O podcast EducaE discute o conceito de lifelong learning, ou educação continuada, como uma necessidade no mundo globalizado e tecnológico. Especialistas como Caio Bianque (ESPM) e outros convidados explicam que o aprendizado não se limita ao ensino formal, mas é um processo contínuo ao longo da vida. Eles destacam os quatro pilares desse conceito: aprender a conhecer (desenvolver a curiosidade e entender como se aprende), aprender a fazer (aplicar o conhecimento), aprender a conviver (aprender com outras pessoas) e aprender a ser (autoconhecimento). O lifelong learning é essencial em cenários voláteis e incertos (VUCA e BANI), ajudando profissionais a se manterem relevantes, melhorando autoconfiança, memória, criatividade e capacidade de resolver problemas. A aplicação prática envolve prototipagem e cocriação. Embora haja muita informação disponível, o desafio é priorizar e encontrar tempo para aprender. Os palestrantes defendem que o diploma universitário não vai acabar, mas as instituições de ensino precisam se reinventar, oferecendo grades curriculares mais flexíveis e integradas, promovendo uma aprendizagem significativa e transformacional. O objetivo é que o lifelong learning se torne um estilo de vida, beneficiando tanto o desenvolvimento pessoal quanto profissional.
[Música] Começa agora o podcast EducaE, apresentado por Fernando Lino. [Música] Viveiro uma sociedade globalizada e cada vez mais tecnológica impõe muitos desafios. É preciso estar preparado para assadapear as mudanças e também estar atento ao fluxo cada vez mais acelerado de informações. Para se manter qualificado é fundamental, antes de tudo, entender a educação como um processo contínuo. E nós sabemos que a aprendizada não acaba no sino formal, né? Para se destacar profissional e pessoalmente é necessário investir em educação continuada para conhecer novas técnicas e desenvolver novas habilidades e a pítidões. Porém, essa busca não beneficia somente os indivíduos. As empresas têm muito a ganhar com o lifelong learning e também pode ajudar nesse processo para capacitar e aprimorar sua equipe. A expressão que ganhou força nos últimos anos é um reflexo do dinanemismo do mundo contemporâneo. Nos últimos anos, o aumento do ritmo das transformações ao nosso redor encontrou um outro fenômeno. A disseminação de tecnologias de informação e a sua consequente redução do custo para se organizar com seus livros, por exemplo. E esse está sendo um dos grandes combustíveis do lifelong learning. Esse conceito de lifelong learning, apesar de a gente estar escutando ele com muita força últimamente, ele tem um bom tempo já, né? Que está sendo discutido aí. A gente tem mais ou menos, desde a década de 90, que essa discussão aparece. Meu nome é Caio Bianque. Eu sou gerente nacional de educação continuada na escola superior de propaganda e marketing, a SPM. E é um prazer aqui, está conversando com vocês. Eu tenho uma formação, aí, tanto no mestrado, como no doutorado, na área de gestão da criatividade, gestão da inovação, com toda a aplicação dessa área de criatividade de inovação para aprendizado, principalmente a andragogia e educação executiva. Introdução livre, o lifelong learning, a gente pode chamar de educação continuada. Ou seja, é o conceito de que o aprendizado e a educação de um ser humano não estão limitados, como era muito visto em outras gerações, né? Até uma graduação ou uma pós-graduação específica. E, fim, a gente está falando aqui nessa sociedade contemporânea, de uma educação que não acaba, que a gente está constantemente aprendendo, constantemente se transformando e se adaptando a realidade que a gente vive. Isso vem muito ao encontro dessas todas transformações, tanto tecnológicas, como de empresas, como na própria educação, que tenha acontecido com muita força e cada vez mais rápido, nesses últimos tempos. Então, olha muito importante porque hoje em dia a gente está vivendo num cenário extremamente que a gente chama de vulca, que é o volátil, incerto, complexo, amigo. E o cenário Bani, também, né, o B.I.N.I, que é o Brittle, né, que é o frágil, o ansioso, não linear e incompreensivo. Na metagotose, e eu sou entusiasta na área de educação. Então, trabalho há mais de 15 anos no setor educacional. Acredito de fato que educação é importantíssima para o nosso país. E vou falar um pouquinho da minha carreira cardêmica. Eu sou engenheiro de computação de formação, fiz uma pós-graduação em telecomunicações, depois um M.B.N. Marketing, M.B.A.I, também, em finanças e private banking. Em 2011, eu fui ao Universidade de Harvard, de negócios de Harvard, para estudar ambidestria nas empresas, como que a gente consegue trazer novos produtos, serviços, processos e muito focado na transformação digital. Então, num cenário de ex que a gente vive, a gente precisa, até em constante, aprendizado. Existe até a segunda lifelong learning consult Queensland, que é o LLCK, que é uma instituição equidicenílio conceito, ao redor do mundo todo. Eles dizem que o lifelong learning é definido como aprendizado que é perseguido durante a vida, é um aprendizado que é flexível, diverso e disponível em diferentes tempos lugares. Então, o lifelong learning, ele cruza setores promovendo aprendizado, além da escola tradicional, e ao longo da vida adulto. Então, a gente pode entender em resumo que o lifelong learning é quando você não para de estudar, quando você não para de aprender, quando você entende que o aprendizado ele continua, independente da idade, independente do momento que você estiver. E acho que é importante dizer que não existe barreira do que aprender no lifelong learning. Pode ser dança fotografia, pesca mais em fumes, alimentação saudável, alguma competência técnica, algo que você quer desenvolver para sua carreira atual ou futura. Sova nessa lemos, tem 46 anos casada, 2 meninos que eu amo de paixão, sou economista de formação, trabalhei 17 anos em multinacionais, sempre em área de negócio, marketing, trade marketing, e vendas, fiz vários cursos de liderança, fiz ambia em marketing também. Depois fiz uma mudança de carreira, comecei a trabalhar com o desenvolvimento humano, faz 10 anos e já estão dentro das empresas como consultora. Então, com isso fui fazer diferentes cursos voltados para o desenvolvimento humano, voltado para coaching, e hoje estou terminando uma posse em neurociência. Então, tenho o seu fundador da pratique, que é uma consultoria de desenvolvimento gestão, e sou também cofundadora da plural, que é uma empresa que tem como objetivo acelerar e democratizar a educação continuada no Brasil através do lifelong learning. Então, se informe, a gente vai aprendendo a aprender, e a gente vai aprendendo o valor agregado, que isso traz para a gente, o lifelong learning passa a ser um estilo de vida. Estilo é esse que contribui tanto para o nosso desenvolvimento, quanto para a sociedade, e ainda traz para a gente muita satisfação pessoal. Então, quando a gente fala de benefícios do lifelong learning, existem alguns estudos americanos que eles falam, que ele ajuda a aprimorar autoconfiança, a melhorar a memória, a enriquecer as nossas habilidades e os nossos comportamentos no dia a dia, no trabalho, aumentar a criatividade e também a habilidade de resolver problemas. Os elementos da sociedade se têm se transformado tão rápido e com tanta profundidade nesses últimos tempos que todos os seres humanos, os profissionais precisam também se atualizar frente a essas mudanças constantemente. Então, o grande benefício é garantir que a pessoa vai continuar relevante, vai continuar tendo impacto no ambiente que ela vive, seja profissional, seja pessoal ao longo da vida dela. Porque, acho que todo mundo aqui está escutando e eu inclusive, a gente já vivenciou a sensação de que acabei um estudo formal, por exemplo, deu seis meses, um ano você já sente necessidade de aprender alguma coisa nova ou atualizar o aprendizado, porque a realidade do mercado mudou. Vamos pensar o seguinte, eu gosto muito de dar uma de da exemplos, então, penso o seguinte, imagina que a gente tem um problema extremamente complexo para resolver. E a tendência das coisas é que os problemas se tornam mais complexos, menos previsíveis devido a que eu já havia comentado do cenário Vuka, volate, um certo complexo, um bigo, frágil, não lindá-lo, ansioso e incompreensível, a tendência das coisas é que se tornam mais difíceis. E para que a gente possa resolver isso, eu costumo brincar, dizer que a gente tem uma caixa de ferramenta, quando a gente nasce, a gente tem uma caixa de ferramenta vazia e a gente ao longo do tempo a gente vai colocando ferramentas ali dentro. E essas ferramentas, obviamente, são as informações que você coleta as experiências que você vive. Então, quanto mais ferramentas você tiver lá dentro, mais fácil vai ser você lidar com esses desafios, com essas complexidades, com as dificuldades que vão acontecer. Então, eu acho que a resposta é muito simples, né? O lifelong learning é essencial no cenário atual. Se você não tiver no processo constante de aprendizagem e de risk healing que a gente chama, o risk healing significa recapacitação, hoje os profissionais precisam se recapacitar e para se recapacitar você precisa estar constantemente consumindo informação, aprendendo, estudando, vivendo, experiência, não é só do poder de vista acadêmico, mas quando a gente fala de lifelong learning também é aplicação daquilo, né? Tem muita ver com o metodologia a gente. Então, quando você aplica o que você aprendeu, quando você prototipa, você está colocando em prática aquilo lá, você está vivendo, você está vendo quais são os resultados, o que que funcionou, o que que não funcionou, o que que deu certo, o que que não deu certo e obviamente você se torna mais robusto aí para conseguir achar soluções para esses problemas que vão surgindo. Então, tem uma curiosidade genuína por diferentes assuntos, o aprender de área meio
Ele passava a ser uma necessidade de todo o profissional. O profissional tem que investir tempo nisso. O que a gente está vendo? A gente vê profissionais hoje que buscam muitos cursos de extensão, muitos cursos complementares, MBAs, aonde, além da teoria, você consegue gerar networking e conviver com pessoas inclusive de outros países, consegue visitar culturas e empresas diferentes para aprender. Eu acho que isso é importante. Tem muita gente buscando no EAD, informação e o que aprender. E a dificuldade hoje é essa. A gente tem muita informação, tem muita coisa disponível sobre educação, sobre aprendizado. E a dificuldade é fazer a coradoria, a dificuldade é achar tempo para fazer tudo que a gente quer. E com isso, muitas vezes as pessoas acabam não priorizando e não definindo o que fazer, porque tem vontade de fazer tudo e acaba não fazendo nada. Eu vou trazer um estudo aqui do professor Daniel Kenman, que é um preminóvel de economia. Ele escreveu o livro "Rápido de Vagar", onde ele fala que não é nosso cérebro de trabalhar com dois sistemas operacionais. O sistema 1, que é um sistema intuitivo, rápido, ágil. E o sistema 2, que é um sistema analítico racional mais demorado. Só para a gente fazer uma analogia, se eu falo para você aqui agora, 2 + 2. Sei rapidamente resolver, você não precisou parar, escrevi. E agora se eu falar para você, puxa, eu preciso analisar, se eu devo abrir uma planta, fabrio da minha empresa com mais 5 mil e pregar. Se eu vai parar, vai para o lado racional, então você estaria utilizando sistema 2 aí nesse segundo exemplo. E naquele do 2 + 2, o sistema 1. Por que eu estou falando isso? Porque nessa pesquisa, ele mostra que 98% das nossas tomadas de decisão são tomadas nesse sistema 1, que é o intuitivo. O que é assustador? Se a gente for pensar que a maioria das tomadas de decisões são tomadas de uma maneira rápida, intuitiva. Ela. isso leva a tomar mais decisões na verdade. Então, o que acontece? Quando você está no processo de lifelong learner, quando você é um lifelong learner, você acaba trazendo substratos, informações, um acabou de informações, que te dá uma capacidade mais analítica, ou seja, de você acessionar o seu sistema 2 para poder resolver isso aí. Eu acho assim, acho que a aplicação tem muita ver com as metodologias ágeis. Então, eu vejo isso muito ligado, muito linkado, muito conectado, ao fato de prototipar e co-crear. Então, eu direi o seguinte, como os profissionais conseguem aplicar através da prototipagem e da co-creação? Prototipar significa testar, experimentar, ver como as coisas funcionam, ou seja, o que ele aprendeu, como que aquilo reage. E a co-creação tem a ver de criar junto, né? Co-crear. Ou seja, criar junto, criar com outras pessoas também que estão nesse processo de lifelong learner. Essa mudança de perspectiva se propõe ao trapar uma visão de educação que limitam aprendizado ao sistema de escolar esformais, a ideia e sino básica até após a graduação. Para compreendê-lo como processo no qual a aquisição de conhecimentos e habilidades ocorrem ao longo da vida. Mas qual será o impacto do lifelong learning nas instituições de educação? A gente tem ainda uma visão muito compartmentalizada da educação, onde cada nível educacional faz a sua parte ali numa fase num ciclo, né? Da vida do estudante, enfim, ele vai para a próxima e acabou ali o papel. Quando a gente fala de educação continuada, é uma visão muito mais integrada, né? Aonde o estudante tem uma crescente de complexidade e uma crescente de desenvolvimento de competências ao longo da vida? E claro, se a gente entende na perspectiva da aprendizagem significativa, que é um conceito desenvolvido pelo Ozube, né? Que é o oposto da aprendizagem mecânica. Para quem não está acostumado com os termos, a aprendizagem mecânica é uma aprendizagem mais artificial, menos peréne, então, por exemplo, decorar alguma coisa. Você decora para uma prova, para um objetivo específico, e depois você acaba esquecendo aquilo. Por conta da falta de aplicabilidade e da falta de conexão, daquele conceito com os aprendizados anteriores. E aí, a aprendizagem significativa fala exatamente dessa relação, né? De novos conceitos, de novos aprendizados, de estarem conectados com coisas vistas anteriormente. Então, essa integração é muito interessante, porque quando a gente fala do ensino básico ao superior, por exemplo, a gente já tem esse crescimento, e essa relação entre os conceitos. Então, a ecabe as instituições se apropriarem dessa evolução para poderem trazer essa aprendizagem de maior transformação, que a gente chama de transformacional para os estudantes. O propósito do lifelong learning está relacionado aos objetivos das pessoas, tanto no campo profissional como no pessoal, e não só contra a põe de forma alguma educação formal. Eu sou cenário-se-lístria, doutora e mestre em educação, especialista em educação para o profissional do futuro, e atualmente coordeno o programa de formação continuada de docentes da educação profissional no departamento nacional do senai. A educação básica o ensino superior ainda são as principais formas de acessar seus conhecimentos universais, que são a base para participação na sociedade também no mundo produtivo. Esses quatro pilares do lifelong learning é a educação continuada, são muito interessantes porque a origem, que em um dos grandes propulsores desse conceito, foi o conselho de lifelong learning de Queensland, na Austrália. E, na verdade, a pesquisa que foi originairem desses conceitos é de 96, então vejo só que interessante por ser um termo muito contemporâneo, educação continuada, mas ele tem as suas origens, aí um bom tempo atrás. E é ótimo que a gente esteja ganhando espaço para discutir sobre esses assuntos. Eu, uma pessoa, enfim, que tem mais de 10 anos estudando e discutindo esses assuntos, é ótimo poder falar sobre eles. E esses quatro pilares vieram sobre quatro grandes dimensões quando a gente pensa no aprender ao longo da vida. O primeiro deles é o que a gente chama de aprender a aprender, ou aprender a conhecer. E sou estranho falar, aprender a aprender, mas ela é caracterizada hoje como uma meta-skill. A gente tem os antigos de manclaturas de soft-skill, hard-skill, que hoje em dia é muito mais contemporâneo falar sobre habilidades técnicas e habilidades humanas, e aí a gente tem essas habilidades para desenvolver habilidades. Então, o primeiro pilar é essa curiosidade de aprender. Eu saber como a gente aprende. Eu acho que todo mundo aqui, escutando, se refletir um pouco, vai perceber que tem gente que aprende melhor anotando o palavra chave, por exemplo, desenhar uma pinha, tem gente que aprende melhor o lento em voz alta, outros que tem uma memória mais fotográfica, então olhando um quadro on slide, por exemplo, aprende melhor. Então, a primeira coisa dessa aprendizagem ao longo da vida é cada um aprender como a gente aprende melhor. Depois, a gente tem o aprender a fazer, ou seja, é a aplicabilidade do conceito. Então, esse aprendizado que a gente tem precisa ser aplicável, porque quanto mais a gente aplica, menos a distrato, ele é e mais se funde com o nosso corpo de conhecimento. Então, é a aplicabilidade. O terceiro é aprender a viver de maneira conjunta, o aprender a conviver, que é o fator humano do aprendizado. Não só como competência, então, aprender a lidar com outras pessoas, liderança, assertividade, toda essa parte de pessoas, mas também enquanto fonte de aprendizado. Porque assim como eu falei antes, que essa educação não é exclusiva por meio formais, assim como ela não é exclusiva por meio frios, ou por objetos, ou por elementos inanimados. Uma das grandes fonte de aprendizado da vida está exatamente em aprender com outras pessoas. Então, ter o senso crítico e reconhecer que qualquer pessoa tem algo a contribuir, todo mundo sabe de alguma coisa, e não é só porque essa pessoa não sabe o que você considere importante, que não é importante. Então, ter essa visão de que "Opa, essa pessoa é diferente, pensa diferente, vou aprender com ela, porque com certeza tem uma coisa nova para aprender". E esse modelo mental que é muito rico da gente discutir quando a gente está falando da educação continuada. E o último é um elemento mais interno que é o aprender a ser, ou seja, é o autoconhecimento, é o alto desenvolvimento. É você entender o que faz falta para você aprender, como esse aprendizado agrega no seu ser, e. o que você vai querer avançar em outras temáticas e outros ciclos de aprendizado. Então, resumindo, aí são esses quadro pilares, o aprender a aprender, o aprender a fazer, aprender a conviver e o aprender a ser. Eu acho que não é o fim dos diplomas universitários, não vejo assim. Eu acho que o lifelong learning é um processo continuo. Então, você pode, sim, se especializar no ambiente acadêmico, você pode aprender que ele é extremamente rico, onde você tem a questão de pesquisa, você tem uma troca muito grande. Então, ele é importante, inclusive eu acho importante, porque você tem até um tema de convido social. Ali você aprende a trabalhar em conjunto, aprende a desenvolver pesquisas. Eu acho que é importante, sim, um ambiente acadêmico, não tira essa importância, não. Mas eu acho que o que está acontecendo, o seguinte, a automação, ela vem para trocar alguns postos de trabalho. Então, algumas coisas, se a gente for pegar revolução industrial, a gente volta um pouquinho, e até um tema curioso, porque até o tema sabotage, vendo o francês, e saboto, e saboto é tamanho. Então, lá na revolução industrial, lá atrás, na Inglaterra, os funcionários, eles ficavam tão receiosos de serem trocados pelas máquinas, que eles colocavam os tamancos nas engrenagens ali para travar o processo, para quebrar os equipamentos, tudo mais. Então, óbvio que hoje em dia a gente vive essa constante mudança tecnológica de automação, os algoritmos, os sistemas computacionais, computação quântica, tudo mais. Mas eu honestamente, eu não vejo a substituição da força de trabalho, eu vejo uma transformação. E aí que o lifelong learning entra, pesadamente. Então, não vejo fin dos diplomas, mas eu vejo uma mudança de algumas profissões, e vejo uma necessidade, eu diria que a palavra é uma necessidade do profissional, não fica parado. Isso sim. As escolas de ensino superior vão repensar a forma como elas propõem a grade orária para os alunos. Acho que os alunos vão estar mais dispostos a fazer escolhas, então as universidades vão ter que deixar que a grade orária seja também montada pelos alunos. Claro, com uma ajuda de curadoria, entendendo que uma coisa precisa ser feita antes da outra, isso vai dar mais liberdade, mas eu não acho de jeito nenhum que o ensino superior vai decaí pelo contrário e nem acho que os diplomas vão acabar. Acho que os diplomas vão continuar existindo, mas as pessoas vão ter um pouco mais de liberdade para fazer as suas escolhas, o que elas querem aprender, o que elas não querem aprender. Um grande representante de uma educação entre aspas mais clássica, como é um diploma universitário, é muito interessante, aparece bastante. Esse é um assunto que toda semana, aí, eu estou falando sobre, e quando a gente para para pensar nessa natureza da educação continuada, muito pelo contrário, não é que o diploma universitário vai acabar, mas sim que as instituições clássicas de ensino precisam se ressignificar dentro da sociedade. Eu prefiro traçar uma discussão muito mais do que uma instituição de ensino representa do que o diploma em si, porque o diploma é só uma consequência, o diploma é uma conquista no final de uma jornada. Então, tem uma diferença muito grande, porque quando a gente pensa no universidade, por exemplo, antigamente, vamos falar que numa era pre-internete, ela era uma das grandes fontes de aprendizado, uma das grandes fontes de conhecimento, que uma pessoa tinha acesso. Hoje, a gente já tem um cenário muito diferente, aonde a informação em si está difundida. E muitas vezes até de graça na internet, o que é ótimo, isso é democratização do aprendizado, da informação sensacional que a gente tenha isso hoje em dia na sociedade. Porém, ao mesmo tempo que existe uma pulverização das informações e muita informação com muito acesso, a gente tem uma necessidade de algum tipo de curadoria dessas informações. Então, é a curadoria da informação e é a articulação dessa informação frente um contexto. E é exatamente nesse ponto que as instituições de ensino passam por esse ressignificar, de sair de um lugar exclusivo, de fontes exclusivas da informação, ser gerador de conhecimento, gerador de conteúdo, como com programas, de mestrado, doutorado, etc., uma das dimensões. E aí tem também a dimensão de ser esse articulador, esse curador do conhecimento. Eu sujei de ir aqui, começar pelo livro do Celeste Cherabraga, que é o Lifelong Learning, aprender para a vida, onde ele nessa obra ele começa falando a respeito do sujimento do Lifelong na Europa, até como o Brasil trata o tema, então está bem contextualizado para o nosso cenário. Eu recomendo assim a fonte mais interessante para avançar no assunto, é o Lifelong Learning Council da Queensland, só jogar no Google, essas quatro palavras, que dá pra achar o conselho, essa organização de Queensland, que é uma das grandes propulsoras do assunto. Também dá pra procurar um monte de TEDx, então só colocar Lifelong Learning TEDx TEDX, que tem uma playlist só sobre Lifelong Learning super legal, tem uma, tem uma, tem uma, eu acho, palestra lá falando sobre o assunto, bem, bem interessante. E pra quem quiser ver uma aplicação de todo esse conceito, pode procurar até pelo plano diretor acadêmico da SPM, que é totalmente baseado nessa visão, tem a atuação do núcleo de inovação pedagógica da SPM, só jogar no Google, no núcleo de inovação pedagógica, que é uma atuação voltada para pedagogia e para andragogia toda baseada na literatura de Lifelong Learning, e pensando em como ofertas e como cursos podem ser gerados a partir disso, tem um projeto da SPM que eu gerencio, chama Dynamic SPM, Dynamic Inglês, de dinâmico. E nesse Dynamic SPM é uma materialização em cursos de educação continuada, tudo com base nisso que a gente conversou. Então por hoje é isso pessoal, não se esqueça de nos curtir nas redes sociais, estão todas aqui na descrição e até a próxima semana. Você ouvi o podcast Educa e apresentado por Fernando Lino.
Podcast Summary
Key Points:
- Lifelong learning é um conceito de educação contínua que vai além do ensino formal, sendo essencial no cenário volátil e incerto (VUCA/BANI).
- Os quatro pilares do lifelong learning são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
- A educação continuada traz benefícios como autoconfiança, memória, criatividade e capacidade de resolver problemas.
- Profissionais precisam se recapacitar constantemente para se manterem relevantes, usando metodologias como prototipagem e cocriação.
- O diploma universitário não vai acabar, mas as instituições precisam se adaptar, oferecendo mais flexibilidade e integração com o aprendizado ao longo da vida.
Summary:
O podcast EducaE discute o conceito de lifelong learning, ou educação continuada, como uma necessidade no mundo globalizado e tecnológico. Especialistas como Caio Bianque (ESPM) e outros convidados explicam que o aprendizado não se limita ao ensino formal, mas é um processo contínuo ao longo da vida. Eles destacam os quatro pilares desse conceito: aprender a conhecer (desenvolver a curiosidade e entender como se aprende), aprender a fazer (aplicar o conhecimento), aprender a conviver (aprender com outras pessoas) e aprender a ser (autoconhecimento).
O lifelong learning é essencial em cenários voláteis e incertos (VUCA e BANI), ajudando profissionais a se manterem relevantes, melhorando autoconfiança, memória, criatividade e capacidade de resolver problemas. A aplicação prática envolve prototipagem e cocriação. Embora haja muita informação disponível, o desafio é priorizar e encontrar tempo para aprender.
Os palestrantes defendem que o diploma universitário não vai acabar, mas as instituições de ensino precisam se reinventar, oferecendo grades curriculares mais flexíveis e integradas, promovendo uma aprendizagem significativa e transformacional. O objetivo é que o lifelong learning se torne um estilo de vida, beneficiando tanto o desenvolvimento pessoal quanto profissional.
FAQs
Lifelong learning, ou educação continuada, é o conceito de que o aprendizado não se limita à educação formal, como graduação ou pós-graduação, mas continua ao longo da vida, permitindo que a pessoa se adapte às mudanças e se desenvolva constantemente.
Os quatro pilares são: aprender a aprender (ou aprender a conhecer), aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Eles abrangem desde a curiosidade e aplicabilidade do conhecimento até o convívio social e o autoconhecimento.
É essencial porque vivemos em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo (cenário VUCA), com rápidas transformações tecnológicas. O lifelong learning ajuda os profissionais a se recapacitarem, continuarem relevantes e resolverem problemas complexos.
Estudos mostram que ele aprimora a autoconfiança, melhora a memória, enriquece habilidades e comportamentos, aumenta a criatividade e a capacidade de resolver problemas, além de garantir relevância profissional e pessoal ao longo da vida.
Não, o lifelong learning não substitui os diplomas universitários. Ele é um processo contínuo que complementa a educação formal, que continua sendo importante para pesquisa, troca de experiências e validação social. As instituições de ensino, porém, precisam se adaptar a essa nova realidade.
Pode ser aplicado através de metodologias ágeis, como prototipagem e cocriação, testando e experimentando o que se aprende, e criando junto com outras pessoas. Também envolve priorizar o aprendizado contínuo, mesmo com a abundância de informações disponíveis.
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