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Kapittel 2

28m 32s

Kapittel 2

A conversa aborda os principais desafios económicos da Europa, com foco em Portugal. Discute-se a dificuldade das empresas inovadoras em aceder a financiamento, especialmente de risco, o que as impede de ganhar escala e competir globalmente. É mencionado um projeto para criar uma jurisdição única que simplifique a regulamentação. Outro ponto crítico é o custo da energia, muito superior na Europa, que tem levado à deslocalização de indústrias intensivas em energia e à perda de competitividade. A análise critica a estrutura financeira europeia, excessivamente dependente dos bancos e pouco dos mercados de capitais, e a fragmentação política que bloqueia projetos comuns, como interligações energéticas. O relatório Draghi é visto como um bom diagnóstico, mas a sua aplicação esbarra na falta de integração política e de identidade europeia. Conclui-se que o problema central é mais político e de governança do que económico, exigindo uma mudança de mentalidade para priorizar a criação de campeões europeus de escala.

Transcription

5444 Words, 29897 Characters

Portuguese
Olá, nesta segunda parte da conversa com o economista Pedro Brinca, começamos por falar da dificuldade das empresas inovadoras na União Europeia acederem a financiamento que eles permitem ganhar escala. Falamos num projeto da comissora Opeia que tem como objetivo resolver este e outros problemas, que é a chamada VGSI-MOITAVA-JUIS-DIÇÃO, que é como criar uma espécie de país à parte, ou nas empresas podem registrar e com isso e evitar os problemas de ter de compreir as regulações e as leis específicas de todos os países. Falamos de um tema que ainda não tinha mais falado, que é a questão dos custos da energia, que são bastante mais altos na Europa, do que nos Estados Unidos ou na China, o que prejudica bastante a competitividade das empresas portugueses. E falamos também dos desafios que teriam uma maior interação europeia para países mais pequenos como Portugal. Espero que gostem, voltamos no próximo episódio, que será, posso dizer já, também sobre estes temas. Até lá! O café do Teoto é incrível! É nesse preço, já conhece os planes eleições à banana mão? Não, o que inclui? Escolha-se a máquina e o café. O restratão eles entrega reciclagem à existência técnica. Perfeito para meu escritório, café sem complicações. Nespresso Professional, Suleções à banana mão, o plano de café e diálogo para seu negócio. Sabe a mais em espresso.com/pró. Olha, deixa eu puxar-te outra vez. O que você tem para a Europa? Vou deixar para a Europa. Vou ter uma questão do capital. A Europa tem esse problema de nós falamos aqui de vários problemas. A questão da comercial e da globalização em relação à qual não há nada a fazer, que é de China e outras economias estão aí. A questão do mercado único já falamos. E a esta questão do capital de uma China. E de facto, ele é mais que falar com pessoas. Por exemplo, ligadas ao digital que tenham lançado empresas nessa área ou que tenham startups e eles não há procura de financiamento americano porque esquecei o financiamento na Europa. Esquecei o privado e esquecei aquele tal público que você falava as albocadinhos com mais nos Estados Unidos. Essa é o nível mais fundamental. No entetáculo para a doque, quando eu digo que esquecei, esquecei o capital disponível. Mas até existe muito capital na Europa. Ele não está a ser canalizado para ir e isso tenha com nós temos um sistema mais basiado em bancos e menos em mercados financeiros com os nossos. Mas ele é isto uma razão para isso. E por exemplo, eu já desculpa lá, está a pessoa até mais para te galas, mas para te galas, é um bom estar para isto. Se tu ter uma via tecnômico, que penaliza o crescimento de escala, o que é que tu vai estar? Vai estar em micro-empresas e pequenas empresas? São aquelas em que os bancos são especializados. Então uma pequena empresa vai emitir ações e vai fazer em prestes de obrigações. É verdade, mas repara que empresas da mesma tolançar não tem necessidade absoluta disso, mas quase. Os Estados Unidos pegaram as empresas de imensão mais pequena, que imita em dívida ou imita capital de mercados financeiros. Essas mesmas empresas na Europa tipicamente são financiadas por bancos. Pois é. O que é que nasce primeiro, eu vou a galinha, né? Se depois. Se, de facto, as empresas na Europa tendem realmente são mais pequenas. E como tal, não tem indimensão para fazer empresas obligacionistas, aumentos de capital, coisas excederam, naturalmente que depois de um mercado, capital de deminação de desenvolvenem sentido. E as poucas que querem fazer isso já não têm um mesmo ambiente que tem em outras geografias, onde isso é mais standardo, né? Por isso. Ou seja, não vejo em um espanto grande, né? As coisas são ligadas, né? E tu tem, o Sumpot, que eu ia dizer, a pouca, tu também tem muito de. Percepem-neiro que tem fundos de pensões e coisas do tipo que depois têm muitas limitações de investimento e também não está disponível. Não está disponível, não é que ele não existe, mas não está disponível, sobretudo para esses investimentos mais arriscados. Mas isso, isso creio que tem, também tem muita ver, e não sei se existe esse decimal interior tão grande entre Europa e Estados Unidos. Quando estamos a falar de fundos de dívida sobre a Ana, fundos de pensões, etc., estamos a falar de fundos, é até pelas suas atas constitutivas, se obrigam a investir apenas em ativos que têm uma notação financeira do baixo risco. Sim, não, não faz inventor capital, mas acho que investem mais em ações, por exemplo, do que os europeus, né? É possível, é possível, mas eu acho que o grande delta, acho que não sei se estará tanto nesses instrumentos, né? Eu acho que o grande delta estará talvez nos outros, nos fundos de ventos de arquéptolico, e parecemos obrigacionistas, aumentos de capital, coisas de este chênero, que são instrumentos que são muito mais usados nos Estados Unidos, que são na Europa. Então nós vamos fazer uma plataforma concreta, se vai se escolher uma ou duas medidas para a Europa melhorar este nível, com a estaria. As medidas. As medidas. As possibilidades no fundo de capital para. Para a função. E confoque no digital, não é que não estamos mais atrás. O grande desafio da Europa é o Gente Scala. O Gente Scala? Não é que nós podemos andar aqui, que é. Este número é desculpado uma palavra pornográfico. Para. Micro a empresa. E agora vou falar também por causa, porque nós não nos conhecemos de cor. Micro a empresa. 23 mil euros de lo que sentado broto, por trabalhador. Grandes empresas, associadas da PSNZ ontem e o Portugal. 83, 84, por trabalhador. Para. O que nós queremos é mais empresas grandes, com escala, capacidade de competir a nível global, em bem estardacionáveis, tem uma forte pressão competitiva, para a dalção de tecnologia, para essas coisas todas, e menos do resto. Tudo que seja. Tudo que ajuda isto. Claro. E tu achas que isso faria sendo realistas? Fala-se muito certo do digital, porque, se facta que ele está mais atrás, que você vai se tolerar, as grandes empresas do certo digital são todas americanas ou chinesas. Mano, qual é. Desmanome de uma clodorpaia? Pois é isso. É isso, é isso. Mas é que se estão, é. Será que rilisticamente isto é. Agora sou. Estou sersínico. Será que rilisticamente isto daria para inverter? Nós tivemos a ficar tudo em costos de tema, que nós não temos na Europa, de facto, né? Nós tivemos algumas que conseguiram vencer, né? É, tipo, Spotify, né? É Skype. É, agora foi comprado pelo micro-soft, mas. Nós temos algumas empresas que conseguiram fazer-lo. São a excessão, né? É certo. Nós temos a que ter empresas que sejam. Temos que ter mais regra. E aí. e o GnCF oficial quer dizer, é uma quimera, não é que quiser. Isso é possível ter uma roupa, nem há coisa do tipo europeu, porque estamos tão longe, porque falta todo um eco. - Em um eco sistema? - É ir há uma corrente que diz que a estratégia é ótima, não é tentarmos agora que Europa volta a criar modelos seminários que já foram criados, não é? - Sério. - Mas nada nos impede estarmos na vanguarde da produtização e servitização de tecnologia com bases a hinter os ex-Arafacial. - Que é, nós podemos apanhar o comboio na segunda estação, não é para a primeira? - Sério. Nós queremos apanhar o comboio, não temos que ir outra vez para o princípio, para apanhar o comboio mais à frente. E eu acho que há um certo desejo que isso aconteça, mas mais uma vez é preciso escala. Era o apagado que o aveguéssema estava a juridição. E ainda estou para perceber muito bem como isso pode funcionar, porque há questões como ademessão fiscal, etc. - Que não estou bem como é que isso mais. - Você ainda não queria uma juridição extra que fosse. - Para que eu era impreza, se querem meter-la, pode meter nesta juridição e para operar nos países todos. Eu não sei como é que é que estão a fiscal, por exemplo, se resolve. Mas tem que ver isso com mais atenção. Mas tudo que seja. panalizado da escala, creio que neste momento vai ser a preocupação número 1. E também perceber. Eu acho que isto tem sido um grande bloqueio muitas vezes. Olha, por exemplo, na discussão sobre a habitação em Portugal. Ter anoção de que não há balas de parata. Não há uma medida que por si vai resolver tudo. E o que nós vemos muitas vezes. A maior discurso público no debate político é avançar-se memedida. Ah, essa medida não resolve. Como não resolve, é abandonada e arridicularizada. E até um, como não há uma medida que resolva tudo, não se resolve nada. E vivemos muito nesta. Por isso eu digo, mais uma vez, o problema é político. Não é económico, não é? E a nível europeu também é político se calhar ainda mais, porque tu é a nível europeu tu já tem, na verdade, o diagnóstico. O que o drague fez foi concentrar uma série de agroestas que já estavam feitos. Tava aquilo que o drague disse, já se discutia desde 2005 ou 2016. E isso, pronto, é isso. Agora tu tens um problema enorme de seis a nível europeu. Mãeora ainda. E isso é uma dimensão. Mãeora ainda não me esqueçam de que nos falamos a nível de estatus. Por exemplo, por que a Europa. O Portugal, a Espanha e a Iberia neste momento está a favorcida de ponto de vista energético. É uma coisa natural que vem danigerem pelo Acudutar Géla. Ora, por que que essa fonte de energia, porque é culpa de pipeline, chega ali aos perineiros e para? Por que que essa rede da vestilhamento não está integrada com o resto de infraestrutura europeia? Porque essa é de venhar? - Regulação? - Não. Porque a França quer vender no cliar? Não é? Ah, claro, então chega ali e não passam. Por isso, uma das coisas que o Draghi queria era precisamente passar que seisões que tenham a ver com infraestruturação para a europeia, que envolva mais de um país, para o nível europeu. Ou seja, a França não poder bloquear um projeto que passar as pipelines, gasado do outro no seu território. Mais uma vez, por isso é que eu digo, o problema não é económico. Todos a gente sabe que faz sentido. - E tu tens uma aprovação para o meio-ri. - A probeiria não desculpa para o nome de idade, mas o problema. - O problema. É político. É de governança, é político, é tudo isso. Por isso é que eu sou bastante cínico, relativamente ao plano draghi. E não é porque não acho que, do ponto de vista, alguma coisa ali que eu discordo. Mas não é porque não acho que as medidas não sejam importantes e não sejam adequadas, na maioria e elas são, na minha opinião. O problema é que aquilo está desenhado para os Estados Unidos de Europa. - Que não existe? - Claro. Não existem. Não foram três meses, não foram três dias, não foram três horas, três horas foi a diferença entre a confresedimpreença de draghi, a falar sobre isso, e uma confresedimpreença improvisada, a última da hora, pelo ministro da Esquerade. e as finanças ao mão, a dizer que não havia cã e missão de vida sobre a Ananima para financiar planos aragunhinhos. Ou seja, a Europa durante muitos anos achou que se calhar o projeto europeu se vendia. era alto ou evidente, se vendia por si próprio. Eu acho que embriga-gosto um pouco o sucesso que tive no seu objetivo original, que era acabar com as guerras na Europa. - Era para isso. - Poronto. E demorou muito tempo a acordar para realidade ter que se vender? Nós não temos uma identidade europeia, nós não temos que ser eu e tu, se vamos passear aos Estados Unidos, se perguntar onde é que somos, nós não vamos dizer que somos europeus, somos portugueses, um americano. Eles vieram aqui e o aparelho na rua, então a amiga não é a coisa é. Ah, sou de Estados Unidos, não vai dizer que é do arcanso, ou de alguma coisa. Não, tentei construir. - Sabe que se vai continuar nessa tua nesta exemplo, se passar uns tempos nos Estados Unidos, vai haver um momento em que começa a definir como a Europa. Ou seja, essa identidade europeia. - Sim, eu percebo. Claro, depois começa a vir à torna porque realmente começa a perceber que. - Não, eu vivi, eu vivi nos Estados Unidos e para mim é dramático e experimento, o que se tem passado e é estar interessante. Eu lembro-me um outro dia, um outro dia, para onde você não tem? Para te ler um post de umas declarações hipotéticamente acessadas, é uma política republicana que depois eram fake news, não era verdade. - Eu apaguei o apaguei o post. - Não apaguei o teu apaguei, mas acho que você tem que casar falar. - Sim, da Fox News sobre os usos. Por causa do intervalo da separabólica, lá o cantor, o cantor da espalñol, e depois era um post de dizer que devia ser inglês, porque, se Deus não quiser, se as pessoas falasse inglês, não me desgude. - Eu não quis que eu tivesse inglês. - O surreal disso, e eu apaguei o post, porque não era verdade. - Foi um bocadinho, um bocadinho nessa armadilha. - Festa um fozo de um bocadinho boomer como. - Mas o surreal é que eu achei que aquilo poderia ter acontecido. - Não, para é trampo. Ninguém acha que ninguém acreditaria naquilo? Hoje tu podes fazer uma coisa daquelas e as pessoas vão acreditar que é possível que aquilo tenha acontecido. - É bruzível, sim, sim. - Isso para mim é de estudo, não é? - Mas espera, volta lá, eu já tenho um hipotro, porque. - Estaram piorópas neste momento, então. - Sabe, certo, certo. Não, tá bem, mas. - Se achar que a Europa vai estar grunelando? - Não, não, eu sei. A época de falar esta energia, e esse é o outro tema escalhar insoprado, porque não estou a ouvir que é outra causa, se quisermos que tenha sido apontada para esta branda-me, e com o meu europei, eu faço a Estados Unidos. Eu não sabia disso, tu fostitaste o nome do drag, mas ela está já. - 10% de 15%. - A ilhetes cidadas duas a três vezes mais cara na Europa do que não estamos vendo. - E o gás natural é 4 a 5 vezes, sim. - Vamos lá ver. - Isso claro que tem que. - Que é grande parte de feito da. - Vamos começar pelo bom. - Eu lembro-me que em abril de 2022, seja, dois meses a seguir a invasão da Ukraine por parte da Rússia, e quando se começou a anticipar que a Rússia iria usar o abastilimento gás natural à Europa como uma arma no conflito, estava tudo empanado. - Nós estábamos com inflação. - A Europa importava cerca de 40%. - 38% e devemos ser precisos. - 30% de gás natural da Europa é importada da Rússia. - Para antes, esse número é uma média e a média é com muita trojanidade. - Plônia era 95, um grino 25, uma manhã de 55, pronto. - Nós dois ou três por cento, pronto. - Com o soto de drag e panico. - Não vem gás natural e 40% do nosso gás natural. - Nós vamos ter que ver resfinamento de energia. - Só ver resfinamento de energia. - O que é que vai parar? Não são as casas, porque essas são malta-vótas. - Sim, é indústria. - Sem indústria para, vai ver menos produtos nas pretleiras. - Sá menos produtos nas pretleiras, o que é que acontece aos pretos? - Desparam ainda mais. - Num contexto tem que a inflação já estava agalupando. - Então a malta já falou que ia ter inflação. - Nós voltamos ao presidente da guerra. - Na Alemanha, entre a primeira e o mundo da Aonde. - Porra, os anos estentas, quiserem ser mais mudado. - E eu lembro que é maio desse ano. - A predominta europeu passou uma medida que obrigava aos países que tinham capacidade da armazenamento de gás natural, entre ele reservas cheias até 80% até outubro. - São não lhes as na altura de ser um carinho possível. - Nem possível. - Não havia capacidade, etc. - Nós satisemos de 80% em agosto. - E chegamos a meio do outubro já tínhamos 92% das reservas cheias. - É verdade que 100% das reservas só dava para 29% de consumo. - Não tem mais tanta capacidade da armazenamento. - Mas o que é certo é que nós seguimos desse inverno sem relacionamento. - Com reservas em valores históricamente elevados de gás natural. - Não houve para inflação. - Nem houve quebrar de produção industrial. - Proteção industrial europeia mantive mais ou menos constantes, mas não é um ligêido de crescimento de 22 para 23. - Foi uma enorme vitória de Europa. - Almenha, só o endofavoraria Imaio, abril, desculpa a maio junho, conseguiu passar de 55% para 29% de importação de gás natural da reducia, só adaptar os portos do mar do norte para receber gás natural e que foi de coitotexas, vinheta do catário e da Norway, pronto. - Ninguém tenha dúvidas. - Agora foi uma vitória que depois teve um preço, não foi despesiente. - É. - E esse foi deixou de contribuir para a inflação, porque os preços deixam de subir. Mas o gap nível mantêbse. - Porque a inflação é a primeira derivada, não é o nível. - Pronto. - Falação é uma taxa de variação. Os preços deixaram de disparar, mas mantivemos com o que é o resultado. - Exatamente. - Europa está numa situação muito complicada, as indústrias intensivas e energia. Estavam em abril de 24 com uma quebra média entre 10 a 15% de produção industrial. Cada vez mais produtos intensivos da energia, vêm fora do espaço europeu. Entre eles, questões de ligada já a indústria social. - Grava de industrialização, basicamente. - Europa aí tem um desafio muito grande. Nós temos muita indústria, depois está. - Depois de ter um contributo para a descarabunização, que se calhar não é realista para as limitações geopolíticas que a Europa enfrenta. - Eu acho que a guerra com o coreni, acho que mostrou isso de forma claríssima. Nós somos mais ambiciosos do ponto vista climático, não climático, que agora dá imatis que são sobre isso. - É também a opinião. - Do ponto de vista climático, somos muito mais ambiciosos, costados unidos ao caixina, por exemplo. - Não conteste que servemos de pouco, sermos melhores da lunes, porque o planeta é um todo. - E se não tivermos cuidado, se não tivermos muito cuidado, mas os EUA não tiverem e vamos parar ao mesmo sítio. - Claro, e temos de comprar no casar China. - Neste caso, até a tecnologia de descarabunização vai ter de China. Mas isto pode dizer que, de facto, Europa teve um conjunto de target do ponto vista de descarabunização, que é muito para a lado da sua capacidade geoéconômica e geopolítica. E obviamente, estamos a pagar o preço, por isso. E esse equilíbrio, provavelmente, vão ter que ser reestados. - Há uma margem em que nós conseguimos fazer o riesgio de aquestão da produção de energia sem que isso sacrifica o ambiente. - É melhor regulação. - Eu não posso estar quatro anos para licenciar um parque paenestolar. 11 anos para licenciar uma mina. Olha o que se passa em boticas. - Quem vai resolver o problema de boticas? - Na lado da reposa com os três orelhas. - Pique, explique. - Não, a questão dos estudos de impact. - É a questão do impacto ambiental, os estudos de impacto ambiental transarem muitos esses processos. - O que vai resolver esses problemas? É simples. - Estás unidos em investimento em investigação de novos materiais. - Eu vou uma equipe na Florida que descobriu o novo material que consegue diminuir imenso com o som de litrinhos baterias. - Pronto. - A resolver estou o problema. - Porque se calhar o litro já não vai ser tão valido e tão precisamente. - Eu acho. E nesse ponto, que nós já falamos aqui várias vezes. - Do Estado do Unido de Financiária é mais a investigação fundamental, jantar aquele paradoxo do Estado do Unido de que é responsamento, o baloarte do capitalismo ter o Estado. - O Elon Musk, as empresas del son. - Claro, e todos, e a internet, e todas mais. - Muito subsidiadas. - Eu acho que ele não se esquece de dizer isso na conversa com o Ricardo, que nós falamos de política industrial, mas dá muito pensar nisso. Eu acho que a grande razão para essa diferença não é ela. - E os governos americanos de ideologicamente mais favoráveis a isso que os europeus, é que como nós na Europa não temos esse nível de integração, não temos de vida como não temos um estado. - Tem de escala. - Como não tem escala? - E portanto. - Qual é o projeto que nós somos líderes mundiais? E mais bem-sucedido na área de a inovação e de investigação. - Quem quer a Europa é mais fama? O mais famoso projeto científico europeu? - Ah, o assolador de partículas. - De certo? Que é uma iniciativa de vários países, não? - De certo. - Tem a tal escala. Isso é o para o líderes mundiais nem física de partículas. - O que drague que é mais disto, mas isso é difícil politicamente de consminhar. - É difícil, pois precisa, por causa de seria, te setorar para esse caso e ver o que é que ele tem especial, que for como que resulta assim nos outros. - Acho que é muita escala também. - Não estamos em um esfetamento ao contrário, o que é o grande projeto, que depois forjeitando com o graça, eu não sei como é que se chama agora. - O elagácia, né? - É a era de localidade. - Exatamente isso mesmo. - Mas percebemos, este escala aliás, tu sou de relatório drague que ela me catiseca, porque que ela é copi, parece que é o do mesmo princípio, agregar. Seja, investimento em inovação, seja, por exemplo, procura de gas natural, nós somos o maior concepido de gas natural do mundo. - Sim, mas não tem que os elementos de mercado nenhum, porque o procuramento é fragmentado. - Mas se exemplos queijo. - Das compras? - Sim. - Compras. - São fragmentadas, né? - Sim. - O denominador comum de todo o plano de drague é consolidar, consolidar, consolidar, ganhar escala, ganhar escala, ganhar escala, ganhar escala, desbricaritizar e passar para leias de governança mais disto. mas ao nível pan europeu, tudo aquilo que tem um impacto pan europeu. Nomeadamente, por exemplo, em fostatura energética, redes e companheiros. É isto. E o facto que nós não termos a capacidade de fazer isto, levou, por exemplo, aqui, a indústria especial de lançamento satélite morreu, né? Veio o SpaceX e levou tudo, e a Europa está numa situação complicada, porque é o último coisa que nós queremos é especializarmos em igrejas e monumentos e paraías, porque são coisas que do ponto de vista depois de crescimento da portividade, que é este santo conhecimento, vanguarda tecnológica, nos deixa numa apetação muito frágil, não é? Exato. Partido de nós estes dados, é difícil não concordar com o diagnóstico, ela está o progamento político, porque é o diagnóstico que você precisaria de maior integração europeia e de ter os mecanismos centrais de tomada de decisão de alguns desses aspectos. No entanto, num país prefere como o nosso e como reconhecidem o policiamento Ricardo de Regla nessa interação que você falava há pouco, tu podes cobrar o risco de com maior integração e com maior centralização perder o protagonismo, digamos assim, ou seja. Enquanto para a França, por exemplo, isso é evidente e para a manhã certi-se também seria, e não é para outras razões, para países privéricos, pode não ser. Ou seja, aí um argumento que eu acho compreensível de que se tu vai centralizar, não é se criar as grandes empresas digitais europeias, não será em Portugal provavelmente. Mas tu alhas postados unidos e tu vejo que por exemplo, eles fazem uma coisa que é importante, não é, tu não tem estudo em Washington DC. Eu contrário o argumento que eu costumo dar também essa da. O centro-fodisizes control tem a planta, na Giorgio, por exemplo, o FBI está enquanto e que eu não imaginei, galera, agora. E mesmo os setores, o salto de resolver o setor automóvel, tem de tróito, o setor. Pcebo, ou seja, já nem falo do privado. Até nos Estados Unidos, o público tem ali algo papel de coisão, territorial nacional. Nós queremos meter tudo na baixa de Lisboa. Portugal, para muita gente, parece que começa ali no tiredor do paz e acaba na portela. Não sai da liga. Nós temos um instituto de avenida ou vida. O que eu também avalei sempre por favor. No marquês, pombal, que é aquele jeito cheio de bideiras e tonéis, né? Aproveito, tu abencaram o que eu disse a situação, porque o IBB também tem um papel de representação, de destes final e etc. Mas quer dizer, mas percebemos, nós não olhamos pote-ritóris de uma forma coesa. E o Estado aqui poderia ter um papel brutal na produção da coisão. Mas não só, na questão da habitação, essa necessidade é brutal. Qual é o único que eu tenho de viver ali no parque do arteset? Essa casa é pesto, eu nem mando um tiro. Tenho uma prisão com uma vista poloeira sobre o coisão. Tire uma prisão, né, zona, mais para a minha relação a tu país. Se isto não é o coisão, mais elevado de estúpidos humanos, não sei o que é que é. Não é. Quaseiro, temos ali o palácio de estícia que está ali também ao lado. Quaseiro, coisas que são intensivíssimas em trabalho. Que não tira um partido nenhum de estar numa zona daqueles. Por carreio é que estão ali. As pessoas vençam a rasca para entrar neles boas, para ir trabalhar. As pessoas que lá trabalham não têm dinheiro para comprar uma casa em eles boas. Quaseiro, crie-se trânsito, crie-se chate-se, quer ser os salários que casam na cara. Entermos reais, vale a menos. Quer dizer, não percebo isto, quer dizer. Nós não usamos o território. Nós temos 40% de quase 40% de o pibéns boas. É surreal. Portugal é muito mais do que ter reiro do passo à portela. Por isso é que eu acho que não é obrigatório, apesar de existir essa ameaça e o Ricardo que está muito siente dela. Pode haver uma política de coisão que leva algum tipo de. Obviamente, você tem algum tipo de especialização. Não seja Portugal, se calhar não vai ter agência europeia do medicamento, agência de isto. Mas quer dizer, pode ter algum tipo de especialização em área. A gente faça mais sentido ser encalajadas para Portugal e usar-se muito como ponto de partida de política pública. O uso da instituição de públicas como um fator de coisão económica e territorial, mas nem se usava. Sou real. Eu lembro quando foi a discussão do Tribunal Aconistional e para Coimbra, que não é propriamente da utilidade. Foi o que foi, quando foi a questão do informé de Pau Porto, quando foi a questão da agência. Ou seja, isto é complicado. E eu, para mim, tu amarei, essa nova SP, quer dizer, saber um poli Santa Cumbadão? Eu quero amanhã que eu e o teste do Iber aqui, mas é 13 até tudo no A vida comunitária. Eu não me portava ganhar metade no celular e para viver em Santa Cumbadão. Eu usou aquilo agora. Não consigo. É um país apacou. Então os olhos aqui, a minha mulher é deretora médica em uma multinacional farmacêutica que tem a ceda aqui. Tenho os mídias aqui. Está tudo aqui. Não gase. É isto. É mal. É mal. É mal. mas eu percebo a preocupação que estava a falar relativamente à Europa, mas não há uma inúdabilidade, tudo isso é a sua cia, obviamente não está'to em tão longe do centro, não estamos mais longe do centro da sua cia, mas, tem as suas cias, não está sendo operativo. E não tem as torne, que tem tudo o césco que tem. E a Finlandia, tá pelo hoje? A Finlandia. A Finlandia. Tá com uma história neto resto. Bom, terminamos neste ano lá, o seu atimista. A universidade política das ativas de coisão territorial, o Ministério da Defesa, a Segenda, se toda a probabilidade que tem, no resteelo, me deu, os compraram 70 submarinos para o pau, portas brincaram, né? É igual eu para me ter um copal, que ela é uma colega da nova. Mas quer dizer, ou seja, falta um bocadinho isto, não é? Se eu acho que isso é importante, eu não vou dar cuidado com a colisão do país, então eu não vou dar cuidado com a colisão do final, acho que boa parte dos problemas, por exemplo, na habitação, se podemos resolver, com andando mais oportunidades, as pessoas que vão ficar em. E há um estudo que, por causa do batinista, e depois pode ter itário, ter a aristocrista, se calharé sequer. Mas há um estudo que eu gostava de fazer, que tem a ver com a sua vida de salário mínimo, porque salário mínimo é igual para todo o território. Malta de fenda que a sua vida de salário mínimo não queria problemas, porque não aumenta o desemprego, e eu acompanho essa leitura. Mas há aqui uma questão. Eu gostava de saber qual é o impacto de salário mínimo na coisão territorial. Por tuteis municipos em Portugal, em que o salário mínimo já pôbrem mais de 60% do emprego privado. E quando tu sobra o salário mínimo e não tem descala nem de densidade para rentabilizar, para gastar salários de mil euros ou a 900 euros, ou mil euros, quando tu encarro com todos, o carbo-impregador, que esta as mil euros no trabalhador, o que ele faz? Não é assim para que não abro, eu não fico desempregado, eu venho pelos bó, não vai foporto. Ou seja, eu gostava de perceber um impacto de salário mínimo na coisão territorial. E a sua vida de salário mínimo? É assim para que os empregos vão abrir em Lisboa? Exato. Tem Lisboa que tu tens, economia que os 70 salários da sora de magnitude. Por que? Não tem isso no interior. Certo. Não estou aposando o seu ponto. E o mais de preços são mais baixos no interior. Exato. Pois que a verpa que vai ganhar o salário mínimo, mas tem que pagar muito mais de casa, claro. Ou seja, mas do ponto de vista da empresa, tu entende a receita. No ponto de vista da empresa, tem mais condições para pagar aqui, para cure a maior, escala maior, toda a maior. Claro. Por que? Sim, o nível de preços pode fazer. Nós nunca avaliamos o impacto de salário mínimo na coisão territorial. É assim, bom ponto de vista. Na desocalização de pessoas do interior, politural, aumentando problemas de constituinamento, agravamento de preços na habitação, etc., etc., etc. E por que a gente era uma das coisas que eu um dia gostava de ter tempo e paciência e idados para fazer. Se não tem mais gira por causa. Mas pronto, pode desidentar e tirar. Não, isso é boa, só. Olha, alguma coisa que eu não tenho a perguntar? Não, acho que acho que não. Seguramente o nosso tema. Acho que podemos ter falado mais certas retoras, mas sim, acho que existem desafios grandes para a Europa neste momento. Acho que a escala é o maior de os estudos e a solução não passa tanto por perceber que políticas é que são precisas. Passa mais, muito mais, porque criar as condições políticas para que essas medidas possam ser retomadas. Estou com um próprio protocolo. Bom, Pedro, obrigado. Obrigado, viu. Este episódio tem a versão na polestia de Oliveira. Hoje se veja outros podcasts em expresso.pt e acompanhe-me em juzemariapimentel.pt ou nas redes suciais. Até ao próximo episódio.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Dificuldade de acesso a financiamento para empresas inovadoras na UE, levando à perda de escala competitiva.
  2. Custos energéticos significativamente mais altos na Europa em comparação com EUA e China, prejudicando a indústria.
  3. Fragilidades no mercado único e na governança política europeia, que impedem soluções integradas.
  4. Necessidade de criar empresas de maior escala para competir globalmente, em vez de microempresas.
  5. O relatório Draghi sintetiza diagnósticos conhecidos, mas a implementação esbarra em problemas políticos.

Summary:

A conversa aborda os principais desafios económicos da Europa, com foco em Portugal. Discute-se a dificuldade das empresas inovadoras em aceder a financiamento, especialmente de risco, o que as impede de ganhar escala e competir globalmente. É mencionado um projeto para criar uma jurisdição única que simplifique a regulamentação.

Outro ponto crítico é o custo da energia, muito superior na Europa, que tem levado à deslocalização de indústrias intensivas em energia e à perda de competitividade. A análise critica a estrutura financeira europeia, excessivamente dependente dos bancos e pouco dos mercados de capitais, e a fragmentação política que bloqueia projetos comuns, como interligações energéticas. O relatório Draghi é visto como um bom diagnóstico, mas a sua aplicação esbarra na falta de integração política e de identidade europeia.

Conclui-se que o problema central é mais político e de governança do que económico, exigindo uma mudança de mentalidade para priorizar a criação de campeões europeus de escala.

FAQs

As empresas inovadoras na UE enfrentam dificuldades em aceder a financiamento que permita ganhar escala, devido a um sistema financeiro mais baseado em bancos do que em mercados de capitais, o que limita opções como emissão de ações ou obrigações.

É um projeto da Comissão Europeia que visa criar uma jurisdição separada onde empresas possam registar-se para operar em vários países da UE, evitando a complexidade de cumprir regulamentações nacionais específicas de cada estado-membro.

Os custos de energia na Europa são significativamente mais altos do que nos EUA ou China, prejudicando a competitividade das empresas, especialmente as indústrias intensivas em energia, que enfrentam quedas na produção e deslocalização.

A Europa tende a ter mais micro e pequenas empresas, que são financiadas principalmente por bancos, em vez de mercados de capitais, limitando o crescimento e a capacidade de competir globalmente com empresas de maior dimensão.

O grande desafio é alcançar escala (Gente Scala), criando mais empresas grandes com capacidade de competir globalmente, em vez de depender excessivamente de micro e pequenas empresas com menor produtividade.

A Europa reduziu drasticamente a dependência do gás natural russo, passando de cerca de 40% para níveis muito mais baixos, através da diversificação de fontes e do armazenamento, evitando cortes no inverno de 2022-2023.

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