A transcrição descreve a Índia sob o governo de Narendra Modi, destacando o caos do trânsito em Nova Délhi e a reverência às vacas sagradas, símbolo do hinduísmo majoritário. O partido BJP, de Modi, promove o nacionalismo hindu, o que intensifica a perseguição a minorias, especialmente muçulmanos. O relato central é o linchamento de Clac, um muçulmano acusado de matar uma vaca em 2015, morto por uma multidão enquanto a polícia e o governo de Modi demoraram a reagir. Nenhum dos acusados foi condenado, e alguns foram vistos em comícios do BJP. A jornalista Ana Luiz Albuquerque viaja pela Índia com a colega Anisha, entrevistando vítimas e vigilantes hindus. O governo é criticado por criar leis discriminatórias, silenciar a imprensa e a oposição, e permitir a violência impune. Modi, ex-vendedor de chá, é popular por sua imagem de líder incorruptível, mas seu governo é acusado de transformar a Índia em uma autocracia eleitoral, onde a liberdade de expressão e a segurança das minorias estão ameaçadas. O episódio conecta o autoritarismo de Modi a líderes globais como Trump e Orbán, mostrando como o nacionalismo religioso alimenta a divisão e a violência.
[Música] Eu nunca vi nada mais caótico que o trânsito de Nova D'Elli. [Música] E olha, que eu venho do Rio de Janeiro. [Música] As avenidas da capital Indiana são largos, mas ainda assim parece que nunca abre todo mundo. É que é muita gente mesmo. Ainda tem quase 1 bilhão em meio de habitantes. É o país mais populoso do mundo, segundo as projeções da ONU. Daí rola uma disputa constante. [Música] É carro, ônibus, motos, bicicletas e um monte de tuck-tuck. Aqueles tricículos motorizados muito comuns na Ásia. Nem o rádio consegue abafar se informar das bozinas do lado de fora. [Música] Essa aí é a Anísta Dota, uma jornalista indiana que costuma dar uns furos de reportagem que incomoda um governo. A gente se conheceu no maestrado e ela me ajudou a produzir as entrevistas preso episódios. A Anísta também ficou com a tarefa ingrata de dirigir o carro. Você vai ouvir falar dela de novo. [Música] Ao contrário da Anísta tem que enfique de boa na confusão do trânsito. [Música] As vacas. Elas estão em todo lugar. Parados na esquina, caminhando ao lado dos carros, através nas estradas, ninguém se atreve a mexer com elas. Os indúis, maioria religiosa que soma oitenta por cento da população indiana, consideram as vacas um animal sagrado. Elas representam a vida e abundância e, por isso, são protegidas e veneradas. Apesar da Inge em teoria, ser um estado secular, os indúis vem ganhando mais influência política desde 2014. Esse foi o ano em que o beijo atapê chegou a poder, liderado pelo primeiro ministro na Arendra Módia. O beijo atapê é o maior partido indiano, alinhado direito. Na Índia, a maior democracia do mundo, o primeiro ministro eleito é um esvendedor de chá. Na Arendra Módia, candidato da oposição, teve a maior vitória eleitoral que o país já viu nos últimos 30 anos. Esses peces de devoção as vacas que eu setei agora pouco, têm consequências práticas. Uma é só um banães, tipo a dificuldade de achar um borre adicar libovina na Índia. Outras são gravíssimas. Estremeixes em duestorturan, liñam e matam pessoas suspeitas já bater as vacas. Em geral, essas pessoas fazem parte da minoria monçumana do país, para quem as vacas não são sagradas. A ideologia central do beijo atapê é o nacionalismo indú. O governo do Módio é acusado de fechar os olhos para os crimes contos muçumanos, e de promoveleis que aprofumam a rejeição contra eles. O governo também é criticado por perseguir jornalistas, ativistas e opositores. Mais de 20 estudantes da Universidade de Nova Dela, foram detidos nesta sexta-feira pela Polícia Indiana, que também aprendeu computadores e proibiu reuniões de mais de quatro pessoas no campo. Os jovens desafiaram decisão das autoridades universitárias de proibir a divulgação de um documentário da BBC. O já acesso nas redes sociais também foi bloqueado pelo governo Indiana. Há 10 anos no poder, Módio agora tenta mais uma vez a reeleição. Entre abriu e maio desse ano, os Indiana vão decidir se assinam embaixo das políticas do governo. Eu sou Ana Luiz Albuquerque e esse é o segundo episódio do autoritário. Um podcast à folha que investiga líderes contemporâneos que ameaçam a democracia e as conexões entre eles. O projeto tem apoio do Pulitzer Center on Crisis Report. Era noite do dia 28 de setembro de 2015. Já morreu a uma de ser e fitava em casa. Na cidade de Dade, há uns 40 quilômetros de capital nova dele. Ele estava com febre e deitado na cama, até que recebeu uma ligação. Uma pessoa da vila me ligou, dizendo que meu irmão tinha se envolvido em uma abriga. Então, eu liguei pra casa dele, mas ninguém atendeu. Aí outro vizinho me ligou e diz que não tinha sido uma abriga. Ele falou que meu irmão tinha sido atacado. Daí ele disse, o "Aclac" morreu. Morreu uma da Clac, o irmão do Seif. Teja 50 anos e morava numa vila chamada Bixarra. Ela ficou uns 4 quilômetros da casa do Seif. Nessa vila, também morava um filho e amando a Clac. E bem perto da casa deles tinha um tempo em do. Por volta das 9 da noite daquele dia, o sacerdote desse templo pegou o microfone pra fazer um anuncio. Ele disse que tinha ficado sabendo que alguém tinha batido uma vaca. E que alguns pedaços do bicho estavam perto de um transformador elétrico da vila. As investigações da morte do Clac apontaram que o sacerdote foi pressionado por jovens da comunidade a fazer esse anuncio. Eles queriam incitar os vizinhos contra a família do Clac. E conseguiram. Os rumores se espalharam. Uma multidão se reuniu e as pessoas começaram a debater quem tinha sido responsável pela morte da vaca. Só tinha uma família monçumana na vila. Então a resposta não demorou muito. Eles não perguntaram pra ninguém. Eles decidiram. Vamos pegar o Clac. As 10 e-mail, mais de 15 homens, foram até a casa dele. Eles carregavam pauses, padas e facas. Quando eles chegaram, o Clac estava dormindo. Ele estava deitado ao lado do filho, o Dynas, que na época tinha 22 anos. Os extremistas arrombaram a porta e destruíram tudo. Eles gritavam e acusavam a família do Clac de ter matado a vaca. Eles bateram na mãe dele de 75 anos e espancaram brutalmente o filho dele. Tanto que os homens acharam que o Dynas tinha morrido. Por isso ele foi deixado ali, cheirado no chão. E o que fizeram com o Clac foi ainda pior. Depois de bater no Clac, arrastaram ele como um animal. Arrastaram por todo caminho até o transformador. E depois espancaram ele com tijolos. Qualquer vara ou tijolo que eles tinham, eles usaram pra bater nele. Esse é o som de um vídeo que o Seif me mostrou. O Clac aparece desacordado, deitado de lado em um chão de terra batida. A cabeça dele está ensanguantada. Perto da perna tem um tijolo cinza com marca de sangue. Em volta do Clac, um grupo de homens fala em voz alta. Um deles diz, Indie. Faz um vídeo desse babaca. Depois do linchamento, alguém chamou a polícia. O Clac foi levado ao hospital, mas já não tinha que fazer. O filho dele, o Dynas, chegou a estar do crítico. Desde 2015 o Dynas passou por uma série de cirurgias e hoje ele tá bem. Além do Clac, ao menos 43 pessoas foram assassinadas entre 2015 e 2018, por supostamente terimatado uma vaca, de acordo com organização em Human Rights Watch. 36 delas eram muçulmanas. Outras 280 pessoas ficaram feridas em ataques com essa mesma motivação. 8 anos depois da morte do Clac, o processo judicial ainda tá em curso e ninguém foi condenado. 18 acusados do crime chegaram a ser presos. Mas 2 anos depois da assassinato, todos já tinham pagado fiança e estavam em liberdade. A imprensa indiana, noticê-lo que um deles, é filho de um homem que trabalhava por partido do Narendra Môde, o BJP. Inclusive, ele e outros acusados do caso foram vistos sentados na primeira filera de um comício do BJP, em 2019. O partido do Môde foi criticado pela reação ou pela falta dela diante do assassinato. Um parlamentar chegou a dizer que o caso foi um pequeno incidente. O próprio Môde demorou duas semanas para se manifestar. Ele disse apenas que os indústimos-mos humanos deveriam lutar contra a pobreza e não uns contra os outros. Depois, ele falou que o linchamento foi triste e indesejável. "Ai, se lê, me rebrou, eu me rebrou!" Mas não condenou os autores. "Me desvazzo, eu vou te falar, então!" "Nas, nem te quietaram!" Desde que os acusados foram soltos, o save vive com medo. Ele disse que os homens saíram da presão ainda mais violentos. Logo depois do assassinato, os parentes do acláctiva eram que deixavam a vila. Quatro gerações da família tinham vivido lá, mas não tinha mais como continuar. "Sou, clagnato, filho, colpantar, né, é um que. já ficou bem assim." "O que imaginei que algo assim pudesse acontecer?" "A confiança que a gente tinha por anos se destruiu de uma hora pra outra." "A gente era tão conectado que deixava nossos filhos na casa dos vizinhos." "E eles deixavam os filhos deles na nossa se tivessem que sair pra algum lugar." Isso foi algo que ouvi de outros homens humanos vítimas do extremismo em do. Eles dizem que não tinham problemas com os vizinhos.
que tudo mudou. Assim, meio que da noite para o dia. Eles não perceberam o recentemente se acumulando. Poco a pouco. O beijo Atape, barate a janata Parde, existe formamente como partido desde 1980. A ideologia fundamental dele é indútva, a crença na supremacinho do. Sabe o nacionalismo cristão que cresceu no Brasil, no governo Bolsonaro. Então, é mais ou menos por aí. Para quem segue indútva, o estado indiano deveria representar a nação indútva. Nada de estado laco. O beijo Atape é visto como o braço político da RSS, que é um outro movimento que defende indútva. A RSS é uma organização voluntária, foi criada em 1925 e é dominada por homens. Apontado como um grupo para militar por opositores, ele tem cerca de 5 milhões de integrantes. E desde jovem, o Mode é um deles. O passado do Mode é fundamental para entender por que ele verou uma figura tão popular. Ele nasceu em 1950, uma cidade zinha no norte do estado de Gujará. A família dele era o Mude. Quando jovem, o Mode era um chai Walla, o nome que se dá na Índia para os vendedores de chá. A família dele tinha uma pequena banca de chá na estação de trein da cidade. Esse é o seu apan da Asgupta, um importante integrante do Beijotape que foi parlamentar até 2022. Ele me disse que alguns aspectos fizeram com que o Mode se destacasse. O Mode era visto como uma pessoa incorruptível, não tinha nenhuma acusação contra ele. A integridade pessoal dele era inquestionável, número 1. Número 2, ele tinha essa coisa de ser uma pessoa sem família, tinha essa ideia de autorismo. Terceiro, em um país onde as castas importam, o fato de ele ser de uma casta relativamente baixa também teve um papel. Talvez você saiba que as castas são um sistema milenar de divisão social na Índia. Essa divisão é hierárquica e hereditária. Se você nasce uma família que faz parte de uma casta inferior, você nunca vai mudar de casta e pode sofrer preconceito por isso. O marketing político do Mode sob é aproveitar essas histórias sobre a origem dele. Por causa do passado, o Mode é diferente de adversários que vêm de uma longa de nascia de políticos. Por os apoiadores, ele é um self made man, ou seja, alguém que construiu sozinho tudo que tem. O sua pã diz que o Mode não tem família. Na verdade, ele até tem. Quando Mode era jovem, os pais dele obrigaram a se casar com uma menina da região. Era um casamento arranjado. Só que ele não tava fim e acabou abandonando a mulher. O Mode diz que nunca consumou o casamento. Inclusive, ele manteve a união em segredo até eleição de 2014. Mas o resumo da história é que ele não tem contato com a esposa, uma professora aposentada que vivem gujarar. O Mode também não tem filhos. Então, o Wallace ideia é que, como o primeiro ministro não tem ninguém para sustentar, ele não vai roubar para beneficiar a família. Para os apoiadores, a família do Mode é a Índia. E toda a vida dele gerenc torna de governo ao país. O mais importante é o fato de que ali estavam homens cheio de energia, cheio de ideias, que tinha experiência e que era claramente uma inspiração comparado com os adversários, que eram vistos como herdeiros do privilégio. Aquel homem empreendedor vindo de um passado mild, de uma classe social baixa, que foi subindo até o topo, certamente teve um papel importante nisso. Não tem dúvida. O Mode entrou no BJP em 1975 e alcançou postos altos no partido, inclusive como secretário-geral. No 2001, ele chegou pela primeira vez a um cargo público de grande importância ao sornago governador de Gujará, um dos Estados mais desenvolvidos da Índia e um gelinaceu. O Mode governou o Estado durante 13 anos, até ser eleito o primeiro ministro em 2014. O BJP foi bem sucedido em colar narrativa de que o Mode tinha levado o Estado de Gujará a outro patamar de desenvolvimento, que era alguém que botava as coisas para andar. Além disso, em 2014, a população estava muito insatisfeita com o partido que estava no poder, o Congresso Nacional de Andi. Principalmente por causa de denúncias de corrupção contra legenda de centro esquerda. Depois de 10 anos no poder, o Mode é hoje um dos líderes mais populares no mundo. A aprovação dele fica em torno de 70%. Ele não é mais só um político ou um líder. Ele se elevou para algo como um semideus, mas isso é baseado nas conquistas dele. Goste você ou não, é a realidade. [Música] Desde que o Mode virou o primeiro ministro, ainda vem caindo nos ínsis que merdem qualidades das democracias, como o Instituto Veden e da Fuirdam-Haus. Hoje o Veden considera o país uma autocracia eleitoral, ou seja, tem eleições, mas a liberdade de expressão e de associação tão sob ataque. O governo é causado de tentar silenciar a oposição, a imprensa e a exonges, e de criar o ambiente nocivas minorias, especialmente os muçumanos. [Música] A animosidade entre os muçumanos e os indúdios não é exatamente algo novo. Ela foi inclusive estimulada pela coroa britânica no período colonial, que terminou em 1947, na linha do dividir para conquistar. Mas o padrão, se a gente pegar um padrão histórico da Índia 3, de a chegada dos muçumanos da Índia, na verdade os primeiros muçumanos ainda chegaram quando o profeta estava vivo, que a primeira mês que está ainda no cujarate era o 7º. Então, o Islã ainda estou muito entendigado, assim, não é um grupo de vasores que chegou adunada. Essa é a antropóloga Mariana Fajad. Ela é professora na Universidade Federal de São Carlos, escreveu até ex-doutorado dela sobre a violência entre indúsemos humanos na Índia. Então a gente está falando de confritos entre indianos, não entre indianos e surejeres. Isso precisa ficar muito claro, porque não é o mesmo caso da Europa hoje com conflitos com Islã. Então a gente tem no curso da história, aí números casos de conflitos e números casos de cooperação. Organizações direitos humanos de venha alertando para uma piora na perseguição dos muçumanos desde que o mod virou o primeiro ministro. É como se essa perseguição não tivesse sido encantada pelo Estado. Alguns fatores contribuem para esse calderão. Primeiro, falas de integrantes do BJP, promovendo a divisão e insuflão dos indúse. Segundo, a falta de punição autôreos para os extremistas. O mod de não costuma condenar os crimes dos apoiadores dele. Além disso, foram criadas leis consideradas discriminatórias contra os muçumanos. Tanto no nível federal, quanto instados liderados pelo BJP? Eu acho que essa é a agenda política do BJP desde sua formação que da RSS desde antes dele. De alguma forma, esse projeto de maior impulsionismo de india para os indúse, de silenciamento e de apagamento das minorias o mod está trazendo isso para legalidade. Para o campo da jurisprudência, para o campo da lei, para o campo das instituições, e facilita a compremença dessa agenda absurdamente problemática. Depois de ouvir muito sobre todo essa história, eu queria ver de perto que está acontecendo na Índia. Então, lá fui eu, pegar um voo para o outro lado do mundo. Era julho de 2023. - Obrigado, senhor. - Muito obrigado. - Muito obrigado. - Muito obrigado, né? - Muito obrigado. - Você vai, senhor. - Muito obrigado. - Muito obrigado. Essa é a Ana Luiz. Eu estava no carro com a Anisha, a jornalista indiana que me acompanhou na viagem. Quando ela fez uma analogia que me ajudou a entender o cenário do país. O Brasil e a Índia podem ser muito diferentes, mas tem um filho que conecta os líderes autoritários do século 21. Ela virou e disse assim, sabe aquelas piadas preconceituosas que seu tio fazia na mesa do Jantai, deixava todo mundo constrangido? Então, com modes pessoas falam as mesmas coisas, só que agora em público, sem constragimento. Para além desse clima, os números mostram o aumento da violência contra as minorias. Uma organização indiana chamada Fact Checker registrou 254 crimes direcionados à minorias religiosas entre 2009 e 2018. 91 pessoas morreram e quase 600 ficaram feridas. Cerca de 90% desses ataques aconteceram depois de 2014, quando modes chegou a poder. Os muçulmanos foram a maioria das vítimas. O governo Módio, o Bejatar P, dizem que não contribuíram de forma alguma para perseguição religiosa. Esse é o sua pã das Gúpteis, o político do Bejatar P. Ele diz que os muçulmanos perderam influência política, mas que eles não são perseguidos. Dizem que os muçulmanos como indivíduos, como cidadão são discriminados, eu discordo disso. Segundo o sua pão, o Módio devolvê o orgulho aos em dois E essa confiança. pode resultar em um pouco de agressividade. Com certeza, as pessoas podem ser mais acertivas, em dizer, sim, eu sou um Indu, a Índia é um país de maioria Indu. A cultura da Índia é principalmente, não exclusivamente, Indu. E que seja, nós não estamos mais na defensiva. Ele não triu e desenvolveu aquele orgulho Indu que estava latente, esperando por uma voz por muito, muito tempo. Claro, tem um lado negativo. Tem casos em que as minorias se sentem um pouco ameaçadas, especialmente os bus humanos. Tem alguns grupos na Índia, chamados de vigilantes, que estimulam esse orgulhindo. Eles são formados em geral por homens, e o objetivo é garantir a preservação dos valores da religião. Como a proibição de matar as vacas? Eles atuam nas comunidades, denunciando supostos crimes à polícia, e às vezes resolvendo com as próprias mãos. Eu queria falar com algum vigilante para ver como isso funciona, entender por que eles fazem tudo isso em nome da religião. Então, eu e a Nisha, fomos por uma cidade chamada "Sarraram-Pur". Ela fica no estado de Utah para a 10, um berço conservador no país. Ela encontrou o capil "Moda". Ele faz parte da barangada, uma organização de jovens que promove nacionalismo em do. Ela é ligada a RSS, aquele grupo voluntário para militar que eu citei antes no episódio. A gente marcou a conversa em um restaurante no segundo andar de um centro comercial, em uma avenida que corta a cidade. O capil estava esperando na rua, acompanhado por um primo que tinha um risco vermelho no meio da sombrancelhas, uma marca que alguns induis usam. A gente subiu os quatro e uma levadora apertada. O capil foi gentil, mas o clima não estava meio tenso. O primo ficou de cara fechado, tempo todo e honestamente a gente não entendeu muito bem o que ele estava fazendo ali. A gente entrou no restaurante e sentou em uma das meses. O lugar tinha um estilo meio lanche onente americano, a mesa era cercada para um banco no formato de um "U". A Nisha sentou entre meio o capil para poder traduzir a conversa. Ela estava preocupada de fazer algumas perguntas que eu pedi. Mas no fim o capil respondeu a todas elas, começando pelo nome e idade. Ele tem 29 anos. "Meu nome é Kapil, eu estou em um momento de 29 anos." Aí eu perguntei para ele qual era o objetivo do grupo. "Bajaram da Laka, o que é o desce, que o desce que o responsa de que o que se vai ser. Uma era objetiva da baranghidal é salvar a cultura do país e fazer a juventude indú se sentir patriótica." O capil contou que entrou para o grupo há 10 anos, porque ele sentiu que a cultura indú estava sendo ameaçada. Daí eu pensei, como que uma maioria de 80% da população pode estar sob a ameaça. Mas o capil continuou falando e eu entendi o que ele pensa. É parecido que a gente houve de vários eleitores do ex-presidente Donald Trump nos Estados Unidos. "Ele ministro Victor Orbã, não gria." "Ele é que o boto por da sede entre Hindu e Dharamco." Existe uma grande conspiração para acabar com a religião indú. "Pro capil, o número de monsomanos está crescendo exponencialmente na Índia desde independência. E essas coisas continuarem assim, eles vão acabar substituindo os indústicos como maioria da população. Isso é pura propaganda das organizações nacionalistas. Não tem base na realidade. Isso é um medo comum e tem até nome. "The Great Replacement" ou "A Grande Substuição". Esse aí é o Tucker Carlson, ex- apresentador da Fox News nos Estados Unidos e apoiador do Trump e do Orbã. Nesse vídeo, em 2021, ele defende a falsa ideia de que o Partido Democrata tenta substituir os americanos por imigrantes para ganhar mais eleitores. Esse sentimento é usado com frequência por líderes autoritários populistas. Eles estimulam uma guerra imaginária entre fatias da população. Não nós contra eles que pode opor, por exemplo, quem nasceu no país e os imigrantes. Assim, eles ganham apoio para aprovar políticas públicas que estimulam a divisão. Os autoridades policiais chegaram a investigar se a teoria conspiratória da Grande Substuição inspirou atentados terroristas racistas. Como em mais de 2022, quando Peyton Dendron, de 18 anos, atirou e matou 10 pessoas negras em um supermercado em Buflo, em Nova York. Antes de o atentado, ele tinha publicado na internet um documento dizendo que pessoas não brancas iriam acabar substituindo os americanos brancos. O FBI está investigando esse caso como um crime de ódio e a polícia local disse que se tratou de um crime motivado por racismo. No caso da Índia, o inimigo é o muçulmano. Isso fica claro no discurso do capil. Existe um plano dos muçulmanos para fazer da Índia um país muçulmano até 2050. Para isso, eles agem de várias formas. Madeiras é a lov de rádio. Essa história de Love de Rádio é o seguinte, alguns indústicos aprovam relacionamento entre uma mulher indú in um homem muçulman. Para eles, os muçulmanos usam essas relações para convencer ou forçar as mulheres indústrias a se convertê ao Islamismo. O objetivo seria aumentar a população muçulmano na Índia. Os Estados tem até leis que criminalizam o átodes convertê outra pessoa por meio do casamento. E várias delas foram aprovadas depois da ascensão do BJP ou poder. Ainda prática o que acontece é que mesmunhões consensuais são punidas pela lei. E muitas vezes os homens, muçulmanos, acabam presos. Quando os vigilantes ficam sabendo de um casamento interrelijoso, alguns grupos acediam o casal e prestiam uma família da noiva prestar queixa. O capiu acredita que os muçulmanos usam até adereços indústrias para enganar as mulheres e assim convence-las a se casar com eles. "Eca é a gente, é pura. Hindo o lado que cobrou e preenjam o casal." Aí eles fazem a amizade com a menina. Então eles planejam casar com ela e ter 10 filhos. É assim que eles planejam aumentar a sua população. O grupo do capiu tem informantes em toda a região de Sararampu. Além de vigiar as supostas conversões forçadas e o abate das vacas, a organização para um avetreinamento de defesa pessoal. Nesses treinamentos até as crianças aprendem a lutar com espadas. Esse é um vídeo que o capiu mandou mostrar um destreinamento. Dois homens aparecem lutando com duas espadas e dois escudos de ferro. Ao redor, uns 15 homens observam a maioria sentados. O capiu de os fiquem importância dessas aulas desse jeito. "E se qualquer coisa acontece com os mus humanos até uma criança de cinco anos sabe como reagir atirando pedras. Os indústitos não sabem como fazer isso, porque estão muito ocupados com a própria vida. Então, se acontece alguma emergência com a gente, pelo menos a gente vai poder se proteger, proteger a própria família." Como o capiu acredita que os mus humanos ameaçam os indústicos, eu perguntei se ele acha que o governo do Módio está tentando resolver essa questão. Ele respondeu que sim, que antes do Módio chegar ao poder, os mus humanos provocaram muito do muto. E que como os políticos do Bajá-Petem sido duros com os crimes, agora os mus humanos pensam 100 vezes antes de arromar qualquer confusão. "Dos 19 foi um ano marcante para o governo Módio. O Bajá-P conseguiu ampla maioria nas urnas, garantindo a continuidade no poder e mais facilidade para provar pautas de interesse do partido. A partir daí, o governo lançou mão de uma série de medidas polêmicas que dispararam protestos pelo país. A primeira delas, em agosto, revogou autonomia da Kashmir. Uma região de maioria musulmana no Norte do país. A Índio Paquistão disputa um território desde independência da coroa britânica. "Amos governos têm acesso armas nucleares, o que deixa a comunidade internacional ainda mais preocupada." "A Kashmir é um dos lugares mais disputados do mundo. A primeira entre Índia, Paquistão e China. Cada um controla uma parte, mas a disputa maior sempre foi na Kashmir a Indiana, de maioria musulmana, a mesma religião paquistaneza. E a Índia é um país de maioria do." Até então, a Kashmir tinha um status especial, como liberdade para provar as próprias leis. Na semana ex-anitamente, o governo mandou milhares de tropas para a região e cortou acesso a internet e telefone. Na época, os moradores de Céro, BBC, que foram espancados e torturados, o que o exército negou. New York Times reportou que mais 2 mil pessoas foram presas, entre elas políticos, comerciantes e professores. Nas eleições daquele ano, o BJP prometeu implementar os poucos um registro nacional de cidadãos, o NRC, para identificar em grandes regulares. Todo mundo teria que apresentar uma série de documentos.
para comprovar a Quera Cidadão de Ano, e o governo decidiria se estava tudo ok ou não. Essa ideia ainda não foi pra frente, mas na estere dela, o Parlamento aprovou em dezembro de 2019 a Lei de Aoteração da Cidadania, a CAA. Com ela pela primeira vez, o governo usava a religião como critério para a obtenção de cidadania. Milhares de pessoas se reuniram em diferentes cidades na Índia, os protestos criticam uma lei que facilita a concessão de cidadania refugiados do Afeganistão, Bangladesh e Pakistan, com a condição de que não sejam musulmanos. A oposição apontou o caráter discriminator da medida, e disse que tanto ela quanto registro nacional, era uma maneira de pavementar a expulsão dos musulmanos do país. O BJP argumentou que o objetivo da Lei de Aoteeração da Cidadania era proteger emigrante sim risco nos países de origem, e que por isso não faria sentido como cedeis da danias musulmanos, que são maioria nos vizinhos afeganistão, Bangladesh e Pakistan. A aprovação gerou várias manifestações pelo país, e uma delas no dia 15 de dezembro de 2019 rolou uma das cenas mais chocantes daquele ano. No sudeste de ele, em uma universidade predominantemente musulmana, a Jomem-Amyia e Slâmia, estudantes foram brutalmente atacados pela polícia. Naquela noite, há poucos quilômetros do barro de Charrimbá, algumas mulheres decidiram se solidarizar com os alunos. Em protesto também contra a lei da cidadania, elas sentaram em meio uma grande avenida e bloquearam o trânsito. Pouco a pouco mais mulheres foram chegando, e elas decidiram ficar ali 24 horas por dia, sem previsão de sair. Esse protesto verão um símbolo nacional de resistência não violenta, e foi desmobilizado só em março do ano seguinte, semanas depois de um dos momentos mais sangrentos da história de dele. Era 24 de fevereiro de 2020, e o Morde recebeu um convidado ilústre na Índia. "Namasteirão, namasteirão, namasteirão, namasteirão, namasteirão, namasteirão." O governo armou um mega evento com então presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, num está de engugiará, está do que o Morde governou e no qual ele ainda é bem popular. Mas de 100 mil pessoas estavam lá. "Namasteir, namasteirão." Nesse evento, os dois trocaram uma série de elogios, mostrando pro mundo como eles são próximos. O Trump também disse que os dois países estavam começando a negocia grandes acordos comerciais. Enquanto o Morde do Trump fazia o show deles, o mundo estava se acabando a 900 km de ali. No nordeste dele, aconteceu o pior caso de violência entre em duas e uns humanos da última década. Tudo começou um dia antes da chegada do Trump. Foram quatro dias de espancamentos, torturas, esfaqueamentos, encingue os criminosos e destruição de casas. Estremeixes indústios eram até ácido para atacar um comerciante-moçumano, que perdeu a visão. 53 pessoas morreram sendo 40-moçumanos. Um repórter questionou o Trump sobre isso numa entrevista coletível. Ele respondeu que tinha conversado sobre religião com Morde. E que o Morde tinha sido incrível nessa conversa, defendendo que as pessoas tenham liberdade religiosas. "So we did talk about religious freedom, and I will say that the Prime Minister was incredible on what he told me." Organizmos internacionais imprensa o posição. Apontaram que falas integrantes do BJP foram um estoping para esse rompante de violência. Era época de eleição para asemblelas legislativas dele. Por meses, políticos do partido se aproveitaram dos protécias contra a lei da sadania para ensuflar os eleitores. Os manifestantes eram tratados como traidores ou antinacionais, como se fala por lá. No dia 23, fevereiro, um dia antes da chegada do Trump, manifestantes ocuparam outras duas avenidas da capital. Eles criam replica o proteste de mulheres que rolava via meses em Charrimbá. Foi quando um político do BJP fez um discurso dizendo que depois que o Trump fosse embora, a polícia teria que desmobilizar os dois novos protestos. E que se isso não acontecesse, eles teriam que resolver com as próprias mãos. Na mesma noite, apoiadores do BJP entraram em confrontos com os manifestantes. A violência escalou e se espalhou pela cidade. Um cenário de guerra. Essa é a sensação de quem caminha pelos bairros da região nordeste de Nova D'Elli, capital da Índia. A cidade ainda se recupera dos confrontos da semana passada que deixaram 49 mortos e quase 300 feridos. A situação ficou muito tensa nos getos do nordeste dele. Um D'Elli se chama Chivirá. Eu pedi pra Niche a me levar lá. Chivirá é um bairro bem pobre. As ruíçons estreitas de terrabatido. Os poches têm um monte de fios elétricos aparentes. As casas são simples, de tijolo ou avenaria, grudadinhas umas nas outras. Quando a gente andou por lá, tinha muito listos palhados e algumas válas, uns buracos com água suja acumulada. E tinha muita, muita mosca. Ela subiu um do chão a cada passo que a gente dava. A gente estava indo encontrar a Sabina Malik, uma musumana que topo com tal que ela viu em fevereiro de 2020. Só que as ruas eram todas muito parecidas. Então a gente andou uns 10 minutos até conseguir achar a casa dela. A sensação era de estar num labirinto. Eu fiquei pensando um do angústia que deve ter sido pra quem tentou escapar dele no meio da violência. Ainda mais à noite. Também me chamou a atenção em que algumas casas tinham umas banderinhas laranjas penduradas. Aquela altura já tinha entendido que o laranja é a cor do einduz. A Anisha disse que ele te pendou essas banderinhas pra deixar claro que induz vivem ali. Assim ele se protege em da violência contra os musumanos. Eu estava um pouco tensa enquanto procurava a casa, porque as pessoas ficavam olhando pra gente e cuchando. A Anisha me lembrou que nesse tipo de comunidade as notícias se espalham rápido. Em cinco minutos todo mundo sabia que a gente estava ali. Mas já tudo certo e a gente finalmente achou a casa da Sabina. A gente entrou, tirou o sapato e foi pra um quarto. Uma parede rosa, te um cartaz, sobre um grupo político jovem e musumano. Com fotos e nomes de vários pessoas. Uma delas era a própria Sabina. No quarto também estavam outras três mulheres, um homem e duas crianças. Todos os musumanos. Eles ficaram sabendo que a gente viria e decidiram ir pra lá também, com tais histórias deles. A gente sentou e eu pedi pra Sabina colocar o hijabe atrás dos hombros, pra que eu pudesse prender o microfone. Então ela começou a contar o que aconteceu naquela semana. A Sabina disse que em 22 fevereiros de 2020, pessoas de fora chegaram ao bairro. Era um esvigilante, querendo botar medo nos musumanos da lí. Eles começaram a arrastar as barras de ferro nas ruas e a bater nas portões das casas. A gente ficou com medo e trancou as portões por dentro. Mas não dormimos a noite toda. No dia seguinte, a Sabina começou a ouvir muito barulho. Mas ela ainda não tinha ideia do que estava por vir. Nós começamos a ouvir alguns sons, as pessoas gritando e ficamos com medo. Por que tinha tanto barulho? Nós subimos no telhado e vimos que tinha fogo e fumaça em todo lugar. O fogo estava longe. Não parecia que fosse chegar na nossa área, mas aí ele começou a se espalhar. A noite foi chegando e as pessoas foram ficando mais amedrontadas. No dia seguinte, a violência estourou. A Sabina diz que por volta da uma da tarde, os extremistas começaram a atacar. Eles usavam pedras, ássedo e armas. Ela diz que os musumanos então reagiram. A Sabina acredita que alguns vizinhos e indústis juntaram os vigilantes. Ela diz que eles usavam capacetes, mas que dava para reconhecê-los. No fim do dia, os vigilantes invadiram a casa Sabina. Ela diz que eles levaram um botijão de gás para explodir o lugar. A Sabina estava escommodida no telhado com a mãe e a filho. Ela diz que a explosão foi tão grande que a casa tere meu. Tudo por dentro ficou destruído. Os vigilantes colocaram fogo em várias outras casas. A Sabina diz que eles gritavam já este rump. Um grito de celebração indú que foi apropriado pelos extremistas. Por volta da minha noite, a Sabina é a família dela fugiram. Elas foram rejigatadas por forças do governo. E deixaram tudo para trás. Joias, dinheiro, até os sapatos. Não tiveram tempo nem te trancar o portão.
A sabina diz que quando ela finalmente saiu na rua, viu fogo em todo lugar. E como ela estava de calça, acabou pisando em caco de vidro. Quando ela me contou isso, eu imaginei um cenário apocalíptico. Eu lembro como as fulas ficaram totalmente desertas e silenciosas. E como logo antigir isso, havia muitos gritos, muitos berros e já tiram. Então você imagina aquele escuridão, aquela atmosfera nas ruas. Não haviamos humanos porque todos estavam dentro de casa, as pessoas tinham medo. Só deu sabe o que eles iam fazer com a gente. Porque em si dias a sabina ficou com parentes em Mosta Fabá, um geto vizinho de maioria monssumana. Quando ela voltou para casa, ela viu que que não tinha sido destruído e tinha sido roubado. Mas talvez essa não tenha sido a pior parte de voltar. A sabina conta que antes ela costumava conviver com os vizinhos. Mas que depois dos ataques, ela e família vivem com medo, tentando evitar qualquer confusão. Aí o que doce, teio, que é que é que é que é que o bateuípe, torar, pecar. A gente costumava passar tempo juntos. Era bem bom na verdade. Nosso irmão tinha um amigo que costumava ir a nossa casa nas festas monssumanas. Hoje, a gente dizou em um pro outro, mas não é como antes. Não tem respeito de antes. A gente nunca sabe que eles podem acabar fazendo. O nacionalismo em duro é a cara mais evidente do autoritarismo do mood. E a experiência em Diana é um estudo de caso para uma das principais táticas dos líderes autoritários, a exclusão ou perseguição das minorias. Muitas vezes, eles promovem ódio contra grupos minoritários para unir apoiadores em torno de um inimigo incomum e para tirar o foco de questões importantes. "E esses grandes líderes fazem uso, dessa culpabilização de certas minorias." Essa é a Mariana Fajade, antropóloga que falou no começo e episódio. "Visto que ainda está numa crise econômica, desde sempre, de falta de emprego, carência de diversas coisas, se você é vinaíngia. Eu vivo com uma situação, é bastante caótica, né, com a pandemia piorou." A economia do país sofreu um golpe forte com pandemia. De abril a junho de 2020, o PIB encolhou 24%. Depois da covid, a índice recuperou, mas não tem que lidar com um desemprego que está em torno de 7%. Essa taxa chega 42% entre os jovens com menos de 25 anos que têm ensinos superior. Embora a situação tenha melhorado muito nas últimas décadas, 16% da população indiana ainda vive na pobreza, segundo o índice de pobreza multidimensional da ONU, que mede padrão de vida, educação e saúde. Para comparar esse mês um percentual é de 4% no Brasil. "Então o monte chega com uma comissão avador de culpabilizar alguém pelo problema para a índice, então os humanos são os inimigos número 1." Pode seguir outras táticas da cartilheutoritária além do nacionalismo religioso. Desde que ele assumiu, especialmente a partir do segundo mandato, o Môgei entrou numa campanha para censurar a oposição, a imprensa, os ativistas, rubasicamente qualquer um que critique duramente o governo. Mas o Môgei, assim como outros líderes autoritários do século 21, está preocupado com a imagem global dele. Por isso ele após ter num verniz democrático, e é uma ferramenta importante para deter os críticos, o sistema legal. Alguns opositores foram presos depois de falar mal do Môgei, acusados de crime como defamação e conspiração criminal. Foi o caso do Pao Ankeira, porta a voz do maior partido de oposição, o Congresso Nacional endiano. Ele foi preso em fevereiros de 2023, depois de criticar o primeiro ministro. O Pao Ankeira viajava para a Convenção Nacional do Partido, mas a polícia tirou ele do voo ainda novo dele, além de a decolagem. Algumas horas depois, a suprâmica const permitiu que ele fosse liberado depois de pagar fiança. Eles tentaram me tirar do avião com uma justificativa muito frágil, mas não tenho medo. Se tivesse medo, a gente não estaria lutando. Temos cuidado, mas temos que dominar o nosso medo. Ele tem que ter medo, que ele tenha medo de ter medo. Ele foi condenado para uma corte local de Gujará, estado do Môgei, e perdeu um mandato que tinha o Parlamento. Eu perguntei para o Pao Anke a oposição, um ten sido perseguida. Ele ficou reticente nos apalabra, mas diz que existem tentativas de silenciamento. Ele recebi o que eles fizeram com Raul Ghand. Ele deixou de ser membro do Parlamento, ele foi retirado da Residencia Oficial. A lei foi aplicada de uma forma excepcionalmente rigorosa no caso dele. Nunca antes na história da Índia, se viu esse tipo de punição contra alguém. É difícil fazer oposição nesse país agora. Em agosto ano passado, a suprâmica Costa Índia suspendeu a condinação e devolvê o mandato do Raul. No governo Môgei também dispararam as acusações de sedição. A lei de sedição foi criada pela coroa britânica na época colonial para tentar barrar o movimento e dependência. Ela prevei punição para quem tenta estimular de espreso ou ódio pelo governo. Uma outra lei, contra atividades terroristas, também tem sido usada para perseguir opositores. Ela é de 1907 e uma imenda editada em 2019 deu poder ao governo para definir quem é terrorista. É super difícil ter o direito a fiancé se você é acusado de terrorismo, então as pessoas passam anos presas até serem julgadas. O governo Môgei tem usado outra taxa com mundos autoritários. Primeiro ministro Ungaro, Vitor Orbán, é fã dessa aqui. Quando o governo que é pressional ou suspender a atividade de uma onge, um site ou um jornal, ele alegre que esse grupo recebeu financiamento extranjero irregular, ou que tem um problema com pagamento dos impostos. Foi assim que o governo reagiu a um documentário da BBC que expôs críticas ao Môgei. Algumas semanas depois do lançamento, em janeiro de 2023, funcionários da receita fizeram uma busca nas redações da missora britânica. A autoridade e os fiscais indianas fizeram operações de busca e a preenção nos escritórios da BBC em nova deli e Mumbai nesta terça-feira. Algumas semanas depois da exibição de documentário critico ao papel do premiê na rendra Môgei nos distúrgos religiosos de 2002. Os jornalistas passaram por longos questionamentos e alguns tiveram que virar a noite na redação. Esse documentário traz evidências de que o Môdei fechou os olhos para um caso de violência contra os humanos que deixou mil mortos em 2002 e no Jará, né? Porque ele era governador. O filme acabou banido pelo governo no ano passado. O Môdei, o BJP, negam ter qualquer inspiração autoritário e costumam descualificar os resultados dos ínsis que medem a qualidade das democracias, como Veden e a Freedom House. Esse é o sua panda asgupta, o político do BJP que seuouviu antes. Ele está debuchando desses ínsis, dizendo que eles colocam no mesmo patamar a liberdade de expressão na Índia e no Afeganistão, o que não é verdade. Eu não preciso falar sobre isso, porque você consegue ver. A gente tem uma imprensa vibrante, eles vem tudo. O sua panda, a disposição ainda é competitiva na Índia. E repete que ninguém pode dizer que as eleições não são livres e durchas no país. Mas eleição não é sinônimo de democracia. É subjetivo falar em eleições livres e durchas quando o governo está frequentemente pressionando em preenças organizações civis e quando opositores são presos por fazer críticas. Com tudo isso, o rolão do que estava bem preocupado antes de ir para lá. Quando entrei, com pedido do visto, um conso da Índia de São Paulo me mandou um email com uma demanda inesperada. Ele queria que eu enviasse qualquer matéria que eu tivesse escrito sobre a Índia. Eu não tinha nenhuma. A Nisha tinha me avisado que na minha volta, os funcionários na migração podiam pedir para checar o que eu tinha gravado. Isso não aconteceu, mas eu fui questionada sobre a visita. O que eu tinha reportado, o seu tinha ficado só em dele. Essa acusação de autoritarismo não atrapalhar a popularidade do Mood. Um dia a gente estava no carro e a Nisha me contou-se para uma piada que circula por lá. "Só dessa joga, você não tem que ser da hipmodia, anúncios, tomorou." Ela disse assim, "Se a manhã um módio anunciar que só pessoas com uma perna podem viver na Índia, os apoiadores dele vão cortar fora perna direito." "This is the 80s, not even a joke." Isso me lembrou de uma fala de Trump 2016, um evento de campanha. "They say, "I have the most loyal people. Did you ever see that?" Ele disse que se atirassem alguém no meio da quinta-vinhida de Nova York, ele não perderia nenhum voto. "Where I could stand in the middle of fifth avenue and shoot somebody and I wouldn't lose any voters, ok?" "It's like an incredible. "
O TAP, como Mode consegue manter a popularidade tão alta há quase 10 anos. Primeiro, a liderança dele não é desafiada dentro do Bejota P, não tem ninguém desafiando ele. Segundo, ele é visto como homem altruísta, que tem essa característica de trabalhar de manhã até de noite, de um jeito meio fanático. Ele é conhecido por ter construído uma marca global. Essa questão da marca global é importante. Desde 2014, Mode já fez mais de 70 viais internacionais e olha que isso inclui anos de pandemia. O TAP foi a vez do presidente Bolsonaro receber o primeiro ministro indiano Narendra Mode no Palácio do Plano. O presidente do presidente Vladimir Putin tem preso do Prime Minister Narendra Mode e a turminha dos malvadores como era o Bolsonaro com Trump. O que ele encontra outros líderes progressistas é que ele faz a mesma coisa, então ele não é o que ele faz. E desde uma mulher rica com sacóloga de grif, até um homem se empregado deitado numa moto, a maioria disse que o Mode devolveu o orgulho pros indianos, que agora os outros países respeitam a Índia. O cara da moto disse que a Índia tinha que implorar pela atenção dos outros países, mas que agora o Mode tem os outros líderes aos pés dele. Essa afirmação é exagerada, mas o que importa para o Mode é que as pessoas acreditem isso e que ele consiga mexer com sentimentos tão profundos quanto orgulho de uma população inteira. A antropóloga Mariana Fajade acredita que o Mode está na vanguarda de outros líderes de direita, que antes do Trump do Bolsonaro ele já trabalhava como ideia nostal de recuperar o passado perdido. O Mode, na lança Métidos, o Make America Great, a Gain, já estava acontecendo na Índia muito tempo antes, tivemos fazer a Índia voltar a seu galá era. O que é a Índia voltar a seu galá era? Num tempo, em que os musulmanos não existiam e que a civilização em duro nem existe esse tempo histórico, são delídeos, assim, que ele faz. É importante o Mode nessa chave, é uma líder de streama direita secular, que não se define como tal. Com a aprovação do Mode na casa do 70%, a expectativa é que o posição tende dificuldades nas eleições desse ano. Quando eu fui para Índia, 26 partidos tinham acabado de decidir que colocarem as diferenças de lado e se uniriam uma grande qualidade contra o BJP. O grupo foi chamado de Indian National Development or Inclusive Alliance. Abreviado, as iniciais por uma palavra Índia. O Pao Ankeira, líder da oposição que seja ouvido nesse episódio, disse que a estratégia eleitoral vai ser retomada na ativa em focar em temas práticos, como emprego e a saúde. Eles tentam desviar a atenção do país para uma narrativa de divisão, de polarização. Isso não vai funcionar, porque o Mode já tentou estruqueantes. As pessoas já perceberam esses truques. A narrativa deveria estar nos problemas dos emprego, da economia, da segurança das mulheres, da saúde. Acho que essa é a nossa estratégia, trazer de volta narrativa para onde ela pertence. Essa é uma tática comum do oposição de onde um líder autoritário. Unir partidos da esquerda à direita. Impedi que o populista domínio debate com temas que só favorecem a ele. As vezes funciona. Deu certo aqui com o Luleen 2022. Mas tem vezes que a democracia já está muito envenenada. No próximo episódio, eu vou te contar as histórias de um líder que tem ensinado por aí uma fórmula para derrotar os progressistas. Se vencer os eleições, uma, duas, três, quatro vezes, ninguém consegue parar. Esse é o primeiro ministro da Hungry, ouvido do Urbano. E por que que eu falo dele? Porque a Hungry é um exemplo de sucesso. De muito sucesso. Eu sou Ana Luisa Obuquerque, responsável pela apresentação, roteiro, produção e reportagem do autoritário. A Inícia da Taca, colaborando na produção e reportagem desse episódio. A edição de som, as Rafael Conque, a coordenação da magia flores e do Daniel Castro. A produção no roteiro é do Victor Lacombi, e a supervisão dele é do Gustavo Simo. A identidade visual é da Catarina Pinhato. O episódio de audio é TV Cultura, a FP, Fox News, CNN Brasil, TV Globo, Wall, Module Story, ação Saide TV, Brasil de fato, The Indian Express, CNN, CBS News, India Today, TV Brasil e NDTV. Na dublagem, se houve as vozes do Cristiano Pombo, Fabio Zanini, Flábio Ferreira, Renata Galfe e Tomé Granini. Até semana que vem.
Podcast Summary
Key Points:
O trânsito caótico de Nova Délhi e a onipresença de vacas sagradas ilustram a cultura indiana, onde o hinduísmo majoritário influencia a política.
O governo de Narendra Modi e o partido BJP promovem o nacionalismo hindu, resultando em perseguição a minorias, especialmente muçulmanos, com linchamentos por suposta matança de vacas.
A democracia indiana enfrenta declínio, com liberdades restringidas, perseguição a jornalistas e opositores, e leis discriminatórias contra muçulmanos.
O linchamento de Clac, um muçulmano acusado de matar uma vaca, exemplifica a violência impune; os acusados foram soltos e ninguém foi condenado.
Modi, ex-vendedor de chá, é visto como um líder popular e "self-made man", mas seu governo é acusado de tolerar violência e silenciar a oposição.
Summary:
A transcrição descreve a Índia sob o governo de Narendra Modi, destacando o caos do trânsito em Nova Délhi e a reverência às vacas sagradas, símbolo do hinduísmo majoritário. O partido BJP, de Modi, promove o nacionalismo hindu, o que intensifica a perseguição a minorias, especialmente muçulmanos. O relato central é o linchamento de Clac, um muçulmano acusado de matar uma vaca em 2015, morto por uma multidão enquanto a polícia e o governo de Modi demoraram a reagir.
Nenhum dos acusados foi condenado, e alguns foram vistos em comícios do BJP. A jornalista Ana Luiz Albuquerque viaja pela Índia com a colega Anisha, entrevistando vítimas e vigilantes hindus. O governo é criticado por criar leis discriminatórias, silenciar a imprensa e a oposição, e permitir a violência impune.
Modi, ex-vendedor de chá, é popular por sua imagem de líder incorruptível, mas seu governo é acusado de transformar a Índia em uma autocracia eleitoral, onde a liberdade de expressão e a segurança das minorias estão ameaçadas. O episódio conecta o autoritarismo de Modi a líderes globais como Trump e Orbán, mostrando como o nacionalismo religioso alimenta a divisão e a violência.
FAQs
A ideologia central do BJP é o nacionalismo hindu, que defende a supremacia hindu e se opõe ao estado laico.
Os hindus, que são a maioria religiosa, consideram as vacas um animal sagrado, representando vida e abundância.
Pelo menos 43 pessoas foram assassinadas nesse período, sendo 36 delas muçulmanas, de acordo com a Human Rights Watch.
Aklak foi linchado por uma multidão após ser acusado de matar uma vaca, e seu filho foi gravemente ferido; ninguém foi condenado pelo crime.
Modi demorou duas semanas para se manifestar, chamando o incidente de 'triste e indesejável', mas não condenou os autores.
É uma teoria da conspiração falsa que alega que os muçulmanos estão substituindo os hindus como maioria na Índia, usada por grupos nacionalistas.
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