Flávio acumula crises criadas por sua própria campanha
51m 29s
A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades internas, como brigas familiares e falta de apoio político, além de controvérsias sobre suas declarações sobre urnas eletrônicas, que levaram o PT a acionar o TSE. Enquanto isso, o governo Lula respondeu ao tarifaço de Trump com um pacote de R$ 18,5 bilhões em crédito para setores afetados, reforçando o discurso de defesa da soberania nacional. As tarifas americanas, previstas para 12,5%, impactam especialmente manufaturados e médias empresas, que buscam alternativas como redirecionar exportações para outros mercados. Especialistas apontam que negociações formais com os EUA só devem avançar após as eleições. O PT capitaliza politicamente a situação, associando os Bolsonaro a Trump e lançando campanhas como "Brasil não se entrega". A análise também destaca que o tarifaço fortalece o discurso de Lula, enquanto a oposição enfrenta desafios para se desvencilhar da imagem negativa ligada ao protecionismo americano.
Flávio Bolsonaro e as Crises Internas de Sua Campanha
Boa noite, ACCNN Brasil.
Este é OWW.
Dificuldades em campanha política todo candidato tem.
Ainda mais se a gente levar em conta esse ambiente polarizado, turbinado por redes sociais, linchamentos virtuais sufocante e judicialização.
O problema é quando as dificuldades de campanha são criados dentro da própria campanha.
É o que vem acontecendo com o senador Flávio Bolsonaro até aqui.
É o candidato da oposição que está melhor nas pesquisas, pelo menos aquelas de primeiro turno.
Falta bem pouco tempo para Flávio ser ungido candidato pelo PL para as eleições presidenciais, mas ungido sozinho, sem o apoio até aqui de agremiações do centrão.
A culpa disso é do próprio Flávio, que se enrolou em brigas familiares, com graves repercussões na formação de palanques.
Enrolou se com candidatos em sua base eleitoral, o Rio, alvos da polícia, enrolou se com o escândalo no master que afeta vários grupos políticos, o que apenas torna o Flávio igual aos outros que ele critica, e finalmente enrolou se pela escolha de temas.
Ao reunir se com dezenas de embaixadores de outros países.
Flávio escolheu falar de urnas eletrônicas no Brasil?
É um tipo de obsessão.
Característica da franja da franja do espectro político, no momento em que outras forças relevantes combinaram entre si que urnas não são exatamente o problema urgente destas eleições.
Neste ponto da campanha, Flávio acumula mais notas de desmentido, justificativas, explicações do que ações, como se diz na gíria da marquetagem, ações propositivas.
Não é hora.
Para qualquer candidato de qualquer partido, deixar que surjam ou se quer que permaneçam dúvidas sobre ele ou sobre ela.
Mas é exatamente o que Flávio está conseguindo.
Nessa edição.
Vamos tratar ainda de tarifácio de Trump e do acordo nuclear entre Estados Unidos e a Arábia Saudita.
Análise do Impacto das Tarifas de Trump e a Resposta do Brasil
Antes, aos participantes da roda belberbau.
Ex secretário de comércio exterior do Brasil, sócio da IBMJ consultoria.
Está conosco belber, obrigado.
Boa noite.
Pessoa 2
Boa noite, William.
Pessoa 1
E o time Daniel whitner, Thais herédia e Caio Juncker.
O governo Lula apresentou nesta quarta-feira uma nova rodada do plano Brasil soberano.
São linhas de crédito dirigidas aos setores impactados diretamente pelo tarifácio de Trump.
No campo político e eleitoral é AA claro, óbvio.
A tática eleitoral do Lula é de reforçar o discurso de que ele é quem defende a soberania nacional.
Reportagem de Danilo Moliterno, de Brasília, o principal item do pacote anunciado pelo governo foram linhas de crédito em um total de 18,5 bilhões de reais.
O dinheiro será emprestado com juro mais baixo.
Para empresas afetadas pelo tarifaço pagarem custos do dia a dia e investirem na busca de novos mercados para seus produtos, o governo ainda abriu o leque de setores que podem acessar os recursos.
Além dos atingidos pelo tarifaço, poderão usufruir dos empréstimos uma série de exportadores da indústria, do agro e da transformação de minerais críticos.
A gestão federal decidiu também se adiantar as tarifas que os Estados Unidos devem impor ao Brasil.
E há outros 86 países em investigação sobre trabalho forçado e indicou que as empresas afetadas também poderão acessar as linhas.
Os Americanos anunciam as novas tarifas na sexta-feira e o Brasil deve estar no grupo que receberá a maior alíquota de 12,5%.
Nós esperamos que não haja cumulatividade porque senão a nossa alíquota iria para 37 e meio.
Criticado no tarifaço do ano passado pela demora para apresentar um Socorro às empresas.
O Planalto decidiu anunciar o seu pacote de ajuda aos setores na data em que as taxas de 25% passaram a valer e as medidas econômicas vieram acompanhadas de uma ofensiva política do Palácio e do PT.
Logo pela manhã, OPT lançou a campanha Brasil não se entrega, que reforça o discurso de defesa da soberania, especialmente em relação ao Pix e a minerais críticos.
A variação do Planalto é de que o presidente ganha eleitoralmente com este discurso.
Na cerimônia de anúncio do Socorro, Lula afirmou que o Brasil tem condições de sair fortalecido do tarifaço e citou o acordo entre Mercosul e união europeia como exemplo.
Pessoa 2
A males que vem para bem.
E ele saiu porque tanto a união europeia quanto o Mercosul precisavam dar um exemplo aqueles que são contra o multilateralismo.
De que a gente não vai ficar lamentando, sabe o fato de alguém querer nos prejudicar com taxação?
Pessoa 1
Weber vamos começar por aí onde terminou, com o presidente Lula dizendo que nós vamos sair melhor disso, vamos.
Pessoa 2
Veja, o que aconteceu desde o ano passado foi que o Brasil conseguiu redirecionar grande parte de suas exportações.
Isso é verdade.
Agora, alguns setores continuam sendo muito afetados.
Setores principalmente de manufaturados, de médias empresas.
Essas são as empresas que não conseguem facilmente redirecionar para novos mercados e aí o fluxo de caixa, o acesso ao mercado, empregos estão sendo afetados.
Pessoa 1
Esse programa lançado hoje, Daniel, alguns mencionaram que tem uma proporção menor do que o nós estamos no 3, né?
O ponto 3 Brasil, soberando 1.3 aqui no ponto 2, obrigado, obrigado.
Em que medida esse programa atende realmente o clamor?
Pessoa 3
Na verdade, os empresários pediam não só crédito, que é a vertente desse programa, mas redução de OFEO, restabelecimento daquele Reintegra, que é uma devolução de impostos pagos ao longo da cadeia e não ressarcidos.
É também gera uma é.
Tem uma consequência política no tarifaço, que é a possibilidade de reabertura dos canais ali que estavam obstruídos ou enfraquecidos do governo com boa parte do setor privado.
Os agroexportadores, por exemplo, estão ali no Palácio do Planalto hoje, conversando com a cúpula do governo.
O pessoal de minerais críticos, que não tem gostado da forma como o governo é, está propondo uma política nacional para o setor.
Estava lá pedindo dinheiro e saíram levando.
Então isso gera.
A possibilidade de recompor o diálogo com com é essa turma toda do setor privado e de também pedir favores em troca.
Pessoa 1
Bom, isso é um clássico, né, Caio?
Isso é um clássico.
Os setores atingidos é evidentemente, tem toda a legitimidade e dizer, pera aí, me dá um refresco?
É isso que o governo tem para oferecer.
Pessoa 4
É William.
E nessas reuniões, tanto as de ontem como as de hoje, quando foi apresentado, foi feita uma apresentação Oo setor privado ainda não tem muitos detalhes do que de como vai ser.
Eu senti uma reclamação, eu senti o desenho geral bem equacionado, ok, mas 2 reclamações, primeiro, os juros.
Eles dizem que, a depender da modalidade, e juros ainda muito altos.
Né?
Principalmente nos repasses das instituições financeiras, né, que acho que tem um teto de 5%.
Então eles queriam que o governo pelo menos forçasse algum tipo ali de redução.
EE também eles, frisando, ressaltando AA necessidade de não achar que com o plano, esqueça se é a necessidade de uma negociação formal, institucional do Brasil com os Estados Unidos, porque esse é o grande medo deles, né?
Esperar cozinhar até a eleição e deixar.
A negociação em si, suspensa.
Pessoa 1
Mas já vai acontecer.
Pessoa 5
É, William tem uma taxa de aprendizado aí do que aconteceu no ano passado para cá e inclusive para o governo.
Essa resposta a esse plano soberano saiu muito mais rápido do que no ano passado.
Longo.
Pessoa 1
Do terceiro, né?
Pessoa 5
É, não, eu sei.
Mas mesmo assim a ferramenta estava pronta lá, né?
É, a questão é que assim, desde que a investigação 301 começou e o e o Barral está com a gente aqui desde o primeiro momento, né?
A gente não pode tratar como surpresa o que aconteceu.
Acho que a gente dependia dos detalhes, da lista de exceções e tal.
Mas eu quero até aproveitar para fazer disso uma pergunta para o Barral, porque se não seria uma surpresa?
Barral, é até onde você percebe que houve que o governo estava preparado para essa resposta e mesmo os setores e que se essa taxa de aprendizado.
É, acelera uma readaptação ou ajuda na Conquista de outros mercados ou de soluções.
Pessoa 2
Taís eu acho que a grande surpresa foi no ano passado.
Em julho do ano passado, quando foi anunciado, a tarifa de 40% mais os 10 estava sendo aplicado.
Vários setores, de fato foram muito afetados.
Houve indústrias que tiveram que se adaptar muito rapidamente, houve indústrias que tiveram que reduzir seu tamanho.
Agora, já havia uma expectativa desde o início da 301 de que haveria alguma tarifa.
É bom lembrar que nós temos ainda a tarifa que vai sair na sexta-feira contra o mundo inteiro, basicamente, que é a tarifa da 301, do trabalho forçado, que vai afetar o Brasil também.
E o essa semana os Estados Unidos anunciaram um outro artigo, que é a sessão 338.
Que não era usada desde 1930 contra o Canadá, e os comentários que a gente escuta de, de, de Washington, é que serão utilizadas também em várias questões setoriais contra os parceiros econômicos.
Então, esse grau de instabilidade tem feito com que os exportadores pressionem o governo, primeiro por financiamento favorável, segundo por eventual proteção contra concorrência estrangeira e terceiro por acesso inclusive a novos acordos comerciais.
E essa pressão vai continuar.
Pessoa 1
Val, só para continuar nessa linha que você pegou agora?
Quer dizer, quando você descreve o que que se tenta aqui no Brasil, é tudo voltado para cá.
Há alguma Esperança ainda remota, que lá nos Estados Unidos algo se altere em termos favoráveis, evidentemente, porque tudo que se altera lá tem sido em termos desfavoráveis.
Pessoa 2
William o que eu tenho ouvido muito do setor privado, de várias empresas, é uma é um certo pessimismo com relação a esse semestre.
O que nós temos é uma eleição nos Estados Unidos de beeturs e uma certa falta de coordenação dentro do próprio governo americano.
Do lado brasileiro, a gente vê várias narrativas diferentes da oposição e da situação.
Mas e provavelmente nós vamos continuar tendo reuniões com os Estados Unidos, mas nada concreto.
Provavelmente o governo americano vai esperar a definição da eleição brasileira antes de voltar uma negociação com o Brasil.
Tem um outro ponto importante.
Os Estados Unidos estão envolvidos em vários outras negociações, desde a renovação do USMCAA implementação do acordo com a Europa, o acordo com a China, que não fechou.
Então o Brasil não é exatamente uma prioridade na agenda comercial norte Americana.
Então, provavelmente o que nós vamos ver a ao lado de eventualmente alguma revisão da lista de exceções, algum recurso judicial, alguma questão pontual, é que uma negociação vai ficar pro pro final do ano ou pro ano que vem.
Pessoa 1
No caso do governo brasileiro?
Então está o jogo, está jogado.
Daniel, é isso?
Pessoa 3
Tá, tá jogado, porque até as eleições é muito difícil que aconteça alguma coisa.
Os canais técnicos ainda estão abertos.
O Márcio Elias rosa que a gente viu ali é assinando hoje o Brasil soberano.
Tem um canal, tem WhatsApp do jameson greelle, troca mensagens com ele, mas efetivamente uma negociação.
Vamos ser sincero, William, só depois das eleições.
Enquanto isso, é crédito subsidiado, é é receber empresário pedindo ali e provavelmente o governo negando redução do IOF, aquele mesmo IOF que aumentou no ano passado.
É ficar recebendo pedido de devolução de imposto ali de Reintegra.
Mais negociação mesmo, só depois das eleições.
Pessoa 1
Jogo jogado significa Lula é feliz com os resultados.
Pessoa 4
Sim, bom, e as as pesquisas, elas apontam isso, né?
Tem uns 2 dados nas pesquisas que são bem interessantes.
Um popularidade do Donald Trump no Brasil, ela, ele é um presidente impopular que os brasileiros não gostam.
Dá mais ou menos 50305525, né?
55 de desaprovação do Trump dentre os brasileiros, então, qualquer um que tenta colar no Trump.
É acaba gerando uma indisponibilidade com o eleitorado brasileiro e a família que é associada ao Trump.
Aqui no Brasil, são os Bolsonaro.
E segundo a versão difundida pela esquerda, pelo petismo, pelo governo, de que o tarifaço se deve ao Flávio e aos Bolsonaro, ela pegou muito mais do que a versão da direita de que o Lula não negociou.
Então, jogando os 2 e projetando resultado eleitoral, sim.
É o governo, de certa maneira é comemora esse esse encontro?
Isso exatamente.
Pessoa 5
É, eu IA falar exatamente isso, né?
Eles tentam disfarçar que não tem comemoração, porque como que vai comemorar, né?
O tarifácio hoje é Oo.
Lula fala a males que que vem para o bem.
Tem aquela brincadeira que fala, há malas que vem para o trem, né?
E essa mala o Lula está levando para o trem na campanha eleitoral dele e está embrulhando bonito num discurso de campanha.
Pessoa 4
Hoje, AO PT lançou a campanha e o Brasil não se entrega.
Pessoa 1
Foi essa aqui que a gente mostrou, né?
Pessoa 4
Exatamente eu recebi.
Enfim, a gente recebe aí as informações das campanhas 7 e 67 e 35 da manhã.
Hoje, o dia em que entram em vigor as tarifas articuladas pela família Bolsonaro impostas pelos Estados Unidos, estamos estamos lançando a campanha nacional o Brasil não se entrega, ou seja, que conversa.
Pessoa 5
Com aquela história do Bolsonaro, do Flávio Bolsonaro, ser entreguista, né?
Foi o próprio, foi o próprio PTEEE Lula e o Palácio que criaram essa expressão, né?
Então, eles criam a expressão, depois criam a campanha, né?
Daqui a pouco vão criar alguma coisa com a males que vem para o bem também, disfarçando para não comemorar esse presente que ganharam.
Pessoa 1
Nesse caso, acho que cumpre assinalar é que muitas vezes o marketing político é criativo em impor imagens a outros.
Mas essa imagem foi fornecida ao marketing político do PT nos outros.
Não precisava muito esforço para colar a imagem no Trump.
Aquela aquela foto, por exemplo, do tem a foto do Lula também no mesmo lugar, mas a foto do Flávio.
Parado do lado do Trump, com aquele sorriso meio que a gente não sabe o que que é ali meio embevecido e depois vem dizer que não, que ele é contra belber.
Deixa eu pegar um outro aspecto que que joga o Horizonte, talvez até para lá das eleições, que é o seguinte, estamos conseguindo criar alternativas para o mercado americano.
Pessoa 2
No geral, no mercado americano, como eu comentei, você vai ter algumas empresas que vão judicializar, você vai ter algumas empresas que vão tentar a reclassificação tarifária.
Vai haver em algum momento, provavelmente depois de 90 dias, uma oportunidade para aprender exclusão de novos produtos.
Mas eu não vejo uma grande negociação sem a participação do governo brasileiro.
E eu não vejo a negociação com o governo brasileiro antes de uma definição eleitoral no Brasil e nos Estados Unidos.
E mais do que isso, como eu mencionei, eu não vejo o Brasil como prioridade para os Estados Unidos.
Então, provavelmente nós vamos ter que trabalhar com essas empresas agora, que estão muito afetadas, para que elas possam sobreviver e para aquelas que conseguem exportar para outros mercados, principalmente commodities.
Essas vão acabar se ajustando.
Essa esse vai ser o desafio desse semestre, que vai terminar com uma participação muito pequena historicamente.
Do mercado americano nas exportações brasileiras.
E vai terminar, inclusive com o superávit muito grande dos Estados Unidos sobre o Brasil.
Eu acho que esse é o resultado.
Olhando para o resto do semestre, o que pode acontecer?
Pessoa 5
Quem sabe o Trump fica feliz de ver esse superávit tão assim?
E aí, desiste do Brasil?
Barral, rapidamente, eu queria é é te fazer uma pergunta.
Parte desse, dos setores que foi, é que foram afetados?
Eles são parte de uma cadeia de produção nos Estados Unidos.
Ou seja, é aquela cobrança que a gente tanto faz aqui do Brasil, participar de cadeias de valor.
Como é que você está?
É prevendo um processo de transição da participação dessa cadeia de valor nos Estados Unidos para outros mercados.
Porque não é apenas, em vez de vender café ou laranja para os Estados Unidos, vender para outro país, mas é entrar nas cadeias produtivas dos outros países.
Pessoa 2
É, é a pergunta.
É muito interessante, Thaís, pelo seguinte, durante 3 décadas ou 4 décadas, nós tivemos criação de cadeias de valor onde inclusive subsidiárias de empresas Americanas exportam partes e pressas com as suas matrizes.
O que eu estou vendo essas empresas fazerem agora é redirecionar essa exportação para países da América Latina e para o mercado brasileiro e abastecer o mercado americano através do México ou de outros países que não estão sendo tão afetados.
Outras empresas, por exemplo, estão reforçando investimento na Argentina para exportar da Argentina para os Estados Unidos, pelo menos temporariamente.
Outras empresas têm uma estratégia de montar uma fase final dos Estados Unidos e colocar uma exportação para os Estados Unidos que não está sendo afetada pela tarifação.
Então, você depende muito da cadeia para saber quais são as suas alternativas.
E, claro, há uma expectativa de que, por exemplo, nós temos alguns setores de imóveis que deixaram de exportar para os Estados Unidos.
E estão aproveitando agora o acordo com a união europeia para investir mais em marketing na união europeia.
Cada setor vai ter que ter uma alternativas.
As particularidades são muito grandes, não?
Você não tem uma fórmula geral para resolução no curto prazo.
Pessoa 1
Daniel, tem menos de 1 minuto, você consegue?
Pessoa 3
Eu só chamo atenção para o risco de 11, certo?
Oportunismo é tanto do setor privado com o governo e do governo com o setor privado.
É nas medidas que vão ser anunciadas em resposta.
O plano de hoje, esse Brasil soberano 3.0, já contempla setores que não foram afetados pelo tarifácio americano.
Hoje o Lucas Ferraz, que foi o secretário de comércio exterior, tal como o véu bebarao, nos trazia um dado muito interessante, que o Brasil é o 27º, é maior player global, é em intercâmbio comercial.
Mas o quarto maior país em termos de aplicação de medidas anti dumping.
Claro que elas são muito válidas quando justas, mas tem muito setor também pedindo ao governo mais aplicação de medidas anti dumping, mais protecionismo e resposta.
Pessoa 1
Eu vou encerrar esse segmento.
Queria agradecer a você.
Weber Barral foi secretário de comércio exterior.
É do Brasil, sócio da ABMJ consultoria pela participação.
Muito obrigado.
Boa noite, bel.
Pessoa 2
Boa noite, muito obrigado a.
Pessoa 1
Gente, continua juntos?
As Declarações de Flávio Bolsonaro sobre Urnas e Seu Impacto Político
Depois do intervalo, Flávio Bolsonaro fala das urnas eletrônicas para embaixadores e vira alvo de ação do PT até já
estamos voltando do intervalo agora na roda do WWO.
Rafael favetti, advogado, cientista político, sócio da fato e inteligência política Rafael, obrigado por estar conosco.
Boa noite.
Pessoa 6
Obrigado a vocês, uma Alegria estar aqui mais uma vez discutindo importantes temas da política brasileira.
Pessoa 1
Vamos a eles esse importante tema.
O PT acionou o tribunal superior eleitoral contra declarações de Flávio Bolsonaro sobre o sistema eleitoral nesta terça-feira.
O pré candidato do PL se comportou de forma similar ao pai dele em 2022.
E levantará dúvidas numa reunião com embaixadores sobre as urnas eletrônicas.
Confira a.
Pessoa 3
Ação do PT alega que as declarações se tratam de uma fraude informacional reiteradamente desmentida pelo próprio tribunal superior eleitoral e compara as falas de Flávio com as de Bolsonaro, em julho de 2022, com ataques às urnas no encontro com embaixadores.
Bolsonaro foi considerado inelegível por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação.
Em um almoço nesta terça também com embaixadores estrangeiros, cerca de 40, o filho Flávio falou dos relatórios da cia que acusam fraudes em eleições na Venezuela.
Afirmou que a empresa smart Matic teria fabricado urnas também no Brasil, o que já foi negado pelo TSE.
Pedido que eu faço a todos aqui não estou.
Questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, candidatos da própria direita criticaram as falas.
Ronaldo Caiado, do PSD, disse 42 embaixadores numa sala.
Dava para vender soja, dava para abrir mercado para indústria, dava para atrair investimento.
Escolheram falar de urna eletrônica.
Renan Santos, do missão, também se manifestou.
Pessoa 1
Foi novamente ficar falando de urna.
Qual é a imagem que a gente passa pro mundo, o candidato que ainda está em segundo colocado nas pesquisas, falando que a urna não funciona?
Pessoa 3
A pré campanha de Flávio Bolsonaro disse que o senador não questionou a integridade do sistema de votação no Brasil e que citou fatos públicos.
A polêmica é um novo revés de uma campanha que ainda busca alianças nacionais.
A federação união progressista, formada por PPE união Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa presidencial.
Ciro Nogueira, do PP, teria se ressentido, segundo Fontes, do distanciamento de Flávio, quando se viu como alvo das investigações do caso master, escândalo para o qual o próprio Flávio foi arrastado depois, mesmo não sendo investigado, mas por causa das conversas com Daniel von caro.
Pessoa 1
Rafael.
Talvez a gente tenha que olhar a situação do pré candidato do Flávio Bolsonaro no conjunto deste momento.
Ele está passando por uma situação complicada para qualquer candidato nesta fase de uma campanha eleitoral decisiva como essa, que é não deixar que surjam dúvidas sobre a capacidade dele de conduzir o processo.
E aí, o que está acontecendo?
Pessoa 6
Além disso, né?
Há uma tensão aqui em Brasília dos políticos que normalmente abraçariam a campanha de Flávio, de qual será o próximo problema.
Brasília vive uma tensão de qual é o próximo problema que Flávio vai enfrentar.
Nós tivemos aí uma, como você disse, uma maré, vamos dizer assim, ruim, uma turbulência bastante ruim para Flávio.
E de certa forma, quando eu conversei com pessoas relevantes da coordenação da campanha do Flávio, me disseram o seguinte, olha, favet.
O Flávio inventou um mês de tudo que podia ser pior, de Michele, de forcaro e et cetera, e só caiu 5 pontos.
Então, segundo eles, estamos bem, mas a coisa não para.
E o que a gente nota aqui, William, é que quando você vai conversar com deputados, senadores, políticos, empresários que rodam Brasília, eles falam assim, olha, favet, eu não sei qual é a próxima do Flávio.
Então é essa, essa tensão assim, não é só tensão passado, não é só o que aconteceu, não é só o que ele falou das urnas que pode ter problema eleitoral, não é só atenção do que aconteceu com Michelle e etcetera, mas é o que pode vir.
E esse o que pode vir é o que faz que todo mundo veja a campanha do Flávio um pouco sem assim, sem estímulo, sem tração.
E, claro, Flávio tenta a todo momento deixar a sua própria campanha ativa, né?
Dia 25 vai ser a convenção do PL em São Paulo.
Ele é o nome?
Não há dúvidas que ele é o nome.
E, enfim, tentaram a partir daí colocar para debaixo do tapete tanta coisa para tentar fazer com que Flávio tenha aquilo que a oposição tem de bom no mundo inteiro, que é Pedra na mão.
O Flávio até agora não conseguiu jogar as pedras.
Nas supostas vidraças do governo.
Porque a partir do momento em que ele ameaça atacar uma Pedra, ele vira vidraça de uma coisa que, aliás, não vem do PT, não vem do Lula e não vem da situação, vem de Caiado, vem de, como a reportagem mostrou de Renan Santos, vem de Michele, vem de setores de notas fiscais canceladas, enfim, Flávio não está conseguindo até agora, superar.
A sua própria Aliança.
Pessoa 1
Deixa eu dar umas piada?
Então, no que esse quadro é?
Permite que a gente interprete fatos, né?
Fatos?
Partidos importantes do centrão, Daniel preferem se declarar neutros.
Qual o significado desse fato?
Pessoa 3
Para mim, William, projeção de poder, Flávio e sua campanha hoje não exalam é confiança e uma perceção.
De iminência de subir a rampa do Palácio do Planalto.
Então, é óbvio que Ciro Nogueira é se ressente da forma como ele foi tratado ali.
Quando é surgiu a relação com Daniel vancaro.
Mas o que mais pesa para Ciro Nogueira, que é o presidente do PP, é o risco muito alto de não ser reeleito senador no Piauí, porque as pesquisas não estão favoráveis para ele.
O que que pesa para o republicanos ali, mesmo podendo eventualmente indicar, é vice presidente na chapa.
Não fechar uma Aliança com Flávio Bolsonaro.
Ora, é um partido que é o partido do tarciso de Freitas, mas é também o partido de Hugo Mota, que pendeu para o lado do governo.
E se você é, é, não exala, essa, esse cheiro de poder de que eu estou para subir a rampa, mas.
Tudo contrário, né?
Estou cada vez mais é enredado em crises internas.
Aí esses partidos olham EE, preferem a neutralidade a se vincular.
É com uma campanha que não tem essa perspectiva.
Pessoa 1
Qual é o impacto disso para campanha?
Pessoa 4
É péssimo?
É.
Tem uma percepção de que ele é um cavalo perdedor.
Antes do do tempo, aquela situação do futuro ser ruim também.
A gente não sabe o que vem.
Hoje vem uma reportagem do portal metrópole dizendo que emitiu nota para alguém que tinha Rolo lá com banco master, enfim, à direita.
Os problemas do Flávio estão na direita, não estão na esquerda, não é o Lula o problema do Flávio.
O problema do Flávio está no campo da direita, no empresariado que é anti Lula, no mercado financeiro, nos partidos do centrão, que todos que naturalmente se atrairiam pelo Flávio.
Não quero Flávio, acho ele ruim, acho ele fraco, acho que ele não tem autoridade, acho que ele tem problemas, que tem problemas que virão à tona e é uma campanha que ela não consegue.
Ela se sustenta apenas no antipetismo e para ganhar, OPTO que as pessoas, os analistas entendem.
Eu também me incluo.
Aí não basta acessar um antipetista, você tem que passar uma liderança, uma credibilidade.
É um plano, tem um projeto claro, mas o Flávio aposta apenas no sobrenome Bolsonaro e na força do antipetismo.
Pessoa 1
Deixa eu pegar esses 2 desses pontos que o Caio levantou?
Thaís.
Passar para sua apreciação é um deles.
São fatos.
Há um fato que são as pesquisas que indicam ele na frente consistentemente o tempo inteiro, como o favet dizia, também é não, não dissolveu.
Um ponto de vista dos números das pesquisas na.
Pessoa 5
Frente você diz na terceira via da da da.
Pessoa 1
Ou ninguém usa mais, né?
Mas enfim, ele, ele, ele faz, não faz, desfaz, mas ali continua mais ou menos o mesmo patamar, mais ou menos o mesmo patamar.
Por outro lado, isso que é o segundo ponto que o Caio estava levantando.
Quer dizer, uma série de elites dirigentes ligadas a diversos segmentos da economia parecem de fato refratárias a apoiar Oo Flávio, ou seja, não acredita em pesquisa.
Pessoa 5
Não, William não é nem anão acreditar em pesquisa ou está refratário.
Há uma negação mesmo, né?
Para receber Flávio Bolsonaro em São Paulo, ele tem feito tentativas.
É através de interlocutores, através de de sondadores, né, que ficam sondando.
É, é os empresários aqui em São Paulo e que são empresários que estão sempre recebendo lideranças políticas exatamente para fazer essa troca.
Enfim, já receberam Renan Santos, receberam o Caiado, o zema, mas se recusam a receber o Flávio Bolsonaro.
Então, a radioatividade do Bolsonaro, do Flávio Bolsonaro só aumenta hoje, por exemplo, com esse episódio que que aconteceu ontem, né?
Ficou todo mundo se perguntando assim, tá, mas qual é a estratégia do Flávio?
Porque não é possível.
Ele tem que ter feito uma escolha.
Ele falou, olha, eu vou escolher trazer este tema, né?
Ele não tem capacidade de entender OOO tamanho do estrago que ele mesmo vai provocar para a campanha dele.
Quando ele escolhe tratar desse tema com a mesma fórmula que o pai fez, então é a preocupação.
Dele, de tudo isso que o Caio falou, de não enxergar nele competência para ser presidente é preparo para isso.
Mas ele está demonstrando que não tem.
Pelo menos ele e a sua campanha e seus coordenadores, não.
Não tem competência nem para gerir a própria campanha.
Pessoa 1
Vevete quem?
Quem seria, se é que existe é essa essa instância que pensa movimentos táticos na campanha de Flávio Bolsonaro?
Ou isso está estilhaçado, que é um mau sinal também?
Pessoa 6
No pé de Flávio Bolsonaro, para mim, ela sofre daquilo que Weber falou, que é a transferência do carisma, né?
Então, Jair Bolsonaro, ele é o detentor do poder carismático dos votos.
É ele.
Ele elege Flávio não como seu pleno potenciário elege Flávio como seu candidato a 2026.
E outras pessoas, Valdemar Costa neto, Michelle Bolsonaro, enfim, 111 player de pessoas, fala assim, olha, eu também sou intérprete de de Jair em algum momento, portanto, essa pessoa seria Jair Bolsonaro, que vimos que escreveu uma carta ao povo brasileiro, que foi considerada pela justiça é pelo pelo poder judiciário como 11 violação da sua prisão.
Então, AA coisa não é tão simples palafável, porque ele evidentemente é o candidato, uma coisa que a gente repete aqui há muito tempo, ele é o candidato do PL, é o candidato do Jair, mas ele não é o pleno potenciário.
Ele não é o escolhido, ele não é o the choosen para ser o sucessor de Jair.
E só quem pode arbitrar essas questões é Jair, porque o Jair ainda é o detentor dos votos.
É Jair que pode colocar qualquer pessoa no segundo turno.
É uma pesquisa importante que colocou Caiado um ponto à frente de Lula no segundo turno.
Mas Caiado não tem potência para chegar no segundo turno.
Logo, Flávio joga com aquilo que ele tem, que é a capacidade de chegar no segundo turno.
Porém, a todas as pesquisas demonstram que ele perde para Lula e cada vez maior essa diferença.
No segundo turno, Lula conseguiu reduzir em 10% a desaprovação entre evangélicos, que é um é muito importante para Flávio Bolsonaro.
Essa situação logo, eu acho, é seguindo aí.
O que, o que, o que já foi dito aqui?
Eu acho que AAA luz vermelha no sentido de olha, tem uma coisa coisa muito errada, né?
A campanha de Flávio já deve ter sido acesa, porque acertar agora é tão menos, é tão importante quanto errar menos, e a campanha de Flávio parece pelo menos é um consenso aqui na nossa mesa que a campanha de Flávio vem errando.
Como você falou, William, Flávio não está conseguindo dar resposta.
A essas questões que vem surgindo, apesar de não despencar nas na nas pesquisas.
Pessoa 1
Daniel, o que os outros é o que as outras Correntes da de centro direita tem na cabeça agora?
Pessoa 3
É William OA campanha do Caiado, por exemplo, que o candidato que mais bem tem pontuado tem dito o seguinte, falou assim, olha, eu, eu, eu tenho aqui o que apresentar em segurança, em educação, em infraestrutura, eu tenho uma pauta.
Desde que as pessoas queiram ouvir o desafio da campanha de Caiado, e o mesmo se aplica para zema, para Renan Santos, é as pessoas quererem ouvir.
Sair da polarização.
Você perguntava para o favet, quem é que tem pensado?
Eu diria que 2 políticos muito experientes, que sabem estruturar campanhas e montar palanques, tentaram pensar desde o início, com todos os defeitos que tem, mas também com virtudes.
Rogério Marinho e Valdemar Costa neto é Rogério Marinho foi surpreendido com é os áudios e as relações.
É de Flávio com Daniel von caro, sendo que Flávio nunca comunicou para a campanha, que o questionou se havia algum esqueleto no armário.
Depois teve o vídeo da Michele ali com um palanque sendo montado no Ceará com Ciro Gomes.
Ciro Gomes atacou a família Bolsonaro ano passado, atacou demais, mas a política também é feito, é feita com a conciliação dos diferentes, com negociação, e isso Marinho e Valdemar sabem fazer bem.
Quem boicotou foi a própria família Bolsonaro.
Pessoa 4
É William, é eu, eu, assim, eu acho que o Flávio é um candidato problemático, muito embora eu veja o entorno.
Parte do entorno é como profissionais da política incomodados com a situação, é e com a tentativa, porque você vê que as crises é pelo produto, o produto que é difícil, você pode ter as estratégias todas.
Então eu não, eu não.
Eu só ponho um ponto aqui que não é que a campanha do Flávio terrano é que o produto é difícil.
De emplacar, porque o produto primeiro você não sabe que vem, né?
Cada dia uma coisa, daí tem Oo irmão que fez campanha lá para o tarifácio, daí tem outro aliado nos Estados Unidos que ataca o eleitorado feminino.
Então são situações afora situação familiar com a Michele, né?
É, eu tenho ouvido de lideranças políticas à direita e ao centro que o Flávio não busca, não fica tão empenhado.
Eu fico sempre com essa interrogação se.
A candidatura à escolha do Flávio pelo Jair não foi muito mais para a família marcar a posição no campo da direita e da oposição do que para ganhar a eleição?
Porque isso sempre está permeado nas conversas que o Jair poderia ter escolhido o Tarcísio, né?
Que estaria numa situação é, é talvez melhor.
Mas escolheu alguém com sobrenome Bolsonaro para marcar a posição de que A direita brasileira é Bolsonaro.
E A direita brasileira não é só Bolsonaro, tem outras.
É frentes e grupos políticos também e.
Pessoa 1
Arrisca ficar sem uma coisa e sem outra?
Eu vou encerrando esse segmento.
Queria agradecer a Rafael favete, advogado, cientista político e sócio da falsa inteligência política, pela participação aqui no WW.
Boa noite, favete.
Pessoa 6
Boa noite a todos e a todos que nos ouvem e nos veem.
Pessoa 1
Daniel, Thais Caio igualmente obrigado.
Boa noite que nós vamos para o intervalo.
As Consequências do Acordo Nuclear entre Estados Unidos e Arábia Saudita
Na volta, vamos falar do acordo nuclear entre Arábia Saudita e Estados Unidos.
Até já
OWW pessoal, nós estamos voltando ao intervalo conosco agora.
Muito obrigado a vitéria brustolin, professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, pesquisador de Harvard.
Boa noite, vitéria.
Pessoa 7
Boa noite, William Lourival, boa noite a todos.
Pessoa 1
E o nosso Lourival Santana?
Boa noite, Lourival.
O governo Trump assinou um acordo com a Arábia Saudita que permitiria ao Reino enriquecer é urânio dentro de um programa nuclear bastante ambicioso.
O texto ainda tem que passar pelo Congresso americano, mas chama enorme atenção.
Tem um significado histórico nesse sentido.
Reportagem de Mariana, de Giacomo.
Pessoa 8
O tratado permitiria o processo sem a adoção do padrão ouro da supervisão Internacional e deve durar por 30 anos.
O governo americano também envolveu empresas do país que ajudariam com produtos e funcionários para o programa saudita antes do início da separação de urânio ou plutônio.
Equipes dos 2 países vão avaliar a justificativa e a viabilidade do projeto.
A partir disso, americanos vão construir as instalações.
Sem transferir as partes técnicas mais sensíveis, o acordo impede os sauditas de desenvolver uma tecnologia de enriquecimento própria ou comprá la de outros países por uma década.
Ao mesmo tempo, limita as inspeções ao programa.
Em uma publicação nas redes sociais, o departamento de energia disse que os textos melhoram a segurança Americana e regional, mantendo altos padrões de segurança na tecnologia nuclear.
A.
Além disso, afirmou que a parceria irá melhorar a expertise dos Estados Unidos no tema.
O Ministério da energia saudita apontou que o tratado Visa aprimorar a cooperação entre as 2 nações no uso pacífico da energia nuclear a.
Discussão sobre o tema não é recente.
A administração de Joe Biden tinha iniciado negociações envolvendo a normalização das relações entre Arábia Saudita e Israel, e o próprio governo Trump manteve o acordo parado por meses diante de preocupações com a guerra com o Irã e uma possível rejeição no Senado.
Agora, além dos Estados Unidos, países da região também devem acompanhar com atenção a parceria.
Os israelenses se posicionam com cautela sobre o acesso saudita à tecnologia nuclear.
Ex chefes de governo e ministros da defesa classificaram o texto como uma armadilha.
Por enquanto, o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, preferiu o silêncio inimigo dos sauditas.
O Irã também observa atentamente à situação.
O governo de Teerã disse que seguirá com o próprio programa nuclear, mesmo depois de bombardeios americanos e israelenses contra as infraestruturas energéticas.
O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, já havia prometido produzir uma arma nuclear caso os iranianos também conseguissem uma.
Pessoa 1
Do ponto de vista da tecnologia, vitélia é a Arábia Saudita, eventualmente, através de um acordo como esse, consegue transferir o que a gente chama de enriquecimento de urânio, que é a separação de isófono, claro.
A grande surpresa é eventualmente ter acesso a tecnologia de reprocessamento, por onde se chega ao plutônio, mas isso está lá na frente.
Agora, do ponto de vista político imediato, o significado me parece.
Gostaria evidentemente agora de ouvir você.
Acordos desse tipo, dessa abrangência, Os Americanos são muito relutantes em assinar, embora venham fazendo isso desde 1954.
Tivessem lançado o programa átomos pra paz com o que o Irã começou a fazer o seu programa ainda durante o tempo do cha, e os aiatolás prosseguiram.
Que consequências esse acordo terá?
William, se me permitir, eu vou.
Pessoa 7
Fazer um breve arco histórico, porque eu acho que o tema é complexo, EE merece, é.
Nós temos 11 tratado, que é o tratado de não proliferação de 1968, que entrou em vigor em 1970.
Esse tratado prevê que os 5 países que tinham armas nucleares, que são os 5 permanentes da da ONU na época, a União Soviética, Estados Unidos, França, Reino Unido é e China é.
Não criariam mais armas nucleares e as reduziriam, reduziriam os seus estoques e, em troca disso, outros países não produziriam armas nucleares.
E aí, como você mencionou, esse programa átomos pela paz é foi uma iniciativa da ONU para gerar para produzir energia nuclear para fins pacíficos, para fins civis.
Só que todas as vezes ou na maioria das vezes em que houve essa tentativa para países geopoliticamente comprometidos, é, não deu certo.
Então.
Por exemplo, Israel não não admite que tem armas nucleares, mas recebeu urânio e o reator nuclear da França e produziu alegadamente, 90 ogivas.
A Índia é com a ajuda do Canadá e do dos Estados Unidos, é tinha um programa para fins civil que acabou gerando armas atômicas que foram testados em 1974, que é quando entra em vigor a doutrina Carter.
Que é que eu vou mencionar?
Daqui a pouquinho, ela vigora até esse momento atual.
Depois teve o Paquistão.
O Paquistão também teve a ajuda do Canadá e é acabou obtendo informações europeias e se tornou uma potência atômica.
Em 1998 tem a Coreia do Norte, que era membro do tratado de não proliferação e tinha um programa nuclear clandestino.
Fez o primeiro teste em 2006 e o Irã estava prestes a dar um Salto de aquecimento de 60 para 90%, que é o próximo estágio.
Aí, só pra fechar esse arco histórico, depois que a Índia fez o teste em 1984, é se começou a vigorar um modelo nos Estados Unidos que primeiro impedia o requecimento de urânio e depois impedia o reprocessamento de plutônio, e terceiro, visava impedir que os países enriquecessem o próprio urânio a níveis elevados.
IA ser o urânio mais elevado, se necessário, até 20% seria.
Fornecido é pelos Estados Unidos, e esse modelo foi utilizado durante a administração cárter, depois Reagan, depois Bush, depois Clinton, Bush filho, Obama e Biden.
Só que ela acaba agora justamente na administração Trump.
E existe uma razão para isso, o Irã é e Arábia Saudita, embora sejam adversários históricos, foram reaproximados pela China em 2023.
É, a China é o maior comprador do petróleo saudita e poderia se tornar um fornecedor da tecnologia nuclear pra Arábia Saudita, uma tecnologia que levaria a 60 anos de dependência.
É, e se não fosse a China, poderia ser a Rússia.
Então a leitura, William, eu fecho com isso, é de que os Estados Unidos preferem é marcar terreno nesse nesse momento na Arábia Saudita, criando um problema, inclusive.
Para o Irã, porque não?
Não tem o padrão ouro.
Esse acordo.
Ele não passa pelas inspeções mais rigorosas da agência Internacional de energia atômica.
O único garantidor de que esse programa não seria usado para fins militares, nesse caso, seriam os Estados Unidos.
William, eles estabelecem.
Pessoa 1
Um tipo de fullscope safe guards só aguardas de de alcance amplo, contra as quais o Brasil brigou 30 anos seguidos e acabou aceitando boa parte.
Para a Arábia Saudita, imposto por por é supervisores americanos.
Agora, desestabiliza ou não a situação?
Bem, eu acho que é, é.
Pessoa 9
11 tentativa realmente de de manter é OA arquitetura da segurança do Golfo, pesco sob AO guarda chuva dos Estados Unidos, né, que antes era um guarda chuva convencional.
E agora, caminho para ser 11.
Guarda chuva é nuclear desde que a gente acredite, eu estou usando o termo guarda chuva No No sentido de acreditar que essa salvaguardas, esse controle americano, será exercido de forma eficaz.
Porque o que que aconteceu é esse guarda, o guarda chuva convencional que os Estados Unidos exerciam ele.
Perdeu a validade, né?
Do ponto de vista das monarquias árabes do Golfo e da Jordânia, quando e do Iraque, aliás, também quando o Irã passou a atacar as bases militares Americanas desses países e elas se tornaram para raios, em vez de serem proteção.
Guarda chuvas, né?
Elas atraíram os ataques iranianos que não se restringiram às bases militares.
Atacaram instalações de energia e até mesmo usinas de dessalinização.
Então é isso levou a as as monarquias AA concluir que essa proteção convencional não é suficiente.
Por outro lado, elas também se frustraram muito com a China, porque, embora tenha uma enorme proximidade, complementaridade econômica entre essas monarquias e a China, por outro lado, a China não moveu uma palha.
Para conter o Irã e os sauditas, os Emirates, todos eles, todas essas monarquias esperavam que a China exercesse esse papel de contenção, né?
De forma proativa.
Pelo contrário, há indícios de que a China pode ter é oferecido inteligência para os iranianos identificarem, por exemplo, as instalações da cia.
É em Bagdá, no aeroporto de Bagdá, e em riade, na embaixada dos Estados Unidos em.
Reade, só ela teria essa capacidade.
Então é daí a necessidade de que o Trump sente a partir de abril, quando começou essa negociação de é capturar realmente a ambição nuclear.
É saudita que estava fugindo pelas mãos.
Bom, hollerin.
Pessoa 1
Salman há muito tempo queria um acordo desse tipo com Os Americanos.
Grande parte dos homens Fortes ali da região tentaram Kadafi, tentou, com resultados conhecidos, Saddam Hussein.
Pessoa 9
Tentou.
Pessoa 1
Com resultados conhecidos, a gente viu até aqui em vitério nessa, digamos, é nesse mercado negro da proliferação nuclear, sobretudo o Paquistão, envolvido muito mais do que a China.
Inclusive a China até aqui, não deixou traços disso.
Agora, qual é a ambição nuclear de Mohamad pinçau?
Pessoa 7
Olha, William, ele nos afirmou isso em 2018.
Ele disse que se o Irã chegasse a uma bomba atômica, a Arábia Saudita também teria.
Ele deixou isso muito claro e de fato é.
O Irã não tem essa bomba atômica, mas tem 441 kg de Urano e requecidos a 60%, que não tem utilidade civil.
Não há finalidade civil para Urano e requecido nesse teor.
Urânio pra geração de energia, que é esse acordo que os Estados Unidos estão fazendo, carábia saudita, ele é de 3 a 5% de enriquecimento.
Agora, existe fator é geopolítico, é da Rússia e da China, né?
Eu vou colocar a Rússia aqui na conversa, porque eu vou.
Vou fechar com a China porque a Rússia, embora enfiada na guerra da Ucrânia, ela continua, é é construindo infraestrutura nuclear na Turquia.
No Egito, em Bangladesh, na Hungria e modernizando a infraestrutura da Índia.
E aí tem?
Pessoa 1
O fator.
Pessoa 7
China a China é é o maior comprador do petróleo saudita e ampliou investimentos na infraestrutura da Arábia Saudita e como mencionei há pouco, mediou a aproximação entre a Arábia Saudita e o Irã.
Em 2023, expandiu as vendas militares para a Arábia Saudita e se tornou uma candidata natural a fornecer reatores nucleares.
Então o movimento dos Estados Unidos me parece que vai na direção.
De uma forma ou de outra, haverá fornecedor pra essa tecnologia, pra países que possam pagá la.
E havendo fornecedores que não serão, os Estados Unidos podem ser oponentes, como a China ou a Rússia.
Os Estados Unidos precisam correr o risco é de mais uma vez.
É fornecer tecnologia civil, com o risco de ela se tornar uma tecnologia militar.
Agora, o que é realmente um fator de alta crítica nesse acordo?
Ele é um acordo?
É o acordo 123 da lei é de energia atômica dos Estados Unidos.
O fator mais crítico é que não, não se prevejam as fiscalizações da agência Internacional de energia atômica.
Não há porque ser assim.
O New York Times deu hoje que isso está acontecendo porque a Arábia Saudita considera que essas fiscalizações são muito intrusivas.
William, que é o que nós no Brasil, também.
Pessoa 1
Consideramos em relação às instalações do programa da marinha aqui em iperoi, em Sorocaba.
Isso é um fato bastante conhecido.
Agora, let's talk Business.
Trump parece empolgado com a possibilidade da westing House, que é a principal, digamos, empresa envolvida no programa nuclear civil americano.
Aliás, o pessoal esquece que o Angra um é da westing House, foi comprado um tempão atrás, mas é da westing House.
É o westing House.
Chegue na mina de ouro?
Será agora.
É impressionante.
Pessoa 9
Né?
Essa questão nuclear se tornar parte da política industrial de Donald Trump, né?
EE, é até contraintuitivo, porque se tem uma das coisas que o Donald Trump mantém há 40 anos.
É o receio, a cautela com relação à energia, AA questão nuclear, que é atribuída inclusive ao fato de que ele tinha um tio que era físico nuclear, e ele explicou para ele os perigos da bomba nuclear.
Mas aí entram Egito e Turquia como candidatos naturais, né?
Já que a Arábia Saudita pode.
Então vamos comprar reator ao westinghouse?
Pessoa 1
É e aí é incrível.
Pessoa 9
Realmente, ainda mais nesses termos sem o padrão ouro, sem impedir que é enriqueçam tenham a capacidade de enriquecimento de urânio, de reprocessamento.
É tanto de urânio quanto de plutónio, que são marcas da possibilidade de alcançar a energia.
A bomba é nuclear.
Realmente a gente está diante de uma caixa de Pandora que está sendo aberta.
Vitelio brstolin.
Pessoa 1
Muito obrigado pela participação aqui no WW.
Vitelio é professor de relações internacionais lá da UFF e no Rio e pesquisador de Harvard.
Boa noite, vitelio.
Boa noite.
Obrigado, Lourival.
Pessoa 7
Igualmente.
Pessoa 1
Obrigado, está conosco.
Agradecimentos Finais e Despedida do WW
O programa fica por aqui mais conteúdos.
Procure a nossa página do WW no site da CNN Brasil.
Essa edição fica por aqui.
Obrigado.
Boa noite.
Podcast Summary
Key Points:
A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta crises internas devido a brigas familiares, escândalos e falta de apoio do centrão.
Flávio causou controvérsia ao falar sobre urnas eletrônicas com embaixadores, gerando críticas e uma ação do PT no TSE.
O governo Lula lançou um pacote de crédito de R$ 18,5 bilhões para setores afetados pelas tarifas de Trump, reforçando o discurso de defesa da soberania nacional.
As tarifas dos EUA devem impor alíquotas de 12,5% ao Brasil, com impacto em manufaturados e médias empresas.
Especialistas avaliam que negociações comerciais com os EUA só devem ocorrer após as eleições brasileiras e americanas.
O PT explora politicamente o tarifaço, associando a família Bolsonaro a Trump e usando o slogan "Brasil não se entrega".
Summary:
A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades internas, como brigas familiares e falta de apoio político, além de controvérsias sobre suas declarações sobre urnas eletrônicas, que levaram o PT a acionar o TSE. Enquanto isso, o governo Lula respondeu ao tarifaço de Trump com um pacote de R$ 18,5 bilhões em crédito para setores afetados, reforçando o discurso de defesa da soberania nacional. As tarifas americanas, previstas para 12,5%, impactam especialmente manufaturados e médias empresas, que buscam alternativas como redirecionar exportações para outros mercados.
Especialistas apontam que negociações formais com os EUA só devem avançar após as eleições. O PT capitaliza politicamente a situação, associando os Bolsonaro a Trump e lançando campanhas como "Brasil não se entrega". A análise também destaca que o tarifaço fortalece o discurso de Lula, enquanto a oposição enfrenta desafios para se desvencilhar da imagem negativa ligada ao protecionismo americano.
FAQs
Ele repetiu o discurso do pai, Jair Bolsonaro, questionando o sistema eleitoral, o que levou o PT a acionar o TSE por 'fraude informacional' e abuso de poder político. Isso é visto como uma obsessão por um tema que não é prioridade para outras forças políticas, prejudicando sua campanha.
É um pacote com R$ 18,5 bilhões em crédito subsidiado para setores impactados pelas tarifas de Trump, incluindo exportadores de manufaturados, agro e minerais críticos. Empresas afetadas por tarifas de trabalho forçado também podem acessar os recursos.
A instabilidade política no Brasil e nos EUA, somada à falta de prioridade americana na agenda comercial, adia negociações formais. Enquanto isso, o governo foca em medidas paliativas como crédito e isenções.
Eles solicitam redução de impostos como o IOF, restabelecimento do Reintegra (devolução de impostos da cadeia produtiva) e negociação formal com os EUA. Muitos consideram os juros do crédito ainda altos.
Elas buscam novos mercados na América Latina e União Europeia, ajustando cadeias produtivas. Algumas montam fases finais de produção nos EUA para evitar tarifas ou exportam via México e Argentina.
Trump tem 55% de desaprovação entre brasileiros. O governo Lula associa os Bolsonaro ao tarifaço, usando discursos de defesa da soberania para ganhar capital eleitoral.
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