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Keuzes maken

47m 50s

Keuzes maken

Neste episódio do Camada 8, os apresentadores Lucas Jorge da Silva e Antônio Morcos Moreiras entrevistam Renata Tessher, pesquisadora brasileira da Netflix, sobre o uso de satélites de baixa órbita (LEO) para entrega de conteúdo de streaming. Renata, carioca com doutorado na UCSD, conta sua trajetória acadêmica e como criou sua própria vaga de pesquisa na Netflix, onde hoje trabalha com algoritmos de adaptação de bitrate e inovação. O foco principal é o estudo de redes LEO, como a Starlink, que oferecem baixa latência (cerca de 20 ms) e cobertura global, mas enfrentam desafios devido à reconfiguração constante da rede a cada 15 segundos e à troca de satélites a cada 5-15 minutos. Usando dados de mais de um milhão de usuários, a equipe de Renata analisou a qualidade da experiência, descobrindo que, embora o vídeo tenha qualidade similar a outros provedores, há mais variações e travamentos. A Netflix não adapta o algoritmo especificamente para satélites em tempo real, mas estuda essas conexões para melhorar o algoritmo geral, que já lida com variações de rede. Renata enfatiza a importância de parcerias entre academia e indústria para acesso a dados operacionais, permitindo inovações que beneficiem tanto pesquisadores quanto operadores de rede.

Transcription

7346 Words, 41038 Characters

Portuguese
[Música] Camada 8! [Música] Olá, Acredo Vint, seja um bem-vinds a mais um episódio do Camada 8. Eu podia ter sobrefistultura da internet, redes e tecnologia. Eu sou o Lucas Jorge da Silva. E eu sou Antônio Morcos Moreiras. E no episódio de hoje, nós vamos falar sobre "Streamings" em cima de "Satellits" Leo, que são aqueles satellites de baixa órbita e sobre como o Netflix entrega o conteúdo por esses satellites. Esse é mais um episódio do nosso quadro, roteamento de ideias. Procure o Camada 8 na sua plataforma de podcast favorita e inscreva-se. Compartilhe esse episódio com o pessoal do trabalho da faculdade com seus amigos. Agora, você também pode acompanhar o Camada 8 em vídeo pelo YouTube. Visite o nosso canal no YouTube, o Nickybyr vídeos, na Veg, até a aba, podcast, e deu play no episódio que deseja ouvir. E se você usa o Spotify, pode ativar o sininho para ser avisado de novos e dos olhos. Se inscreva para o nosso curso do programa "Acelera Net". Teremos a próxima turma de 2006 da formação, técnica de SCP-21 a 25 de setembro de 2016 em Blumenau, Santa Catarina. Não percam. Logo mais teremos a segunda edição da semana de capacitação de 2006. Ela será online e vai acontecer de 14 a 18 de setembro às nove horas horários de Brasília. A nota da sua agenda é a data da semana de infraestrutura da internet no Brasil. Ela vai acontecer de set a 11 de dezembro de 2006 no centro de convenções rebolças em São Paulo, capital. Na segunda e na terça de 7/8 teremos o encontro do GETER e GTS. Na quarta e quinta, nove e dez, realizaremos o ITSFORON. E na sexta-feira de 11 teremos o FORON BECOP. Esperamos encontrar vocês lá. A convidada de hoje é a Renata Tessher, ela é pesquisadora do Team de Streaming Algorithm, da Netflix. Então toca a verita e vamos para a entrevista. Cô, tchau, muito de ideias. Renata, seja bem-vinda aqui ao Camada 8. Muito obrigado por ter aceitado nosso convite. E como é de costume aqui do nosso podcast, a gente pede sempre pro entrevistado se apresentar. Então queria te pedir para falar um pouquinho para o nosso público. Quem é a Renata? Olha, primeiro eu queria agradecer vocês pelo convite. Primeira vez que eu estou falando desse topo em português, não estou muito orgulhosa de estar aqui com vocês. Eu sou pesquisadora na área de sistemas e redes de computadores com foco em edição de redes. Hoje em dia eu trabalho na equipe de Streaming Algorithms na Netflix. Eu estava na california agora, eu mudei-te no Nova York, mas trabalho com a mesma equipe ainda. Muito bem, mas a sua apresentação foi muito curtinha. Conta um pouquinho mais. Mais? Você é brasileira. Sub-Brazilhera. É brasileira. E. Eu sou Carioca da Ginha, amor. Carioca da Ginha, amor? É, sim. E fez a universidade aqui no Brasil e já foi para a área de pesquisa, fez mestrado, doutorado. Conta um pouquinho da sua carreira. Como você chegou no Netflix? Foi muito sim, tá? Essa é a história. Ela contou a gente conhecer o Renata Lucas. Quando a gente foi lá pro E-Tef. Foi no E-Tef. A gente viu o Renata apresentado. E ela contou essa história para a gente de como ela chegou no Netflix. E é uma história interessante. Então. Gente, vou começar então lá no fundo do baú. Eu comecei nessa área de internet quando eu entrei para a faculdade, lá na nossa rejota, no fundão. Porque a gente fala lá no rio. E foi no 93. E o Brasil já acabava desse conectado na internet. E uma das conexões foi pro de jodamente para a nossa rejota. Então aquilo achei muito legal, né? Cominquisitado as pessoas, tinha começado a ter um nex-squepe a essas coisas. E eu fui fazer a iniciação científica na COP, nessa área de redes. Aí que eu comecei a me interessar por isso. Acabei fazendo uma estrada lá na COP mesmo. E depois. Meu unitador na época, ele falou, "Ois, você quer ser professor aqui? Você tem que fazer o doctorado fora." Então lá fui eu. Aí fui para eu ser San Diego, fazer meu doctorado. Nessa. Continuei nessa área de redes, eu trabalhei na IT&T Research. Fiz uma estrada aqui. O que você. Mestre lado. O operador. Não, eu fiz uma estrada na COP. Na COP elétrica, com o mesmo orientador do meu iniciação científica, eu continuei lá. E aí depois eu fui fazer. Porque eu queria ser professor na fé jota, porque eu queria fazer. Era o seu sonho. - Era professor acadêmica. - É, eu adorava. Eu queria ensinar, mesmo se eu queria trabalhar com pesquisa na UFA e jota, ou as duas coisas. Pois é, as duas coisas, eu gostava muito. Eu gostava muito de estudar, né? Então achava que queria continuar na faculdade, não queria acabar com aquilo não. Aí. Quando ele falou, "Não, mas olha para o concurso aqui é muito difícil, é melhor se se tiver um doutorado fora". E foi aí que eu fui, né? Aí fui para a UCI San Diego, na EPS. Eu tinha alguns brasileiros lá, então era mais fácil para mim, e para lá, né? Aí eu comecei a trabalhar com as áreas de pesquisas lá, na UCI San Diego, tem a queida, que é um grupo que faz muitas pesquisas nessa área de internet. E eu comecei a trabalhar com topologia, depois fui para IT&T. A gente trabalhou com medidas do BGP, um protocolo de roteamento. Quando terminem a tesla desse gí para a França, aí o pesquisador lá, lá não tinha mais aqueles dados, os nomes da IT&T. Aí eu comecei a ter que buscar meus próprios dados, né? Comecei a fazer ferramentas de pesquisa, de pesquisa não de medidas, de trastral, tipo, eu ia fazer pesquisa de finha, finha, medido, de finha, finha, desculpa. E aí foi quando se fomendo assim, depois cheguei, na voltei para a califórnia, para fazer um sabática em Stanford. E eu adorava medidos, tinha todas aquelas empresas ali na B.A.R., né? Toda meta, Netflix, Google, Raka mais tudo, cheio de dados. E foi dificuldade, acadêmico, né? Difícil, cedados. Aí eu flava, fazendo vídeos em scholar em alguma dessas empresas, para ver. Se eu trabalhar com dados maiores, falei que os meus colegas de conferências e tal, vocês tenham alguém com problemas de eu gosto de trobochute, na área de qualidade de experiência e tal. E aí eu consegui, assim, portanto, na Netflix eu adoro o time do lá, muito legal, adorei. Aí eu fiquei. Então, Renata, você trabalhou na itinte e, pelo que você falou, pelo que você contou para a gente aí, e na itivativa você tinha acesso a bastante dados de roteamento. E depois você voltou para a universidade, voltou para o meio acadêmico. E lá você sentiu falta desses dados operacionais. Vamos fazer um parênteses aqui. Antes eu quero te perguntar a nossa coisa, mas vamos fazer, quero perguntar sobre o Netflix, porque eu acho que você não contou tudo que você contou para a gente. E lá lá na ONU GATF. Mas vamos falar aqui com o nosso ouvinte, com o nosso espectador, que geralmente é um pessoal de provedor de internet. Tem muita gente que está nos escutando ou nos assistindo e trabalha na operação de provedores internets. Você acha que hoje há oportunidade do pessoal da iniciativa privada fazer convenios com o pessoal da academia para fornecimento de dados para fazer estudos em conjunto. Isso seria algo importante. Desde que eu estava na academia, na França e a minha antes, eu sempre achei que é muito importante. Eu acho que, como eles falam em inglês, "Wen, ween, ween". Para os acadêmicos estar dados que a gente consegue ver problemas novos que existem na verdade, nas redes de verdade, operacionais. E para os operadores, eu já ver até na Netflix, o meu trabalho, eu tenho esse olho da pesquisa que as pessoas que estão ali no dia a dia, na operação, eles não têm o tempo para analisar, que iru e ver com melhorar. Então, ter essa olho externa e uma colabração acadêmica é muito importante. Carou o ouvinte e o espectador ficou recado para aproveitar essas oportunidades. Pode ser benéfico também até para sua própria rede, mas voltando ao Netflix. Pelo que você contou para a gente, então você sentiu falta desses dados, estava lá numa localização geográfica onde tinha as empresas ali próximas. Daí se viu que tinha uma vaga de pesquisadora do Netflix e foi lá bater na porta, porque você encaixava direitinho naquela vaga. - Não, não tinha vaga. - Não, não tinha. Não tinha, o que aconteceu? Porque quando você é pesquisadora, a public artiga, você está na comunidade científica, você acaba conhecendo muita gente nessa comunidade. Então eu conhecia muita gente em todas essas empresas. Aí eu fui falando com o meu ex aluno, eu tenho esse doutorando, a minha chef hoje em dia, na realidade, foi estageária, em Paris, há muito tempo atrás, foi assim que eu conheci ela estudante quando eu conheci. E aí eu fui falando de problemas que eu estava interessada, que eu queria trabalhar com muita idade, que eu estava interessado nas suas áreas, de qualidade de experiência e tal. E fui vendo te várias empresas super interessadas, eu fui conversando com todas elas. O processo de entrevista foi muito legal porque você acaba aprendendo muito as suas problemas que as pessoas estão fazendo, estão trabalhando pro práticos, mesmos, mas a minha pesquisa sempre foi assim, sempre gostei de ter uma prática, de impactar os usuários. para que está a internet. E aí foi nessa que eu acabei conseguindo essa oportunidade. Olha aí gente, Lucas, a Renata, ela criou a vaga no Netflix para ela, basicamente, do nada. Mas já deu uma boa impressão, já chegou na empresa e criando um. -Não, só a empresa nossa. -Não tem ideia de quem a gente está entrevistando. Gente no meio operacional aqui não conhece muito bem a Renata, mas o pessoal no meio mais acadêmico de redes conta para a gente que ela assina o e-mail só. Renata, ela não precisa dizer da onde ela é, que. -Quais são? -Porque todo mundo conhece. É uma pesquisadora super conhecida, super reconhecida pelo trabalho. E foi assim, ela chegou no Netflix pedindo dados e acabou ficando lá e criaram uma vaga de pesquisa para ela, que ela criou setor, basicamente, em que ela trabalha. Foi assim ou todo. Verdade que não tinha nenhum pesquisador, não existia esse resort scientist, não existia na minha org, né? Então foi meio que criado sem for. -E foi um lugar encaixado ali, né? -Gracado, foi. E Renata, você está falando toda essa trajetória que é muito legal aí de acompanhar. Mas hoje, quais são as suas atividades ali dentro da Netflix e quais são os problemas que você normalmente encontra? Jaki deu pra perceber que se gosta de procurar ali os problemas e também tentar resolver eles. Pois, olha, a gente lá na minha equipe, o que a gente faz, a gente é responsável pelo produto, né? O que fica no cliente, no player, em que a gente decide qual a bitrate que a gente vai escolher pra cada dispositivo. Então, por exemplo, se você está em casa, no arredo, fibra, com uma qualidade superbôna, que é a televisão 4K maravilhosa, a gente pode mandar melhor qualidade possível, que é sempre que é a melhor qualidade possível pra usuário, né? Pra um ambiente onde ele está. Então, é esse o orgismo que é responsável o produto que é responsável na minha equipe. Mas eu trabalho mais na parte de inovação. Tendo trabalho muito com a equipe de encôr de emtechnólogos, né? Codificação, a equipe de transporte. E também todo mundo open-connético é a CDN do Netflix, fazendo essas pesquisas mais maiores em produtos novos ou algo que vai impactar mais clientes, sender a qualidade de uma gente, a gente está sempre procurando melhorar a qualidade. A gente quer melhor qualidade possível pra todos os usuários do Netflix. E quantas pessoas são nessa sua equipe? A equipe é pequenininha, são 10 pessoas mais ou menos. Agora, tem um outro pesquisador também, nós somos dois pesquisadores. Mas muita gente tem doutorado, entendeu? Então, todo mundo tem mais essa mentalidade de pesquisa. Mas tem essa responsabilidade do produto, né? Do orgoritmo. E a gente todo o ano tem estagiários de virão, então, ainda tem um pouco aquela que eu fazia lá no Rio, no Rio, no Rio, na França. Eu ainda tenho que ter estagiários, a gente trabalha juntos, a gente faz paper, a gente faz um doutorado com a gente, a gente corienta a lunes doutorado ainda hoje em dia. E os projetos só não tem vários legais. Você acabou levando um pouquinho dessa cultura da academia pra dentro do Netflix. É, eu. E dentre esses projetos tão legais, eu imagino que tenha o projeto de trabalhar com satélites de Baxa Orbita, que foi sobre o que a gente ouviu. Você apresentava você falar lá durante a reunião do ETF. E foi um dos assuntos que a gente achou super interessantes pra trazer aqui pro Cama da 8. Então queria que você contasse um pouco pra gente como que é esse trabalho, que problema que você vislumbrou em relação ou que oportunidades aí que você vislumbrou em relação aos satélites de Baxa Orbita. O que que tem de diferente? Porque a gente não é só mais um meio de conexão à internet, igual os outros, e a gente tem que olhar pra eles. Um olhar diferente aí. Isso é uma coisa, na realidade, foi com um dos estagiários que a gente começou a pensar nesses problemas, porque ela estava ali, que é a primeira autora do nosso artigo nesse tópico. Ela estava trabalhando no Stanford comigo, mas em outra coisa, e ela estava interessada nessa gêneas de satélites. A gente chama de Leo, porque Leo Earth Orbite, satélite networks, em inglês. E essas redes leus são novas, a comunidade pesquisa, estava tentando entender como ela funcionava, tem muita simulação, mas não tinha dados. E aí. Isso voltou pro problema da falta de dados, tá? Fala de dados. E aí eu fui olhar nos nossos dados, flagente ou tente, foram mais de milhão de pessoas vendo Netflix, assistindo Netflix, né? Na starlink, eu sei. Vamos ver, né? O que que acontece? Porque ninguém tinha muita ideia antes de com os nossos serviços habituais que a gente usa em internet com a larga, nem é um funcionar nessas redes novas. Então por isso que a gente quis estudar, a gente fez um estudo de todos os dados de gente, de 2021, quando começou, até mais a gente assistindo no Netflix em Redis LL, até hoje para entender a evolução, a importância, contas pessoas estão vendo o Netflix, estão aumentando, e foi. Então foi isso, foi estudo, foi focalizando nisso. Legal, você tem algum insight de por que que TV esse aumento de número de usuários, por que as pessoas estão usando starlink, em que situações essas pessoas estão usando starlink, não sei lá, um 3G, 4G, 5G e outros tipos de conexão móvel que tem por aí? Olha, o que acontece é que em lugares remotos, às vezes não tem como ter febrão, tem como ter. este infraestrutura de celular, então nesses lugares não tem muito escolha e essas redes lêo elas dão uma internet de qualidade, que é parecido com o que a gente está acostumado, porque os atentes de assassinarem que tinham antes, ele. A qualidade não é a mesma. Então, agora eu oferece essa cobertura maior, está crescendo muito, muito todo, e uma qualidade que é melhor. Então tem gente que usa para backup, tem gente que usa nesses acessos mais remotos, e a gente vê também muita gente que usa na vio para a plataforma, lugares onde você não tem, quando que são terra estranha. A gente estava falando nos atélites mais tradicionais aí, posso falar besteira, aqui talvez 36 mil quilômetros e latências da ordem de 500 mil e segundo, os 400 e poucos. Agora a gente está falando do que 500 quilômetros. - Entre 300 e 2000, que é a fase de quilômetros e quanto de latência a gente tem. - A latência. 20 mil e segundo. - 20 mil e segundo. A banda bastante também é bem mais próxima do que a gente vê na internet, você tem caso. - Por conta da latência menor, tem uma banda maior, porque realmente é como o satélite funciona que é diferente e tem uma largura de spectrum maior reservada. - Por conta da latência e também a forma com o satélite são feitos. Mas o satélite está em mais baixo, é ótimo porque tem essa performance que é melhor, mas também traz muito desafios. Por isso que a gente achou a perspectiva interessante, porque o satélite, a órbita de um satélite, demora 90 minutos para fazer a volta da terra. Quer dizer, se você está com um sitio, sei lá, com o seu satélite com a sua antena, você vai ficar no campo de visão de mesmo satélite entre 5 e 15 minutos no máximo. - Então você imagina que a gente está trocando toda a hora de satélite e a rede é reconfigurado toda a hora. Então essas são os desafios que a gente queria ver, então Netflix vai funcionar bem nesse ambiente ou não. - Você comentou que a experiência para os horas é muito parecida com uma experiência de uma conexão normal, mas tem esse aspecto de ficar achaviando de satélites, basicamente de 5 ou 5 minutos. - A gente enxerga a antena e enxerga um satélite diferente. - Não só isso, a rede nesse caso falando de talinque especificamente, a cada 15 segundos reconfiguram a rede dele todos. Quem está com os satélites tem uns links entre os satélites, tem a antena conectando com o satélite, depois tem o satélite que vai conectar com o base station na terra. - Tudo isso é reconfigurado cada 15 segundos. - E isso o usuário de sente ou é uma coisa meio transparente para ele? - Vai depender muito da aplicação que você está usando para o Netflix. - Porque eu já pergunto a provígio, porque o que você navegana às vezes demora um pouquinho para carregar a página, mas se eu to assistindo um filme, vem aquela barinha ali que todo mundo tem, do Buffy, ali. - O que acontece? O que eu vi nos dados atuais do Netflix, que a qualidade mesmo, no ITD, o vídeo, tal, é parecida com que a gente vê nos outros proveedores no mesmo mercado. - No mesmo país. - No outro mês de transmissão. - Mas a diferença é exatamente que vai variar mais, tem mais travamento e tem mais variação de qualidade. - Fica meio peticelada sem mais. - A gente diminui a qualidade. - Isso, isso que acontece. Mas, em geral, a qualidade é razoável. Mas onde é o que a gente faz? É uma relação fácil, porque como você está falando, a gente pode precar regar. E tem um buffer razoável. Então, se tem uma variação que é pequena ou tem uma desconexão pequena, não vai afetar muito, entendeu? E do lado de vocês, por exemplo, vocês conseguem, creio eu, né, enxergar que aquele usuário está conectado com um satélite, por exemplo. - Sim. - E aí, isso daí existe alguma, você falou da algoritmo, o algoritmo ele tenta se adaptar a essa conexão do usuário. Pelas características da conexão, você consegue perceber que o usuário está no satélite? Não, eu sei quais e péssis estão na rede da Starlink. - E faz um ruíze. - E aí? - E aí, né? - Não, durante, em real time, enquanto o usuário está vendo o vídeo lá no Netflix, a gente não sabe, não faz nada muito específico para um profato de ser satélite. Mas, nos meus dados, eu consigo analisar e separar os dados que são satélites pelo número de EAS. - Ok. - Então eu consigo saber por causa disso. Mas o algoritmo, a ideia é essas e que o nosso algoritmo, ele consiga se adaptar na melhor maneira possível, a cada conexão. Então, a gente tem dois algoritmos na realidade que vão se adaptar, o algoritmo com o meu eurô que trabalha, né? A adaptação da Beat Rate. E tem o TCP, o transporte que também vai adaptar. E é uma coisa que a gente trabalha muito com a equipe de transporte também. - Não é que você identifica o que o Netflix identifica um usuário que está usando o satélite e da escolha um algoritmo específico. É que você está estudando as características específicas de conexão para melhorar o algoritmo geral do Netflix, para ele melhor se adaptar a todos os tipos de conexão inclusive essa. - É isso. - Isso é uma coisa, até eu fui. Um chef da minha checa que estava falando, a coisa legal dessas conexões leu pra gente, porque a gente sabe sempre tiveram os usuários que têm conexão que valiam muito. Mas é difícil pra gente estudar e adaptar o algoritmo pra isso porque é difícil saber antes deles começarem que vai ser uma conexão variável muito. Nesse caso não, a gente sabe que ela vai variar. Então, se a gente faz mudanças no algoritmo, é muito legal porque a gente pode ter está nesse ambiente que a gente sabe que ele é mais difícil. Por isso que a gente pensa em melhorar o nosso algoritmo, a gente sabe, por exemplo, o usuário que está no telefone vai passar de um dunto único. Você sabe que vai acontecer esse tipo de avaliação, mas é difícil de você saber. Só porque ele está no celular, não sabe que vai passar no túnel. Renata, voltando um pouquinho ali sobre as características, desse tipo de conexão aí das redes leu, quais outras informações você pode trazer pra gente que diferencia ela das conexões, digamos, as entre adicionais que nós temos da fibra, ou seja, de uma conexão ali de parmetálico mesmo. Essa questão da variação dos satélites, como isso influencia na experiência do usuário, e o que muda, realmente, que toda vez que tem que trocar de satélite, tem que falar com satélite com a base, o que qualquer principal coisa que você pode mostrar pra gente sobre essa diferença das redes tradicionais que nós estamos acostumados. Então, o que a gente vê nos nossos dados é que a rota mesmo muda, né, porque cada 15 segundos tem essa reconfiguração. Então, por exemplo, você está numa rede tradicional, a gente mediu na latência, a gente vê que tem muita variação, a latência vai variar muito normalmente, por causa de conchouamento, coisas assim. No marredo de satélite, a baseline, quando a rota troca, a latência mínima mesmo vai trocar. A gente, e quando existe a troca de. não tem nada conectado com o satélite, quando vai com o satélite por outro, às vezes, existe uma pequena desconexão, porque ela vai desconectar de um satélite, vai passar pra outro. E se não tiver balvo, que pode acontecer, vai ter uma perda de pacotes ali. E nesse momento, a gente pode ver também que o fruto pode mudar, pode abaixar, e o que acontece. Você ficar numa janela, né, de 15 segundos num satélite está mais condicionado, você vai ter durante 15 segundos, aquela latência que pode ser maior, e o fruto é menor, entendeu? Então, a marrede bem variável, as características dela não são. com certeza não são estardáticas. E por isso que a gente vê, por exemplo, que tem esse problema de mais travamento do Rebirthford, que a gente chama, e começa a variação de qualidade, que tem mágica também nesse tipo de rede. Outra dúvida também, né, é. o que o satélite está lá em cima. O que mais pode gerar, é, problema. Por exemplo, o clima, isso daí, influencia bastante. É, isso é uma pergunta interessante. A gente vê, por exemplo, que tem muita variação na latência, dependendo do lugar. Isso é uma coisa infelizmente de nosso idade, não tem latitude, onde tudo é perfeita, né? Mas é uma coisa que se sabe, que tem áreas em que a constalação tem uma cobertura melhor. Outra coisa, por exemplo, se o satélite está diretamente em cima da antena, tem uma conexão melhor. Se ele está mais no horizonte, vai ter muito mais obstáculo, tem mais a tonuação. A própria altura de onde a pessoa está, né? Se ela está numa cidade mais alta ali do nível do mar, com certeza, ele tem uma distância menor do satélite, né? E tem, por exemplo, também, o fato de ter as que tem mais. tem mais usuários. Aí vai estar mais condicionado também. Vai ter essa o problema de condicionamento também nas redes de satélite. Então tem muitos fatores diferentes, a outra coisa interessante também, se são, depende da distância, por exemplo, clientes que estão em navios, ou então mais distantes, também, da ground station mesmo, isso também vai aumentar a latência, vai causar mais variação. Muito bem. A gente olhando o produto específico da web, da Netflix, da Netflix. É do Netflix ou da Netflix? Eu não sei. Qualquer gera da Netflix, da Netflix. Então a gente olhando o produto que é o streaming, streaming de vídeos, qual quais são as características do ponto de vista de redes que influenciam na qualidade percebida pelo usuário. E eu queria saber também, tem diferença nessas características entre os vídeos que são feitos ao vivo e os que já estão ali no On Demand. Se tem alguma diferença na transmissão nas características esperadas de uma rede para funcionar bem. Então, o vídeo on demanda muito mais fácil do que ao vivo, né? Porque justamente, a gente pode proposicional o conteúdo na CDN e a gente tem um buffer muito maior. Então a gente pode precarregar muito mais o vídeo. Tudo que for ao vivo, não pode mais proposicional o conteúdo e não tem muita capacidade de buffer. Então fica muito mais difícil. Então as características da rede que são o mais importante mesmo é ter banda passante suficiente. Não pode ter um buffer maior, porque tipo, a gente não quer estar o primeiro lápado e depois ele está agotado aqui. É, a gente tenta fazer mais próximo possível do que está acontecendo no lugar do evento. O lugar do evento. Então a quantidade de buffer que a gente tem é muito pequena. Isso faz uma diferença enorme, porque no On Demand, se tiver uma variação dessas que o Frucutikaya é muito, tem buffer suficiente para recarregado ali e dá tempo de se adaptar, mas no ao vivo não, é mais complicado. As entermas de características da rede em ser o que a gente espera uma latência baixa, um giter baixo, o que que mexe com a qualidade do vídeo tem da qualidade da rede. Ela tem sem ser no começo, quando a gente fica play, até carregar aquilo que se chama a atenção maior, vai afetar. Mas se você for uma atenção grande, mais uma banda boa, e constante, aí o vídeo vai tocar tranquilo, mas cabelizinho não vai ter problema nenhum. Entendeu? Podemos demorar um pouquinho a carga inicial, mas depois vai normal. Vai normal exatamente. Um tipo de usuário que é bem sensível para se dizer, eu só de jogos, né? É. E porque para eles realmente cada beli segundo, é conta. E como que é esse tipo de conteúdo nessas redes de satélite? Olha, infelizmente, uma coisa que eu quero fazer, tanto para o Alvivo e para o CloudGaming, né? Que agora a gente está ainda Netflix, os dados estão lá, mas eu não tive tempo de dizer ver, mas eu imagino que seja um pouco mais difícil, né? Tanto para o conteúdo Alvivo, conto para a partir do clogue. É, porque imaginando a pessoa está lhe jogando e aí troca de satélite, muda a rota, a atenção, você falou, "Mudo, o trupude também muda, deve ser um cenário bem desafiador, né? Você tentar rodar esse tipo de aplicação nesse tipo de conexão internet." É. O ponto de vista é do usuário final. Eu estou lá assistindo a minha série Predileta e cair resolução. Ou então, daquela travadinha fica carregando e volta. O que está acontecendo ali por baixo dos panos de forma assim geral? Qual é a causa mais comum desse tipo de percepção do outro lado da tela? Olha, não é o passo do tempo, pode duas coisas, pode ter uma desconexão pequena, às vezes tem uma acontece, né, em redes satélite ou não, de ter uma pequena um corta, né, a rede ali de repente não tá funcionando, aí se a gente não tiver precarregado suficiente vai parar, não tem jeito. Se a gente vê que por que toda vez que a gente faz baixo, né, um segmento de vídeo, a gente médio fruto da quilolí e aí a gente olha, tá diminuindo, se tiver diminuindo a gente vai começar a baixar a qualidade, porque aí a gente baixa a demanda na rede, né, e tem mais somsas de não ter a trabalho, que a gente tá tentando evitar a travadinha embaixo, por si. Então todos os nossos vídeos, quando a gente, né, o cineacho, você que manda pra gente o conteúdo original, a gente vai pegar o vídeo e vai fazer várias versões, desde uma qualidade 4K, com muito bitrate possível, até a menor qualidade que a gente considera olhável, como assim, né? Aseitável, é. E aí o nosso agorismo vai ficar mudando entre uma e outra, entendeu? Tem de uma curiosidade que me surgiu agora, não assunto que a gente nem tinha combinado falar aqui, vamos ver se. Se você responde, você pode responder e sabe responder esse tendado para responder, mas o Netflix é um dos pioneros em PVC, trabalha com o IPV6 há muito tempo, tem alguma diferença no agorismo ou no desempenho visto das redes com IPV4 ou não, é tudo mais ou menos igual, você tem algum dado sobre isso. E até interessante isso, né, porque no IPV4 você tem um nátia ali, né, você tem outros intermediários que eu creio que, como você comentou, a latência é um negócio importante ali, mesmo que tiver a latência alta, a baixa ali, te abandas, você tem a diferença na transmissão, imagina, eu creio, eu devo ter alguma diferença, né, IPV4 PV6? Olha, pra gente, quando começa a fazer o streaming, que é o que a gente faz, não faz diferença, né, que tem uma diferença, o pessoal que trabalha mais nisso, não é muito na minha equipe, mas o pessoal da CDN, pra ter certeza que eles estão conseguindo, já estão conseguindo acessar, porque às vezes tem problema de 4, 6, de qual que está usando, mas isso daí não é uma coisa que a nossa equipe trabalha muito, entendeu? Mas quando a gente, depois de começar a tocar, já achou porque tem que ter um endereço primeiro, né, depois que a gente consegue estabelecer a conexão em tudo isso, não faz mais muita diferença não. Então, você citou a CDN aí, então é legal lembrar pro nosso 20, pro nosso espectador, que a gente já teve um episódio sobre a CDN do Netflix, que foi com o Caio, com Caio. Então vale, tipo, retomar, ouvi o episódio anterior, ou o 20 pode chegar lá em qualquer plataforma e de podcast, de sua preferência, procurar os episódios anterior do camada 8, e vai estar lá disponível e vale o vídeo depois. Mas vamos lá. É, depois, depois. O episódio primeiro aqui, tá bem, né? É, você, você, você. Não pode ir lá e voltar também, se quiser, não tem problema, né? Não, termina, você tem. Termina, tá bom. Vamos lá, mas aí falando sobre CDN, né, e pensando aí na CDN Netflix ou em CDN, de forma geral, quando a gente fala em CDN, a gente imagina eu, preocupado com a capacidade do servidor, o servidor deve ter uma capacidade indisculada suficiente para armazenar n vídeos, e daí a resolução do vídeo vai influenciar essa capacidade ou a quantidade de vídeos que cabem numa determinada capacidade, a qualidade do vídeo que eu quero levávolo a pros oire final. E outra coisa que a gente tá preocupado é com a conectividade, com a capacidade de rede, com a capacidade de banda que eu tenho que ter ali na saída, aquele servidor, para conseguir alimentar os usuários. E lembrando, quando a gente teve a epidemia, cinco anos atrás, não só o Netflix, mas várias outras empresas que trabalhamos com streaming, fizeram ajuste nos algoritmos para baixar a quantidade de tráfego consumido, né, baixar algumas baixaram um pouco a qualidade do vídeo, outros inovaram nos algoritmos e conseguiram manter a qualidade, mas baixar o tráfego. Então eu queria saber como é isso, qual é essa relação dos algoritmos, se é uma coisa assim, já bem estabelecida, não se mexe mais nisso, ou ainda tem inovações, pesquisas, feitas nessa área de forma que a gente consiga armazenar mais vídeos e transmitir mais vídeos usando menos recursos. Olha, isso é muito interessante, a gente trabalha muito com a equipe de encodrinte tecnológico, de codificação lá no Netflix, porque a gente faz o algoritmo para escolher com a Beat Rate. Mas para o nosso algoritmo, a gente existe, qual é a escada de Beat Rate para cada vídeo? Cada vídeo que você vê, cada episódio, filme, metal, ele é codificado em várias versões diferentes, que eu já expliquei. E hoje em dia, quer dizer, para você melhorar o armazenamento, melhorar o tráfego, a forma mais fácil é diretamente melhorar a codificação. Então o Netflix está fazendo um deployment EV1, que é um code relativamente novo, que reduz bastante a porcentagem de Beat Rate que precisa para uma mesma qualidade. Então, para o usuário não faz diferença nenhuma, qualidade exatamente a mesma, mas a gente está reduzindo a Beat Rate. E outra coisa que é um artigo que eu acabei de submeter agora com uma conferência, e a gente trabalhando com eles também, é para escolher, que hoje em dia o nosso algoritmo é uma euística, né, para escolher quantas versões a gente vai querer e qual é o nível de Beat Rate que a gente vai querer para cada vídeo. E a gente fez agora um algoritmo de otimização que a gente consegue escolher as versões de uma forma que a gente reduz o armazenamento necessário e também ajuda a reduzir o tráfego necessário da CDN, mantendo a qualidade para o usuário final, que é sempre nosso objetivo, é sempre ter uma melhor qualidade possível. Muito legal. Vol dando um pouco a questão da satélites. Você comentou em algum momento que vocês perceberam que já tinha uma quantidade razoável de usuários utilizando o satélites. Você tem visto alguma diferença no uso, aumento de quantidade de usuários, que está diminuição, algum tipo de variação aí. Desde 2021, né, que a gente começou a ver, ou se revés pessoas usando o assistimento Netflix em Redis Lell, subindo rápido, rápido, rápido. Hoje em dia, a gente viu que é Starlink, se a gente olha no número de horas que as pessoas estão assistindo Netflix, é o Desmonono ESP. A gente tem usuários em mais de 20 mil ESPs, então quer dizer que eles subiram muito no ranking, vamos ver. Mas há pouco tempo, é coisa de 4 anos. Exatamente. E as regiões do mundo também aumentou a baixa, mas não começaram a ser ação aos Estados Unidos, Canadá. E o Estados Unidos sempre foi o primeiro, segundo Canadá. E, a partir do meio de 2024, a América Latina agora já está o segundo área em que as pessoas estão assistindo Netflix, né, na Starlink. Aqui no Brasil, a gente viu, principalmente na região norte, um crescimento bem alta ali no uso de Starlink, até por conta da, como você falou, a alternativa, a locais aonde o acesso de fibra, por exemplo, é, não falar impossível. Mas bastante desafiador, né. E, vou especulando aqui um pouco, né, você acha que o principal uso desse tipo de satélite de tecnologia do Starlink e os similares, é realmente levar a internet ali para um local de difícil acesso, mas essa tecnologia já está competindo com outras como o telefone a móvel tradicional ou mesmo a internet fixa. Expeculando um pouquinho o, como você, como você pensa o papel dessas tecnologias que a gente tem hoje para acesso a internet, aí globalmente, na internet fixa, com fibra ótica, redes móveis de telefonia celular e satélites. Eu vejo o satélite hoje em dia como eu como eu já falei, né. É mais para lugares de acesso, remoto, que é difícil de botar infraestrutura. Agora, para eles virarem mais usados, assim, abertura maior, eu acho que precisa resolver esse problema de instabilidade, que a gente está vendo, que a gente viu, né. E ter também a capacidade, o custo, né, porque o custo ainda é elevado. Então, para mim, por enquanto, pelo menos, acho que vai ser becape. ou acessos remotes aonde é mais difícil ter as redes mais tradicionais a fibra ou o celular. Então ela está mais com um complemento e não com uma competidora direta. Mesmo com esse aumento enorme que você reportou que você disse, você acha que é. Mas o aumento do que você for ver, por exemplo, regiões onde é o talmentando muito a África, as ilhas do Pacífico, lugares aonde não tem internet, infraestrutura de internet boa. Tem lugares, por exemplo, a gente viu uma luzâmbia, malalhe, que a qualidade no leo é melhor do que a qualidade dos outros. - Melhor do que a gente quer ver. - É do que você for ver. - Naquele vídeo de um mercado, comparando com o mesmo mercado. Então nesse lugar está aumentando, porque oferece um serviço melhor. Na verdade ela está substituindo a conexão em locais que é a conexão é ruim. - Qual é o que não tinha conexão? - Qual que não tinha conexão? Aqui no Brasil, a gente viu já algumas utilizações bastante criativas. Por exemplo, na região norte, o provedor passou fibra na cidade em algum lugar, mas a estáling é o backbone dele. - A conexão vem a vista de chega. - Fechir para chega. - E chega via fibra. - Mas com a intenção de ser provisório, de trocar, mas ainda assim, sim, fez. É interessante, é um queise curioso. Muito bem. Eu acho que. Como diz o Eduardo aqui, Barassal, com o Alberto Taboa. - Mas tem que ser errado. - Chegando aqui, perto do final do episódio, então a gente queria abrir para você falar o que você quiser para o nosso ouvinte, para o nosso espectador. Quem sabe até falar um pouquinho de como é uma carreira acadêmica, de uma carreira mais voltada à pesquisa, tem muitos estudantes que nos ouvem, muitas vezes eles têm. essa veio um pouco mais operacional, essa intenção de, mais para o mundo de redes, ou às vezes um mundo de software, de tecnologia, mas trabalhar antes se ativa privado com a operação. Talvez, você até legal você comentar um pouquinho de como que é esse outro lado, como que é trabalhado dentro de uma universidade, e mais o que você quiser falar, por favor. Como acompanhar o seu trabalho também, porque como se falou é importantíssimo, mas fica muito no background. Então, quem quiser continuar acompanhando e aprendendo mais com você, onde eles podem encontrar. Então, olha, para acompanhar meu trabalho, se vocês quiserem, tenho Google Scholar, que é fácil de ver, todos os artigos são publicados, eu publico muito em covarencio da SM, tem a SM Digital Library, onde tem os papers todos publicados também. E olha, essa questão de ser pesquisador, na indústria, eu acho um trabalho. Olha, qual a concelha tudo num, porque. você vai sempre sendo guiado pela sua curiosidade, e, bom, eu gosto muito de trabalhar com Big Data antes de Big Data, já tinha se uma palavra que se falava, eu já gostava disso. Então, na indústria, eu acho especialmente legal para nossa área, porque, como eles têm todos os dados, onde têm todos os usuários, e dá para você conciliar uma pesquisa de alta qualidade, lá na Netflix, a gente continua publicando artigos, a gente tem alunos, estagiários, e o dia a dia é muito legal. Eu passo meus dias trabalhando com dados, analisando, descobri um problema, mas discutindo com as pessoas. Eu acho que. É, aconselho para todo mundo. Eu conversava com outros professores esses dias, e sobre essa relação entre a iniciativa privada e a pesquisa, e ele me dizia, né? As pessoas têm a visão de que o pesquisador está muito distante da operação do negócio que é penuchão, e às vezes está, mas ele defendia a seguinte tese, que o pesquisador está sempre procurando problemas para serem resolvidos. Às vezes, o problema está aqui na cara da gente. Às vezes, o problema é alguma coisa muito premente, ali muito do dia a dia e tal. Isso é visto como algo mais pes no chão, algo mais operacional. Mas, às vezes, ele está vislumbrando um problema que vai acontecer daqui a cinco anos, daqui a dez anos, lá para a frente, porque ele já está vislumbrando o desenvolvimento daquela tecnologia médio ao longo prazo. Mas ele está também preocupado com algum problema, e algum problema que vai afetar um mundo real operação, não é alguma coisa solta, feita, sole. Você concorda com essa visão? É isso mesmo? Olha, eu acho que quando você está fazendo pesquisa, você sabe onde você começa, você nunca sabe onde vai determinar. Entendeu? Infriçãomente, porque a gente tem uma curiosidade, tem uma certa visão, mas a gente vai descobrir e levar adaptando. Você tem que sempre improvisar. Porque os resultados, às vezes, surpreendem. Não sou exatamente o que você estava esperando, entendeu? Aí, vai! E um do bem, é isso que dá às vezes os artigos e as pesquisas com maior impacto, entendeu? Porque você vai descobrindo umas coisas que te surpreendem, ainda que eu estava surpreendendo muita gente, né? Muito bem. Então, só nos resta, HDC, a sua presença aqui, a sua gente lhesa de ter aceitado com o VIT, vindo do Rio de Janeiro pra cá, pra fazer essa entrevista com o conosco aqui. Muito obrigado e tomara que você volte. Tomara que tenhamos outras oportunidades, hein? Olha, muito obrigado vocês. É um prazer enorme, realmente está aqui, falar em português, meus compatriotes, gente, estou adorando. Muito obrigado Renato, muito bacana, assunto. E eu acho que, com certeza, isso daí vai dar uma curiosidade muita gente, né, modelas que não conhecia a da sonda. Muito obrigado. Obrigado. Bem, o episódio foi muito bom, mas temos que finalizar. Então vamos pros últimos avisos. E lembrando que estão abertas as inscrições para as turmas de 2016, o nosso curso de Boas Práticas Operacionais para as sistemas autónomos, o BECOP, a distância. Os inscrições também estão abertas para o nosso curso de Formação Básica de SCPs, do programa Accinalonete. Não perca. Para ficar por dentro da nossa agenda completa de cursos e eventos, acesse o céptro.br/curstustraçoeventos. Suggestões de temas, dúvidas, elogios e críticas construtivas, mandem um e-mail para cursos cé[email protected]. Inscreva-se na sua plataforma de áudio preferida e lembre-se de ativar as notificações. Para não perder nenhum conteúdo importante, siga as nossas redes sociais. Você nos encontra no ex ou antigo Twitter como @comunique.br. No Facebook, link é de Instagram e telegram. Nós somos @nique.br. E no YouTube, é só procurar por Nick.br vídeos. Esperamos que vocês tenham gostado do episódio de hoje e qualquer problema é culpa da camada 8. Até mais pessoal, tchau pessoal. E lembre-se, essa é mais uma das iniciativas proporcionadas pelo registro de domínios.br. Registe você também o seu.br.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Renata Tessher é pesquisadora no time de Streaming Algorithms da Netflix, com foco em qualidade de experiência e inovação.
  2. O episódio discute o uso de satélites de baixa órbita (LEO), como a Starlink, para entregar conteúdo de streaming da Netflix.
  3. Satélites LEO têm latência de cerca de 20 ms e órbita de 90 minutos, exigindo reconfigurações frequentes da rede a cada 15 segundos.
  4. Apesar dos desafios, a qualidade do vídeo na Netflix via Starlink é comparável a outros provedores, mas com mais variações e travamentos.
  5. A Netflix não adapta o algoritmo especificamente para satélites em tempo real, mas estuda essas conexões para melhorar o algoritmo geral.
  6. O estudo usou dados de mais de um milhão de usuários da Netflix na Starlink, de 2021 até hoje, para entender a evolução e o impacto.
  7. Renata destaca a importância da colaboração entre academia e indústria para acesso a dados operacionais e inovação.

Summary:

Neste episódio do Camada 8, os apresentadores Lucas Jorge da Silva e Antônio Morcos Moreiras entrevistam Renata Tessher, pesquisadora brasileira da Netflix, sobre o uso de satélites de baixa órbita (LEO) para entrega de conteúdo de streaming. Renata, carioca com doutorado na UCSD, conta sua trajetória acadêmica e como criou sua própria vaga de pesquisa na Netflix, onde hoje trabalha com algoritmos de adaptação de bitrate e inovação. O foco principal é o estudo de redes LEO, como a Starlink, que oferecem baixa latência (cerca de 20 ms) e cobertura global, mas enfrentam desafios devido à reconfiguração constante da rede a cada 15 segundos e à troca de satélites a cada 5-15 minutos.

Usando dados de mais de um milhão de usuários, a equipe de Renata analisou a qualidade da experiência, descobrindo que, embora o vídeo tenha qualidade similar a outros provedores, há mais variações e travamentos. A Netflix não adapta o algoritmo especificamente para satélites em tempo real, mas estuda essas conexões para melhorar o algoritmo geral, que já lida com variações de rede. Renata enfatiza a importância de parcerias entre academia e indústria para acesso a dados operacionais, permitindo inovações que beneficiem tanto pesquisadores quanto operadores de rede.

FAQs

Satélites LEO estão em órbita baixa, entre 300 e 2000 km de altitude, com latência de cerca de 20 ms, ao contrário dos tradicionais a 36 mil km com latência de 400-500 ms. Isso oferece melhor desempenho, mas exige constante troca de satélites a cada 5-15 minutos.

A Netflix usa dados de milhões de usuários assistindo via Starlink para estudar a qualidade. O algoritmo de adaptação de bitrate se ajusta automaticamente a cada conexão, sem diferenciar satélites em tempo real, para garantir a melhor experiência possível.

A rede é reconfigurada a cada 15 segundos, e o satélite muda a cada 5-15 minutos, causando mais travamentos e variações de qualidade. No entanto, o buffer e o algoritmo ajudam a manter a experiência razoável.

A qualidade média é similar, mas há mais variações e travamentos. A Netflix estuda esses dados para melhorar o algoritmo, que se adapta a conexões variáveis como as de satélites.

A Netflix sabe quais IPs pertencem à rede Starlink e analisa os dados offline. Em tempo real, o algoritmo não diferencia, mas se adapta automaticamente às características da conexão.

Ela trabalha no time de Streaming Algorithms, focado em inovação e melhoria da qualidade de vídeo. Ela colabora com equipes de codificação e transporte, e orienta estagiários em projetos como o estudo de satélites LEO.

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