Após três décadas de negociações marcadas por avanços e retrocessos, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi finalmente aprovado, representando um marco histórico para o comércio global. A Comissão Europeia deu o sinal verde em 9 de janeiro, com a assinatura final prevista para 17 de janeiro. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 720 milhões de consumidores e um PIB conjunto de 120 trilhões de reais, com redução gradual de até 90% nas tarifas alfandegárias. Para o Brasil e o Mercosul, o acordo abre as portas para um dos maiores mercados consumidores do planeta, beneficiando exportações de carne, açúcar, café, soja e outros produtos, além de estimular investimentos e integrar cadeias produtivas. Para a União Europeia, representa uma oportunidade de diversificar parceiros em meio a tensões geopolíticas e protecionismo, especialmente dos Estados Unidos. O embaixador Roberto Azevêdo destaca que o acordo não é um jogo de soma zero, mas uma oportunidade de ganho mútuo, promovendo competitividade, empregos de qualidade e redução da corrupção em compras públicas. Apesar da resistência de países como França e Irlanda, a aprovação foi possível graças a salvaguardas que protegem setores agrícolas europeus. O acordo ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos 27 países da UE, mas já sinaliza um compromisso com o multilateralismo e regras internacionais de comércio, em contraste com o unilateralismo crescente.
Você se lembra como era o mundo três décadas atrás? A China, por exemplo, começava a ganhar relevância no mundo e passava por um processo de transição econômica se abrindo mais para o mercado global. A Europa apostava na integração econômica como forma de fortalecer os seus mercados. E os Estados Unidos estavam sob o governo Bill Clinton, uma economia americana em expansão e o PIB do país crescendo cerca de 3,8% em 1996. Nesses 30 anos, muita coisa de toda a ordem aconteceu. Foram 8 limpedas, 4 papas, e o Brasil virou Penta Campião Mundial de Futebol. Foi justamente nesse mundo de três décadas atrás que um acordo imenso começou a ser costurado. Era o começo de uma negociação ambiciosa entre a América do Sul e a União Europeia. Um processo lento, muito lento. A primeira ata foi assinada em 1995. E o primeiro esboço de um tratado de livre comércio foi em 1999. O plano era assinar o acordo no ano 2000. Mas aí veio a gravíssima crise econômica de 2002 e as conversas entraram no freezer. Em 2010, foram retomados em clima de "A agora vai". Mas todos estão connovamente até uma nova tentativa em 2014. E o novo todo ficou paralisado até 2019. E deu errado mais uma vez. No ano passado, o acordo reso citou e parecia que aconteceriam desendo. Mas não foi impossível. Agora, 30 anos depois de intensas negociações e desivindas, a hora parece ter chegado pro Mercosul e pra União Europeia, apertarem as mãos em sinal de acordo fechado. Na sexta-feira, nove de janeiro, países da Comissão da União Europeia aprovaram finalmente o documento. O objetivo é facilitar as trocas comerciais entre os dois blocos, os 27 países que fazem parte da União Europeia e 4 países do Mercosul. Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo abranja o mercado de 720 milhões de consumidores, 450 milhões lá, 270 milhões aqui. Era o aval que faltava pra distravar o acordo de números superlativos. A assinatura final está prevista pra sábado 17 de janeiro. Ele previ a abertura comercial entre os 27 países do bloco europeu e quatro sul americanos. Juntos eles respondem por cerca de um quarto da riqueza produzida no mundo. Um PIB conjunto de 120 trilhões de reais. As tarifas alfandegaárias nesse super bloco serão reduzidas em até 90% de forma gradual. Um tratado histórico, com potencial pra criar a maior zona de livre comece do mundo. Para a Europa representa a busca por novos parceiros e menos dependência em um mundo instável. Para o Mercosul abre as portas de um dos maiores medicados consumidores do planeta. Se consolidado, o acordo vai fazer frente a um momento de tensões geopolíticas, protecionismo, fragmentações e disputa entre grandes potências em todo o globo. Gomerco suanda a fraco e era criticado por seus próprios sócios, mas nesse acordo com o velho contenido da chance de dar uma marombada no bloco do coneçú e promete colocar planos quentes nas brigas internas. O fato é que se encerra uma negociação interminado. Da redação do G1, eu sou o Natus Anéri e o assunto hoje é. O acordo entre Mercosul e União Europeia e as portas que se abrem pro Brasil. Minha conversa com o embaixador Roberto Asiverdo, ele foi diretor geral da Organização Mundial do Comércio entre 2013 e 2020. E hoje é presidente da 9G consultoria. Terça-feira, 13 de janeiro. Roberto, o atítulo de curiosidade, a quanto tempo você acompanha essa novela de quase 30 anos das negociações entre Mercosul e União Europeia? Muito tempo. Você sabe que quando eu fui chefe do Departamento Econômico do Itamarati, eu chefei as negociações. Isso era quando? Doj Mi 7 por aí, doj Mi 7, doj Mi 8. Nossa, então é muito tempo. Muito, muito tempo atrás. Eu não era chefe naquele momento até. Ouvi uma decisão nossa de avançar o máximo possível com as negociações e tal. A Argentina estava de acordo com as coisas avançadas. Porque sempre teve muito essa sincronia de Brasil e Argentina. Eles também estavam de acordo. Mas aquele momento de europeus não demonstraram nenhum interesse. E aí, durante aquele período que eu estava lá chefeando a subsecretaria, até falei para eles. Tem uma janela de oportunidade aqui. Se a gente perder essa janela, eu não sei quando que vai aparecer de novo. Aquilo deve ter sido com uma folha de R$ 7,28. Nós estamos reabrindo, estamos fechando essa janela agora de maneira positiva, quem sabe, esperemos. O Parlamento de cada país também precisa dar a sua aprovação. O Parlamento europeu que reúne deputados eleitos nos países integrantes da União Europeia também precisa aprovar o acordo. Depois passa pela ratificação no Parlamento de cada um dos 27 países integrantes do bloco. Quando essas duas etapas forem concluídas, lá na Europa, o acordo, então, entra em vigor. A tela à União Europeia vai aplicar um acordo interino que permite a implementação antecipada das regras de comercio e investimentos. E por que o acordo foi assinado agora? Em parte, estava maduro. Já no governo anterior, ouviu um anúncio de que as negociações estavam concluídas. Eu acho que nós todos lembramos disso. Com a mudança de governo, este governo atual pediu alguns ajustes, mas a negociação comercial, as planilhas, as tarifas, os prazos de implementação, estavam bem avançados, estava basicamente fechado. Então, eu acho que o que faltou era o elemento político e o elemento político se concluiu agora. Isso concluiu agora? Eu acho que, em boa medida, pela própria fragmentação global, da área comercial, pela crise no multilateralismo, as ações do presidente Trump, da administração Trump, que fazem com que os países procurem mitigar um pouco riscos, de um fechamento de mercado, como está acontecendo no caso dos Estados Unidos. Então, agora, esse acordo significa um passo adiante para quem acredita no multilateralismo, nas regas internacionais de comerça, na negociação e no livro e comece. O dado concreto é que nós do Brasil e do mercado ful trabalhamos muito para aceitar esse acordo e passar uma ideia nesse momento que você tem um presidente do Estado do Nido, querendo fragilizar o multilateralismo e fortalecer o literalismo, nós queremos fazer o acordo para mostrar ao mundo que uma população de 722 milhões de habitantes e um PIB de 22 trilhões de reais estavam fazendo o acordo para defender o multilateralismo. Então, tudo isso é o artes que combina para dar aquele impulso político que faltava, eu acho, dos dois lados. Bom, a gente está falando, portanto, de uma negociação que já se arrasta há muito tempo. Acho que vale a perna pedir para que você explique qual é a importância desse acordo do ponto de vista geral? Eu acho que ele é muito importante, é importante antes, e agora muito mais ainda. Eu acho que a primeira mensagem que vai para o mundo é de que países importantes, blocos importantes, como é o caso do Mercosu e da União Europeia, que são responsáveis por que 20% do PIB mundial, eles acreditam que o comercio internacional não é um jogo de somazero, que é um pouco que vinha mensagem que vinha de Washington. Eu esportei o ganhei, eu importei o perdido. Eu acho que não é assim, a lógica econômica, não é essa. A lógica da integração das cadeias produtivas é um jogo de ganha-ganha, acho que os dois lados ganham, sobretudo quando há complementar idade, e há complementar idade importantes, no caso de Mercosu e a União Europeia, há também um reforço, a mensagem que se dá, é um reforço para a noção de que regra são importantes. Então não é apenas um acordo de abertura comercial, há regras que são colocadas na mesa, tanto que há um mecanismo de solução de controvésseis, entre as duas partes, em que me acostui no União Europeia, caso a já conflito de interesse, caso a já algum tipo de desavéças com milhaçoias, isso é normal a naturalidade de que você vai adensando o relacionamento comercial, isso acontece com maior frequência. Também se coloca a viabilização de investimentos, o risco regulatório diminui, a previsibilidade aumenta, e se faz com que os investidores, as empresas se sitam mais à vontade de apostar no projeto.
apostar num projeto, por exemplo, de dar uma cadeia produtiva, de um produto qualquer, aonde uma parte da produção se drena no Mercossu, a outra parte se drena a União Europeia, e o produto final termina saindo um produto mais competitivo globalmente. A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Brasil atrás apenas da China. A expectativa é que também é um mente o investimento europeu em empresas cedeadas em países no Mercossu. Com essa nova corrente de comercio, a PECs, a agência que promove produtos brasileiros no exterior calcula que as exportações para o bloco europeu possam aumentar em 7 bilhões de dólares. Acho que todas essas lógicas, eu acho, são reforçadas pelo acordo. Sem falar disso, você está apostando num projeto de longo prazo, né? E hoje em dia, sobretudo com a visão transacional dos Estados Unidos, eu acho que os projetos tendem a ser mais efêmeiros, mais circunstanciais, e apostar no longo prazo é uma coisa importante. Quando eu te perguntei o que que havia habilitado, porque se a gente for olhar para o fim do ano, o fim do ano, a coisa estava interrata. O presidente brasileiro até deu uma declaração bastante dura até sobre isso. E hoje eu vi ver para eles, que não fiz agora o graviu não fará bataco, de cotor que ficou preso. E aí, de repente veio a notícia de que ele havia sido resgatado ou ressuscitado. Você citou Estados Unidos, citou Washington, qual é o efeito impacto do fator Trump, de ser o protecionismo nesse momento atual? Como mola propulsora para esse resgate do acordo? Então vamos inverter a resposta, na verdade eu respondi com o macro, que essa pergunta. E o que viabilizou nos últimos momentos para você fechar o acordo na verdade, foi, eu acho, que é conversa polística, em termo na Europa. Havia uma disposição da grande maioria dos países da União Europeia de fechar o acordo. E essas salvaguardas, que foram negociadas agora recentemente. Para superar a resistência de parte dos países europeus, especialmente no setor agrícola, a União Europeia aprovou no sistema de salvaguardas. Essas medidas permitem que a União Europeia volte a aplicar tarifas. Casos produtos do Mercosul fiquem mais de 5% mais baratos que os equivalentes europeus. Ou a entrada de produtos vindos do Mercosul, a um mente mais de 5% em 3 anos. Há também mecanismos para barrar produtos que não atendam as exigências sanitárias europeias. Isso tudo, eu acho que deu aquele conforto adicional necessário para os países que eram o fiel da balança no fundo da Itália, porque havia já a oposição de algumas da França, da Aosha, da Irlanda, Polúnia. E a Itália, se unindo a eles, enviablizaram o acordo. Essas salvaguardas, eu acho, que deram uma conforto adicional o governo italiano. Ele voltou a apoiar o acordo. Era necessário o apoio de pelo menos 15 dos 27 países representando 65% da população europeia. Foram 21 votos a favor. França e Irlanda, Polúnia, Aosha e a Ungría votaram contra. E a Belga se abstive. De uma certa maneira, você já desenhou para a gente as vantagens desse acordo. Eu queria entender melhor quais seria eventualmente se houver os pontos de atenção ou até mesmo os pontos contrarios para o Mercosul e em particular para o Brasil. Quer dizer, esse acordo será sempre bom para o Brasil ou a pontos em que pode não ser? É curioso, né, Natusa? Porque eu gosto muito. As pessoas me perguntam muito assim. Quem é que ganha, quem é que perde? Numa curta desse tipo, sobretudo para o Brasil, quais são setores ganhadores, quais são os perderadores. E eu sinto que a pergunta vem carregada com a percepção de quem ganha quem vender mais. Você até citou a expressão que gostei muito do ganha ganha, né? Exato, exato. Eu acho que é um pouco isso. Ganhar no sentido mais tradicional de. Vamos vender mais. Eu acho que aí, por setor agrícola, é o setor que se sobressaia. Até porque é competitivo, né? É muito competitivo. Apesar de barreiras, que possam parecer e tudo mais, você não for em barreiras pro-embitivas. Ou você não, é um setor que vai crescer. Com um mercado de 270 milhões de consumidores na América do Sul e 450 milhões na Europa. Ganham espaço os produtores sul-americanos de carne, açúcar, arroz, mel e soja. O Brasil avança com as exportações de café, suco de laranja, milho, algodão, celulose, frutas tropicales, minério de ferro, etanol e biodízel. Da Europa devem chegar com têneres com automóveis, máquinas, bebidas alcoólicas, chocolate, azeite e queijos. Produtores de proteína, animal do Mercosuga, e um prioridade no mercado europeu. O Brasil complementa a indústria local com aquilo que eles não têm. Um despescial, por exemplo, no frango é o peito de frango que vai parar lá. Ele vai criar mais valor e o Brasil terá sim oportunidades de fazer produtos com valor agregado. Deciutora é um setor que tem muito a ganhar, do ponto de vista de vendas. Aí se falar, mas num setor indústria, a gente vai perder porque vai importar mais. Eu não acredito nisso. Eu acho que o setor indústrial, francamente, é um outro grande ganhador, por outros motivos. Por quê? Que mais portar de repente de uma hora para outra. Mas é porque são oportunidades que se descortino. São oportunidades de se descortino num setor de alto valor agregado. A União Europeia é o segundo maior comprador de produtos industrializados e de valor agregado do Brasil. Acho que o primeiro está a União Europeia. China, por exemplo, não compra quase nada. A União Europeia sim. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, para cada um bilhão de reais exportado do Brasil, a União Europeia são gerados, cerca de 21 mil postos de trabalho no país. O presidente do CNI afirma ainda, que deve ocorrer um grande volume de novos investimentos no Parque industrial brasileiro. Além disso, você tem a possibilidade de integração de cadeias. Então, o Brasil tem capacidade produtiva, tecnológica, competitividade suficiente para integrar essa cadeia produtiva, seja fornecendo as etapas finais do processamento, seja fornecendo insumos para o processamento, ou até fornecendo a energia limpa necessária para determinados tipos de processamento. Os europeus eles estão colocando barreiras, exigindo e demandando cada vez mais do setor industrial deles, produz produtos com baixa pegada de carbono. Isso é enviável na Europa muitas vezes, o próprio teor de carbono que existe na matriz elétrica europeia. No Brasil, não. Nós temos uma capacidade de energia renovável extraordinária. Quase 90% da nossa rede elétrica é de comporta de energia limpa. Essas complementaridades vão se oferecendo, se abrindo para a indústria brasileira. O produtor industrial brasileiro, ele com frequência, ele está olhando para o mercado brasileiro. O mercado do mercado sul, o mercado regional, do mercado sul, ele olha primeiro para o entorno geográfico mais imediato. Até porque tem proteção tarifária e tudo mais. Então ele coloca o produto dele ali e ele mira esse mercado. Se ele chegar a ser competitivo suficiente, se ele tiver um excedente de produção, ele vai vender para os mais competitivos, mais distantes, etc. Acho que essa mentalidade tem de mudar nesse acordo com o União Europeia. Quando você começa a ver no oportunidade não, você começa a ter a meta de ter uma competitividade compatível com os mais sofisticados. E isso permite que essa lógica de produzir ou de mirar o mercado do entorno primeiro e o externo se der, muda para vamos olhar para o mercado global. Será que eu sou competitivo globalmente? E isso muda completamente o jogo que nós temos por diante. Mas não é uma coisa que está só na mão de ser toprivado. Acho que o governo tem seu papel nisso também. Espera um pouquinho que eu já volto para falar com Roberto Zévedo. Eu fico imaginando aqui como fica a percepção de quem não é produtor de algo. Um produtor de soja, por exemplo, que vende para o mercado externo. Ele consegue traduzir claramente quais são as vantagens para ele desse. dessa coisa chamada "acordo entre merco e o União Europeia". Para quem não produz e não vem de lá.
para fora, né? Para quem não é diretamente impactado por essa notícia. Como explicar a importância disso para o dia a dia, por exemplo, dos brasileiros? Com um excelente ponto que você levanta, porque quando a gente fala de ganhadores e perdedores, a gente deixa de pensar que um dos grandes ganhadores é a sociedade brasileira, economia brasileira, como um todo. Por quê? Primeiro, porque a qualidade dos produtos, a medida em que você começa a tender padrões muito estritos, padrões bastante elevados de qualidade, de sanidade animal, vegetal, etc., para poder entrar no mercado europeu. Isso em si já é uma melhora para o produtor para o consumidor brasileiro, né? Que tem uma garantia de um produto de alta qualidade, né? Já tem hoje, né? Que a gente tem já botando no mercado brasileiro, produto e baixa qualidade. Não, mas você sobe ainda mais o o safaf. Com o acordo a exportação de mais produtos como café, milho milhares de ferro, tendo a ser incrementada. Da Europa, chegam para cá, principalmente, automóveis e máquinas além de chocolate, azeite, queijos e bebidas alcóllitas. Os produtos também entram mais baratos, eles são mais competitivos, porque você tá aumentando a competição nos produtos que são ofertados ao consumidor brasileiro. Isso pode definição, faz com que os preços tendam a ser mais competitivos, então ganhem o consumidor, né? Além disso, tem alguns retores, por exemplo, compras públicas, né? O setor de saúde foi excluído pelo Brasil, sus, por exemplo, não entra, né? No nesse acordo, na área de compras públicas. Mas compras públicas é importantíssimo. Agora você tem a competição dos fornicadores europeus. Isso não só oferece produtos de boa qualidade, a preço mais competitivo nas compras públicas, como também tem o efeito de desincenteivar a corrupção. E isso não existe e acontece. Não vamos fechar os olhos para isso. Existe e acontece. E com a entrada do competidor de estrangeiro nas licitações internas, isso tende a diminuir o componente da corrupção. Tanto que o acordo de compras governamentais da ONU, a organização mundial do começo, foi assim rotulado contítulo do acordo antes de corrupção. E o Brasil não era parte, então não estão falando disso de Brasil, a pena, estão falando do mundo inteiro. E um terceiro ponto muito importante é que com a integração dessas cadeias de produção, você tende a ter mais empregos, né? Mais empregos no setor industrial, por exemplo, porque são empregos de boa qualidade, que remuneram bem. Isso tudo multiplica os ganhos da economia, o crescimento econômico tende a crescer a várias estatísticas, cada uma com um número um pouco diferente. Mas o fato é a economia cresce mais, economia cresce mais, são mais empregos, mais dinheiro no bolso, melhor, melhor descondições para a sociedade brasileira, para o consumidor brasileiro. E demora muito para sentir esses defeitos? Depende de uma velocidade de integração das cadeias produtivas. Quanto menos óbices, quanto menos barreiras, não tarifálias, forem colocadas em vigor, mas a gente já é rápido, essa integração acontece, pode ser relativamente rápido, sim. Agora, tem alguns setores que têm 15 anos, até eles serem totalmente liberalizados em termos de litarífas, então é um processo gradual, não vai acontecer da noite para o dia, mas o sentido é um sentido positivo. O Brasil vai crescer melhor e mais rápido nos próximos anos. Imagin que eu estou fazendo na minha cabeça, eu te ouvindo, é, abrimos a porta, agora só falta entrar. Essa entrada, o ritmo dessa entrada é que vai ser determinado pelos dois grupos. Aí, nós vamos ter a participação de todos nisso, dos governos, dos legislativos, dos setores produtivos, da academia, da opinião pública em geral, da imprensa, a maneira como as coisas vão ser veiculadas. Tudo isso depende de um clima político e econômico, evidentemente, que permita essa integração acontecer de maneira mais rápido possível. A integração econômica é sempre difícil, ela não é fácil, não é fácil, porque tem dores, a dor do pardo. Mas sempre vem de uma maneira geral, quando a integração é befeira, quando ela é equilibrada, e as partes se preparam para essa integração. O resultado é sempre muito positivo, o bebê é saudável e uma boa notícia. A Europa sempre demonstra preocupação com a política ambiental brasileira, isso normalmente sou como desculpa justamente para impedir que produtos agrícolas brasileiros cheguem na Europa com mais facilidade. Como é que fica o agro nessa história? O agro brasileiro, Roberto? Não vai ficar pior, claramente, não vai ficar pior, porque esse proteçãoismo que a gente chama no meio começar do proteçãoismo verde, que no momento, quando eu usar uma agenda legítima de sustentabilidade de proteção ambiental, para esconder o proteçãoismo. Então, os argumentos, as disculpas são ótimas, são muito legítimas, mas a finalidade é ilégítima, porque é de proteger de maneira desfassada o seu setor doméstico. Eu acho que, com o passar do tempo, nós vamos aumentar e melhorar, acho que os mecanismos de rastreabilidade, de transparência, muito no Brasil, é transparência. Agora essas coisas têm um custo e tem um tempo. Tanto que a própria União Europeia colocou no lar esse alerante de desmatamento e tudo mais e colocou exigências tão draconianas, tão difíceis de ser implementadas, porque eles mesmo não conseguem implementar. Então, a atrasando a entrada em vigor, já há um ano, dois anos, não é? Porque não consegue colocar em vigor, exigências são muito oneroazas. E no fundo, quem se prejudica com isso, é o pequeno produtor. Então, a gente tem que tomar cuidado para o pequeno produtor, não fica excluído do mercado por exigências de luxulas e de necessárias. Mas para isso, também, na toda, tem o próprio mecanismo de solução de controvésseis do acordo. A União Europeia presa tanto o meio ambiente, mas eu me lembro porque eu era na época chefe da área de contenciosos do Itamarati. Eu era litigante na época quando a União Europeia entrou com um contente seoso contra o Brasil, porque a gente não queria importar mais penel usado da União Europeia. E nossa legação, evidentemente, era de que aumentam o passivo ambiental, você importar o penel velho, que tinha mais um ciclo de vida, ou recalchutado. Enquanto o penel novo tem dois ciclos de vida. E os europeus lutaram até o final, querendo exportar lixo para o Brasil, perderam, nós ganhamos o contente seoso. Então, isso sempre vem muito atrelado a interesse de comerciais muito imediatos e a solução de controvésseis, os painéis, com peritos, conseguem entender a lógica e separar o joio do triu. O que é um padrão que, efetivamente, faz sentido, ele é gítimo e é protecionismo totalmente, a regia é muito mal desfazada. Bom, indo limite, a dependenda velocidade da entrada, depois dessa porta aberta. Essa parceria, esse acordo pode fazer com que a nossa dependência em relação aos Estados Unidos reduzida, porque agora, me parece que virou uma questão de ordem para diversos países, porque a sua ser tão instável a relação comercial com os Estados Unidos que reduzir essa dependência pode ser uma boa ideia. A gente pode olhar esse acordo também sobre essa lente? Sendo o ovo, eu acho que mais do que isso, não só reduzir a dependência, seja dos Estados Unidos, seja quem quer que seja, ou dos outros também, mas eu acho que também ajuda a criar uma cultura de parcerias econômicas e estratégicas. Então, eu espero muito que esse acordo, que aliás foi acompanhado por conta do acordo com o EFTA, foi prescente do acordo com o Cingapura, eu espero que vim outros, que vim vários outros acordos, que isso não seja o fim da trilha, que isso seja apenas um ponto de partida, ainda mais efetivo e claro, para outros acordos, para outras parcerias econômicas, porque na minha opinião, pelo menos, eu acho que muitos acompanham ela, o melhor remédio para um mundo fragmentado, globalizado, desglobalizado com o proteçãoismo em ascendência é você diversificar, é você ter oportunidades e parcerias comerciais em várias geografias, em vários países, isso é fundamental
no século 21? Não, sem dúvida nenhuma, me parece o único caminho possível em termos atuais. A gente vem de meses em que nossa aqui no Brasil passamos por um fortíssimo tarifácio americano e agora começamos em 26 com a notícia desse acordo. Olhando para a conjuntura atual. Qual é o tamanho do Brasil no comércio global, Roberto? Como é que você classifica o potencial brasileiro essa altura do campeonato? A participação do Brasil no comércio mundial como um todo desproporcionalmente pequeno se comparada ao tamanho da nossa economia. Pelo tamanho da economia brasileira, nós deveríamos ter uma participação muito maior no mercado internacional e isso não acontece. E não acontece em boa parte pelo próprio proteçãoismo brasileiro. É a realidade, vamos ser muito claro. O Brasil é um país ainda protecionista, as tarifas média, as sontarifas elevadas, sobretudo na área não agrícola, na área industrial, as nossas tarifas fecham muito mercado, o que significa que há também uma baixa competitividade nesse setor. Esse é o problema que nós vimos falando antes. O Brasil é pouco competitivo saindo das commodities, onde nós somos extremamente, como tanto nos alimentos, quanto em outras commodities, como os minerares, por exemplo. Mas não se torindo estudiar aos produtos processados, finalizados, transformados, etc. Nós somos muito pouco competitivos, e isso significa que o Brasil vem de um pouco participa pouco do mercado global internacional. E isso, de uma certa forma, diminuiu a exposição do Brasil aos choques de comercio externo. Então muita gente diz, "Ah, está vendo só?" Olha aí, os Estados Unidos, o Festival Live, nós não entramos em recessão, isso não é uma coisa boa. Isso não é uma coisa boa, a coisa boa seria ter uma integração muito mais efetiva no começo internacional, só que mitigando os chiscos, não estando dependentes de um país apenas, mas, assim, participando de vários mercados, tendo uma participação bastante horizontal, espalhada, pulverizada, e isso aqui dá segurança às exportações ao nosso começo, a nossa economia, de uma maneira saudável. E é um trufe do governo Lula, agora, pro ano eleitoral, abriu mais de 500 novos mercados. O ideal é você estar pouco suceitivo aos choques externo, porque aí você mete gorriscos, mas participando de maneira a única maneira você se desenvolve, em termos econômicos, sociais, tecnológicos, é se integrando com a de economia esmorzada, não tem outra forma. Roberto, que excelente ouvi você, muito obrigada pelo teu tempo e bom trabalho? Obrigado, Natuza, com prazer, está com você de novo. Tchau, tchau. Antes de terminar esse episódio, eu preciso dizer que ele marca uma despedida que na nossa equipe. O Thiago Casurosque, o nosso casul editor de áudio, vai partir para novos desafios profissionais. Então eu quero, em nome de toda equipe do assunto, desejar todo o sucesso do mundo para o casul. A gente tem certeza que você, casul, vai arrebentar onde quer que você esteja, só que a gente está triste, porque você vai deixar muita saudade por aqui. A gente também quer agradecer por esses quase seis anos de parceria aqui na equipe de podcasts do G1 e te dizer, Casul, que você fez história e que você deixou a sua marca aqui no assunto. Muito obrigada, em nome de todos nós aqui, seus amigos, obrigado por tudo, um beijo e boa sorte. Este foi o assunto, pode caçar o diário disponível no G1, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do assunto, estão Monica Marriott, Amanda Polato, Sara Resende, Luis Felipe Silva e Carlos Catelã. Neste episódio, colaborou também Paula Paiva Paulo. Eu sou Natus Anéeri e fico por aqui. Até o próximo assunto.
Podcast Summary
Key Points:
Após 30 anos de negociações iniciadas em 1995, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi aprovado pela Comissão Europeia em 9 de janeiro, com assinatura final prevista para 17 de janeiro.
O acordo abrange 720 milhões de consumidores (450 milhões na UE e 270 milhões no Mercosul) e um PIB conjunto de 120 trilhões de reais, reduzindo tarifas alfandegárias em até 90% gradualmente.
Para o Mercosul, o acordo abre acesso a um grande mercado consumidor, beneficiando exportações de carne, açúcar, café e outros produtos; para a UE, busca novos parceiros e reduz dependência em um cenário global instável.
A aprovação foi impulsionada pelo contexto de fragmentação global e protecionismo, especialmente dos EUA, e por salvaguardas que protegem setores agrícolas europeus.
O acordo enfrenta resistência de países como França e Irlanda, mas foi aprovado por 21 dos 27 membros da UE, com apoio da Itália após ajustes nas salvaguardas.
O embaixador Roberto Azevêdo destaca que o acordo promove integração de cadeias produtivas, aumenta competitividade, gera empregos e combate a corrupção em compras públicas, além de fortalecer o multilateralismo.
Summary:
Após três décadas de negociações marcadas por avanços e retrocessos, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi finalmente aprovado, representando um marco histórico para o comércio global. A Comissão Europeia deu o sinal verde em 9 de janeiro, com a assinatura final prevista para 17 de janeiro. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 720 milhões de consumidores e um PIB conjunto de 120 trilhões de reais, com redução gradual de até 90% nas tarifas alfandegárias.
Para o Brasil e o Mercosul, o acordo abre as portas para um dos maiores mercados consumidores do planeta, beneficiando exportações de carne, açúcar, café, soja e outros produtos, além de estimular investimentos e integrar cadeias produtivas. Para a União Europeia, representa uma oportunidade de diversificar parceiros em meio a tensões geopolíticas e protecionismo, especialmente dos Estados Unidos. O embaixador Roberto Azevêdo destaca que o acordo não é um jogo de soma zero, mas uma oportunidade de ganho mútuo, promovendo competitividade, empregos de qualidade e redução da corrupção em compras públicas.
Apesar da resistência de países como França e Irlanda, a aprovação foi possível graças a salvaguardas que protegem setores agrícolas europeus. O acordo ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos 27 países da UE, mas já sinaliza um compromisso com o multilateralismo e regras internacionais de comércio, em contraste com o unilateralismo crescente.
FAQs
O primeiro esboço de um tratado de livre comércio foi feito em 1999, mas a primeira ata foi assinada em 1995.
O impulso político veio da fragmentação global e das ações protecionistas dos Estados Unidos, além de salvaguardas que deram conforto a países como a Itália.
O acordo abre mercados para exportações agrícolas e industriais, atrai investimentos europeus, gera empregos e melhora a qualidade dos produtos no mercado interno.
Produtores de carne, açúcar, arroz, mel, soja, café, suco de laranja, milho, algodão, celulose, frutas tropicais, minério de ferro, etanol e biodiesel ganham espaço no mercado europeu.
Não, pois cria oportunidades de integração em cadeias produtivas de alto valor agregado, com acesso a insumos e energia limpa, aumentando a competitividade global.
Produtos europeus como automóveis, máquinas, chocolate, azeite e queijos entram mais baratos, aumentando a competição e reduzindo preços para o consumidor.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.