O relatório da Oxfam Brasil mostra como o poder econômico e político estão interligados no Brasil, favorecendo candidatos ricos e criando uma "porta giratória" entre o setor privado e o governo. Executivos que passam por cargos públicos retornam ao mercado com vantagens que beneficiam suas empresas. A campanha eleitoral é carrega, tornando o financiamento privado um filtro decisivo para quem tem chance de vencer. A Oxfam propõe soluções como justiça fiscal e democratização do financiamento para reduzir desigualdade e aumentar a representatividade. Paralelamente, uma história pessoal revela a suspeita de troca de bebê no hospital de Guarulhos, com o nascimento de Leandro. A mãe, Lânia, vivia por anos com dúvidas e julgamentos familiares, alimentadas por desconfianças sobre a origem biológica do filho. Um teste de DNA confirmou que Leandro não é filho dela, desmontando a teoria de adoção ou traição. A descoberta gerou emoções intensas, com a família enfrentando silêncios, controle emocional e julgamentos. O contato com o irmão biológico, após investigações, permitiu um momento de reconciliação emocional, embora a relação entre os laços familiares permaneça complexa. A história destaca como traumas passados e críticas familiares afetam a identidade e a construção de vínculos, mesmo diante de evidências científicas que corrigem a realidade.
Você já parou para pensar no condecisivo é o seu voto.
O novo relatório da Oxfam Brasil mostra uma realidade incómoda.
No Brasil, poder econômico e poder político andam de mãos dadas.
Para você ter uma ideia, na última eleição para governador, ninguém eleito tinha patrimônio
inferior a 100 mil reais.
E mais da metade dos eleitos declarou entre 1 e 10 milhões em bens.
Mas esse poder não se exerce só nas urnas.
É como se existisse uma porta giratória entre o setor privado e o governo.
Funciona assim.
Executivos assumem cargos públicos e depois voltam pro mercado levando contatos e influência
que beneficiam suas próprias empresas.
E desse jeito ela vai girando.
Na eleição tudo fica mais evidente.
É que fazer campanha custa caro.
E essa riqueza privada funciona como um filtro.
É ele quem decide quem tem chance real de vencer.
Pra aumentar a representatividade nos espaços de decisão e acabar com essa porta giratória,
a Oxfam propone uma série de medidas como justiça fiscal e democratização do financiamento
político.
Acesse oxfam.org.br e baixe agora o relatório completo.
Oxfam Brasil, mais justiça, menos desigualdade.
No velo.
Está começando o rádio no velo apresenta.
Eu sou a branca-viana.
Quando é que você sabe sobre o dia em que você nasceu?
Estava chovendo, estava fazendo calor, se você chegou de surpresa ou se já estava
agendado, ou até atrasado.
Como que foi o caminho até o hospital?
Se a que teve, caminho até o hospital?
Eu já ouvi muito a história de como eu nasci porque não foi um dia, foram três.
Três dias de trabalho de perto, pra depois ter que apelar pra cesariana, com a nestes
ias geral.
Rezo focolóri familiar, que deram gás analgésico pra minha mãe, tipo um gás hilariante,
e que o meu avô ficou tentando roubar um pouco pra ele pra sentir o barato.
A minha mãe só ficou sabendo depois que o obstetra dela tinha perdido um bebê via cesariana
e estava traumatizado com isso.
Mas com essa demora toda, quase morremos nós duas.
Até hoje a minha mãe quer me obrigar a comemorar meu aniversário, coisa que eu parei
de fazer aos dez anos, mas ela quer porque quer comemorar, porque ela disse que o meu
aniversário é dela por causa do sofrimento que ela passou.
É meio chocante pensar que ela teve coragem de talvez ter que passar por isso de novo
quando ela engravidou da minha irmã.
Não é mole paria e não é mole nascer.
O dia do nascimento, o jeito que a gente nasce acaba sendo a primeira cena do filme da nossa
vida.
E a gente sabe como são importantes os primeiros minutos do filme, porque ele geralmente
dá um tom do filme todo, né?
A história dessa semana começa num comecinho desses.
Quem vai contar depois de um pequeno intervalo é Paulo de Carpinho.
Oi, eu sou Pedro Lopes, coordenador de parcerias da Rádio Novelo e vim contar um pouco sobre
os treinos encontros, Festival Internacional de Cinema de São Paulo.
Até dia 27 de setembro, o Festival reuni filmes do mundo inteiro que dificilmente chegam
ao circuito tradicional.
Tem também retrospectivas, debates, masterclasses e encontros com realizadores.
Nessa edição, o Festival apresenta uma retrospectiva inédita no Brasil de Pablo
do Orca e uma mostra dedicada ao cineastrolandês Franz van Destaque, com 11 filmes em 16 milímetros
vindos diretamente do acervo do I filmesia Minha Mistedão.
E a Novelo também vai estar dentro das salas.
Antes de alguma sessões, o público vai poder ouvir reportagens nossas escolhidas especialmente
para conversar com os filmes da programação.
Tudo de graça e acontece no centro cultural São Paulo e no centro cultural olhido.
A programação completa está nas redes dos treinos encontros e o link está na descrição
desse episódio.
A gente se encontra por lá.
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Quando você viaja pro exterior ou está se preparando por uma viagem inesquecível, sempre
chega aquele momento, a hora de converter os gastos para a moeda local.
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Isso foi no dia 21 de março de 1989, o aeroporto de guarulho tinha sido inaugurado em 1985.
Esse nem foi o primeiro acidente ali, foi o terceiro.
Pensa no drama que era pegar um voo pra guarulhos.
O pior, no drama que era morar em guarulhos perto do aeroporto.
Diz que "combica", que é o nome que a maior parte dos paulistas chamam aeroporto, porque
é o nome ali da região onde ele foi feito, enfim, uma das interpretações possíveis do significado
da palavra "combica" em "tupi", é nuvem baixa.
Daí se vê a excelente escolha de localização do aeroporto, né?
Hoje em dia os acidentes são raros, graças ao tanto de tecnologia envolvida nos voos,
mas enfim, foco no acidente desse dia, do dia do nascimento do Leandro.
Era um Boeing 707 da Trans-Brasil, um avião cargueiro sem passageiros que estava voltando
de Manaus, tinha três tripulantes a borda, um engenheiro de voo, piloto e copiloto.
No caso, quem estava pilotando era o copiloto, porque apesar dele já ter 10 anos de experiência
em jato 727, ele ainda era aprendiz no 707, e o comandante estava ali pra dar orientação
e suporte pra ele.
Isso em si é padrão, e não teria sido um problema, se não fossem outras duas coisas.
O fato de que o outro avião que já estava ali no aeroporto tinha de um problema técnico
e estava obstruindo a pista em que estava previsto o pozo, e também que por causa da neblina,
ele tinha um pouco tempo pra pousar antes das outras pistas fecharem.
O imprevisto, a pressa e a pouca familiaridade com o modelo de avião acabaram descambando
numa sequência de erros, e deu-no que deu.
Em um tripulante sobreviveu o acidente, mas a grande maioria das vítimas não estava dentro
do avião.
Foram mais de 100 as pessoas atingidas em solo, das quais 19 não sobreviveram.
Isso entre os barros do jardim e panema e da Vila Barros nas imediações do aeroporto.
Minha família de guarulhos relativamente perto do aeroporto, né?
E sempre achei que a minha história tinha alguma coisa a ver com esse acidente, sabe?
Porque desde criança meus pais me falavam desse acidente.
Bom, imagina morar num barro vizinho da queda de um avião.
Não tem como se eu não imaginar que podia ter sido com você.
Mas no caso dos pais do Leandro, tinha mais um detalhe dessa história que não tinha como
passar batido por eles, que estavam ali nesse dia ganhando bebê.
Uma das vítimas fatais, a Helena de Souza, ela também estava grávida de quase 9 meses.
Ela estava num orelhão, na rota da queda, e ela estava lá porque ela tinha ido ligar
para um laboratório, para saber dos resultados, dos exames prenatais.
Leandro sempre pensou muito nesse acidente, quando ele era criança, na adolescência, e não
só pela coincidência temporal e geográfica com o nascimento dele.
Ele achava que talvez ele pudesse ser esse bebê.
Uma adoção, estino anos 80, assim, a criança ficou sem mãe, pegou ali, criou, e aí
não podia contar a história, porque, de alguma maneira, podia configurar ali alguma coisa
ilícita, né?
Um crime, sei lá, alguma coisa assim, né?
Muita criança fantasia que foi adotada, né?
Eu fiz uma pesquisa informal aqui na Rádio Nouvello, e quase metade do pessoal já teve
reconfiência, as razões variam, tem gente que recebemos.
e deu essa fake news de bullying, do irmão mais velho.
Tem também quem nunca viu um registro da mãe grávida.
Eu me enquadro nessa categoria, olha essa.
Mas, em geral, essa desconfiança tem origem o fato de que nem toda criança
é xeróx do pai ou da mãe, né?
É isso, eu nunca me enxerguei fisicamente no rosto deles, né?
Meu pai, ele é descendente de portugueses, né?
Então, uns quatro a voz dele são portugueses.
Não teve tanta miscigenação, né?
E a minha mãe, é isso, né, lida como branca.
No entanto, ela é nordestina, e é isso, o pai dela vai talvez
mais indígena, assim, uma pele mais escura, mas o cabelo liso e tal.
Então, isso, eles têm uma família de pessoas de cabelo liso.
E meu cabelo foi ficando cabez, mais crespo.
É complexa, né, essa história de genética, a hereditariedade, quais genes são recessivos,
quais são dominantes, quais características vem do lado do pai, quais vem do lado da
mãe.
Mas o Leandro me contou que ele reparava nas outras famílias, na rua dele, na chegada
e na saída da escola também, e que os pais dos amiguinhos sempre se pareciam, pelo
menos ou menos com eles.
E automaticamente, eu acho que essas pessoas também vinham, ou não semelhança, lembro de um
amigo, né, na escola, me questionar, falasse, já parou para pensar, eu lembro das palavras,
assim, se já parou para pensar, que você não tem os traços do seu pai, se não acham
estranho.
Eu fui entender que eu não era branco igual às outras pessoas, que eu não era igual
a meu pai, que eu não era igual, acho que na escola mesmo, assim, esse processo da escola
assim, de um colégio particular e ter poucas pessoas pretas, e aí, por questão de bullying,
essas coisas, enfim, criança, não tem vários filtros, né, que adulto a gente acaba
tendo.
Então é isso, eu acho que foi na escola, assim, por questão de piar dessas coisas, assim,
de fazer piada com você, de inventar pelidas, que ficou bem forte, o fato de eu me sentir
diferente.
Então você chegava a levar isso para os seus pais, tipo, fala, ó, tá, o que que tá
acontecendo aqui?
Eu acho que eu trouxe para os meus pais, e eles deram uma desconversada, assim, não,
exatamente, eu não pareço com vocês, mas de alguma coisa do cabelo, alguma coisa de boca,
de nariz, alguma coisa assim, mas é isso, de alguma maneira, na família do meu pai,
apesar de eu ser diferente, para eles a diferença, não soava tão estranho, pelo fato
da minha mãe ser nordestina, e o meu avô, eles conheceram, né, meu avô.
Então, se justificava, eu sei, mais escuro que eles, assim, né, já a família da minha
mãe, por conta do meu pai ter essa descendência toda de português, eles achavam muito estranho,
então causou mais estranhesa, apesar de ser mais parecido com eles, muito louco, né,
mas não, não é louco, né, tudo, tudo, tudo pode ser explicado, mas, é. Andro acabou crescendo, muito mais próximo da família do pai dele.
A minha mãe, é isso, era uma mulher de 21 anos, né, que foi morar na casa do meu pai,
com a família dele, meu pai morava no medículo, né, numa casa, num terreno, que tinha na
casa da frente, tinha a minha avó, e alguns irmãos do meu pai, então tinha uma tia e um tia
que moravam lá também.
Os pais do Leandro tinham se conhecido no trabalho, uma escritória de uma empresa metalúgica,
mas além disso eles não tinham muito mais, em comum, a começar pela idade.
Minas pais têm 20 anos de diferença, o meu pai, ele sempre foi muito tranquilo, muito
pacato, assim, quando eu nasci ele se dedicou a ser pai, então meu pai era mais regrado,
ali, com as coisas, com horários, com disciplina, assim, de. o que tem que fazer, de. agora é hora disso, tem que dormir, tem que tal, e a minha mãe sempre foi muito roca-rólica,
então ela tinha rutina dela de trabalho, e tal, que às vezes deixava gente distante, assim,
mas ela era da brincadeira, de. sei lá meu pai, está com receio, de deixar a brincar na rua,
e me machucar, de alguma maneira, e ela. então os meninos da rovão brincatôs, no que em tal
aqui de casa.
Leandro não sabe se essa diferença toda entre eles era uma questão só de temperamento,
quanto que a diferença de idade tinha um peso nisso, mas o fato é que eles foram
cedando conta de que eles estavam com planos diferentes para a vida.
A minha mãe estava com vários sonhos ali ainda, de. né, prosperar financeiramente, tal,
com a criança, assim, mas viajar, aproveitar que tinha uma rede de apoio de avós e fazer
viagens, e tal, e meu pai já estava numa outra fase da vida, já bem, mas. Ele estava numa fase mais casera, e tinha o fato de que ele estava no território dele,
e eu acho que minha mãe, apesar de viver numa casa com muita gente, sempre sentiu muito sozinha,
né, então. Bom, a gente sabe que nunca é uma coisa só.
Meus pais se separaram quando tinham os 4, 5 anos, assim, e. minha mãe no céu de casa
de uma vez, ela foi saindo aos poucos, né, foi um processo deles e nem se desligando
como casal de alguma maneira.
E aí, quando ela realmente saiu de casa, ficou decidido que o Leandro não ia com ela.
Minha mãe, conta que meu pai fez uma pressão psicológica mesmo disso, você tira essa
criança daqui e minha vida acaba, né, às vezes é como você sente as coisas, né, mas enfim. Minha mãe conta desse jeito, que meu pai se colocou muito vulnerável, e. e ponderar, né,
falar para você que está saindo, você que está. você que está procurando uma instabilidade
de certa forma, você não vai levar criança para viver essa instabilidade contigo, porque,
enfim, aquele tem uma rede, né, de suporte, que você não vai conseguir dar sozinha.
Bom, talvez rede de suporte não faça juice ou tratamento que o Leandro tinha naquela
casa.
Era isso, era a única criança, né, então tinha todo esse mim ali de. dizendo que é criança
da casa, né, precisa de ser uma casa grande com várias pessoas e tal, então, enfim,
era. alguns privilégios, sim, alguns privilégios, não todos, mas vários.
E a casa de vo. ainda perceba essa. A casa de vo. é, é, é, é, é, é, é, é, é.
E aí, não muito tempo depois, a mãe do Leandro se casou de novo, e começou uma nova família.
Ela teve o meu irmão que nasceu em 97, que eu tinha, então, já, 8 anos, e. e ela
ficou mais dedicada ao. ao bebê, a família, ali, de alguma maneira, né, e eu já tinha
o suporte do meu pai, da minha família, mas, sei lá, de alguma maneira eu me senti excluído
desse contexto e tal, então tinha algumas situações que era isso, que ela tinha que escolher
entre. entre. estar com meu padrasto e o meu irmão fazendo alguma coisa que eu não podia
estar. e. e como é que eu ia dizer isso pra mim, que eu não podia estar assim, eu não
podia faltar na escola na segunda-feira, eles iam fazer uma viagem que só podia voltar
tal dia, então, eu não conseguia estar com ela no fim de semana, mas ela tinha prometido
que ia fazer tal coisa no fim de semana, mas aí a vida. então, essas situações, assim,
foram afastando a gente e me deixando cada vez com mais receio das promessas, né, então. depois a mãe do Leandro engravidou de novo, ele ganhou mais um irmão.
Hoje eu entendo que os recursos eram poucos, assim, então, você tinha que fazer algumas escolhas,
né, e eu não estava dentro dos escolhas, apesar de eu entender a dor segue, né, de não me
te parte da família dela, né, que ela estava construindo ali, tal.
Então, isso foi afastando a gente, né, na minha preadolescência, adolescência, assim,
e a figura, né, da minha mãe de divertida, de alguém que muito próxima que sabia de mim,
que eu olhava pra mim e já sabia que eu estava sentindo, foi ficando. sei lá, mais
pra uma tia legal, depois pra alguém, enfim, uma madrinha, alguma coisa assim, sabe.
Hoje em dia, o Leandro é bem próximo da mãe, ele consegue entender o lado dela nessa história,
com detalhes que ele não tinha como ter acesso quando ele era criança.
E sim, o fato dele ser tão diferente fisicamente dos pais tem a ver com isso.
Mas não, isso não passava por uma possível adoção irregular de algum órfono do acidente de avião.
Essas são que eu tenho pelos relatos dela, assim, né, que todo mundo, vizinhos, todo mundo
tinha essa impressão, entendeu, que ela tinha. eles têm essa diferença de 20 anos de idade,
falando português, claro, assim, o velho não dava no cor direito, então ela teve que ter o filho
que o tropeçou, aí o velho cria, agora o filho, o cor no cria, o filho do. era essa.
E aí, cada um tinha o meu pai biológico na cabeça deles, assim, né.
Ah, o professor, que ela teve, não sei quando, eu não sei, tal pessoa, não sei direito, assim,
mesmo porque isso não chegou pra mim, assim.
Eu fiquei com um mormaço desse história, assim, de chegar e assuntar acabar, assim.
Leandro só pegava ali as rebarbas dessa fofoca, que no fim, pra ele, era mais uma teoria
nebulosa, que nem a adoção irregular, mas era uma teoria que ele percebia que deixava todo
o mundo muito desconfortável, e que só piorava a relação dele com a mãe.
Eu fiquei crescendo e fiquei no cada vez mais diferente, então eu fui deixando o cabelo crescer
e ficou mais marcada a nossa diferença, então ela começou a empurrar.
o que é dizer, se os traços do Leandro eram o que fazia as pessoas desconfiarem da
fidelidade dela, quando ele deixava o cabelo crescer ele estava escancarando essa diferença,
mas ela não estava sofrendo sozinha com isso, né. Eu lembro de pegar ônibus e tentar
achar, é, no rosto das pessoas, um rosto parecido com o meu.
Leandro não sentia muita abertura para tentar tirar essa história limpo em nenhum dos dois
lados da família, ele tinha medo de magoar o pai e a relação dele com a mãe, ali no final
da adolescência, começou da vida adulta, já era quase protocular.
Essa lacuna, né, na relação com a mãe, é muito ruim mesmo, gente, se relacionar, né.
Enfim, são homenétero, então a minha relação com mulheres, ter esse problema com mãe é muito
difícil se relacionar com homem que tem esse problema, então eu vivia algumas coisas,
algumas repetições das minhas relações assim, desse lugar de não me sentia aceita, então
não me sentia aceita na minha família, não me sentia aceita na família da outra pessoa também,
não me sentia aceita dentro da relação, apesar de não que confirmação estava esperando,
o que que era isso? Porque é isso, essa sensação de não perder esse momento, o que que
rolava, rolava muito ciúmes, situações que me isolava, então, é isso, está todo mundo
junto aí, vou fazer outra coisa, vou embora, vou fazer outra coisa, então é difícil
viver com alguém, é isso, um confin nada, nada, nada, e eu me sentia assim comigo, eu
ficava com esse cansaço de mim também, então já levava uns anos fazendo terapia, não muitos,
mas dois ou três anos de terapia, tinha coisas que eu não acessava, e nesse dado momento
foi 2020, assim, foi bem o início da pandemia, assim, eu estava vivendo, essa relação
assim, estava vivendo uma relação que queria fazer muito da certo, mas com toda essa história
no back ground, eu não estava dando conta, porque eu precisava resolver isso, e eu sentia
uma urgência do "eu preciso" de qualquer coisa, então começou com dobrar o turno da terapia,
então a gente vai fazer uma semana, estava fazendo duas, não deu conta, então eu vou fazer
com a cultura, não deu conta, então vou fazer tal coisa, então se desse jeito, tentando
organizar não dá, eu vou tentar dar uma bagunçada mesmo, vou botar as coisas que estão
para, que está sendo me soprado no ouvido, vou quero ouvir isso, porque eu acho que essa
história sempre foi isso, algo que estava sempre teve no ar, era uma coisa ali, mas não
é uma voz, não era uma coisa sólida, vai precisar ser sólido isso, preciso entender, e
aí nessas, lembro lembrou que um tempo antes, uma amiga tinha comentado de uma revelação
importante que ela tinha tido nos bústios, não falou pop, porque você não joga, vou te passar
o contato, e é o mesmo tempo que eu falei pouca e legal, depois a gente vê, na volta a gente
compra, e aí foi isso, foi passando um tempo, e aí nesse momento de urgência,
essa relação de não, preciso fazer da certo, não dá pra ficar errando nas mesmas coisas,
foi esse lugar dos bústios assim, eu fui pra me salvar de alguma maneira ali, mas inicialmente
salvar a relação, era a relação que eu queria salvar com um jogo, daí o Leandro recuperou
o telefone, e daí a Lorechak a amiga dele tinha passado, marcou uma hora, e uma das primeiras
coisas que o jogo me falou, era que essa relação ia ter que acabar que ela ia terminar, que
se o continuasse com essa relação, não ia ter história boa pra depois, não tem história
boa pra depois, só história ruim pra ser vivida a partir daí, tem que acabar, tem que terminar,
então pra mim já foi um baque aí, né, já foi, poxa, não era o que ele queria ouvir,
mas ele sabia que ele não tava lá só pra isso, aí me foi apresentado onde geralmente tem
as figuras ali dança-estraidade do pai da mãe, mais pessoas, em vez de ser duas, do outras duas,
mais duas figuras maternas, duas figuras paternas, e aí a Lorechak me perguntou que história é
você, tem alguma história em relação a isso? Leandro não lembra quando que ele falou pra ela
na hora sobre a diferença física dos pais, sobre a suspeita de adoção, sobre a queda do avião,
sobre a fofoca de traição, mas ele lembra o que ele ouviu? Eu não falo, a sua mãe não vai dormir
um dia sem pensar nessa história desde o dia que você nasceu, ela vai ser a pessoa que você vai
falar, assim que você sai daqui, a pessoa que você vai falar, e ela pode ficar tranquilo que ela
vai te atender, ela vai saber exatamente o que você tá falando, e ela falou também que a partir
daquele momento, daquele encontro, e acontecer como se fosse um furacão, é a vida de muita gente,
e mudar a partir de um jeito que não, enfim não, não vai voltar, a partir dessa conversa que eu
sou a mãe, as coisas não vou voltar a ser como era, assim agora não tem mais como voltar, não tem
que voltar para trás, é daqui para frente, eu não sei qual que é a sua relação com os búcios,
ou com a espiritualidade, ou convidências em geral, mas o fato é que Leandro estava precisando de um
empurrãozinho pra ir finalmente atrás das expostas que ele tava procurando desde criança, e ali ele
conseguiu isso, ele saiu da sessão, e foi direto fazer o que a Yoluri chate é mandado, na verdade ele
não ligou pra mãe dele, ele mandou uma mensagem, ele não tem uma mensagem pra minha mãe, assim escreve uma
mensagem em homem, passei por um jogo, eu joguei busos aqui, e foi num lugar onde uma cara tomante,
num algum lugar, essa é a Lânea mãe do Leandro, e isso aconteceu em 2020, quando a gente
se falou agora, ela já não lembra exatamente a fonte da revelação, mas o que importa era a revelação
em cima, e que disseram pra ele algumas coisas, saiu uma história que eu sempre desconfiei e tal, e que
fizeram o que ele me procurasse e dissesse, e que você tem pra me falar em relação a isso, mãe, qual que é a real?
Doshando que ela fosse falar, não, então aconteceu você, a gente achou você nos escombros do
óbvio, não custa deixar claro, Leandro não tá rindo da desgraçaleia,
do desastre, do acidente aéreo, acho que ninguém riria disso, pelo menos espero que não.
Aliás, pesquisando aqui depois de conversar com eles, eu vi que infelizmente o bebê de Helena
de Souza, a gestante que morreu na queda do avião em Guarulhos, o bebê até chegou vivo no hospital, mas
ele acabou não resistindo, quer dizer, essa hipótese de qualquer jeito tava descartada, mas o que
tava fazendo Leandro Ria agora era o insólito da situação, da hipótese que ele criou quando ela
era criança, que ele tava carregando até os 30 anos, e que ele jogou ali pra mãe dele do nada,
depois de um jogo de busos.
E como você se sentiu?
Aviltada, insultada de alguma maneira.
Leandro, eu não sei o que você tá pensando, agora é você me questionando depois de
ter tempo se eu trai seu pai, se eu não trai seu, e aí tipo, enfim, ela detava com várias pedras.
Não, o que ele tivesse fazendo isso, mas ele falou.
Eu falei "não, mãe, não estou te questionando, não estou dizendo nada disso".
Até porque os busos tinham mostrado não só duas figuras paternas, mas duas figuras maternas
também, né?
Ele falou "tudo bem, eu só quero saber da minha história".
E aí eu contei a história.
A gente vai fazer um intervalo curtinho e já já a gente tá de volta.
O que causa mais estrago?
Acreditar numa mentira ou dovidade uma verdade?
O problema dele não é essa dovidada aquilo porque é saudável você dovidar.
Seu uma coisa é fácil não.
É você descartar aquilo que é verdade, pelo sentido de fato de que você não sabe
e dá muito trabalho saber.
A resposta para essa pergunta é bem assustadora, principalmente se a gente parava pensar
que estamos às vezes pelos de meleição no Brasil.
Qual é o estrago que a inteligência artificial pode causar na democracia?
Eu sou o Felipe Foratini, do Instituto Conomi, e quero te convidar
para ouvir a nova temporada do Área Podcast.
Em quatro episódios, a gente discute com especialistas da área de informação,
os impactos modelos de A no processo eleitoral e como a gente pode proteger disso.
Eu digo a gente, porque do meu lado vai estar o pesquisador em A
e professor da Universidade Federal de Campina Grande, Leandro Baulbe.
A gente vai falar de fake news e a generativa, soberania tecnológica, algoritmos,
palavras que a gente precisa começar a incorporar no nosso adicionário democrático para ontem.
O Área é um podcast no Instituto Conomi, produzido pelo estúdio novelo.
Quando tenho nesse episódio, procura pelo nosso feed no seu tocador preferido.
O primeiro já está disponível.
Eu vou até voltar um pouquinho atrás.
Aqui a Leandro é a mãe do Leandro.
Leandro disse para ela que ele queria finalmente entender a história dele.
Ela disse que ia contar.
E aqui ela aqui.
que dá um passo atrás para a gente entender. Leandro, obviamente, já tinha muitas dessas informações.
Tipo, a infância é bem difícil e a ambição da cultura era uma coisa que fazia parte de mim.
Eu queria muito estudar, eu queria muito se me destacar de alguma maneira.
Tinha uma pressão da sua família, por isso, de estudo.
De forma nenhum. Não.
Minha mãe é um pouco machista, então eu era a filha, né, mulher e mais quatro filhos homens.
Então os filhos homens deveriam buscar uma vida melhor.
A filha mulher deveria buscar um casamento.
E aí, a minha história com essa história que a gente vai falar hoje começa aí, porque. Porque quando eu terminei o ginágio, um 13 anos de idade, a minha mãe falou, "Você não estuda mais."
"Você não precisa." Que a história já sabe escrever o nome e tal, daqui a pouco vai armar o namorado e tal, e a gente vai ter. Não tem necessidade.
E aí eu enlouqueci. Eu briguei muito no sentido de não. Eu consigo trabalhar e estudar, então, com 12 anos para você ter ideia, olha, é uma criança hoje, né.
Eu tinha carteira registrada, não há fábrica já. Eu era que estudeira.
Porque muito pequenininha, com 7 anos, minha mãe colocava ao Mofadinhas, assim, para eu poder alcançar a máquina de costura, que era um monstro.
Quando eu fiz 14 para 15 anos, aquele sonho da adolescente, né, vou trabalhar no escritório e tal, e eu consegui uma vaga no escritório.
E nesse escritório, com 15 anos, eu conheci o pai do Leandro, né, e ele é uma pessoa incrível.
Ele continua meu amigo, 39 anos, 40 anos depois.
É uma pessoa bem mais velha que eu, cerca de 20 anos, mais velha. Então, eu e uma menina, ele já é um senhor de 30 poucos anos, né.
E. Casei para estudar.
Sem desmerecer a pessoa incrível que ele era, mas ele me sentivava, ele me motivava. Então, começou a abrir um cadeira no escritório, né.
Mas não era bem um namoro, uma coisa. Hoje, né, pensando bem, ele era cavalheiro, ele era aquela pessoa que levava um bom bom, ele era aquela pessoa.
E aí, numa brincadeira, vamos casar, vamos casar.
Eu gostava da. A família dele vivia. Era uma tranquilidade, era uma paz, não tinha aquele monte de irmãos, cada um querendo ouvir um som diferente.
Não tinha briga, não tinha um pai agressivo, não tinha uma mãe sofrida, não tinha. E é uma menina, hoje eu consegui enxergar isso.
Eu era só uma menina com 17 para 18.
Casei direitinho, bonitinho, tudo certinho, né, virgem.
E aí, eu pude estudar, né.
A Lânia terminou o colegial, hoje em seno médio, começou a se preparar para entrar numa faculdade de direito, que era o sonho dela. Mas aí, esse sonho precisa ser adiado.
Eu engravidei, né, e lá na família deles eram todos muito mais velhos, né.
A caçulinha é mais velha do que eu, seis anos, precisa ter uma ideia. E tinha um cuidado e tal.
Então, essa criança, ela foi muito esperada pela família toda, e tinha cair de uma avião naquele dia.
Um varulho. Sou o dia que eu haviam cair.
O pato da Lânia, seu macessário, ela ia se internar tarde.
O acidente aconteceu às 11, 54 da manhã. Seis para o meio-dia.
Eu tinha uma mulher gráfica no telefone, num orelhão.
Essa história horrível que a gente já conhece.
E passou na televisão, na época, assim, na hora do almoço. A minha mãe até ligou e falou, "Cê tá em casa, tava na atorinha no postal?"
"Ah, porque eu uma mulher morreu no gráfica?"
Então, tava um fuzoe dentro do hospital. As enfermeiras, todas preocupadas, muita gente de bairro, muita coisa.
Então, ficava uma entre saem na sala, uma conversaera, porque tinha acontecido uma tragédia na cidade.
Mas eu estava num quarto particular.
Essa criança nasceu às 8 e 27 da noite.
Foi, vocês alha. Foi tudo marcadinho, tudo pensado, tudo organizado.
Quando aquela criança veio, pra mim, foi uma amor inexplicável.
No dia seguinte, de manhã, na hora que trouxeram a criança pra mamá, eu me assustei, porque era outra criança.
E aí, eu disse lá, dentro do hospital, "Esse não é meu filho."
A enfermeira olhou o opserinha e disse assim, "Olha, é o seu nome."
"Olha aqui, ó, é a mesma, e não tem como não ser o seu filho, porque essa serinha é colocada lá na hora."
Então, fique tranquila. Não era meu filho. Eu senti naquele momento, que não era meu filho.
O Leandro até tinha ouvido essa história, meio atravessado, uma vez.
Umos 9-10 anos que eu questionei minha avó, minha avó materna.
E aí, ela contou pra mim a história dos bebês, que a minha mãe tinha sentido diferença no primeiro bebê.
Que ela aumentou. E a primeira vez que ela aumentou, ela aumentou um bebê vai maior, né?
Eu não sei se tinha menos cabilo, alguma coisa assim.
Tinha alguma característica física diferente, assim, mais marcante.
Só que é isso, eu acho que ela tava ainda sobrefeito, né, da anestesia.
E a enfermeira que estava lá comigo falou assim, "Então, mãe, mãe sim, né?"
Que elas falam toda. Então, mãe sim, você tava dopada.
É normal essa confusão mental, né? Se eu primeiro filho, você tava emocionada.
Mas é seu filho. Fica tranquila.
Ela questionou meu pai. Meu pai falou, "Não, eu tava lá. Eu não desuro dei.
Nem o momento de assim que a criança nasceu.
Eu fiquei olhando pelo vidro. Fiquei lá o tempo inteiro. Não tem como. Isso tá acontecido."
Então, eu era a louca, né? Com confusão mental que tinha visto,
que tinha percebido uma diferença gritante. A diferença era gritante.
O que que você reparou de diferente, assim?
Era outra criança, era o cabelinho, era diferente, era mais escura.
Era outra criança.
E aí eu falei pra minha mãe.
Eu acho que o meu filho foi trocado, queria conversar com alguém pra ver.
Aí ela riu e disse, eu entendo que seja por uma ignorância, né?
Que ela não. Enfim, mas ela disse, "Ah, você. "
Porque eu sempre, na minha adolescência, eu falava que eu queria casar com negro.
Eu acho lindo, até hoje, então eu falava assim, "Ah, aí eu queria casar com a mãe neio, tá?"
E aí ela disse assim, "Ah, você já está querendo arrumar uma desculpa.
Que que você aprontou? Ah, aprontou alguma coisa.
A sua voa mãe dela, que falou isso.
Mãe dela, que falou isso.
Que eu acho que é a minha maior mágua.
Falo, ó, ser casa com um homem, vinte ano mais velho que você.
E aí, se você faz seus negócios por fora e fica inventando história, veja bem.
Tem que lidar com a situação, né, assim?
Você não chegou a insistir.
Muito!
Sem assistir.
Muito.
Tem a mexicana que você vai criar aqui agora, não.
E eu levei aquela criança para casa.
Fui para casa.
Tinha lá a avó, já, uma senhora de idade, aqueles tios, senhores, assim, tal.
Todos tinham certeza que eu tinha traído todos.
Ninguém falava.
Ninguém falava, ninguém comentava, mas. O pai do Leandro também não dizia nada nesse sentido, pelo contrário.
Tá tudo bem, é meu filho, nossa.
Aí, o Leandro tinha umas entradinhas, ele é calvo, tal.
Olha só as entradinhas.
É aquelas histórias aqui.
A impressão que ela tinha era que, para eles, a teoria da traição estava dado como certa.
Mas isso não parecia fazer muita diferença.
Se apaixonaram por essa criança imediatamente.
Se apaixonaram a ponto, ou paula, de não me permitir em que eu desce um banho no meu filho.
Não, porque você vai virar a cabecinha, eu estava dando uma maia à avó, né.
Segurando a cabecinha, porque não, porque você vai te distrair, porque você. Porque eu era a loquinha, a maluquinha, a jovenzinha, no meio deles, né, assim.
E claro que ela gostava de ver o carinho dos parentes com o Deandro
e ficava agradecida por todo o suporte que eles davam para ela ali no Poerperio.
Mas esse controle, tudo, misturado com a sensação de que ela estava falando com as paredes.
Tudo isso era engolquecedor.
Nunca, ninguém me ouviu.
Nunca ninguém disse, pode ser que você tenha razão, né.
Sabe, quando você fala, só se eu fui abduzida, né.
Só se alguém me dopo, porque nunca tive um contato que não fosse com o pai do Leandro, até aquele momento.
A minha conversa sempre foi essa.
Se não for, dele não é meu também.
E eu insistia que tinha alguma coisa errada, que tinha alguma coisa errada, que tinha alguma coisa errada.
Só que naquela época, para eu fazer um DNA, era o preço de um apartamento.
E eu não tinha essa condição, nós não tínhamos essa condição.
Mas aí a criança começa a crescer, e as diferenças vão aparecendo, né.
Cabelo, crespo.
Leandro era muito grande.
Leandro era uma criança fortinha, né.
E nós, eu tenho metro e dois dedos.
Todo mundo é pequenininho e aquele menino, né.
E a minha mãe falou, "Ah, porque vai ser igual a que eles seguranças, grandã, quando crescer."
E aquilo me incomodava.
Ele estava comigo, perguntava se o pai era negro.
Ele estava com um pai e perguntava se a manhã era negra.
Vizinhos, tiravam sarro, infesta de família, tinham comentários.
O Leandro, com dois aninhos, eu levei um dia na empresa onde eu trabalhava.
E foi uma chacota.
Porque todo mundo conhece o pai, uma pessoa muito branquinha, muito branquinha.
Então virou uma chacota, quem é o pai, quem é o pai, não sei o que, parecia um negra.
Ah, deve ser aquele, uma chacota.
Chegar a pintar uma foto do pai de preto e falar, "Ah, olha, achei o pai do Leandro aqui."
Mas coisas assim, pesadas, muito pesadas.
E como era sua relação com ele, vai ser de pequenininho, amor, né?
E eu, apesar de morrer de amor por esse menino.
Eu sempre sinto isso.
Eu fiquei, Paula, nessa época, com 42 quilos.
Eu tinha uma angústia, eu não era feliz.
Eu era uma pessoa muito infelice, muito amargurada.
Eu não tinha vontade de nada, não tinha vontade de comer, não tinha vontade de viver.
E eu tinha uma criança que eu abamentei até três anos de idade para você ter ideia.
Foi nessa época que ela começou a pensar em se separar.
A voz me chamou e disse assim, "Se você não quer continuar o casamento,
e pra mim era muito difícil ficar ali sendo julgada 24 horas por dia.
Se você não quer continuar o casamento, tudo bem, mas Leandro vai ficar com a gente.
Não importa o que você fez."
Foi muito difícil.
Foi muito difícil.
Muito julgada. Você imagina muito julgada pela minha família.
Isso porque se a família do pai do Leandro estava fechada com a história da traição,
mas preferia não falar no assunto.
A família da própria Lânia não era assim.
Tem uma música, né, que os meus irmãos cantavam.
Aquela pega na mentira, tirava um sal.
Mas a pior de todas era a própria mãe dela.
A reação da minha mãe foi estranha porque ela tinha criado uma história.
Ela tinha criado um enredo para as pessoas que perguntavam para ela.
Ela disse assim, "Ah, eu até conheço o pai,
mas é porque ela não quer falar, né? O que que eu posso fazer?
Se ela não quer falar, né?"
A Lânia não tem a menor ideia de quem era o suposto pai do Leandro
que a mãe dela dizia conhecer.
Mas essa história com certeza não ajudou relacionamento das duas,
que sempre foi meio complicado.
E bom, quando o Leandro estava crescendo para usar uma expressão que ele mesmo disse,
ele ficava só com o amor maço dessa história.
Mas imagine a Lânia, depois de 9, 10 anos gritando com as paredes.
Chego filho e disse que ele tinha ouvido da própria vó,
uma indela que nunca tinha creditado nela.
Que ele tinha ouvido dela a história da maternidade.
Eu estava na com a minha avó, né, e a minha mãe passou para me buscar e tal.
E quando eu entrei no carro, eu falei, "Ah, eu perguntei para a minha avó,
porque eu sou tão diferente, ela me contou essa história".
E aí ela virou pra mim e falou, "Ah, sua avó está viajando, Leandro".
Naquela altura, a Lânia já tinha jogado a toalha.
O Leandro sentiu que essa nova teoria de "porque que ele era diferente dos pais",
ela conseguiu deixar a mãe dele mais erritada ainda.
Foi mais uma explicação nebulosa.
E ele deixou ela lá, no escaninho das hipóteses,
junto com a queda do avião e com as suspeitas de traição.
Eles nunca mais tinham tocado nesse assunto.
Até esse dia, quando Leandro saiu do jogo de buzios querendo nas palavras dele,
pagam-se a tudo.
Aí, contei a história do hospital, tal.
Eu falei, eu tenho 100% de certeza que eu casei virgem.
Em gravidez fui no hospital, ganhou nem entro as pra casa.
Não fiz nada de errado.
Nada.
Então, vamos fazer esse DNA.
Se no fim dos anos 80, começo dos anos 90,
um teste de DNA custava o preço de um apartamento, de um carro.
Em 2020, já dava pra fazer em qualquer laboratório de barro,
por algumas centenas de reais.
Hoje em dia, dá pra fazer até na farmácia.
É, um teste com sangue, assim, com sangue do dedo.
O Leandro e a Leandro foram juntos no laboratório.
Eu entrei pra fazer o DNA com ele e as enfermeiro for.
Mãe fazer DNA com filho nunca vi.
A gente fez o DNA e. O resultado demorava duas semanas pra ficar pronto.
Eles combinaram de abrir juntos também.
A gente pegou o teste.
A gente resolviu não abrir na rua, né? Abre em casa.
A Leandro foi pra casa do Leandro, com filho cassula dela.
A gente chegou em casa, abriu assim.
Eu logo achei onde eu estava lá e. E a meia demorou ontem pra achar onde é que está, onde é que está.
Eu não consegui.
Lei.
Eles já estavam chorando e eu tentando achar.
Olha, olha, devolgada que estou acostumada a saber onde está.
Não conseguia.
Sim, nesse tempo, a Leandro se formou em direito.
Depois que os três filhos já estavam adultos, na verdade.
Mas naquele dia, quem desembaralhou as letrinhas miudas pra ela,
foi o Leandro, que aliás não é advogado.
Ele trabalha com áudio visual.
Enfim, aquela conclusão, né?
1999 por cento de chance.
De ela não ser minha mãe biológica.
Eu lembro do grito, sabe?
Ela soltou um grito assim.
Um grito de novela, assim.
Eu nunca tinha ouvido um grito fora do contexto de teatro.
De dodo de visual, assim.
É um grito tão alto, sim.
Parece um grito de dor, assim, né?
Talvez, enfim, talvez seja isso mesmo.
Um grito de dor, né?
É num misto de. De alívio.
De poder gritar pra todo mundo.
Eu não errei, eu não fiz nada de errado.
Eu não sou essa pessoa.
Eu não traí, eu não enganhei.
Eu senti um misto de coisas ao mesmo tempo.
Leandro vai ser afastado, gente.
Ele já estava muito afastado por conta de não se sentir na família.
Uma coisa muito louca.
Muito amado e vai ser sempre.
Pra mim, eu estava vivendo aquele momento pós jogo ainda.
Aquilo, pra mim, já tinha sido um teste de DNA.
Foi uma confirmação científica de algo que eu se senti à vida inteira.
Então, não foi impactante ver a minha mãe ali e tal.
E aí, a gente chorou, né?
Os três juntos ali e tal.
A minha mãe pediu desculpa várias vezes seguidas, assim.
Enfim, acho que ela nem sabia direito.
Por que que ela tá abrindo desculpa?
Por que que era assim?
Mas eu senti uma livre, Paula.
Era uma livre tão grande.
Era um peso que saia dentro de mim.
Era uma coisa de poder falar, nossa.
Mas ao mesmo tempo e o meu filho, tá onde?
Quem é?
Tá vivo, não tá?
O que aconteceu naquele hospital?
Por que pegar, não sei, morreu alguma criança e substituíram com a minha?
Não sei, né?
podia ter acontecido um milhão de coisas.
Então você fica numa. Sei lá, num furacão de emoção que você não consegue entender.
E qual foi o próximo passo?
O próximo passo foi a minha mãe bruxona.
Porque o que eu queria naquele momento, Paula?
Eu queria os documentos das crianças que nasceram naquela clínica.
Para eu ter um norte, para eu saber o que. Quem era umas crianças?
Acontece que essa não era uma missão fácil.
Para começar, a clínica onde o Leandro tinha nascido em guarulhos fechou um tempo depois.
A primeira pessoa que a Lênia pensou em procurar foi o Obstetra que fez o Parto.
A pessoa da minha confiança, até hoje, meu genicologista, até hoje, ele é a pessoa.
E aí, ele falou, eu vou falar com ele.
Com ele, no caso, o antiguo dono do hospital onde ela teve nenê.
Ele é dono de outro hospital de guarulhos hoje.
Aliás, de mais quatro ou cinco clínicas.
Só que passou 15 dias, ninguém me lhe gostei, imagina angústia.
15 dias ali foram cinco anos.
Aí, eu liguei de novo, e aí ele falou, ele não está me atendendo.
Ele não tem interesse nessa história.
Como que não tem interesse?
Troca uma criança no hospital dele.
Ele não tem interesse na história.
E aí, eu fui conversar com ele.
Eu fui ali.
Era a mãe da criança que tinha sido trocada.
Não era advogada, não era. Eu não pensei em dano moral.
Eu não pensei em processar.
Eu não pensei em nada.
Eu queria que ele me desce um norte para eu poder. E a frente nessa história.
Aí, o que que aconteceu?
Ele se negou.
Ele me tratou como uma louca.
Mesmo vendo o exame tudo.
Porque ele disse assim, tá.
Mas 30 anos depois, o que você está querendo?
Você está querendo que?
Se você já tem um filho. Eu falei, sim, será sempre o meu filho.
Leandro, vai ser sempre o meu filho.
Mas eu quero saber. O que aconteceu com a outra criança?
Onde ela está?
Mas pode ter acontecido tudo.
Ele pode estar em uma crackolândia da vida hoje.
Ele pode estar fora do país.
Você vai gastar dinheiro.
Você vai não só que você não vai chegar nessa criança.
Imagina, 30 anos, quanta coisa pode ter acontecido?
Ele pode até não estar mais entre nós.
E aí, eu insisti.
Ele falou assim, "Mas que que aconteceu depois de 30 anos?"
Ele quis dizer o seguinte.
Você veio buscar algum dinheiro na minha escola?
Você não vai levar nada, meu.
E aí, ele falou assim, "Olha, está nervoso, está. "
Mas eu vou te falar uma coisa.
Você nunca vai conseguir nada.
Porque isso já pra escrever.
E aí, eu falei, "Pelírio, o doutor é advogado?"
Ele falou, "Não, falei mais eu sou."
Eu vou sair daqui agora.
Eu vou tomar tudo.
todas as providências. Você não vai levar nada. Já prescreveu isso aí. Só que ele não sabia, por não
ser advogado, eu acredito, que a prescrição é a partir do DNA e não da história. É a partir da constatação,
né? Enfim, entrei nesse processo advogando em causa própria, saí da ali e fui no cartório.
Ela fez sozinha, esse processo de atrais da documentação, né? Do. Enfim, do outro filho dela, né?
Quando é minha, tá? 2020, começo 2020. Como tudo no comecinho de 2020, o serviço dos cartórios
estava meio de ponta a cabeça. Em princípio, eles estavam trabalhando só no emergencial, tipo,
certidões de nascimento, de óbito. Ela conseguiu que o processo fosse mais rápido por conta de já
conhecer as pessoas do cartório. Eu fui lá e falei, escuta, eu. eu queria. Todas as certidões de nascimento, uma relação, né? Na verdade, eu pedi uma relação, uma relação das
crianças que nasceram no dia tal, no anotal, no seu querido, no seu querido, no seu querido, por isso, por isso.
No dia seguinte, ela já tinha uma lista com todos os nascidos naquele dia, naquela clínica.
Era um cinco crianças descartando a do Leandro, porque eu pensei, bom, a do Leandro, a gente sabe que ele
nasceu lá, tem a certidão. Uma era a menina. Eu descartei e eu pedi as outras três certidões. Peguei
essas certidões, levei pra casa, tava muito mal, muito agitada, muito. muito perturbada, entreguei
pro meu filho advogado e falei, olha, tem essas três crianças, ainda bem que são só três, né?
Aí, a gente tem que achar. Na minha cabeça, era uma força tarefa, isso vai ter que fazer um monte de pesquisa,
vai ter que. Nossa, é muito complicado, vai ter que na polícia, vai ter que ir no seu querido. E fui trabalhar.
Duas horas depois, Paula. Ele me liga e fala assim, "Mãe, achei meu irmão". Aí eu falei, como se achou?
A gente achou mais ou menos o mesmo tempo, um perfil no link edinho, desse menino.
Eu vou te mandar a foto e você fala assim, não é ele. Olha que mandou a foto. Ele era cara do meu pai, então. É igual. Era muito igual. Mesmo assim, pela emoção, eu falei, calma.
O que eu fiz? Eu falei, "Tá, mas tem um contato, tem tudo, mãe, tem meio, tem um telefone, tem tudo aqui."
E aí, a pessoa aqui, sem noção, naquele momento, você deixa de ser advogada, se deixa de ser racional, se deixa de tudo.
Mandei um e-mail dizendo, "Olha, eu sou a amiga da sua mãe, ganhei neném no mesmo dia que ela, você falou que era amiga dela?"
Fiquei amiga, em tal hospital, ganhamos neném juntas, só que faz muito tempo, que eu não vejo sua mãe.
E eu queria falar com ela, você pode me passar o número dela, só que eu tinha deixado o roda pé, doutora, ânia, ób, não sei o que. Mas você realmente tinha conhecido ela ou não, se só falou. Claro que não.
Como eu ia chegar pra ele, falou, eu posso ser sua mãe, não tinha como te falar com a mãe.
Eu tinha que arrumar um contato na mãe. Mas na hora, hoje eu teria feito tudo diferente, Paulo.
Mas na li, na emoção, os meninos, mãe, fala com ele, ele liga pra ele, não sei o que é uma coisa assim, querendo conhecer o irmão, querendo, sabe?
Aí, ele responde assim, ó, "Oi, doutora, qual é o beó?"
Aí eu falei pra ele, "Beó, nenhum, eu só queria rever a sua mãe, se você puder me mandar o contato dela, e ele disse assim."
Então, é estranho, né, porque minha mãe disse que não conhece ninguém com seu nome, "Fla, mas é que eu tenho um apelido, me chamava um dinana, ela não vale lembrar de mim, faz muito tempo, sem chance."
"Se você não disser qual é o beó, a minha mãe não vai falar com você."
Parou no e-mail aí, fui pra casa, no e-mail, contei pros meninos.
E aí, o filho do beó começou, liga pra ele, mãe, fala com ele, não sei o que, mas como que eu vou falar pra ele, ó, "Só pode ser que eu seja a sua mãe, não tem como."
Só que eu muito emocionado ali gay, e aí eu falei, "Oi, tudo bem, tudo bem, tinha uma TV num fundo, sabe qual se eu escuto o barulho da TV?"
E ele falou tudo bem, aí eu falei assim, "Só alânia, ele falou, "Atá, você é advogada, né?" Eu falei, "Não, na verdade eu não estou aqui como advogada, só queria dar uma palavra com a sua mãe."
Aí eu falei, "Meu mãe não vai falar com você se você não falar qual que é o beó."
Bom, então é o seguinte, você já tem 30 anos, você não é criança, então eu vou falar o que tá acontecendo.
Eu tive um nenê no mesmo dia que você, fiz um DNA, e deu que o menino não é meu filho, portanto ele foi trocado na maternidade.
Não estou dizendo que você seja, a criança é possível de ser meu, mas existe uma investigação aqui entre nós e tem três meninos, então eu tô falando com os três, da mesma forma que eu tô falando com você.
E eu lembro que ele parou, e ficou só a TV, e eu falava "balou", e ele não respondia, aí uma hora ele falou.
"Meu mãe vai ligar pra você."
Naquela mesma noite, o telefone da Lânia tocou.
A princípio agressiva é o começo da pandemia, essa lança dos golpes digitais assim, então será essa asisação que eles tiveram?
É alguém tentando aplicar algum tipo de golpe, mas que golpes do bebê trocado, com 31 anos, é meio estranho, então demorou um tempo até aguarda abaixar deles ali, né?
E ela disse que nunca tinha percebido, aí eu disse que teve um antepassado, que era igual que era no seu quê, no seu quê?
Eu tenho uma tia avó, pois eu sempre achei que ele tinha puxado a essa tia avó minha, e aí a gente tem no pano de fundo, talvez dessa disparidade das duas histórias, e aí talvez seja um pouco da minha. Do meu jeito de ver, assim, eu sinto que outras pessoas envolvidas na história não vêm da mesma maneira, mas eu vejo assim pelo diferente dele ser mais claro, então ele é diferente, mas ele é mais claro, enfim. É isso inicialmente, esse discrédito, mas depois quando eu vou começar a trocar fotos de um lado, para o outro, elas começaram a se enxergar, né?
Passamos a noite inteira conversando, trocando fotos, a hora que eu mandei a foto do Leandro, eu mando uma foto do pai, biológico, e falou "olha, até o jeitinho, é igual".
Ainda naquela noite, a Lânia passou a telefonia do Leandro para a outra mãe, e eles se encontraram no dia seguinte.
A gente se viu clando estinamente, porque a gente não podia se ver, porque foi um dia depois de lockdown, ou dois dias depois de lockdown, mas ela falou "eu tenho uma praça aqui, onde eu trabalho, a gente vai se ver nessa praça".
Então, a gente se quiser se sentar no lado do banco, eu sento no outro, e tal, mas é isso, enfim, chegou esse abraçou, não teve nem como. Não teve com manter o distanciamento social, prudente pra época, foi de olhar pra ela e me enxergar, não, não tem como não ser assim, a gente chegou a fazer o teste DNA, depois de alguns meses assim já, que a gente já tinha encontrado algumas vezes, e tal, mas pra mim estava muito claro que eu era filho dela, né, deles.
Bom, talvez você tenha notado que a gente não tá citando o nome de mais ninguém nessa história, além da Lânia e do Leandro, cada um encontra um jeito de lidar com o acontecimento dessa magnitude na vida, né, eles dois quiserem falar.
O Leandro que escreveu aqui pro e-mail do apresenta, querendo contar a história dele, e a única pessoa que ele se sentiu a vontade pra fazer a ponte era a Lânia, ele tinha certeza de que mais ninguém da família queria falar disso, até por isso a gente não tá botando os nomes deles aqui.
Quando eu propuse pra Lânia de ouvir ela também, ela topo na hora, ela tinha sofrido tanto tempo de não se sentir ouvida, que ela mais queria sair falando pros quatro ventos, mas claro que não é assim com todo mundo, né, porque as pessoas viveram coisas diferentes, ela sem tem diferente.
A Lânia passou um bom tempo tentando ter contato com o filho biológico dela. Ela que foi atrás, ela que queria ter esse contato, que eu tivesse contato com minha mãe, que seja, mas ela queria ter contato com essa criança, que ela deu a luz e não saber quem era e tal.
A gente não aceitava e falou "ah, a gente podia marcar um café, eu sei que com um menino de 30 anos não vai mudar muita coisa", né, mas itinha toda a dificuldade da pandemia, que era de vida ser tudo mais complicado também.
Nesse mês depois, ele quis me ver. No dia que a gente se encontrou, foi maravilhoso. Foi um abraço de 30 anos, tiramos fotos, conversamos num determinado momento e falei "olha, eu vou te liberar, você que tá com a tua nuova, tudo eu tô aqui patando seu dinheiro e falou "não, hoje eu tirei o dia, pra isso".
E aí eu queria ir uma ilusão, achando que, da partir dali, nós iríamos ser amigos, nós iríamos frequentar casa ou ter ele mais perto, só que não.
Ele não, ele preferiu se afastar. Então é assim, é mais ou menos assim, eu falo "oi, bom dia, ele fala bom dia e para aí".
Eu falo para ele, feliz aniversário, Deus te abençoe, ele fala "amém". O que o Leandro fez?
do lado de lá, não aconteceu do lado de cá.
Meu pai, por ele ter essa diferença de idade, ele já está na uma idade avançado hoje em dia.
Então, a gente, inicialmente, não contou para ele.
Mas, em um dado momento, eu estava visitando meu pai e tal, a gente foi visitar umas fotos antigas, assim.
comigo, bebe, tal, não sei o que.
Minha mente chegou bem nessa hora que a gente estava vendo as fotos.
E a gente ficou vendo ali, e aí, começaram a chorar.
E meu pai ficou sem entender nada, que porra é essa, porque que vocês estão chorando, o que está acontecendo.
Tipo, o que está acontecendo?
E a gente, na ano, tal, não sei o que, isso era um domingo, assim.
E aquilo me consumiu de. Falei "puta, não quero que ele seja o último pessoa saber também".
Então, na segunda afeira, eu saí do trabalho tarde, apareci lá, plantado lá da cama dele.
Ele fala "Pai, de pessoas conversar".
Aí, ele é dinheiro, é doença, é o que que é.
Eu falei, meu, é dinheiro, não é doença, é uma história de muito de décadas atrás, e não tem o que ser feito.
Eu só estou de vindo aqui para te contar mesmo.
Aí, ele deu uma calma, ele falou "Tá".
Falei "Então, eu fiz um teste de DNA, aí descobri que eu não sofre o belo. "
Não tenho outro jeito de dizer, que eu não sofre o beloixo, seu, nem da mãe.
Não é possível, eu estava lá o tempo inteiro.
E outra coisa, eu já tenho um carro no seu parto.
Não tem isso como isso ter acontecido, ele ficou bem resistente ali.
Ele falou "Não, não é possível, eu falei "Pai, não tem como não ser possível, porque eu fiz um teste".
É isso, teste.
Tenho zero vírgula zero, um por cento de chance de estar errado.
Então, não tem muito o que você não aceita, assim.
Eu que eu vim te contar, não vim, perguntar.
O que quer estar acontecendo e tal, né? É isso, assim.
Meu pai é muito doce, eu não, assim.
Ele estava ali todo, "Pô, e agora eu é isso, a história é essa".
Tanto Leandro, quanto a Lânia, tinha comentado que a primeira impressão que eles tiveram do rapaz,
que foi trocado com Leandro na maternidade, ainda ali na foto do linkedim dele,
era que ele era a cara do pai de criação do Leandro.
Pessoalmente, então, eles acharam ainda mais impressionantes essa imediência.
Eles são muito parecidos.
Muito, mas é muito.
O jeito, a forma, o tamanho, os vícios, por exemplo.
Agora, imagina, é um filho que ficou afastado do pai tantos anos.
O pai tem uma dia de morrer a língua, é igual.
É uma coisa impressionante.
Ele por trás andando, é uma coisa impressionante.
Quando eu conheci, assim, aí, isso me parecia muito familiar por ele,
parecia muito meu pai, eu sei muito próximo do meu pai,
então, assim, já gostado da pessoa, assim.
Tipo, "Pô, eu entendi que era outra pessoa até demorou", assim, sabe?
De falar carameiro, é muito preciso, meu pai deve ser legal que nem meu pai,
deve até entender que não, ele é uma outra pessoa.
Não tem obrigação de gostar de mim de me amar, que nem meu pai tem, né?
Então. O que eles foram cedando conta, desenrolar dos acontecimentos post-test de DNA,
é que os dois têm o temperamento muito parecido também.
Se o rapaz não fazia muita questão de se entrosar com a família biológica,
o pai do Leandro também não parecia muito disposto a isso.
Ele diz, "Meu filho é o Leandro, e será sempre o Leandro, eu não preciso de outro filho."
Ele ficou bem não querendo muito trocar ideia sobre isso.
Até uma repetida às vezes que eu falei, "Oi, é importante pra mim que você desenrola essa história,
que você aceita encontrar o seu filho biológico,
que não seja um tabu para a gente falar disso a partir de agora, é importante pra mim.
Então, se você dedica tudo esse amor que você está propondo,
faz parte disso também, você fazer coisas que talvez você não teja tão confortável,
mas pensa no meu desconforto da vida inteira e tal, pra ele e depois disso assim."
Leandro conseguiu convencer o pai, mas não foi tão fácil assim com o rapaz.
Meu irmão, né, no irmão trocado, né, do irmão GEM.
Ele chegaram a marcar três vezes, a família toda se reunia pro encontro e ele desmarcava.
Até que um dia rolou.
Foi na casa do meu pai, na casa da casa que eu cresci,
e minha mãe tava lá com meus irmãos e tal, com meus filhos dela.
"Meus irmãos que não são filhos do meu pai, eles frequentam a casa do meu pai,
assim, meu pai sempre incentivou, assim, a gente iria ser irmão mesmo,
então de estar junto e tal, então foi um, mais um momento que eles estavam lá."
Mas você não?
Eu não fui porque isso tinha marcado três vezes,
aí nessa vez eu não sabia se ele ia ou se ele não ia.
Eu falei, dessa vez eu não vou, porque eu já não estou, mas, enfim. É como a gente ia perdido um pouco, um pouco a paciência,
assim, tanto com ele quanto meu pai, com essa situação, de tipo, "Meus irmãos,
vocês entendem que é importante para as outras pessoas e tal,
e acabei meus entãs, assim, de birra mesmo."
E o que você sabe desse encontro, qual que foi o relato?
Ah, o relato é que eles foram cordiais, né, um com outros, se abraçaram, tal,
pra se reconhecer, tal, mas foi pontual, assim, não teve. Acho que foi o, é isso, mais uma vez, acho que o que marcou foi pra minha mãe,
de ter ali os, não tinha os quatro filhos, mas tinha os certos fomos três filhos dela
juntos ali, os três filhos biológicos, né?
Foi uma coisa muito mágica, não tinha como não ser emocionado e ver aquilo.
E meus tios irmãos do meu pai estavam lá também, então, a família meio que, né,
devem ter se enxergado, né, nos rostos, eles para ele também devem ter sido uma experiência parecida com isso, assim.
Como ele fala pouco, ele não divide nem com a mãe dele, essas situações, eu não sei, assim,
exatamente como é que foi pra ele, mas eu acredito que tem a, como você vê,
muito gente que tem a mesma lata que você, né, eu passei por isso, né, com a família que ele cresceu.
É muito, muito maluco assim, né, de se enxergar nos rostos pessoas, então devem ter passado por isso.
Ele ficou muito pouco tempo lá, eu acho que ele queria, na verdade, conhecer o pai e a mãe,
porque ele conheceu e se afastou, conheceu e se afastou.
E é isso, ele não tem essa vontade de, ele preferiu manter os laços de família que ele sempre teve, né,
com a família da vida inteira, assim, não, não sentiu necessidade de estreitar esses laços biológicos assim.
E eu é super válido.
E ele me disse um dia, olha, não se culpa, porque eu falei, eu não tenho culpa.
Eu fui a vida inteira punida por isso, e agora eu tô sendo punida de certa forma como se eu tivesse tido
a culpa dessa troca, e ele disse, não, você não tem culpa, só tinha que ser assim.
Ninguém tem culpa, né, ninguém tem culpa, né, alguém tem culpa, né, gente não sabe quem essa pessoa, né,
você é uma pessoa, você é uma situação. Olha aí, sobre culpa, ou talvez a melhor palavra que seja a responsabilidade, né.
A Lânia levou até o final, o processo contra a sociedade responsável pela clínica onde ela teve o bebê, o dano moral.
Mas eu processei pela forma como ele me tratou no dia que eu fui até lá.
A gente estava buscando dinheiro, não, eu queria que ela sem intensa que eu tive, é como se eu. É como se eu tivesse escrito aquilo, sabe, o Juiz ele entendeu exatamente quais eram os meus sentimentos.
Eu queria mostrar o processo para as pessoas, eu queria colocar num quadro e sair levantando assim.
Como se fosse um. Sabe uma bandeira, assim, uma dália, sabe uma dália, pra todo mundo ficar lendo, assim,
porque eu queria mostrar pra todo mundo, sabe.
O processo tramitou em segredo de justiça, como é comum nas várias de família.
Mas a Lânia me mandou a petição inicial e a sentença do Juiz, com alguns detalhes que ela achou melhor razurar.
Mas o que importa é que ela teve uma indenização que ela considerou justa e principalmente a sentença.
Eu vou dar que um trechinho da sentença que resume.
A falha cometida nas dependências da maternidade da Ré é inexcusável e gravíssima,
sendo indubitável que causou dano inestimável à altura, o bastante a encerjar a reparação.
Eu sou muito feliz por telhando na minha vida, sabe?
Eu queria ter pudido ser pra ele uma mãe melhor, mas eu tava doente, eu não conseguia.
Não era uma rejeição, nunca foi uma rejeição, mas era um olhar pra ele, era dizer, você não é meu filho.
Ele é meu filho, é louco, não é? Porque ele é meu filho, vai ser sempre meu filho.
Essa descoberta dos bebês trocados já tem seis anos.
Ao longo da entrevista eu notei que Lendo continua a chamar da Lânia de mãe. Claro, né, faz sentido.
E ele encontrou um jeito de diferenciar na hora de falar delas.
Por exemplo, na hora que eu perguntei se alguém do resto da família ia topar me contar essa história.
Eu acho que a minha mãe, a minha mãe da vida inteira, né, não minha mãe biológica, ela super toparia.
Eu achei muito bonito isso, de mãe da vida inteira, em vez de mãe de criação.
Até porque aos 31 anos, quando ele fez finalmente o teste de DNA, ele já tava mais que criado, né?
Mas deu pra perceber que esse jeito de falar, que é bem carinhoso, né?
Tem a ver com quanto eles têm conseguido se acertar, depois de tirar esse nevueiro, tudo da frente.
Hoje a gente consegue brincar muito, a gente consegue rir, a gente consegue falar de muitas coisas.
E é muito doido, porque às vezes eu falo assim, aí quando eu tava grávida de você é a gente rir, né?
Porque eu falo, você não tava grávida de mim, às vezes eu falo, "Ah, quando eu tava esperando você, porque é muito, né?"
É um hábito, né?
Eu fiquei curiosa pra saber se hoje em dia
eles chamam os pais biológicos de pai e mãe também.
Houve um momento que eles chegaram até a perguntar pra mim, né?
Meu pai e minha mãe, melhor chegaram a perguntar.
Seja sente que a gente, porque a gente já te vê como filho assim, né?
A gente consegue te olhar e te vê como filho.
Se sente essa mesma situação,
ah, eu lembro que a resposta que eu tive foi. É uma construção, né?
É uma construção. Eu posso chamar vocês até de pai e de mãe.
Mas é. é uma construção que é com tempo, né?
Acho que a gente vai sendo. A gente vai. A gente vai nascendo pra isso, de alguma maneira.
Então, inicialmente não, assim.
Não.
Lembro que foi um. - Um baque, né? - Pra eles foi. É. Pra eles foi. Foi decepcionante, assim.
E um dado momento foi natural.
Chega mais de mãe, porque. Ah, sei lá, você tá na casa lá da família que tem antes de as pessoas.
E aí, alguém pergunta, "Ah, cadê sua mãe?"
E aí você vai falar, "Não, minha mãe tá lá em casa."
Minha mãe não é. Não, minha mãe tá ali, ó.
Foi. Foi ali, foi fumar, foi fazer tal coisa.
A gente é mãe e filho, mas tem muito do desconhecido aí ainda.
E a gente precisa pra convivente, precisa respeitar.
E precisa entender esses limites, assim.
Então, a gente. Vimea, a gente acaba esbarrando no limite, um do outro, assim.
Por exemplo, assim, ela deixou claro que se ela tivesse. Me criado desde o começo, provavelmente.
Eu ia ter uma outra profissão, uma profissão mais segura.
Probabilmente, eu tinha outro cabelo.
Probabilmente, já seria uma pessoa casada, porque. Então, ela começou a projetar muito de como eu era.
Era porque eu tinha sofrido esse trauma com minha mãe, inicialmente, tal.
Então, por isso que você é assim, por isso que é ser diferente.
Porque você é isso, porque as pessoas não fazem você se incluir na sua família,
se sentir parte dela.
Então, por isso que você quer ter um cabelo desse jeito.
Isso é horrível.
Não é um cabelo de uma pessoa cristão
que você seria se tivesse sido criado por mim.
Por exemplo, se tinha sido criado por mim, você jamais jogaria um negócio desse.
Isso é um jogo de busos.
A gente nem ia se conhecer, porque você não jogaria, não ia fazer isso.
Não ia.
O que eu entendi é, eu não vou escapar de ter problema com mãe.
Eu não iria escapar de nenhuma maneira.
E a mãe é uma questão que eu ia ter que trabalhar nessa existência de alguma maneira ou de outro.
Com o bebê trocado, ou se não.
Eu lembro que eu contei isso, eu estava num churrasco com os amigos assim,
e aí a pessoa foi indo embora e vai ficando aquele clima de "Vamos contar a história".
E eu contei essa história e todo mundo ficou "Oh, meu Deus!"
E eu tenho um amigo que me conviveu, como é, para o muito tempo e perdeu a mãe.
Então, eu não sei o quê, e a minha história pegou um pouco ele assim.
Mas eu nem queria concluir uma coisa dolorosa, assim, para mim, de ouvir na hora,
mas, de alguma maneira, a mesma tempo que do eu, foi um conforto.
Ele falou assim, é engraçado, você tem duas mães, mas você tem uma lacuna nessa figura de mãe.
E é isso, apesar de eu ter duas mães, não viram uma só.
É isso, ainda tem um espaço aí, que, enfim, eu tenho que preencher comigo mesmo, mas. Não foi planejado, mas calhou de eu fazer essa entrevista com Leandro justamente na semana seguinte ao dia das mães.
E eu perguntei para ele em que casa que ele tinha ido no domingo.
Nem uma delas se propôs, "Ah, vamos almoçar, vamos, porque eu acho que elas enterem, de alguma maneira, assim".
Acho que uma deixa que eu deixo assim e eu acabo ficando sem mãe nesse vídeo.
Deixa eu ver se domingo você ficou em casa.
É, fiquei, fiquei. Fiquei com meu pai. Fiquei com meu pai.
Essa história foi produzida pela Paula de Carpinho.
Obrigada por ouvir o rádio novela-presenta.
Você sabe que toda a quinta-feira tem episódio novo no ar.
E quem é membro do clube da novela consegue ouvir um diante e sem anúncio.
Tá aqui um pouco do que vai ter na semana que vem.
Lá está o Martinho da Vila com um terninho sorrado, esconcorrendo com casa de bamba.
Meu tonacimento estava lá com o Fernando Brante, seu parceiro, fiel.
Ali tinha também o que inteiro vila lobos com a irto um barbosa.
Essa turma se reunia toda para fazer de ansessions.
E eu ali assentado assistindo o estaseado aquilo tudo e aproveitando para o começo de entrevistas.
Quando você vem para o clube da novela, você também ganha acesso à episódios bonos e eventos com os nossos repórteres
além da bolsa que vem com a assinatura no al.
A gente acabou de soltar um episódio bonos com a flora tonsu de voo, contando o que ela aprendeu sobre os americanos confederados no Brasil.
Se você assinar, os cadeadinhos desse e dos outros bonos se abrem todos para você.
O passo a passo está lá no nosso site. A gente já volta.
Na quinta temporada do podcast da Japan House São Paulo, a gente tem como tema arquitetura e os espaços no Japão.
Para falar de arquitetura urbanismo, a gente aqui na Japan House achou importante investigar também como os japoneses utilizam e interagem com esses espaços.
Porque o espaço, afinal, não existe como fenômeno isolado. A gente transforma o espaço e também é transformado por ele.
Exatamente. Então, no sexto episódio da temporada, a gente explora alguns dos mitos e lendas que fazem parte do modo de pensar japonês.
Para entender de que forma isso influenciou o surgimento das cidades e o uso dos espaços no Japão.
E também falar um pouco sobre a relação dos japoneses com espaços ciderais.
A quinta temporada do podcast da Japan House São Paulo já está no ar. Então, quando você terminar de ouvir esse episódio aqui, procura a gente no seu tocador de podcast favorito.
No post desse episódio, no nosso site, tem fotos da Lânia e do Leandro Piquininho e hoje em dia.
Agora, você já foi dar uma olhada no nosso canal do YouTube. Além dos episódios do Rádio Novela presenta completos, a gente tem publicado lá várias playlist de histórias avursas.
Vale a pena ouvir de novo e vale mandar para aquele amigo que ainda não conhece o podcast.
Ali no YouTube também tem a aba Comunidade onde a gente coloca fotos relacionadas às histórias e dá para você comentar e conhecer outros ouvintes.
Para quem é de redes sociais, a gente tá no @RádioNovela no Instagram, no Twitter, no Treads, no Blue Sky e no TikTok.
Para quem é de e-mail, dá para mandar críticas, elogios e sugestões de pauta pro e-mail apresenta @RádioNovela.com.br
Se você tem uma marca ou um cliente que tem tudo a ver com os nossos podcastes, você pode contratar o estúdio novelo para criar o seu próprio podcast ou para anunciar nos intervalos dos nossos episódios.
É só escrever para a gente em comercial @RádioNovela.com.br
O Rádio Novela presenta é o original da Rádio Novela. A direção criativa é da Paulo Escarping e da Flora Thompson Devoura.
A direção executiva é da Marcelo Casaca e a gerencia de produto é da Bia Ribeiro.
Nosso repórteres e roteiristas são Vinicius Luís, Aévene Agenta, a Bia Guimarães, a Barbara Rubira, o Paulo Vitor Ribeiro, o Vitoru Brandalize, a Maíra Valejo e a Carolina Morais.
A Ashley Calvo é a nossa produtora. A checagem desse episódio foi feita pela Eta Rodininski.
Esse episódio teve desenho de som da Paulo Escarping e Mixagem da Mariana Leão e da Bia Guimarães.
Nesse episódio, a gente usou o músico original de Queco de Nude e também da Blue Dot.
O design das nossas peças é do Gustavo Nascimento.
Nossos coordenadores de parcerias são o Pedro Lopes e a Aéne Pimentel. A nossa analista, a administrativa financeira, é a Tainanogueira e o nosso analista de produto e audiência é o Vinicius Magalhães.
Obrigada e até a semana que vem.
Podcast Summary
Key Points:
O relatório da Oxfam Brasil revela que poder econômico e político estão intimamente ligados no Brasil, com grandes influências nas eleições.
Executivos que ocupam cargos públicos retornam ao mercado com contato e influência que favorecem suas empresas, criando uma porta giratória entre setor privado e governo.
O financiamento político é desigual, com riqueza privada atuando como filtro para quem tem acesso real às eleições.
A Oxfam propõe medidas como justiça fiscal e democratização do financiamento político para aumentar a representatividade e quebrar a dinâmica de poder.
A história do nascimento do Leandro e a suspeita de troca de bebê revelam traumas familiares e desconfianças profundas sobre origem biológica.
O teste de DNA confirmou que Leandro não é filho da mãe biológica, desmontando a teoria de adoção ou traição.
A família do Leandro enfrentou longos silêncios, julgamentos e controle emocional, gerando distorções na relação afetiva e de identidade.
A descoberta do DNA e o contato com o irmão biológico trouxeram alívio emocional, mas também reforçaram a complexidade de superar traumas familiares e históricos.
Summary:
O relatório da Oxfam Brasil mostra como o poder econômico e político estão interligados no Brasil, favorecendo candidatos ricos e criando uma "porta giratória" entre o setor privado e o governo. Executivos que passam por cargos públicos retornam ao mercado com vantagens que beneficiam suas empresas. A campanha eleitoral é carrega, tornando o financiamento privado um filtro decisivo para quem tem chance de vencer.
A Oxfam propõe soluções como justiça fiscal e democratização do financiamento para reduzir desigualdade e aumentar a representatividade. Paralelamente, uma história pessoal revela a suspeita de troca de bebê no hospital de Guarulhos, com o nascimento de Leandro. A mãe, Lânia, vivia por anos com dúvidas e julgamentos familiares, alimentadas por desconfianças sobre a origem biológica do filho.
Um teste de DNA confirmou que Leandro não é filho dela, desmontando a teoria de adoção ou traição. A descoberta gerou emoções intensas, com a família enfrentando silêncios, controle emocional e julgamentos. O contato com o irmão biológico, após investigações, permitiu um momento de reconciliação emocional, embora a relação entre os laços familiares permaneça complexa.
A história destaca como traumas passados e críticas familiares afetam a identidade e a construção de vínculos, mesmo diante de evidências científicas que corrigem a realidade.
FAQs
É uma prática em que executivos passam a exercer cargos públicos e depois retornam ao setor privado, levando consigo contatos e influência que beneficiam suas empresas.
Porque ela influencia quem tem acesso ao financiamento e, portanto, quem tem chances reais de vencer, criando uma desigualdade no acesso à política.
A Oxfam propõe justiça fiscal e democratização do financiamento político como medidas para aumentar a representatividade e acabar com a "porta giratória" entre setor privado e poder público.
Um Boeing 707, sem passageiros, sofreu um acidente durante o pouso, resultando em 19 mortes no solo e em um sobrevivente a bordo, com muitos da população local afetados.
O Leandro, que nasceu no mesmo dia do acidente, suspeitou de que fosse o bebê trocado, levando a uma crise de identidade e desconfiança em relação à sua origem familiar.
O teste mostrou que Leandro não é filho da mãe biológica, confirmando que foi trocado na maternidade, o que gerou grande impacto emocional para a família.
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