A autoestima vai além da autoimagem, influenciando como nos relacionamos e o amor que acreditamos merecer. Sinais de baixa autoestima incluem priorizar a opinião alheia, reprimir desejos e adotar papéis de excessiva compreensão nos relacionamentos. Para combatê-la, é essencial definir nossa identidade e estabelecer limites, evitando internalizar críticas. Emoções como insegurança devem ser tratadas como partes temporárias, não como traços permanentes, exigindo autocompaixão. Além disso, diferenciar ações generosas das motivadas por medo—como medo de abandono ou necessidade de controle—é vital; atitudes genuínas partem de desejos autênticos, enquanto as baseadas em insegurança levam a frustração e dinâmicas manipulativas. Reconhecer e expressar desejos, apesar do medo de rejeição, é um passo crucial para relações mais saudáveis e alinhadas com quem realmente somos.
A minha definição favorita de Autochima não caberista empada numa garrafa vendo na boca do caixa. Muito menos serviria como eslogo a gente campanha sobre mulheres se acertarem exatamente como são, dito muitas vezes por mulheres que pra serem quem são hoje, precisaram atravessar longos processos pra deixar em de ser quem é. Eu começo por aqui porque eu jeito como a gente fala de Autochima de um e o tamanho do problema. Autochima foi embalada como um assunto individual simples que daria pra medir como se fosse febre, alta ou baixa. Mas Autochima não funciona como uma virose, não tem prazo e não tem sintoma óbvio. E não passa sozinha só porque a gente se cuidou por 7 dias. Ela não aparece só da nosso humor, ela aparece também no nosso comportamento e transborda para os nossos relacionamentos. Se existisse um termômetro de Autochima, ela não mediria só a nossa auto-imagem. Ele me diria o amor que a gente acha que merece. Mediria o nível de presença que a gente se permite desejar. E me diria também o que a gente acha que tem que aguentar para que o outro permaneça. Quando a gente entende isso as perguntas começam a mudar. Não é exatamente como me sinto comigo hoje, é mais como o que eu tenho autorizado nas minhas relações que não tem me feito bem. Bom dia, óbvios. Eu sou Marçala Seribelio, episódio de hoje se chamo "A amor que você tolera". E para conversar comigo sobre tudo isso, eu recebo a terapê o Tokamila Velhas. E antes da gente começar um recado rápido. Se você é do time que gosta de aprofundar conversas muito além do óbvio, lendo, estudando e trocando com mulheres que pulsam conhecimento, está aberta a lista para prévenda da segunda temporada do meu clube do livro. Nelha, a gente tem encontros semanais com alguns os maiores especialistas do país, sobre pautas que atravessam os livros que vamos ler a longo de 12 meses. E também aplica aprendizado sobre hábito de leitura. Para aquela leitura, volte ou passe a fazer parte da sua vida. O link para você será a primeira saber quando as inscrições aberem, se é a inscrição da episódio. Bom dia, óbvios. Bom dia, Camila, como que você está hoje? Bom dia, mais selas. Eu estou muito feliz. Primeiramente, muita gratidão pelo convite. E estou muito animada para falar sobre a teste, minha amor próprio, porque realmente o buraco é bem mais embaixo, né? Você sabe que quando eu comecei a conhecer seu trabalho e a gente combinou que haveria essa gravação, eu fiquei muito pensando, "Posta, autoestima, e é o mesmo, adentro das meus vícios." Me perguntei se a gente ia falar sobre autoestima, em tempos de comparação, padrão estético. E aí me cairu que "perai", eu escrevi um livro que fala muito sobre isso, sobre como essa autoestima foi embalada para o que a gente olha no espelho. Quando, na verdade, essa autoestima, nosso senso de valor acaba por transbordar especialmente nos nossos relacionamentos. Então, Camilo, pra gente começar aqui bem de levinho, quais que pra vocês são os sinais de que essa baixa autoestima estão aparecendo nos relacionamentos, sejam eles amorosos, familiares, de trabalho, amizades, enfim. Para mim, o maior sintoma é sempre se preocupar muito com o que o outro vai pensar. Sempre colocar sua vida em função do olhar de alguém de fora. E esquecer que, na verdade, quem é a pessoa que você mais tem que se preocupar com a opinião, é você. Só que a gente não foi também treinada a pensar muito dessa forma. Então, dentro dos relacionamentos, a gente vai deixando de falar "Ah, vai que o outro vai ficar chateado, vai que eu vou parecer muito exigente, vou parecer muito emocionada, vou parecer chata." E aí, toda essa preocupação com o julgamento que o outro vai ter sobre uma fala minha, sobre o mastitúr de minha, venha antes do próprio desejo. O desejo está ali, o desejo de mais atenção, de mais constância, de mais afeto, às vezes, de mais mensagens, está li pulsando. A frustração está li pulsando. Só que eu não tenho coragem de bancar esse desejo, porque dentro de nós tem muito mais empadrão de preocupação do que de alto validação. Para mim, é sempre esse lado que pega muito, quando eu observo as relações e eu vejo que geralmente a mulher está nesse papel de ser a mais compreensiva, a mais paciente. Aqui já pensa três passas na frente, né? E não fala, não pede, porque já acha que o outro vai fazer isso. E isso é aquilo, então eu já nem vou me colocar desde o início. E isso vai me enlando ainda mais e vir um ciclo vicioso. Ela não faz, ela fica sem, ela fica ainda mais frustrada, abaixando ainda mais ao que estima. E esse ciclo se alimenta até uma hora, ou ele se quebra, ou a pessoa realmente se afunda nisso, né? Que é o mais triste para mim. Acaba implodindo, isso vai desde saber pedir um aumento e também pedir reconhecimento, muitas vezes sobre seu trabalho que aumentou de volume, aumentou a responsabilidade, mas a proporção daquilo que você ganha não acompanhou. E também nas relações que eu acho que foi uma virada de página, para mim, quando eu consegui, e eu considero isso uma vitória, tá? Separar que o que alguém vai achar de mim sobre uma atitude que eu tive, não é aquilo que eu sou. Eu sei o que eu sou. E isso finalmente, eu acho que é estar um pouco cautestima em dia. Parece um clichê, mas, bom, os clichês existem por algum motivo. Talvez não seja apenas a marca em sié, mas também saber quem somos antes até de amar. Eu acho que é um ponto bem importante, porque primeiro de tudo, para saber quem a gente é, precisamos tirar nos díspits, tudo que a gente foi ensinada a ser. A gente está falando aqui, que a amor própria é muito, muito mais do que esse amor embalado pela estética, pelo amor ao corpo, só se achar incrível, colocar uma roupa uma maquiagem ótima, isso é muito legal. Isso é a ponta do SBQ. Mas, para além disso, é muito interessante pensar quem eu quero ser, com essa roupa. Quem é a essência que está fazendo esse corpo caminhar? Quem é a essência que faz essa voz se colocar, se posicionar? Eu acho muito legal, se você traz de pô. Quando eu sei quem eu sou, eu já me preocupo menos com a opinião do outro, porque eu começo a colocar um limite assim, em mim. Quando eu não sei quem eu sou, tudo que o outro fala, pode ser eu. Ninguém fala que eu sou chata. Aí, o questiono, "Será que eu sou chata mesmo?" Alguém fala que eu sou exigente, "Não se me será que eu não estou sendo exigente mesmo." E aí, todo adjetivo, que outra pessoa tenta colar em mim, eu aceito, porque eu mesmo ainda não defini quem eu sou. Eu não coloquei uma limitação no meu ser. Não uma limitação no sentido de cressas limitantes e que eu não me permito fazer as coisas, mas quando eu delimito mesmo, porque eu trabalho muito imagenticamente. Então, na minha cabeça eu vejo muito a meba, quando eu não sei o que eu sou. E aí, de repente, eu colvo dando contornos e dando forma para essa coisa de esforme e vou falando, "Ah, eu sou um pouco disso, sou um pouco disso." E vou começando a falar "Tá, a partir de agora, eu consigo me delimitar mais e caminhar mais com esses limites." E todo o que vier de fora não vai colar em mim, porque eu fiz esse trabalho. Quando também eu aprendo o que eu não sou, é muito importante, porque no meu trabalho, como mentora, como terapêuta, muitas pessoas ficam nessa busca de, mas não era para você assim. Eu, como mulher, não era para eu agir dessa forma. E aí, eu vou descobrindo que eu fui ensinada ser de muitas formas. Eu fui ensinada a me comportar de muitas formas a agradar. E aí, quando eu também consigo dizer, "Não, eu não sou mais dessa pessoa que é agrada, eu não sou mais dessa pessoa que abaixa a cabeça, eu não sou mais dessa pessoa atímida, eu não sou mais dessa pessoa medrosa, eu acho que ambos definem quem nós somos, tanto falar o que você é, tanto que você não é." E eu sei se ficou muito confuso de fisto de entender. Ficou super claro porque eu acho que se passa até pela educação de crianças, é um perigo você falar para uma criança que ela é alguma coisa. Eu estava numa viagem e tinha esse rio e tinha essa família, e tinha essa menininha e eu estava na beira, eu estava entre a água e a areia. E aí tinha essa menininha que ela estava com muito medo de entrar. E aí a mãe dela ficava agritando para ela. "Como você é medrosa, entra logo, para de ser medrosa, entra logo, e a menina só chorava mais porque. " Eu não acho que ela estava conseguindo se entender ali porque ela ia ter que. Por isso eu quase. "Prei, eu sou medrosa, mas eu tenho que entrar." Enfio, eu estou falando, talvez, uma criança de dois anos e meio. No máximo, ela era bem pitítica, assim. E aí ela veio do meu lado e ela perguntou, "Quase eu nome?" "Bem como criança, faz?" E aí eu falei para ela, ela me falou no meu dela e eu falei, "Eu te achei tão corajosa, porque eu vi que você não sabia o que que era que ia te encontrar no rio, e você tentou ir mesmo assim, né?" E aí ela agrodou com mim, e em mim a gente cocatando com o chinha, e esse é o final dessa história, a mãe dela não me ouviu falando, e eu não estou criticando a mãe dela, só estou dizendo que, se isso funciona para criança, imagina quantas vezes não é algum mundo ali dentro do rio falando para a gente. "Oi, para de ser medrosa, para de ser tal coisa, a gente assume que a gente é o que o outro fala." Então você é muito insegura. Se você vai repetindo isso muitas vezes, quando é que você vai, possivelmente, aceitar que a insegurança fez parte de uma temporada da sua vida e não da sere inteira, dá para a gente diferenciar isso. Como que você trata isso com as mulheres que você trabalha? Nossa, eu acho ótimo esse paralelo que você faz dessa comparação, porque em segurança a gente sempre vai ter, sempre que existe algo novo que a gente tem que encarar, vai ver também um medo uma insegurança, porque a gente não sabe o que vai ver. Então, com certeza, faz parte de nós sermos tudo. Eu acredito que tudo nos atravessa. A insegurança, a coragem, a certeza, a insegurança, o medo está tudo aqui, só que cada um tem o seu momento, e às vezes a gente vai lá e coloca aquela grande máscara e fala, "Eu sou isso o tempo todo." Ou até tipo "contime des", as pessoas falarem, "eu sou tímina, sempre fui uma criança tímita." E eu falo do vido que você sempre foi uma criança tímida, porque até a criança mais tímida saiu correndo, gritando, feliz da vida em algum momento e naquele momento ela não foi tímida. Mas de tanto repetir isso vira a personalidade toda da pessoa e tem um livro que eu gosto muito que chama "Não há partes ruins", que é do psicoteira pelter Richard Schwartz. Ele fala muito sobre que a gente tem muitas partes dentro de nós, o tempo todo. A gente tem a parte que se julga o tempo todo, a gente tem a parte medrosa, a gente tem a parte amorosa, porque a gente sabe ser carinhosa quando a gente quer, a gente sabe ser compreensiva. E aí, a gente sabe quem está aqui no comando agora. Ah, a parte que está tímida é a parte insegura. Então, como que eu vou conversar com a minha parte insegura? Quem tem que conversar com a minha parte insegura para ajudar ela nesse momento aqui, para trazer um pouco de confiança? Ah, deixa eu chamar a camila que é um pouco mais confiante, que já passou por várias situações, já conseguiu superar vários obstáculos e tem as evidências de que é capaz. Que a parte insegura também se fechando para enxergar isso. Então, pega a camila confiante, pega na mão da camila insegura, vamos conversar e se falar, geralmente, não é o de algo que se dá, eu entendo a sua insegura. Se eu entendo o seu medo é algo novo, mas a gente já não foi capaz de fazer, tal e tal e tal, coisa. E aí, de repente, realmente vira só um momento da insegurança, que ele é resolvido e as partes se ajudam para a seguida em frente, seja para enfrentar aquilo, seja para dar uma pausa e falar, "E realmente, acho que agora não é hora de fazer isso, a insegurança está muito grande." Deixa eu dar um colo aqui primeiro para mim, deixa eu me reenergizar ou pegar um pouco mais de informação para eu então fazer isso. E aí, nisso que todas as partes podem existir dentro de nós, só que sem o julgamento de "Ah, eu não devia estar sentindo isso", ou "Não deveria estar fazendo isso", eu já deveria ter resolvido isso. E aos poucos, a gente vai sendo muito mais maleável com o que aparece. E aí, não precisa pegar nenhuma dessas características como a minha única forma de existir no mundo é essa, tipo, "Não, a gente pode ser tudo". E cada uma tem um espaço. Então, a gente pode dizer que a vergonha e a ideia de não quero dar trabalho acabam por ser grandes inimigos nossos e amigos da nossa auto-censura. Com o ser de ter os amigos da auto-censura, mas não digo que são nossos inimigos. Eu acho que são informações sobre nós. Porque aí, se eu tenho um olhar mais curioso, a, em vez de já falar "Ah, olha só como me sensuro, olha só como eu tenho vergonha, não devia ter vergonha". E se eu troco isso para. Nossa, por que que eu tenho tanta vergonha? E vai conversar com essa vergonha. Aí, a gente descobre que "Ah, é verdade, eu lembro que lá na infância em algum momento parecido com isso aqui que eu estou vivendo agora, eu também senti um pouco disso, ou alguém reforçou alguma coisa, falou algo para mim, e eu me senti assim". E aí, desde então, toda vez que eu passo por uma situação parecida, eu sinto essa vergonha. E eu me sensuro para evitar que eu passe pela mesma dor ou pelo mesmo sofrimento. A gente tem esses mecanismos muito mais como uma proteção para evitadores que a gente já viveu, né? O nosso cérebro está sempre assim, procurando situações com as quais a gente já se relaciona antes. E falando, "Tá, se a gente já viveu isso antes, vai acontecer assim, assim, assim". Então, para evitar que você vai passar por isso isso, então, já vamos colocar esse mecanismo aqui de defesa e você vai fazer tal coisa. Bem generalizado, né? Mas se a gente pegar cada uma das emoções e cada uma das nossas limitações, dá para colocar nessa estrutura e saber que o seu cérebro está ao tempo todo querendo adivinhar o que vai acontecer e já se preparar para evitar a tibua. E aí, nisso a gente se censura muito. Nossa, sim. Se encaixam com que você falou nisso da conversa sobre a gente estar sempre três, quatro passas na frente. E como que dentro das nossas relações amorosas e o jeito que a gente dá amor? Como que a gente sabe diferenciar quando a gente está sendo generosa ou hiper disponível porque a gente tem medo de se a gente não for assim a pessoa vai embora. Eu adoro me questionar isso também porque é muito único de cada pessoa. Eu acho que cada um tem uma regua diferente, né? Ou limites diferentes. Mas eu acredito que para diferenciar uma atitude que parte de uma generosidade, de uma atitude que parte de um medo de perder ou de um medo de julgamento, a gente tem que estar muito conectada com as nossas emoções. Porque como a gente se sente enquanto a gente faz aquilo, diz muito sobre a coisa e como a gente se sente com a resposta do outro também. Porque se eu faça um ato generoso, se eu me dou, se eu dou carinho, se eu entregar a presença, não só porque eu sei que o outro vai gostar daquilo, mas é porque é o que eu quero fazer. É o meu desejo estar ali entregando aquilo. Eu me sinto bem. O outras vezes talvez não entregue na mesma intensidade, mas eu camila, né? Posso falar só do meu lugar de falso. Eu penso assim, nossa, eu tô feliz, eu tô satisfeita porque eu fui guiada pelo meu desejo, fiz e me senti satisfeita de ter feito. Agora, quando eu parte de um medo, eu sinto que as atitudes que a gente tem quando elas partem do medo, elas são um pouco manipuladoras também. Vou fazer isso para conseguir isso da pessoa, para que ela não me abandone, para que ela me veja de certa forma e assim eu vou mascarando toda a senhaca que tem aqui dentro de mim. E aí, por exemplo, se eu entrego a presença e do outro lado não existe a presença, eu não sei no satisfeita. Eu fico "é, eu dei, eu não recebi". Então quer dizer que eu não partido um desejo genuíno-meiro, partido, uma manipulação porque eu precisava gerar o matitude e uma ação do outro para eu me sentir segura, ou para eu sentir que eu sou suficiente para eu sentir que eu ainda sou interessante aqui nessa relação. E aí, isso gera as frustrações que muitas de nós, eu, em close, que eu não estou a parte disso, que a gente sente, eu acho que quando a gente não parte de um desejo genuíno e parte muito mais dessas inseguranças, a gente está sempre num jogo, sempre buscando receber algo para valer da algo em nós. É a generosidade fantaseada de controle, na verdade, controle fantaseada de generosidade. Imagina, deixa que eu organiza isso aqui. Imagina, deixa que eu faço isso. Mas na verdade, você quer que as coisas saiam exatamente da sua maneira e, na verdade, você quer que o outro, ou os outros, dependam de você para que aquilo aconteça porque se os outros não estiverem dependendo de você, você também tem medo de ser descartável. É uma grande performance, no fim das contas. E isso não só em relação a menos românticos, mas até do jeito que você fala muitas mães, fazem isso com seus filhos, mães ou pais, né, os cuidadores. E olha só como eu faço tudo por você, o que eu quero entrou, a cair toda a sua atenção, o todo seu carinho também. E não é só de um desejo de ser essa mãe que provei que está ali. Tem muitos exemplos, né, não só. é generalizados, mas eu vivia isso, não com a minha mãe, mas um pouco com a minha voz, de ter essa consciência, assim, de que ela fazia e ela era legal, porque ela sabia que aquilo ia deixar um peso na balança, que depois ela ia pedir para que fosse compensado. E eu acredito que a gente estava vivendo muito isso em relacionamentos. Eu só quero entregar se eu tivesse a certeza de que eu vou receber. E não é uma coisa que parte de só, "Meu, eu quero estar com essa pessoa, e por isso eu vou estar, independente do que vai acontecer depois, eu sinto que está muito no lugar de troca, de comercio, e os desejos estão ficando um pouco comercializados mesmo, eles estão ficando muito condicionais. Eu só vou mostrar o meu desejo se eu tivesse certeza de que, do outro lado, eu vou conseguir fazer a pessoa, também, entregar alguma coisa. Então faz muito sentido, você traz mais imagem, mais concreta, né, dessa ideia que o troço, assim, é bem legal. A gente faz isso com a presença, a gente faz isso com carinho, a gente faz isso com a intimidade, constróca sexuais, a gente faz isso com muitas coisas. E é tudo numa falsa sensação de que pode controlar o outro, de que pode controlar a relação a partir do que entregue, do que não entrega. E aí ficam relações muito sex, não sei outra palavra, muito não alinhadas com o que a gente realmente quer viver. Eu acho que a gente desaprendeu, ou nunca aprendeu, de uma forma genuina, assim, assim, relacionar pelo nosso desejo. Que é uma coisa que me pega muito hoje em dia, falar sobre o desejo. Admitir que eu tenho um desejo, admitir que eu tenho uma carencia, admitir que eu tenho, essas vontade expulsando dentro de mim, e que nem sempre, eu tenho coragem de falar sobre elas, porque eu tenho muito medo do que o outro vai responder, de como o outro vai reagir ao meu desejo. E aí a gente volta na infância, porque quantas vezes na infância a gente não manifestou um desejo e a gente foi rebrimida, ou a gente foi castigada, ou eu falaram que não era possível. Agora não. E a gente recebeu muitas negativas em cima dos nossos desejos. Então é óbvio que a gente tem uma mensagem dentro de nós de que o meu desejo não é tão importante assim, ou não cabe aqui, porque não cobi lá com meus pais, com os meus cuidadores, ou essa pessoa não é capaz de me dar o que eu quero. Então eu nem vou pedir, eu nem vou colocar o meu desejo em pauta, e vou só aceitar o que ela está mitando. Não são muitas camadas. É, é muito interessante que você está trazendo, porque são camadas muitas vezes que a gente não está enxergando. Então, muitas vezes você está querendo provar para a si mesma que você merece aquela atenção, aquele afeto, na mesma proporção que você está exausta de cuidar do outro. Então, quando você se coloca no lugar de cuidadora, também você está numa posição de um pouco mais de controle. Só que, quando o venho desejo de ser cuidada, você vai ter que assumir o risco da vulnerabilidade. E para quem sempre foi cuidadora, e se colocou nesse lugar de que o outro, é um pouco mais fraco, ele precisa mais de mim, de repente, toquepasse esse ela mais fraco e aqui de novo. Eu não estou falando só de rostro, não está moroso, tá? Definitivamente, isso pode ser dentro do núcleo familiar, o mente de trabalho, dentro da amizade. Para a secuidade, você vai ter que entrar e admitir a suas vulnerabilidades e admitir a vulnerabilidade é sempre um risco, porque exige a confiança no outro. E confiar no outro é sempre aquela posta no futuro. E pude ser como difícil para quem está prevendo o futuro tempo todo. 40 mil cenários aposta que, se eu for vulnerável, essa relação não está em risco. Isso me lembra muito uma performance da Mariana Bramoviti. Se você já viu ela com o esposo dela, ela se gruar com ele a flecha, aí os dois estão de frente para o outro. E isso é de por resumindo uma relação romântica. Eu estou aqui na frente de alguém que pode me machcar a qualquer momento. Porque a partir do momento que eu dou voz ao meu desejo, admito que eu quero algo, eu também entro nesse campo das possibilidades e uma delas é não receber o meu desejo. Receber a rejeição, receber alguém falando "não, pro meu desejo". Isso dói. E eu não quero lidar com isso. Eu prefiro nem falar que eu tenho o desejo, porque aí eu passo longe da possibilidade de viver nessa vulnerabilidade, da rejeição, ou de saber que tem alguém que eu gosto muito, que não é capaz de me dar o que eu quero. Mas com certeza, admitir os nossos desejos hoje em dia é a parte mais difícil, porque eu sento que às vezes nem a gente sabe o que quer direto. Ou a gente está tão presa nessa idealização das relações, do que que tem que acontecer, do que que não tem. A isso tem que significar tal coisa. E a pessoa faz isso significa aquilo, que de novo, acho que eu vou bater nessa tecla várias vezes. Isso afasta muito do que realmente é o que eu quero. Porque às vezes, muitas vezes, o que todo mundo quer é um afeto, um acolhimento, um colo, e alguém te dizendo "eu te entendo, eu estou aqui, eu não vou te deixar sozinha". E é tão mais simples, mas aí a gente complexifica que é por causa do medo, porque essa vulnerabilidade é aterrorizante. Claro que é um risco e dentro de uma embalagem que se colocou, que quanto mais você tolera e quanto menos você precisa, você é uma mulher evoluída. Então a noção de uma mulher mais madura e que está bem resolvida, passou também a ser sobretudo bem se você me demigalhas, porque é um me garanto, porque eu estou bem comigo. Então, se você precisa do outro, talvez você seja insegura e não tem nada a ver com isso. Só que vira a performance, como você disse. E eu queria saber de você, o que você acha que é a baixa autoestima nesse sentido, a insegurança nos faz aceitar e tolerar mesmo sem perceber. A gente aceita tudo. A gente não vê de respeito, a gente não vê falta, a gente não vê inconsistencia. Porque a gente vai criando historias para justificar tudo isso. Existe um desrespeito, "Ah, mas ele é tão carinhoso, ah, ele gritou comigo, mas depois a noite a gente durmiu a braçadinha de conchinha." E aí existe uma lente quando a gente não está certa do que quer, não está defendendo o próprio desejo, não está dizendo "Eu sou assim" e tal, "que eu querer isso aqui que eu quero." E deixa eu observar o mundo a meu redor para ver se o mundo não o mundo como um todo. Mas as pessoas com quem eu estou me relacionando com antigamente, ou com amigos, ou familiares, eles estão se alinhando com o que eu quero. Quando a gente não tem esse convo, que eu digo que é o combo da autoestima e da autovalidação, qualquer coisa vai servir porque eu vou estar buscando uma amiga linha aqui, uma amiga linha ali. Eu vou estar buscando uma mensagem que veio as dez da noite com um convite muito esquisito para ir para casa da pessoa e vou olhar aquilo e falar "Ah, mas ele está pensando em mim, tudo bem que é dez da noite de uma quarta-feira." "Dez da noite, está até cedo para a cada horário que eu já me submeti, mas é bom falar publicamente para todas as mulheres, saberem que todas nós já nos humilhamos." "Ja, sim, e tanto bem, porque é isso." Se eu pego cada vez que eu me coloco nessas posições de aceitar menos, você pergunta assim, "O que a gente aceita quando a gente está com uma autoestima baixa?" E é falar, "A gente aceita tudo porque qualquer coisa é melhor do que nada." A gente vê qualquer coisa como algo positivo e a gente inventa uma história em cima daquilo para justificar o que aquilo é positivo, sendo que não, é só uma amiga ali, você está tentando transformar aquilo num banquete. Está tudo bem, se quando eu passo por esse processo de mim me pegar no meio de uma amigalha e comece a falar, "Ah, só mais isso aqui não está legal." E não só começar a falar isso aqui não está legal, mas será mesmo o que eu preciso? Por que que eu estou aqui e é começar a ter esse olhar curioso e começar a se questionar? Porque tudo começa com as perguntas que a gente começa a se fazer. Pergunte as inteligentes, vão criando uma vida melhor para a gente. Então se a gente começa a se perguntar, "Por que isso? Por que que eu estou me sujeitando? O que que me prende aqui? Por que que eu não consigo sair disso?" "Aos poucos a gente vai buscando respostas. Aos poucos a gente vai chegando nessa conversa que a gente tem, que você gera em todos os seus episódios. A gente vai começando a analisar. Ah, isso aqui não é só meu, isso aqui é uma questão da sociedade. Isso aqui é uma questão de uma lavagem cerebral que me fizeram e que já vem acontecendo há tanto tempo. E eu sou só um produto dentro dessa estere gigante que já está sendo manufacturada a séculos. E quando você começa a entender, óbvio que não é da noite para o dia que você vai ter a consciência e você vai mudar, mas você vai começar a abrir os olhos para falar. "Cara meu, estou aceitando pouco. Eu estou aceitando pouco. Aí eu aceito pouco de novo. Mas pelo menos eu aceito com a consciência. E eu pare de contar a história em cima. É depois de um tempo eu pare de contar a história e fico só frustrada. E eu fico, "Cara, eu não consigo sair disso." E aí depois eu ia voltar de sair. E eu ia ver a decisão de sair. Agora eu vou sair disso. Aí eu ainda não saio. E aí vem uma decisão atrás da outra. Uma decisão atrás da outra até que de repente eu busco formas, eu busco conhecimento, eu busco terapia, eu busco. Qualquer tipo de ajuda possível, porque eu acredito que sair sozinha desses processos é muito difícil. Quando a gente tem ajuda, uma rede de apoio, de uma terapia, de tudo que pode nos ajudar, aí o processo vai caminhando de forma mais acelerada. É porque o padrão, ele é muito perspicais, porque seja num relacionamento amoroso, mas eu vou dar um exemplo no ambiente de trabalho, porque acho que pode ser interessante porque existe uma herarquia. Então você tem chefe que está ali, confirmando diariamente todos os seus medos, seja com as críticas proporcionais, seja com tratamento de silêncio, que também pode acontecer dentro de uma relação de trabalho, mas tanto um parceiro, uma parceira amorosa, quanto uma chefe, ou até uma mãe, dificilmente, quando você está nessa dinâmica não saudável, eles te deixam chegar no chão. Você vai caindo, aí eles vêm dar uma amigalinha que te sobe. Então é um elogio quando eles empurts. Agora acho que eu peguei pesado demais. Ou até falar "nossa, mas eu preciso tanto de você, nossa, mas você é tão importante". Esse é também um pouco do jogo da manipulação, para a gente entender, porque se ele só deixar, se a gente caí no chão, tipo, "Pah, aí a gente entendeu, nossa, está muito claro isso aqui, só que tem uma destreza no que se faz dentro dessa gangorra de tratamentos que dificulta muito, para a gente enxergar que o outro está brincando e utilizando da nossa insegurança para a benefício próprio". E aí é impossível não falar de como mulheres são muito mais afetadas, por isso, como mulheres são sempre as que têm que ser as compreensivas, as pacientes, as que carregam tudo nas costas, as que pegam a responsabilidade para si, e muitas vezes a história que elas contam é "Ah, o que foi que eu fiz?" ou "O que não fiz que eu poderia ter feito para que isso não acontecesse?" E aí, tra além desse pavo, é olhar e falar "O que você diz no livro sem tomas, homens e mulheres são criadas de formas diferentes, são ensinadas coisas diferentes". E a gente tem que se questionar mais e mais, qual é a história que está rodando na minha cabeça? Quais as estruturas que eu estou validando na minha cabeça? Eu ainda estou validando o papel da mulher, que é a submissa, que é a que tem que ficar quieta, que é a que tem que aceitar, que é a compreensiva, porque isso é "Ah, é uma virtude, é uma virtude compreensiva". Nossa, como você é tão compreensiva, eu não quero ser compreensiva. Hoje em dia eu pico muito mais feliz quando alguém me diz, "Nossa, você é tão rígida, eu quero ser um pouco rígida". Quero ver o que acontece quando eu sou um pouco mais preto no branco, quando eu falo "Mas não, isso aqui não é legal, não isso aqui eu não quero". "Ah, mas dá uma chance, eu não quero dar chance". Eu já dei muita chance, eu já fui ensinada dar chance desde o início da minha vida. E aí, junta com esse processo de falar "Tá, então, senão isso que eu quero, que é que eu quero, eu fui ensinada delejá, eu não fui ensinada nem a desejar, eu só fui ensinada ser escolhida". Então, tem muita gente que nem passa pela cabeça ainda o processo de desejar, de falar ativamente "Eu quero isso". E aí, se não tem isso trabalhando na cabeça o tempo todo, como é que ela vai conseguir sair de uma situação que está difícil, seja familiar, seja de trabalho, seja romance, se ela nem sabe o que existe pra além disso, ou se ela nem sabe o que ela quer pra virar uma bústula que atira desse processo, aí essa conversa expõe de também, porque a gente fala bastante do que está ruim, do que está difícil, de como a gente foi enfiada nessa situação. E como que a gente saiu disso? Acho que essa conversa é muito legal de ter também. Você está questionando, você está desejando, você está se vendo como uma mulher que é capaz de mais, de que você pode se ter um desejo muito grande dentro de você e ele seja possível de se realizar. E tem muita gente que desestiu do amor também, né, Marcella? Hoje em dia com essa situação de pior, ver, ao mesmo monte de conteúdo, que virar a lisa falando só mal e mostrando com ruim, está, tem muita gente que fala, "Então é melhor eu nem querer nada". Então é melhor eu só desistir de tudo. E eu falo, você não está desestindo de tudo. Você está só guardando, daqui a pouco, você vai voltar, porque a carença existe em todos os nossos. Mas quando você voltar, você vai voltar do mesmo lugar, ou você vai voltar de um novo lugar onde você toma um pouco mais as redes dessa situação e fala, "Tai, eu só vou voltar pra buscar X, porque o meu desejo é um relacionamento que me traga paz, onde eu me sento tranquilo, relaxada, confiante, segura, ou você vai voltar falando, "Ah, vou não ver o que tem aí". "Ah, ai você tá isso aqui". "Ah, esse aqui é meio legal, me deu atenção". Você vai ouvir o seu corpo, porque atendência são padrões de repetição. Atendência é repetir o mesmo roteiro muitas vezes. É por isso que eu trouxe exemplos de uma chefe, porque o que eu aprendi na minha vida é que quando você enxerga em um âmbito, que seja no âmbito amoroso, você espera que seja só ali, só que de repente é um efeito dominó na sua vida. Porque é um padrão que você vê que "meu Deus", então essa pessoa ela também, essa relação só funciona, porque ela sente que tem controle sobre mim. E essa relação aqui também, e essa relação aqui também. A amizade é uma parceria de trabalho, aí é relação amorosa. Então, é muito mais fácil não enxergar. É muito mais confortável ficar no desconforto de enxergar só um desses braços que estão desproporcionais na sua vida. E por mais que eu pisou de ser jovem, porque a gente tolera, eu acho que talvez seja os afetos como um todo, que a gente não vive, mas a gente vai tolerando mesmo. Tá bom, isso aqui tá bom pra mim. Acho que isso aqui é o que vai ter pra mim mesmo, tá tudo certo. Eu acho muito perigoso, Camila, a questão do hétero pessimismo nisso, porque a regua vai ficando muito baixa. E quem se beneficia quando a nossa regua fica baixa? Só eles, né? Eu também, eu abomino esses tipos de conteúdo, eu nunca faço conteúdo sobre isso, eu nunca falo muito mal de homem, inclusive, querem que eu fale mais mal de homem e eu falo gente não é comigo, que vocês vão ver falando mal de homens até porque eu tenho referências de amigos muito incríveis. Então, eu tenho essa sorte de ver como que tá a situação pra muitas pessoas, mas ao mesmo tempo também falar, "Tá, mas isso não é a realidade 100%. É igual ver uma notícia de jornal, ou assistiu um jornal e falar, "Nossa, o mundo está perdido." Mas existem muitas coisas positivas acontecendo no mundo, também que não é exposto, mas tá acontecendo. Então, tenho que sustentar essa criança dentro de mim e não deixar que o hétero pessimismo me domine porque, senão, eu vou deixar até de desejar esse futuro bom, essas possibilidades bolas. E eu gosto muito que você traz o efeito dominar, porque, sim, é sobre o padrão que eu tolero, o meu próprio padrão, porque é a gente fala do relacionamento do lado de fora, mas é importantíssimo trazer o padrão de relacionamento do lado de dentro. As vozes que se passam na minha cabeça, os diálogos que eu tenho comigo, o quanto que eu me julgo, o quanto que eu não me dou suporte, eu me comparo o tempo todo com o outro, e esse é mais uma camada dos relacionamentos, porque o relacionamento que eu tenho comigo mesma, também faz parte de tudo isso e transborda pro lado de fora como você disse no início. Então, eu também totoleirando um padrão de comportamento aqui dentro. Eu também totoleirando que o tempo todo, eu tome colocando para baixo, que eu não estou fazendo nada para ser mais positiva, que eu não estou fazendo nada para me tratar com mais carinha. Ai, mais é difícil. Ai, mas eu não consigo acreditar que eu merei sua amor. "Ah, mas eu não." "Tá, vou me entender, então, porque?" Muitas pessoas param nisso. "Ah, é difícil mudar meu pensamento." "Tá, mas é impossível." Eu acho que não. Na verdade, eu sei que não. Porque se a gente pega para estudar o básico da neurociência, como você também trouxe no livro, e é aquilo ali que a gente precisa, a gente não precisa mais do que aquilo, a gente entende que o nosso cérebro busca padrões. E as crianças que a gente tem hoje, comportamento que a gente tem hoje, tipo de conversa interna que a gente tem hoje, só existe porque foi repetido. Repetiu, repetiu, repetiu, virou um circuito neural, que ficou automático, e por isso que hoje você pensa com tanta facilidade. Ai, então, como que eu faço para mudar? Começa a repetir outra coisa. Eu não quero mais pensar assim, agora, a partir de hoje, eu quero pensar assim. Ai, caminhou mais uma acredita. Ai, mais parece que eu estou mentindo para mim. "Tá, mas é o processo." Porque uma criança se instala em você com a repetição. Ela não se instala com você sentindo que acredita. Seu cérebro não está buscando sentimento, ele está buscando padrão. Então, se você começa a falar um novo padrão dentro de você, uma nova forma de se cuidar, uma nova forma de conversar, uma nova forma de falar, o vocabulário que você usa, isso vai também mudar esse padrão inteiro e vai começar a transformar a forma como você se enxerda. E o efeito domino vai acontecer também do lado de fora. Então, a gente está falando de muitos, muitas tolerances. E como a gente também tem uma dificuldade de fazer o trabalho difícil? Porque às vezes é mais fácil só falar, está tudo ruim mesmo, não tem nada que fazer. E fica passivo. Nossa, é muito interessante isso, né? Porque você usou uma palavra, por exemplo, que dá até um horror, né, que é submissão. Imagina, eu tenho minha carreira, imagina. E a submissão ela pode aparecer de muitas formas da nossa vida. E às vezes essas repetições estão acontecendo muito de uma maneira como a gente não percebe. Então, eu li outro dia na verdade, uma entrevista da Miranda de Lai, em que é uma autora maravilhosa, mas também uma artista multidisciplinar e ela faz performance. E ela fala que pra você colocar o seu trabalho na rua, sem fazer com a sua parte louca. Com a parte dentro de você, ela brinca assim. Faça com a parte beba, da faça com a parte descontrolada, porque existe uma partezinha dentro de você. E eu lembrei que uma vez, a Diana Herbeiro, estava começando com ela fora das gravações, e ela falou uma resella. Talvez você tem que fazer isso com a parte de você que o trauma não tocou. E meu Deus, como mudou tudo. Porque se você tira o trauma da mesa, assim como Miranda de Lai está falando sobre tirar vergonha da mesa, mas tirar esses entraves, que caiam esses muros. Então, o que eu faria, se eu não tivesse o trauma de tal coisa? O que eu faria na situação, se eu não tivesse medo do que a outra pessoa vai achar de mim? O que eu faria na situação, se eu não tivesse vergonha, ou se eu não tivesse medo que aconteça de novo, que já aconteceu outra vez. "Wow, então talvez seja isso." "Então, não é mentir." Eu acho que é quase brincar. Brinca, brincar de ser uma outra pessoa naquela situação ainda é você. Mas dá para brincar, dá para desenhar esses cenários e treinando, "Eu não sei se é a psiquiasia, o cérebro, eu não sou especialista, eu sou muito diáista." Mas eu sei que esteja preparada, porque quando a gente começa a fazer essas mudanças, a vida dá uma mexida, mas que é livre, que é quando você também percebe que você dá conta das consequências disso, que você não está caindo na chantagem emocional naquele momento, que você não vai fazer a chantagem que talvez seja o seu padrão e eu não sei, eu não vou terminar esse episódio falando, "E é isso, garotas, se amém mais, se valorizem." Eu acho que eu não tenho exatamente um conselho prático além de esteja atenta. Esteja atenta e se perguntar se isso que eu estou tomando como virtude, então, aí, não preciso de tanto. Nossa, mas está dinha de toda a pessoa. Nossa, mas o quanto que estou colocando, o que é importante para mim, segundo plano? O que é importante, que é o meu inegociável? E por que que está sendo tão negociado em vários âmbitos da minha vida? E você, Camila, você quer deixar um conselho? Eu quero muito. Eu amo uma fase que virou um grande meme, que é muito real, que resume um pouco esse fim, que busquem conhecimento, mas busquem um conhecimento interno, porque dentro de nós tem tanta informação que a gente ainda nem tocou, tem tantas partes nossas querendo conversar com a gente que a gente está ignorando, tantos sentimentos que vem à tona não para fazer a gente só se sentir mal, mas porque eles são um sintoma de algo muito mais profundo, se a gente estiver seber curioso de falar, "Por que eu me sinto assim? Por que que estou pensando isso? Da onde que vem isso? Como que eu posso mudar isso?" Essas perguntas vão transformar a mesma vida ao invés da gente só falar, "Ah, que saco que eu estou assim?" "Ah, que droga. E só ficar nesse lugar mais de aceitação. A gente não precisa aceitar o nosso estado atual. É só uma consequência do que a gente veio, padronizando e repetindo até hoje. E se eu começo a questionar e começar a plantar novas cementinhas, é muito possível criar um novo jardim, sabe, uma nova floresta completamente diferente da antiga. É muito possível ter novos hábitos, malvos pensamentos e novas formas de enxergar a vida. E por último, quando você diz, façam esse processo, mas sabem que as coisas vão se bagunçar um pouco no caminho? Para mim, vem muito a carta da torre do tarô. Aquela coisa de desmoronar antigas, estruturas, para que novas estruturas têm um espaço para ser construídas. Estruturas que realmente se alinham com quem você quer ser a partir de hoje, porque nos alimentaram com uma história de como a vida tinha que ser. De quem a gente tinha que ser. E essa é a antiga torre. E a gente hoje está falando, "Tá, mas tudo que me ensinaram, não está me ajudando, grande parte das coisas que eu fui ensinada, não está me ajudando a ser uma pessoa feliz, a viver uma vida boa. Então eu vou ter que quebrar essas estruturas, eu vou ter que parar de agir a partir delas e criar as minhas próprias estruturas, com as minhas próprias mãos." E isso é muito legal. Mas tem que aguentar o baque de ver tudo ruim primeiro, ver o campo assim, aperta os distrossos e falar "Tá, mas agora eu tenho a chance de criar algo meu." E quando a gente criar algo nosso, não tem ninguém tapar as de abalar essa estrutura. Não, não tem. Porque é nossa. Bom, falando em padrões, então, eu vou fazer algo que também é uma quebra de padrão minha, porque assim como durante muito tempo, tive medo de pedir ajuda, eu também tinha restões com auto-promotão. E você se tomou o livro mais de uma vez. Eu não sabia que você tinha lida, uma honra muito obrigada. Então, se você também quiser ler o meu livro de sintomas, o que mais aprendi quando a amor me decepcionou, e no qual eu trato algumas dessas pautas, o link está na bio. E se você gostou no episódio de hoje o sal, vai fazer mais uma vez um pedido de engajamento, que é quase assim uma completa quebra de padrão, que é "segue o bom de óbvios no Spotify, ativa as notificações, avali o podcast, se dé, deixe um comentário, é super importante para o nosso trabalho. Então, eu agradeço muito. E na descrição desse episódio, também tenho o link para você se inscrever na newsletter da óbvios, para a gente continuar com essa conversa sempre com profundidade. E como eu já falei no início, também está lá o link da lista de prevenda da segunda temporada do meu clube do livro. Pensa que esse papo aqui pode acontecer toda semana com a sua participação junto comigo nos 1. É muito legal. Você me encontra no Instagram na @marcelossuribel, na @obvios.c, e na @chapa.dinhajendorfina. Camila, muito obrigada, meu amor, foi lindo, viu? Muito obrigada, Marcelo, adorei. Volte sempre. Eu adorei, pode me chamar, que eu estarei aqui com certeza. Obrigada, querida. E a gente se vê no próximo bom dia, óbvios.
Podcast Summary
Key Points:
A autoestima é mais complexa do que uma simples autoimagem; reflete o amor que acreditamos merecer e influencia comportamentos e relacionamentos.
Sinais de baixa autoestima em relacionamentos incluem preocupação excessiva com a opinião alheia, dificuldade em expressar desejos e assumir um papel excessivamente compreensivo.
É fundamental definir quem somos e estabelecer limites para evitar internalizar críticas externas e permitir que relacionamentos saudáveis floresçam.
Emoções como insegurança ou vergonha devem ser vistas como partes passageiras de nós mesmos, não como identidades fixas, e abordadas com curiosidade e autocompaixão.
Diferenciar ações generosas das motivadas por medo (como medo de abandono) é crucial; atitudes genuínas partem do desejo, enquanto as baseadas em insegurança geram frustração e controle.
Summary:
A autoestima vai além da autoimagem, influenciando como nos relacionamos e o amor que acreditamos merecer. Sinais de baixa autoestima incluem priorizar a opinião alheia, reprimir desejos e adotar papéis de excessiva compreensão nos relacionamentos. Para combatê-la, é essencial definir nossa identidade e estabelecer limites, evitando internalizar críticas.
Emoções como insegurança devem ser tratadas como partes temporárias, não como traços permanentes, exigindo autocompaixão. Além disso, diferenciar ações generosas das motivadas por medo—como medo de abandono ou necessidade de controle—é vital; atitudes genuínas partem de desejos autênticos, enquanto as baseadas em insegurança levam a frustração e dinâmicas manipulativas. Reconhecer e expressar desejos, apesar do medo de rejeição, é um passo crucial para relações mais saudáveis e alinhadas com quem realmente somos.
FAQs
A autoestima não se limita à autoimagem, mas mede também o amor que acreditamos merecer, o nível de presença que nos permitimos desejar e o que toleramos para manter os outros próximos. Ela transborda em nossos relacionamentos e comportamentos.
Preocupar-se excessivamente com a opinião alheia, deixar de expressar desejos por medo de julgamento e assumir sempre o papel de mais compreensiva e paciente. Isso cria um ciclo vicioso de frustração e diminuição da autoestima.
A generosidade genuína parte do desejo interno e traz satisfação, enquanto ações motivadas pelo medo buscam manipular ou controlar o outro. A diferença está na conexão com as próprias emoções e na ausência de expectativas de retorno.
Saber quem somos permite estabelecer limites e reduz a preocupação com opiniões alheias. Quando não nos definimos, qualquer adjetivo externo pode ser internalizado, dificultando a autoafirmação nos relacionamentos.
Reconhecer que a insegurança é uma parte temporária, não uma identidade fixa. Dialogar internamente com essas partes, trazendo à tona evidências de capacidades passadas, ajuda a transformar o medo em um momento gerenciável.
Muitas vezes fomos reprimidos na infância ao manifestar desejos, internalizando a mensagem de que não são importantes. Isso gera medo de rejeição e leva a aceitar menos do que realmente queremos nos relacionamentos.
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