Henrique Cayatte: “Foi fascinante ver o nascimento de um jornal desde o momento zero”
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Vicente Jorge Silva convidou-o para fazer o jornal diário Público do qual foi fundador, editor gráfico, ilustrador e autor do design de toda a publicação e suplementos do jornal Público. Henrique Cayatte é um designer, ilustrador, professor universitário. Um contador de histórias, é um homem que pensa o mundo com uma caneta na mão. O seu percurso deixou marca no jornalismo, no mercado editorial, no universo expositivo.
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5915 Words, 33626 Characters
Esta é um podcast rádio comercial, uma dica e um zonal. Observar o mundo e comunicar-lo, que poder têm os jornalistas. Estes são alguns protagonistas e os seus desafios. Uma dica e um zonal, um podcast de Patrícia Reis. Meu convidado chama-se Henrique Kajate. É uma referência, uma referência do design e da ilustração. Mas é também uma pessoa incontronável na história do jornalismo em Portugal. Foi convidado pelo Vicente George Silva para fazer o jornal diário público. É fundador do Benzmo Jornales. Dozeniu outros jornais, entretanto, fez a sinalética da Áspo, fez imagens gráficas com as quais nós nos cruzamos frequentemente, fez capas de jornais, fez revistas, fez tudo, não há nada do ponto de vista do design e da comunicação que não tenha feito. Preocupa-se com a manipulação de imagem, preocupa-se com o estado do mundo, é professor, é pai e é uma das melhores pessoas que eu conheço. Olhem, Henrique, obrigada por ter acetado o nosso convidado. Olá, Patrícia, palavras simpáticas. Pai, eu vou. Pai, eu vou, é verdade. Como é que é mostrar o mundo aos netos? É fascinante, porque o Harry tem sete anos e a minha tem quatro. E nós somos, tu é esmei, todos os dias sorpreendidos e fico boca aberta. Porque com os meus netos já existe uma coisa que não existia com os meus filhos, que é o telemóvel e a possibilidade de fazer fotografias permanentemente e filmar e mostrar e tudo isso. E faz times e vídeos? E embora eles não tenham o telemóvel, além vão ter tão séries. Então, sério. São frutos de uma fantástica educação que me ofilicimam e a Joana, que é a minha delam, são muito equilibrados, muito felizes, não abrir, brinco muito, muito interessados. O Harry chega a casa na sexta-feira e diz sempre eu tenho que fazer os trocar-se de casa para a segunda-feira. Tente-se proteger-los meus notícias do mundo. Tu vivis com uma jornalista, Maria Flopteroso e a público não é minha secreta. Tu consomem-nos em um grande consumidor de informação, como é que protege ou nem por isso? Não, ainda não é o tempo. Embora não teria sido sorpreendido porque fomos, a floreou fomos buscar-los a escola e eles sentaram-se nas cadeirinhas atrás no carro, a flore arranca e o Harry vira-se para mim e diz-me, "Vou, isto 25 de abril, e eu virei o pescoço para trás e diz o 25 de abril. Tu sabes alguma coisa do 25 de abril, sei que vamos agora a uma aula, a pessoa passou uns vídeos e até acabamos todos a dizer, 25 de abril, e é. Eu lhe sabe. Eu o equivalente a 25 de abril sempre, não é? Exatamente. Foram a manifestação, adoraram, e portanto. Mas é importante esse gesto de cidadania, passar esse gesto. Completamente, completamente. Não, e a pedagogia que é a feita momento, a momento, e tu sabes isso? Sim. A propósito de uma situação qualquer, intervir aí. Tu é um exímio contador de histórias. Esproventurar a pessoa que eu conheço que milhão de histórias é verdade. Tá bem. Então, isto cada um tem aquilo que merece. Tu mereces este gesto. Tu esquece de ter uma coisa muito importante. Que é? Um 25 de abril, não esquece. Não. Então. É revista. E de facto, foi o nosso. Trabalhamos juntos de uma forma mais próxima. E depois, tu continuaste a fazê-la. Muitos nervosamente pondo o meu nome na fiché, mas já recuado. E fiz este um produto de informação que é do melhor que este peixe-tei. Eu acho que, enfim, é uma revista que também tenta relatar o mundo de alguma forma, né? Faz ser cronista daquilo que se passa. É como um escritor, como um jornalista. Como é que foi fundar o público? Tu tem histórias incríveis, eu sei. Sei que o Vicente Sorsileva já cá não está. Faça-nos muita falta. Era um assunto importante para ti. Hoje é terça-feira e na próxima sexta no clube de jornalistas. Miguel Carvalho vai respirar o prêmio de Valencia de jornalista. O Prêmio de Valencia de Vicente Sorsileva, que na sua terceira edição, que foi uma muito bonita a títulos da imprensa nacional à casa da moeda, que quis honrar o Vicente e várias entidades se juntaram. O público nasce de uma maneira muito simples. Eu o Miguel portas. E eu tenhamos feito uma revista sem fins lucrativos, chamada Contraste, que era vendido nos bars na noite de Lisboeta. E o Vicente diz o Miguel e a mim diz-nos para irmos ao aspresso falar como ele. E nós fomos. E o Vicente convidou-nos para fazer um número especial que a revista de esperança ia fazer sobre os descobrimentos portugueses, porque era os 500 anos dos descobrimentos. E estava também espalhando a fazer e que era importante os prester ali e fizemos. Deve dizer que foi uma edição recheada sobre saltos produtivos. É sempre no jornal. Pois, mas tinha um nos dado carta branca e depois afinal era bem carta branca. Fizemos. E, nisso que eu ansia disso, eu comecei a ser clobrador regular permanente dos prester. Como o Miguel também de gasto. Passaram os tempos o Vicente. Diz-me que estava a pensar a fazer um jornal de área. Achava que o ciclo de informação internacional e nacional estava a mudar. E estavamos longe da internet e dos poderes de carrasse de tudo isto. E eu chegue a análise dele a fazer sentido. Que coisa que eu também já tinha feito com outras pessoas. E começamos no meu atliêntido a preparar aquilo que queria ser o público. É nesse nome. É o boneco, né? Não, como. Não, o boneco foi como o independento. Estávamos a fazer muitos nomos exeros e tenta se decidir um chamar o boneco. Ah, é divertido. Ah, sim, sim. E que todas as pessoas com apellidos estrangeiros eram editores de qualquer coisa. Bom, aqui eu fui divertido. Aliás, deve dizer que no público houve uma de os pessoas que ficaram que tinha esfradas com aquilo. Eu não fico a nada, achei que o exercício de humor muito interessante. Lá avançámos, fomos copiados, ainda não estávamos a sair para a rua. Copiados em que medida. - Copiados graficamente. - Graficamente. E depois eu de repente percebo que tenho a minha frente, já que tinha essa experiência profissionalmente. Mas ali foi muito marcante. Percebi que houve uma série de coisas que se estavam conjugar para que o público peça ser um coisa diferente. Na altura, houve uma tentativa de um outro grupo, fazer um nó chamado europeu e que durou muito pouco tempo. E nós continuamos a avançar, avançar. Dá-se o encontro fundamental entre o Vicente e o Elmiro, Donde da Sonei. E nós temos uma conversa de pactos de cavalheiros. Não sabe onde é muito bonito. Atarde a linda na sede de uma empresa da Sonei. E nós brindamos com o próprio Engine Balmiro da Zvidi, mas as pessoas do seu iner-circle. E nós éramos novos fundadores. E fizemos ali um pacto de fazer um jornal diário com um conjunto de características. E fomos fomos para o meu hotel e faz ele. Pouco tempo depois tivemos que alargar e não usar o atlié exclusivamente. E ele não tinha equipa no meu atlié, mas tinha uns passos. A medicina no jornal é uma tarefa e tanto. É uma tarefa e tanto, sobretudo, assistido por computador. Essa que nunca tinha assistido em Portugal é não ser uma experiência e fémara no expresso. Depois eles recuaram. E começamos a fazer o jornal. No meu atlié ficou a parte do arquivo, porque o jornal não tinha arquivo. Pt. teve que comprar na memória a outros jornais, nas cenários estrangeiros. Havia umas máquinas da aquifa, que permitiam fazer a leitura dos microfilmos. E fomos para fomos esperar de mel em frente ao vilarei numa sobreloja. E aí, se interviewa aqui para toda, até irmos para quinto do Lambert, que foi a sede oficial do jornal de muitos anos. E fui uma experiência fantástica, porque eu conheci uma série de pessoas que eu estava longe. De poder conhecer, isto no bom e no mal sentido. Porque no mal sentido, conheci gente fantástica. Que este guardo de uma coração, álbums já partiram. Guardo de uma coração, vivi momentos profissionais e pessoas com elas muito bons. E também me permitiu ver algumas pessoas sem caráter e com um caráter pior que minha coluna, antes de ter sido a parado a cinco anos. Bom, e portanto. Foi uma experiência feliz, dirias que foi uma experiência feliz, mas na minha opinião irrepetível. Hoje era impossível. Bom, hoje vivemos aqui uma grande crise dos jornais em papel. É verdade. Mas o público pretende ser uma vaga que é uma vaga saudável em Portugal, que é psique, que arranca. É a TSF, é o público. E, portanto, isso foi uma coisa muito agradável, sentir que havia pessoas até das gerações diferentes. Que estavam envolvidos nesses três projetos de comunicação, que eram projetos independentes e de qualidade. Eu saio do Jornal, o Jornal saparou a no dia 5 de março de 1990. E eu saio do dia a dia do Jornal, o último dia desse ano. E passava lá todos os dias, e apoiava, e foi esta primeira página, e conversa com o Vicente, e com os outros. Membro da direção editorial, e os outros jornalistas, e editoros, e tudo isso. Para constituir uma equipa na área de design bastante grande, no porto e uns bovis que haviam duas gerações. E foi fascinante ver o lançamento nos jornal desde o momento de ser. Desde que sofre tua era que se escolhe, que computada era que se escolhe, as instalações, as pessoas. E isso foi uma experiência única, né? Única, e por isso que eu digo que é irreptiva. Mas, tudo desenhaste todos os jornalistas. É verdade. Nunca foi a mesma coisa, esta é uma experiência irreptiva. Nunca mais foi a mesma coisa, e, portanto. Não acho que vá cometer aqui uma grande inconfidência, mas vou contar esta história. Nos anos 90, 1990, depois da expo. Expo no fim dos anos 90. Sim, em 1998, mas já depois do início da expo. Eu digo que sempre depois da expo, para mim é quando começamos a trabalhar na expo, e não em 1998. Nós começamos muito antes a trabalhar na expo. Mas vamos dizer, então, no âmbito da expo, eu estou começando a falar-me, e a desenhar na minha direção em folhas de papel nos restaurantes, aquela que seria a grande exposição na minha opinião sobre o 25 de abril. Tu sabias que o horizonte dos 25 anos do 25 de abril está bom, e querias fazer uma grande homenagem e contar também o século. E perceber, para dar quanto a estas pessoas, para as pessoas perceberem de onde que tenhamos vindo. E por que que a revolução foi tão importante, e por que que era importante ainda falarmos de alguns temas? E fosse construindo, em vários desenhos, alguns desses desenhos eu ainda tenho, esta exposição já pensando na corduaria que tem. Eu estou tenho a certeza absoluta do que vou dizer, 345 metros de comprido, porém, assim, mais de largura. E foi um dos projetos mais alucinantes da minha vida, e foi incrível viver a acontecer aquela exposição, passaram-se 25 anos. Nós não fizemos os 50 anos do 25 de abril, nós fizemos nenhuma exposição semente. Na minha opinião, aquela exposição deveria ter ficado como museu. Sempre foi essa minha esperança de repetir, mas eu também sou metingê-no a estas coisas. Como é que tu olhas para a forma como vivemos os 25 anos e como agora estamos a viver os 50 anos? Estás me lidar várias novidades, que eu não abessa de ter alguns dos desenhos da exposição? Eu não ia ser certamente os 345 metros da corduaria. Não, a corduaria, em portas, dizia que as pessoas não sabem, a corduaria é um difícil, bolíssimo. Em Lisboa? Em Lisboa. Construí-te sobre a eje do marqueste pombal, porque eu precisava de ter um sítio onde fases e fabricados os cabos, as cordas, tudo isso para a nossa marinha. E ainda hoje é da marinha? Há um torrião que é da câmera municipal. O outro não se pode usar, porque está contaminado por tinta que deixaram lá antes da exposição. Primeiro foi necessário falar com a marinha para tirar toda a trália que estava na corduaria até o que é dado. Olha essa, aquilo era um perigo. Qualquer momento para ver o incêndio. Fizemos a exposição de origem a um slogan, que era 25 anos, do 25 de abril nunca mais, porque que foi um esforcinário. Fizemos isto. Os doutores Jorge Sampaia era representar a República? Absolutamente. É preciso dizer isto também, não é? Ele foi um grande apoio antes da exposição, e chorou várias vezes não tem ideia na agressão. É verdade. Isso eu tenho um pequeno documento em vídeo, porque uma fim de cima, um que hoje é realizador de cinema e de televisão, levava uma câmera e filmou. E, portanto, percebes. É a conversão. É a conversão dele. Tudo porque nos émos não há altura dos olhos das pessoas, mas o mercado mais alto, uma carta que eu tinha recebido de Coimbra, de reunião inter-associação de Coimbra, em que o seu amigo, penso que era o Cidade dos Números da Insertesa, ele escreve uma carta a dizer, agora que é o rei da ria, abre parentes, o presidente da República se preferir. Estamos nos anos 60. É lindo. É lindo, ele é incomverso. Bom, há uma pequena incorressão no que tu disseste, porque está-se a trabalhar nos 50 anos, 25 de abrigão. Não, desdueis, não. Juntos não. Estou só eventos juntos. Juntos. Foi uma tarefa ensana. Juntos não. Por enquanto, vamos ver. Bom, vamos ver, ok. Então o que que tu estás a fazer para os 50 anos, 25 de abrigão? O 50 anos, 25 de abrigão, são comorados até. E, 26 de abrigão. E, 26 de abrigão. Posso ver. E já se fez muita coisa. Primeira coisa foi o acordo com o governo para que o misterio da administração interna. 6 dos passos que ocupava no torre de passo. Que é um espaço muito nervoso. Não sei se maior que a curdoria, mas é, com qualquer forma, colocado de uma estrutura completamente diferente. E, está-se a trabalhar num centro interpretativo. Ou, contrário, a disposição da curdoria. Que é para ficar. Que é para ficar. E, isto tem uma cabeça da associação 25 de abrigão. Que tem sido inestível. Deve dizer. Tivharam a gentiliza de me convidar para algumas grunhões em Blan. Com todas as pessoas que tinham que participar nisso, presentar a pública, o primeiro ministro. Nesta cultura, os presidentes estribunais, etc. E tem sido um processo exemplar. Foi tudo fruto de um protocolo público. Que foi assinado. E a ideia de se fazer isto está sedimentada. Falta agora. Boro crescia desde circulação das coisas entre os ministérios e não sei quantos. E o pêncio que convence a administração interna não saiu. Se bem-to-conheço, um centro interpretativo sobre o 25 de abrigão é, mais uma vez, a sublinhar a importância do legado, da memória, de deixar um registro, de contar histórias, de passar para o outro, para outra geração, para os mais novos, e para alguns mais velhos, obviamente, que desconhecem a história. Porque para ti, esta memória é uma coisa muito importante. Muito. Muito. Nós aqui temos um desafio, um bocadinho diferente à curdoria, que é sendo o top e com o mesmo. Nós queremos que pensar em a bestrato que o visitante, que entra no centro interpretativo, é como se ela não soubesse nada. Nada do 25 de abrigão. E, portanto, estabrando todos os leques geracional. Curiosamente, passaram o 25 anos sobre outra expressão, e este 25 anos ajudaram a matizar muitas das raivas, angústias, e choques, e tudo, que o 25 de abrigão ainda provocava, ainda provoca. Mas menos. E, portanto, faz na televisão ou se narrado lá nos jornais, pessoas das mais diversas provenências ideológicas e das mais diversas idades, falarem em uma crescia e o regime democrático e tudo isso, e omitem que tudo isto se deu a 25 de abrigão. Revolução única no mundo abriu a porta muitas independências e muitos regímes diferentes, e os militares foram verdadeiramente excepcionales, movimentos forças armadas e os militares que fizeram a 25 de abrigão. Estamos exatamente num estúdio onde o Joaquim Furtado imite o primeiro comunicar. Este estúdio. Devia ter ali uma plaquinha. Mas é que devia mesmo. Depois devia. Vamos esperar que o desenho de a plaquinha. O que acontece? Acontece que há muitos portagneses que já partiram. Estamos agora no DiAlbarr de um período que é muito prigoso, da solução de xenofobia, racismo, tudo isso. E como espaço público? Quais que deixou de ser mediado por órgãos de comunicação? Este passou a ser acesse direto. Eu pego no tel a móvel. As redes sociais permitem isso, né? Completamente. Entre uma rede social, digo que não é para o Tolkien. E imponimento. Imponimento. Ninguém é ajudado por isso. Se chamam seus nomes todos, a quem quer que seja. E distorce aquilo que se passa, eu tenho assistido a coisas verdoramente extraordinárias. Onde é que tu vejo o papel do jornalista hoje considerando este cenário? O papel do jornalista hoje é de uma enorme dificuldade. E com muito mais responsabilidade que era 25 anos ou que era 50. O momento em que eu assistia que, bom, os jornalistas e os órgãos de comunicação são da uma forma filtros no bom sentido. Não é no sentido sensório. Filtros, não sentirem que. São descudificadores. São descudificadores, ajudam contextualizar. A ajudam a entender os sinais. Exatamente. Hoje, os jornalistas venham a sua margem de situação muito produzida por causa disso. Porque, de facto, nós andamos. Eu não, porque não pretende ser nenhuma rede social. Chegando uma que me envia imagens do antigamente e imagens da atualidade. É uma rede muito interessante. Eu não interveni só recebo. Mas o que é facto é que as pessoas acham que são impunos. E não sei. Eu fiquei a educação que tiveram. Admiti que sim. Portanto, eu nunca mais me esquecer de uma situação que vivi desde que ainda envolvido nesta disposição e isto tudo. Que começou tudo com a exposição do Cassiano Branco, não é? Em 1991. Para tentar salvar o edificio. Para tentar salvar o edificio, é que não se conseguiu. E desde essa altura, desde 1991 até 2004, já passei por muitos museus e metedas exposições. Ví coisas que me emocionaram mesmo. E ví coisas que me revoltaram mesmo. Eu nunca mais me esquecer de estar num museu do alocaust. Eu acho que entendo com a minha filha, Iris. E dizer, Iris, agora é uma situação muito complicada. Porque este museu fala do momento muito, muito difícil da história da humanidade. E ela aguentou muito bem. Ela já tinha bagagem para perceber muito de aquilo que estava lá. Mas vi jovens iinhas e jovens iinhas americanos. Hoje guinhos quanto ela é móvel, e tudo a rir, e os encontrões. E tudo dentro de um museu do alocaust. A banalizar no fundo. A banalizar não está qualquer importância. Estava em frente atestumunhos desse período que foi o alocaust. E que foi tudo isso, achou aí tudo. E não tinha qualquer respeito por que eu estava exposto. Tanto o texto como imagem como objetos, porque semos eu tenho muitos objetos. E isso marcou. Porque ele levou uma ler uma série de coisas da volta disso. Sobre o problema da atenção e do déficit atenção. O capacidade de concentração. Completamente. E é por isso que as pessoas se afastam da letra impressa estática. Nas páginas horríveis, eu desenhei centenas de capas de livros e livros. E, portanto, é um objeto que, por mim, é muito agradável. Eu percebo que está também numa rampa de cheiro de forma inoludível, quer dizer. E, portanto, esta coisa da memória e da concentração e da atenção. Depois, quando o co-desinhei, não desenhei sozinho. Quando o co-desinhei o museu dos Paulo João em Fica, que fica ali op. O lado está da luz, um museu cogem da meão, que desenhei com dois amigas e colegas argentinos. Que tinha uma grande experiência de museus deportivos e eu não tinha nenhuma. Tenho de museus, mas não de museus deportivos. Fizemos uma equipe a fantástica, onde eles, inclusive, já amam eu. Subitamente, bom. E quando nós fomos desenhar esse museu, eramos homens, os três da mesma geração, mais ou menos, emborando os pontos diferentes do mundo. E tivemos mais ou menos as bem mais referências. Mesmo a coisa que nós não assistimos, é que sou mundial nos Estados Unidos, e eu sei que tu tivesse esta estovadaria de trabalhar sobre as soluções mundiales, na altura da éxpa, tiveram soluções de discurso, arquitetónicas, de design, etc. Que nos estilham marcado, plavou e plama. E falamos muito sobre isso, foi uma coisa do ponto de vista intelectual e profissional muito estimulante, muito interessante. Fazemos muito a aprender. E, portanto, isso continua uma cativar. Deve-te dizer que o ponto de vista profissional, as coisas estão de tal forma brutalizadas, que eu não quero ser o verde contra a corrente. Vou fazer 67 anos este verão. E, portanto, não quero estar a dizer a isto. O progresso não sei que, mas há dados que são confiáveis, que são estudados por acadêmicos, no mundo interi, e por profissionais, precisamente sobre esta questão da atenção, sobre o não-se comprar jornais, o consumo da informação manipulada, a informação manipulada, e, ouvinte, falar uma vida inteira sobre uma das grandes preocupações que tu sempre tivesse, foi a manipulação das imagens neste momento, nós manipulamos tudo. Tudo é possível ser manipulado. E vou te contar um pouquinho de segredo. Eu estava a preparar o caldo leirão da informação para poder fazer uma tese de doutoramento sobre este tema. Como sempre dia já é muito, em que a deceitão entrava, e visitar, entravendo liberarias, exposições, e tive-se só que encontraram um conjunto de coisas muito interessantes, e constituí-me a biblioteca forte sobre este tema. Estava a preparar, para em cima da mesa silêncio, música, eu sozinho, começar a pôr uma folha de papel, o que é que era importante refletir nessa tese? Estamos nós nisto, mais dias, menos dias, mais menos, menos menos, quando uma percebo de que isto tem manipulação na informação já era. Quem inteligente é artificial já toma conta? Tudo. Ou algo rito numa conta? E eu te assisti de fazer a tese, quando final, nem escrevi uma palavra. Mas porquê? Porque o tema que eu ia fazer já estava outra passagem, porque aquilo que eu apostava era que os jornalistas, o público em geral, o leitor, o ouvinte, o espectador, os designers, enfim, todas as pessoas que colabaram na produção de um órgão na informação, já estavam a ficar patrás, e aquilo que eu tinha como princípio na minha tese era alertas. Era dizer a tensão, porque isto pode acontecer, e já aconteceu aqui, já aconteceu lá desde o antiguígito que deu. Teras mil anos antes de Cristo. Até aquilo que se manipulou ontem, só que o próprio software de manipulação, de imagem, e outros dispositivos que surgiram estão hoje completamente ultrapassados, a própria inteligência artificial, que até é mais recente relativamente a esse momento em que o meu percebido não fazia sentido fazer a tese, coloco desafios nas hoje nem sequer se estamos em condições de captar, nunca com o enchimento dos software para computadores, não estou a falar dos computadores, estou a falar dos software's vários, se disse coisas conferidas semana passada aqui na parte das pessoas que trabalham em trabalho, não braçal, não industrial, nem em ficar sem trabalho, com as enturgência artificial. Sim, ela no máscoo deu uma entrevista em que diz que precisam, e é dessa que você está a falar. Portanto, eu acho que nós todos. Parece um cenário de ficção científica, não é um cenário de ficção científica, é uma realidade que se aproxima de uma forma galu de pante. Eu posso perceber que minha mãe, já partiu com 93 anos e que era uma mulher muito culta, tinha tido sempre uma enorme resistência, para tanto o teclado do computador. As novas tecnologias. Não conseguia, e a minha mera exime, investigar a informação, escrever. E era uma grande leitura? A grande leitura. E por isso simplesmente ela recusava a fazer isso, não conseguia. E quando ele mostrava coisas, pequenos clípices de filmes da época dela, porque o facto de interna tem-se lá do fantástico. Era nervioso. Era nervioso. Ela ficava africinada, ficava a ver, africinada. Era tema de conversa entre nós, mas o que é facto é que ela não entrava. Não entrava. Tu achas que nós vamos enfrentar um desafio. Acho que nós vamos passar a tentar descobrir o que é verdade, ou achas que nos vamos acomodar as verdades que nos serão ofrecidas. Na verdade, pensando bem, acho que isso já acontece, né? De alguma forma. Mas que as pessoas já estão derrotadas antes de isto e começado. Embora seja válida a frase que só perde quem não luta, o que é facto é que as pessoas, por isso simplesmente, verão um momento em que te irão. Não me interessa. E, portanto, se ideem. A momento em que tu dizes, não me interessa entre as no carril. E quando entra as no carril? Erdeu. Exato. Ou seja, 50 anos depois de 25 de abril, a fragilidade da nossa democracia é imensa, porque o jornalismo co-tá em crise e sofre bastante com estas novas. Com este desafio da inteligência artificial e não só com as agendas dos grupos de comunicação, dos grupos de comunicação social, com os interesses comerciales, os interesses políticos, claro, obviamente, tudo é político, na verdade. O que vamos fazer? O que vamos fazer para relatar o mundo acente naquele princípio da verdade? Algumas experiências interessantes? Por exemplo. A experiência que o sigo, mais atentamente, é uma experiência que tem sido em Paris e é um grupo chamado MediaPAR. O MediaPAR é, no fundo, uma grande niso rumo, como se nós tivéssemos ocupado, um enorme garagem ao hangar e lá dentro, desde a parte administrativa, a parte da quedação, a capitação de imagem, são entrevistas. Tudo MediaPAR faz tudo aquilo. É de uma transparência impressionante, pública, impenentemente do que diz a lei francesa, publica o seu corpo das ciunistas, quando a cada um tem daquele capital, fazem aquilo há vários anos, não tem edição em papel, e tem lucro, o que é extraordinário. E tem lucro. O recente falecido e meu amigo António Pedro Vásscof Conselso viu, conversamos, juntamente com outras pessoas, na possibilidade de fazer uma coisa destas em Portugal. Mas rapidamente chegamos à conclusão que coisa não iria ser nada, nada fácil. O não-serfácil não faz virar a cara, o público não fa nada fácil e não os voltamos e viramos. Mas o MediaPAR é fruto de uma sociedade que está já num patamar diferente da portuguesa, sobre esse ponto-vista. Basta ver como é que os franceses, imperentemente os grupos penetras ou não, se manifestam na rua, quando há coisas que estamos agrada. Nós não somos um povo de grandes manifestações. Não, e da grande violência. Aqui é feito com grande violência. E portanto, eu acho que a minha experiência, que a minha parte das pessoas não conhece, e que tem destapado coisas ocultas, docias ocultos, nós ficamos aqui muitos pantados com a queda do grupo Espírito Santo, enfim, com tanta coisa, e eles estão permanentemente a revelar isso, pertencia consórcias internacionais jornalistas, definentes como. Fadei ainda é possível. Ainda é possível. Dá-nos algumas pranças. Ainda é possível, e não é o caso único, o MediaPAR não é o caso único. Agora, é preciso uma direção muito boa, muito forte no sentido das conficções, da deontologia também. Da deontologia, da abertura de coração, de tudo isso, e é necessário um corpo de colobrador que vai chegando, uma que não é de uma sentada, e que vão fazendo um jornal que dá gosto do leiro, mesmo na neta da gosto do leiro, e que revelaram, por exemplo, os assados em que o ex-presidentes arrecoseis estão envolvido com a justiça, foi a MediaPAR que pôs não. Fiz a investigação. No assador, sim, sim. Completamente comprovas, líbia, a França, e tudo. E portanto, eu acho que os jornalistas estão num beco muito difícil. E como é que tu que as professores e que lidas com a malta mais nova, como é que tu ententes, como é que tu vê a relação que estas novas ações têm com a informação e as formas de consumo? Será que tem as mesmas preocupações que nós? Não. Uma das coisas que eu aprendi desde muito cedo, tinha acabado de começar a ser professora, sou professora, iniciada a ver, vai fazer 25 anos. Foi um almoço que eu tive como filho, que agora no fim do ano faz 40 anos, e, portanto, não tinha 40 anos. Tenha 15 anos. Estamos hoje a um almoçar, levamos-me perfectamente a um ano nas docas e vamos embora, e ele diz-me "Pai, há aqui um grande problema, que a minha geração não tem os tópicos de contestação e de construção de novas realidades que a tua geração teve. E, portanto, eu não sei o que eu vou fazer", eu disse-me-mão. Primeiro lugar, as gerações não se repetem. Que é? Implementamente, de eu dizer, eu gostava muito de ter vivido durante a libertação de paraíso, durante a segunda guerra, ou de ter a douraria ter estado em muitos cenários, como destumunha, o que é a facta que não estive. Nós vivemos o nosso tempo. Tentei contribuir no nosso tempo para aquilo que eu achava que era justo. Também fiz a minha evolução. Eu hoje, com 67 anos, quase. Não tenha a mesma leitura que continha 17. Não, mas é normal, não é? É uma evolução. Está bem, mas eu apanhei a revolução, eu pude namorar muito cedo, eu pude viajar muito cedo, eu pude protestar, intervir ter voz muito cedo. Mas isso agora são direitos adquiridos para a nova geração. Só completamente direitos adquiridos e não sei se estão usando bem. Eu também não sei se na minha geração usamos bem. Sim. Mas em termos de consumo de informação, achas que se preocupam com as manipulações, com as fake news, com os algoritmos, com. E preocupam os meus filhos, tem quase 40 e quase 38, ler muita informação, internacional e nacional, é muito agradável atar a mesa do jantar e estar a conversar com a sua política. Inprendentemente a opinião que andamos próximos uns dos outros. Sim, mas podemos concordar que discordamos, não é grave, não é? Com certeza, com certeza. E portanto, eu disse, olha que há aqui um tempo novo para vir, que nem tu nem eu podemos prever. E que envolve tudo isso até a própria memória. E o que é fato é que hoje o Simão conseguiu iris. Consegueram construir duas carreiras. A iris é atriz. A iris é atriz, é uma excelente atriz, tem sentido um caminho incrível, virou as costas a tudo que é a imprensa cordavosa que hoje existe. E, portanto, não tem essa atitude. Trabalha com uma companhia de teatro na Plônia e depois com outra na Belger, que após outra em Portugal e depois, e percepem filmes. E percepam no filme dinamar que é nas baliários. "Panète Flix". Não, não foi "Panète Flix", "Panète Flix" foi para outra cadeia. Desstraming, uma cadeia. Desstraming, desstraming. Muito orgulho do pai. Claro, claro. Eu sou um ferro de educação que tiveram dos pais e dos amigos. E hoje é um enorme orgulho veloz interagir com outros pais e com os outros miudos e com os seus próprios filhos. E, portanto, as construíram se mão teve em Londres, quando ela estava estarem grandes manifestações, aí eles também. E tivemos um territo todos juntos da manifestação no 25º. Essa participação se vica, essa atividade. Esses gestos de cidadania são fundamentais. São fundamentais? Eu não consigo por causa da operação à cluna que fiz de láras minhas negras as cavalitas. Tenho melhor me pena, mas houve outros amigos e familiares próximos que pegaram nas crianças as cavalitas e tiveram. Foi um sonho para eles, eles virava de liberar completamente cheia a partir de cada cima. Foi para eles, completamente, e novo. Tanto, tenho muita esperança que os meus netos, se não foram impressionados, não há que pressão de nenhum tipo. Eles vivem a vida deles, têm as paladeles, têm os amigos, têm a família e têm a realidade atável, as muitas vezes que parem enfrentar a televisão. Porque sabe passar qualquer coisa na televisão? Os esgelitas a matar na faixa de gasa ou a massa na faixa de gasa? Ou o crânio, ou os russo? Ou o sudão, o sudão, o quífer. Ficou muito impressionados, fazem perguntas, como é óbvio. Porque aqui que ele está a acontecer, porque aqui que os meninos não se equipam. E, portanto, esta idade de lateralidade das crianças não se fecharem no seu. Na sua abolha. Na sua abolha? Nós não esfecharam-nos numa abolha. Precisamente. E, portanto. Por que a informação está aí e é ruído e muitas vezes é ruído, mas muitas vezes é apenas uma realidade que não fala apenas quando eras crianças. Não. O que eu acho é que devolvo a jornalista. Eu já tive a fragmentadamente a reflexão sobre isto. Mas não. Globalmente. Eu acho que os jornalistas têm que se questionar muito se através dos seus órgãos de comunicação, né, de ser atovido ao rádio for, de reportar as grandes trajérias que os autoros são turistas, sejam turistas, primeiros ministros como anitaneol, sejam turistas como amados, sejam turistas. O amado não representa a população paoxiniana. E, portanto, aí na minha opinião, um déficit de reflexão, porque eu acho que se não se reportar dessa maneira, os próprios autores dos atentados não têm, o eco que fizer. Que deveriam ter. De verdade, gostaria de ter. Um monstro, se tembramos lá, por exemplo. Quer dizer, não quer dizer que se vai tapar com um cobertor, o que se passou, não se se tem, não é isso. Mas o que é facto é que é obxena a quantidade de informação que foi produzida. Eu fiz uma conferência, já não lembro antes, no Porto, eu acho, em que usei as primeiras páginas do longo de setembro do mundo inteiro, para tentar provar um oponto, que era, se está a fazer ondas de choque, e se está a largar, a largar, a largar, e quem fez os atentados gosta disso. É difícil essa gestão, não é? É muito difícil. O único jornal no mundo que eu tenha descoberto, pode haver outros. O único jornal no mundo que nem essa altura não post-futurifís porque o Lamão não tinha o hábito de ter imagens na primeira página, depois não tinha o hábito de poder imagens acordos na primeira página, e só agora é que o Lamão tem desde cartuna, fotografia, o que seja na primeira página. O Lamão já vencia essas barreiras e está na vida como os outros. E estouros ficaram muito espantados, eu passei slides, passei de positivos com as imagens das primeiras páginas, e estouros ficaram muito espantados. O origão debate muito interessante. É ricaia, muito obrigada por ter sido acertado no convite. Muito obrigada por convite. Muito obrigada. Uma dica e um jornal. Um podcast de Patricia Reyes. Esta é um podcast radio comercial.
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