padrões da agenda SG, promovendo a sustentabilidade em suas atividades e impactando positivamente o setor agrícola no Brasil.

Transcription

4357 Words, 25901 Characters

Sebeine sustentabilidade, composana jantobá. O 8 é só tudo bem, o Sebeine sustentabilidade de hoje fala sobre a Agenda S e Geno Agro. Eu converse com a Pamela Moreira, ela é direitura de sustentabilidade da Bungi para América do Sul. A Bungi é uma das grandes empresas globais do Agro Negócio e também atua na produção de ingredientes alimentares. Pamela, é que prazer de receber aqui no Sebeine sustentabilidade, tudo bem com você? Oi Rosana, tudo bem? Prazer é meu, obrigado pelo convite. Já vamos começar falando do nome, porque muita gente chama de Bungi e outros chamam de Bungi, mas conta pra gente um pouco da trajetória dessa grande empresa. A Bungi é uma empresa de trade, de grãos e olhadinosas. Hoje quando a gente pensa na cadeia da agro economia, a Bungi está em uma posição central onde a gente compra grãos, a gente origina grãos, processa essas olhadinosas e transforma em alimentos tanto para ingredientes, no tricão animal, o alimento em si e também combustíveis essenciais que a gente tem. Então ela não lida diretamente apenas com outras empresas, ela também lida com o consumidor, não é apenas B2B como se fala no jargão, mas também B2C. Também, ela também, através do nosso olho soya, olhe de soja, olhe de ir à soa. Quando você analisa a agricultura no Brasil como um todo, qual é a sua avaliação como pleiro do setor, sobre o grau de sustentabilidade da agricultura brasileira? Primeiro é que a agricultura do Brasil é uma agricultura sustentável, e hoje quando a gente olha a prática que os nossos produtores já adotam como o plantio direto que já faz parte da agricultura no Brasil, ela é uma agricultura sustentável. E hoje a gente tem uma oportunidade de crescer essa agricultura de forma ainda mais sustentável através da expansão sobre áreas degradadas. Hoje a rotação de cultura também já é uma prática sustentável que os produtores já adotam como a gente incentiva e aumenta essa rotação de novas culturas e a gente vê que os nossos produtores eles são muito abertos a isso. Que bom, né? Porque a gente precisa também, para me la comunicar melhor as iniciativas do agro. Muita gente pensa que o agro é vilão do meio ambiente, claro que existe uma parte do agro e está realmente descompromissado com as melhores práticas SG, mas a grande maioria dos produtores hoje entende que sem o alinhamento à agenda SG é um tiro no pé, compromete a própria sobrevivência da atividade agrícola, né? Exatamente. Como é que você tem notado essa evolução no Brasil, interesse dos produtores por essa adequação às melhores práticas SG? Acho que nos últimos anos, principalmente olhando muito da perspectiva da BUN e a BUN, ela assumiu a dez anos atrás, assumiu compromisso de eliminar o desmatamento nas suas cadeias, né? Desmatamento e a conversão nas suas cadeias. E acho que um ponto principal da estratégia que ela teve foi de dar muita clareza para os produtores, né? Que tão dentro da nossa cadeia e justamente está junto com eles para eles entenderem, se adaptarem as políticas que a BUN e assumiu e vêm nessa jornada ao longo dos anos. E eu acho que cada vez mais, né? E o papel da BUN e assim como outras empresas que têm compromissos é justamente a gente comunicar os produtores. Existe um veículo de comunicação muito importante para esses produtores, porque a gente que está comprando a soja deles é a gente que está comprando os grãos deles. Eu vejo que sim, ouvi uma mudança, ouvi uma atenção muito maior, as demandas que a gente tem em relação a esses produtores e eles realmente, de fato, tão, mas atentos, tão abertos, eles querem ouvir, eles querem entender qual é o diferencial, se você tem a oportunidade de uma certificação, se isso vai gerar algum diferencial para ele, na comercialização da comédia dele, eu vejo um cenário muito positivo, um movimento muito positivo. Você menciona o compromisso de liminar o desmatamento e também a conversão de vegetação nativa em terras agricultáveis, nas cadeias de valor, é uma meta que vocês assumiram para cumprir até 2025, né, cadeias livres de desmatamento. É algo ambicioso, ainda mais quando a gente olha o panorama no Brasil, em que existe ainda muita pressão pela expansão agrícola, mudanças do uso da terra, o desafio do monitoramento, embora a gente tem um arcaboço muito robusto para rastrear, ainda é algo muito difícil. Então queria que você citasse para a gente qual é o plano de ação, de que maneira esses produtores participam para garantir que todas essas metas sejam cumpridas. A Bunga ela sumiu um compromisso de liminar o desmatamento na cadeia em 2015. É uma jornada de 10 anos e uma parte central da nossa estratégia é a rastreabilidade dentro da nossa cadeia. Então, em todo esse tempo, a gente vem trabalhando justamente para ter a rastreabilidade, para entender quais são as áreas, onde a gente está originando, quem são essas fazendas, o engajamento através do carro, e parametrizando os nossos sistemas justamente para que através do cruzamento de informações a gente consiga saber exatamente da onde aquele produtor ele está vindo. Hoje, quando a gente rastreia essas áreas, a gente também monitora elas para entender, né, a gente cruza com dados bases públicas, mas também a gente monitora essas áreas para entender justamente se está tendo a mudança do solo e poder fazer um engajamento direto com um produtor no caso, né, de alinhamento ou com relação às nossas políticas. Agora, põe-me-la, a gente nota que mais do que um imperativo ético e moral, a gente está falando de uma questão mesmo de regulamentação, sobretudo quando a gente pensa em cadeias de valor internacionais, em que as exigências por um alinhamento à agenda SG são cada vez maiores, né, como é que vocês enxergam toda essa pressão, toda essa restrição que vem de fora para que a gente se alinhe as práticas aqui no nosso país. Eu acho que a palavra pode ser restrição, mas isso também é muita oportunidade por um outro lado, eu acho que a sustentabilidade ela vem e ainda mais dentro do nosso negócio, ela vem remodelando a forma como a gente faz negócio, tanto que os nossos produtores como os nossos clientes, né, eu falei, a gente está numa posição central na cadeia e a gente tem a capacidade tanto de capacidade e acho que é oportunidade, né, de conectar essas duas demandas e essa mudança, né, que a gente tem tanto na forma como se consome ou novas regulamentações para atender a demanda dos nossos clientes e regulamentação dos destinos onde a gente está atuando, mas também para trazer novas oportunidades para os produtores dando junto com eles, instrumentalizando eles, engajando eles, né, no que a gente vê para futura. Ou seja, está falando para mim da questão do poder de influência e da capilaridade, né, da forma como você acessa esses produtores, uma coisa que eu quero destacar, uma grande iniciativa da Bungue, é a promoção da agricultura regenerativa no Brasil, só para ilucidar aqui para os nossos ouvintes, gente, a agricultura regenerativa, é aquela que é feita para melhorar a qualidade do solo, a retenção de água, o uso mais eficiente de insumos e de energia e a captura de carbono no solo, a fixação do carbono, que é muito importante para a gente reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Conta para mim como é que se estão estruturados para implementação da agricultura regenerativa e de que maneira se manejam mais sustentável está impactando os resultados da companhia. A Bungue tem um programa de agricultura regenerativa lançado em 2023, a gente fez um piloto, justamente para entender quais eram as práticas que os nossos produtores já tinham implementadas de agricultura regenerativa e aonde existe espaço para a gente engajar eles, para a gente incentivar eles numa mudança justamente para aumentar a captura do solo, reduzir as emissões. E foi aí que a gente lançou o nosso programa de agricultura regenerativa, hoje a gente tem 345 mil hectares engajados do nosso programa, é um programa que a gente conta, a gente sabe que são esforços coletivos, a gente conta com uma série de parceiros dentro do nosso programa e incluem tanto um ecossistema de parceiros digitais, que são novas agratéxas, como por exemplo uma empresa de agricultura digital, agricultura de precisão, uma estrutura de MRV, para a gente poder fazer o gerenciamento desses dados, a gente tem a origem, que é uma John Vent, de Abunguia, o PL, e aonde a gente oferece uma assistência técnica personalizada para esses produtores, poderem fazer a mudança dessas práticas e incentivos, a gente conecta também com clientes que estão interessados e confiaram na gente nessa jornada, junto com a gente, estão incentivando esses produtores através do incentivo financeiro para eles poderem, de fato, implementar essas recomendações que estão sendo feitas nas fazendas deles. Se tem notado uma desão maior interesse dos produtores pela agricultura regenerativa, ou eles ainda alegam que precisam de um maior investimento, que é algo trabalhoso, que como está funcionando bem, deixa como está. A gente tem muito interesse dos nossos produtores em participar em do programa, eu acho que Abunguia tem uma relação muito forte de confiança com os produtores que estão dentro da cadeia. Então, quando a gente fala de uma rotação de cultura, a gente também acredita que a gente está trazendo novas oportunidades para eles, então a gente tem essa relação de confiança e eles, de fato, tem se engajado muito nas nossas iniciativas. Vamos falar um pouco da questão das emissões dos copo 3, na cadeia de fornecedores, nos prestadores, que são as emissões muito mais difíceis de controlar o que é aquelas nas operações internas. A gente nota que para isso é preciso que ajam o engajamento maior dos fornecedores, dos agricultores e revendedores, como é que vocês estão fazendo para colocar todo o mundo ali na mesma página, todo mundo respirar e ler a mesma cartilha sg da Bungue. Hoje a gente de fato tem uma meta para reduzir o nosso escopo 3 em 12% até 2030. A nossa estratégia de liminar o desmatamento da nossa cadeia é uma parte central dessa estratégia, aonde de fato a gente eliminar a mudança de uso do solo na nossa cadeia, tanto para compras diretas quanto para compras indiretas, ela é fundamental. Além da iniciativa de agricultura regenerativa, quando a gente fala da cadeia de indiretos, realmente isso é um desafio, porque a gente sempre tem um revendedor, a gente tem uma cooperativa, que está fazendo essa intermediação, então a Bungue, em 2020, ela lançou um programa que se chama Parceria Sustentável. Aonde, justamente, a gente ajudeu, falei um pouco de capacitar para os revendedores, a gente também vai no mesmo sentido. A gente criou um programa que se chama Parceria Sustentável, aonde a gente compartilha a ferramentas, uma plataforma que se chama Lira, de um parceiro que se chama Vega, monitoramento, justamente, eu não quero que eu ter que fazer o controle do endireto, ele me passar a sensibilidade. A gente instrumentaliza ele, a gente ajuda ele, a gente dá o sistema para ele fazer a gestão da cadeia de suprimentos dele, e dessa forma, a gente garante o alinhamento com as nossas políticas. Mas há uma fiscalização algo auditável para saber se ele está realmente fazendo a lição de casa. 100% auditável, a própria plataforma é 100% parametrizada e auditada para garantir todo o alinhamento com as nossas políticas. Em relações de questões sociobentais, mas também com relação ao desmatamento. Você já comentou um pouco aqui sobre a questão da soja, né? Eu vi um anúncio e vocês divulgaram que alcançaram 100% de rastreabilidade de grão de soja, inclusive, no Cerrado Brasileiro, que é uma façanha e tanto. Então, como é que isso foi possível contar aqui que eu tô super curiosa? Eu acho que é principalmente no Cerrado Brasileiro, porque é um lugar de atuação. E realmente, eu acho que é onde a gente concentra os nossos esforços para eliminar o desmatamento na nossa cadeia, e foi através do parceria sustentável. Então, a Bunga, ela tomou uma decisão 10 anos atrás e dentro dessa decisão, uma das principais iniciativas que a gente tem, justamente, parceria sustentável. Hoje, a gente não origina só se a gente não tiver a rastreabilidade dos nossos produtores e eles sabem disso. Isso é muito claro, isso é comunicado e a gente vem comunicando e é a mesma coisa dos nossos indiretos. Hoje, os nossos indiretos eles podem de forma voluntária fazer a rastreabilidade para a gente, mas, principalmente, a gente incentiva a utilização da nossa plataforma para que eles mesmo façam a gestão da cadeia de suplementos deles. Todas essas iniciativas que você tá trazendo, elas só foram possíveis de se implementadas, porque eu vou fenômeno aí que tomou conta do campo e foi a digitalização. De que maneira vocês da Bunga contribuem para tornar esse ambiente digital, a cada vez mais acessível e mais pujante no agronegócio brasileiro. A gente tem uma série de iniciativas entre elas. Hoje, a Bunga tem a Bunga Ventures, onde, de fato, a gente investe em empresas insuentes focadas no agronegócio. Como, por exemplo, eu falei, comentei a X-Farm, que é uma empresa de agricultura de precisão. Aonde, em pensando no contexto de nosso projeto de agricultura regenerativa, ela faz a coleta de dados. Ela está ali, junto com os produtores, ligado às suas máquinas, aonde os produtores podem fazer a gestão das fazendas deles através dessa ferramenta. Que é super importante quando a gente fala de redução de emissões, de gestão. - Tem que misturar. - Tem que misturar. - Tem que misturar. - Tem que misturar. - Tem que misturar. - Tem que misturar. - Tem que misturar. - Exatamente. - E toda a tecnologia de monitoramento que a gente tem desenvolvido, entre muitas outras iniciativas que a gente tem, recentemente, a gente anunciou uma parceria com a CPFUDs. A gente já tem raciabilidade da nossa sódio, mas através de um Tolkien, de uma tecnologia de blockchain, a gente consegue compartilhar isso na nossa cadeia de suprimentos, então a gente está conectando. É a forma como a gente origina com o nosso cliente dando essa visibilidade para eles e a gente tem muitas iniciativas. É importantíssimo essa disponibilidade em compartilhar os bons resultados, né? Sim, é fundamental. E como eu falei, a gente está na posição central, então isso traz muitas oportunidades. São desafios, são também oportunidades que a gente enxerga que existem hoje. E o papel da bungue no fomento a agricultura familiar no Brasil, que tem um peso muito importante. Sim, hoje a gente faz o fomento da agricultura familiar, eu acho que tem uma questão muito focada na manutenção do nosso sello combustível social, mas também. Hoje a gente tem uma grande parceria com a fundação bungue, aonde a gente desdobra a nossa iniciativa de agricultura regenerativa, focada em pequenos agricultores e em agricultura familiar, e também assentados. Hoje a gente já tem 12 mil hectares dentro do programa, então 42 participantes, e é muito focado em. desenvolver práticas de agricultura regenerativa nesses pequenos produtores. Muito interessante se forados a sentamentos, que é uma parcela e do agro. Foricamente marginalizada, né? E vocês vêm. A gente tem toda essa equidade, a gente tem toda essa equidade, a gente trabalha muito próximo deles via a fundação, porque a gente tem de que a fundação. Ela traz um olhar social, ela traz um olhar importante, a bunguele é uma empresa de grandes volumes, quando você quer granularizar, você precisa de um olhar diferencial, como você impacta o território, como você realmente dá o suporte, não é só original, um greu, como você suporta, aquele produtor, aquele assentado, para que ele possa participar dessa cadeia. Com certeza, queria falar um pouco sobre a questão do crédito rural aqui no nosso país que infelizmente não é para todos, mas vocês desenvolveram a fim-crop, que é uma fintech que conecta crédito rural e novação e SG, primeiramente qual foi a motivação da bungue para criar uma fintech própria, em vez de, por exemplo, firmar parcerias com bancos e instituições financeiras que já existem. A bungue, historicamente, ela já vem financiando produtores que estão dentro da nossa cadeia, mas a fim-crop, ela vem justamente para fazer essa conexão, para ajudar a bungue a fazer essa conexão, da oferta de crédito que a gente tem com os nossos produtores. Foi aí que surgiu essa ideia de criação da fim-crop e dentro dela, a gente chama a gente tem uma estere, onde, de fato, os critérios de SG são muito importantes para que o produtor ele obtém esse crédito. Ou seja, eu quero um crédito aí de vocês, tudo bem, maravilha, mas eu preciso atender a uma série de requisitos dos três pilares da agenda, o social, ambiental e governância. - Exato. - Sem isso nada a feita. - E você tem notado que realmente existe uma avanço nesse sentido, a procura, pelo alinhamento, exatamente para ter esse tipo de benefício? - Eu sinto. Eu acho que ainda a gente precisa de mais incentivos, mas, com certeza, a gente sente um movimento muito positivo. Pâmila, a questão do uso da energia renovável no Brasil, a gente está na meca da produção. É ólica, solar, muito investimento também para ver se a gente deslanche o hidrogênio verde, que é o combustível do futuro. Como é que vocês estão alinhados essa questão da matriz energética no Brasil renovável? Quando a gente fala de descarbonização, a gente está tuando em várias frentes. Tento agricultura regenerativa, mas que também se conecta muito com a produção de elégionosas para a produção de biocombustíveis. Então, quando a gente olha uma das práticas que a gente tem dentro do nosso programa de agricultura regenerativa, justamente é o fomento de novas sementes com o alto índice de óleo, né? - Eu massa, então, né? Exatamente como, por exemplo, uma canola, uma mamona, uma camelina, então a gente incentiva a rotação de cultura, olhando para sementes que a gente pode direcionar para o mercado de combustível, de biocombustível, com o alto teolo de óleo, justamente pensando nessa transição energética e aproveitar essas oportunidades. E é um mundo maravilhoso que se abre, por exemplo, para a produção dos safes, que é o combustível sustentável de aviação. Então, por exemplo, tu tive que fazer uma matéria em que a gente falava da macauba, uma palmeira que está se desenvolvendo cada vez mais aqui no Brasil para a produção do safi. E parece que canola também já é direcionada para esse tipo de combustível. Ou seja, por meio da inovação, já tenho encontrado uma série de alternativas, né, para a gente fomentar o uso energê renovável aqui no país. Exato. Essas sementes, essas olhadias dinosas, elas têm baixa intensidade de carbono, né, por isso que elas são realmente tão atrativas para a produção de biocombustível. Isso é um versátil, né, que você pode usar tanto na cozinha quanto para abastecer o tanque de um aeronave. Exato, né, mas existe toda uma preocupação, né, do crescimento sustentável, né, para não competir com um alimento, então esse ponto é muito importante. E a questão de economia circular falando de gerenciamento de resíduos, como é que se estão? A bom que tem um programa, né, que se chama "Sóia Recicla", esse é um dos maiores programas que a gente tem aqui no Brasil, né, de logística reversa. Então, a gente faz toda a logística reversa do óleo de cozinhosado, né, que a gente chama de uco, que é o ursco, quem olha o óleo de cozinhosado. A gente precisa que tem maiores pontos de coleta no Brasil, onde, né, as famílias podem trazer, os consumidores podem trazer e entregar o seu óleo. - No pontos de coleta? - No pontos de coleta em supermercados, em vários lugares. E a gente tem também um programa de reciclagem, né, de embalagens, né, usadas. E, no último ano, né, através da redução do peso das nossas embalagens, a gente conseguiu reduzir 2,5 mil toneladas ao ano, né, de plástico que a gente usa nas nossas embalagens. Isso é maravilhoso, né, porque é um detalhe que faz a maior diferença e está por meio da novação, você consegue ali um produto muito mais sustentável. Falando de diversidade, equidade e inclusão, você é a prova viva de que a Bunga está comprometida com a equidade de gênero, né? Uma mulher na alta liderança, mas como é que essa representatividade na empresa como um todo, considerando que no Brasil as mulheres estão bem representadas na base corporativa, mas quando a gente vai ascendendo, olhando os cargos de diretoria e a gerência, e até mesmo no conselho, essa representatividade feminina só cai. A Bunga está numa jornada, ela tem hoje um comite global de inclusão e pertencimento, né? Esse comite global, ele é desdobrado em comites regionais, eu faço parte desse comitei aqui na região, né, da América do Sul. E dentro dele, a gente tem uma série de iniciativas que são focadas para a inclusão, que envolve eventos, que envolve influência, né? Como você influencia os nossos colaboradores, participação em foros, né, como por exemplo, a parada que a gente teve, esse ano já na Vinda Paulista, entre muitos outros que a gente tem dentro da Bunga. Uma questão muito importante, muito aventada hoje no agro, o pâmila é a questão da mudança climática, na emergência climática, de que maneiros eventos climáticos extremos estão impactando o cultivo, né? E eu tenho dado aqui, que metade dos cultivos brasileiros será impactada por conta desses eventos, a necessidade, por exemplo, de se mudar localização de uma determinada fazenda para uma produção de café, por exemplo, que vai necessitar diárias com mais maior altitude. Como é que vocês lido com esse elemento, da mudança climática, atravessando os negócios da Bunga? Hoje, a gente tem nossas metas de redução dos copo 1, 2, 3, acho que justamente para a gente poder reduzir os impactos da nossa operação nas mudanças climáticas, mas também as iniciativas de agricultura regenerativa, a eliminação dos matamentos no nosso cadeia, justamente, olhando, né, com o objetivo de como a gente reduz o impacto da nossa operação, nas mudanças climáticas. Hoje, qualquer decisão que a Bunga faz de investimento, ela analisa e entende qual o impacto que ela vai ter na região, na região que ela está atuando. Então, existe uma governança muito grande em relação a isso, dentro de toda a nossa operação. A gente está com um grande desafio, segundo a ONU, de aumentar a produção de alimentos em 70% para dar conta do crescimento populacional, né, que agora está ele em torno de 8b. Mas em 2050, vai ser, a ultrapassa 9b, chegar em salva, 10 bilhões, é grande a nossa responsabilidade para alimentar o mundo, né. Acho que a Bunga deve imaginar de que maneira ela pode se fortalecer cada vez mais para compre essa missão. Sim, nesse sentido, a expansão sustentável é fundamental. Você enxerga a empresa daqui a um tempo de que maneira? Qual é o horizonte que você tem de 5, 10 anos para a Bunga, e nessa trajetória da sustentabilidade? Eu vejo a Bunga, achei como ela está hoje, né, puxando setoras quando a gente olha o tamanho que a Bunga tem, a gente também tem uma responsabilidade em relação ao setor. Eu acho que a gente tem a responsabilidade de liderar o setor, de puxar o setor, pelo impacto que a gente tem nas nossas operações. Então, quando a gente pensa onde a Bunga está daqui 5, 10 anos eu vejo realmente conectando as cadeias, né, gerando engajamentos, trazendo novas oportunidades para os nossos produtores e conectando mercados. Né, tanto para biocombochível, como para o mercado de alimentos e alimentação animal. Eu vejo, né, Pamela, que você não toma apenas centrados no negócio em si, mas, realmente, ver toda o setor, toda a cadeia, cada vez mais alinhada, né? Que, se não há, de fato, engajamento de todos os player, eles não têm como você promover a sustentabilidade em grande escala. Exato, isso é uma jornada coletiva, com certeza. E tem sido prazerosa para você, né, imagina como mulher, muito, quando dá cadeia do agro, que não é comum ainda no país, a gente tem notado que está crescendo, mas ainda é um ambiente majoritaramente masculino. Não, tem sido muito, eu to a 14 anos na Bunga e tem sido uma jornada muito, muito motivadora e, principalmente, área de sustentabilidade. Dentro da Bunga, que valoriza muito essas iniciativas. Por que que a Bunga resolveu trilhar esse caminho a SG? Porque a gente entende que isso faz parte do negócio, essa tentabilidade na Bunga é parte do negócio. Ela cria novas oportunidades e ela direciona a forma como a gente faz o negócio. Muito mais do que o imperativo, o regulatório, né? Muito mais. Ela cria novas oportunidades. Quero te agradecer mensamente pela sua participação aqui do CB no sustentabilidade, já te convidado para uma próxima oportunidade para a gente falar do agro brasileiro, dessa pujança toda e da presença feminina no agro. Eu que te agradeço pela oportunidade. E as mulheres estão dando um sol, gente, no campo, né? Porque nós somos mais resilientes, conciliadoras, flexíveis, temos uma visão sistêmica mais zamba do que as dos homens, pluralidade de pensamentos, escutativa, empatia. Todas essas soft skills, né? São aquelas características comportamentais que ajudam muito nesse mundo que a gente vive de emergência climática. Pâmila, um beijo para você até uma próxima. Porque agradeço, um beijo. Eu conversei com a Pâmila Moreira, direitura de sustentabilidade da Bungue para América do Sul. Além de ter acesso a conteúdo pelo YouTube, você também contra essa entrevista no site, no aplicativo da CBN, ou na sua plataforma preferida. Colaboraram comigo aqui nos CBN, sustentabilidade. Minha linda produtora, Ana Luisa Beça, nos trabalhos técnicos, o Adriano Bernardino e o Kaon Felipe, e na edição Rafael Furuja. Um beijo para você, até semana que vem. Sustentabilidade, composana jantabá.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Pamela Moreira, diretora de sustentabilidade da Bungi para América do Sul, fala sobre a empresa e suas práticas sustentáveis.
  2. A Bungi atua na produção de grãos, oleaginosas e ingredientes alimentares, promovendo a agricultura sustentável no Brasil.
  3. A empresa tem iniciativas para eliminar desmatamento, promover a agricultura regenerativa, e adotar energia renovável em sua cadeia de valor.

Summary:

Pamela Moreira, diretora de sustentabilidade da Bungi para América do Sul, discute as práticas sustentáveis da empresa, que atua na produção de grãos, oleaginosas e ingredientes alimentares no Brasil. A empresa promove a agricultura sustentável, buscando eliminar desmatamento, incentivar a agricultura regenerativa e adotar energia renovável em sua cadeia de valor. A Bungi tem programas como "Sóia Recicla" para logística reversa de óleo de cozinha e promove a reciclagem de embalagens.

Além disso, a empresa investe em agricultura regenerativa, busca reduzir as emissões de carbono e incentiva a adoção de práticas sustentáveis pelos produtores. A Bungi visa alinhar suas operações com os padrões da agenda SG, promovendo a sustentabilidade em suas atividades e impactando positivamente o setor agrícola no Brasil.

FAQs

A Bungi é uma empresa global do Agronegócio que atua na produção de ingredientes alimentares e grãos. Ela está envolvida na compra, originação e processamento de grãos, além de transformar em alimentos e combustíveis essenciais.

A Bungi considera a agricultura brasileira como sustentável, destacando práticas como o plantio direto e a rotação de culturas como exemplos de sustentabilidade no setor.

A meta da Bungi é alcançar cadeias livres de desmatamento até 2025, com foco na rastreabilidade e monitoramento constante para garantir o cumprimento dessa meta.

A Bungi lançou um programa de agricultura regenerativa, com 345 mil hectares engajados. Eles contam com parceiros digitais, assistência técnica personalizada e incentivos financeiros para os produtores adotarem práticas sustentáveis.

A Bungi tem uma meta de reduzir suas emissões do escopo 3 em 12% até 2030. Através do programa Parceria Sustentável, eles capacitam e monitoram os fornecedores para garantir o alinhamento com as políticas de sustentabilidade da empresa.

A Bungi incentiva a produção de biocombustíveis por meio de práticas como agricultura regenerativa e o fomento de sementes com alto teor de óleo. Eles buscam alternativas sustentáveis, como o uso de sementes de canola e macaúba para combustíveis renováveis.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.