A conversa explora a trajetória política e religiosa do rei Clovis, líder dos francos na Galia no século VI. A carta do Bispo Remígio de Hans, escrita em 481, descreve uma orientação para o governo com justiça, respeito aos pobres e nobreza, indicando a conexão entre poder e fé cristã. Clovis consolidou seu domínio por meio de campanhas militares e alianças, especialmente com outros grupos germânicos, como os burgundos e visigódotos. A narrativa do Bispo Gregório de Tour apresenta Clovis como um rei "escolhido por Deus", com uma dupla identidade de Davi e Constantino, simbolizando a transição do paganismo ao cristianismo e a unificação do território francês. A conversão de Clovis, acentuada após a vitória sobre os visigódotos, é vista como um marco na criação de um Estado cristão, com forte ligação entre trono e altar. A Igreja se beneficiou com a proteção e construção de igrejas por parte de Clovis, reforçando sua legitimidade. Indícios sugerem que o arianismo pode ter existido em sua família, mostrando a complexidade religiosa do período. Documentos contemporâneos, como a carta do Bispo de Vien, indicam que a conversão foi uma escolha pessoal, não apenas uma consequência da batalha. A figura de Clovis foi historicamente reinterpretada em diferentes épocas: no século XIX, como símbolo de nacionalismo e religiosidade; no século XX, como representante de uma união europeia. Essa construção histórica reforça o papel central de Clovis na formação da França como um Estado cristão e político.
Olá, começa agora mais uma episódio dos estudos medievais, pode que a gente produzido
pelo laboratório de estudos medievais.
Meu nome é Marina Sente e eu sou o Dr. Anda do Nucleus e deixe mesmo o laboratório.
Hoje, nós temos o prazer de receber o professor Edmarché Com De Freitas, que é professor
associado do departamento de história e do programa de pós-graduação e história da Universidade
Federal Fluminense.
Se os temas pesquisas giram em torno do cristianismo e da cultura cristã, englobando os estudos
das ajoografias, do monachismo, e do culto dos santos e das relíquias, assim como as narrativas
e as representações do passado na idade média, mais especificamente na galha durante a dominação
da dinastia merovíngia.
Hoje, nos centrairemos nos debates sobre cloves, aquele que consolidou e expandiu o poder
desta família na galha e também do reino dos francos perantes de mais reinos bárbaros
e o imperio humano oriental.
Professor, muito obrigado por ter aceitado o nosso convite.
O dia é o que agradeço o convite com a situação participar desse podcast e aproveito
para complementar a equipe do podcast para abenizar também pela iniciativa, também é
um laboratório de estudos medievais que abriga o podcast de estudos medievais.
O minha primeira questão é sobre um documento muito citado para falar da trajetória
política de cloves, que é a carta do Bispo remidio de Hans, onde ele parabéniza o rei
Cloves, que é como ele o chama, por ter assumido a administração da beldica segunda.
Remidio ainda crescente aqui, isso não é uma grande novidade, pois Cloves já estaria
fazendo aquilo que seus antepassados sempre fizeram.
O que sabemos sobre o contexto dessa carta?
O que ela pode nos dizer sobre a trajetória de cloves e também dos francos até então?
Bem, essa carta faz parte de uma coleção detulada e pistolas austrazes, organizada
provavelmente em Metis no fim do saco século sexto, e que nos chegou no manuscrito do
século nono.
Esse conjunto contém vários documentos importantes, referentes ao rei no frango da
austrasia, o rei no mais ao norte que vai se formando aí pelos saco séries, sobretudo
no saco século sético.
Adimite-se, em geral, que essa carta foi escrita em 481, seria uma carta enviada a cloves
por ocasiando a sua ascensão como o rei, só situando um pouco melhor a época e as
figuras de quem a gente está falando.
Cloves é um líder por frango, um dos vários líderes guerreiros francos, que fizeram
uma carreira na galha, a tua França, no século 5 e sexto, e era filho de um outro frango
bastante conhecido na estrografia, que o Jatumba foi escavada, perritório que hoje pertence
a Belska, o rei Chuderico.
Então a gente sabe que, em 481, após a morte de Chuderico, Cloves assumiu a liderança
do seu grupo, provavelmente com a identificação como rei, e ao mesmo tempo a teria também
se de investido, não se sabe exatamente em que é circunstância, mas de um poder sobre
a província da Belska II.
Então essa carta, que você se refere, é uma epístula formal em que uma autoridade, o bicho
de Ranz, tinha representava também o poder civil na cidade, na região, então esta autoridade
e psicopal comprimenta a outra, seria equivalente a um governador de província romano, apesar
que a gente está falando com 481, momento em que você não tem mais no acidente, plenamente
funcionando a estrutura imperial, você não tem mais a autoridade imperial ocidental,
como dizer assim, mas permanecia ainda que, de maneira muito frágil, a noção de um
perio romano governado a partir de Constantinople, esses líderes como Cloves e outros da sua
época, não necessariamente francos, a gente tem, por exemplo, um líder burgundo,
bundobaldo, bastante ativo nesse momento, contavam com apoio oficial da autoridade imperial.
Então nesse contexto que o bicho remijo escreve, essa carta para o Cloves, o bicho remijo
é uma figura muito interessante dessa época, segundo as fontes que narram a sua vida,
ele viveu muito tempo, ele viveu mais de 90 anos e teria governado a sua igreja também
com várias décadas, ele é falecer em 533, tem uma ideia, foi um bicho que acompanhou
de certa forma as últimas décadas do poder imperial ativo no acidente, ou seja, a existência
política administrativa no acidente, e também acompanhou, foi testemunho o cular desse
começo de uma dominação franca mais intensa, não só franca, mas também de outros pontos
que eu culparam a Galha, então é um bicho que tem bastante, com já trajetória, bastante
interessante de ser acompanhada para, como uma espécie de janela, através daqueles,
a gente consegue acompanhar o contexto político e religioso na Galha dessa época.
Nesta carta, é uma carta pequena, mas é muito interessante porque esse bicho,
se coloca como um conselheiro, a respeito de se tratar de um rei pagão, a gente vai falar
daqui a pouco também, a respeito do batismo, de clobes, etc., mas nesse momento,
se tratava de um rei pagão muito jovem, suponho que clobes tinha sempre 15 anos quando
ele se torna rei, então a gente teria aí um ancião, um bicho, um ancião se dirigindo
a um jovem rei e se coloca na posição de conselheiro, um conselheiro que propõe ao rei clobes,
um programa, uma espécie de programa de governo, pautado em valores cristãos, certamente,
primeiro ele convida o rei a se orientar pelo respeito aos rispos, ele olha, procura
ele sempre ouvir os rispos que eles vão estudar, bons conselhos, e recomenda a conduta reja
pautada pela justiça e pela atenção com relação aos pobres indefeitos, a carta repete
algumas vezes a ideia de que o rei não deveria aceitar presentes, de que a sua justiça
fosse distribuída a todos, e caracteriza esse modo de reinar proposto, embora a gente possa
encontrar aí uma prédica cristã, o tido nessa, nessa proposição, mas ele cara, o bíscar
remejo caracteriza isso como um, um modo de reinar com nobreza, é a frase final da carta,
se queres reinar julgar com nobreza, então essa é a recomendação final do bíscar remejo
para o rei clobes, se você permite só acrescentar mais dois detalhes que eu acho interessantes
da gente encaixar nessa, nessa primeira questão aqui, não esquecer que esse bíscar remejo
de Hans, é o mesmo associado por outras fontes, há catéquese e albatismo de cox, a gente
conhece, a gente vai voltar falando nesse ponto, mas há uma narrativa bastante detalhada
da trajetória dos francos e do coxes especificamente também na gália, composta pelo outro bíscar
gregor de turro, no século 6, e que identifica o bíscar remejo não só como aquele que bate os
ouclobes, mas também aquele que teria sido responsável pela sua instrução na fé católica,
né, então esse bíscar não só faz a sua entrada, né, o reinado de clobes através dessa pequena
carta de comprimento, mas depois ele tem uma participação bastante ativa, né, nessa passagem do
estado do rei franc e do rei pagar um para um rei cristão. E a gente tem ainda uma outra carta
escrito por remejo para cox, já após o batismo, em que ele apresenta as condolências pelo
conhecimento de uma das irmãs do rei, né, então essa não é a única carta escrita pelo bíscar
remejo ao rei Gods. No senhor mencionou o gregor de turro, já, mas então vamos voltar um
pouco para ele, do penúltimo capítulo do livro 2, dos seus 10 reis de história, o gregor
Tristei.
de Cloves, que já estavam em seus últimos anos, por permanecer e daí o abro aspas como
o Peregrino entre estrangeiros, pois ele não teria parentes para ajudá-lo caso passasse
por alguma dificuldade. Com tudo, o próprio bispo, Gregório, acrescenta que Cloves não
disse a isso por condolência pela morte de seus parentes, muitos dos quais ele mesmo
foi responsável, e sim por astúcia para descobrir se alguém ainda sobrava para matar.
Você poderia falar mais sobre esses conflitos travados por Cloves para afirmar a sua
jamoninha na galha? Bem, os francos não costumiam um todo homogênio,
pesado, muitas vezes tratar esse grupo como um bloco único, mas não era essa a condição
que as fontes atestam para a gente. Se a gente examinar do comentação que nos chegou, por
exemplo, dos séculos terceiros, o começo do século IV, a gente vai encontrar a identificação
de vários nomes tribais com chatos, psivários, salhos, que em outros contextos ou em outras
fontes aparece englobados sobre o nome franco. Então, nesse termo franco, remete a uma
identificação étnica, ampla, englobante, de vários, vamos chamar de vários tribos que
tinham também a sua identidade separada, mas que principalmente, quando se relacionavam
com outros povos, ou principalmente com os romanos, com o mundo romano, adotavam, incorporava
essa identidade franca. Ao longo dos séculos IV e V, nós vamos encontrar francos assentados
no território romano, e também francos que viviam na margem direita do Rio Reino, que
teve um território já fora dos limites imperiales. Então, a gente vai encontrar essas duas
situações francos assentados no território imperial e francos do exterior. Esses francos
assentados muitos atuavam como camponeses, cultivando terras dentro do império, também atuando
na defesa dessas terras, e outros atuavam diretamente no exército imperial. Alguns desses
francos que a gente conhece, principalmente do século IV, se integraram plenamente ao mundo
romano. A passagem de século IV e século V, a gente tem referência de vários deles,
muito próximos à autoridade imperial, inclusive, usando de títulos importantes na vida,
só na vida militar e administrativa, mas também na própria vida social romano. Tem alguns
líderes francos bastante encaixados na sociedade romana do império Tardiu, e no século
V com a progressiva desintegração ou desagregação do império romano no acidente, a gente vai encontrar
várias cidades, principalmente no norte da Galha, que ficam sobdomino franco. E aí cada
semana dessas cidades tem uma figura que aparece como rei, um rei, que já realiza praticamente
se limita aquele grupo que controla essa cidade ou alguma região em torno dela, provavelmente
era esse caso da família de Globes, de outras famílias importantes entre esses grupos francos,
e controlavam, às vezes, até regiões mais estenses. A família de Globes, a gente conhece a sua
predominna em regiões como para a cidade de Tornei, de Camperé e outros que eles controlaram.
E nós temos também outro ramo franco muito importante em torno da cidade de Colônia, que
sendo até um reino que teve uma duração importante no século XV, na virada do século XVII.
Então, era esse universo, que estou procurando detalhe aqui, ainda que brevemente, esse universo
fragmentado que constituia os meus francos de Globes. Então, o que vai se delineando, principalmente
na segunda metade do século XV, é uma competição muito grande entre vários grupos, não só
francos, mas de outras etnias, como Visigô, desbugundos, alamanos, turíngios, vários grupos
que competem por espaços territóriais, espaços de poder, um território que antes tinha
integrado em pé e romano, e nesse processo aí, o Globes aparece como um líder guerreiro
que costura a aliança desses francos que o princípio era um fragmentado. Alguns indícios
das fontes narrativas sugerem que parte desses líderes se conectava por alianças matrimoniais.
A gente sabe, por exemplo, que Globes, antes do seu casamento com a princesa Colho Tildo,
que era uma princesa burgunda cristã, Globes tinha uma outra esposa, provavelmente, dessa
alinhagem franca de Colônia, por exemplo. Então, essas alianças matrimoniais permitiam
que alguns líderes ocupassem uma posição de destaque, que era evidentemente efetivada
pela sua capacidade bélica. Então, nesse processo, a gente encontra essa afirmação
da liderança de Colbes sobre outros dias, mas ainda uma liderança efêmera, uma liderança
relativamente frágil, que teria em principa duração de campanhas militares. Então, se
a gente considerar, aí, o começo do século VI, a gente tem algumas campanhas muito importantes
na trajetória, não só a trajetória pessoal do cosmos, a trajetória dos francos agali,
erras, ou pelo menos grandes batalhas, travados contra alarmanos, contaturinhos, e, principalmente,
em 1517, um grande enfrentamento com os vizigudos. Nessa época dominava o não só a penístula
bélica, mas uma parte substancial da gália, toda a região ao sul do Rio Iloar, a quitania,
mas basicamente, era controlado pelo vizigudos. Então, o Globes já não contexto que a gente
misture com poucos assuntos, mas o Globes já não contexto de se apresentar como um rei cristão
e um líder dos cristãos de uma vertente específica dos cristãos, dos cristãos inicenos,
ou as fontes tratam, já como cristãos católicos, contra os vizigudos, que eram cristãos
ditos a rianos, ou seja, professavam uma outra vertente do cristalismo que não atribuia
a figura de Cristo, o mesmo estatuto divino do pai, que seria uma essência divina diferente
do pai. Eu sei que no podcast tem um episódio sobre arianismo, recomendo que a gente
é duvido sobre esse ponto, volte a ele. Então, nesse contexto do enfrentamento dos vizigudos,
essa liderança de Globes se fortaleceu. Ao que tudo indica, esses episódios que você
mencionou na rádio pro gregor de turro, não só de conflitos, mas de uma série de
estratégimas que o rei Globes coloca em funcionamento para eliminar os outros,
as frances, corresponde a uma tentativa de estabilizar essa liderança, com essa liderança
que participaria relacionada a uma campanha específica, a partir desse momento que
ele consegue eliminar os seus rivais, ela se configura como permanente, deixa eu dar
um exemplo, justamente em relação a esses francos de Colônia, os famosos francos de Colônia,
depois conhecidos como francos ripoários. Globes tinha uma aliança, com, inclusive,
tudo em dia, uma aliança matrimonial com esses franhos, e tinha uma boa interim,
com relação com o seu rei CGberto, mas segundo esse autor que você citou, o Globes sugeri
ao filho de CGberto, que matasse o pai, se você conseguir eliminar o seu pai, eu te apoio,
essa seria a proposta, e o filho de CGberto faz isso, cometo o pai sido, e depois Globes
e se apresenta como vingador do rei assassinado.
que consegue eliminar por filho barricida e nessa situação uns francos o aclamo como
seu rei também, esses francos que não tinham como rei o aclamo como seu rei.
Então eles têm dos seus domínios, o nome deles, então essa é a. é atônica, né?
E dessa narrativa do Bispo Gregor Tuke, é bom, a gente sempre lembra, eu escreviu muitos anos depois,
é uma narrativa que tem que ser anunçada, a gente vai voltar a falar sobre ela aqui também,
mas é preciso evidentemente ter algumas reservas sobre a precisão, inclusive o cronológico,
inclusive o pressão cronológico, enquanto, em que momento em que datas precisam correr
esses confitos entre os reis francos, mas é uma repetição, um exemplo tem vários outros casos
em que o Clovis através de uma atitude que envolve violência, mas envolve também uma certa sagacidade,
uma capacidade de manipular as situações, conseguir se fazer reconhecer como rei
em outras cidades que não aquelas que já integravam, tradicionalmente, os seus domínios, né?
Agora é muito interessante a gente notar que essa. esse trecho da narrativa do Bispo de Tuke,
a cerca da trajetora de Clovis, o apresenta exatamente como um rei favorecido por Deus,
imediatamente após narrar esses episódios que matavam, procuravam fazer o que desaparecesse
os reis seus inimigos, agora diz algo mais ou menos assim, dia a dia, Deus aumentava os seus domínios e estava com ele,
porque Clovis fazia o que era reto ao zônio de Deus, né? É uma afirmação bastante curiosa, né?
Mas que tem, assim, ecos, né, da figura do rei da vi, como aparece nos terços víbitos, né?
Por isso mesmo, os livros de Samuel, né, da Bíblia, chamado "Materão Vétero Testamentar".
Então o rei da vi é também caracterizado como um rei que fazia a vontade de Deus, mas era capaz de cometer alguns atos que não seria muito lováveis,
né, aos olhos das leis de vinas, como, por exemplo, colocar o seu amigo à frente do exés para que ele morresse e deve ficar com a sua esposa.
Então essa ambiguitade, né, que era perdoada a partir da noção de que o rei, no final das contas, era fiel a vontade de vina, e principalmente atuava no sentido de favorecer, no caso de Cobs, né, a igreja, né, e favorecer a afirmação da vertente cristã,
que o risco gregó de turco compartilhava, né, o tornavam esse rei protegido por Deus, apesar das suas ações que seria um contexto mais específico da prédica, que estão seriam reprováveis.
Então é um trecho muito interessante esse que você citou, para a gente, inclusive, notar esse paralelo que eu acho que é fundamental para compreender a apresentação de Cobs nas histórias de gregó de turco, esse paralelo entre Cobs e Davi, não é a única vez que isso vai acontecer nessa narrativa, e também não é o único rei que o gregó de turco vai caracterizar como um Davi, também.
[Música]
Todas essas estratégias, as alianças, vitórias, encabeçadas por Clovis, que o senhor já mencionou, parece apontar para um papel relevante nesse tabuleiro político do que hoje nós chamamos de continente europeu.
O senhor poderia falar um pouco mais sobre a sua relação, a sua relação de Clovis com o Império Romano Oriental, essa relação teve algum impacto na sua posição com o líder, tanto na galha quanto frente aos outros reinos?
As relações estabelecidas pelos francos de Clovis já nos tempos de seu pai, o rei chuderico, ele aparece em algumas fontes do saco quinto, sexto, mas a gente possui, sobre ele também, um extremo exarchológico.
A tumba de chuderico foi escavada em 1653, posteriormente já no século 20, foram feitas outras descobertas nesse sítio archéológico.
É mostrando que se tratou de um interro bastante surtuoso, e nessa material que se encontrou nessa tumba entre vários objetos muito ricos, havia muitas moedas bizantinas.
Como é que esse termo bizantino tem que ser um termo que se usa posterior, mas moedas que estavam associadas à autoridade imperial de Constantinopla.
Isso sugere uma proximidade, um prestígio pelo menos desse chuderico que portava o título de rei,
foi recuperado na época, um anel, o sigilato de chuderico, a esqueção, rei de chuderico.
Então a gente tem esses indícios, pelo menos desse prestígio do que eu vou chamar aqui da Casa de Chuderico Clovis junto à autoridade imperial de Constantinopla.
Especificamente na trajetória de Clovis, o que vai acontecer, como eu falei a pouco, no momento da ascensão de Clovis,
tem vários grupos de estlados germânicos, disputando e partilhando, de certa forma, o poder no acidente, na garra, na Itália, na Península Bérica, por exemplo, tem na garra franca, os burguinhos, dos igodos,
os igodos também na Península Bérica, dividindo relatente espaço com suevos, na Itália, os trogódos e outros grupos, também que interagiu.
Esses grupos, principalmente a partir da década de 80 do século quinto, eles se começaram a se conectar muito a partir de alianças matrimoniais,
sobretudo a partir das iniciativas do rei teodorico, conhecido como teodorico grande, o rei o trogódo da Itália.
Tô teodorico, por exemplo, que casou-se com uma das irmãs de Clovis, filhas de teodorico, se casaram com outros reis, reivando, revisigou, por aí vai.
Então, foi formando uma espécie de frente desses reinos ocidentais, que se contrapunha a ideia de uma autoridade imperial de Constantinople mais ativa,
ou seja, o quadro que se desenhava, um reconhecimento por parte desses reis da autoridade imperial, mas um reconhecimento que era quase que puramente teore com uma efetividade muito pequena dessa autoridade.
Então isso vai fazendo com que a autoridade imperial romana, oriental, desenhasse uma série de iniciativas de retomar o controle direto do que antes tinham sido suas províncias ocidentais,
como no norte da África, nas Espanhas, na Galha e na Itália, sobre tudo. Então isso vai se desenvolar, por exemplo, no saco sexto, especialmente no saco sexto, no período do imperador Justiniano, já posterior a época do Clovis.
Isso tem uma concretização de ações bélicas mais efetivas, mas na época de Clovis, isso é um processo que estava em curso.
Os movimentos que Clovis foi fazendo, de certa forma, foram quebrando essa unidade que vinha sendo construída pelo rei Teodorito.
e não sopa.
pela conversão de clobes ao crucialismo, que clobes ao pittura indica, se manteram como
pagão, e o final do saco quinto, o começo do saco sexta, uma data discutida ainda, foi
imatizado como cristão, vamos simplificar aqui em termo, como cristão católico e não
amareano, enquanto a maior parte dos outros reinos de armani procedente era governada por reis
areandos, então não só houve uma quebra nesse sentido, mas o clobes também buscou enfrentamento
militar, por exemplo, com relação aos alamanos, durante um tempo com os burgundos, depois ele se
ali, os burgundos, depois ele volta a rear com os burgundos, ele é com os turinhos, e principalmente
visegudos, então as morvinhentações de clobes foram sempre no sentido de estabelecer uma
dominação nos territórios, que ele conquistava, que seria independente frente às outras
vizinhas, principalmente em relação ao rei, o estrogô detalhe que era grande figura hégio,
vamos dizer assim, do acidente, então nesse caso o clobes funcionava como uma peça no jogo
político montado por Constantinópolis, por exemplo, enquanto clobes fez guerra com os
burgundos, os nostrogudos tiveram ocupados em evitar que essa guerra com os burgundos
estendesse para outras regiões, tanto não puder fazer frente a movimentações da romanas
no Mediterrâneo, então clobes de fato se movimentou como um aliado, posso dizer assim, do
imperador de Constantinópolis, a gente tem o reconhecimento disso, de maneira mais efetiva,
a partir da época da conversão de clobes, quando a gente encontra algumas referências,
principalmente desse mesmo autor que a gente comentou agora, Gregor Vittur, é a cerca de um
reconhecimento oficial da parte de Constantinópolis, da condição especial que clobes teria no acidente,
então explicar melhor isso, após a vitória sobre os vizigôdos em que as 17 clobes celebrou
essa vitória na cidade de Turro, na cidade próxima do chato da batalha, mas que também
na cidade simbólica, em relação ao culto de um santo muito importante na Galha, não só
na Sepo, por exemplo, toda a idade Mere, são Martín de Turro, que era também a memória
dela revenerada com um monge de bispo, que se mostrou um defensor da fecatoria de conto
arrealismo, então nessa cidade de Turro, no santo lado de São Martín, clobes celebrou a sua
vitória, e teria, segundo, a narrativa de Gregor Vittur, desfilado em trajes quase
superiais, investido de culpura, cavalgando pelas usas, distribuindo moedas, e teria recebido
o reconhecimento consular da parte de Constantinópolis, mas clobes não figura, nas chamadas
tabas consulares, ou seja, as listas, que identificam os consulis do mundo romano ano a ano,
mesmo que o consulado não fosse mais uma magistratura efetiva, em muito tempo, no império
do mundo, mas havia a nome ação de consuls para cada ano, e era uma forma inclusive de não
só de marcar o prestígio de determinados pessoas, mas de associar a contagem do tempo a esses
consulados, então a gente possui as tabas consulares, e o nome de clobes não figura nessas tabas
consulares, ou na narrativa de Gregor Vittura falha nesse ponto, ou se tratava de uma coisa
que não inédita, de um consulado mais sentido, um consulado no livro, uma honraria conferida
por Constantinópolis, o clobes sem estabelecer efetivamente um consulado pleno, digamos
assim, então essas circunstâncias, tantas circunstâncias militares quanto esses aspectos
estão mais ligados a as relações direitas de prestígio junto a Constantinópolis, me fazem
considerar que a gente tem uma aliança, acho que a gente pode dizer assim, dessa monarquia
franca nascente com o império romano oriental, é interessante que os outros reis francos
na sequência, principalmente o Neto de Clobes, seu da Berk, eles vão se apresentar, portando
o diadem imperial, com em amoeiras, com efigi, reja, como se fossem integradores, então existe
também uma outra um outro lado, que eu tô falando em moeda, tem um outro lado dessa moeda,
que é a própria tentativa de que vai amadurecendo, a tentativa de fazer com que os francos
detivessem um poder, embora sancionado Constantinópolis, mas um poder bastante ampliado,
que a gente poderia dizer no mínimo, uma caracterização imperial da realiza de Clobes, pois eu
desenvolvo melhor esse ponto, justamente ao falar do batismo, que a gente vai ter que voltar
necessariamente a essa questão.
Antes de encarar mais, então na questão da conversão, do batismo de Clobes, eu queria
perguntar sobre o período, enquanto ele era pagão, que a gente vê que ele mantinha em
relações muito próximas com essas autoridades, esses representantes do credo-licê, ou da
fecatorica, a gente citou o remédio de Hans, mas também podemos citar a Santa Genoveva,
que depois virou a Padreira de Paris, e também a sua própria esposa Clotilde, o que podemos
falar sobre a igreja na galha, sobre o domínio de Clobes?
Bem, vamos fazer então uma separação do Clobes-Pagão ou do Clobes-Cristão.
A gente tem, na verdade, poucas informações sobre o que teria sido o período de Clobes
como um rei e pagão, você citou aí Santa Genoveva, tem um texto escrito, provavelmente,
na segunda década do século VI, armado a vida de Santa Genoveva, que menciona, não só
Clobes, mas o próprio chuderí, o pai de Clobes, em boas relações com essa figura religiosa.
Genoveva de Paris foi uma mulher dedicada a uma vida, não exatamente uma vida de recusão,
mas uma vida consagrada, e que desempenhou de meados de século XV, até a sua morte com
ele de século VI, desempenhou um papel de uma liderança muito forte em Paris.
Paris não era evidentemente no século XV a cidade, tão importante quanto ver a ser depois,
mas essa figura, pelo menos a da crédito, a vida, como foi escrito depois, essa monga
e depois Santa teve um protagonismo muito importante na liderança, não só religiosa da cidade,
e a vida cita favores que o rei chuderico depois do Clobes prestava uma Santa, especialmente
no sentido de libertar prisioneiros ou não matar, determinados prisioneiros que eram feitos
em guerra pedida da Santa, então você tem aí um, pelo menos, um indicativo de uma atenção
em relação a essa autoridade de prestígio e cristã por lideranças pagantes no caso dos
frances, que não é evidentemente um caso único, a gente vai encontrar, principalmente
nas vidas de Santa, de século XV, de século VI, a gente vai encontrar referências a esse
situação, ainda que houvessem um domínio de um líder pagando sobre determinado região,
o respeito da atenção com relação a lideranças cristãs, até porque nunca pode deixar de
considerar que esses grupos ditos bárbaros, que param de
do território do perro humano acidente, eles eram bem menores do que a população local,
então é evidente que a processas de saque, pilhaje, ocorri, mas havia também um esforço
sentido de uma existência razoavelmente pacífica, até porque esses grupos se estabilizarem,
então essas autoridades religiosas, elas faziam também essa ponte, então no caso de
Janoveva é uma situação dessa natureza, tem um outro episódio que é associado à atrajetória
de Cloves e que foi muito escorado pela literatura na França e é um episódio que ficou integrado
até a vida escolar dos franceses, uma nem adota, contado para as crianças na escola, que é o famoso
episódio chamado vaso de sua som, que aparece justamente na história, das histórias de Gregor de
Tour, como associado a uma época, com essas palavras mesmo que eu estou utilizando uma época em que
Coves ainda estava preso os erros do paganismo, e portanto atacava eventualmente nas suas batalhas,
acabava atacando igrejas, então ele teria capturado nos tesouros uma igreja, mas o bisco não se
sabe exatamente qual a tradição atribuia a episódio a cidade de sua som, mas não há certeza
quanto é isso, o bisco local teria pedido que um determinado vaso litúrgico fosse devolvido, que
era muito importante para aquela igreja de Cloves, então pediu ao soldados na hora de dividir o
buchinho, que é que ele vaso ficasse para ele, não fosse incluído na partilha, porque ele ia devolver o bisco,
uma história, ela tem outro rumo, então o soldado que proteça e quebra o vaso dizendo que o rei só
teria que ele vaso a parte que a sorte ele cobece, e um casão posterior correi quebrou, rachou a cabeça
de soldado no outro contexto dizendo que ele estava mal trajado, mal uniforme, e as armas mal cuidadas,
enfim, mas esse episódio ele figura nas histórias aqui na rua, a trajetória do Cloves, como um
sinalizador de duas coisas, primeiro a atenção, o respeito, a reverência, até que o Cloves prestaria
aos bispos, mesmo na sua condição de pagão, e a sua capacidade de impor autoridade, o episódio do
vaso de situação tem essa dupla dinâmica, mas especificamente, em relação à pergunta que você
fez, é um das poucas referências que a gente tem do que seria esse período do Cloves como um
rei pagão, evidentemente depois da conversão, então aí as relações de Cloves com os bispos
falas, aparecem sempre nas fontes narrativas, são uma luz bastante favorável, o Cloves se
torna um protetor das igrejas, um construtor de igrejas, tem que construir uma vazílica dedicada
aos santos apostos em Paris, isso é importante, porque constantinho havia edificado uma vazílica,
identificado aos apostos em Roma, então aí uma tentativa de emulação da parte de Cloves,
a figura imperial, o Cloves aparece como tendo patrocinado pelo menos a convocação de um grande
concínio na gália em 500 anos, que é justamente um anda morto de Cloves, e alguns anos após a batalha
do Guali em que derrotam os desiguros, então é um grande concínio que teria reunido os bispos de
toda a gália, em que Cloves é tratado como inspirador do concínio, e é tratado como rei, o gloriosíssimo rei
Cloves, então há uma série de indios que mostram essas relações não só amistosas, mas
relações de uma troca mútua, ou seja, a realiza de Cloves vai sendo legitimada a partir dessa sua
caracterização como um rei cristão por excelência, ao mesmo tempo a sua ação vai favorecendo,
vai protegendo, principalmente aqueles vispos que lhe deram apoio mais direto nas suas campões,
há uma terceira carta, inclusive de Remígio de Hans, falamos ele aqui no começo, não interessado a
Cloves, mas interessado a outros bispos, através dessa carta a gente sabe que esses outros bispos
estavam reclamando de uma indicação, de uma ordenação que o Remígio tinha feito, e a pessoa que
ele ordenou, presbito, aquele conferiu poderes sobre o mando, tem uma da igreja, tinha se mostrado
corrup, etc, então o Remígio estava sendo criticado por isso, ele diz mais ou menos o seguinte, olha, eu
nomeei essa pessoa porque Cloves mandou, que o Rei Cloves mandou, então a gente encontra também um
indício preciso, mais escasso, dessa ação também mais direitiva do Rei Cloves com relação aos
assuntos e clases, acho que vai se processando esse conjunto de relações com essa igreja da Gália,
agora um último detalhe é bom ser para a gente pensando que a própria igreja ela vai se
modificando muito ao longo do seco sexto, então se a gente tem uma igreja que se identifica como
romanas, certamente de um creado niceno, seja fiel, o conselho de nicé, tudo isso permanece, mas a
composição do clero ela vai se modificando bastante, então ao longo do seco sexto, evidentemente
de décadas após a morte de Cloves, a gente já tem um clero que ele é composto tanto por bispos,
por já origem, familiar, remonta, as famílias romanas, quanto a bispos de origem franca, a gente já
vai encontrar isso, já é essa isso que eu estou chamando de uma aliança entre globos e os bispos,
vai sendo concretizado posteriormente, com a não só com a conversão do varisonato, mas a
integração dos francos é a carreira que eles acham.
Passagem mais extensa é que nós possuímos sobre o batismo de Cloves, vendo já muito citado,
quase um presente gregoro de turma dos tais livros de história, que simbou o mesmo disse que foi
muito posteriormente a morte de Cloves a estimada em 511, em suma, em uma batalha contra os alamanos,
as tropas de Cloves estavam próximas ao exterminho, quando o Rei olhe aos céus, sente remorce
em seu coração e cai lágrimas, daí eu abro aspas, Jesus Cristo, você que colotiu de afirma ser
filho de Deus vivo, se me dar a vitória contra meus inimigos, eu acreditaria em vocês,
como o batizado em seu nome, e daí o gregoro afirma que, nesse exato momento, os alamanos começaram
a correr, seu rei foi morto, e aqueles que sobreviveram jurar um submissão ao rei franco. Então Cloves,
seu exército são batizados depois em rãs pelo mesmo reenismo, como possível interpretá-lo
lugar desse episódio específico, mas também do próprio rei Cloves na narrativa do gregoro de
Cloves, em primeiro lugar, aí uma evidente conexão estabelecida no plano narrativo, entre a figura
do rei Cloves e a figura do imperador constantino. Essa é o primeiro dado, isso aqui você pode considerar,
porque recapitulando para quem não se lembra dos eventos, o constantino é dito ter adotado
os símbolos que estão os seus estandates na batária decisiva em que ele estabeleceu
domínio pelo menos no acidente, isso lá no começo do século IV. Então é aquela famosa imagem de sonho
de constantino com a cruz e depois a utilização do sinal que teria marcado a sua vitória.
E a partir daí, constantino se convertiu inédiatamente ao questionismo, por menos passou a favorecer
nos cristãos e a igreja. Constantino aparece nas histórias de gregor de turno no primeiro livro
história e que ele faz uma recapituação longa da trajetória da igreja, principalmente,
com assistindo a parece como tendo reinado 30 anos no reinado de felicidade, ele é caracterizado
dessa forma. E a sua conversão está associada a uma batalha. Quando o Gregor de Turra apresenta
a conversão de clobos, como sendo consequência dessa vitória sobre os alamãs, evidentemente
aí essa conexão entre a figura constantiniana e a figura de clobos. Mas não é a primeira vez que
na narrativa que a gente está considerando que aparece o clobos no contexto de um, vamos dizer assim,
de uma transição ou de uma aproximação ainda que complicada com relação a cristianismo. E eu vou
aproveitar nessa questão até para voltar alguns aspectos, talvez tenha ficado na outra resposta.
O clobos casou-se, provavelmente, por volta de 490, ele casou-se com uma princesa por
Mundia, chamada Co-tilde, que era cristã. E as histórias de Gregor de Turin dico que essa
rainha teria iniciado uma espécie de evangelização doméstica, quando a fé cristã, a o Raikwab, por isso,
que na cena da batalha, evocado o Jesus Cristo, o rei que clotiu o Deus que clotiu de Adora.
A cena de batalha, enquanto os alamãs, faz referência a Jesus Cristo, o Deus que clotiu de Adora,
exatamente por uma referência a essa rainha cristã com quem clobes havia se casado. E o mesmo
autor, indica que quando nasceu o primeiro filho do Rei Clóvis e da rainha Co-tilde, ela fez batizar
contra a vontade do Rei. E a criança morreu logo depois, ele morreu porque ele foi batizar
o Rei Clóvis e foi consagrado aos meus deusos. No segundo filho, ela consegue fazer a mesma
coisa e a criança sobrevive. Então, existe um contexto que é apresentado previamente a essa
batalha em que o clove já teria sido apresentado, ou pressionado a aderir a fé cristã através
da ação, quase que persuasiva da sua esposa e também da própria preocupatismo dos seus
filhos. Esse é o ponto. Após essa batalha, embora a gente faça essa conexão ouvia batalha
e ouvia conversão, mas o que a narrativa nos apresenta é uma decisão de coves de cumprir
um voto que ele fez na batalha. E a partir daí, então, convocado o bispo, o remígio,
volta daqui o bispo, que então teria feito a instrução do Rei na fé cristã. E somente depois
disso, que ele teria sido batizado numa noite de Natal, com todos os ritos que cumporiam
o evento batismo. Alguns detalhes aqui que eu queria acrescentar esse processo, principalmente
na direção da questão que você formulou. Vou retomar, primeiro, o ponto da legitimidade,
da legitimação. Como Rei Cristão, a gente tem uma maior facilidade da aceitação da sua
figura enquanto Rei. Ele seria não apenas um Rei por conquista, mas ele seria um Rei também
pela vontade de Deus, na medida em que ele fazia vontade de Deus e defendia fé cristã.
Esse elemento de legitimação é importantíssimo. E isso aparece na narrativa de uma forma
bastante interessante. Se a gente acompanhar a sequência narrativa da trajetora de coves,
essas histórias, vocês vão observar que embora ele seja apresentado como um guerreiro
de valor, mas ele não obtei sucesso em tudo. Enquanto pagam o contexto em que ele se movimentam
o contexto caótico, de reino fragmentados, de batalhas que ele perde ou quase perde. Depois
que ele se converte no plano narrativo, tudo foi bem. Então, ao mesmo tempo em que o Bispo
Gregor de Tourre, o autor, ele mostra coves passando, da condição de Fagão, para a condição
de Constão. Ele mostra os francos passando da dispersão para a unidade e a galha, no espaço
que eles passavam para deminar, passando do caos para ordem. Então, a jução desses três
elementos é o que é o que é mais importante para compreender o lugar de coves narrativa
e o principal lugar desse batismo. É um divisor de águas, pelo menos na estrutura narrativa,
repetindo. Os francos passam da dispersão para a unidade, a galha como um todo passa
do caos para ordem e coves, por extensão, os que o seguiam passam do paganismo e cristianismo.
Então, esse é um ponto que eu queria destacar. Um outro ponto que eu acho bastante importante
é a dupla caracterização de coves como Davi Constantino. Já falei aqui da questão da batalha,
mas lembre, quando não só do batismo, mas na própria descrição da vitória de coves
sobre os vizigudos que eu me sonhei um pouquinho atrás, há uma caracterização imperial,
a ideia de que coves se movimenta de maneira imperial. Mas, no texto que na arrubatismo,
há uma comparação explícita com Constantino. Então, quando o Gregor de Tulso propõe a narrar
esse batizado propente dito, ele diz mais ou menos o seguinte. Depois de falar da catéquese
do rei, da sua decisão de se tornar cristal, ele diz o seguinte, como um novo Constantino
é explícito, ele se aproximou da pia batismal para lavar as manchas da lepra, como
sou uma lepra, deixada pelos erros do passado. Então, a comparação Constantino é explícita.
E a comparação com Davi embora não seja tão explícita, mas ela fica clara, a partir
dessa caracterização que eu já também me sonhei aqui antes de coves como rei que fazia
a vontade de Deus, coves como rei que era impossível, mas estava sempre do lado da cristal.
E outros indícios que a gente tem na construção narrativa, que vão marcando a guerra com os
visegos, a partir de praticamente de uma sequência de salmos ou da leitura de um salmo
bíblico, que é sempre uma referência da vídica. Então, a campanha contra os visegos
é marcado com vários elementos que a gente pode identificar num salmo bíblico, por
exemplo. Então, você tem uma dupla caracterização de coves como Constantino, como Davi. Outro ponto
que a gente não pode perder de vista, embora se diga que coves se converteu do paganismo
para o cristianismo, o dito católico, aí em oposição a vertente areana do cristianismo,
como eu já falei antes, a gente tem indícios de que o arianismo estava presente entre os
bíblicos, que são mais especificamente na casa de courts. Há um autor importante, o INUD,
um mar de especialistas na história dos feitos de verovídeos, que levam a possibilidade
da gente ter um coves areano, o quase areano antes dessa conversão. Por quê? Porque uma
de suas irmãs era casada com o reteu do Uri, um areano, uma outra é dita ter no momento
no ocasião do batido de coves ter sido também integrada à fé inicena, mas não pelo batismo,
pois ela já era batizada.
mas era a Ariana. Então é interessante, apenas consagrada com o crismo, mudando de orientação religiosa.
Portanto, havia, pelo menos, uma pessoa muito próxima a cobs na sua casa,
professando o arianismo. Então, a gente tem alguns indícios aí de que se o arianismo não foi uma realidade,
né, na trajetória do cobs, foi pelo menos uma presença, né, é próxima aí. Então esse ponto é importante.
E uma última questão sobre a questão do batismo de cobs, do sempre permite,
a gente está tomando aqui evidentemente como referência, essa narrativa do bicho Gregor de Turca,
além antes, né, é um bicho que morreu em 594, então ele escreveu um tempo depois.
Mas a gente tem pra esse evento, conversão do batismo de cobs, a gente tem um documento da época,
a gente tem uma carta escrita por um outro bicho, bicho de Vien, que pertencia o Reino Burgundy na época,
que não participou da cerimônia, foi convidado, mas não participou da cerimônia,
escreveu uma carta fazendo, fazendo um comprimento à cobs pelo batismo.
E nessa carta, é uma carta complexa, tem várias interpretações de passagem dela,
mas dessa carta o bicho de Vien, não só comprimento à cobs por ter se tornado questão,
mas indica que ele tomou a decisão por sua própria vontade,
ou seja, ele teria várias opções, talvez é uma referência a laranismo,
alguma outra dissenção religiosa que havia várias na época,
e ele teria tomado essa decisão por sua própria vontade.
Então, é uma carta que não associa, não faz referência alguma ao contexto de batalha ou outra coisa.
E essa é um documento mais próximo da época, porque é uma carta importante também,
porque ela propõe a cobs um modelo imperial.
Ela diz, olha, você se agressa, fazendo referência a o Pera Romaninha e tal.
Se agressa, possui o imperador dos nossos, nossa fé,
agora o acidente tem na glória de um rei, essa mesma, esse mesmo brilho,
e o plano de governo, que o bicho de Vien, propõe um cobs nessa carta,
é integrar todos os povos, sobre a sua dominação e sobre a sua fé, que é um programa imperial.
Então, é um documento muito interessante, até mais importante, no certo sentido,
para a compreensão do momento, do batido e do clube, que é a própria narrativa do Gregor de Tour.
Mas a narrativa do Gregor é aquela que nos coloca, vamos dizer,
quase que dentro do evento, como se você estiver se acompanhando,
por isso, evidentemente, tem um efeito maior.
Temos ainda o terceiro documento, que é uma outra carta,
no bicho, no seto de Treve, aí, escrita o voto de 560,
há uma precesa franca, que também faz referências à época do batido de clube,
é uma carta que sugera que clobsteria esse convirtido após ter ficado impressionado
com milagres operados por São Martinho, que é algo que não consta na narrativa do Gregor de Tour, por exemplo.
Em 1926, vários eventes altamente publicitados na França foram organizados
para essa celebração dos supostos, 1500 anos, o batismo de clobes,
incluindo tanto conferências acadêmicas quanto até uma missa papal.
Por sua vez, a adaptação desse episódio, seu significado,
permanece seu objeto discutido até polêmicos, desde o século 19.
Com papel de clobes e de seu batismo para historografia francesa,
e quais os impactos dessas interpretações para o nosso entendimento do rino dos francos.
Eu vou começar essa esposta, lendo aqui um trechinho de um artigo publicado em 1935.
O Leão Olivellão, historiador importante, que trabalhou bastante sobre o livro sobre o batismo de clobes,
é um artigo que publicou na revista história da igreja da França, chamado exatamente a conversão e o batismo de clobes.
É um parágrafo apenas, que acho que vai ajudar a gente a entender essa questão que você está propondo.
Então diz o Leão Olivellão lá em 1935.
O batismo de clobes deu origem ao primeiro estado bárbaro católico fundado sobre as ruínas do Império Romano.
A desão do pequeno rei franco, a ferro humana, assegurou a vitória do catolicismo sobre o paganismo e sobre o arionismo no acidente.
Ela fez da França a filha primogênita da igreja e de seus soberanos, os reis cristenísimos.
Ela celou por assim dizer a aliança do trono e do altar.
E por intermédio dessa aliança, os destinos dantiga monarquia francesa.
O dia de Natal, em que clobes nasceu para Cristo, ou no dia de Natal, em que clobes nasceu para Cristo, nasceu também a igreja da França.
O feijo, que é um conjunto de afirmações, bastante pesado no milho de poder dizer, está belecendo uma relação umbilical entre a igreja, como se desenvolve na França.
Não no momento específico da ruta de média, mas ao longo de toda a história.
Então, essa interpretação de um ponto originário, em que realiza e igreja teria um surgido para a França.
Ela sempre foi muito forte, embora não seja uma interpretação, não tenha sido uma interpretação unível.
Você fez referência na pergunta a debate, por lembra-se que veio dentro de 19?
A gente pode remontar o saco de 18, em que a gente já vai encontrar essa polêmica, que evidentemente não vai envolver apenas a figura de clobes, mas parecem como ponto de partido.
Se clobes e os francos seriam, às vezes, aparecem associados no saco de 18, a nobreza, em oposição ao povo.
Às vezes, o povo aparece como o povo gaulês, enquanto os francos representariam senhores, que precisaria uma nobreza, e em outros autores, você encontra a caracterização de clobes, com um rei aliado do povo contra a nobreza.
Então, você vai encontrar uma série de appropriações dessa figura ao longo do tempo.
De certa forma, direi que vai predominar, que, sobretudo, do saco de 18, essa identificação de clobes e dos francos com a aristocracia, de certa maneira, em oposição ao povo.
Nos séculos 19 e 20, há uma complicação, nesse aspecto de appropriações do passado, especialmente no sentido de uma identificação dos francos, como os germanos, com os alemães, no contexto dos enfrentamentos da França e Prúcia Primeiro, e depois, já nos séculos 20, França e Alemanha, pra quente dito.
Então, há até alguns momentos, uma tentativa de negar o caráter Francis, digamos assim, de clobes, atribuindo a sua figura mais a um aspecto germânico.
Então, essa appropriação, no sentido de uma caracterização dos francos, como os germanos, sem oposição aos verdadeiros franceses, é algo que vai se manifestar também no séculos 19 e 20.
Mas, ao lado disso, a gente nunca pode esquecer que tem, como eu procurem mostrar a partir da leitora desse ativo, que tem uma posição catórica, sobretudo os setores mais conservadores da guerra de católica, que vão perceber no batismo de clobes, principalmente, um evento fundante.
Então, como diz o leão levilando a aliança do trono e voltar, que há o caro a parte dessa, dessa igreja catórica francesa, especialmente, se a gente reconhece aos séculos 19, no período da restauração monárquica.
Nós temos uma restação de. Gorgônica, você tem ali um esforço de revisitar essa glória do passado de Eval em que a Aliança
e de Tônio Altar teria se desenhado, a gente pode esquecer do caráter bastante, até reacionário,
de determinadas movimentos do agredicatório com os séculos anônios, sobretudo na época do Papa Pionônio,
por exemplo, então esse contexto vai fazendo com que a figura de coves para esses setores religiosos
permanece-se como uma figura referencial para além das outras questões que eu coloquei de uma
disputa em torno do caráter germânico dessa figura. Então em 1896 foram celebrados os 1400 anos
do batismo de coves, então também nessa época houve um conjunto, um esforço de fazer comemorações,
mas com um certo tensionamento entre o que seria uma celebração cívica e essa celebração acabou
ficando mais nesse sentido de uma valorização dessa dimensão político religiosa, é a grande marca
talvez da celebração dos 1400 anos. Agora ao longo do século 20 paralê, evidentemente, dessas questões da relação
entre o universo germânico e o fermânico francofrançês, houve um esforço de investimento em pesquisa que foi
aumentando o nosso conhecimento acerca de coves especificamente, mas sobre todo, no medieval, sobre o mundo
da Autidade Média, tem trabalhos muito importantes sobre a Autidade Média já sendo produzidos no século 20.
Apesar disso, quando a gente chega no final do século 20, no 96, na celebração dos supostos 1500 anos
da conversão do batido de cloves, a gente tem como você bem situou uma participação ativa do governo francês,
não só uma aproximação, mas uma visita mesmo do papa, a França e discursos papais que vão fazer
exatamente essas conexões que eu tenho chamada atenção entre coves, como o iniciador do cristianismo
entre os francos e de certa forma, o pai tanto da monarquia quanto da igreja, então essas coisas não
também de forma tão triste, mas elas vão aparecendo nas interiões de discursos proferidos em 96, então é uma marca que fica.
Agora é importante a gente salientar que nessa época nos anos 90, essa caracterização ela está também ligada a uma leitura muito
derivada da ideia de união europeia, isso também está, vão influenciar não só essas celebrações, mas uma série de projetos acadêmicos que vão se desenvolver
nos anos 90 estudando as transformações do mundo romano, por exemplo, mas especificamente essas celebrações, elas procuram também
apontar sempre um caráter de união, então o coves embora tem algumas respostas que eu dei aqui, mostrem como ele era capaz de também de eliminar os seus
inimigos, mas o coves aparece nessas comemorações como uma figura de união, que de certa maneira se analisaria essa comunidade desejada
na união europeia, por exemplo, nos anos 90, ao lado disso é bom a gente também não perder de vista que esse evento de 96 foi o ocasião de grandes publicações, não só sobre coves especificamente, mas sobre um de essa massa em coves e seu tempo, não tem uma coletânia,
sobre coves organizadas pelo Michel Rusch, e uma outra publicada na coletânia Colho Chá, pelo Olivier Milton, que também reúne na série de artigos sobre coves e seu tempo.
Então a gente teve no 96 um momento de grande produção intelectual acadêmica, historográfica especificamente, mas também muita contribuição da archeologia, que ajudam a gente a ter um conhecimento melhor acerca dessa época desse mundo.
Professor, antes de passarmos para sugestões imigográficas, o senhor gostaria de fazer mais algum comentário sobre o estilo da figura de coves, ou mesmo da galha dessa passagem aí de século 5 para o século 6.
O que eu gostaria de deixar como reflexão é até um ponto mais geral, não apenas em relação à galha ou aos francos e o seu rei coves,
mas ainda a persistência entre nós e também dentro da academia, de uma visão acerca do que a gente chama de áltera de médio,
como período de trevas, eu acho que esse ponto, embora sempre que a gente trabalha esse assunto nos cursos iniciais de história, essa conversa parece uma com essa vencida, mas infelizmente não é.
A gente encontra ainda uma série de caracterizações desse mundo, da integridade de tardir ou da archeologia de médio, a partir de rôtulos que remetem sempre a aspectos como decadência, como seu vageria, como barbares, como período tuscos.
Acho que esse fantasma da idade das trevas que a gente precisaria eliminar, compreendo procurar compreender esse período como um momento importantíssimo na história ou ocidental,
porque nos permite acompanhar a transformação de uma grande unidade político administrativa e cultural que é o que é um campeão romano.
Então, essa evidentemente que nesse processo de fraturas e de transformações, você tem elementos até de regressão em alguns campos da produção material, por exemplo.
Mas a extensão dessa marca para todos os aspectos da vida social e cultural, é que eu acho que é algo que a gente precisaria ainda eliminar dentro da própria visão que a academia tem a cerca dessa época.
Só para deixar que há algumas pessoas pensarem, a gente costuma associar muito os francos de cobs ou os vândados, também, a crôdade, a atos de barbarem inauditos.
A gente acabou de ver, tem mais na televisão, dois jovens atiando fogo em duas mulheres trans, em plena rua.
Então, a barbarem, a selvageria, o exercício gratuito da violência, não são a panagem de uma época, de um período em que a gente recorte a história.
Obviamente, essas questões atravessam a nossa história, atravessam o nosso comportamento. Então, enquanto a gente procurar localizá-las, especificamente, indeterminados cantos do passado, eu acho que a gente complica o nosso presente.
Antes de conta que a gente vive num presente civilizado, num presente que estirpou essa barbarem, essa selvageria, que o homem escomo com o albes era um capaz de praticar, e a gente acaba não vendo como essa marca da crôdade, do desprezo, inclusive, pelo outro.
Na verdade, infelizmente, é um componente da nossa sociedade, do nosso cerro mundo, com qual, na minha visão, pelo menos.
A gente precisa sempre se surgir, sempre buscar, pelo menos, controlado.
Só poderia fazer algumas sugestões.
biográfica, sem pra que eles querem saber mais sobre o assunto, sobre clóvis.
Sim, sobre clóvis, especificamente, a gente não tem tanta coisa de poder em português,
né?
Eu vou me permitir indicar que um texto meu, dos EUA, pra com o começo de conversa, que
é um verbete do dicionário, sem fragmentos biográficos, a idade em média em trajetórias,
organizado pelo Guilherme de Souza e pela Renata Nascimento, tem vários títulos sugestes,
são vários fragmentos biográficos, tem um verbete sobre clóvis, né, que eu redigir
nesse pra esse dicionário, que tem aí, basicamente, ou parte destas questões, que eu
tratei aqui, especificamente, sobre clóvis, como eu falei, a gente não teria uma indicação
tão fácil português, mas a gente tem textos mais gerais que permitem que tem no seu interior
capítulos ou análises muito interessantes pra compreender, não só a figura de clóvis,
mas o mundo, o medo vinho, o mundo da altura de média, então eu faço referência, por
exemplo, ao livro do professor Marcello Cain da Silva, a realiza cristã na altura de
média, né, que o livro produzido no contexto desse laboratório dos medievais do LEM,
é um trabalho importante sobre a altura de média, e que tem evidentemente uma centrado
no frango, tanto tem boa parte desses documentos que a gente citou aqui, estão trabalhados
lá, e um outro livro que não é sobre a Gália Franca, mas é um livro mais geral, mas
tem análise muito importante e espaços muito generosos para a compreensão do mundo franco,
que é o livro "O Legado de Roma", do Chris Wickham, esse livro tá traduzido em português,
também em edição da Unicamp, então esses dois materiais, se tem meu verbente, esses dois
materiais, acho que dá uma visão bastante sólida, a cerca da época e da figura que
a gente tá discutindo aqui, tem um livro em francês que eu recomendo, quem puder consultar,
quem quiser consultar a sua, acho que a gente quiser formar uma visão mais aprofundada
da questão, tem um livro do Michel Russo chamado "Cloves", o título em francês, que é um
livro publicado em 96, justamente no contexto dessas comemorações que a gente falou pela
editora "Faiá", tem um livro mais recente do Bruno de Mesil chamado "Batismo de Cloves",
também que eu recomendo para quem quiser um material mais atualizado, inclusive, a cerca
dessa figura, então esses dois livros franceses aí, eu recomendo o Cloves, escrito como
Michel Russo, 96, e o Batismo de Cloves escrito pelo Bruno de Mesil em 2019, e temos também
um clássico e, nem do inglês, no Inúildo, chamado "Os Reis dos Melovinhos", do Melovinhos
do Kingdoms, infelizmente não tá traduzindo português, mas é um, acho que ainda é o principal
trabalho que a gente tem de síntese, sobre esse período de Melovinhos, uma publicação
de 1994, mas que ainda é considero bastante útil.
Perfeito, o professor quer agradecer mais de uma vez pela sua presença aqui no nosso podcast,
agradecer também aos nossos ouvintes que nos acompanharam até agora.
Eu que agradeço a oportunidade de falar sobre esse assunto aqui, mas de participar dessa
iniciativa de vocês, que é bastante interessante, tanto no sentido dos perfis biografos quanto
nos outros temas que o podcast tem presente, estão de parabéns e foram a satisfação poder
contribuir de alguma forma.
Obrigado.
Muito obrigada, então até a próxima.
Podcast Summary
Key Points:
A carta do Bispo Remígio de Hans, escrita em 481, oferece uma visão de como o rei Clovis foi orientado a governar com justiça, respeito aos povos e nobreza, marcando uma ligação entre o poder político e a fé cristã.
Clovis emerge como líder de uma tribo franca no início do século VI, consolidando o poder por meio de campanhas militares e alianças estratégicas, especialmente com outros grupos germânicos.
A narrativa do Bispo Gregório de Tour apresenta Clovis como um rei "aparecido por Deus", com uma dupla caracterização como Davi e Constantino, simbolizando uma transição do paganismo para o cristianismo e a unificação do território francês.
A conversão de Clovis, especialmente após a vitória sobre os Visigódotos, é vista como um momento decisivo na formação da França como um Estado cristão, com forte ligação entre trono e altar.
A relação entre os francos e a Igreja foi marcada por respeito mútuo, com Clovis protegendo igrejas, construindo templos e promovendo concílios, o que fortaleceu a legitimidade de sua autoridade.
Indícios sugerem que o arianismo pode ter existido entre os francos, especialmente na família de Clovis, indicando uma complexidade religiosa na época.
Documentos contemporâneos, como a carta do Bispo de Vien, mostram que a conversão de Clovis foi uma escolha pessoal, não apenas uma consequência militar, e reforça a ideia de um poder imperial e unificador.
A figura de Clovis foi historicamente reinterpretada em diferentes épocas, especialmente no século XIX e XX, para servir a ideias de nacionalismo, religiosidade e união europeia.
Summary:
A conversa explora a trajetória política e religiosa do rei Clovis, líder dos francos na Galia no século VI. A carta do Bispo Remígio de Hans, escrita em 481, descreve uma orientação para o governo com justiça, respeito aos pobres e nobreza, indicando a conexão entre poder e fé cristã. Clovis consolidou seu domínio por meio de campanhas militares e alianças, especialmente com outros grupos germânicos, como os burgundos e visigódotos.
A narrativa do Bispo Gregório de Tour apresenta Clovis como um rei "escolhido por Deus", com uma dupla identidade de Davi e Constantino, simbolizando a transição do paganismo ao cristianismo e a unificação do território francês. A conversão de Clovis, acentuada após a vitória sobre os visigódotos, é vista como um marco na criação de um Estado cristão, com forte ligação entre trono e altar. A Igreja se beneficiou com a proteção e construção de igrejas por parte de Clovis, reforçando sua legitimidade.
Indícios sugerem que o arianismo pode ter existido em sua família, mostrando a complexidade religiosa do período. Documentos contemporâneos, como a carta do Bispo de Vien, indicam que a conversão foi uma escolha pessoal, não apenas uma consequência da batalha. A figura de Clovis foi historicamente reinterpretada em diferentes épocas: no século XIX, como símbolo de nacionalismo e religiosidade; no século XX, como representante de uma união europeia.
Essa construção histórica reforça o papel central de Clovis na formação da França como um Estado cristão e político.
FAQs
A carta mostra que Clovis, ao assumir o poder, foi reconhecido como rei por uma autoridade local, representando um governo civil e religioso. Ela destaca a recomendação de que o rei reine com justiça, respeito aos povos e nobreza, refletindo a influência da fé cristã na política da época.
Clovis consolidou o poder através de campanhas militares, alianças estratégicas, como com os francos de Colônia, e por meio de ações de violência seletiva contra inimigos, como os visigodos. Essas ações permitiram que ele se tornasse o líder dominante da região.
A igreja desempenhou um papel de mediação e legitimidade, com Clovis sendo visto como protegido pelas autoridades religiosas. Ainda que ele fosse pagão inicialmente, houve um crescente respeito pela igreja, como demonstrado pela construção de igrejas e pelo reconhecimento de seus bispos.
A conversão é narrada como um momento decisivo, ligado a uma vitória militar sobre os alamanos. A narrativa descreve Clovis como um novo Constantino, que se lava dos erros do passado, e é apresentado como um rei que faz a vontade de Deus, marcando a passagem da fé cristã ao cristianismo católico.
Sim, há indícios de que membros da família de Clovis, como uma irmã, professavam o arianismo. Isso sugere que a conversão de Clovis não foi total e imediata, mas que houve influência de um ambiente religioso diverso dentro da família.
O batismo de Clovis é visto como um marco histórico que fundou a monarquia francesa e a igreja católica. Ele simboliza a união entre trono e altar, e é interpretado como o início da França como um Estado cristão, com forte influência religiosa e política.
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