[Música] Olá! E chegamos ao terceiro episódio da segunda temporada do Casa frente verso. O seu podcast sobre arquitetura, design e artesanato. apresentado por mim, Regina Galvão e por Simone Quintas. Hoje é dia 29 de abril de 2021. Nesta temporada estamos conversando com pessoas que conviveram de perto com grandes nomes do design e da arquitetura. A jornalista Delia Bodes nos falou sobre arquitetas Janette Costa. O designer Fernando Mendes, do também designer Sergio Rodríguez. E neste episódio, o arquiteto Marcelo Ferras conta coisas surpreendentes e inesperadas de linda Bobarde. Em comum, todas essas conversas não só confirma a importância dessas pessoas na arquitetura e no design brasileiros, mas também revelam peculiaridades, jeitos e histórias que só quem era muito chegado pode dizer. E é claro que é isso que a gente quer descobrir. O papo de hoje é sobre arquiteta Ita-Lubrasileira Lina Bobarde. Que agora em março recebeu leu de ouro especial pela Bienal de Veneza. O menagem postma e rara, a uma mulher. Nascida em Roma em 1914, Lina veio ao Brasil com o marido, Petro Barde, logo após a Segunda Guerra. Lina ficou famosa pelos projetos do Máspe, fundado pelo seu marido e do Céss que por um pé em São Paulo. Mas ela era muito mais do que isso e sua atuação também tinha dimensões políticas. E é sobre este muito mais que vamos falar hoje. É hora de a gente abrir a porta aqui do Casa frente verso para nosso convidado. Olá, Marcelo. Muito obrigada para aceitar o meu convite da Regina para entrar aqui na nossa casa. É uma honra de receber. E antes de começar a nossa conversa, eu vou tentar fazer uma apresentação rápida, sua. O que não é matar é fácil, porque o seu currículo não é fraco, não, mas vamos lá. Mineiro Marcelo Ferrarze Arquiteto, formado pela FAL. É também sócio fundador da Brasil Arquitetura e da Marcienaria Barahuna. Juntum com também Arquiteto Francisco Fanoute. Já aboucõem ao vários prêmios no Brasil, no exterior, com seus projetos. Toda essa estrela ou a companhia desde o início da carreira. Quando foi colaborar com nada mais nada menos do que Lina Bobade, a época da criação do Céss que pompé em São Paulo. E permanecer trabalhando com ela por cerca de 15 anos. Tanta convivência, o torno ao fonte obrigatória sobre Lina Bobade. Já publicou um livro sobre a Lina que levou o nome dela e entre outras publicações lançou o ano passado o livro sobre a Brasil Arquitetura. Marcelo, acho que eu não fiz juice a tudo que você é já fez. Obrigado, Simone, Regina, pelo convite. Vamos prazer conversar com vocês e vamos falar da Lina. Esse currículo meu está muito grande, podia ser abreviado. Mas olha, o trabalho com a Lina foi uma dessas coisas que acontecem na vida da gente. Um acidente, eu estava no quarto ano da faculdade arquitetura da Paula, aqui em São Paulo. E ele estava muito interessado em trabalhar, tinha acabado de fazer um estágio no companhio do Metro. E foi procurado pelo professor Joaquim Guedes, um arquiteto importante arquiteto da São Paulo e um grande professor. Pra perguntar se eu queria trabalhar com a amiga dele, que ia começar um trabalho novo, um arquiteto da Lina Bobade. Um ano antes, eu tinha me interessado pela Lina, porque numa da mosta de cinema do Másque, que aquela mosta de cinema de São Paulo, começou no Másque, chamava a mosta de cinema do Másque, porque a gente sabe disso. E era lá que acontecia. Leão Kakoff, era o diretor do empatro de cinema do Másque. Estava na fila com André Viner, e a gente tinha esse projeto, embaixo, no Vão Livro do Másque, "Lina", mas uma talina não saiu um cé filha ou mulher do pai. A gente sabia de ler. Então era uma pessoa que não tinha importância no mundo da arquitetura, nesse mundo nosso da AB, FAO, essa coisa, o mundo era goste realmente, e era um pouco scanteada, desde o ambiente, da arquitetura. Então me interessei e propuz fazer um trabalho sobre a obra dela, numa disciplina, na qual os dois professores me diram na cabeça. Não, não tem nenhum importância, uma arquiteta absurda, com uma alapena, pega um outro afeteta, estudar, então eu não fiz. Se o ano seguinte acontece isso, para quem guiais me chão, eu fui lá, então vai se encontrar com ela, não é na compéria, na lápaca, vai lá ver o que é, e eu fui para lá, me lembro muito bem, porque em 1977, a gosto, ela dia do meu aniversário até, e eu fui para lá, e chegou lá e encontrei, eu já tinha uma obra, quase 300 operários, escascando as paredes, e deumolindo coisas, e a Lina, por ali, montando, ajudando lá, montar um escritório, num dos golpões, ela até desperse o capete, eu cheguei, ela estava obligando que ela não queria capete, imagina capete, eles estava de obra, audiavas, capetes, não precisava de secretário, que a gente tinha ela atentido o telefone, mas ela estava, eu cheguei nesse momento, me apresentei, mostrei um desenho que eu tinha feito, para ver que eu sabia desenhar, desenhar um tec, e me doutor, uma casinha que eu tinha feito, estava pelo óptimo, então pode começar, amanhã está bom, e foi uma grande aventura, porque começando não tinha nenhum desenho de sério, então a gente começou, eu comecei a levantar os golpões, tirar medidas, comece de obra, tal 2 meses, depois ela perguntou se eu tinha um colega, porque eu trabalhava muito grande, eu convidei um adeio para um dragway, e ficamos nós, por 9 anos, naquela obra, com a Lina, era a Lina e nós dois, só muitos, então nós sejam todos os desenhos da compéria, como nós fizemos, eu e o André, foi uma super espola, e nesse momento eu resolvi sair logo da fala, meu plano era ficar 7 anos, 8 anos na fala, com todo mundo faz, então não, eu preciso sair fora, porque aqui ficou interessante, ficou bastante mais interessante até do que em 5 anos eu consegui sair da fala, e fiquei nessa nova escola, então essa foi uma coisa que acontece na vida da gente, que mudam radicalmente meus fums, então isso, total destino, aquela famosa, está na hora certa do lugar certo, bateu lá e ela falou entra, fique aqui, exatamente, ela dizia depois que isso muitos anos depois, depois quando a gente era amigo, frequentando albôs, se casa, ela sempre contava, mas não eu gostei dele, chegou lá com um cabelo aqui embaixo, eu tinha um cabelo muito grande, ela falou "nossa, é corajoso, porque não me he ido na obra com operários, homens, e eu também achei interessante que a obra era dirigida por uma mulher, paciotius e erros, mas ela estava evitando as regras, as se olhadas, então era uma coisa que os operários laravam muito espantados, como pode uma mulher que mandando aqui dentro, e era isso que acontecia, e a boa dizer que a Lida não era feminista, era sempre disso antes feministas, mas ela dizia que uma obra trabalha em que era a partir de um trabalho de homem, podia ser feito por uma mulher, da mesma maneira, quer dizer, era uma questão de simpôr e ir tocar e enfrentar questões, que foi assim, ela realmente dirigiu aquela obra, e 1982 foi inaugurada a primeira parte, o Césdito Conteia, a parte da Tuscola Pões da Fábrica, e começou a funcionar, e ela ficou um pouco diretora daquele, sem ter o cargo oficial de diretor, ela meia de vigia, porque propunhas posições, a programação, e junto com o diretor da época, os anônios, o Gereja da época, foi um trabalho muito interessante, um bates grande, para falar um pouco da Lida, e ela tinha bates intelectuais muito fortes o tempo todo, isso era uma das coisas mais fascinantes, porque sempre havia um questionamento, uma dúvida, em todas as ações, mesmo no projeto, no projeto, fazíamos uma coisa hoje, que ela trazia, nos croquis, vamos fazer a sensação de a seguinte, na nada daquilo, a gente cê por chave da mais nada aqui, a phenomena vai ficar péssimo, de corruínho, não, a muda de ideia, vamos procurar, então, essa capacidade de mudando o tempo todo, de exercer a dúvida no dia a dia, era uma das características da Lina, dúvida, às vezes mais que do texto numa obra, que você tem engenheiros, orçamentos, e coisas, mandares fazer coisas, mandar não fazer, que uma coisa que já está quase contratada, é um problema, talvez seja a coisa mais correta, quer dizer, a gente não pode estar carregado de certeza, do tempo todo, né? Mas, é algo que bom, vi você, e eu que sempre, eu sei da Lina, por matérias que eu fiz, por leituras, que a gente faz, e fica sempre curiosa em saber como que era essa pessoa, essa pessoa, que a gente fala tão endeusada no convívio diário, você, no início da sua fala, você mencionou que ela, estava um pouco de lado, nesse meio da arquitetura, isso era porque ela era mulher, e mesmo a Lina hoje em dia, tendo tantos projetos arquitetônicos, ela está ganhando o leão de ouro com a sua conta.
a contribuição arquitetura no mundo, Brasil também com essa força pujante que ela representa. E eu queria que você trouxesse um pouco esse lado da arquiteta no meio de um ambiente totalmente masculino e também da mulher, como que era ela nesse convívio diário. A linda sempre repetia que não acreditava em algumas coisas como o critete sexo em gênero, ela achava que nós eram iguais, trabalhadores e iguais. E não admitia ser chamada de arquiteta. Ela disse que isso não existe, no italiano, é arquiteto. Então, ela assinava arquiteto, linda moubage nas folhas, do desenho do sério, todos nós esperíamos arquiteto, linda moubage. Ela disse que nós não faz diferença, é arquiteto, é como o presidente hoje, o presidente, aquela coisa que começou. Mas ela com uma mulher é um grande exemplo pro outro lado, certo? Um exemplo de uma mulher que foi enfrentou esse mundo, se colocou como absolutamente nível igual aos homens a esse mundo dos homens, então acabou virando esse exemplo. Agora, por certeza que ela era um pouco scanteada, assim colocada de lado, por vários motivos, ela estrangeira, né? Em tesoume, os meus tantos sinaturalizados brasileiros, os anos 50, ela era estrangeira, mulher, professor bate, homem polêmico, muito polêmico, fazer todo de coisas que isso incomodava, e chegou como ele mesmo dizia quando ele chegou, chegou a chegar na salpada, se pôlha na propícia, mas uma super propícia não tinha nada, então ele foi tocar no lugar propiciando, aí da com os ricos, do café, aquela coisa bem, então eles incomodavam, de certa maneira, e como mulher evidentemente que sim, ou os tutos da futesta, que no momento ainda mais ainda um ambiente de óbices, então tudo isso, acho que faz, fez com que ela fosse um pouco deixada, e ela tinha também, um pouco essa avocação de ser reclúsa, e era uma pessoa reclúsa, a gente pode falar mais adiante dessa questão que eu vejo hoje, os panoramas sobre a vida, mas ela era uma pessoa descreta, uma pessoa que não saia, não ia festas, não ia ir na uração, nem na uração de obra dela, ela ia na Bahia, ela foi numa, não foi na sua outra, ela não fazia a questão na última hora, sabe, evitar até convitos palestras, que era poucas, naquele momento, poucos convitos até, mas ela gostava de começar com estudante, gostava de coisas assim que eram fazer muito reais, palpáveis, e que faziam diferença pra ela, que na beleza são vezes que fazem calma, se você olha como, ela era rigorosa, ela era uma pessoa muito rigorosa, uma pessoa radical, é uma coisa intransigente, um sentido de não transigir aos seus princípios, ela tinha alguns princípios, que ela não gostava de transigir, ela não admiquia, sabe, ser de, para certas coisas, então isso era um cúmodo, nesse sentido era uma pessoa que incomodava muito, quando falava exatamente o que pensava, então não teve tantos convitos pra trabalho, e teve uma proximidade forte com teatro, radical, não só com o sin, mas teve um momento duro de estadura, teve um processo militar, teve que sair do Brasil por um antes, ela seria presa, ela, que bom ano na Itália, para não ser presa, eu tinha um processo militar, sobre ela, colheu uma arigela e alguns militantes da organização, ele era na casa dela, para as reuniões, isso vou já estar comprovada, ela dizia isso para a gente, então ela apoiava a estência de estadura, ele redeu um processo militar, tanto é que um dia ela deu um belo presente para mim, para André Vain, chegou com uma pastinha de carturina, que a gente usava, e dentro da pastinha de carturina tinha uma cópia da absorção dela no processo militar, um copo de cheirocos, e uma fotografia famosa do Lenny, um gatinho aqui no urbraço, e uma foto do cheirvara com um meterador, então essa era a unina, é bom dizer isso hoje, que está tão tudo, pode, pode, porque era importante isso, essa mostra de resistência era super importante. E hoje em dia também, de certa forma, mais do que nunca, essa forma de resistência em outros motivos, também está dentro da tona, naquele momento, você tinha noção já de quem seria a lina, porque pelo que a gente está conversando aqui, ela ficava ainda um pouco a sombra, por todas esses motivos que você levantou, mas você já sabia que o poder ali que ela tinha, e que talvez no futuro, ela teria esse reconhecimento, isso já passava para ela cabeça? Então, está na pergunta da Simone, por que você acha que a lina hoje em dia tem esse reconhecimento? O que ia fazer com esse reconhecimento tão grandioso? A gente não sabia, racionalmente, nem sabia, porque era um estudante logo mais jovens, actetos, depois colaboradores, passamos assim colaboradores, nos outros projetos dela e colegas, ela começou a tratar a gente como colegas, é importante dizer que nos trabalhos da Bahia, quando acabou a série de compéria, o Mante São Paulo, que foi a primeira reforma que foi nossa, depois trabalha da Prefeitura de São Paulo, nós dividimos os honorados em três, depois em quatro, quando entrou uma série de Suzuki também, ela era um dos actetos, dos três ou dos quatro, era impressionante isso, e só a decisão dela, claro que ela é a liderança, ela era quem comandava tudo do ponto de vista, mas ela tinha esse reconhecimento de uma parceria, de uma colaboração muito forte, isso é importante, porque voltando, se eu tinha essa noção, claro que a gente não tinha essa noção, a gente nem sabia direto quem era a lina, mas a gente imediatamente passou a ter hoje ou pensando isso, a intuição da importância dela, isso estava claro, talvez, no nosso entusiásbago, hoje olhando para trás, no nosso engajamento, a gente com certeza tinha a intuição de que ali tinha uma coisa muito importante acontecendo, olhando para trás, claro, e vendo as nossas, o nosso empolgamento, nossa moda de trabalhar de dedicação, porque era uma dedicação muito, a lina se dedicou muito a nós, muito, era impressionante assim, eu acho que pouca gente não tem essa dedicação, veja os que estão a a janitatura, alguém se dedica a os estagiários como ela fazia, a gente começou a apresentar a casa dela, e ver as revistas, ela mostrava coisas e depois fechava as páginas, e não, olha muito, nossa não vai ficar muito influenciada, é bom ver, mas não é bom se se prender, ela estava preocupada que a gente ampliarse o conhecimento, graça a visão da arquitetura, da cultura, em geral, mas sem criar marras, então isso é uma coisa muito cuidado que ela teve comigo com a Téfane, com a Celso Suzuki, que foi um dos estréis colaboradores dela nesse período, os que nos 15 anos da vida dela, é impressionante, então eu acho que depois teve também um estagiário que trabalhou com ela também, um pouco eu vi aquela tinha essa dedicação organizando os arquivos dela, pois a isa, minha mulher trabalhou com ela, eu vou dizer uns já aqui, os já ajudando a preparar ali, mas, mas assim nós três vamos assim, os três mosqueteiros dela vão dizer assim, que o pessoal brincava, o Alessal Amô dizia, os Linas Boy, voce, então essa inclusão tinha mais a gente sabia pelo que ela dizia, quer dizer, ela já se colocava no trabalho, não arroganemente, mas na altura de Oscar e o May, na altura de Nocicosta, na altura de Artiras dos Grandes Aquestos, sem dúvida, ela sabia disso, mas discretamente, mas isso já transparecia, tanto é que quando ela morre, a gente imediatamente vai fazer o projeto Linamobaz, que é o livro, o documentário, a exposição dela que forou o mundo pro Noc E anos e rodo o Brasil, foi a primeira, aí vamos botar a lina, agora vamos mostrar por um mundo que é a lina, porque anos antes da ela falecia, a gente, eu propuz fazer um livro da obra dela, esse livro foi feito depois, ela dizia, vamos trabalhar, mas importante fazer nas trabalhas, a gente tá fazendo o projeto mais importante, tá vida, não, sempre o último trabalho era mais importante, então ela dizia, não, vocês fazem um livro, os postelos, vocês nos postelos, é que vão fazer o livro depois, mas agora não, e não deixou fazer, e tinha patrocínio que o livro, ela tava mesmo ligado em coisas essenciais, não tava preocupada com imagem, essas coisas todas que hoje tomam a figura de lina, então eu queria falar um pouco, como eu vejo isso que aconteceu com ela, claro que começou com a divulgação da obra dela que nós fizemos, que rodou o mundo, chocou em muitos lugares, eu me lembro do presidente da hora dos Aquestos da França, de Paris, na inauguração da exposição dela dizendo, nós vamos ter que rever a história da arquitetura, a história recente da arquitetura, porque com a lina isso entra uma nova pertente nos discursos da arquitetura, então foi sempre, também é um tempo que chocava, o surpreendido, o fascinar, era sempre difícil de entender porque caminho ela andou, né, porque andou por um caminho um pouco diferente dos padrões da arquitetura, as linhas assim, as linhas assadas de escola, elas se ensalham, ela andava por um caminho bem, pelo chão, bem real, sem deixar jamais assim, acho que é coisa mais essencial de lado na arquitetura, por mais funcional que coisa, mas necessária, útil, né, ligada ao chão,
a uso da função, nunca deixou de dar a poesia apoiética. Então, isso era talvez uma característica posta da linha. E o rejo, hoje, esse glamur que eu entendo lá, a Abadilina, é o posto do que era linda. É impressionante. Eu vejo o Instituto Bático, para começar. Para ser gerido por uma visão completamente oposta da linha, que é ele glamorizar, uma fase a grande estrela, feminista, o prêmio e esse o prêmio do turbelho, ele ia ser todos os prêmios. Mas não é isso. A linha era preocupada com a universidade. Ela achava que a inscrição de ficar-se com a obra dela, com a serro dela. Tinha que estar ligado a universidade aos estudantes, aos jovens. Era uma educadora. Ela tinha liso de cheira com os grandes homens desse país. Dacia Ribeiro, outro, só os portar outro, para citar-se uma tria de calina, colocava com fotografia na frente. Se aos portados, anísio de cheira e dacia, não nessa ordem necessariamente. Então, entre os educadores, ela acreditaram que a gente tinha que melhorar a vida das pessoas, melhorar esses países. Fazer coisas, um país fantástico, um potencial fantástico de ser uma novidade no planeta, ela acreditaram isso. Com o Dacia, essa gente, que o Brasil podia ter uma da uma contribuição para o planeta diferente de todas as outras. Não vamos disputar com os alemães, quem faz a melhor ferramenta, não vamos disputar com os americanos, a comunicação, os alemães. Vamos ver o que a gente tem, quem somos nós, com todos os problemas, com todo esse passado feio também, os últimos países a bolher a este tabidão. Mas temos que encarar isso, porque a gente pode dar uma contribuição diferente para a planeta. E diferente, o Brasil pode ser mais de gada à África, alguma em sul, essa coisa mais do que ficar tentando copiar o emus ferro no arte, Estados Unidos e eu lá. Então, ela tinha essa criança que dava nisso, que está tão em baixa hoje, mas que a gente precisa tanto nos dias de hoje, dessa volta, dessa sonha, dessa utopia. Então, a lina era isso, não era essa coisa do glamour. Hoje, eu vejo o Shifu, que faz ele eventos, disposições de ates plásticas, com todo respeito. Não tem nada a ver. Aqui não é uma galeria de arte. Eu vejo ali uma coisa ligada a colecionadores, o mercado financeiro, o gesto financeiro, o mercado financeiro, ricos, grandifimos. Mostri tudo, um era para ser isso, o sonho deles, era coisas deixaram tudo casalbarte, deixou tudo para o Brasil, tudo que eles tinham, ficou ali no estudo. Os bens, toda a casa, o jardim, e o acelho, que é fantástico, o acelho do professor baixo também está lá. Então, é o quê? Eu acervo de pessoas que sonharam com o país melhor, que pensaram pensadores do Brasil, grandes agentes da cultura brasileira. Na toa, que a gente tem um máscara, se não fosse professor baixo, não está aí aí, um museu de edição pau. Mas eu perguntou, onde está o professor baixo? E já está fora da agenda. A lina está totalmente na agenda, está na moda, a lina para lá, a lina para qual tem todo o livro, e coisas acontecendo. Mas eu contém dizer que é essa, falando essa outra lina, essa lina real. A lina real, assim, na casa de vidro, a gente entra lá e percebe, já me contaram que ela reunia aos amigos, sempre nas pautonas que ela mesmo produzia, que ela não gostava de sofrar, que tinha muito gatos, que gostava de receber com almoços saborosos e bem arrumados. Eu queria que você contasse um pouquinho, como é que foi a sua vivência nessa casa de vidro? Olha, eu frequentei muito, que ela sempre convidava, a gente, meus domingo, sempre tinham almoços, era mais almoços e não jantários, raramente e eu já estava. Era uma pessoa de urna, e que passasse para o São Paulo, vindo de outros lugares do país, ou do exterior, muitos artistas, importantes, intelectuais, e estavam indo ao mais pico, que é importantíssimo passar para o São Paulo, vindo de peu, a coleção do mais pico, e de acabar sendo recebido na casa de vidro, pessoas muito importantes. Então, era usual ter salmos, ela adorava fazer comida brasileira, sempre, comida brasileira, raramente, massa, ela gostava de fazer principais de prenses transjeios, comida brasileira, coisas brasileiras, mostrar isso em uma defensora ferrenha do Brasil contra os particiões europeus, ela provocava os italianos, sendo que aquilo, a italiana falida, era um país de um peso do passado que imobilizou completamente o país e as pessoas, e ela era uma provocadora, esse sentido, fazia. Então era um ambiente muito interessante, me lembro do Rubens Guies, uma vez, ele prequentava muito a casa, vinha louvinho, vinha, vamos falar lá, o artista plástico, amigo, muito amigo do divino. Ele dizia quando eu entro, que eu piso aqui, eu respiro cultura, porque realmente tinha coisa, tinha muita revista, muito livro, muito objeto, objeto de de aparentemente, contrajetória, uma pecinha de brinquedos, plástico, articular, grandes peduras, movas anticoíssemos, fantásticas, dando uma casa muito cheia de vida, muito viva nesse sentido, você respiraram, e a casa era bastante a casa da linda, mais que o professor Barton, que ele era o homem do Máscoo, e ele manzinha, voltava no fim do dia, escrevia, mas você sentia que ali era domínio dela, ela não saia praticamente de casa. Então era muito vio, com esse eu imagina perguntando esses almoços com grandes intelectuais, com polêmicas, inôneos, quando o Pazolínico foi assassinado, foi incrível, porque a linda tinha no Pazolín, assim, um irmão de ideias, ali era um tipo Pazolín, do ponto de vista intelectual, do ponto de vista da visão da cultura, inclusive do ponto de vista do sofrimento, e não é só que sofria muito, sofria pelos outros, como dizia, um Glaber, sofriu pelo Brasil, eu me lembro que o da Sino, o da Sierribeiro, no Velório do Glaber, tem uma cena fantástica, todo mundo já vai ter visto, ele chorando no túmulo, conta do que o Glaber no dia chorou, horas no hombro dele, ele dizia que o Glaber chorava pelo Brasil, por todos os brasileiros, e eu acho que a linda também sofreia por todos os brasileiros, ela dizia assim, não tive filhos, da Sita Mera, outro que não teve filhos, todas as crianças eram filhos deles, no Brasil. Então isso é muito bonito de ver o quanto essa pessoa também sofreia, né? A linda não era, era uma pessimista, assim, no trato muitas vezes, muito amagurado, muito sofrida, deprimida, mas o trabalho e a possibilidade de fazer alguma coisa pro outro é que a mantinha viva. E Marcelo, esse amor que você relata tanto pelo Brasil, que ela tinha, acho que daí já se explica um pouco também dessa valorização do artesanato brasileiro, tanto é que ela chegou a fazer mais posição no MASP, estava devendo aqui que a Regina um pouco antes o nome, que a gente não sabia que era a mão do povo brasileiro, que ela fez em 1969, o que deve ter sido muito usado, porque se hoje a gente ainda tem preconceito, imagina naquela época com que era bem com a mão, e eu queria saber como você, como é que era, você falou que ela tinha peças também de pesanato, como é que era essa questão da arte popular da dela? Isso é um questão do projeto, ela tem gava a trazer isso para as obras dela. Olha, nunca, isso acho que é uma outra coisa um pouco polêmica, algum equívoco, de dizer que a arquitetura da linda está ligada às popular, eu não vejo essa ligação, sabe que a arquitetura da linda é uma arquitetura absolutamente moderna contemporânea, sempre procurando a melhor técnica, não é porque fez um telhado de sapela em biuna, que é aquilo é a escapulada, então ela tinha respeito profundo, mas ela tinha respeito que ela achava que, a escapulada desde na Bahia, na Bahia, na Bahia, na exposição primeira, quando ela traz as coisas da Bahia na Bienal, em 1959, depois ela faz o solar do engano, em inauguração do solar do engano, com exposição chamada civilização nordeste, ela queria mostrar que aquilo era uma civilização, depois ela espouye no mástice desse setenómetro, um pouco o que foi a exposição do engano da Bahia, ela queria dizer, olha para isso, isso é importante, isso aqui, é o que toda essa gente pobre do Brasil, essa gente que está relegada ao segundo, ao quinto plano, todos esses brasileiros fantásticos produziram no instinto de sobrevivência, no instinto de manutenção, de dignidade, no instinto de estar na vida, nesse sentido, é que era um protanto olhar, e ela queria que não só, os arquitetos estudiosos olhassem para isso, mas que a indústria brasileira olhasse para isso, que os designers, o que projetava, que implanejava o país, olhasse para isso, ta aí a ligação dela para o seu exportado, que criou a Sudene, talvez pela Sudene, a gente possa fazer um programa de olhar para isso para ver qual será o nosso design, será que a gente tem que copiar com os americanos, copiar os escandinavos, os europeus, os italianos, O agente pode ter um design afeto a nossa medida.
a missão do brasileiro, a cabeça do brasileiro. Então ela foi nesse sentido, ela foi atrás dessa cultura popular e não como colecionadora. Ela odiava essa ideia de achar que você faz coleção como nós temos. Eu tenho aqui os bichinhos, os címas, os bichinhos. A vôna é isso. Isso é para a gente ver o exemplo de como fazer muito por pouco, resumindo assim um pouco, não seramente. E Marcelo, a passagem dela pela Bahia, que parece que foi bem forte para o trabalho, o que ela contava dessa passagem? E o que isso representou na carreira da Lina? A passagem hoje a gente já sabe, depois que ela morreu, que a gente teve que se devo ser sobre ela para apresentar a obra dela, para fazer os livros. Eu já escrevi muitos ativos e insais. E, enfim, que foi super importante, porque ela, porque quando vai para Bahia na 1658, para dar uma curso de arquitetura de três meses, ela calma ficando até 62, ela fica cinco anos, ela já muda depois de cinco anos de subrâmbio, ela foi super importante. Para a Lina ver esse outro mundo que se abre, para valer. Então, para que se vai ter no lado atrás da exposição para a Landa, depois ela já vê, estou mostrando esse mundo. Tudo que ela vai descobrir ou vai conhecer na Bahia, faz com que ela mood a visão e seja mais brasileira. Quer dizer, ela passa ainda mais, acreditar menos na Europa, nesse primeiro mundo, achando que as soluções não pedam por aí, pelo menos, para o Brasil. Então, ela achava que aqui, por exemplo, a gente, quando. Ela falou, "O sul realistas estão na Europa, era vanguarda, não é isso?" Mas aqui, o surrealismo já estava, que sempre esteve aqui. E aí, eu acho que a gente vai até pensar em toda essa América e Bérica, que a gente tem essa literatura fantástica, tudo, mas nós já tínhamos aqui o sul realismo, de certa maneira, com essa mistura, dos índios, negros, europeus. Então, ela passa a ser cada mais brasileira. Então, essa é a passagem dela. Agora, o que ela dizia desses anos dela, porque trabalhar com em 1977, ela tinha voltado da Bahia em 1962, 1963. Então, ela dizia, "A Bahia é uma gaveta fechada na minha vida." A Bahia é uma gaveta fechada, não quero retomar que o. Porque, em seguida, meu gol militar, e a toda aquele trabalho dela é jogada no lixo, de certa maneira, ela dizia que tinha os traígores da Bahia, que era um ex-colabarador, que traíram, que assumiram o museu de arte moderno, foi toda uma polêmica, ela dizia, "Eu tenho que ter um pelo que quero voltar." Em 1986, ela voltava. A gente volta com ela, que passa mais quatro anos, trabalhando na Bahia. Fazendo, foi uma assistência do Roberto Pinho, que era secretário do Prefeito Mario Quérter, na época que falou, "Pamos trazer a linda para retomar, certas coisas que ficaram pela metade e vamos fazer um trabalho enorme no centro-histório, para a reparação do centro-histório." Ela resistiu muito, mas acabou seitando. E a gente passa quatro anos trabalhando. Aí era isso, Suzuki, na reparação do centro-histórico, que acabou também de uma forma muito triste, que o Prefeito sai, e o outro Prefeito é abandono, completamente as obras, estão lá, são pilotos exemplares, na tela da misericórdia, a casadora do mundo, está fazendo 20 anos agora, a casa do pení, mas não está lá com a pujança, algumas coisas estão até abandonadas, porque a gente queria, a gente queria que aquilo fosse um exemplo de como recuperar o centro-histório. Mas aí foi feita todo o outro, por isso. Então, a linda, ela sempre conhecionou essas derrotas. Eu acho que quando acabe esse trabalho na Bahia, não seja 39, eu tenho esse ex-90, ela começa a mover, ela ficou de novo muito triste, muito magoada por tudo, e com essa mudança, o abandono das obras que fez sem feitas na Bahia, que ela morre em 92, é muito, muito mal, se. sabe, já creditada das coisas, os projetos, mas porque sempre era cada projeto novo, era entrar de cabeça, entrar com tudo, achando que a gente ia poder fazer uma grande revirabota. Vamos mudar um pouquinho aqui o rumo da Prósebe, para o design, um pouquinho, né? A gente falou muito da linda arquiteto, arquiteto, mas a gente não falou tanto dela, ela era uma grande designer também, né? Então, ela tem a Pou Trona Boulque, acho que é uma das minhas peças preferidas dela, a cadeira girafa, que ela fez em parceria com você e com Marcelo Suzuki, a freigídia também foi com vocês. A Regina até lembrou para mim que a freigídia apareceu recentemente aí na live com Caetano Veloso, a gente comentou, deve ter tido até um respingado em vocês também, né? E eu queria saber de você o que ela gostava mais, tinha isso? Ah, eu gosto mais de projetar móvel, eu gosto mais de construir, eu gosto mais de juntar as duas coisas, eu gosto de poder construir e criar o móvel depois. Ela fazia arquitetura, ela chamava a túria arquitetura, mesmo no teatro, ela fazia arquitetura cênica e não fazia cenografia, e design para ela, ela dizia essa palavra, tem que ser botada em banho Maria, ela é escancos para recuperar o sentido que já perdeu, né? Uma palavra do inglês tão importante, com tanto significado que é o projeto isso. Aqui virou, faz que loja de design, design de modo, design isso, que ela falou isso não, tem que deixar de ir lá, não usava. Ela talava se usar o termo industrial design, né? O desenho industrial, que esse foi, ela se formou um pouco nessa, ela projeta a casa de vidro, no auge da questão do inglês, só dizia aí, enachando que ela após guerra, como é que o design e ajudar a salvar as pessoas, a melhorar a vida das pessoas, a toda a questão racionalista, as cozinhas, a cozinha de franco, foi assim um modelo, nos anos 30, e de cozinha, tem como uma cozinha de um avião, você tem tudo a mão, pesou de se designar essa coisa de facilitar a vida das pessoas no futuro, ela dizia, mas esse sonho acabou, o que era o questão funcional, a questão da prática, virou consumo, e quando a sociedade de consumo, é, é um bem durado, o virou bem de consumo, na pós-guerras, bem, eram bem duráveis, comprar uma geladeira no bem do lado do rádio, e, após não é mais bem durável, é bem para ser trocado, é bem para ser consumido, então ela dizia, isso aí, que aconteceu no capitalismo, um diabilizou com o tratanjo design, passou a ser um outra coisa do seu design, então ela não queria mais projetar, ela não projetava, projetou, pelo marco, umas mesmas que ela reproduz depois, o céspio romper, o mobilário para o céspio romper, aí fizemos tudo lá dentro, na obra, com os operários de lá, os capinteiros, o mobilário do céspio, e nós nos entusiasmos tanto com a família de fazer as móveis, da fazer protótipo, fazer aquel lá, que a gente, quando acaba o céspio romper, a gente abre a maçanaria barana, eu, o Francisco, o Suzuki, que era um sócio dos três, ela dizia, olha lá, aí vocês não vê o que é esse mundo, esse mundo é, o outro vai copiar uma coisa de você, outra tipo "pia" aí vocês, e não é um mundo mais tudo bem, mas ela deu, acabou dando, deu bons conselhos de a divertência, mas também ela gostou, tanto é que a gente foi para a Bahia, em seguida, e ela resolveu, vamos fazer uma cadeira, por restante do Beni, vamos fazer a cadeira, que tinha a tubergóis de marx, e aí começamos a puxar essas ideias, que ela dizia que não dava certo, assim, tipo, só mexer nos propósitos dela, dizer "não, isso não dá certo, eu tentei não dar certo, a cadeira acredita, cheito, meu irmão, a cadeira giraca, e a gente começou a desenvolver, e a desenhar essas coisas, desenhar em escala um pra um, e produzir protóticos, na parada, muito protóticos, até que a gente acertou, e deu certo, e são duas cadeiras que ela projetou, vamos dizer assim, já nessa época, que ela não fazia mais design de objeto de proviar, sempre para um projeto, mesmo as duas cadeiras vão ter que ir para um projeto específico, que está ruim para o outro, teatro, que eu gosto de marx, e casa do Beninho. Então, mas ela não queria, ela achava que se mundo do design, da publicação, da coisa desse. cuja desse mundo que ela está hoje, desse glamour, depois reproduziram móveis da mina, que ela odiarava com os móveis ali. A Zina, isso aqui é um equivo, hoje estão descendidos, aí, apesar de os altíssimos, pelotas finas, um obediário que ela sabe, umas cadeiras que ela, numa época, aquela coisa do meu comeranhe, foi ali, foi palante, foi depois a Nini, era um momento em que aquilo fazia sentido, agora virou móvel de colecionador, quer dizer, ela apresitava com móvel, sempre sempre tem escala para se barar, e para todas as casas das pessoas, não para ser coisa de rico, de colecionador, ela não gostava desse mundo, como são as coisas. Agora, Marcelo, e nessa relação dela com a arte, sendo mulher do Petro Maria Barte, o fundador do Máspe, como era a relação dela com esse meio da arte, e você comentou também do Petro Maria Barte, hoje não se estão aclamado, tão reconhecido, como a arte,
ali, e ele tem uma importância tão grande quanto ela, né? Como era a relação desses dois? E o que você presenciou entre eles que você pode trazer aqui pra gente? Olha, era uma relação de profunda admiração e respeito muito, putos. Ela tinha uma grande admiração por ele, e por ela respeito, e escodavam de muitas coisas, mas tinham respeito inclusive do território de cada um. Ela dizia, "O museu, eu não vou museu, eu todo precisava, eu museu, ela podia pra, ou pra mim, eu, pro Suzuki, pra ir lá, ver alguma coisa, algum problema, a gente cuidou um pouco do gol de piso do mástico, muitos anos. A pintura de vermelho, né, das vigas famosas, em coordenô, aquele trabalho, fui eu e uma série de Suzuki. Ela não pisou lá, ela não foi ver, ela estivava as questões e discutia com ela o que fazer, ela resolveu ver, eu vou pintar de vermelho, vai ser um jeito de tirar os vasamentos da viga, que estava então no águo. Aqui não foi uma vontade de pintar de vermelho, foi uma função pra uma questão de infiltração de arte. Então, ela dizia, aquilo é um plástico, principalmente da modelidade, mais antiga, mas o mundo da arte contemporânea ela não queria saber, que não queria saber, ela tinha alguns amigos artista importantes como Fubes Guestman, que eu já disse, claro, em perio, que ela não estava muito, era outra pessoa fantástica, que foi que enfrentava a casa dela muito, mas então ela era por aí, eu acho que esse mundo são muito muito restri, então um dinho que fica no paraílátero, São Paulo, umas galerias, uma coisa das as, é um mundo muito fechado, muito pequeno, que não tem nada a ver com a contemporânea de todo o país, muito as necessidades, então isso apeta pouca gente, que não apeta a gente que ela acha que ela é a gente mais importante, que era um Fubes, as pessoas que não tinham acesso a muitas coisas no Brasil, então ela achava que tinha que ir por outra, outra via, agora o professor sempre fazia alguma coisa, um projeto novo, um desenho novo, aquela mostrava para ele de madrugada, que ele se acuidava muito cedo, que ele fazia algum comentário, quando a gente chegar, ela fazia trabalhar as navitas na manhã da tisiária, Pedro gostou muito, disse que isso aqui vai ser muito bom, então pesava muito a opinião dele, e também pedia para a linda toda a questão de arquitetura, ele ia perguntar para ela, tanto é que o SES se compere, ele foi consultado se valia ou não a pena conservar que eles galvou isso, em vez de demolir para fazer um cedo novo do SES, e já estava via, começando a ser demolida, a Chaminé foi demolida, tinha uma chaminé linda no SES, que chegou a ser demolida, mas um diretor, dois diretor, Renato Reikich, a Glossamaral, resolveu, de repente, não precisava demolir para fazer um centro, e foram atraso para o professor Bás, o professor Bás, falem com a linda, ele vai levar a linda para ver se valia apenas conservar ou não, ela disse que claro, e aí começa a história do SES, que foi uma si, então ele tinha a linda grande consultora para certas coisas de arquitetura lá do cedo, em design de objetos, trabalhecido do Más, por suporte, isso aqui, então, mas era uma parceria, uma parceria de duas pessoas chintas, muita personalidade, poró, que é da modela. Marcella, a gente está aqui, já passando do tempo, e se deixar a gente de bem embora, né? Então, eu vou fazer a minha última pergunta, a Regina provavelmente vai fazer alguma, não sei, mas eu queria saber o seguinte, qual foi, na sua opinião, o maior legado da linda para arquitetura brasileira, e qual foi o maior ensinamento que ela deixou para você, como pessoa? Fisso essa pergunta, eu acho que o maior legado dela para arquitetura é o modo de fazer arquitetura, e o modo de procurar fazer uma arquitetura que tem sentido, assim, ressonância na vida das pessoas, da ciliria, da ciliria, da ciliria, não, ressonância no coração das pessoas. Eu acho que é nesse sentido, que assim, fazer uma arquitetura que seja útil, que seja necessária, que seja, que busca o conforto, todo o sentido da palavra conforto, que tem um conforto para as pessoas, é isso, é o legado da linda, não é criar uma escola assim, uma escola assado, pelo contrário, era uma pessoa livre, livre necessitia, e para mim foi ter trabalhado uma linda, quer dizer, é uma coisa, uma experiência, né, que um ciliria dela ainda bem, mas fantástica, né? E com a experiência com muita liberdade, né? Sempre acreditar assim que você tem que buscar o tempo todo ciliria, para poder, inclusive, fazer suas coisas, não criar marras, não vai falar do tempo que alusava muito, eu acho que nós trabalhamos valina, ficamos contaminados, para as alterno do momento, né? Picados por esse modo de estar no mundo, sempre muito apaixonados, por algumas coisas, e muito indignados com muitas coisas. Mas, célula muda as coisas que mais me fascinam na lina, é a autenticidade dela, né? Ela, assim, me parecia uma pessoa não tão tente, que é muito verdadeira, e não se incomodava com que os outros iam pensado, que do pensamento dela, da opinião dela, acho que isso também é muito forte, né? Quando a gente pensa na lina. É, era uma pessoa desse tipo de incómoda, né? Ela incomodava, eu quero até noter uma coisa aqui, hoje em dia, né? Então, o teu mandalino não é uma pessoa inofensiva, tem muito fácil, já morreu, incomoda mais. Então, fica essa lina glamourosa, coisa putivada, aqui, aí, há os colares lindos da lina, vamos fazer os colares, os aço colares, né? Fala, eu tinha o tirado tudo isso que ela veio por aí. Então, lina era uma pessoa ofensiva, ela era um incômodo, e é assim que é importante, né? Você, se é um incômodo, é o seguinte, é que você existe, que você quer mudar as coisas, quer fazer coisas, quer discutir. Então, ela era incansável nesse sentido. Marcello, uma delícia conversar com você, uma delícia, acho que saber outras lados da lina também, né? Enfim, ninguém é tão unilaterar, como a gente havia aqui falando sobre elas sempre, foi uma aula, obrigado ali em cima, o converso sobre o que eu sou, foi uma aula para a gente, que deixa agradecer profundamente, eu ia a Regina, para você ter vindo aqui na nossa casa, né? Quando a gente chama aqui o casa pra gente ver se, espero que a gente possa, que eu posso me encontro, possa ser ao vivo, não digital, não virtual, né, Regina? Sim, Marcello, eu sempre saio desse pódio que é este com um gostinho de que era o mais, sabe? Tem sido uma delícia, essa experiência, e trazido assim, vocês pra cá, tem sido maravilhosos poder ouvir as histórias, que eu acho que muita gente não conhece e que, bom, que você pode, né, divulgar isso pra mais pessoas, e que a gente tá aqui podendo ter esse papo sobre a Lina Bo Bard, então, muito obrigada, e eu espero que a gente tenha oportunidade de ter outras conversas mais lá pra frente. Legal, eu agradeço também o convite, confesso que às vezes fica um pouco cheio de tanto, tanta procura pra outras coisas da Lina, tal, mas aí quando eu começo a falar, me pongo e falo, e falo importante, pra mim é dizer o que eu beijo hoje no panorama. Obrigada, Marcello, novamente, até a próxima. Até! Confesso que eu estou prendendo muito com essa temporada do Casa Frente Vesso, e muito itusiasmada, eu também estou com essas histórias. E pra quem quer mergulhar ainda mais um universo de Lina Bo Bard, duas dicas, no YouTube, você encontra um documentário sobre ela, do diretor Aurelio Michelis, com o depoimento de dar-se Ribeiro, Celso Martínez Correia, Pietro Maria Bard, e até uma entrevista com a própria Lina, da até pra matar a curiosidade de como era a voz dela. Maria Betânia, assim como a Bandolodum, tem participações especiais em esse registro de 50 minutos que mostra a trajetória dessa brilhante mulher. A segunda dica é visitar a Casa de Vídero, projeto da arquiteta No Morumbi, onde ela viveu com o marido até sua morte. A visitação acontece de quarta a sexta-feira, em três horários, dez e meia, uma hora e quinze da tarde, e os ingressos devem ser adquiridos online. Informações pelo e-mail
[email protected] No começo da entrevista, eu mencionei algumas peças criadas por Lina, confesso que são as minhas preferidas, os meu chodós. Marcelo Ferras e Marcelo Susuque foram parceiros na criação das cadeiras Freigídio e Girafa, ambas produzidas até hoje pela marcenaria barauna. A Freigídio ficou falada recentemente ao aparecer numa live do Caetano Veloso. Dobrávela possui um design bem sequinho e é super fácil de transportar. Foi pensada para o teatro Gregorio de Matas em Salvador. Você deve estar se perguntando, mas quem é Freigídio? Lina deve se nome em homenagem ao frade que anos antes a convidou para projetar a igreja Espírito Santo do Cerrado em Lberlandia. Já a cadeira Girafa foi pensada no período em que o triu foi convidado para desenvolver uma série de projetos em Salvador. Como eles não encontravam nenhum acento no mercado que os agradassem, resolveram desenhar um. Então, o triu pensou o banquinho de três pés e assinasseu a cadeira Girafa, que posteriormente lhe enlou toda uma família com bancos, banquetas, meses e bordadeira. A outra péssia que eu comentei foi a poltrona-bol encontrada na dípute. Pratíssimo!
comcha, conchuada, que permitiu várias inclinações e jeitos de se sentar, linda em uma delícia. E antes de me despedir, quero dar uma dica. Eu sobre quem? Ela mesma, a lina. Mais uma publicação sobre ela que chega ao mercado. Desta vez, escrita por Zeulir Lima, batizada de Lina Bobard, o que eu queria era ter história. O livro tem 456 páginas e é fruto de 20 anos de pesquisa do autor. No site da editora, está escrito que é a biografia definitiva da arquiteteta. Será que é mais reveladora que a nossa entrevista de hoje? Bem, só além do para descobrir. O livro ainda está em prevenda no site da companhia das letras por 89 reais e 90 centavos. E chegou a hora de a gente se despedir, mas quinta-feira que vem tem mais. Vamos conhecer um pouquinho mais sobre arquiteto de Zane Josas Azupin com a sua filha perônica. Eu e a Regina esperemos que você tenha gostado de visitar a nossa casa frente verso de hoje. Obrigada pela companhia. Edição de áudio de Mateu Vinicius, Alves Recinela. Tchau gente!