Meditação guiada: resgate a sua mulher selvagem, a sua natureza instintiva
23m 58s
Esta meditação guiada, baseada na obra de Clarissa Pinkola Estés, convida a uma jornada de reconexão com a essência instintiva e selvagem do feminino. A prática inicia com um ancoramento no corpo, através da respiração e da consciência dos batimentos cardíacos e do ventre, simbolizando o centro criativo. Em seguida, leva a uma visualização na natureza, onde se responde ao chamado para correr livremente na floresta, metaforizando a busca pela alma feminina há muito negligenciada devido à subordinação a culturas e relacionamentos. O reencontro com esta "mulher selvagem" interna é descrito como um despertar de poder visceral, intuição, coragem e autenticidade. Ela se torna uma guia interna permanente, regulando a vida, inspirando criatividade e fortalecendo a presença no mundo. A meditação conclui afirmando que esta conexão pode ser mantida através do contato com a natureza, da expressão artística e da consciência corporal, transformando a vida criativa, os relacionamentos e a conexão com os ciclos naturais.
[música] Bem-vindos, a mais uma meditação do projeto "Rarion". Nessa meditação, traerei algumas situações do livro "Mulheres que correm com os lobos". De Clarissa Pincola Estes. [música] Encontre uma posição confortável, sentada ou deitada, mas de preferência com a coluna linhada, fech os olhos, e se conecte com a sua respiração. Inspire profundamente e solte o ar lentamente pela boca. [música] Coloque a sua mão esquerda no centro do seu peito, em cima do seu taca cardíaco, senta os batimentos do seu coração, e se conecte com esses batimentos por um instante. Sinta como essa pulsação reverbera em todo o seu corpo, de maneira sutil, e ao mesmo tempo poderosa. [música] Agora, coloque a sua mão direita em cima do seu ventre, uns três dedos abaixo do seu ubic, onde está localizado o seu tchacra sexual, e sinta a conexão com o seu útero, com o berço da vida e da criação, local que abriga, todo potencial criativo da mulher. [música] Mesmo que você não tenha mais um outro físico, toda mulher tem o seu útero energético. [música] Durante toda a meditação, tem te manter uma mão no peito e a outra no ventre, sentindo a conexão do seu tchacra sexual, com o seu tchacra cardíaco, para que as energias físicas inferiores passem pelo fogo transformador do coração, que é o centro do amor, inspira profundamente, e soltuar lentamente pela boca. [música] Ainda com os olhos fechados, mentalize que você está deitado e um gramado, sentindo toda a extensão do seu corpo, tocando a grama refrescante e a terra, perto de você existe uma foguera, e você se sente muito confortável perto dela. [música] Visualize que acima de você existe um céu estrelando ebrelante. [música] Você sente o cheiro da terra, da mata, da natureza ao seu redor. [música] Você houve o ruido da fogueira, dos insetos, dos animais, e principalmente dos lobos. E você sente uma conexão com este lugar, com este cheiro, com estes ruídos. Todas nós temos anseio pelo que é seu vagem. Existem poucos um tido dos aceitos por nossa cultura, para esse desejo ardente, ensinaram-nos a ter vergonha, desse tipo de aspiração. No entanto, o espectro da mulher selvagem ainda nos espreita, de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós, tem decididamente quatro patas. [música] Mulher selvagem. Quando as mulheres ouvem as palavras, uma lembrança muito antiga e acionada, voltando a ter vida, trata-se da lembrança, do nosso parentesco absoluto, inegável e inrevogável, com o feminino selvagem. Podemos ter nos esquecido do seu nome, podemos não atender quando ela chamam o nosso, mas na nossa medula, nós acoencemos e sentimos sua falta. [música] Você permite que as palavras, mulher e selvagem, toquem o seu coração e a sua alma. [música] Você sente um chamado e se levanta, sentindo grama macia abaixo dos seus pés. Você então começa a caminhar, em direção a mata fechada e sente uma força, uma vitalidade, que atempos não sentia, e começa a correr para dentro da escuridão com muita intensidade, sentindo o vento, tocando o seu rosto e seus cabelos. [música] Você sorri, como há muito tempo não sorria e corre livremente.
Sem destino. Você salta floresta dentro, correndo muito, com os olhos varrendo o solo, os ouvidos, em fina sintonia, procurando em cima, e embaixo, um busque de uma pista, um resquício, um sinal, de que ela ainda está viva. Por muito tempo, você esteve distante da sua fonte de origem, a fostada dos seus enchentos e ciclos naturais. Por muito tempo, você abriu mão dessa fonte, por uma subordinação a cultura, aos relacionamentos, aos padrões, e neste momento, você busca desesperadamente, este reencontro, com a mulher selvagem, a alma feminina, a origem do feminino, de todo o que é, um instinto chido. Quando farejamos seu rastro, é natural que corramos muito para o cançala, que nós livremos de relacionamentos, que esvazíamos a mente, viremos uma nova página, insistamos numa ruptura, desobedeçamos as regras, paremos mundo, porque não vamos mais prosseguir sem ela. E você continua correndo, você rotopia, você dança, serpenteia, você se conecta com a floresta, e já se sente parte da floresta. Você vai buscando, cavando, procurando, a sua essência sagrada, e finalmente, se sente conectada com a essência, com a sua alma feminina. E percebe, quanto poder, carrega dentro de você. Esse poder, pussa de dentro do seu útero, é algo visceral, que toca o seu coração, e a sua alma. Você percebe, a grande conquista, que foi este reencontro, essa reconexão. Na verdade, a mulher selvagem sempre esteve, dentro de você, mas precisava despertar. Você percebe, que pode recorrer, aos poderes da sua intuição. Você se sente tão segura, desse mesmo, está alerta, consciente, inspirada, percebe que qualquer preocupação, medo, insegurança, sentimento de culpa, inferioridade, ficaram para trás. Você ocupa o seu corpo, com segurança e orgulho, independentemente dos doms e limitações de esse corpo, que é sagrado. Você passa a ouvir a melodia, dos seus ritmos interiores. Você percebe, que é possível se afastar, e desapegar, de tudo que é um dia de fesmal. Ou te feio sentir desconectada, da sua verdade. Você decide, que nunca mais irá se calar, nunca mais irá calar, a sua mulher selvagem, a sua alma feminina. Você se reconhece, como uma mulher saudável, que a semelha se muuta um lobo, robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território. Você tem uma determinação feroz, estreme a coragem. A mulher selvagem passa a ser seu instrumento regulador, seu coração, ela, que invite a guiar a partir de agora, ela, que vai falar, por aqui, por esse lado, ela, que invite a mostrar, quando algo precisa continuar na sua vida, e quando algo precisa morrer. É ela, quem vai fazer você se enfurecer diante da injustiça. É ela, quem vai suçurrar com seus sonhos, quem vai te inspirar, trazer ideias, e soluções. É ela quem vai te manter forte e viva quando você achar que chegou ao fim. Quando as mulheres reafirmam o seu relacionamento com a natureza e selvagem, elas recebem o dom, que dispor de uma observadora interna, permanente, uma sábia, uma visionária, um oraco, uma inspiradora, uma intuitiva, uma criadora, uma inventora, uma ouvinte, que guia, sugere, e estimula, uma vida vibrante, nos mundos interior, e exterior. Agora você já sabe como reencontrá-la, como se reconhectar, com a sua mulher selvagem. Existem várias maneiras de sua acontecer. Você pode voltar mentalmente para essa mata, você pode estar em contato com a natureza todas as formas, em um banho de cachoeira, ou de mar, mas você também encontra, quando você canta, quando você dança, quando você corre, quando você crie, quando você sangra, ela chega através da música, chega com o tambor, com o açubir,
com o grito. Você pode invocar a mulher selvagem, sempre que você quiser. Você pode manter o contato com ela. Ela pode permanecer dentro de você. Como o seu guia interior e a sua vida, nunca mais será como antes. Sua vida criativa irá florecer. Seus relacionamentos terão um novo significado, profundidade e saúde. E você estará ainda mais conectada com seus ciclos e a sua sexualidade sagrada. Um pouco de fio. Você pode ter um fio. Pouco pouco. Permita-se voltar. Sentindo seu coração. E o seu útero, pulsando em perfeita a cintonia. Movimentando o seu corpo lentamente. Movimento seus pés. Suas mãos. Senta o movimento que o seu corpo está pedindo. Se espregui-se. Se estique. E senta que carrega dentro de você a sua mulher selvagem. E permita que ela se expresse através de você. Assim que se sentir pronta, abra os olhos. Isso ria. Se sentindo grata e honrada por essa experiência. Namaste. Se quiser passar essa corrente de amor próprio adiante, fique à vontade para compartilhar. Assim, essas palavras podem empoderar um número maior de mulheres. Gratidão. [Música]
Podcast Summary
Key Points:
A meditação guiada visa reconectar a mulher com sua essência selvagem, inspirada no livro "Mulheres que Correm com os Lobos".
A prática envolve uma jornada visualizada de retorno à natureza e ao instinto, simbolizando a libertação de padrões culturais restritivos.
O reencontro com a "mulher selvagem" interna representa o acesso à intuição, criatividade, força vital e autenticidade.
A conexão é cultivada através do corpo, especialmente do coração e do útero (físico ou energético), e pode ser mantida na vida diária.
Summary:
Esta meditação guiada, baseada na obra de Clarissa Pinkola Estés, convida a uma jornada de reconexão com a essência instintiva e selvagem do feminino. A prática inicia com um ancoramento no corpo, através da respiração e da consciência dos batimentos cardíacos e do ventre, simbolizando o centro criativo. Em seguida, leva a uma visualização na natureza, onde se responde ao chamado para correr livremente na floresta, metaforizando a busca pela alma feminina há muito negligenciada devido à subordinação a culturas e relacionamentos.
O reencontro com esta "mulher selvagem" interna é descrito como um despertar de poder visceral, intuição, coragem e autenticidade. Ela se torna uma guia interna permanente, regulando a vida, inspirando criatividade e fortalecendo a presença no mundo. A meditação conclui afirmando que esta conexão pode ser mantida através do contato com a natureza, da expressão artística e da consciência corporal, transformando a vida criativa, os relacionamentos e a conexão com os ciclos naturais.
FAQs
A mulher selvagem representa a essência feminina instintiva e criativa, uma conexão profunda com a natureza e a sabedoria interior que toda mulher carrega dentro de si.
Você pode se reconectar através do contato com a natureza, práticas como dançar, cantar, criar, meditar ou simplesmente invocando essa energia interior sempre que desejar.
O útero energético é descrito como o centro do potencial criativo feminino, mesmo sem a presença física do órgão, sendo um local sagrado de criação e poder visceral.
Coloque a mão esquerda no peito (chakra cardíaco) e a direita no ventre (chakra sexual) para conectar essas energias, permitindo que as energias inferiores sejam transformadas pelo amor do coração.
O reencontro traz maior segurança, intuição, vitalidade, criatividade florescente, relacionamentos mais saudáveis e uma conexão mais profunda com os ciclos naturais e a sexualidade sagrada.
A autora é Clarissa Pinkola Estés, cuja obra 'Mulheres que correm com os lobos' inspira a exploração do arquétipo da mulher selvagem.
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