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Inovação segura: regras que apoiam a saúde no Brasil 🔑 #203

56m 28s

Inovação segura: regras que apoiam a saúde no Brasil 🔑 #203

O episódio do podcast Biotecne Health, da MIT Technology Review Brasil, aborda o papel da regulação e da propriedade intelectual na inovação em saúde no Brasil. O convidado, Dr. Jorge Raimundo, ex-presidente da Interfarma e figura chave na criação da Anvisa e da lei de propriedade industrial, conta a história da luta por esse marco regulatório. Nos anos 1980 e 1990, o Brasil era conhecido por copiar medicamentos inovadores, como o Antaque, lançado antes do original. Isso desestimulava investimentos estrangeiros. Dr. Jorge, então presidente da Glaxo no Brasil, liderou a fusão de grupos de empresas europeias e americanas para criar a Interfarma, focada em defender a propriedade intelectual. O trabalho incluiu educar o Congresso (apenas 8% dos deputados conheciam o tema) e apoiar a assinatura do acordo TRIPS pela OMC. Em 1996, a lei de propriedade industrial foi aprovada, permitindo que o Brasil atraísse investimentos, como a nova fábrica da Glaxo. Dr. Jorge destaca que a inovação é o principal ativo da indústria farmacêutica, superando o valor de máquinas e equipamentos, e que a segurança jurídica é essencial para o desenvolvimento de novos medicamentos e tecnologias, como terapias avançadas e genéticas.

Transcription

8253 Words, 46889 Characters

Portuguese
Este opó de caçam de biotecne health da MIT Tecnologo Review Brasil, oferecido pela Blu, plano de saúde. Olá, bem-vindos e bem-vindos ao podcast de Biotecne Health da MIT Tecnologo Review Brasil, apresentado pela Origin. Eu sou Camila Peppi, eu joutou com Laura Murta pra falar sobre inovação segura. Como é o papel regulatorio e da propriedade intelectual na inovação da saúde no Brasil. Lembrando que essa vertical de biotecne health da MIT Tecnologo Review Brasil e semanualmente você pode acompanhar os nossos conteúdos sobre biotecnologia e inovação. E ao fim do episódio você pode conferir também um momento de saúde 360, oferecido pela Blu, plano de saúde. É um espaço pra gente discutir, inovação, tecnologia, humanização do cuidado à saúde. Então você pode ver um trechinho agora dessa entrevista que você acompanha na íntegra no fim do episódio. A migração para o futuramento eletrônico para o digital é, de fato, uma migração difícil porque a gente precisa de uma estratégia e a gente precisa que esse processo esteja faltado dentro do complice. Bom, a matéria do MIT mostrou que a gente é importância do incentivo à inovação. Se a gente volta algumas décadas aqui no Brasil e olha com o pré-secenário de inovação farmaceltica dentro da nossa realidade, a gente vê um cenário muito diferente. Sem imagência reguladores estruturada ou sem um sistema sólido de proteção intelectual, o Brasil era muito mais conhecido como um país de cópias do que um país, efetivamente trazendo e desenvolvendo novas tecnologias. Esse cenário começou a mudar com a criação da interferma, da un visa, com a estruturação do ILPI e, partiporamente, com a lei de proteção industrial. Para começar com a gente sobre esse assunto, a gente convidou, Dr. Jorge Raimundo, Dr. Jorge Raimundo, que é sócio da BRZ advogados, ex-presidente da interferma em uma figura chave na criação da anviso e também da lei de propriedade industrial. Dr. Jorge é um superprasé pelo equipa, gente. Eu queria até que você, inclusive, contasse para os nossos telespectadores, o motivo desse seu botão que você já me contou e eu achei muito interessante. Meu caminhardo, muito obrigado pela suas palavras, um prazer estar aqui com vocês, um prazer estar com a Laura também. Esse botão aqui foi uma, com decoração que ele se bida a Rhein e a Disabete, um torno de 2000 e pouco, que se chama ordem do Império Britânico, OBI. Mas ele é apenas para o uso diário. Na verdade, eles te dão um acruis do Império, te dão um medalha grande de ouro e um, de pindurar para o caso especiais. Então, quando vem rechares, veio aqui no Brasil ou algum deles, eu teria que usar aquelas paramentos todos. Mas vamos com decoração por serviços que eu prestei para a indústria de uma forma geral, na formação da lei de propriedade individual, na criação de um visa de tudo que nós trabalhamos e foram reconhecimentos que eu nem sei por que o tibre, mas aconteceram. Com certeza, foram motivos muito importantes. Dr. Jorge, até para a gente começar a nossa conversa, queria que você contasse um pouco para a gente sobre a história da criação da interferma. O que que motivou a criação da interferma? Por que que ela existe hoje? É a importância dela para o nosso setor. Olha, isso tudo começou porque nós timos uma associação de classe no Brasil chamado Abifarma, que era a associação brasileira da indústria farmacêutica. Ela era composta por dez presidentes de conclinhe. Esses dez presidentes de complinhe são cinco serios de empresas nacionais, cinco serios de empresas multinacionais. Eu era um dos membros desses cinco das empresas multinacionais na ocasião. E Abifarma tinha o seu conselho que discutia preços, agência regulatória, mas era por um período falar de patente. Que não o casião, quando nós tínhamos esse conselho da interferma da Abifarma, era muito comum que as empresas nacionais lançavam os produtos inovadores antes do inventor. Tidou o caso mais emblemático que aconteceu com o milo. A gláctose tinha um produto chamado Hanitidina, que era antaque. O nome da matéria prima Hanitidina inventado pela gláctose revolucionou a gláctose e o antaque era um produto mais vendido no mundo no casião. No Brasil o antaque foi lançado depois da cópia. A cópia chamou Asílio, era de um laborator chamado Farmasa, lançou antes, registrou antes, porque não existia uma lei que protegesse a inovação. Quem chegasse na frente pediu isso registro e até porque o sistema era diferente. Então a gente precisava ter alguma coisa para criar uma mais estabilidade para os empresas. Eu decidi como não podia falar da Abifarma, nós criamos dois grupos aqui no Brasil, em um clube nacional, em São Paulo, nós queremos o Cifébio Cifábio. Cifábio era a Câmara da Indúcia Farmacia, eu te conheço como um gama americano do Brasil. E se febrou a Câmara da Indúcia Farmacia, eu te conheço o europeia do Brasil. Nós usamos em um clube nacional em São Paulo, mas separadamente, os europeus, usamos o americano, se discutia, e chegamos a concursão que o nosso tema central seria propriado da Electoral, porque a gente não podia discutir por isso, não podia falar de cartel, mas já tínhamos evidentemente todos os que hoje se falam de complais, a gente já tinha na época, mas a gente falava assim, como é que a gente vai sair desse embrole no Brasil? Que os produtos de qual a pessoa lançava antes do produtor original? Então eu tentei levar para a interferar no tema, todas as vezes, a interferar não descobre, para a Bifarma. Todas as vezes a gente já assunto com o nosso discutido, então é perdido, sempre perdido. Então nós ficamos os europeus falando no lado, os americanos e os ingleses de outro até aqui, eu propuse a fusão desse grupo, e fizemos o primeiro reunião entre os europeus e os anglamelecandas, discutimos o que seriam o objetivo nosso comum, porque como é que você põe um laborator alemão, um americano, um inglês com objetivos comuns? Então nós começamos a ver que o objetivo comum nosso era a propriedade intelectual, era defender os investimentos em pesquisa. Então eu sugeria a criação de um grupo que fundi-se, sefabe e sefabe, e eu convidei o pessoal para ir com o meu escritor e dar do Axis na ocasião, era um bairro, chama Jacaré, é de janeiro. Então foram todos os preseses e descompanhez europeia, todos os preseses e descompanhez americanos que poderiam ter ido na ocasião, e discutimos essa hipótese, fundi-se e sefabe. E aí saiu a ideia de botar um nome de empresas internacionais ou multinacionais de pesquisa. E eu resumia que o gente mais, um melhor seria ter interfama, e já existia na Suíça uma sucessão chamada interfama, que era também que agregava os estrangeiros. Todo mundo concordou e por unanimidade o ferido, o primeiro presidente é interfama. Cria a interfama no nosso retório com um único objetivo. Estudar a possibilidade de defender a propriedade intelectual, a responsabilidade de uma associação que defenderia esse inovação no Brasil. Por que? Porque a gente via que a inovação é uma máquina tão grandes de investimentos e de bem para a humanidade, porque existia muitos medicamentos, mas não te acura para a série de coisas. Nós estamos falando de muitos anos atrás. E a gente começou a trabalhar num princípio de defender uma lei de propriedade intelectual e fizemos um catálogo de coisa que a gente havia a fazer. E começamos anos reunidos. E foi muito bem. Começamos lá no meu escritório e começamos só a falar de propriedade intelectual. Então, eu participava da Bifarna, lá eu falava de preço e falava de agência em reguladoras, essa banhada, mas de propriedade intelectual nem queria saber, e não falava também. Mas, um era bem visto. Porque Jorge Raimundo está vendido, o capital estrangeiro, era uma coisa. Tem de revistas que publicou a foto pedindo para não tirar meu passar porte que eu estava vendido ao capital internacional, tinha empresário que não queria mais falar comigo. "Vou a você estar querendo instruir em dústria?" "Eu não estou querendo devendo destruir nada, estou querendo criar um ambiente inovação que seja propício o Brasil também." Mas, por que tudo isso? Porque eu estava muito mexido com o que aconteceu com o Antáquio. O produto foi cópia de um produto que era nós. E naquela ocasião, a nossa fábrica no barrio já caré, já tinha atrás da gente em uma favela. Eu tinha muita vontade de sair daquele lugar. Eu propuse a companhia que a gente saísse da favela, fosse púmoto lugar, fiz essa uma fábrica, e apresentei o projeto e o projeto foi recusado, pelo boy da Gácos. Passado uns meses, um ano, consegui incluir novamente o projeto. E o projeto foi novamente recusado de investir o Brasil. E um dia, o chama da companhia chama do Sepou de Rolab, veu o Brasil. Veu o Brasil. e viu a fábrica, viu as estalações a fábrica que são excelentes. E eu mostrei para ele que a fábrica é tão ótima, tudo muito bem, mas que eu não queria achar que a gente não devia continuar ali, porque a favela subia. Cada vez que eu aumentava o muro, as casas da favela pruneitava nosso muro e eu aumentava mais ainda. E não era muito seguro, não é o casião. E foi hoje, ó, jojo. Eu não posso fazer nada porque vocês aqui no Brasil não respeitam o patente. E quando vocês não respeitam o patente, eu não posso investir no Brasil. Aí eu fiquei muito chateado para aquela resposta dele. Passou, nós viajamos para a gente na Juntos, na Vion dele, e um dia na Argentina, nosso um com restaurante. Era eu e ele é expoza dele, o presidente da companhia da Argentina, que era um chilemos, a Vannell, Som Miranda, e nós conversamos e bebemos vinhos e foi ótima a conversa. E no final, depois dele ter combino bastante, eu também retomado vinho, eu fui a ser por. me returna o subjecto intelecto próprio do Brasil. Juntos! Eu expliquei para a gente ser por aí, já presentei duas vezes, já fiz isso a vida aqui. "Ah, Juntos, não te ourei." Eu não sou membro de claro. Eu não entendi nas poetadas, ele veio. Eu não sou membro de clube. Eu sou o membro do clube nacional, mas não sei o que ele estava falando. Foi por isso, meu. Eu não fiquei com aquilo na cabeça, que isso, eu não sei o que era a cidade, falo dos descos, eu não entendi nada. Passou-se. Aí. E o meiaço, nesses jatars com ele, ele tinha me dito o seguinte, "Eu não vou investir no Brasil, em Porto, vocês não tiveram a lei de propriedade de Elector." Porque não vale a pena. A gente não tem segura a seja o ídica de ter um invenção que não vai ser copiado. A gente não precisa ter seguridade, sem o seguraça jurídica, não é mais eu? Eu fiquei com aquilo na cabeça, o leino, mas é isso que a lei foi com o dente de retorje, porque você tem essa seguraça jurídica, enquanto tivemos um Brasil, usou um infestinho. E foi quando as coisas foram acontecendo com a criação da interferma no escritório, a formação do burú, para trabalhar a suproproperdade inteirectual, e comecei a me envolver nesse tema, e comecei a aprender coisas geniais. Eu comecei a ver, por exemplo, eu não sabia, que uma indução farmacêutica gastava mais ou menos 20% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. E que algumas gastavam 25, 28, e pequenininhas empresas gastavam 75 com goindenta, porque elas precisam inventar alguma coisa. Então, nada, a estávam parte, o grande parte do seu dinheiro, mas aí, ao mesmo tempo, comecei a ver como funcionava a indução tomomoblística, porque eu li os balanços da Glaxo, por exemplo, e o volume da Glaxo de investimentos em propriedade de território gigantesco. E os ativos asfades, casulai, equipamento, não eram tão valiores. Quando eu pegava da General Motors da Ford, os volumes de ativo que eles tinham gigantesco pesquisa muito pequena. Então, eu fiz uma análise que comecei a comparar quanto a Glaxo estava à indução de automóvel em pesquisa, quanto a Glaxo era uma indução farmacêutica e que contava a valia. Naquela ocasião, você pegava, por exemplo, "Os trazer ter o dado para hoje a Ford e a General Motors valem em torno de 1,40,5 milhão de dólares, outra vez 70 milhôs de dólares". Quando você pegava uma boratório li, ele varia 700 bilhões de dólares. Não é porque o li, um do boratório pequeno, que tem fábricas, mas não tem aquele volume de equipamentos, vale tanto, não é pelo equipamento, não é pela máquina, é pela criatividade. Aí a própria induzter de automóvel, eles queriam haver uma espuaça sobre isso. A induzter a automóvel, eles queriam viver, anos e anos fazendo automóvel convencional. Aí vem a Tesla, vem a Tesla e começa a criar. E hoje a capitalização da Tesla é uma ótica e todas elas juntas. A outra aqui está com uma capitalização gigantesca e BID. Gente, como é que pode, de repente, duas induzter nascentes? Hoje vale muito mais, muito mais do que as induzter e tradicionais, porque inventaram, porque criaram e que inovaram. E essa inovação da Dústia Farmacêutica é tão fundamental, porque a gente não sabe das duestas que ainda virão. E a gente não tem cura para as duestas de hoje. Então, sempre precisa de medicamentos nós. A gente não precisa só daqueles básicos, todo dia, você precisa de nos medicamentos. Então, o trabalho foi feito na interferma, comecei a fazer esse trabalho junto com todos os outros presidentes de companhia, com o seu europeus. O presidente Roshim me dava toda a apoio. O Gianni Enrique Coman Tegasa, que era o presidente da Merp Chapinona, também me ajudava muito. E a gente tinha um grupo de trabalho, Fernanda António Correia da Costa. Nós temos um grupo de executivos, porque sim os brasileiros, porque naquela pouca, é um pouco isso no Brasil, eu chegava a ser presidentes de empresas multionais. Nosso grupo, a gente tinha, por exemplo, 15 e que uns 3 brasileiros. Todos os outros transgiram, mas todo mundo muito dedicado. E nós fomos montando um quadro. Aí nós fizemos uma primeira pesquisa no Congresso para saber quantos congressistas brasileiros conheciam de lei de proprietário intelectual. E ficamos surplidos que é 8% só dos deputados conheciam um sobrenadelo intelectual pro Indúcio Céu Farmacéutico. E nós começamos a dar no Congresso. E para levar o Congresso um projeto que espelhasse essa importância da propriedade intelectual. Só só faz um par antes de todos os olhos. Se conta toda essa participação de presidentes das farmas, eles contribuíram também como isso funcionava nesses outros países, trouxando essa experiência dos outros países para a construção dessa. Sem dúvida. Sem dúvida. Todos eles tinham um problema parecido comigo. Eles queiram investir no Brasil e acompanhiam o Brasil. Agora não, já fizemos um investimento no passado, mas vocês não expectam de aprovar a intelectual. E todos eles simbram um objetivo. Moral da história. Que a gente conseguiu fazer um grupo bastante poezo na intefarma. E aí nós conseguimos um projeto de lei, para a lei de proprietário intelectual, e foi um projeto de lei que teve um relator que era um daqueles oito por cento que conhecia. Se uma deputada, Neiro-Ops, do Rio Grande do Norte de Natal, e um homem que for inclusive presendo para latínula, para o Parlamento latino-americano. Uma divulgada com esse dor de fim-dia, o tema que ele conhecia, e eu iniciava com informações legais, nada de qualquer agrado, só papel. E o deputado Neiro-Ops fez um projeto de lei maravilhoso. E ele começou a ver como as coisas andavam. Nesse interior, as coisas foram andando e marchando. E nós conseguimos que havia um movimento na organização mundial de comercio, a Senatura do documento, a戒a de Trips, "Traided the Late Intellectual Property System". E o Brasil foi signatário. Quando o Brasil foi signatário do "Traided the Late Intellectual Property System", ele foi poxa. Se o Brasil assinou isso, tem que brimentar. Mas ele não tem lei de propriedade industrial. Mas ele não tem lei, porque protege a indústria farmacêo, protege a indústria disso, daquilo, de maquinária. E aí nós começamos a entender como funcionava na ONMC, a situação do Trips. O Trips foi assinado. Era o color que assinou Trips, mas foi assinado pelo Itamar Franco, pelo mudança do governo, naquela ocasião. O Brasil assinou Trips. E aí o nosso projeto, um projeto de lei de propriedade industrial, andou que o Brasil teria que implementar uma lei de propriedade industrial para fazer acordo do organização mundial de comercio. E isso o que acontece? Isso foi. Eu tenho as datas todas. Nós criamos a Imperfarm 1990. 1995, o Brasil assinou a color de Trips. E em 1996 a lei de propriedade industrial foi aprovada. O projeto de putado neilópis. Eu fui chamado Fena Nei, cardozo para a Senatura, para estar presente no dia. E isso foi em 1996. Então, bem, tudo isso documentado, como é que funciona? Uma persistência de ano e já ia funcionando. Foi muito há, muitos anos. E 86, 96. E aí eu me senti capaz de chegar na gloco e apresentar novamente um projeto para uma nova fábrica. E funcionando? E o que acontece? Eu lendo. Nesse índice, a aconteceram coisas fantásticas, o mesmo, porque eu fui de muita sorte e fui promovido no neglect, o presidente era presidente do Brasil, fui promovido para a América Latina, e depois eu fui promovido para o exéptifo comitido Bói da Váxula em Latera, fui promovido para o exéptifo comidão membro do Bói. E aí eu decidi levar o projeto na aprovação e consegui incluir na pauta de uma detínia de nada o dia de uma reunião, nova a falta da indaculção. E boto aqui lá na ocasião quando eu fui levar, fui defender a tese, eu levei o meu diretor industrial, o diretor financeiro, o médico, foi mais do rágico, e expliquei para eles, olha, meu irmão, eu defendei a fábvia no Brasil e investimento do que o Brasil precisa disso. E eles ficaram antes de sala e eu e tenho na reunião, não é? Ele começou quando chegou num item. A Ita No. 7, New Site in Brasil. Eu esperei fundo meu Deus, eu trimia, que que vai sair daí? Aí eu sei a pôde, eu não quero ir. Devez nenhum anegas de hoje, nenhum anegas de hoje proposo, aproved, né? Item Number 8, eu nunca me senti. Então assim me deu um neavôzinho, eu queria sair da sala estorano, meu Deus não é exige, ninguém encontra, proprovado, projeto, porque é a leite, porque é da antiguidade, então eu tinha sido isso. Aí na hora do omuz, nós tivemos um refetório, um ensaurante do boy, eu fui e fui, eu não mostrei, eu não sei, já estava marcado com o diretor de pesquisa da companhia. Aí fui sentei com ele, o ser pode ir ao meu espaço, o cheio, o batô na minha as costa. O El Comitó de Cloud George. Cara, ele tinha uma visão que eu idiota, me devinho, não tinha, quando ele falou, você não é mesmo do club, eu pensei que estava bela, não é? Eu disse que estava à nuca, não sou mesmo, lá na gente, no dia, o El Comitó de Cloud George. Ou seja, quando você está na posição de paris, você é crivel, mas as pessoas não vão te ficar, mesmo a coisa que não me mexe no meu escritório, de advocar cê entre os sócios, gelo, alíneo e quando a gente fala as coisas, um respeito outro, e a gente acredita, não existe esse nível, a gente tem divergências quando são necessárias, mas em média, nesse nível, você precisa ter mais coerência do que ele viajesse, que se você só tiver coerência, a empresa não tem divergência, a empresa não vai pra frente, se só fica brigando, o borde não é pra isso, então, eu entendi muito bem a mensagem dele, fiquei muito feliz em 98, a gente. e não hurou a fábrica, final de 98, 99, os S/4, na inauguração, fomos um monte de políticos na época que eram pessoas que entenderam, e isso foi graças a gente poder ter feito esse trabalho todo lá atrás, de anos, pra ter uma lei de prosperidade intelectual no Brasil. - É, esse investimento, agora é terto, então eu já queria te perguntar como é que você avaria a evolução desse processo até o momento que a gente tá hoje, hoje a gente fala muito aqui de anovação, de tecnologia, né, estrapiegênica, estrapies avançadas, enfim, como é que é hoje o cenário como você enxerga essa evolução, e aí eu até fiquei pensando quando você começou a contar que esse primeiro momento tinha lá os americanos e os europeus, se fosse hoje, como seria essa organização, assim, do seu ponto de vista pensando quanto essa possibilidade, né, todo esse processo de alguma forma aumentou e possibilitou a chegada também da anovação no Brasil, que deixou de ser, né, esse mercado de copias pra permitir um ambiente e desenvolvimento. - Hoje, se você é intefarma, a trifarma continua ativa, e os presidentes são só mudam as figuras humanas, mas as empresas são as mesmas, a Glacto Schmidt Clarenta lá, a Johnson Johnson lá, a Pfizer está lá, todo mundo mesmo, e o conceito deles é o mesmo, e as estatáticas, pequenas empresas de inovação estão lá, e o que eles pensam realmente sobre inovação, a interfarma não discute, eu não vejo, e ter farbojo de discutindo coisas que não tem muito a ver com o trabalho de inovação, mas ele discute um futuro, o que as leis que precisam estar a ver, porque naquela ocasião, desculpe entrar nisso, mas naquela ocasião, as nossas leis regulatórias pra indústria não eram muito legais. Nós tínhamos a de Garminho Brasil, o serviço nacional de eficaziação de medicine e farmacia, depois ele foi trocado pro serviço nacional de vigilance, e aí nós tínhamos em 1996 a lei de fervidade intelectual aprovada, mas nós não tinham a regulação da anvisa, nós não tínhamos uma regulação da anvisa, pra que desce uma roubo steis ao sistema, foi quando, foi criada na visa, a visa foi criada em 1999, e eu vou te contar também um pouquinho da história da criação da agisa, eu já não ocasiamos, já estava trabalhando internacionalmente, mas estava sempre aqui no Brasil, trabalhando aqui também, e a gente discutia muito sobre poxa, continua, não tem uma regulação aí, você fala, se eu tínhamos que parece aquela do passado sem patê, que o cara registro que ele quer, aí no seu T, e a gente precisava ter mais ordenação do que que poderia acontecer. Eu dei uma entrevista pro Jornal do Brasil, em 1988, falando a possibilidade de a gente ter uma agência reguladora nos moldes das europeias do FDA, isso foi publicado no Jornal do Brasil, e no Jornal do Brasil, no dia, a matéria é bastante grande, eu e um senador chamado Romero Jucar falando sobre isso, e eu falando que não podia ser politizada a criação nenhuma anvisa de uma agência regulatória, o Romero Jucar foi sem política, não chegamos à lugar nenhum, e está tudo documentado, e tal. Muito bem, um dia, eu ia para Londres dentro, não é vião, no Rio de Janeiro, eu havia um par em São Paulo, em São Paulo, entrou no seu chama José Serra, a benista da economia, passou por mim, bateu o meu homem, e sentou lá atrás da capa, porque ele viu, eu vi a matéria, você saiu com o Romero falando sobre agência reguladora, né, por que é isso, como é que eu FDA, eu expliquei, que eu fidei como é que a agência reguladora, que é que a gente precisava, mas que que está errada, eu expliquei pra ele que estava na errado, não havia um mandato das pessoas, o cara entrava num dia, ou político tirava ele outro dia, tinha funcionários executivos, que tocava a agência de morar um quatro dias, outros seis meses no emprego, ninguém ficava dois anos, 20 anos, cinco anos, então não tinha uma sequência ali, e era dizer os políticos, e como chamava essa agência, né, por que? Essa é a cria da viação da sanidade, a cria da viação da sanidade, esse vés, aí, eu expliquei isso pra você, tem isso documentado, tem foi a apresentação que eu dei por ser andorro do Estado Romero para manda para mim, manda para o Brasil, não manda para minha casa, São Paulo, melhor e ter esse deles, eu chego em Londres, ele paramos em Londres, eu mando cafézinho, ele foi para Paris e eu fui trabalhar, era coisa que eu fiz, fui ligar para o Brasil e falar com uma assistente que eu tinha chamado Isdemilho, por Isdemilho eu preciso que pegue essa minha apresentação, que você que fez, você preparou todo mundo, pegue uma viação, vamos para São Paulo, na rua, tal, tal, tal, e deixa assim velópida, "Ah, meu, ", "Isdemilho, eu quero que seja fico hoje, amanhã no máximo, mas o Dr. Jorgesa, a apresentação é confinante, "Ah, nossa, "Isdemilho, eu estou te pedindo, você leva essa apresentação, mas ele foi, ", "veu, tal, eu fiquei na minha, passo um mês, eu estou no Rio de Janeiro e vejo notícias, "Novo ministro da Saúde, ministro da economia, os SR passará sendo eles dessa saúde, a partir de a tal, tal, tal, eu poderia, a ministro da economia na época, essa, virou ministro da Saúde, "Ele me chama a Brasília, logo depois, mês depois, aí a minha apresentação, a assessoria dele, "Fala, nós vamos criar mais gênsia, regulador daqueles môas, mas, ", aí ele convida o vecina, "do Tô vecina para ser a pessoa e nada melhor, né, nada melhor na ocasião, pra ir, ", "Ah, agora é isso, aqui nós precisamos, porque é um homem de cultura, de conhecimento, de peso, de estatura, ", e que sabe que isso não tem que ter política, isso tem que ser, científicamente comprovado.", eu não estou vecina, trabalhou? Foi o primeiro presidente, não visa, saiu, não visa, não visa, fui. criada em 1999. Em janeiro de 1999 foi aprovada a Irmvis. Eu fórico e em fevereiro de 1999 foi criada a redigionérico. Isso seja, foi uma coisa. Mas a outra. O que eu lembrou das datas aí para gente ficar interparma foi em. A interfarma nasceu em 1990. A IA Lei de Proteção Intellectual. Foi em 1996. O tripos foi em 1995. 1999, Anvisa e. E de janeiros no sequência, né? Na sequência. O que é o mais interessante de tudo que você está contando é como uma necessidade foi geral da outra, né? A partir do momento que você tem essa. esse escopo, né, ali da proclidade intelectual, você avança para uma necessidade da regulação. E aí o que eu queria até perguntar é como. Como é que foi esse. Não sei se é palavra com o vencimento, mas essa estruturação da Anvisa como um órgão independente. Ah, aí. Isso aconteceu porque o ministro era o S.R. Ele foi ministro da economia. Passa a semerização saúde e tinha o Vecina como Primeiro Presidente. O Vecina. Isso não foi um órgão independente? Não vou fazer nada porque isso é sim um órgão político que as pessoas vão ser indicadas. Vai continuar. E vai continuar o troca-troca. Então isso foi mais ou menos nesse passo, mas o legal da gente entender esse processo todo é que na época a indústria nacional. Olha isso, a indústria nacional foi mais. Olha, porque antes uma sábuncha remédia de antes, agora eu preciso do genélico, o Brasil precisa ter genérico e nós ficamos. O Silentes. Eu fiquei silentes porque eu fui exército, porque a gente já não é visitir no munitêrono. Você vai brigar com uma coisa que tem mesmo, né? Então, eu achava até que eu era contas, nunca fui contas, genéria. Piqui nos laboratórios começaram, mas eles tinham dificuldade porque tinha que ter equivalência, tinha que ter equivalência. O preço tinha que ser 65% do preço do produtor original, então você passou a ser um país que tinha um respeito à propriedade intelectual, ou seja, a invenção para a saúde e também dava o direito das empresas copiar nesse produto quando aquele período de 20 anos fosse inspirado. E aí, expirando aquele período, você podia ter um medicamento gerérico e podia ter também um similar. Então, você criou um modelo muito legal tanto que se no Brasil, você pode comprar um produto original que acabou a patete, é mais que eles continuam no mercado, um produto gerérico e um produto de marca similar. E isso trouxe para o mercado, um crescimento gigantesco mercado. E o que aconteceu com a indústria de gerenho? Se você olhar lá para trás, a criação da indústria de gerenho. O laboratório EMS era um laboratório pequeno. Era pequenininho, o laboratório EMS. O laboratório Billy era também pequeno, era ali no campo belo, jogaliano Billy. Hoje ele virou eu, ele virou um pouco. Mas a Eurofarm começou pequena. Foi crescendo com o Mauriz de Billy, que é o presidente da companhia de uma visão gigantesca, fez aquilo virar um negócio gigantesco que hoje faz invenção, faz inovação. E o EMS faz inovação até fora do Brasil. Tem empresas de pesquisa fora do Brasil. E EMS, que é um laboratório gigantesco. Hoje em pesquisa, desenvolvimento, tem tudo que é o que aconteceu. Porque se desnosmos no jubete de atenção para tentar, não tivessemos uma agência regulatória. No jubete de sistemas, é claro, de preço. E não funcionasse direito do sistema, não se incentivaria o empresário a investir. E o empresário, hoje ele pensa exatamente como o americano em inglês pensava naquela época atrás, eu preciso ter proteção. Então o EMS inventa um produto. Ele vai querer lançar na colombia, nos outros países, mas não é querer ter essa proteção também. Então o que é o EMS hoje? É um dos maiores laboratórios da América Latina, se não mal. Que é Eurofarm, idem? E que é Billy, por exemplo? O que é Billy não? O que é Libis? O Libis é um laboratório gigantesco, também de inovação de produtos excelentes. Então eu poderia citar todos os laboratórios nasionais. Mas eu faço uma pedido de perdônio, não citar todos os nomes, porque a pessoa de falar de cada um, mas os laboratórios nasionais hoje são a nível internacional, competem com qualquer um, fazem produtos de primeira grandeza, são gigantesco, tem uma empresa no Brasil de uma depera, por exemplo, que é um espetáculo. A Ipera tem produtos para a receituaria, tem produtos cosméticos, tem produtos genéricos, tudo que você imaginar e tem pesquisa. Se você for conhecer o centro de pesquisa da Ipera, eu fui e posso dizer para vocês os pesquisadores, eram trabalhava uma faixa. As pesquisadores da faixa estão madendo a Ipera trabalhando e trabalhando na área de produtos farmacia e investe na área. A Ipera investe muito em pesquisa em desenvolvimento, jamais isso aconteceria, se não eu não tivesse uma lei que proteger essa invenção. Porque eu inventar para ser copiado, tchau e pensa, né? Então a história me mostra que valeu aquele esforço todo que foi feito valeu. Acho que hoje eu sou compensado na minha vida quando eu orio para a trapa, poxa, que bom que isso aconteceu, né? Porque meu filho, minhas filhas, meus netos crescem num país que respeita o nosso conhecimento. Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei. Todos os brasileiros, né? Então, agora de hoje até aproveitou nessa questão da salinha do tempo. Eu queria um pouco escutar a sua visão sobre a parte de preço. Por que eu estou perguntando isso? Porque a gente falou de propriedade intelectual, a gente falou do papel da gente sem reguladora para que esses investidores ou para que essas inovações fiquem confiantes de vir para o nosso mercado, vir para o Brasil. Como você enxerga o papel também de uma regulação de preço nesse processo? Foi importante também, ajuda para que a gente tenha investimento ou inovações querendo chegar no Brasil? Eu vou saber que isso ainda é desafio. Não, o tem desafio, porque o sistema muitas vezes não funciona do jeito que todo mundo queria, mas antigamente era um melhor. Antigamente, nós temos cip com o selho interministerial de preço. O consenso de ser menino e resportava o ministério da fazenda. Já participei de reuniões com o secretário e com a indústria discutindo com ele, um empresário bateu na mesa. Se eu não tiver um aumento de preço que eu preciso, eu fecho o laboratório no Brasil, o presidente da Ciprosi. Deixa a chave comigo. Porque que fecha a fecha? Fecha mais eu sistema era muito único. Mas do cip nasceram grandes exeptivos que conhecem o controle de preço. Os caras que criaram a semédique hoje estão até foras já se retiraram, perdermado entre outros, bruno, aqueles precursores tiveram um conhecimento lá atrás de como é que funcionava o cip. E como deveria ser feito para ter um sistema de controle de preço? Fue ser razoável. Que é um controle de preço razoável? É um preço que respeita em inovação, é um preço que respeito o mercado, é um preço que é fora da realidade brasileira. Então hoje nós temos um sistema, não é perfeito. Não é um melhor do mundo, mas existe um sistema. Agora o que é ruim no Brasil é o seguinte que a gente cria um sistema e fica ingessado nele anos, a induça evoluiu, a pesquisa evoluiu, a patente evoluiu, então continua mesmo o sistema lá dentro. Então eles não conseguem mudar a resolução dois, há anos que se falam na visa na semédique, tem que ajustar, tem que atualizar a resolução dois, que resoluçou e dois dóa série de oportunidades para você discutir seu preço, você hoje, cara, não fizeram, não conseguem fazer. E a gente fica discutindo com o conselho em termina de cereal de preço, CTE, a induça tem que passar toda que em período de CTE para os técnicos, os técnicos comparam, por exemplo, sobre inovação, que me deixa um pouco triste que um Brasil, inovação incremental, que é inovação incremental, um laboratório com o FARNO e o EBS, conhece, por exemplo, um produto que a patente está acabando, produto X, eu podia fazer esse produto aqui, quando acapalhe, mas eu podia melhorar esse produto, a social no nele, isso, fazer uma forma diferente, eu posso fazer charópio para criar, você posso fazer uma forma que eu agregue um outro medicamento em cima. que não seja necessariamente eficácia, olha ou segurança, mas. Mas muitas vezes até se você colocar um outro ingrediente junto à aumenta a potência dele. E aí, quando você vai para ser médio e diz "olha, eu tenho essa inoração instrumental aqui, eu botei aqui, tantos miligrões disso, tantos miligrões disso, tenho isso aqui". Olha, a SMA vai te dar o preço a uma lá pega. O preço desse material prima, dessa, dessa, dessa, e te dá o preço da somatória, mas não te dá o preço da pesquisa, do gasto que você teve, do investimento que você fez, então isso desistimula o cara a fazer. Então, isso é um negócio que precisa ser butificado hoje na Inoração Cremental, entre outras coisas que precisa ser melhoradas. Acho que até porque ela tinha avançado, a gente vê um lápis do marco regulatório, né? E o marco de preço que não tem, agora ele estava até com essa, uma espécie de consulta pública, aberta da ficha. Mas eu acho que é muito dessa necessidade de fato de você regular meu país para você trazer premsibilidade para as empresas e não trazer um ambiente no sigo para a sociedade, no sentido de preço. Você consegue trazer, acho que ali, até uma segurança jurídica, eu acho que esse momento é importante, mas o que me chama mais a tensão é exatamente que o regulatório conseguiu fazer isso, mas a gente continua com esse gase, a gente fica bem trita a resolução, né? É a hora de ser muito importante, por isso, eu faru. Porque essa limitação impede a empresa nacional de crescer mais, ela pode crescer muito mais. E eles lutam lá anos com o tema de Inoração Cremental e esbarra sempre o técnico da Semédia que vai utilizar, não sei, dois miligranos de para-setamal, dois miligranos de assetivo, serecido e dois miligranos de teamina. Isso aqui é tanto, tanto, tanto, o outro custado original tem dez miligranos, dois miligranos é 20%, é te dar um precinho um texto do medicamento, sozinho do outro lá. E é um negócio assim que é muito difícil para o empresário entender como é que não se pode atualizar uma legisação dessa de preço no Brasil. Agora ao mesmo tempo, a gente tem terapias avançadas que eles podem estudar, podem trazer, mas a gente acredita que as coisas vão gradualmente melhorando também nessa área. Porque é um processo, o Brasil vive um processo. Sim, só estamos evoluindo. Agora, Dr. Jajá, até para a gente ir caminhando pro fim dessa nossa conversa, que está muito vica. A gente vê essa evolução como você mesmo contou de todo esse processo e como isso mudou nesse cenário do Brasil, de copas, para um país que recebe investimentos e que está recebendo cada vez mais inovações. Seja apontou aqui essa questão da pressificação, como talvez um ponto que possa ainda ir estar caminhando para uma melhora, o que mais a gente poderia melhorar? O que você enxega com um desafio que ainda pode ser uma barreira para o Brasil ser visto ainda como um país competitivo nesse cenário dessa wood. A agilidade das agências reguladoras. Tudo no Brasil é demorado. Você a empresa cria um produto a nível global e começa a preparar, ela já sabe que o Brasil é moroso, já começa logo a querer registrar um Brasil. Porque é de sabe que o Brasil é demorar. Aí bota o Brasil no Brasil, sai da Alemanha, sai da França, sades da União, Brasil continua aqui sem andar. Depois que sai vários países do mundo, a empresa já tem um registro aqui que é o de ter preço. Aí é um processo da nada, tem que ter preço internacional de referência. E muitas vezes ainda não se tem, porque o país de origem ainda não lançou o produto. Então o Brasil precisa que os orgos e reguladores sejam mais ágios que estejam abertos a todas as comunicações mundiais, por exemplo. Hoje nós temos um sistema na NURIZA que é muito legal, que é você poder usar como referência registre outros, mas eu registrei meu indicamento no Canadá. Então meu produto está o provado no Canadá, a NURIZA já pode de uma forma legal, viu o que você fez no Canadá e registrar igual que. Mas quando chega na mão do técnico, você acha que os técnicos vão querer parar, não, já foi aprovado no Canadá, mas aqui tem que ser assim, aí você vai discutir com o técnico, começa tudo através, é como se não tivesse o reliance. O reliance é você ter confiança no sistema estrangeiro, fazer o mesmo a coisa aqui e registrar igual a estar lá fora, que está na lei de o Brasil. Sim, mas tinham alguns países que foram citados como países, que planiam ser os as como de parecem, e essas estão sendo respeitados. Não, não sei os respeitados. Tem que ir embora, tem que ir embora. Agora uma última pergunta, que me surgiu, que eu não quero perder oportunidade de perguntar, ainda com esse processo de preço? Se olha também quanto qual preço desse metramento em outros países. Outros países também têm listas de referência em alguns deles usam o Brasil como referência, se acha que isso também pode ser um impeditivo para muitas vezes atrasar o lançamento de um produto aqui no Brasil, já que ele pode ter um preço menor e isso pode atrapalhar o preço dele em outros países ou você não enxerga assim. Não enxerga o seu não, não. Eu enxerga realmente um processo burocrático, murooso, imósofo. Acho que se fosse um processo burocrático, você tendo aqueles países acessados, mais fácil, tudo mais simples, mas eu acho que o processo não é ser murooso, é mais lento, mas eu acho que de uma forma geral, hoje está caminhando para melhorar. E eu digo para vocês o seguinte, uma das coisas que me chamam atenção do trabalho que eu faço hoje em dia, eu continuo trabalhando em dia, não ainda me acostumei direito com o negócio de romance, conseguindo trabalhar em dia, porque eu aprendo cada dia de hoje escritório, eu aprendo, eu vejo, e eu vejo que ali ele faz para fazer um trabalho dela, vára noite, estudos, casos das empresas, e quando eu atas aqui no machinato, que eu vou ler, o primeiro tem que ler pausolho, e eu tenho muito orgulho de ver isso porque o jovem hoje tem um conhecimento mais abusado que a gente tinha, tem muito mais habilidade, tem escrita maravilhosa, e tem mais acesso à comunicação, a tecnologia, que a gente não tinha, e na minha época de faculdade, eu me formei em 1966, quando eu me formei em 1966, eu tinha um livro de direito comercial que tinha uma página sobre a profeta de intelectual, uma página sobre a profeta de intelectual, não tinha mais nada. Hoje nós somos livros e livros brasileiros, o primeiro livro que eu comprei de intelectual, comprei na Argentina, que eles tinham muitos lá, e hoje não tinha aqui. Então eu acho que o que foi foi, o que virá será muito melhor, eu vejo meus necos, que eu conhecimento deles, a conversa, os amigos deles, jovens hoje, as crianças, meu criança de 8 anos, é agussadíssimo, inteligente, e eu vejo que isso tudo significa o seguinte, não é um jeito que a gente veio lá atrás passando esses perem, eles vão passar perem, eles também, mas são muito mais inteligentes, muito outra tecnologia, vão conhecer coisas que a gente veio com eu, faça ainda no computador com o dedio, se você vê um neurotei 4, 5 anos, eu não espetáculo, então muita coisa vai melhorar muito, porque a gente tem boas escolas do Brasil, tem muito conhecimento, tem muita agenda dedicada para ser professor, a reduzir, e é como pesquisa em desenvolvimento, desenvolvendo cada dia mais, a gente vai aprendendo, vai criando e vai ter no respeito, porque quando você traz o bem para a sociedade, precisa ter atlausos, você tem que ser feliz pelo que você fez, acho que é uma verdade, assim, tudo que o Dr. Jorge trouxe desse cedé, essa evolução, a gente vê que alguns problemas ainda são com um, é muito curioso ver como essa nova geração vai lidar com esses programas que a gente tem hoje, ainda continuo pensando com seria a organização da Europa e dos Estados Unidos no cenário atual, para a criação de uma interface, acho que a gente pode depois, depois não, fazer um novo fã de cash com a juventude que hoje a gente começa a se a imaginar como eles pensariam nessa conformação se fosse naquela época, o que é o Dr. Jorge? Eu não sei se é. de fazer. Um exemplo de hoje é diferente do exemplo de antigamente. Segamente o exemplo tinha que saber de finanças, saber de marketing, saber de pesquisa, saber de vendas, saber de tudo. Você tinha que ser multifacetado. Hoje em dia é diferente cada um dos executivos. Você precisou de um bom líder, mas você não precisa conhecer as outras áreas em entender hoje. Você tem dar lotada maravilhosa embaixo de você que sabe muito mais que você toca. Mas é um tema bom para gente discutir um podcast. Eu estou em voz de muito obrigado. Uma verdadeira aula sobre a sevulsão do sistema farmacêutico, desde a criação da interferra, da lei de propriedade intelectual, da própria envisa, dessa evolução. Falamos até de preço aqui, então deu uma super panorama e de como isso impacta, que acho que são mais importantes. Como tudo isso foi importante para que hoje a gente tem um salário como a gente tem hoje, onde o Brasil tem inúmeras novas tecnologias desenvolvidas e como você mesmo deu grandes exemplos de farmacêuticas enormes aqui no nosso país. Espanha de vez é um liço para os pacientes que é o mais importante. Muito, muito obrigado. Obrigada. Laura e Carmela, eu que agradeço a vocês porque nós estamos em uma área que o nosso foco é o paciente. Eu, nós tem parites, nós somos gente, eu fico do Êltima, eu não sei se fica do Êltima. Então o nosso foco é humanidade, a indústria farmacêutica vive para vender a saruti, a gente não vem de doença. A gente salva vidas. Então eu acho que é muito importante a gente tá nesse ritmo juntos porque o que passou, o que virar veremos. E tomar a que você achou ainda melhor. Muito obrigado. Foi um grande prazer começar com vocês. Muito obrigada. Nete brinhante, vocês são maravilhosas e eu fico muito feliz de ter tido esse privilégio de poder conversar com vocês. É passar esses minutos aí discutindo um pouco de história. Se você não me derrondar sem, eu não teria não falar via. Você me provocar e eu acabei de falar. A gente queria que todo mundo sou baixa, queria também agradecer vocês que nos acompanharem até aqui. Essa é a Vittifal de Bariotake & Health da MIT Technologo de Vivi o Brasil. Lembrando que semanualmente a gente tem um novo episódio disponível em www.emittechvivil.com.br além de números outros conteúdos também sobre biotecnologia e novação. Semana que vem tem mais e eu espero você. Até lá. Olá, esse é o momento de saúde 360. Eu já recebo o Luís Santos, que é o gerente de contas médicas da flu. A gente sabe que a digitalização dos sistemas financeiros nos trouxeram inúmeras vantagens e agilidade para a nossa vida, como poletos digitais, pagamentos eletrônicos, e não é uma coisa que a gente não tem. A gente sabe que a digitalização dos sistemas financeiros nos trouxeram inúmeras vantagens e agilidade para a nossa vida, como poletos digitais, pagamentos eletrônicos. Claro que nesse combo aí de serviços a saúde se implementar também entram nessas vantagens. Luís te pergunta em termos de faturamento 100% online. Hoje é possível operar dessa maneira as operatores de saúde. Então, Carolina, para mim é um prazer estar aqui falando sobre tecnologia e inovação aplicada ao mercado de saúde. Sobre tudo na área de faturamento que é uma das minhas paixões. Hoje é 100% possível operar com esse faturamento eletrônico. Nós já temos hoje nosso faturamento. Eu diria que talvez 99% totalmente eletrônicos. Você está falando da Blue? Isso. Mas essa é uma realidade do mercado inteiro de saúde implementar. Falando de mercado inteiro, ainda não é uma realidade. Eu tenho dentro do cenário de mercado, a gente tem um recorte de prestadores que ainda estão. Eu diria na contramão desse processo de digitalização. São prestadores que ainda são pouco resistentes. Como que é esse caminho? Essa migração é difícil, é complexa. A migração para o faturamento eletrônico para o digital é de fato uma migração difícil. Porque a gente precisa de uma estratégia. E a gente precisa que esse processo esteja apaltado dentro do complex. Por exemplo, falando da nível de Blue, quando a gente fez esse processo de migração, a gente não fez de forma sem untar. A gente dividiu esse processo em pequenos fluxos. A gente foi dando andamentos nesses fluxos fazendo algumas adequações. Em alguns momentos, a gente precisou voltar, porque existia de fato alguns prestadores resistentes. A gente fez um processo de conversão desses prestadores. A gente conseguiu com que eles vi sem essa realidade que a gente tem. Mas hoje ainda existem prestadores que não estão convergentes dentro do faturamento digital. É um desafio em termos de tecnologia primeiro. É um desafio de tecnologia e é um desafio de cultura. Que a gente precisa mudar essa mentalidade do prestador da crença limitante que ele tem daquilo que sempre foi feito. Então a gente precisa primeiro mudar essa mentalidade cultural que ele tem. E depois fazer com que ele faça esse processo de integração. O prestador precisa entender que é algo que é benéfico pra ele. Tras vantagens pra empresa? Que tipo de vantagens? Pra empresa, eu tenho uma vantagem de ser totalmente integral todos os processos no faturamento específico dentro de uma operadora de saúde. Eu tenho departamentos. Então quando eu consigo reunir esses departamentos em um único local, faturamento, por exemplo, é o último item dentro de uma linha de produção. Então quando chega no faturamento, já passou por outros setores. Então passou pelo atendimento, passou pelo credenciamento, passou pela regulação. Então quando eu consigo fazer a unificação de todos esses setores no único local, essa tecnologia é lá atrás para o setor, essa eficiência operacional. Se não contar que, ecologicamente, não está mais no papel, é fantástico, né? Exatamente. Além de uma vantagem operacional, é sobretudo a vantagem cológica. Eu me vi a gente agradecer. Obrigada, Luis. Você acompanhou o momento de 360, oferecido pela Bluplanet Saúde. A gente se vê no próximo. Até.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A criação da Interfarma (1990) foi motivada pela necessidade de proteger a propriedade intelectual no Brasil, já que cópias de medicamentos inovadores eram lançadas antes dos originais.
  2. A falta de uma lei de propriedade intelectual impedia investimentos estrangeiros no setor farmacêutico, como exemplificado pelo caso do medicamento Antaque (Glaxo) e pela resposta do CEO da empresa.
  3. A lei de propriedade industrial foi aprovada em 1996, após o Brasil assinar o acordo TRIPS (OMC), impulsionada pelo trabalho da Interfarma e do deputado Ney Lopes.
  4. A proteção à inovação permitiu que o Brasil passasse de "país de cópias" para um ambiente mais propício ao desenvolvimento de novas tecnologias e investimentos.
  5. A indústria farmacêutica investe cerca de 20% do faturamento em P&D, e a inovação é o principal ativo, como demonstrado pela valorização de empresas como Tesla e farmacêuticas.

Summary:

O episódio do podcast Biotecne Health, da MIT Technology Review Brasil, aborda o papel da regulação e da propriedade intelectual na inovação em saúde no Brasil. O convidado, Dr. Jorge Raimundo, ex-presidente da Interfarma e figura chave na criação da Anvisa e da lei de propriedade industrial, conta a história da luta por esse marco regulatório.

Nos anos 1980 e 1990, o Brasil era conhecido por copiar medicamentos inovadores, como o Antaque, lançado antes do original. Isso desestimulava investimentos estrangeiros. Dr.

Jorge, então presidente da Glaxo no Brasil, liderou a fusão de grupos de empresas europeias e americanas para criar a Interfarma, focada em defender a propriedade intelectual. O trabalho incluiu educar o Congresso (apenas 8% dos deputados conheciam o tema) e apoiar a assinatura do acordo TRIPS pela OMC. Em 1996, a lei de propriedade industrial foi aprovada, permitindo que o Brasil atraísse investimentos, como a nova fábrica da Glaxo.

Dr. Jorge destaca que a inovação é o principal ativo da indústria farmacêutica, superando o valor de máquinas e equipamentos, e que a segurança jurídica é essencial para o desenvolvimento de novos medicamentos e tecnologias, como terapias avançadas e genéticas.

FAQs

A criação da Interfarma foi motivada pela necessidade de defender a propriedade intelectual na indústria farmacêutica, já que empresas nacionais lançavam cópias de produtos inovadores antes dos inventores originais, como aconteceu com o medicamento Antaque.

Dr. Jorge Raimundo foi uma figura chave na criação da lei de propriedade industrial, atuando como presidente da Interfarma e coordenando esforços para sua aprovação em 1996, após o Brasil assinar o acordo TRIPS.

Antes da lei, o Brasil era conhecido como um país de cópias, sem proteção intelectual sólida, o que desestimulava investimentos estrangeiros e permitia que produtos inovadores fossem copiados e lançados antes dos originais.

A propriedade intelectual protege os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que podem representar até 75% do faturamento de empresas inovadoras, garantindo segurança jurídica para criar novos medicamentos.

O Brasil assinou o acordo TRIPS em 1995, comprometendo-se a implementar uma lei de propriedade industrial, o que levou à aprovação da lei em 1996 e incentivou investimentos estrangeiros no setor.

A Interfarma fez uma pesquisa que mostrou que apenas 8% dos deputados conheciam o tema, e então iniciou um trabalho de conscientização no Congresso, culminando na aprovação da lei de propriedade industrial.

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