família, culpa e limites emocionais, com Thais Basile
52m 9s
O episódio aborda como o Natal intensifica dinâmicas familiares inconscientes, nas quais cada membro repete papéis definidos desde a infância, sem vocabulário para questioná-los. A principal questão é o trabalho emocional feminino: as mulheres são socialmente responsabilizadas por organizar encontros, cuidar de todos e evitar conflitos, uma carga naturalizada que mistura prazer (por ser fonte de identidade e poder) e sofrimento (por anular a autenticidade). Essa dinâmica é intergeracional, transmitida por expectativas e punições simbólicas. A psicóloga explica que, mesmo quando a pessoa tenta mudar, a família reage com microabusos e chantagens para mantê-la no "equilíbrio doente" conhecido. A dificuldade de impor limites vem da fantasia de que um "não" pode destruir o vínculo e gerar rejeição. No entanto, a clínica mostra que isso é, em grande parte, uma fantasia infantil. O processo terapêutico ajuda a pessoa a se fortalecer emocionalmente, distinguir aprovação de amor verdadeiro e sustentar sua autenticidade, mesmo diante da pressão familiar. O episódio não propõe ruptura total, mas sim clareza para escolher como estar (ou não) nessas datas sem se abandonar.
[Música] Bom dia, óbvies! Todas as famílias se parece, mas cada família em feliz é em feliz a sua maneira. A frase do Tolstoy, e o Natal é provavelmente a época em que essa diferença ficar muita mais fácil de enxergar. Quando a família se reúne, a gente não encontra só o pai, a mãe e irmã, os tíls. A gente reencontra também o lugar que aprendeu a ocupar ali. Toda família, a pessoa que puxa todo mundo, aqui é o ganhizo que vai ser servido, onde cada um vai ficar, quem vem, quem não vem. Tem aquela que é tratada como a mais sensível, aquela que apuenta tudo, aquela que não pode ouvir certas coisas porque dizanda, aquela que em variávelmente vira assunto quando sai da sala. Tem também quem acaba o Natal chorando no banheiro. Só que na maioria das vezes esses lugares foram definidos muito antes da gente ter vocabulário pra falar sobre isso. Às vezes a gente chega bem, mas vai subir um comentário que conhece de cor, sobre o corpo, o relacionamento, o trabalho, a forma como escolhemos viver, e alguma coisa acende. Depende, a gente responde de um jeito que achava que tinha ficado no passado. É um tom de voz, um jeito de se defender ou até atacar, que não combina mais com a vida que a gente construiu, mas combina perfeitamente com quem já fomos dentro daquele mesmo contexto. Existe também um cansaço mais discreto, o de quem sente que se não estivesse grande as pontas, nada vai acontecer. Quem abre o grupo, quem tenta conciliar agenda, quem lembra da existência de todo mundo, quem preveu os problemas e já faz aquela administração pra que não haja a clima. Na prática, quase sempre uma mulher. E esse tipo de trabalho emocional é recebido como os fos natural, esperado, quase obrigatório. Se dá certo, foi amor. Se não dá, a frustração também costuma voltar pra mesma pessoa. Afinal de contas, no seu Natal, quem fica em pé e quem fica sentada. É mais ou menos por aí que começa as perguntas que nem sempre a gente tem coragem de fazer em voz alto, mas que eu for fazendo a pessoa de hoje. Por que certas pessoas conseguem despertar o pior na gente tão rápido? Até que ponto a gente repete um roteiro antigo sem perceber. E até onde a gente consegue ir sem passar por cima de nós mesmos e nome da paz em família. A mesma tempo, nesse cenário, caótico e dingovel pra lá, pra cá, o Natal parece uma prova final de que nossa família boa, funcional, afetuosa e evoluída. Só que quando a realidade não bate com o ideal, a gente é invadido por culpa, vergonha, tem uma certa sanção de fracaso. Esse episódio não é sobre transformar sua família diagnóstico, nem sobre dizer que a solução é romper com todo mundo ou aguentar calada. É pra gente olhar pra essas cenas com um pouco mais de clareza, entender de onde vem essa exaustão, essa culpa, é até uma dificuldade de colocar limite. Bom dia, óbvres. Eu sou Marcelo Iber, nesse episódio, o Converse Com�Cicóloga Tá Is Basinho, sobre família, culpa e limites emocionais do fim de ano. A gente vai falar sobre o que sabe por trás dos papéis que repetimos sem perceber porque alguns familiares parece acessar versões muito antigas de nós, como é ser colocado no meio de conflitos que não começamos e quais caminhos existem quando a gente não quer, mas se abandonar pra cabernas natal dos outros. Abrindo espaço pra outro jeito possível gestar ou de não estar nessas datas. Bora lá. Tá Is Basinho, minha especialista favorita para sultos tricados, barraqueros. Seja bem-vinda de volta, bom dia óbvres. Me sinto muito em casa, só não vou falar que a família não é tradicional, uma família é simplesmente boa. Olha, o nosso encontro é anual, então a gente já conveniu. É verdade. É muito bom falar de família, né? É algo que unha nós todos, né? Não existe alguém que não venha de uma família ou que não tenha construído uma família pra si. Então é bem. a gente se sente bem falando. Vamos lá. Eu quero começar esse episódio falando sobre a cardamental do Natal. Porque eu acho que assim como em muitos outros ambientes da nossa sociedade, o trabalho emocional feminino, ele é visto como algo até por nós mesmas, em muitos casos, como algo prazeroso. Eu mesmo lembro que quando eu atingiu uma certa idade, em que não era mais a criança como uma atração ali, porque muitas vezes a criança não era uma atração, ela distrai os problemas, família, sem criança, eu acho que dá mais briga. Mas quando eu comecei a ocupar em lugar das mulheres dentro do meu Natal, eu fiquei orgulhosa, me senti nossa. Olha, eu também estou ajudando na cozinha. Olha, eu também estou me certificando de que o amigo oculto vai acontecer. Só que agora quando eu penso, "Olho, eu comece a observar, não só o meu, mas também outro exilmão que é a Natal, comece a achar que as famílias estão repetindo o padrão dentro dos casamentos, dentro também de muitas empresas, porque mesmo os homens, mulheres que estão no mesmo cargo, muitas vezes a mulher vai assumir um trabalho emocional maior ali, justamente porque é esperado dentro do mente profissional, que as mulheres sejam mais carinosas, que elas não podem dar o direito de serem aburgentes, as memoradas, enfim, tudo isso para te perguntar como que essa divisão desigual dos papéis de gênero que partem para o trabalho emocional feminino aparece em clínica. As mulheres estão conscientes de que tal vez parte da ansiedade de desembro, seja porque se a gente não fizer ninguém vai fazer." Ótimo pergunta, acho que a resposta está na pergunta, a gente pode ampliar aqui, você estava falando de carga emocional, e é genial, a gente fala disso, porque parece que a coisa da carga mental já ficou uma coisa batida, não nos anotos a bolha, vamos dizer assim, tá todo mundo já sabendo que é carga mental, os homens já estão um pouco espertos pelo menos na teoria, de que se não tiver alguém pensando para anjejar, dos que as mulheres já não querem mais fazer todo o planejamento, toda agenda, o pensamento, a burocracia, tudo que envolve o antes da execução, o antes de o durante, às vezes, às vezes você está executando e também planejando ainda aquilo ali, mas a carga emocional é muito bom que você traga, porque a gente vê muito isso nas mulheres mães, tem toda uma carga psíquica emocional, no cuidado de crianças, e eu já vou fazer o paralelo, já vou chegar no cérebro e me perguntou, que não envolve só mental emocional, que envolve o psiquismo, o simples tal, emprestar o próprio ego, para que as outras pessoas se sintam bem, para que as outras pessoas se potencializem, para que o caos não tome conta, para que as coisas assim caminhe emocionalmente, sem ninguém estar para fora, para que todo mundo se sinta, pertencente, isso é treta, isso é trabalho, isso é naturalizado completamente naturalizado. Então a preocupação, ela não é somental, ela é também desgastante para o nosso emocional, para o nosso psiquismo, nós não somos essas caixinhas, então a primeira coisa é isso. A segunda coisa é que ela embrei quando você estava falando de uma gringa maravilhosa, sempre vem aqui, nunca lembra os arrobas e que eu quero falar, mas como o Teudo vai ser bom para vocês entenderem a imagem, eu pode esquece, não tem imagem, mas a gente imagina juntos aqui. É uma moça que faz músicas, ironizando a sobrecarga feminina, e ela é maravilhosa, porque ela é a musicinha dela é grinha, então é inglês, mas ela fala assim, "Amagia de Natal são as mães, amagia de Natal são as mulheres, se você não sabe, amagia de Natal são as mulheres, quer dizer, tudo aquilo está sendo pensado, desde a comida, até quem não está legal, a gente vai fazer onde, os idosos da família estão como, quem vai ficar chateado, se não rolar, as crianças estão bem, quer dizer, isso tudo é trabalho, isso aparece na clínica, as pessoas estão percebendo, acho que antes ficavam muito na coisa da bolha feminista, isso ainda bem está se expandindo um pouco entre as próprias mulheres, antes de chegar nos homens, as próprias mulheres não chegavam nisso ainda, tão naturalizado, é tão esperado e tem prazer, Marcella, o que você falou, tem um prazer e tem um sofrimento, é por isso que é difícil da gente largar o oso, porque esse é o lugar de reconhecimento das mulheres, e também é o lugar de sofrimento, aquela coisa do chicotinho, é ruim, mas tem um prazer ali, aquela coisa sabe umas oquistas, eu vou continuar fazendo, porque eu não vou ter um lugar, você chamada de revoltada, eu vou ser aquela que vai ser goiista, outras mulheres da família vomir o dia a sério não fizer, não é só o que representa pra os homens, porque sim, as homens da família góram, que as mulheres se responsabilizem pela comida, pelos presentes, por toda a questão do local, quem vai estar, quem não vai estar, mas também tem você ser rechassada por outras mulheres que não estão tendo ainda a possibilidade ou a coragem ou desejo de sair um pouco de se deslocar um pouco desse lugar, então você vai ser julgado, isso que eu sei falar do, porque entre nós existem essas micro-opressões, que não são tão micro assim, completamente espécieuxas,
a gente fala de intergeracional. Já que você falou sobre o P 15, eu queria também te ouvir, porque eu entendo que quando a gente faz algo com uma repetição, e eu entendo quando você fala que é um misto de prazer e cansar, você, no meio como usado mais o que isso, gosto bem interessante, apesar de ser muito inconsciente isso, que fique claro pra ouvintes, eu entendo que tudo aquilo que nos dá uma reputação perante o outro, é também formação de identidade. Então, se o outro nos entende como "olha, como ela sabe fazer uma linda seia, aquilo se torna nossa identidade". E se a gente deixa de fazer, a gente perde também um pouco do nosso poder, porque é muito poderoso estar no domínio dessas decisões. Com certeza, perde o poder, perde o molho e perde uma defesa contra uma punição que antes estava fora, e porque eu estou falando antes, porque isso vendei fância. Então, o outro dia lembrei, abrindo a minha geladeira, falei "nossa, essa gaveta aqui de legumidia, de fruta tá suja, que porca". Eu falando pra mim, e eu não costumo falar assim comigo mais, muitos anos de análise. E aí na hora eu me estranhei, eu falei "A minha mãe dizia que tipo de mulher que deixa na geladeira desse jeito". Quer dizer, é quem a gente é, não é só, é quem a gente não deve ser, são migalhas, né? Distas que as manhas, as mulheres, as avós vão deixando umas pra as outras, de quem a gente deve ser e de quem não. Então, não tem que tomar um treinamento ativo, né? E olha, você deve fazer isso, tem também o passivo, punitivo, né? Faz o liu a destramento, para que a gente não quer estar no lugar de porca, de goiista, de. daquê o que não vai planejar. Então, a identidade é construída por esses dois polos, né? O positivo que eu devo ser e o que eu devo evitar. Isso tá muito marcado e é transgeracional. E é claro, né? Que a gente vai se atrair por esse lugar. Então, eu tenho alguma coisa ali que eu quero ganhar, que eu quero pelo menos transparer. Só que aí tem uma coisa, né, gente? Todos esses lugares que a gente se coloca como se fossem, pra além do que a gente realmente deseja fazer. Então, sendo máscara que a gente precisa obestir deis, lado a defância, sejam comportamentos que a gente faz, porque todo mundo faz, né? Algo assim. Mesmo se a gente for aprovada, né? A gente não vai se sentir a mada fazendo. Porque ser aprovada é um belo substituto do sermada. Não é você ali, você não tá fazendo que você realmente queria. Então, mesmo se você for aprovada, você não vai sentir aquela dose de amor e de reconhecimento que você gostaria. É importante marcar isso. A aprovação é amor. Qual a diferença de aprovação, o amor? O amor, a gente só pode sentir esse amor quando a gente sente que está sendo a gente mesmo em alguma medida. Que se permitiu se arriscar, sendo que a gente é. Se permitiu mostrar uma parte nossa pros outros, que a gente em geral esconde de nós. A aprovação ela vem quando a gente faz o oposto disso. Quando a gente veste o que o outro quer que a gente seja, cumpria a demanda do outro, as análises começam assim. "Tô cumprindo demais a demanda do outro, não me sinto mais a mada mesmo que o outro me aprov." E aí, aí vem que um monte de sintoma, porque eu tô escondendo quem eu realmente sou de mim, e pode ser por vários motivos. Principalmente por traumas, enfim. Neuros e outras traumas, coisas mais pesadas. Mas em alguma medida, todos estamos fazendo isso, mas é bom que a gente fique consciente do que está fazendo. Para tentar ter alguma escolha em falar assim, "Opa, será que eu preciso mesmo dessa vez ou desse jeito?" Será que não tem uma maneira de eu tentar agradar? Deu tentar pertencer, que não me prejudicte tanto, que não me coloque num lugar de depois me odiar, de sentir culpa, vergonha, não tem aquela coisa. "Ah, é sacamoral, eu fiz o que eu não queria fazer, aí eu chegue em casa e falo por que que eu fiz isso." Ficava duas semanas pensando que eu sou péssima, que eu não tinha feito, quer dizer. "Tem a ressaca, isso não é amor." "Se eu tentou ali, obter algo, obter, e não sentiu que era amor." "Tem isso tudo." Mas, já que você falou que está aparecendo em clínica, eu quero saber você ter algum caso em que a pessoa deixou de fazer. E qual é o efeito da família quando essa pessoa te deixa de fazer? Eu vou falar de forma geral aqui, tá? "Vamos fazer uma diferença, são básica entre a clínica de mulheres de homens, tá?" A clínica de mulheres, a gente está tratando com, de alguma maneira, tentar ser mais autêntica, aprender de alguma maneira ou distravar a raiva protetiva, aprender a reconhecer seus limites e ter força igual que a preassustentá-los. Essa é clínica feminina, tá? Questões com a sexualidade, em geral, por conta de abusos, por conta de inibições, coisas que ficaram lá atrás. Isso é clínica feminina. E a clínica masculina vai muito no oposto disso, muito às vezes, né? Aprender que a raiva não pode invadir o outro, olhar porque onde você foi invadido lá pelo seu próprio pai ou abandonar, quer dizer, gente, não tem essa coisa assim, o social é diferente do familiar, o social molda ou familiar, gerações e gerações lá pra trás. Então, o que a clínica traz pra gente tem pitadas de todas as opressões, de todas as violências sociais possíveis imagináveis, só que a diferença aqui na clínica a gente vê com cada um internalizou isso. Então, um vai fazer um sintominha, que é muito diferente do outro, que é, sei lá, um vai com uma inibição, outro vai com uma fobia, uma compulsão. Então, cada um vai fazer seu sintominha ali pra lidar, né? Mas as opressões, o que leva aquilo a acontecer, às vezes é muito parecido nas famílias. Isso é fato. Então, sim, aparece em quase todos os casos. E sim, a gente vai se fortalecendo, inclusive, analista, né? A gente não existe. Você está nessa posição de analista e não ser afetado pela história do outro. A gente aprende muito, é uma posição muito, traz muito humildade, muito aprendizado, né? A gente está acompanhando histórias que são sagradas, né? A gente vai aprendendo junto. E sim, as pessoas da família vão falar, "Nossa, mas não sei muda o tanto, você tá pior", né? Claro, você não está deixando usar tanto, você não está mais comprindo tanto a demanda do outro. Você está olhando mais porque você realmente precisa e deseja. Então, nem todo mundo vai gostar. E você só consegue fazer isso depois de você se sentir por alguém, às vezes, na clínica a primeira vez que a pessoa sente assim, realmente entendi do compreendido por quem você é, um corpo de suas falhas, seus defeitos, seus déficits, a clínica é esse lugar. A gente não vai se sentir julgado na clínica, não deveria. Você está sentindo julgado, leve para a sonalista, conversa lá, porque algo tá acontecendo. Às vezes é algo da ordem da fantasia mesmo, né? A hora julgada pelo meu mãe, tô achando que uma intervenção da analista tá me julgando aqui também, né? Então, não sei, né? O quanto que isso pode estar na fantasia ou no concreto. Mas a ideia de que dentro de uma análise a gente aprenda a ser um pouco mais inteiro, para sustentar a barra, que é falar não pros óculos, falar não para a família, gente. A coisa mais difícil que existe. A família é o último chefão dessa fase aí desse videogame, quer dizer, principalmente o mãe pai, né? Não todo mundo tem essa configuração, tá? Mas principalmente quem te criou lá, então é a vó que fazer com o sonalter, não por falar não para a vó. Pelo meu de Deus, né? Eu vou sentir que eu vou ser punida de volta, porque tem raiva, hein? Falar não, tem a gração natural. Então eu vou achar que essa gração vai te voltar contra mim, que eu vou ser rejeitado, que eu não vou ser mais amável, que eu vou perdendo ao lugar. É difícil demais, e a gente vai aprendendo e vai se fortalecer, inclusive em outras relações, a analisa é o protótipo, né? Da relação muitas vezes, para outras relações de habisade, que vão sustentar e vão dizer, "Se você cair ali, se a tua vó, se a tua mãe, se o pai não aceitar isso, você tem uma rede de. Tracai, com a rede do círculo, e aqui eu te pego, e aí você sente minimamente segura. Em geral, a relação não quebra, tá na nossa fantasia, se eu falar não, quebrou a cabotudo. Pelo nível de raiva que a gente sente, às vezes, daquela situação, e daquela pessoa. A gente acha que o nosso não vai ter potencial de acabar com tudo. Ah, eu vou negar, não vou passar o Natal como eu parecia, não. Cabou tudo para mim. Acabou tudo para mim. Ninguém vai morrer no fim das contas. Ele vai ficar bravo, depois não vai mais ficar, e vai dar tudo certo. Só que a fantasia é, estou matando meu pai. Olha que unipotência, né? É uma coisa que dá fantasia mesmo. Mas, às vezes não, é só fantasia. Tem muita chantagem emocional na genômica são milhares. Acho que talvez seja o mais explícito e mais fácil de cair. Porque eu adorei que você falou que a família é o pxafão do processo analítico. A gente pode vencer o ambiente profissional, aí tem relação ao meu namoroso, as amizades, as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as as a familia. E o que a gente não cai no nosso cotidiano. Eu acho que é muito mais fácil cair na ambiente familiar. Também porque, quando você falou sobre ressaca emocional, eu penso muito que as minhas ressaca emocionais vendia um dia, dois dias depois eu falava, "Nossa, mas por que você não comporta daquela maneira?" Que não sou eu. Aquilo é a marceladora sente. Ou aquilo é, não é como me comporta numa situação de conflito habitual. Não é fome me comporta nos meus outros ambientes. E aí eu cheguei desse conceito de regressão que eu achei maravilhoso, que eu queria muito que você trossesse, porque a gente às vezes se pega agindo de forma de infantil com a nossa família. E mesmo quando a gente já estava indo tão bem nas outras áreas da nossa vida, eu sou só eu, daí. Olha, Marcela, eu gosto muito de você, mas quem era fosse só você? Mas, pera a gente já todo mundo. É que tem gente que olha para isso e tem gente que não. Então, os que não, não vão assinar comigo não acontece. [MÚSICA DE FUNDO]
está muito defendida, muito ali em consciente das suas próprias questões. Então sim, acontece com todo mundo, mas nem todo mundo quer ter desejo, tem condições de acessar. Eu queria começar primeiro respondendo a outra questão que você colocou sobre a fantasia em cima, a fantasia e a realidade, né, são pagas, os microabusos e até nem tão micro, né, que a família faz para só ver você voltar para aquele lugar, né, de homem ou estados de equilíbrio, às vezes adecido, porque o equilíbrio é equilíbrio, né, mesmo que seja adecido, mesmo que seja ruíblia todo mundo, é o que a gente conhece, então a família vai sempre puxar para isso, né, a família que é mais para o saudável, ela faz uma contraprova da realidade da fantasia, então é assim, se eu enquanto criança, já vem com a culpa primária lá, né, porque eu tenho um tarraba do meu papai da minha mamãe e todas as crianças, tá gente? Mas não posso acessar isso, porque meu Deus é meu papai, minha mamãe, dependendo deles, né, então já vem com aquela culpa primária, também em relação a qualidade, não posso, né, que nem assim, algum momento vai ser castrado, vai ser ali, vai perceber que não é o seu lugar, tá junto com o papai, tá junto com a mamãe de um jeito que não é só, sendo filho, a criança sempre vai ter se um, e do pai da mãe vai querer se meter no triângulo e isso faz parte da infância, então essa culpa é meio que vem da infância, né, nós temos essa culpa mery de fábrica, é aquela coisa de lei desejo, né, eu tenho um desejo, mas tem a moral aqui, uma coisa no bate com a outra, eu vou ficar em algum tempo, eu vou sentir culpa, eu estou percebendo que estou fazendo algo errado, a fantasia da criança que mora em nós, tá gente? O William quando eu vou falar que nós temos todas as idades, eu adoro isso, porque é verdade, né, isso que você trouxe, nossa, nós temos todas as idades é bom demais, tá tudo aqui, né, e quanto mais nós de trauma, mais ainda, aqui nós não ficar fixada ali, quer dizer, não é que todas as idades estão alevinhas e soltas, né, tem algumas que estão fixadas, a gente também que patinando naquela idade ali, vamos lá, só fazer uma desculpa de ver, mas é porque me veio, então é possível você sentir que o seu pai está agindo de uma maneira matura, claro, é possível que uma pessoa tenha 70, 80 anos e tá agindo com a criança de dois 3 anos, sim, a gente foi muito isso, não tem a ver com data de nascimento, tem a ver com qual idade que a gente está apresentando para outro, exatamente, a gente prender de como aquela situação de conflito, de angústia chegou naquela pessoa é ativado nela a idade que ela tinha quando aquilo aconteceu muitas vezes, e dependendo da função que aquela pessoa te dá, né, então às vezes você é uma filha que tá a função de ser mamãe para pai do seu pai, então esse papai mamãe vão sempre estar num lugar de 4, 5, 6, 7, lá, quantos anos eles podem estar, são aquelas pessoas que vão muito bem no trabalho, que têm cogrintivas vezes super alidinâmico, sabe tudo, tem dinheiro, mas são a gente forma completamente matura, completamente dependente, completamente brenta e destrutivas vezes com filhos, ou quantas pessoas também, mas aqui danos em produtos, isso é muito possível com todo mundo, com a gente também, a ideia é que a gente consiga reconhecer e pedir ajuda a falar com todo legal, vamos ver o que aconteceu aqui, eu queria falar dessa contraprova da realidade, a ideia é que a família não força a gente neste lugar da fantasia, por um pai e uma mãe falam, vocês está me matando se você não vê aqui no Natal, você está me abandonando, como se ele fosse essa criança mesmo de 2, 3 anos, a fantasia que você tinha, de que você era tudo para o papai e para a mamãe, de que você devia salvar a mamãe, ela não tem uma contraprova da realidade, ela vai se confirmar, então você vai ficar muito mais preso, na sonorosa, no seu trauma, a família tem que agir como a contraprova da fantasia, que já é muito ruim para a gente, e que todo mundo tem, então a ideia é que um pai e mamãe consigam dizer, ninguém vai morrer, eu posso sofrer, posso ficar chateado, mas estamos juntos amanhã, obrigá-lo, depois saber que vai voltar, alguma coisa que não seja tão demandante, tão destrutiva, então é isso que você falou, né, chantagem, a coisa, isso vem como uma contraprova da realidade, isso retramatiza, isso faz a gente ficar muito culpada, que é o ódio que a gente sente a tamanho, e eu não posso mostrar, porque se meu pai já está falando que eu vou destruir ele, como é que eu vou nos fazer a gente, para ele, aí eu volto a gente, olha o que filha horrível, que culpa, aí vem super algo que é escotada, isso acontece, acontece muito, qual é o seu pergunta que você chama "efeito"? Alberde, você foi muito bem, porque de fato, abrir algumas abas, mas eu falei justamente sobre o conceito de regressão, sobre como estar perto das nossos familiares, muitas vezes a gente vai agir de uma maneira, que a gente teria vergonho, por exemplo, os nossos amigos dos vici ali, a gente fala "nossa, não sou eu, quem é essa pessoa?" Vamos dar um exemplo real que eu gosto, imagina que você está lá na reunião familiar, na tal e meu mãe fala assim "nossa, engordou" Aí se você é uma criança, por exemplo, que foi colocada em dieta, coisas restritivas, e foi chamada de porquim, aquelas coisas rorosas, que a gente sabe, desde os seus 5, 6 anos de idade, a gente vê que isso é bem normal, inclusive a qualidade média das meninas entrarem em dieta, acho que é isso E agora com o Red Social piora muito, essa é uma tragédia, você não conseguiu elaborar essa filhida energísica, essa rejeição, essa humilhação, que você sofre a extraição, porque você está na frente de outras pessoas, aquela pessoa está te humilhando, às vezes com ótima intenção, a ideia é que a gente possa, porque a gente gosta de discutir tanto pelo menos eu, é porque todo mundo tá sujeito a ser essa pessoa, porque a gente não tá querendo separar os tóxicos e eu sou a que assanta, todo mundo, com melhor das intenções pode ferir o outro, de maneira muito séria, então a gente precisa olhar para isso, não para ficar se controlando nada, mas para poder de alguma maneira falar "oh, tá em mim também, eu tenho potencial de ferir, eu preciso me olhar, eu comia filha foi assim por exemplo, né?" Então essa mãe, esse pai pode ter feito isso com cinco anos de idade para aquela pessoa, ela vai acessar se ela não elaborou isso ainda na Alice, ela vai acessar esta idade, a mesma vergonha que ela teve lá atrás, toda pode reajuchouro ando se escondendo, com o jeito que ela fazia com o traço, isso é real, não é essa regressão traumatica, é real, essa fixação, né, é real muito bom, e da mesma pauta, mais um pouco diferente, estudando, pra esse episódio eu cheguei nesse conceito do psicólogo Michael Carrinhan, que ele é o necessitador de relacionamentos e comportamento familiar e ele fala do conceito de social-helerdis, que são alejias sociais, que que isso quer dizer? Quando algo é pequeno, isolado, talvez onde tira o sério, só que muitas vezes a gente perde o controle com algo que é dito nessas situações familiares, porque aquilo já foi dito várias vezes assim, então uma, duas, três a sua vida toda foi aquele comentáriozinho, aquela provocaçãozinha que a pessoa, por ser algo pequeno, que ela te disse, ela pode dizer "nossa, você tá exagerando, não é? você tá exagerando, que loucura, mas na verdade a repetição faz com que aquilo seja só a gota d'água pra que você fale "xega", eu sei o que você tá querendo dizer, tá isso? Por que essas coisinhas pequenas nos desestabilizam tanto mesmo pra nós, mulheres que já nos entendemos como isso pertence ao outro, o que Maria disse sobre João, diz mais sobre Maria do que João, aí chega na família, a gente fala "vai se fuder" nós não somos seres cognitivos, por isso nossa bíria dos psicanalistas e dos psicólogos com os cultis, porque os cultis que se colocam nesse lugar de querer falar de psiquismano, não, com os cultis que estão no seu lugar lá no esporte, na empresa, não é isso, a nossa bíria é essa, porque você pode ter força o foco e afreque que você quiser querido, o inconsciente vai passar e vai te atropelar, assim, o mesmo que você vai esconder, não, eu consigo dominar, só vi como é que é, coisa só vi o risco da ordinar, o que é esse arrisco, essas frases, né? "Fogate não tem regno, nós não somos seres racionais, nós somos seres de fogate, tem muita regente" "Muito regno, meu fogate para de funcionar mais de uns a semana, por exemplo, o fogate quebra, gente, pelo amor de Deus, você tudo bem, se não quebrar ele, ele pifa de bem, se não quebrar de vez, então vamos lá, mesmo sabendo que aquilo não devia me afetar, nós somos seres subbíram divididos, então temos inconsciente, temos as nossas fridas narcísicas, nos nossos medos, as nossas questões, a nossa história de vida com aquela pessoa que pode ter sido muito complexa, né? E nós temos também o nosso pertencimento social, nós não somos seres de ilha, nós precisamos nos dar amor do outro, não é qualquer outro, claro, a gente vai prendendo na melhor das hipóteses, a buscar esse amor onde tem pra nos dar, onde tem alguma recíproca, onde não está um deserto ali, né? Por isso que escrevi sobre o deserto, emocional, a gente dando um ruim bonta de faca, você não vai conseguir nada ali, né? Tem a esperança, mas é algum momento que a esperança que precisa morrer pra gente fazer luto e buscar isso em outro lugar, num lugar mais florecente, vamos dizer assim, então tem essas duas coisas, o racional ali vai ser soma parte, o cognitivo vai ser atravessado pelo inconsciente, e nós vamos buscar nas pessoas algum tipo de aprovação, algum tipo de amor, algum tipo de pertencimento, o que é bacana gente acabar percebendo em algum momento? Ah, eu queria falar um pouco disso que você falou da alergia, né? Não tem como a gente saber, porque às vezes uma palavra dita no momento que você tá frágil, numa história de vida onde você já não tem muitos recursos, que você é muito pequena, ou porque você não tem
tem mais cuidadores do que aquele, você já é cuidado só por uma pessoa, está muito isolada, são muitos fatores, às vezes uma palavra em algum momento te marca por resovida. E às vezes alguma coisa repetida que ninguém acha que é um problema, vira um problema, por ser repetido, por ser crônico, então não tem como saber o que a gente estava vivendo. Se aquilo vai se transformar no terror da nossa vida, ou se vai ser algo que vai passar batido. Mas, eu quero deixar muito marcado isso aqui. Saber que cada um interpreta de um jeito, dependendo dos recursos internos, externos que a gente tem na vida, apoiam outras pessoas, renda, rassa tudo e envolve. Sabendo que cada um vai interpretar o que viveu de um jeito. O irmão vai ser um trauma ou outro, não vai ser, isso acontece a mesma situação às vezes, os mesmos faz para um irmão vai ser um trauma ou outro não. Não podemos deixar de pensar que temos uma coisa chamada realidade compartilhada. E violência, violência, e tem lei sobre isso. Então não é assim, "Ah, é meu pai me bateu por cinco anos com uma varinha, me deixa toda rocha, mas eu não tenho trauma sobre isso, não é por isso que deixa de ser violência, não é por isso que não tinha que existir isso aí. Ótimo que você não internalizou com o trauma, perfeito, ótimo. Mas você pode ter a inegação também, cuidado, né? Entendi, eu dei um exemplo aqui muito. Muito eu. Eu entendo perfeitamente porque inclusive isso é muito comum como justificativa de paz que seguem batendo nos filhos. Eu apanhei e tô bem. Sim, é uma racionalização, né? Tem um pouco isso de que a próxima geração é sempre mais fraca. Sim, sim, a gente ouvi isso desdeis lados dos gregos, né? No filósofos gregos, quer dizer, sempre a próxima geração é pior, né? Tem esse lugar, agora eu sou grande e assim, eu estou me domingo o pequeno poder, né? É a coisa do oprimido que vai virar o pressor. Tem toda uma. Composão Repetição, né? O Freud vai falar que é uma compensão repetição, eu não consigo elaborar em mim. Eu jogo pra frente e vou repetindo aquilo na tentativa de desgastar aquilo e chegar no motivo, pra eu entender o que aconteceu comigo. Só que enquanto isso eu não posso acessar um gúche, é muito pesado, então eu vou racionalizar. Eu vou falar, "Não, não, é aconteceu nada de ruim." Na verdade, sou eu não podendo acessar um gúche, o disamparo e o ódio. Gente, vamos normalizar que as pessoas que ama os seus pais também odeiam. A família, o lugar de ódio, se você acha que não existe, você tá, desculpa, tira. Fazer o charre de relação aqui, mas você tá preso na sua positividade tóxica. Você pode estar fazendo uma racionalização aí, um isolamento do seus afetos, não existe amor sem ódio, nem que seja pra você falar "Dão tempo, não aguento mais essa pessoa que se zilai e mim e rebastecê". Isso é ódio que não é destrutivo. É ódio que é da autonomia. O amor sempre vai ter ódio, mas, se essa pessoa te humilha, te abusa, esse ódio vai crescer e às vezes a gente tem medo do nosso ódio. Não conseguimos integrar o nosso ódio e isso pode virar um monte de sintoma, desde que liga a ansiedade, depressão, montão de culpa, é o super ego, chico, tira tanto a gente. E esse ódio pode ver não necessariamente daquilo que foi feito com você, mas o que foi feito com o outro, então, por exemplo, você tem ódio do seu pai pelo que ele fez com seu irmão. Você tava lá também, né? A gente tem de dizer assim, tem umas açãoilizações muito loucas, quem tá na clínica, fala caramba, olha a operação que a gente faz pra fugir da dor e do disampar. Tem gente que chegue e fala assim "Nossa, equitados meus pais, olha o que eles viveram na infância". Claro, né? As pessoas têm questões, tem que, pessoas têm questões muito sérias infantis, passaram um fome e foram muito abusadas, né? Mas aí você se pergunta, você não se crô nesse caldo, psíquico, você não tava lá também, você pode não estar lá fisicamente na infância do seu pai da sua mãe, mas você tá lá porque você é filho deles. Você também tá vivendo a consequência disso. Não é coitadinho deles, é coitadinho de você também, tá todo mundo no mesmo caldo. É uma racionalização pra falar "Ah, eu cuitado, eu vou aceitar aqui, vai". Deixa eles fazendo o que eles querem comigo porque é coitado, quer dizer, é medo do seu próprio ódio. Claro, quando você vê um pai e uma mãe fazendo algo com o irmão, você tá lá também, pode não tá lá na hora, mas você vê os efeitos no seu irmão. Você vê os efeitos no seu pai da sua mãe, violência deixa rastro. Não existe alguém violentar, alguém fica bem. A pessoa pode fingir, pode dizer pra si que tá bem. Não está a violência deixa rastro em quem faz e em quem recebe. Então, sim. Não necessariamente violência física. Não necessariamente violência física, muito tipo de violência aí temos, né? Principalmente violência psicológica que é mais difícil das pessoas perceber e nomearem e fazer em algo respeito. Principalmente se a gente é mulher. A mulher não pode reagir, né? Porque ela sempre vai ser exagerada, se é negra, negra raivosa, se é mulher branca, é infantilizada, você me amizenta. É isso, pra as mulheres é sempre assim, né? Sempre exagero, sempre loucura, dentro da família também já desde menino muitas vezes, pra muitas de nós, né? Eu já falava de um outro conceito que eu acho que vai ser muito importante aqui, que nas famílias é muito comum nas famílias, eu talvez ou seja, pra onde dá minha. Porque, falar da nossa família é sempre uma coisa, é esse sucolectivo. Olha, tem gente que não fala, hein? Tem gente que não fala nunca, só pra falar bem, né? A negação é tu antes. Pois é. E aí, outro dia eu tava falando com duas amigonas, minhas. E eu não tava presente numa conversa delas, eu morri de rir aquela risada miltraje de cómica, porque ela estava falando, "Não, mas pelo menos com a gente, nunca aconteceu tal coisa, nunca aconteceu tal coisa", aí uma delas falou assim pra outra. É, nesse sentido da Marcelo tá bem pior que a gente. Competição da desgraça. É elas me contando, eu rindo, eu falando, "Ah, eu amei, eu me sinto tão vista." Eu falei, "E isso, porque dificilmente dentro do núcleo vão dizer nossa, foi muito difícil que você passou." "Bas, você ter esse núcleo familiar fora do pareitêsco que reconheça, era que barra que você segurou, como não dizer que nossos amigos são nossa família, né?" O maravilhoso que vão que você tenha amigas que conseguem fazer isso, né? E aí, quando você fala que não vai ser dentro daquele grupo que praticou muitas vezes, vou permitir que as coisas ficassem de jeito que ficaram, não colocar o limite, não conseguiram ali, né? Fazer sua função adulta muitas vezes. A única condição, a única não, a condição base é a primeira condição, não é única. Pra que os nossos pais, o cuidadores ou adultos responsáveis possam fazer alguma coisa respeito destitra a uma dessas coisas que vão na família, transgeracionalmente, a principal condição é eles conseguirem acessar dentro deles o que eles viveram na infância e nomear isso como ruim, opressão, violência. Se eles não conseguem fazer isso ou não têm um desejo de fazer isso, eles jamais vão olhar pra você e falar a querida como você sofreu. Pelo contrário, eles vão falar "você não sabe de nada, você não sabe que é supré isso, né? Isso é exagero, isso não existe, isso não existiu, eles estão calando a eles mesmos, em primeiro lugar. A violência deixa rastro e tem faz também. A pessoa está se calando, está se violentando também. E o qual violenta são dinâmicas de triangulação? Aliás, só de explicar para os ouvintes o que são dinâmicas de triangulação dentro da veia de familiar? A triangulação, a gente pode comparar a triangulação talvez com uma passiva agressividade, uma agressividade indireta ou uma tentativa de um ganho de alguma coisa de forma indireta, né? Então, eu não tenho coragem, eu não tenho condições egoicas, eu não tenho desejo de encarar de frente alguma coisa. Então eu vou tentar fazer uma manipulação lateral, eu vou tentar angaria recursos, né, de outras pessoas aí, vou tentar fazer com que outras pessoas me validem, eu fiquem do meu lado contra alguém, né? São essas dinâmicas de rivalidade. Em geral, de um dos pais com irmãos, né? Então, é muito normal, muito comum que a mãe se junte com o filho mais novo, contra um com outra filha, outros filhos, muito comum, muito, a gente é muito isso, né? Em geral, são dinâmicas que as mulheres aprenderam a fazer, porque? A raiva da mulher não é bem vista, coloca ela no lugar de raivosa, de perder alguns micro-benefícios que ela pém com o homem da família, a raiva da mulher sempre é de alguma maneira rechassada, patologizada, então, a forma das mulheres, né? Mostrar em sua raiva, muitas vezes é de forma passiva, de forma triangulação, eu tento convencer alguém aqui de uma realidade que não aconteceu muito bem daquele jeito, quer dizer, e as vezes a pessoa está fazendo aquilo, não justifica, tá, gente? Desplica, de forma inconsciente. Não, não entendi. É uma captação de aliados, então é aquela coisa assim, ó, não conta pra pufulana que eu te disse, mas, hoje, até durante uma discussão que eu acho como a desastitud mais covarde, que existem, é quando você fala, e não só saiu, que acho isso não, a sua tia já comentou comigo. Que covardeia, né? Que acham aliados que não estão presentes? É uma forma de você ganhar força, e olha só, só faz isso, o que encente que não tem força, né? Que encente que não está muito legal, que encente que não tem ali uma segurança. Então no fundo, todas essas dinânicas violentas, elas vêm em um lugar de muita insegurança, de um ego enfraquecido, de traumas, de questões muito pesadas, muito ruins, mas de novo. Todos nós estamos neste barquinho do trauma infantil, não existe, uma pessoa que não tenha pensado, tem gradações, tem tipos de diferente de trauma, mas o que a gente propõe pelo exemplo na psicanálise, eu acredito muito, inclusive como o regra social deveria valer isso, né? É a gente se responsabilizar pelo que a gente está fazendo, saber o passado do que a gente faz, o motivo importantíssimo, para que a gente não se afundem em culpa. Olha, suveio! Porque eu sou. eu fui tal coisa, então eu estou em perlida fazer tal coisa, né? Mas então eu estou autorizada fazer tal coisa, não? Não, não mesmo. Você vai ter que fazer um trabalhinho aí. E claro, deveriam ter políticas públicas, como prevenção, de violências, principalmente contra mulheres, principalmente contra pessoas minorizadas, accializadas, quer dizer, porque não vai dar conta de ser só na instituição familiar. Então a família é uma instituição. Tem toda uma cultura aí que é super e permega violenta, e que precisa também mudar. Só que aí a família tem uma contradição, porque ela sofre os erpeitos dessa cultura enquanto cria as mesmas pessoas que vão para a sociedade reafirmar essa mesma violência. Então a gente está ao mesmo tempo sofrendo, dando a família, e produzindo pessoas que vão reproduzir aquilo ali. Então em algum momento tem que ter algum aparado, para uma reflexão e uma responsabilização ética, sobre a nossa posição de antes do outro. A integridade do outro é um direito inalínável. Você sofreu todo o trauma do mundo. Você não tem direito de triscar a integridade do outro físico, é no final? E se fizer, vai ter que fazer uma reparação, assim que é. Teria que se assim. Nem todo mundo consegue, nem todo mundo tem desejo. Eu estou tentando pensar com o que eu vou elaborar, o que eu quero te dizer, sem expor a minha família, apenas por respeito ao fato de que a minha mãe protege muito a relação à vida dela pessoal. A minha mãe está longe de ser a vilanda, e assim existe vilã, mas em um dado momento, em um conflito familiar, eu falei para uma pessoa da minha família que estava fazendo esse nível de triangulação, em que essa pessoa falou algo muito venenosos sobre a minha mãe, para mim, mas no sentido de "a sua mãe te escuta, Marcela, talvez essa mensagem tenha que vir de você". Então ela me colocou, olha como ela aquessa minha autoestil, se traduzir em cuidado, vai se esconder, atrás de um cuidado, um ser do cuidado ali. Ela fez uma e se sentia importante. Então eu já como se sentia importante talvez, e eu dei uma sortada, eu falei, e uma das frases que eu falei foi essa dinâmica acaba com vocês. Na nossa geração na minha, da Fabiana, do Rodrigo, falando da minha irmão, diz "meus primos", a gente não vai fazer isso. Se vocês quiserem falar, vocês vão falar um direto para o outro. Isso nunca mais aconteceu. E ele conseguiu nos travar, não espouz ninguém, até que eu fui bem, mãe, com descombo a qualquer coisa, mas eu estava te defendendo. É tudo isso. Essa exposição pessoal para te perguntar, tá bom. Não tem como a gente se preparar para esses dinâmicos. A gente surpreende com nas mesmas. Eu nesse caso me surpreendi positivamente. Comigo, eu jamais saberia que eu ia elaborar aquele raciocínio de "acaba em vocês", é muito bom. Pode deixar parte do que você, por exemplo, porque é muito bom no sentido de. Não, vocês não vão, então que se cá, a gente com algo pode acabar. Mas se toda mudança da medo, porque é também o luto daquilo que a gente entendia anteriormente, como a gente pode, talvez, acabar esse episódio, quem está nos ouvindo, e estar minimamente melhor com mais ferramentas para possíveis dinâmicas que a gente se to aqui, que podem acontecer nesse fim de ano. E para que. Sei lá, para que elas sofram menos. Sim, eu queria falar uma coisa primeiro. Olha como a gente me resmo, quer a pi, a mesma falando sobre isso diariamente. Você classificou que você fez como minissurto. É, ta. Você pode o limite claro, o limite claro, em você mesmo. - Conseguiver? - Sim. Eu não vou fazer isso que você está falando para você. São depois nem o limite não, pessoal. Você está falando com você ali, mas eu não vou fazer o que você quer que eu faça. Acaba aqui, quer dizer, não foi um surto, não foi nada. Foi você expurgando uma coisa ali que talvez você já tivesse ali na boquinha do gol, para vir e isso é um trabalho, talvez de elaboração. Não, isso seria fazer análise, enfim. Em algum momento, a gente percebe sempre no posterior, não tem como planejar isso. A gente percebe que alguma coisa mudou na nossa reação, mudou na nossa busca, mudou na nossa forma de se relacionar. Em geral, não são coisas absurdas de "a nossa aqui diferente, mudou o dago para o vinho". Não é assim que a mudança acontece. Às vezes, nada, uma frase de que a gente houve muito das nossas analisandas, assim, nossa, nada mudou, mas tudo mudou. Porque a sua posição de "a gente daquilo mudou" é menos infantilizada, é mais autente, cremais, emancipada, é mais própria, é como se você tivesse digerido aquela coisa toda e assinabam embaixo da sua própria emoção, da sua própria afeto. E não mais com medo de usar aquela raiva protetiva. Então, você está mais junto da sua raiva protetiva, não só de você, mas de toda uma geração aí, né? Vamos tentar aqui não fazer isso, quer dizer. Não quer me dissorto, né? Mas para a gente estar com a gente julga até o que a gente faz, é o super ego de novo aqui, né? Ele vai ser o astro dessa episódio. A gente julga, né? O que a gente faz? Porque o outro não vai gostar. Não sei, né? Não sei, essa sua tia foi do Límpia, falou "caraca", que ia eu ter tido, não sei, né? Essa coragem, não sei, né? O que vai acontecer dentro dela, o que vai acontecer na sua geração? Então, eu, enquanto esse canalista, eu não consigo e também nem quero falar em ferramentas. Por quê? Porque as ferramentas na hora que o bicho pega, as ferramentas são cognitivas, né? As ferramentas assim, vamos aprender, não sei o que é isso aqui lá, pela via do racional, a colocar limita para a sua 1, 2, 3, 10, né? Na hora que o bicho pega, você vai voltar para a idade que você tinha quando aconteceu tal-talco, e você não vai conseguir o atual limite, não vai nem conseguir conhecer o limite em você, vai atropelar o seu próprio limite, quer dizer. Então, não é por aí que a gente atua, o nosso trabalho enquanto o canalista. Então, o que eu aconselhei, talvez as pessoas, é olhar para a forma com que a gente trata a nossa própria raiva, olhar para a forma com que a gente se aproxima ou não da nossa própria raiva, sobre essas pessoas que a gente ama também, que a gente às vezes quer estar perto, também às vezes não muito, né? E poder fazer um trabalho que nos aproxime disso, porque a raiva nem sempre destrutiva. Além grande parte das vezes, ela é consultiva, ela é protetiva, sem raiva, não tem clareza, sem raiva, não tem posturamento, não tem nenhum movimento de levantar a cadeira, sem agressividade natural, já diria o ínico, você não levanta nem da cadeira. Se a gente mata isso em nossa, a gente nunca mata, mas se a gente reprime muito, se a gente fica sentido disso, a gente não vai conseguir se sentir inteira, amada, autêntica, vivendo a nossa própria vida em primeira pessoa. Precisa da raiva, precisa de todos os afetos, o medo é protetivo, tudo vai ter um lugar. Agora, se a gente julga, "Oh, é a louca aqui, botando o limite, não, tem nada de louca." Você fez o que você tinha que fazer? Rapidamente, vai pro questionamento de lucidez, a loucura feminina, a gente está sempre a um, passinho e destornar a louca, mas eu queria te agradecer, por tudo que você me acabou de me falar, foi muito importante para mim. Obrigada. Me deu, você é muito querida. Obrigada você. Obrigada de verdade. Claro, não teremos ferramentas, mas eu quero saber de você. Aliberado, tá esmasilha não ir para os feitos de família. Olha, eu vou dar também a posição de neutralidade de aqui dos canalíticos e eu vou falar, "Depende quem é essa família, quem é essa pessoa?" Porque você precisa dessa autorização, essas são as perguntas que a gente tem que se fazer. Não ir pode ser, para algumas pessoas, um grande ato de emancipação e de um grande ato de chega, eu vou me priorizar, eu vou ser um pouco egoísta para variar, eu vou cuidar de mim, eu vou cuidar de quem. Eu vou estar perto de quem realmente quero estar, então, um grande ato de autonomia e para outras pessoas vai ser um grande ato de fuga. Então, não tem como saber. Às vezes, a gente pode confundir uma coisa com a outra, porque, porque emancipação, nem sempre, é igual a separação. Quantas pessoas que a gente conhece, até atende, que precisaram ir para outro lado do mundo, vou ver a jovem morar lá fora na PQP, no final da Austrália, sei lá, no Paul Warthick, para não estar perto do família, mas não adianta, porque as dinâmicas perseguem a gente. Se não foi elaborado, essas simbiosas e essas culpas, essas coisas todas que a gente carrega que estão agora do lado de dentro, na mesa família de fora, agora é dentro da gente. Se isso não é elaborado e não é esse cordão emocional, não é um pouquinho cortado ali, se a gente não é lá, bora isso, você pode ir, então, onde você tiver, a sua família vai estar junto, essa vai se culpar, vai ficar falando, "Oh, começou ruim, eles não gostam de mim, eles estão lá junto, vai ter um monte de fantasia, de que está todo mundo lá feliz, se amando isso, a você que não, eles te odê, pode vir tudo isso, então ir ou não, quer dizer nada, a depender do caso da pessoa. Então que você se possam ir desse lado, se perguntar um pouco, porque será qual funciona esse comportamento? Será que é uma função de fuga, será que é uma função de realmente de, finalmente, eu tá um pouco mais emancipada e pagando o preço, porque gente, você vai pagar o preço em ir e vai pagar o preço em não ir. Não tem homosse grátis, não tem não pagar o preço. Acho que é isso que eu queria dizer. É isso que você vem a sempre, algo de óbvio, porque assim, bom, eu não sei quem está nos ouvindo agora, mas eu me sinto transformado. Então assim, foi muito bom. Adoro seus questionamentos, a linha de pauta que você traz, todas as coisas como bem importantes para as mulheres, e você tem um espaço, a importante na vida das mulheres, que você usa na minha opinião, usa bem, então, te paramenizo, eu tô bem, te agradeço. Obrigada, tá isso. Até ano que vem, você está a exibir. Irba, pelo que eu tenho bem, gente, não beijão para você estar.
É isso, a família foi o primeiro cenário que a gente aprendeu a existir. E o problema é que muitas vezes a gente segue atuando o papel mesmo depois de fazer sentido. Olhar preginando que a familiaris com a ajuda desses conceitos, como regressão, triangulação, energia social e limites não é que a gente está transformando o mundo em caso clínico. Mas a gente começa a nomear aquilo que sempre esteve por aí, mas que pela primeira vez pode sair do "tavéis ou seja difícil" para ter uma estrutura que tem em corrado para esse lugar. E dá para sair. "Tavéis ou você vá a ser adnatal ou talvez você não vá?" "Tavéis ou você vá a escolher ficar menos tempo?" Ou talvez perceba que você precisa de muito mais distância do que imaginado. Como está a ingência, não existe uma resposta certa que serve para todo mundo. O ponto principal que a gente quis trazer com esse episódio é abandonar o ideia ideal de natal único e que você escolhe estar da maneira como você aguenta hoje e conspossir coincências que depois você vai ter que lidar. Como disse a taís, não existe uma boa surpresa. Eu quero muito saber como esse episódio chegou em você. Quero ler os comentários. Por favor, sigam podcast, avali, é muito importante com nosso trabalho e quero saber qual o papel você costuma ser escalada dentro da sua família. Conta para mim. Convido você também assinar e usar até da óbvia para receber os conteúdos que aprofundo, mas um pouco estes conversas e clave-me encontrar na Instagram @marcelaceribel, @obvesponsoac e @chapadinhajendorfina. Se esse episódio ajuda a atravessar o natal com um pouquinho mais de presença e consciência, manda para alguém. E enfim, essa é a função dele que foi comprida. A gente se vê no próximo bom dia, óbvias. Feliz Natal.
Podcast Summary
Key Points:
O Natal expõe papéis familiares rígidos, muitas vezes definidos na infância, que geram repetição de comportamentos automáticos e exaustão emocional.
As mulheres sofrem uma sobrecarga de trabalho emocional e mental (organização, cuidado, mediação de conflitos), naturalizada e esperada, que mistura prazer (reconhecimento) e sofrimento.
A busca por aprovação familiar é confundida com amor, mas impede a autenticidade; falar "não" é difícil, pois gera fantasias de rejeição e culpa.
A terapia ajuda a pessoa a se fortalecer para sustentar limites, mesmo diante de chantagens emocionais e microabusos familiares.
Summary:
O episódio aborda como o Natal intensifica dinâmicas familiares inconscientes, nas quais cada membro repete papéis definidos desde a infância, sem vocabulário para questioná-los. A principal questão é o trabalho emocional feminino: as mulheres são socialmente responsabilizadas por organizar encontros, cuidar de todos e evitar conflitos, uma carga naturalizada que mistura prazer (por ser fonte de identidade e poder) e sofrimento (por anular a autenticidade). Essa dinâmica é intergeracional, transmitida por expectativas e punições simbólicas.
A psicóloga explica que, mesmo quando a pessoa tenta mudar, a família reage com microabusos e chantagens para mantê-la no "equilíbrio doente" conhecido. A dificuldade de impor limites vem da fantasia de que um "não" pode destruir o vínculo e gerar rejeição. No entanto, a clínica mostra que isso é, em grande parte, uma fantasia infantil.
O processo terapêutico ajuda a pessoa a se fortalecer emocionalmente, distinguir aprovação de amor verdadeiro e sustentar sua autenticidade, mesmo diante da pressão familiar. O episódio não propõe ruptura total, mas sim clareza para escolher como estar (ou não) nessas datas sem se abandonar.
FAQs
O Natal reúne a família e reativa papéis antigos, como o de quem organiza tudo ou o de quem é tratado como sensível. Isso pode gerar cansaço emocional e culpa quando a realidade não corresponde ao ideal de família feliz.
É a carga de planejar, conciliar agendas e cuidar do bem-estar de todos, geralmente assumida por mulheres. Esse trabalho é naturalizado e esperado, mas pode ser desgastante e pouco reconhecido.
A família ativa padrões antigos e regressões, fazendo a gente agir de forma que não condiz com nossa vida atual. Isso acontece porque esses papéis foram definidos antes de termos vocabulário para questioná-los.
A aprovação ocorre quando cumprimos a demanda do outro, escondendo quem somos. O amor verdadeiro surge quando nos permitimos ser autênticos, mesmo que isso gere desconforto inicial.
É importante reconhecer seus limites e buscar autenticidade, mesmo que isso gere reações negativas. A terapia pode ajudar a fortalecer a capacidade de dizer 'não' sem medo de rejeição total.
A família é o 'chefão' final, pois envolve figuras de apego e chantagens emocionais. A fantasia de que um 'não' pode destruir tudo gera medo, mas na prática, as relações raramente quebram de vez.
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