Marc Bloch e Simone Vidal: a história serve para quê, afinal?
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O episódio narra a cerimônia em que dois cenotáfios de Marc Bloch e Simone Vidal foram levados ao Panteão de Paris, em homenagem póstuma 82 anos após a execução de Bloch pela Gestapo. Bloch, um dos maiores historiadores do século XX, escreveu "Apologia da História" para responder à pergunta de seu filho sobre a utilidade da história, obra concebida em condições extremas durante a ocupação nazista. Fundador da Escola dos Annales com Lucien Febvre, Bloch inovou ao propor uma "história-problema", focada em mentalidades e estruturas sociais, em vez de meras narrativas de eventos. Sua esposa Simone Vidal, também resistente e colaboradora intelectual, foi incluída na homenagem com estatuto igual, a pedido da família.
A cerimônia marca um feito inédito na França: a primeira vez que um historiador exclusivamente dedicado à disciplina é admitido no Panteão. Em contraste, Portugal já havia honrado Alexandre Herculano no Mosteiro dos Jerónimos no século XIX, após um movimento cívico. O texto também contextualiza a vida de Bloch, desde sua origem em uma família judaica alsaciana que escolheu a França, até sua resistência ativa contra o nazismo, culminando em sua prisão e execução. A narrativa reflete sobre o papel da história como ciência da humanidade, a memória coletiva e o nacionalismo cívico, inspirado por Ernest Renan, que definiu a nação como um "plebiscito diário".
2 caixões subiram a Grisso-Flo, em Paris, e entraram no Pantião, debaste aquele flontão que diz "O Grande Zome, la Patria e Reconeçante, aos grandes homens, a Patria reconhecida". Poder-se e acrescentar as mulheres também, um dos caixões, é de uma mulher, o outro, é de um homem, mas dentro dos caixões não estava ninguém. Vou contar-vos o que eram Marc Bloque e Simonovidal as pessoas a quem pretençaram estes dois caixões. E porque que chegaram ao Pantião, 82 anos depois da morte? E também porque é que isso tem relevância política, mas pelo que mim quero contar-vos a ser cadê estes turiadores, que já mencionamos aqui algumas vezes, a sua ideia de que a história é a ciência da humanidade, e de uma mudança que já estava ao longo de todo tempo. Ce 16 de junho 1944, ao Cré-Puccul, em um chão de la região lhe unez, lhe unezis executados. 30 homens de toda condição, confeção, opinião. Não há muitos esturiadores no Pantião, a Infraça, Portugal levou um esturiador aquilo que era então o nosso Pantião, os Jornimus, 138 anos antes da França, com a Alexandre Arcolar. Mas na verdade aquilo para que serve este episódio do podcast é para responder a uma pergunta que um menino fez ao seu pai, como aliás, já fizemos em episódios pretéritos, e como aliás eu também em tempos fiz quando era menino, ao meu pai, a pergunta é muito simples e ainda não há procura dela para que serve a história. Tempo ao tempo é um podcast de histórias da história, de passado, presente e futuro, da mudança da memória no tempo. Eu sou o Guitavars e venho comigo dar tempo ao tempo. Olá, sou a Jornim Angelica. Eu sou a Palacar doze, juntas criamos o tal podcast, um espaço de conversas reais, profundas e sem fiotos. Todas as quinta as feiras, danos a conhecer de novas pessoas, com ideias e trajetórias que inspiram mudança. Páudano a ouvirmos em todas as plataformas de podcast e nos sites dos preços e circunitências. Houve uma vez a França que um rapazinho fez a mesma pergunta ao pai. Na verdade, incontáveis meninos e meninas terão feito essa pergunta porque esta palavra e história não é uma palavra que se aprenda logo de forma evidente. Ela tem um passado antigo, grego e prótolindo o europeu que significa algo como ver a indiente, ver para frente, vido, tor, vido da mesma expressão que nós utilizamos para vídeo, por exemplo, o verbo, ver e sór para frente. Na verdade deve acreditar com algo como pesquisar e investigar. Nas primeiras vezes que história aparece na história é com este sentido de investigação, as investigações de tussídidos ou de aeródoto. É assim que aparece a história, mas como o resultado de investigações é narrativo, depois da palavra história para a investigação, aparece
mos a palavra história para o livro que resulta dessa investigação. E esse livro organizado forma narrativa serve para as histórias da historiografia que têm que ser verdadeiras e documentadas quando, por acaso, falamos de algo de que não temos a certeza. Aí explicamos que estamos a sair do prímetro do documentalo ao contrário do que acontece nas histórias da ficção, onde o contrato é exatamente o contrário. É o da suspensão da descrensa, quando abrimos a primeira página do começo, estamos dispostos a serem ganados com gosto. Então, contos a história de um menino que perguntou ao pai, então para que serve a história, provavelmente, ou saber que o seu pai era historiador e, portanto, ter que entender aquilo que era a profissão do pai, o problema é que a profissão do pai faz com que não seja fácil responder a pergunta do filho e o pai marque bloco, não quis despachar o filho com qualquer resposta e levou a pergunta tão a sério que, mais tarde, vai eu escrever um livro inteiro que não acabou para ele poder responder. Esse livro foi escrito nas piores condições imagináveis, em fuga, nos condorijos, sem biblioteca, sem fichas, sem qualquer dos seus livros, fazendo aquilo que muitos esturidores têm medo de fazer citando de memória. Esse livro chama-se Apologia e por registrar o Metê de Historia, Apologia da História ou ofício de esturidor. Desde então, foi lido em universidades de praticamente todo mundo e continua a ser uma reflexão magna acerca da própria historiografia. No entanto, o livro, como os disso, ficou inacabado porque ao homem que estava a acontecer, em vez de apenas escrever a história, aconteceu a história e ele porque foi em busca delas. Esse homem chamava-se Marc Bloque, foi fusilado pela Gestapo 16 de junho de 1944, faz agora 82 anos, uma morte trágica e ingrata porque ocorreu 10 dias depois do desembarco na Normandia, mas um pouco e Marc Bloque ter sido salvado. Foi este homem que chou ao pantheon de Paris 82 anos depois. Não vai sozinho porque a família não quis que ele fosse separado da sua mulher, se uma anifida, que morreu de cancro sob um nome fictício enterrada numa fala como também durante a II Guerra Mundial. Enfim, quando se diz que entraram no pantheon é uma maneira de dizer pantheonizar alguém, não significa que os seus reches mortais reposa num pantheão, neste tipo de templos que vai buscar a sua inspiração a antiguidade, mas que no fundo é muito moderno, da construção do nacionalismo, a infração a um, aqui em Portugal, também os países por legislação criam muitas vezes os seus pantheões. E nos seus pantheões, tanto no francês, como o monósofo aqui em Portugal, atumulos os seus homens e as mulheres, e depois há outra coisa que tem um nome estranho e uma função talvez mais estranha ainda chamam-se "sinotáfios", basicamente são túmulos vazios que ensenam o túmulo real e que preservam a memória daqueles que a patria reconhecida, que escontarem dos seus homens e as mulheres maiores. A família de Marc Bloque e de Simón Vidal, os seus homens não acertaram que os restos saísem do pequeno semitério de Laburdem, na Crase, na região onde Marc Bloque se escondeu e onde escreveu a Apologia Polistuar. No pantheão fica um nome no fundo o espírito do homem e da mulher. Na terra fica o seu corpo. Ora, antes de continuar com esta história, quero fazer uma nota. O pantheão existe desde a revolução francesa. Estou lá volta e rusou, viegto ao rio go e isolá, está lá o resistente jamulã, está lá a cientista Marigurí, está lá a Dancerina irresistente Josephine Baker, americana mais francesa e estão lá dezenas de outros nomes. Mais recentemente, Robert Bader o ministro da justiça que abuliu apenas de morte e também um casal de resistentes franco-ormenios que foi o levado para o pantheão recentemente. Missac Manuchian, o homem e milíneco foi associada simbólicamente à pantheonização de Missac Manuchian. Estas são as pantheonizações mais recentes. A de Marriplóque foi anunciada há um par de anos por macon e foi agora levado a cabo. A família, pois algumas exigências ao presidente e uma delas foi que simbónevidal fosse entrar no pantheão com o estatuto formalmente igual ao do seu marido na pantheonização. Mas aquilo que eu queria que se fizesse no estado é que neste 200 e tal ano de pantheão nenhum esturidor entrou enquanto esturidor no pantheão. Volta-re é também um esturidor nomeadamente no seu grande livro do século de Louis XIV que creio
já apareceu neste podcast. Mas entrou por várias outras coisas, por ser dramaturgo, por ser poeta, por ser autor dos contos filhos óficos como candidato ou micro-megace. Também outros autores aqui que, de certa medida, são historiadores, victor rigou, por exemplo, no seu grande poema, la legião de Ciecle, a lenda dos séculos. Mas um historiador, enquanto o autor tenha apenas escrito história, é a primeira vez que entra no pantheon em França. E isso dá-me a azul a fazer um desvio para vos dizer que, em Portugal, a primeira pantheonização de um historiador ocorra no século 19 com a Alchandra Ercolano. E não se trata de uma decisão de intelectuais, mas de um movimento cívico, que passou por uma subscrição pública, um peditório, que fez com que os restos de Alchandra Ercolano, que morreu no ribetejo 11 anos antes, tivessem ido em 1888 para o mostário dos Jerónimos. Sob grande aplauso do país inteiro, e não só do Brasil também. Poucos anos antes de morrer, Alchandra Ercolano tinha sido procurado no ribetejo pelo imperador do Brasil, quando este visitou Portugal, tratava-se de um historiador respeitado em ambos estes países e, pouco tempo depois da sua morte, o país mobilizou-se para levar alchandra Ercolano para a sala do capítulo dos Jerónimos, onde ainda está. O que é curioso é que nos Jerónimos tiveram também almeida garret, João de Deus, Guerra João Carlos e outros, a espera do momento em que o Pantião Nacional de Santa Engraça ficasse pronto. Quando ficou pronto, foram para a sala dos escritores do Pantião Nacional. Já agora, um parêntese, o primeiro lugar onde tive um trabalho, e onde me ganhei de dinheiro, como guia turístico, que me serviu para comprar uma bicicleta na altura, e as gujetas para gastar na fara da ladra ali mesmo ao lado para comprar vini. Mas Ercolano não estava no Pantião Nacional de Santa Engraça, ficou nesse outro Pantião, que na verdade hoje em dia é analgou legalmente ao Pantião Nacional de Santa Engraça, mas que, durante algum tempo, na verdade é maior ainda do que Santa Engraça, porque nos Jerónimos estão camões, está gamma ou estará se os ossos forem escorretos, está pessoa ou seus etróneimos e está a Lusander Ercolano. E está também ou estará se ver a essa história se for verdadeira a história do Pantião. Ora, Ercolano era o homem que tinha não glorificado a história de Portugal, mas curiosamente feito o contrário disto, de certa forma de de sacralizar a história de Portugal. E por isso é interessante que o país do século XIX tenha tido a coragem, a grandeza de levar Ercolano para o Pantião. Porque cerca de 40 anos, quando publicou a sua história de Portugal a partir de 1946, Ercolano tinha cometido o que era considerado um sacrilegio, com o tar a batalha de Joric, sem o milagre de Joric. Sem Cristo aparecer de um fom ser riqueis com a promessa de um rame para os portugueses, não porque tivesse nisso qualquer gosto, qualquer prazer especial, mas porque os documentos não me permitiam contar a história da maneira que a igreja cria que ela fosse contada. Evidentemente, Alexandre Ercolano, que era um homem até na política, um liberal sim, mas um liberal mais conservador e certamente se zoos, acabou por sufrer grandes ataques por parte da igreja, que respondeu com um pamfleito, foros chamado "eu e o clare". De qualquer forma, Alexandre Ercolano, que foi autarca, presidente a Câmara de Boulain, que na altura era uma cidade separada de Lisboa, foi deputado, os quais está ainda nos passos perdidos, dá sembole da República, ao lado de José Estevan, ao Medagarrete e passo Manuel na pintura dedicada por colombano-Bordal Peneiro aos setembristas, e ele que estava à direita dos setembristas, mas tinha com eles, boas relações, na altura, saiu da política e da cidade, e foi para o rebatejo, para a Vale de Lupe, fazer agricultura, aí morreu, e aí o povo foi buscar para levar para os Jerôneimos. E na altura em que Alexandre Ercolano foi para os Jerôneimos, o maior historiador francês era provávelmente Erneste Rana, também fez, certamente em França, na década de 1870, quando Ercolano foi para os Jerôneimos, o mesmo que Ercolano tinha feito em Portugal 40 anos. Escandalizou a nação quando se perguntou assim mesmo numa cata atrás da Sorbonne, que é-se que o Nacion, o que é uma nação? E ao responder a esta pergunta, Rana acaba por, por, em segundo plano, até tirar de cena todas as explicações que são comuns dos nacionalistas para a nação. Com Rana, a nação não é uma raça, a nação não é uma língua, não é uma religião, não é uma fronteira natural, a nação não é até contra a própria itimologia, o lugar onde se nasce. A nação diz Erneste Rana é um plubecito de todos os dias. É uma espécie de referendo diário que se constrói, em que decidimos viver juntos, em que decidimos fazer uma comunidade política, em que decidimos ser uma comunidade de destino. Portencemos a uma nação porque queremos potencer a uma nação e enquanto queremos potencer a uma nação, temos que renovar os nossos votos todos os dias. Contra teorias da raça e do sangue, Rana tem uma teoria que é de um nacionalismo cívico, voluntário, por escolha própria. E isso foi evidentemente um grande escandal, que só não foi o maior escandal da vida de Erneste Rana, porque os que ele voltam a ir uma vida de Jesus, que fica para outro dia neste podcast, mas que também eu levou a sofrer grandes ataques da igreja. Erneste Rana tem uma importância grande para Mark Bloque, porque o lembra que Mark Bloque viria a escolher para si mesmo, já no outro século, é um que vem de duas palavras latinas que ele vai buscar precisamente a Rana, de elexi veritatem, amei a verdade. Mark Bloque nasceu em Lyon em 1886, precisamente nesta altura em que Erneste Rana era um gênio historiográfico, vou ler a Mico, mas cada vez mais reconhecido. O meio em que Bloque nasceu é o meio das famílias judaicas alçacionas que se recusaram a ser germánicas nesta altura a alçácia tinha sido conquistada pela Almanha, a seguir a guerra de 1871. E dentro da alçácia os que mais se recusaram a ser alemães foram judaios. Embora mais afrente isso não nos vai ser reconhecido a agradecido quando pensarmos que uma destas famílias de refusar, ou seja, daqueles que se recusaram a ser alemães, a do capitão de refus foi perseguida a infrança no episódio famoso do Aferda, refus, um caso de antisemitismo no final do século 19. Mark Bloque nasceu então nesse meio dos judaios alçacionos que escolheram a frança como nacionalidade. E por isso não admira que Rená, o homem do nacionalismo cívico, ou seja, da construção da nação como um plube chito todos os dias, algo que se escolhe ser, fosse tão importante para Mark Bloque. Ora, a família Bloque optou deixar a terra que era da sua origem para ficar em colo seu país, saíram da alçácia e continuaram a infrança. Ora, acontece que, no primeiro guerra mundial, acaba por alçácia ser reconhecistada pela frança e a frança de uma ar conta de Strajeburgo, a capital, e colocar nela uma universidade para onde vai o jovem Mark Bloque com Simone Vidal, a sua mulher, também filha da burguzia judaica e, parentes, embora distante nos próprios de refus. Mark Bloque vai então para Strajeburgo ensinar na universidade da alçácia e reconhecistada, não desde logo com professora, mas como métro de confeirance, uma outra categoria que a academia francesa tem, só será professor catadratico mas afrente. La conhece uma série de outros esturidores em geral jovens e que não tinham tido lugar na sua revolu, não eram então considerados como os nomes mais altos na hierarquia acadêmica francesa. Com Simone, que é aliagem à sua primeira letora, a secretária que passa aos seus livros a limpo, com muitas vezes a acontecer nesta época, o laborador que acaba por fazer as notas de rodapelhas, bibliografias dos seus livros, Bloque escreve logo nos anos 20, um livro que é dos mais interessantes que produziu, os reis de Talmaturgo. Talmaturgo quer dizer reis que curam reis curandeiros, sei se inquiserem, e que curam de uma forma muito específica pelo toque. Na verdade, Bloque decidiu escrever sobre algo que muito provavelmente não foi verdade, que é uma escolha arriscada para uma esturidora. E eles creve sobre uma crença que durou muitos séculos, a ideia de que os reis França e Díngua Terra na Idade Média por havam doentes apenas com o toque das suas mãos.
E hoje tinha um dovidado que isto fosse verdade e diziam que a doença que as pessoas tinham chamada escrófula, tinha uma dimensão psicossumática que poderia ser curada na verdade pela crença das pessoas na ideia de que os reis os curariam pela imposição de mãos. A pergunta de Marc Bloco no entanto não é se era verdade que as pessoas eram efetivamente curadas pelas mãos dos reis. A pergunta que é mais interessante é porque que toda a gente acreditou nessa ideia da cura pelas mãos dos reis durante tantos segundos. O livro de Marc Bloco é um livro fundador daquilo que mais à frente na escola esturográfica que ele também fundou se viria a chamar a história das mentalidades. A escola que Marc Bloco fundou e aqui ainda agora me referi com seu amigo Lucien Febre que dava aulas na mesma universidade de Straussburgo, esta escola esturográfica que eu chamamos dos Anal, que já vêm várias gerações de historios dos franceses e que tem uma metodologia muito própria daquilo que podemos chamar a história problema. Em cada momento, em cada artigo, em cada aula, em cada palestra, em cada conferência, cada livro, cada tese, encontrar um problema historiográfico para resolver. Da sua época, esta história é revolucionária porque já não se trata apenas de compilar datas de curar nomas e contar os acontecimentos uns a sequer aos outros, mas de procurar impacticamente entendê-los, usar a história para conhecer os sujeitos históricos do passado. Enfim, não temos neste momento de tempo para dar tempo a escola esturográfica dos Anal, mas devem mencionar que um certo viturino Magalha e esgotinho filho de um certo viturino em ricos gudinho ministro da primeira República leu bloco e febre ainda como estudantes no esboa e quando foi para o Isílio em Paris em porrada pelo Salazarismo, foi deixíplo de Fernando Rodel, que é o grande historiador da segunda geração dos Anal depois de bloco e de febre. E quando voltou a Portugal, a história tal como ela depois do 25 de abril foi reformulada no ensino português, foi influenciada diretamente pela escola dos Anal através desta ligação que vai deviaturino Magalha e esgotinho a Broderla a bloco e a febre. Bem, só que, entretanto, a história venha ao encontro de Marc Bloc, como venha ao encontro de todos os europeos no final dos anos 30. A Achanção do Nazismo, a Guerra Civil de Espanha e o início da Segunda Guerra Mundial aparelham Marc Bloc em Achanção, Acadêmica Historiográfica, mas também aparelham um Marc Bloc judeu, que vai ser ostracizado. E aparelham um Marc Bloc de uma família que tinha escolhido a França e que era patriótica francesa por escolha. Em Mayu e Junho de 1940, Marc Bloc assiste a maior de rota militar da história da França que é a quase inexplicável ocupação rapidíssima da França pelos nazis. É evacuado atrás de Domkerque, depois regressa da Gran Bretagne para França ainda noverão de 1940 e não sendo, já um homem jovem, ele nasceu na década de 80 e, portanto, está aproximar seus seus 60 anos, escreve um livro "Letron's De Feat", a estreia de rota, acerca da vulna no habilidade da França, quando tomada pelos nazis, faz uma análise política através de um olhar desturidor e deixa o livro escrito em 1940, será apenas publicado em 1946, já depois de Marc Bloc ser executado. No que, entretanto, a França acaba de se render aos nazis e um regime fantóche a partir da cidade de termas de Vichy, tem a ignomínia de aproximar a França do nazi fascismo. E então, Bloc que, como judeu, acaba por ser exposto a função pública, decide não ir pro Isílio, não aceita um lugar na Newscull de Nova York, onde, rana-arante e Hansionas deram aulas, não há de qualquer forma autorização para sair com toda a sua família e, mais uma vez, ele, que era de uma família de recusantes que se recusaram a ser alemães na Alçácia, se, agora, recusar também havia fácil do Isílio e entrar na resistência. Em 1941 escreve o seu distamento e diz nesse distamento que é estranho a todo o formalismo confusional, sentindo durante a vida inteira antes demais e muito simplesmente francês. Tem alguma ligação sentimental ao Judaísmo? Vai acabar por pedir que, no seu funeral, se digam algumas orações em Ebraicum, mas para a sua campa, querentar uns duas palavras de rana-arante em latín de Alexi Veritátem. Amém, é verdade. Em 1953, aos 56 anos, Marc Bloque entra na resistência, tem vários números falsos, papéis falsos também que chamam de Mauricio Plauchar, e, na manhã de 18 de março de 1944, é preso pela Gestapo numa ponte de Lyon. Seguem-se meses de prisão, interrogatórios e tortura pela equipa do temível nazí, Claus Barbie, os pancamentos, banhos lados, hostelas, partidas, pulso-partidos, no fim disso tudo, não denunciou ninguém. Na noite de 16 junho de 1944, os nazis estiraram 30 prisioneiros das células da prisão de Molluc, onde estava Marc Bloque. Levaram-nos até um prado e fusilaram-nos em o grupo papo. Dois homens, desses 30, sobreviveram e contaram aquilo que aconteceu. Outros 28 morreram entre eles, Marc Bloque. Se no perfácio é hetronje-de-fete, quando o livro finalmente saiu em 1946, que ao lado de Bloque estava um rapaz de 16 anos, a tremere. E que o rapaz estará perguntado a Marc Bloque. Isto vai de ver e que Marc Bloque lhe tomou o braço e respondeu. Não pequeno, não dói nada. E que depois, parantas balas, Bloque caiu gritando. Vive lá, Fonse. Na verdade, não sabemos se foi exatamente assim. Quem escreveu o perfácio ao hetronje-de-fete, Jorge Altman, não estava lá. Os sobreviventes não contaram a coisa exatamente assim. E o filho de Marc Bloque sempre disse que dovidava do grito vive-la franço. No fim, mas a parte do diálogo com o rapaz cresce que pode ter sido verdade. Entretanto, se monovidal, a mulher de Marc Bloque, escondida também ele, um sobre o nome falso, morre 16 dias depois do marido. A 2 de julho de 1944, um cancro estômago que tinha sido descoberto tarde demais, sendo operada, já sem remédio e provavelmente, sem saber que o seu marido tinha sido. No silato, porque morreu com a identidade falsa, foi enterrada numa válvula comum e nunca sobe onde. Não foi possível recuperar os seus ossos e no túmulo de Bogdem, em questão dos dois, Marc Bloque e Simon Vidal. Simon Vidal não está em corpo, mas apenas em espírito, é o seu primeiro cenotávio no pantheon, será o secundo. Vale a pena também dizer qualquer coisa acerca do momento político em que Marc Bloque vai para o pantheon. Ao anúncio por Emmanuel Macron, em novembro de 2024, a Estrasburgo, numa sala Marc Bloque da Universidade Estrasburgo, a família reagiu com uma carta pública exigindo algo que ao mesmo tempo raro, mas digno. A família de Marc Bloque exigiu que a estremea direita fosse excluída de qualquer participação na cerimória. Segundo, a própria família, os membros da estremea direita são herdeiros daqueles contra quem elutou e que mataram. E por isso, não aceitam que eles tejam de presentes de forma alguma na pantheonização de Marc Bloque. E isso introduz uma detenção suplementar em relação à memória de Marc Bloque, porque durante muitos anos, a estremea direita dedicou a secitar uma frase de Marc Bloque em etranges de feite, na tal estranha de rota sobre a ocupação da França pelos nazis, que é uma frase de um patriotismo sublime. Há duas categorias de franceses, escueve Marc Bloque, que nunca compreenderam uma história de França, os que se recusam a vibrar com a memória da sagração de rance de uma catatural, ou seja, uma memória católica e os que lhe ensaim em moção o relato da festa da federação a seguirá a revolução francesa, ou seja, uma memória secular e persista. Com a utilização desta frase de Marc Bloque pela estremea direita, o que os protagonistas, líderes e porta-vosos da estremea direita francesa, quer dizer, é que, no fundo, a França deve esquecer as oposições de católicos e laicos para se unificar sobre uma memória da história da França. E, portanto, esta frase tornou-se situação favorita de Sarcosi, na sua campanha presidencial, mas, depois também de Marino Le Pen, de Marrião Marrechal Le Pen, a sua sobrinha ainda mais à direita, e do polomista de estremea direita é riqueza e morro. Mas aquilo que eu nunca conto é o que diz Marc Bloque a seguir, é que esse sentimento, o mesmo que sente quando leu o relato da festa da feteração a seguirá a revolução francesa, ou quando leu o relato da sagração da catadural de Ránco?
é o mesmo que ele sentiu e que muitos franceses sentiram durante o governo da frente popular, o governo das esquerdas nos anos 30 na França, o governo liderado por León Blum, um socialista ajudou que foi insultado por toda a esterema direita e que deu as férias pagas, aos trabalhadores franceses, citada na sua integralidade da frase de praticamente contrário, ou eu diria exatamente o contrário do uso que esterema direita a lidar. Ora, ainda algo mais interessante é que esta frase já vinha de um caderno de 1917 que marca o blog tinha escrito nesta rincheira da primeira guerra mundial. O título que ele deu essa nota nesse caderno é sobre a história da França e porque não sou conservador. O conservador e o turismo francesse atual, tem andado a utilizar manipulando uma frase do insturidor que escreveu exatamente para explicar porque não é conservador e isso a família de blog já tinha protestado contra esta utilização, esta usurpação, assim eu entendei durante muitos anos, finalmente acaba por conseguir a sua vontade de sentir, entre a memória de Marc Blok e de uma esterema direita que agora o usa, mas que eu considero, erda a era de que eu acho que assassinaram o historiador. A segunda exigência que é familiar e faixa é precisamente a de que Simon Vidal, a mulher, estágem o pantheon, em meu juntito, que o seu marido. Assim Marc Blok entre-te o pantheon vivendo lá, devant-o e o seu leg de vinhem-o, formulê-o com seus próprios motos, a França demorará o que ele chega, a patria que eu não saio de racinar meu corpo, jissuíne, jé bio-source de sacultura, jé fei minhas sem passei, eu não respiro bem que sou sensial e eu me suísê forcer a monstros de la defenda de meu mieux. Vive Marc Blok, vive Simon Blok, vive a República, vive a França. A família de Marc Blok escreve uma carta a Marc com estas exigências e terminar dizendo que Marc Blok ateu só tinha fé, não me ideia a República. E aí mencionam também que Blok tinha pedido para aquele delexivaritá-tem ir para o túmulo e está agora no túmulo tanto na crãs na região na qual morreu, como estará no pantheon, uma pequena diferença de "lexite veritá-tem" em vez de "delexi veritá-tem", ou seja, na terceira pessoa em vez de na primeira, amou, é verdade. Depois de todo este procurso, falta ainda responderá a pergunta do princípio, se calhar tanto a evitá-la porque é fácil fazê-la enquanto menino é difícil responder enquanto o historiador. Essa foi a pergunta que lê-vou, Blok, ascrever a apologia por relistuar o livro sobre o ofício do historiador, que ele deixou inacabado sem conseguir ainda dizer qual era a resposta a pergunta do seu filho. Deixem aqui fazer um interludio pessoal, primeiro a caso, porque isto só pode ser uma coisa do acaso, se diz ser historiador aos quatro anos. Já contei essa história algumas vezes, não vou contar aqui em detalho, vou aberviá-la, mas foi por ter ouvido uma conversa entre os meus pais na qual o meu pai dizia que, olha, este filho é que se calhar era capaz de dar bom esturidor. Para minha mãe que gostava de história, sendo que o meu pai não gostava de história, ou pelo menos não gostava dos programas de história que passavam então na televisão. E eu prontei ao meu pai, isso é o que ser historiador, e ele disse-me é querer saber da vida dos outros. Talvez com alguns dedem, mas, naquilo que foi entendido, por mim como uma enorme promessa. Crescer ver da vida dos outros é interessante, a goça e satisfaz ao mesmo tempo, a nossa curiosidade e é ainda hoje uma resposta que posso dar rápida à pergunta de para que serve a história. A história serve para sabermos a vida dos outros, para conhecermos melhor os outros humanos como nós, para termos empatia e compreensão por eles, ou seja, os do presente, os do passado, ou talvez os do futuro. Mas esta não é evidentemente, a única resposta à pergunta do para que serve a história. Em abril 2023, um esturidor reussuchamado, velada em Mirka Ramursa, o positor político de Putin, antigo, chefe de gabinete do primeiro ministro Boris Nemo, que se tinha oposto ao tipo de guerra que Putin levou na Tsechania e depois contra a Ucrânia, e que foi por isso assassinado perto do Kremlin, mas falo aqui de velada em Mirka Ramursa, o seu chefe de gabinete e esturidor, que já fora ele próprio também duas vezes envenenado e uma vez preso por chamar guerra a guerra contra a Ucrânia, fez uma declaração final para um tribunal de Moscouvo que o iria condenar a 25 anos. Isso, para mim, como esturidor, esta é uma ocasião para refletir. E depois, proclamou a sua confiança em que depois de um período de trevas, vierce um período de luz e de liberdade. Sobre cara a Murza, disseram esturidores, em particular Adam Tuz, que a história serve para nos ajudar coragem. E essa é uma definição que acabou por ficar agarrada à própria vida de velada em Mirka Ramursa. De certa forma, é uma definição que podíamos usar para a vida de Mark Plough também. Esse homem de mais de 50 anos, que, podendo procurar um isílio em Nova Iorque, acaba por se entregar a resistência e ser encontrado e fusilado pela guerra estápo. Ele acabou por não conseguir dar a resposta ao filho no livro que estava a escrever, mas deu essa resposta com a sua própria vida e pensando em velada em Mirka Ramursa a história servilha para ter coragem. Na verdade, um esturidor não pode deixar esta pergunta assim com apenas uma resposta nem sequer duas, porque na verdade aquilo para que serve a história terá de mudar uma própria história. Em tempos de monotumia e falta de rasgo história serve para ter imaginação. Em tempos de egoísmo e arrogância, a história serve para ter empatia e para ter um mildado e em tempos duros, como foram os de Mark Bloque, mas que começam também os nossos, os de velada em Mirka Ramursa, a história e afetivamente serve para ganharmos coragem. Em tempos de monotumia e para ter um ponte caso do espresso, um sonoplastia de João Liza Morin, apoiou a produção de Leonor Losa, capa de Vera Tavarze e Thiago Pereira Santos com fotografia de Thiago Miranda, coordenação de João Ana Blesa e direção de João Viera Pereira. Eu sou o Ruta Vars. Olá, sou o Jordin Angelica. Eu sou a Palacar Doze. Juntas criamos o tal podcast, um espaço com versas reais, profundas e sem fiotos. Todas as quintas feiras, damos a conhecer novas pessoas com ideias e trajetórias que inspiram mudança. Podes ouvir-nos em todas as plataformas de podcast e nos sites dos pressos e circunitcias.
Podcast Summary
Key Points:
Dois caixões vazios (cenotáfios) de Marc Bloch e Simone Vidal foram levados ao Panteão de Paris, 82 anos após a morte de Bloch.
Marc Bloch foi um historiador executado pela Gestapo em 1944; sua obra "Apologia da História" responde à pergunta "para que serve a história?".
Bloch fundou a Escola dos Annales, que revolucionou a historiografia ao focar em "história-problema" e mentalidades coletivas.
Simone Vidal, sua esposa, foi sua colaboradora intelectual e também resistente; a família exigiu igualdade simbólica na homenagem.
Esta foi a primeira vez que um historiador "puro" entrou no Panteão francês, ao contrário de Portugal, que já havia honrado Alexandre Herculano no século XIX.
O episódio destaca o nacionalismo cívico de Ernest Renan e a resistência de Bloch, que escolheu a França e lutou contra o nazismo.
Summary:
O episódio narra a cerimônia em que dois cenotáfios de Marc Bloch e Simone Vidal foram levados ao Panteão de Paris, em homenagem póstuma 82 anos após a execução de Bloch pela Gestapo. Bloch, um dos maiores historiadores do século XX, escreveu "Apologia da História" para responder à pergunta de seu filho sobre a utilidade da história, obra concebida em condições extremas durante a ocupação nazista. Fundador da Escola dos Annales com Lucien Febvre, Bloch inovou ao propor uma "história-problema", focada em mentalidades e estruturas sociais, em vez de meras narrativas de eventos. Sua esposa Simone Vidal, também resistente e colaboradora intelectual, foi incluída na homenagem com estatuto igual, a pedido da família.
A cerimônia marca um feito inédito na França: a primeira vez que um historiador exclusivamente dedicado à disciplina é admitido no Panteão. Em contraste, Portugal já havia honrado Alexandre Herculano no Mosteiro dos Jerónimos no século XIX, após um movimento cívico. O texto também contextualiza a vida de Bloch, desde sua origem em uma família judaica alsaciana que escolheu a França, até sua resistência ativa contra o nazismo, culminando em sua prisão e execução. A narrativa reflete sobre o papel da história como ciência da humanidade, a memória coletiva e o nacionalismo cívico, inspirado por Ernest Renan, que definiu a nação como um "plebiscito diário".
FAQs
Dois caixões subiram a Grãs-Flo e entraram no Panteão, um de uma mulher e outro de um homem, mas estavam vazios. Eles representavam Marc Bloch e Simone Vidal, homenageados 82 anos após a morte.
Marc Bloch foi um historiador francês, fundador da escola dos Annales, executado pela Gestapo em 1944. Simone Vidal foi sua esposa, que morreu de câncer sob nome fictício durante a Segunda Guerra Mundial.
A família não permitiu que os restos mortais fossem retirados do cemitério de La Bourdelle, onde Bloch escreveu sua obra. No Panteão, foram colocados cenotáfios para preservar a memória.
É um túmulo vazio que simboliza o túmulo real, preservando a memória de pessoas homenageadas pela pátria.
O menino perguntou 'para que serve a história?', e o pai, Marc Bloch, levou a pergunta a sério, escrevendo o livro 'Apologia da História' para respondê-la.
Vem do grego e protoindo-europeu, significando 'ver à frente' ou 'investigar', relacionada a 'vídeo' e 'ver'.
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