Go back

5. Kit Gay

37m 48s

5. Kit Gay

O episódio do podcast "Guerras Culturais" narra a história do projeto "Escola Sem Homofobia", idealizado pelo Ministério da Educação durante o governo Dilma Rousseff. O objetivo era capacitar professores da rede pública para lidar com questões LGBTQIA+ e combater a homofobia, por meio de vídeos e cartilhas. No entanto, antes mesmo da distribuição, o então deputado Jair Bolsonaro iniciou uma campanha contra o material, apelidando-o de "kit gay" e acusando-o de incentivar a homossexualidade em crianças. A polêmica se intensificou com a discussão sobre um beijo entre duas meninas em um dos vídeos, explorada por Bolsonaro e apoiada pelas bancadas evangélica e católica no Congresso. Sob pressão, Dilma suspendeu o projeto em 2011, cedendo ao pânico moral. Esse evento foi o primeiro grande marco das guerras culturais no Brasil, estabelecendo a narrativa de que a esquerda promovia a sexualização infantil. Bolsonaro usou esse capital político ao longo de sua carreira, reaproveitando o termo "kit gay" em outras polêmicas, como a falsa denúncia de que o livro "O Aparelho Sexual e Cia." era distribuído pelo MEC. Paralelamente, o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2011 também enfrentou resistência ao incluir metas sobre gênero e diversidade sexual, sendo alvo de ataques conservadores. O episódio destaca como a desinformação e o pânico moral foram usados para barrar políticas públicas essenciais, contribuindo para a violência e a exclusão de pessoas LGBTQIA+ no Brasil.

Transcription

5185 Words, 30547 Characters

Portuguese
Antes de começar um aviso, esse episódio cita discurso zomofóbicos e transfóbicos. Quando eu nasci, meu pai e minha mãe me deram nome de José Ricardo. É o nome de um grande jogador de futebol. Sendo a Bianca, eu deveria usar o banheiro familiar, mas geralmente não me deixa. Por que não? Se eu me sinto mulher, aliás, esse lance de banheiro já deveria estar superado. Esse vídeo fazia parte de um programa nacional do Ministério do Educação que seria lançado no Governo Dilma. O escólo assim homofobia, Fernando Odade, era o ministro na época. Às vezes não me chamam de Bianca. Apesar de saber que eu quero ser tratada assim, me trata pelo nome que está no diário de classe. Será que é tão complicado simplesmente notar outro nome ao lado do que está na chamada? Mas alguns professores e professores já entenderam quem eu sou. Bianca. O objetivo do programa era orientar os professores no trabalho de temáticas LGBTQ e Amaz. Cartilhas e vídeos seriam distribuídos para as escolas públicas do Brasil no ano de 2011. Só que antes disso, em novembro de 2010, uma movimentação começou no Congresso. Atenção Pai de Alunos, 17, 8, 9 e 10 anos da rede pública. Atenção Pai. O seus filhos vão receber o ano que vem na escola. Um kit. Esse kit tem um título combate ao confobia. Mas na verdade, é o intímulo ao homossexualismo. É o incentivo com a miscunidade. Ou seja, nesse kit contém DVDs com duas historias que são filhos em sete anos. O teu filho em sete anos vai a fisi o ano que vem. Se nós aqui não tomamos uma pavidinha agora. Naquele ano em 2010, a irbolsonário era deputada o federal pelo Rio de Janeiro. Bem, dá para frente a selas do filme. Quando é professor, eu enxama de ricava na sala de aula. É volta, não há de os benços, por ser o trejeito. E fala, "fim, irbol bucia, bianca". Meu nome é Bianca. Alunos, foi o primeiro candidato das guerras culturais no Brasil como a gente já contou nessa série. E essa briga contra o escola sem homofobia, que ele apelidou de kit. É a sua primeira grande batalha. Mas o termo que te ganhou ficou restrito aos vídeos e as apostilas do projeto de escola sem homofobia. Ele reapareceu como referência a outros materiais que também viraram alvo nas guerras culturais. E de novo, se você não escutou os episódios anteriores, a gente sugere que volte. Porque está tudo se conectando cada vez mais. E esse aqui, o quinto da série, tem muita ligação com o segundo sobre ideologia de gênero. Eu sou eles Amartins. Eu sou Pablo Orteleado e você escuta guerras culturais. Uma batalha pela alma do Brasil. Não pode que essa original global play produzida pelo jornal pro Globo. Então, assim, na verdade era um projeto, um projeto da BJLP, a sucessão brasileira de gênsulas, caspexuais, pessoas trans. Chamado em escola sem homofobia. Esse é o Beto de Jesus, uma referência no ativismo LGBT queia mais. Na época desse caso, ele era diretor da BJLT, a entidade que elaborou a cartilha do escola sem homofobia. Ou seja, ele acompanhou tudo muito de perto e deu uma entrevista para a gente detalhando o que aconteceu. A gente trabalhava com um projeto ainda em governo Pernandinha, que trabalhava com alguns projetos financiados pelo Ministério da Justiça, para alguns cursos de formação, capacitação, para professores e professoras da rede pública, discutindo a questão da diversidade. Isso meio que foi um sucesso, muito das pessoas. A história começa no governo Fernando Henrique. Os parâmetros curriculares nacionais de 1998 já anunciavam como objetivo das escolas, a promoção do respeito a diferentes orientações sexuais. Esses parâmetros são diretrizes curriculares elaboradas pelo Ministério da Educação para toda a rede de ensino. E num documento de 1998 se dizia que o estudante deveria ser capaz de ir contra a abri aspas, qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etinia, ou outras características individuais e sociais, fecha aspas. O combate à discriminação entrava nas orientações do MEC para as escolas brasileiras. Em 2004, durante o primeiro mandato dos Presidentes Lula, o governo federal lançou o Brasil sinomofobia, era um programa que trazia propostas para garantir direitos a saúde, educação e cultura, a população, a LGBT queia mais. No determinado momento, a gente percebe que tinha a possibilidade de pensar um projeto maior, de pensar um projeto culo pro país. E foi a partir do programa federal Brasil, sem homofobia, que começou a ser pensada a cartilha e escola sem homofobia. Material propunha algumas metodologias, como, por exemplo, dinâmicas para identificar expressões homofóbicas no dia-a-dia da escola e formas de combatelas em conjunto, com os estudantes e a equipe pedagógica. A discussão, qual que é o grande problema? A formação inicial, dos e das professoras, muitas vezes não com o tempo, não tem mais que são extremamente importantes. Essa formação inicial, muitas vezes você não vem de uma universidade pública, onde você tem grupos de estudo e você tem pesquisa sobre gênero, sobre a questão indígena negra ou as questões LGBT queia mais ou sobre pessoas com deficiência, não importa. Isso acaba não entrando na formação desses professores. Esse era o principal objetivo do escola sem homofobia, repelar uma deficiência na formação dos professores. A gente nunca responsabilizou os professores, porque você não pode pedir para alguém te dar aquilo que ele não recebeu, extremamente importante que isso aconteça e era um pedido todas as escolas que nós trabalhamos antes de escola sem homofobia, com projetos de formação na área da universidade sexual, a grande maioria dos professores e professores das trazinhas essa dificuldade de não saber lidar com essa situação, porque não tinha ferramenta. O projeto, então, seguia todo o vapor com a produção de textos e vídeos. E assim foi uma questão, foi incrível. Nós fizemos um material, é o melhor material até hoje. É o melhor material até hoje, porque sentinho envolvimento de pessoas de ponta, de pessoas que estavam na pesquisa, de pessoas que estavam estudando, não só das pessoas da universidade, mas também envolvendo diretamente os protagonistas dessa história. Seis mil escolas públicas de todo o Brasil receberiam um caderno em escola sem homofobia, que é a cartilha de orientações ao professor. Teriam acesso também a vídeos, costórias fixonais, que nos travam situações de homofobia ou transphobia na escola. No vídeo que abre esse episódio, por exemplo, a personagem sugerica professor Anote, o seu nome social na lista da chamada. O problema é que quando a gente começou a organizar esse material, a gente viveu um pânico moral que foi uma coisa, assim, surpreendente. De pânico e homofobia, das duas meninas lesbicas semente apoiar sem badamente, presiando de idade, namorando, e a grande discussão dessa comissão, vê direito a mão de menoria, me darásco, me referiria essa comissão, tota do vejo lesbica de duas meninas, atenção paz, o tua filha de sete, oito, nove, dez anos vai assistir onde que vem de filme, que já está sendo necessitado, e a grande discussão da nossa comissão, que direzo mais menores é, a profundidade da língua que uma menina tinha que entrar na boca da outra menina, da para continuar discutindo esse assunto. Esse episódio é exatamente para isso, para continuar discutindo esse assunto, e o falatório sobre esse beijo é justamente o ponto em que a crise tomam caminhos sem volta. Eu acho que teve uma história super infeliz de uma pessoa que trabalhava no beque a época, e que fez uma brincadeira em relação a um dos vídeos, porque um dos vídeos era um casal de lésbicas, na verdade a minha estava se descobrindo, e teve um selinho entre as duas, e a pessoa fez um comentário da mesma forma usada, de forma negativa, e essa fala ela gerou muita polêmica. A tal fala foi essa, só para contar uma história que é que vale a pena, um dos materiais, idades com dos filmes, tinha um beijo na boca, e a gente ficou um beijo lésbico na boca, a gente ficou uns três meses discutindo até onde entrava a língua. Quem disse isso foi um então sacritário do meque André Lazaro. de direitos humanos e minorias é uma comissão permanente da câmera dos deputados, existe desde 1995 para analisar e discutir propostas legislativas que têm incidência sobre os direitos humanos. Bolsonaro foi um membro suplente dessa comissão de 2011 e 2014. No fim das contas, o beijo não entrou no vídeo. E nessa discussão de que o escola sem uma orgulhia era um projeto para formar guiais, como se a gente tocasse nas pessoas, como se a gente falasse, as pessoas se transformassem. É de um absurdo, assim. E assim, as pessoas acabam repetindo isso e ficam com uma peixa a questão do que teguei. E o governo de uma recefe responde a pressão. O governo defende a educação e também a luta quanto a prática homofóbica. No entanto, o governo não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem de nenhuma forma. Nós não podemos interferir na vida privada das pessoas. Quando nós quisermos toda a discussão, eu tive um programa muito sério à época, porque a Dilma estava muito amarrada ao Centrão. E os evangélicos do Centrão começaram a pressionar. Esta é uma questão que o governo vai revisar. Não haverá autorização para esse tipo de polítio. Então, o secretário-geral da presidência, Juberto Carvalho, anunciou a decisão do governo. É importante que esse material para ser produtivo, para que seja atinge o seu objetivo, que ele seja fruto de manhã para a consulta na sociedade, para não gerar esse tipo de polêmica, que afinha o cabo, acabam prejudicando a causa para qual elas se não destinados. Então, a posição clara do governo é essa. Estão suspensos a distribuição desse material, Estão suspensos a produção desse material nesse momento. O material foi então suspenso para o analis e técnica como foi informado a equipe de desenvolver o programa. E aí, a gente escutou que o material ia ser revisto, que o material ia ser revisto por quem estava à pálida. Se todas as pessoas envolvidam a discussão no país, estavam envolvidas na produção desse material. E o governo terminou por descontinuar o projeto. O material não chegou às escolas públicas, nem cartilhas, nem vídeos. O golpe publicitário de Bolsonaro foi serteiro. E ele teve uma perspicacia de perceber que esse assunto ainda era um assunto tabul. Era um assunto tabul, para algumas pessoas. E percebeu que tinha pessoas que ainda tinham muito arraigada essa questão. E ele foi crescendo. Ele se fez. Ele se fez em cima do projeto de escola sem morrovia. O governo foi cedendo esses apelos sem ter a dimensão com essas questões e um ganhar. A decisão de de uma Rousseff acabou endossando a ideia de Bolsonaro. A de que havia uma promoção da homosexualidade para as crianças. E o Bolsonaro não estava sozinho nessa ofensiva. Então assim, quando você me pergunta quem são as pessoas que apoiaram, praticamente a bancada e bangelica. Eu estou olhando para o Brasil para afirmar o seguinte senador e o frasol. Esse kit é o homosexual nas escolas. Faradas as escolas do Brasil, verdadeiras a academia de homossexuais. Nada contra. Nada contra. Porque Deus eu lhe vi a arbitra o homem. Esse é mais uma vez nesse podcast, o senador magno malta. Ele assumiu conosco os seguintes compromisso. Primeiro, que o material que já está em circulação, material pornográfico será imediatamente suspensa a sua distribuição. Não para a promoção de nenhum tipo de opção sexual. E esse é o então deputado federal Antone Garotinho. Os nossos agradecimentos, a Presidenta Dilma, pelo fato da mesma, após reunião da bancada e abangélica, da bancada católica, da bancada da família, de determinado a suspensão da distribuição dos kit gay nas escolas. Esses kit eles têm fomentado no país, um sentimento de rejeição muito grande, e nós não podemos admitir hipótese algumas. Agora você escuta o deputado Louri Valmendes. No segundo episódio dessa série, a gente viu como as questões de gênero foram transformadas pelos conservadores em uma caricatura, a ideologia de gênero, como se fosse um plano para destruir a família através do aborto e da homossexualidade. E esse bordão virou o sinônimo de pânico, polêmicas e atritos no mundo inteiro. Ainda assim, o caso brasileiro é digno de nota, só que a manota muito infeliz. Nós somos o país que mais mata a travestismo no mundo. A nossa cifra de morte de travesti é absurda. A nossa cifra de morte de pessoas gênsicas é absurda. E isso muitas vezes é fomentado pela ausência de políticas públicas e pelas próprias falas de quem não poderia fazer. Então, nós somos um cauderão de cultura, nós somos uma mistura. E essa é a nossa iguesa. Então assim, é vergonhoso. Com apoio das bancadas, católico e evangelica, Bolsonaro conseguiu derrubar o projeto escola sem homofobia. E mesmo depois dessa vitória, ele nunca deixou morrer a ideia de que haveria um plano para difundir a homossexualidade entre as crianças. Essa resolução, então, vem atingir mortalmente a família. Por quê? O governo está inoculando nas escolas juntas crianças, porque não dizer juntas crianças de 5, 6, 7, ansiedade, que ser gay é normal. O plano para destruir a família estaria sendo orquestrado pelo governo federal. Mas eu tenho uma convicção, né? Uma célula está para um corpo, mas com uma família está para a sociedade. Uma célula do entião, corpo doente, uma família saudável e estado forte. A caricatura do que tiguei continuou sendo usada em outros contextos como outros materiais. Um dos momentos foi esse discurso de 2015 que você ouve agora. Inclusive, com um trecho dele que a gente abriu esse podcast, foi nosso primeiro de espaço de guerra. Esse espaço de guerra número 1, Brasília, abriu de 2015, um deputado discursar na sessão plenária contra um suposto livro de dático. A célula de uma recefe no início de 2011 falou que estava mandando recolher o material chamado "Kit gay". Olha os livros escolas agora aqui. Índios, seminús, que é da tradição deles, brincando da avião. E diz aqui o texto. Aqui, Jair Bolsonaro ainda era deputado federal pelo progressista. Ele mostra uma postila com a fotografia de um garoto indígena e aponta para um texto que não conseguimos ler. Fácil, uma filha indiana. Fico bem agarradinhos um do outro. E o último da fila é bem explesta. A garrer com mais femeza para não ser com medo. Cê é o que está escrito aqui. O título que aparece na capa é "Porta aberta". A coleção "Porta aberta" foi editada pela FTD, uma editora especializada em livros em fãs de juvenis e materiais díticos. A coleção era voltada para a alfabetização e estava entre as requisições do PNLD, o plano nacional de livros díticos de 2015. Durante a campanha presidencial de 2018, Bolsonaro denunceu outro livro, "O Aparelo Sexual e Companhia". Esse livro foi publicado na França em 2001 e traduzido no Brasil pela companhia das letras em 2007. É recomendado para crianças entre 9 e 13 anos. Bolsonaro seria entrevistado como candidato e levou o livro por estúdio do jornal nacional. Ele disse que o livro tinha sido distribuído para crianças de 6 anos pelo Mac. Na época em que Fernando Adad, seu adversário, tinha sido ministro da educação. Entre esse material, o bônio estava em esse livro lá, o bônio. Retiro o filho da sala, não vê isso aqui. Se bem que na biblioteca das escolas, públicas têm. Olha só, eu vou te mostrar. Na prática Bolsonaro rejgatou o legado da sua invenção, o que tiguei como capital eleitoral na eleição de 2018. O livro tem uma regra candidato que eu estou relembrando com seus acessores. Os candidatos não mostram documentos, eles não mostram os bilhões. Uma prova, eu pediria os filhos. Não era permitido que os candidatos levassem qualquer material para entrevista no jornal nacional. Então como foi impedido pelos apresentadores de fazer isso, Bolsonaro decidiu mostrar o livro em um vídeo pessoal alguns dias depois. E sempre falei, não é apenas o que tiguei. É a questão ideológica, tão ou mais grave que a corrupção em nosso Brasil. Olha só, um dos livros. que estão chegando nas bibliotecas das escolas públicas para você que é pobre escolas públicas repita este livro aqui o aparelho sexual é fia no vídeo Bolsonaro aparece com a filha de cinco anos no colo mas logo pede que ela se retira quando ela sai ele abre o livro para a câmera e começa a ler transar confusiona infiel dedo aqui infiel agora no outro lado aqui tem uma mulher aqui uma menina que eu te dei que é uma menina o ógo sexual dela aqui um buraco infielar e manda ficar friccionando esse é o livro do PT o livro de Lula o livro de Dilma Rousseff só que o livro não tinha sido adotado pelo mec era um livro de meditora privada uma tradução do francês na França ele é assim adotado como livro de dático nas escolas públicas mas aqui no Brasil não só que mesmo falsa a polêmica entrou como mais um item o histórico de associação entre a esquerda a sexualização das crianças e a promoção da homosexualidade isso tinha começado lá em 2010 quando Fernando a dade era ministro da educação e agora em 2018 a dade era seu maior adversário na disputa eleitoral pela presidência em paralelo essa polêmica do que tiguei corria outra movimentação pela câmera dos deputados a gente vai entrar nessa outra crise também a crise do plano nacional da educação o pn é o pn é um conjunto de metas estratégicas que pretende guiar as políticas educacionais por dez anos é um plano para todo o país com responsabilidades compartilhadas entre a união os estados o distrito federal e os municípios funciona assim a proposta inicial vem da conferência nacional da educação que reúne tida de governamentais e sociedade civil organizada movimentos sociais indica dos ongs depois a proposta é elaborada e votada no Congresso por fim vai para a sanção ou veto da presidência da república a conferência nacional da educação aconteceu em 2010 o documento final trazia 25 propostas específicas como emção a questão de gênero identidade e orientação sexual eu vou ler uma delas que é bem detalhada e que por isso dá uma boa ideia do objetivo do documento abre aspas tais políticas deverão quantal gênero e adversidades sexual inserir os estudos de gênero identidade de gênero orientação sexual diversidade sexual e educação sexual como disciplina obrigatória no currículo da formação inicial e continuada nas atividades de ensino pesquisa extensão nas licenciaturas e baixar elas na pós-graduação no ensino fundamental e médio em todas as áreas do conhecimento de forma interdisciplinar transdisciplinar e transversal articulando os apromoção dos direitos humanos fecha aspas bom esse era o plano o plano nacional de educação que deveria entrar em vigor em 2011 e seguir até 2020 mas aí o texto foi para o Congresso e o plano custava ser aprovado na câmera na terça-feira foi do o relator da comissão especial do plano nacional de educação se comprometeu a ler o relatório final do pnr nós estamos discutindo a vários meses nesse debate sobre o novo plano nacional de educação que como todos sabem é um plano decenal é um plano de estado e não é um plano de governo e certamente todos os debates sobre a situação de aginóxico da educação nacional sobre a situação da educação infantil do ensino fundamental no ensino médio no ensino universitar da qualidade da educação vou ser discutidos no plano esse é o deputado e viva-valente apontando a demora exagerada no processo e nesse meio tempo então deputado já era Bolsonaro mais uma vez agiu no que ele chamava de defesa da família em maio de 2011 Bolsonaro mandou imprimir 50 mil copias de um panfleto com título de cartilha antiguê a capa tinha um mapa do Brasil sobre um arcoíris e um balão com a frase entre aspas que era em na escola transformar seu filho de seis oito anos em homossexual ponto de exclamação fecha aspas ele distribuiu material em residências e portas de escolas no Rio de Janeiro o folheto diz assim na primeira das suas quatro páginas abre aspas de novo apresenta alguns do 180 itens deste que chamam plano nacional da vergonha onde meninos e meninas alunos do primeiro grau serão emboscados por grupos de homossexuais fundamentalistas levando aos nossos inocentes estudantes a mensagem de que ser gay ou lésbica é motivo de orgulho para a família brasileira fecha aspas o panfleto distribuído por Bolsonaro dizia ainda que o plano nacional de promoção da cidadania direitos humanos de lésbicas gays bissexuais travesx e transexuais do governo creava cotas para professor gay batalhões policiais gays nos estados bolsa gay e mst gay em outro texto ele associou uma sexualidade a pedofilia Bolsonaro não revelou quanto gastou mas disse que pretendia repassar a conta pros cofres públicos falava incluir a despesa na verba do gabinete e pedir em bolsa da câmera bom a expectativa era provar o penho é dois milhãoze dois mil vinte e já em dois milhãoze mas o processo foi travado entre discussões e trâmitis institucionais e se estendeu por anos o que a gente está pedindo aqui retornam o texto da câmera Roberto Franca de Léol presidente da CERDA por favor deixando o lugar marca vanelle nós temos três anos em plano nacional de educação cada um está tocando sem ter plano tem plano de estado ante plano municipada que estamos aqui essa é a marca vanelle então o secretário é geral da confederação nacional dos trabalhadores de educação três anos depois é realizado uma nova conferência nacional de educação um dois milhãoze ela provam o novo documento a serem caminhado o congresso ele tem muitas propostas parecidas com documento anterior de dois milhãoze mas os atores conservadores no congresso seguiram na batalha para suprimir as mensões ao termo gênero e eu gostaria de tentar aqui comentar um pouco sobre que é o li e estudei sobre que é ideologia de gênero a ideologia de gênero é uma construção social da imagem sobre o ser humano ou seja o ser humano não nasce um ser ele nasce um ser amorful ele vai se descobrir homem ou mulher depois quando ele tiver uma certa idade se isso é de fora o íntimo porque os educadores tem que se entrou em ter nessa história porque isso tem que se torna uma lei você escuta o deputado marco feliciano em 2014 entendo que o preconceito tem que ser completamente arrancado do seu e da sociedade brasileira mas não se arrancam preconceito pregando um novo preconceito pode se dar nome essas descariminações como por exemplo opção sexual racial deixe-se de lado outras marco feliciano protagonizou a disputa no congresso para eliminar do documento todas as mensões a palavra gênero a sociedade brasileira tem 88% da sua formação de pessoas que dizem que crerem deus e dentro de uma opção cristã nós não podemos nunca fazer vistas grossas aí um estado é laico mas o estado não é laisista não se pode fazer o que tem sido feito aqui a chincalhando os cristãos como os chamando de fundamentalistas barato como se fossemos chitas eu vi aqui alguém comparar o estado brasileiro como estado teocrático no agoriente médio no mesmo ano 2014 o feliciano apresentou um projeto de lei para tornar obrigatório nas escolas públicas e privadas do Brasil um ensino do criaçãoismo criaçãoismo é a doutrina religiosa que se opõe a teoria da evolução de Darwin isso seria importante porque segundo ele abre aspas ensinar apenas a teoria do evolucionismo nas escolas é violar a liberdade de crença uma vez que a maioria das religiões brasileiras acredita no criaçãoismo fecha aspas o pele do criaçãoismo não passou mas feliciano ganhou a batalha do pen e e com muito apoio todas as menções a gênero foram soprimidas do pen e é 2014-2024 as 25 proposições que discutiam as questões de gênero foram eliminadas e transformadas no artigo segundo em ceso terceiro que afirmava entre as metas abri aspas a superação das desigualdades educacionais com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de descriminação fecha aspas o que antes era detalhado ficou genérico o senado propõe uma dinérica a câmera votou uma formulação diferente no que diz respeito ao mérido as duas são favoráveis a compra qualquer descreve nação as duas como especifica algumas descriminações não todas mas algumas que têm na sociedade gênero de raça e de orientação sexual e afirma também contra todas as descriminações dos trabalhadores, relator do projeto do PNE, que negoceu todos os cortes feitos no documento. Aqueles explica como texto do Senado era mais conservador e o da Câmara mais detalhado. No final, o texto utilizado como base é o conservador. O governo de Marrocef tratou a aprovação do PNE como uma grande vitória. Foi um paciente trabalho de diálogo interno, interação com a sociedade, com reflexos positivos na vida dos brasileiros. A decisão mais importante da tola legislatura, foi a criação do plano nacional de educação. Esse é Henrique Eduardo Alves, o então presidente da Câmara dos Deputados. O plano nacional de educação previa que Estados e municípios fizessem planos estaduais e municipais articulados com o plano nacional. Assim, a batalha sobre o termo gênero seguiu para as asemblas nos estados e para as câmeras municipais. Então por favor, você que é veriador e deve votar não deixe passar nenhuma expressão que venha com a palavra gênero. Esse é de novo deputado para se tornar com o Feliciano em campanha para a irradicação do termo gênero em todas as cidades brasileiras. Para que uma vez sendo lei, eles possam criar o que eles quiserem criar para doutrina os seus filhos na escola. E como a gente tem visto nessa série, quando se tratam das guerras culturais, evangélicos e católicos conservadores estão politicamente articulados. A CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicou em 2015 uma nota sobre inclusão da ideologia de gênero nos planos de educação. O texto dizia assim, abre aspas. A ideologia de gênero representa uma distorção completa ao conceito de homem e mulher. Não é possível que essa resignificação antropológica tenha um reconhecimento oficial. O plano nacional de educação não faz mensão à adoção da promoção da identidade de gênero como direitriz geral. Não é dado aos estados e municípios de expor em sentido contrário ao plano nacional de educação. Fecha aspas. Após muito enfrentamento, o termo gênero foi eliminado em grande parte dos planos de educação dos estados e municípios do Brasil. Isso faz parte como uma das estratégias da gênero cultural. Você disse "minam medo". Você torna as pessoas medrosas, ou você começa a concluir que aquilo que vai ser feito vai ter fili na vida do seu filho. Como se a gente tivesse qualquer tipo de. possibilidade ou de ação que modificasse, as pessoas acham que é uma sexualidade algo que pega. Eu sou filho de dois paisétavos sexuais. Os meus irmãos são heterosexuales. A heterosexualidade não me contaminou. Da mesma forma que é uma sexualidade não contaminou os meus irmãos. Então assim, esse material trazia esse nível de discussão, dizendo que basicamente sobre os alicerces dos direitos humanos garantindo a pessoa humana o seu adítrio, a sua escolha para viver sua felicidade. Neste episódio, a gente viu como um cuidadoso projeto de combate homofobia nas escolas, foi demonizado pelo então deputado Jair Bolsonaro e apresentado como uma tentativa de sexualização precoce das crianças e promoção da homossexualidade. Neste e outros projetos educacionais de orientação sexual foram apelidados por ele de Kit-Gay. Em seguida, vimos como a inclusão do termogênero no plano nacional de educação gerou uma "penosa batalha" no Congresso. E depois nas assemblhas legislativas e nas câmeras municipais, mobilizando tanta bancada católica como a bancada evangélica. O partido dos trabalhadores que ocupava a presidência e controlava o Congresso cedeu nos dois casos. Cancelou o programa Escola Simumofobia, endossando a ideia de que o material promovia uma sexualidade e aceitou que se retirasse o termogênero do plano nacional de educação. O deputado pastor Marco Feliciano se destacou no debate do plano nacional de educação de 2010. Três anos depois, foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos. O deputado Jair Bolsonaro se projetou a partir dos dois episódios como uma grande liderança conservadora. Essas são talvez as maiores vitórias conservadores nas guerras culturais em Brasil. A oposição a projetos educacionais que combatiam a homofobia e o machismo foram apresentados pelos conservadores como uma defesa da infância e da família. Foi também para supostamente defender as crianças que os conservadores atacaram artistas e seus trabalhos alguns anos depois em 2017. Esse é o recado que o Santadar Cultural, esse é o recado que o Galdecio Fidelis tem do povo Gaúcha. Só putaria, só sacanagem, mas que aqui em Porto Alegra do Santadar Cultural é reconhecido como art. A pouco tinha crianças olhando as artes aqui. Foi aqui exatamente aqui, ó, que um homem ficou nuo na frente de quatro meninos, menor agidade das pessoas aplaudindo e chamando de arte. Savada a bondagem que se instalou no país, essa farda cultura, isso precisa terminar. No próximo episódio os guerras culturais vão entrar nos museus. Vamos olhar de perto a história da exposição cuirmozeu, censorada em Porto Alegre e a história de Labete, a performance do artista Wagner Schwartz, atacada em São Paulo. Esta é a la, este é o cara. É aqui aonde nos encontramos. As guerras culturais também entram no Teatro, com a Tris Renata Carvalho, ela que a Trance interpretou Jesus Cristo e foi duramente atacada por isso. Vocês vão imaginar que deveríamos nos encontrar em um igrejo, mas deixe-me de contar. Na igreja que no final da rua, não me deixe de entrar. Saiga com a gente. Até lá. O Guerra de Culturais, uma batalha pela alma do Brasil, é um projeto criado pelo Pablo Orteilado, e a narração é dele e minha, Elizabeth Martins, que fez a reportagem da série. O roteiro é da Carol Rodrigues, e a pesquisa e a checaagem foram feitas pela Luisa Fultram. A edição e o desenho de São, são do João Guilherme na Serda, contra ele o sonoro original do Gabriel Falcão. A mixtagem é de Vinicius Lis. A produção da página exclusiva do podcast é do Eduardo Rodrigues, o desenvolvimento, coordenação criativa e direção, foram feitas pela aula chandermaron e pela equipe da Ampermídea. A produção executiva é do André Miranda e do Alan Gripp. Pode que este foi gravado no Estúdio Aurora, a cooperação de áudio do Carlos Eduardo Freitas. Nesse episódio, usamos áudios dos seguintes canais de YouTube e veículos de comunicação. Mack já é revolucionário TV Câmara, TV Brasil Gove, TV Senado, TV Globo, Unio oficial, CNT Brasil, Evangelicos Brasil, A Gência Câmara de Notícias, Marco Feliciano e blogueiros do Brasil.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O governo Dilma Rousseff suspendeu, em 2011, a distribuição do projeto "Escola Sem Homofobia", apelidado de "kit gay" por Jair Bolsonaro, após pressão de bancadas evangélica e católica.
  2. O material, que incluía vídeos e cartilhas, visava capacitar professores para combater a homofobia e a transfobia nas escolas públicas, mas foi acusado de incentivar a homossexualidade infantil.
  3. A polêmica do beijo lésbico em um dos vídeos foi explorada por Bolsonaro, que usou o caso para construir sua carreira política, associando a esquerda à sexualização de crianças.
  4. Paralelamente, o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2011 enfrentou resistência ao incluir metas sobre gênero e diversidade sexual, sendo alvo de ataques conservadores.
  5. Bolsonaro continuou a usar o termo "kit gay" em campanhas posteriores, como em 2018, ao denunciar falsamente a distribuição do livro "O Aparelho Sexual e Cia." nas escolas públicas.

Summary:

O episódio do podcast "Guerras Culturais" narra a história do projeto "Escola Sem Homofobia", idealizado pelo Ministério da Educação durante o governo Dilma Rousseff. O objetivo era capacitar professores da rede pública para lidar com questões LGBTQIA+ e combater a homofobia, por meio de vídeos e cartilhas. No entanto, antes mesmo da distribuição, o então deputado Jair Bolsonaro iniciou uma campanha contra o material, apelidando-o de "kit gay" e acusando-o de incentivar a homossexualidade em crianças.

A polêmica se intensificou com a discussão sobre um beijo entre duas meninas em um dos vídeos, explorada por Bolsonaro e apoiada pelas bancadas evangélica e católica no Congresso. Sob pressão, Dilma suspendeu o projeto em 2011, cedendo ao pânico moral. Esse evento foi o primeiro grande marco das guerras culturais no Brasil, estabelecendo a narrativa de que a esquerda promovia a sexualização infantil.

" era distribuído pelo MEC. Paralelamente, o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2011 também enfrentou resistência ao incluir metas sobre gênero e diversidade sexual, sendo alvo de ataques conservadores. O episódio destaca como a desinformação e o pânico moral foram usados para barrar políticas públicas essenciais, contribuindo para a violência e a exclusão de pessoas LGBTQIA+ no Brasil.

FAQs

Era um projeto do governo federal, elaborado pela ABGLT, que produzia materiais como cartilhas e vídeos para orientar professores sobre como lidar com temas LGBTQIA+ nas escolas, combatendo a homofobia e a transfobia.

O programa foi suspenso em 2011 pela presidente Dilma Rousseff após forte pressão de grupos conservadores, como a bancada evangélica, que alegavam que o material incentivava a homossexualidade em crianças.

Bolsonaro, então deputado, liderou uma campanha contra o programa, chamando-o de 'kit gay', e distribuiu panfletos afirmando que o material transformaria crianças em homossexuais, usando isso como capital político.

Não. O termo 'kit gay' foi uma invenção de Bolsonaro para distorcer o projeto 'Escola Sem Homofobia', que era um material educativo contra a discriminação, e não um incentivo à homossexualidade.

O PNE era um plano decenal com metas para a educação, incluindo propostas para abordar gênero e diversidade sexual nas escolas. Isso gerou oposição de conservadores, que o associaram ao 'kit gay'.

A suspensão endossou a narrativa de que havia uma promoção da homossexualidade infantil, prejudicou políticas públicas de combate à homofobia e fortaleceu Bolsonaro politicamente.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.