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Medicina Narrativa: transformando o cuidado em Saúde.

58m 38s

Medicina Narrativa: transformando o cuidado em Saúde.

O episódio do podcast "Pod que Pode Contar a Tua História" aborda a humanização em saúde, com ênfase na medicina narrativa. As apresentadoras, professoras Lucena Pinheiro e Helena Barros, recebem o Dr. Camargo, renomado cirurgião torácico e escritor, que compartilha sua visão sobre o cuidado médico. Ele destaca que a tecnologia e a inteligência artificial não substituirão médicos que desenvolvam vínculos afetivos com pacientes, pois o toque, o olhar e a escuta ativa são insubstituíveis. Dr. Camargo relembra sua experiência como estudante, quando um paciente o escolheu como médico por ter sido ouvido, o que o motivou a priorizar a empatia. Ele critica médicos que se distanciam emocionalmente, argumentando que a compaixão e a parceria são fundamentais, especialmente em doenças graves. A "verdade útil", que dosa informações sem causar sofrimento desnecessário, é defendida como prática sensível. O médico também aborda a solidão como causa de muitas consultas, reforçando que o profissional deve ser um bom ouvinte. Por fim, ele relata o caso de um aluno que, ao perder seu primeiro paciente, descobriu a importância de se emocionar, provando que a humanização é essencial na formação médica. O episódio conclui que relações afetivas previnem erros e judicialização, consolidando o cuidado como ato de encontro entre histórias.

Transcription

8269 Words, 46252 Characters

Portuguese
Sejam todos muito bem-vindos ao Aitava episódio do Pod que este pode contar a tua história. O meu nome é Lucena Pinheiro e eu sou professora de Literatura na UFXPA. Eu sou professora Helena Barros, professora de farmacologia aqui nessa universidade. E nós temos uma grande satisfação de dar início a mais um episódio desse projeto, que nasce do desejo de falar sobre os processos de humanização em saúde e os cuidados humanizados em saúde. Nós desejamos que esse episódio possa abrir caminhos para novas ideias, escutas e aprendizagens. Porque afinal, sem conhecimento e comunicação. Não há humanização. Muito bem, quem já acompanhou os nossos episódios anteriores e nós estamos gravando este episódio em outubro de 2025? Bem no mês do outubro Rosa, então eu vim temática hoje para a gente fazer uma leta para todas as mulheres que se cuidem durante esse mês e durante todos os anos, né? Pela sua saúde e hoje nós temos esse propósito maior do podcast que é refletir sobre humanização em saúde. E nesse contexto, a gente semplifica dialogando sobre o papel das narrativas, sobre o papel das histórias, né? Na vida das pessoas e nos encontros que conferem sentido e também ao próprio ato de cuidar, né? Exatamente. E claro que nesse ato de cuidar é fundamental que a gente pense no dia do médico, outubro também, é onde os médicos são comemorados, e ao mesmo tempo, o evolução da medicina nos sentido de termos cada vez mais um especialidades que envolvem medicina narrativa, como ela é chamada, onde é escuta e a expressão das palavras do paciente, das experiências, do paciente, das emoções e seus sentimentos e os seus sentimentos e os produtos. E seus sentimentos e os expectativas, passa a fazer parte dessa humanização. Muito bem, é importante dizer que a medicina narrativa ela jamais vai se opor a ciência, ela também é uma ciência que completa a ciência biomédica, né? E é por isso que a gente hoje traz alguém que é muito especial, né, Helena, pra nós, cuja trajetória é a unha excelência técnica e a sensibilidade humana. O nosso convidado de hoje, autor Camargo, ele é médico, cirurgião torácico, professora, escritor e membro da academia brasileira de médicos escritores, é o pionheiro no ano de 1989, responsável pelo comando do maior programa de transplonte de pulmão na América Latina, além de ser o membro titular da academia nacional de medicina. E também autor de diversas obras, a gente estava aqui conversando, né, professor, que refletem o sentido do cuidado das relações entre médicos e pacientes e tem inspirado muitas gerações ao longo desses anos todos, a pensar pra medicina além da técnica. Mas como o ato do encontro entre pessoas e histórias, é uma alegria enorme recebê-lo aqui no pod contar a sua história, seja muito bem-vindo, Dr. Camargo. Obrigado, Luciano. Eu acho que nós estamos aqui começar justificando o interesse em ensinar como cuidar das pessoas. Eu me dei conta, vamos lá atrás, que o janeiro de reverberia era uma tragédia no hospital, porque nós recebimos os residentes de primeiro ano e eles não conseguiam convencer aos pessoas a fazer nada. Porque ninguém ensinava isso, nós estamos obcecados com a ideia do quanto a tecnologia nos forneceu de informação e muitos médicos, muitos professores ainda consideram que isso é suficiente. E não é. Nós sabemos que esse acréscimo de palificação profissional passa pela percepção de que o médico, que, com 10 anos de formato, ainda não se transformou num especialista em gente, ele está ouvindo muito poucas pessoas e deixando de aprender com elas. E que esse é o caminho mais curto pra se tornar uma pessoa que cuide do outro e não só da doença que ele tem. Separado o ensa e o paciente são necessidades básicas pra que ele se sinta amparado, protegido. E que ele tem uma noção essencial em cuidado médio que é a da parceria. O médio tem que ser um parceiro, né. E em algum momento, por exemplo, da doença grave, é fundamental que o médio de alguma maneira garanta que, em qualquer situação, nós estaríamos juntos. Porque há uma ideia associada, inevitável, que a doença grave deve implicar em solidão e abandono. E não é assim. Se nós morreremos de desespera. O médico tem uma. quando o bogado tem um pouco disso, mais do médico mais, o médico tem uma chance de conviver com uma situação especialíssima, que é conviver com pessoas autênticas. E eu tente cada por que, pelo medo, quem tem medo é o tente. Nós podemos. Nós podemos fazer um esforço pra impressionar o jornalista, o arquiteto. Mas se nós estamos doentes, preocupar com a possibilidade de morrer, nós somos as pessoas mais autênticas do mundo. E conviver com elas é o jeito de aprender, arreglar esse gente e fazer essa divisória entre o que a pessoa é. E o que a pessoa gostaria que acreditar sem que ele é. Então, eu acho que isso é um exercício contínuo. E extremamente rendoso pra formação individual. Eu tenho falado muito, por exemplo, sobre a medicina na era da inteligência artificial. Quero uma pergunta que eu ia fazer. Perfeito. Adivinho meus pensamentos. É, não. E porque essa é uma conquista inevitável? Queiramos ou não daqui pra frente, os nossos consultórios terão três elementos. O sofrerador clássico, que é o paciente, um banco de dados imbatível que a máquina e uma especialista em sentimentos humanos. E entender de sentimentos humanos é que manterá o médico distante do pão bordeiro. Eu digo por enquanto, porque a gente não sabe como é que as coisas vão evoluir. Mas enquanto não for possível colocar sentimentos humanos nos algoritmos da máquina, o médico ainda não constava. Exatamente. No isso, a gente conversa bastante também, sem não é. Que tem a ver não só com a expressão verbal, narrativa, paciente, mas trazendo isso também. Os gestos que o paciente faz as expressões faciais que ele tem. Linguagem de corporal, não? Com certeza a gente consegue ter bastante dessa medicina narrativa que a gente vê nos teus escritos. Não é? As impressões que o médico tira daquele contato com o seu paciente. A gente aprende sempre o marano. Interessante, nos contários mais como é que tu constróis esses textos? É, você sabe que eu fiz uma pareça em São Paulo? E lá pelas tantas um lugar outro me perguntou se eu tinha a ideia de quantos médicos serão desimpregados pelo robô. Eu disse que não sabia, nem achava que o médico pudesse saber, tudo tão recente. E eu fiz uma pausa intencional e disse "mas eu sei que a inserão os primeiros". É aquele rádio. O primeiro que vão ser demitidos é. Os primeiros, sempre, essa decisão, os primeiros serão aqueles que, por rígidas afetivas, mais se pareçam com o robô. O que do ponto de vista de daso, em sério e grubano, é fragorosamente atropelado pela magra. Se ele não tiver a condição afetiva e acrescentar isso no atendimento médio, que ele tem que ser demitido mesmo, porque ele na comparação com o robô é caro e inúte. Olha, foi uma sacudida. Você sabe aquela coisa que está falando uma grande plateia, a pessoa muda de posição na cadeira? Isso é impactosa, não é impactosa? A gente sabe que isso funciona. O que é que eu estou empregado? Desempregado. De que lado eu sei que eu estou. É porque isso depende de uma prédia exposição do sujeito também, que esse reconhece como cuidador, em ter esse envolvimento nessa prédia exposição do envolvimento com outro. O ser médico é também envolver sequador do outro. Quando eu cheguei aqui há 16 anos, eu ouvi a muito isso nos corredores, que a questão importante é técnica. E que muitas vezes o que a gente precisava ali era o conhecimento, que obviamente não se pode. Isso é óbvio. Mas para além disso, para olhar o outro, o que a gente precisa. É uma erança do tecnicismo que deixou como legado na história da medicina. Esse cuidado, lado do tecnicismo. Mas aí vem pessoas transformadoras que dizem essa óleo, esse telcumão aqui não serve mais, eu vou tirar ele. colocar o outro e isso dá certo, né? E isso é do nível de precisão técnica na minha visão leiga que ultrapassa todos os limites, né? Do cuidado humano que é quando a gente interfere nessa máquina perfeita com nosso corpo, né? De modo a atinge uma melhoria, mas eu tenho uma curiosidade, professor. Eu queria saber ao que o senhor atribui na sua trajetória desde estudante até os dias de hoje essa visão. O meu primeiro encantamento foi meio acidental. Eu estava no quarto ano da popular e recebido um residencio pedido para fazer uma entrevista, uma teórica inésia, não sapei nem meio que era isso no quarto ano, para falar, para admitir um paciente, um pião de estância receia invindo na fronteia. Eu fiz a apresentação formal e ele começou a narrar os sintomas. Eu fiquei apaixonado pelo jeito que ele descriviu sem tudo, muito origina nova. Eu fiquei tão abor base com o depoimento dele que fiquei só ouvindo. Quando ele terminou aquele arredo de amamilésio, ele me desgotou e eu queria fazer um pedido. Eu queria muito se fosse meu médico, porque o senhor é o único médico até hoje que foi capaz de me ouvir. E eu fiquei constrangido de dizer para ele que eu não tinha falado nada, porque eu não sabia o meio que perguntava, mas naquela tarde eu me prometi que um dia eu ia ser o médico que ele achou que eu já fosse, porque eu acho que a coisa mais fascinante da medicina é você ser escolhido pelo paciente, porque ele aposta em afeto. Ele só tem essa visão, né? A visão do paciente é de que você está diante de uma pessoa que tenha afeto para dar e vale a pena se convite. E isso, percebe, de cara, sem nenhuma sofisticação, sem nenhuma elaboração, ele é um ser humano assustado por que se descobriu que a morte é potencialmente possível e ele está diante de uma situação de extrema vulnerabilidade. Então ele é o que ele é, o tempo todo, e o médico tem que conviver com essa arvário oportunidade da sinceridade, porque muitas vezes nós sentamos, o convívio social é uma fábrica de pokrizia, não é possível se sincero, aliás o super sincero é um tipo muito perigoso. Eu também acho. Saber ser diplomático é importante, você fica mentir. Eu, a pessoas muito simples, elas nunca exercitaram a hipocricia do convívio social e seando que elas foram o tempo todo, elas são muito mais afientes às agendorosidade e a gratidão, quando o médico vê a pessoa simples como um invisível, ele está renunciando a gratidão na sua forma mais pura. Se a gente perguntar a um grupo de médicos e experiências, que contém as experiências de gratidão mais como eventos, você vai descobrir que nove, de cada dez, envolveram pessoas muito simples, porque elas têm essa pureza de espírito que não foi contaminado pela hipocricia. Ao mesmo tempo, o balanço de technicismo necessário na medicina, as explicações, a escuta reflexiva nesse sentido que você está descontando, precisa ficar bem misturado. Muito misturado. O segredo, na verdade, é se colocar no lugar do outro. Eu quero saber a verdade, mas eu quero saber a verdade que eu possa carregar, porque tem essa dualidade é importante. Nós temos a verdade, como a verdade total, e a verdade que eu chamo de verdade útil, a sensibilidade do médico vai fazer essa separação. Da verdade total, tem, geralmente, uma parcela significativa de cruelidade. E aquele dado que assusta e não traz nenhum benefício, e o paciente frequentemente sofre mais, porque começou a sofrer antes. Então, isso é um exercício de sensibilidade. Quando eu sento com o paciente, eu preciso que ele saiba que eu estou pensando como eu me comportaria se eu estivesse do outro lado da mesa. Os médios realmente pensam isso, não. Eu tenho perguntado isso. Quanto às vezes você já pensou sentar no seu consultório, que a pessoa que está do outro lado da mesa, uma pessoa igual a você, um albão com alguma chance de ser melhor do que você? A gente não pensa disso, não? O médico tem uma tendência, a prepotência, a superioridade, que absolutamente não funciona. Se você quer ser bem aceito como médico, você tem que ter a noção de que ele está hávido de parceria, de solidariedades, de compaixão. Não existe medicina sem compaixão. E a compaixão tem a salama. A compaixão se meta interessante, porque ele não se contenta em ser visto, ele tem que ser tocado. E por isso que o toque humano é tão importante. Quando o paciente sequecha que o doutor Nem me tocou a mão, ele não está se quer achando do desperdício, do método, do propaganda, que pode ser muito útil, ele está se quer achando do desperdício, de uma chance única de estabelecer uma relação que a mais dança a relação não amorosa, que pode ocorrer entre duas pessoas. São duas pessoas que eram completamente desconhecidas e foram reunidas aleatoriamente, porque uma delas adoeceu, e o outro teoricamente está preparado para ajudar. Uma outra coisa que eu acho que é muito importante, é que uma grande causa de consulta atualmente é solidão. Existe uma pesquisa no hospital Pedernesse, que eu assisto ao Universidade da Estadol do Rio de Janeiro, e que eles analisaram o paciente, se consultavam em ambulatórios de convenios, e isso é importante para a senha consulta que ele não pagava. Se tenta puxando das pessoas que consultavam lá, não tinham doença orgânica. Existem pessoas oritárias que imaginavam poder encontrar no médico um bom ouvinte do margissino, também da decepção, se ele encontra um médico apressado. Trajeta. Ou olhando para o computador. É horrível. Olhar para o computador é uma prática enceliz, porque eu tenho a convicção completa, que se você não está olhando para a pessoa, você não ouve completamente. A osculta integral se faz também com os olhos. E a gente não pode dispensar o valor do olhar, por quanto isso representa de instrumento de comunicação, de linguagem corporal. Eu fico sempre pensando, professor, como é que o sofáze isso na aula para os seus autores? E eu tenho que ter, obviamente, eles pensam assim, "Ah, eu vou ter aula agora de cirurgia, já vai ter alguém ali que é nestese ou eu só tenho que chegar e mexer no que ele mexer no cor puissar e ir no história. Eu ou num maturam, seis ou sete anos atrás, que o clébero era disparado ou aluno mais inteligente. Como no final, sempre, o último slide era uma história hipotética, relação médica paciante que a gente discutia. E ele percebi um arzinho de debóxo quando ele estava ouvindo isso. Aí passaram uns anos, uns cinco anos, mais ou menos depois de formato. Eu até tinha sido o paramento daquela turma. Sabe que eu fui, há cinco vezes, não estava com a idade. -Folme aí, eu não. -É marrado. Foi uma festa pra mim, sempre foi. E cada vez foi daquela diferente, muito bom. Muito bom, sério. Mas aí uns cinco anos depois eu encontro ele no partido da Santa Cata. E daí, claro, tudo bem, você está trabalhando aqui. Ele conservava o mesmo debóxo, não, professor, ele ainda não descobriu meu talento, mas eles vão me chamar. A noite aí, que eles vão me chamar. E ter, repente, mudou a cara. O professor vinha aqui por outra razão. Eu tenho que lhe dizer duas coisas. Primeiro, que muitas vezes, quando você não falava de relação médica paciante na aula, eu pensava onde eu for o doutor, eu não quero ser frouxico nem o meu professor. E hoje eu tenho que lhe contar uma coisa. Hoje eu perdi o meu primeiro paciente. O seu Antônio. Eu gostava muito de seu Antônio. E a família gostava tanto de mim que quando ele morreu, eles fizeram um acapelinho em cima de mim pra que consolar a família, a consolando o bêsco. E eu currei pro carro, porque eu não queria que eles me visse chorar. Bom, aí eu disse, olha, eu não sei o que eu estejo mais, mas se você se sentiu, se você se sentiu, a presta de me contar, ou se cinco anos depois de formar, você se descobriu médico, mudha a data na tua formatura, foi hoje. Porque isso é semédias. É sentir vontade de chorar. E essa coisa, eu vi muitas vezes no início da minha vida profissional. As pessoas dizerem, e professores têm renome. O médico não deve se aproximar muito do sentimento dos pacientes, mas olha que estupidez pra não comprometer a neutralidade na hora das decisões mais difíceis. uma bobagem absurda, nós somos seres humanos, como é que você não vai se impressionar, você deprimir, o silamento, há muito se você vê que quem está no outro lado da mesa está tremendo de medo, nós somos pessoas. Se você não, eu preciso conservar uma certa distância, primeiro eu não quero esse médio para mim de jeito nenhum, porque não só, filho, eu acho que quando a pessoa é, numa condição que é natural, que ela esteja sofrendo, ela se preocupa em dissimular o seu experimento, ela está perdendo também uma oportunidade ótima de mostrar os pacientes, que ele tem um médio tão parecido com os gentes que até se emociona, tá? Não, tristeza é essa. Eu acho que isso é uma evolução do que a gente está oferecendo na medicina, menos, com todas as festezas. Com todos os alunos, porque essa tua fala também refete muito na forma como eu fui treinada de alguma maneira, e com isso se fazia inclusive escolhas de especialidades, um especialidades onde os pacientes passavam em sofrimento ou tinham prognósticos mais difíceis, de alguma maneira, para algumas pessoas, no meu caso, por exemplo, fazia com que eu evitasse pensar naquela especialidade. E eu acho que isso é de se assazendo que a gente cada vez mais pensa, numa medicina humanizada, tem gente que discute esse nome em boa ou não, né? Ou na medicina narrativa são fundamentais para os nossos alunos, começarem a praticar ou já estarem praticando. Eu modelo o pedagógico perfeito, não? Eu estava comentando antes, se você tem uma chance de aprender com a história do outro, você está ouvindo uma situação real, vivida agora na terceira pessoa, você não tem nenhum comprometimento com a história, você nem então não tem nenhuma chance de se remorstro, se alguma coisa não deu o sério, né? Porque a história do outro, mas essa história contada, ela tem que ser degerida e assimilada e a daí que aparece depois de algum tempo, a sabedoria, não? Sabedoria é isso. Eu produto do exercício repetido da sensibilidade, senão, é tudo falso, é tudo falso. E ao mesmo tempo, eu me conhecer que, porque as pessoas do médico, o outro paciente ou da integração, eventualmente erros vão acontecer. Eu estou falando de erro médico, estou falando erro na forma de conduzir essas nantes. Eu acho que a gente pode estender isso, a dê-la para ir médio, porque nós trabalhamos com uma ciência biológica, que não tem nenhum modelo matemático e a gente enra muito. Eu acho que a chance única que nós temos de tentar nos redimir é deixar que as pessoas percebem o quanto nós ficamos mal quando isso acontece. Isso é percebido pelo paciente, não? Eu acho que isso é uma coisa muito importante. Alguns médicos acham que, se você mostrar qualquer fragilidade, você está exposto a judicialização. Eu tenho uma convicção polêmica no médico que é a braça, não é processado. O médico é a braça, não é processado. Agora, aquele que nem toca no paciente, eu acho que está exposto a possibilidade que o caso vai mal e a família se sinta de alguma maneira estimulada a revanche. A melhor prevenção e judicialização é a relação afetiva. Eu resisti uma jornada dura. Durante seis meses, eu fui mesmo titular do conselho regional do medicino. Foi um horror. Eu descobri que eu não tenho a menor condição de julgar a pessoa. Pessoas que você percebiam, claramente, que estavam bem intencionados. Tomaram uma decisão que o tempo se encarregou de mostrar que está beirrada. Mas ele não tinha outra maneira de descobrir isso. E aí vem o julgamento. E aí nós, em gravatado, saímos condicionado e ficamos julgando a atitude do colégio. O máximo para mim de sofrimento foi quando um desses médicos, numa cidade de interior, sem nenhum recurso técnico, perdeu uma paciente, foi processado e ele levou filho de estudantes de medicina para assistir o julgamento. Aqui não me machucou muito. Eu disse isso. Mas eu aprendi uma coisa importante. Eu revisei perto de 100 processos. Eu nunca encontrei um processo que não tivesse por trás uma ruso, uma família, uma rusa, uma quebra de afeto. Quando a relação é afetiva, você, na verdade, apropicando as pessoas a possibilidade de agradecer pela intenção de fazer melhor. Então, só um do cuidado. Eu vivi isso na maneira muito dramática com o jombatista. O jombatista era um homem que devia bater aí. Sofria horrores como em fizema miserável e ele foi transportado. Tive uma evolução maravilhosa e voltou parte de semanas depois tão mal que ele morreu em 40-odituais. Ele fez uma associação horrível assim de rejeição aguda como a infecção fúndica. Terível. Dois meses depois, uma filha muito querida dele vende a procurar para cumprir um pedido do pai, que a caminho do hospital durante a piora, ele disse "me afir, eu acho que vou mover, porque eu nunca me senti tão mal. Mas acontece o que acontecer e se volte a o hospital e diga para o doutor camarbe que por aquelas três semanas que eu respira e feito gente, eu faria tudo outra vez." Isso é uma grandeza, não? Isso é uma grandeza inimaginável. Porque agradecer porque deu certo. Tem uma espontaneidade, quase obrigatoriedade, não tem muito valor, não. É bonito, mas não é com o máximo. O máximo é de agradecer a intenção de quase bem. E se eu aprendi um jombatista, um jombatista era uma pessoa, uma pessoa muito especial. Aliás, quando a gente conta de fala de transplante, o que mais impacta é que o quanto ele estimula gratidão, porque tem umas coisas muito interessantes. A primeira é que a falta de água é uma forma de sofrimento inigualável. Segunda coisa importante, ninguém tem uma doença que leva o transplante em seis meses. É muito mais arrastada. Nós temos quase 800 transplantes, e quando nós levantamos uns 400 e 500, que tinham sido transplantados por Enfizema, eu descobri que o tempo médio entre a primeira falta de água e o transplante era quase dez anos. Isso é uma via cruxis horrível. E aí você perde de ignidade, descobre, por exemplo, um advogado Rium e Tinois, que é uma grande forma de sofrimento para quem tem falta de água, é a humilhação de submeter a opinião dos outros por não ter fôlebo para argumentar. Eu nunca tinha pensado, é horrível. E aí você ganha os comóis. E aí você fica em oquecido, literalmente em oquecido. Eu tenho histórias maravilhosas, eu minhamos uma menininha do México. Eu comecei em Porto Alegre, um 90-inólogo, o transplante interviu. E a gente usa um pedaço do pulmão do pai, um pedaço do pulmão da mãe para substituir os pulmões de crianças. As crianças não tinham grande dificuldade de se ir em transplantados porque tem que haver compartilhado essa mãe, mas um lobo do pai e um lobo da mãe na malta era a função do pulmão do pai e nem da mãe. E é suficiente para substituir o pulmão em ter. Assim, elas vezes são únicos que nós podemos oferecer a estrangeiro, porque pela lijulação brasileira nós não podemos usar órgãos de doadores brasileiros e de setores de estrangeiros. E aí, elas já 11 anos. Aquela que recebeu um lobo da voa, um lobo do pai e uns 10 dias depois do transplante, ela estava andando no corredor com a xistrapeuta e ela viu uma escada. Ela soltou da mão da xistrapeuta e subiu a escada correndo. E no topo da escada ela teve um ataque de riso, porque ela nunca tinha subido uma escada caminhando. Subiu uma escada correndo, era tão inimaginável que ela chorava, e foi uma coisa impressionante na inocência de 11 anos. Você tem coisa injusta, é sofrer, não é infância? É verdade. Doutora, e como é que a gente faz com essas notícias, essas notícias? Quer assim, o sofrimento em infância não deveria existir, né? Nem uma fase da vida, na verdade, mas na infância sempre nos toca mais. E como a nossa intenção é sempre a do cuidado, quando isso não dá certo, a gente precisa conduzir isso de alguma forma, a gente estava falando antes sobre como dar as notícias. A criança tem, o que eu acho que sempre me fascinou muito, eu faço muito a ser o GP diálogo, é o fato de que a criança não interessa a idade que ela tem, ela recomece a ter instituto de auto-preservação, se defende. Eu lembro de um garotinho que eu fui vê lá no moenhas, tinha um desfeito com o no pulmão, quando eu entrei no quarto e estava brincando com uma miniatura da ferrarica. E tinha seis adultos no quarto, quatro avós, pai e mãe todos com um choro engatilhado, qualquer coisa já choraria. E ele lá brinca, então. E aí a mãe disse, "E se eu tchuk vai tratar o dodoio do teu pulmão?" E ele meulhou com uma cara de interesse, largua a menina turda Ferrari, e meu lócio me fez disso. E aí eu expliquei como é que a CES é o cirurgia, de um jeito que ele conseguiu entender. E quando eu terminei ele meulhou com muito interessante, disse, "E você sabe fazer tudo isso?" Eu achei aqui num misto de nocece, curiosidade, lindo, né? Eu lembro do Julinho, o Julinho foi um história interessante. O Julinho chegou no nostal Santantônio, morrente. Meia hora, depois ele já estava na cirurgia com uma infecção de pleor, um pneu motor, que tal. No dia seguinte, ele estava resuscitado, os dois com o Mozes Pondido, só que ele estava com muita dor. Muitadores, eu tinha deixado dois de Dereano Vultórico. E aí fiz um anão jésico, enquanto eu esperava o anão jésico fazer feitos, para examiná-lo. Eu quis quebram o gelo e disse, "eu sei sabe o que eu tenho um netinho da tuidade?" E ele não estava nem um pouco interessado, ele estava com dor. Ele me olhou com uma cara furiosa e disse, "E você sabe que você é muito mais feio do que meu amor?" É dizer, a vingança de quem se mete a besta, de fazer grafinha com quem está com dor. Seu jeito de se defender, era um pinguinho, de 5 ou 6 anos. Eu acho que a história é mais brinda, que o Líffer é uma história entrebida ao Gabriel Garcia Marx. Isso significa que o Gabriel Garcia Marx, ele conta a história de uma mãe, que levou o filho para uma feira de rua, numa praça em Bogotá, para a Sachê, de repente ele se perdeu da mãe. Ele perdeu da mãe, com a paborado, correu, procurou, não achou. Aí ele viu um velhinho cortando o fumo numa mesa de pedra. E chegou lá e disse, "Olha, a criatividade do garoto", ele disse, "O senhor por acaso não viu uma senhora de casar com azul, e sem um menino, assim como eu." O genial, ele se serviu de tudo que ele podia imaginar que fosse o ultimundo, pra se identificar. Eu acho que, com o viver com a criança, tem esse benefício, você descobre expressões de pureza que o adulto, em geral, o adulto, na verdade, está contaminado por uma coisa que é horrível, que é a desconfiança, o adulto foi ficando progressivamente mais prudente, e aí a menos afetivo, na menos espontânea. Isso é ruim, e não tem como ser diferente, tem que se proteger, o mundo tem muita gente ruim também. E na sua relação com colegas, o senhor foi muito vítima de preconceito, assim, por ter, se olhar com os pacientes, por ter esse cuidado, ou provavelmente. - O que está pensando. - Não, isso é uma coisa vinculada à vida, a exposição à crítica. Nós somos criticados pelo que fazemos, somos criticados pelo que não fazemos, vamos criticados pelas coisas que fazemos e os outros não conseguiram fazer, tem crítica não falta, né? Mas o conselho mais útil é assim, faz uma triagem da procedência da crítica, porque a única crítica que tem chance de ser construitiva é que vem de uma pessoa bem ser viata. A crítica de quem fraca a sua ela está contaminada, não? Daí não sai nada que se aproveite, ou seja, ninguém tem que se imaginar acima das críticas, ele tem que fazer uma triagem para que o senhor não vai sofrer inutilmente, e maturidade significa chegar a um estágio da vida em que você se sentir bem, é mais importante, porque os outros pensam de China. Eu tive uma fase da minha vida, e eu comecei muito cedo, meu grande máximo, eu, com 53 anos, e aos 30 anos de idade eu virei de chefe de serviço, sem ter treinamento para isso, sem conseguir sem irresponsável, eu sofri muito, muito. E nessa época eu consultei um terapêuta, um grande cara, e um dia me disse, ele era um grande e bochata, né? Eu acho que nós podemos fazer, já fizemos, daqui a dia, eu imagino que só é internado, imagino, não é uma máclase de cação, mais rigorosa de loucura, mas ele entendeu uma coisa importante, o impuso por fazer, é uma qualidade, né? Que você tem que usar de maneira racional, mas você não tem que se transformar numa massa apativa, aqui, você tem opinião de todo mundo, e se preocupem a agradar todo mundo, que não vai conseguir não. E eu acho que mais importante é você ter consciência de que fez dentro do que era possível, o máximo que você podia fazer. E é muito frequente que a gente sinta adora de perceber que não fez o que era possível. Esse raio que a gente chama de consciência é o ín para o egoísta, né? Porque a gente fica sempre querendo justificar o que fez, e muitas vezes a gente tem que. A gente só cresceria, se a dimetisse, que infelizmente não interessa por que razão, eu fui menos do que podia ter sido. Isso é o jeito de tentar melhorar, senão, senão a gente estaciona. Agora eu tenho uma pernossa inessa, a Helena, que é falar, mas eu tenho curiosidades, né? Então eu vou fazendo perguntas. Quem foram seus mestres e quem foram os seus alunos mais inspiradores? Eu tive mestres maravilhosos, não só do ponto de vista técnico, e algum foram brilhantes, mas essa capacidade de dialogar, de se esporar o paciente, uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheci nessa área, foi o Palomín, né, que seu hernes. O Palomín era um diante, e era uma pessoa extremamente doce, generoosa, criativa, aí eu aprendi muito com o Palomín. Quando eu fiz um felo na clínica maio, eu conheci uma pessoa muito importante que ela tinha uma noção de responsabilidade, que é uma coisa bem americana. Eu lembro de que ele morava no condomínio fora da cidade, 13 quilômetros, um rocheço, um rostro, um rostro pequeno. E nesse condomínio morava um conhado dele, cara, pneu, e um engenheiro muito mais jovem, 40 de televisão. Nós estamos operando uma tarde, já estamos lá na quarta ou quinta-cirurgia, quando percebiam recada, que o engenheiro tinha morido, era apaixonado por canoagem e moveu no acidente na cabeceiro do Mississippi. E ele continuou operando. Terminado da cirurgia, ali é pro vestiário, daqui a pouco chamava, sala 11, sala 12, ele voltava de olho vermelho e tal. Aí no fim do dia, ele me apareceu pra penda vez tão velho, tão sofrido, tão mal. Eu disse pra pessoa que o senhor quiser, eu posso operar esse paciente. Eu sei que você pode, mas eu acho que se eu fizer a minha agenda completar, hoje à noite eu só vou lamentar a morte do meu amigo. Eu acho que algumas lições estão inebitalmente associadas ao exemplo, e raramente ao discurso. A gente é um zão de quem fala bem, não. Eu acho que o discurso é importante pra motivar as pessoas a prestar atenção, como é que você se comporta? Só isso. O discurso em si, só ele é vazio. É muito a gente boa no discurso e péssimo de relação. É, ao mesmo tempo as suas histórias nos mostram. Uma coisa que é importante pra os nossos jovens, também futuros, médicos ou já jovens médicos, pensarem que é preciso ter um filtro nisso tudo. Certomente nós vamos acertar todas as vezes, nós não vamos encontrar sempre as mesmas questões de vão ser resolutivas e um pouco daquilo que a gente estava falando antes. Quer dizer, saber fazer um bom osnósticos é interessante é importante, mas também saber a conduta terapêusca praquele paciente é fundamental. Então medidas excessivas, versos medidas apropriadas pra aquela situação são importantes. Muito importante. Eu acho que nós não podemos falo da o paciente dando menos tecnologia do que ele podia desportar. E se é um compromisso, ele mentar. Mas nós temos que admitir também que esse médico é difícil. Esse dia não está me dando conta, vai pro consultório, tem 8 consultas, tem uma entra em uma socialite, entra em um cara que bebia, foi abandonado pela mulher, foi um cara que tá com uma dor na escorça, com um irmão dele, teve um casa no pão mal. E o médico é um só. E tem que estar numa condição emocional ótima naquele dia. Porque é isso que o paciente espera, que você seja o médico que ele saiu de casa pra encontrar, que não pode ser nada menos que ótimo. E você está lá. com todos os seus problemas. Então eu acho que se a gente tem a humildade de perceber isso de que nós somos iguais, né? A equidade é uma exigência básica na relação pessoal para que o paciente se sinta não atendido pelo mágico que sabe coisas maravilhosas, mas por uma pessoa que cui lá nas pessoas. Essa similitude de atitude com um médico idealizado, né? Porque eu acho que a grande paradoxo que nós estamos vivendo é que nós sabemos muito mais do que os nossos antecessores e os pacientes idosos falam com nossa energia dos médicos antigamente. E o que aconteceu, né? O que você vai explicar que eles não percebam que nós somos milhares? Qual é a razão? Nós não somos enquanto eles não perceberam. Se tu mantém uma atitude distante, nem um pouco em pática, como é que ele vai saber quanto é boa a pessoa? Eu acho que quando o médico entende que o exercista não é de se nenhum jogo de sedução e conquista, eles se expõem ao afeto, se expõem a gratidão. E acho que não tem maneira mais eficiente de você qualificar o atendimento médico do que a contabilização dos pedidos de gratidão, das expressões de gratidão. Eu digo isso por meus residentes, né? Uma semana sem nenhum muito obrigado do otor, Luz Amarela. Duas semanas, ninguém se sentiu estimulado a te agradecer, fazendo medicina, você tá precisando de terapia. Isso é uma coisa básica. Essa frase eu gosto muito de que alguém desse que se ador do outro não te afeta, acho que quem precisa de terapia você, né? E nesse sentido, você estava falando antes que ser médico também é recolher a sua própria dor, para permitir que ador do outro passo, né? De verdade, você não consta, né? É bem isso, é bem isso. Quando nós nos espomos ao sentimento do paciente, você ingrantece, as palavras aparecem e eu tenho sugerido que quando a notícia é ruínio, você pensa como é que você daria a notícia do paciente ou seu pai ou sua mãe? Se a gente partir do princípio que quem ama protege, as palavras mais doces vão fluir, né? Porque tem coisas verdadeiras que você diz a um paciente desconhecido, mas você não diria o seu pai ou sua mãe? Tem que achar um jeito de protege a pessoa do medo, da fantasia de morto, tudo que seja a proteção tem que brotar na hora da abença grave. Eu uma casinha eu tive um paciente que ele foi admitido com o rótulo de professor de filosofia, ele trazia um catatau de radiografia, ele me entregou aquele catatau e disse eu tenho impressão que o caranguejo me pegou, assim que ele definiu o pranto. E aí ele começou a chorar. E como eu não conseguia fazer a chorar uma situação, eu me deconta do quanto aquela mesa eu estava nos atrapalhando, e fiz a volta sentei do lado dele. E aí mostrei a radiografia, uma enorme tomou no pomão direito, disse é essa é a lesão e é por aqui que nós vamos começar a traçar, para eu chorar imediatamente com uma frase que eu achei muito revelador, mas então eu tenho tratamento. A ideia clara na fantasia dele que a informação de doença grave acabou, está sozinho se virem. E ele foi um ótimo passeio nunca mais se deixou de nada, participou de programas de estimular uma errupção de tabajismo, então com uma pessoa interessante, morreu 11 meses depois. Não tinha muita coisa para se feitar, quando eu vi esta cura de chão. Os dois a três dias eu morrei e mandou me chamar. E disse que eu queria agradecer que o Kitechini e o Carinhoso vocês têm aqui e tal, vocês são ótimos. Mas o que eu nunca vou esquecer foi daquele primeiro dia que você contornou a mesa para sentar do meu lado, ele enrocou a parceria, vivida num momento crítico da vida dele, isso é que sou por uma desperienza. Eu acho essas coisas todos, essas coisas todos fazem a grandeza da profissão. E basicamente o que você está nos contando é que o ser humano médico e precisa se mostrar humano, né? Porque não será substituído pelos computadores, pelos interingências artificiais. Exato, meu. Porque efetivamente essas percepções imediatas são interessantes, são importantes, solteináveis, porque eu acho que essa é outra questão importante, né? Que os nossos jovens também chegam muitas vezes com as questões deles e portando esse processo que você fala também várias vezes, buscar terapia, buscar mosterapia para resolvermos questões pessoais e de relação são importantes. Eu sempre falo que é muito difícil a gente pensar na relação médico paciente quando a pessoa muito jovem conhece relações entre pessoas que ela traz de casa ou ela traz da escola e efetivamente não tem ainda os anos de vida para ter constituído as várias histórias e como é que. Isso é uma estrada que é uma maravilhosa, mas é longa que às vezes é sofrida. Exato. Não tem como um tipo de ser diferente. Então eles também ou nós todos aprendemos a nós perdoar como seres humanos. Isso é uma verdade absoluta e quem não está bem consigo mesmo não consegue ajudar ninguém. É uma disciplina uma vez que eu dei aqui que perguntava o seguinte, quem cuida, de quem cuida. Isso é muito fundamental. Muito, por causa. Se a pessoa está envelhada, ela carrega a infelicidade para cada lugar que ela vai e as pessoas percebem. Isso é muito comum quando o cara está fazendo que não gosta. Na verdade, o caminho para dar certo começa com a escolha. Você tem que fazer uma coisa de depresser e isso vai te deixar inspirado para fazer outras coisas de tentar ser cada vez melhor, mas quando começou mal e não tem de acoragem de tendo reconhecido, chutar o baldo e começar de novo. Eu tenho uma hora, eu tenho uma hora, respeito pelas pessoas que são capazes de tendo percebido que era o caminho, mudar mesmo. E isso existe uma coragem enorme, porque isso é grande de medicina, por exemplo. Se ele está no quarto, o quinto lá no intersebre que os duentes são as vezes, quando eles começam a achar todos os pacientes chatos, eu já sei quando eu problema ele. E ele não é capaz porque isso significa um grande envolvimento emocional, econômico, alguns até tão noidos. Quando o cara escolhe um quinho vai casar e o que vai fazer tudo ao mesmo tempo, ele primeiro que era chegado numa luteria, pode ser ouça. E a chance de tudo dar certo, é complexo. É bem pequena, mas começa mesmo. Eu quando a pessoa diz assim, eu gostaria de ser médico, eu digo sempre isso, vem com meu, você não pode, não pode descobrir no terceiro, no quarto ano que não gosta de gente. Aliás, eu acho gostar de gente, vai ser uma pergunta que ele vai estar na inscrição para o mesmo popular. Se você não gosta de gente, vai fazer outra coisa. Se você não gosta de gente, você vai esse da mal e vai viver uma das situações mais terríveis para a autoestima que a sensação de ser tolerável. Você se tolerado por alguém, em casamento, então Deus abençoe, mas o cara se tolerado por alguém, porque esse é o médico que o convênio me deu, esse é o riso. E quando é muito a essa tolerância, então não há outro estima que isso possa. Que com isso é humanização que a gente pretende, a busca que se olhar para as narrativas vai se perder com certeza. Completamente. Gente do céu, eu ficaria horas e horas aqui, professor, e a Helena certamente também ouvindo todas essas histórias e confirmando tudo aquilo, que a gente acredita, fala, faz, né, e procura então os semelhantes para poder reafirmar as nossas paisões, né, porque lidar com humanização em saúde, lidar com o outro é também ter paisão, né, ter paisão pelo que se faz. E a gente sempre termina o nosso podcast fazendo assim as ideias chave, né, do nosso episódio. Mas eu lhe confesso que hoje eu to com uma dificuldade particular, que da onde o senhor começou a falar até agora, tudo foi muito importante, mas eu vou me lançar esse desafio. Então vamos ver, o nosso primeiro, acho que a primeira grande mensagem que se or trouxe aqui, é que existe uma tria de forma formada na medicina que está composta pelo sujeito que o senhor chamou de um professor, que é aquele que está sentindo a dor e que precisa de cuidado, o especialista que entender os sentimentos humanos que é o profissional e a tecnologia que a inteligência artificial para o senhor começou a aula dizendo que ela chegou para ficar e resguardam um banco de informações imensuráveis e grandiosas em relação ao que o nosso cérebro consegue acumular, mas que ela fica totalmente no hospital ela não tem o ser humano que conheça a partitlinica e técnica para manejar toda essa informação, podemos deixar essa como top 1, eu cheio. Então passei a primeira, vamos para a próxima. Outra coisa que me chamou muita atenção é que a toda essa exercício, o senhor o tempo inteiro era o retomoço, a empatia, a sua biciclo, colocar no lugar do outro, mas principalmente aqui mais me marcou de todas as fases que o senhor falou isso, foi que o paciente escolhe o médico pelo afeto. E ele puder escolher pela conta? Não e não pela competência, então a gente precisa, né? Dessas duas coisas juntos, porque nenhuma sozinha com umas andurinhas não farão verão, a gente precisa ver o conhecimento técnico e desse olhar humano. Pode ser assim. Eu poderia até mais que se oferecer menos do que o conhecimento técnico disponível, isso é fraude do paciente, né? Isso. Então é a valorização máxima, porque as pessoas tendem a atribuir a tecnologia uma relação em cípida, e isso é fraqueza dele, o paciente está disponível para receber o melhor que ele tem para oferecer. Muito bom. Nessa estere, eu vi que o senhor falou uma hora sobre no tratamento, o médico precisa considerar aquilo que é a verdade total, sobre aquilo que é a verdade útil na comunicação das notícias para o paciente, né? Na busca de uma parceria, com solidariedade, com paixão, e esse olhar o outro para aquilo que ele precisa saber, naquele momento que o encoraje arreagina a busca de solução, e não de toda a questão técnica que só vai aumentar a ansiedade e medo, né, de antes da situação. Eu acho que um grave erro é o que a gente chama de antecipação do sofrimento, do dizer para alguém que tem uma doença grave, como é que vai ser o futuro? Os americanos fazem muito isso em oncologia, acho cruel. Primeiro porque nós todos, precisamos de um tempo para recrutar as nossas aviseiras emocionais e enfrentar coisas que nós nem sabíamos que era capaz de fazer. Isso distingue as fases de sofrimento, né? Derram mais de um paciente tudo que pode acontecer a cruelidade pura, porque até porque algumas delas não vão acontecer e ele sofreu inutilmente, né? Então isso é um cuidado básico, não antecipa sofrimento. E aí eu venho para o quarto tópico, que é o reconhecimento da história do outro, a sabedoria do profissional sendo o produto de exercício repetido da sensibilidade, conhecer a história do outro na sua profundidade, e aí eu lembro de ter complementado, porque me lembrei de um samba do Noel que dizia que é o recolho aminhador para o dor do outro passar. - E bonito. - E bonito isso. Não sei se a Helena quer dizer o quinto, posso ir atrás? - Eu vou dizer a última frase, mas tu diz o quíngaro. - Tá bem. - Oisina, os apartados. - E essa questão da equidade, né? - Isso se torce agora por último, sobre essa sensação do dever profissional, pelo exemplo, como isso fosse, né, sendo um estímulo a gratidão. E essa, como se o ar definiu a relação do médico com o paciente, como um jogo de sedução e conquista, que vai levar e que o profissional tem que esperar o sentimento da gratidão, pelo esforço que ele vai fazer em ajudar o outro. E que quando ele não tiver isso de um modo frequente nas suas consultas, que ele é a senda luta amarela, porque está faltando humanidade no seu tratamento, né? Esse exercício do olhar da escúluta se ocorre o toque hoje todos os sentimentos, né? Todos os sentidos, na verdade, o olhar, a escúluta, o toque, né? Então eu acho que isso que nos torna humanos, né? Isso que nos faz perceber esse ambiente, é ambiência. - É uma coisa que eu acho maravilhosa, né? Que o amor começa pela escúluta e termina pela não escúluta. E isso é exatamente assim, né? Quando você se relaciona trocando afetas, as coisas prosperam. Quando devem ser num pere de a paciência de ouvir, acabou, não. Acabou. E isso vale para exercício da humanismo em qualquer relação, não é só médica ou paciência. - Não, é com certeza. - E nesse processo, então, sem dúvida nenhuma, para que a gente pense numa medicina humanizada, a gente precisa sempre pensar que o humano toca, né? O humano vai fazer um gesto de apertar mão, de tocar o pulso, desaminar eventualmente um olho, em vez de pedir um exame para ver as emácias como tá imogrobina. Então esses pequenos toques são sim esperados pelos nossos pacientes, né? E fazem com que o médico seja humano. E eu acho que, basicamente, a frase que eu resumiria, que a gente conversou e te ouviu com todo esse deleite, esse aprendizado é o médico necessita ser humano e se colocar no local do humano que está próximo dele. E com isso, a gente vai realmente trabalhar a relação médico, paciente, humanizada e como nos ensinasse desde o início, né? Não seremos substituiidos por robôs, ao menos não nas próximas. - O chama-vinte gerações, quem sabe? - Entendi, então a humanidade não serão substituídas. - Eu não vou. - Exatamente isso, né? Então. - Ninguém quer ser a notícia do robô que ele tem uma doença grava, esse antistimulado abraçar o robô. - Exatamente. - É isso, né? - Professor Camargo, não tenho palavras para lhe agradecer, pessoalmente como eu estava lhesendo nisso, né? Ter a presença de alguém que muito antes já sabia o que que uma professora de literatura faria no Universidade da Saúde antes mesmo de eu própria saber o que eu faria. E entender, né, que a gente fica muito agradecidas pela sua presença, pela sua disponibilidade por todas as aprendizagens. E a gente gostaria então de convidar a todos que gostaram desse episódio a compartilharem nos seguirem nas plataformas. Os nossos episódios também são disponíveis no desert, na Amazon Music, na Apple Podcasts e no YouTube. Também estamos no Instagram integrados ao programa de contação de histórias, por isso nos siga no @contacalufxpa. - Por fim. - Aquele nosso convite, não é? Que se a humanização em Saúde te interessa, continue no seguinte e nos siga até o próximo episódio. Obrigada, professor Camargo. Obrigada a amigo Camargo. Obrigada, Lucas. - Obrigada, Lucas. - De todas as leituras nos sábados que são, enfim, os nossos deletes. - Obrigada. - E saí.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O podcast discute humanização em saúde, com foco no papel das narrativas e da medicina narrativa.
  2. O convidado, Dr. Camargo, defende que médicos devem ser "especialistas em gente", combinando técnica com sensibilidade humana.
  3. A escuta ativa e a comunicação não verbal (olhar, toque) são essenciais para estabelecer vínculos de parceria com pacientes.
  4. Pacientes em situação de vulnerabilidade são mais autênticos, e médicos devem aprender com eles, evitando prepotência.
  5. O médico que se comporta como "robô" será substituído pela inteligência artificial; o diferencial humano está na afetividade.
  6. A verdade útil, que considera o impacto emocional, é preferível à verdade total e cruel.
  7. Erros médicos podem ser mitigados por relações afetivas, que reduzem a judicialização.

Summary:

O episódio do podcast "Pod que Pode Contar a Tua História" aborda a humanização em saúde, com ênfase na medicina narrativa. As apresentadoras, professoras Lucena Pinheiro e Helena Barros, recebem o Dr. Camargo, renomado cirurgião torácico e escritor, que compartilha sua visão sobre o cuidado médico.

Ele destaca que a tecnologia e a inteligência artificial não substituirão médicos que desenvolvam vínculos afetivos com pacientes, pois o toque, o olhar e a escuta ativa são insubstituíveis. Dr. Camargo relembra sua experiência como estudante, quando um paciente o escolheu como médico por ter sido ouvido, o que o motivou a priorizar a empatia.

Ele critica médicos que se distanciam emocionalmente, argumentando que a compaixão e a parceria são fundamentais, especialmente em doenças graves. A "verdade útil", que dosa informações sem causar sofrimento desnecessário, é defendida como prática sensível. O médico também aborda a solidão como causa de muitas consultas, reforçando que o profissional deve ser um bom ouvinte.

Por fim, ele relata o caso de um aluno que, ao perder seu primeiro paciente, descobriu a importância de se emocionar, provando que a humanização é essencial na formação médica. O episódio conclui que relações afetivas previnem erros e judicialização, consolidando o cuidado como ato de encontro entre histórias.

FAQs

A medicina narrativa é uma abordagem que completa a ciência biomédica, focando na escuta e expressão das palavras, experiências, emoções e expectativas do paciente, promovendo a humanização no cuidado.

Porque, além da técnica, é essencial entender os sentimentos humanos para estabelecer parceria e cuidado, evitando que o paciente se sinta solitário ou abandonado, especialmente em doenças graves.

A IA trará um banco de dados imbatível, mas o médico que não desenvolver habilidades afetivas será substituído, pois a máquina ainda não pode replicar sentimentos humanos. O médico deve ser um especialista em emoções.

O toque humano e o olhar são fundamentais para estabelecer compaixão e comunicação integral. Olhar para o computador impede a escuta completa, pois a audição se faz também com os olhos.

O médico deve separar a verdade total da 'verdade útil', evitando dados cruéis que assustam sem benefício. A sensibilidade ajuda a comunicar o que o paciente pode carregar.

Porque médicos são seres humanos que devem se emocionar para mostrar autenticidade. Essa conexão fortalece a confiança e evita a judicialização, já que a melhor prevenção é a relação afetiva.

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