Pessoa 1
Olá, é bom me ouvir, não é?
E não precisa responder.
É uma pergunta retórica e eu venho com notícias quentinhas de 2025 vigilantes do peso se.
Pessoa 2
Prepara para declarar falência nos.
Pessoa 1
Estados Unidos não existem mais influenciadores de positividade.
Pessoa 2
Corporal, o CEO de.
Grandes corporações como Wake Waters ou vigilantes do peso.
Pessoa 1
Vem a público.
Pessoa 2
Pedirem desculpas às pessoas.
Pessoa 1
Por ter contribuído com a.
Pessoa 2
Cultura das dietas e afirma.
Pessoa 1
Que as dietas nunca funcionaram, nutricionistas marombeiros não prescrevem mais dietas e.
Pessoa 2
Estão se especializando em?
Pessoa 1
Comportamento alimentar todas essas notícias parecem fazer parte do mundo.
Pessoa 2
Que nós sonhávamos em 2.
Pessoa 1
1022 e realmente está acontecendo.
Pessoa 2
Mas não está acontecendo porque o emagrecimento deixou de ser uma questão, tá, minha filha?
Pessoa 1
Muito pelo contrário, o emagrecimento está mais em alta do que nunca.
O que mudou foi a.
Pessoa 2
Forma de conseguir esse emagrecimento?
Pessoa 1
E nós estamos falando delas, as famis geradas canetas emagrecedoras que de caneta.
Pessoa 2
Minha filha só tem a forma.
Pessoa 1
Que não escreve, tá, mas promete aí, né?
Muita coisa.
Pessoa 2
E aí, será que escreve, será que sua rabisca?
Pessoa 1
Vamos ver no episódio de hoje com o tema mais.
Pessoa 2
Pedido por.
Pessoa 1
Vocês tudo bom?
Grupo aqui é pra Billy nutri 3 construída arroba nutri ponto 10 ponto construída.
Eu vou muito bem, obrigado por perguntar.
Não, mentira gente, eu não tô muito bem não, eu tô muito gripada, inclusive dá pra ouvir na minha voz qualquer coisa, se escutar um estrondo.
Pessoa 2
Já sabe que é?
Pessoa 1
Secreção que tá saindo do nariz.
Mas como vocês não veem o que os olhos não veem, o coração não sente, vai só escutar.
Pessoa 2
Tá bom, hoje eu pensei num episódio tipo.
Pessoa 1
Guia de bolso então, o.
Pessoa 2
Que tu precisa saber o que tu não precisa saber?
Pessoa 1
E o que ninguém sabe ainda sobre as canetas emagrecedoras?
Então Bora?
Eu pensei em estruturar assim uma introdução sobre.
Pessoa 2
O que é?
Pessoa 1
Quais as indicações, os o que as evidências mostram pra gente sobre o uso a curto e longo?
Pessoa 2
Prazo.
Pessoa 1
E aí?
Pessoa 2
Depois eu deixo as reflexões que outros pesquisadores e eu?
Pessoa 1
Fizemos porque eu superei a impostora e já me chama de?
Pessoa 2
Pesquisadora, sim, porque faltam só 10 dias para que eu defenda a minha tese.
Pessoa 1
AI, meu Deus, gente, vem aí o.
Pessoa 2
Título de doutora?
Pessoa 1
E aí entrarei.
Pessoa 2
Para o hall daquele.
Pessoa 1
Grupo seleto que tá naquela foto da elane, Taylor Swift.
E o presidente Luiz Inácio Lula da?
Pessoa 2
Silva, podem?
Pessoa 1
Fazer essa montagem, viu comigo?
Pessoa 2
Agora só depois do dia 18, tá 18 de dezembro.
Pessoa 1
Dia 19 eu já quero esta foto em todos os grupos, então vamos lá começando, né?
Anota aí que a tia vai.
Pessoa 2
Explicar fisiologia, tá, e aqui eu vou.
Pessoa 1
Traduzir conhecimento científico, então vocês não fiquem esperando jargões academicistas.
Pra quem é da academia, tem uns.
Pessoa 2
Artigos aí pra vocês ficarem.
Pessoa 1
Lendo e se achando equivocadamente.
Pessoa 2
Superiores, tá bom, amores?
Pessoa 1
Aqui não.
Aqui AA tia vai traduzir.
Então, pra que você entenda, de maneira geral, todas as nossas refeições envolvem uma orquestra de comunicação entre o sistema nervoso central e o nosso.
Pessoa 2
Trato gastrointestinal e aí outras?
Pessoa 1
Questões, mas vão focar nesses 2 primeiro, beleza?
Essa orquestra, ela libera hormônios, neurotransmissores se comunicam, o negócio todo sai um negócio bem, toma lá da cá, eu converso ou escuta?
É mais ou menos isso.
E aí existe um rapaz chamado peptídeo semelhante ao glocargon um ou GLP um.
E esse eu chamo de rapaz porque na minha?
Pessoa 2
Cabeça ele é um rapaz.
Pessoa 1
Ele é produzido naturalmente pelo intestino e liberado na corrente sanguínea quando a gente começa a comer e aí ele é responsável por avisar quando é hora de comer.
Pessoa 2
Menos quando é hora.
Pessoa 1
De parar quando a barriga tá cheia, quando o açúcar no sangue deve baixar e quando o corpo precisa guardar ou liberar energia.
O problema é que ele, assim como nós, chega um momento que fica fraco.
Pessoa 2
Que fica ruim das pernas?
Pessoa 1
Né?
Eu entendo, eu entendo.
GLP um.
Eu também fico assim, inclusive estou assim.
E aí ele começa desempenhar o problema OA no.
Pessoa 2
Caso desempenhar a.
Pessoa 1
Função dele de maneira inadequada e a gente começa a ter problemas como o que muito açúcar no sangue, né, que a gente vai chamar aqui também de glicemia.
Pessoa 2
Alta ou hiperglicemia?
Pessoa 1
Uma fome fora de hora e até o ganho de peso.
Aí, meus amores, que a indústria farmacêutica cria um agonista de GLP um.
E pra ficar mais fácil, imagina tipo um?
Pessoa 2
Sósia de GL.
Pessoa 1
P um, né?
Do teu corpo.
Imagina mulher, tudo desempenhando porcamente tuas funções.
Aí aí tu consegue uma.
Pessoa 2
Sósia pra fazer tudo pra ti?
Olha, perfeito.
Pessoa 1
AI, meu Deus, isso é isso?
Ela não cria, né?
Mas tudo bem.
Então existe um agonista de GLP, um no caso aqui nós vamos chamar de semaglutida.
E aí a semaglutida Ela Foi iniciada.
Para pessoas com.
Pessoa 2
Diabetes, porque vejam só o.
Pessoa 1
Pâncreas.
Pessoa 2
Que é a fábrica de insulina, vamos pensar.
Pessoa 1
Assim é a insulina, ela é um hormônio que baixa o açúcar no sangue, então a semaglutida.
Pessoa 2
Ela faz a fábrica.
Pessoa 1
Trabalhar na hora certa aumenta a produção de insulina quando o.
Pessoa 2
Açúcar sobe, evita que outro?
Pessoa 1
Hormônio chamado glucagon.
Aumente ainda mais o.
Pessoa 2
Açúcar protege as células do.
Pessoa 1
Pâncreas para que elas não morram e ainda ajuda a multiplicar algumas células que são produtoras de insulina.
Os músculos também precisam de açúcar para funcionar e às vezes eles não conseguem conversar, captar, colocar para dentro deles essa insulina e essa maglutida também facilita essa conversa.
Pessoa 2
Ela abre umas.
Pessoa 1
Portinhas que a gente chama de glute 4 para.
Esse açúcar entrar e para.
Pessoa 2
Ele ir para o músculo.
Pessoa 1
E aí, imagina que o nosso estômago é um funil?
E aí esse é é.
É a semaglutida.
Ela vai atuar, por exemplo, apertando essa saída do funil para que deixe a comida lá por mais tempo e ela passe mais devagar.
E aí a glicose entra no sangue mais devagar, evitando Picos de glicemia e também.
AO controle do nosso.
Pessoa 2
Apetite é regulado.
Pessoa 1
Especialmente numa região cerebral chamada hipotálamo, e aí lá nesse hipotálamo e no núcleo do.
Pessoa 2
Trato solitário.
Pessoa 1
Existem receptores de GLP, um EAA semaglutina.
Ela chega dizendo aí, galera, ó, pode, pode parar de comer aí?
Pessoa 2
Que já deu a gente.
Pessoa 1
Já está bem, né?
Que nem a gente depois da ceia de.
Pessoa 2
Natal pode parar, acabou se.
Pessoa 1
Né, só ano que vem.
Pessoa 2
Mas.
Pessoa 1
É mais ou menos isso.
Então é eles.
Elas atuam dessa maneira.
Pessoa 2
Tanto os.
Pessoa 1
Agonistas de GLP um, quanto os agonistas de GLP um e Jeep que no.
Pessoa 2
Caso é a tirisepatida.
Pessoa 1
Que é uma molécula única que combina o agonismo.
Pessoa 2
Do Jeep e.
Pessoa 1
Do GLP um, que tem basicamente as mesmas.
Pessoa 2
Funções no corpo.
Pessoa 1
Então, todos esses aspectos percebam que eles melhoram o metabolismo na glicose.
Pessoa 2
Por.
Pessoa 1
Isso, inicialmente, esses medicamentos foram pensados para o tratamento de diabetes tipo 2, entretanto, contudo, porém, todavia, eles perceberam que existia um desfecho secundário, sendo.
Pessoa 2
A perda de peso aí?
Pessoa 1
Alguém, uma reunião de departamento regada a muito café e uma vontade?
Pessoa 2
Desesperada de sair.
Pessoa 1
Do meio acadêmico, viu?
A luz no fim do túnel?
Vamos ganhar muito dinheiro com esta possibilidade promissora.
E aí então surge, né?
A nova possibilidade do tratamento desses medicamentos para perda de peso, a semaglutida, ela é comercializada com o nome de?
Pessoa 2
Osen, pique e wigov.
Pessoa 1
E a tisepatida, como munjaro, então?
Além deles, existem outros e novos agonistas hormonais, únicos, duplos e triplos, já estão em andamento.
Então vem muito aí galera, 2026 vai ser assim, o ano desses agonistas aí e pra mim assim ser magotida, diz a partida.
Pessoa 2
Eu tenho até.
Pessoa 1
Dificuldade de falar porque eles não parecem aqueles.
Pessoa 2
Caput de do site do governo que você precisa escrever pra provar que não é o robô.
Pessoa 1
Que aparece aquele Monte?
Pessoa 2
De letra, né?
Pessoa 1
Que não diz nada com nada pra mim foi isso, o cabra?
Pessoa 2
Foi entrar no site EE, apareceu te dizer a partida, ele Ah, pronto, aí vou.
Pessoa 1
Botar esse nome aqui mesmo?
Pessoa 2
Vai ser esse aqui?
Pessoa 1
Tudo bem, né?
Quem sou eu pra julgar nome?
Mas já julgando?
Então, esses medicamentos, eles são disponibilizados com algumas dosagens diferentes, o osinpic.
A gente tem ele de um miligrama.
Pessoa 2
Que é mais recomendado para diabetes e o de 2 vírgula?
Pessoa 1
4 miligramas que é para o tratamento da obesidade, como também o igov, já o monjaro ele possui algumas dosagens superiores, então a gente começa com a de 2,5, depois 5, 7,5, 10 e 15 miligramas no Brasil nós só temos as 2 primeiras dosagens de.
Pessoa 2
Cada ok?
Pessoa 1
E a forma de aplicação desses medicamentos é subcutânea, então pode ser.
Pessoa 2
Aplicada na coxa na barriga.
Pessoa 1
Né, em alguns lugares, com um agulha que parece uma caneta.
Pessoa 2
E talvez por isso se.
Pessoa 1
Popularizou como péssimo nome de canetinha.
Eu odeio chamar medicamento com implicação sistêmica de canetinha.
Pra mim é o mesmo que.
Pessoa 2
Chamar a cirurgia complexa de?
Pessoa 1
AI é um puxãozinho, é uma repuxadinha.
AI, odeio, odeio.
Ah, voltando né?
A aplicação dessas doses ela é semanal de.
Pessoa 2
Dose única ou.
Pessoa 1
Seja uma vez por semana.
Pessoa 2
E no injetável você só.
Pessoa 1
Aplica uma dose e depois.
Pessoa 2
Joga se fora.
Pessoa 1
Então eu fiz aqui o.
Pessoa 2
Cálculo que para a dose mais alta do monjaro.
Pessoa 1
Disponível do Brasil.
Pessoa 2
Que é a de 5?
Pessoa 1
Miligramas, o custo mensal é de 1800 BRL por mês.
Considerando que quase 70% da população brasileira possui uma renda mensal de 2 salários mínimos, isso é impraticável para nós, sul americanos do país, Brasil brasileiro.
Pessoa 2
Não é verdade?
Pessoa 1
Então, estabilizinha do meu coração para quem é a indicação desses medicamentos e vamos lá, a indicação, ou seja, para quem esses medicamentos são testados.
Pessoa 2
Avaliados eficácia, né?
Para 2 grupos de pessoas.
Pessoa 1
E aí, no caso?
Pessoa 2
Vou dizer para vocês.
Pessoa 1
Que a indicação era para o.
Pessoa 2
Tratamento do diabete tipo 2.
Pessoa 1
E o tratamento crônico da?
Pessoa 2
Obesidade e aí?
Pessoa 1
Muita atenção para a palavra crônico, ou seja, existe um tratamento de longa duração.
E vocês não me ouviram?
Pessoa 2
Falar a palavra estética.
Pessoa 1
Então, não é indicado para fins estéticos?
Essa é a indicação até O Presente momento estou gravando.
Pessoa 2
Hoje, no dia 10 de.
Pessoa 1
Dezembro de 2025.
A contraindicação, basicamente aquela de sempre, né, para quem tem hipersensibilidade a algum dos componentes ou alergia, mas também especialmente a pessoas que têm histórico pessoal ou familiar.
Do carcinomedular da tireoide.
Pessoa 2
Câncer, né?
Na tireoide, histórico de pancreatite.
Pessoa 1
Gravidez, amamentação, doença renal grave ou estágio terminal, doença hepática.
Então muitos desses é dessas contraindicações podem ser porque.
Pessoa 2
Realmente se testou e se viu.
Pessoa 1
Que não é uma indicação ou porque, por exemplo, deixa eu ver aqui um que eu vi que.
É porque não tem estudo, ainda que comprove, né?
A segurança, então, é basicamente isso.
Essa é a contraindicação.
Basicamente todos os medicamentos eles possuem efeitos, né?
Inclusive o efeito esperado é um efeito.
O que a gente não quer é um efeito.
Pessoa 2
Colateral, ou seja, aquele efeito.
Pessoa 1
Indesejado.
E quais são os efeitos colaterais mais comuns desses 2 medicamentos?
Assim, dessas 2 famílias, né?
A eu tô falando aqui da maglutida.
Pessoa 2
E da tia zepatida?
Pessoa 1
Então são náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal.
É a sensação muito.
Pessoa 2
Precoce de saciedade, refluxo, azia.
Pessoa 1
Algumas complicações, alguns efeitos colaterais mais graves que se observou, mas em menor número, pancreatite.
Pessoa 2
E.
Pessoa 1
Hipoglicemia, sobretudo naquelas pessoas que utilizam outros tipos de hipoglicemia antes.
Problemas na vesícula e um retardo acentuado do esvaziamento gástrico, causando aí uma gastroparesia.
Pessoa 2
Ou seja, o estômago parando.
Pessoa 1
De funcionar.
Pessoa 3
E.
Pessoa 1
Um dos dados que eu achei mais interessantes na revisão sistemática.
Pessoa 2
Tudo que eu colocar de estudo aqui, eu vou deixar.
Pessoa 1
Nas referências, é, eu tô pensando aqui que eu vou deixar os links no grupo do.
Pessoa 2
WhatsApp, tá bom?
Pessoa 1
Que fica mais?
Pessoa 2
Fácil todos os artigos lá.
Pessoa 1
É uma das revisões que eu encontrei que deixa eu dar uma olhada.
Pessoa 2
Aqui, ó, pera aí, cadê ela?
Ela compara, é as, as, as as.
Espera aí.
Pessoa 1
Calma, os efeitos colaterais é desses medicamentos e um dos que eu achei mais.
Pessoa 2
Absurdos foi que a.
Pessoa 1
Semaglutida tem aí um efeito de até 40% do peso perdido sendo de massa magra.
Então eu achei esse um dos efeitos colaterais que mais preocupa isso.
Especialmente por quê?
Porque quando as pessoas estão, né, nesse processo.
Pessoa 2
De.
Pessoa 1
Espera se que elas não comam.
E, obviamente, a proteína é um dos alimentos que faz com que as pessoas sintam mais saciedade por mais tempo, né?
Então já dificulta aí o consumo de proteína.
E aí?
Pessoa 2
Essa.
Pessoa 1
Dificuldade de consumir junto com a.
Perda de massa magra é um importante fator de mortalidade e eu acho que esse é um dos fatores mais preocupantes e que não estão sendo, né?
Tão considerados assim aqui eu vou me atentar especialmente ao desfecho.
Perda de peso?
Não vou.
Pessoa 2
Falar aqui de diabetes, de do que é que?
Pessoa 1
Esses medicamentos fazem na glicemia.
Pessoa 2
Ok, e.
Pessoa 1
Quando a gente fala de.
Pessoa 2
Perda de peso.
Pessoa 1
Parece que esses medicamentos eles são a pana 6, são a revolução, né?
Nossa, caraca é é o álbum Renascença pra comunidade pop mundial.
Pessoa 2
Beyoncé, mas será?
Pessoa 1
Que é isso?
Tudo mesmo?
Então vamos lá, queridas queridos e queridos, antes desses medicamentos, já existiam outras formas de.
Pessoa 2
Tratar a obesidade, sendo elas a cirurgia bariátrica.
Pessoa 1
E outros medicamentos, como a subultramina, orlistática, bupropriona.
Todos esses, né?
Muito comuns ainda.
Pessoa 2
Que é?
Pessoa 1
Com uma perda de peso não tão acentuada pra gente que eu então já existiam outros meios.
Pessoa 2
De.
Pessoa 1
Perda de peso, tratamento pra.
Pessoa 2
Obesidade e perda de peso.
Pessoa 1
Que eram muito importantes nessa revisão, que eu também vou deixar o link pra vocês.
Ela compara os tratamentos e avalia a média de perda de peso como desfecho primário.
E aí nós temos uma ordem de eficácia média.
Desculpa, gente, seguindo essa hierarquia.
Então nós temos aí, por exemplo, a cirurgia bariátrica, com a média de 25 a 30% de perda de peso total até 2 anos, nós temos.
Segundo, né, o monge Auro com a média de peso.
Pessoa 2
De perda de peso.
Pessoa 1
De 15 a 21% o osempic com a média de 14%.
Aí no step um, ainda que step é o nome.
Pessoa 2
Do ensaio clínico randomizado.
Pessoa 1
É mais que doses maiores, já puderam produzir uma perda média de 17% a sibutramina, que era um outro medicamento muito utilizado.
Demonstrou, por exemplo, uma perda de peso de.
Pessoa 2
4 a 6 kg.
Pessoa 1
Em 12 meses, mas a.
Pessoa 2
Sibutramina é muito associada a.
Pessoa 1
Implicações cardiovasculares, né?
Então aqui eu quero que vocês vejam, né, que existe essa progressão, essas, essas, essas indicações.
Pessoa 2
Não é verdade?
Pessoa 1
Esses tratamentos com essas médias?
Pessoa 2
De peso, de de perda de peso.
Pessoa 1
Mas eu quero fazer 2 observações, a primeira delas é.
Pessoa 2
Que.
A.
Pessoa 1
Partir de de uma perda de 5% do peso corporal, a gente já encontra melhora metabólica significativa.
Então é preciso muito cuidado com esse, quanto mais melhor, porque isso não é suportar cientificamente para todas as pessoas.
Então hoje as nossas recomendações são de 3%, 10%, 15%.
Pessoa 2
Da perda de peso corporal.
Pessoa 1
Demonstrando melhora em vários aspectos, inclusive os metabólicos, inclusive reduzindo o risco de morbimortalidade.
Então por isso que cada pessoa vai ter uma indicação de tratamento, porque hoje nós já pensamos em obesidades no plural, então não é receita de bolo, faz isso.
Pessoa 2
Que isso aqui vai dar?
Pessoa 1
Certo, não é assim.
E eu entendo que por uma questão, né, social, por exemplo, perder só 3% do peso.
Ainda que exista e venha acompanhado de melhores clínicas, talvez não seja um desejo, talvez não seja AAA aquilo.
Pessoa 2
Que a pessoa?
Pessoa 1
Considera mais apropriado Pra Ela?
E aí, beleza, entendo, mas a partir do momento que a gente tá pensando em saúde, a gente já tem essa melhora, ok?
E a outra?
Pessoa 2
Coisa que eu quero que.
Pessoa 1
Vocês também se atentem, é que as pessoas vão sempre com muita.
Pessoa 2
Expectativa por?
Pessoa 1
Conta dessas médias ponderais, né?
Então, tipo assim, a.
Pessoa 2
Se a cirurgia bariátrica.
Pessoa 1
Reduz em média 30% do peso.
Pessoa 2
Eu quero ela porque ela que?
Pessoa 1
Vai me fazer chegar, né?
Nos nos 60 kg, mas a média é uma estimativa que, além de não representar muito bem aquele grupo, em alguns casos, ela também não quer dizer que vai ser a sua meta.
Então olha como a média ela é um pouco.
Pessoa 2
Confusa, por exemplo.
Pessoa 1
Se uma pessoa perdeu 50 kg?
Pessoa 2
E a outra perdeu 10 kg.
Pessoa 1
A média é 30 kg.
Só que isso não representa a veracidade dos fatos, concordo.
Então é preciso muito cuidado com essas expectativas, com o que a gente tem buscado.
Beleza?
Então, até agora nós já vimos que são medicamentos agonistas indicados para o tratamento.
Da diabetes e da obesidade, mas aqui nós vamos focar especialmente na obesidade.
Pessoa 2
Com a perda de peso?
Pessoa 1
Nós vimos então que o monjaro, ele é superior no quando a gente pensa em perda de peso e até em controle glicêmico também do que o osinpic.
E agora nós vamos saber o que?
Não se sabe ainda.
Eu encontrei uma revisão.
Pessoa 2
De abril.
Pessoa 1
De 2025.
E aí pode ser que algumas coisas já tenham um pouco mais de respostas, mas eu achei muito interessante que as coisas que eles deixaram como lacunas.
Eu ainda considero lacunas, porque não encontrei respostas assim.
Muito, muito.
Como é que se diz?
É firmes, até porque vocês vão ver.
Pessoa 2
Pela qualidade.
Pessoa 1
Na Na verdade, não é qualidade.
Pela natureza das perguntas e das lacunas, a gente não tem como ter respostas ainda.
Então, alguns pontos que essa galera.
Elencou que não foram respondidas.
É, por exemplo, a relação custo benefício.
Não se sabe qual o custo e efetividade desses medicamentos em relação a desfechos como eventos cardiovasculares e mortalidade total.
Ou seja, será que se o governo norte americano que está tentando, né?
Investir no tratamento da obesidade com os em pique é.
Se a partir do momento que ele investe nesse tratamento, ele vai conseguir obter um resultado de menor custo de mor mortalidade, lá na ponta a gente não sabe ainda, né?
Se se isso existe essa relação, a outra coisa é que a gente não sabe ainda o efeito da interrupção após a perda de peso significativa, especialmente porque alguns estudos já vem demonstrando.
E que existe um reganho de peso, especialmente no.
Pessoa 2
Formato de gordura que é de se esperar, né, tendo em vista a fisiologia do corpo.
Pessoa 1
Humano.
Então, um outro ponto que não se sabe também é, o certo é o efeito adverso para pessoas com obesidade.
Por quê?
E aqui eu vou abrir aspas para os autores, nosso conhecimento sobre eventos adversos dos agonistas.
Pessoa 2
De receptores de LP, um.
Pessoa 1
Baseia se em grande parte no estudo desses medicamentos no tratamento do diabetes.
Existem vários motivos pelos quais os dados sobre eventos adversos não podem ser extrapolados para populações com obesidade em primeiro lugar.
Pessoa 2
Os usuários de?
Pessoa 1
LP um para controle do peso.
São, em média, cerca de 20 a 25 anos mais jovens do que aqueles que usam os mesmos medicamentos para o tratamento do.
Pessoa 2
Diabetes, ou seja.
Pessoa 1
É uma população diferente quando a gente pensa em população diferente, quando a gente pensa em amostras diferentes, a gente vê que, né, esses dados são intransponíveis.
Eles são eles não podem ser extrapolados com a mesma segurança, ok?
E além disso, não existem evidências de seguranças para as pessoas que.
Que estão utilizando esse medicamento como se fosse água benta, sabe?
Ah, eu tô querendo perder 3 kg até meu casamento.
Eu vou usar um monjaro, né?
Canetinha?
Porque se você entrar No No TikTok é, eu não posso.
Pessoa 2
Falar aqui que eu considerarei?
Pessoa 1
Igual, mas assim é semelhante com o tanto de informação e desinformação.
Retirada, né?
Do brioco mesmo para dizer que Ah, existe monja aro natural que existe.
Nossa, o que eu fiz?
A caneta eu tô vendendo.
Enfim, é se não é um ponto que eu vou entrar agora porque acho que até isso, né?
Já, já existem muitas informações sobre isso.
Eu quero falar aqui com você, trazer uma nova perspectiva.
Você já sabe que tem gente roubando farmácia pra pra pra pegar os inpik monjaro, você já sabe que tem profissional contrabandeando esses medicamentos, você já deve saber disso tudo.
Pessoa 2
Aqui eu quero trazer coisas.
Pessoa 1
Que podem aumentar o seu senso.
Pessoa 2
Crítico ou trazer um?
Pessoa 1
Pouco mais de reflexão.
Pessoa 2
Pra isso, beleza?
Pessoa 1
Então, todas as nossas evidências de segurança até o momento, elas são para aquelas pessoas que estão em estudos clínicos randomizados, ou seja.
Pessoa 2
Para as pessoas que são.
Pessoa 1
Acompanhadas por semanas que estão tomando o medicamento corretamente, que ele está sendo refrigerado corretamente.
Que não tem interrupções por conta da falta de dinheiro ou do esquecimento?
Que se os efeitos colaterais aparecem, elas são acompanhadas corretamente, que possuem problemas de saúde e são beneficiadas pelo medicamento.
No mundo real em que você?
Pessoa 2
Compra por conta própria.
Pessoa 1
Um medicamento que não possui recomendação para fim estético, para ajudar na sua estética.
É, é, é.
É um você fazer esse seu próprio estudo cliniconomizado, sabe?
Assim é um risco.
Não existem estudos científicos pra dar conta de você, não existe ninguém que esteja olhando pra você, entendeu?
Você tá usando o.
Pessoa 2
Medicamento sem prescrição pra emagrecer?
Pessoa 1
3 kg pro verão?
Você está se expondo a algo que não existe segurança.
E eu já falei aqui em outros episódios, né?
Sobre.
Como é impossível não pensar no contexto político e econômico por trás desses medicamentos.
Ann, né?
Que é AA empresa que produz esses medicamentos, é uma das mais ricas do mundo.
E eu vou falar NN que tá porque eu estou na mira deles.
Vou.
Pessoa 2
Falar daqui a pouco.
Pessoa 1
Nos Estados Unidos, uniudos é, eu não sei se vocês viram o governo Trump.
Esteve inclusive, o próprio Trump esteve presente na coletiva de imprensa que anunciou o acordo com a farmácia Lili.
EANN pra tornar os medicamentos, né, mais acessíveis, inclusive OOOORFK lá, falou, até chamou a obesidade da doença da pobreza, né?
Isso é muito emblemático, gente.
EE eu não sei se vocês viram também só um, só uma curiosidade.
Nessa mesma reunião, um homem desmaiou na coletiva, né?
Tava lá falando, o cara caiu lá atrás e aí o trampo ficou lá igual um bananão, vendo todo mundo socorrer o cara e nada assim.
Achei bem típico dele.
A foto é bem emblemática, vou deixar também lá no insta.
E aí no começo, até disseram que ele era um dos presidentes da nn ou que ele estava utilizando.
É, usa inpik, mas aí eles mentiram.
Mas eu adorei inicialmente essa fanfic.
Inclusive finge que não mentiram.
Continuam acreditando na última.
E aí porque é que eu falei, né, que estou na mira porque euzinha recebi uma proposta.
Pessoa 2
De.
Pessoa 1
Parceria da própria para fazer presença vip em um evento e divulgar a canetinha.
Obviamente, se você não me viu, minha.
Pessoa 2
Foto por aí é porque eu.
Pessoa 1
Declinei, mas.
É isso mostra o quão o quão interessado eles estão, né?
Independentemente do nicho.
Assim, então com certeza existe um interesse gigantesco de que esses medicamentos sejam popularizados, sim, para beneficiar financeiramente um grupo de pessoas.
É o meu grupo, não.
Pessoa 2
É o seu grupo?
Pessoa 1
Não.
Se você respondeu sim, saia do fake presidente da Lilian e considerando então esse contexto é sobre os argumentos de quem concorda quem?
Pessoa 2
Discorda do porquê?
Pessoa 1
De quem são os interesses?
Pessoa 2
Quem lucra EE etc.
Pessoa 1
Eu trago 2 argumentos centrais de quem?
Pessoa 2
Discorda do uso?
Pessoa 1
Veementemente do medicamento para o tratamento da obesidade, como se fosse água benta.
E de quem concorda, tá então, começando com quem?
Discorda?
E aí eu trago um exemplo mais.
Pessoa 2
Palpável dessa galera que por?
Pessoa 1
Exemplo, imaginemos que futuramente o SUS comece a.
Pessoa 2
Cobrir o custo?
Pessoa 1
De josempic, obviamente, quem vai ficar mais?
Pessoa 2
Rica as empresas farmacêuticas.
Pessoa 1
Óbvio, né?
E aí, obviamente, as conversas nos consultórios médicos sobre mudança no estilo de vida, elas podem não ser mais a primeira linha de escolha.
Pessoa 2
Esse profissional, ele pode estar ali.
Pessoa 1
Né?
Recebendo é canetas, ninhos, viagens, bolsinhas, enfim, pra.
Pessoa 2
Prescrever pra prescrever esse medicamento, né?
Pessoa 1
A gente sabe o que acontece a.
Pessoa 2
Gente sabe que uma caneta?
Pessoa 1
Pode influenciar a prescrição do profissional de saúde?
Então não é trivial.
Quantidade de mimos que essa galera manda, eu tô falando pra vocês, eu recebi AA proposta de uma presença.
Pessoa 2
Vip.
Pessoa 1
Tá.
Pessoa 2
Eu, uma presença vip, gente, eu sou profissional.
Pessoa 1
De saúde não é para eu estar fazendo presença vip, ok?
Pessoa 2
Mas vejam aí como eles nos.
Pessoa 1
Fazem nos sentirmos importantes, então, a partir do momento.
Pessoa 2
Que esse?
Pessoa 1
Profissional começa a prescrever isso, isso se.
Pessoa 2
Torna.
Pessoa 1
A primeira linha acontece que a gordura corporal no Brasil coexiste com um bocado de violência, com um bocado de determinante social de saúde.
Pessoa 2
Que privilegiam uns.
Pessoa 1
E desprivilegiam outros, então, inclusive, de acordo com a nova estratégia, é é do.
Pessoa 2
Tratamento da obesidade recém publicada, na qual eu fui uma das especialistas consultivas com licença, a obesidade é.
Pessoa 1
Reconhecida como um problema social, e aí a gente vai dar medicamento que faz com que as pessoas deixem de comer?
Se muitas vezes elas já não, já não estão comendo.
Se muitas vezes elas o problema não é a quantidade, mas sim a qualidade, né?
A gente tem um sistema alimentar que só enfia ultraprocessado nas pessoas, a gente.
Pessoa 2
Tem uma série.
Pessoa 1
De injustiças que faz com que as.
Pessoa 2
Pessoas comam pior e não.
Pessoa 1
Melhor.
Então como é que eu vou fazer, sabe?
É, é é tomar banho de água suja.
Então, em algum grau eu concordo com essa galera.
Eu concordo, está aqui, meu nome assina aqui, mas eu entendo também com ressaltas.
Mas queria dizer que concordo com vocês.
Um beijo em vocês.
Pessoa 2
Olhe, pode financiar uma?
Pessoa 1
Moto aí no meu nome pode botar, viu?
Já a galera que não concorda, tipo assim, vamos distribuir para Deus e o mundo.
Pessoa 3
Os em pique?
Pessoa 1
Essa galera tem um argumento e muitas vezes compara.
Pessoa 2
O.
Pessoa 3
Asenpic que é a pílula?
Pessoa 1
Anticoncepcional, e aí?
Pessoa 2
Eu vou abrir aspas para uma das pesquisadoras.
Pessoa 1
Que concordo com esse uso que ela diz o seguinte.
Pessoa 2
É.
Pessoa 1
Eu estou traduzindo aqui, tá?
Espera aí, o melhor de tudo nem é emagrecer, mas sim parar de pensar em emagrecer.
Pessoa 2
Você.
Pessoa 1
Passa a fazer outras coisas se.
Pessoa 2
Preocupa menos com a Manga?
Pessoa 1
Da camisa apertando.
Com o braço, sente menos fome e ainda existem muitas coisas para odiar em si mesma, mas agora há uma coisa menos aprendemos com a pílula anticoncepcional, cujos.
Pessoa 2
Efeitos colaterais, sociais e físicos só agora estão me tornando.
Pessoa 1
Se tornando mais evidentes, mas a Liberdade sempre traz um pouco de complicações.
E aqui, Hein?
Pessoa 2
Essa eu tenho assim, concordo.
Pessoa 1
Com algumas coisas, concordo, mas acho.
É assim que controlar o que as pessoas comem, não sei se é uma forma de Liberdade, sabe?
Pessoa 2
Tudo bem, mas.
Pessoa 1
Esse é um ponto, né, de que as pessoas então começam a ter uma nova vida.
E começa porque, imagina, as pessoas não são gordas porque elas elas comem muito ou deixam de comer.
Mas você acredita ainda que uma pessoa é gorda porque ela faz muito exercício ou faz pouco exercício?
Come demais.
E aí?
A partir do momento que elas começam, né, a utilizar esse medicamento, essas preocupações que muitas vezes ocupavam o dia inteiro, elas acabam sendo é reduzidas, né?
Vocês concordam?
Então existe um ponto, ela traz um ponto e eu concordo com com esse grau aí.
E aí aqui eu vou trazer as minhas opiniões, certo?
Enquanto profissional.
E pessoa e pamile.
Pessoa 2
Acho que eu vou falar.
Pessoa 1
Aqui como pamile e como nutricionista e pesquisadora e bonita, porque se é bonita?
Pessoa 2
Me confere, é?
Pessoa 1
Muitos benefícios, inclusive o fato de falar aqui com vocês.
Pessoa 2
E vocês não estarem me?
Pessoa 1
Vendo e mesmo assim saberem que eu pareço com a Beyoncé, vamos lá.
Pessoa 2
É, eu acho que.
Pessoa 3
As minhas objeções.
Pessoa 1
Elas são específicas para aquelas?
Pessoa 2
Pessoas que não tem.
Pessoa 1
Indicação, sabe, ou que tem indicação muito pouca de usar o medicamento quando existe realmente, de fato, uma indicação segura, firme, necessária, fundamental?
Pessoa 2
Para que o medicamento seja?
Pessoa 1
Utilizado você não.
Pessoa 2
Você não?
Pessoa 1
Faz parte dessa conversa, ok, você tem?
Pessoa 2
Que utilizar, siga seu rumo.
Um beijo.
Pessoa 1
É isso aqui eu estou falando dessas pessoas cujas.
Necessidades não são tão assertivas ou tão fundamentais, ou ainda existem dúvidas ou para aquelas?
Pessoa 2
Pessoas que estão.
Pessoa 1
Utilizando sem indicação, ok?
Pessoa 2
Então.
Pessoa 1
Eu tenho basicamente 3 objeções e elas são divididas em 3 categorias, éticas e atrogênicas e políticas em.
Pessoa 2
Termos.
Pessoa 1
Éticos todos nós já sabemos quem estuda obesidade de maneira é séria.
Pessoa 2
Sabe que as nem todas as pessoas?
Pessoa 1
Gordas possuem obesidade, sabem?
Pessoa 2
Que a invenção científica da.
Pessoa 1
Obesidade é muito mais política e econômica, então acho que esse recente artigo agora do começo do ano, da classificação da obesidade considerando pessoas gordas.
Pessoa 2
Com IMC maior.
Pessoa 1
Que 30 sem problemas de saúde como obesidade pré clínica é?
Pessoa 3
Acho que Oo reflexo.
Pessoa 2
Assim do esforço tremendo.
Pessoa 1
Que essa galera ainda tá?
Pessoa 2
Fazendo pra assegurar a narrativa de que a obesidade é doença.
Pessoa 1
Então é uma.
Pessoa 3
Narrativa que já nasceu.
Pessoa 1
Errada, né?
Pessoa 2
E aí, uma das justificativas?
Pessoa 1
É que com o tempo as pessoas podem progredir pra complicações metabólicas, gente, com o tempo todos nós vamos progredir.
Pessoa 2
Pra complicações metabólicas, isso é inerente.
Pessoa 1
Ao envelhecimento, então todos nós teremos mais massa gorda?
Todos nós teremos um risco de mortalidade aumentado.
Mas isso aí é um papa, outro episódio, tá bom?
Então, uma pessoa gorda que não possui problemas de saúde e.
Pessoa 2
Busca por emagrecimento pode?
Pessoa 1
Ter quase 100% de certeza que é para deixar de sofrer gordofobia, então indicar um medicamento para essa pessoa por estas.
Pessoa 2
Razões.
Pessoa 1
Por essa única razão, para mim é uma falta de comprometimento social, ético, político, assim.
Pessoa 2
O que vamos?
Pessoa 1
Dizer que é mais fácil viver em um mundo sem a violência, reduzindo os oprimidos e não há opressão, então é o mesmo que diz assim, cara, se tu tá sofrendo um racismo por causa do teu cabelo.
Pessoa 2
Corta o teu cabelo e não tipo, vamos?
Pessoa 1
Reduzir.
Vamos ver com formas de combater o racismo?
Vamos ver.
Vamos ver formas de combater essa gordofobia.
Pessoa 2
Vamos entender?
Pessoa 1
Como é que essa gordofobia?
Eu, eu sei que não é simples assim.
Eu sei, eu sei que é um.
Pessoa 2
Sofrimento legítimo que essas.
Pessoa 1
Pessoas querem deixar de sofrer, isso é legítimo, mas eu estou dizendo assim, OOO, profissional que fecha os olhos para isso.
Pessoa 2
Sabe que tipo, Ah, ok, é o que tem?
Pessoa 1
Para se.
Pessoa 2
Fazer se a gente continuar achando que o medicamento.
Pessoa 1
É o que se tem para fazer para reduzir gordofobia, por exemplo.
A gente não está.
Pessoa 2
Fazendo nada, a gente está deixando um movimento.
Pessoa 1
Social, político, nas mãos do capitalismo, então eu acho que.
Pessoa 3
Essa forma de.
Pessoa 1
Pensar é uma.
É uma forma de falta de comprometimento humanitário, sabe?
Falta uma noção de justiça e diversidade.
Pessoa 2
Então, eu acho que.
Pessoa 1
Induzir medicamento para essas pessoas?
Pessoa 2
Uma falta de responsabilidade.
Pessoa 1
Ética se você só faz.
Pessoa 2
Isso a minha outra.
Pessoa 1
Objeção é obviamente iatrogênica iatrogênica gente, é quando nós temos é 11 efeito colateral, digamos assim, é.
De de maior risco à saúde de.
Pessoa 2
Por exemplo, eu.
Pessoa 1
Eu, eu, eu deveria produzir saúde nessa.
Pessoa 2
Pessoa e estou.
Pessoa 1
Produzindo doença, então isso é e heterogenia.
Pessoa 2
Assim, de maneira bem grosseira.
Pessoa 1
Para que vocês entendam é, eu acho um absurdo a gente normalizar a utilização desse medicamento para um grupo de pessoas, por exemplo, mulheres 4050 anos ou mais.
Que a gente já sabe que tem uma perda de massa magra e a gente já sabe que esse medicamento aumenta, essa perda de massa magra aumenta esse risco de fratura.
Pessoa 2
É, é, é de.
Pessoa 1
Todos esses aspectos que colocam essa pessoa em uma maior vulnerabilidade, sem o menor pudor, sem a menor cautela.
Acho isso problemático.
Não concordo.
É preciso muita cautela, ok?
Pessoa 2
E a minha última?
Pessoa 1
Objeção, e não menos importante, é política, e eu acho que quis.
Pessoa 2
Eu quis trazer esse trocadilho.
Pessoa 1
Aqui no título desse episódio, né?
Pois que não comam, porque se nós pararmos pra pensar, gente, se a gente parar aqui, ó tipo cara, vou.
Pessoa 2
Refletir aqui uma coisinha.
Pessoa 1
A gente tá pagando pra não comer, no caso, nós mulheres mesmo, e aí pode vir um argumento que eu que eu concordo e falei que.
Pessoa 2
Concordo que falei anteriormente, é?
Pessoa 1
Que o fato das mulheres pensarem menos em comida pode ser libertador e.
Pessoa 3
De alguma maneira, sim.
Pessoa 1
Mas eu te pergunto, o que é que as mulheres estão fazendo com essa mente livre?
Porque?
Pessoa 3
Liberdade não é só parar.
Pessoa 1
De pensar em comer pão, tá?
O que eu tô vendo, sinceramente, é um Monte de mulher usando essa mente liberada da fome pra continuar performando.
Seja um conservadorismo.
Seja o corpo sendo hiper flexível, seja sendo hiper musculoso, é uma série de coisas que ainda mantém o controle político e social dessas.
Pessoa 2
Mulheres em algum grau.
Pessoa 1
É, é até 11 retrocesso em algumas coisas, sabe?
Eu, eu tenho visto.
Pessoa 2
Mulheres.
Pessoa 1
Cada vez mais conservadoras de seus próprios.
Pessoa 2
Direitos então, nós estamos.
Pessoa 1
Trocando o ritual.
Mas o altar é o mesmo.
E tem outra coisa, essa Liberdade é alugada.
Com nota fiscal e muito cara.
Gente, a gente já sabe que ser mulher custa caro, mas agora custa 1200, 1800 só pra te autorizarem a existir num corpo que incomoda menos.
Isso não é Liberdade, amigas, sinto muito isso pra mim, mais parece um pedágio pra eu poder ter aqui meus 10 minutos de privilégio.
E um pedágio que só as mulheres pagam, né?
Porque enquanto o estonhão aí tão tudo vivendo do jeito que querem, no corpo que tem, sem precisar justificar nada e.
Pessoa 3
Quando a gente pensa, então.
Pessoa 1
Que a mulher paga pra não sentir fome.
Ela tá pagando Pra Ela não se sentir errada.
Ela tá comprando pertencimento.
Então não é um controle da fome.
Subcutâneo que vai conseguir modificar a estrutura que faz com que a gente se sinta errada, sabe?
Isso é um isso é apagar microfocos de incêndio.
A gente não tá apagando o fogo todo.
E ainda que você aí eu vou até fazer uma referência a minha psicóloga, ela usou esse essa.
Pessoa 2
Esse exemplo outro dia.
Pessoa 1
Eu achei.
Pessoa 2
Sensacional, mas não era nesse.
Pessoa 1
Contexto, mas vou usar que é como se mesmo que eu esteja apagando microincêndios.
E o incêndio?
Pessoa 2
Está ali a.
Pessoa 1
A beira de.
Pessoa 2
Surgir a fumaça ainda está?
Pessoa 1
Aqui eu ainda estou inalando e ainda corro o risco desse grande incêndio acontecer.
Então não é não é não é Liberdade, tá?
Não é.
E aí?
Pessoa 2
Eu quero.
Pessoa 1
Que vocês reflitam comigo, que vejam comigo.
Pessoa 2
Se eu não estou ficando?
Pessoa 1
A blub das ideias.
Pessoa 2
Se essa mente.
Pessoa 1
Realmente ficasse livre.
Ela estaria escrevendo mais livros, ela estaria fundando mais movimentos, criando arte, fazendo política, descansando, amando, estudando, sendo perigosa, perigosa.
No melhor sentido para nós e no pior sentido para o sistema.
Mas não é o que a gente tem visto.
As mulheres estão cada vez mais presas a padrões estéticos.
Pessoa 2
A padrões de comportamento.
Pessoa 1
A um não existe essa Liberdade.
Pessoa 2
Então ela AA.
Pessoa 1
Mulher só está mais ocupada trabalhando para pagar a próxima caneta e, como diria Simone, basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados.
Então.
Pessoa 2
Basta um.
Pessoa 1
Boleto atrasado, um boleto que eu não consiga pagar meu.
Sem pique para que essa mulher volte a seguir.
Pessoa 2
E ser punida de novo pelo.
Pessoa 1
Próprio corpo, então a Liberdade dura enquanto o cartão de crédito aguentar, né?
Então por isso que eu digo que não é sobre emagrecimento, é sobre controle.
E neste caso, tem minhas ressalvas com a indicação ou com a normalização, ou com a popularização desses medicamentos, porque ainda é uma forma de controlar o apetite, de controlar o comportamento, de controlar o financeiro e talvez o mais perigoso, uma forma de controlar a possibilidade de existir.
Então antes a gente fazia a pergunta.
Pessoa 3
Quem é que?
Pessoa 1
Se beneficia quando as mulheres param de comer e agora a gente precisa perguntar outra coisa, quem lucra quando elas começam a pagar por isso?
Pessoa 2
Um beijo, grupo.
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