Momento MP - 5ª Temporada [Episódio 34] - Programa Acesso Seguro
from Rádio MPSC
1h 5m 27s
A transcrição destaca os riscos que crianças e adolescentes enfrentam na internet, como abusos sexuais, manipulação e contato com criminosos por meio de perfis falsos. Apesar da internet ser um espaço de diversão e amizade, é vulnerável por falta de consciência e maturação cerebral nas crianças. O programa "Acesso Seguro" do Ministério Público de Santa Catarina busca prevenir esses crimes por meio de conscientização, palestras, campanhas e materiais educativos para pais e escolas. Sinais precoces de alerta incluem mudanças de comportamento, isolamento, dificuldade escolar e uso de secretismo digital. A supervisão parental é fundamental, mas deve ser baseada em diálogo, confiança e limites, não em proibição total. Além disso, é crucial que as crianças sejam orientadas a denunciar qualquer comportamento suspeito, para que os criminosos sejam responsabilizados e as vítimas recebam apoio psicológico. O texto enfatiza que a internet não é um ambiente seguro para menores, e que o acesso deve ser graduado, considerando a idade e a maturidade dos adolescentes. A prevenção começa com a informação e o envolvimento dos pais, que devem atuar como adultos de confiança e promover um ambiente seguro para o desenvolvimento das crianças.
Na cabeça deles realmente é um monte de criança, Júlana.
Eles não têm a dimensão e nem teria por que ter a dimensão de que tem um adulto lá por trás.
Se fazendo passar porquias.
O que você acabou de ouvir foi o relato de uma mãe.
Cuja filha foi vítima de violência sexual aos 11 anos de idade após ser aliciada por um adulto
que passava por uma outra menina da mesma idade na internet.
A violência aconteceu no mundo real, mas tudo começou no ambiente digital,
através de conversas aparentemente inocentes por trás de uma tela.
E se essa história parece estar distante da sua realidade, talvez ela esteja mais próximo do que você imagina.
Para crianças e adolescentes, a internet costuma ser um espaço de diversão, amizade e descobertas.
Um lugar para jogar conversar e compartilhar experiências, mas nem sempre as pessoas que estão do outro lado da tela são quem dizem ser.
Em jogos online, redes sociais, aplicativos de mensagens, criminosos podem criar perfis falsos
conquistar a confiança de crianças e adolescentes e transformá-los em vítimas.
E esse é apenas um dos riscos presentes no ambiente digital.
[música]
Olá, eu sou a Silvia.
Olá, eu sou a Clarissa.
E neste momento, MPO de Queche, aqui do Ministério Público de Santa Catarina,
nós vamos falar sobre os perigos para crianças e adolescentes que enfrentam na internet.
Os sinais de alerta, que pais e responsáveis precisam observar e, como a prevenção, pode fazer toda a diferença.
E para esta conversa, nós recebemos aqui conosco a promotora de justiça Daniela Boque-Bandeira,
que é coordenadora do Centro de Apoio Operacional, o Ministério Público de Santa Catarina, da Infância, Juventude e Educação.
Bem-vinda, a doutora vou pedir para que a senhora se apresente um pouco mais,
que faz um pouco das suas trajetórias, e também o que é o CIGI, esse Centro de Apoio.
Obrigada, um prazer estar aqui no podcast Momento MP, para falar desse assunto tão, tão importante,
sobre os perigos do acesso a internet para os nossos pequenos.
Eu sou coordenadora do CIGI, que é o Centro do Ministério Público, que presta apoio
a todas as promotorias de justiça na área da Infância, Juventude e Educação,
e também faz a representação do Ministério Público nessas temáticas em frente a outros órgãos públicos,
outras entidades privadas, organizações da sociedade civil.
Então, o CIGI é branje toda essa matéria, e um dos pontos que nós verificamos aí ao longo deste ano,
a importância da gente tratar sobre proteção digital, educação digital, para as nossas crianças e adolescentes.
E, Clarissa, também está aqui conosco, o promotor de justiça, Diogo Luiz Deschamps, que é o coordenador do CIGI,
que é um braço do Gaeko, e o CIGI é um grupo especializado no combate aos crimes praticados no ambiente digital.
E eu também vou pedir para o senhor se apresentar e falar um pouco desse papel do CIGI dentro do Ministério Público Santa Catarina.
Obrigado, Silvia. Também é uma satisfação poder estar aqui participando do podcast.
Eu sou promotor de justiça já 15 anos, desde 2011, passei por diversas comarcas e diversas regiões do Estado,
desde o extremo Aeste, na comarca de Abelardo Luiz, e estou agora há bastante tempo já radicado na região de Joenville,
passei ali por Araquari, Jáigua de Sul, San Francisco do Sul, e atualmente estou lotado na promotoria do Júri de Joenville.
E desde junho desse ano, eu assumi a missão de coordenar o Cybergaeko, que é um grupo especializado dentro do Gaeko,
que atua no combate prevenção e repressão de crimes cybernéticos e crimes virtuais praticados por organizações criminológicas.
E é muito importante essa oportunidade de poder estar aqui falando sobre esse projeto do Ministério Público Santa Catarina,
exatamente porque ele enfoca nessa atividade do Cybergaeko, de prevenir a prática de novos listos
e garantir a segurança de crianças decentes no ambiente virtual.
Neste episódio, vocês também vão ouvir ao longo da conversa mais um texto do depoimento dessa mãe,
que a gente ouviu agora no início, não com o objetivo de assustar, mas de mostrar que os riscos existem,
e que a prevenção começa pela informação.
E nós também vamos ouvir ao longo desse podcast a analista em psicologia, a Daphne, que trabalha junto com a doutora do CIG,
porque daí nós vamos, ela vai nos ajudar também a compreender os impactos desse cenário no desenvolvimento
no comportamento de crianças e adolescentes.
E para começar, eu gostaria de trazer justamente essa reflexão que ouvimos agora há pouco doutores.
Vamos abrir aqui um espaço para ambos, quando uma criança entra em um jogo online ou em uma rede social.
Ela normalmente acredita que ela está interagindo com pessoas como ela, né?
O quanto essa percepção pode tornar ela vulnerável e quais são os principais riscos que vocês enxergam nesse ambiente digital?
Pode começar com a doutora Daniel.
Bom, eu acho que é preciso que os pais entendam, principalmente, em relação aos jogos online, por exemplo,
que eles são hoje em dia muito diferentes daqueles jogos online que nós costumávamos jogar.
Eu, por exemplo, não sei o doutor de jogo, mas eu joguei a Daphne Pires, que é um jogo que poderia ter ali uma. Tenho meus pais e viões preocupadas com a violência, que eu poderia estar sendo exposta, com o tempo de tela,
quando o tempo ficava no computador jogando, mas não era uma preocupação dos meus pais, um criminoso no outro lado da tela,
me alicia por aquele jogo, porque era um jogo em que eu jogava contra a máquina.
Hoje, os jogos online, os jogos online, a maior parte deles são jogos que são chamados multiplayer, ou massive multiplayer.
Em que qualquer pessoa, de qualquer idade, de qualquer lugar do mundo, de forma anônima,
pode entrar em contato, pode participar da equipe, e entrar em contato por chate de conversa ou por chate de voz com o seu filho.
Essa é uma grande diferença, e é o que faz cria esse risco ainda maior que muitos pais desconhecem.
Somado a isso, nós temos as crianças e adolescentes como que chamamos pessoas em desenvolvimento.
Ou seja, eles não têm a maturação cerebral ainda, devidamente desenvolvida como a nossa,
para ter consciência dos riscos que eles estão passando ali no jogo Cortex, para frontal, que a gente chama,
que é o principal freio do nosso cérebro, da tomada de decisões, controle de riscos.
Ele ainda não está desenvolvido, e ele só vai se desenvolver depois dos 20 poucos anos.
Então, se nós caímos em golpes na internet, uma criança uma adolescente, a chance de um criminoso conseguir alicia a ela,
se passar por uma outra menina, se passar por um menino, aplicativos de mudança de voz,
que é aquele menino menino e jogando, só quer saber do jogo acredita, ele oferece uma moeda virtual,
uma esquinha, alguma forma de ganhar ali pontos no jogo e entrou, então, envia uma foto sua, faz alguma conduta,
aquela criança adolescente não percebe essa manipulação, e então é inserida nesse ambiente criminoso.
É importante perceber, então, que a internet que nós conhecemos da nossa juventude, não é mais a mesma,
e dá esse espaço de ampla vulnerabilidade para as crianças adolescentes.
Eu acho muito importante esse gancho da doutora Daniela, porque nós somos de uma geração que começou a analógica.
As crianças adolescentes hoje já nasceram no universo virtual, e assim, como doutora Daniela, eu também tive acesso a jogos virtuais,
jogos online, videogames, etc., só que eu sou de uma geração anterior, onde a internet não tinha esse desenvolvimento todo e esse acesso tão fácil,
e mais importante é a velocidade que ela tem hoje, que possibilita uma comunicação em tempo real em qualquer lugar do mundo.
Eu também jogava o jogo online, joguei muito, eu já fui para eles como doutora Daniela, mas, por exemplo, eu me reuni com os meus amigos,
a gente se juntava piasada da rua toda, cada um botava o seu computador de baixo do braço, e fazia uma rede na casa de um.
4, 5 pias, passava o final de semana, mas a gente estava ali, e mais importante a gente estava com os pais, juntos ali, a sua família se conheciam, se fiscalizavam, controlavam, agurizada.
Quando a gente se juntava para ir numa landhouse, para jogar um jogo online, com a gente que a gente não conhecia,
ainda assim era um ambiente físico, que tinha um CNPJ, que tinha uma pessoa responsável, que tinha alguém que controlava o acesso de quem estava naquele ambiente.
E isso trazia uma camada de segurança maior, uma camada física de segurança, que hoje não tem um mais.
Hoje, como a doutora Daniela falou, qualquer pessoa, em jogo online, pode se passar por uma criança por um adolescente, com os Deepfakes de inteligência artificial,
pode, inclusive, mandar vídeos mostrando que é um adolescente, quando, na verdade, a gente está diante de um criminoso que está entando o inicial, uma criança adolescente,
para tornar a vítima de algum tipo de abordagem elícita.
Nesse contexto, o Ministério Público está lançando um programa que é o acesso seguro, mas antes de te perguntar isso, doutora Daniela,
eu fiquei com uma curiosidade aqui no sentido de perguntar para o Dr. DeChamps, porque eu se orta à frente de várias investigações.
As crianças adolescentes, eles conseguem perceber que ali por trás daquela tela tem um criminoso.
- É muito difícil. - Na sua experiência.
Nos casos que a gente atuou em apoio a diversas promotorias do Estado, que uns cyberga eco,
por ter essa especialização em atuação de crimes virtuais,
diferente dos grupos regionais do Gaeko, a gente atuou em âmbito estadual.
Então a gente presta apoio para todas as promotorias do Estado
e, inclusive, recentemente, temos intensificado um apoio também para a delegacia de polícia,
na área especializada de crimes virtuais,
inclusive de criança adolescente que foram vítimas de violência,
em citação à auto-mutilação, discurso de ódio ou maltratos animais.
Isso, infelizmente, tem tido um crescimento vertiginoso
nesses últimos meses. E a gente verifica que, na maioria dos casos,
as crianças nem têm o conhecimento, nem sabem, nem suspeitam,
de que estão falando que com uma pessoa que não é da mesma faixa etária dela.
Nós tivemos um caso recentemente de duas meninas na faixa de 13, 14 anos,
que foram abordadas por um homem, já na faixa dos 30, 40 anos,
que se fazia passar por um adolescente de 14 e 15,
usando técnicas de gênero social, de abordagem, de contato,
que conseguiu fazer com que aquelas meninas,
por meio, inicialmente, de uma rede social de ângulo, conhecimento,
de fácil acesso, de divulgação,
viesse para um outro aplicativo aonde ele anunciou que eles iriam poder falar
com maior privacidade e conseguiu obter fotos íntimas dessas adolescentes,
fazendo-se passar por um adolescente que estaria interessado
em algum tipo de engajamento romântico com essas meninas.
Isso só mostra a importância do projeto.
Então, se a doutora pudesse nos explicar o que significa,
como é que ele vai funcionar esse programa que não é projeto?
O programa não acessa o seguro.
A partir disso, a partir dessa constatação dos riscos que a internet estava
expondo, as crianças é dois centes e que nós adultos ainda não temos essa consciência
do qual um exposto, nós estamos deixando nossos vídeos,
quando damos um celular para ele sem qualquer supervisão, sem qualquer instrução prévia.
Nós, ali do CIG, aqui do Ministério Público,
então, analisamos que é necessário tomar uma iniciativa agir
para recuperar esse controle da infância segura.
E aí, nós começamos a estudar sobre o tema
e verificamos muitos outros perigos,
além das que nós tratamos aqui hoje dos criminosos,
porque, como bem trouxe o Dr. Jogo,
é possível que haja um contato pro criminosos,
mas é possível também que essas crianças é dois centes ao entrar em grupos,
em panelas do Discord, como dizem, podem ser colocadas em condutas de alto risco.
Elas se auto-desionarem, elas terem contato a situação de violência extrema,
a questões de racismo, de preconceito,
em que elas vão criando aí prejuízos a si mesmas.
Então, elas também estão expostas a isso,
e também nós verificamos dentro do CIG o prejuízo que as telas, em si,
causam ao desenvolvimento cognitivo, o neuropsychosocial das crianças é dois centes,
causando prejuízos significativos no desenvolvimento da fala,
no desenvolvimento da linguagem, a questão de vocabulario,
a atenção baixo de desempenho escolar,
não é a toa que tem países, China, Taiwan,
que já estão proibindo, por exemplo,
que crianças joguem, ou têm acesso às redes sociais a jogos durante o período da escola,
durante os dias letivos,
porque vem que as telas estão causando um baixo desempenho escolar.
Então, a gente reuniu toda esse ar-capulso de estudos
e transformou isso em um programa voltado tanto pra as promotorias de justiça,
como também, pro público externo, pra dar essa conscientização.
Junta as promotorias, nós estamos mobilizando os colegas,
e os colegas já estão mobilizados, o que isso é bem legal, eles estão aderindo com força,
no sentido deles darem palestras a pais, a educadores, a rede de proteção,
as escolas, cada palestra voltada para um público diferente,
pra gente chegar até esse público do norte-açul, do Leste oueste de Santa Catarina,
os promotores chegarem e trazerem essa conscientização.
E nós também estamos fazendo campanhas pro público externo,
né, com pilulas de conhecimento, então, pra as redes sociais,
pra quem acompanha as redes sociais do Ministério Público T,
esse conhecimento de todas essas informações que nós andaríamos,
e entender esses ciscos pra, então, aplicar em casa
e proteger melhor, super-visionar melhor que os filhos fazendante-casas.
Então, a gente vai trazer esses vídeos para as redes sociais do Ministério Público,
além de, também, ter desenvolvido uma cartilha tanto digital quanto física,
condensando todas essas informações,
dentre outros materiais que nós também estamos entregando.
Então, o programa é bem robusto, voltado pra isso,
pra prevenção, pra evitar que o Cyberguerque tenha que atuar
quando uma criança adolescente já tenha sido vítima.
A gente quer que essas crianças não sejam vítimas,
que os criminosos não consigam chegar,
porque tivemos tanto crianças e adolescentes dos perigos,
como pais e educadores, conscientes de que eles têm que super-visionar
o quê aquelas crianças adolescentes estão fazendo nas redes sociais.
Eu quero só aproveitar um gancho de loutura Daniela
pra aproveitar e mencionar também que também é uma experiência do Cyberguerque,
que, até por conta da situação especial de vulnerabilidade,
que nós temos das crianças adolescentes,
por conta de desenvolvimento, tudo mais,
muita questão de assistação de aceitação e de pertencimento,
que é muito forte na adolescência,
além dos casos das próprias crianças adolescentes,
ser em vítimas, como eu mencionei, do caso dessas duas meninas,
que foram aliciadas pra compartilhar fotos íntimas.
Nós temos muitos casos, principalmente nessa questão de panelas,
o Discord, que foram mencionadas pela doutora Daniela,
de criança adolescentes que acabam sendo coptados por esses grupos,
pra reforçar as fileras desse discurso de ódio, de material extremista,
de ameaça de ataques colar.
Então, tudo isso tem sido repercutido,
e é uma influência negativa desses criminosos,
junto com a criança adolescentes,
em ambientes virtuales.
Eu, como mãe, de uma criança de nove anos,
fiquei assim, bem animada em saber esse projeto,
pessoalmente, trazendo minha experiência agora aqui,
porque realmente vou beber dessa água muito.
Assim, como mãe aqui, doutor também,
nós estava começando antes, como pai,
nós conhecemos muito bem os amiguinhos,
nós conhecemos os professores,
a gente conhece essa rede física,
mas inadigital, né?
Então, qual o risco desse distanciamento dos pais de estar vendo aqui,
no celular, onde os filhos estão habitando?
No excelente pergunta, Clarece, aí eu acho muito importante,
a gente primeiro fazer uma diferenciação,
de exercer o nosso papel de pai,
de acompanhar, educar e orientar as crianças,
pra elas desbravar em um mundo virtual.
Como a gente faz, para que elas desbravem o mundo físico,
e, pela minha experiência, sou pai de uma menina de dez anos.
Então, a gente vai ter essa questão de aliciano
e algo que, praticamente, me apavora,
mas a gente fica, e aí, como pai,
o tempo todo em uma corda da bamba.
Até que ponto, eu limite o acesso do meu filho,
as telas, pra desenvolvimento, neuropsychológico,
toda a situação,
e o quanto, mas isso pode, no futuro, afetar,
o pertencimento dele, o acesso dele, o letramento digital,
todas as ferramentas, porque nós hoje, como adultos,
a gente está resolve tudo no celular.
A gente está trabalhando o tempo todo em tela,
que, em mundo que as nossas crianças,
daqui 5, 10, 15 anos,
vão ter que a gente consiga blindar esse acesso virtual.
Então, na minha, ou minha odivisa,
até como pai, não se trata tanto de uma questão de proibir,
de vetar, de bloquear,
mas sim de acompanhar, orientar, e fiscalizar.
A principal questão, claro,
a questão das telas tem vários estudos
que tratam, nessa questão de desenvolvimento neuropsychológico,
existe, inclusive, um livro muito bom
do professor, eu estou aqui com a minha colinha
pra pegar a referência certinha,
Jonathan Hyde, a geração ansiosa, exatamente,
que é um livro, até razão,
principalmente recente, foi publicado, em 2024,
com dados bastante atuais,
e é uma pesquisa esclarecedora,
mas que trata especificamente do prejuízo
que as telas trazem pro desenvolvimento
das crianças adolescentes,
mas, mais do que a questão das telas,
e isso já entra mais na minha experiência
profissional no cybergeco,
hoje, o maior risco que nós temos
para as nossas crianças adolescentes,
nem tanto o acesso digital, o contato com tela,
com televisão, com o celular,
mas sim aporta que isso abre
e o contato que eles vão ter do outro lado dessa tela.
Então é muito mais a questão do compartilhamento
do que o equipamento eletrônico pra mim é te dito.
E nesse sentido, a doutora Daniela falou do Discord,
e eu queria perguntar para os dois,
mas especialmente para o doutor deixamos
que está ali na linha de frente com várias operações.
O Discord é o nosso principal problema?
Não.
Londe disso, Silvia, inclusive,
também vale mais um disclaimer, vamos dizer assim,
que na experiência do cybergeco,
nós temos um contato muito facilitado,
muito próximo e muito direto com praticamente todas as plataformas digitais disponíveis.
Nós temos contatos de típicos de forças de segurança e mantenedoras da lei,
com praticamente todas as plataformas, com a meta, com o Discord, com o Instagram, WhatsApp e praticamente
todas elas nós temos uma plataforma direta para tratar e elas tendem a ser extremamente solida
com licitas conosco. Vou dar um exemplo recente, inclusive com relação ao Discord. Nós estávamos
como investigação em andamento, um policial estava participando de uma dessas panelas que são os
grupos aonde essas pessoas propagam esses discursos de ódio, esses discursos extremistas como
ele chão e um policial estava dentro dessas panelas. Ele acessou um convite público, não
se tratava de mim filtração autorizada por lei, ele estava lá participando daquele grupo e ele viu
que foi divulgado uma página com dados pessoais de diversas autoridades do país inteiro. Quando ele teve
acesso a esse conteúdo que foi compartilhado, na hora, isso inclusive foi durante um final de semana,
ele acionou o contato dele dentro da plataforma do Discord, denunciou o conteúdo em menos de 24 horas
esse conteúdo tinha sido derrubado. Então nós temos uma parceria e isso é importante frisar para evitar uma
demonização em devida, porque as plataformas na sua esmagadora, a maioria são parceiras e são
preocupadas com a utilização das plataformas com meio para a prática de crimes, porque convamos.
Elas são, no fim das contas, todas elas negócios, todas elas vivem de publicidade, todas elas
querem se ampliar e arrecadar dinheiro, essa partilhão entre elas são jogadas para esse canteio, como essa, um
outro criminoso, essa captação de recursos, ela fica prejudicada. Então o Discord principalmente já
teve um momento em que ele era muito opaco, em que a gente tinha muita dificuldade de obter informações,
mas a partir de um momento que a própria empresa percebeu esse gatilho e essa mudança, ela passou a
cooperar com as forças de segurança para evitar esse tipo de problemática. Então nós temos uma
parceria muito direta com essas empresas. O problema é que em muitas delas, elas acabam sendo
e aí entre especificamente o Discord, que a moderação ela é posterior, ela não tem um controle prévio do
que está sendo feito ali, e muitas vezes os próprios criminosos que aliciam essas crianças adolescentes
sabem que estão sendo monitorados e alvos de algum tipo de controle e utilizam comunicações
cifradas, utilizam desde recursos mais simples como troca de vogais, por números, comunicação por
meio de imagens, ao invés de comunicação por meio de textos, para aburlar essas ferramentas de
controle da plataforma e conseguir fazer o aliciamento. O que a gente verifica muito é que esses contatos,
como no exemplo que eu dei anteriormente, ele se inicia por meio dessas plataformas, é feito um
raporte, que é um estabelecimento de vínculo emocional com a criança e com a adolescente. E a
parte normalmente que aquela pessoa, que aquela criança daquela adolescente, já está investido naquela
com aquele criminoso, ele chama para um outro aplicativo que não é um desses que de conhecimento público,
de grande utilização, e ali sim com menos fiscalização, com o servidor localizado fora do país, ali
eles fazem esse tratamento diretamente da prática criminosa. Eu acho que também é importante
trazer um ponto que foi colocado pelo Dr. Diogo no sentido do Discord T, essa facilidade de
comunicação com a segurança, mas eu trago ponto de vista das crianças e adolescentes. E a gente,
quando estuda, a gente, o quanto dá de liberdade para uma criança adolescente, quando fazer essa
supervisão, eu trago o questionamento e vale a pena o risco, porque nós sabemos que o Discord
é um espaço que não tem essa moderação, que tem essas palavras, eu não digo só o Discord,
digo Telegram, por exemplo, inclusive WhatsApp, inclusive nós sabemos de criança adolescente que são
iniciadas no Instagram, pelo Roblox, por diversas plataformas. Nós adultos, nós temos já uma certa
capacidade de ter um discernimento. Aquela criança adolescente tem capacidade de ter o discernimento
de ver quando aquele grupo está sendo radicalizado, que nós, ali, como dito esse policial, começou a
literar, "Opa, ele viu que aquela panela, aquele grupo no Discord já não está vendo para um caminho certo,
será que essa criança adolescente tem esse discernimento?" Então acredito que não é tanto uma questão da
plataforma em si, porque a gente já viu aqui que é Roblox, Instagram ou WhatsApp, mas até que ponto
aquela criança, aquela adolescente tem a maturidade de detectar que um criminoso está entrando
em contato com ela, que ela está sendo exposta a um conteúdo violento, que é aquele palavriado que está
sendo utilizado naquele grupo. Não é bom, porque ela aprenda naquele momento de maturação cerebral dela,
então a gente não talvez demonizar uma outra plataforma, mas verificar a gente deixaria o nosso filho e entrar
num festival de rock com oito nove anos, por mais que tem um show da banda favorita dele lá no
do Coldplay, está tocando, mas você deixaria ele sozinho, provavelmente não, talvez com 15, 16, tu já
entenda que ele tem aquela maturidade. Então, é entender que é necessário ter uma certa gradação do que a gente pode ou não
com o CD de acesso aos nossos filhos, que pode ser supervisionado, até que ponto ele já tem conhecimento
suficiente e ao entender, ao menos ao meu entender, para crianças, não tem que ter acesso a discord, não
tem que ter acesso a redes sociais da forma que tem hoje sem supervisão. Depois quando tiver uma maturidade
suficiente, aí pode ser que tenha a maturidade para entender se aquele grupo é bom ou não para ela e para a vida
que ela quer ter. E para complementar, só fazer um parentes, o próprio discord, ele tem lives ao vivo, e que agora
acho que eles estão proibidos de fazer essas lives, porque tem os tais dos desafios lá dentro. Então, a gente tem que prestar
atenção nisso, e na mãe, que a gente ouvi no início aqui do nosso podcast, acho que a doutora acompanhou bem a
investigação desse caso específico, a menina, ela estava conversando com alguém no Instagram. E que lá se passou por uma outra
menina de 11 anos, e ali o que ela fez? Que, na verdade, era um homem, né, doutora. Acho que você poderia
contar essa história para nós, que é para alertar os pais, que é isso mesmo, tem que estar muito próximo do
serviço. Era uma menina que estava no Instagram, que tinha acesso a redes sociais, tinha 10, 11 anos, e não havia
a relação também. Hoje em dia, o éca digital já obriga essa vinculação de contas de redes sociais menores de 16 anos,
a responsáveis, inclusive esse próprio livro que o Dr. Diogo mencionou, Jonathan Wright e outros especialistas, eles já não
recomenda um redes sociais para menores de 16 anos, ou ainda menos menores de 14 anos pelos riscos que apresenta,
mas essa menina então estava no Instagram, um homem se passou por uma menina, e é bom dizer que nenhum criminoso vai chegar
ou eu sou um criminoso, eu quero te aliciar, eles vão tentar ganhar essa confiança, eles vão tentar ter algum contato, alguma troca de
informações fingir, que é uma menina, e a partir de então, ganhando essa confiança, esse homem começou a ter contatos com ela também,
e obteve então uma fotografia, até de uma forma assim, que adolescente, costumam quase esse compartilhar, achando que era uma outra menina,
"Ah, me compartilhe uma foto tua, do teu corpo, algo sem ter um conteúdo sexual ali sexualizado", ela encaminhou e a partir disso, então começaram
diversas chantagens, manipulações, aliciamentos para que essa menina praticasse outras condutas de alto risco e crimes, né, ele chegou a isto para a menina,
então isso é importante dizer que não é um caso, acho que o Dr. Jogos sabe, são muitos e muitos casos, não há um perfil de vítima, não há um perfil de
rede social, é importante que os pais fiquem atentos, que se deixam os filhos, estarem nas redes sociais sem supervisão, sem instrução prévia, eles estão expostos a riscos de serem
aliciados por criminosos, isso é bem importante que a gente diga, e esse homem, que aliciu essa menina, estuprou essa menina, ele está preso, né, Dr. Sim, foi preso em investigação, junto com o Saiber Gaiaco, dá para
construir o justiço, o Saiber Gaiaco, ele está preso, cinco muitos outros criminosos, que cometem esse tipo de crime, e eu quero aproveitar também o gancho para falar que nem só essa
questão de aliciamento, e de compartilhamento, de material de abundo sexual, infanto, juvenil, acaba acontecendo nesse tipo de contato com o criança
antes, nós tomamos conhecimento de uma situação, esse caso se eu não me engano não foi uma investigação do Saiber Gaiaco, mas foi compartilhada pelo Saiber Lab do Ministério da Justiça, que uma menina estava num jogo online, não tenho certeza de qual que era o jogo, mas durante o jogo ela foi contatada por alguém para trocar um item.
dentro do jogo. Ela queria vender um misquim de um jogo, a menina foi chamou o pai,
acho que era 10 reais, o item que o rapaz queria vender, a menina conversou com o pai,
o pai olhou "não, beleza, não me parece absurdo, passou o. pegou os dados para fazer
o Pix. Com base dos dados do Pix, o criminoso teve acesso ao CPF do pai, pesquisou em diversas
fontes, levantou um monte de dados online da família da menina e a partir disso começou a
perseguir a menina dentro do jogo e, depois, por meio de contato direto nas redes sociais da menina,
até para obter dinheiro, para não divulgar os dados dos pais, dizendo que a minha saqueia na casa
para fazer barbaridade contra a menina e contra a mãe, então não é só a questão de confiança em
desenvolvimento de vínculo e algum tipo de questão afetiva, mas também esse tipo de contato
que hoje em dia com adultos, com redes sociais e tudo mais, acaba sendo diário, mas, como
foi falado, criança, adolescente, não tem esse discernimento formado e tendem até servítimas
mais fáceis para esse tipo de abordagem. Nesse ponto eu concordo plenamente com a codadora
da menina e ela, e é uma questão que eu tenho muito clara enquanto o pai, redes social, principalmente,
na minha humilde opinião, não é lugar para criança menor de 12 anos, vai poder ter esse tipo de
acesso, quando tiver na adolescência para falar com seus amigos, e sempre com algum tipo de
supervisão, algum tipo de análise, não se trata de não garantir para criança que tenha privacidade,
não se trata de invadir a privacidade da queira adolescente, mas de poder ter acesso aquilo
para que ela vá tendo instrumentos para se posicionar nesse ambiente virtual, que ela tem
a ferramentas para identificar quem quer fazer algum tipo de mal contra esse adolescente,
e possa se evitar ser vítima de alguma coisa nesse sentido.
Vamos chamar a nossa naora? Pode apostar? Pode, a gente falou até aqui sobre os riscos, que podem
parecer extremos, só que na prática os primeiros sinais, eles costumam aparecer muito antes da
situação da violência viratona. Nós vamos ouvir novamente o relato da mãe que acompanhou a mudança
do comportamento da filha. Ela sempre foi muito inteligente e estudiosa, e do nada
começou a baixar muito a ponto de tirar as notas inferiores a três. Era uma coisa muito distinta,
sendo que ela sempre foi uma boa luna, 8, 9, 10, 8, 9, 10. Então ela sempre foi essa criança,
extremamente inteligente, e do nada assim, uma coisa assim, um trimestre tudo bem no outro, uma
baixa significativa, tava diferente, tava mais quieta, ela que nunca foi quieta, né. A gente percebeu
no relato dessa mãe que os simãs eles estão aí, eles aparecem. Mas antes a gente fala um pouquinho
mais dos simãs, eu queria falar um pouquinho sobre a questão da privacidade, porque antes da gente
fazer esse podcast, eu comecei longamente com a doutora Daniela, e chega a chamar e falar que tu
desce uma palestra e tu falasse sobre a importância dos pais, isso que nós já estamos falando aqui,
e alguém, um pai de seguinte, mas eu posso ter a senha do meu filho? Quanto um pouco para a gente
da importância dos pais estar em próximos, e ao mesmo tempo que não é a invasão de privacidade
ter a senha do seu filho? Não, não é a invasão de privacidade, é um dever legal, e eu dire mais,
é um dever moral dos pais, terem esse acesso ao que os filhos fazem nas redes sociais, isso não
significa invadir a privacidade, mas isso significa proteger. Claro que é a partir de um bom senso,
a partir de uma análise dos pais, é que não precisa um ler toda conversa, mas precisa saber
com quem que os filhos estão conversando, quem são os grupos? A gente não pergunta para os nossos filhos,
eles irem para sair de noite, com quem está indo, com quem está falando, eu vou na casa do Flanique,
ai que vai te levar até lá. A gente não tem essa preocupação na internet, é a mesma coisa, a gente tem
que saber para onde o nosso filho está indo, no sentido da internet, com quem ele está conversando,
o que ele está tendo acesso. A Constituição federal, as leis estabelecem esse dever de proteção até
o mínimo 18 anos os pais têm que ter esse acesso, então quando os pais ficam com esse receio de estar
invadindo a privacidade, é por outro VS, é pelo VS Protetivo, que eles precisam ter esse conhecimento de quais
são os aplicativos do celular, é também uma dica que eu acho que seria bem importante, tem um livro da pesquisadora
King, ela é uma psiquiatra de Harvard, e ela traz uma dica que eu acho muito bacana, de uma mudança de
mentalidade que a gente sempre fala o celular do filho, como se fosse um celular pertencê-se, aquela criança,
não pertencê-se a família ou aos pais, ela diz de mudar essa mentalidade e fazer como se fosse um
préstimo, digamos assim, do celular condicionado ao bom uso, então eu vou te dar esse celular pra te utilizar, mas se as regras que
nós estipularmos, que a gente estabelecer, não pode jogar tal jogo, não pode ter acesso a esse tipo de conteúdo,
tem que tirar o celular antes de dormir, não pode utilizar mais do que uma, duas horas por dia, se isso não foi
comprido para aquele adolescente, então o celular vai ter o celular de volta, não pertencê-se dele, e essa mudança de
mentalidade de que aquilo é dos pais, e que os pais podem ter acesso, pode facilitar que os adolescentes entendam melhor
quando o pai ou a mãe quer dar uma olhada, quando o pai ou a mãe tem a senha que é utilizar, porque não é o celular da
senha do adolescente, o celular do pai ou da mãe que ele está pegando para fazer a supervisão parental, então a gente tem
começar a construir essa noção de que aquele celular não pertencia aquele adolescente que ninguém mais pode ter acesso, pai e a mãe tem
sim o dever de proteção, e o dever de acessar e fazer essa supervisão do celular, e a importância disso é ta amanhã, porque eu acho que vamos voltar
para os estes sinais, porque a partir do momento que eu tenho esse acompanhamento, eu tenho esse discernimento, eu também consigo perceber com mais
facilidade os sinais que os filhos trazem para a gente, vamos ouvir a psicóloga, pode ser, te chama, por favor, psicóloga da
filha de Castro falou sobre isso, vamos ouvir, é possível identificar alguns sinais, claro que a gente precisa sempre
pensar que tudo depende muito do contexto, da idade, da criança ou do adolescente, e também da estrutura dessa família, do contexto em que vive essa família, a gente precisa
prestar atenção, então, em atrasos de linguagem e dificuldade para ler, escrever, dificuldade para ler, para identificar figuras também, que pode
sinalizar um problema de visão, estes aspectos mais relacionados ao desenvolvimento e ao excesso na infância, já na adolescência, e também numa infância já
meio do um pouco mais adiantado, é importante pensar em mudanças de comportamento, então aquela criança deixa de ser estrovertida ou deixa de rir, deixa
está rindo menos, está chorando mais, está mais isolada, está mais calada, gostava de preescola, agora não gosta mais, está inventando dor, doença para não ir para a aula, de uma forma que
ficha uma atenção, que não é costumida que ela quer ir na sua adolescente, está irritada, usando um linguajar que não era, não era um linguajar que elas avanças, as vezes
palavras, expressões, relativas a sexualidade, os xingamentos, enfim, um discurso de ódio, sinais que vão demonstrando uma mudança de comportamento que devem ser observados, outro comportamento é muito típico, o que a gente chama de secretismo, então o adulto, outra pessoa chega, na hora que ele está usando o celular, ele esconde a tela, ele bloqueia, ele disfarça, fico, você vê que a pessoa está desconfortada,
está atável, com a presença de outra pessoa enquanto ele está na tela, o uso das telas em casa, precisa ser observado, nem sempre, a criança, a adolescente estão no quarto, estão seguros, às vezes justamente lá que estão acontecendo os perigos.
E aqui, quando ela fala de mudança de comportamento de tela, não é só o celular, por exemplo, na televisão, eu já percebi em casa,
eu deixava a televisão durante a semana em alguns momentos para minha filha, e eu percebi que ela ficava irritado quando dizia, vamos fazer agora outra coisa, e aí eu cortei durante a semana inteira, os primeiros dias ela ficou mais reativa, mas depois, felizmente, não teve problema, mas eu fiquei muito feliz que eu consegui fazer esse corte, mas autora, em que momento que a gente precisa, então chegar nessa percepção de que tem alguma coisa acontecendo,
o que a gente precisa se preocupar, e o que a gente precisa fazer? Os pais, eles não devem esperar algum. acontecimento extremo, né, chegar a uma autointelação, chegar a um ferimento físico,
alguma tragédia para, né, agir e proteger os filhos.
Essa supervisão deve desde sempre, mas em casos que começam a ser um pouco mais graves,
é necessário ter algum sinais de alerta, para começar já a tomar algumas medidas um
pouco mais, mais, assim, drásticas para proteger a criança.
Como a Dafne mencionou o secretismo digital, ele é um sinal que eu acredito que os pais
têm que estar ligados, quando começa não queremos mostrar o que faz nas telas, quando
está ali no computador, o filho está jogando alguma coisa, ele fecha as abas rápido, porque
que não está querendo mostrar sem as muito complexas, é luta em da senha e está acesso
ao celular, quando o pai ou a mãe pede, para fazer alguma ligação, para dar uma mensagem
não quer dar o celular, isso pode ser um indicativo, infelizmente também, como eu disse anteriormente,
há um número cada vez mais elevado de autointelação, tanto em razões de questões
de diagnósticos, mesmo que nós sabemos que o acesso precoce as redes sociais e também
as telas, principalmente na primeira infância, ele leva o risco de ter diagnósticos de ansiedade,
de depressão e outros tipos de diagnóstico, meninas e meninos que foram vítimas de violência
sexual, tem uma pesquisa que traz, eles têm uma chance 5 vezes maior de se auto-mutilar
e de ter a edição suicida, então tudo isso, todos esses perigos levam isso e aí, se a criança
ali o adolescente está usando manga longa, casaco quando está quente, não quer mostrar
partes do corpo, não necessariamente nos braços, infelizmente a gente já viu pedidos para
corte nessas panelas que a gente chama de discordio desses grupos de ódio, é que para aquela
criança adolescente tem uma validação, ter um pertecimento, entrar naquele grupo, ele
precisa então provar que ele pode entrar naquele grupo e essa prova, esse auto-mutilando
isso, existe, isso acontece, então às vezes é a auto-mutilação na coxa, em outras partes
do corpo, é necessário ficar atento, quando fica usando só no celular, não quer usar em
outros momentos, quando tem mudanças bruscas de humor que não são aquelas naturais,
de adolescente, que a gente conhece, mas está constantemente mais depressive, não quer
sair do quarto, não tem mais interesse em fazer outras coisas, são sinais de alerta,
para os pais ficarem mais atentos e empreenderem uma supervisão parental ainda, mas mais forte
nesse sentido, a gente trazendo de novo para o mundo real, se você sabe que o teu filho
está indo na casa de criminosos, seu filho está dando ônibus indo para uma casa de um
traficante, não vai intervir, você não vai tirar o teu filho dando aquele ônibus,
é a mesma coisa nas redes sociais, você sabe que seu filho está tendo acesso a conteúdo
criminoso, está sendo adiciado, está se auto-mutilando, é necessário intervia, necessário
procurar apoio psicológico e acolher, porque essas crianças e essa adolescente, ele já
estão com muito medo, ele já estão pressionados, ele já estão empânico, então o que eles
menos precisam é de um palho de uma mãe, aquele agente de confiança criticando, dizendo
eu tinha visei, porque não fiz isso, acolha o filho, ele precisa se sentir seguro de que
ali ele tem um espaço em que ele pode contar o que aconteceu, nós quando caímos em golpe,
quando clicamos em um golpe isso, isso acontece diariamente, pode ser que aquela criança
decente também, tenha sido adiciada, um golpe, não entendeu o que estava acontecendo, a culpa
não é da vítima, e se ele se auto-mutilou, se ele se cortou ele precisa de acolhimento,
ele precisa de olho no olho, ele precisa entender que aquilo aconteceu e agora ele tem adulto
de confiança para o estado do lado dele, esse movimento, a aproxima a criança do decente
não afasta, se ele tem medo de que ele vai ser reprindido de uma forma severa, pode ser
que ele não conte para os pais e aquela violência continue, e também eu acho que é importante
para finalizar dizer denuncie, porque não vou denunciar, vou tirar o celular, vou tirar
o contato, esse criminoso vai estar adiciando outras crianças, essas panelas do Discord
vão estar fazendo novas vítimas, e é possível que no futuro, quando o filho retomar o celular,
ele volte a entrar em contato, então é necessário também fazer essa denúncia às autoridades,
depois de cuidar da saúde mental, depois de acolher o filho fazer essa denúncia para que
a gente possa responsabilizar, e retirar esse criminoso de circulação para proteger
ainda mais nossas crianças e adolescentes, no caso concreto, descobri, a doutora bem falou
que denuncia, como que faz, o pai que está em casa, a mãe que está em casa sabe, eu passei
por uma situação, para onde eu vou, uma primeira lentação é procurar ou delegacia
de polícia para registrar um bolet de ocorrência, ou diretamente a promotoria de justiça da
pessoa com marca para procurar um apoio junto ao Ministério Público, é muito importante
isso é uma denúncia que a gente sempre dá no CyberGaEco garantia a preservação dessas
provas virtuais, a gente vem em muitos casos que numa primeira reação até, como falou
a doutora Daniela, uma questão mais de raiva, de ímpeto, apagar a mensagem, bloquear contato,
evitar que tenha acesso a essa situação não faz, garanta que aquelas mensagens que estão
ali, possam ser extraídas, possam ser trazidas para a autoridade policial, pro Ministério Público,
porque isso vai ser essencial para que a investigação identifique quem é a pessoa por trás desse
contato que vitimou o seu filho, que vitimou aquela criança que é ele adolescente, e que
posteriormente essa pessoa, depois de indicar, possa ser responsabilizada.
-Doutora, vocês acham que tem um número subnutificado, de casos dessas violências, porque me remete
um pouco aqui, a violência de gênero, por exemplo as mulheres que têm vergonha de denunciar
por passar para essa situação. Os pais também não podem sentir, de repente, uma vergonha,
uma insegurança em denunciar, a gente tem muita subnutificação nesse sentido?
-Na minha opinião, com certeza, e mais do que até a questão da notificação dos pais,
de fato, uma barreira, de muitos pais que entendem que, como a autoridade dela falou,
"Tiro celular, bloqueio contato, está resolvido, não vai incomodar mais ninguém, mas é importante
terem a consciência de que o criminoso continua solto e continua predando outras crianças
e adolescentes, então é importante divulgar para evitar que ele possa fazer novas vítimas,
e, mais ainda, eu acho muito importante, e esse é um dos méritos desse programa, de falar
também com as crianças adolescentes, que as crianças adolescentes, ao serem abordadas,
mesmo nos casos que ele identifique, não, isso aqui tá uma conversa estranha, isso aqui
eu não vou da trela, fale para seu pai, fale para sua mãe, avise o seu adulto responsável,
para que ele possa acionar as autoridades, para que a gente possa apurar e responsabilizar
essa pessoa que tá praticando esse tipo de crime contra criança adolescentes e tirar essa pessoa
do convívio virtual de circulação.
No nesse caso, o papel do diálogo, ele é muito importante, ele é confiança, prevenção,
proteção das crianças, inclusive a Daphne, psicóloga, ela trouxe uma orientação sobre isso,
vamos escutá-la.
O diálogo sempre é uma ferramenta indispensável, para o acompanhamento e para a supervisão
do uso das telas, pelas crianças e adolescentes.
Esse diálogo, ele engloba muitas coisas, muitas expectas.
Primeiro, essa relação aberta, manter um canal de comunicação aberto entre pais e filhos,
essencial desde o início da educação, nunca é tarde, claro, para a gente abrir esse canal,
mas é importante que, desde o início, exista uma relação de confiança.
Aquela criança precisa entender que o adulto é um adulto de referência, o adulto
em no qual ele pode confiar.
Então, desde o início, é importante que os pais coloquem pros filhos, expliquem pros filhos,
respeitando, claro, cada etapa, cada idade, com o linguajar apropriado, quais são os riscos
daquilo que eles estão fazendo e que eles precisam contar para os seus pais, que seus pais vão
ajudar a que qualquer problema que vai acontecer, eles vão resolver o problema juntos.
É muito importante que a criança é adolescente, se sintam acolhidos.
Essa questão do diálogo, acho que ela é muito importante, mas quem tem adolescente
em casa sabe que ele se fecha naturalmente, então é uma construção desde sempre.
Mas, enfim, não conseguimos ter esse diálogo desde de sempre, chegamos na adolescência,
doutora.
Não tem acesso a esse adolescente.
Quem é essa rede que poderia ajudar esse pai e essa mãe que quer acessar, tem toda
boa vontade, mas não consegue?
Começaria por onde?
Olha, começaria sempre mantendo esse canal, Alberto, a gente não quer ouvir, mas
às vezes é levado para a escola, no caminho para a escola, às vezes no momento de jantar,
sempre há um momento de diálogo, a gente sugera às vezes utilizar notícias, como
ganchos.
Olha, viu o que aconteceu lá, com aquele jogo, aquele menino, aquele adolescente, às vezes
os pais entenderem dos jogos que os adolescentes jogam, das redes sociais, tentam entender
Fiquei sem flici.
que você está vendo no YouTube, deixa eu ver contigo,
entender os interesses deles para tentar criar caminhos de diálogo.
E também, eu acho que é um ponto importante que criança e adolescente vê,
criança e adolescente faz.
O quanto os pais também estão se fechando, utilizando celulares,
não tendo esse contato, porque a criança vê o pai utilizando
celular na hora de jantar, na hora do almoço, na hora de levar para o colégio,
respondendo ali, sem procurar do celular, mas responde?
Ela entende que aquilo é natural, e ela também repete aquilo.
Então, de dar um exemplo de desconectar, também leva aquelas crianças e
adolescentes a entenderem que aquilo é o comum.
Se essas etapas não chegam a gente sempre recomenda um apoio psicológico,
um conhecimento, busca a litura de livros, litro de cartilha sobre o assunto,
e, se não tem aquela brecha, mas tem aquele tio, aquela tia que tem um contato,
que pode ser um adulto de confiança, um professor, algum outro adulto que consiga
ter essa brecha, conversar com ele.
E a gente pediu para ele, "Oh, ele sabe que você não consegue conversar com meu filho?"
"Certo, você não consegue ter esses excessos?"
"Es um primo mais velho, alguém que ele vê como um adulto de referência,
tudo isso são estratégias pra se aproximar do filho ou da filha,
e criar esse movimento."
A gente sabe que nós adultos recebemos os celulares, todas as tecnologias,
e não vieram com todas essas informações e pesquisas que nós temos hoje
sobre os riscos da internet, os perigos, que elas expõem os nossos filhos.
Mas, nunca é tarde para começar, o dever de proteção tá aí.
Então, também, às vezes, abri mostrar uma vulnerabilidade para os filhos, olha,
eu sei que tem riscos, mas eu estou aprendendo também a te proteger.
Mostrar, abrir esse canal, para mostrar para eles a preocupação que o pai e a mãe têm,
que quer proteger eles, mas que também não sabe, e pedir para aqueles filhos,
conta para mim, o que que tá acontecendo, eu tô preocupado.
Abri essa vulnerabilidade, eles podem, a partir disso, colher muitos frutos,
porque aquela criança que a gente vê que o pai e a mãe tão preocupados,
e que eles têm ali uma porta aberta para o diálogo.
Eu acho isso uma questão também muito importante, porque antigamente,
as próprias famílias eram maiores.
As vizinhos se conheciam, todo mundo interferia no cuidado da criança adolescente.
Todo mundo conhecia as crianças do bairro e tinha liberdade para auxiliar os pais
nesse processo de educação.
Hoje, até por conta da correria do dia a dia, da diminuição das distâncias,
a gente acaba se isolando, e o núcleo familiar, isso é cada vez menor.
Muitas vezes, é uma mãe solo, ou um casal cuidando de duas, três, quatro crianças,
sozinho, muitas vezes morando num condomínio com mais 50, 100, 150 famílias,
que não sabem nem quem tá morando lado, quem tá morando embaixo, quem sabe.
Então, isso, eu acho muito importante para conscientizar os pais
de que pedir ajuda não é vergonha.
E ter essa, um outro adulto de referência, um professor, um jovem que frequenta a igreja,
alguma coisa nesse sentido, e pedir para que ele tenha esse contato com o filho,
que o pai ou a mãe, às vezes, até para a figura de pai e mãe, não consegue ter,
e isso é uma coisa que eu percebo muito na minha dinâmica familiar.
Nós temos, eu e minha esposa, temos papéis muito definidos na educação da nossa filha,
tem coisas que ela fala com a minha esposa, que ela não fala comigo, e vice-versa.
E isso é natural, isso é normal.
Nós não temos que ser super o tempo todo e resolver todos os problemas o tempo todo.
Nós precisamos de ajuda.
Um adágio antigo em inglês dizia que, para cuidar uma criança, precisava da vida inteira.
E continua precisando, só que hoje a nossa noção de vila passou a ser o nosso apartamento,
o nosso núcleo familiar, três, quatro pessoas, e não pode ser assim,
porque a criança precisa ter várias vivências, várias experiências de contato com diferentes situações,
para poder crescer no ambiente seguro.
Antes de, a gente está chegando nos frias, a terminar.
A gente está terminando a coisa para a gente conversar, é, é, exatamente.
Eu achei que a gente não estava nem na metade ainda, não é?
Não, é lá, quase uma hora.
Você que fazia um partido de dois aqui, é lá.
Só queria fazer um parentes que essa fala de vocês para mim foi tão importante,
que, como o mãe de dois, muitas vezes sozinha, a escola, a direção da escola.
A diretora da escola sempre foi o meu porto seguro.
Muitas vezes eu falei com a diretora e pedi.
Pode conversar com ele, por favor, porque eu não tenho acesso.
E, dois dias depois, ela me liga e disse, eu ver, tá tudo tranquilo.
Ele só tá bem adolescente.
Com certeza, a escola é essencial.
A gente deixa só fazer mais uma pergunta que tinha aqui rapidinho.
É fácil.
A gente comentou no início, né, eu estou sobre como é que a gente vai tirar totalmente
e segregar a criança, do grupo que está usando o celular.
Então, tem um. nesse estudo, para o programa, essa seguro.
Tem uma orientação de como podemos dar um pouco, é, tem uma recomendação, assim.
Vai, Palatinamente, tem uma idade para começar.
Essa pergunta de um milhão de dólares, né.
Mas o que nós aprendemos e que nós vemos dos estudos e das pesquisas,
primeiro, internet não foi um lugar feito para crianças.
Red sociais não há um lugar feito para as crianças.
Os pais precisam ter essa consciência.
E a partir dessa consciência, precisam ter. A consciência de que eles precisam derimitar os riscos, que eles querem expor os filhos deles.
E a partir dessa consciência de quais são os riscos que os filhos estão expostos,
também conhecer a maturação, a maturidade de cada um.
Nós chegamos e estabelecemos, olha, um critério de. A partir de 14 anos, dessa é o celular, a partir de 12 anos, dessa é o celular.
Para alguns adolescentes, pode ser ok, para outros, pode ser necessário que ele seja um pouco mais velho.
Então, conhecer qual o grau de responsabilidade que o filho tem a utilizar.
E eu acho que é interessante a gente pensar que a internet não precisa ser um portal aberto de uma vez só para tudo.
A internet tem muita coisa boa, mas tem muita coisa ruim.
No momento em que tu dá um celular sem nenhuma supervisão, sem nenhuma instrução prévia, tu tá dando acesso ao teu filho a essa parcela boa,
mas tu também tá dando acesso que ele tenha acesso a essa parcela ruim da internet.
Então, ter essa ciência de que é possível estabelecer limites, utilizar de aplicativos de supervisão parental,
é restringir acesso a determinados sites, a determinados programas, estabelecer limites de horário,
retirar celular do quarto, não deixar até celular enquanto vai para a cama, enquanto vai dormir, é o período crítico
em que os criminosos utilizam dessa vulnerabilidade e prejudicam o sono.
O sono é fundamental para o crescimento e para o desenvolvimento de uma criança.
Fazer esse gênero, então, do sono, uma, duas horas antes de dormir nada de telas.
Antes de prescola, também tem estudos que mostram que o estímulo muito rápido prejudica a compreensão
e a apreensão de conteúdos escolares, prejudica a memorização.
Então, os pais terem conhecimento disso, estabelecer em regras e fazerem acordos com os filhos.
Olha, no final de semana, tu vai ter um tempo a mais durante a semana, não.
Semana de provas é menos, outro momento é mais, tu ainda não vai ter acesso a rede social,
mas aquele jogo que tão os amigos jogam, aquele, tu pode jogar, mas somente na sala, onde os pais passam.
Fazer essa estabelecer esses níveis e elevando a medida que o adolescente, eu não digo criança,
porque eu entendo que criança não tem que ter acesso à internet e rede social,
mas que aquele adolescente vai mostrando responsabilidade para estar naquele jogo,
vai mostrando que ele tem capacidade de compreender os riscos e, de novo, manter um diálogo aberto
para sempre que aquela criança adolescente tiver alguma dúvida com ele e responder,
porque, de acordo com a idade, mas responder, porque se não responder, alguém vai responder.
Ele vai jogar no Google ou um criminoso vai responder, então, abrir esse diálogo é muito importante.
Antigamente, a gente aprendia na rua, hoje a gente aprendi no Google.
É.
E eu acho importante também acompanhar o que o material que o seu filho está consumindo na internet.
A gente vê, hoje, especialmente em ambientes públicos, shopping, restaurante e esse tipo de coisa,
crianças com o celular, com o tablet e um fone de ouvido.
A oportunidade que a criança está ali isolada naquele fone de ouvido, os pais não têm a menor ideia
de qual é o conteúdo que elas estão consumindo.
Sim, você vai ter que escutar a Baby Shark 1.347 vezes.
Essa coisa vai grudar na sua cabeça porque ela foi desenhada para isso.
Mas faz parte de ser pai no ambiente virtual.
E também essa questão de gradação, não necessariamente uma questão de proibir acesso.
Mas, por exemplo, uma das formas que a gente verifica no CyberGaEco.
Dia liciamento de crianças torrescentes para esses grupos extremistas de ódio,
é por meio de comentários em vídeos do YouTube.
Então, se a pessoa tem acesso a acessão do YouTube, vendo o vídeo, às vezes até para a própria idade.
Bloquei os comentários, não deixe o seu filho, o seu criança, o seu adolescente,
tem acesso ao que você vê.
As pessoas estão falando a respeito desse vídeo, o que ela está consumindo ali é aquele conteúdo.
Se eu está escutando, a criança do Centro pode estar ali no tablet, no celular, mas vai estar na sala com os pais do lado,
prestando atenção, vendo o que está sendo falado, e não vai ter acesso a um buraco de coelho,
onde ela vai perder completamente o controle daquilo que ela consegue filtrar.
E é importante só pegando ainda o gancho, porque esse assunto é importante, a gente sei que está no final,
mas é importante que saibam que nem todo o conteúdo que está digamos no YouTube é próprio para a Qualquer idade.
E que há conteúdos que são animes de japoneses, são desenhos que tu olha,
passa pelo teu filho e ele está olhando, mas ele está de fone de ouvido ou tu entra no quarto,
veja que ele está vendo um desenho e acha que está tudo bem, mas que contém uma violência explista muito grande.
Em desenhos e linguagem própria também muito grande, então isso de não ter o fone de ouvido,
de assistir na sala em um espaço que todos podem ter acesso, são dicas assim de ouro para proteger as nossas crianças e os nossos adolescentes.
A gente tem assunto para mais umas duas horas, mas eu queria que tu deixasse aqui doutora Daniela uma sugestão de livro
capaz e responsáveis, que eles possam compreender melhor esse tema.
Então tem um livro que já foi citado, pelo Dr. Diogo, o geração ansiosa é bem importante, o autor Jonathan Hyde.
Ele já escreveu outros livros também muito bons, a mente moralista e ele tem uma escrita muito boa de ler,
então é um livro que foi best seller internacional, então é um livro que eu recomendo.
E eu também gostei muito de ler o tecnologia na infância dessa Dr. Shemequen, porque ela traz essas dicas mais práticas.
Então são dois livros, tem também uma cartilha sobre games da Omoludens.
Eu tenho aqui o nome dela que ela fala é o que as famílias precisam saber sobre games.
Então é uma cartilha digital, não precisa comprar o livro, o joga ali ela dá várias dicas sobre esses livros
e também um livro que é de uma brasileira, a Dr. Alejandra Borelli, crianças e adolescentes no mundo digital,
também traz várias dicas práticas.
Legal e ainda nessa de dicas, vou pedir produtor Diogo que uma série, um documentário, um filme
que ajuda a refletir sobre os desafios da infância e adolescência nesse ambiente digital.
Bom, uma série que trata dessa questão, inclusive muito próximo do que a gente verifica nas investigações de crime virtual
e que é razoavelmente recente, deu burburinho, é a série adolescência da Netflix.
É uma série curtinha com quatro episódios que trata de um garoto de 13 anos que está sendo acusado de ter assassinado uma colega de classe.
Ela trata do impacto desse que esse caso teve com a família e também na própria comunidade que esse garoto vivia,
abordando temas como bullying, pertencimento e essas subculturas de misoginia.
E ela é uma série já um pouco mais pesada, ela precisa ter um pouco mais de estômago pra assistir.
Embora não tenha imagens de violência explícita direta.
Um filme que eu recomendo já é um pouco mais antigo, ele é de 2011, é o filme Confiar.
Ele é um filme que foi dirigido pelo David Schwimmer, que pessoal mais antigos, milênios, como eu vai conhecer como um loss de Friends
e que trata de uma menino madolescente de 14 anos que ela inicia um relacionamento virtual com um garoto de 16
e que posteriormente como a gente já falou que ao longo do podcast se verificou que era um homem muito mais velho
e ela acaba sendo submetida a uma situação traumática e também uma recomendação aí que trata dessa questão.
E focando mais nas crianças até pra direcionar, bru pra dar instrumentos pra nossas crianças,
se proteger em ambiente virtual. E pra possibilitar que os pais estreitem laços e assistam com seus filhos,
eu recomendo a série Detetive Labrador, são episódios bem curtinhos que tratam ter uma série infantil educativa,
tá disponível na Netflix e no YouTube, com várias temporadas e que têm foco em segurança, resolução de problemas de boas práticas pra crianças pequenas.
A partir dos três anos, recomendável pra dar algum grau de segurança pra nossas crianças nesse ambiente e no hospital que é a internet.
Doutores, chegamos ao final do nosso podcast, mas eu penso que quem chegou até aqui vai ter um vasto material pra refletir,
pra conversar com seus filhos, retomarem essa aproximação que adolescente não é a borrecente,
adolescente é só uma fase da vida. Então, agradeço muito, doutora, doutor, né, claro, vamos encerrar?
Vamos encerrar. Então, gente, chegamos ao final do nosso podcast, Momento MP, nos sigam nas redes sociais,
ou no nosso portal, e todo o material do programa, acessa o seguro, vai estar lá no mpsc.mp.br. Até a próxima.
[MÚSICA DE FUNDO]
Podcast Summary
Key Points:
Crianças e adolescentes são altamente vulneráveis ao contato com criminosos na internet, especialmente por meio de perfis falsos e jogos online.
A maturação cerebral das crianças não está desenvolvida, tornando-as incapazes de perceber riscos como abusos ou manipulação digital.
Plataformas como o Discord e redes sociais permitem que criminosos se passam por meninas ou meninos, criando vínculos emocionais antes de se passarem a abusos.
O Ministério Público de Santa Catarina criou o programa "Acesso Seguro" para prevenir violências digitais, com palestras, campanhas e cartilhas para pais e escolas.
Sinais de alerta incluem mudanças de comportamento, secretismo, isolamento, dificuldade escolar e expostos a conteúdos de ódio ou violência.
A supervisão parental é essencial, mas deve ser baseada em diálogo, confiança e limites, não em bloqueios excessivos ou invasão de privacidade.
A denúncia de casos de violência é crucial para que os criminosos sejam responsabilizados e as vítimas tenham acesso a apoio psicológico.
A internet não é um espaço seguro para crianças; o acesso deve ser graduado, com base na idade e no nível de maturidade dos adolescentes.
Summary:
A transcrição destaca os riscos que crianças e adolescentes enfrentam na internet, como abusos sexuais, manipulação e contato com criminosos por meio de perfis falsos. Apesar da internet ser um espaço de diversão e amizade, é vulnerável por falta de consciência e maturação cerebral nas crianças. O programa "Acesso Seguro" do Ministério Público de Santa Catarina busca prevenir esses crimes por meio de conscientização, palestras, campanhas e materiais educativos para pais e escolas.
Sinais precoces de alerta incluem mudanças de comportamento, isolamento, dificuldade escolar e uso de secretismo digital. A supervisão parental é fundamental, mas deve ser baseada em diálogo, confiança e limites, não em proibição total. Além disso, é crucial que as crianças sejam orientadas a denunciar qualquer comportamento suspeito, para que os criminosos sejam responsabilizados e as vítimas recebam apoio psicológico.
O texto enfatiza que a internet não é um ambiente seguro para menores, e que o acesso deve ser graduado, considerando a idade e a maturidade dos adolescentes. A prevenção começa com a informação e o envolvimento dos pais, que devem atuar como adultos de confiança e promover um ambiente seguro para o desenvolvimento das crianças.
FAQs
Crianças e adolescentes podem ser aliciadas por criminosos que se passam por pessoas de confiança, como amigos da mesma idade. Eles estão expostos a conteúdos de ódio, violência, manipulação emocional e compartilhamento de fotos íntimas, especialmente em jogos online e redes sociais.
Os pais devem manter um diálogo aberto, acompanhar o que seus filhos fazem nas redes sociais, estabelecer limites de uso de telas, evitar o acesso indevido a plataformas como o Discord, e garantir supervisão para identificar sinais de alerta de risco.
O CIGI (Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Santa Catarina) coordena ações de prevenção e combate a crimes cibernéticos, oferecendo apoio às promotorias e educando pais, educadores e escolas sobre os perigos do ambiente digital.
Sinais como mudanças de comportamento (mais calma, isolamento, irritabilidade), secretismo digital, dificuldade de concentração, alterações no humor e o desejo de manter o celular oculto indicam que o filho pode estar em risco.
Crianças têm desenvolvimento cerebral incompleto e não conseguem identificar riscos. O acesso precoce a redes sociais pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo, a linguagem e a atenção, além de expô-las a conteúdos prejudiciais.
Os pais devem denunciar imediatamente à polícia ou à promotoria de justiça, garantindo que as mensagens e provas sejam preservadas. É fundamental acolher o filho com empatia, buscar apoio psicológico e proteger a saúde emocional da criança.
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