Museando #106: História Pública e Museus Históricos - feat. Thomas Nizio
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A conversa aborda a interseção entre museologia social e história pública, com foco no Museu Histórico Nacional (MHN). A museologia social examina a relação entre pessoas, patrimônios e meios, enquanto a história pública busca democratizar o acesso e a produção da história, envolvendo públicos na criação de narrativas. Tomas Nisio, historiador e museólogo, explica que sua pesquisa de mestrado investigou como o MHN compreende seus públicos, analisando documentos oficiais dos últimos 15 anos. Ele destaca que o MHN, fundado em 1922 por Gustavo Barroso, inicialmente promovia uma história patriótica e militar, mas evoluiu ao longo do tempo, especialmente nos anos 70 e 80, com exposições que incorporaram temas como herança negra e escravidão. A história pública, segundo Nisio, se diferencia da nova museologia pelo foco na democratização da história, não apenas na relação social dos museus. Exemplos práticos incluem vídeos educativos e a citação do podcast "Museando" em trabalhos acadêmicos, demonstrando seu impacto. A discussão ressalta que a história pública pode ser praticada em museus históricos, mediando narrativas entre instituições e públicos, e que o MHN, apesar de sua origem conservadora, tem buscado se alinhar a essas práticas contemporâneas.
A museologia social é o estudo do fato museológico, que nada mais é, que a relação entre os seres, os patrimônios e os meios. E a história pública e os museus históricos, o que eles têm a ver com isso. Hello, museander. Aqui quem vos fala é Marina Goveia, preparada para mais um episódio. Um episódio gostoso, quentinho, junto de vocês, meus queridos e da minha bancada maravilhosa. Aqui temos aqui, hoje, ela, digníssima maravilhosa. Nossa, queridíssima, esplenorosa, ruiva, cobreada, Juliana Geirons. -Alu, Mojindo, toda a luz que fome. -Alu, Mojindo. [Lernos] Para, Brian, o meu gravar porque é certeza que vão de alguma forma falar alguma coisa legal para mim. Então eu estou aqui, ó, sempre feito. Como vocês estão bem-vindos há mais um episódio aí. [BRANCO] Este é o episódio 105 e a gente sempre vai estar aqui pra te dar uma bracinha, ju. [Lernos] A agressão que eu tinha. [Risos] Aqui com a gente também está quem não pode faltar, se não acontece o negócio todo, o grandioso, o magnífico. Eu também esplendoroso nos estava na ova. Olá, queridos com o museandro, esse domingo você, e está frio pra caralho por. [Risos] Ai, meu Deus, eu sou um coração quentinho aqui, me deu um vontade de estar quentinho, mas fazer o quê? De a capaça. Vamos lá, que é esse meio do global, vem logo, ó. [Lernos] Sai fora, Gustavo. [Risos] Quem está aqui pra conversar com a gente sobre a história pública e nos seus históricos? É ele também magnífico, também esplendoroso com a sua voz retumbante. Tomas Nisio, muito bem-vindo, Tom. [Risos] Obrigado, marigado, marida. [Risos] Obrigado por toda a banca, bancada me recebeu aqui no episódio. Muito bastante invogado. Eu sou Tomas Nisio, sou formado, sou historiador e museólogo de formação. Eu trabalho atualmente no museu do Piranga, como educador junto com a Marina. Deixa eu ver o que é mais. E eu tenho mestrado em história social, pela Universidade Brasília. Eu sou natural de Brasília, mas atualmente vivo em moring, são palgos de mais uns 4 anos. Eu não sabia que cera candango, rapaz. - A gente não sabe. - Foi, sim. Não, o nosso tato entrega, não. Não, um pouco. Mas aí, é que sou tato de Brasília. O Brasília é um. deixa quieto, eu vou entrar no assunto muito complexo aqui. É, é esto, o Blacks. Você já chamou o Aquecimento Global hoje, Gustavo. Eu não vou tentar as complexidades, não. Deixa pra conversa. Aproveito este momento para lembrar você, museander, que a gente continua vendendo nossas camuseltinhas, lembrando também que temos canecas agora no nosso site. Elas são tão lindas. Vocês podem dar uma olhada lá. Comprar sua camuseltinha no site da Uma Pênica, que a gente sempre deixa disponível aqui na descrição do nosso episódio. Lembrando também que vocês terem museander interessado em gravar com a gente pode se inscrever pelo nosso formo de gravação igual ao Thomas Face. Ele pegou lá, abriu farmus, coloca os dados, dê, explico a pesquisa dele, a gente entrou em contato e agendou a gravação. Também não se esqueça querido ouvinte de avaliar o nosso programa aqui no Spotify. É sempre muito gratificante. Pra gente continuar desenvolver nesse trabalho, também, esplendoroso e grandioso que a gente faz aqui, com todas as possibilidades que temos. Lembrando que somos um podcast de guerrilha, certo? Bora pro nosso episódio então. Tom, conta pra gente então. Como esse tema entrou na sua vida ou como você entrou na vida desse tema? É, mas é uma novela, viu? Não estou exagerando, não é uma novela grande, não. Mas antes de falar, eu queria dizer que eu sou grande fã do podcast, queria ter falado isso o começo, sou fã do trabalho de vocês. Então, é muito legal ter ser um fã do trabalho estar aqui podendo falar com vocês aqui sobre esse tema. Mas então esse tema chegou a termino. Eu queria fazer um mestrado que unisse essa questão da história, da narrativa da história, ou sobre a pesquisa histórica com os museus, há bastante tempo desde que eu me formei em museologia em 2015. E aí eu sempre fiquei procurando fazer um projeto de mestrado que voltasse a isso. E aí eu tive um projeto de mestrado em 2019. E aí, achei que tinha a ver com um tema, era mais relacionada na narrativa da história dos museus. E então, eu me propuse, foi a participação de mestrado, fui aprovado, só que eu não convenci com nenhum professor que tivesse interessado do tema. E aí então, como pode dizer, os professores, se eles, o Ricardo decidiram entre eles, quem ia ser, que ia ficar com o meu tema. E aí quem ficou com o tema, foi professor Bruno Leal, que é professor focado a história pública, ele tem o site Café História. É um site que já foi, até re-dissociar para você ter ideia, ele usava o bingo, né, a essa anos atrás. E aí, é bastante tempo. E aí então ele, ele faz, está focando na história pública há muito tempo. Então, quando nós nos encontramos, a gente teve uma conversa long, que se era sobre o meu projeto. E vimos que, em vez de ficar narrativas do museu, eu focar sobre como público entende essas narrativas. E então, a ideia seria não fazer uma pesquisa de público, nada disso, mas a ideia seria, eu pensei então, fazer uma pesquisa de compreensão do museu, do museu, que era meu objeto de pesquisa, que era o museu histórico nacional do Rio de Janeiro. E ele seria, meu objeto de pesquisa, e seria uma compreensão do museu sobre seus públicos. Então, como metodologia, eu currei atrás de todos relatórios dos últimos 10 anos, 15 anos do museu, eu procurei relatórios de projetos, procurar entrevistas, já feitas, né? Eu não quis fazer uma pesquisa focada em entrevista de história oral, por exemplo, qualquer um método, porque eu queria entender o discurso oficial. Eu tive discurso que estava oficializado pelo museu histórico nacional sobre sua compreensão de públicos. Então, foi por isso que eu acabei focando mais nas fontes escritas, porque eu estava atrás dessa mente de saber aquilo que estava escrito, definindo o que era público para o museu. E foi difícil de achar, mas acabei achando um pouco. Oau, não é nenhuma novela não. É, não é uma novela. É uma história. É um minissére de Gagou. Não, só queria comentar que o tema me é muito caro de história pública, que quem está aqui mais tempo sabe que o museu não veio da clio, e eu recentemente saí da clio, fiz esses dedicamentos aí. Mas eu aconteceu uma coisa muito interessante comigo no tempo atrás, que eu entrei com o HDMI, né? Então, a gente tem um trabalho da HDMI, os próprios HDMIs que eu postando os trabalhos. Eu me matrei com o link, eu me redistrei no site. Depois de alguns dias veio uma mensagem, o seu nome é citado entre os trabalhos. O Oste, um é que tinha uma situação de uma frase que eu fiz no vídeo, de somente no clio, que eu tinha feito. O outro foi alguém falando da clio como podcast, na verdade, foram quatro. Outro falando sobre vídeos, de história, né? Os dois trabalhos sobre a história pública e um trabalho sobre museologia, que era o tipo, que era sobre divulgação museológica, e tinha lá museando na época que era só eu e aju. Eu odeio hoje ter esse trabalho ficar, não. Eu não tenho um artigo aqui, eu não me tá sentindo citado, é que coisa é doida. Isso não é uma coisa que me é muito caro, que se me desvi da produção de história, quando eu fazia. Eu acho que ainda faço um pouco, querendo ou não. E um outro caso que me aconteceu muito interessante nessa produção de história pública, foi que eu estava lá em cachoeira na Bahia, que inclusive esses dias fez. Vai fazer, na verdade, dois anos, que a gente estava lá no e-música, Estava lá na. na faculdade da. no recômbio que ficou bailando, tranquilinho, esperando as atividades, depois. é chegou uma menina que era a luna, a luna de lá e falou, "Se você fez um vídeo sobre. foi explicando que era museologia, eu fiz. " Ah, eu assisti ele antes de que eu ia escolher fazer museologia, foi "Ah, que legal!" Tipo, no meio de cachoeira na Bahia, a menina tinha assistido o meu vídeo na época do. que eu falo que fazia os vídeos sobre a história, eu fiquei com a coração que entinha aquele momento. Mas eu não acho muito legal essas experiências do go, é. eu posso que. aí eu fui pensando nas experiências sobre o termo e tal agora, que é a próxima pergunta que a mamãe fazê, mas é porque eu fico pensando, meu Deus, qual história que não é pública? Fico meia assim, eu não sei, eu tinha assim, só as histórias, só as histórias na nossa cabeça, as narrativas que a gente faz nas vozes da nossa cabeça, mas os nossos divertidamente estão lá, sabe? Então eu não sei, é a próxima pergunta que a mamãe fazê, e aí, enfim, ficar. "Vá lá, vá lá." Bora então, perguntar, porque eu também tenho essa dúvida. Então, explica pra gente, como é que então que você define o que é a história pública nessa pesquisa e depois, como esse conceito se aplica ao contexto do museu histórico nacional? Não é difícil, não é? Porque tem muitas autores cada um entregando um conceito diferente de história pública, mas acho que, resumindo a grosso modo, a história pública é uma forma, é um processo de conectar a história com os públicos da produção da história e da comunicação dela, e em resumo, como assim, a história pública, ela foi, é um conceito que começou nos anos 70, nos Estados Unidos, dos países ângulos falantes, então, mas o que alguns historiadores percebem é que a história pública já era praticada muito antes desse conceito surgindo nos anos 70, ela já era praticada, e aí quando o conceito surgiu os historiadores comentaram, "Nossa, mas eu já tinha feito isso, eu já estava fazendo isso há muito tempo, história é essa, de história pública, eu já faço isso, acelar quantas décadas, então, realmente, em questão de história pública, a gente tá a ter experiências, pensando sobre o acesso da história com seus públicos, o tom, o seu trabalho é com isso, quando a história vinda de baixo, certo, que é a publicação, que é um texto dele, e também tem outros autores que trabalham com essa questão da história através de uma população maior, mas a brangente, mas a história pública não seria apenas falar sobre estes grupos sociais, que antes não eram falados na história, uma história política do século XIX, mas seria uma forma de conectar estes públicos, numa outra forma de divulgação e também na forma de produção da história, tem um historiador, acho que entrou-lo, que ele é do Caribe, e ele tem uma produção, ele tem um livro, uma publicação que lembra que ainda agora não está no vídeo na cabeça, mas é uma publicação que ele trata exatamente sobre a produção historiográfica, feita com as comunidades do Caribe, não exatamente com os historiadores, mas com profissionais, outras profissões, como dentista, engenheiro, garçom, todas as profissões que podiam contar a história do Caribe, e então eles puderam participar em conjunto para contar essa história, então essa é uma experiência que foi nos anos 90, quando ele publicou e aí ele relata isso no livro dele, então já existiam experiências, então essas experiências da história pública diram em torno dessa participação, é democratização da história, porque sempre falavam que a história ficava numa torre de marfin, em que era impossível alcançar esses historiadores, em que eles apenas ficavam focados apenas nas livros acadêmicos, enquanto fica a critério do jornalistas, publicarem livros de história mais acessível, o que aconteceu bastante no Brasil, nós temos jornalistas que o Orantino Bom, por exemplo, que tem publicado muito sobre história e o que ele faz, o Orantino Bom, exatamente ele faz uma pesquisa, mas ele se vai baser nas pesquisas de outros historiadores, e aí ele faz uma outra comunicação para os públicos acessarem de maneira mais palatável, vamos dizer assim, esse riguaro acadêmico que está nas estantes das bulhotécas, possam testes de certações, então a história pública tinha esse papel, tem esse proposta de trazer os públicos mais proaperto, tanto sendo só comunicando uma pesquisa historográfica, seja participando em conjunto, seja sendo uma pesquisa feita com os públicos ou feitas sobre esses públicos, sobre estes grupos, então a história pública ele acaba sendo conceito muito amplo, um historiador brasileiro que é o Ricardo Santiago, ele inclusive, ele é historiador, no centro de pesquisa histórica do Guianás, talvez gostava nova com esse, estou tentando lembrar da sido, mas o Ricardo Santiago ele define a história pública nessas quatro vertentes, na história para os públicos, nessa história que foi feita para poder alcançar estes públicos, a história com os públicos, de que os públicos trabalhem conjunto na produção historiográfica, a história e públicos em que a história está junto destes públicos, não vejo muita diferença de história e história com, mas ele faz essa diferença e tem a história por públicos, ou seja, os próprios públicos, vão fazer essa produção historiográfica sem ter um historiador fazendo parte, o historiador ele poderia estar, por exemplo, como um mediador, como uma referência, como um auxiliador, mas a história toda estereça no produzida pelos públicos, pelos grupos sociais que querem narrar sua própria história, então acho que acredito que acho que isso é bem ou que seria essa história pública, e aí como ela entra nos museus, uma coisa que ficou, quando eu fui abordar a história pública da acertação, eu fiquei percebendo a semelhança da história pública com a nova museologia, então achei interessante ver as semelhanças e diferenças da história pública da nossa museologia, e as semelhanças são muitas, tem a questão da democratização dos museus, esta relação social do museu com os grupos sociais que estão em volta dele, mas a diferença primordial acho que eu me orienta do conversarmos bastante sobre essa questão, é que a diferença é o papel da história que eu já conheci, enquanto eu tenho museus focados na relação social, focados na vida política com um temporânea de grupos sociais ou de ciência focando em ciências exatas e tecnologias, mas ainda mesmo tem que esses museus tem um papel de acesso e interrelação com os seus públicos, então a história está focada na democratização da história com esses públicos, no acesso da história com esses públicos, se a necessita só a através de uma comunicação como Spotify, como um livro, é uma mídia, e que essas mídias que nós conhecemos hoje, outra vez dessa participação coletiva dos grupos sociais, na produção histórica ou participação de historiadores participando em conjunto para produzir a história sobre esses públicos, então essa seria uma diferença base lá entre os museus, a nova museologia e a história pública, e aí que coisa, e ficou este questionamento da minha cabeça, se um museu histórico nacional, que é o meu objeto de pesquisa, ele estaria praticando história pública, e se eu estaria praticando novas museologias ou praticando mediação cultural, então eu acabo trazendo conceito de uma museologia cultural também, então tem três áreas que eu acabo fazendo essas pontuações, história pública, uma museologia e mediação cultural, entendo versas relações entre os três para ter
talvez se é de onde vem a história pública do Museu Histórico Nacional. E não sei se o público dos públicos da museu não deve conhecer o Museu Histórico Nacional, mas em resumo, o Museu Histórico Nacional é o museu que foi fundado em 1922, pelo por um acadêmico integralista Gustavo Barroso, ou seja, o Gustavo Barroso era um fascista que tinha uma política em muita relação com a primeira República e com os presidentes daquele período, então naquele ano de 22, o centenário da independência, feito uma exposição do Rio de Janeiro que é a grande exposição que é uma exposição internacional que chama vários países para ter suas apresentações, as expositas internacionais existem até hoje. Eu acho que não existia mais, mas ela não existia até hoje. Então, que desse ano, vai ser no Japão, lita tendo uma problema do Brasil para participar dessa exposição internacional. E aí, pois é. E aí, então, essa exposição internacional, ela pegou todo o litoral que hoje nós conhecemos como a parte do aeroporto Santos Dumont, toda aquela parte ali, e da do centro da cidade. Então, a VIC foi feita a exposição. E no meio dessa exposição que tinha vários palácios e cada palácio representava um país, tinha uma edificação, que era edificação, uma arquivicação circulácolonial que foi utilizada por militares, ela acabou se tornando o Museu Histólico Nacional. E a sede do Museu até hoje, no começo, era só alguma salas e um andar do prédio. E depois, o Museu Histólico Nacional tomou prédio inteiro. Então, em 22, e aí a proposta de história que estava sendo narrada e contada no Museu Histólico Nacional era uma história patriótica, era uma historiabilitar, e, de acordo com a mídia, ser polvidas santos, ela escreveu o livro, a escrita do passado nos museus históricos, ela definiu conceito de histórias de culto da saudade, de que o Museu Histólico Nacional do Gustavo Barroso era que fazia um culto de saudade ao império, principalmente. A saudade sobre os edrantes feitos do império, que era a guerra do Paraguai, que era uma política externa, estável, que era uma economia pujante, então tudo isso era homenagiado e celebrado, pelo Gustavo Barroso e por isso, é um histórico nacional. Mas aí, o Museu Histórico Nacional se transformou com as décadas foram se passando na ditadura militar. Ele continuou com essa narrativa, essa narrativa heróica e militar, mas temos vozes, temos vozes, vamos dizer assim, "resilientes", que é o caso do Colves Borná, que é o grande canavalesco do Rio de Janeiro, e ele era servidor público e museólogo do Museu Histórico Nacional. E vamos dizer assim, coincidentemente, quando Gustavo Barroso morre, o Colves Borná ele seitou uma liberdade maior para agir como museólogo no Museu Histórico Nacional, e propõe experiências diferentes, ele propõe exposições que possam discutir sobre a questão, que questões muito caras planaisôs, como a questão da erança negra, da erantia escravidão, por exemplo, então foram experiências que o Colves Borná entrou-se para a museu Histórico Nacional, numa época em que nos anos 70, a museologia estava se transformando completamente, seja, já abordaram aqui sobre a carta de Santiago, que é uma das cartas baselares da museologia social. Então, então, enquanto estava acontecendo essa, toda essa transformação da museologia internacional, o Museu Histórico Nacional estava também se transformando através dessas vozes resilientes, e aí, em 84, vem a professora Vera, que acaba dirigindo o museu, começa a repensar uma nova exposição para o museu, e aí é construído uma nova exposição de Londro da Duração, que é uma exposição que a mídia se pouve da Santos, chama de história síntese, ou história narrativo, que seria usar os objetos do museu para contar elementos econômicos, sociais e políticos da história do Brasil. Então, esta seria narrativa da museu Histórico Nacional, a partir de 84, e não seria mais o culto da saudade, uma história militar que foi durante a ditadura. E aí, 2010, o museu se transformou novamente, teve uma nova exposição, aí, agora estamos, o Museu Histórico Nacional está com 6, 5 exposições de Londro da Duração no Algo desde 2010, tem a orientama que é focado na sociedade pré-cumombiana, as indígenas que tinham que tinha que na América Portuguesa, no Brasil, tem a processo de colonização portuguesa, o primeiro, segundo, reinado, e a democratização com a República, até os tempos contemporânicos. Então, essas são as exposições de Londro da Duração, que museu Histórico Nacional tem hoje. Tomas, então, a gente pode dizer, podemos dizer, assim, voltando aqui na história pública, que história pública, nada mais é do que os historiadores puxando o oreio dos próprios historiadores falando, "Vamos deixar de fazer a rodinha entre nós aqui, vamos tentar comunicar, e tem gente fazendo isso daí lá fora, cometendo alguns erros, que assim, eu gosto bastante de ler alguns livros sobre história, inclusive livros feitos sobre livros feitos P, jornalista igual você comentou aqui, para mim, um dos melhoresivos sobre história de São Paulo, assim, para quem quer ter um contato com a história de São Paulo, são os dois livros das capital, capital da solidão, capital da vertigem, Roberto Pompeu de Toledo. Mas, assim, introduz o torre, é para você chegar a síntemo no são do que é São Paulo, e depois você vai lá nas fontes dele, e vai para o que vai procurar, vai tentar saber mais, que ele também, ele tenta, ele é jornalista, mas ele tenta fazer a história de uma maneira um pouco mais séria, mas, assim, é um jornalista, tem suas imitações, assim. A narrativa dele é muito gostosa, então você acha que é isso? É os historiadores puxando a hora de ir dos outros historiadores, pra não, vamos, assim, a cadaemia importante, mas vamos comunicar? Então, tem um historiador que ele focada em história pública também, que é o meu chará, inclusive, que é Tomas Covão, que se escreve Calvin com o Tomas, ele faz essa crítica dura sobre os historiadores na Torre de Marfin, de como, e os historiadores têm ficado presos no regor acadêmico, mas os historiadores que nós temos estudado hoje já faziam críticas em relação a isso há bastante tempo. O Robesbaum, por exemplo, ele já fazia, ele fazia uma pesquisa sobre vários alguns grupos sociais, ele tem uma pesquisa sobre o grupo sobre a relação do Jesus, nos Estados Unidos, como ele era consumido, então, ele estava fazendo os leitores das revistas de Jesus, que existiam nos anos 70, nos anos 80, e eu sei dizer, por causa da aula de história pública que eu tive, e a gente acabou lendo alguns trechos dessa pesquisa do dele. Então, tem historiadores que fizeram essas críticas, e tem, então, e são críticas que fazem sentido hoje, e a história mudou muito. Se fomos analisar as pesquisas estorográficas produzidas na academia, é uma estorografia focada na história da cultura, focado em grupos sociais, focado em manifestações culturais. São grandes, são as produtores que têm sido teitas com bastante frequência. Então, eu sinto, posso dizer que, há uma conexão dessas produções com a história pública. Quando a gente pensa que esses historiadores, historiadoras foram até os locais e pesquisaram com esses grupos sociais para entender certas questões sobre a agência do agente histórico, sobre certas grupos sociais, sobre certas sociedades, sobre certas culturas. Então, vejo que hoje, a historografia, eu quero parar essa pontuação para me lembrar de uma crítica que o meu orientador fez quando estava usando o livro do Truló, que o Truló estava fazendo uma crítica terrenha, a historiografia europeia, falando de como era Eurocentric, capitalista, focada apenas do seu próprio umbigo, de como não tinha uma relação com os grupos colonizados. Então, essa questão da decolonidade estava surgindo a mente do Truló. E aí, então, quando eu escrevi sobre. eu comecei a escrever toda essa análise dele na acertação do capítulo, a irmã vem para a revisão pro Bruno Leu e o Bruno escreve só sobre eu. Mas isso já não está dado, isso já não. o jurador já não estou fazendo hoje essas críticas decoloniais, essas críticas sobre a forma que está sendo produzida, a história.
Eu acho que essa crítica está adaptada, mas eu gostei tanto da crítica, então eu queria falar dela, então, eu mudei o contexto de como eu atratei dessa crítica, de como daquele período dos anos 90, a história estava sendo bastante criticada, inclusive por esse historiador, e como que ela poderia ser transformadora se envolver esse grupo sociais. Inclusive, eu tomo as "Visiteite", e esse foi um dos poucos museus que passam pela museu, que eu posso dizer que eu visitei. Eu estive lá, eu vi. Infelizmente eu visitei, e já corto, por quase perdi fechar, visitei. Não vi lá as carruagens, as partes lá de baixo, lá dos canhões, não vi. Mas eu consegui visitar. Inclusive a entrada do museu é bem interessante, porque ela tem uma puta statuazona, acho que é Dom Pedro na porta, na entrada ali, e tem duas escadas rolando, tesonas bem grandonas assim, e ficar anâmbro. É um negócio bem épico assim, a entrada do museu. A época, e aquele contraste de moderno com um antigo, é um entrada de museu bem interessante. E ele vai acompanhando uma, como você já descreveu aqui, ele vai acompanhando uma narrativa de Near, do que seria a história do Brasil. Ele já começa com o pré-história, o neudítico, o paléolítico, todos os líticos da vida, e depois ele já vai entrando no que seria a história do Brasil Colônia. Tem uma parte que é sobre tirar dentes, que é sobre minas gerais. Eu acho que é um museu que foca muito, a pům museu que se dedica, que tem como premissa falar sobre a história nacional, é um museu que se dedica muito a minas gerais, e é o Rio de Janeiro. Tem uma parte lá da exposição, ele faz uma réplica de um boticário, um roboticário do Rio de Janeiro, com os vidrinhos, com o atendimento, a venda, eu acho que é muito interessante. Isso também se re-resbala muito na produção de história do Rio de Janeiro. Quando a gente dá uma olhada, a coisa é bem interessante de comparar a história que é feito em São Paulo, a história que é feita no Rio de Janeiro, é que a história que é feita em São Paulo, geralmente. Na maioria das publicações dos estústos feitos na Bajudal de Humanas, os que são feitos de São Paulo é muito urinando por um bigo, é sobre São Paulo, é sobre São Paulo, e sobre o que tem em São Paulo, sobre tudo que é São Paulo, a grande maioria. E quando você vai pro Rio de Janeiro, parece que o pessoal da UFRG, da UFRJ, da Unirril, eles vão numa outra perspectiva de tentar abraçar o Brasil, tentar ser uma perspectiva nacional. Então, se vê a maioria dos trabalhos produzidos, eles têm essa perspectiva, essa projeção de ser algo nacional. E quando você vai para outras localidades, é uma grande diversidade, né? Mas esses dois pontos, assim, Rio e São Paulo, me parece ter essa marcação muito nítida, né? Talvez, por conta do Rio CER, a captação do Brasil. Entende, tem a pergunta aqui na nossa pauta, que qual foi o papel do museu, na interlocução entre historiadores, historiadores e os públicos especializados e dos desitantes leigos. No que eu falei aqui, esse museu, ele tem uma história muito linear, que é muita história que a gente vê nos livros de dáticos brasileiros. Você acha, né? Eu quero misturar uma pergunta minha com essa pergunta aqui. Nessa nova exposição, que é a exposição que eu visitei na verdade era em 2022. Essa exposição, ela tem um pezinho no livro de dáticos, de ser algo ilustrativo, o que ela quer falar do Nasslá de aula. Eu faço que, olhando os relatórios, eu não percebo uma esta relação narrativa que está sendo construída nessas novas exposições. E quando falo novas, eu acho uma de ação de 2010 para cá, né? São as exposição, se dá nem a construção, acho que é de 2014, não tenho certeza, e a primeira de 2010, e o retama também em 2011, 2012. Então, a construção destas exposições, elas seguiram narrativas, né, que estão embasadas principalmente nos vestígios, que são os objetos que eles possuem. Então, esta narrativa que faz da colonização, depois vai para o primeiro reinado, segundo reinado, são uma narrativa que lembra, realmente, de livros de dáticos, mas em nenhum momento, os relatórios mostraram que era para ser uma narrativa linear escolar, não ser interessante da uma averiguada, mas eu não lembro de ter contrado esta relação. O que eu, dessa pergunta, né, de construção dos especialistas, como eu, né, as últimas décadas principalmente na década de 2010, lá para 2015, 2016, 2017, muitos consultores apareceram para conversar sobre estas exposições consultores e grupos sociais. Variavam, tinha, por exemplo, de especialistas, ou é manoé hora a uso, por exemplo, o artista, e foi direto do museu África, há muitos anos, né, ele foi um consultor na exposição, numa das exposições do museu internacional, bocada no primeiro segundo reinado, em que ele faz uma instalação, uma instalação artística, no meio dessa exposição, que se chama "altar a ochalá", para fazer esta quebra, né, da narrativa do museu, da narrativa do segundo, do se prionante do segundo reinado, e com esta relação da erança negra que o Brasil possui, então, muitas atividades educativas, inclusive, elas começam iniciadas a partir do altar de o chalá, as mediações começam sempre a partir daquela instalação de também para, mas eram as questionamentos sobre a papel da erança negra na história do Brasil. E então, esses consultores e grupos sociais apareceram bastante nos últimos 10 anos, lá, um consultor que apareceu lá, foi um pai de santo, né, que foi convidado, o nome dele é "tato", todo que eu não lembro o restante do nome. O Thomas pediu para corrigir o nome do pai de santo que, na verdade, se chama "tateito". Ele, como o pai de santo, ele foi chamado para analisar uma coleção, que foi doado nos anos 90 de Damain de Santos a Era Trindade, e esta coleção foi doada pela própria Zaira, só que a documenta, a forma como foi documentada essa coleção não foi completa, porque os museólogos do período não tinham arcabouso teórico, religioso e técnico para poder cuidar dessa coleção. Então, o museu sentiu falta, percebeu esta falha e chamou o "tato" para analisar esta coleção. Então, ele analisando esta coleção, ele percebeu vários objetos que eram objetos sagrados, que não deviam estar ali, que deviam passar por um tipo de processo antes deles estarem voltar e estar a fazer parte da coleção. Então, outras coisas aconteceram também, então, se as objetos foram analisados melhor documentados, foram passados com o novo processo de musealização e hoje eles estão na exposição, se dá danim construção, que é a exposição que trata do século 20 na história do Brasil. E então, está instalado lá. Outra consultoria que foi feita, que foi com grupo social, foi com grupo de feministas do Rio de Janeiro e aí era, então, esse grupo foi feito uma roda de conversa com essas mulheres para entenderem a história delas da produção do movimento feminista na cidade do Rio. E então, elas participaram coletivamente com suas histórias e baseando nestas histórias, elas viram objetos que poderiam fazer parte da história delas e poderiam se tornar uma coleção para ser musealizada pelo seu histórico nacional. Por exemplo, um telefone, o aparelho telefone, de acordo com elas, é muito utilizado o telefone para elas se comunicar entre elas para poder tratar de assuntos específicos como marcar reuniões, pensar em pautas, pensar em atas. Então, o telefone é um aparelho necessário para essa troca. Então, ele tinha que fazer parte da coleção. Então, o público especializado, quando você fala que você só lá é especializado, eu não tenho que se especializar somente como se fosse um público acadêmico, mas eu penso também das especialidades específicas desses grupos sociais em que não podem, não só encontrar, sómente na academia, mas só encontrar, desata vez, da manifestação de culturas específicas, religiões específicas e ou movimento sociais.
específicos que podem ter essas especializações sobre essas coleções. Então, os historiadores nesse papel e eles participaram, por exemplo, o direto do museu da período, era o Paulo que Nals. E ele ficou entre 2015 e 2019 no museu. Ele é um historiador, pelos relatórios, a presente que há um interesse dessa interlocução de acesso entre esses grupos sociais e museu. Museu corre atrás desses grupos. O que aparenta nos relatórios aqui, museu foi atrás de rever a sua coleção de Candomblé. E ao mesmo tempo, foi rever e pensar em novas coleções para museu de tratado sobre grupos sociais contemporâneos, que é o caso do movimento feminista. Então, os historiadores, eles estão lá com mediadores. Existe um autor, Michael Frisch, é um historiador da. que também trabalha com história pública e ele propõe que o historiador perca a autoridade dele, que suportamente ele teria. Essa autoridade de produzir a historiografia, de produzir a história e ele perderia essa autoridade para ele ter um outro papel, que é o papel do mediador, papel daquele interlocutor, aquele que permite as trocas de grupos sociais com a produção histórica. Então, ele chama esta relação de mediação, de autoridade compartilhada. Então, essa autoridade sobre a esquisa histórica, a operação histórica, como o Desmixo acertou, é exatamente, teria compartilhada, não ficaria mais com o historiador, mas ele compartilharia com os outros com grupos sociais, em que essa pesquisa, essa produção histórica que está sendo feita, entende? Sim, o Museu Nacional, para mim, ele foi um museu histórico nacional. Foi um shock, porque eu fui um museu que eu fui, logo depois, e tenho um museu do folklore, que é uma pegada completamente diferente. O que me impressionou muito, agora eu fui revisitar aqui meus stories, meus destaques da época que eu fui visitar, para ver se eu realmente estava certa na minha colocação, que se tinha mesmo essa linearidade das coisas positivas, de ser uma linearidade de divididade, eu até achei aqui o que você comentou da parte dos orichás, muita coisa que você foi falando aqui, eu acabei visualizando na meus stories, quem quiser ver, no meus stories, está lá, eu estava na aula, até não é fazendo para o pai, ganando, mas eu realmente fui no museu, e muito do que eu estou mais falando aqui, eu tira fotos quando eu visitei lá, eu tenho teus estandardes, esses estandardes são da coleção das aérea trindade, enquanto a imagem anterior que você mostrou é o altar de eu chalar, o problema não era hoje. Então, para mim foi um shock, porque eu fui de uma proposta, museografica bloca, totalmente diferente, que era um museu folclórico, porque eu usei ficar aqui minha indicação para vocês visitarem lá, eu não fiz a educação, mas tinha muitos intervenções do educativo no museu do folclórico, no Rio de Janeiro, fica a dica para vocês visitarem, fica do lado do museu da república, dá para visitar os dois, na linha de sequência, e o museu nacional assim, eu achei gostei bastante da proposta e lá, tenho até uma fotinha do Lula com a mão, cheia de petróleo, eu parecia que eu estava em que entrado no museu com um nível de idáteico da mão, e fui folhando, porque tinha parte sobesterodente, tinha parte túzca, não me falo anterior, mas agora, se falando, faz realmente há uma pegada interessante, esse museu, muito interessante. Uma coisa interessante que o museu também fez, foi que ele acrescentou quando foi feita estas consultorias e participações de grupos sociais, nas rodas de conversa, muitos desses objetos acabaram entrando nas exposições de longa duração, que é o caso da coleção das aerotrinhedades, mais um evento que eu acho que vale muito a pena comentar, agora que me lembrei, é sobre museu das remoções, museu das remoções, ele surgiu do Rio de Janeiro após a expulsão da população da vilautódromo, para a construção da cidade dos atletas, do Rio de Janeiro, e a vilautódromo, as pessoas foram removidas de lá, com seus láres, foram retirados, foram levados para outros regiões, e mas as memórias dessas pessoas ficaram nessas casas, memórias estavam no azulês, memórias estavam no tijolo, elas estavam na grade, e então, quando as casas foram deruvadas, as pessoas pegaram as espedácias que sobraram e levaram, e então elas se juntaram para pensar em fazer um museu com estes vestígios que sobraram da vilautódromo, a torneira, o tijolo, o azulês, foram todos recolhidos, e o museu histórico fez parte desse processo, com a roda de conversa, trocas, sobre, e então, foi feito uma exposição de curta duração com museu das remoções, com todas essas artefatos, e depois, alguns desses artefatos foram museilizados pelo museu, foram adquiridos, e aí, eles foram colocados também na exposição de longa edoração em alguns elementos das disposições. No caso dos museus das remoções, eles utilizaram para fazer uma relação com a derrubada do morro do castelo, que aconteceu, a derrubada do morro do castelo aconteceu exatamente para construir a exposição de 1922, e aí, o morro do castelo vivia uma população em cima do morro do castelo, ela foi removida para poder derrubar o morro, para construir um morro mais, para construir toda uma área central, fazer um novo centro do Rio de Janeiro, e aí, então, o museu do torneiro pode fazer esta relação, os curadores fizeram isso, museólogos, historiadores fizeram esta relação do morro do castelo com museu das remoções, então, foi uma troca interessante que o museu histórico nacional fez com os adesemosções, e aí, o museu histórico nacional foi esse mediador, a instituição é mediadora, interlocutora para a produção dessa narrativa. A narrativa final acabou ficando com o museu, quando faz essa relação do morro do castelo com os adesemosções, mas, quando o museu fez a exposição de portradoração, a narrativa era total do próprio museu das remoções da população da velotódroma, que fez a narrativa sobre suas próprias histórias, sendo contadas, e museu histórico nacional foi o mediador nesse aspecto. Nossa, incrível saber isso, incrível mesmo, eu não sabia, porque o modo castelo que é um de sur de Rio de Janeiro, onde é a primeira na lógica de Acrópole, onde é da cidade portuguesa, é onde é fundada a cidade do Rio de Janeiro, vai ser demolida e ele ficava exatamente atrás do museu nacional, museu histórico nacional, você tem um museu histórico nacional, nas costas dele, você tem a igreja da senhora do Volvo sucesso, e grudado na igreja da senhora do sucesso, você tem o que sobrou do modo castelo que a ladera da museu de corde, era literalmente uma ladera que não dá para no ganhão, porque o amor foi cavado, foi o cavado, usado de aterro, que agora hoje é o museu, hoje é o aeroporto Santos do Món, que foi como Thomas falou que foi aterrado para fazer a exposição, mas hoje é o aeroporto, e é incrível nessa semelhança, porque também foi feito pelo poder público, que também teve todo um processo de desapropressão violenta, do modo castelo na época, na época já tudo era violenta, mas, nós é muito interessante saber disso, olha a história, como diria Carlos Marcos, a história acontece primeiro com o trajetio, depois como o Farsi. Então, para a gente caminhar aqui, para a reflexão final do episódio, é em que, em medida o público pode ser apropriado museu, e também se a gente nesse processo todo que a gente tem conversado, você deu alguns exemplos, acho que esse exemplo do museu da remoção de logo um pouco com isso, mas tem algum outro exemplo que você quer ressaltar aqui, como é que o público se apropia museu, e se torna a gente dele. Então, tem dois aspectos aqui, um aspecto que é público, e na minha pesquisa,
O público não seria o bastante vocínculo, seria plural, seria públicos. Então, os públicos, eles são compostos pelos visitantes, pelos pesquisadores, pelas pessoas que estão ao redor do museu, até pelo não público também, quando, assim, não público frequenta o museu aleatoriamente, vamos dizer assim, e também pelos grupos sociais que querem uma participação coletiva de representação neste museu. Então, todos esses grupos específicos são públicos do museu, formatindo o museu histórico nacional. E, então, como esses públicos podem ser apropriado do museu? Aí, eu contei o caso do museu das remoções, que eles como público, antes de interesse, de ter em sua história, com cada representada e narrada, eles podem essa participação coletiva como o museu histórico nacional. Mas, tem outros grupos também, que são os visitantes, que são os públicos, vamos dizer, os públicos tradicionais. E esses públicos têm uma agência, e esta agência, eu baseado em alguns historiadores que eu percizei, a agência do agente histórico, é a envolvem intenção, ação e efeito. Mas este efeito não precisa realmente acontecer este efeito. O efeito pode ser uma reflexão sobre a ação feita. Por exemplo, o grupo do museu das remoções, eles têm uma agência nisso, porque eles tinham intenção de contar as suas memórias, eles fazem ações coletivas e têm os efeitos que são todas a narrativa produzida, expulsão posturida. Mas se isso não tivesse acontecido, ainda se inseriam o efeito, seria um processo de reflexão que poderia ter sido. Os visitantes possuem agência, eles podem possuir agência no museu de várias maneiras, eles podem possuir agência, não gostando da exposição, eles podem ter agência, gostando, mais fazendo várias críticas sobre, fazendo uma relação virtual digital com o museu histórico, ou com o museu que ele está visitando, ele pode divulgar este museu, esta gente, e pode simplesmente refletir sobre aquilo, pode ser um efeito de apenas reflexão sobre a intenção inicial dele, quando ele visita aquele museu. O fato de um museu não estar lá para dar respostas, isso é o Vanisberg, fala isso, outros museólogos falam isso também, mas o museu está lá para fazer perguntas, e fazer as pessoas voltarem para casa com as perguntas, fazerem elas refletirem sobre aqueles conteúdos que estão no museu. Então, o fato de um museu ter esta capacidade de fazer a pessoa refletir parece que o público tem imagíncia de, e intencionalmente, eu quero lá ver a exposição tal, eu ver, vou lá ver a ação, e o efeito é a reflexão de antes da intenção que ele foi inicialmente, ele não esperava ter aquela confusão mental, ele não esperava por isso, mas este é um efeito da intenção inicial dele. Então, o autor é o Kif Martin, e também tem um outro autor que é o Philip Pomp, para os dois faz uma discussão sobre agência do agente histórico, somente focarno em eventos passados, sobre se certas pessoas tiveram tal agência, sobre tal event histórico, então eles fazem essa discussão. Mas uma, o que foi uma orientadora que passou, que gostei bastante foi a emlisície, que ela é da europeia, em que ela trata exatamente da agência de públicos de museus, e ela percebe como as ações educativas, na verdade, como, sendo o cativo como exemplo que ela deu, podem ter esta agência e dos públicos, porque quando um visitante vai no museu, ele, se vai com um grupo escolar, eles têm tensão de ver museu, experimentar as coisas, conhecer essas coisas, e o efeito disso destação é a reflexão produzida, que a gente não passou por produzir um si mesma, e ela vai ter os resultados dessa reflexão, uma ação educativa, podem ser positivas, negativas, mas ela refletiu sobre aquilo, então foi um efeito causado por aquela intenção inicial. É bastante interessante, esta, eu gostei bastante de fazer essa refletia sobre isso, é sobre como os públicos podem construir essa agência nas ações educativas dos museus, diferente de outras ações que museu faz, que nem sempre tem essa agência, por exemplo, participação, construção coletiva, de uma exposição, mas essa coleção coletiva pode ter a agência das pessoas, mas, e se um museu está controlando esta, organizando para nos apalabra controle, muito fuzada, mas o museu está sendo maestro dessa história, ele que vai decidir exatamente quais objetos nos se musealizados, qual vai ser narrativa, se o museu está fazendo isso, o público que está participando dessa coletiva é de agência. Eu ia perguntar algo desse tipo, eu queria saber a nível de curiosidade, se a agência do público está diretamente relacionada com a predominância ou não da perspectiva da história pública, da prática da história pública nos museus, porque estou pensando isso, o museu, apesar de promover algum tipo de participação social, ainda assim, influencia com organiza, como você falou, em vez de controlar organiza, essa participação aponta de influenciar o que vai vir dela, o que vai ser originado dessa participação, sei lá, ou sei. Se há uma postura autoritária do museu, se há uma postura de controle mesmo de da criação das narrativas, aí a agência do público existe, ou ela existe, é controlada, ou ela passa não ser considerada agência, o público passa a gente e só um receptor, por exemplo, um espectador. É uma pergunta complexa, mas o que eu posso dizer é que existem várias formas de participação do público no museu, pode ser uma participação em que o museu, ele está organizando, ele está sendo curador central e o público participa como convidado, existe, e o que mais acontece, na verdade é maior de os museus, eu sou desse jeito, existe, em que o museu, ele largou mão da soltoridade e deixa o público participar completamente, fazendo parte da narrativa, da corradoria, da documentação, o que é muito mais raro, já acontecer, é mais como isso, e museus comunitários, por exemplo, certo, e existe as consultorias também, quando você, por exemplo, caso do Pai de Santo, ele faz parte de um grupo social, então quando você está chamando alguém desse grupo social, você está tendo uma participação pública, também de um público, e uma agência desse grupo social, dessa construção coletiva, mesmo que seja só um, porque ele é um especialista, mas ainda sim, uma participação coletiva, porque aquele grupo social está sendo representado através daquela pessoa. Agora a questão final para tudo isso, tem história pública no museu, histórico nacional, então, eu vi que sim, eu vi que sim, porque exatamente, houve um processo de construção coletiva, dessas histórias, teve um processo de agência desses, dessas pessoas, na construção dessas memórias, dessas histórias, então foi construído, foi feito uma construção, foi feito uma operação historiográfica, deixe do museu das emoções, por exemplo, para suas histórias ser encontradas numa narrativa, através do museu. Então, isso foi uma história pública, ao meu ver, foi a história pública, quando o tato, foi fazer a consultoria, foi convidado pelo museu, [Música]
da história nacional e museu e museu nacional não foi autoritário, não no sentido de mandar mais ele sair dessa posição de autoridade para deixar o especialista fazer parte do processo de museelização. Então, veem que tem mais história pública também envolvida nisso, saída a autoridade do museu, do historiador, entrega essa autoridade a uma pessoa de um grupo social, que tem mais relação com aquela coleção que o próprio museu. Então, meu vei, sempre em história pública no museu histórico nacional. A questão de ser um sobre história do Brasil, uma história nacional, o cedeu espaço de se apropiar da história, os histórias do público, também é a questão de apropiação do que a história da através desses grupos, muito interessante, parabéns pela pesquisa, Toma. Obrigado, mas só lembrando que você, você mesmo tinha comentado de que essa visão, essa narrativa das exposições em museu histórico nacional, elas são muito vindas da posição do Rio de Janeiro, então, é uma visão do Rio de Janeiro em elementos políticos, mas, eu não tenho como fugir disso, porque a coleção que ele possui, ele trata disso, são poucas pessoas e pessoas ou indivíduos que são retratados, por exemplo, o Reboças, ele é mencionado numa parte da exposição sobre movimenta bolicionista, então, tem um retrato do Reboças, do Rio de Janeiro, no museu histórico nacional. Então, é interessante ter esse papel de, uma pessoa de São Paulo, está nesse movimento, tem mencionado, mas, pô, outra parte da coleção já é um ponto de vista do Rio de Janeiro, então, sempre me lembra disso, apesar de um museu histórico nacional, testa frente de coletivo, a muita parte da coleção ainda está presa a esse ponto de vista do Rio de Janeiro. Muito que bem, importante colocar os pingos nos isnos nesse sentido para contextualizar, não é? Dão de ver esses discursos todos, dão de, o ponto de partido dessa, dessa elaboração. Muito que bem, para bem, senhor, tomamos pela pesquisa, encaminhamos, então, nosso episódio, para a nossa querida finalização. Pessoal, vamos então, para a nossa, nosso momento de encerrar, nossa encerração, nossa finalização do episódio, como sempre, a gente finaliza com indicações, quais são as indicações, deste episódio? Posso começar? Ainda estou na fase leitura, então a minha indicação é um livro, estou lendo agora, salvar o fogo do Itamar, Vieira Junior, falei o nome dele certo, gente. Tá bom. Salvar o fogo é um livro muito legal, fui, fui, fui moleque e descobrir recentemente que é o segundo livro de uma trilogia. Eu já li o primeiro, né? O, torto arado. E eu só me toquei, que era um segundo livro, quando eu percebi que tinha uma personagem, também do mesmo autor, que reapparece nesse segundo livro aí. Eu falei, "O época, porque ela tá aqui?" Aí eu fui pesquisar, e descobrir que é uma trilogia. Então, recomendo tanto torto arado que eu já recomendo em outro episódio, quanto, ou salvar o fogo desse autor baiano. É, enfim, não vou dar spoilers, mas é uma produção muito diferente de tudo que eu já li. Ok. Então, essa é minha indicação. Guta a indicação do episódio de hoje. Eu tenho, visitem o museu histórico nacional. [risos] Ótimo. É, eu vou indicar aqui, já que a gente quer um momento foi citado, né, o Thomas citou o museu das emoções aqui. Minha chefinha dona Ana Paula Brito, né? Minha chefinha, porque eu hoje de todos os episódios para ela, ela do memória para quê? Então, tô lançando aqui em primeira mão, e quando o terminar de gravar esse episódio, ela já pediu para postar o episódio que eu já ditei para ela, sobre, é, não, resista. Olha o nome do episódio, não resista, que ela vai falar um pouquinho sobre o ato de não resistir, com o ato de resistência. [risos] É, ó, não resista, né? Na aqui, ela vai, "Se eu não to com a cabeça ruim, ela comenta sobre o museu das emoções, que é, ela tá numa, uma conferência que tem uma falar dado, o pessoal do museu das emoções, e da mãe exana de Odé, mais anodé que teve o seu terreiro demolido, né, com uma, com uma ordem judicial, de mar, se eu não me grano, vou, não, eu, vou falar na aqui, ou soma episódio, basicamente, ela tinha a opção de resistir, de "boto fazer um cordão de, de pessoas na frente do terreiro, fazer a resistência para que não fosse demolido", mas ela disse que a ancestralidade chegou nela, disse para ela não resistir, que naquela, que naquela, na posição que ela que, que eles estavam, sendo quem eles eram, a melhor opção não era resistir. É o soma episódio. Ou soma episódio que ele é impactante. Esse é minha indicação. Indicar também o outro episódio nosso, agora, fazeu já a badacasa, o episódio que a gente tem com o Atu Paguer, sobre os historiadores e museus, o episódio que Atu Paguerra está muito interessante, é um dos episódios muito bem mais legais que a gente tem aqui, de, de, de conversas, né, foi um dos episódios que mais teve coisas portadas, inclusive que topago ação a gente conversar bastante, então, várias coisas, eu acho que inclusive foi com a morrinha que eu gravei, né, foi, foi interessante. Então, ter esses dois episódios pode ter que é a gente que tá aí, minha indicação. Maravilhou o azul. Ajuu que teve, enfim, que resolver cositas. Nos deixou uma indicação aqui de texto. O texto é do professor Maruxagas e se chama a Imaginação Museal, Museu Memória e Poder. Em Gustavo Baruso, de Alberto Freire, dar-se Ribeiro. Comentamos, né, sobre a influência de Gustavo Baruso. Agora, pouco, certo? Então, você tem indicações para os nossos ouvintes? Com baseado no tema, que temos aqui. Eu queria indicar o meu orientador, indico o café história para o pessoal conhecer o site, dos jafigos e textos produzidos, mas também de um livro dele, que ajudou muito com uma introdução da história pública, que se chama História Pública e divulgação da história. O livro é organizado por ele, né, Bruno Leal pastor de Cavalho e pela Ana Paula, ta várias teseiras. E uma indicação que tem nada a ver, nada a ver com o tempo de hoje. É só um livro que estou na metade dele. Eu gosto muito de história da religião também. E se chama Deus uma anatomia, que é um livro polémisíssimo, que analisa como Deus tem corpo. É de como Deus na idade antiga, ele tinha um corpo sim, não é um Deus invisível, etc. E é da frantesca estava copolou, God, Ana, a anatomia que não tem tradução e português. E é polémisíssimo esse livro, e ta adorando. Adoramos polêmicas por aqui. O vintes, museanders, se vocês já leiram esse livro, contem aqui para nós que vocês acharam dele. É isso, meus queridos. Agradeço imensamente a presença de vocês, dos nossos queridos ouvintes. E aqui, desta bancada maravilhosa, um beijo no seu coração, justo, estamos sempre aqui. Muito obrigada, Google. Mais um episódio, episódio 105 para nossa conta. E eu que agradeço por estar aqui conversando, inclusive, agradeço, Thomas, por trazer o tema. É assim, eu sou um historiador, um pouco tanto confrustado, para não conseguir exercer a profissão. Mas toda vez que eu tenha uma oportunidade de discutir história, conversar sobre história e falar sobre história, eu me realizo de certa maneira. Então, muito obrigado, Thomas, muito obrigado, mais muito obrigado, Jú, muito obrigado, querido ouvinte. Muito, muito obrigado, Tom, pela presença, pela interesse, pela paciência, por ter se inscrito, por ter compartilhado toda sua pesquisa com a gente, uma pesquisa de mestrado, robusta e detalhada, como eu sei que o Tom faz, um pouco, um pouco, é legal, é uma exposição legal, confimem. Tom tem uma habilidade, ele tem uma habilidade de pesquisar coisas muito incrível. Você fala assim, Tom, eu preciso achar uma coisa assim, assim, assinçado. E aí, assim, 30 minutos depois, a coisa está ali detalhada na sua frente, ele sabe tudo sobre aquela coisa. Ele tem uma capacidade de concentração muito incrível e de pesquisar muito rápido. Eu acho isso muito, muito, muito maravilhoso. Neste caso, a criatura que está aqui com a gente.
Então, muito obrigada mesmo. Espero que você volte mais vezes, a porta está aberta. Espero que os museanders também se sentam a vontade para se inscrever no nosso formes, assim como o Tom fez e outros também fizeram. Museandos está aqui com as portas abertas. Ok, Tom, muito obrigada. Eu só quero agradecer mais uma vez para ter me recebido, gostei muito da nossa conversa. Pois a gente tem falado muito em vezes desculpas. E obrigada pela oportunidade e você está ouvindo museando, como sempre, sempre estou ouvindo o episódio 9 e está acompanhando vocês. Muito obrigada, mil corações. E é isso, museanders. Nosso episódio fica por aqui. Obrigada de novo, pela escuta, pela partilha, de todos que participaram. E é isso. Amuseando história pública dos museus históricos. Segue vi, voto.
Podcast Summary
Key Points:
A museologia social estuda a relação entre seres, patrimônios e meios, enquanto a história pública conecta a história com os públicos, democratizando sua produção e comunicação.
A história pública surgiu nos anos 70, mas já era praticada antes; envolve história para, com e pelos públicos, incluindo participação de não-historiadores na narrativa histórica.
O Museu Histórico Nacional (MHN), fundado em 1922 por Gustavo Barroso, inicialmente promovia uma história patriótica e militar, mas passou por transformações, especialmente nos anos 70 e 80, com exposições mais inclusivas.
A pesquisa de Tomas Nisio analisou relatórios oficiais do MHN para entender como o museu compreende seus públicos, destacando a relação entre história pública, nova museologia e mediação cultural.
Exemplos de história pública incluem vídeos educativos e a citação do podcast "Museando" em trabalhos acadêmicos, mostrando seu impacto na formação de novos profissionais.
Summary:
A conversa aborda a interseção entre museologia social e história pública, com foco no Museu Histórico Nacional (MHN). A museologia social examina a relação entre pessoas, patrimônios e meios, enquanto a história pública busca democratizar o acesso e a produção da história, envolvendo públicos na criação de narrativas. Tomas Nisio, historiador e museólogo, explica que sua pesquisa de mestrado investigou como o MHN compreende seus públicos, analisando documentos oficiais dos últimos 15 anos.
Ele destaca que o MHN, fundado em 1922 por Gustavo Barroso, inicialmente promovia uma história patriótica e militar, mas evoluiu ao longo do tempo, especialmente nos anos 70 e 80, com exposições que incorporaram temas como herança negra e escravidão. A história pública, segundo Nisio, se diferencia da nova museologia pelo foco na democratização da história, não apenas na relação social dos museus. Exemplos práticos incluem vídeos educativos e a citação do podcast "Museando" em trabalhos acadêmicos, demonstrando seu impacto.
A discussão ressalta que a história pública pode ser praticada em museus históricos, mediando narrativas entre instituições e públicos, e que o MHN, apesar de sua origem conservadora, tem buscado se alinhar a essas práticas contemporâneas.
FAQs
A museologia social é o estudo do fato museológico, que é a relação entre os seres, os patrimônios e os meios.
História pública é um processo de conectar a história com os públicos, tanto na produção quanto na comunicação dela, buscando democratizar o acesso e a participação na narrativa histórica.
A diferença principal é o papel da história: enquanto a nova museologia foca na relação social dos museus com grupos sociais, a história pública foca na democratização e no acesso da história com os públicos, podendo envolver comunicação, participação coletiva e produção histórica.
O Museu Histórico Nacional passou por transformações, inicialmente com uma narrativa patriótica e militar, e depois, a partir de 1984, com exposições que buscam contar uma história síntese, abordando aspectos econômicos, sociais e políticos, o que se alinha com práticas de história pública.
Gustavo Barroso foi o fundador do Museu Histórico Nacional em 1922, um acadêmico integralista e fascista que promoveu uma narrativa histórica patriótica e de culto à saudade do Império.
A exposição de Longa Duração, criada a partir de 1984, é uma narrativa que usa objetos para contar elementos econômicos, sociais e políticos da história do Brasil, substituindo a antiga história militar e de culto à saudade.
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