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Noz moscada em excesso é tóxica? Sim, e tem efeitos psicoativos. Uma viagem ao mundo das plantas e especiarias com Luís Mendonça de Carvalho

49m 21s

Noz moscada em excesso é tóxica? Sim, e tem efeitos psicoativos. Uma viagem ao mundo das plantas e especiarias com Luís Mendonça de Carvalho

Nesta conversa, Luís Mendonça de Carvalho, especialista em botânica e fundador do Museu Botânico de Beja, discute o papel das especiarias na culinária e história portuguesas. Ele explica que, ao contrário da ideia popular, os portugueses não usam muitas especiarias, preferindo ervas aromáticas locais, e que a pimenta preta é a mais comum nas receitas tradicionais. Carvalho detalha que a pimenta preta e branca são o mesmo fruto, diferenciando-se no processamento, e que variedades como a de Tellicherry são mais aromáticas e caras. Ele também aborda os usos medicinais de especiarias como gengibre, cúrcuma e canela, destacando seus benefícios, mas alertando para a moderação, especialmente no caso da noz-moscada, que pode ter efeitos psicoativos. A conversa ainda explora a história das malaguetas, que foram levadas pelos portugueses para o mundo, e como o nome "malagueta" se originou na África, sendo depois aplicado a pimentas do Novo Mundo. Carvalho enfatiza a importância de entender a origem e qualidade das especiarias, comparando-as ao vinho, e como o comércio e a tradição moldaram seu uso ao longo dos séculos.

Transcription

6900 Words, 37983 Characters

Portuguese
A despesa do José parece um basar de. Oirita, que era a casa. A casa toda. A casa. E a nexos. É, é da Prevação Basar de Estabu. Pois é, e gosta de um álbum. E ainda vamos fazer. Vamos atrás. Mas sim, sim, sim. Porque para eu. para estar além do usar também trabalho com as despesarias, os chás, pelantes bíblicas, os perfumes e também não tem o só em casa aquilo que aprecie o particularmente. Por quanto se deseja elestionar. Nós não vamos elestionar o nosso gosto apenas. Vamos elestionar o que estamos, o que as pessoas já vem conhecer. E a vez podemos não gostar tanto de um determinado produto, mas é nossa obrigação como formadores da luz primenta. Pois é, a casa das pessoas tem sempre um cheiro, não é? Quando a gente entra na casa do. o trem. Sim, sim. A casa tem uma aula. A sua casa tem uma aula. dwarfis cisina chanas reperson superior rows o e a lavó aos restaurantes da moda. Somos como o homem que comia tudo. De tradição e osadia, de sabores intensos e texturas de ligadas, fãs da tradição e os ados na Reenvensão. Porque há uma portuguesa num despreio. Sempre! Saques, somos nós! Muito bem! Estou aqui a conversa com Luís Mendonça de Carvalho. Especialista em a tecnopolitanica, acho que já vamos ver o que aqui significa. Fundador do Museu Botânico de Beja, doutorado em sistemática e morfogida as plantas. Apeço nada por violeta este parma e por especiarias, que é a principal razão que eu traz aqui ao programa. Ele foi responsável por ensinar muitos dos portugueses a cozinhar com os pressierias e a saber o que é isso da cássia e da canela e o que é que distinguem uma da outra. Uma vez que durante 11 anos ministrou um morco shop sobre o assunto do Museu do Oriente, que por termo há pouco tempo. - Não, não. - Não, não. E voltei que as ameaças. Não. E acabei por depois de facto de ver pessoas que criam, voltaram a ter o workshop e que quanto a guitarra um museu e voltei a semana passada e se volete a mais um workshop de especiarias. Futantei-se deu as maças, se deu ao clamor da multidão. - Quantas pessoas que terão passado por esse workshop? Eu fui um deus há 11 anos. - Sim, talvez. - 12 talvez. Eu o workshop começou em 2012, em 2014. Quantas pessoas são a volta de 60, como em regração de 20 pessoas, militares, milipocas, milícentas por aí. - Muito bem. E hoje em dia acha que os portugueses sabem usar as especiarias melhor do que sabiam há uns anos atrás, ou que se foi perdendo para o contrário, se foi perdendo com os anos e com, digamos, com as novas cozinhas de mozerna e com o apel que a internet faz a pratos mais, digamos, visuais. - Sim, e assim, eu acho que também não tenho uma visão global sobre que as pessoas usam em suas casas, mas em termos de comercio, a riqueza de especiarias hoje é bastante distinta do que era, por exemplo, imagino o século 16 ou 17, em que as especiarias tinham de facto uma importância, uma não-meração em termos de culinária. Também é a nem que estão em medicina, também eram uma questão simbólica, porque se acreditávacas, especiarias, também eram raras e isso também quando é raro, aumenta bastante todo o mysticismo em redor do produto. Mas eu acho que há o longo do tempo, há o longo dos últimos sequer dois séculos, os portugueses foram se virando mais para plantas que podiam cultivar e que havia no seu habitat, para plantas inditránicas, de forma que foram se voltando mais para ervas, como nós dizemos ervas aromáticas, como a salsa, ou comentro, os tumidos, os oregãos, e embora continuemos a usar especiarias vindas do Oriente ou da América, mas não somos propriamente uma culinária riquíssima em especiarias. Aliás, Europa e a gente não tem. Não, isso vai que um cara encontra a ideia que muito portugueses têm, não é por causa do nosso passado viajantes pelo mundo, de um povo que levou ingredientes de um lado para o outro, a essa ideia de que nós usamos mais especiarias do que ser lá, os franceses. Não, não tiga mais uma continuidade cultural no uso da especialista, porque repara-se procurar nas receitas, por exemplo, de um livro de. se por várias livros de receitas tradicionais, a especialia que aparece sempre é quase a pimenta, quase a pimenta. Porque a pimenta era de facto preta, era de facto uma coisa tão valiosa, tão mais valiosa que as outras, dizis que o seu valor era o mesmo do oro, isso é um mítuo. É um cádio mítio, não era assim, não era como um ocadamento próximo da prata, mas do oro não. Do oro, o de facto é um produtos que estão. que estão produtos agrícolas ou, ao mesmo si vestes, que tiveram o próximo e que estão. Então, usar produtos que valem mais o dobro do preço do oro. Você forão? Não, eu sofra um não tanto, mas eu estou refrimindo não as piserias, é, por exemplo, mas uma. uma. uma. uma deiras de árvores que são infectadas por um fungo que vem da malásia, é o pau da aquila. E isso também no passado foi usado como espesaria, mas no contexto de avali de renascimento, é como um embarcinha de renascimento dos cachalotes, também era usado como espesarias, também se usava como espesaria as próprias múmias que vinham do ejípto e que poderizavam para usar, para se for aos livros. Despecerias de avaias, encontrar lá uma riqueza, vermos de produtos e d'orígens que muitos de nós desconhecemos. Não, a pimenta é uma espesaria muito versátil e é uma espesaria, mas no tempo, é um de picante, muito aromática e. e, pra isso, foi isso que também nós esqueçamos que era um no pólo real, mas o rei também queria que se vendessem de pimenta, não é? E ajudava a conservar também o limio? E também a ajudar a conservar os alimentos. É, a pimenta não gosta de coisas com pimenta, não é? Sim, mas é isso, enquanto também quando a pimenta é bicharada, a taque em força, também não há pimenta que salva o braço, não é? É verdade, não há nada que fique mal com pimenta preta. Eu acho que fica bem, eu acho que o carno fica bem, usa só de ficam bem. Sim, enfim, é essa tal ou essa versatilidade. De legumes e. Sim, a outra questão que eu queria colocar, que muita gente eventualmente não sabora, que tem a ver com a diversidade de pimentas que existem, nós estamos aqui falar de pimenta preta, mas isso tudo é tudo mesmo, a mesma planta, certo? A verânica preta? Sim, mas ou menos, é porque, assim, nós, por vezes, estamos em um nome de pimenta, há uma planta que seja picante, porque é uma jinepimenta de cisua, ou pimenta deitiópia, ou pimenta de guine, tanto tudo que é picante, nós estamos em um nome de pimenta, até um nome comum, muito generalizado, mas, eu acho que o Ricardo está a referir a pimenta preta, branca, rosa, verde, verde, sim, e de vermelha, também é vermelha. As bolinhas, aqueles bolinhas. Sim, é o que eu acho que talvez uma parte das pessoas desconhece, primeiro é que a pimenta, a pimenta era, que produz a pimenta clássica que nós usamos, é uma tripadeira, contisse uma coisa que a minha parte as pessoas talvez desconheça, pensando que pode ser uma árvore, é uma tripadeira que uma avenha, como uma vida. Não, não, porque, não, não, não, não. Os dois vivem pimentadas, assim. Sim, mas. Não como te soube. Tripadeiras? Tipo tripadeiras, ou árvores. Pimenta rosa. Ah, pimenta rosa e outro. É o outro mundo, é o outro mundo, né? É, assim, por tanto, pimenta clássica, preta, é um produto, então, de uma tripadeira, como a vidaira, como a cabelo dizer, ó, como as glicinhas. E é o que, por vezes, as pessoas poderão desconhecer, e mesmo que a dorte que trabalhou em Goat também desconhecia, é que a pimenta preta e branca são o mesmo fruto. Ou seja, a pimenta preta é o fruto todo, colhido, quase maduro e sé qual sol. As escaldas, por vezes, sé que é só o sol. em qual tepimento branco. é o caroço desse, é o que está lá dentro, se respara a pimenta preta e é isso que muitas casas como o que o mercilha faz e quando importam pimenta preta, depois, por exemplo, pimenta branca, tem máquinas que raspam, tem um aparte exterior, e que só digamos o caroço. E esse caroço é pimenta branca. Nossa tradição, sempre foi muito usar pimenta branca, não foi? A pimenta branca usa-se para molhos, em que nós não gostamos que apareça sinais de pontinhos negros, para dizer molhos brancos, por exemplo, e também a pimenta branca é potencialmente mais picante e menos aromática. E é aromática menos aromática, sim. Mas, por exemplo, no nosso pôes cozidos, os todos usavam muito pimenta branca, já não é isso? Sim, eu perdei-se muito essa tradição cultural de usar, essa diversidade de pimentas, né? A pimenta como há pouco referimos a pimenta de eleição, é sempre a pimenta preta quando as receitas referem pimenta e sal a gosto, é reférs a pimenta preta. A pimenta preta. E há muita diferença, ju, eu já tive pimentas pretas super aromáticas. E já apanhei outras pimentas pretas que não serão quase nada? É como o vinho, é como o vinho, não é? Quanto há as regiões, digamos, de marcadas, de produção de pimenta preta, que tem, de facto, mais cuidado, mais qualidade, e também não tem só de como o cuidado na apresentação do produto final. Tem a ver como, no caso, o vinho com as condições edafo climáticas, tanto com o clima e com o solo, e quanto depois o porçamento pode colheita. E depois também com a cuidado da apresentação do lote, tanto muito uniforme, dos lados de pimenta, como dos outros especiales, devem ser tenencialmente muito uniformes, e com uma cor muito viva, e com um aroma muito intenso. E sim, preto, muito preto, um preto, muito preto. E, por exemplo, talvez a região da india que produz uma pimenta muito conhecida e muito quente, muito aromática, é a região da telicheira. A pimenta de telicheira, sim. Onde que você encontrou isso aqui? A pimenta de telicheira é uma pimenta que também não é produzida em, por exemplo, como todos os produtos de uma região de marcada, não são produtos em muita quantidade, mas qualquer casa que venda especiarias e que trabalha também com mercados, que seja mais exigente, que ela pode ver, pode menos a opção de vender essa pimenta. Por vezes não encontramos com a felicidade, porque também o mercado não procura. E muito mais cara? Não, não é muito. A pire, ela é mais cara, mas a quantidade que compra, não é muito que você não vai comprar quilos, não é? Nevá, vai comprar um círculo. Não conhece. A questão também é que morar a cula de delas foi dizia, é nada em cheço, praticar a mudração. Então, eles sabem que o cheço de pimenta, depois de tudo, depois também pode arruinar a experiência de gustativa. E o corpo, disso também não é uma coisa muito boa para a saúde, a pimenta, e se falar não é sentido ou não. E as coisas que ficam para sempre, temos os senyans e continuamos a ter vestidos de pimenta comemos hoje dezoito. E se não sei, isso não sei. E se supese que não, porque a pimenta, por exemplo, imagina que ainda é um tubo digestivo, mais fragile, se calhar estes picantes todos, não são todo recomendáveis. Mas a malagrada não tem problema, malagrada, enfim. Eu acho que é assim. É a mesma coisa para quem tem. Então também até ver como assim. Sim, sim, sim. E sabe que também é essa questão da sensibilidade dos indistintos, também tem a ver com o microbioma. Claro, está. Porque, a vez, percebes, mais isso, que até a nossa disposição, estamos mais alegros, a mesma, às vezes, tem a ver com o tipo de hectares que vivem dentro do nosso corpo. Sim, sim. E essa é uma questão engraçada, porque nós temos esta ideia das possíveis, que o ídamos para elas, meramente muitas vezes, de ponto de vista culinário. Mas elas têm muita importância, sobretudo em países orientais, de ponto de vista medicinal, como uma pouca referia. Sim. Que há alguns exemplos de. Sim, o ídio não é um turcínista, mas já trabalha assim, porque já tem. Sim. Reparece, para nós também, vamos pensar que a medicina convencional, como nós conhecemos hoje, é também um triunfus civilizacional. No entermos de antibióticos, entendemos tudo isso, não é acaba, porque salva a muitas vidas, não é? No contexto do uso tradicional de especiarias, há de facto medicinas tradicionais, como a herbeda ou como a medicina chinesa, continuou a usar bastante especiarias. Mas nós cá também, por exemplo, há vezes para questões menores. As pessoas usam, por exemplo, o gengíbreo, a canela, para questões de dor de garganta, por exemplo, usam o fio gengíbreo aliás, a agenda é ser para tudo, sim. Ranta são muitas outras coisas, já devai ali aos permecados como o selero e ver gengíbreo em todos os formatos, sótos de gengíbreo, gengíbreo em colo. Exato, exato, exato, exato. E também é curcuma, por exemplo, comatia oxidante. Comatia oxidante. Portanto, e não só. Portanto, mas comatia oxidante, antiflamatório, não é? E que é aliás a ciência apoiar esse tipo de uso, porque, de facto, tem um uso inflamatório e, ante ao que sente bastante potente, às vezes, também, as pessoas usam, por exemplo, a canela para questões de diabetes, não é? Mas, eu de bíceo deve ser enquadrado dentro de uma muderação no consumo e de uma compreensão do efeito fisiológico dos princípios ativos, que as plantas têm, não é? Repare quando nós estamos aqui a conversar dos usos, medicinais, de tudo isso, é porque, assim, a planta, quando produza esses compostos químicos, produluos por uma que está um denocidade ecológica. Essa produtos são para ter alguma relação com o meio onde está. E essa relação pode ser para atrair animais, que vão fazer um terminar de serviço ou então reproduir animais, ao menos caso, animais ou microarganismos, fungicos, bacterias e algo que nós sabemos que algumas plantas têm, de facto, uma forte efeito microabicida. Por exemplo, as pessoas quando adicionam, por exemplo, erva-doce às castanhas, que as plantas estão acuselas, estão utilizadas para o efeito erva-doce, o efeito que é diminutivo, portanto, reduzir a produção de gases e essas são as bacterias que têm. É a mesma verdade. Sim, sim, sim, sim, sim. Falei às vezes. A produção de gases está sempre presente numa data de coisas de plantas, o que nós vamos ver as fichas técnicas de ervas armáticas ou de alguma especialista. É sempre um problema histórico. Mas por falar em especiales que devem ser consumidas em mudança, há uma em particular que vem a cabeça, que é a nós, um bocada. Sim, é a nossa mocada, sim. Tive-se consumida com mudança, mas antes, quando nós abordamos essa questão, a mudança tem ali uma amplitude, não é? Não quer dar ideias. Aqui estão, nem quer ter esse peso na consciência. Esse caramba depois, no dia dos vistas final. Não quer dizer que a nossa mocada tem de facto de milisticina, que tem efeitos psicotivos, mas tem que relar, tem de relar, tem de. E em quantidade, por exemplo, nós nunca podemos dizer que a nossa mocada que coloca adicionamos ao prédio batata é responsável para as nossas leções. É verdade, porque não é proprimente LSD, não é proísque que está agonjantar. Ele há as plantas também tem essa singularidade, quando há alguma coisa, é de facto bastante prodicial. Também é marco, mas seja, também é visa prévia. Mas sabe que há uns anos, eu interessei uma pessoa que tinha experimentado nos mocados, e eu uso recreativos de drogas e depois de auto-analizáveis, experimentavam o seu próprio corpo, exatamente, em grupo. E ele experimentou nos mocados e ele dizia que uma coisa é essa, se comer em grande quantidade, uma quantidade que ninguém. E aí? como seria para os os colinários e a outra, Carlos Ovinhos, é que o pós, o pós, o pratoário era terrible, enfim, ele tinha já consumido algumas drogas duras e ele disse que o ressaca de nós mofada é das coisas piores que ele sentiu devômito e tudo isso. Tem a apacorte, nós mofada que tem lá naquela escala, nós me ficaria para ir ao redor de Deus, portanto, não é para, mas repara, nós estamos aqui a conversar sobre esse tema, mas não é para estudar ninguém, que seria um que usa o que usa, é se usar para usar para o nome de Deus, exatamente, então não, porém, antes disso, depois de usar o meu medo é o contrário, não usa, é que eles usem demais, não usa, não tem a pensar nisso. E dizer que depois também tem uma alternativa que é, nós mofada, a miscadera, pela antélmara, por meio de porta e os frutos são, em termos refulógicos, da despeito, são semelhança os pesecos, só que são diferentes dos pesecos, porque são deiscentes abres para deixar cair acimento e acimento quando cai, acimento está produtida para um documento ócio, como se fosse um caroso, e em redor desse documento está um arilo, da de uma membrana de cor de carlato, e essa cor de carlato é para azaves, que vem depois acimento cair, no sol, poderei comer aquela membrana com acimento no interior, exatamente, a recompensa para a ave é aquele arilo de carlato, mas isso que nós temos aqui, depois de ser que fica cor de laranja, e pode usar-se como a nós mofada, só que não tem esta, só que não tem o tal de feito psicóativo, porque não podia ter, se avou, comece esse arilo, e depois de caso como feito psicóativo, quiser depois era capaz de dar o carro, ria, orondermia, dá o próleo demasiado de 70, e um produtor podia consumilar, a gente acabou a savo, que fazia a disposição desses mensos. É natural isso realmente está muito bem feito a uma outra exemplo de especialia que as aves consomem, e que não tem um efeito sobre as aves que poderia disser a dilas, e que tem sobre nós, que é as malaguetas, enfim, não se diz malaguetas, não é o termo correto, é sempre esta questão, nós temos de malaguetas, porque malaguet era um nome que nós usávamos para uma especialia que vinha da África Sub-Sariana, quando nós encontramos mapas, quando nós computamos, mapas do século 16, 17, vemos que a linda ao longo da costa africana, quando há transição, pão o golfe da Guiné, há a costa da malageta, porque a partir daí foi aí que encontraram muito a malageta, mas ela era conhecida, já previmento na idade da África, porque atravessava o Sara em Caravanas, que vinham até às cidades de norte-africa, que eram cidades ricas em comercio. Os portugueses encontraram nessa zona, e eram um nome de costa da malageta, mais tarde, quando essas malaguetas, quando o comercio do malageta é proibido, é protocolo para se consumir a pimenta negra. As malaguetas ficaram, digamos, o nome ficou órfão, e quando começa a haver do novo mundo, esses caps e com os que também tinham um sabor picante, que eludiam um pouco as malaguetas tradicionais, o nome de Jásbago Ligeta era outra planta, não são chamadas pimentas picantes, as malaguetas, as entoções, vai de novo mundo, que isso vai de novo mundo, depois passa, e depois passa, sim, sim, sim. Então é verdade a esta ideia de que foram os portugueses que levaram voxamars malaguetas sim, é verdade, por meio de impor e impor, impor, impor, impor, impor, impor, impor, impor, então, aqueles países que nós vemos como os campeões do mundo picante não seriam nada, sem os portugueses. É, não é? É verdade, não é? Se veiga ou, não é histórica. Sim, então, de forma, portugueses que levaram os portugueses trouxeram muitas especiarias, mas nunca escutivamos cada das orientais, né? No caso da malageta, tinha a facilidade de se poder cultivar cá. Por tanto, isso é sempre um moustímulo ao consumo. Nós não nos podemos esquecer que a nossa, o nosso país, não eram países que, em termos agrícolas, fosse, antiga, uma grande diversidade de plantas autótimos, não tinha, não é? Mas se fossemos só comer o que o país nos nava, era bolota, umas amoras, nem ir. Não, isso também veio tudo do medio-oriento, porque era o trigo, açovada, tudo isso veio do medio-oriento. Por tanto, nós iríamos comer bolotas e amoras e umas reisões. Ah, que estesos, era séticos, eramos acéticos. Tudo o que nós, tudo o que nós, o que nós, nós, nós não queremos esquecer. Que essa que é a agrícultura é a base da civilizações, não há civilizações sem agrícultura. Não há. Pode haver grupos humanos que não têm, mas não há. Mas eu queria falar dos passos, são insensíveis ao picante das malaguetas, né? Por isso eles ingeram isso. Pois vão antes de pensar esses cementes. Por tanto, e aqui esse vermelho é para atrair as ávias, veem muito bem o vermelho como nós. Acho que nós vemos muito bem o vermelho, uma pessoa que quer ser visto ou ser vista, é com o vermelho. Não foi em autônio que se como isso. Exatamente, mas não foi em autônio que se merece. Qual é a sua especialia favorita? Se é que tem alguma? Eu gosto muito de tapimenta. Acho que a tapimenta tem uma. eu gosto muito de tapimenta preta. Acho que a tapimenta preta tem uma versatilidade muito grande. Também gosto de outros. Eu gosto de canal selão, também é uma espiritualidade. Eu gosto do crevinho no passado. Tinha uma fama menos positiva. Tivemos assim. E agora também? É. A paia que se era dentista. Exatamente, mas quando a gente disse, a nossação como eram. Tem alguns de produtos que usam. Porque as pessoas não passaram, tem uma potencial, pequena aversão ao crevinho, por causa de o eujinal que se usava no odontologia. Exatamente, para que estão de desinfeção e de anestesico. Para também hoje, hoje já não se usa. Eu usei se me já não com o no passado. Por isso hoje, quando eu sou doário, já não tenho aquela roma de crevinho. E era por isso que também não era tão olhebissante, por causa desse sarroma consultório. Foi em canela do selão. Não é uma canela qualquer. Sim. Portanto, os produtos, os especiarias que nós compremos e consumimos com o nome de canela, vêm de diferentes espécies botánicas. Por exemplo, no caso, a pimenta negra, a pimenta preta, vai só de uma espécie botânica. No caso do crevinho só toma. Essa é a regra. No caso da canela, vai então de facto de diferentes espécies, pelo menos quatro, dentro do mesmo gênero botânico. Algumas que também podem ter o nome de cássia, são a casca. A casca dessas plantas que têm com a sempre um portarborio ou o robustivo. No caso da canela do selão, é uma espécie, é uma árvore, que está sempre. Podar, sempre cortar, sempre dar arrebentos, tem aquela tois, se apagar arrebentos e depois cortam os arrebentos, retira a parte terna da casca e aí é a diferença. E quanto nas outras coisas? É mais aromático e é mais portanto? Não, ela não é tão potente como as outras, porque assim, as cássias, algumas de elas têm mais aldeído o cinâmico, que é o princípio ativo que nós associamos à canela. Quando o capoeira que canela do selão só que tem um boque mais especiado e é mais fino, digamos assim, mas assim, mas assim, é mais fino, é mais suave. É diferente, como eu ia dizer. Mas os portugueses compram, pensando que estão a comprar novamente canela, noventa é cássia. Sim, mas o nome está certa, porque o nome também se pode se marcar nela, porque tudo que vai na planta de ojênio, que se na a momo e que tem aldeído cinâmico, é como se liga com chamar-nos de barão ao cação. Pois é, esse milhão de sim, porém, neste caso, o caso da canela do selão é apenas as camadas internas da casca, tiram a parte exterior, depois suponha a camada internana da casca, tiram láminas dessa camada interna e é isso muito frágil, que depois se comercializam esses pedaços frágés. Podemos dizer que a canela é a especiaria que os portugueses mais gostam, tirando a pimenta preta e vendo a camada internana. como no outro país, era o peus. Algumas, especiaria que o ísio conheça, que os portugueses desconhecem e que não devem se indigamos assim. Sim, qual é a melhor especiaria que os portugueses desconhecem? Ah, e se não saiu que o voce também é tão variado o gosto das portugueses, mas poderia indicar algumas, se calhar, por exemplo, imagina a pimenta longa que foi usada. Sim, que foi usada no passado e depois se perdeu essa continuidade cultural do uso. Sim, e tem assim às vezes, é frequentemente ter um sabor simutenamente aducicado e picante, uma ou outra. Pode usar em quê? Pode usar como pimenta preta, como pimenta preta, sim, tal e qual. Eu acho também graça a pimenta da Jamaica. Ah, é muito de sangue, sim. Mas condense uma série de especiarias, sim, que é que é que a bolinha é grande, sim, que é que a bolinha é grande, sim, que a bolinha é carnellha e a nossa miscada, sim. Mas condense mesmo, ou seja, até lá aos principios ativos, não é uma missão. Não, não é uma missão. Porque assim, e até em inglês, é meio alcepais, alcepais portanto de todas as especiarias reunidas numa só. Eu acho que há uma especiaria que nós temos cá em Portugal, só que porque foi uma planta introduzida, o sumagre. Nós temos o sumagre, no H, R, temos no entro aos humanos e outros regiões do país. Usada no medioriano, né? Sim, exacto. Portanto é usada para acedificar. Portanto é como se fosse no substituo do limão. E acontece que nós usamos essa introduzinha de cá à planta para a indústria de curtumes. E depois da plantar a silvestro, e existe por aí. Sim, portanto é que o portas, sim, sim, silvestro. Com portas, como se fosse natural, como se fosse uma planta nativa. Mas é de facto a silvestrada. E os frutos maduros podem depois descar, podem moer-se. E de facto é uma coisa que temos cá. E que não. Que não usamos. Não sei o que é a camcadena. O que mora ali no região do doro, olha o lugar. E que de repente possa ver ali um recurso natural. E as pessoas vivem nessas regiões onde existem essas plantas, deixaram de exusar. No caso usaram. Ah, nunca usaram. Não colinaram menos. Era só para a indústria do dê. Só para dar a codra a ver um caso ao outro, mas não está em conhecimento de registros que tenham sido. É para o sumagre, caro. Nós quiserem se comprar ali, mas. E não é fácil encontrar. Não é caro. E não se esqueça que o Lente Capantá foi introduzida para que as suas folhas, os seus cálhos, ricos enteninos, fossem usados para a indústria de curtumes. Não era para usar o fruto para nada. No qual houve essa tradição de usar o sumagre para que estão da culinária. Segureus nós a sucemos sempre, com a sempre, mais a especializa ao orient do dê. Mas as especializa em todo lado. E estava me lembrar o cacau, por exemplo, é considerado uma especialia ou não? Não, o cacau. Não, é um pouco com o café ou com o achar. Por tanto, o cacau, por tanto, não, será mais uma bebida estimulante. O estimulante. Quis serias que encontram-nos dos continentes África? África já falamos de uma da pimenta de malagreta. E há espécies de o gênero piper, por tanto, a mesma gênero da pimenta, há bastante assim, África. Também na etiópia e naquela região subçariana, sem contra a pimenta da Ipimenta de Itiópia, Silópia, a Itiópica, que nós também encontramos à casa de que nos pôa que venda em produtos para a comunidade de guinheense, e venda em essa especia até eles chamam o Piripiri Negro. Mas, de facto, é picante, bastante picante. Em África, são, assim, os exemplos plantas de gender piper, por tanto outros que no Vitamin Negra, os grãos do país, e depois também repara. Se fizer as bolhas, não. E sem África há cultivo de bolinha, mas é tudo introduzido. Nossaquessa que essa viagem das plantas incluiu também a viagem das especiarias. E, ouve de facto, os europeus introduziram plantas de regiões que foram explorando no outro, as culturas regiões, mesmo até para terem depois um fluxo de especiarias para ser os mercados internos. Desia que, no caso da América, temos a pimenta da Jamaica, que é um pouco recardo referiu, e também temos a Bálnia, que, a espéria mais cara, por peso, ela safrão. Depois é a Bálnia, depois o car da Môno. São assim, as três grandes. O car da Môno é subido de preço de uma forma brutal nos últimos anos. Sim. Eu tenho a ideia que a culpa é da moda do escana do bólio, aqueles bolhos nórdicos que levam o car da Môno. Então, rependo começar a aparecer lojas disso, até que cadáias desses bolhos, um pouco por todo lado. Mas eu compro algumas dessas especiarias no tais. Outra, hoje, seria um preço aumentou muito nos últimos anos, foi propriamente apreta, conhecida. Sim. Mas o car da Môno também. Sim. O car da Môno nunca foi muito parato. Mas aumentou bastante. Mesmo até o a safrão, e a pimenta, como acaba de dizer, disse-se o que corresponde a uma infelação cresciente que nós, vemos em todos os produtos, e repare quando há, depois também, digamos assim, uma pressão do mercado para usar os produtos em outros pratos que não usavam, quando um terminado do mercado começa a usar mais uma especiaria, depois de alguma momento isso também se reflete no preço. E também há outros usos, como, por exemplo, com os béticos, sim. E também há uma outra coisa, é que repare que, por vezes, o próprio mercado, nós nunca conseguimos muito por causa da Môno cá, mas o próprio mercado também percebe que cair o consumo, poderá pagar mais. É um pouco uma Môno cá, dá-lo. Sim. O clássico é, de facto, no arroz. Embora o estuareco também é o uso, e também, de bom, no café. No café. No café. Sim. Sim. Também é uma. É uma. É uma história que ela é uma mistura de específica. Sim. Isso é. Já é uma mistura indiana que é chá preto com uma mistura de especiarias, mas aí pode colocar as especiarias que a deixar. Ah, para dar um padrão, não é usar a canela, ou o carda-mônomo, só que revinho. Para de mais. Estrada, não é? Estrada, não é? Dei, depois de me após fazer a sua mistura como deixar aliás as misturas de especiarias clássicas, tanto o garama-sal, ou o carilo, as cinco especiarias chinesas, mas aí já é mais fixo na xinque-esparia chinesas. Portanto, mas no caso, o carilo e no garama-sal, para as pessoas usam o que desejarem, digamos assim, mas desacoglizarem dentro de uma tradição cultural que faz parte da sua família, da sua região. Por que? Daí, nós temos diferentes para isso, não, mas atrás. Por que? E depois, a Ata disse, mas tem que ver com a riqueza cultural, é que está em redor das especiarias, mas o carilo que nós vemos aqui na Europa à Venda e em Portugal também, é ligamos uma versão adaptada ao Augusto-Erupel. É um pouco como a culinária chinesa, eles gostaram de chinesa, de uma parte do que nós vemos, não tem bem, inclusive, culinária chinesa, que é mais picante também. E a uma adaptação ao Augusto. Sim, eu tenho muita pena que as pessoas não façam seu próprio porto carilo, porque é tão fácil. Sim, por que? É uma coisa que demora, ou seja, a maior hora fazer um boião do porto carilo que dá para o ano inteiro, enfim, rajaram seis ou setas especiarias, mas talvez destalas e molhas só isso. E depois, cadê-se que se quer fazer um carilo de frango? É exatamente o que nós estamos com a gente, mas isso é interessante, é um pouco o coicardo estar a referir, e evoca um pouco aquela questão da pessoa cultivar a sua própria horta, não é? E com o semir de pôe o que coletiva, neste caso, o carilo é interessante fazer o seu próprio carilo, porque às vezes as pessoas, por exemplo, poderão, não apreciar o carilo, porque está aí lá uma determinada especiaria, que a pessoa não aprecia, mas como também não está consciente da receita, o carilo, quando se calhar, se eu fiz essa, sem uma da cara. Que isso existe muito, as pessoas que dizem assim, "Ah, eu não gosto de cravinho, eu não gosto de estroda nisso, ou não gostavimos aqui cominhos, né?" Sim, se eles codem cominhos. Sim, mas de que eu já tinha uma salada, as priminhas têm numa salada. Fala assim, tomar uma pequena quantidade de uma pequeníssima, aí porque eu sabe que os comindes mesmo em pequena quantidade. não estão se logo, quiser não há, não há aqui. Sim, uma pequena quantidade de comindos vai ver que tem uma outra salada entre usido e do outro muito. E o isso gosta de comprar em grão ou em pó? Em grão. Quanto muito comprar em grão. Por que você também quer o processo? Depois é algo com um amo frio, ou então mesmo com um muinho, mais, não é? Mas primeiro tosto. Mas primeiro tosto assim. - Quer dizer, as vezes mudaram? - Sim, é presenciada. É para ativar as experiências, para ativar as experiências. Mas isso sempre é em grão. Mas sempre grão, não é? É para libertar o aroma. Aqui, nessa altura, também se vê, se sente. Fica mais de diferente. De sentir raro, obviamente. Não se pode tocar. Quer dizer, pode tocar. - Não. - Não. Agora também é de ter raro mesmo, mas carbonizar. É capaz de não ser particularmente saudável. Mas também é como morar com o delos. Nada enche isso. - E o dedicar a mudança. - Exatamente. Lui só para terminar. O isp para além de tudo. Já vimos que o Shah não é conceptualmente considerado uma especialista em Shah. Aqui também alguns equipos sobre o que é o Shah. Sim, normalmente. De não menarmos Shah. Tudo o que fazemos sou a forma de uma infusão. Quando vamos trair os princípios ativos sobre a forma de uma infusão, ou seja, um produto seco, a qual adicionamos algo quente. Para estreir os princípios ativos mais importantes, nós semanamos, esse poscimento de Shah. Mas não é só que, portanto, entre todas as línguas, europeias, pelo menos, também acontece. E para como é culturalmente, já está. É uma questão cultural muito antiga, também não. Vamos contra isso. Mas a questão do Shah, no contexto em que o Ricardo refere, é o Shah preto, o Shah verde, o Shah branco, o Shah amarelo, o longo, tudo tal como a pimenta vem de uma só planta. Também todos esses tipos de Shah preto, o verde, o branco, vem em todos de um arbusto que a Shah saíro. E é nesse contexto que eu trabalho com Shah. E tanto do Shah, o Shinés, originalmente Shinés. Portanto, depois foi levado para muitos lugares, inclusive, as horas para a Índia. Quase tudo é originalmente Shinés. É Ricardo, é verdade. É impreender com características móveis, é pólvora, tudo é por slano, é tudo. É ceda e muito. E repara que mesmo a companhia das Índias, que trazia as companhias das Índias, que são por slanos da China, já traziam por slanos pintadas algo a este rupel. De vez de estar muito percebendo. Sim, no caso do Shah preto, por exemplo, eles nunca o apreciaram. Porque o Shah preto era para exportar, porque assim o Shah que o Shinés apreciaram, foi sempre o verde ou o longo. O longo é um Shah semi-oxidado, a diferença do preto e o verde é que o preto é óxidado, que não se diz fermentar. A fermentação teria que entrar micro-organismes, e que ele é apenas um questão mesimático. Para dentro do verde ou preto é óxidado, e o longo é semi-oxidado. E essa semi-oxidação faz com que depois se formam compostos, que a ludei no seu aroma, afrutos, afolores, amadeiras, e isso é muito valorizar essa arte de fazer um Shah, que tem esse aroma subtiche. O Shah verde, quando era exportado, o Shah verde é frágil, e não aguenta muito tempo de nem de transporte, nem muito tempo. O Shah verde deve se consumir o Shah do próprio ano, ou quando muito anantrê-lo. Acontece que as viagens para a Europa, de um raven antes, e o próprio processo da viagem, não era feito em condições de conservação do Shah, antes de que o que chegava cá era o Shah verde, que não se percebia como é que as fonte literárias, e então as maravilhas de que ele tinha que se borrinho, era uma coisa muito ser anável. O Shah, os chinês inventaram uma forma de estabilizar as folhas para aguentar a viagem, então produziram o Shah preto, que era para exportação e não para consumo. E hoje em dia assim, eu os olho onde com a defensa, eu acho que ele de chinês também estava bastante ocidentalizada, porém, acho que não acho que o Shah preto hoje tem um valor que não tinha no passado, mas o Shah verde continua a se luxar e o longo, os Shah bastante valorizados. Como é que o riso olha para o Shah de Saqueta? Bom, eu acho que. Nesta fase de minha vida já estou por tudo. Você me gostou de ser? Então vem cá. Mas eu acho que quando há uma urgência grande, quando é preciso uma premencia enorme para resolver uma situação drástica, acho que devem ser exagero. Não, eu acho que é assim. Nós tivemos procurar os produtos mais próximo, para ele ser drásticas. E, neste caso, também tivemos ver o que vamos consumir. E o Shah preto, mas o Shah preto, essa que está ali, todo muito moído para que a estração da teina, cafeina seja imediata, e que o tempo de infusão seja curto. Para ti, ele tem um propósito que é rapidê, porque as pessoas quando às vezes bêbem, já é preto. É como cafeia é teria aquele shot de estimulante. Isso percebes. Mas não, não devemos comprar sem puxar em folha e usar todo o protónculo orthodoxo. Portanto, do bulo, do tempo de infusão adequado, do águado adequado. Sempre diferente, não é? Sim, é diferente do caso. Para a água deve ser mais menos quente. Não, não for vente, nem super vente do caso do preto, mas pode ser super prevento, ou a prevento mesmo, no caso, não deve ser prevento do caso o vente. E deve ser prevento do caso preto ou do ulo. O controle é o contrário. O cháver é muito delicado. Portanto, não aguenta uma temperatura de água muito elevada e este policial é por causa dessa queta. Você teve como fazer esse protocolo clássico? Se tiver, de facto, de usar essa queta, comprar essa queta vazia, porque se vendem essas quetas vazias, põe lá o chá que deseja e fazem infusão. Agora, falso também dos microplásticos do cháquido. E você está em todo lado. E você vai apraia para esta área e está achando microplásticos. Meu Deus. Até a longa sensação de melhor. Qual é o seu chá favorito? Eu gosto muito de chá verde, de um chá lungo chingue. É um chá que, por si, sem chinês, sem chinês. Lung chingue, lungo chingue, sim. E encontração. Encontra-se. E exer-nos lojas adequadas. Mas aqui, encontrei, por exemplo, eles, "bô, não sei se posso fazer, posso fazer, posso fazer." Aí, encontrei na companhia portuguesa do chá. Sempre encontrei lá um ótimo lungo chingue, sim. E lojas online também. A lojas online é um outro mundo. Agora, agora, encontrei tudo o que deseja. Aliás, há casas clássicas. Em termos de chá, como amareas frerrem, parís, e outras, apareleté. E é forte na mesa, bem longe. E outros. E podes comprar frio. E eles entregam aqui. Sim. Tanto que não. Se for aqui, no caso, o regiante se entrega um dia para o outro. Muito bem. Isso foi um prazer conversar com assim, mais uma vez. É, aqui, todo o coxa é foco assim. Acabamos com chazinho e acabamos muito bem. E até breve. E muito obrigado, realmente. Pode cá, se se rova, empresa.pt. E já sabe, a mais comida para além de beef com batatas fritas. Mas beef com batatas fritas é muito bom. Somos feitos de tanta coisa ao mesmo tempo. Refações longas.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A conversa aborda o uso de especiarias em Portugal, destacando que a culinária portuguesa não é tão rica em especiarias quanto se imagina, focando mais em ervas aromáticas.
  2. Luís Mendonça de Carvalho, especialista em botânica, discute a história das especiarias, incluindo a pimenta, que era valiosa, mas não equivalente ao ouro.
  3. Explica-se que a pimenta preta e branca vêm do mesmo fruto, e que há diferentes variedades, como a pimenta de Tellicherry, com qualidade superior.
  4. As especiarias têm usos medicinais tradicionais, como gengibre e cúrcuma, apoiados pela ciência, mas devem ser consumidas com moderação, como a noz-moscada, que tem efeitos psicoativos em grandes quantidades.
  5. Os portugueses foram responsáveis por espalhar malaguetas pelo mundo, e a "costa da malagueta" na África deu origem ao nome, que depois foi aplicado a pimentas do Novo Mundo.

Summary:

Nesta conversa, Luís Mendonça de Carvalho, especialista em botânica e fundador do Museu Botânico de Beja, discute o papel das especiarias na culinária e história portuguesas. Ele explica que, ao contrário da ideia popular, os portugueses não usam muitas especiarias, preferindo ervas aromáticas locais, e que a pimenta preta é a mais comum nas receitas tradicionais. Carvalho detalha que a pimenta preta e branca são o mesmo fruto, diferenciando-se no processamento, e que variedades como a de Tellicherry são mais aromáticas e caras.

Ele também aborda os usos medicinais de especiarias como gengibre, cúrcuma e canela, destacando seus benefícios, mas alertando para a moderação, especialmente no caso da noz-moscada, que pode ter efeitos psicoativos. A conversa ainda explora a história das malaguetas, que foram levadas pelos portugueses para o mundo, e como o nome "malagueta" se originou na África, sendo depois aplicado a pimentas do Novo Mundo. Carvalho enfatiza a importância de entender a origem e qualidade das especiarias, comparando-as ao vinho, e como o comércio e a tradição moldaram seu uso ao longo dos séculos.

FAQs

A pimenta preta é o fruto quase maduro de uma trepadeira, colhido e seco ao sol. É a especiaria mais comum em receitas tradicionais portuguesas.

A pimenta branca é o caroço da pimenta preta, após remover a casca externa. É menos aromática, mais picante e usada em molhos brancos para evitar pontinhos escuros.

Não, historicamente os portugueses preferem ervas aromáticas como salsa e coentros, usando principalmente pimenta preta. A ideia de uma culinária rica em especiarias é um mito.

A costa da malagueta era uma região na África Ocidental onde os portugueses encontraram a malagueta, uma especiaria picante. O nome foi depois aplicado aos capsicum do Novo Mundo.

Especiarias como gengibre, canela e cúrcuma têm propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. A ciência apoia alguns usos, mas devem ser consumidas com moderação.

Sim, a noz-moscada contém miristicina, que pode ter efeitos psicoativos em grandes quantidades. No entanto, o uso culinário normal é seguro e não causa esses efeitos.

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