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EUA e Irã

33m 58s

EUA e Irã

O episódio revisita a complexa relação entre Estados Unidos e Irã, destacando como aliados históricos se tornaram inimigos. Inicialmente, a Pérsia (atual Irã) foi palco do "Grande Jogo" entre os impérios Britânico e Russo no século XIX, com o Reino Unido assumindo o controle após a descoberta de petróleo em 1901. Os EUA surgiram como uma "terceira força" bem-vista pelos iranianos, apoiando a Revolução Constitucional Persa (1905-1911) e posteriormente estreitando laços com a dinastia Pahlavi, que promoveu a ocidentalização do país, como a secularização da educação e a troca de nome para Irã em 1935. No entanto, a ruptura ocorreu em 1953, quando um golpe organizado pela CIA e MI6 derrubou o primeiro-ministro Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo, instalando uma ditadura sob o xá Reza Pahlavi. Isso gerou ressentimento popular e levou à Revolução Iraniana de 1979, liderada pelo Aiatolá Khomeini, que declarou os EUA como o "Grande Satã". A revolução substituiu a influência ocidental por um governo autoritário religioso, consolidando a inimizade entre os dois países. O episódio enfatiza que a política internacional não se baseia em heróis ou vilões, mas em interesses nacionais em constante mudança.

Transcription

4752 Words, 27602 Characters

Portuguese
Fala pessoal, eu estou passando aqui rapidinho para avisar que estou repubblicando esse episódio porque como vocês sabem, os Estados Unidos atacaram o Irã e semanal passado eu republiquim o episódio chamado Jair Irã e agora estou repubblicando esse aqui Eu gravei em 2023, então ele está bem datado não tem nenhuma mensão aos acontecimentos recentes, beleza? Então é isso gente, não vai ter nenhuma mensão ao que está acontecendo agora em 2025 mas ainda assim é muito importante para você entender a relação histórica entre os Estados Unidos e o Irã que já foram aliados também Tá bom? É isso gente, fiquem em com episódio, sigo por de cast tá bom clica em seguir, bota 5 estrelinhas, comenta com qualquer coisa e você vai ajudar o meu trabalho, valeu Estou de meu hora Como que parceiros de longa data se tornam inimigos mortais? É possível pensar em paz quando se arramam para guerra? É esse só apenas algumas perguntas que podemos nos fazer quando pensamos nas relações entre Estados Unidos e Irã dois dos países que protagonizaram uma das relações diplomáticas mais tensas dos últimos anos É muito comum que quando esse tipo de assunto venha a torna muitas piadas e memes sobre uma eventual tercera guerra mundial sejam feitas Como vocês sabem, os historiadores não conseguem prever o futuro mas o que eu posso fornecer são bases históricas de um conflito que existe alguns anos e vez ou outra um novo acontecimento coloca mais lenha nessa fogueira E como esse é um daqueles temas mais delicados eu quero te lembrar que eu basei o meu podcast em fonte seguras para que vocês possam ter uma base sólida sobre o assunto Todas as fontes que eu utilizei estão na descrição desse episódio Bem, por mais que os países mais importantes do episódio de hoje sejam Estados Unidos e Irã para compreendermos bem como que se deu a relação entre eles vamos precisar da uma olhada em outras duas nações que durante o século 19 cresceram seus olhos para Ásia Central Eu sempre falo pra vocês que o maior objetivo de um imperio é a sua expansão territorial E isso fica muito evidente quando analisamos alguns casos específicos como por exemplo o Império Russo Esse é um assunto que alguns de vocês já me pediram para trazer aqui no podcast mas eu ainda ator em dúvida se vocês quiserem um episódio sobre a história do Império Russo deixe em comentário no último post do Instagram do História Inmeora É no arrobo histórico em meora, beleza? Mas bom entre 184 e 1813 o Império Russo entra em conflito com a Pércia que é o atual Irã e entra em conflito por uma disputa pela geórgia um território que os Pérsa Estinam conquistado alguns anos antes Após anos de conflitos os Pérsais foram obrigados a ceder a geórgia para a Rússia e assinarem o tratado do Gulistão garantindo após entre as duas nações ainda nessa resolução de conflito vemos o surgimento de um outro país que vai ser muito influente na região, o rei no Unido E eu afirmo isso porque o político que redigiu o acordo entre os Jossos e os Pérses foi um diplomato abilitânico chamado Gore-Alzeli que atuou como mediador entre as duas partes Por mais que o foco do tratado seja garantir após não foi bem isso que aconteceu para a Pércia Os anos que se seguiram da lindia antes foram de uma disputa muito intensa entre o Império Britânico e o Império Russo Esses dois impérios desejavam ampliar as suas redes políticas e de protagonismo na Ásia A Rússia vinha em constante crescimento internacional assim também como o rei no Unido E essa disputa só aumentou quando a Índia se tornou uma pósse dos Britânicos Com o Rádio Britânico tão perto da Rússia, isso poderia significar a reclosão de um novo conflito armado E dominar politicamente uma região como a Pércia é algo muito importante para controlar o meio de campo entre a Europa e Ásia Os historiadores classificam as tensões diplomáticas entre o Império Britânico e o Império Russo em relação aos países da Ásia Central como o grande jogo Para esses pesquisadores, essa relação tensa se deu entre os anos de 1813 até 1907 E mais uma vez esse conflito diminuiu por conta da assinatura de um tratado Mas quando eu digo que as coisas se acalmaram ou os conflitos pararam, eu tome referindo às potências Em 1907, o rei no Unido e a Rússia sentaram para negociar como poderiam dividir as esferas de influência entre Pércia, Afeganistão e Tibet A chamada a Convenção Anglo-Rússia de 1907 delimitou que quem ficaria com a Pércia seria o rei no Unido Essa negociação não foi por acaso Na verdade, um Britânico chamado William Knox descobriu que a Pércia era uma região rica em petróleo Essa descoberta ocorreu em 1901 e desde então o rei no Unido fez uma grande pressão para conseguir controlar essa área Em história, nós não trabalhamos com a ideia de sorte, mas se isso existe em algum grau, os Britânicos se deram bem Eu falei para vocês que ao longo de todo o século 19, o Império Rússia foi um adversário duríssimo para o rei no Unido na região Mas quando o petróleo foi encontrado na Pércia, a monarquia Rússia não tinha a mesma força como demonstrou ter anos antes E isso abriu espaço para que a coroa britânica ficasse com a Pércia após o acordo firmado em 1907 Molecada, a relação entre Pércia e Reino Unido não vai ser algo simples de ser explicado E eu digo isso porque, em alguns momentos, vai parecer que existe uma certa vantagem para alguns setores peças nessa relação quase que colonial Mas em outros momentos, o governo Pércia vai agir como seus Britânicos fossem o mal a ser retirado da Pércia Uma situação que exemplifica muito bem essa questão é o petróleo Ainda em 1907, os Britânicos criaram a companhia Petrolyfera Anglo-Perça para fazer a extração dessa nova descoberta E olha, podemos dizer que de Pércia é essa empresa só tinha o nome, porque quem tinha o controle total das operações era o Reino Unido E quase agora, eu citei que a relação entre esses dois países se assemelhava ao que tínhamos no período colonial E isso não foi nem num exagero Por mais que o petróleo, de fato, fosse Pércia, quem tinha o direito sobre a extração era a empresa britânica Em outras palavras, podemos dizer que a riqueza gerada pelo petróleo Pércia não ficava lá E é direto para os bolsos dos donos da companhia Petrolyfera Com o passar do tempo, essa relação foi gerando uma emoção nacional de revolta E durante esse processo, sabe quem acabou se aproximando dos peças? Pois é, os Estados Unidos da América Para muitos políticos peças, os Istos da Unidenses eram mais confiáveis do que os britânicos e os russos E olha, isso até podia ser verdade naquela época Mas não demorou muito tempo para que esse parceiro confiável se tornasse um inimigo mortal Se você ouve história em meia hora algum tempo, já deve saber que quando falamos em política internacional Dificilmente, você vai ouvir algo de uma figura como um herói ou um vilão Essas interpretações binárias precisam ficarem segundo o plano Uma vez que cada nação está buscando importo o seu desejo e as suas necessidades aos seus parceiros ou inimigos Conforme a toação dos britânicos aumentava na perça, parte da população sentia que essa relação não podia mais continuar Como o reação é esse provável levante popular, o reino Unido apoiou um golpe militar na perça em 1921 Que foi liderado por um homem chamado Reza Kampalave Após o golpe, a perça criou uma nova constituição em que o Reza Kamp foi coroado Chak que significa algo como um rei E a dinastia Palave foi criada Por mais que quem deu apoio ao golpe foram os britânicos, os Estados Unidos também se beneficiaram desse processo Em 1922, o Chak contratou dois insta d'unidenses para serem tesoureiros gerais da perça Arthur Mills-Pog e Morgan Shuster foram os nomes escolhidos e serviram como uma ponte entre o governo perça e o governo dos Estados Unidos Essa questão da ponte que eu acabei de falar é muito importante porque a principal característica da dinastia Palave vai ser justamente uma aproximação com o ocidente E é claro que estamos falando de uma relação política, mas principalmente uma relação ideológica E quando pensamos nas questões ideológicas, nós precisamos saber que esse tipo de proximidade não acontece de uma hora para a outra Na narrativa do episódio que eu fiz até aqui, parece ser um outro que eu fiz É o que os Estados Unidos se aproximaram oficialmente do governo persa apenas em 1922 com aqueles cargos de tesoureiros gerais, mas isso não é verdade. Ainda enquanto o reino Unido e Rússia disputavam quem controlaria a região, políticos dos Estados Unidos já estavam na pérsia articulando setores da militância política. Entre os anos de 1905 e 1911, aconteceu na pérsia um movimento chamado Revolução Constitucional Pérsa, que tinha como objetivo construir um parlamento em um regime político que não tinha espaço para o povo escolher os deputados que os representassem. E como vocês podem imaginar, conseguir uma brecha como essa em um governo autoritário poderia gerar um movimento violento de reação. E foi exatamente isso que aconteceu. O chá que estava no poder na época colocou tropas nas ruas para impedir os manifestantes. Uma das figuras que se juntou as manifestações contra o chá foi um professor dos Estados Unidos chamado Howard-Barksville, que acabou sendo morto em um confronto mais se tornou um herói persa. E quem fala um pouco mais sobre o impacto da presença dos Estados Unidos em período dos críticos da história peça é o historiador Ali Ansari, ao dizer que abre aspas. Os Estados Unidos eram vistos como uma espécie de terceira força pelos iranianos, um aliado com quem eles podiam contar para se libertar dessa queda de braço entre o reino nido e a rússia. Além disso, havia um trabalho de emissionários americanos muito forte no irã e a população contava com o apoio deles para levar adiante uma revolução. Fecha aspas. Eu sinto a participação desse professor nessa revolução constitucionalista para mostrar que quando os Estados Unidos foram escolhidos para serem funcionários do estado peça, isso foi visto como algo positivo pelo povo. E essa aceitação só aconteceu porque já existia uma relação de proximidade entre as duas culturas. Conforme a relação da pérsia com países como os Estados Unidos e o reino nido foram se estreitando, alguns elementos da sociedade perça também foram mudando. As reformas implementadas pela dinastia palavra começavam a ocidentalizar a pérsia. A educação foi secularizada, ou seja, os princípios religiosos não eram mais aceitos na maioria das escolas pérsas. A economia e o modelo de desenvolvimento se assemelhavam aos padrões ocidentais. E talvez o exemplo mais claro dessa ocidentalização foi a troca de nome. Em 1935, o Shah enviou uma mensagem à comunidade internacional dizendo que a partir daquele momento, o país deveria ser chamado de irã e não mais pérsia. Mesmo naquele período, essa atitude foi interpretada como uma tentativa de abandonar as raízes culturais da pérsia. E, independentemente de qual foi o objetivo dessa troca de nome, é inegável que o irã estava se aproximando do reino nido, mas principalmente se aproximando muito dos Estados Unidos. A relação entre esses países começou a ficar mais conturbada na década de 1930, com a sensão do nazifacismo, porque o Shah Reza Campalave era abertamente favorável a esse movimento, só que o tiro saiu pela colata. Por conta dessa aproximação do Reza Campo, o nazismo, os Estados Unidos e o reino nido conseguiram ser articular para faztá-lo do poder e colocar o seu filho no trono. Essa troca no poder tinha como objetivo fortalecer as forças ocidentais em um período extremamente conturbado para a política irã e irã. Se liga só no que o historiador Osvaldo Kodiola disse sobre esse novo governante, abre aspas. O novo Shah, a morrama de Reza Palave, fora educado em Londres e bem sequer falava fase. Os interesses britânicos no país fizeram com que o novo Shah se tornasse um verdadeiro fantóche dos europeus, realizando as suas vontade sem maiores resistências, especialmente na escolha dos primeiros ministros, governantes de fato do regime iraniano. Fech aspas. Mesmo assim, com o começo da Segunda Guerra Mundial, o país foi fortemente impactado. Uma vez que as reservas de petróleo se tornaram o ativo valiosíssimo. Em 1941, os aliados invadiram o irã com a justificativa de proteger os campos de petróleo. Mas se liga só que tem um detalhe muito importante aqui. Nós sabemos que durante a Segunda Guerra, a União Soviética fazia parte dos aliados. Logo, eles também estavam fazendo a proteção do irã. Mas, segundo a guerra acabou, quem que vai largar o oso, no caso largar o petróleo? Depois, alguns anos de conflito e crises, os soviéticos saíram do irã e o país continuou sobre a influência dos ocidentais. Porém, após a Segunda Guerra Mundial, as forças internacionais precisaram se reorganizar, e isso teve forte influência sobre as relações entre irã, reino unido e Estados Unidos. Para começar, o reino unido no Pós Guerra já não era aquela grande potência como era antes. Em seu lugar, os Estados Unidos já acenderam como uma nova potência global, disputando o protagonismo com a União Soviética. Nesse caldo, entre 1947 e 1951, o irã teve uma troca de cadeiras frenética e seis primeiros ministros assumiram as redes do país. Em 1951, o primeiro ministro Morrama de Mosa Degh decide nacionalizar a exploração de petróleo. Algo, inimaginável, para uma economia tão dependente das empresas estrangeiras. O reino unido fez uma grande pressão para que o petróleo não fosse nacionalizado, usando até bloqueios econômicos para evitar em perder os lucros da extração do petróleo. Porém, quando o embargo econômico foi proposto, os Estados Unidos decide dar um passo atrás e não apoiar a postura dos britânicos. Como estamos em um período de guerra fria, encurralar o irã dessa forma poderia significar entregar-los de bandeja para a União Soviética. Para evitar que isso acontecesse, os Estados Unidos precisariam assumir o posto de maior parceiro do irã, e qualquer a maior especialidade dos Estados Unidos no pós-guerra, pois é, apoiar golpes pelo mundo. Um ano de 1953 vai ser central na relação entre os Estados Unidos e o irã. E eu quero falar mais sobre essa relação de céu a um inferno com o intervalo de algumas décadas. Mami da Minotinha, a gente que daqui a pouco a gente volta, e eu falo um pouco mais sobre revoltas, refém, terrorismo, tensões, petróleo, economia e golpes. Segura aí, que é um mentigo só. Abre aspas. Em nome de Deus, o Compassivo, o Misere Cordioso, América, o Grande Satan. Lembro-me de uma narração que dizia que o mensageiro de Alá foi nomeado profeta. Sataná e chorou e reuniu todos os outros demônios, e isso dificultou o nosso dever. Esta revolução, o Grande Satan é a América, que se reúne em torno de outros demônios descaradamente. Variando de crianças satânicas, está no irã e fora da América e levantou um tumulto. Você sabe que o irã se envolveu em séries problemas durante o reinado desses dois perversos que governaram o país ilegalmente. Em um período de tempo, o povo sofreu da enganterra e depois da América. Fecha aspas. As palavras que você acabou de ouvir foram ditas por um homem chamado Ruhola Comene, o principal líder da revolução iraniana de 1979. Como vocês puderam perceber, as palavras de Comene não foram nem um pouco favoráveis aos Estados Unidos, e dá pra perceber como que a noção que ele tem dos estádolidenses é de ser o representante do mal na Terra. Mas como que uma relação tão boa ficou tão ruim, repentinamente. Pra entender como que os discurso e se radicalizaram, é preciso voltar pra 1953. Eu terminei o bloco anterior dizendo que o primeiro ministro, Morrame de Mosa Deg, estava liderando o processo de nacionalização do petróleo. Nesse mesmo ano, agências internacionais com a CIA e o EMI6 organizaram uma operação pra derrubar o primeiro ministro iraniano. Em nome do charresa Palévi, o general fazlola as arredes liderou um golpe que colocou o primeiro ministro na cadeia. Com um golpe apoiado pelos Estados Unidos, o char não tinha mais a figura do primeiro ministro e governava o país com mais poder. Mas olha que coisa interessante. Se você se lembram bem no começo do episódio, eu falei que militantes políticos dos Estados Unidos atuaram. no Irã, que na época era pérsia, e a sua atuação foi durante a revolução constitucionalista. E como vimos, o principal objetivo dessa revolução era limitar o poder do Chá através de um parlamento e um primeiro ministro. Agora, mais de 40 anos depois, o mesmo país que apoiou reformas democráticas estava financiando e dando legitimidade internacional para um golpe que dava mais poder ao governante. Na prática, os Estados Unidos estavam permitindo que uma ditadura autocrática fosse instalada no Irã. E se existe um exemplo melhor de como que as relações políticas se alteram com o tempo, eu desconheço. A maioria dos especialistas nesse assunto é o Nânime, em dizer que a partir desse golpe, os Estados Unidos e o Irã passaram a ser extremamente próximos. A chamada Longa Amizade marcou a ouça e dentalização severa que já tinha começado no governo do Mohama de Reza, que é o pai do Reza Paléve. Os Estados Unidos abriram os cofres e financiaram uma série de modernizações na estrutura iraniana. A indústria de base e as forças armadas foram apenas alguns dos setores beneficiados por esse investimento, mas foi socialmente que as coisas ficaram escancaradas. O Chairaniano implementou uma série de medidas dos costumes em geral, mas principalmente trazendo algumas reformas religiosas em um país que era profundamente imúsumano. Em 1962, o Cha Proibil, que as mulheres em seu país, usassem o velo. Também teve uma outra lei que obrigava os homens a usar em roupas ocidentais. Uma outra lei implementada foi a permissão para que homens e mulheres orassem juntos. E essa era uma das regras religiosas mais importantes do país, e o Nem preciso dizer que os religiosos do Irã não estavam curtindo nada essas reformas. Para muitos, o Cha Palève era considerado um inimigo do Islan. E além dessas questões religiosas, a cultura iraniana também passou por um processo de reformulação e influência de materiais estrangeiros. E claro, por estrangeiro, eu me refiro a materiais dos Estados Unidos. Música as artistas, roupas e filmes de Hollywood começaram a ganhar a população do Irã, e inclusive, os filmes tiveram papel central em todo esse período, e não só com irã, mas também com outras nações. E por isso eu quero fazer um episódio para os apoiadores, focado nessa questão do cinema como uma arma de guerra. Se você quiser ouvir esse episódio, e os outros mais de 80 que já tem lá na poece, é só entrar em apoia.se/históriaemeora, procurar um plano para você assinar, e aí se você quiser ir puder me ajudar, fico com o vídeo. Bom, mas o crescimento da influência dos Estados Unidos no Irã estava inflamando grupos tradicionalistas religiosos, e vai ser nesse contexto, que vai estourar no Irã, a revolução iraniana, que foi liderada pelo Rulola Coméine, que eu citei no começo desse bloco. E eu não vou entrar em muitos detalhes sobre a revolução iraniana, porque já tem um episódio aqui no vídeo do estóriaem-meora sobre esse tema, e eu recomendo bastante que vocês ouçam depois desse aqui. Mas se por acaso você é um ouvinte mais novo e não sabe muito bem do que estamos falando, a revolução iraniana foi uma resposta à ocidentalização do Irã. Porém, os caras meio que perderam um pouco a mão, plegado. Se a intenção era tirar do país toda a influência ocidental e colocar a religiosidade em um patamar acima de protagonismo, o que eles acertaram foi um governo autoritário. Mas a sereja do bolo desse processo foi um forte sentimento anti-imperialista, que a essa altura era representado pelos Estados Unidos. Como vocês puderam notar no começo do bloco, a partir de 1979, o Irã considerava os Estados Unidos o inimigo número um do país, e o termo Grande Satan começou a ser usado para se referir aos estádolidenses. Eu não sei quando você está ouvindo esse episódio, no final de 2022, 2023, ou até em algum lugar mais pro futuro. Mas independentemente de quando você esteja ouvindo, para nós já é um senso comum que as relações entre Estados Unidos e Irã são extremamente conturbadas e tensas que veram um caos global. Mas a origem desses conflitos está no ano de 1979. A revolução iraniana representou uma mudança completa no país, pelo menos em relação aos seus parceiros internacionais. As reformas liberais foram criticadas e em seguida desfeitas. O charresa Palévi foi obrigado a sair do país e se exilar. Porém, pouco depois de ser tirado do trono, Palévi foi diagnosticado com câncer e precisou realizar um tratamento delicado. E por isso, ele deixou o Egito e entrou em um avião em direção aos Estados Unidos. E quando essa notícia chegou aos iranianos, foi um caos social. O Coménei acusou mais uma vez o exlíder do Irã de colaboracionista com países estrangeiros e um traidor na nação. Ele começou a exigir o retorno de Palévi para ele ser preso, julgado e executado como um traidor. E em meio a esse clima-tenso, um grupo de estudantes iranianos cometeu um ato que meses antes era impensável. Como a evolução tinha acontecido há poucos meses, os Estados Unidos ainda tinha uma embaixada no Irã, que ficava localizada em Teira. E em novembro de 1979, estudantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos e fizeram 52 funcionários de refém. Ao todo, essa situação durou 444 dias e representou o corte final das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. E ao mesmo tempo que isso acontecia, estourou uma guerra entre Irã e Iraque. Olha que time, né? O irã danro sem um líder iraquiano que queria se firmar com uma potência no Oriente Médio. E como o alvo do iraquiano era o irã, tem tendo a divinar quem que os Estados Unidos apoiaram, pois é o irãque e o sadanro sem. E esse irá ser um conflito mortal para ambos os países. A guerra irã irá que começou em 1980 e só terminou em 1988, deixando mais de meio milhão de mortos nas contagens mais conservadoras. Mas quando a gente acha que o final de uma guerra pode talvez significar um período de tranquilidade entre os Estados Unidos e Irã uma nova crise começa. Em 1988, um ano que os conflitos entre o irã e Iraque terminaram, um avião iraniano foi derrubado por um navio militar dos Estados Unidos. E essa informação parece um absurdo, mas realmente aconteceu. Um avião comercial saiu de terã tendo como destino do baio. E como os Estados Unidos têm bases militares em todos os continentes, um navio avistou o avião e os oficiais acreditaram serão já a todas as forças aéreas iranianas em posição de ataque. E por conta dessa possibilidade, uma retaliação foi autorizada. E esse navio derrubou um avião que continha 274 passageiros e 16 tripulantes e sim todos eles morreram. E vocês ouviram que eu acabei de explicar para vocês? As forças armadas dos Estados Unidos derrubaram o avião comercial do irã por um gano. E chega a ser absurdo, mas é só mais uma prova do quanto que as relações entre os dois países estavam completamente extremecidas. E você pode estar se perguntando, né? Depois de tantos ataques, por que os Estados Unidos não declararam guerra ao irã? Olha, essa é uma pergunta muito importante de ser feita. E a resposta é simples, armas nucleares. E esse é um tema delicado porque não existem provas concretas de que o irã possui armas nucleares, mas o que o próprio governo Admit é que eles têm a capacidade de ter essas armas. Então é uma espécie de ameaça velada, tá ligado? Ao mesmo tempo que evita uma guerra direta contra os Estados Unidos. A resposta dos estádonidenses para isso foi implementar uma série de sancões econômicas. Desde o governo de Jimmy Carter em 1977, os Estados Unidos vem colocando em bargos econômicos ao irã para tentar vencer-lo espelobolso. O Jimmy Carter proibiu em portações de petróleo e congelou mais de 12 milhões de ativos iranianos que estavam nos Estados Unidos. Essa tática é muito usada por países ricos que têm esse poder sobre os países mais fracos econômicamente. E o problema é que mesmo com sancões econômicas o irã continuou com o mesmo discurso e se tornou um dos pontos de tensão no Oriente Médio. Em 1984, o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan declarou que o irã era um país patrocinador de terrorismo e o discurso contra os iranianos escalou mais uma vez. Uma das sancões que mais pesou na economia iraniana foi a de Bill Clinton, que em 1996 proibiu Eu a participação de empresas está donedenses na indústria petroleira Iraniana. Ele vetou o investimento de capital no Irã e limitou o intercâmbio comercial entre os dois países. Se liga só no que o professor Andy Barda M disse sobre as medidas do Clinton. Abre aspas. Até então, os Iranianos pudiam comercializar parte do seu petróleo e dos seus ativos. Mas a partir das sancões de Clinton, funcionários do governo iraniano passaram a dizer que a situação ficou insustentável. Fecha aspas. Como o parecer que o governo dos Estados Unidos encontrou a forma de fragilizar o Irã, essa estratégia foi mantida por todos os presidentes que se seguiram da linha india antes. Essa postura só mudou um pouco em 2015, quando Obama assinou a revogação dessas sancões e como contra a partida, o irã se comprometeria a encerrar as suas pesquisas em armas nucleares. Porém, o governo seguinte mudou essa postura e trouxe novamente as sancões econômicas e soube a administração de Trump, as tensões escalaram tanto que discutimos até a possibilidade real de um conflito armado após os Estados Unidos mataram o general iraniano Cassem-Suleymane, em janeiro de 2020. Atualmente, os conflitos e tensões entre os Estados Unidos e o Irã permanecem, e a qualquer momento as coisas podem escalar novamente. Assim como aconteceu na Guerra Fria, esses dois países têm entrado em confronto a partir de outras guerras. Por exemplo, o irã financia grupos armados em seus países vizinhos com a justificativa de lutar contra o imperialismo e a influência ocidental. O resbolar, os rutes e o ramás são apenas alguns exemplos desses grupos que recebem apoio do irã. E por outro lado, os Estados Unidos têm financiado e armado países autoritários com a justificativa de combater esses grupos apoiados pelo irã. Na prática, estamos vendo uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã, mas uma guerra em direta. E é muito importante lembrarmos que esse confronto influencia a economia política de diversos outros países, mas isso já é um papo para uma outra meia hora. Senhoras, muito obrigado por ter ouvido até aqui. Meu nome é Vita Suaris, sou professor de história e você acabou de ouvir o história em meia hora. Então, compartilhe aí da Samorral para eu poder falar mais vezes sobre esse tipo de tema que eu acho muito irado. Se você gostou muito, compartilhe a episódio que aí se tiver bastante play, né? Vou perceber que vale a pena fazer mais coisa desse tipo, tá bom? Mas compartilhe com um amigo, manda aí no grupo do seu WhatsApp e dos seus amigos, ou se pode postar no Instagram também, e aí se me marca no @historymyaora ou no Twitter. 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Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio foi regravado em 2025 após os ataques dos EUA ao Irã, sem mencionar os eventos recentes, mas foca na relação histórica entre os dois países.
  2. A rivalidade entre EUA e Irã começou com a influência britânica e russa na Pérsia (atual Irã) no século XIX, no chamado "Grande Jogo".
  3. A descoberta de petróleo na Pérsia em 1901 levou ao controle britânico da região, gerando revolta nacionalista.
  4. Os EUA inicialmente foram vistos como aliados confiáveis pelos iranianos, apoiando a Revolução Constitucional Persa (1905-1911).
  5. A dinastia Pahlavi (1921-1979) promoveu a ocidentalização do Irã, incluindo a troca de nome de Pérsia para Irã em 193
  6. Em 1953, um golpe apoiado pela CIA e MI6 derrubou o primeiro-ministro Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo, instalando uma ditadura sob o xá Reza Pahlavi.
  7. A Revolução Iraniana de 1979, liderada por Aiatolá Khomeini, transformou os EUA no "Grande Satã", revertendo a aliança em inimizade mortal.

Summary:

O episódio revisita a complexa relação entre Estados Unidos e Irã, destacando como aliados históricos se tornaram inimigos. Inicialmente, a Pérsia (atual Irã) foi palco do "Grande Jogo" entre os impérios Britânico e Russo no século XIX, com o Reino Unido assumindo o controle após a descoberta de petróleo em 1901. Os EUA surgiram como uma "terceira força" bem-vista pelos iranianos, apoiando a Revolução Constitucional Persa (1905-1911) e posteriormente estreitando laços com a dinastia Pahlavi, que promoveu a ocidentalização do país, como a secularização da educação e a troca de nome para Irã em 1935.

No entanto, a ruptura ocorreu em 1953, quando um golpe organizado pela CIA e MI6 derrubou o primeiro-ministro Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo, instalando uma ditadura sob o xá Reza Pahlavi. Isso gerou ressentimento popular e levou à Revolução Iraniana de 1979, liderada pelo Aiatolá Khomeini, que declarou os EUA como o "Grande Satã". A revolução substituiu a influência ocidental por um governo autoritário religioso, consolidando a inimizade entre os dois países. O episódio enfatiza que a política internacional não se baseia em heróis ou vilões, mas em interesses nacionais em constante mudança.

FAQs

A relação se deteriorou principalmente após o golpe de 1953, apoiado pelos EUA, que derrubou o primeiro-ministro nacionalista do Irã e instalou uma ditadura. Isso gerou um forte sentimento anti-imperialista, culminando na Revolução Iraniana de 1979, que tornou os EUA o 'Grande Satã'.

O petróleo foi central: descoberto na Pérsia em 1901, levou o Reino Unido a controlar sua extração através da Anglo-Persian Oil Company. A nacionalização do petróleo em 1951 pelo Irã gerou tensões e um golpe apoiado pelos EUA em 1953.

Durante essa revolução, os EUA foram vistos como uma 'terceira força' confiável, em contraste com a Rússia e o Reino Unido. A participação de um professor americano, morto no conflito, fortaleceu essa imagem positiva.

Após o golpe de 1953, os EUA financiaram a modernização do Irã, incluindo indústria, forças armadas e reformas ocidentalizantes, como a proibição do véu e a adoção de roupas ocidentais. Isso aprofundou a influência americana, mas gerou reação religiosa.

A revolução foi uma resposta à ocidentalização e ao autoritarismo do Xá, apoiado pelos EUA. O líder da revolução, Ruhollah Khomeini, classificou os EUA como inimigos, devido ao apoio ao golpe de 1953 e às reformas que enfraqueceram a religião.

Durante a guerra, os Aliados invadiram o Irã para proteger os campos de petróleo. Após a guerra, o Reino Unido perdeu força, e os EUA assumiram como principal potência global, disputando influência com a União Soviética no Irã.

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