O podcast "Inédita Pamunha" é uma reflexão filosófica sobre a vida, onde cada episódio é visto como uma experiência única e inédita, como uma "pamunha". A ideia central é que o mundo e as pessoas estão constantemente em transformação, tornando cada momento irrepetível. Com base em pensadores como Platão, Aristóteles, Rousseau e outros, o programa discute temas fundamentais como liberdade, justiça, desejo, ética e saúde mental. Participantes ouvintes levantam perguntas sobre a natureza da liberdade, o papel da humildade, a relação entre sociedade e individualidade, e o impacto da pandemia na vida humana. O programa demonstra que a filosofia pode ser uma ferramenta prática e acessível para o cotidiano, promovendo a reflexão no espaço público e na vida cotidiana. A pandemia, embora desafiadora, reforçou a importância da conexão social e emocional. A análise demonstra que a verdadeira sabedoria reside não apenas na teoria, mas na prática diária, na interação humana e no diálogo constante com o mundo. A iniciativa do podcast é um exemplo de como a filosofia pode sair da academia e se tornar uma voz presente nas decisões de todos.
Começa agora em Nédita Pamunha.
Por instantes felizes, virginais e irrepetíveis.
Este é um inédita pamunha, mas não um qualquer.
Estamos em festa, estamos celebrando nossa edição de um ano.
Exatamente um ano atrás, começávamos a falar do ineditismo da vida.
Falamos que cada segundo é incomparable, cada experiência inédita e virginal.
E é por isso que muitas vezes, na crença estúpida de que as coisas se repetem,
acabamos não dando a cada segundo seu devido valor.
A pamunha é uma maneira de falar da vida.
A experiência na degustação de uma pamunha equivale a qualquer outra experiência.
O fato é que não somos os mesmos, o mundo tão pouco, é o mesmo e a cada segundo.
Tanto nós quanto o mundo se transformam, não ficam quietos, não conseguem permanecer.
Não são iguais a si mesmos, nunca. Então é lógico, o encontro entre nós e o mundo também.
Será sempre outro, outro renovado.
Pois muito bem, isso era um ano atrás.
E agora, um ano depois, eu lhes garanto, não imaginava tanta longevidade.
É claro que para ser fiel a temática, sabemos cada experiência é única.
E o que sobra do ano passado é só mesmo a palavra.
Duas aqui, inédita e pamunha.
Mas até mesmo o seu sentido, o significado que tem na mente de cada um de vocês e na minha própria, já é outro.
Pois muito bem, nesse inédita pamunha, inédito, nesse inédita pamunha de celebração.
A gente resolveu abrir os microfones e dar a palavra a alguns dos nossos ouvintes.
Mas é claro que os demais, os demais que fazem duinédita pamunha, um dos podcasts mais ouvidos no nosso país na categoria.
Os demais, evidentemente, estarão aqui representados.
Então eu vou dialogar, eu vou ouvir e parece que cada um me proponha uma pergunta.
O primeiro dos nossos ouvintes é advogado, querido amigo ao gosto da o potso e ele, então, tem a palavra.
Meu nome é Augusto da Oposo, sou advogado e professor de fundamentos de direito público e direito administrativo da Pontificia Universidade Católica de São Paulo.
Posso dizer sem medo de errar que se operou uma verdadeira transformação na minha vida.
Sempre gostei de filosofia, mas jamais consegui alcançar, antes de ouvir o professor Cloves,
a importância nuclear que alostenta em nossas vidas.
É pura arte com substanciada em doses semanais de conhecimento formalizadas a cada episódio do inédita pamunha.
Obrigado, professor Cloves, por existir e por nos ensejar momentos tão maravilhosos.
E como não podia ser diferente, fica uma questão a ser revelada pelo nosso querido mestre.
Professor Cloves queria perguntar sobre a liberdade e democracia.
Os gregos desde há muito tempo vinculavam a ideia de liberdade e democracia dentro da chamada Polis.
Hobbes propõem que a liberdade nada mais é do que a ausência de todos os impedimentos.
Nesse sentido, professor, quais as fronteiras entre liberdade e democracia? Como conciliadas?
Querido ao gusto muito, muito obrigado pela sua pergunta, é preciso lembrar que aquilo que os gregos entendiam por democracia,
é claro que tem a ver com o que nós entendemos por democracia, mas o mesmo fato de dizer que tem a ver não significa identidade,
não significa igualdade muito, muito longe disso.
Para você ter uma ideia entre os cidadãos e é claro que os cidadãos já era pouca gente, né?
Porque excluíam-se estrangeiros, mulheres, crianças, anciãos, etc., entre os cidadãos e as cidadãos.
Para que houvesse o exercício do poder com igualdade de chances para todos, o governante era escolhido por sorteio.
Perceba que essa coisa de você escolhe numa eleição àquele que você acha melhor e mais, digamos, capacitado,
era de representar na época, era chamado de governo dos melhores ou dos mais capacitados,
portanto a aristocracia, a democracia em atenas nada tinha que ver com eleição.
E por isso sorteio era, digamos, o procedimento usado para a definição provisória do governante,
é aquele que organizaria os debates na agora. Eu acho que é isso é muito indicativo, né? Do quanto, evidentemente,
o sorteio resulta menos de uma vontade de exercício do poder e mais de uma operação da fortuna,
da sorte ou do acaso, ok? Com a palavra Mario Vitor Santos,
grande amigo, mas eterno chefe, no jornalismo da Casper Libero, a direção da casa do saber.
Olá, eu sou o Mario Vitor Santos, jornalista, diretor da casa do saber
e me orgulho muito de ser amigo do Clovis de Barcos Filho, do professor
e também de que participado do imenso sucesso desse podcast
e nele da famônia, eu tenho uma pergunta, Clovis, em que sentido se pode falar de livre arbitre?
É uma expressão que sempre me intriga, porque até que ponto nós somos livres para julgar
e para tomar decisões, que sentido se fala que nós podemos ser livres,
podemos julgar sem nossos preconceitos, sem o nosso passado, sem a nossa criação, a nossa educação
e as nossas determinações sociais, um grande abraço a você e a todos os seus ouvintes.
Querido Mario, obrigado pela pergunta, uma pergunta clássica, uma pergunta sobre determinismo e livre arbitrio.
Naturalmente que a história do pensamento se divide e tenho certeza você não espera de mim dizer que quem tem razão
e quando é na metade dos principais pensadores da história, há uma espécie de ilusão ou ignorância
ou inconsistência seria absurdo da minha parte. Eu apenas digo que para alguns tudo é inexorável
e aquilo que parece não ser inexorável é por conta da nossa ignorância das suas causas,
ao passo que para outros não, apesar de admitirem os nexos de causalidade,
também admitem, além das categorias do necessário e do impossível admitem,
logicamente, a categoria do possível e entre esses haverá idealistas que precunizam a existência de uma alma imaterial
e, portanto, imune a lógica das causalidades, mas também materialistas atomistas
pela ideia de clínamen, propõem que alguns átomos ao invés de cair rectinhos em direção ao chão caem em diagonal
e aí semi uma confusão tal abrindo brecha na matéria para o possível
e, portanto, para o contingente e, portanto, para a liberdade.
Eu fico com cantes, não sei muito bem como demonstrar, achou até que a demonstração é impossível
e vai além dos limites da razão, mas acredito muito na possibilidade da escolha,
na possibilidade de arregaçar as mangas em meio a 360 graus de possibilidades
identificar o melhor caminho e, infrante, com todos os riscos que isso representa.
Com a palavra nosso amigo Luis Sorge, representante do BNP Paribá,
essa management, portanto, nosso querido patrocinador sem a decisão do qual o inédito apamõe
não teria sido possível.
Um pouco mais de um ano atrás, o professor Cloves de Barros Filho veio com uma ideia
que nos ajudassem a passar esse período complexo de nossas vidas
e, a partir daí, passou a produzir a série inédita apamõe.
E, evidentemente, com a sua maneira simples de explicar o dia a dia e traçar um paralelo
de tudo que os grandes pensadores e filósofos pensaram em relação à sociedade
e que, ainda, é muito atual, a gente não teve dúvida de apoiar.
Então, através da BNP Paribá, essa amenas, fizemos o nosso apoio e ficamos muito felizes
desse trabalho completar um ano agora com uma audiência muito grande.
Eu queria aproveitar esse momento, então, para agradecer o professor Cloves de Barros Filho
por todos esses momentos de sabedoria que ele nos trouxe,
também, para fazer uma pergunta.
Professor, como é que você acha que a gente pode fazer com que a sociedade
se proteja mais ainda nesse momento crítico da pandemia?
Ou seja, pensar que ao se preservar e não se aglomerar,
não se juntar com outras pessoas, está fazendo um bem maior para ele
e para a sociedade comparado, evidentemente, a angústia que ela tem em casa
que é uma sensação que, a todo momento, muitas pessoas passam
e pensam que a solução para a angústia é sair
e aí vem essa dicotomia entre sair ou ficar em casa.
Um grande abraço.
Luís, você propõe uma questão
é uma questão que aponta para a complexidade dos valores da vida, da existência e da existência
com os demais tipos valores da convivência ou valores éticos. Essa complexidade sempre
condenou a ética a condição de um cobertor curto ou você tampa um lado ou você tampa
um outro lado, a ética não dá conta de proteger todos os valores e, portanto, é preciso fazer
escolhas, mesmo sabendo que a escolha preterida ela também tem argumentos, porque ela também
tem o seu valor. Sempre acreditei, Luís, que viver é muito mais do que sobreviver, que todos
os valores da vida vão além da sobrevivência, que ninguém nem mesmo asfixiado quer viver para
apenas continuar vivo. Querem viver por conta do amor, por conta do afeto, por conta das
alegrias, por conta das experiências, por conta da excelência em soma, por todos os valores
que a vida tem e que vão além de simplesmente continuar vivo. Por outro lado, continuar
vivo é condição para todos esses valores. Então é claro, na hora que você põe na balança,
a ansiedade íntima e angustiada de permanecer, aí aprisionado em quarentena, e a questão da
maneira como esse vírus se expande entre as pessoas, você é claro, tem que colocar na balança,
dois bens e dois valores dificilmente comparáveis, dificilmente pesáveis pela mesma balança,
e é isso claro que nos coloca numa imensa sinuca de bico, porque é preciso dar um encaminhamento
para o tema, e esse encaminhamento para o tema dá da dificuldade lógica da comparação
daquilo que se está pondo na balança, permite que argumentos apaixonados e muitas
vezes atravessados pelo ódio acabem sendo enunciados com muita força. Muito obrigado
pela pergunta, muito obrigado pela sua disposição em permitir que esse podcast continue existindo.
Bem, damos agora a palavra ao mais importante palestrante da história do nosso país,
intelectual, espetacular, professor de didática incomparável, autor de livros de extraordinária
relevância, e sobretudo pessoa generosa, capaz de investir na lucidez de qualquer um,
tem um repertório que tenha. Mario Sergio Cortella, muito obrigado por se juntar a esta comunidade de Pamuírus.
Muito bem que eu, Mario Sergio Cortella, adoro quando o Cloves de Barros Filho diz que ele é um explicador
e eu não perco de moda algumas explicações que o Cloves oferece, partilha, passa diante,
nas palestras, nas aulas, nas lives, no seu podcast, em tudo aquilo que marca a presença
de uma inteligência refinada e, ao mesmo tempo, muito bem explicadora. Por isso, uma questão,
inclusive pela formação que o Cloves tem também na sua trajetória.
Você acha Cloves que há a possibilidade de oferecer uma identidade.
Em algum tempo, futuro, entre direito e justiça, isto é.
Direito e justiça pode se tornar synónimos, já o foram. É provável que nós estejam sendo.
Poderão virar-se um dia. Essa explicação eu quero.
Querido Cortella, quando na República Livro 1 platão se pergunta o que é justiça,
ouve das pessoas várias respostas sempre protegido pela personagem Sócrates.
Talvez a mais famosa dessas respostas seja mesmo a de trasmaco.
A justiça é mesmo aquilo que é útil ao mais forte, cabe ao mais forte decidila,
e o mais forte decide o que é justo por intermédio de regras, por intermédio de normas,
cuja elaboração, ele controla também.
Portanto, de uma certa maneira, tanto a ideia de justiça, quanto a ideia de direito,
estariam sempre na esfera da hipocrisia social que tenta mascarar a dominação
noa e crua do mais forte sobre o mais fraco.
Bem, Cortella, sabemos bem todos aqueles que acompanham,
um pouco a história da nossa humanidade e porque não dizer a nossa vida
nesse nosso presente cotidiano que um pouco é isso mesmo.
Mas talvez não seja tudo isso mesmo.
E talvez seja possível mesmo pensar a justiça, por exemplo, como platão,
aonde cada um pode realizar a sua natureza no interior da polis,
seja você um artesão, seja você um guerreiro, seja você um filósofo,
realizando plenamente a sua natureza e com isso compondo um coletivo,
aonde cada um se encaixa em harmonia com tudo,
sendo a cidade uma espécie de laboratório, uma espécie de cosmos em pequenas proporções.
Pois pudéssemos também dar razão a Aristóteles afinal de contas,
a justiça tem um pouco de distributiva na hora em que, pelo mérito,
damos mais a quem tem mais e menos a quem tem menos,
ou então um pouco de comutativa ou corretiva na hora que danos são recompensados
assim como serviços são recompensados na justa, igualdade
e por isso de certa maneira a gente pode dizer que é possível pensar a justiça
além da força, acredito eu que os legisladores pudessem, de fato,
para além da preocupação política de permanecer legisladores
e, portanto, para além das preocupações que são as suas de profissional da política,
muito bem estudadas pela sociologia política, para além das suas estratégias,
pudessem, de certa maneira, considerar reflexões importantes sobre a justiça
que de Platão e Aristóteles até o trito contemporâneo
da teoria da justiça de John Rose, das reflexões sobre liberdade e justiça
de Amir Tazen, das reflexões sobre capacidade de Marta nos baun,
das reflexões de Michael Sandell nas suas aulas em Harvard
e tudo isso nos ajudaria demais, alguma lucidez parlamentar
e com isso a produção de leis mais próximas do que talvez entendamos
pelo que é mais justo.
Obrigado pela tua pergunta, vale um curso inteiro
e o aperitivo é sempre arriscado.
Eu dou a palavra agora minha querida amiga Erica Barboni,
comunicadora que é nossa ouvinte, um privilégio, uma alegria,
por favor, manifeste-se.
Sabe tudo que isso não é Erica Barboni?
Olá, todos e todas.
Sou Erica Barboni, vivem em São Paulo há 7 anos
só apaixonada pela ideia de tapamõinha.
Minha pergunta vem me fazendo há um ano já.
Somos mais humanos quando nos reunimos em grupo ou quando nos isolamos.
E caso escolhemos por essa segunda opção mais anti-social,
como viver claramente nesse espaço que parece uma espera entre mundo diante
e mundo de depois sem perdermos nossas referências?
Acredito, Erica, que se o homem não é como queria Aristóteles
essencialmente social e político
e, portanto, carecendo visceralmente de uma integração na polis
para realizar a sua humanidade,
se isto não é assim, isto é perto disso.
E por que?
Porque no isolamento na solidão mais radical perdemos boa parte
das nossas mais augustas competências entre elas a linguagem,
entre elas o logos,
que é ao mesmo tempo linguagem palavra e é também lógica,
é também, digamos, a educação da mente para pensar.
É na cidade que a humanidade se manifesta na sua plenitude.
Se na família conseguimos bem sobreviver,
porque a família nos dá o elementário básico,
é na cidade que subimos os mais altos degraus.
Na cidade onde está a universidade, onde estão os cinemas, os teatros,
enfim, onde está o intercâmbio possível com todo mundo.
Naturalmente que esta cidade ela entrou dentro de casa
pelos novos espaços públicos digitais,
mas de qualquer maneira, é na interação que a nossa humanidade
ganha características que eles parecem muito importantes.
Com a palavra meu amigo Miguel Maria,
meu Deus, que alegria quanta saudade,
quanta boa lembrança da cidade do Porto.
Olá a todos, o meu nome é Miguel Maria, vivo em Portugal no Porto.
É só deritou a executação em saldo Porto, para a sua bolsa.
Eu tive o privilégio de conhecer o Professor Clovis em 2018,
quando convidamos para dar uma palestra para os nossos associados,
o personal foi um sucesso, e desde aí ficou uma grandamizada
da qual muito morgulho.
Eu, como ouvinte aciso da Inédia e Tapamônia,
deixa aqui uma pergunta ao professor.
Professor, com o envio do Roblo Presíverance nos últimos tempos,
tem-se falado muito de Marte e de apresenta do homem nesse planeta.
Sim, neste contexto, como é que vê o futuro da relação do homem com o universo?
Não poderá estimular uma visão antroposcente que há muito ultrapassada?
Um grande abraço.
Miguel Maria, tua pergunta é incrivelmente pertilente.
De fato, o homem durante muito tempo imaginou-se centro do universo.
Graças ao próprio homem e a sua genialidade,
se deu conta que não era bem assim,
e que o homem, na verdade, era habitante de um planeta secundário,
planeta esse de uma estrela secundária, de um sistema planetário.
entre outros de uma constelação entre outras em suma, o homem entendeu que ele só não é mais periférico por falta de centro.
Portanto, o homem está aleatoriamente em algum lugar do infinito, indo em movimento alucinado, do nada, para lugar nenhum.
E naturalmente, antes essas novas constatações, as novas aventuras interplanetárias do homem talvez possam. Devolver a homem alguma veleidade antropocêntrica, tirando-lhe uma humildade bem-vinda e conquistada a séculos e devolvendo-lhe uma certa prepotência, uma certa pretensão divina e, enfim, esta possibilidade existe mesmo.
E é claro, ainda mais, num mundo tão dividido e tão dilacerado por opiniões tão conflitantes, algumas alinhadas com, digamos, a descoberta científicas e outras alinhadas com outras narrativas, outros discursos que a ciência já ouzou demonstrar falaciosos, falsos e equivocados, mas que são ressuscitados e resgatados à luz de outras fontes de legitimação de conhecimento.
Então, nesse mundo salpicado de representações, as mais entrecortadas, as mais hostis entre-se, tudo de fato é possível, até mesmo o retorno de um homem pretensioso da sua centralidade no cosmos.
Com a palavra meu amigo Daniel Castanho!
Oi, aqui o Daniel Castanho, presidente da ânima educação, além de ser apaixonado por educação, também só apaixonado por filosofia e o Clovis é um dos responsáveis por isso.
Clovis, ano passado, a gente fez um projeto incrível juntos, né, que continua até agora, nossos encontros em algumas quartas-feiras que a gente chamou de Wine's Day Philosófico, porque era filosofia junto com o vinho, onde você rebateu e a gente discutiu sobre diversos livros e filmes e você. De alguma maneira, trazia sempre uma reflexão que nos ajudou muito nesse momento de pandemia, ajudou muito a gente compreender um pouco e crescer e amadurecer a respeito do momento que a gente estava vivendo.
E um desses momentos, Clovis, que acho que foi, na minha opinião, um dos mais mágicos, mais incríveis, foi quando você falou sobre humildade, e foi incrível.
Então, eu pergunto pra você, Clovis, que eu acho que é algo maravilhoso pra dividir com todo mundo, o que é humildade?
Um abraço, um beijo e parabéns.
Querido, Daniel, a humildade é um termo marcado pela ética de Aristóteles.
A humildade tem a ver com o que entendemos de nós mesmos.
A humildade tem a ver com o conhecimento que temos das nossas próprias capacidades e da avaliação, a triboição de valor que fazemos as nossas capacidades.
E na ética Aristotélica, você se lembra, a virtude está mesmo no meio.
No meio entre um excesso e uma escassez.
No meio entre alguém que se toma por muito mais do que efetivamente é, e alguém que se toma por muito menos do que efetivamente é.
Portanto, naturalmente estamos aí buscando uma espécie de virtude, uma virtude que está a meio caminho entre a arrogância, a pretensão,
um discurso sobre si desmesurado, recheado de falaciosas aptidões e um outro discurso excessivamente a pequenador de si mesmo.
Então, é nesse cenário que a humildade se encontra numa reflexão sobre o comportamento virtuoso, entendendo sempre a virtude em Aristóteles como um traço de caráter.
Portanto, algo que nos ajuda de maneira habitual a pensar e a agir no mundo, um traço de caráter com deção da vida feliz.
Mas a humildade, além de ser uma virtude na ética das virtudes Aristotélicas, a humildade também é entendida como um afeto.
E um afeto não é uma virtude, a virtude é um traço de caráter, a virtude é uma referência de comportamento consolidada em hábito e que nos leva a felicidade.
Enquanto que um afeto é uma transformação de corpo e alma luz dos encontros com o mundo, e a humildade é uma forma particular de tristeza determinada por um flagrante de si mesmo.
Quando o orgulho é, você olhar para se observar uma característica em si mesmo e se alegrar sua potência sobe, seu tesão pela vida aumenta com aquilo que você acabou de fazer e observou se fazendo.
A humildade é uma espécie de tristeza, um apequenamento determinado por um flagrante em si mesmo em tristecedor.
Com o Palavra, minha amiga Fatima Gavioli, secretária é de educação do estado de goias.
Professor Cloves, aqui quem fala é a professora Fatima Gavioli, eu sou professora de carreira, já acompanho o senhor algum tempo na minha vida profissional.
E hoje eu quero agradecer ao senhor pela parceria que se hortem com a secretaria de educação de goias, que Deus lhe dervida a longa para continuar esse trabalho aí pelo país.
Professor Cloves, a minha pergunta para o senhor é, a pandemia vai deixar alguma coisa boa, vamos viver um tempo em que o homem vai se tornar mais caridoso, mais preocupado com o ser humano, mais eloso, tem alguma coisa que vai ficar de bom depois dessa pandemia ou não.
A pergunta é linda, secretária, a pandemia é o mundo, a pandemia é a realidade, a vida é vida, a vida é vida na realidade e nesse inexorable da realidade resta nos aprender a viver.
E aprender a viver é aprender a viver no mundo e o mundo com tudo o que o mundo tem, e o mundo tem isso, o mundo é sempre inédito, mas alguns inéditos parecem mais inéditos do que outros.
Esfregam na nossa cara toda a nossa fragilidade, toda a nossa incompetência, o que é de bom, em qualquer experiência, fatima, é exatamente isso.
Entendermos que sempre haverá demais da conta a aprender, sobretudo antes o mundo tão imprevisível, e tão assim, astuciosamente capaz de produzir encontros devastadores, então criativo para devastar.
Então eu acho que a história é essa, é uma espécie de respeito pelo mundo, respeito pela realidade, sem entendê-lo, nem por mais, nem por menos, mas por ser o lugar onde a vida existe, onde o lugar onde a vida inexorávelmente estará.
E se a vida tiver alguma chance de ser boa, será plena através da plena consciência das suas condições materiais.
Com a palavra mais um dos nossos patrocinadores, Jerson Mela, que é o Rédi de pessoas da estimancamico do Brasil.
Alô, alô, salda ações aos ouvintes do Inédita Pamõe, e é o meu querido amigo, professor Cloves de Bounceville.
Aqui quem fala é Jerson Mela, Rédi de recurso humanos da estimancamico do Brasil, um dos patrocinadores do podcast.
Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para deixar os meus parabéns a você, professor pelo aniversário do Inédita Pamõe, e pelo sucesso do podcast, que é o vídeo no mundo todo.
Agora, Cloves, diga aqui para mim, que a avaliação você faz de desempenho do podcast no último ano, e quais são seus planos para o futuro do Inédita Pamõe.
É isso que eu estou querendo saber, abraço meu querido.
Muito obrigado, assim como disse ao Luís, Jerson sem você o podcast não teria rodado, e a avaliação que eu faço do podcast aqui primeiro ele me alegrou a cada semana.
Segundo, ele alegrou alguns dos nossos ouvintes, que se manifestaram nesse sentido.
Terceiro, deve ter alegrado a muitos outros, porque o número de ouvintes não parou de crescer.
Quarto, a menos que sejam mais oquistas, estão pelo menos minimamente esperando que ele continue.
O plano é esse, o plano é continuar reservando quinta-feira para pensar sobre a vida a partir de referências que não estão no cotidiano do pensamento.
Dando ao espírito, igualaria a fina, que é claro, não é ministrada por mim. Eu apenas esquento no microondas. Eu apenas pego o que já chega pronto, o que já é trazido pelo motoqueiro.
A única coisa que eu faço é botar no microondas para a sua degustação, desde lados pressocráticos até os atuais contemporâneos.
É esse o meu trabalho, o trabalho de requentar, sem estragar muito. Tomar a gente continue juntos, tomar a continuâmbos contando com a tua parceria e a tua generosidade.
Valeu!
Com a palavra meu amigo profeta Hernanes, Hernanes é esse jogador da Internacional de Milão, Joventus de Turin, da Lásio, jogador que esteve lá pelo Oriente, que joga no São Paulo Futebol Club.
A professor Cloves de Barros, eu sou Hernanes, jogador do São Paulo Futebol Club, estou muito feliz de poder participar do Inédita Pamanha.
Eu pergunto a minha reflexão é como eu posso fazer para de fato cada Pamanha que eu coma, que eu vá comer daqui em diante, seja realmente inédita e não seja apenas uma reprodução de synapses que foram construídas ao longo da minha vida, a minha trajetória.
Como de fato fazer isso, é possível viver uma vida, pendo esse tipo de abordagem de Ande, das coisas de Ande, um dia a dia, e aí eu transfero para o meu campo de atuação.
É possível, após 15 anos jogando Futebol treinando todos os dias, praticamente. Eu vá treinar hoje e encontre inéditismo.
Obrigado professor, grande abraço.
Meu querido profeta, você sabe melhor do que eu.
Você pode até repetir, repetir, repetir, treinar todo dia, todo dia, todo dia e todo dia.
Hernanes, mas cada toque na bola é incomparável.
Porque se não não haveria erro, a esfericidade da bola é o infinito de possibilidades do seu encaminhamento.
E aí o cafou vem pela direita e cruza.
Ah, a se fosse matemático.
A se fosse da esfera da necessidade.
A se fosse pegar na bola desse jeito e cair na cabeça do centro avante.
Não haveria erro, mas mesmo para os pés e mãos mais treinados.
Ah, como o gol muda de tamanho, como o goleiro muda de estatura, como a bola muda de peso,
como o ar respirado muda de rarifação, cada instante é um instante.
E a repetição, o treinamento, nada mais é do que uma insana tentativa de reduzir os efeitos surprendentes.
Dos encontros sempre inéditos, com um mundo que nunca, nunca, nunca se repete.
A ponto de tirar das arquibancadas dos estádios, os torcedores do próprio time e do time adversário.
Eu agora passo a palavra "A Grande Causídica", a divulgada incrível defensora de causas mais nobres entre elas,
todas do nosso espaço ética, patrocinador maior do inéditapamoia.
Querido Cloves, ao ano, fomos surpreendidos pela pandemia da COVID-19.
Mas como além de também pelo nascimento do Paul de Castinete da Pamuinha, que vem semanalmente trazendo reflexões sobre a vida.
Para bem isso, por este primeiro ano, tem sido incrível.
A expectativa era alta e você continua nos surpreendendo a cada semana.
Bom, você sempre fala das diferentes concepções de desejo.
Desquipar os antigos, o deseja falta a carencia para a espinosa, deseja a potência, vital, a energia que nos põe de pé.
E que para o sol, o deseja a condição da felicidade, que somos felizes exatamente porque desejamos.
Você só é feliz enquanto o desejo não é satisfeito.
Que ela máxima, não exclusiva da sua voz, de que o melhor da festa é esperar por ela.
Pergunte pra você, Cloves, o que é desejo.
Poderíamos dizer que o desejo de russou é típico de pessoas otimistas ambiciosas, ou exatamente o contrário,
de pessoas eternamente insatisfeitas e que desconhece o significado de gratidão.
Nadia Bucalão, sua amiga divulgada ou vinte e leitura.
A doutora Nadia pergunta o que para mim é o desejo.
E eu entendo o desejo a moda de platão, como sendo uma mobilização para o que falta, para o que faz falta.
Um desejo erótico, erotizado, mas eu gosto mesmo de entender o desejo como força vital, o desejo como a própria potência,
como a própria energia de que dispomos no instante vivido, o desejo como sendo o recurso maior de vida.
Assim, entendo o desejo como um princípio mesmo, a partir do qual todas as competências, todas as habilidades, todas as realizações são possíveis.
No que diz respeito a Rousseau, é sempre fundamental inserir as reflexões de Rousseau numa crença, primeira e profunda,
que é a dessa particularidade do humano, um humano que é dotado de vontade, entendendo a vontade,
como sendo tudo o que na vida do homem transcende o instintivo, não é?
Então é claro, o homem tem natureza, instintiva, tem, o homem tem algumas respostas prontas e mediatas,
sem ter antistímulos do mundo, sem como um gato tem, mas é claro que a vida do homem vai muito além, mas muito além.
E é exatamente por isso que todo esse intervalo imenso-oceânico entre o instinto e a vida de um homem que chamamos de vontade.
O desejo em Rousseau, ele é justamente essa adequação profunda entre o que temos de mais instintivo em nós,
submetido aos crivos da vontade, da razão, da inteligência, onde está evidentemente a moral, a ética e todo saber prático.
Passamos agora a bola, a Adriano Rocha Lima, secretário de governo do Estado de Goés, amigo nosso desde os tempos da Web Radar,
empresa criada por ele para atender a público-carioca.
Meu nome é Adriano da Rocha Lima, sou o acido ouvinte do Inédito Papamonha,
eu atuo aqui como secretário de Estado, da Secretaria General de Governo do Estado de Goiás e minha formação na área de engenharia elétrica.
Mas depois que eu conheci as aulas pela internet do professor Cove de Barros Filho,
eu passei a estudar filosofia, me interessa por filosofia, fiz mestrado em filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e trago aqui uma questão.
Às vezes nós vemos algumas pessoas baseadas aí no entendimento, ou no senso comum dizendo o seguinte,
olha, eu vou largar tudo e sair por aí mundo a fora, vou dar a volta ao mundo, como se isso fosse a expressão da liberdade dela.
Será que é a liberdade mesmo? E aí isso novamente traz um outro tema que é discutido à séculos que é questão do Liber vitro.
Será que somos realmente responsáveis por nossos atos? Será que temos essa liberdade de podemos agir, conforme nossa razão,
sem fluência dos nossos desejos, nossas inclinações e instintos?
Adriano pergunta até que ponto o mundo polifônico em que estamos não tenta nos convencer
de que a liberdade é a plena satisfação dos nossos desejos e por que faz isso?
Por acreditar que os objetos do nosso desejo sejam o mesmo controláveis pela sociedade do consumo.
É exatamente isso meu amigo, a submissão aos desejos acaba sendo a submissão a uma lógica que nos escapa
portanto uma forma particular a mais de escravidão.
Por isso que acabamos tendo que concordar com o canto, porque no final das contas o que direi tem pouco glamour,
mas é mais perto de uma resposta coerente.
A gente só tem mesmo certeza de alguma liberdade quando faz o que não deseja, quando faz o que não quer,
porque haja regido pela razão que controla em detrimento de um desejo que não controla.
Com a palavra meu parceiro de tantas jornadas Julho César Pompeu em secretário de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo,
um filósofo de mão cheia, conhecedor de Maquiavel como poucos.
Oi, eu sou Julho Pompeu e há 20 anos que eu tenho o Clovis, um professor por tudo aquilo que ele mencionou em cima,
um colega de trabalho, por tudo aquilo que nós produzimos juntos, um amigo por todas as alegrias e tristeses que nós compartilhamos,
um irmão daquele que te acalenta saber que existe, do jeito que existe, e que está sempre ali.
Um dos episódios de Nédio Tapamônia, deixando tão difícil que foi 2020,
falava dos escravos do aplauso, de como nós, de certa maneira, nos perdemos de nós mesmos em busca da aprovação dos outros,
em busca de um like, de um joinha, nesse grande vazio das redes.
Então, fica a pergunta, onde está os nós mesmos, no que nós sentimos, no que nós pensamos,
no instante em que vivemos ou na história que nós temos. Um abraço.
Pois é, o nós mesmos talvez esteja em alguma soberaninha, em alguma resistência,
e, portanto, na certeza de que podemos agir, podemos decidir, podemos deliberar,
mesmo antecipando a vaia, mesmo antecipando a condenação, o nós mesmos talvez esteja na coragem do enfrentamento.
Os gregos já propunham exercícios, para que, emocionalmente, pudéssemos ter essa condição,
a condição de não nos curvar, sempre, antes, o olhar do outro.
Com a bola Paulo Henrique Pereira, querido amigo de estrema, querido defensor da Serra,
da Serra da Mantequeira, eita Paulo Henrique.
Para Cloves, meu nome é Paulo Henrique Pereira, sou gestor ambiental do município de estrema Minas Gerais,
coordeno o projeto conservador das águas e o conservador da Mantequeira.
Como um bom maneiro, adoro para a moinha, e acompanhei todas as edições do podcast.
Gostaria de perguntar, como os grandes pensadores trataram ao longo do tempo o tema Intuição?
Rapaz, a Intuição é a fronteira da cognição consciente com o inconsciente.
A Intuição é um limiar tenue, daquilo que é abocanhado pela nossa lucidez, digamos assim,
pela nossa consciência, e daquilo que nos escapa.
A Intuição tem um pé no mundo percebido, e um outro pé no outro mundo,
esse outro mundo que, de vez em quando, aparece para nós de maneira codificada,
de maneira alegórica, de maneira cifrada.
A Intuição não é pura consciência, a Intuição não é pura inconsciência,
a Intuição não é pura inconsciência.
A intuição é uma fronteira, a intuição é híbrida, a intuição é maravilhosa e deveríamos dar mais bola pra ela.
A palavra "monja comem", meu Deus querida, amiga monja, manifeste-se, que honra, recebe-la.
Inédita para a moinha. Parabéns, um ano de pôde-queces, e eu estou aqui todas as quintas férias apreciando o Professor Clovis de Barros Filhos.
E eu tenho uma pergunta, quando eu faço palestras, eu gosto de ver o público, porque eu preciso dessa interação. Falei com o ator esses dias.
Ele diz, "Não, quando eu estou no palco, eu não vejo o público. Lá é um grande escuro, mas eu sinto. Eu sou capaz de sentir as diferentes pessoas e eu queria perguntar o que é essa capacidade de visão, que não depende dos glóbulos oculares, a capacidade de ver a realidade, de estar presente no presente."
"Tou favor, Professor."
"Monja, isso de vez sem enxergar, eu tenho aprendido, nesses últimos cinco anos, da minha vida, e me dou conta do quanto a vida do evidente, é potencialmente empobrecedora de certos tipos de experiência.
Afinal de contas a visão, ela é tão atrativa, tão sedutora, tão preenchidora das nossas pretensões sensoriais, da nossa compreensão do mundo, que ela acaba tomando lugar das irmãs, tomando lugar do tato, do paladar, do ofato, e quem sabe até de uma presença mais completa, como você diz."
É por isso que eu não tenho dúvidas, estar sempre presente onde estamos essa presença, que pressupõe essa consciência de estar naquele mundo vivido de carne osso, essa consciência, ela vai muito além de ver o que estamos vendo.
Talvez, o mundo que vemos seja um poderoso fator de distração da nossa presença nele, mas isso é conversa para muito café, e claro, no seu caso para muito char, beijo grande, que honra.
Com a palavra meu amigo em riqueleão, meu amigo da prudência, o meu amigo que maravilha um ano como passar rápido esse tempo, uma pessoa opí para uma pessoa paladina como você é, só temos a agradecer, mas eu quero hoje aproveitar e fazer uma determinada pergunta, uma pergunta sobre um dos seus capítulos.
E eu escolhi o capítulo número 45, que é controlando a raiva, e você faz um comentário sobre um filósofo e piquiteto, e esse filósofo tem o pensamento que, o sentimento, a interpretação, o que damos significado, o que tem significado para nós, pode trazer a interpretação e nos trazer a emoção da raiva.
Dito isso, como podemos mudar a nossa maneira de pensar, como podemos mudar a nossa maneira de interpretar a vida, uma determinada coisa, mas de forma prática, clóvis, porque você há de concordar que isso é uma coisa muito difícil, o forte abraço do seu amigo, tricolor aqui do Rio de Janeiro, em riqueleão.
De vez em quando dá a impressão que Aristóteles tem razão, e isso não é pretensão minha, é que quando eu não dou razão a ele é porque eu nem consigo entendê-lo direito, não é uma questão de submeter Aristóteles ao meu crivo, é o contrário, é não ter inteligência para alcançá-lo, mas aqui não, Aristóteles, a segura que as virtudes estão no meio caminho entre dois excessos, e é claro que a raiva é um excesso, é claro que a raiva não é uma virtude porque não é uma excelência, e porque?
Porque atrapalha a vida, porque nos cega, dizem alguns, porque é claro, nos senso comum, a segura é sempre negativa, pois muito bem eu te diria em rique que talvez o descontrole pela raiva seja de fato um excesso, mas também eu te diria que perder totalmente a capacidade de indignação, diante de tanta injustiça é pecar pela falta, e por isso aqui Aristóteles, ele é muito, mais muito, muito pertinente.
A virtude está no meio do caminho entre a raiva demais e a raiva de menos, e Jesus expulsou os vendilhões do templo, deixando claro que este outro grande sábio deus para muitos de nós, também nunca viu na falta absoluta de raiva indignação, nenhuma excelência, nenhuma perfeição.
Com a palavra tania moralis, tania moralis, jornalista incrível. Olá, eu sou tania moralis, eu sou jornalista, sou apresentadora da RADICBN, e estou muito honrado em participar dessa edição especial de aniversário do podcast Inédita Pamônia, o professor Cloves consegue fazer a gente se apaixonar pelos filósofos,
ele traz as linhas de pensamento da filosofia para a vida real, para serem aplicadas no cotidiano, nas nossas questões existenciais, nos nossos dilemas do dia a dia, isso é maravilhoso e muito obrigada, professor pelo podcast que você nos entrega de bandeja todas as quintas.
E eu vou fazer uma pergunta da minha área, que é a área do jornalismo, que é de perseguir a verdade, porque a gente aprende na faculdade que a gente precisa se manter fiel aos fatos.
E agora nós vivemos no mundo em que parece que cada um tem a sua verdade, basta inventá-la. Então, professor Cloves, eu queria saber se existe a verdade, aquela verdade verdadeira, aquela que nós jornalistas perseguimos.
Verdade verdadeira. Ah, se a verdade é um ponto de vista, depende de um ponto de vista, aí cada um terá a sua, mas na hora que muitos pontos de vista se reúnem,
haverá o que há de comum entre pontos de vista, e aí você transcende a individualidade do ponto de vista dando voz aquilo que todos viram. Isso assegura uma verdade sobre o mundo observado? Não, não, não assegura.
A intersecção entre vários pontos de vista não assegura a verdade sobre o mundo observado, mas é o que temos para hoje.
É claro que haverá aquelas verdades que independem da observação empírica do mundo. Estas estão ao alcance da razão que todos nós compartilhamos, e aí evidentemente, um teorema um até máático, um cálculo algébrico, são exemplos mais confiáveis dessa verdade que você procura.
Mas como o jornalismo não cuida daquilo que independe da observação empírica, é claro que a multiplicação de fontes, a multiplicação de pontos de vista tende a aproximar a narrativa, o relato, o discurso, da realidade que tem por objeto.
Com a palavra "maite carvalho", nossa parceira do clássicos do pensamento.
Quando estudamos fazemos parte da humanidade, tornemos nos assim mais ou menos, e a minha pergunta hoje será que esse discurso de ódio, essa postura, até mesmo o cancelamento nas redes sociais, seria fruto então da falta do estudo que nos permite exercer a nossa humanidade, o que temos de mais poderoso, gostaria de saber a sua opinião.
O ódio eu acredito muito nessa semetria com o amor, ódio é uma tristeza, é uma tristeza que tem como causa algo que discernimos na nossa consciência, o ódio é uma tristeza acompanhada da ideia da sua causa, o ódio é uma tristeza que tem alguma consciência da sua raiz, tem alguma consciência do mundo que há causa, que há determina.
E é claro que uma coisa é certa, o mundo de ódio é um mundo triste, é um mundo triste que tenta diagnosticar desesperadamente as causas dessa tristeza.
Com a palavra "marsial Conte Junior", "marsial da citadel Amigo Editor", homem tená as resilientes, quanta admiração por essa tenacidade, esse deslongbramento com a vida, com a palavra o nosso editor.
Queridos amigos e amigas aqui quem você fala é "marsial Conte" e é só o editor do grupo "Cetadel Editorial", "Aluno do Professor Cloves", "Editor do Professor Cloves" e "Amigo do Professor Cloves".
Sabemos que em Roma, na época de Marco Orélio, um dos grandes imperadores humanos e um dos maiores estoicos de todos os tempos, existiu uma pandemia chamada "A Peste Antonina", ou "Peste dos Antoninos".
Essa, digamos, essa "Peste", essa pandemia durou em torno de 15 anos, na época de Roma, foi de 165 até 188, até o ano 188.
A minha pergunta é, o que Marco Orélio faria hoje com a nossa pandemia diferente do que os nossos governantes foi fazendo?
Como seria a postura de Marco Orélio, perante essa pandemia hoje, considerando ele como um dos grandes históricos de todos os tempos?
Professor, tenha minha total admiração, minha amizade, o respeito de todo o grupo "Cetadel" e mais do que nunca, o meu amor, pelo que você faz o meu orgulho, da tua pessoa.
Ah, claro, governantes e governantes pelo mundo e cada um adotou a sua estratégia.
a Teja, não é Marcial. Tenho a impressão que Marco Aurelio
usaria de toda a sua sabedoria. Tenho a impressão que Marco Aurelio
teria sobre a vida um olhar diferenciado e, portanto,
um olhar que o aproximasse, quem sabe do que foi feito na Nova Zelândia,
quem sabe daquilo que foi feito na Finlandia,
quem sabe do que propõe o ministro Esperança da Saúde na Itália,
humanidade com sabedoria. Talvez pudesse mesmo servir de inspiração
para outros governantes, menos compativos, menos solidários na tristeza
e menos generosos. Com a palavra "aída", querida amiga da editora
planeta. Oi, Clovis, conta aí no Inédita
Pamuinha pra gente. Todo mundo sabe o que fazer pra cuidar da Saúde
física, né? Mas o que que a filosofia nos ensina, nos orienta,
sobre como cuidar da saúde mental, nesse momento, estão difíceis
que a gente está vivendo, o que a gente pode fazer, qual que deve ser a nossa
atitude, frente a tudo isso, pra gente não ficar depressivo,
ansioso, tudo isso que a gente vem sentindo. Valeu, obrigada,
muito sucesso pro Inédita Pamuinha. Eu sinceramente recomendaria
já que não há assim a disposição para longas leituras,
eu recomendaria um pequeno texto da tranquilidade da alma de Céneca.
Eu acredito que esse texto possa ser muito, muito, muito adequado
para a discussão das questões ligadas à pandemia, em especial
relacionadas às turbulências da alma, relacionadas à ansiedade,
querida amiga aída, muito obrigado pela sua pergunta.
Com a palavra "Meu amigo João Manzara", para o público brasileiro,
João Manzara é o Thiago Laifer de Portugal. Fala aí, João.
"Alô, daqui fala João Manzara, a maioria das pessoas em Portugal
conhece-me mais por ser apresentador de TV e bastante menos por nos diz que correm
ser estudante de filosofia. E o professor Clóvis é um dos principais,
senão o principal culpado por esta nova proposta de sabedoria na minha vida.
Meu crido amigo Clóvis, da diversidade das propostas de obras e de autores
que expõem e que fala evidente que há algumas com as quais se identifica mais.
No entanto, já ouvi partilhar a dificuldade em trazer para a sua própria vida
muitas dessas formas de estar, reflexões, apesar de eu sentir que tem muito assovantado.
E eu penso, se nem o professor consegue, como é que eu vou fazer?
A minha pergunta é esta mesmo, que é que limitadora é este que o ser humano tem,
que faz com que seja tão difícil praticar aquilo em que pensamos ou acreditamos.
O enorme abraço, meu crido amigo. E para vais."
Querido João, eu penso que o uso que fazemos da filosofia na nossa vida pode ser muito amplo.
Averá quem estudios filósofos para conhecê-los por uma questão de erudição.
Uma questão, como se diria no senso comum, uma questão de cultura mesmo.
Cultura geral. Saber o que disse Platão, saber o que disse Aristóteles, saber alguma coisa de Kant.
E isso, claro, pode ter um uso social distintivo nobre.
Mas é possível ir além. E é possível fazer da filosofia um uso mais existencial mesmo.
E aí é claro, mais do que simplesmente saber o que disseram uns e outros,
é preciso para cada afirmação um trabalho de costura com a própria vida, os próprios dilemas,
as próprias angústias, as próprias aventuras, os próprios sonhos.
E eu devo admitir que para mim a filosofia só tem interesse nesse segundo caso.
Eu tenho vida social restrita e poucas ocasiões para Miseb.
E eu acredito que aqueles que me são mais caros, esses esperam de mim,
coisas muito diferentes do que uma simples exibição de memória, conhecimento de informações, saber quem disse o que.
Assim, os pensadores eles dialogam comigo em função do que eu sinto, do que eu penso,
do que eu espero poder usar para tomar decisões. E então alguns me interessam mais outros menos.
Portanto, eu diria que faço da filosofia um uso bem pessoal mesmo.
Mas ele não é estritamente egoísta, porque eu tendo a compartilhar essa devagação que faz essa costura entre o que dizem os pensadores e o que eu vou vivendo.
Eu tendo a compartilhar as minhas experiências, porque não dizer a luz do que esses pensadores disseram.
E aí, claro, cada vez mais a minha produção é uma produção narrativa de ocorrenças, de acontecimentos.
E aquilo que os pensadores poderiam comentar, respeito, segundo uma hipótese menina.
Então, agora, depois da felicidade é inútil, depois de Sócrates, estamos lançando moral da história,
despertar inspirado, e cada vez mais as ideias filosóficas vão batendo bola, jogando ping pong com a vida.
Com a palavra Carlos Ferrari, um homem que exerce liderança e representa um imenso contingente no Brasil de deficientes visuais.
Olá, eu sou o professor Carlos Ferrari, duvete a bem, meu irmão mais novo aqui do Inédita Pamônia.
Se você ainda não conhece, fico convite, procura no seu agregador de podcast, toda a segunda-feira eu e o professor Cloves,
te apresentamos reflexões e conhecimentos para pensar a vida com outros olhos.
Mas eu já estou aqui para cumprimentar e comemorar esse aniversário de um ano do Inédita Pamônia,
saudar os patroaccinadores, colaboradores e, claro, nós ouvintes que, semanalmente, temos o privilégio de se deparar com o Inédito que nos surpreende,
reflexões que estão ajudando muito a gente superar esse momento difícil de pandemia.
Aliás, a minha pergunta é sobre isso. Qual o método de trabalho, professor?
Como se dá a preparação para apresentar conhecimentos com tanta profundidade, reflexões tão ricas?
Uma perspectiva leve e novadora, criativa, como oferecer o Inédito sem ser algo modo rento, chato,
e toda semana com a mesma alegria, leveza, conta pra gente, fica aqui o nosso obrigado e vida longa ao Inédita Pamônia.
Super obrigado pela tua participação, é preciso realmente lembrar que, com caro os ferrar e fazemos, o podcast veja bem.
Um olhar diferente sobre o mundo, como que se dá a preparação para o Inédita Pamônia?
Ah, ele é semanal, e aí a gente vai vivendo alguma coisa, me chama atenção, e quando alguma coisa me chama atenção, eu anoto.
Aí eu faço uma espécie de pré-pauta, e aquilo que eu tive com mais vontade de comentar na hora é o que eu acabo explorando.
É muito intuitivo mesmo, e é muito feito a partir daquilo que mais vai me alegrar pensar a respeito.
E acho que já estou merecendo isso, já estou na idade disso, afinal de contas, foram três décadas na universidade,
descorrendo, pensando e pesquisando a respeito de assuntos que nem sempre eram os da minha preferência.
Então agora não pode que este como esse entre amigos, a gente fala sobre o que vai alegrar, falar a respeito.
Obrigado querido, grande abraço e até o próximo, veja bem.
Com a palavra, a minha amiga Ana Luisa, Ana Luisa Borges, outra representante do direito.
A Luisa Borges, sou advogada, mãe e leitor avórasse.
No entanto, tinha dificuldade de emprender a filosofia.
E esse temor reverencial, perdurou até conhecer o professor Klavis Baos.
Ele não só fez com que eu me aventurasse pro Platão, Aristóteles e Espinosa,
como abriu meu mundo com perguntas e respostas.
Esse despertar não só me tornou uma pessoa melhor, como me fez uma generosa com meu próximo.
E queria que você me descesse, como o mundo tão binário, eu posso ter essa felicidade.
Como buscar o bem-estar em a vida boa, dentro de tanto sofrimento e desigualdade.
Seria ético atingir a felicidade nos tempos atuais?
Ou seria egoísmo, me sentir feliz no meio do que aos que vivemos?
É possível falarmos e vida boa, diante de tantas extreções nos contatos sociais e efetivos.
Parabéns pelo podcast, sucesso, centro e grande abraço.
Nossa, muito obrigado pela tua pergunta.
Pense que devemos, no sentido, sempre autorizados a alguma felicidade.
Em especial, se tivermos da felicidade, um entendimento um pouco mais aprofundado,
se tomarmos a felicidade, por exemplo, a moda de Aristóteles como a plena realização de nós mesmos,
talvez seja justamente na tempestade, tal como Aristóteles mesmo conta a história daquele navegador
que teve que tomar uma decisão no meio da tempestade e entreficar com a tribulação, jogar a carga ou ficar com a carga,
jogar a tribulação, humorre todo mundo e perder a carga ou, enfim, em possibilidades e de uma certa maneira,
o que Aristóteles sugere por detrás de toda essa dúvida é uma certeza, certeza de que a reflexão sobre a vida
ela se dará sempre, em meio a algum tipo de tempestade.
Se formos esperar condições ideais de existência para nos autorizar alguma felicidade, evidentemente não seremos felizes nunca.
Então, nesse sentido eu acredito que inclusive, em tempos de pandemia, a nossa plena realização pode passar por estender a mão,
pode passar. por uma palavra amiga pode passar por um consolo, por uma palavra de ânimo, e isso é a lentador.
Eu tenho a impressão, inclusive, que os mais sofridos esperam de nós afetos energia a potência
para que possamos abastecer-los disso. Se nos curvarmos com eles, teremos menores condições de ajudá-los,
de tirá-los da onde estão, e por isso acredito mesmo na possibilidade da luta pela vida boa,
onde, quando e como a vida se apresentar. Com a palavra Lídia Sampaio, representante africana de Angola,
grande, grande executiva da sonangol. Olá, eu sou a Lídia López Sampaio e falo a partir de Angola.
Tivemos o enorme prazer de receber o professor Gloves para dar-nos algumas palestras na sonangol em 2020.
As palestras ficaram na memória de todos os presentes, e não tinham como não querer ouvir e aprender mais com o professor Gloves.
Professor Gloves, por que se fala na moral de uma pessoa, mas falamos sobre ética numa organização ou de um grupo de profissionais?
Obrigada. Nossa pergunta é incrível, porque de fato, se em outros tempos ética e moral foram sinónimos, hoje não são mais.
E se você observar bem, Lídia, aí na sonangol, que é um código de ética, e não de moral, portanto, uma ética da sonangol.
Averá tantas éticas quantas forem as iniciativas de organização da convivência?
Agora, a moral é sempre individual, e como ela sendo individual, começando no eu no mundo, no eu em situação,
o eu em estado deliberativo, ele recorrerá a princípios que têm pretensões de transcender essa situação vivida,
uma espécie de universalidade que se deva buscar, então, a moral acaba sendo uma só.
A moral acaba sendo uma só, justamente, porque ela não é uma preferência, ela é a busca de um critério que possa ser aplicado por qualquer um,
mas que também é aplicado por uns e por outros em situações muito concretas de vida.
Então, se falamos da ética de jornalistas, ética de advogados, ética de médicos, ética de professores,
mas, provavelmente, falamos da moral do médico XOI, flondo professor ZOW e assim por diante.
Muitas vezes a moral e a ética acabam se cruzando, muitas vezes uma é mais rigorosa do que a outra e vice-versa,
mas hoje guardamos essa diferença consolidada em muitos autores.
Com a palavra Renato Ishikawa, Renato Ishikawa é o presidente do Bunkyo.
Eu estudei na Aliança Cultural Brasil, Japão, na São Joaquim, esquina com Galvão Bueno,
mas anos a fio é uma honra pra mim, que o presidente do Bunkyo participe do Inédita Pamõe.
É uma honra pra mim, todos os brasileiros que no Japão acompanham o Inédita Pamõe,
é um dos países onde há o maior número de ouvintes, né?
É o Japão, ficou muito, muito, muito feliz.
Eu sou o Renato Ishikawa, presidente do Bunkyo, Sociedade Brasileira, Cultura japonesa e Descente Social, gostaria de felicitar.
O nosso amigo, grande admirador da cultura japonesa, por isso aproveito esta oportunidade pra agradecerem público ou vínculo,
que o senhor tem com a comunidade iniquei do Brasil, ajudando a divulgar os seus valores nipo-brasileiros.
Professor Kroves Barcos, o senhor que esteve algumas vezes no Japão, qual prato japonesa que senhor mais aprecia?
Nossa, seria uma injustiça, porque eu gosto realmente de tudo, mas um lame incrível, né?
Um lame, um suqueaque, e o Tom Katso, né?
Tom Katso, que é uma espécie milanesa de porco com molhotare, são incríveis, né?
Obrigado, querido Renato, muito obrigado a toda a comunidade iniquei, pelo prestígio, por me acompanhar, é uma alegria infinita.
Com a palavra meu amigo Maurício da BioNexo, que reúne a família pra nos acompanhar.
Kroves, que é Maurício, e eu quero que compartilhar a alegria de poder conversar com os filhos e com a família ouvindo o seu podcast.
A gente faz essa experiência a cada tempo, porque eu entendi que era uma maneira muito simples de falar de filosofias sempre os livros,
ao mesmo tempo falar com adolescentes de assuntos tão importantes, sem que seja chato, que seja divertido,
mas que seja ao mesmo tempo inédito. Eu, Miké, Oloquinha, Camila, querem me deixar um abraço carinhoso em você,
e a gente vai continuar te ouvindo a cada quinta, o sexto sábado, sem regra, mas ouvir toda semana. Um abraço.
Que honra, que honra.
Minha amiga Maria Clara, professora titular de ética da Federal do Rio de Janeiro. Especialista, assim, de altíssimo nível. Por favor, minha querida, que honra, recebe-la.
Meu nome é Maria Clara Díaz, eu sou professora titulada, ou é Ferjota, estou a mais de 25 anos na academia,
sou pesquisadora do CNPK, também em quase 25 anos. Então, é um prazer estar aqui, é um prazer poder participar desse podcast
que está fazendo um sucesso enorme, né? E a minha pergunta para o professor Cloves, ela vem justamente desse lugar, né, da academia.
Eu tenho me sentido muito insatisfeita em perceber que o espaço da academia é um espaço muito conservador, né,
em muitos sentidos, um espaço muito fechado e muito elitista. E eu queria perguntar para o Cloves justamente isso,
se ele vê alguma chance da filosofia sair para as ruas e da filosofia, ela se aproximar do lugar do qual ela nunca deveria ter saído,
que a traça é o lugar onde as decisões são pomadas, onde as questões que são relevante para a sociedade são efetivamente pensadas, né?
O próprio ambiente filosófico poder transformar a academia que é esse lugar estático e que permanece conservador e litista durante todos esses anos.
Em primeiro lugar eu concordo completamente com esse encastelamento inóco que muitas vezes a produção acadêmica como um todo
e a filosofia em particular pode consagrar, né, pode cristalizar. Mas você sabe também que algumas pessoas têm a iniciativa de tirar
os conteúdos acadêmicos em geral e os filosóficos em particular da universidade e submetê-los a prova ao debate, a conversa, ao espaço público,
enfim, a outros lugares de fala e de interlocução. Eu queria aproveitar aqui para homenagear o nosso decano Mario Cérgio Cortella,
que participou da edição, mas também leandro carnalo, ex-Philippe Pondé, própria monja, coenhe representando a filosofia oriental e tantos outros,
que em algum momento sentiram essa necessidade de sair da universidade para apresentar para o mundo suas reflexões,
suas considerações, com todos os riscos, muitas vezes de represale, de retaliação, que esse tipo de iniciativa acaba sugerindo.
Então, muito obrigado por participar, por perguntar, por nos ouvir, e muito feliz que compartilhe conosco esse gosto por devolver a filosofia ali mesmo,
ali mesmo da rua, do espaço público, das calçadas por onde Sócrates passeava, assegurando a todos a sua mais completa ignorância sobre os temas que abordaria naquela conversa.
Acho que é bem salutar essa iniciativa, muito obrigado, muito obrigado mesmo pela sua audiência.
Com a palavra meu querido amigo Samuel, amigo Samuel, presidente da Amiga Unimede BH, onde tantas e tantas e tantas vezes eu estive.
Cara amigo, Cloves de Barros, quem está falando aqui, Samuel Flann, eu estou diretor, presidente da Unimede Belo Horizonte.
Ao longo desses anos você estive conosco, colocando inúmeras questões, inclusive durante a pandemia, em que a gente discutiu sobre o novo normal, o normal, pós pandemia.
Meu questionamento agora é o seguinte, faça o isolamento que estamos vivendo, como é que será a reconstrução do ambiente social das amizades e dos relacionamentos pós pandemia?
Cara o Cloves, meu grande abraço para você e fique com saúde. Muito obrigado, senhor presidente, eu creio mesmo que o pós pandemia será, fazendo jus ao Inédio Tapamonha, será um híbrido da vida pandêmica, um resgate do que acontecia antes, a necessária a construção de uma nova realidade e, portanto, haverá nesse mundo que está por vir um pouco de tudo.
A composição desses elementos, a maior incidência da busca nostálgica pelo passado recentemente vivido, ou então, a busca por alguma realidade absolutamente nova e ainda não experimentada,
essa equação vai depender um pouco dos interesses dos poderosos, porque, no final das contas, os poderosos acabarão sabendo como fazer triunfar o modo operante que ele seja mais conveniente.
E, exatamente por isso, havendo um milhão de mundos possíveis a viver e a compartilhar, está sempre aberta a oportunidade para levantar a mão e manifestar o prósino.
para o ponto de vista. Não há porque aceitar um mundo como um espetáculo
ali da cadeira do auditório, com uma trama que se impõe a todos para em basbacamento.
Não, o mundo é uma construção, e não é uma construção de meia-duza de protagonistas,
diretores, cenógrafos. O mundo é uma ampla construção de todos aqueles que levantam a mão
para dizer em alto e bom som como é que gostaria que as coisas acontecessem.
Por isso eu, Samuel, espero que o novo mundo seja um mundo em relação ao qual
tendemos participação mais decisiva, que possamos ser menos espectadores e mais agentes,
e que possamos fazer prevalecer nossos valores, um detremento daquilo que nos causa
repugnância, nojo e descontentamento. Muito, muito, muito obrigado pela sua fantástica
pergunta.
Bem pessoal, eu fico emocionado de encerrar essa edição especial com esses que se manifestaram,
levantando em dagações, demonstrando a preço pelo podcast, aproveitar a oportunidade
para agradecer os nossos Ístima em Câmico ou do Brasil, o BNP para arribar a essa
Tomanagement e profisa a che através dos seus representantes, agradecer realmente,
genuinamente, a oportunidade que nos dão de continuar com este canal, conversando com
todas essas pessoas e permitindo, semanalmente, uma oportunidade de reflexão sobre a vida
que a retira da mesma missi das utilidades e a coloca no ineditismo do prazer inédito,
do prazer singular, do prazer irrepetível, do prazer virginão. E se é esse mesmo
o caso, estaremos aqui para começar na semana que vem, o ano 2 de inéditapamõe, porque
já que a alegria não vejo porque trocala por férias, que continuemos juntos e que o segundo
ano possa ser celebrado também, afinal de contas, sempre haverá tema, sempre haverá reflexão,
sempre haverá vontade de pensar diferente. Muito obrigado para você que gosta até quinta
que vem, valeu!
Você ouviu o inéditapamõe, por claves de barros filho, trazido até você pela revista
www.revista-inspirec.com.gr e nos siga nas redes sociais.
Podcast Summary
Key Points:
A "pamunha" é uma metáfora para a vida, representando cada experiência como única, inédita e irrepetível.
O tempo e a existência são constantemente em transformação, tornando cada momento diferente e inesquecível.
A liberdade e a democracia, historicamente entendidas, são distintas, com a democracia antigas baseada em sorteio e não em eleições.
A filosofia oferece reflexões profundas sobre temas como liberdade, justiça, desejo e saúde mental, conectando pensadores clássicos com questões contemporâneas.
O podcast "Inédita Pamunha" é um espaço de diálogo entre filosofia e vida cotidiana, promovendo a reflexão e a presença do pensamento em contextos práticos.
A humildade é vista como uma virtude ética e emocional, equilibrando entre exagero e subestimação de si mesmo.
A pandemia reforçou a importância da interação humana, destacando a necessidade de conexão emocional e social para a plenitude da vida.
A filosofia pode sair da academia e se tornar acessível ao público, fortalecendo o debate ético e social nas comunidades.
Summary:
O podcast "Inédita Pamunha" é uma reflexão filosófica sobre a vida, onde cada episódio é visto como uma experiência única e inédita, como uma "pamunha". A ideia central é que o mundo e as pessoas estão constantemente em transformação, tornando cada momento irrepetível. Com base em pensadores como Platão, Aristóteles, Rousseau e outros, o programa discute temas fundamentais como liberdade, justiça, desejo, ética e saúde mental.
Participantes ouvintes levantam perguntas sobre a natureza da liberdade, o papel da humildade, a relação entre sociedade e individualidade, e o impacto da pandemia na vida humana. O programa demonstra que a filosofia pode ser uma ferramenta prática e acessível para o cotidiano, promovendo a reflexão no espaço público e na vida cotidiana. A pandemia, embora desafiadora, reforçou a importância da conexão social e emocional.
A análise demonstra que a verdadeira sabedoria reside não apenas na teoria, mas na prática diária, na interação humana e no diálogo constante com o mundo. A iniciativa do podcast é um exemplo de como a filosofia pode sair da academia e se tornar uma voz presente nas decisões de todos.
FAQs
A inédita pamunha é uma metáfora para a vida, representando cada experiência como única e irrepetível. É importante porque nos lembra que, ao longo do tempo, cada momento é diferente e merece ser vivido com plena consciência.
A liberdade e a democracia não são sinônimos. Na antiguidade, a democracia era baseada em sorteios, não em eleições, o que evidencia que o poder era distribuído por sorte, não por escolha, mostrando uma forma diferente de liberdade coletiva.
A humildade é uma virtude que reside no meio entre a arrogância e a auto-depreciação. É uma consciência clara de nossas limitações e capacidades, além de ser um afeto que surge de um momento de autoavaliação.
A pandemia mostrou que o isolamento pode ser uma experiência humana profunda, exigindo reflexão sobre a importância da comunidade, da linguagem e da interação, elementos essenciais para a plenitude da vida humana.
O desejo é uma força vital que impulsa a vida e a realização de nossas potencialidades. A felicidade, segundo o professor, está no desejo não satisfeito, pois é através da busca que a vida se torna plena.
Não, hoje a ética é institucional e varia conforme a organização (ex: ética médica, ética jurídica), enquanto a moral é individual e se baseia em princípios universais que podem ser aplicados em diferentes situações da vida.
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