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Speaker 2L-E-T-E-N-D-Z Good evening, this is CNN Brasil. This is the WW. The reasons to discuss weekly workload and workload scale are meritorious. By the way, it's always good to remember, they're very different things. But it's not even a little meritorious to deal with such an important matter for people's lives and for the economy in general to help people. But it's not even a little meritorious to deal with such an important matter for people's lives and for the economy in general to help the campaign of re-election of the current President of the Republic. Because that's what it's all about, the effort of the President of the Senate, Davi Alcolumbre, to put the end of the six-by-one scale in voting. What's at stake is not really the merit, the content of this issue so important. It's whether or not it helps the increasingly desperate effort of Lula to re-election. Davi Alcolumbre took one side in this electoral dispute. He declared it publicly. The same thing happened with the President of the Chamber, Hugo Mota. This articulation was initiated by a minister of the Supreme, Alexandre de Moraes, whose convergence of interests with Alcolumbre, Mota and Lula arose from various factors. One of them, perhaps the main one, is political survival, put into check by the content of a cell phone of a veganist, Daniel Vorcaro. The results of the elections so far: The results of the elections so far: The results of the elections so far: -
Speaker 3Yeah. isso na mesa para negociar com a oposição também. Eu também vejo ele jogando uma isca para a oposição, o Cristiano coloca isso, porque ele pode tirar. E para tirar, ele pode negociar algo, algum tipo de espaço dentro do Senado, porque não sobrou mais muita coisa para ele, a não ser o Lula e a não ser ele mesmo. E o Davi a gente ouve muito quando a gente trata desse personagem, o Davi é Davi. Não é que o Davi é Lula, o Davi é Lula agora, mas ele começou como Bolsonaro, já foi Sarney, depois traiu Sarney, enfim, tem ali um contexto todo. Davi é Davi, a gente ouve. Eu já estive no Amapá, inclusive, por 10 dias, por outros motivos, tratar de petróleo lá, mas o Davi pensa nele. Então, se ele coloca e tem ali um aceno para o Lula, ele coloca também um prato na mesa para chamar a oposição para negociar a sobrevivência política dele na próxima legislatura, cujo cenário, para ele, Davi, é muito difícil.
Speaker 2Vamos à questão, claro, fique à vontade, Daniel.
Speaker 4Porque tem tudo a ver com o que o Caio disse. Hoje até havia uma percepção na campanha do Flávio, porque foi recebido o apoio do União Brasil e do PP, que estão numa federação, e a turma até pensava, poxa, será que o Ciro Nogueira e o Antônio Rueda, que são os dois presidentes, vão chegar aqui e pedir um apoio em troca à reeleição de Davi Alcolumbre? E a gente, olha, se chegar esse pedido, nós já vamos dizer logo de cara, você viu o que as urnas nos disseram no domingo? A gente tem maioria folgada no Senado, a gente não precisa mais sentar. A gente tem que sentar para fazer acordo.
Speaker 2A tônica agora é essa. Bom, vamos aqui ao segundo aspecto que o Daniel estava sugerindo que a gente abordasse. Uma alteração na estratégia de campanha eleitoral agora para o segundo turno do PT, que é ir, óbvio, à tática do medo. Que chances tem de funcionar na sua avaliação preliminar, Cristiano?
Speaker 5Olha, baixa e não existe bala de prata para o Lula. O Lula achou que proibir Betes seria bala de prata, o Lula fez um movimento também em relação ao Bolsa Família reajustando um reajuste bastante expressivo, achou que fosse bala de prata, não foi. Fez vários programas de redução, de tentar reduzir o endividamento das famílias, achando que também poderia ser uma bala de prata, não foi bala de prata. Então, a campanha agora do Lula, ela está, ao mesmo tempo que ela tem pouco tempo para reagir, eles estão profundamente perdidos em saber o que que é bala de prata. Eles estão profundamente perdidos em saber o que que é bala de prata. O que que rumo tomam, onde é que está o problema, onde é que erraram. Então, parece que o PT está muito mais envolvido nesse momento a olhar para dentro e ver o que que erraram, e aí está um apontando o dedo para o outro, e pode nisso também se perder na estratégia. E aí estão, obviamente, atacando essa questão do medo, insistindo de falar, por exemplo, da escala 6x1, vamos ver o que o PL quer, e o início não vai funcionar. Então, parece que o PT também não entendeu esse discurso, esse resultado das urnas. O Lula, ele levemente falou agora no Alckmin para tentar colocar e fazer uma pacificação também com o mercado, até a partir da reação do mercado quando acordou na segunda-feira e vendo aquilo. Mas é um movimento tardio e é um movimento muito. Pequeno em relação ao desafio e em relação à percepção que a opinião pública tem nesse momento em relação ao PT.
Speaker 2Você trouxe um evento, desculpe, você trouxe um exemplo histórico, Daniel, que foi a destruição da figura de Marina Silva em 2014, via um marketing naquele momento bem sucedido. Com imagens que até hoje a gente fala delas, quer dizer, se for eleita essa pessoa, os banqueiros vão tirar a comida das crianças do prato. Por que não funcionaria agora?
Speaker 4Porque lembra naquele episódio em 2014 que a Marina Silva defendia a independência do Banco Central, por isso a alusão aos banqueiros. E do ponto de vista do PT, por mais que tenha sido um golpe abaixo da linha da cintura, funcionou. Ninguém pode dizer que não funcionou. Funcionou em 2014. O que o PT está programando agora, fizeram uma leitura boa entre ontem e hoje, boa, que eu quero dizer, profissional, bem acurada, de onde teve altos índices de abstenção. E regiões metropolitanas, principalmente periferias das grandes cidades no sudeste e no sul, o sul, vamos dizer, Porto Alegre, mais especificamente, tiveram alta abstenção. Esse eleitorado tende a ser mais lula do que. Que Flávio! Abstenção no total no país chegou a 21%. O que estão preparando? É um cardápio do medo, mas à la carte. Então, para as mães falar, olha, o governo Jair Bolsonaro congelou a merenda escolar. Para os idosos que deixaram de votar, o governo Jair Bolsonaro congelou farmácia popular. E por aí vai, um discurso sob medida para cada tipo de eleitorado. Agora, imaginar que tudo isso vai compensar. O eleitorado que pode seguir para Flávio, a gente fez uma conta aqui, para que Lula ganhe, ele precisaria atrair 62% dos votos que foram direcionados às demais candidaturas. Isso é muito ousado. E para o dois terços, por favor.
Speaker 5William, outro ponto que vale lembrar é o seguinte, quando o PT fez essa campanha do medo, citando a Marina, vale lembrar que o Lula deixou a presidência da República com 85% de aprovação. Funcionou. A credibilidade do Lula naquele momento. Ainda era alta. O Lula ainda não tinha sido preso. E hoje, não adianta. A percepção das pessoas sobre economia, sobre segurança, as pessoas não sentem essa melhora que o PT anuncia. Então, é muito pouco provável que mesmo o PT faça isso, isso vá convencer as pessoas a mudar, porque não é isso que as pessoas estão sentindo. Então, o PT perdeu essa credibilidade, perdeu esse espaço para convencer as pessoas. Naquele momento, em 2014, o Lula era muito popular. Não é o caso agora.
Speaker 2Caio, por último, para a gente encerrar esse segmento. Como você antecipa a eficácia dessa arma do marketing do medo?
Speaker 3William, tudo que de tradicional no marketing político em eleições que o PT tinha para fazer, ele fez até agora. Artilharia contra o Flávio Bolsonaro. O Flávio Bolsonaro foi desnudado, com todas as relações, Daniel Vercaro, Jatinho, áudio pedindo dinheiro. Teve de tudo. Pacote de bondades, abriu a caixa, reajuste de boas-família, fim das bets, renegociação de dívidas, teve tudo possível. Então, mostra na minha percepção de que o receituário tradicional que o PT sempre utilizou não deu certo no primeiro turno. E não tenderia a dar certo no segundo turno, porque ao que se avizinha é a mesma coisa. Agora é a 6 para 1. A 6 para 1 é o novo reajuste de boas-família. A estratégia do medo é a desconstrução do Flávio que foi utilizada no primeiro turno. Claro que isso pode, de alguma maneira, dar certo. Pode. Mas o que me parece fundamental e essencial que o PT não captou ainda, e o Palácio do Planalto, é entender que a forma como ele vê o mundo e vê o Brasil é distinto da forma como o Brasil é. O Brasil é sertanejo, o Brasil é evangélico. O Brasil é evangélico. O Brasil não gosta de. O Brasil não gosta de agenda woke, eu digo majoritariamente. Isso é coisa, na percepção do brasileiro médio comum, de uma elite intelectual, ilustrada, que vota no PT hoje. É interessante, acho que os dados do Rio de Janeiro, os dados do Rio de Janeiro, os bairros ricos votando no PT, os bairros pobres na oposição.
Speaker 2São Paulo também.
Speaker 3São Paulo também. Enfim, então. A
Speaker 2classe C votou contra as classes menos abastadas lá de E e A.
Speaker 3Aí não. Voltou nos anos 90. Nos anos 90 era assim a formação do PT, do eleitorado básico. Então, é difícil mudar, é possível mudar, é. Tem uma reunião amanhã que eu acho interessante. E hoje eu trouxe, inclusive, essa apuração da deputada símbolo que o PT quer usar nessa reta final, que é a jovem, 21 anos, segunda mais votada de Minas, Ana Elisa, e fez a campanha toda estagiária de direito, estagiária, 21 anos, 2 milhões de seguidores, e ela falou, poxa, está tudo errado o que vocês estão fazendo, a rua está falando de outra coisa. E aí amanhã ela vai estar com o presidente Lula lá junto com outros influências. Parece que o governo está começando agora, né? E acho que a população percebe. E com o discurso é errado. Dá para corrigir? Dá. Dá para virar? Dá. É difícil. Mas me parece que o principal é ele olhar o Brasil de um jeito e o Brasil olhando o governo Lula e o Palácio do Planalto de outro.
Speaker 2Pessoal, estou encerrando esse segmento, continuando. Vamos juntos. Depois do intervalo vamos tratar de aliados de Flávio Bolsonaro, articulando quais mudanças no STF. Até já. O WW está voltando do intervalo. Vamos para o nosso. É o mesmo assunto. A gente vai se separando um pouquinho em capítulos, mas o assunto é a eleição política. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, se reuniu hoje com o presidente do Supremo Tribunal Federal. O encontro deles teve vários assuntos divulgados, claramente impeachment ou possível impeachment de ministros no Senado, um deles. Confira na reportagem de Luciana Amaral.
Speaker 6A reunião com Edson Fachin foi solicitada há cerca de um mês, segundo Rogério Marinho. O objetivo era acalmar os ânimos dentro do STF. Ao presidente da corte, o senador disse que se Flávio vencer a eleição, seu governo vai cumprir a Constituição, sem espírito de vingança. Mas acrescentou, o Senado não vai ser omisso sobre a conduta de ministros do Supremo.
Speaker 7Nós temos três poderes harmônicos e independentes entre si, mas não existe poder absoluto. E o crime ou o indício de crime cometido por quem quer que seja não pode ser acobertado pelo corporativismo. O Senado não será. O Senado não será omisso.
Speaker 6Rogério Marinho foi escalado pela campanha para ser o negociador com o STF. Além de Fachin, ele já se reuniu com outros magistrados, como o decano da corte Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Marinho tenta passar a mensagem de que Flávio não tem o mesmo perfil de Jair Bolsonaro e defende o diálogo com o Supremo. Mesmo assim, Rogério Marinho ainda não conversou com dois ministros, Flávio Dino e Alexandre Dias. Morais foi relator do julgamento que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão, conduziu o inquérito dos atos antidemocráticos e até pouco tempo era relator do inquérito das fake news, aberto há sete anos e que mirou muitos apoiadores do ex-presidente. O coordenador da campanha de Flávio criticou a atuação dos dois ministros, mas disse que vai procurá-los. Após o período eleitoral.
Speaker 7O Alexandre Moraes e o Flávio Dino têm se comportado nos últimos tempos claramente com um viés político. Eu acho que política é para os políticos.
Speaker 6No Supremo, também existe a preocupação quanto ao esvaziamento das funções da corte. Retirar casos criminais da competência do STF é algo já discutido pela direita, que ganhou força no próximo ano com cerca de 50 senadores, representantes favoráveis ao impeachment de ministros do STF.
Speaker 2Essa é a questão do momento. Em que medida existe espaço político, em primeiro lugar, no sentido mais amplo, para algum tipo de, vou usar a palavra com cuidado, de acomodação entre as várias forças políticas e em torno do que acontece internamente do STF. Se esse espaço existe, que tamanho ele tem?
Speaker 5Bom, claro que existe, né, William? Em política, em Brasil. Em Brasília, a gente já viu várias situações muito difíceis. Isso me remete a quando surgiu, por exemplo, o escândalo do Mensalão. 20 anos atrás. É. E houve ali, havia naquele momento também uma discussão sobre impeachment do Lula e houve uma certa acomodação. Inclusive, quando o Duda Mendonça, numa CPI, admitiu ter recebido de fora dinheiro para financiar a campanha do então. Presidente Lula, né? E isso que, obviamente, houve ali uma acomodação, o pessoal atacou muito isso, mas controlou um pouco a situação. Então, existe espaço, mas o que eu vejo nesses movimentos e nesses recados, William, é que não vai ser fácil. O espaço é menor e eu imagino que a gente vai ter uma ação do Poder Executivo e do Congresso Nacional em direção ao Supremo. É. Eu. Acredito que a gente pode ter uma tensão inicial, mas isso deve acontecer e se aprofundar mais depois que houver a eleição para a presidência da Câmara e do Senado. Então, vai ser lá em fevereiro? Lá em fevereiro. Então, daqui até lá, o que a gente vai ver é esse tipo de teste de território, né? Saber onde é que cada um está pisando e mandando os recados, né? Mas. Então, daqui até fevereiro, a gente tem esse espaço. Mas, a partir de fevereiro. Aí, a gente vai ver, em fevereiro, a partir de um novo comando na casa, se efetivamente essas pontes foram construídas ou não.
Speaker 2Que recados foram mandados hoje, Daniel?
Speaker 4William, eu prometo que eu chego lá, mas a gente tem um cenário que é o seguinte. As pessoas na campanha do Flávio estão dizendo que o Jair Bolsonaro vai subir a rampa no dia 5 de janeiro com o Flávio, se ele for eleito. E existem dois caminhos para isso. Um é apresentar novamente um projeto de anistia ampla depois do segundo turno para ser votado. E a campanha do Flávio acha que, com o resultado das urnas, consegue cooptar o Centrão para votar. Foi o Centrão que não aderiu à anistia ampla e preferiu a dosimetria. Ou esse processo de revisão criminal, cuja relatoria é de Cássio Nunes Marques. No cálculo da campanha, você tem hoje Cássio Nunes Marques, André Mendonça, Fux e, muito possivelmente, já Dias Toffoli, que teve boa relação com o bolsonarismo quando foi presidente do STF no governo de Jair Bolsonaro. Estaria faltando um voto. O que. O que eu apuro, William, é que todos os recados de Rogério Marinho nessas conversas do Supremo vão na seguinte linha. A gente vai manter uma boa relação com o Supremo, não vai atacar a instituição, mas o impeachment do Alexandre de Moraes é inegociável. Até porque, para tantos senadores e até deputados, veja o deputado mais votado em São Paulo, o Pavanato, menino jovem, foi eleito atacando o Supremo, defendendo o impeachment de Alexandre de Moraes. Seria um estelionato eleitoral recuar disso? Quem viabilizaria esses próprios políticos em 2030? Então, nessa linha, me parece que não há espaço para negociação.
Speaker 3Tá. Bom, William, o interesse que eu sinto da campanha do Flávio é de que o Supremo resolva Alexandre de Moraes, não que o Congresso resolva Alexandre de Moraes. O Supremo deu sinais, principalmente na sessão do dia 15 de setembro, de que não quer resolver Alexandre de Moraes. A estratégia do Dino, do Gilmar, do Zanini. Do Zanini e do próprio Alexandre foi de ir para cima, né? De dobrar a aposta para se salvar. Se continuar assim, se o Supremo não resolver.
Speaker 2Me pergunto só uma parte, que é só para ajudar a nossa audiência a acompanhar o teu raciocínio. Há uma questão de ordem para se votar. E essa questão de ordem, que foi reiterada pelo ministro Gilmar Mendes recentemente, ela faz acusações severas a alguns dos colegas. Então, em jogo, está uma votação que é quase um bonde de gente envolvida. Incluindo Cássio Nunes Marques e André Mendonça. Sim. Se o Supremo Tribunal Federal. Desculpe, só para ajudar a entender.
Speaker 3Se o Supremo Tribunal Federal não resolver Alexandre de Moraes, o Senado vai resolver Alexandre de Moraes. Não sinto que há um interesse prioritário, quer dizer, não prioritário, mas de ser a primeira e grande agenda, mas Supremo, resolva essa questão, porque afinal você está tratando de um ministro suspeito de ser o advogado do maior.
Speaker 2Então, mas aí está o ponto, Caio. Aí está o ponto. Você está levantando o ponto central. Para resolver o Ministro Gilmar Mendes. Para resolver o Ministro Moraes, tem que ser votada uma questão de ordem que, entre aspas, vai resolver vários, quase cinco. Sim. E aí?
Speaker 3Bom, tem uma ordem de votação, tem uma ordem de prioridades, acho que aí é uma questão para o Fachin resolver, se é que ele consegue resolver. Agora, da abertura das urnas para cá, de domingo à noite para cá, agora, 10h30 da noite, William, tiveram pelo menos três sinais. Do Alexandre de Moraes para o bolsonarismo. Três sinais. Débora do Batom, foi uma revisão ali, não da pena, mas ela.
Speaker 2Progressão de pena.
Speaker 3Progressão de pena da Débora do Batom. O pedido para o Flávio poder visitar o Jair foi encaminhado para a PGR.
Speaker 2Já veio a resposta positiva.
Speaker 3Isso. E o Moraes acata tudo o que o Gounet faz, ou seja, o Flávio deve visitar o pai agora nesse segundo turno. E o terceiro é uma decisão antiga, mas vazou. Vazou agora, foi tornada pública, que é o arquivamento da investigação contra o Marcos Duval, contra o Oswaldo Eustáquio, contra o Allan dos Santos. E, de quebra, tem uma quarta no pacote, que é do Gilmar Mendes, arquivando a denunciação, vamos dizer assim, caluniosa, porque foi esse o entendimento, contra o Alfredo Gaspar, que pode ser o vice-presidente da República pelos próximos quatro anos. Então essa ala governista, ou ala de força, como você fala, do Supremo, em 48 horas ela tem quatro recados para o bolsonarismo: Débora do Batom, Alfredo Gaspar, Oswaldo Eustáquio e também o Flávio podendo visitar o pai, ou seja, tem algum sinal ali de uma busca por acomodação. Se a gente junta com o Michel Temer sendo o primeiro grande a anunciar o apoio ao Flávio, tem uma piscada do lado do Supremo, agora não sinto que essa piscada do lado do Supremo vai resolver, porque o conjunto da obra, segundo os bolsonaristas do Moraes, é muito forte, sem força o suficiente para ele ser empichado pelo Senado.
Speaker 5O caminho, muito provável, eu vejo esses sinais, mas parece haver da disposição da equipe do Flávio, do lado do Flávio, ter uma relação amigável com o Supremo Tribunal Federal, desde que o Supremo Tribunal Federal fique no seu quadrado, mas em relação ao Alexandre de Moraes é que parece haver. uma dificuldade de entendimento, então se não vier. Você está sendo super diplomático, ali tem um impasse monstruoso. Exatamente, porque aqui não tem conversa. Então, agora, os dois movimentos antes do Senado fazer algum tipo de gesto, no meu entender, vai aguardar dois movimentos. O primeiro, precisa eleger o próximo presidente do Senado. O segundo, eventualmente, até por conta do que você mencionou em relação aos outros ministros, é, tem uma cadeira vazia. Então, vai chegar um outro que pode ser, eventualmente, já em fevereiro e março do ano que vem, se o Flávio ganhar a eleição.
Speaker 2O Daniel está me pedindo a palavra.
Speaker 4Acho que tem um elemento ali também nessa equação, que diz respeito a todas as negociações entre um eventual governo Flávio e Supremo, que é o seguinte. Existe sim, quer dizer, independentemente do que acontecer com o impeachment de ministros, se vão prosperar ou não, existe uma convicção e uma tendência muito forte diante dessa maioria. Existe hoje, no Congresso, o pró-Flávio Bolsonaro, de rever a instância, o Supremo, como instância, como jurisdição criminal. E isso envolve também o Fórum Privilegiado. Então, qual que é o efeito disso tudo? Você vai, provavelmente, tirar das mãos de Flávio Dino a relatoria de 80, 100 investigações de deputados e senadores, que são alvos por suposto desvio. Então, você vai tirar das mãos de Flávio Dino a relatoria de 80, 100 investigações de deputados e senadores, que pode ser um tiro no pé, porque a primeira instância, também a gente já viu, que o Digo Centrão, lá dos anos 90, dos anos 2000, sabe que a primeira instância condena também. Mas você tira a munição de Flávio Dino.
Speaker 2Eu estou um pouco mais cético do que vocês. Eu acho que a gente tem que aguardar com certa apreensão o que o Dino vai fazer com esse inquérito que averigua a possível, suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Porque isso significa o emprego de, como é que eu vou dizer, de pedaços da Polícia Federal numa luta política que é encarada pelos integrantes do Supremo como uma questão de vida ou morte. Então, é uma ferramenta pesada, importante, das quais a gente não tem muitos sinais emanando dela, a não ser que ela continua lá. Eu não sei se a gente vai ter tempo para esperar. A nova diretoria examinar projetos. Eu tenho a impressão que esses instrumentos de força, daí que eu chamo de ala de força, estão todos presentes, todos prontos. E eu, na minha longa carreira de repórter, acabei dando cada vez mais espaço para a estupidez de decisões humanas. E nós estamos num período em que uma decisão estúpida pode provocar uma situação imprevisível, Cristiano.
Speaker 5Um ponto interessante. Um ponto interessante é que a gente está falando aqui de conflitos institucionais. E tudo isso vai, obviamente, obstruir muito, ou pode obstruir muito, o ritmo de trabalho do Legislativo. E a gente tem uma agenda pesadíssima para resolver no ano que vem em relação a questão fiscais, a própria Daniela falando em super PEC, reforma tributária entrando. Então, a minha preocupação é, diante dessa confusão institucional, se a gente avança ou não. Não com essa agenda que o país efetivamente precisa.
Speaker 3Esse é o risco, né? Dessa questão toda tumultuada, agenda necessária de reformas, que o país precisa avançar. Eu só uma observação, William. O que, se o Dino, Alexandre, setores da Polícia Federal quiserem avançar mesmo nisso, na prática a gente está falando de um golpe contra as urnas, né? Se confirmar o Flávio eleito no segundo turno, né? É, eu não vejo uma possibilidade de o que as urnas disserem ser contestada por um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Speaker 2E segundo ponto. Daí a minha preocupação com a estupidez nas decisões humanas.
Speaker 3Sim, e segundo ponto, eu não vejo também Forças Armadas, aí eu acho que sim, né? Não vejo as Forças Armadas e Exército avalizando uma movimentação do Flávio Dino para contestar um resultado. Eleitoral desfavorável ao Lula, né?
Speaker 5E lembrando que qualquer movimento do Supremo em relação ao Presidente da República precisa de autorização do Congresso. O Congresso, com essa composição, não faz.
Speaker 2Daniel, por último.
Speaker 4Eu não quero ser só alarmista aqui, e essa memória é muito traumática. Quando a pessoa começa a dizer que não quer ser só alarmista, é porque ela vai ser. Então, tira o nariz de cera e solta o verbo. Eu conversei com dois generais. Da Ativa, que tem muita entrada, inclusive no alto comando do Exército, que observam com muita atenção essa questão das acusações de interferência externa e estão muito desconfortáveis com essa possibilidade de atuação do Flávio Dino. Não estou querendo dizer aqui que vão agir, mas os recados são passados. E aí eles lembram sempre de uma frase que foi escrita ali numa matéria, que é muito atribuída a Gilmar Mendes, que é nós vamos para essa luta para matar ou morrer.
Speaker 3É, eu acho que se o Flávio Dino avançar com isso num cenário do Flávio vitorioso, ele está selando o destino dele via impeachment.
Speaker 2Eu prefiro uma frase que eu ouvi também nos círculos aos quais você se referiu, Daniel, que é a seguinte: "Quem ganhar, leva". Pessoal, eu tenho que encerrar esse segmento. Evidentemente, a gente vai continuar esses assuntos outras vezes, está ainda em evolução. Queria me despedir, principalmente, de você, Cristiano Noronha, nosso parceiro de produção de conteúdo. No site www.arcoadvice.com.br. Obrigado, boa noite.
Speaker 5Obrigado, boa noite, Willian.
Speaker 2Meus colegas, Daniel, obrigado. Boa noite, Brasília. Igualmente, Caio, para você aqui do meu lado em São Paulo. A gente vai para o intervalo. O nosso assunto depois é Paris. Manifestações estudantis que lembram as de 68 famosas históricas. Até já. Até já. Até já. Até já. Até já. Até já. Até já. Até já. Até já. Está voltando do intervalo. Conosco agora no programa, o professor Vinícius Rodrigues Vieira, ele leciona relações internacionais na Getúlio Vargas, no IDP. Vinícius, obrigado por estar conosco.
Speaker 8Boa noite. Boa noite, Willian. Muito obrigado pelo convite.
Speaker 2E o nosso Lorival Santana. Boa noite, Lorival. O protesto estudantil se transformou realmente num movimento que se propunha a uma questão que pode quase, bom, vamos dizer, um movimento de grandes massas. Duzentas e sessenta mil pessoas estiveram envolvidas em manifestações, hoje, reprimidas e, em parte, com muita violência pela polícia.
Speaker 9Acompanhe. Só em Paris, 56 mil manifestantes foram às ruas próximas da Praça da Nação. Em outras partes da capital, estudantes voltaram a bloquear o acesso a colégios. A mobilização seguiu, em menor proporção, em cidades importantes. O processo se expandiu, reunindo pais, alunos, professores e membros de sindicatos. O grupo cobra melhores condições de estudo, incluindo melhorias nas salas de aula e aumento do corpo docente. Além disso, pesam o aumento do custo de vida e da inflação. As manifestações começaram pacíficas, mas logo viraram confrontos com a polícia. As forças de segurança reprimiram os protestos com balas de borracha e gás lacrimogêneo. O resultado dos confrontos foi de quase 500 pessoas detidas. Desde o dia 28 de setembro, mais de 6 mil foram presas. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, lamentou os episódios. O presidente Emmanuel Macron convocou ministros para discutir uma resposta às demandas dos manifestantes. Até o momento, o governo se comprometeu com a melhora da infraestrutura do acompanhamento dos alunos e da organização da jornada escolar. Mas o cenário para realizar essas ações não é simples. O orçamento da França está fortemente comprometido com o déficit, ultrapassando 5% do PIB. A dívida do país chega a 3,6 trilhões de euros, reduzindo drasticamente a margem para qualquer mudança orçamentária. Os estudantes também veem os protestos como uma forma de demonstrar força política.
Speaker 10As condições são absolutamente inexecuáveis. Há falta de professores. Mesmo para os professores, mostramos nossa solidariedade para os professores. E lutamos também, sobretudo, para aumentar a extrema-direita, com as presidenciais que chegarão em 2027.
Speaker 9Membros do partido de extrema-esquerda, França Insubmissa, se juntaram aos atos. A sigla tem bons números entre os jovens, e seu líder, Jean-Luc Mélenchon, busca melhorar o desempenho. Mélenchon concorrerá ao Palácio do Eliseu na eleição do ano que vem. Atualmente, ele é o terceiro colocado nas pesquisas, ficando atrás somente de Eduardo Filipe, ex-primeiro-ministro de Macron, e Marine Le Pen, principal figura do partido de extrema-direita Reunião Nacional.
Speaker 2Ah, Vinícius, para a minha geração, eu tinha 16 anos, 1968, essas imagens têm, digamos, um apelo. Igualmente, os protestos dos antigos de maio de 1968 na França se transformaram num símbolo quase na época, não tinha o que a gente tem hoje, que é essa revolução da informação. Tiveram um impacto enorme como expressão de revolta anti-autoritária, antes de mais nada, com graves consequências políticas na França daquela época, quase derrubaram o regime do general de Gaulle, ele teve que sair do país e buscar apoio do exército imediatamente nas fronteiras da França e reconquistar a ordem, a ordem tinha sido perdida em Paris. As fotos são famosas. Até hoje, vocês me desculpem essas memórias afetivas e traçar esse arco, porque a infraestrutura das escolas é o que menos importa nesse protesto, e muito mais esse ambiente de revolta. Com uma eleição presidencial no ano que vem, no qual o tradicional centro está desprezado,
Speaker 8Vinícius? Exato, William, nós temos aqui o prenúncio, a antecipação daquilo que talvez seja a tempestade perfeita. Não apenas da França, mas da Europa em 2027, porque o próprio Macron, há semanas, duas semanas, convocou ali até mesmo líderes de partidos opositores, o próprio Michelon, a Marine Le Pen, para anunciar ali que a situação não está boa, em função da questão do petróleo, o acesso ali à energia, recursos energéticos fósseis da Arábia Saudita, nesse contexto ali de tensão no Oriente Médio. Todo ali, as derrotas impostas pelos Houthis contra a Arábia Saudita complicaram o fornecimento de energia, isso se soma ali a um descontentamento, para usar uma expressão em francês, uma malaise, um mal-estar ali que os franceses têm em relação ao fato de que a atual conjuntura não lhes permite manter esse estado de bem-estar robusto. É um estado de bem-estar desejável, sem dúvida, investimentos em educação? Claro que é. São investimentos que são desejáveis, esses investimentos, mas a conta não fecha em função das novas circunstâncias em que, principalmente, a Europa vai ter de disponibilizar mais gastos para a sua própria defesa. Então, nós temos aí esse caldeirão que pode até mesmo impactar o que resta do governo Macron e, claro, mudar aí talvez, em função da extrema-esquerda, estar tentando capturar os protestos a seu favor. Michelon, hoje, ele perderia. Para ele, tem a hipótese de ele ficar em segundo lugar, mas, em função desses protestos, podemos ter aí uma alternativa radical de esquerda contra uma alternativa radical de direita, disputando Eliseu em maio, abril do ano que vem.
Speaker 2Como é que a gente tem que encarar politicamente isso que está acontecendo em Paris hoje?
Speaker 11Bom, é um governo que fica totalmente contra a parede, porque ele é pressionado dos dois lados. Do lado da esquerda, que exige mais. Exige mais recursos para o estado de bem-estar social, os serviços públicos em geral, não só a educação, e sendo que a economia não permite isso, na verdade, o orçamento do Sebastião Lecone, o primeiro-ministro, prevê um corte de 54 bilhões de euros para fazer frente ao déficit crescente, endividamento crescente, que está pressionando os juros para cima, que, por sua vez, inibe a atividade econômica. E, por sua vez, inibe a arrecadação e, portanto, aumenta o déficit. Então, você tem um ciclo vicioso aí. E, do outro lado, a extrema-direita exigindo pulso mais firme na repressão aos manifestantes e atribuindo a falta de recursos para os serviços públicos ao gasto com os imigrantes. Então, a resposta da extrema-direita é não, não tem dinheiro para os cidadãos franceses porque gasta com estrangeiros. Então, dos dois lados. Dois lados você tem discursos que têm um certo apelo para os manifestantes e para os cidadãos em geral que estão observando perplexos essas manifestações, essa violência, depredações, prisões de jovens, muitos deles menores de idade. E aí o Macron fica totalmente sem margem de atuar, porque ele não pode gastar mais, não pode cortar, não pode reprimir excessivamente, não pode deixar. Não pode deixar fluir as manifestações. Então, de todos os lados ele é pressionado e só tem a perder. É interessante as manifestantes falarem. Nós também estamos nos manifestando contra a ascensão da extrema-direita, mas as manifestações só beneficiam politicamente a extrema-direita.
Speaker 2E engraçado que os mercados também colocaram ele sob pressão, né? Uma pressão imensa sobre os títulos de dívida francesa. E aí vem a Le Pen hoje e diz o seguinte, Vinícius, ela prometeu que vai cortar drasticamente gastos públicos. O programa é dela se eleita presidente, segundo ela declarou, é exatamente colocar o que. Ela está copiando da Alemanha essa ideia, que é o freio na taxa de endividamento. Então, ela está dizendo o seguinte, a dívida pública francesa não poderá exceder 60% do PIB. Está muito longe disso. Ela praticamente tem que. Ela tem que fechar os cofres da França. Essa é uma promessa factível.
Speaker 8Ela é uma promessa, William, que, ao meu ver, ela vai entrar em confronto com o seu próprio eleitorado. Porque a gente, às vezes, tem uma visão de que a extrema-direita é necessariamente liberal do ponto de vista econômico em algumas situações, sim. Mas a França, como os estudiosos ali da política francesa e os próprios franceses reconhecem, ela tem um consenso, ter um Estado grande, e não me parece que os eleitores da Le Pen vão escolhê-la ali para reduzir o tamanho do Estado. E, claro, também eles são socialmente conservadores. Então, o apelo da extrema-direita ali, da Le Pen, do regrupamento nacional, é manter ali a ordem, sem dúvida, essa é a agenda do partido, e isso daí pode beneficiá-los, como o Lourival bem colocou, esses protestos podem ter esse efeito, mas se ela sinalizar para o seu eleitorado, que vai fazer esses cortes drásticos, aí ela corre o risco de, ironicamente, fortalecer a extrema-esquerda, porque a agenda do Michelon é muito longe disso, é justamente tentar manter a todo custo aquilo que, há muito tempo, no caso da França, é insustentável, a conta finalmente chegou, o Macron, do ponto de vista centrista, não conseguiu endereçar toda essa série de problemas que afetam a economia e o Estado a tempos, e a Europa agora, comprimida por esses conflitos e essa demanda, como eu falei, de gastos militares mais robustos, vai fazer com que, finalmente, a ficha caia. E uma última palavra aqui, comparando com a Alemanha, o MERS, ele está ali em declínio, só que na Alemanha, qual é a alternativa ao MERS? A FD, que tem crescido. No caso da França, se não for a Le Pen, a alternativa será um movimento para a extrema-esquerda liderada pelo Michelon.
Speaker 2É aí que está um dos pontos que eu queria, agora, para encerrar essa parte. O Michelon está sendo apontado, inclusive, por políticos de centro ou moderados na França, como um instigador do que está acontecendo, transformando esses protestos em massa de
Speaker 11manobra? Exato. Os sindicatos, a base da esquerda, ela está participando e insuflando esses protestos. Não que não sejam genuínos os protestos, a situação nas escolas é ruim, realmente, tem escolas, eu ouvi. Os padrões deles, claro. É, mas eu. Eu ouvi manifestantes dizendo que faltam professores, que faltam banheiros, uma escola com quatro banheiros apenas, faltando portas nos banheiros e assim por diante. Então, o problema existe, mas o Melenchon, ele é muito à margem do espectro político para ser competitivo. Na verdade, o que vai acontecer de novo vai ser a ingovernabilidade da França, que é algo já crônico. O que vai acontecer de novo vai ser a ingovernabilidade da França, que é algo já crônico na França. Ninguém vai ter maioria suficiente e vão continuar esses empassas de gabinetes caindo, de não conseguir aprovar orçamentos, de não conseguir fazer reformas, de não. Enfim, a França é estagnada.
Speaker 2Estou encerrando, então, essa edição. Queria agradecer muito a você, Vinícius Rodrigues Vieira, por as suas declarações internacionais da FGV e pela participação. Obrigado e boa noite, Vinícius.
Speaker 8Muito obrigado, boa noite a todos.
Speaker 2Até mais. Igualmente, Lourival. Obrigado. Sempre ótimo ter você a bordo do programa. Está terminando essa edição. Mais conteúdos, como sempre, o meu recado todo fim de edição. Visite a nossa página, a página www.site.cnnbrasil.com.br. Na sequência, você fica com o grande debate especial, eleições além das urnas. Nosso time aprofunda histórias, recados que saíram dos resultados das urnas no domingo, trazem o panorama do Brasil daqui para frente. Não perca. Logo mais, na sequência. Essa edição fica por aqui. Obrigado. Obrigado e boa noite. crown coins winning never sounded so good what would you do
Speaker 12if you want big at crown coins casino real people win real prizes every single day hi this is chelsea from dallas i just hit the jackpot won over 1 million 500k visit crowncoins.com sign up in seconds enter code crown and get a free lucky wheel bonus you may win up to 10 000 sweeps coins crowncoins.com that's c-r-o-w-n coins.com no purchase needed code valid for new users only void were prohibited by law 18 plus terms and conditions apply