Naruhodo #469 - Temos livre arbítrio? - Parte 1 de 2
from Naruhodo
57m 28s
O podcast explora a complexidade do conceito de livre-arbitro, desmistificando a ideia de que a escolha humana é totalmente livre. Apresenta que o determinismo biológico é real, mas atua no nível da variabilidade genética, permitindo um amplo espectro de possibilidades. A sociedade, por sua vez, impõe restrições profundas na linguagem, identidade e comportamento, limitando a liberdade aparente. A teoria do existencialismo, especialmente de Sartre, afirma que a existência precede a essência, ou seja, o ser humano nasce com liberdade para criar sua própria identidade. Simone de Beauvoir aprofunda esse pensamento com a "moral da ambiguidade", defendendo que a verdadeira liberdade vem da ação desafiadora e da experimentação. O paradoxo de Newcomb e a teoria dos jogos mostram que as decisões humanas estão profundamente interligadas com previsibilidade e estrutura social. O podcast conclui que o livre-arbitro não é um dado natural, mas uma competência psicológica que se desenvolve por meio da educação e da crítica social, exigindo que a pessoa se afaste da ansiedade do "não ter escolha" e se mova ativamente no mundo. Assim, a liberdade é construída, não dada, e a educação deve ser um processo de emancipação, promovendo a autonomia e a resistência às estruturas de dominação.
Temos Lívia a Bítrio, Parti 1.
Temos Lívia a Bítrio.
Temos uma pergunta com muitos e meios alto.
O futuro passado existem como um todo e o que chamamos de presente
é como uma fatia muito fina de algo muito maior,
como uma imagem de ressonança magnética.
Ou o passado e o futuro não existem,
pois um já aconteceu e outro está para acontecer.
A única coisa que existe é o presente.
Porém, se isso for real, tudo quase inexisti
porque a existência resume.
A alto tão pequeno quanto um instante pode ser.
Mas se a existência não se resume um instante, podemos dividir a existência
em duas partes, passado e futuro.
Sendo a única diferença entre eles, a posição em relação ao presente.
Partindo disso, nós podemos dizer que o passado parece mutável,
mas se a única diferença entre passado e futuro é a linha do presente,
o que garante que o futuro não tem essa característica de imutabilidade do passado.
No fim, a pergunta que fica é seria o tempo algo que já existe como todo
e nós esperenciamos ele passando?
E se o tempo já existe como um todo,
o futuro todo já estaria escrito tal qual o passado?
Ou seja, não temos livre a bitre, olha que viagem deduada.
- Foi extragado para ter um feliz, né? - Ah!
Temos também Thomas Ferreira,
que é técnico de exercício, seja lá o que isso significa,
é em Portugal.
Já ou isso, podcasts?
Olha ali, o Português de Portugal.
Já ou isso, podcasts há muitos anos
e o vosso, sem dúvida, algumas dos melhores que já ouvi.
Parabéns pelo vosso trabalho maravilhoso em produe um mundo mais baseado
em evidência científicas.
Espero que continuem sempre a exterminar mitos.
Olha, eu, às vezes corto os elogios,
que as pessoas mandam por e-mail,
porque são muitos e-mails como esse caso aqui.
Mas o Tomás eu deixei por causa do jeito português,
que ele mandou, então a gente não podia deixar de fora.
- E você interpretou também o português de Portugal?
- Ah, aí ele diz dúvida qual a voz da opinião sobre o livre a bitrio.
Ouvi um episódio vosso recentemente,
em que o Altair menciona discretamente que temos poder de decisão.
Lios dois livros do Sapalski, comportamento e determinado,
que mostra através centenas de estudos
que não temos controle nenhum sobre as nossas decisões.
Básicamente a genética e a educação
é que determinam todas as nossas ações.
Temos também meio do Lucas nos nascimento
e do estudante de ciências biológicas pela UEL.
O Universidade Estadol de Londrina,
é o esportante de Londrina Paraná.
E é de seguinte, antes de tudo gostaria de agradecer a vocês
por toda a transformação que pode que esteem feito em minha vida
verdadeiramente muito obrigado.
Minha pergunta se refere ao tal do reducionismo biológico.
Normalmente, nos cês como um pensamento de que há um dualismo entre o seu corpo
e uma pessoa que fica atrás dos olhos
e controla nossas decisões com total livre a bitrio.
Dá dessa longa contextualização, minha pergunta é,
faz sentido levar minha vida a partir do reducionismo biológico,
ou seja, que todas as nossas decisões são frutos de processos celulares
e não de minha consciência,
ou tem algo a mais que faz sentido citar sobre o livre a bitrio da consciência.
Temos também Victor Villar, que é psicólogo,
professora-investar e doutorando em psicologia social na USP
e mora em São Caetano do Sul.
De seguinte, com os novos envolvimentos de guerras no Oriente Médio
meu feed no YouTube começou em sincher com canais que propõem usar teoria de jogos
ou modelos matemáticos para prever os próximos movimentos de certos atores
já políticos no mundo.
Os apresentadores, muitas vezes, fazem as firmações com tanta segurança
que me lembram Harry Seldon, defendendo a psicóhistória em afundação de Asimov.
Vários alunos já vieram me perguntar sobre este conceito de psicóhistória
e tem a impressão de que muitos acreditam que a teoria dos jogos é só um filatinho
que um dia se desenvolverá em uma psicóhistória real.
Refletindo sobre as tecnologias e com relação desafio para o debate sobre livre a bitrio,
queria trazer algumas perguntas.
Esses modelos são tão bons assim para permitir previsões de conflitos já políticos em tempo real,
com mais dados, teorias e poder computacional.
Isso poderia chegar a algo tão poderoso com a psicóhistória da afundação?
E o que poderia ser dito sobre a ideia de livre a bitrio?
Que é tão cara para tanta gente frente a essas tecnologias que se propõem a ser preditivas?
Obrigado, como sempre por esse podcast, que já virou lição de casa tanto de alunos
quanto de pacientes, coitados desses alunos impacientes.
Temos também Artur Schneider almeida, que é a servidor público na Universidade Federal do Espírito Santo.
O que a ciência atualmente tem a dizer sobre liberdade de seres vivos, sobre o livre a bitrio
e sobre como controlar aquilo que nos controla?
Só o ser humano é capaz de controlar aquilo que o controla ou nem o ser humano é capaz disso.
No desenvolvimento humano, onde se posiciona a capacidade de controlar aquilo que nos controla?
É uma habilidade que se aprende, pode existir uma educação emancipatória nesse sentido?
Letícia Ventura também mandou e meio e de seguinte,
lembra a primeira vez que comentei com meu marido sobre como eu gostava de quando aprendi uma palavra nova?
Em algum episódio, a partir daí nos demos conta de como popularmente falando,
o Narodou abria nossa mente.
Nunca que eu imaginei que eu veria tanta coisa diversa com tanto interesse
e mesmo terminando alguns episódios com a impressão de não entender nada.
Sinto que algo ali eu absorvi.
O letícia façou as minhas as suas palavras.
Isso é comum, parece ter que ouvir de novo.
Agora, vocês querendo ou não fazem parte da nossa vida?
São temas de diversas conversas nossas e na menor chance indicamos direto para amigos.
Ouça um outro podcast que gosto muito de chamar de escafandro.
Sensacional, pode recomendo.
Recomendo.
Um abraço para o Tomás Cavirini, quem não ouve ouça.
E manda um louie para ele.
Exato, louie.
Em um episódio, ele falou sobre livre a bitro.
Me acheu com a minha cabeça.
Após uns dois dias de digestão corri para o Narodou como de costume para saber.
que a ciência tinha pra dizer sobre isso. Eu não encontrei nenhum com esse título, mas
certa vez você já tinha abordado esse tema, comecei a ouvir e revir um por um. Até que
tiver brilhante ideia de pedir a vocês uma indicação. Chegou agora.
E temos também Fernando Basquiroto de Sonsa, que diz o seguinte, escrevo porque eu não
é episódio como sabemos de uma coisa causa de outra, volta aí comentou que não temos
livreabitro. E meio que comentou que isso tinha a ver com a teoria dos jogos. Diante disse
que curioso sobre a afirmação e agora estou ouvindo alguns podcasts sobre teoria dos jogos.
Um episódio sobre o tema e como essa teoria é aplicável na nossa vida, na nossas vidas,
seria interessante. Será mesmo que o nosso destino já é definido na hora que nascemos,
ou podemos mudar ele ao longo da vida? Temos também vitros do carelho que trabalham
com assuntos circulatórios do Rio de Janeiro. Venham aqui trazer uma questão que está
sempre presente no meu dia a dia. Existe livreabitro. Sempre quando penso sobre isso,
consigo na conclusão de que o livreabitro não é uma realidade.
Ainda que levemos em consideração a sugestão da mecânica quântica de um universo com
uma natureza não essencialmente determinista, onde nossos cérebros operem de alguma forma
em conformidade com essa lógica, isso apenas acrescentariam uma camada probabilística,
não necessariamente indicando que tenhamos a capacidade real de tomar decisões.
Sendo assim, quando analisamos a causa material, vemos que nossos átomos e moléculas obedecem
as leis da física e química, sem que possamos influenciar nesses processos. Na casa formal,
podemos argumentar que somos conduzidos por eurísticas e vieses. No âmbito da neurociência
temos as evidências que sugerem que fazemos escolhas antes mesmo de termos plena consciência
de esse processo. Na causa eficiente, observamos que somos moldades por fatores históricos,
construções sociais e ainda com a ajuda do nosso querido marketing, persuadidos por agendas
e tantos outros fatores que acabam influenciando o nosso comportamento. E, por fim, na casa
final, ainda temos pressões seletivas que podem modular nossa forma de agir. Olha aí, a análise.
Quatro causas. É, nós quatro causas de Aristóteles. Ah, pesado, se o tudo possui a
nit da impressão de que tenho controle sobre minhas ações. Existe alguma evidência que
sugere que, de fato, temos Rivi Amítrio. Temos também Guilherme Andrade, que disse
o seguinte, passei a acompanhar o canal de vocês no YouTube há alguns meses atrás. Olha só,
tem algumas pessoas que acompanham a gente no YouTube. Pois é. Todos os episódios que estão
nas plataformas de áudio estão também no YouTube, sem imagem. Poupa vocês de ficar olhando
para as nossas caras. Obrigado. Mas o áudio está lá no YouTube também. E é, de seguinte,
uma das questões que mais me intriga é sobre Lívia Bítrio. Faço graduação em psicologia,
cheguei a ver algumas coisas que tangi em cinho esse tema em neurociência e filosofia,
mas sempre parece que algo me escapa. E finalmente, temos Gabriel Akira, que é programador
de São Paulo, capital. É, de esse vídeo, um casal de amigos me falou sobre o paradoxo
de Newcom. Não entendi. E procurando na internet, achei diferentes formas. Alguns usam
um vitente, uma pessoa oniciente ou um supercomputador para ser o previsor, às vezes aparecendo
como nunca tendo errado. Pelo que vi, além de lógica, existe filosofia envolvida como
o Lívia Bítrio. Alta aí. Afinal de contas. Ficou até cansado, né? Pra ciência,
ta aí. Temos Lívia Bítrio ou não? E começando. Para quem fujoca, existe o Lívia
Bítrio? Não. Alta aí. Para mim, a Lívia Bítrio é uma ilusão. Você acha mesmo? Eu acho.
Você para achou? A vida toda, você para achou? Não. Eu passo a achar isso a medida em
que eu vou amaturecer de revelação. Mas, é, com que idade você tinha quando você achava
que existia? Que você. Ah, eu acho que até, até a fase de jovem adulto, 20 poucos anos,
assim. E como você era, a pessoa que acreditava no Lívia Bítrio? Arrogante, provavelmente,
mais arrogante, porque achava que tinha controle sobre as coisas, sobre a situação e. Essa
é uma boa observação. Então, assim, a crença na existência do Lívia Bítrio pressupõe
uma certa beligerância em relação à realidade? Eu não sei se chega a ser beligerante, a
postura, mas eu diria que é uma certa arrogância, sabe? É, tudo depende bem. Exatamente, exatamente.
- Como você fazia o que eu quiser, né, então. - E se eu fizer resolve?
Bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem-bem
- Bem-vê, bem-vê, pensamento de agência, né? - Pensamento de. deota. - Ah, bom, acontece, acontece. Então, esse virou a quantidade de meios que temos, né? Então, esse é um dos episódios que é mais requeridos pelas pessoas me tomou alguns anos pra bolar esse episódio e ele é uma junção de vários outros, tá? Mas a hora dele chegou. E como de costumular ele será em duas partes. Na primeira parte, a gente vai falar um pouco mais da questão filosófica mesmo, da uma orientada nisso. Lembrando que. De verbitro, uma questão filosófica centenas de anos, então, tem 358 milhões de autores, tá? Eu vou fazer um compilado, mais ou menos das ideias gerais, assim, das teorias de verbitro, porque as pessoas ficam uma questão muito opinativa, né? Ah, você é a favora contra, sabe? É meio tipo de futebol, né? Fica aquela coisa. Então, a ideia do episódio, assim, a gente vai tomar partido. A gente vai tomar partido de um lado, no final do segundo. da. da segunda parte, né? Já vou deixar claro, a gente vai tomar partido de um. de um lado, mas a ideia é você perceber a história.
Como que o argumento é construído ao longo do tempo? E a ideia que é o longo dos episódios dos dois, você fica percebendo assim, não, parece que tem ele, verbitro. Não, parece que não tem, sabe? A ideia que seja um pouco socrático, a coisa, sabe?
- Sim. - Então, eu vou construir o argumento de um lado da repente, mas isso, aí você vai por outro lado. A ideia é você fazer esse caminho, tá?
Que isso torna bem mais interessante de entendimento, e aí por isso que é uma das grandes questões filosóficos que temos também, tá?
Na primeira parte, vai ser um pouco mais filosófico, na segunda parte, vai ser aplicações. Eu vou falar de exemplos mesmo.
Porque tem muita coisa na filosofia, assim, tem tezes, linhas de pesquisa sobre isso, e a ideia, como é uma coisa de divulgação científica?
A questão, eu fiquei pensando muito tempo, em como trazer isso pro dia a dia das pessoas, sabe? Como que a gente é controlado muitas vezes por algumas coisas?
E aí, é uma ideia mais moderna de livre-verbítrio, e como a existência do determinismo é uma condição necessária para que o livre-verbítrio surge, isso é uma coisa contraditória.
Em teorias mais modernas, a ideia de pressupor a existência do livre-verbítrio tem que considerar a existência do determinismo.
Só que a gente tem que definir o que é determinismo, né? Também.
E aí tem a ver com o nosso último e-mail do Gabriel Akira, que é o paradoxo de Newcombo. O paradoxo de Newcombo é um bom exemplo disso que será tratado no segundo episódio, isso é essa parte.
Mas a ideia é começar do começo, então, vamos começar, vamos definir o que é livre-verbítrio, definir.
Então, assim, definição, livre-verbítrio, abre aspas, capacidade ou habilidade da pessoa de escolher entre diferentes cursos de ação.
E a sua capacidade de escolher entre diferentes cursos de ação, essa é uma definição, tem uma outra forma de definir isso.
É quando o organismo exercita, controle suas assobres, suas ações, de forma necessária para ter responsabilidade moral.
Então, essa é uma segunda definição parecida com a primeira, né?
Então, é a capacidade de exercício do indivíduo, de ter controle suas assobres, suas ações, de forma necessária para ter responsabilidade moral.
E o que é responsabilidade moral? Noção de certo e errado, noção de certo e errado, essa é a ideia.
E uma terceira forma de definir livre-verbítrio é o indivíduo ser a fonte última e originaria das suas próprias ações.
Então, você se comporta como causa a última do seu próprio comportamento.
Então, por exemplo, quem, você vai lá na loja e compra um sapato, você é o causador único e último do comportamento de comprar o sapato.
Isso seria o livre-verbítrio.
Não, essa seria a definição em gerais de livre-verbítrio, a definição de livre-verbítrio vai mudando com o tempo, por isso que eu coloquei essas três.
E o livre-verbítrio, a ideia de livre-verbítrio, ela é descolada da ideia de livre-verbítrio da Bíblia, por exemplo, religiosa.
Então, ela é mais antiga do que cristianismo e tal, ela é antiga quanto é escrita, tem ideia sobre isso. Será que a gente é livre? Será que tem livre-verbítrio?
Claro que hoje em dia ela tem em relação direta com a religiosidade, com a creensanomentidade transcendente.
Isso dá uma noção de livre-verbítrio ou não, mas também com o tipo de religião, religiosidade como você manifesta a sua cremsonão no divino.
Religião é o que você professe, é o que você segue. Você pode ser católico, eu vou diálico, o que é que seja. Isso também tem impacto na sua cremsa de livre-verbítrio.
Então, é engraçado porque muitas vezes as pessoas não entendem livre-verbítrio, elas não entendem mesmo.
Então, por exemplo, quem está nesse raio de merda, de época, de Copa do Mundo, que eu odeio.
Ainda mais porque Copa posto de evento de lavagem de dinheiro por bet, até o nosso episódio sobre bet. Então, eu já não gostava de futebol, agora eu detesto ainda mais.
Mas, por exemplo, o cara que aposta no jogo, ele aposta no jogo. Ele tem uma cremsa de que ele vai controlar alguma coisa, não é?
Provavelmente, você está aposta. Você está com menos silúde dessa forma.
Isso, então, uma pessoa que joga, sem ser jogo compulsível, porque aí, jogo compulsível, ela é controlada pelo jogo em si, então aí ela não tem controle nenhum.
Mas, a pessoa que faz uma aposta. Por exemplo, quem? Vamos fazer uma aposta.
Você acha que você vai ganhar, por isso você está fazendo a aposta.
Você tem que ter um certo controle. Você tem que ter uma cremsa de que existe uma regra por trás daquilo que você está vendo, para poder controlar.
Nesse sentido, você não acredita no livre-verbítrio. Você tem uma sensação de que você está controlando alguma coisa, sabe?
que passam!
Entendi a regra, por isso que você aposta.
Você tem tanta ideia de que vai acontecer o que você espera?
Tanto é que você aposta nisso, sabe?
Só que aí os dados mostram muito que a gente vai ver no segundo episódio.
As pessoas que mais apostam em jogo são as pessoas que mais acreditam no Leverbítrio,
que têm uma providência.
É o contrário.
Existe essa correlação?
Então, quanto mais religiosidade?
Assim, a creensanentidade transcendente torna a pessoa. Ela acha que ela acreditar em algo.
Ela tem essa providência, que afeta ela, ela tem essa fé.
E essa fé faz com que ela tenha um comportamento que não é ligado ao Leverbítrio,
mas ao mesmo tempo ela acredita que tem.
Percebe a contradição.
Então, é uma zona, sabe?
Isso de tempos imemoriais.
Desde a creensanão em Deus também condiciona um certo paradoxo em você pensar em Leverbítrio.
Porque se Deus é criador de todas as coisas, a rigor, você não teria Leverbítrio, concorda?
Não teria.
Verdade.
Mas ele te deu Leverbítrio.
Na Bíblia fala isso.
Ele ouçou.
Ele ouçou.
Ele ouçou.
O Leverbítrio.
E isso foi dado para que o ser humano possa amar Deus.
E isso, sem que seja uma imposição, que seja uma decisão livre.
Exatamente, é o primeiro mandamento.
Amara a Deus e a todas as coisas da mesma forma, aquela coisa toda.
Então, isso é um pouco de contracenço.
Mas para o pessoal que crê, faz sentido dentro da lógica de representações ali.
Mas para o pessoal que não crê, não faz sentido.
Então, a própria creensanumentidade transcendente já condiciona a existência ou não de Leverbítrio para aquele indivíduo.
Ou pelo menos a creensa disso.
Então, isso já é um problema.
Mas eu vou deixar a religião de lado um pouco que ela vem entrar depois.
Mas, começando assim, nas teorias de Leverbítrio, que tem um monte, né?
A ideia geral do Leverbítrio é você fazer escolhas não determinados por eventos passados.
Então, por exemplo, se você vai num restaurante e você vai nesse restaurante,
porque você já foi antes e gostou, a rigor, você não tem Leverbítrio.
Concorda?
Sim.
Ou seja, isso é uma das definições de Leverbítrio.
Você vai nesse restaurante, porque você já foi antes.
Ou seja, você está controlado por um evento do passado.
Então, a noção de Leverbítrio ela é meio ligada com a noção de causalidade.
E aí, a gente tem um episódio, um episódio 4-1-3, como que uma coisa é causa da outra,
que a gente fala das teorias de causalidade.
E a gente tem o episódio 3-2-2, que é, se é possível acender um post com um poder do pensamento,
também tem a ver com essas noções de causalidade.
E aí, é muito importante introduzir o conceito de determinismo.
Então, muitos dos nossos ouvintes falam, então não existe Leverbítrio,
porque a gente é determinado pela biologia, pela química, pela física, pelas leis.
As leis físicas, químicas e tal biológicas, determinam a gente.
Faz sentido pensar nisso, mas falta definir melhor de uma forma mais moderna o que é o determinismo.
Sobre todo determinismo biológico, o determinismo biológico e o químico.
As pessoas pensam que determinismo e aí tem trabalhos recentes fantásticos que me ajudaram a fechar essa questão.
Tem gente que pensa o determinismo, como é algo assim, como é determinado, vai acontecer de um jeito só.
Aquele história é tipo o seu destino, o seu destino é um caminho único, não teria como ser diferente.
E aí vale a pena a gente voltar no episódio 1-8-2.
1-8-2, o episódio se a ordem dos irmãos faz diferença.
Se você é o irmão mais velho, é diferente de seu irmão do meio ou mais novo.
Nesse episódio eu coloco um conceito muito importante da biologia, que é o conceito de herdabilidade.
E aí vale a pena trazer esse conceito de novo, porque ele é muito importante para redefinir o que seria determinismo.
Isso é muito importante para entender as teorias modernas de Líverbito.
Então a ideia é assim, que por exemplo, quem você, hoje, você não foi moldado pela seleção natural.
A seleção natural não afeta você, afeta o seu genis, ele afeta as suas partes.
Então, por exemplo, seu pai e sua mãe, eles têm lá o cérebro deles, o corpo deles, o coração, os órgãos.
Tem as estruturas do corpo deles.
A seleção natural há genis que condicionam as estruturas, não há geneles, essa primeira metáfora importante.
Então se a seleção natural, que é a pressão seletiva que gerou a seleção dos seus pais, dos seus avós, dos seus bisavós, por aí vai.
Então isso é determinado pela seleção natural, que é uma das formas de seleção.
Tem outras três que eu vou falar daqui a pouco.
Por exemplo, um organismo ele aparece no ambiente, porque as partes deles são montadas a partir de genis que foram selecionados pela seleção natural.
Que é uma das formas, tudo bem? Ou seja, você, você, quem? Você é uma junção de genis.
Cada geni tem uma pressão seletiva que fez ele aparecer.
Porque quando seu pai e sua mãe deram os gametas que geraram você, é meio que uma loteria do genis.
Uma loteria de cada um dos genis da expressividade de cada geni veio para você. Ou seja, você não é uma soma dos genis dos seus pais.
Você é uma soma da variabilidade dos genis. Esse conceito de variância é fundamental para entender determinismo hoje em dia.
Então você não é uma média dos seus pais, você é uma média da variância deles.
Se não, os filhos seriam todos cópias do pai e com a mãe. Seriam cópias muito mais homogênias. O que a seleção natural promove não é a média, é a variabilidade, ela gera pressão para a variabilidade.
Ou seja, mesmo aqueles genis não dominantes têm chance de aparecer.
E quando você come um doce, vai ter liberação de insulina para processar o doce e seu pancreasagem. Isso é processado por genis.
Vai ter um geni e entra um doce. Libera um geni que libera uma proteína que vai no pancreas e libera a insulina.
A gente pensa como se fosse um mecanismo, é uma máquina. Só que não é uma máquina. Então se você come um doce hoje, não é exatamente a mesma quantidade de insulina que é liberado a manhã.
Tenho uma oscilação desse valor. Você é uma máquina probabilística. Você é uma soma de probabilidades dos seus genis. Isso já inclui uma variabilidade bizarra do seu comportamento.
Que vai ficando menor conforme você vai ficando mais velho. Isso é o efeito da sociedade. A sociedade, a cultura, vai reduzindo a sua variabilidade potencial.
Então uma coisa para deixar claro, existe determinismo biológico, sim, misericórdia, existe determinismo biológico, existe, tem um artigo fantástico de 2025 que mostra que, não, 2025, não, 2019, que ele fala o seguinte, que eu adorei esse artigo, que ele fala, que o determinismo biológico, do jeito como ele está no mundo, assim que as pessoas falam, é tão ruim quanto determinismo social.
Tipo aquele discurso de humanas, de gente que não estuda, que fica falando tudo social, o ser humano, o ser social, claro que tem uma base determinada biologicamente,
só que a pessoa pensa a determinação como se fosse algo 100% e não é uma variabilidade, você ser socializado é você ir em função das médias.
Então a socialização é um processo de redução das variabilidades biológicas. Isso é importante, tipo, informação pública, existe determinismo biológico, sim, mas existe no nível da variabilidade.
Então você não vai virar, sei lá, você não vai, no meio da sua vida, você não vai gerar traço ocidental, tem traço digital, acabou, sabe, é isso, tem essa base, tem restrições, tem o limite inferior e superior da sua biologia,
mas o que você pode fazer ali, dentro de um monte de coisas, você tem um monte de variabilidade ali, para ser selecionado pela socialização, isso é muito importante, tanto é que a partir dos mecanismos biológicos de variabilidade,
você desenvolve os dispositivos sociais que definem você, o que te define não é a biologia, o que te define é a sociedade, é o seu nome, o episódio sob nome próprio, o que define é a sua cultura, a educação dos seus pais, dos amigos, da sociedade,
então você nasce com uma variabilidade gigantesca, que é determinada, biologicamente, é determinada, a biologia, isso é importante, então assim, esse ponto é fundamental para entender ele verbitro de verdade,
o mais perto do liverbitro que a gente tem, de fato, é o determinismo biológico, porque ele seleciona uma variabilidade muito maior do que você poderia imaginar para você mesmo,
e mesmo seus pais, seus pais deles e por aí vai, então isso é importante, determinismo biológico existe, mas no nível da variabilidade, lembrando que a seleção natural é uma das formas de seleção, a gente tem quatro formas de seleção, isso é ensino médio, seleção natural, mutação,
teve lajeção dos genes dos seus pais com a sua mãe, os gabinetas, do pai e da mãe, na hora de juntar, pode ter dado ruim, e por que? Por acaso, e aí você nasceu meio torto, você nasceu com a diferença deles, porque sim, mutação, mutação, seleção, é um tipo de seleção por acaso, mas isso vai pensar, então tem o liverbitro, né?
nesse sentido parece, porque ali, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera, pera. por exemplo, entre isso, migração, migração, uma população mudou de lugar, vai gerar, vai gerar diferenças de seleção, né?
pessoas tinham controle disso, tipo você tem controle dos seus avós, terem vindo do Japão pra cá? Não, não, não, não. É isso, né? É uma amigração deliva gênica, também que são traços que são selecionados ali no ambiente por acaso.
Ou seja, tem uma quantidade de aleatoridade no rolê, que você vai pensar. Não, então você determinismo genético, determinismo biológico,
é pela variabilidade, e tem quatro formas de seleção, uma delas é a mutação que é por acaso, tem, livar vitro, né?
Não faz sentido pensar que tem, sei, pelo menos biologicamente tem, né? O que que não teria, o que que reduz a gente?
É a sociedade, a sociedade que tira o seu livrearbítrio, tá vendo? Que droga? A biologia te daria muito mais liberdade do que você seria capaz de manifestar, biologicamente, né?
Sim, percebeu? Parece que o jogo virou, não é mesmo? Então, isso vai começar. É verdade, parece que tem livrearbítrio mesmo.
Então, só que esse determinismo biológico que te dá uma potencialidade gigantesca para você ser um monte de coisas, né, ele acaba sendo coptado pela sociedade, porque você nasce como um ser biológico no meio social.
E você não tem controle dessas coisas, então por exemplo, por que a sua primeira língua é português? Porque sim, eu tipo. É isso, né?
Só que foi imposto de você, você não saiu lá da barriga da sua mãe falar "eu quero aprender de aponê-lo, não quero essa língua, quero outra".
É, então. Ou seja, a gente é imposto, a socialização já é imposto, né? E, ou seja, aí parece que não tem livrearbítrio, né?
Pô, biologia abre por lado a sociedade fecha por. E agora, será que tem uma média? Então, aí a gente entra nas teorias. Então, a primeira coisa é pegar o determinismo e mostrar que determinismo biológico existe. Só que ele existe, não, no sentido de te dar um caminho comum.
Mas te dar um certo limite inferior e superior da suas potencialidades. Que é gigantesco. Gigantesco.
Gigantesco, é probabiliticamente. Mostroso. É, mostroso, sim. Você nem consegue imaginar o que você poderia ser, quem? Você nem consegue imaginar.
Não caberia na minha, no meu cérebro, todas as probabilidades possíveis, né? Então, aí chupo o povo de humanas, que fala lá determinismo biológico achingando, dá.
Não entende, não leu em si, no médio, isso é de si, no médio. Ah, capítulo 8 e 8 e 2, né? Então, a gente, pensando nas teorias de livrearbítrio, a gente tem as teorias deterministas que fala assim, determinismo, não tem. Não tem livrearbítrio mesmo, né?
Não tem, tem o determinismo que ele chama de determinismo duro, que é, não tem livrearbítrio, não tem. A biologia, apesar de ela variar muito, tem um limite, mas você nasce na sociedade, a sociedade também vai te dar restrição, então, você não tem, não dá.
Então, essa é determinismo duro. E ela é incompatível com o livrearbítrio, né? Tem uma, teorias que falam que, se existe determinismo, não tem livrearbítrio, cabou.
É só mais simples. Aí, essas teorias são chamadas de incompatibilistas, que não tem incompatibilidade entre o determinismo e o livrearbítrio, tá bom?
Aí, tem interessantes e atenta caras que fala disso. Aí, depois, tem as teorias que são compatibilistas, que tem uma compatibilidade entre o determinismo e o livrearbítrio.
E, assim, das teorias compatibilistas, você tem, por exemplo, que, assim, algumas delas, né, falam que o determinismo é importante para ter o livrearbítrio, que parece conteneditorio, né?
Então, só que, aí, depende da definição que você dá de livrearbítrio. Então, espero que tenha ficado claro, né?
Então, se você pegar estritamente, se existe determinismo, não tem livrearbítrio.
Se você aceita uma, não aceita outra, cabou. Aí, aí, isso vai benditar o que você acha. Tá bom.
E aí, tem aquela ideia que eles chamam de libertarianismo metafísico, que eles falam assim, que pode ter livrearbítrio e determinismo ao mesmo tempo.
Pode. E aí, você tem, e aí, cria a teoria compatibilista, né?
Dos compatibilistas, você tem os clássicos, um exemplo de compatibilista clássico é o Thomas Hobbes.
Thomas Hobbes é o homem, é lobo do homem, é aquela coisa toda. Ele fala assim, que o livrearbítrio é liberdade de ação.
Se ninguém tá te prendendo fisicamente, ninguém tá te prendendo, ninguém tá te batendo.
Tá. Você é livre. É bem usuado, né, quê?
Oh, alguém ou algo, né?
Ah, você não tá sendo coegido. Você não tá preso, ninguém tá te batendo.
Se você tem liberdade de ação, de comportamento, você é livre, né?
Você sabe que esse argumento tá por trás de metade das teorias de marketing, né?
Ah, eu faço a propaganda, eu tô te batendo, que você compa o porudão, tá?
É, eu não tô te obrigando a nada.
Liberar o cacete, né, verdade.
Ah, não tô te obrigando a nada.
É, só tô botando a propaganda de livre escolha.
É, exatamente. Então essa é uma teoria compatibilista.
Que ela coloca. Você se liber. Libertar de ação, né?
Pode ter determinismo, mas se você tá livre pra fazer o que você quer,
esse é o pensamento do Uber.
Por exemplo, eu sou empreendedor de mim mesmo, só chefe de mim mesmo, sabe?
Então se você pensa essa ideia neoliberal mesmo, né, do mercado,
ela é um tipo de compatibilismo clássico mesmo.
Você é livre pra fazer o que você quer?
Sim, sim.
Hoje a gente tem uma pessoa no mundo que tem 46% do dinheiro mundial.
Não é rapaz.
Então ele foi livre, né?
O mundo todo mundo foi livre, né? Então. O fato de ter o Elon Musk que tá impedindo você de ir no cinema?
Não, então você tem ele barbítrio, você tem ele barbítrio.
Exatamente.
Então mais óbites engraçado, né?
E você é proletário? Por que quer também?
Não, você nasceu ali. Não, você pode criticar o Estado, não tem problema.
Mas você é criticar o Estado.
E dado que o Estado não é uma pessoa, né?
Ele é um conglomerado de interesses e está impedindo você de comer alguma coisa?
Não. Então você é livre.
Então ele pensa se ele é barbítrio molecular, sabe?
Do nível do comportamento indivíduo, né?
Então é meio ruim, né?
Então ele. Tomas óbites vêm de muita uma ilusão de controle na verdade.
Que está presente em muitas teorias hoje.
Muitas teorias hoje.
Então muitas teorias modernas que falam que a gente tem barbítrio,
é que na verdade, no seu comportamento molecular,
você pode fazer o que você quiser.
Tipo, menospreza o efeito da educação, o efeito da publicidade,
né?
Então é aquela coisa meio-medio e tocrática, tá?
Então meio complicado, tá?
Esse tipo de compatibilismo clássico, né?
E aí a gente tem uma teorias mais modernas,
que é o compatibilismo moderno, né?
Que na verdade, o livrearbítrio é uma competência psicológica.
É uma coisa que você tem.
Você desenvolve, é uma coisa que você aprende.
Você pode aprender a ter livrearbítrio.
Isso é um pouco contraditório, né?
Mas aí entra mais perto da psicologia,
mesmo da sociologia do ponto de vista mais forte.
E aí entra mais perto da psicologia, mesmo, da sociologia do ponto de vista
mais individual, né?
E aí, aí é umas teorias mais modernas, tantásticas, assim?
Que tem a ver com o materialismo mesmo, né?
Então tem uma coisa que é o determinismo,
a outra é o materialismo, né?
O materialismo fala assim, que toda consciência que você tem,
é gerada a partir do seu cérebro.
Então o seu cérebro que gera sua consciência.
Então o seu cérebro, a ligação da synapsis e da bioquímica do seu cérebro
gera você e gera sua consciência.
Só que aí, existe um problema, né?
Que é chamado "problemaduro do materialismo".
Que assim, tipo, a emergente, a consciência, não é algo, tipo, físico.
Só que se eu achar que é algo físico,
eu vou estar supondo a existência de uma alma.
Que não faz sentido, né?
Então, mas se eu pensar que é uma emergência da complexidade do seu cérebro,
já é alguma coisa, né?
Isso tem a ver com um episódio lá atrás que a gente gravou
dos tipos de consciência, no episódio meio a sete,
que é como funciona o cérebro, como a gente fala com a gente mesmo,
trabalha assim diretamente com essa ideia do materialismo, né?
Então para ajudar, vou dar um exemplo.
Então, por exemplo, imagine que você vai no metrô, tá?
E aí, muitas pessoas chegam na estação de metrô antes do metrô chegar.
Então aquelas pessoas chegam na estação de metrô, né?
Ou seja, as pessoas vão ali por causa do metrô.
As pessoas vão na estação de metrô para pegar o metrô, né?
É só que isso é diferente do fato do metrô chegar.
Tipo, você acha que a presença das pessoas causa a chegada do metrô?
Claro que não.
Isso, o metrô vai passar de qualquer jeito, não é?
Sim.
Só que o que você vê?
Vendo de fora, o que você vê?
As pessoas chegam, o metrô para abre a porta e me entra.
Então, parece que a pessoa vai lá por causa do metrô,
o indivíduo vai por causa do metrô e o metrô chega por causa do pessoa.
Parece, né?
Parece que acontece dos dois sentidos.
Então, por exemplo, o seu cérebro, ele é a causa da sua consciência,
olha a consciência que gera o cérebro, não dá para saber.
Não tem essa direcionalidade dos dois lados, né?
Quando você pensa no metrô, dá para você saber que o metrô não chega por causa das pessoas.
Ele vai passar lá de qualquer jeito, mas as pessoas vão por causa do metrô.
Ou seja, tem uma direcionalidade única, né?
No nosso cérebro em relação a consciência, não.
Então, essa ideia do materialismo é ligada com essa ideia do compatibilismo moderno, né?
O Líverbítrio, na verdade, se você pensar que a biologia seleciona a variabilidade
e a sociedade dá uma restringida nisso selecionando sua língua,
sua percepção de gênero, sua percepção de socialidade e coisas do tipo.
Então, na verdade, o determinismo está na sociedade.
A biologia coloca muito mais a variabilidade nisso, né?
E a gente precisa ser um pouco mais determinado socialmente para conseguir se comunicar
e viver em grupo.
Então, o materialismo, ele colocaria assim, não.
Então, o Líverbítrio não é uma entidade metafísica.
Tem que ser uma atribuição do indivíduo.
Você tem que aprender a ter Líverbítrio.
E essa é uma teoria compatibilista, ela tem uma compatibilidade entre o determinismo e o Líverbítrio.
Então, ele está na verdade. essa tese coloca, então, o Líverbito como um skill, uma habilidade você desenvolvida.
Com uma competência do indivíduo, que pode ir em um, e não uma verdade, vamos dizer assim.
Exatamente, então as teorias mais modernas colocam assim que existe o determinismo biológico,
sim, só que é o determinismo no nível da variabilidade, né, que dá muita coisa.
Então, assim, existe o determinismo, mas tem alguma coisa para ter algum Líverbítrio puro,
a gente chega numa conclusão, que o Líverbito puro não existe, porque esse existe a noção de causalidade,
já não tem o Líverbito puro. Tipo, você é quem é o que é, porque antes você fez um curso,
você trabalhou num lugar, você fez uma outra coisa, você tem seus pais, isso vai gerando, né?
A partir, quando você nasceu, você podia ser praticamente qualquer coisa, né, porque os seus genes
dá muita variabilidade. Com a forma dos eventos vão acontecendo, você foi cuidado dos seus pais
mas de um certo jeito, você conheceu, tal, as pessoas, vai dando uma limitada, né? Então, a noção de Líverbítrio,
a noção da falta de Líverbítrio vai sendo construída. Então, a gente chega numa conclusão interessante,
que o Líverbito é construído socialmente, em você, a partir do seu determinismo biológico,
logo ele não existe, né? No Líverbio Biológico, ele é muito maior, mas ele não existe dessa forma pura, né?
Mas as teorias modernas colocam, não, o Líverbito pode existir como uma competência psicológica,
como algo que você pode aprender, e aí tem a ver com o e-mail de um dos nossos ouvintes, né?
Que ele fala que será que existe uma educação emancipatoria pra isso, né? Exatamente esse ponto.
Gostei dessa pergunta, é? Então, será que existe uma forma de educar isso, né?
Pode existir uma educação emancipatoria? É uma habilidade? Sim, então as teorias modernas colocam o que sim, né?
É, só que isso é feito hoje de dia. Isso acontece, veio escolar. Exatamente encontrário. Ah, falhamos, falhamos sistematicamente, talvez que droga, né?
E o marketing ainda ajuda pra o resto da vida aí. É você que está falando, né? Não ter. É você que está falando.
Isso, tá vendo? Eu nem preciso falar, tá vendo? Nem preciso falar que bom, que bom.
E aí o que acontece? Por exemplo, como você pega a estrutura da rede social, né?
E isso bate completamente na sua área da teoria de comunicação. A gente vai estudar um cara clássico da teoria de comunicação, o Gadammer, que é fundamental pra entender isso.
Então, a arquitetura da rede social, como a gente já falou em vários outros episódios, ela não é feita pra comunicação, ela é feita pra venda, né?
E isso já impõe uma certa falta de liberbitro da sua expressão, né, na rede social.
Porque você só viraliza se você trouxer uma mensagem muito assertiva e tem coisas que não são assertivas, tem coisas que geram reflexão.
Mas eles querem uma coisa assertiva, né, uma coisa meio estriônica pra logo depois da sua fala que, no importa o que seja, eu coloquei a propaganda de um produto pra pariar, né?
Então, numa estrutura dessa que já vi essa você, você se tornou um produto, né? E aquela frase clássica, né?
Se o produto de graça que, na verdade, o produto é você, da verdade, é como é isso, tá?
É, então, né, é complicado. Então, puxando mais pra isso, né, pra teorias mais modernas assim desse compatibilismo moderno, então, se o liberbitro é uma competência psicológica, né, que a gente tem que desenvolver, é aquela coisa, quem que causa o trem, o quê?
Se são os tremes que causam uma pessoa, ou as pessoas que causam o trem, né?
Então, quando você pensa em eventos sociais, né, é essa era uma discussão do, do, entera primeiro é a segunda guerra mundial, né? Aí entrando mais na, numa filosofia mais autores mais modernos mesmo, né?
Tem, tem um, tem um paradoxo que aparece aqui, né? Esse paradoxo da, da liberdade, e aí entra muito a discussão de um, eu pessoalmente gosto bastante dele do existencialismo e, principalmente, o Sartre, já ouviu falar do Sartre, né?
O, o Sartre fala, né, uma, uma frase famosa dele, que a existência precede a essência, como é que aparece essa frase, né?
No serionada, que é o livro que ele lança essa ideia, né? Um, um, um, um, dosso.
Ele fala assim, que o ser humano, ele é diferente da manufatura, o ser humano não é um produto, veja que ele tá tendo uma discussão, já há mais sociológica,
é, aqui entra primeiro é a segunda guerra, tá? Já tá tendo a luta de classes, o Marx já veio antes daquela coisa toda, então o, o Sartre fala muito isso, né, que o humano é diferente de um produto, né?
No caso do produto, por exemplo, isso é uma cadeira, pra você construir uma cadeira, você não tem que ter uma ideia dela, você tem que ter o projeto da cadeira, certo?
Então no caso de um produto, a essência precede a existência, você pensa na cadeira e vai construir ela, né?
Então todos os produtos têm uma ideia de concepção, né? E aí ele, a partir dessa ideia de fabril, né?
Muitas pessoas, muitas teorias econômicas pensavam sujeito como um produto, então é essência, né? E aí é tão interessante isso, porque tem a ver com a religião protestante também, né?
Tem o Bax Weber, né? A ética do capitalismo lá, o protestantismo e ética do capitalismo, que fala disso, né?
Quando você pensa, por exemplo, os gregos, né? Os gregos, eles eram essencialistas, você tem uma essência primeiro que a sua alma, né?
Então você tem o Platão, Aristóteles, o São Tomás de Aqui, não fala isso, existe uma alma e aí nasce você, então a essência precede a existência, né?
O Sartre foi o primeiro que dá essa quebra, porque o que acontece? Como isso é presente muito no cristianismo?
O cristianismo é, sua alma aparece e aí vem o seu corpo, né?
E isso tem o Decarte também, o Decarte coloca muito isso, né? O racionalismo, quando você separa a mente corpo, o que que aparece primeiro?
A mente, depois o corpo, rescóje, transresa extensa, né? A gente fala muito nisso no episódio, como eu sei que o seu eu mesmo e não você.
Mesmo o Cristianismo, mesmo o Decarte, separando da religião, ele ainda coloca a mente como primazia do corpo, então a essência precede a existência, né?
O próprio Kant, também, os imperativos categóricos, você nasce com indatismos, né? Com essências.
O Sartre é o primeiro que dá essa quebrada, e ele dá essa quebrada nisso com o objetivo social, que é. Na sociedade de mercado, vai pensando no ano 30-40, tá? Na sociedade de mercado, o industrialismo, a indústria começa a estralar,
logo depois do colonialismo, e você com uma visão social, já baseada aqui na existência do estado, baseado na desigualdade, que é a base do capitalismo,
o Sartre começa a ficar abulado, ele vai chegar falando "não", né?
Você não pode transformar pressurismo em um produto, porque se você pensa em um produto, você vai pensar a pessoa como uma religião, né?
Igual, a religião pensava, a existência. A essência precede a existência não, não.
Vamos quebrar isso, como uma forma de lutar contra o estado. Então, é o contrário. A existência precede a essência.
Você nasce, você nasceu, quem fugiu, a que é como ser biológico, e você é jogado na existência.
Você é jogado na cultura, né?
Isso é. É muito a teoria compatibilista moderna, mesmo, né?
Você, quem, ó, você não tem alma, não, você nasceu, azar o seu, né?
Azar o seu, você nasceu na sociedade, aí, ó, você não tem escolha, você não tem destino inato, é isso aí, você nasceu, é treva, né?
E aí, o que que acontece? Qual é essa implicação dessa liberdade, né? Porque é uma liberdade que você tem.
Seria um livérbítrio, não é? Você nasceu como uma existência, e aí, você é jogado na essência, né?
Isso te dá uma liberdade. Então, isso é chamado alto criação, você é inteiramente responsável pelo que você é.
Entendi, você joga na pessoa a capacidade dessa volição, né? De dilutar contra isso.
Então, a liberdade é você forjar o seu próprio caminho e a sua responsabilidade.
É ser uma pessoa não convencional. É ficar brigando mesmo, né? Contas estruturas do Estado e tal, aquela coisa toda, né?
E o fucô vem muito nisso, né, da ideia da dominância biopolítica, também, né?
Que você é controlado mesmo por sistemas políticos, biológicos sociais, né? O panoptico.
Porque ele coloca que você é visto por todas as outras pessoas, isso te controla, né?
A questão das normas sociais que você é controlado também, pensa a você quem, como brasileiro mais de herença oriental.
Quando você era novo, quando você era novo, óbvio que você tinha várias crenças meio racistas para algumas coisas.
Tanto positivas quanto negativas, né? Sim.
Tem um episódio, ou seja, japoneses é tudo igual, que a gente fala um pouco disso, né?
Com o Fórmula o tempo vai passando, você vai mudando.
E aí você não se torna nem japoneses nem brasileiros, você fica no meio do caminho.
Porque a ideia do transfogo é de clássica, a gente já falou desse episódio também.
A ideia que o Sartre coloca, né, de você ser jogado na existência.
A partir da existência ser jogado para criar uma responsabilidade sobre uma essência, né?
Deveria ser o papel da educação a nossa hipotória.
Respondendo o nosso aluno, né? O nosso ouvinte.
Deveria ser uma, a educação a emancipatória, que é compatível, com um compatibilismo moderno.
Onde que o Líverbítrio é uma competência psicológica, a educação é um meio de desenvolver.
Em você, um senso de Líverbítrio.
Por quê? Porque a sua existência precede a essência.
A sua essência é criada a posteriori para lutar contra a desigualdade do Estado, né?
Nessa que discurso tira ele, não é que?
É, foi longe, é assim.
Nossa senhora, isso é discurso tira.
Mas o interessante que veio depois dele, né?
O sítrio lançou essa, né? Faz uma sucesso, pá, tal.
Na época da guerra, guerra mundial, né?
Os interesses políticos muito acima do direito das pessoas, aquela coisa toda, tinham nazismo.
Claro, estava acontecendo ali, os locaustos, aquela coisa toda.
Claro que teve essa reação, né, do sítrio.
Mas mais legal que o sítrio é que veio depois, né?
O sítrio botou essa ideia boa, que veio depois quem é a Simone de Bovoar.
Boa, mulher foda.
Vamos falar dela no segundo episódio.
Simone de Bovoar, ela pegou o sítrio nada do sítrio e falou, "Não, legal isso aí,
mas vamos dar a mexida nisso aí."
Ela chegou a sítrio, legal, tal.
Porque eles viveram juntos a vida toda assim, mas de uma história deles é interessante,
tá?
Mas é, fica a protodia.
Mas a Simone de Bovoar, o livro mais conhecido dela, que é o segundo sexo, né?
Que é de 1949, o ícone do feminismo, aquela coisa toda.
Aí tem uma frase importante que a mulher não nasce, mas se torna, percebe que tem ligação
com o texto do Sartre, a mulher se torna, a mulher ela não nasce mulher, ou seja,
resistência precede a essência, tem essa ideia, pega isso também, só que nada conto
o segundo sexo, é um livro bom que você separa gênero de sexo biológico, só que a discussão
disso evoluiu muito, então na área de sociais fica muito preso nisso, tem um livro dela que
hoje podia ter descrito essa semana, que é por uma moral da um bigoidade, que texto
Esse é o testes de excelido hoje. O outro é importante. Muito. A gente já explorou em outros episódios, o segundo sexo, por exemplo, se existe amizade entre o homem e mulher. Essa coisa da discussão entre sexo e gênero já evoluiu muito.
Então, a pessoa linda, a coisa tem de 100 anos, quase. Hoje a gente já tem níveis de seleção maiores, sexo biológico e deitidade gênero, orientação sexual e estratégia sexual. A gente já explorou isso em outros episódios.
Mas ninguém fala do livro "Gosto de Silvio de Vai" ali, às vezes, por uma moral da ambiguidade, que ela fala assim, "Não, tudo bem, Sartre?" Eu concordo com você que é para a luta social, para desenvolver no indivíduo, um liberal-bitro, como uma competência psicológica, o que a gente tem que fazer?
Tem que partir do pressuposto que a existência precede a essência, beleza? Então você não é homem, você se torna homem, então você sempre pode questionar.
Na medida em que você é interneamente responsável pelo que você é. E aí, eles dois criam um conceito que é o conceito de "Mafé", a pessoa com "Mafé".
O que é uma pessoa com "Mafé"? É a pessoa que finge não ter escolha. Sabe aquela pessoa provincina? Que segue as novas sociais, sabe?
Que é essa aí nas colunas sociais, sabe? Do Jornais? Que faz tudo que as pessoas fazem? Que fica seguindo influência? Com o milhão de seguidor? E faz tudo o que o cara faz?
Então essa é a pessoa que age por "Mafé". Essa lógica é interasposo. É a pessoa que finge não ter escolha para escapar da ansiedade da liberdade.
Por que não quer brigar? Isso bate completamente no nosso episódio 444, que é tão legal que isso é tão foda. Eu não sei de vocês que são patásticas.
E aí, a Bovó coloca esse conceito da ética da ambiguidade. A moral da ambiguidade. Que ela fala assim, que tudo bem, o Sartre coloca esse ponto importante. Só que Sartre no bicho meio, era meio. Se eu sou feio, o bicho era horroroso. Era feio ao mesmo. Não sei, eu não sei se eu. Se eu sou o pior disso de vocês. E aí, ela brigava com ele.
E isso é muito coisa de homem. É muito coisa de homem por quê? Porque na sociedade patriarca, o homem tem o domínio das coisas.
Então, parece que é uma coisa muito pessoal assim. Se eu coloque essa teoria aí do serionada, como se fosse uma coisa muito de um indivíduo.
E não é para ser do indivíduo. É uma briga social. Você tem que desenvolver pelo cuidado. Você tem que cuidar das novas pessoas, ou seja, das crianças, para que elas desenvolva uma moral da ambiguidade.
Então, tem que ser uma luta social. Não é você ficar lá e sofrendo. Ai, a minha existência, a minha essência da Nisse. O bagulho é a briga cotidiana.
E aí, ela fala que a busca por uma moral da ambiguidade tem que ser um movimento político social e, antes de tudo, solidário.
O exercício da solidariedade é você se abrir para a alteridade, para conhecer o outro. E aí, ela chama isso de liberdade situada.
Que é você ser livre para projetar a sua existência, apesar da concretude da realidade material.
Então, por exemplo, você é uma pessoa que existe em realidades materiais da sua vida. Você tem um certo salário, você tem uma certa saúde, você tem uma certa rede de apoio, tem esses limitantes.
Esse limitante condicionou não você. Você não pode fazer qualquer coisa. Mas, apesar disso, você tem que lutar para ter uma certa liberdade situada.
Para você defender o determinismo biológico, o que é isso? Variar, para você variar, variar mais. Então, por exemplo, o que foi o Jocke de Mafé?
O que foi o Jocke de Mafé? Seria assim, você vai sentar na sua posição de planer e você vai fazer todo possível para manter o status quo.
Você vai ser o político do Centrão. Mantenha as capitanias hereditárias. Isso é até mafim. Isso é abrir mão do seu livebítrio, de forma deliberada, por conta da. não viver ansiedade da liberdade.
Você tem que lutar contra isso. Então, o que você vai ter que fazer? Você vai ter que meter o louco. A moral da ambigüidade é meter o louco. E o que é meter o louco? Variar, tentar fazer coisas diferentes, explorar a sua variabilidade. Ai, eu nunca fiz tal coisa, vai fazer. Mas eu não sei o que é o dânice. Faz a coisa diferente, vai conhecer pessoas diferentes.
Posso ir onde bolvar a foda. Que exatamente o contrário dos discursos feministas, hoje, que o status quo também, que gera essa polarização de homem-mulher. Ai, aumenta o discurso-red-pio mais ainda. Fica uma droga.
Que ela defende na moral da ambigüidade. Não, vai falar com os caras. E os caras vão falar com as mulheres aí. Vai ver onde dói.
Em vez de você tentar ser a mulher libertária, que, na verdade, só vai reproduzir as estruturas de dominação que o próprio homem faz. Você vai ser o Judeu, voce do nazista, e vice-versa.
Vídeo que acontece hoje em dia, não é verdade? É complicado. Porra, bolvar a foda. Fizemos uma construção legal. Até chegar nessa parte do compatibilismo moderno. O que veremos no próximo episódio? Vamos ver exemplos.
Exemplos disso hoje em dia, desse caminho que a gente se estabeleceu. Então, vocês têm lá uma semana para pensar, meditar sobre isso. Então, a gente vai começar com o paradoxo de newcomb. Vamos ver como ele funciona.
E a partir daí, a gente vai falar, por exemplo, por que o agente vive numa sociedade que todo mundo quer apostar? Quer fazer apostas? Quer tentar controlar a realidade?
E ao mesmo tempo, todo mundo acha que controla tudo. E ao mesmo tempo não, fica deprimindo. Você sente sozinho, o tempo inteiro.
Então, essa contradição entre o determinismo biológico, que é a variabilidade. E a restrição da sociabilidade, por meio de uma sociedade de mercado, baseado na desigualdade, onde você está chegando num limite, né?
Gera as clássicas polarizações e os paradoxos que temos hoje. Então, a partir da discussão desse episódio agora, vamos discutir no próximo impacto disso, e como a gente criou um processo educacional que tem que estar minimizado esses efeitos. Isso vai acontecer do nosso tempo de vida. Não, mas a ideia é colocar os germens pra isso.
Tá certo. Não estou dentro, tá certo? Mas gostei. Toancioso pela parte 2 alta aí. E esperemos, teremos muitas curiosidades. Você vai ver várias coisas modernas. Muito modernas que, na verdade, são reflexos dessa discussão. E aguardemos todos os nossos ouvintes no próximo episódio.
Tá certo. Então, na semana que vem, a gente tem na roda intra-visse, tem na outra. Isso.
A parte 2 desse episódio duplo. Certo, ó tá aí. Sertíssimo. E. "Naro Rodô" nos tricimo vinte.
E você já sabe, aqui no "Naro Rodô", quem faz a pauta é você. Você tem alguma pergunta pra gente, ou quer comentar algum episódio? Escreva pra nós.
"Podcast@narorodô.com.br", repetindo? "Podcast@narorodô.com.br", e lembre-se, mande nome completo, idade, profissão e acidade de onde você está falando. É isso aí.
"Naro Rodô"
E aí, "Podcast@narorodô.com.br".
Podcast Summary
Key Points:
O livre-arbitro é uma ideia complexa e contestada, com teorias que o defendem como uma competência psicológica desenvolvida ao longo da vida, em contrapostas ao determinismo biológico e social.
O determinismo biológico existe, mas opera no nível da variabilidade genética, não como um destino rígido, permitindo amplas possibilidades de ação e escolha.
A sociedade exerce forte restrição sobre o comportamento humano, moldando linguagem, percepções de gênero e identidade, o que limita a liberdade aparente.
A teoria do "existencialismo" (Sartre) afirma que a existência precede a essência, ou seja, o indivíduo tem liberdade de criar sua identidade e responsabilidade ética.
A moral da ambiguidade, proposta por Simone de Beauvoir, defende que a liberdade verdadeira vem da ação desafiada, da experimentação e da superação da ansiedade do "não ter escolha".
O paradoxo de Newcomb e modelos de teoria dos jogos revelam contradições entre a crença popular em controle e a realidade de previsibilidade em decisões humanas.
A educação tem papel fundamental na formação do livre-arbitro, como ferramenta de emancipação e desenvolvimento de consciência crítica.
O livre-arbitro não é algo metafísico ou inato, mas construído socialmente e psicologicamente, exigindo reconhecimento da influência da biologia, cultura e estruturas sociais.
Summary:
O podcast explora a complexidade do conceito de livre-arbitro, desmistificando a ideia de que a escolha humana é totalmente livre. Apresenta que o determinismo biológico é real, mas atua no nível da variabilidade genética, permitindo um amplo espectro de possibilidades. A sociedade, por sua vez, impõe restrições profundas na linguagem, identidade e comportamento, limitando a liberdade aparente.
A teoria do existencialismo, especialmente de Sartre, afirma que a existência precede a essência, ou seja, o ser humano nasce com liberdade para criar sua própria identidade. Simone de Beauvoir aprofunda esse pensamento com a "moral da ambiguidade", defendendo que a verdadeira liberdade vem da ação desafiadora e da experimentação. O paradoxo de Newcomb e a teoria dos jogos mostram que as decisões humanas estão profundamente interligadas com previsibilidade e estrutura social.
O podcast conclui que o livre-arbitro não é um dado natural, mas uma competência psicológica que se desenvolve por meio da educação e da crítica social, exigindo que a pessoa se afaste da ansiedade do "não ter escolha" e se mova ativamente no mundo. Assim, a liberdade é construída, não dada, e a educação deve ser um processo de emancipação, promovendo a autonomia e a resistência às estruturas de dominação.
FAQs
O livre-arbitrío é definido como a capacidade de escolher entre diferentes ações. Há três definições: a capacidade de escolher, a capacidade de exercer controle sobre as ações para ter responsabilidade moral e ser a fonte última das próprias ações.
O determinismo biológico afirma que o ser humano é moldado por fatores genéticos e biológicos, mas não é 100% determinista. Ele existe no nível da variabilidade, permitindo que o ser humano tenha um grande espaço de possibilidades.
Sim, a sociedade limita o livre-arbitrío ao impor normas, línguas, percepções de gênero e outros fatores sociais, reduzindo a variabilidade biológica e moldando o comportamento individual.
O livre-arbitrío não é uma entidade metafísica pura, mas sim uma competência psicológica que pode ser desenvolvida ao longo da vida, especialmente por meio de uma educação emancipatória.
Sim, o compatibilismo moderno afirma que o livre-arbitrío é uma habilidade psicológica que pode ser aprendida e desenvolvida, sendo compatível com o determinismo biológico e social.
A educação emancipatória pode desenvolver o senso de livre-arbitrío ao permitir que as pessoas questionem suas normas sociais e criem suas próprias essências, em vez de serem determinadas por estruturas pré-existentes.
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