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Faria Lima vai atrás de fortunas do agro | Irã pode ter limitado impactos da guerra

12m 48s

Faria Lima vai atrás de fortunas do agro | Irã pode ter limitado impactos da guerra

O episódio aborda dois temas aparentemente distintos, mas que revelam como o poder está sendo redesenhado em diferentes frentes. No primeiro segmento, a "Faria Lima" — o centro financeiro de São Paulo — está migrando para o interior do Brasil, especialmente para o Tocantins, em busca dos recursos do agronegócio. O setor agropecuário, que movimenta mais de 1 trilhão de reais anualmente e representa cerca de 25% do PIB, historicamente mantinha seu dinheiro fora do sistema financeiro tradicional, investido em terra, gado ou contas correntes de baixo rendimento. Agora, gestoras como XP, BTG e Itaú estão enviando executivos para as fazendas, usando linguagem rural (como "sacas de soja") e construindo confiança por meio de visitas pessoais. A estratégia começa com operações de curto prazo para o caixa excedente e avança para planejamento sucessório e gestão patrimonial, especialmente em fazendas centenárias que precisam se profissionalizar. O segundo tema trata da guerra no Irã. Apesar da declaração do presidente Trump de que o país foi "totalmente obliterado" militarmente, relatórios de inteligência europeia indicam que o regime iraniano se preparou para o conflito com uma estratégia descentralizada, mantendo grande parte de seus mísseis, drones e capacidade de comando. O cessar-fogo, portanto, pode ser uma pausa tática para reorganização, e não um passo real rumo à paz. Ambos os casos mostram como o poder — seja financeiro ou militar — exige adaptação, presença e compreensão profunda dos contextos locais.

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2224 Words, 12874 Characters

Portuguese
[Música] Oi, bom dia como vai! Hoje no estratégia do dia, dois mundos que parecem não ter nada a ver com o outro, mas que de forma bem diferente, sendo sincero aqui, são redesenhando como o poder funciona. [Música] No primeiro segmento, a gente vai pra Tokantins. Sim, Tokantins. Porque enquanto o São Paulo inteira debate em um flação e se Link, a faria Lima pegou a caminhonete, botou a bota de couro e foi a caça do agrícorduro brasileiro. O agro negócio vale mais de 1 trilhão de reais por ano, e os grandes bancos finalmente decidiram que era hora de buscar esse dinheiro onde ele mora. Literalmente, tá? Vamos entender. No segundo segmento, a gente fala de uma guerra que o governo americano declarou vencida, só que a inteligência militar europeia não parece ter recebido, memorando. Olha só o que tá acontecendo. Segundo, a abelhações de aliados ocidentais, o iraçae dos bombardeios americanos e israelens muito menos destruído do que Donald Trump garantiu ao mundo. Ainda tem missão, ainda tem drone, e ainda tem regime em pé. O que isso significa pra um césar fogo que pode não durar, e pro mundo todo que respirar esse petróleo? Vamos entender o episódio de hoje. Então, dois temas, dois tipos de poder, um que se constrói em saca de soja, o outro que se mede em missão balístico. Então, fica até o fim, porque o episódio bem interessante, livrando só que você pode seguir no sub-video catch. Essa é a brinossopere-fíu, colocar pra seguir, assimifica atualizado todos os dias do que acontece no Brasil, no mundo. Vou deixar aqui também o meu Instagram caso, você querer acompanhar vídeos mais, escondrairos sobre política, agilpolitica, economia, tá? O primo ala no Instagram. E ainda começando pela faria Lima aqui, olha só, foi pra interior. Um banquero da faria Lima foi uma pescaria. Não é um começo de uma piada ruim, a nova estratégia de negócios dos maiores gestores de recursos aqui do país. Nos últimos anos, enquanto o agronegócio brasileiro acumulava fortunas históricas, o dinheiro dos produtores ficava um de sempre esteve, enterrado na Terra, reinvestido em gado, ou parado aí de uma conta corrente, rendendo o mínimo possível. XP, BTG, Pactual, ITAL e outros grandes nomes do mercado financeiro, olhar um preço cenário e chegar a uma conclusão meio óbvia. É muita grana presa do lado errado do mapa. A solução ir até lá. Forte Mamartins é a chefe comercial do segmento Agro da XP, a Trabalhinha Palmas no Tocantins, percorre clientes do Ford F150 ou Zabota de Coro, leva Bolsa Gute e toma Chima Rão na Fazenda com os clientes. Esse é o uniforme oficial de que precisa ser elevado a sério na cidade, na Fazenda mesmo o tempo, caso você já tem esse perguntado. Isso não é detalhe de perfil, é estratégia, olha só isso. Porque o produtor rural brasileiro, especialmente os maiçicos, não confia em pessoas que ele não conhece. E muito dificilmente vai confiar em alguém que aparece no externo do nada, falando em "Duration in asset allocation". Até a pandemia, olha só que curioso era o contrário, era o fazendeiro que pegava via um pração Paulo Duas 3x por ano para visitar o banco. Volnei aqui no Santos, dono de uma empresa de processamento do Soja no Ducantis com o faturamento de 4 bilhões reais por ano, fazia esse deslocamento de 2 horas e meia como rotina. Hoje, a farelima que vai até ele. Tá, porque agora o que aconteceu? Porque o tamanho do prêmio ficou impossível de ignorar. O agronegócio brasileiro representa cerca de 1/4 do PIB nacional e gerar mais de 1 trião de reais por ano. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de Soja, açúcar, café, suco de laranja e carne bovina. Na última área, cada até 2024, o setor cresceu 28% segundo a CPA. Em algumas cidades do interior, o PIB percata é 3x maior que a média nacional, tá? O problema é que esse dinheiro historicamente não entra no sistema financeiro tradicional, ele vira terra, a unitado no meio rural inclusive que resume tudo. Quem compra a terra não é herra. Já viu isso alguma vez, alguém já for isso pra você? E não é só folclórica, terra no Brasil não som, não vai a zero e não manda e meio de mordem cal. Do ponto de vista emocional, faz todo o sentido, historicamente como estratégia de longo prazo acabou funcionando também. Mas o mercado financeiro acredita que essa lógica tem uma falha estrutural, liquidez zero. Se vê uma crise, se é só de espê encasse, os juros ducos teio explodirem, o fazender o rico no papel pode estar completamente travado no caixa. E aí a fazenda de família construída em 100 anos vai alerão. Essa vulnerabilidade é exatamente a porta de entrada que os gestores estão usando. Segundo João Suárez, se ou do Rio Negro Family Office, em campo grande, a conversa começa mostrando ao produtor o que acontece o negócio formal. Como que a família recomece, é qual que é o plano B, a terra é o patrimônio, mas que em garante a operação no intervalo entre uma crise e a próxima colheita. Boa pergunta, não é? A primeira solução que normalmente entra é simples, operações compromissadas. Basicamente você vai lá, pega o caixa excedente, aquele dinheiro que fica parado depois da colheita e coloca pra render no curto prazo. Parece óbvio, não parece. Mas com um produtor que nunca pensou em termos financeiros, o argumento mais efetivo não é taxa de retorno. Esses investimentos vai endessir sacas de sóge por mês, falando a linguagem do pessoal do agro. Faixa uma martinha daquela personagem que eu introduzi, aprendeu isso cedo na carreira. O plano de abordagem depois disso é gradual. Primeiro, o curto prazo, depois quando o cliente já confie em você, você apresenta a ed de comotes, gestão de patrimônio e estrutura tributária. Era o moro antes do casamento, né? Só que o dot é em saca de sóge. Mas há um obstáculo claro que os próprios produtores identificam. Vinícios Carvalho, empresário do agro Nultocantins, descreve a cena com precisão cirurgica. Um fazendeiro de 65 anos com meio milhão investido na Terra, se senta pra conversar com um gestor que começa a falar em durations, assets, enxeno a sala de termos inglês e siglas. Eu fazendeiro ouviu tudo, agradeceu e claro, foi embora. Na fazenda isso se chama "visita de vendedor que não voltou". A GSP tenta resolver parte disso com a escala e evento. Todo ano a empresa realiza um encontro de dois dias em São Paulo, que reuni mais de 30 mil pessoas do agro negócio. O aplido não oficial do evento é farmpalusa. Tem exposição de máquina, tem show, de música certa neja, e algum lugar no meio disso tudo acontece negócios. Claro, esse objetivo do evento. Wall Street tem Davos. Agro tem farmpalusa. Nessa mente farmpalusa parece bem mais divertida. O segmento que tenha avançado mais rápido é o planejamento sucessório. Fazendo as centenárias com três gerações de proprietários, chega no momento em que precisam se transformar em empresa, criar holdings, estruturar a tributação, definir quem é do que. É uma dor real urgente e o mercado financeiro tem produto pra isso. A segunda ou terceira geração, aquela que estudou, viajou, às vezes fez MBA, vai muito provavelmente chegar em casa provocando o pai pra deixar esta gestão mais profissional. E aí está o detalhe mais revelador de tudo isso. Toma a Xima Runa Fazenda com cliente, é isso da tédia comercial oficial da XP. Tem gestora em São Paulo que passa de enviador no link de ensinar um saco das pessoas e não fecha metade do que fatima, fecha de Xima Runa e Xima Runa. Não é que o fazender passou a confiar na faria Lima. É que a Freelima foi até ele, aprendeu a falar só, e chegou com um problema que ele não consegue mais adiar. E bora falar sobre o ira que aparentemente sobreviveu. Vou me entender. Abre aspas o ira foi totalmente obliterado, militarmente e de outras formas, fechadas. Essas são as palavras do presidente dos Estados Unidos do Donald Trump, publicadas no "Truth Social" na segunda feira. A inteligência militar europeia leu isso lá no "Truth Social" e educaramente não disse nada. Que é exatamente o que se faz quando não quer começar uma briga. Segundo fonte esfamilharizadas com relatório de inteligência europeia e também do golfo, o ira cêu das operações militares americanas e relências em condições que significatiu amêndes melhores do que o governo Trump declarou publicamente. O regime está estabil, o arsenal de míssis está em grande parte intacto. Os drones em números de milhares seguem operacionais. E a liderança do país, apesar de ter perdido figuras de alto escalão, se reorganizou de forma planejada. Antes de entrar nos detalhes, uma conta de atualização rápida do que aconteceu. Desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos iniciaram a operação atisada de Epic Fury, junto com Israel, o ira foi algo de mais de 13 mil ataques americanos segundo a atualização do comando central dos Estados Unidos e foi publicada em abril. Mais de 155 barcações direnianas foram destruídas. Infraestrutura de comando, controle, míssis balísticos, torna a lista de alvos. O secretário de defesa Pete Hacksett chegou a dizer no dia 8 de abril que o ira havia sido tornado e neficaspe no combate por anos. Trump por sua vez anunciou um cessar a fogo com a declaração de que o sado Unidos tinham alcançado e superado todos os objetivos militares. O problema é o que as avaliações de inteligência descrevem do outro lado da equação. O ira, ao que tudo indica, se preparou para esse confito com antecedência. A estratégia chamada de mosaico descentralizou o poder de decisão militar por linhas provinciais dando a comandantes locais, autonomia para agir sem dê impender de ordens o topo da cadeia. O que isso significa? Significa que matar a líderes cênios, em quando o Ayatolá ali camenei e o secretário do Conselho de Segurança Nacional, o Ali Larinjeni, causou impacto político significativo. Claro, mas não paralisou a máquina militar. É diferença entre cortar a cabeça de uma cobra e cortar a cabeça de uma hidra. O ira também desperistou seus lançadores de míssis infraestrutura de drones por tudo território nacional podendo entre diferentes locais para dificultar a identificação e destruição. É o jogo do copo com a bolinha, só que os copos pesam toneladas e as apostas são já políticas. O irâjas para o pelo menos 1850 desses misses no conflito. Então faz as contas. Se o reddit é 2550 misses e já usou quase 1850, o estoque restante é limitado, mas não inexistente. E algumas fontes ocidentais estimam que seriam necessárias de duas a três semanas adicionais de strikes para degradar completamente as capacidades iranianas. Outras fontes dizem que esse é o cenário otimista. Ótimo. Headset disse que o comando e controle iraniano estava tão destruído que eles mal conseguem falar esse coordenar. O ira responder com um ataque e seis dias depois. Isso tudo importa muito pro contexto de se saa fogo atual. Se o ira entrou nessa tregua como reservas militares intactas, com uma estrutura de comando que se viveu ao pior e como tempo pra se organizar, o que que impede que ele usa essa pausa estratégicamente? A inteligência ocidental levando exatamente essa questão. O césar fogo pode estar sendo usado como janela de preparação, não como caminho pra paz. O regime perdeu seu líder supremo, seu secretário de segurança nacional e parte da cúpula militar. E ainda sinta de pé reorganizado ou planejamento de contingência deles era excepcional, ou a definição de obliterado mudou muito recentemente e ninguém avisou a gente. O mais honesto que se pode dizer com base nos relatórios disponíveis é o seguinte, os EUA causaram dano real e significativo ao ira, mataram líderes, destruíram e infraestrutura, enfraqueceram capacidades. Mas obliterar um pai que se preparou durante anos para exatamente esse cenário é uma operação muito mais longa e cara do que uma declaração no true soul já consegue descrever. O ira perdeu muito, mas ainda está em campo. E no jogo de potências que define o orente médio, acredite ou não isso conta, tá? Eu sou o Lambo Anco, as informações são da Bloomberg News, episódio feitado por Lucia Kiros. E deixe aqui nos comentários o que você achou dessa história da faria Lima no agro. Curioso, não é? No mínimo. E lendo os comentários, episódio passado, eu vejo que o Marco reiz diz que trabalha na escala 6 por 1. Não é bom, mas entendo que isso não vai acabar uma canetada igual aos populistas, estão propondo. Isabela Sória diz que nunca trabalhou na escala 6 por 1, mas já perdeu oportunidade de trabalho ao expressar entrevistas que não seria a primeira opção. Sincericide na Isabela. Sei que eu disse, eu técnicamente trabalho na escala 6 por 1, não chega a trabalhar dia de sábado, porém todos os dias trabalhamos uma hora a mais para compensar esse sábado, que dá 10 horas por dia no escritório e ao inferno. E gente deixa aqui nos comentários o que você achou dessa história da faria Lima no agro que eu leio no próximo episódio. A gente se encontra lá. Tchau. [música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. Grandes bancos e gestoras (XP, BTG, Itaú) estão indo pessoalmente ao interior do Brasil, como Tocantins, para captar o dinheiro do agronegócio, que representa 1/4 do PIB e gera mais de 1 trilhão de reais por ano.
  2. A estratégia envolve adaptar a linguagem financeira ao universo rural (ex.
  3. O planejamento sucessório e a gestão de caixa excedente são as principais portas de entrada, pois muitos produtores mantêm patrimônio imobilizado em terra, sem liquidez.
  4. Em paralelo, a inteligência europeia contradiz a narrativa de Trump de que o Irã foi "obliterado" militarmente; o regime iraniano se preparou com uma estratégia descentralizada e ainda mantém mísseis, drones e capacidade de comando.
  5. O cessar-fogo atual pode ser uma pausa tática para o Irã se reorganizar, e não um caminho para a paz, já que os danos militares reais foram significativos, mas não fatais.

Summary:

O episódio aborda dois temas aparentemente distintos, mas que revelam como o poder está sendo redesenhado em diferentes frentes. No primeiro segmento, a "Faria Lima" — o centro financeiro de São Paulo — está migrando para o interior do Brasil, especialmente para o Tocantins, em busca dos recursos do agronegócio. O setor agropecuário, que movimenta mais de 1 trilhão de reais anualmente e representa cerca de 25% do PIB, historicamente mantinha seu dinheiro fora do sistema financeiro tradicional, investido em terra, gado ou contas correntes de baixo rendimento.

Agora, gestoras como XP, BTG e Itaú estão enviando executivos para as fazendas, usando linguagem rural (como "sacas de soja") e construindo confiança por meio de visitas pessoais. A estratégia começa com operações de curto prazo para o caixa excedente e avança para planejamento sucessório e gestão patrimonial, especialmente em fazendas centenárias que precisam se profissionalizar. O segundo tema trata da guerra no Irã.

Apesar da declaração do presidente Trump de que o país foi "totalmente obliterado" militarmente, relatórios de inteligência europeia indicam que o regime iraniano se preparou para o conflito com uma estratégia descentralizada, mantendo grande parte de seus mísseis, drones e capacidade de comando. O cessar-fogo, portanto, pode ser uma pausa tática para reorganização, e não um passo real rumo à paz. Ambos os casos mostram como o poder — seja financeiro ou militar — exige adaptação, presença e compreensão profunda dos contextos locais.

FAQs

Grandes bancos e gestoras, como XP e BTG, estão indo até os produtores rurais no interior, em vez de esperá-los em São Paulo. Eles adotam uma abordagem mais pessoal, como visitar fazendas e falar em linguagem do agro, para captar o dinheiro do setor, que gera mais de 1 trilhão de reais por ano.

Historicamente, eles preferiam reinvestir o dinheiro em terra, gado ou deixá-lo parado em conta corrente, por desconfiança de quem não conhecem e por considerar a terra um patrimônio seguro. A falta de liquidez é uma vulnerabilidade que os bancos estão usando para oferecer soluções financeiras.

A XP usa uma abordagem gradual e pessoal, começando com operações de curto prazo, como fazer o caixa excedente render em sacas de soja, e depois oferecendo gestão de patrimônio e planejamento sucessório. Eles também realizam o evento 'Farpalusa' para conectar produtores e mercado financeiro.

É um encontro anual de dois dias em São Paulo, organizado pela XP, que reúne mais de 30 mil pessoas do agronegócio. Inclui exposição de máquinas, shows e negócios, funcionando como uma versão agro de Davos para aproximar produtores e gestores financeiros.

Segundo relatórios, o Irã não foi 'obliterado' como Trump declarou. O regime está estável, com arsenal de mísseis e drones em grande parte intactos, e a liderança se reorganizou de forma planejada, usando uma estratégia descentralizada que dificultou a destruição total.

A inteligência ocidental teme que o Irã use a pausa estratégica para se reorganizar, já que manteve capacidades militares significativas. O cessar-fogo pode ser uma janela de preparação, não um caminho para a paz, especialmente após a perda de líderes importantes.

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