O episódio aborda como captar a atenção do consumidor usando estímulos baseados em neurociência. O especialista Cristian Chefer explica que técnicas como storytelling, atalhos mentais e estímulos sensoriais são eficazes, mas não são receitas infalíveis. Ele critica o uso oportunista do termo "gatilhos mentais", originado de uma tradução livre do livro "Persuasão" de Robert Cialdini, que popularizou a ideia de atalhos como soluções definitivas. Na verdade, os atalhos mentais são atalhos cerebrais para decisões rápidas, mas seu sucesso depende do contexto, do público e de fatores situacionais. Exemplos incluem o atalho da antecipação (como a CVC fazendo o consumidor se imaginar em Cancún), pertencimento (listas VIP), urgência (promoções relâmpago), escassez ("últimas peças") e reciprocidade (testes grátis do Netflix e Spotify). O storytelling, por sua vez, ativa áreas cerebrais ligadas à emoção e memória, usando a jornada do herói para colocar o consumidor como protagonista. O marketing sensorial (cheiros, sons, cores) cria experiências positivas que reforçam a marca, como o cheiro único da Melissa. Mesmo profissionais treinados caem nesses estímulos, pois o cérebro humano reage automaticamente a eles.
Você está ouvindo mais um episódio do canal 30 minutos de Neuromarketing. Aqui nossos especialistas, se Belly Marks vissouza e João Pentânia apresentam conteúdos de neurociência aplicada a negócios. Visite nosso site www.neuromarketing.com.br Neuromarketing com temudo e saiba como a ciência comportamental e o neuromarketing podem otimizar sua comunicação, o orçamento e maximizar as vendas da sua empresa. Antes de começarmos, quero de convidar para conhecer a comunidade Neuromarketing. Nessa comunidade, provoveremos em conta os semanais ao vivo alternando a abordagem de conteúdo e mentira em grupo. A ideia é ter muita troca de experiências com os mentores e participantes. Sempre focando em entender as reas motivações que conduzem ao comportamento do seu consumidor. Tragar alto retorno sobre investimento por os negócios e acertar seu desenvolvimento profissional através das ciências comportamentais aplicadas. Acesse www.neuromarketing.com.br/communidade e seja um membro. Olá, sou a seberta e diretor de marketing da Festas. E hoje vamos falar sobre estímulos para a capital atenção do consumidor. Quem nunca esteve num lugar que falou "nossa, me senti super bem aqui". Ou então foi em outro ou foi na casa de alguém. Ou então até fez uma disposição de móveis diferentes em casa e falou "nossa, não curtímas, não sei por quê". Não é porque está ruim, é porque não ficou bom, não me senti a vontade. Isso acontece porque por mais que a gente não perceba todos os lugares onde a gente está, onde a gente frequenta, onde a gente vai, proporcionou estímulos para a gente. E quando a gente fala no processo de compra, é possível através do Neuromarketing, que a capital atenção do consumidor final de FFM efetiva. Para que ele compre mais para que ele sinta vontade. Hoje, hoje, hoje, estamos aqui com Cristianchefer. Cristian, eu vou pedir para você se apresentar e contar para a gente de uma forma geral. Quais os tipos de estímulos que são provados para as ciências comportamentais que funcionam? Muito prazer, eu sou Cristianchefer, falou aqui de Porto Alegre, sou professora em nível de graduação, pós-gradação. Também sou pesquisador na área de marketing, faço-doctorado em administração. E a neurociência faz parte da minha trajetória profissional e acadêmica. Foi principalmente durante o período de mestrado que eu passei a conhecer um pouco mais a área. O ia apresentado de forma inicial a todas as possibilidades da neurociência. Eu passei a entender um pouco mais sobre o processo de atenção visual, de emoções, de envolvimento do consumidor. Estou aqui para trazer um pouco dessa bagagem para vocês nesse nosso papo. Então, inicialmente, muito obrigado pelo convite. Quando a gente fala, então, de estímulos para captar a atenção do consumidor, existem aí algumas técnicas que a neurociência atras. Já se mostraram comprovadas em diferentes contextos, mas de forma resumida, nós podemos dizer como exemplo. O próprio Storytelling, que arte de contar histórias, os atalhos mentais, os estímulos sensoriais. Nunca se fala tanto de experiência quanto agora. Então, o sensorial vem muito forte, principalmente nesse período boss pandemia. O próprio uso de imagens, que algumas marcas apostam fortemente, imagens, elas acabam engajando e captando muito mais a atenção do que apenas textos, por exemplo. E também o uso de rostos, final, nós somos seres sociais, então rostos acabam captando a nossa atenção. Isso de forma resumida. A ideia nesse nosso papo é destrinchar um pouco mais esses estímulos. Queria que você falasse um pouquinho, a respeito de uma questão que é muito clara, a medida que você vai estudando neurociência, a nossa subjetividade, é que não existe uma bala de prato. Existem estímulos que têm uma chance maior de converter ou não. Em relação a isso surgiu um termo, e que viu uma espécie de mito no mercado, que é o termo gatilhos mentais. A gente sabe que esse termo oportunista e que muitas vezes profissionais até por uma fé ou por desinformação acabam utilizando. Queria que você falasse um pouquinho da origem dessa confusão, o conceito de atalhos mentais que é o conceito correto, e explicar para gente dar alguns exemplos práticos para gente do uso correto desses atalhos mentais. Os atalhos mentais ou gatilhos mentais, porque algumas pessoas acabam utilizando esses nois termos da forma equivalente. Os atalhos mentais acabam sendo muito utilizados principalmente no próprio item, quando a gente fala de escrita textual. Para a gente começar a conversar, vamos entender o que é um atalho. Quando a gente fala em atalho, nós estamos falando de um caminho mais curto, fazendo um paralelo aqui como se estesvemos viajando. No caminho, a gente fala lá e pega um atalho. Ou seja, estamos pegando um caminho mais curto. Por consequência, estamos ganhando mais tempo. Ou seja, a nossa viagem é mais reduzida, a gente atalhou. E também a gente acaba gastando mais energia. Voltando aqui, o nosso cérebro acaba funcionando da mesma forma. Quando a gente precisa tomar uma decisão, o que acontece? Nós estamos falando enquanto profissionais de marketing, mas nós também somos consumidores. Quando a gente tem que tomar uma decisão, o nosso cérebro acaba optando por pegar alguns atalhos nesse processo de tomada de decisão. Quando uma marca utiliza um atalho mental, ela busca ativar algumas reações emocionais no cérebro do consumidor de forma automática. Ou seja, em outras palavras, é como se fosse uma tomada de decisão sem aquele trabalho racional prévio. Aqui estamos falando de uma técnica que envolve principalmente a palavras, e daqui a pouquinho eu vou citar alguns exemplos para contextualizar melhor, para captar a atenção do consumidor. Mas aí existe essa confusão de termos, gatilhos, atalhos mentais, de onde vem um pouco dessa confusão. É um lugar bem da livre tradução do próprio conceito de atalhos mentais, porque a base teórica, para se entender essa ideia de atalhos mentais, vem do Robert Chaudin, que escreveu um livro chamado Persuasion, ou seja, traduzindo persoazão. E aí o livro acabou sendo livremente traduzido para o Português, e ganhou o título de as armas da persuasão. E aí quando a gente fala em persuasão, a gente está primeiro aqui já falando em convencimento, em técnicas para persuadir, e fazer aquele consumidor tomar uma decisão. Então nessa tradução do livro, essa ideia de atalhos mentais acabou sendo reduzida a uma série de palavras que seriam consideradas aí infalíveis na arte da persuasão. Aqui a gente tem que já, em primeiro lugar, deixar uma coisa muito clara. Os atalhos mentais são estudos extremamente sérios, feitos na área da neurociência, na área do neuro-márquete, sobre o processo de tomada de decisão, no consumidor. E aí o que acaba acontecendo? Nesse contexto, existem aí alguns gurus, alguns profissionais de marketing, que vendem o uso dos atalhos mentais, principalmente chamando aí de gatilhos, como se fosse a solução definitiva. Se os gurus vão lá e dizem, olha, usa esse atalho aqui que você vai conseguir vender algo para o seu consumidor. E aí, por consequência, o que acaba acontecendo? Quando um gurú, quando um profissional mal-intentionado, generaliza o uso desse atalho mental, e coloca isso como uma solução definitiva, como uma técnica infalível, isso acaba levando ao mal uso da técnica. Porque a gente tem que entender aqui, quando se usa um atalho mental, isso não é uma fórmula, não é uma receita de bolo. É algo que pode dar certo para um público x, para um público de um determinado mercado, por exemplo, mas não para todo mundo. Afinal de contas, quando a gente fala de comportamento do consumidor, existem aí vários fatores que podem impactar no processo de tomada de decisão, fatores internos, fatores externos, fatores situacionais. Então, esse é o primeiro ponto, é algo que pode dar certo para um público x, mas não para todo. E aí, quando um profissional mal-intentionado, bem, e generaliza isso, dizendo, olha, utiliza que vai funcionar, isso acaba gerando aí com uma má fama para essa técnica dos atalhos mental. Então, pessoal, antes de ir para alguns exemplos aqui, o que que tem que ficar claro? Que não é só sair utilizando um atalho mental. Tem que ter um motivo, tem que ter uma lógica por trás disso. Quando não existe um motivo, quando não existe uma lógica, e quando existe apenas uma má intenção, é que surge essa má fama dos atalhos mental, que se popularizaram aí como gatilhos, e por consequência também isso acaba. sendo utilizado de forma oportunista. Bom, exemplos de atalhos mentais bem conhecidos. Temos aí o atalho da antecipação. Aqui não é muito pessoal, não, mas o que o atalho da antecipação acaba sugerindo. A ideia aqui é fazer com que o consumidor se imagine como um produto ou como um serviço. Por exemplo, a CVC, que é uma companhia de viagens, uma agência de viagens, trabalha isso muito bem. Quando a CVC vai divulgar uma viagem, por exemplo, para a cancunh. O que a gente acaba vendo? A gente vê uma família, a gente vê um casal, passeando pelas praias de cancunh. E isso faz com que o consumidor se antecipe, se imagine naquele cenário, naquela situação. Ou, por exemplo, o dia dos namorados, pegando datas comemorativas, né? A gente vê e campanhas em que, por exemplo, um casal vai fazer uma viagem ou vai em um determinado restaurante. Então, quando se crie esse cenário em uma campanha, isso faz com que o consumidor se antecipe, se imagine naquela situação. Então, a ideia é mais criar um envolvimento. Agora, outros atalhos, eles apostam fortemente no uso de algumas palavras. Por exemplo, o atalho do pertencimento. O ser humano, ele tem uma necessidade muito grande de fazer parte de um grupo social, nossos amigos, nossa família, nossos colegas de trabalho. Isso são exemplos aí de grupo social. E dentro desses grupos, o ser humano busca por aceitação e também por aprovação social. E aí, algumas marcas acabam apostando fortemente nisso. Então, é muito comum a gente ver em alguns anúncios, prazes como faça parte da nossa lista VIP. Quando a gente fala de lista VIP, a gente está falando de um grupo social, um grupo social, seleto. E aí, você pensa, "Poxa, não posso ficar de fora daquela lista VIP". Afinal de contas, é uma lista importante. Quando se cria essa ideia de lista VIP, lista exclusiva, se cria essa ideia de pertencimento. Eu preciso fazer parte daquilo. Alguns profissionais também utilizam. Por exemplo, mais de 500 pessoas foram impactadas pelo nosso curso. "Voxa, aí eu vou ficar fora dessa. Não posso. Também quero ter pensei a esse seleto grupo de 500 pessoas que acabaram sendo impactadas pelo curso." Então, algumas marcas trabalham fortemente essa ideia de essa VIP, de pessoas que fazem parte do grupo tal. E as pessoas ficam com essa sensação de que "Poxa, não posso ficar de fora". Outras marcas utilizam muito o atalho da urgência, pra criar esse senso no consumidor. Por exemplo, o que seria o atalho da urgência? Quando se fala, "Só hoje, só até amanhã". "Promoção relâmpago se cria esse senso de urgência pra captar a atenção do consumidor e fazer com que ele tome uma decisão de forma rápida". Afinal de conta, se é apenas hoje, se estamos aí na última hora, ou se é só até amanhã, ou se é uma promoção relâmpago, porque eu não sei até quando vai, eu preciso tomar minha decisão logo. Eu não posso ficar de fora. Ou uma outra marca que trabalha o senso de urgência muito bem, é a própria rede globo como o do então. Tocou a música do plantão da globo? As pessoas param o que estão fazendo, pra ir diretamente pra frente da TV pra saber o que aconteceu. Então, se cria aquele senso de urgência de que algo aconteceu, e eu preciso descobrir o que é. Então, temos aí mais um exemplo do senso de urgência. Algumas marcas também trabalham com uma ideia de escassez. Por exemplo, se eu digo assim, "Acaba em três horas" e "Colá com cronômetro na tela". "Colá com cronômetro no meu story", dizendo assim, "Utimas horas" e "talar" aquele cronômetro passando. Ou se eu digo também, "Utimas peças" é porque está acabando. E aí, quando se cria essa ideia de escassez, ou seja, se eu não comprar logo, eu vou ficar sem. O consumidor também acaba fazendo essa associação e acaba também tomando as fornecisiões de forma mais rápida. E o último exemplo aqui pra citar, a ideia de reciprocidade, algumas marcas trabalham muito bem esse atalho. Netflix e Spotify são dois exemplos. Por quê? O que está na ideia de reciprocidade é dar para receber algo em troca. Então Netflix e Spotify são duas marcas que oferecem um período triau, um período de teste gratuito, para que o consumidor conheça o serviço de streaming na expectativa de obter algo em troca depois, que é justamente a assinatura daquele serviço. Então, o consumidor fica aí com um mês, usando gratuitamente aquele serviço, conhecendo muito mais os benefícios, o serviço em si, para que, no final desse período triau, desse período gratuito, a marca ganhe assinatura do serviço por um ano, ou por alguns meses, que é a ideia de reciprocidade. Então esses são alguns exemplos aí de atalhos mentais, muito utilizados, seja de forma escrita, seja partidoso de imagens, para principalmente captar a atenção do consumidor. Cristian, você sabe o que é curioso que mesmo a gente que estuda no ero-marque tinha que trabalhar com isso, a gente cai em todos. É muito difícil. A gente resistir a um cupom. Se você tem 24 horas para comprar ou você, é só hoje, é muito difícil a gente resistir. Então mesmo a gente, tanto treinado, a gente tendo essa noção do que está acontecendo, vou falar por mim. Eu vire e mexe, clico no botão ali, acabe o fazendo uma dessas cumprinhas para não perder a oportunidade, é bizarro. É bizarro que a gente não deixa de ser ser humano no final das contas. Exatamente. Um recurso muito utilizado, principalmente depois que começar as redes sociais e aquela briga para ver quem chama a atenção, quem convém-se mais o consumidor, quem tem mais seguidores, é o Storytelling. A gente sabe que um bom Storytelling, ele capta a atenção, ele traz emoções à tona, a história se prende na memória do consumidor, e o que pedir para você explicar para a gente? Por que isso funciona nosso cérebro? Em primeiro lugar, o nosso cérebro ama histórias. E também o nosso cérebro aprende muito com narrativas. Então, um Storytelling, que é justamente essa técnica que envolve a arte de contar histórias, então, quando se usa o Storytelling, determinadas áreas do cérebro do consumidor, acabam sendo ativadas. Então, vamos lá. Aqui estamos falando da prática de contar boas histórias, mas o que está por trás disso? A CBL pontuou muito bem aí quando fez a pergunta. Primeiro ponto, reter a atenção do consumidor. E segundo ponto, fazer com que o consumidor se envolva com aquela história, com aquela narrativa, e também se emocione de alguma forma, porque a ideia é que, justamente, criar esse envolvimento, ativar determinadas áreas do cérebro do consumidor e gerar esse aspecto emocional. Aqui também é importante deixar claro que isso acontece principalmente quando a pessoa, quando o consumidor se identifica com aquela narrativa. A força de uma boa história está, justamente, em criar um contexto, a marca vai criar uma situação para que o consumidor entenda de uma forma um pouco mais clara, como aquele produto, como aquele serviço, e como aquela marca se encaixa na história de vida dele, ou seja, eu vou ver aquela história, o produto vai estar naquela história, o serviço vai estar naquela história. Ao mesmo tempo, eu vou entender mais sobre o produto e vou entender aonde aquele produto se encaixa na minha vida. Então, aqui, quando se fala, encontrar boas histórias, se utiliza, principalmente, uma estrutura muito conhecida e que aparece aí em livros, filmes, que é a jornada do Eroi. Então, a jornada do Eroi busca colocar o cliente, colocar o consumidor como grande Eroi daquela história. Então, de forma bem resumida, a jornada do Eroi, em um "Stroitelling", ela vai envolver, então, uma introdução, uma breve introdução em que você apresenta aquele contexto, aquela situação, aquele universo que vai ser explorado, e ao mesmo tempo traz um conflito, um problema. Por exemplo, quando um consumidor precisa de um determinado produto, esse conflito, esse problema, vai ser importante já para começar a gerar o envolvimento, para começar a captar a atenção, e também para despertar a curiosidade, que é o que vai manter aquele consumidor assistindo a campanha, a Leandrão Testo, por exemplo, que é onde está a técnica do "Stroitelling". E aí, o que vai acontecer naquela história? Então, introduzir o contexto, o consumidor se deparou com um conflito, e aí vem uma ajuda, vem uma ajuda que vai trazer um guia, que vai trazer um produto, que vai trazer um serviço, que vai solucionar aquele problema. E a partir daí, vem a tomada de decisão, o Eroi, que está ali protagonizando aquela história, ele vai tomar decisão de finalmente superar aquele desafio, utilizar aquele produto, aquele serviço, nem a hora da virada, que é um momento decisivo para narrativa, e aí vem o grande. desfecho o grande fim, a grande conclusão daquela história, que é a transformação do personagem após o uso do produto do serviço e parte aí para o final da história. Então, o Storytelling é uma técnica muito utilizada, principalmente para gerar esse envolvimento. Por quê? Porque a partir daí, quem está naquela história é o produto, é o serviço, mas o centro da história é o cliente. O consumidor vai se ver naquela história, ele vai se colocar naquela situação, vai se identificar com aquela narrativa, e principalmente quando se consegue se envolvimento emocional, é a partir daí que as áreas do cérebro são ativadas, e a partir daí que o consumidor vai se identificar muito mais com aquela situação que foi apresentada. Então, quando a gente fala de Storytelling, a gente fala principalmente de utilizar uma história para captar a atenção, gerar esse envolvimento emocional e a partir disso fazer com o consumidor, se identificar não só com a narrativa, mas que também veja onde aquele produto e aquele serviço vai se encaixar na história e na vida dessa pessoa. Cristian, ao longo da sua fala, da pra perceber, pra gente conseguir capturar a atenção, a emoção, e a memória desse consumidor, a gente precisa criar uma experiência extremamente positiva, fluida, sem fricção, e uma expecto muito interessante, um estímulo muito interessante é você usar bem os cinco sentidos. E aí eu queria que você falasse um pouquinho a respeito desse bom uso dos cinco sentidos e se possível com algumas aplicações práticas. Então, quando a gente fala de cinco sentidos e de criar experiências por meio dos cinco sentidos, em primeiro lugar a gente está aqui falando de marketing de experiência. Em segundo lugar estamos falando de marketing sensorial. Então, nunca se falou tanto de experiências quando agora. Cada vez mais profissionais de marketing vem batendo nessa tecla sobre a importância de criar boas experiências para o consumidor e cada vez mais a gente vê isso também na própria academia, curso sendo oferecidos sobre essa parte de marketing de experiência ou próprio marketing de experiência surgindo como disciplina ou como curso em si. Então, nunca se falou tanto em marketing de experiência quanto agora. E quando a gente fala da parte sensorial, o que a gente está falando? A gente está falando de sons, de cheiros, cores, o próprio toque. Então, a parte sensorial é uma estratégia que utiliza principalmente os cinco sentidos do consumidor para reforçar a imagem positiva de uma marca, de um produto e de um serviço, na mente daquele consumidor. Então, alguns exemplos aqui, né? Quando você entra numa loja e sente aquele chérinho, aquele chérinho único daquela loja, né? A melissa trabalha isso muito bem. Você entra numa loja melissa e já identifica aquele cheiro único que só a melissa tem. Ou quando, por exemplo, você está assistindo TV, ou está na rede social, escuta aquele dingo de uma marca. A americanas trabalha muito bem e nos últimos anos aí conseguiu consolidar um dingo muito forte que é o relaxa na americanas, você acha? Ou seja, é um exemplo de dingo extremamente curto, mas que cumpre o seu papel chiclet, né? Que é grudar na mente do consumidor. Ou, por exemplo, quando você vai no mercado, ou vai em uma determinada loja, e aí tem um kiosque ali, oferecendo algum tipo de degustação. Ou seja, a ideia da degustação é justamente oferecer uma experiência com determinado produto, determinado alimento e principalmente apresentar esse produto pro consumidor. Então, aqui a gente está falando de ideias, que envolvem a edição, cheiros, cores, o toque, né? Você vai pegar um produto e vai sentir o quão macio é aquele produto, o quão pesado se torna aquele produto, ou como é a textura daquele produto, ou seja, aqui a gente está falando de explorar o toque e trabalhar isso muito bem no consumidor. Por quê? Vamos lá. Quando se utiliza essa ideia sensorial, som, dos cheiros, as cores, fala muito em psicologia das cores, então, o que acaba acontecendo? A ideia aqui é evocar memórias e sentimentos não conscientes no consumidor. Por exemplo, passei num restaurante, senti aquele cheiro muito bom de comida, estou passando ali na frente, senti aquele cheiro de comida à caseira. Eu posso automaticamente fazer uma referência ao cheiro de comida de casa de volta. Aí, volto pra mim, infância, trago uma memória, um sentimento muito bom, uma memória muito positiva, e vou querer experimentar aquela comida daquele restaurante. Então, a ideia aqui é trazer essas memórias, esses sentimentos do consumidor e fazer com que eles se interesse pelo produto a partir da ideia do envolvimento. Então, marcas, explorem muito bem essa perspectiva sensorial. Aqui estamos falando de forma resumida, mas a parte experiencial vem muito forte nesse contexto, posso pandemia, porque a pandemia trouxe várias privações. Pra gente também enquanto consumidor, o próprio uso do álcool ingéu, o uso das máscaras, isso fez com que a gente deixasse de participar de várias experiências sensorials. E agora, em que estamos encaminhando para um cenário posso pandemia, as pessoas querem experiências. Então, marcas explorem muito bem essa questão sensorial, porque é isso que vai não só captar a atenção, mas também provocar esse envolvimento que é fundamental pra trazer a tona e memórias e sentimentos que estão não consciente. Cristian, eu trabalho na empresa de Neuromark que a gente faz muitos experimentos dá pra perceber claramente que, dentre diversos podremos visuais, de peças, filmes, o que mais converte, o que mais chama atenção, são os que têm rostos na comunicação. Por que isso acontece? Bom, nós temos uma fixação por rostos, primeiro porque nós somos seres sociáveis. Nós interagimos o dia todo com outras pessoas, com outros indivíduos. Então, o fato de sermos seres sociáveis já contribui pra gerar essa fixação por rosto. Além disso, desde o nosso nascimento, a gente acaba sendo ligados a rostos humanos, por exemplo, desde bebês, e a gente vê primeiro os rostos. Os rostos dos nossos pais acabam se tornando familiares e conhecidos. Ou seja, isso contribui pra que a gente tenha essa fixação por rostos. O que está por trás dessa ideia? É utilizar pessoas, utilizar principalmente rostos na comunicação visual. Quando a gente fala de gerar uma peça publicitária, uma imagem, um vídeo, quando tem pessoas nessa peça publicitária, isso facilita muito a ligação emocional. E também o próprio Instagram, que frequentemente divulga aí alguns relatórios da plataforma, o próprio Instagram já publicou num desses relatórios, de análises, principalmente, que publicações, que possuem pessoas, elas performam, e possuem um engajamento maior do que outros tipos de postagens, como, por exemplo, postagens que não possuem nenhum tipo de pessoa. Quando a gente vê ali uma pessoa, em uma publicação, em um vídeo, em uma peça, a gente se interessa por aquilo. O que essa pessoa está fazendo? Por que ela está naquele contexto com quem ela está interagindo? Então, isso gera esse envolvimento e facilita a ligação emocional. Só que, claro, não é sair utilizando a pessoa de qualquer jeito. Tem que ter um uso muito estratégico da pessoa em uma peça publicitária, por exemplo. E, o exemplo mais conhecido dentro da área da neurociência do neurovárqueting, é o teste dos bebês, que foi um experimento que foi feito comparando o uso de bebês. E aí, como é que de forma resumida, como que foi feito esses experimentos? Em um primeiro momento, colocaram um bebê em uma peça publicitária, olhando diretamente para o consumidor. E, na segunda peça, colocaram o bebê, olhando para o texto. Então, o que acontece? A nossa fixação por rostos, ela é tão grande, que, na peça publicitária, em que o bebê estava de frente e olhava diretamente para o consumidor, os participantes desse teste, eles fixaram aonde no bebê, não olharam muito para o texto, não olharam muito para as demais informações daquele anúncio. Já no segundo contexto, em que o bebê estava olhando para o texto, o que fazia parte daquele anúncio publicitário, as pessoas que participaram do teste, elas olharam para o bebê, mas também olharam para onde o bebê estava olhando. Então, aqui é muito importante.
só utilizar uma pessoa em um anúncio, mas também saber utilizar essa pessoa. E algo aqui que é fundamental é criar o envolvimento, ou seja, cria esse envolvimento da pessoa que faz parte do anúncio com o produto, com o serviço, faz a pessoa interagir como serviço, faz a pessoa olhar para o produto, porque isso vai fazer com que o consumidor olhe para a pessoa, olhe para o rosto da pessoa, mas também olhe para o produto que aonde essa pessoa está olhando. Então claro, aqui a gente está falando aí de investir no uso de pessoas, mas de forma mais estratégica, forma assertiva para trazer bons resultados para a marca. Adorei participar aqui da gravação do podcast, o tempo passou voando. Nas redes sociais vocês me encontram em Porto Cristian Shetter, ou Cristian Chai no Instagram, ou Cristian Shetter e Reits como link edin onde eu atuo também bem ativamente. E acho que como o recado final, de forma bem resumida, se fosse sintetizar essa minha fala, aqui no podcast, no episódio, a gente vê também como é cada vez mais necessário utilizar bem os recursos disponíveis, na Storytelling, o uso de rostos, os próprios atalhos mentais, é cada vez mais fundamental utilizar isso para captar a atenção do consumidor, para gerar essa ligação emocional e para gerar o envolvimento com a marca, porque isso vai trazer o consumidor mais próximo da sua marca, vai levar a maiores níveis de satisfação, de leoidade, vai converter vendas, que é o que todas marcas querem, mas porque é que isso é importante? Porque diariamente nós somos bombardados de informações, quando a gente está caminhando nas ruas, quando a gente está olhando o TV mexendo no celular, utilizando as media sociais, a gente vê estímulos por todos os lados. Então diariamente nós somos impactados aí por milhares de mensagens, milhares de informações, milhares de estímulos todos os dias, e é tanta informação, mas tanta informação, e a gente não vai lembrar de nada, então ao mesmo tempo em que as marcas buscam estimular consumidores, por meio de diferentes formas, essa correria do dia a dia e o excesso de estímulos faz com que os consumidores acabem aí não lembrando de nada, não ficçando nada. Então a gente vê aí como esses estímulos que eu citei os atalhos mentais, o próprio marketing sensorial, o uso dos cinco sentidos, como isso é importante para captar a atenção, gerar o envolvimento, criar essa ligação emocional, justamente para evitar um cenário aterrorizante faz marcas, que é esses consumidores aí que não prestam atenção nas mensagens que são disparadas. É cada vez mais importante, então utilizar essas técnicas, essa estratégia que vem aí por parte da neurociência, para colocar sua marca na mente e no coração do consumidor. E aí eu fecho aqui a minha participação com uma frase clássica do marketing-lintestron, que é um dos principais novos da área, de que os produtos são feitos em uma fábrica, e as marcas são feitas em nossas mentes. Então quando a gente consegue captar a atenção, quando a gente consegue criar emoções e gerar envolvimento, é um passo muito bem andado, é um caminho andado para colocar a marca na mente e no coração do consumidor. Curtiu? Compartilhe o link do episódio com os seus amigos nas redes sociais. Visiti nosso site www.neuromarket.com.br, neuromarket com temudo, e saiba como a ciência comportamental e o neuro marketing podem otimizar sua comunicação, porçamento e maximizar as vendas da sua empresa.
Podcast Summary
Key Points:
Estímulos comprovados para captar a atenção do consumidor incluem storytelling, atalhos mentais, estímulos sensoriais, uso de imagens e rostos.
Os atalhos mentais (ou "gatilhos", termo criticado como oportunista) são caminhos curtos que o cérebro usa para tomar decisões rápidas, sem análise racional profunda, mas não são fórmulas infalíveis; seu sucesso depende do contexto e do público.
Exemplos de atalhos mentais
Storytelling funciona porque o cérebro ama histórias e aprende com narrativas; a técnica da "jornada do herói" coloca o consumidor como protagonista, gerando identificação e emoção.
O marketing sensorial (uso de sons, cheiros, cores, toque) é essencial para criar experiências positivas e memoráveis, reforçando a imagem da marca (ex.: cheiro único da Melissa, som da Americanas).
Summary:
O episódio aborda como captar a atenção do consumidor usando estímulos baseados em neurociência. O especialista Cristian Chefer explica que técnicas como storytelling, atalhos mentais e estímulos sensoriais são eficazes, mas não são receitas infalíveis. Ele critica o uso oportunista do termo "gatilhos mentais", originado de uma tradução livre do livro "Persuasão" de Robert Cialdini, que popularizou a ideia de atalhos como soluções definitivas.
Na verdade, os atalhos mentais são atalhos cerebrais para decisões rápidas, mas seu sucesso depende do contexto, do público e de fatores situacionais. Exemplos incluem o atalho da antecipação (como a CVC fazendo o consumidor se imaginar em Cancún), pertencimento (listas VIP), urgência (promoções relâmpago), escassez ("últimas peças") e reciprocidade (testes grátis do Netflix e Spotify). O storytelling, por sua vez, ativa áreas cerebrais ligadas à emoção e memória, usando a jornada do herói para colocar o consumidor como protagonista.
O marketing sensorial (cheiros, sons, cores) cria experiências positivas que reforçam a marca, como o cheiro único da Melissa. Mesmo profissionais treinados caem nesses estímulos, pois o cérebro humano reage automaticamente a eles.
FAQs
Atalhos mentais são caminhos mais curtos que o cérebro usa para tomar decisões, ativando reações emocionais automáticas. Eles ajudam a captar a atenção do consumidor sem exigir muito esforço racional.
Atalhos mentais são conceitos sérios da neurociência, enquanto 'gatilhos mentais' é um termo popularizado por gurus de marketing, muitas vezes usado de forma oportunista. A confusão surgiu da tradução livre do livro 'As Armas da Persuasão' de Robert Cialdini.
Exemplos incluem o atalho da antecipação (como a CVC mostrando famílias em Cancún), o pertencimento (como 'faça parte da lista VIP'), a urgência ('só hoje'), a escassez ('últimas peças') e a reciprocidade (teste grátis da Netflix ou Spotify).
O cérebro ama histórias e aprende com narrativas. O storytelling ativa áreas cerebrais ligadas à emoção e memória, criando envolvimento e fazendo o consumidor se identificar com a história, especialmente quando usa a estrutura da jornada do herói.
Estímulos sensoriais, como cheiros, sons e cores, criam experiências positivas e reforçam a imagem da marca. Exemplos incluem o cheiro único da Melissa em suas lojas ou o som característico da Americanas.
Não, atalhos mentais não são fórmulas infalíveis. Eles podem funcionar para um público específico, mas dependem de fatores internos, externos e situacionais, não sendo uma solução definitiva para todos.
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