Está a altura de estudar melhor as comidas que o Islão nos deu
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O autor começa por recordar como a história no ensino básico e secundário parecia uma listagem monótona de datas e heróis, sem relevância para a sua vida de adolescente. Hoje, mais consciente e interessado no passado, encontra na comida um extraordinário ponto de partida para conhecer pessoas e culturas. A partir de um evento em Coimbra sobre história da alimentação, com especialistas como João Pedro Gomes e Vergílio Gomes, ele reforça a ideia de que a evolução culinária reflete as relações de Portugal com outros povos ao longo dos séculos. No entanto, critica a falta de atenção dada pela escola e pela academia portuguesa à influência islâmica na gastronomia nacional, apesar de os muçulmanos terem dominado parte do território entre os séculos VIII e XIII. Ingredientes como laranjas, limões, amêndoas, cuscuz, aletria, coentros e pratos como migas e moxama são legados desse período, mas são frequentemente ignorados na literatura científica e no currículo escolar. O autor sugere que, enquanto Portugal se ocupou com exaltações políticas, expansão ultramarina e influências externas, negligenciou o estudo das suas raízes islâmicas. Ele conclui que, para saber o que distingue Portugal no mundo, é necessário estudar de onde viemos, mesmo que isso contrarie modas políticas ou surpreenda aqueles que defendem uma narrativa nacionalista tradicional.
[Música] E ainda aos contidos exclusivos da Cignotícias, incluindo o Direto Vertical, a nova e inovadora em missão que se adapta ao seu smartphone. Subscreve-me a expresso.ptbara digital, despreso, liberdade para pensar. [Música] Foi um aluno de o que a história. A história dos Reis Aborceia, a dos Descobrimentes Idei. O ensino básico escondário, parecia uma listagem suporífera de datas e conquistas, geróis redondinhos, coisas passadas que nada podiam contra os chigarros atrás do pavilhão, as experiências atílicas, tudo aborbalhar num caldeirão de hormonas adolescentes e conflitos familiares que comparavam com a batalha de soma médio. Presumo que hoje, os corrículos sejam mais ou menos parecidos, ainda que referiados na supermacia lusa, mas agora estou mais consciente e mais interessado no partérito, o perfeito e o perfeito, muito por causa da comida, esse extraordinário isco para conhecer pessoas e o que elas fizeram. A semana passada, tive mais um exemplo disto. Modreio de bate com dois especialistas em história da alimentação. João Pedro Gomes e Vergilio Gomes, no âmbito evento, Coimbra, região gastronômica. E reforçou-se a minha esta ideia de que a forma como a culinar e fluiu, da pície de a ferradria, de domingos Rodrigues, a José Viles, é um espalho que se recive do modo como os países em geral e Portugal em particular se relacionaram os cozotros ao longo dos séculos. Neste sentido, tivesse o meu querido professor Rui, preparadíssimo alias, referida a origem da fãs joada nas alas e talvez a colonização do Brasil tivesse sido melhor digerida por mim. E o mesmo poderia valer para as referências a gaspássis cabez, trazidas pelos morros para Portugal. Suce que, salve bocheções, a escola e a academia portuguesas, parecem ter uma estranha falta de aptência pelos tutas cozinhas que nos alimentaram e inspiraram fora da sua dimensão economicista. Por exemplo, encontro mais informação sobre origem da fãs joada em autores brasileiros, do que na literatura científica e só chegueu a primeira noção sólida de cabez, lendo os investigadores paiois que se dedicaram a culinarem o Sulmana de Avall. O desconhecimento sobre a presença barbeira e árabe no acidente para insular é particularmente sintomático. No caso da gastronomia, ela é um rada-p quer nas chalas de aulas quer na cultura popular contemporânea. Como sublinguovas e ligomos no debate em Coimbra, mesmo os gastroarmos os patrios em linkão de cor à despeciarias importadas de Goa, da mão e dio, mas esquecem os 8 séculos de presença islâmica na Iveria, esquecem os ensupados de burregos e os cuscos, os gastpachos e os arrozes e adoçaria em geral. Na investigação, também são os casos de trabalho sobre a influência do garbal de Alus, não pelo qual era conhecida a faixa ao estespanha, além da luz, controlada pelos povos islâmicos entre o século oito e o século treze. Há uns anos, a impesquisa para o artigo procurei informação sobre o assunto nos repositários científicos e nos departamentos universitários e pouco encontrei, para além de lugares como os da narrativa escolar, de alguma pesquisa feita no centro de interpretação do patrimônio islâmico e de apontamentos em escritos mais gerais e avulsos sobre a dieta meditrânica. E no entanto, foram cinco séculos de domínio islâmica em Portugal numa altura em que bagda a marcava tendências com a nova iorque da altura. Cinco séculos é mais de metade da idade que esta nação leva e o que é mais incrível é a longevidade de muitos desses ingredientes, técnicas e receitas, ainda hoje reconcíveis no receito ário nacional. Bem-seg que tivemos as trevas da idade média, que depois nos embriagamos com o ouro e o açúcar brasileiros, com o cravia canela de Índia. É certo que andámos sempre ocupados em exaltações políticas e alidar com a sobrevivência e que apareceram os três pasturinhos e salazar a pagar a fé cristã e uma ascendência à fonsina pura. E que nos embefacemos com França e que nos ocupamos depois com Bruxelas e com os Estados Unidos da América. Mas já é hora de estudarmos melhor as comidas que o islónus deu. Foi através delas que nos chegaram laranjas e limões, amêndulas, massas trigueiras como os cuscos e aletria, ervas aromáticas como os cuentros, somos aliás dos poucos países europeus que os consomem, pratos como a moxama e as migas. Anda meio mundo atrás de referências de saber o que nos distinguimos dos outros. Mas primeiro é preciso estudar de onde vimos, mesmo que se vá contra as modas da política, mesmo que surpreenda os velhos e os dovos salvadores da patria. Este podcast tem a só noplastias de aericorriginál de João Liza Morin, capa de Tjáque Pereira Santos, com fotografia de Matilda Fiesky. A curnação é de João Liza e a direção é de João Vieira Pereira. Eu sou Ricardo Félner e este foi mais um episódio do Homem Comia Tudo. Se inscreve este podcast na sua app ferida ou no site dos preços, secretícias e sícitos. Se tiver sugestões ou ideias que ara parte de ar com a equipa de podcast, envi um email para [email protected]. E já sabem, a mais comida para além de beef com matatas fritas, mas beef com matatas fritas é muito bom. [Música] [Música]
Podcast Summary
Key Points:
O autor reflete sobre como a história ensinada na escola era uma lista entediante de datas e conquistas, sem conexão com a vida real.
Através da gastronomia, ele redescobriu o interesse pelo passado, vendo a culinária como um espelho das relações de Portugal com outros povos.
Ele critica a falta de estudos acadêmicos e escolares sobre a influência islâmica na culinária portuguesa, apesar de 5 séculos de presença muçulmana na Península Ibérica.
Exemplos de legados islâmicos incluem ingredientes como laranjas, limões, amêndoas, massas como cuscuz e aletria, coentros, e pratos como migas e moxama.
O autor defende que entender as origens culinárias é essencial para compreender a identidade portuguesa, mesmo que isso vá contra narrativas políticas dominantes.
Summary:
O autor começa por recordar como a história no ensino básico e secundário parecia uma listagem monótona de datas e heróis, sem relevância para a sua vida de adolescente. Hoje, mais consciente e interessado no passado, encontra na comida um extraordinário ponto de partida para conhecer pessoas e culturas. A partir de um evento em Coimbra sobre história da alimentação, com especialistas como João Pedro Gomes e Vergílio Gomes, ele reforça a ideia de que a evolução culinária reflete as relações de Portugal com outros povos ao longo dos séculos.
No entanto, critica a falta de atenção dada pela escola e pela academia portuguesa à influência islâmica na gastronomia nacional, apesar de os muçulmanos terem dominado parte do território entre os séculos VIII e XIII. Ingredientes como laranjas, limões, amêndoas, cuscuz, aletria, coentros e pratos como migas e moxama são legados desse período, mas são frequentemente ignorados na literatura científica e no currículo escolar. O autor sugere que, enquanto Portugal se ocupou com exaltações políticas, expansão ultramarina e influências externas, negligenciou o estudo das suas raízes islâmicas.
Ele conclui que, para saber o que distingue Portugal no mundo, é necessário estudar de onde viemos, mesmo que isso contrarie modas políticas ou surpreenda aqueles que defendem uma narrativa nacionalista tradicional.
FAQs
É um podcast apresentado por Ricardo Félner que explora a história de Portugal através da gastronomia, destacando influências culturais e alimentares ao longo dos séculos.
O episódio foca na influência islâmica e árabe na culinária portuguesa, como a origem de pratos e ingredientes como a feijoada, o gaspacho, os cuscuz e as migas.
João Pedro Gomes e Virgílio Gomes, especialistas em história da alimentação, que participaram num evento em Coimbra sobre gastronomia regional.
Ele acha que o ensino básico e secundário trata a história como uma lista chata de datas e heróis, sem conectar com temas como a culinária, que poderiam tornar o aprendizado mais interessante.
Foram cinco séculos de presença islâmica que trouxeram ingredientes como laranjas, limões, amêndoas e ervas como coentros, além de técnicas e receitas que ainda hoje são reconhecíveis na cozinha nacional.
Ele sugere que é hora de estudar melhor as comidas de origem islâmica, pois há pouco trabalho científico sobre o tema, e isso ajudaria a entender a identidade portuguesa.
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