Speaker 1Em destaque no Panorama CBN, Presidente do Supremo marca julgamento de Alexandre de Moraes no caso Master e assume inquérito das fake news. Edson Fachin mantém Andrei Rodrigues na Polícia Federal ao suspender decisões de André Mendonça e Flávio Dino. PF intima dono do BTG, Presidente do Banco Central e Roberto Campos Neto para depor como testemunhas no caso Master. Mendonça homologa a delação de operador financeiro do caso Dark Horse. Carlo Ancelotti convoca oito estreantes para a seleção brasileira e média de idade cai para 24 anos. Olá, para você que está aqui comigo, eu sou Leandro Gouveia. E essa é a segunda edição do podcast Panorama CBN de quarta-feira, 9 de setembro de 2026. Em menos de meia hora eu te conto as principais notícias do dia. Você pisca e tudo já mudou em Brasília. No fim da tarde dessa quarta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, adotou uma série de medidas para tentar conter a crise na corte. O ministro retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito da fake news, aberto em 2019, e assumiu as investigações. Todos os atos e decisões praticados por Moraes ao longo desses sete anos continuam válidos. Só as ações penais que já têm denúncia recebida pela justiça vão continuar com Moraes. Em outra frente, Fachin determinou a suspensão imediata de todo e qualquer procedimento que envolva investigações contra ministros do tribunal. A medida paralisa a tramitação do processo relatado pelo ministro André Mendonça contra Moraes, envolvendo as conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A Procuradoria-Geral da República tinha pedido a anulação do pedido de apuração, com a justificativa de que a coleta de elementos contra um ministro precisa de aviso prévio à presidência da corte e análise do plenário do Supremo. Fachin convocou então uma sessão extraordinária do plenário para a próxima terça-feira, dia 15, às 10 horas da manhã, para analisar o processo que reúne o relatório da PF sobre Alexandre de Moraes. Ainda não há uma data marcada. A data marcada é para julgar o despacho de Moraes, que questiona a conduta de André Mendonça, pelo menos até o momento em que eu gravo o podcast. O presidente do Supremo determinou que qualquer novo procedimento sobre possíveis apurações contra integrantes do tribunal tem que passar antes pela presidência da corte. Fachin declarou que as decisões buscam evitar o risco de comandos conflitantes e tumulto processual dentro da corte. E teve mais. Edson Fachin também decidiu manter Andrei Rodrigues. No começo dessa quarta-feira, o ministro Flávio Dino determinou a volta imediata de Andrei Rodrigues ao comando da PF e de Leandro Almada da Costa, a chefia da diretoria de inteligência policial, suspendendo a decisão do dia anterior do ministro André Mendonça, que tinha mandado paralisar a produção de relatórios de inteligência da PF. Mendonça tinha alegado que a cúpula da corporação fez monitoramento ilegal contra ele próprio e contra o advogado. E aí, ao analisar um recurso apresentado por Andrei Rodrigues, o ministro Flávio Dino avaliou que a saída do diretor prejudica investigações urgentes que estão sob a responsabilidade dele no STF, entre elas a apuração sobre o uso de emendas parlamentares federais para empresas suspeitas de financiarem a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino destacou que tirar o comando da Polícia Federal atrasa a análise das provas e afeta a organização das equipes, o que na prática acaba favorecendo os alvos das investigações. Na ordem enviada ao presidente da República, que é responsável por cumprir a medida, Flávio Dino garantiu o retorno total das funções dos oficiais e determinou que os delegados fiquem protegidos de novas punições motivadas pelo cumprimento de ordens da Justiça. Nessa decisão ainda, o ministro Flávio Dino fez duras críticas à ordem de afastamento emitida por André Mendonça. Disse que divergências pessoais não justificam decisões em causa própria para paralisar os trabalhos da corporação. Lembrou que a paralisação imposta por Mendonça atinge centenas de apurações cruciais, como o caso da morte de Marielle Franco e esquemas de venda de decisões judiciais. Apontou ainda que o próprio André Mendonça foi alvo de notícias recentes por causa de uma reunião privada com o empresário Daniel Vorcaro, em dependência de uma empresa privada, o que exigiria mais moderação da magistratura. O ministro Flávio Dino ainda criticou a decisão de Mendonça por ter sido feita a pedido do Partido Novo. Dino disse que houve falta de legitimidade legal no processo penal. Ele alegou que o partido tem candidatura própria à presidência da República e disse ser inadequada à solicitação feita durante a corrida eleitoral. O ministro reforçou que o tema sobre os relatórios deve ser analisado pelo conjunto dos ministros do STF, como defendeu Gilmar Mendes no dia anterior, e observou também que a conduta do diretor-geral da Polícia Federal é uma questão que deve ser analisada. O ministro Flávio Dino ainda criticou a decisão de Mendonça por ter sido feita a pedido do Partido Se restringiu ao cumprimento de ordens vindas do ministro Alexandre de Moraes. Aí depois da decisão de Flávio Dino, o presidente do Supremo, Edson Fachin, cancelou a sessão do plenário que estava marcada para essa quarta, e o cancelamento de uma sessão de julgamentos é bem atípico. O jornal O Globo levantou que a primeira vez que isso aconteceu foi em 1891, por falta de ministros na sessão, e o segundo cancelamento só veio acontecer 112 anos depois, em 2003, bem pela ausência do número mínimo de ministros. Fachin então passou o dia chamando cada um dos pivôs da crise para conversas individuais. Ele se reuniu com Flávio Dino, pela manhã conversou por telefone com André Mendonça, que manifestou contrariedade à decisão do colega, e Fachin também se reuniu com Alexandre de Moraes. Aí no fim da tarde, Fachin decidiu suspender as ordens escritas pelos dois ministros, André Mendonça e Flávio Dino, o que na prática então mantém André Rodrigues no cargo de diretor-geral da corporação. Fachin afirmou que o choque entre os despachos dos colegas criou um conflito grave. Por isso, o ministro declarou que a presidência do tribunal é a única autoridade competente para conduzir o caso a partir de agora. Fachin também intimou o diretor da Polícia Federal a prestar informações formais em até 48 horas. A permanência definitiva dele no cargo vai ser avaliada por Fachin depois de receber essas explicações. O ministro manteve ainda o prazo de 72 horas para que o ministro, André Mendonça, apresente esclarecimentos à presidência da corte, tempo que termina já na próxima sexta-feira. Para justificar a medida, Fachin registrou que a decisão de sustar atos de outros integrantes do tribunal é algo muito raro, só que destacou que os comandos contraditórios dados em um intervalo de 24 horas colocaram em risco a integridade da Suprema Corte e a ordem pública. Os candidatos à presidência da República usaram as redes sociais e eventos de campanha para comentar esse novo capítulo da crise no Supremo, ainda antes da última decisão de Fachin. O presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, defendeu nas redes sociais a quebra completa do sigilo de todos os envolvidos no caso Master. Ele classificou o episódio como o maior crime financeiro da história do país e cobrou mais transparência em vez de vazamentos seletivos durante a disputa eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, cumpriu a agenda em Juiz de Fora, cidade em que o pai dele, Jair Bolsonaro, levou uma facada em 2018 durante a campanha. O senador criticou Flávio Dino, afirmando que o ministro age para defender o governo e interferir na eleição. Ele disse que a decisão é uma canetada ao arrepio da Constituição. Augusto Cury, do Avante, evitou comentar diretamente a decisão de Flávio Dino, mas disse estar muito triste com os recentes episódios envolvendo o STF, defendeu maior prestação de contas por parte das autoridades públicas e avaliou que a crise tem contribuído para o desgaste da imagem da corte. O candidato Renan Santos, do Partido Missão, chamou a situação do STF de insana e disse em vídeo que não existe mais república. Ronaldo Caiado, do PSD, criticou o que chamou de ditadura da toga, chamou Flávio Dino de imperador e afirmou que o ministro passou de todos os limites. Romeu Zema, do Novo, acusou a justiça de agir para proteger o próprio sistema. O partido dele foi o autor do pedido de afastamento dos delegados. Em agenda de campanha em Brasília, Zema, mas ficou à medida de Dino como uma aberração jurídica e cobrou uma intervenção do presidente da corte, ministro Edson Fachin. E a Polícia Federal intimou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, para prestarem depoimento no caso Master. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de São Paulo. Também vão depor o dono do BTG Pactual, André Esteves, e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Os quatro vão dar explicações. Os quatro vão dar explicações na condição de testemunhas e têm obrigação de falar a verdade. Os nomes foram citados no depoimento do ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Souza, que é investigado por suspeita de receber propina do banqueiro Daniel Vorcaro para favorecer o banco. O ex-diretor nega as irregularidades. Como o inquérito vai ser concluído em breve, a PF cumpre a praxe de ouvir todos os citados antes de elaborar a lista final de indiciados. Em depoimento, Daniel Vorcaro disse que o ex-servidor não favorecia o banqueiro. Mas ele admitiu que fez um agrado ao ex-diretor ao apoiar uma viagem da família dele à Disney nos Estados Unidos. Estados Unidos. Paulo Sérgio Souza disse que relatou supostas irregularidades do Master a Galípolo e a Hilton Aquino. Ele também declarou que no fim de 2024, o BTG comunicou ter descoberto uma fraude bilionária no banco em uma reunião com Campos Neto. E o ministro André Mendonça homologou nessa quarta-feira a delação premiada do operador financeiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, sobre o caso Dark Horse. A decisão valida o acordo que ele fechou com a Procuradoria Geral da República nas investigações do caso Master. Como a jornalista Malu Gaspar, do Globo e da CBN, revelou na terça, Mineiro confirmou à PGR ter feito sete transferências para o fundo Ravengate nos Estados Unidos, totalizando 12,3 milhões de dólares, cerca de 69 milhões de reais na época. O fundo é gerido por Paulo Calisto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. E a Polícia Federal investiga se o dinheiro financiou o filme Dark Horse ou se custeou a ida de Eduardo para o Texas. Além dos repasses, Mineiro relatou entregas de dinheiro vivo em malas. E a CBN deu sequência à série de sabatinas com os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, em parceria com os jornais O Globo, Extra e Valor Econômico. O segundo entrevistado foi William Sirido, PSOL. Na pesquisa Quest, divulgada na terça-feira, o candidato apareceu em queda, de 3% para 1% das intenções de voto. Siri atribuiu o resultado à falta de estrutura financeira da campanha e disse que o apoio do presidente Lula a Eduardo Paes do PSD confunde os eleitores do campo progressista.
Speaker 2É uma luta de Davi contra esses golias, que tem estrutura, que tem gente na rua, é uma máquina colossal. A cada esquina você vê uma bandeirinha do PL, do Eduardo Paes, do PSD, que a nós temos que derrotar a extrema-direita. E aí acaba que há uma confusão entre o PSOL e o PT aqui mesmo, do campo progressista.
Speaker 1A Sabatina está disponível no site no YouTube da CBN, para você que é do Rio, ouvir todas as propostas. Nos próximos dias, os convidados serão os candidatos Antônio Garotinho do Republicanos e Eduardo Paes do PSD. Notícias do Oriente Médio. O Conselho de Governança e Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, que é um órgão da ONU, que fiscaliza o setor nuclear, aprovou uma resolução que encaminha o Irã ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. É a primeira vez em 20 anos que isso acontece. O grupo de 35 países tomou a decisão porque o governo iraniano descumpriu obrigações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário. O Irã criticou a medida e disse que a resolução é política e tendenciosa. Na Batalha Naval, o Irã informou que atacou 10 navios perto do Estreito de Hormuz em resposta ao afundamento de 5 petroleiros iranianos pelos Estados Unidos. É a maior onda de ataques recíprocos contra a navegação marítima desde o início da guerra, que já dura mais de seis meses. O governo iraniano também declarou que lançou mísseis balísticos contra uma base usada por forças americanas na Jordânia. Os confrontos aumentaram logo depois de um dia de combates intensos entre a Arábia Saudita e os rebeldes Houthis do Iêmen, que são aliados do Irã. Com o aumento da tensão no Oriente Médio, o petróleo passou de 100 dólares pela primeira vez desde julho, no momento em que o gravo barril do tipo Brent sobe quase 4%, negociado a 101 dólares. Por causa da alta do petróleo, que já chega a 40% desde julho, o governo ampliou o subsídio para a gasolina de 44 centavos para 63 centavos por litro. Além disso, vai haver uma redução de 19 centavos por litro de etanol. O presidente Lula ainda assinou uma medida provisória para conceder uma subvenção de mais 1 real por litro de diesel. Hoje, o subsídio para o diesel já está em 1 real e 12. A subvenção à gasolina se encerrava nesta quarta-feira e, no lugar, o governo aplicou uma desoneração de imposto que vai ser ainda maior que a subvenção, que é o pagamento direto aos produtores e importadores, que é o modelo que vinha sendo adotado. E mesmo com a alta das ações da Petrobras, acompanhando a valorização do petróleo, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo caiu 0,93% aos 185.629 pontos. O dólar comercial subiu 0,51%, cotado a R$ 5,11. O euro vale R$ 5,94, com alta de 0,57%. Falando agora de tecnologia, a Apple apresentou nesta quarta-feira o primeiro celular dobrável da empresa. O anúncio marcou a estreia do novo presidente executivo da marca, John Ternos, de 50 anos, que assumiu o comando depois de 15 anos de Tim Cook na liderança. Nos Estados Unidos, o novo aparelho vai custar a partir de R$ 1.999. R$ 2.000. No Brasil, os preços começam em R$ 22.000 e chegam a quase R$ 31.000, na versão mais avançada. A pré-venda começa no dia 16 de outubro e as entregas partem do dia 23. O modelo traz algumas novidades curiosas. Esse é o primeiro iPhone a funcionar com a caneta, que antes era só usada no iPad. E não tem espaço para chip físico de operadora. Funciona só com chip virtual. No futebol, o técnico Carlo Ancelotti anunciou a primeira convocação da seleção brasileira masculina para o novo ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030. A lista traz oito estreantes e reduz em cinco anos a média de idade do grupo, que caiu para 24 anos. As novidades são os goleiros Pedro Morisco, do Coritiba, e Otávio, do Cruzeiro, os zagueiros Arthur Dias, do Atlético Paranaense, e Jair Cunha, do Nottingham Forest, os laterais Mateuzinho, do Corinthians, e Mauro Júnior, do PSV. E os meio-campistas Breno Bidon, do Corinthians, e Gabriel Bontempo, do Santos. Entre os goleiros, além desses que eu anunciei, foi chamado também Hugo Souza, do Corinthians. Na defesa estão Douglas Santos, do Zenit, Gabriel Magalhães, do Arsenal, Marquinhos, do PSG, Vitor Reis, do Manchester City, e Wesley, da Roma. No meio-campo foram convocados André Santos, do Manchester United, Bruno Guimarães, do Arsenal, Danilo Santos, do Botafogo, e Douglas Luiz, da Juventus. No ataque, a lista tem Hendrick, do Real Madrid, Estevam, do Chelsea, João Pedro, também do Chelsea, Pedro, do Flamengo, Rafinha, do Barcelona, Rayan, do Bournemouth, Samuel Lino, do Flamengo, e Vini Júnior, do Real Madrid. Dez atletas convocados atuam no futebol brasileiro, e o Corinthians é o clube nacional com mais representantes, com três nomes. O grupo vai disputar uma série de três amistosos fora de casa. O Brasil enfrenta a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, e depois vai até a cidade de Calcutá, para encarar a Índia no dia 3 de outubro, pela primeira vez na história. Em novembro, a seleção volta a jogar na Ásia para amistosos contra o Japão e Singapura. Antes da última notícia, eu convido você a mandar mensagem para o Panorama. Meu e-mail é leandro.gouveia arroba cbn.com.br No Instagram é só procurar por Le Reis Gouveia. Não esquece de escrever seu nome e a cidade de onde você está ouvindo. A Laís disse assim no Spotify. Sou de Manaus, Amazonas, e para quem não sabe, aqui está um caos. Estamos sofrendo com o calor intenso, problema de falta de água e energia. Agora começou a época das queimadas, e hoje, 9 de setembro, já amanheceu com a cidade encoberta de fumaça e péssima qualidade do ar. Anos atrás, diz ela, eu imaginava um futuro com carros voadores e robôs. Robôs inteligentes, e hoje em dia, só imagino caos e seca, em uma cidade cercada da maior bacia hidrográfica do mundo e da maior floresta tropical. Esse é o paradoxo. Que tristeza, hein, Laís? Espero que as coisas melhorem por aí no Amazonas. Dias atrás, o ouvinte Irã Barreto mandou mensagem dizendo que conheceu o Panorama quando entrou na faculdade de jornalismo e agora escuta todos os dias, indica os amigos, mas ele não tinha mandado de onde ele ouvia, e aí ele escreveu depois, dizendo que é de Itabuna, no sul da Bahia, mas hoje mora em Barueri, na Grande São Paulo. Muito obrigado, viu, Irã, pela companhia. E se você acompanha o Panorama e gosta do nosso trabalho, tira 10 segundinhos aí no Spotify, clica nos três pontinhos, vai em avaliar e dá 5 estrelas para o podcast. E eu vou terminar falando de cinema, porque a Academia Brasileira de Cinema definiu os seis filmes que disputam uma vaga para representar o Brasil no Oscar do ano que vem, na categoria de Melhor Filme Internacional. Para entrar nessa lista, os filmes precisam estrear nos cinemas entre 1º de outubro do ano passado e 30 de setembro desse ano, ficando em cartaz por pelo menos sete dias seguidos. Entre os selecionados está o longa 100 Dias, do diretor Carlos Saldanha, estrelado pelo ator Felipe Bragança. Esse filme adapta a história do navegador Amir Klink, na travessia sozinho a remo pelo Atlântico Sul, e vai chegar aos cinemas no dia 29 de outubro. Indicado é o documentário A Fabulosa Máquina do Tempo, da diretora Elisa Capay, gravado no sertão do Piauí. A produção mostra meninas que criam uma máquina imaginária para reescrever a história das famílias. Esse longo estreou no Festival de Berlim e segue em cartaz em salas selecionadas. Também está na disputa A Natureza das Coisas Invisíveis, dirigido por Rafaela Camelo. O drama sobre a amizade de duas meninas no hospital rendeu a cineasta o troféu Grande Otelo de Melhor Direção de Estreia. Essa obra estreou em novembro do ano passado e está disponível na Netflix. A lista traz ainda Feito Pipa, do diretor Alan Deberton, com os atores Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos. O filme venceu Urso de Cristal no Festival de Berlim e vai entrar em cartaz no dia 5 de novembro. Outro concorrente é Nosso Segredo, com direção de Grace Passot e consultoria da escritora Ana Maria Gonçalves, da Academia Brasileira de Letras. Foi vencedor do Festival de Gramado, retrata uma família negra, que lida com o luto e também já está nos cinemas. Por fim, o filme Vicentina Pede Desculpas, do diretor Gabriel Martins, que também dirigiu Marte 1, acompanha uma mãe vivida pela atriz Rejane Faria tentando retratação com famílias afetadas por um acidente causado pelo filho. A estreia nos cinemas vai ser no dia 5 de novembro e no catálogo da Netflix, no dia 20 de novembro. A comissão da Academia vai se reunir de novo na próxima quarta-feira, dia 16, para anunciar. O filme brasileiro escolhido para tentar uma vaga no Oscar. E assim vamos terminando esta edição do Panorama. A produção e o roteiro foram feitos por mim, Leandro Gouveia, e a edição e a sonorização por Daniel Mesquita, o Dom. A próxima edição do Panorama chega às plataformas por volta das sete da manhã com Bianca Santos e eu volto na sequência. Até lá! Legenda por Sônia Ruberti