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MESACAST #1 - A indústria do tabaco do século 21: nova cara, velhos costumes

60m 22s

MESACAST #1 - A indústria do tabaco do século 21: nova cara, velhos costumes

Neste episódio da intertemporada do podcast *Ciência Suja*, o apresentador Tello Prest recebe três especialistas para discutir como a indústria do tabaco continua a interferir na ciência e nas políticas de saúde. Mariana Pinho (ACT Promoção da Saúde), Silvana Rubano (Fiocruz) e Estela Bialos (Universidade da Califórnia) explicam que o Índice da Interferência da Indústria do Tabaco de 2021 revela que o Brasil perdeu posições devido ao afrouxamento de medidas de proteção. Durante a pandemia, a indústria intensificou ações de responsabilidade social corporativa, como doações e montagem de hospitais, para ganhar legitimidade. Além disso, financiou candidatos políticos e tentou influenciar a reforma tributária para evitar aumentos de impostos. As pesquisadoras reforçam que o cigarro mata um a cada dois consumidores e que a indústria usa estratégias enganosas, como promover novos produtos enquanto depende da venda de cigarros tradicionais. O episódio destaca a importância de monitorar essas interferências, conforme o artigo 5.3 da Convenção-Quadro da OMS, que alerta para o conflito irreconciliável entre os interesses comerciais e a saúde pública.

Transcription

9430 Words, 53828 Characters

Portuguese
[Música] Oi, tudo bem? Aqui é a Taísma Narini, apresentadora do podcast Science Súgia. Se essa é sua primeira vez por aqui, só fica o recado que esse episódio faz parte da nossa intertemporada. Então, ele tem um modelo diferente de debate. Na nossa primeira temporada, você vai escutar episódios mais narrativos, meio como documentários em áudio mesmo, e sobre diferentes episódios em que a ciência foi mal usada ou deturpada. E como isso trouxe impactos negativos para a sociedade. Depois de ouvir aqui, vai no seu tocador para maratonar a nossa primeira temporada. Essa intertemporada tem um apoio da ACT, promoção da saúde. Uma onge que começou focando na luta contra o tabajismo, mas que ampliou a sua atuação para várias outras áreas. Enfim, tomará que você goste. [Música] Eu pessoal, tudo bom? Meu nome é Tello Prest, eu sou um jornalista com foco em saúde e ciência, e também sou um dos criadores do podcast Science Súgia, junto com a Tais Manarini, o Felipe Barbosa e o Pedro Belbo. E eu queria começar agradecendo de verdade você que eu vi os nossos episódios da primeira temporada e nos deu muitos feedbacks. Cada play, visualização e comentário nos ajuda demais a manter o projeto vivo. E até por causa dos pedidos de vocês, na verdade, a gente resolveu fazer uma coisa nova, que é uma intertemporada do nosso podcast, enquanto a gente está batalhando pela segunda temporada propriamente. A ideia com essa intertemporada é soltar um episódio por mês com grandes nomes para discutir temas ligados à ciência e a ciência Súgia que ainda é praticada por aí. É um formato diferente dos episódios da temporada mesmo. Aqui é conversa com gente muito boa e comprometida. E o que enche a gente de orgulho é ter com uma apoiador dessa intertemporada a ACT promoção da saúde. Quem quiser conhecer o trabalho desse pessoal é só visitar o site actbr.org.br ou buscar o perfil deles nas redes sociais. Tem muita coisa boa. E a gente aqui do ciência Súgia também vai soltar um monte de conteúdos exclusivos como parte dessa parceria, tanto no podcast como nas nossas redes sociais. Vai ter vídeo, vai ter trede, vai ter card, vai ter mais episódio. É só vocês ficarem de olho mesmo. Mas bom, e do que a gente vai falar hoje? Até por causa da temporada, a gente resolveu discutir que a indústria do tabaco tem feito atualmente pra continuar sabotando a ciência e as políticas públicas de saúde e pra empurrar os seus produtos, os novos, ou os velhos pra sociedade. A gente também vai discutir o que dá pra fazer pra combater isso. Eu já vou apresentar as convidadas que vão participar aqui do BAT-PAP. Mas a gente também vai recorrer bastante ao índice da interferência da indústria do tabaco de 2021. Esse é um trabalho gigante que envolveu 80 países pra ver o que a indústria do tabaco faz pra tentar se manter de pã cada um desses locais e quais as respostas do governo obviamente. Esse relatório tem inclusive uma versão brasileira que foi organizada e lançada recentemente pela ACT e que ela inclusive já tá no site da ACT pra quem se interessar. A gente vai deixar também nas nossas descrições aqui do episódio, o link pra vocês. E o Brasil, que chegou a ocupar quinta posição no ranking de menor interferência, agora tá em quadra gésimo terceiro. E a gente vai entender o porquê aqui disso, porque tem algumas questões pra além dessa posição propriamente. Mas bom, agora é hora de trazer as nossas convidadas pra mesa e são três especialistas de muito peso. Bom, eu vou começar aqui trazendo a Mariana Pinho, que é graduada em formagem coordenadora do projeto tabaco da ACT promoção dessa out. Mariana, conta pra gente quem é você e por que você não confia no que a indústria do tabaco tem falado hoje em dia. Oi, tem um prazer tá aqui, muito obrigada pelo convite. Acho que essa passaria vai ser ótima. Bom, eu sou enfermeira, né? Eu trabalho no controle do tabaco desde 2001. Então, eu já passei por órgãos do governo, depois acabei me migrando receitemente pra sociedade civil. E então, eu acompanho, praticamente 20 anos, a indústria do tabaco, e o avanço que o Brasil vem fazendo na implementação das políticas públicas. E agora, no papel da sociedade civil, pra contribuir e exigir que se avança ainda mais. E nesse contexto, a gente vê tentativas e mais tentativas das empresas de tabaco ou dos aliados das empresas de tabaco no sentido de impedir que esses avançam só aconteçam. Então, são ações de mídia, ações de junta-governo, estabelecimento de parcerias dovidosas. Então, não dá pra confiar, tem que monitorar, tem que ficar tento, tem que investigar pra descobrir o que que eles estavam armando e o que que eles vêm fazendo no sentido de menar, impedir, obstruir e questionar as políticas públicas. Então, sim, não dá pra confiar mesmo. Bom, gente, além da Mariana, a gente tá aqui também. Quando a doutora civil vana, Rubano Tursi, que é graduada em farmácia, é pesquisadora do centro de estudos sobre tabaco e saúde. Da escola nacional do sal de púrtica da Fiocruz, e também é responsável pelo observatório para o monitoramento das estratégias da indústria do tabaco. Que, aliás, eu também recomendo bastante vocês darem uma visitada aí no site. A civil vana, como a Mariana falou, é uma dessas que tá sempre monitorando a indústria do tabaco. Bom, no tracivana conta, então, pra gente quem é você, e porque você não confia no quem do santo tabaco, tem falado hoje em dia? Olá, até, Olá todos. Muito obrigado pelo convite. Fala em nome do grupo do setábia. É sempre um prazer tá aqui podendo colaborar com esse tipo de divulgação, porque realmente, do centro de tabaco, tem se mostrado cada dia mais atenta. A todos os passos que o grupo da saúde pública tentava. E tem feito de tudo para comprometer qualquer ação para o saúde pública. Mas respondendo à sua pergunta específica, gostaria de lembrar uma frase do Dr. Rosemberg, que foi um médico muito importante no controle do tabaco no Brasil, lá, começou nas décadas de 70. Ele diz de uma coisa muito interessante, que o cigarro é o único produto que é o seguir. As recomendações do fabricante mata. Não tem outro produto, porque você fala assim, "Ah, eu vou seguir exatamente o que é fazer o quê? Para fumar, então, é um produto que mata." Então, se você pensar que é um produto que mata um a cada dois consumidores, daí, a gente já tem uma série de regressões para fazer a partir disso. E isso você vai falar na questão do plantio do tabaco, que eu acho que é um tema bastante sensível que merece a nossa atenção, porque o plantio do tabaco ocupa a aferte, que é usada, porque poderia ser usada, na verdade, para a produção de alimentos, no mundo que falta tanto alimento. Eu acho que usar essa terra para plantar o tabaco não é uma coisa muito inteligente. E aí, a gente está falando da cadeia produtiva do tabaco, que também a indústria é um dos elos dessa cadeia, mas como o próprio nome diz, é uma cadeia. A prisiona não só os agricultores, que estão permanentemente vinculados à indústria, como o próprio consumidor que acaba ficando dependente da nicotinha. Então, eu acho que confiança não é um tempo deveria ser usado quando a gente se refoei. A indústria do tabaco, porque a única coisa que ela quer é manter o seu negócio. Perfeito. E importante dizer dois pontos rapidamente, um primeiro que são oito milhões de mortes anuais, segundo a organização mundial da saúde relacionada ao tabajismo, não é pouca coisa. E nessa linha dos documentos, que a professora Silvanas Gross, lá pela década de 90, muitos documentos secretos da indústria do tabaco foram revelados, trazendo, justamente, alguns dos estratégemas que eles viam colocando por debaixo do pano, e que a gente chegou a apresentar no nosso terceiro episódio da primeira temporada. E gente, isso é muito legal de poder também estar aqui com a nossa terceira convidada, porque ela está na universidade que recebeu esses documentos, que é a Universidade da California, São Francisco. E aqui eu estou me referindo também à professora Estela Bialos. Desculpa se eu estiver falando sobre uma merrada do professor. Ela também é graduada em Fermagem. É integrante do Center for Tobacco Control Research, né, de o queixo, justamente da Universidade da California, em São Francisco. E ela está aqui para ajudar a gente também a entender o que, que a indústria do tabaco tem feito e já fez. Então, o professor Estela conta para a gente quem é você, e porque você não confia no que a indústria do tabaco tem falado hoje em dia. Oi, Tchau. Oi, todo mundo. É um prazer estar aqui com vocês. Eu, como você disse, sou professor aqui na Universidade da California, de São Francisco, mas já trabalhei com minhas amigas aqui, minhas admiradas, colegas que eu admiro muito no Brasil. E vem trabalhando há quase 30 anos com essa justamente, tentando entender o que a indústria faz, o que a indústria não faz, o que a indústria diz, o que a indústria faz e as diferenças. Então, passando assim, tantas décadas, estudando a indústria, fica muito difícil confiar no que a indústria diz e no que a indústria faz, porque tanto pelos documentos, como pelas práticas, não dá muito pra confiar. A gente tem toda a partista histórica que você já comentou bastante, mas mesmo atualmente que a indústria está dizendo que quer reduzir danos, que quer que as pessoas parem de fumar, ora se quiser se equipar, se de fumar, pararia de vender esse garro. E a gente vai ler as declarações que eles fazem aos investidores, as reuniões anuais para os investidores, e fica muito claro que eles dependem. que lendo em da venda do cigarro, ultimamente o cigarro é o carro forte da indústria. Então, o resto é roupa nova, no chinelo velho, aquela coisa assim, o no adianta porque, se não vender cigarro, a indústria não vai ter os lucros, esses outros produtos, essas outras histórias. E aí a gente começa a ler as pesquisas que a indústria está fazendo sobre essas novidades e você começa a distilar um pouquinho mais o que eles estão dizendo, você começa a ver que tem muito buraco, né? E quando você vê esses buracos não dá pra confiar, porque ciência que não tem nada esconder é honesta, sincero, diz o que acha, diz o que não acha, diz que achou resultado, diz que não achou resultado e a gente não vê isso, né, indústria a gente só vê os resultados que facilitam o lucro. Perfeito. Bom, acho que foi bem interessante essa introdução que cada uma daqui a sua maneira trouxe boa parte do que a gente vai colocar ao longo aqui da nossa conversa. Mas então vamos lá, gente, vamos seguir aqui com a intertemporada do ciência suja, que é o podcast que mostra que em crimes contra ciência as vítimas somos todos nós. Maria, eu queria que você comece a se explicando pra gente, o que é o índice da interferência, da indústria do tabaco de 2021, né, que é esse documento que a gente chegou a falar antes e como ele é feito e mais do que isso, porque ele é tão importante nos dias de hoje, né, quando a gente às vezes acha que "ah não, a indústria do tabaco, agora já tá mais quietinha no soque", porque é importante a gente também ter esse índice principalmente nos dias de hoje. Bom, Péu, é importante a partir do princípio, sendo um fato super relevante pro controle do tabaco. Foi identificado que a interferência da indústria do tabaco é uma barreira crítica, é um ponto muito crítico pra se avançar no controle do tabaco, né, dentro dos países. Então, isso tá no relatório da organização mundial dessa saúde e que é com base nas informações que os estados partes, né, que os países oferecem anualmente pra organização mundial dessa saúde. E o índice, ele procura justamente identificar quais são os pontos, quais são onde que estão os principais nós da interferência da indústria. Então, ele começou por uma iniciativa da ciática, que é uma organização do Sudécia Atlético, então, por incentivo do grupo de investigar como os países do Sudécia Atlético estavam sofrendo com a interferência da indústria. Então, eles criaram um questionário. E esse questionário é com base num documento da Convenção quadro, que é a diretriz para implementação do artigo 5.3. Que tudo isso é? Então, o quadro é um tratado internacional, discutido dentro da organização mundial da saúde, pra enfrentar a epidermia do tabajismo. Um desses artigos, uma dessas medidas é o artigo 5.3, que estabelece que é importante os países protegeram as suas políticas contra a interferência da indústria, né, dos interesses comerciais e outros interesses. E daí desenvolveram recomendações para que os países avançarem nisso. Então, a ciática pegou, construiu um questionário e o indexe isso. É um questionário de 20 perguntas buscando através de sete indicadores, diferentes indicadores, identificar como que os países interferem nessas políticas. Então, eles avaliam a participação da indústria nos envolvimento da política, verificam se a indústria promove ações de responsabilidade social, se existe concessão de benefícios às indústrias em nível local, em nível federal, né, que tipo de interação e essas interações são desnecessárias entre governo e a indústria do tabaco, se existe transparente na relação entre a indústria do tabaco e a entidade do governo, né, e se eles prestam informações sobre investimentos e a sua produção, se existe conflito de interesse e se os países dispõem de medidas preventivas para evitar que esse tipo de interferência. Então, indexe isso é um questionário. Então, ela é valia de são pontuações de zero assim. Então, se tem uma interferência, ele recebe três pontos. Se a interferência foi mitigada ao longo do tempo, ela perra de ponto. Se ela foi a severada de alguma forma, ele recebe mais ponto tendo aí a pontuação máxima. Então, esse é o índice. O Brasil participou durante os três últimos anos e cada vez mais ele começou com 33 países. Aí, no passado, foi para 57 países e esse ano com 80 países. Então, cada vez mais ampliando e tendo um cenário melhor sobre como a indústria do tabaco vem atuando em esses países. Legal, mas isso é bem interessante. Tem muitos pontos ali, né, do relatório que poderia se destacar aqui. Mas quando você olhou, inclusive, participou ativamente da versão brasileira. Então, quando você olha esse material, o que que te chama mais atenção, você diz que o público olha que ele fala, "Gente, isso aqui é realmente muito impressionante". E depois de você, se a Estélica e a Dr. Silvane quiserem entrar no assunto? Bom, uma coisa me chama atenção. É que, assim, quanto mais avançada política está, maior é a reação da indústria. Eu acho que isso é um fato. Então, se a política vem avançando, é possível que ela sofre a fortemente interferência da indústria, justamente para embarreirá. Porque ela quer ampliar no mercado. O Brasil é um produtor de tabaco. Então, a indústria está aqui dentro. Ela está lá no sul, então ela atua fortemente no sul. A gente tem esse ano, então se eu fosse pensar em um destaque desse ano, que pegou só lembrando o relatório que foi divulgado, global, que está sendo divulgado. Agora, em novembro de 2021, ele tem informação de primeiro de janeiro de 2020 até 31 de março de 2021. Então, o que aconteceu nesse período de maior destaque? Foi um ano super atípico. A gente teve a pandemia. Então, assim, a gente teve uma quantidade enorme de ações de responsabilidade social vinculada à pandemia. Eduação de insumo, doação em recurso mesmo, montagem de hospital de campanha é um monte de coisa. Então, isso, acho que é um destaque para 2021, pensando que foi um ano de pandemia. Mas, para além disso, teo, eu acho que a gente identificou uma mobilização em torno da discussão da Reforma Tributária. O Brasil também, em 2020, discutiu a Reforma Tributária e daí vinculou dois assuntos que para a indústria é muito crítico. Assim, é um aumento de imposto e que, de acordo com que eles alegam, vai ter um impacto no comércio legal. Então, assim, a gente identificou esse movimento da indústria no índice desse ano. Acho que eu teria no destaque. Essas são três coisas, foram três destaque, mas eu acho que tem um pouco isso. Legal. E você, estela, você, quando pegou esse índice, mesmo quando se olha, você concorda aí com a mariana que esse exponto são realmente que te chamou atenção ou tem coisa mais aí que você também gostaria de destacar. É, primeiro que eu não vou se acordar da Mariana, que está sempre me ensinando coisas novas e coisas boas. Eu acho que ela destacou o ponto importante. Eu acho que a coisa interessante foi justamente essa queda na posiçãoamento do Brasil, que eu acho que indica assim, um afrochamento de medidas que já existiram e que agora não estão sendo fortalecidas ou estão sendo afrochadas. E é uma coisa muito triste porque cada porta que abre, cada espaço que abre, a indústria, entra e domina. Então eu acho assim que a gente sabe como fazer, eu acho que o índice mostra que tem países que estão fazendo um pouquinho melhor, ninguém está perfeito. Então tem assim, tem sempre essa esperança, que tem uma. Vamos ver que. Vamos correr para ficar melhor. E às vezes da impressão que a gente está numa corrida para piorar. Você vê assim o número de países onde a indústria continua tentando influenciar o processo, continua tentando influenciar o processo político, que é uma área que a Silvana tem também bastante experiência e vai imaginando depois discutir mais. Legal olhar a Silvana ser participou do nosso terceiro episódio, né, ali do nosso podcast. Sobre essa questão da indústria do tabaco, comamando negacionismo científico moderno. E lá teve uma coisa que você falou que acho que Femete também é o índice, né, que lá por volta de 2014 deu pra ver que a indústria do tabaco financiou diferentes candidatos a cargos públicos, né. Então você tinha uma tentativa, vamos dizer até o ostensiva de você poder interferir nesse no quadro político nacional, né. E eu queria ver com você por que essa interferência é tão danosa, né? Por que o lobby da Eduça do Tavaco deve ser especialmente rechassado nesse sentido? Eu acho que a gente pode começar falando do que evoca, né? Se artigo 5.3 da Comissão Quadro e na sua diretriz, ele diz que existe um conflito irreconciliável entre os interesses da战stavaco e a política de Sal de Puc. Então, partindo desse presuposto, a gente tem que compreender que nenhum organismo público, prefeituras, hospitais públicos, gestores, deveriam ter qualquer tipo de relação amistosa com a Eduça do Tavaco. Porque ela causa, né, como você bem falou, 8 milhões de mortos aí ao ano. E o que a gente observa, por exemplo, observou em 2014 nas eleições, é que existe um financiamento de campanhas feito pela Eduça do Tavaco e em 2014 nós achamos uma plataforma da justiça eleitoral onde era possível visualizar quantos ele, ele quantos ele doava, pra quem ele doava, pra cocargo. Os valores eram maiores ou menores, porque existe uma tabela também para governador X, para prefeito X menos 10, né, tem ali uma tabela já negociada de antimão. E infelizmente, essa plataforma não é mais porque hoje não é mais o sistema mudu, né? Então, a gente não tem mais essa informação que era muito lamentável mesmo. E aí, considerando que eles continuam a gente, é claro, porque quem que defende os interesses da indústria são principalmente os políticos, né, que estão ali no Congresso Nacional, né? Então, ela é lamentável isso, acho que é se, o que a gente vê realmente, um lobby muito forte da indústria e que, agora, eu acho que de um tempo pra cá, eu acho que eles estão mais agressivos ainda, ou pelo menos a gente tá captando mais isso. Talvez eles têm um cedo observatoria, eles também têm um pouco esse papel, porque ele acaba captando mais documentos, né? Tem gente voltada, focada, né? Isso acaba que a gente tem visto mais e tem realmente ficado impressionado, né? Impressionado, acho que só reforçando, né? O que eu mais me chamo atenção nesse índice, pois, exatamente as atividades, responsabilidades social corporativa, que a indústria atuou, assim, em várias áreas durante todo esse percoço aí da pandemia, né? Que ainda não acabou, mas que eles continuam que nasciando prefeituras, os portais, ambulances, essas coisas. E isso é muito interessante, porque isso é um ponto que às vezes quem não tá no dia a dia dessa discussão acaba ficando com aquela puga atrasa, né? Por que que então? Porque ainda o seu tabaco não pode fazer uma doação, gente? Ah, é uma doação. É uma coisa positiva. A estela tá tendendo risado aqui, o descanto falando, estela, conta porque responde pra gente, né? É essa questão. É, eu acho que o que a gente sabe historicamente, como você já mencionou, né? Existen esses documentos históricos que, Alias, eu quero avisar que esses documentos são de domínio público. Qualquer pessoa com acesso a internet pode fazer uma busca lá de tomar com o indústria e documento e botar o CSF, SF, e tô lá disponível, é qualquer um pode procurar. Então a gente sabe que essas doações primeiro são minúsculas comparado com tipo de lucro que a indústria tem e são minúsculas comparadas com tipo de danos que a indústria causa, né? Então é assim, é você colocar bandaid e a gente que levou tiro na barriga, não adianta nada. Então, como diz a CT, né? A campanha da CT, a conta não tá num fecha. Então esse tipo de doação é, na verdade, uma campanha de relações públicas, é uma campanha de marketing e você é uma coisa imediata ali, você tem fotografia, sai na página de jornal, sai comentário nas redes sociais, na mídia social. E a própria, como a Silvano já falou, comvenção quadro reconheça as medidas como medidas de marketing e não com medidas de ajuda a saúde pública ou de ajuda à população. Então eu acho que se for o caso de aceitar a doação da indústria, as maneiras de fazer isso, sem a interferência direta da indústria, aumento imposto, aumento imposto e dedica parte da recadação para esses fins da saúde, né? E aí, isso é uma coisa que a controlada, quem faz, quem cuida de saúde pública, é governo, não é indústria. Eu acho que você delegar atividades de saúde pública de governo para a indústria, não funciona. Primeiro porque vem quando a indústria quer, você depende dos umores e dos desejos e das necessidades de marketing em relação às públicas da indústria. Eu acho que o que a gente viu aí recentemente, e esses documentos mostram muito claramente, que as suas medidas são todas medidas que são medidas de marketing, são medidas de ela e que custam barato, é barato para a indústria fazer isso. Isso é ali dinheiro da gavetinha para café, não é nada assim que vai criar nenhum impacto, a nível grande de saúde pública. Mas cria como você falou e eu acho que como a gente viu aí no índice, tanto no Brasil, como no mundo todo, sobretudo em momentos de crise, né? Tem aquele imediatismo, o que eu fazer agora? Eu estou precisando de máscar agora, eu estou precisando de equipamentos de proteção agora, né? As pessoas que vão morrer daqui a 10 anos, daqui 5 anos, outro prefeito que se preocupa, outro governo que se preocupa. Então eu acho que cria essa situação difícil e a indústria tem vantagem, porque conforme a gente vai avançando, em criar essa barreira entre o governo e interferência da indústria, esse tipo de doação, esse tipo de abordagem, cria uma reproximação, uma reabertura, ou mantém a abertura que já existia antes. Então, para a indústria é só vantagem. E eu acho que a gente está se envendendo a saúde pública muito barato, né? Você vender na saúde pública por conta de ambulância, por conta de equipamento, que são, como de a sobregação de governo. Governo é uma questão de alocação de orçamento e se precisa mais orçamento, aumento composto, dedica parte de orçamento para a saúde e aí você não depende da indústria, dizer o que faz, porque a indústria dá com uma mão e tira muito mais com a outra, né? O que a indústria está tirando é muito maior e o que a indústria ganha em termos de publicidade de graça inclusive, né? Porque são jornal, são, você quer dizer, publicidade grátis praticamente e burla inclusive as leis de restrição propagando do Brasil, né? Porque aí não entra como propaganda e na verdade é propaganda. Perfeito, e acho que tem até, assim, um ponto que muitos desses, dessas doações ou dessas ações, elas podem inclusive servir para reforçar certas narrativas, né? Então, um exemplo é, assim, diferentes ações que a indústria está abacusa para combater, vamos dizer o contrabando, né? Ah, que coisa legal, eles estão combater do contrabando, estão evitando, inclusive, a entrada do cigarro e legal. E aí, você começa a. Opa, porque que estão olhando para isso, né? E aí, você começa a entender, vai juntando as pecinhas e isso junta, por exemplo, em 2019, né? Quando o Ministério Justice chegou a formar um grupo de trabalho para discutir redução de imposto sobre tabaco para contê-lo contrabando do cigarro, né? No cereal cigarro e legal, porque segundo a indústria seria especialmente danoso, faria mal para a sociedade, né? Então, assim, eu queria até pegar nesse ponto, né, Mariana, porque ele mostra justamente essas estratégias que, da indústria, que elas tocam na responsabilidade social entre aças, mas muitas vezes elas estão vinculadas já a uma narrativa que eles se perterem para poder manter os produtos deles, né, em venda, né? É, essas ações elas são como se ela falou assim de marketing, né? E tentam se afastar daquele conhecimento que a população tente, que eles produzem um produto que mata, né? Então, essa, toda essa estratégia de relações públicas é para colocá-los de uma forma positiva, né, assim, de uma outra forma, em uma outra roupagem, e contribuindo para a saúde pública ou para o problema. Você citou aí, né, em 2019, teve essa mobilização que graças ao monitoramento, né, a sociedade civil identificou que a reunião, que está veressimento desse grupo de trabalho foi antecedida a reunião da indústria no gabinete do Ministério, né, da justiça, e daí encampou, imobilizou, informou todo mundo de que foi precedida e de que esses argumentos da indústria do tabaco, de que o cigarro barato vai melhorar o contrabando, na verdade é para falar-se, se encontrabando no Brasil existe, ó, há muito tempo, independente da, da auxilação de preço, assim, não é a, a, a, a, a questão do preço barato que vai resolver o contrabando, o contrabando ele vai, ele vai existir enquanto outras medidas não forem colocadas em prática, assim, existe um protocolo que o Brasil também está comprometido emplementar e que daí precisa ser implementado para o controle do contrabando, né, que é o protocolo de combate ao comércio elisto, assim, precisa ser, precisam ser feitos em uma série de outras coisas, o premeixer no preço, ele só tem uma coisa positiva, quando ele é alto, ele vai diminuir a, a prevarença de fumaans, né? ele vai contribuir com a redução de mortes, um decorrência de pessoas que consumem o metabolismo. É o único benefício para a saúde da população. Foram o aumento da receita, que isso também é um ponto positivo, mas é a medida mais eficaz do controle de tabaco. Reduzir jamais, jamais. É uma estratégia da indústria de seminar de que vai resolver um problema sério com a redução do preço. Só acrescentar uma coisa que a Mariana falou, que é essa falácia, esse mito de que pressualmenta e aumenta contrabando contra pressualmente. É mais uma coisa porque se você for olhar os estados sérios, como a Mariana já falou, não mostrou isso, mas o que eu acho muito interessante é que se você olhar historicamente as próprias fabricantes, aumenta o preço de seus produtos, historicamente, volte-me eles aduto. É um bom estratégio empresarial. Eu acho interessante, porque aparentemente, só quando o governo diz que aumenta o preço, é que leva contrabando. Quando a indústria aumenta o preço, aparentemente não leva contrabando. Não faz o menor sentido, né? Porque se fosse o caso de que preço mais alto sempre levarse a contrabando, historicamente a gente estaria ainda com os preços de 1960, que não é o caso. Então é assim, você vê que tem decisões estratégias empresariales de aumento de preço, que é normal, né? A gente vê em padaria, seu cigar aumentou de preço, cigarroxismo, aumenta de preço, tarara, tarara, tarara, historicamente as companhias aumentam preço, porque realmente, porque quer ir mais lucro, porque enfim, o estratégio empresarial. Mas, interessantes de uma mente, esses aumentos de preço iniciados pelo indústria não aumenta contrabando. Agora se for o governo, "Ah, não, pop a rar, que vai ser uma tragédia, vai ser um desastre, crime, não sei mais o que". Então acho que a gente tem que estar sempre atento para esse argumento também, né? Para essa história de como é que pode ter duas caras da mesma moeda, né? O aumento não aumenta. Então, o que não aumenta, aliás, como a meia não falou bem, não são relacionados, isso não é relacionado. Mas, acho ainda mais curioso é isso, porque volte-me, você vê aí, preciliza, anúncios, na imprensa de que cigarroxismo aumenta de preço, e, para essa sem misteriosamente esses aumentos, não causam problema nenhum de contrabando. Então, tem que lembrar disso também, né? É, ótimo ponto. E eu, sim, só dando um dado bem rápido, gente. Enquanto não, o mesmo dinheiro que você gasta para comprar dois maços na Austrália, você compra 25 maços no Brasil. Isso é cidadade de uma apresentação que a psiquiatra Carolina Costa fez um evento recente da ABA de junto com a CP. Então, isso mostra o nosso grau de tributação sobre os maços de cigarro, como a gente pode evoluir nesse sentido. E ainda nesse tópico, gente, eu lita também recentemente aquele livro "Roucos e Sufocatos", né, do João Pérez, que discute bastante a cadeia de produção. É até que iria trazer esse urbana para essa discussão nesse momento, por causa de dois pontos. O que eu quero dizer é que ali eles pegam, justamente, um estudo que mostra que as impurezas do cigarro contrabandeado são similar a certas impurezas do cigarro convencional. Não estou falando aqui, gente, que é, olha, pode consumir os dois que estão fazendo longe disso, mas é justamente para dizer que até do ponto de vista de saúde, questionável você preferir um ao outro, né? Claro que estou jogando, estou descartando todo o resto da discussão, mas especificamente sobre esse ponto já teria essa questão. E um outro ponto do "Roucos e Sufocatos", que eu achei muito interessante que eu acho que assim o Vênio podia falar um pouco para a gente, até porque ela estuda bastante isso, e que tem a ver com que a gente vinha falando da questão da responsabilidade social, é que a indústria do tópico às vezes financia projetos contra, por exemplo, o trabalho infantil. Mas, na cadeia de produção ali com os fume e cultores, ela gera um sistema que muitas vezes obriga a família a colocar as crianças para trabalhar para a daconta, né, justamente do recado ali para conseguir gerar os seus rendimentos necessários para a subsistencia. Então, se o Vênio conta para mim um pouco essa contradição que surge da indústria, né? Olha, é interessante essa sua colocação, e realmente o trabalho infantil na fume e cultura é uma prática corrente, né? E a começão internacional do trabalho, a organização internacional do trabalho é pro trabalho infantil na agricultura, mas a indústria do tópico é tão esperta, digamos, assim, que era se aliou a organização internacional de trabalho através de uma fundação que diz fundação para eliminar o trabalho infantil no curto tipo de tópico, a sigla SLT, e ela é uma fundação que funciona no mundo todo, né, nos paredes produtores de tópico. E a indústria começou a dar dinheiro para essa fundação, um sentido de que ela estava colaborando, mas quando você faz ver os dados dessa fundação, na verdade, eu me exite redução do trabalho infantil, né? Existe um outro projeto ali de escolas de melhorar a qualificação desse jovem, mas não existe nenhum efeito prático verdadeiro, real, pra tirar essas crianças. Então, houve até uma pressão mundial de várias organizações pedindo pra que a OIT se retirasse desse acordo, não aceitasse, mas o dinheiro das empresas de tópico e isso, no final das pontas, acabou acontecendo, né? Então, esse tipo de atividade, a gente vê com muita recorrência. E não só isso, por exemplo, também a gente tem no Brasil algumas organizações, por exemplo, que vai fazer um projeto pra meio ambiente. Ah, vamos fazer um projeto pra quem táis orgânicos, né? Todo mundo que planta fuma, vai ganhar essas. Isso tudo é marquete, tudo isso é pra mostrar pra população que eles são pessoas e organizações legalmente constituídas e que eles preservam, né? Essa imagem, junto ao público, junto às prefeituras, mas a verdade, isso é só uma falácio. É assim, é interessante isso que a gente tá falando, né? Eu trabalho em FANTIL, esse ano é o ano internacional de combate ao trabalho em FANTIL, né? Sim. E o trabalho na labora de fumo é considerado um dos mais penosos pela organização internacional do trabalho. E assim, existe, né? Você leu no livro, se você focada, a gente comentou aqui, assim, hoje no Brasil a gente tem mais ou menos 140 mil famígias. Eu não sei imaginar que em parte dela, alguma parte você vai ter uma criança trabalhando, assim, se espou do agrotóxico, porque a exposição é penosa, porque o cultivo de tabaco usa agrotóxico. E o equipamento de proteção individual, assim, é enviável pra ser usada, assim, é difícil, assim, eles têm que comprar, não é? Eles não são trabalhadores da indústria, né? Eles são agricultores, eles são autônomos. Eles são, eles têm que comprar. E as crianças ficam expostas tanto na aplicação, quanto expostas as questões mesmo de colheita, então toda a estrutura de ossos e musculares ficam expostas. Aquele trabalho é difícil e penoso. E depois, na hora de retirar as folhas, a nicotina pode ser absorvida na mão. Assim, desde a infância, você tem essa exposição, que é uma exposição aguda, uma intoxicação aguda, que pode gerar com o agrotóxico pior ainda mais. Então você tem jogo, malestar, vai ser internado, não só a família, mas a gente está falando aqui de crianças, né, de crianças, e que não deveriam estar ali, que muitas vezes perdem aulas, ou então vão pra aula e não conseguem se concentrar por conta dessa exposição aos algoritóxicos e a nicotina durante esse período. Então é muito importante esse ponto que se trouxe e que a indústria, que fecha os olhos pra isso, né, assim. Existe um trabalho do Ministério Público do Trabalho, não para na, para observar isso, para correr atrás, muito mais responsablezando as indústrias do que os pais, né, assim, porque é um problema, é imposto que faz parte do contexto dessas famílias. Não é que os pais obrigam os vídeos, não é? Tem que olhar de uma forma bem diferenciada essa questão. O que é agricultura é uma agricultura familiar, né, a f ofto, o tabaco. E me lembrei de um estudo que foi feito há bastante tempo por um grupo que trabalhava junto, o assalto do trabalhador e de uma média pediatra que se interessou muito pelo crianças que frequentavam a escola, de um determinado ministro e fomecutor, que as professores e um que existiam grupos de crianças que era muito difícil aprender. Ela chegava em cansadas, mas que a questão cognitiva era evidentemente comprometida. E então essa pediatra foi conhecer essas crianças, as famílias e a realidade dessas crianças e observar que essas crianças eram filhos de fomecutores. Então existe a questão do trabalho, sim, existe a questão do agrotóxico, mas existe também uma interferência no sistema nervoso central para a hipotina, que essas crianças estão expostas diretamente, que vão comprometer toda uma vida, que criança que não aprende, criança que não é saudável, não vai poder ter uma vida produtiva, ou pelo menos. vai ficar sempre uma um déficit de conhecimento, de oportunidade. Então esse estudo eu não sei se está publicado, eu senti bem muito para que essa professor, essa pediata desculpa, ela fosse produzir um artigo, alguma coisa assim, porque muitos desses conhecimentos são, embora antigos e notos países no Brasil, eles são recentes para você saber. É a ideia, só em 2007, o Brasil de Aguina chegou pela primeira vez, eu não sei se eu falei que é tudo tá bom, em fume e culturista, já existe artigos americanos desde a década de 70 no Brasil, 2007. Então a gente tá um pouco defasado nessa questão do conhecimento, mas hoje também não se discute. A Nicotina causa, eu não sei se da folha tava com verde, o agrotóxico causa uma série de doenças crônicas inclusive, podendo ter até casos de câncer e especial a gente pode chamar a atenção do trânsito de pele, porque são fume cultores que se expõem ao sol, um sol forte que a coleta do tabaco, a essa ideia é exatamente número ano, e no fundo do país, onde a principal lugar é o psicotiva tabaco, o sol é muito forte, e com eles são pessoas geralmente descendentes de europeus, que têm um tipo de pele mais claro, eles são muito certíveis a casa de pele. Então a gente aqui falou rapidamente de uma série de comprometimentos a saúde, não só das crianças, mas dos adultos, mostrando que a fume cultura é um bom negócio só para ele aditar barco, para uma linha. E se eu ver na conta para a gente rapidinho, né, em algumas linds o que é essa tal dessa doença da folha verde do tabaco, né, pessoas que não sabem. A doença da folha verde do tabaco é a absorção cutânea da Nicotina, pelas mãos na hora da colheita, porque a Nicotina é um alcaloide hidro solúvio. Então com o suor, né, no movimento do trabalho do próprio calor, que é como falei no época do perão, de ciclo, de ciclo, de acuales folhas. Então essa Nicotina se solubiliza, ela fica solúvio na água, entre o suor, né, então ela é absorvida pela pele. Aí ela vai chegar aos sistemas, né, vai causar em judo, de cabeça, em sonho, retabilidade, uma série de problemas que podem levar a cruzir a morte, as pessoas podem ser internadas. E o que acontece? Quando chega nos confutores, chega na emergência, muitas vezes esses médicos, esses profissionais salus, não sabem o que é a doença da folha do tabaco verde. Vamos falar que é, então, que se cachaça alimentar, que é uma coisa que ela comia o que não estava bem, que não estava boa. Então uma coisa muito importante é que os profissionais salus dessa região, produtor de fonteio, atenção, tem conhecimento, seja um capacidade para a dia que não estica melhor a doença da folha do tabaco verde. Também as crianças, né, porque as crianças, igual elas, não trabalham tão portemente como os adultos, mas a hora da colheita, elas vão colocando nas mãozinhas do Brasil, essas fores elevando até as carrossas, só esse contato com a pele, né, e não existe equipamento de proteção individual que seja eficiente, já está mostrado isso, né. Eles têm relíneite, são obrigados a comprar, eles são obrigados a ter na propriedade, mas é uma eficiência, já foi inclusive testado por um céreste que é um centro de referência ao trabalhador, que é eficiência dele muito baixa. Então na dia que você assim capota todo, imagina você usar uma roupa quente em um calor de 40 gráos para se proteger e no final das contas você não está protegido com ela mesmo. Eu queria, o que eu queria adicionar é que recentemente a gente captou o lançamento de um vídeo da Cinte Tabaco, que é o Cinte Cato das Industrias do Tabaco, sobre segurança e saúde do agricultor. Então eles lançaram um vídeo, orientando sobre os equipamentos de proteção individual, mostra isso que a Silvara falou, né, que é um material plástico, extremamente plástico, e deixa a gente ficar imaginando. Mas o que me chamou mais atenção, que eu fiquei, pásima, é que o personagem que explica isso, ele é como se fosse um cientista maluco, então ele tem um nome, é o Dr. Professor, o Dr. Nicotino, ou seja, faz o elujosamente aí a Nicotina e ele realmente, claramente, é um personagem da década de, final da década de 90, a Tennis 2000, que é o professor Bickman, que é, é uma produção norte-americana que é voltada para o público em Fanto de Vendil. Então assim eu fiquei abismado, porque assim, é um professor doidão que fica ensinando, uma linguagem infantil, e eu falei assim, gente, para quem quer esse vídeo, né, assim, é do Serudo Tabaco, produzindo um vídeo de proteção, a saúde e a ambiente com o personagem extremamente infantil. Então assim, é chocante, assim, é uma forma de agir chocante, né, assim, me causou muito estranha, repuse. Eu sei que você está querendo mudar de assunto, eu vou falar só rapidamente. Então nesse assunto ainda, primeiro é que voltando a questão do trabalho infantil, essas campanhas da indústria, já têm mais de duas décadas, né. Então você imagina o tanto de investimento, né, e de dólares e outras moedas que foram investidas nisso. E até agora a gente não resolveu problema, está porque não está querendo resolver, né, porque eu tenho certeza que se mesmo tanto de fundos tivesse sido dado, tanto para ser ter quanto para fi, ou cruis para ser taba, esse assunto já estava muito mais avançado do que está agora. Então não é a questão que é, enfim, não é para fazer, é para só dizer que está fazendo. E voltando a doença da folha verde, né, a Bate hoje em dia tem no site dela, né, um pequeno, alguns parágrafos sobre a assunto e fala exatamente isso que a Mariana e a Silvana falaram, mas sem levar em conta a realidade o trabalhador acho curioso, porque eles até dizem, "As se vocês há um equipamento completamente impermeável no site, que é mais é coloca, sim, mas aí tem um risco de você ter uma. De editação, né. Não, desidratação e o que eles chamam aqui é hit stress, né, que é o estresse justamente do calor, porque levando em consideração que a grande parte de tabaco é cultivado em regiões de calor, né. Então realmente é possível você colocar uma roupa de astronauta completamente impermeável e aí você morre mesmo de insolação. Então é assim, não casa, de volta, volta aquele assunto, né. A realidade, os dados é a ex-evidência científica, e o discurso não casam. Tem um pouco a ver com isso, que vem até diante, também, por exemplo com a história do cigarro light, que segui um pouco essa atrológica, né. A gente vai aqui desenvolver então o cigarro que ele faz menos mal, porque ele vai ter menos desse ou daquela substância. E o que contacia na prática é que as pessoas fumavam mais ou tragavam mais profundamente. Então não tinha nem nesse tipo, então de novo a gente está falando de soluções que parecem, "Ah, tem aqui uma solução, mas a verdade elas nem correspondem ao que acontece na realidade, né." E aqui assim, até queria puxar justamente pelos dispositivos eletrônicos para fumar, que assim o Vanna colocou antes. E até arrematar um pouco do que você falou, né, Estela. A gente sabe já dissemos, não, o tabaco é responsável por 8 milhões de mortes por ano, né. A pandemia, vocês têm a ideia, a gente é cerca de 5 milhões de mortes, né, 5 milhões de pouco de mortes, atualmente, para ter essa comparação. Não que a gente tem que comparar desgraça, mas é para ter o tamanho do problema. Além disso, é uma perda de produtividade de 1,4 trilhões de dólares por ano, né. Isso de novo, segundo o índice da interferência da indústria do tabaco de 2021, né. Ela faz mal e ela gera custos para a sociedade, essa é a indústria. Mas agora ela está defendendo justamente essa coisa da redução de danos por meio de outro produto que ela vende, né, que são os dispositivos eletrônicos para fumar, tem os diferentes tipos, né. E que segundo a indústria eles fariam menos mal. Aí que o puxo porque você estava dizendo, será porque você estuda na verdade também, né. Lá na sua universidade, a gente tem esses documentos que vinham mostrando como a indústria, ela adota um discurso, mas os estudos, os relatórios interros mostram outras coisas. A gente está de novo vendo essa história aparecer com os dispositivos eletrônicos para fumar ou não. Ah, com certeza. É, inclusive a gente, a minha colega Pamelaen fez uma análise e que vários desses dispositivos já vinham sendo desenvolvidos há muito tempo, né. É uma questão de um momento certo para alançar. E eu acho que um momento certo para alançar e entrar nessa campanha de redução de danita, a redução de danos, né. A gente não quer, porque a gente nem sabe exatamente ao longo prazo os danos desses produtos, é curto prazo, também já a gente já sabe que tendamos. Então, na verdade, é porque vem tendo uma queda mundial de prevalência, né. E tem que manter a venda do cigarro. Então, é um volta de novo, é mesmo tipo de estratégia de relações públicas, sem os dados, não casam, né. O discurso e os dados científicos também de novo não estão batendo. E eu tenho certeza que a Maria, minha Silvana, tem mais dados, mas o que a gente está vendo, é que não só os fumantes, não estão trocando e parando de fumar, a maioria das pessoas que usam esses produtos usam e fumam o cigarro mesmo tempo, mas o que a gente está vendo é um aumento aí do uso entre jovens que provavelmente não seriam viciasa e nicotinos, estão se tornando viciados. longo prazo, vamos ver se eles vão trocar, né? E se alguns estúdios mostrando que serve como porta de entrada por cigarro, acho que a gente anda precisa ter mais dados para ver o que vai acontecer em diferentes países, inclusive o Brasil. E o que eu acho interessante com a se negocio de redução de danos e paradifumar é que tem um estudo mostrando que o uso da varénei clima, por exemplo, tem o mesmo sucesso nos estudo de ensaio clínico, com acompanhamento médico, com apoio psicológico e tudo mais de comportamental. O varénei clima funciona tão bem, sem o menor risco, né? De viciar nenhum tipo de joven, não tem nenhuma demanda de joven comprando varénei clima ilegalmente no camelô. Então eu acho assim entrar mesmo na pápula da indústria, aqui na verdade 90% continua ganhando dinheiro, vendendo cigarro, mas eu passo aí para Silvane e a Mariana que sabem muito melhor do que eu. Só conta para a gente estelo o que é varénei clima? A varénei clima é um produto um remédio para ajudar a parar de fuma, desculpa, que existe e a maioria dos estudos que a gente está vendo ditos, né? Dentro de ensaio clínico aí vai a questão também, esses produtos são remédios para parar de fuma, são produtos de consumo, aberto a qualquer consumidor, né? E eu acho que o que a indústria está querendo é que seja um produto aberto a consumidor, ao invés de ser um produto que seja regulamentado como uma educação. E hoje em dia que a gente sabe, ainda não entrou no Brasil nenhum pedido de regulamentar esses produtos para realmente servir como apoio a sessação. Os argumentos são que esses produtos sejam vendidos como qualquer produto com chocolate ou qualquer outro produto direto de vendor consumidor. Até porque se eles tentassem fazer esse tipo de aprovação, né? Estelle, eles exigiria justamente estudos bastante rigorosos que poderiam que se, inclusive, eventualmente comparados com outros métodos, né? E aí você começaria a ver o que, de fato, acontece, né? E isso, acho que não é do interesse do seu tabaco, é colocar fazer essa cotipo de comparação. É só para lembrar que no Reino Unido, houve um momento que um produto da BAT foi aprovado e a própria BAT resolveu parar de vender esse produto porque não dava tanto lucro, não que dava mais lucro para vender produtos no mercado como produto de consumidor. Mesmo quando houve uma esforça, uma froschamento para dizer não pode ser que esse produto só ajuda, pode vender como medicação ou como auxílio para difumar, não como medicação, mas como mais um auxílio e não houve interesse comercial, né? Eu acho que é interessante, né? Só reforçar que os cigarros eletrônicos, né? A comercialização, propaganda, importação, tá proibido no Brasil, né? Desde 2009. E isso traz um resultado importante para o Brasil, assim. O Brasil se anteci pouco, uma medida de precaução ao problema, começando a observar as iniciativas em outros países, então proibiu. E por isso, em razão disso, né, a gente tem menos de um porcento da população com mais de 15 anos usando esse produto, então, assim, é um percentual baixo, né? Exato que mais ou menos 70 por cento tem entre 15 e 24 anos, ou seja, bastante em torno de 700 mil adultos jovens, né? Do lecêntese adultos jovens, mas o que preocupos dados, né, da pesquisa nacional de saúde de 2019, eles mostram o seguinte, assim, 90 por cento, cerca de 90 por cento, nunca fumou, ou seja. A estratégia da indústria, em dizer que esses produtos é para quem não consegue para afumar, é para quem quer migrar, para algo que seria menos prejudicial, na verdade, quando eles se colocam no mercado. E daí eu vou falar, é o mercado da internet, é no filme, é na novela, é um influenciador digital usando aquilo, são aquelas brincadeiras que eles fazem com aquele vapor dentro do branco, assim, e como eles se colocam, não é para atrair esse público que eles dizem que estão atraindo, assim, as pessoas que estão experimentando esses produtos são adolescentes, são jovens, assim, a pesquisa mostra que o jovem, as pessoas entre 15 e 24 anos estão reduzindo o consumo de cigarros industrializados, né, o convencional, no entanto estão os ados defs, estão usando outros produtos narguilê, assim, e isso mudou ao longo desses últimos anos, 2003, 2019, mostram o aumento do cigarro de pália, a experimentação de narguilê, assim, então tá, eles estão sendo alvo, sim, da indústria do tabaco, para que eles experimentem esses outros produtos, assim, e os novos, porque ele tem um apelo, ele parece um pen drive, ele dá para esconder se você criança, sua mãe não vai perceber porque se confunde com que está na no chila, né, muitas vezes não tem cheiro, então não vai deixar rastro, então assim, é muito claro para gente, da indústria do controle do tabaco, essa diferença entre o que é industrializado, os produtos seriam, para adultos, pessoas que são humanos, e o que a gente está vendo, assim, o cigarro convencional é um produto que faz muito mal, muito, é praticamente impossível inventar em algo, né, de fumar, que seja pior do que o cigarro, assim, é muito difícil, mas assim, então qualquer coisa que é retirado, que é um pouco diferente, tem muita chance de não fazer tão mal quanto o cigarro, mas mesmo assim, ainda cedo para a gente ter, assim, muitos prejuízo, o cancer mesmo é desenvolvido depois de 20, 30 anos ou mais de disposição, então tem uma série de doença, o organismo hormônio é super complexo, né, então assim, a gente precisa e tem uma capacidade enorme de recuperação, então assim, às vezes precisa anos e anos de disposição até descobrir a complexidade daquele, daquele produto, então assim, a gente fica bem preocupado o quanto que esses produtos nos países onde eles estão sendo incorporados, como bem de consumo, ou tratamento, como a Estela Falona, não reino nido, que prejuízo que vão trazer, assim, pra saúde, pra economia desses países, né, porque doença afeta economia dos países e para o controle de tabaco, né, o que vai trazer de preso de prejuízo? E acho o porto de gente, né, que agora a gente já tá um bom tapinho aqui, batendo esse papo, mas só pra não deixar de passar esse ponto importante, que é isso, né, o Brasil ele foi muito exitoso em suas políticas públicas de controle do tabajismo, é uma forma política de estado muito importante e é por isso que a gente tem que continuar batalhando pra manter e aprimorar esse tipo de coisa, né, e é por isso também que a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente vai vendo, né, pessoas vinculadas ao governo se aproximando, né, de certas executivos, ou mesmo de associações que são, né, defensoras da indústria do tabaco, aqui em alguns exemplos, por exemplo, o presidente de Aurobossonara recebeu uma carta da associação de fume cultores do Brasil, a fubra que tá, basicamente também é controlada pela indústria, né, e mesmo a ministra da agricultura, a Maria Teresa Cristina, ela comemorou o aniversário de 65 anos da fubra, desejou mais 65 anos de da associação, eu não sei se eu desejaria esses mais 65 anos pra essa associação propriamente. Então, acho que é importante a gente ter esse tipo de cuidado quando a gente olha pra essas políticas e pra essas questões que estão se me debatidas hoje em dia, mas eu queria, na verdade, agora, agradecer a vocês três pra terem ficado aqui esse tempo todo com a gente, Estela, muito obrigado, viu, por ter reservado você tem pinho. Prazer foi todo no meu. A Estela inclusive, a gente tá falando da madrugada dos Estados Unidos, então acho que é um pinho, mas é muito obrigado a esse momento em dobro aqui. Maria, era super obrigado também, né, por estar aqui com a gente hoje por essa parceria. Muito obrigado, até a gente da Cetê que agradece a essa parceria e o trabalho de vocês é excepcional pra justamente revelar um monte do que vem sendo feito aí e distorcido da ciência. E aí, Guesa, já tô virando pro Guesa de vocês, né? E bom, então é isso, em janeiro de 2022 a gente vai ter o segundo episódio aqui da Intertemporada do Ciência Suge, então se assina o podcast no seu tocar do ar, acompanha a gente nas redes sociais pra não perder nada. Pra quem não ouvi mais a minha voz aí, no pelos tocadores, um feliz natal, um feliz ano novo, né, também importante mencionar e agradecer mais uma vez a Cetê pelo apoio essa Intertemporada, né, a gente vai ter muito conteúdo legal sendo feito como parte dessa parceria que fiquem de olho pra vocês verem, ano que vem tem mais. E só fazer aqui a nossa ficha técnica final, né, esse episódio foi produzido apresentado por mental reprecha, a edição ficou a cargo do Felipe Barbosa, as redes sociais são tocadas por nós dois e pelo Pedro Bello com as orientações do André Sender, o Pedro, o Felipe e o André Alias fazem parte da nave reportagens e juntam-se aí eles atais manarinha aqui no nosso projeto do Ciência Suge. Se você gostou, por favor espalha a palavra, isso é muito importante pra gente pra manter projeto de pé. E o Censassuz também foi que criado com apoio do Instituto CERRA-Pileira, que fomenta pesquisas e projetos de divulgação científica. Então, gente, até a próxima. Tchau, tchau!

Podcast Summary

Key Points:

  1. - O podcast *Ciência Suja* lança uma intertemporada com episódios mensais sobre ciência e interferência industrial. - A indústria do tabaco continua sabotando políticas de saúde pública, usando estratégias como responsabilidade social corporativa e lobby político. - O Índice da Interferência da Indústria do Tabaco de 2021 mostra que o Brasil caiu da 5ª para a 13ª posição no ranking de menor interferência. - Especialistas destacam que a indústria financia campanhas políticas, promove ações durante a pandemia e tenta influenciar reformas tributárias. - O artigo 5.3 da Convenção-Quadro da OMS alerta para o conflito irreconciliável entre os interesses da indústria e a saúde pública.

Summary:

Neste episódio da intertemporada do podcast *Ciência Suja*, o apresentador Tello Prest recebe três especialistas para discutir como a indústria do tabaco continua a interferir na ciência e nas políticas de saúde. Mariana Pinho (ACT Promoção da Saúde), Silvana Rubano (Fiocruz) e Estela Bialos (Universidade da Califórnia) explicam que o Índice da Interferência da Indústria do Tabaco de 2021 revela que o Brasil perdeu posições devido ao afrouxamento de medidas de proteção. Durante a pandemia, a indústria intensificou ações de responsabilidade social corporativa, como doações e montagem de hospitais, para ganhar legitimidade.

Além disso, financiou candidatos políticos e tentou influenciar a reforma tributária para evitar aumentos de impostos. As pesquisadoras reforçam que o cigarro mata um a cada dois consumidores e que a indústria usa estratégias enganosas, como promover novos produtos enquanto depende da venda de cigarros tradicionais. 3 da Convenção-Quadro da OMS, que alerta para o conflito irreconciliável entre os interesses comerciais e a saúde pública.

FAQs

É um questionário de 20 perguntas que avalia como a indústria do tabaco interfere nas políticas de saúde pública em diversos países, baseado em sete indicadores, como participação política e responsabilidade social.

A queda indica um afrouxamento de medidas protetivas existentes, abrindo espaço para maior influência da indústria, conforme destacado no índice.

Durante a pandemia, a indústria realizou ações de responsabilidade social, como doações e montagem de hospitais, para ganhar influência e desviar a atenção de seus impactos negativos.

A indústria tem um histórico de ocultar informações, como documentos secretos revelados nos anos 90, e suas ações priorizam o lucro, mesmo que isso signifique comprometer a saúde pública.

É uma medida que exige que os países protejam suas políticas de saúde contra a interferência da indústria do tabaco, devido ao conflito irreconciliável entre seus interesses e a saúde pública.

Ela financia campanhas eleitorais e faz lobby no Congresso Nacional para defender seus interesses, dificultando a implementação de políticas de controle do tabaco.

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