Go back

Masterclasse "Pessoa foi Sonhador?" por Ana Luísa Amaral

65m 55s

Masterclasse "Pessoa foi Sonhador?" por Ana Luísa Amaral

Nesta transcrição, o orador reflete sobre o papel do sonho na poesia, partindo de uma epígrafe de Mário de Sá-Carneiro ("qualquer coisa de intermédio") para explorar a fragmentação identitária em Fernando Pessoa e seus heterônimos. A tradição literária é entendida como maleável e passível de revisão, em contraste com a teoria da influência de Harold Bloom, citando Toni Morrison para defender a ampliação do cânone sem excluir autores clássicos. A língua portuguesa é proclamada como pátria, mas a poesia habita uma "terra de ninguém com gente dentro", um espaço liminar entre o real e o imaginado, onde o poeta finge emoções para criar arte. O orador critica a visão de Pessoa sobre a Europa, reimaginando-a como um continente marcado por refugiados, imigrantes e um modelo económico neoliberal, em contraste com o rosto de Portugal que fitava o mundo. Poemas próprios, como "Europa" e "Carta a Lídia sobre a Poesia", demonstram esse diálogo crítico com a tradição, transformando figuras como o Mostrengo em Adamastor e dando voz a perspetivas contemporâneas. A poesia é vista como um motor para sonhar o futuro, unindo memória, imaginação e revisão constante, num processo que nunca abandona o plano vivido.

Transcription

10679 Words, 58779 Characters

Portuguese
[Música] O pessoal é um sonyador, mas quero dizer isso, é uma pergunta, um bocadinho rodando, porque sonyador, para já sonyadores somos todos uns mais outros menos, não é? Em esse conto lugar, sem sonho não apuisia, portanto, a pergunta ensina, não, não, porque o sonho é no fundo para mim a possibilidade, pronto. Portanto, então resolvi fazer esta ligação, tenho no meu primeiro livro, minha senhora, que é um poema que se chama qualquer coisa de intermedio, esse poema parte de recreio do Mario de Sacanero com Epígrafo, sendo que o outro, que o poema depois fala é Fernando Pessoa, quase todo Fernando Pessoa, o Pessoa Alberto Caíro e o guardador de Rebenhos, é que eu haveria de voltar anos depois, num poema de às vezes o periso, chamado revisitações ou um outro entre dois rios e outras noites, chamado de sonhos e além o guardador, o Pessoa Ricardo Reyes, dasotes, o Pessoa Alexander Sertes, dos versos ingleses, o Pessoa Álvaro de Campos, o Pessoa Pessoa e ainda, portanto, o Pessoa Pessoa, de poema, o livro, como a mensagem, vou ler esse meu poema, que tem essa epígrafo, eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermedio, se eu fosse o outro, o do é o macio e do bigode eternizado em Cúbico-ermedo. Em guste e dividido em tantas partes e óculos redondos, podia te contar, eu guardador e sonhos. Se eu fosse o outro, o delicado e bebo do genio de nós todos, o que amostrenho e sabia dizer coisas enormes, numa pequena língua e fraco e império. Se eu fosse aquele inteiro ditado, desejero e exclusões falava de tudo em ingleses versos. E mesmo se não foi alguém disse, e podia até ser que eram amigos e o século anascer arrepiava como já não o fim, a razão nessa história do pilar e do tédio escurrer de um para outro. Servo mesmo, primeiro problema, para colocar uma pergunta, ou pensar numa pergunta colocada pela poeta de russa modernista Ana Akmatofa, que disse assim, os caminhos do passado são há muitos serrados e o que é o passado agora para mim. O que é? É que o que parece ser ófio acaba o inverso do sonho, ou seja, o passado agora para mim, dito de outra forma o que é para mim a tradição e qual é a importância que para mim tem pessoa. Deve dizer que ela é, como pessoa dizia, domito nada que é tudo. Entendo a tradição como possível de ser moldada e constantemente revista, de alugada, portanto, e acolhida. Por isso, não pertiro da famosa teoria daquele norte-americano, Harold Bloom, sobre a influência poética, em que se diz que a inscrição no canónia própria escrita se fazem pela relação agónica com os antecessores. Eu entendo que deve haver um ponto qualquer de consenso entre um lugar do da tradição literária e sua avaliação e a revisão desse mesmo lugar, quanto mais não seja pelo seu alargamento de fronteiras de gostos, de sensibilidades. Partido sim, do sentir de um outro norte-americano, esta romensista Nobel Tony Morrison, que seta nos anos justamente da adivuição do prêmio Nobel, que escrevia "e eu pelo menos não tensiono viver sem esquilo ou William Shakespeare ou James or Twain or Arthur or Melville etc. Deve haver alguma maneira de ampliar o canón sem sentir ficar esses saltores. Morrison, referi a saltores clássicos e norte-americanos, eu incliri aqui evidentemente e em cima a realista o nosso imenso camões e o seu supera, o nosso, não menos imenso, Fernando Pessoa, esse que se diz, supera camões. Assim, eu mentei com a tradição uma relação que é vê como iminentemente plástica. Ao mesmo tempo, passado a tradição, sou uma fortíssima razão de ser eu aqui e agora, porque é a tradição literária, a identidade e a identificação, e a identificação por duro de pela construção de memórias vindas de um mundo e dos livros naturalmente. Tinha a razão pessoa a prenar de suar, quando dizia que a melhor maneira de começar a sonhar é mediante livros. Ora, cada vez mais num planeta globalizado, nós ouvimos falar de tendência para ir radicar diferenças. Já não parece ser necessário estar circunscrito aos passos da linguagem, porque as definidades que se podem encontrar nos passos particular de um país, parecem cerca de vez menores. Todavia, eu sou portuguesa, como julgou eu, que é a maior parte das pessoas que aqui estarão. Será que isto me oferece nos oferece uma identidade específica? A minha patria é a língua portuguesa. A língua em si, segundo pessoa, não é a língua enquanto símbolo de território, como sabemos. A largua frase de Fernando Pessoa e, por conto, será a linguagem poética para mim apostar agora da frase de um poeta espanhol muito bom em Tonyo Gamaneda, uma patria dentro de patrias? É e pígrape que eu me serviria no poemaclío, não sou eu nem sou eu ou outro, sou qualquer coisa de intermedio, de Mario de Sacanero, parece expressar simultaneamente a capacidade de vios umbre do exercício de tudo e o preço enquanto de evitar o lugar da possibilidade difícil de ir se ia descelebrar no nosso século 21, ambos dentro do mesmo, ambos nunca dois, ambos quase. Se o outro, eu não sou eu, não sou eu ou outro, sou qualquer coisa de intermedio, se o outro é também desijar ser dentro do famoso fingimento pessoa, armento courts-rudrígueis, poéticamente revestido por sustante de Fernando Pessoa, como sabemos, de violentes de cisneiros, que é a maneira de um etrônimo, pessoa, a incarnação da imagem feminina tradicional, seguindo o gosto de modernista, um boi exemplo de fragmentação e de metamorfose, usando mais caras empressadas de si, ela mesma, uma invenção, de pessoa, de sacanero, de alver de campos, o mestre, do próprio armento courts-rudrígueis. Mas pode alguma vez estar-se dentro. Esse travestimento de courts-rudrígueis é sempre um estereótipo, eu recordo, as minhas mãos são os guias, são os fuzos brancos de termino, onde fiasque e não fias o sonho do teu carinho, por exemplo, são um poema assim. Não estará a poesia, que é, escreve sempre, ligeiramente desfocado de praterias ou de pretensas, ainda que essas patrias possam coincidir com a língua, não estará a poesia num espaço poes de sonho entre o real e o imaginado? Destaco do poema, isto, o famoso poema de pessoa, que é juntamente com autópsico-agrafido, os seus poemas mais conhecidos, ou mar português, destaco desse poema, isto, os 500 versos. Por isso, escrevo em meio do que não está ao pé. Em que zona intermédia de pensar e sentir dentro da língua, se inscreve e desenvolva a língua a gente depois ia. Será disto que se trata? Trabalhar uma língua estrangeira, não familiar, desconhecida e ao mesmo tempo reconhecível? 13, os 13, prevíssimos, fios de orientação. O alfabeto, como maior ou menor variação, é sempre que, ao que falamos e escrevemos nos passos de um mundo e da experiência. Os limites agramática disponíveis estão para ser transgredidos, não deixam de ser limites fronteiras que, se totalmente transpostas, encorrem na passagem para a terra da incompreensibilidade. As formas são coreografias, ditadas não só para quem escreve, mas também pelo tempo em que se escreve. E as formas mudam a colocação da voz altera, ver su papel e os sentidos da palavra poética, mas a policia essa não morre continua, tal como continuamos enquanto continuarmos humanos a sonhar literal e metafóricamente falando. Talvez seja isso, escrita de um poema, uma viagem feita de marcas tipográficas e de algumas topografias, uma zona selvagem, mas convocada também a partir da vida. Escrever ao meio do que não está ao pé, dialoga, revêndoa, com uma tradição que veia poesia, como as emoções relembradas na tranquilidade. Eu acho que por acaso é muito importante pensarmos como fornante pessoa, é tão devidor da poesia anglofona, porque ele sebi inglês contra ariamente a maior parte dos seus amigos e companheiros, sobretudo a língua como sabem a ar ofrenencias, mas ele sabe inglês e, portanto, ele leu William Wordsworth, ele leu Caleritz, por exemplo, ele traduziu como sabem a garaland-po, aliás é uma tradição afutamento, maravilhosa, maravilhosa extraordinário do corpo da garaland-po, essa tradição de finante pessoa. Portanto, com uma tradição que veia poesia, como as emoções relembradas na tranquilidade e este é um grande romântico William Wordsworth, dialogando também com o devir. Talvez a língua em que falava poesia seja essa zona que, assim como a mutáfora, só percialmente conhecido com a língua que falamos. Mesmo que ela seja dita como fez pessoa, claro, longe da emoção, gesto que sabemos hoje ser uma estratégia de lucratória sobretudo. O poeta é um fingidor, poeta é um sonidor, poeta é um fingidor, talvez mais nenhum verso se constituísse tão afurístico do famoso fingimento do poeta do que este central para explicar a distância de hormudronismo e a insistência na subjectividade e o sentimento arrumêntico. Mas se há afastamento, junto que ele existe no próprio ato de refletir sobre o processo poético do que sobre, mais do que sobre o próprio processo em si, porque esse verso, recordemos, segue em si outros no menos famosos, finis tão completamente que chega a fingir que é ador, ador, que devera senta. É pois a colucação de ador que está em causa são as palavras que podem que eu me flar a vida, mas a vida nunca deixa de l'astar e atravessa-se em um caminho que vai do plano vivido, por ao plano sonhado, mas que viaja sempre, que precisa sempre, do plano vivido. Eu, simplesmente sinto com a imaginação, estou olhando porque a dins desse poema não uso o coração. Escreve ainda a frente pessoa nesse poema, isto. Talvez a poesia, porque trabalha com a linguagem e a linguagem passa pelo conhecimento do mundo e pela consciência de si, o tenha cegido deste sempre, dessa diferença do publicação e de intensidade que avança para um terceiro estado e um no processo criativo ou da imaginação, que é aquilo que, segundo o seu poder de pessoa, caracteriza a grande poesia, estou a pensar naquilo que eu diz em a aerostrato, que diz assim, três espécies de emoções estou a citar a pessoa, produza em grande poesia, emoções fortes porém rápidas, captadas para a arte tão logo passaram, e emoções fortes e profundas ao ser enlhebradas muito tempo depois, e emoções falsas isto é, emoções sentidas no intelecto, agora reparem o que eu diz, não é insinciridade, mas uma sinceridade traduzida é base de toda a arte, ou seja, não mentira por outras palavras, mais fingimento. Uma criança, por exemplo, é a história, eu penso que é isso, não é uma criança quando arrangem três ou quatro caixotes e se põem dentro dos três ou quatro caixotes e diz que vai viajar pelas galáxias, ela é de facto que é o fazer de conta no fundo e eu acho um processo de milicine antes, é o sonho postem ação, pronto, postem movimento, ela não está a mentira, isto não é um gesto, isto não é mentira, é fingimento, portanto são realmente processos diferentes, eu acho que a pessoa também sabia e soube, e de facto aqui, nesse seu poema autopropicicografia, eu acho que isto está muito claramente, muito claramente dito. Então, uma proposta, e vou buscar o que dizia a Gamaneda, uma patria dentro de patrias, ou seja, apoisia como uma terra de ninguém com gente dentro, que é uma coisa mecadinha estranha, mas este é a minha proposta, uma terra de ninguém, como a terra de ninguém entre os fronteiras com gente dentro. E agora que estava a dizer para me ficar com um poema de um livro que tem, que se chama Escuro, que dialoga todo ele com mensagem, eu não sei, posso ir lendo e falando um bocadinha, as duas coisas, eu é muito tempo, é que eu realmente não resisto a dizer isto. Não, se calhar vou me aterar ao teste, melhor. E vou dizer uma coisa que não está no teste. Sim, sim, obrigada, Michel. Este livro que tem para mim mensagem dos mais bellos versos de pessoa e que são sobre o sonho enquanto justamente devido, os versos mensagens que falam, não são aqueles sobre o sonho, os do poema infant, aqueles que estão conhecidos, Deus quer, o homem sonha, a obra nasce, não são esses, não. São antes o que abrem um outro poema de ele que é o Dom Dínis. Na noite escrevo seu cantar de amigo o plantador de Ordenaos é ver, este é extraordinário. O plantador de Ordenaos é ver e ouve um silêncio e um murmur consigo. É o cantar dos penhazes que sobre o tríde de imperio ou um dola sem se poder ver, agotar esse cantar, jogando e porra, etc. Mas reparem, na noite escrevo seu cantar de amigo o plantador de Ordenaos é ver, é existir ainda. Então, ele indice-me porque é nessa absolutamente extraordinária e feliz imagem, é como se a poesia fosse um motor que permitisse sonhar o futuro. Porque ele escreve o seu cantar de amigo e ao mesmo tempo esse que é o plantador de Ordenaos que vão existir, não é que vão haver. Eu gostava só antes de continuar aqui, então só dizer um pequeno apontamento, é que mensagem sempre foi um livro, sabe-me-se falar lá fora, um Nicolau e eu fiz prosprèsum, fizemos vários poetas, porque isso fizemos uma pedirão, uma seleção de pessoa, a pessoa ortônio e meetrónimos e para fazer uns pequenos livros sobre, portanto, a partir de ser lá, da Álvaro de Campos, rei carte reis, de caíro, etc., e de pessoa a pessoa. E, portanto, fizemos uma seleção e uma introdução, portanto, a gente, e eu demorei muito tempo a responder e a gente disse "ah, não sei se faz, não faz bem tempo, não posso, quando finalmente respondi e já toda a gente me escolhido um seu pessoa", digamos assim, e a mim eu fiquei com o Ricardo Reis, que é o que confese, então vamos a falar disso, dos heterónimos de pessoa, é o que eu gosto de menos pronto, não é? Não gosto tanto, tem problemas, tem três problemas maravilhosos, pronto, e depois o resto, sinceramente, não sinto em pedia, mas eu crie a mensagem, e crie a mensagem até, reparem este meu livro que eu vou ler agora esse problema, porque eu tenho oscuro de a loja todo o erro com mensagem, é uma espécie de risco, não é riscrito, mas alguma maneira, revei uma série de coisas de mensagem, eu sempre me perço muita impressão, que é aquele sobre dona, como é que se chama, é meio dos daquim de incleta e geração, o que tem os fi, dona, dona, dona, dona, dona, dona filipa de lengaste, o poema chama de dona filipa, não é? E começa assim, e começa assim, que inigma ovo em teu ceio, dona, filipa de lengaste, e o poema começa assim, que inigma ovo em teu ceio, que só genios concebia, que sonho, que os sonhos veio volar a ficar nos um dia, volva nós, teu rosto sério, princesa do Centro Graal, o meno vento do Império Reinhentro Protocol, pronto, mas volva nós, teu rosto sério, reparem, o meno vento do Império, e que inigma ovo em teu ceio, que só genios concebia, que oitava, dona, filipa, não é, dona, filipa, ela é o seu ceio, ela é o seu ventre, que inigma ovo em teu ceio, que só genios concebia, e eu achei que realmente porque a história dela é uma história triste, eu escrevi um poema chamado, não vou ler esse, mas escrevi um poema chamado, a cerimônia, mas era justamente nessa linha que eu gostaria de ter falado, mas então o poema que eu gostava de ler, ou os poemas que eu gostava de ler, de escondelos, é a Europa, que é um poema que se criou logo, obviamente, com o poema de Fernando Pessoa, de Fernando Pessoa, a Europa, esse poema em que termina com Portugal, fitando o resto do rosto com que fita, é Portugal, o poema é muito bonito, escreve a Europa como mulher, recordam-se, a Europa já posta nos cutoveiros, que começassem, e depois o rosto com que fita é Portugal, porque nós estamos Portugal que está nos tremendo da Europa, não é importante, olha para toda a Europa, só que realmente a minha Europa não pode ser a Europa de Pessoa, essa Europa que fitava o mundo com o rosto de Portugal, a minha Europa, a nossa Europa, a Europa também, do sensidade da Nia, do Centéria, a Europa dos refugiados, os imigrantes, a Europa aprisionada a um modelo económico, ferroche e neoliberal, em que o capital se sobrepôs ao trabalho, a Europa espulhada e necessitada de se rever e a sua história, a Europa já posta nos cutoveiros, a Oriente e o acidente vai fitando, assim começa a recordar do poema de mensagem e termina como disse que o overso, o rosto com que fita é Portugal, uma poema diz assim, pouco fita a Europa, a não ser mortos por múltiplos disfarses, o rosto de Cálica, os lumes tão reais, os nomes emputados pelos números, mesas de número fartas, algo me vei as fitou, de que robos e furias lhe foram as paisagens e ao assumar-te fronta a maior arte sua, sinfonias abertas como nuvens, as cores mais deslumbrantes, rochas pintadas em soberbas linhas, os comoveintes traços e palavras, mesmo de fronte e si, distante e bela, que ventes reasumaram os cabelos, mesmo nesse repio novo de um século de pronúncios viola, guerras a destruir-lhe sól-o e gentes, o brilho azul da lua nas trincheiras, a mais pura impede a de relozindo, não tem olhos agora de fitar, se alguma vez o esteve, perdeu-os no outras guerras, resta-lhe de bater-se, como gonfinho endor preso nas redes, não tem olhos nem mãos nem fitam nada a Europa, nem que o teve os têm, que possam suportar justiças e bondades, e mesmo aqui, separá que olhasse, nada veria, a não ser outros gritos, sem voz, sem sul, sem esfinhos que deslumbram. A terra de ninguém com gente dentro é quem escreve e quem lê, mas é também a terra daqueles e daqueles que antes, aforam habitando, ainda que muitas vezes não pudessem chamar liberdadeirmente patria. A minha terra de ninguém com gente dentro, é protegente feita, uma terra de cor, pesidvosis dos quentes de mim, tiveram voz, e eu estou a pensar em muito concretamente desse que é, de facto, a nossa benção e a nossa maldição, porque não está ainda muito perto, que é afinando pessoa, que a amouins não desvaste na intenção, está lá muito atrás, mas pessoas está muito perto, sabe, que em cima, não é? Portanto, e ainda as vozes uscvim ao meu lado, temporal especialmente, e que tantas vezes não ele tem direito. Relendo nesse meu livro, um mostrengo de frente pessoa, um mostrengo lembram se o poema mostrengo com certeza, nós dávamos um mostrengo, que está no fim do mar na noite de Breu, e o ergueu o savohar, a rodada de novo, outras vezes, voce vezes, a ciária diz, quem ia quem usou entrar nas minhas cavernas, não desvendo meus setos negros do fim do mundo, e o homem do lembre de estremendo, ele rei, dão os bons segundos, e o poema continua, não é? É um poema muito bonito, porra disso, esse mostrengo em mundo e grosso, que o homem do Lem afronta, não é com o qual ele se afronta, num meu livro transforma-se no Adamestor. E então é ele que fala, já não é a terceira voz, e o poema diz assim, havia nesse tempo uma espécie de sol e era ao cimo da água, e eu no fundo do mar, e eu via aquele brilho sem saber que era sol, só uma linha de fusa a clarear lugares do nunca, e eu habitava mais fundo a fundura, nela, resplantecia a minha escuridão, feito entre limos, pedra e pesadelo, eu era o pesadelo, e não sabia ainda poder ser o sustento de ver, os edsonos, de línguas novas a falar abismos, inventaram-me ele naquele tempo, nessa espécie de sol, não chegou a toque para dizer corpo, e o meu era de pedra transformar-se, e disse era um carne, eu fiz-me carne, e disse era um moleme, e a pedra no meu corpo fez-se-leme, e deram bocabellos, boca, olhar, e eu olhei lá do fundo, da fundura mais fundo, onde vivia e critei, descoberto, inú, e forte, e eu vi um mar, mas o que dele reventou pro fundo, foi a parte de mim que nada era, a outra, que eu não sei por não ter voz, ficou na escuridão por inventar. Gustava, finalmente, terminar com um gesto de tributo, a Ricardo Reis, precisamente, o Ricardo Reis, porque eu tive que escrever do meu último livro do Watson Name, e já agora vou só contar uma coisa pequenina, porque o poema tem uma pequenina história, eu sou muito amiga, o poema disse, o poema chama-se "Carta a lidia sobre a poesia", que se achou perdida. Toda a gente se lembra da ódio famosa, do Ricardo Reis, vem sentar-te comigo, lidia, a vera do rio, sucegadamente, fítimos o seu curso e aprendamos que a vida passa. Pronto, sucegadamente, fítimos o seu curso e aprendamos que a vida passa. Isto, ouve mesmo uma história, o poema não tem de dicatoria nenhuma, se só se chama "Carta a lidia sobre a poesia", que se achou perdida, e outro dia alguém dizia, "Esquem será esta lidia?" Eu, que é esta lidia, é a lidia Jorge, que é muito minha amiga, eu estava com a lidia, eu estava com a lidia na uma coisa, na madera no festival de literatura, e estamos num restaurante, estava muito frio, e eu disse, eu já não escrevi a poesia para há três semanas, para mim é muito angostiante, e eu disse a lidia, sabe se uma coisa eu acho que é perdia poesia, e ela ficou muito a feria, "Mai, mil da tonónica, isso não digas, olha, tu sente, a família fala assim, tu senta no riso, tu senta mil da senta". E pronto, eu no dia seguinte escrevi este poema com o qual termino, e que obviamente fala, não é? Sem pessoa feito reis, feito pessoa em reis, digas, digamos assim, eu nunca teria escrevia este poema com que agora acabe, e com que realmente vos deixo, e peças que eu vou poder demorar, descalhar num que há de um tempo, carta a lidia sobre a poesia que se achou perdida. Diz-se, "Tão tem a noite que é perdia", e não se estava bem rio, nem eu te convido a ir a sentar-se comigo. Era no restaurante, sabia muita gente, e algum rosto, finíssimo de frio, que tu disseste, me escuta, querendo dizer-me, sente. Hoje, tentei de novo ouvir tão exitante como deve ser, os assuntos escuros do teatro onde muramos todos, mas onde tantos, nem sequer, por instantes, recebem foco em fim dos. e o rei alternou-se nada, a lidia, pois ela veio indócil, mergulhante, timida de criança, apuxar-me insistente pela dobra da blusa, obra mais quente do que o meu café. Em confidência e escuta, o que te dissam "Tem a noite", vejo agora, era um pouco mentira, uma provocação, a versão a la miaxava, um exorcismo quase obrigada por me lembrar, amiga, que não é sucegadamente que a vida passa. Obrigado. Muito obrigada, Nuloisa, por esta blicimentravenção, de uma enorme densidade que nos faz seguramente pensar, eu começava a perguntar exatamente isso que, como termina os poetas, vivem da inspiração, ou vivem do trabalho, ou vivem do trabalho da inspiração. Eu nunca mais me esqueço, por exemplo, pessoa dizia que tinha escrito o guardador de Rabanho de uma noite, e hoje havia se mito, que ele teria dito, tinha escrito, tinha estado toda a noite, a escrever o guardador de Rabanho, e que no dia de uma cintemana tinha o poema pronto. Hoje vai ser ver e parece que não foi nada assim, não pode ter sido impossível pronto. Mas as pessoas também gostam, pois a gente acredita nos próprios mitos que criam, portanto, o que eu acho, e acho que o melhor exemplo, que talvez, até do começo, vem de uma grande amiga, Stalry, a Rita, que é uma amiga como Maria Velha da Costa, que é uma grande romancista portuguesa, e Maria Velha da Costa, que cuja formação é toda a ela materialista. Toda Maria Velha Costa, profundamente Maria Lista, estava a escrever "Mira", o seu último començo, infelizmente ela nunca mais escreveu mais nenhum, estava a escrever o último començo, se eu fui a casa dela, e ela tinha as fulpinhos. As folhas todas assim, brancas, ainda, as canetas, os lápis, tudo ao lado preparado, para escrever, porque isso que vem um româneo diferente, eu também tenho um româneo diferente, se escrever, pois ia realmente, coisas muito diferentes. Mas então ela disse "Mas sim, olha a tua visóia, sabe-se uma coisa, estão a chegar-me às personagens". Ora, e eu nunca mais me esqueci deste frase, porque é uma frase extraordinária, estão a chegar-me às personagens, estão a chegar de onde? Não é que quantas pessoas eu já ouvi, como enciste as meus amigos, dizerem coisas assim. Olha, eu bem crie-me, tal, mas eu não deixo, ou ao contrário, eu não criei aquilo morrer, se dizer que quis morrer, pronto. E portanto, eu acho que é. que se de facto é de duas coisas, não é trabalho, mas é, obviamente, algo que eu não sei explicar. Eu sinceramente, eu não sei mesmo explicar, não sou capaz de dizer, exatamente de onde vem, de onde chega, quando chega, quando vem. É uma atenção também às vezes ao mundo, mas há algum só, porque é uma atenção também muito. Sei lá, eu não tenho sentido nenhum do orientação. Tenho zero de sentido do orientação, porque não é exatamente esse tipo de atenção. Eu posso pensar, desde vezes, pelo mesmo sitio. Por exemplo, por exemplo, "Preser-me continuar, perder-me, apesar de tudo, portanto". Não é decorar a lista, um pinar com o do migreja, ali está, que é assim que as pessoas que têm sentido do orientação fazem, pelos juízos, ficam ali gravados, não é aquela fábrica que dizem o que, o outro que tem uma coisa vermelha, e vão se pronto e orientam-se. Eu não morri antes, não sei fazer isso. Mas, às vezes, há atenção. Uma palavra já disse mais de uma vez, eu tenho uma entrevista a qualquer. Eu escrevo, pois ia, desde um conheço, desde sempre. E, ainda antes, saber escrever a minha mãe, tenho, para uma quadra, para os vistas, se eu lhe disse, eu era pequena, tinha quatro anos e disse, "Ah, e. Qual é a coisa com a mãe?" Eu quero, eu não sei que. É uma mãe escreva, se se se me me me me me me escreviu. E então, diz assim, outros, os gols, outros, foram as que o outro hora, quando eu não ver, diz "Belas, ou são amarelas, belas de outro hora, amarelas agora". Estão prestas para nada, não é? É uma quadra pronto. Mas é só isso, não é? Mas, belas de outro hora, amarelas. Agora, eu lembro muito bem de dançar a circunstância, que foi o fascínio com a palavra "O Trora". Aquela palavra que eu nunca tinha ouvido e que pela primeira vez, alguém maleu, porque eu não sabia ler ainda, mas alguém maleu num livro. Para crianças, provavelmente, o Trora, a Vieirais e uma reinha que tinha uma filha, não sei o que é, elas estareis, pronto que se liam, para as crianças, estareis fadas e priseses e priseses e para ir fora o patinho feio. E essas coisas, foi o que eu lí, como leram e portanto, é esse fascínio, há um poema muito bonito, e uma poeta de que eu muito gosto, pronto, por várias de traduzias, é a Melida e a Quincen, em que ela diz mais ou menos isto, escolhe-te, disse o poeta a palavra proposta. Fica aí com a candidata até que eu pense melhor. E depois, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, porque é de poeta, o poeta foi a filugia e quando estava quase escroguer a palavra, e agora repare, entrou, como é que é, "Deposition of Division", entrou aquele pedaço de visão que a palavra tentar a preencher. Ou seja, isto é muito curioso, esse pedaço de visão é aquilo que nós, como o momento chamamos, há falta de melhor palavra, a inspiração, que não deixa de ser, espirarei isto, não é? É deixar entrar algo para dentro de nós, pronto. - A Melida, a pouco estava a dizer, que pode haver palavras que desfiquem, remuer, ficado entre, e que escreveu um poema, que passava muitos anos como uma palavra. - Mas muitos, muitos, muitos, é um poema que eu tenho que se chama, o exceso, mais perfeito, e é um poema que foi escrito, para o meu livre, "Resupereço", acho eu, é, é "Resupereço", é um poema que tem rudo dentro, que é uma palavra, que é o único poema que eu tenho, com rudo dentro, pronto. Não tem mais nenhum, eu li acho. Só naquilo é que os rudo dentro ficou aberam, nunca havia mais lado nenhum pronto. E esse poema que cê cê circunstência é uma história muito, muito, muito triste. É uma história de trágica. De resto, era uma grande amigaminha, talvez a minha maior amigam, a Margarida Losa, talvez algumas pessoas aqui se recordem. Se eu disser o nome da mãe dela, se recordem da mãe dela, Ilos Losa, portanto, da escritora para crianças, Ilos Losa, então a mãe da filha da Ilos era a Margarida Losa e estava. tinha sido um câncero e soube naquele dia que venhava um saco amigo, pelo fenômeno não havia até uma vez ainda e pelo fenômeno e disse-me, a não lhe usa, eu não posso ir para descobriram metástas, pronto, é uma coisa horrível. E eu escrevi um poema que não tem nada a ver com doença, que não tem nada a ver com. Mas você tem a ver com a vida, ou seja, tem tudo a ver com a doença, tem tudo a ver com a morte, porque a vida faz parte da morte. E é um íno à vida, é um íno à poesia, mas o poema termina assim a sua mão erguida rumo ao céu carregada de nada, assim que o poema termina, digamos, e começa, criou um poema de respiração, tem 6 empodouros e foi, deve ser dos pocos poemas que eu escrevi, esse inteiro não mexi, em nada ficou assim, interim. Mas lá tem os rudo-dendros, diz, uma leme de inteira de rudo-dendros para um do vento, ao passar para as se escombradientes vele e lhe fica a se aprisionar ao quântico dos seus conseiros tão preciosas. É um poema sobre poesia e é um poema sobrevida, como digo. Quando o asvaldo, se o veste passado, não é, não é, não é, não é, que foi, escreviu uma coisa para o Brasil sobre um mensai, decidiu escrever a sua minha poesia e depois mandou-me, e fez aquilo que não se deve fazer, acho que é perguntar o que é que tu achas. Eu gostei muito, não é? Eu gostei muito, eu ensaio de algo, mas não sei assim, e diz-me, diz-me mesmo a sério, eu só não concordo muito, quanto a interpretação dos rudo-dendros, porque os rudo-dendros, porque, a que eu disse, uma leme de inteira, uma que é maleme de exatamente, não é? E eu disse, mas porque realmente os teus rudo-dendros, eles lindenteportam aquilo como um símbolo da feminilidade, da mulher, e não sei o que, porque os rudo-dendros têm a ver com o corpo feminino e os ciclos da mulher e uma coisa, enfim. Eu disse, olha, não tem nada a ver com isso, é ver com um livro que eu li com 12 anos, que foi repéca, não sei se já eram. Ou se viram o filme provávelmente do "Whitchcock", da Pt. Pêllo Whitchcock, Rebecca, de Daphne de uma Orrie, pronto. Tal, alguém, para eu te ver pessoas, que se recordam desse livro é um começo, aquela figura da Rebecca, né? A figura. E eu li aquilo com 12 anos, e ia terminar algum momento, pode ler uma descrição, qualquer coisa como. E eles de braço dado, desceram, porque eles viviam, numa menção manda ali, chamada a essa menção, pronto. E então, é um começo assim, de segunda, não é mais pronto. Então, eles viviam lá em cima, numa menção, e, que o lindíssimo, portanto, com o confista, para o mar, e eles de braço dado, desceram uma lemeida, com rudo-dendros do lado e de outro, grandes imenços, como bocas e antes. Porque a mais me esqueço disso, e antes com a gargada, e antes, que eu fui logo ver o que era, e antes, que eu não sei bem, porque eu tinha ouvido, mas a que o dada lemeida da rudo-dendros ia palavra com o dendros. Eu nunca, eu quando escrevi o problema, eu não sabia o que era o juro, e eu não sabia que era um rudo-dendros. Quer dizer, sabia que era um. Eu pensava que era uma flor com fésseis, e não é um arbusto pronto. Mas eu achava que era uma flor muito grande, tinha que ser uma flor enorme, pronto. Porque tinha uma boca e antes. Aquela imagem de criança ainda me ficou. E, portanto, quando eu publico esse livre em 98, se não me engano, por aí, não é por tanto. Já quase, na passagem do século, lá vem os rudo-dendros, e essas circunstâncias são assim, não é que azer. As coisas acontecem assim, por circunstâncias. E elas não têm que passar a problema. Mas o princípio, que eu digo, é verdade da vida. De fletida, quer dizer, não é refletida, é de fletida. Ela está. Nem sei se pode dizer de fletida. Não é um reflexo, digamos, não é uma. É um desvio, mas há sempre um fio qualquer que liga a vida. Tem que ver sempre um fio. Até porque o linguagem. Ele começou a colocar o língua, não é? Porque o poema escrito. Uma língua, uma determinada língua, quando terminadas palavras, as mesmas que nós usamos para comunicarmos os coros outros no dia a dia, pronto. Essa história que eu vou te contar, faz me lembrar um poema do Maria Eriqueleiria, em que ele utilizar a palavra "imersessível". E dizer "imersessível". Desilandei anos e anos para escrever o poema o comapalabra e "imersessível". Pelo que eu fiz isso. É ele. É que ele é que eu tenho o romance, que se amara, que é terminar o momento de exigir o mundo, é de um bravo. E não existe a palavra de um bravo. Mas eu não existe, mas eu nunca. É de um bravo, assim, qualquer coisa entre o de um bravo e o admirado pronto. E aí ficou de um bravo. Não existe. Isso é os poetas e os secretores criam palavras. Mas até esta repara, mas criam, mas elas têm que ter sempre, sempre um fiozinho teno que seja, no ligação as coisas. No luisitei, a sua perceção relativamente apoisido, a pessoa, é que ele trabalhava muito apoisido depois de escrever. Eu penso que sim, eu penso que a vida de pender naturalmente não é. Eu acho que, como qualquer poeta, uma vez assim, mais vezes, não é talvez, outras menos, sei lá, eu. É difícil dizer porque. Eu acho que é um bom problema, tal como uma boa casa, como bom prédio, digamos assim, não deve deixar ver os andámos. Era Edgar Allan Pau, que diz uma coisa muito bonita, que diz, se as pessoas soubessem. O que custa, escrever, se vissem todos os andámos, as goldenas, os aspenas fingidas, porque ele vai para a linguagem do teatro e não sei o que é. Portanto, tentando dar alguma maneira, eu penso que o que acontece é que, a determinada altura depois, para mim, o mais difícil, talvez seja iniciar o problema, não começar o problema. A partir daí, depois, ele continua a como se está alguma forma, como começa ele de guia-nos, e eu não sei se ele não tem provas nenhum, mas quer dizer, não sei, também não sou, como já tinha dito assim, uma acadêmica, a pessoa aniodor, falando de pessoa, conheço muito bem a poesia do pessoa, não sou uma acadêmica, a pessoa anada. Mas, julgo que alguns poemes, por exemplo, sei lá, o Alberto Caio, que eu gosto de imenso do Caio, o guardador de campanhos, por exemplo, e que ele parece realmente não ter tido o grande trabalho, mas nós não sabemos, não sei, eventualmente alguma. Eu acho que palavras, provavelmente, foram usadas, não é? Eu acho que isso acontece, muitas vezes, são palavras que se mudam. Outras, era também Carlos Olívera, que dizia, falava na atração vocabulária. Eu acho que a palavra, depois, se atraiam-me às outras. E que parecem assim no poemas, sei lá, folha-fália, filha-fim, filha-fólia, pronto, coisas deste tipo, não é que por vezes, se vão crescendo e vão tendo, vão encontrando seus próprios nexos. O que eu acho é que isso respondendo voltando a nossa tema, não é? Quer dizer, eu acho que, se nós temos poetas sonyadores, realmente, pessoa, bate os a todos, não é? Porque se entendermos sonho com uma capacidade imaginativa e ele de brússas muito, isso sim, não é? Estes páginas íntimas até sobre a questão da imaginação e perceber o que é a imaginação e como funciona a imaginação. Ele conhecia bem como dizia, como dizia bem os românticos e Calderis faz também uma distinção entre a fantasia e a imaginação, dizendo que são coisas diferentes. Então se entendermos sonho com imaginação e nós somos, nós somos, se é para a imaginação, para criarmos um dos novos diferentes completamente, completamente distintos e muitas vezes até a ficção científica prova e muitas vezes até muito à frente, ou muito atrás, digamos assim, desculpa o contrário, muito à frente o próprio tempo, não é? Mas isso é uma outra questão, que eu acho que é grande poesia, como de pessoa, por exemplo, vem sempre antes das trilhas, a poesia vem sempre antes das trilhas, sempre. E a poesia antecipa sempre coisas, não é? Mais uma vez estou a pensar em díquim, sendo que quando ela fala, em decisão do átimo, que ela é mulher, ela é muito 60, sabe-la o que é a decisão do átimo e toda vez a poesia pode imaginar isso. Então se nós entendermos sonho com imaginação, eu acho que quem consegue criar, nem só só quatro, são muitos mais etroonivos, são cinco, seis, que é dizer agora, e eles vão sendo descobertos, não é? Agora mais uma arca, não é pelo gist, quer dizer, mas pelo menos aqui, os que nós conhecemos, pronto, vamos só para esses, eles recar do rei, Albert Campos, Albert Caíro, Alexander Search, que é como falha. Al Bernardo Suárez, Fernando Pessoa, quer dizer, eu acho que se nós entendermos sonho como equivalente para imaginação, isto é, de facto, uma imaginação prodigiosa, não é? Prudigiosa, quer dizer, extraordinária. Nós tivemos também, recordem que era um fioetronim que sabia muita estologia. É, Albert. Na Arda-Tulaia seria? Baldai. Que era um super. - Ah, é um super. - Então alguém que eu sei que eu. - Super astral. Pois, eles ainda precisam convida, não é? Porque aquela gente tem toda a vida, tem profissões, tem cartas estruógicas, tem tudo que é da qual tem o seu. Tem a sua vida, né? O próprio equimênio daquela homem, não é que morre. É passar tudo novo, né? Porque o pessoal morre novo, não é? Há um outro que eu gosto de imenso, um outro poeta, ó, seu lá, que é sacanero. Eu acho que é um grande poeta, na que foi completamente. esmegado, não é? Por exemplo, a pessoa, o mario de sacanero, morre com 23, 24 anos, novice, novice, não é também. Quer dizer, toda aquela geração, eu acho toda aquela geração mojeração, extraordinária e almada negreiros, não é? Almada tem textos maravilhosos, tem nos textos na pintura, a mulher dele, sabe a função, a mesma coisa, muito esquecida, claro, mas isso. Eu, por acaso, gostava muito, não tivesse que calhar, era pessoa misógino, sabe? Mas, por que. Mas pode falar, pode falar. Já falei um bocadinho, já falei um bocadinho. Não, não sei, não sei, misógino, não sei. Quer dizer, acho que é um homem do seu time, não é? Acho que é um homem do. Quer dizer, não é, e não. Eu, sinceramente, entre Shakespeare, por mim, os dois maiores são Shakespeare e pessoas, e camões, para nós, ponha-se os três. Shakespeare, camões e pessoa. Shakespeare, porque realmente, e ele adorava Shakespeare, a pessoa, Shakespeare, porque realmente, tem a tudo. Shakespeare tem tudo, não é tudo. E já não estou a pensar, só nos seus unidos, na sua poesia, na sua. e nos seus. portanto, na sua. nessa. nessa. nessa dimensão, só pensar nas suas peças, propriamente, tinta-se. Quer dizer, não há peças nenhuma. Todos os. todas as emoções humanas estão em Shakespeare. Estudos, estudos sobre o ciúm, estudos do hotel, estudos sobre o ciúm, estudos sobre o poder, reileir, por exemplo, ou uma quepézca, dizer, ele tem estudos sobre tudo aquilo que nós sermos humanos, e nós ainda hoje, se temos, dizemos coisas, não é do. dizemos coisas de Shakespeare, e sabemos Shakespeare, não é? Portanto, esses estérias, não é? Esses estérias são para mim, assim, o que há mais extraordinário agora, e, por acaso, acho que a pessoa. que Shakespeare não muito menos me exoginou, se quisermos falar em misoginia, do que foi, acho que, francopesso, relativamente, todos eles ali, da viragem do século, o chamado "alto-modernismo", o chamado "alto-modernismo", e eu acho que tem grande dose de misoginia. Acho que eu tenho que Shakespeare até porque é século 16, portanto século 16, viragem, inicio, inicio mesmo, de século 17, reparem-se, pensarem um pouco de inespeças Shakespeare, ele tem mulheres fortíssimas, nas suas peças fortíssimas, personagens femininas que são absolutamente extraordinárias, conhecem o mercador de vinesa, lembram-se de um mercador de vinesa de Shakespeare, quem é que salva o mercador de vinesa? São aquelas duas mulheres, são fosem aquelas duas mulheres, que se esfaram uma da divulgada, a outra da ajudante da divulgada, não é bem podido, o outro ficar sem um bocado, sem a libera de carne, sem o meio que um de carne, não é porque o xaiologo bem ele tinha tirado um bocado de carne e mesmo assim, reparem como Shakespeare dá a xaiologo, o judêu, aquela fala maravilhosa, um judêu não tem olhos, um judêu não tem mãos, um judêu, não sofre, não é? Não é, portanto, isto é fantástico, hora, o que eu acho é que o modernismo, todo o el, el, tepão, afinal de pessoa, sacanére prothéis, raios, eu tenho que almo a teoriação, só sacanéme, mas é um bocado diferente. Almada, a cena do ódio, se ao menos tudo isso se passasse numa terra de mulheres bonitas, mas as mulheres portuguesas, estão a minha impotência. Desiste, a cena do ódio, a gente pode dizer, "Ah, tá bem pronto, mas aquilo é uma blague, não sei o que, tá, pois tá bem, mas diz o que é certo, é que escreve isto, ou escreve das ciganitas nació, depois, portanto, das ciganitas nació, eu ou digo isto, não é? É, dá um e depois das ciganitas nació, e portanto, isto está na, na, na cena do ódio, dá almo a teoriação, hora, e de facto, as figuras que aparecem em mensagem, era aí que eu queria este cara. Adona Felipe, é claro que eu sei quem é Adona Felipe, é do Leon Costa, eu não consegui lembrar do novo. Portanto, Adona Felipe realmente se pensaram nos bem nesse poema, é um poema que reduz, reduz pronto, é mulher, alvente, pronto, e foi isto que nós aprendemos também na escola, não é? É ela não val, por ela ela val como um mãe, daqueles quatro, Dom Eduardo, Dom Pedro, Dom Fernando e Dom Enrique. Claro, não é, Dom Enrique, pronto, amém, da impleta geração, é ela que o gera, digamos assim. Portanto, sim, é a Líade também, pão, também isso não faz de eles uns minossos poetas, que são poetas extraordinários, mas eu, para casa, até gostava que estivesse aqui uma pessoa que escreveu nos anos 80, um livro, ele é inglês, chama-se Martin Cayman, escreveu um livro que diz os nossos, alguns dos nossos melhores poetas são fascistas. É um pecadinho provocador, mas percebem o que ele quer dizer, não é porque é, porque curiosamente, em termos políticos, ou ideológicos, afiliação, não é das mais. É bastante conservadora, não é, não é das mais, liberais, não é, por exemplo, como os românticos, os românticos são todos revolucionários, que eram intervir socialmente, não sei quem, não sei quem, não sei quem, não sei quem, aqui não há assim, não há da parte de, quer dizer, a pior opção com a questão estética, é muito superior, parece-me, do que a pior opção com questão política, social, penso eu, mas é minha opinião. Luís, tu cois já uma ou duas vezes na questão da língua, o filme, e no facto de a pessoa, ao contrário dos seus contragantes da altura, dominar muito bem o inglês, o inglês tem uma costa somfrasica, diferente da portuguesa. Acho que isso, o trajo, o dado na sua aposição. Eu acho que, eu acho que sim, eu não tenho duvidas nenhuma, acho que sim, eu não tenho duvidas nenhuma, acho que sim, a um lado na aposição englof, na aposição engloamericana, e eu conheciam-me também Whitman, não é pronto? Sabemos, obviamente, ao lado ou o índio, não é para o Álvaro de Camus. Um lado sequisérmos de preocupação, ou melhor de atenção ao cotidiano, e de algo muito forte com os referentes concretos, tu não pensaram em Whitman? Quando digo os referentes concretos, que eu quer dizer com isto, eu vou dizer, eu sei lá, os poemas do Whitman, ou arquitetos, ou casas feitas de barro, ou prédios, não se quantos andaros, ou não se equipos, esta atenção, há um lado pragmático, digamos, chamemos de assim, na poesia engloamericana, que não aparece tanto na poesia englof, na poesia francesa, que é bastante mais, se quisermos, trabalhada do ponto de vista esturístico, não sei se me faça entender, quer dizer, isto nós sabemos, quer dizer, esta dimensão do comum, do cotidiano, digamos assim, e eu acho que o cotidiano está, por exemplo, inclusivemente, ou o cotidiano natural, por exemplo, num etrônimo como o de um caíro, por exemplo, ou em poemas como a tabacaria, por exemplo, alô, perdocando por isso não é. Isto podia ser, de facto, um poemas escrito por um inglês, ou por um americano muito mais, julgou eu, do que por um português ou um francês. Muito mais, por um português ou um francês quer dizer, está muito mais na linha da poesia engloesa, ou na linha da poesia americana, estrupeçaram em poetas como, de facto, por um que estou pensando em élio e a topo de mim, estrupeçaram em Whitman, não é portanto nessa, e Whitman, depois nos herdeiros, não é que ele vai deixar no William Carlos Williams, como poemas, como poemas feito a coisas muito simples, a coisas muito do dia a dia, e depois é a própria forma como tem toda a razão, como a língua se organiza, que é uma forma muito mais simples, escrevesse, e uma maneira muito mais simples, os poemas, inglês e americanos, sobretudo, e até a década de 70, digamos, do século 20, são muito mais narrativos, inclusivemente, tem uma estrutura muito mais narrativa do que a poesia francesa, por exemplo, ou mesmo do que, nossa poesia portuguesa, se nós compararmos os poemas dos anos 60 portugueses, com os poemas dos anos 60, em inglês ou americanos, são completamente diferentes, a nossa poesia 61 é uma poesia marcada, sobretudo, por um autor reflexivo, a linguagem, a refletir sobre a própria linguagem, não é? Não quero dizer que não há muito claro que há, mas é de facto o trabalho da linguagem com a linguagem. Aposir dos anos senta americana ou a inglesa, é um tipo de linguagem muito mais atenta. As coisas não é que é dizer, ou que está a volta, ou que acontece no mundo. E eu acho que isso influenciou-se com certeza, com certeza que definitivamente influenciou a pessoa. Aliás, eu acho que definitivamente, e descobre, magari, para o romance "Iro Teixe Amrível" da Costa, definitivamente, tem um grande peso na escrita da Maria Velha da Costa também. Porque eu acho que isso é de Maria Velha da Costa, tem as duas coisas. Eu acho que o facto de ela ter uma formação de germanicas, portanto, ter uma formação onde aprende inglês. Não é também. E não só porque nós português, somos muito mercados pela cultura francesa. A gente não tem que falar com a gente, porque não tem que falar com a gente, porque não tem que falar com a gente, mas com a gente, que não tem que falar com a gente. Agora já não, agora já ninguém fala francesa, infelizmente, pronto. Essa geração. Agora é o contrário, que é uma tristeza, mas a minha geração. Eu falo. Sou completamente fluente nas duas línguas a francesa e inglês. E é irmão ainda, não é, porque é irmão pronto. Mas quer dizer, mas o francesa, porque no meu tempo e com certeza, se vieram equiposos da aminidade, lembram-se disso. Nós já tivamos com inglês, mas sim com franceses. Portanto, eu tivemos todos cinco anos obrigatoriamente franceses. E mais dois, porque quis ir até o setembro com franceses, dizem-se, setembro com franceses, depois andei, mais tarde, nos ofrecezam. Não sei o que. Depois, e depois pronto, todos os teios que a gente estudava eram franceses. Depois, claro, como estudava inglês, eu acho que isso da realmente a cultura anglophone é muito diferente. Eu acho que isso dá uma amplitud de relativamente. Nós somos isso também, aquilo que o colhemos. O que o colhemos, que é dizer, qual é o poeta? Um poeta nunca lheu nada. Não há. O poeta é um leitor também, é uma leitura. É isso também. O poeta também é um leitor. Portanto, pessoas sabiam inglês, liam inglês muito bem, traduziu como diziu Shakespeare, traduziu Paul, traduziu. Não sei se conhece a tradução do corpo, do da drar Allan Paul. É extraordinária. É extraordinária, não é? Portanto, eu acho que isso lhe deu uma amplitud de que, por vezes, não existe. O outro, que se tem isso. E eu gostava de perguntar no seu método de trabalho, da poesia, se tem provê-se poemas que escreve, que não conclui, ou que conclui, mas que fica com a sensação que não estou a acabar, e que volta a ielus até finalmente ficar a ielus. Mal comparado, como se eu se me dizia, eles têm uma expressão muito feia, mas muito mal comparado, mas eu tenho lá duas caixas deste tamanho, não é? Ah, também já tenho umas caixas. Sabe por que? Porque o meu primeiro livro, eu publicei com tinta e tese anos. Eu não quis publicar antes, portanto. Já tinha muitos poemas, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, muitos, tenho poemas que me dava para publicar a ter uma expressão. E eles estão lá por alguma razão. É porque eu acho que não estão em estado deveria-lo estudiar. Mas às vezes eu vou buscar um ou outro e revei junto a recículo. Também é isto, porque a gente recicla. Eu acho que é reciclação, é uma coisa muito bonita, porque pronto é re-approveitamento no fundo. E fascisto, vai se buscar um poema e às vezes já uma condição de poemas com duas páginas e transformam sem poemas com dois versos. Pronto, eu aproveito dois versos e depois, por gostei daqueles versos e depois, faço, escrevo um novo poem para tirar um outro poema ou melhor. A continuação de um outro poema que não foi sustitado por aqueles dois versos que estavam num poema que tinha de corrente versos, mas do qual eu não gosto de sim-sim a poemas que não estão acampados. A contexto ainda outra coisa que tem a ver com a composição de um livro. Um livro é uma coisa de, é muito mais fácil de escrever poemas, mas do que fazer livros. É muito difícil fazer livros, porque o livro tem que ter uma organização, uma consistência, uma coerência, e a gente nem se chama de "perminho". O que acontece? Eu não sou capaz de pegar nos últimos 60 poemas, 50 que escrevi, que nem nunca é assim, porque os últimos livros até têm poemas agentes metendicos que vem e tal e que são misturados. Não sou capaz de pegar nos 50 poemas, juntar os a todos e agora pronto, tenho um livro novo. Não faço assim, quer dizer, eu tenho uma secção que chama "A Leste do Paraíso" e que está no meu livro, às vezes o paraíso. Aquela secção estava pronta quando eu publicei o primeiro livro, minha senhora de que, mas ela não cabia no primeiro, tentei polo no segundo, não cabia no segundo, tentei polo no terceiro, era como se o livro não aceitasse, não fazia sentido ali. E acabou por fazer sentido no quinto livro, que chama "A Leste do Paraíso". Não há vezes o paraíso, o livrius, poemas chamam-se "A Leste do Paraíso". Isso acontece, não é portanto, e sim há poemas que ficam por acabar. Agora como é que a gente sabe que o poema, como é que sabe, que o poema, claro, "A Leste do Paraíso" não é valeria e dizia um poemem nunca se acaba. É um poemem sempre aberto, sim, em certa medida, mas, partidomente, em que depois se publica, claro, depois, às vezes, aqueles poetas que fazem a Poesia reunida e que depois reventudo, não é, e reescreva em tudo, não é, e é outro livro que sai da lisa, outros poemas às vezes até. Mas para todos os efeitos, naquilo, terminado, naquela circunstência, naquela altura de vida, é que o livro está acabado pronto. E ele pode depois ser todo desmontado mais tarde, mas naquele momento, ele teve um princípio, um fim, eu acho que sim. Portanto, nesse sentido, o poema é chosto que, naquela altura, o poema podia ir para o livro, estava pronto, preparado para ir para o livro, pronto, digamos assim. Feito, tenho um poemem que diz isso, o poema estava feito, o fim dos ferimentos, de alguma maneira, né? Agora, como é que sabe que se acabou o poema, isso é quietamente, uma grande. uma grande. não sei. uma coisa estranha. A pouca analisa, dizia uma coisa muito interessante, que relativamente há aquele poema que eu li, é que ele poema. ouvo quem. o livro. não li atribuíso, ou pelo menos não achasse que era um poema que estivesse à sua altura, etc. O que ele pergunté? Acho que transpondo isto profre na pessoa, que o facto de lir criando vários iterórios e, dizer, também, por isso, é que. a quem escreve. e, enfim, temos o caso de Ricardo Reyes, não é? Que parece não estar ao nível dos outros, estes iterórios serviam um pouco o poeta de encerco-herente para que ele leia. Não, não tem nada a encerco-herente. Ele acha. ele não tem que pensar em quem ele é, eu acho que isso é fundamental. Mal vai o mundo quando os poetas pensam quando escrevem os poemas nos leitores. e nas leitoras, eu sou, eu tenho estes descuidados, pronto. Tem um bom poder que eu ia dizer. Portanto, mal vai o mundo quando isso acontece, porque isso significa que a pessoa está aos escrever o poemas, está consciente de que o que no momento em que escreva grada, mais ou menos. eu quando eu leito, vão, posso acreditar que não é. Ou aos críticos, sabe que ele vai ser aceito pela crítica ou vai. e, portanto, sabe, pensar e escreve. Eu penso que. eu não sei. Eu não sei exatamente se as outras se se recar do Reyes, é claro. Se as pessoas se recar do Reyes, se as pessoas se recar do Reyes, eu acho que ninguém vai ligar para nenhuma ofreira pessoa. Eu não tenho. eu acho que sim, quer dizer, se as pessoas se esticem as outras de recar do Reyes e mais nada, se nós não tivesmos ao passo que um alver de campos, fica na história da lintatura, não é? Sem dúvida nenhuma, quer dizer, na história da poesia, quem diz uma alguma como alberto que é iru. Eu não tenho um pessoa ouro, eu não tenho um pronto. O Ricardo Reyes, talvez ficava também, mas não da mesma forma, mercante como ficaram uns outros de forma alguma pronta. Agora eu acho que o Ricardo Reyes, que todos eles são uma espécie de constelação, não é? E como uma constelação, digamos, são como estrelas que formam. eles formam uma constelação. E nessa constelação, o Ricardo Reyes não deixa de fazer sentido também, porque é aquela exploração de um lado que quer iru, não explora, porque é o poeta das emoções ligada à natureza. Eu nunca. eu nunca guardei rbandes, mas é como se guardasse. Mas mais à frente, Paulo, nos rbandes, nos meninos dos, portanto essa espécie, essa quase, essa inocência, a inocência. Quero a caminho da sabedoria que falava, o outro poeta que eu conhecia também, que é maravilhoso, que é o William Blake. Que dizia isso, não é verdadeira inocência, é o caminho para a sabedoria profanqueiro, é isso da alguma forma. Campus é o moderno pronto, isso é assim, termos muito. uma pincelada muito rápida. E de facto, o Ricardo Reyes, é o que falta ali. porque o steio do Placicismo é o steio clássico. Vai ali, né, ao clássico, até não vai buscar os os refrentes do Placicismo, não é e aplica-os. Portanto, eu acho que nesta constelação o que aí faz sentido também não, era a mesma coisa que nós olharmos para a Ússa maior e dizer-nos, olha, mas também se não tiver aquela estrelação da Terapeza e eu faz para não faz mal nenhum, mas deixava de ser a Ússa maior, não é, ou menor, pronto. Ou que assim o peia quer dizer aquelas estrelas todas formam uma conclação. E eu acho que cada um daqueles heteróneos da alguma maneira faz parte, isto para mim, mas, repito, não sou acadêmica, pessoal, não sou. Faz parte dentro dessa constelação, eu durante muitos anos, em que com o poema de Oufreira, a pessoa estava com dois poemas na minha parte moeda, estes dois. Um deles era do António, Ramos Rosa e era que o poema começa para um amigo traque o tempo relógio no fundo do tal estubeira. E eu tenho muita pena, porque últimamente vai mudar, nós sempre sempre, a tempo de mudar sempre. Eu tenho muita pena, por nos últimos tempos, realmente não tenho conseguido por isso em prática, mas naquela altura eu consegui, mesmo com o teio de outro momento, eu consegui, por exemplo, realmente se alguém me tornação, não examos que a gente veio e dizia "vamos, pronto, eu tinha sempre tempo, ou pode estar comigo um boco de imposto, pronto". E eu gostava muito daqueles poemas para um amigo traque o tempo relógio no fundo do tal estubeira. E depois andava com aqueles poemas do pessoal que eu gostava muito, eu tinha paraímos, não sei, 30-40 alênios, que há doenças piores do que as doenças conhecem esse poema. Não é muito conhecido, eu vou dizer, é da pessoa. Há doenças piores do que as doenças, adores que não dõem nem na alma, mas que são dolorosas mais que as outras, a angustias sonhadas, mais reais que as que a vida nos trazem. As sensações sentidas só com imaginalas, que são mais nossas do que a própria vida. Há tanta coisa que se existia existe, existe demoradamente, e demoradamente é nossa, e nós, por sobreviver de fundo do amplo rio, um circo um flexo branco das gaivotas, por sobre a alma, o adjari no útil do que não foi, nem pode ser, e é tudo da mais vinho porque a vida é nada. Pronto, isto é um poema do Artwork, a nem pessoa. Eu não sei porque rai é que, naquela altura com 20-20 alênios, é que 30-30 é que ele, para mim, eu dizia mimência e mesmo e mesmo. E mesmo, de facto, minha razão realmente está acontecendo os corros poemas, não é? Quer dizer, há momentos em que um poema nos fala que uma forma absolutamente extraordinária, e depois, mais tarde, deixa de falar tanto. E depois às vezes volta a falar outra vez. E o de facto do Ricardo Reis continua a costar muito de aqueles deus, não, para ser grande sem inteiro, que ele se conhecido, nada de teu ex-agera-os que ele, se todo é em cada coisa, depois, enquanto é, no mínimo que faz assim, em cada lago, muito a ira abriria, porque ela está vivo. Pronto, acho que é um poema, mas é um poema muito pensado. Eu acho que isto é um poema muito mais entre aspas cerebral, se é que se pode dizer isto, porque nós hoje sabemos e sabemos provável até pela neurociência e pela medicina. Portanto, sabemos que não conseguimos distinguir a emoção, quer dizer, que não há emoção para um lado, a razão para o outro, nós não conseguimos tomar decisões sem que a emoção esteja presente. Mas, se podemos falar, isto é um poema muito mais cerebral do que o outro, do que eu acabei de dizer que tem aquela imagem, do que cima, o circo um flexo branco de dois caivotas. Se nós pensámos numa caivota, não é? De facto, ela é como se ela fizesse um circo um flexo. E, aliás, quando se desenha uma caivota, é isso, fazemos, é um circo um flexo. Ao contrário, em um precaso, fazemos ao contrário, o circo um flexo. Ora, já não sei por onde é que era, já não sei por onde é que era que era. E, pera, isso é um porém, era um porém, aquilo que acabou de ler. Eu acho que é um porém dramático, porque, infelizmente, a velhice, pronto, é um mal comum a nós todos, as artrosas, essas coisas todas. Aquilo é um poema que parece ser um poema satírico, cómico, mas, de facto, é um poema. Eu acho que é um poema, até trágico, não é? Mas o que é certo é que houve uma pessoa que me diz, "Tú não posso publicar isso?" Não visam um pote, não posso. Isso é horrível, é horrível, horrível, porque não se faz uma coisa dessas. Não se matam os mitos, assim. E um dia, e eu tive, aquilo foi, então, como é que se isso foi me dito, com tanta certeza e com tanta forma, tão vivimento, que eu pensei pronta, num público. E o poema, esteve operado, quatro anos ou cinco anos, e, pelo menos, o que foi, um dia, no Brasil, não se for ficando coisa depois, só o poesia, ele pensei que é primeiro. Eu vou ler o Pedrines e nesse e Pedro, assim, não é Pedrines, é nesse e Pedro, quarenta anos depois, portanto, ela não morre, ela está a viva, ela fica a viva, o que é que teria acontecido, se ela não morresse. E no Brasil foi um grande sucesso, porque, de facto, o novo mundo mata, como maior facilidade, os mitos do que o faz, o velho mundo, esteve verdade. Portanto, para os Brasil, eleia, claro, porque o que é maravilhoso, então, foi a plaudida bem, não sei quem não sei. E eu pensei, ela é pronta, vai para o vosso, e foi, e foi para o meu livro, o vosso.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O sonho é apresentado como motor da poesia e da vida, sendo uma possibilidade criativa e transformadora.
  2. A identidade poética é explorada através da fragmentação e da intermediedade, com referência a Fernando Pessoa e seus heterônimos.
  3. A tradição literária é vista como plástica e revisável, em oposição à visão agonística de Harold Bloom, apoiando-se em Toni Morrison para ampliar o cânone.
  4. A língua portuguesa é considerada a pátria do poeta, mas a poesia habita uma "terra de ninguém com gente dentro", um espaço entre o real e o imaginado.
  5. O poema "Europa" de Pessoa é revisitado criticamente, abordando questões contemporâneas como refugiados e capitalismo.
  6. A leitura de poemas próprios, como "Europa" e "Carta a Lídia sobre a Poesia", ilustra o diálogo com a tradição pessoana.

Summary:

Nesta transcrição, o orador reflete sobre o papel do sonho na poesia, partindo de uma epígrafe de Mário de Sá-Carneiro ("qualquer coisa de intermédio") para explorar a fragmentação identitária em Fernando Pessoa e seus heterônimos. A tradição literária é entendida como maleável e passível de revisão, em contraste com a teoria da influência de Harold Bloom, citando Toni Morrison para defender a ampliação do cânone sem excluir autores clássicos. A língua portuguesa é proclamada como pátria, mas a poesia habita uma "terra de ninguém com gente dentro", um espaço liminar entre o real e o imaginado, onde o poeta finge emoções para criar arte.

O orador critica a visão de Pessoa sobre a Europa, reimaginando-a como um continente marcado por refugiados, imigrantes e um modelo económico neoliberal, em contraste com o rosto de Portugal que fitava o mundo. Poemas próprios, como "Europa" e "Carta a Lídia sobre a Poesia", demonstram esse diálogo crítico com a tradição, transformando figuras como o Mostrengo em Adamastor e dando voz a perspetivas contemporâneas. A poesia é vista como um motor para sonhar o futuro, unindo memória, imaginação e revisão constante, num processo que nunca abandona o plano vivido.

FAQs

Fernando Pessoa é visto como uma figura central que supera Camões, representando a tradição literária como algo plástico e revisto constantemente. Ele é uma forte razão de ser para a identidade literária portuguesa, baseada na construção de memórias vindas dos livros.

Para Pessoa, a língua não é um símbolo de território, mas sim a linguagem poética que pode ser uma pátria dentro de pátrias, como sugerido pelo poeta espanhol Antonio Gamoneda. Isso expressa a capacidade de voos múltiplos e o preço de evitar um lugar fixo.

A poesia é vista como um espaço entre o real e o imaginado, onde o poeta finge emoções de forma sincera, como uma criança que brinca de viajar pelas galáxias. O fingimento não é mentira, mas um processo criativo que transforma o sonho em ação.

Essa expressão descreve a poesia como uma zona intermédia entre fronteiras, habitada por quem escreve e lê, incluindo vozes do passado que não tiveram direito à pátria. É um espaço de sonho e metamorfose, onde a língua é trabalhada de forma estrangeira e reconhecível.

No livro 'Escuro', o mostrengo de Pessoa se transforma no Adamastor, que fala em primeira pessoa sobre sua escuridão e transformação. O poema dialoga com a tradição, revendo-a, e explora a invenção de si mesmo através da linguagem.

A identidade portuguesa é oferecida pela língua, mas num planeta globalizado, as diferenças tendem a se reduzir. A pátria é a língua poética, que permite uma identidade específica, mesmo que as fronteiras linguísticas pareçam menores.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.