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Episódio Sete / XV Jornadas da Gaguez

32m 38s

Episódio Sete / XV Jornadas da Gaguez

O episódio do podcast "Fala Barato" foi gravado ao vivo durante as Jornadas da Gaguez, reunindo gagos e convidados para uma conversa aberta sobre a experiência de gaguejar. Os dinamizadores destacaram que o podcast é um espaço de vulnerabilidade e força, onde a voz real e as histórias pessoais substituem o conhecimento abstrato sobre a gaguez. O humor é um elemento central, lembrando que a comunidade nasceu da partilha e não do sofrimento. Durante o debate, discutiu-se como os gagos podem ter uma forma única de pensar, marcada pela capacidade de antecipar alternativas e improvisar, algo influenciado por experiências pessoais e familiares. Participantes partilharam desafios quotidianos, como explicar a gaguez a quem não a conhece, lidar com a ideia errada de que é apenas nervosismo e enfrentar situações como chamadas telefónicas ou atendimentos. A sociedade é chamada a ter paciência, não interromper e permitir que cada pessoa termine o que quer dizer. Também houve espaço para humor, com exemplos de palavras difíceis como "laranja" ou "tangerina", que geram situações embaraçosas mas também cómicas. O episódio reforçou a importância de ocupar o espaço público com a própria voz, reivindicando autenticidade e aceitação, e de educar sem ofensa, valorizando a curiosidade genuína de quem quer aprender.

Transcription

4044 Words, 22112 Characters

Portuguese
Então vim bem, estamos com a fixa. Então vamos só começar pelo finish. Mais Ira? Para a vóra. Para l varoká rupá rupá. Vai. Palhaço. Pai se piça e surprising. Que enviabo! Quanto mais escondermos aqueles que s options. Eljar. Mahs, mais fácil queedar. E a gente fica ficando e não era o pequeno. O pequeno era o outro. E a maior. Apera de ficamos agargas. Aaggas. O desesperado. Bem vindo e bem vindo a Fala Barato, podcast da APG, Aciação Portuguesa de Gagos, onde se fala livremente sobre gagueis, Com todos os gagos conseguimos encontrar. Hoje estamos fora de estúdio e encontramos muitos gagos. Temos uma série deles antes de nós. Nós somos dois, eu, doro a moto e o manual brazo, Alamanel. Os dinamizadores deste podcast que está pela primeira vez a ser gravado ao vivo. É isso mesmo que estamos a fazer neste painel que nos coben estas 10 e mais quinta, as jornadas da gagueis que estão a decorrer no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade da Reiro. Fomos desafiados a falar da dinâmica do podcast e achamos que nada melhor do que fazer um avós afrente para mostrar. E se tem medo ou febia de microfone, este terror aqui, diante de mim, posso dizer que ele não morre e o iobrase andamos a vários meses a fazer falar da barato e nunca fomos mordintos. Mas já que já estamos bastante nós e os nossos convidados, porque a ideia é que este podcast, este microfone e o espaço nos juntamos a conversar sobre gagueis, seja um lugar seguro. E também um lugar insegur para quem gagueja. Porque o microfone é aquilo que nos despe e deixa apenas a nossa voz. E a nossa voz é a nossa vulnerabilidade. É um lugar seguro e é um lugar inseguro para gaguejar porque a nossa fala é composta por gagueis, é maior ou menor grau, mas é a nossa fala. E é também quem somos. E o nosso podcast é um lugar real, é um lugar de vulnerabilidade, é um lugar de força, sobretudo é um lugar de liberdade e de autentes cidad. E como disse a Catarina Rodríguez num dos painéis estes jornadas, queremos que seja um lugar onde se assume que. a gagueis é muito mais de que fala, é a sentação e estar em paz com a nossa voz. E este é também um lugar de ativismo, um lugar de manifesto e um lugar onde de onde partimos para ocupar o espaço público. E para conquistar o espaço público a nossa voz, seja ela como é. Como disse o recordou o abritular, que também aqui numa intervenção que fez aqui, se são portugueses de legais, não nasceu com o sofrimento, nasceu com o humor e com o partilha. E como disse a Joana Costa, ainda há pouco, quem é que é escutado quando se fala de gagueis? Portanto, no lugar desse conhecimento abstrato e dessa fala abstrato sobre a gagueis, queremos colocar a nossa voz real, a nossa humanidade, as nossas histórias, e quem já ouviu os episódios, anterior dos cinco episódios, os outros seis, na verdade, com o episódio 0, pode ouvir, garantir que ouviu muitas, muitas histórias reais e certamente muito mais o humor do sofrimento. A proposta do Danielo, presidente da APG, foi a de falar do seu iobraso e da dinamização do Podcast. Ele dinamiza-se assim, fazendo convidando pessoas a falar sobre gagueis ou a falar sobre o que quiserem com a sua gagueis a solta. Como diz o brazo, podem ir falar das suas receitas do acalhado por natas. Para nós está tudo bem. Por isso vamos desafiar dos aí, vamos entrar pela audiência dente e perguntar os coisas. Já temos escutados histórias maravilhosas, como sabem aqueles que já ouviram ou falam barato. O don da palavra não tem que ser, de forma alguma, é pernas um dono de quem não gagueis ou de quem fala com fluência. Antes de avançar para vocês, partil de sol, uma história minha. A minha filha mais velha, tenho 17 anos e há mais de 10 anos com o vivo com a malta da APG. Já chegou a estar várias vezes numa posição única, quase distópica até ser uma das poucas pessoas fluentes entre muitos jogados. A relia de quando gostam com os jogados. Gostou de nos ouvir falar assim? Acho que temos esse tal dono da palavra. Podi-lo para escrever o que ela me disse a uns dias para contar aqui e ela escreveu isto. Gostou muito de ouvir gags a falar porque a forma que organizam as suas ideias com uma encaixa nas suas palavras torna-lhe seu discurso macio, sem partes desnecessárias, sem atropulamentos de conceitos. Falam como se cantassem ou como se leicinho tem isto que já escreveram e eu tenho ensaiado. Por isso nunca me aborresse pelo contrário de leicinho uma ouvir uma pessoa gaga a falar. Menos quantos são os longos sermões da minha mãe. Não contavam com esta. Que fosse possível ouvir pessoas que gostam de ouvir os gags a falar. Pronto, uma pessoa como ela que várias vezes tivesse a immerção de nossos convídios e nos grupos e tudo. Percebeu de facto, há uma maneira especial de falar que agarguês nos dá. Então vamos a prato. Vamos? Que é que faça? Vamos lá. No podcast mobilizamos a conversa, a partir de perguntas que desafiam os convidados a uma reflexão crítica que há o empodramento. Temos estes duas vertentes, digamos assim. Isso não quer dizer que as pessoas não falem das suas magas, as suas discoladas, as suas derrotas. Quer dizer que les pedimos que refletam sobre o lugar da fala diferente na sociedade e como vivem com isso, como constrões ao lugar do mundo ou como se inscrevem no mundo, como diz o Daniel. E como acham que podem inspirar outros com o gags a fazer-lo? Às vezes pode ser um truque para desvoquear numa situação. Outras vezes, a uma reflexão mais profunda. E por isso eu queria circular para aqui com algumas perguntas que já passavam por podcast. Para ele chamar daqui duas postas. A mandai duas postas. Isso que acho incrível ser um portanto para com a cada hora. Não quase não. Quase não guia. Para a plataforma ficar bons. Leças a coisas, esta preparação toda aquela faz de teística que eu vou desculpei. Ou no dia antes, para onde o próprio dia, da forma como ela acorda nesta expressão de todas, que nunca seria capaz de desgerir as conversas, por tanto, desculpei. Portanto, para desta forma. E obrigado, Dór. Por isso tudo. Ele crema mais duas. Sobre esta edad, digamos, vou na abilidade. Nós temos uma sociedade docidental muito focada na produção constante. Pai, eu voltei isto sempre. E as pessoas tendem a ser pouco vulneráveis. Não se, digamos, a não se tarem a quem tem, para digamos, à frente. Eu estou desconfiado que as relações humanas só funcionam a partir, portanto, para deste ponto. A partir do ponto, em que nos damos, queremos, digamos, receber, portanto, os outros. E eu resumo rápido que eu fiz, para este dia, tenho a ver com isto, que é esta procura que nós andamos a fazer de uma relação que nos aceite, como nós somos. E isso é uma questão difícil, é rara. Mas, às poucos, nós vamos criando aqui esta comunidade em que nos aceitamos tal igual a cadão "é". Sobre o linguagem, também nada a pensar nisto. E é muito claro que nós pensamos a partir de uma linguagem. E que um português pensa de um pavor é muito diferente do que, digamos, "bia britânico". Ou, digamos, "desculpe". E aí, vou citar o, digamos, recardo "a". Ou, reira, em que diz que é muito diferente se é a beba e estar a beba. E os baritánicos, para não ter isso, é sempre a mesma coisa. E, portanto, se isto é possível, deste ponto, portanto, digamos, desculpe, portar a vista, a minha questão está a ser. Será que nós. Como. Será que nós, por sermos gargos, temos uma forma de pensar que é consideralmente diferente, portanto, digamos, porque não é? Ah, não, é tudo bem, está tudo bem. Melhor toque de tela em uma velo de cieno. Ah, tudo bem. É que ela ajuda? Eu posso, eu posso. Plantei-se. Ah, na pensaneste, de se de facto, nós possamos gargos, pensamos de outra forma. Eu estou desconfiar de que cieno. Mas, por termos este, digamos, dicionário, e que temos, portanto, essa capacidade de trocar, de pagar a brahat, de estar sempre atrás de uma alternativa, aquilo que eu quero dizer, mas que ainda digam um bocadinho daqui o que eu quero. Mas, pela possibilidade de, por que não? Existe, pelo treino que temos, digamos, a prever coisas. Nós estamos sempre a prever a possibilidade de ouvirmos a que já era eventualmente, e de como ele deu a volta a já e realmente émos. Eu desculpei, eu vou ter uma história portanto passouro a mim agora. Eu sou filho de uma digamos "E", "E", "E", e "E", eu for meio da sim. E eu acho que faz aquilo que faço porque a minha mãe me passou destes hábitos. Ela, e se não, a tem medo. A tem medo portanto pode digamos portanto aceito casa, portanto "Pai, porém, desculpei". E se erguiquemos atropalado, de qualquer coisa que se faça ao potencial portanto a idade morto. Por tanto, assim por aí. E eu ainda não percebi, eu sou o cargo portanto, não é? Mas este treino vem de casa. Portanto, a melhor forma de pensar é uma gagueja que vem portanto para casa. Eu aprendi a provar a possibilidade de fulcer e com isso aprendi a pensar, digamos, desculpei. Eu sou professor, sou compreditor, sou produtor, a minha função é sempre previar o mundo possível daqui a pagar um tempo. Por tanto, desculpei. E o quando aulas é previar a possibilidade de cada pessoa ouvir aquilo que eu disse agora para nós daqui, digamos, há 15 anos, tanto para que isso que é. Outra, eu estou sempre, portanto, eu faço música, mas faço música, portanto, para uma forma que os instrumentistas têm espaço para ser aquilo que eles quiserem. Tanto eu faço meta com, digamos, meta com, posição em que faço regras, não dílamos brincar. E a parte, se digamos, a produtor é, pera-me, era eventualidade. Portanto, desculpei. Portanto, para dar um defeite, portanto, para desculpei. Digamos, portanto, não, portanto, digamos, desculpei. Digamos, gaguei, dar alguém, portanto, digamos, fulcer. Portanto, ainda pensar as suas das coisas e estes dias e estes dias, especialmente sempre, portanto, desculpei, portanto, para isso. E esta comunidade ajuda, mas, digamos, a ser de ter um menos, só assim, porém, está, foi assim. E obrigada a ti também, por um ter sentido nisto, porque, apesar de ser jornalista há muitos anos, eu sempre tive medo do microfórnio e este rapaz me deu uma frente de um conto da confiança, eu só tive que ir atrás. E ele também é a prova viva de uma coisa que eu acho empilicamente, mas não tenho como ter a evidência científica disto, que eu acho que há um sentido de um amor muito transversal aos gagueis. E quando o Brito Largo estava falar dessa história da APG ter começado com um gagueis que se juntaram esse rei a uns outros e ela até contou outra ocasião quando alguém começava a gaguejar menos criou um espalçal porque eles já não eram vírgios de estar lá. Eu acho que nós todos acabamos por ter a qualidade com esta partida que a cabilogia nos pergou e a natureza e cronotou dessa, tudo isso que dá origem à gagueis. E aqueles de nós que são realmente os mais dapos a produzir no termo da Aruíneano percebem que não tem outras colhas, senão olha para este consentido de um amor. E este e o sentido de um amor continua a ser uma coisa que nos apaguei. O Brasil é a prova disso, mas outras pessoas, por exemplo, pedra-gracias. Se vocês ouvir sim o pedra a falar percebem que é um talento que ele havia ter um programa, só que ele não é. E isso é o detrás do que eu constate. Portanto, vamos às perguntas. Firo-e-este microfone? Não, esse país. E a Santa sempre. Agora vamos lá. Agora como é que tu que existe? Não sei. Um beijo e. Vou paraí fora. Estou bem. Como eu disse, isso não morde que eu saiba se morrer o Daniel paga uma indeminização. Mas vai se aposar ou é isso? Vou perguntar uma pergunta que a gente já fez no podcast. Como é que explicam o que é que já, a quem não é gago? Já vos aconteceu ter que explicar isso? Olá, do Tarde. No que eu tive que explicar, até porque acho que não sou gago. É um bocado problema, porque eu sei que sou gago, mas acho que não sou gago. Não sei explicar, mas eu penso que é um sentimento de. Nossa, eu acho que é explicar, mas é um sentimento de. A portura de sentimento. Quando uma pessoa que veguei já está gagojado, é como se parece nua, penso de senti de espida, de senti de portugida, aquela que não controla, é algo que é incontrolável e acho que isso é uma boa metáfora para a nossa vida também, que são as coisas acontecem. E muitas vezes nós não temos de controla sobre essas coisas. E acho que é sentente também. Dizia então que o Augusto te ensinou, digamos. E. Improvisa-te? Da nossa ex-exacto, amor. Ou. Eu que mais uma pergunta que nós também estimamos fazer, o que é mais difícil no teu dia a dia ser do gago? Mais difícil é ser dúvida convencer as pessoas que eu não tenho ansiedade social, nem emocional e sentimento do seu gago. Ou seja, é esnetico. Está sempre comigo e estará sempre comigo e está tudo bem. Sim, eu tenho isso que é. Almo da outras pessoas que eu tenho que estar explicando para que não estou a ter, eu desculpei. Vigamos. O gabenci, porque a maltaixa é sempre que estou a ter. Podemos não derrame. Não, eu passo só com o gago. Vai só só o gago, bro. Agora vou ali abordar mais uma pessoa, desta vez uma menina, para perguntar, ou alguma coisa deixado de fazer na tua vida por ser gago? Sim, houveram muitas coisas que deixei de fazer por gago, sim. É, eu tenho que amulmar. A sério, estou a retorgêntico hoje. A minha apresentação, eu curto a não fazer, levantaram-me antes que chegasse o meu nome, por exemplo, ir a as compras e chegar a o balcão de entendimento e ter a passamento de voo, consigo, não consigo. E entre muitas. Tenho mais uma pergunta. O que é que a sociedade podia fazer para que os gagos vivessem melhor com a Gaguejo? Não sei, o tipo o mais simples é esperar de deixar as pessoas acabar o que tem a dizer. Não te romper, não discriminar, é dar os passos para gaguejar. Portanto, é ser ouvido, quando tudo ser ouvido implica, não é? Que eu basta te escrever. Eu tenho uma pós, por tanto, para quem não, para quem te vê que seja. Alguém se senta, digamos, ofendido pela forma como alguém vos pergunta coisas sobre o gago. Portanto, o ponto em que começam a ficar educados, por tanto, por um casadeste. Alguém quer responder? Então, se senta sofinida, a pessoas quererem saber mais sobre isto. Nunca. Obrigado. Vou passar aqui. Não, penso que o malturo em que era mais sensível, é isso que talvez me sentisse. Não, ou fingir, mas me lembrado que é uma pauta, a ver que já não se usa, mas agora, agora se se nutar curiosidade, este tema esforço por tentar ser o mais esclaro de sedua por sira. Claro, desculpe, não é? É só porque este é um sitio em que eu convive com o conjunto de portanto pessoas, que estão se empadando, digamos, cabeça sobre a minha ansiedade, portanto, a perguntar coisas. Eu estou a trabalhar para conseqüos agora. Desculpa, estou a fazer, desculpa. É um projeto, desculpa, conseqüos. Cencos, cemcos, cemcos. E há um medo qualquer que me engan, podíamos equipar tens sobre fazer, que estou em sobre. Desculpa, em sobre. O que é esse é? Desculpa, é que não faço ideia de plantar para que você segue. Eu, com o caso, especifico com uma senhora para plantar com um. Desculpa, em que eu fiz, digamos, a questão sobre o cao e a questão ao rio, foi que falar do cao não era relembrar a pessoa, portanto, desculpa, em que ela plantar a que segue. Eu acho que ela sabe a todos os momentos que nós estamos desculpendo. Portanto, para que ela. Portanto, desculpa, por tanto, para que ela quer cega. Claro, como eu acho que nós, sabemos sempre que plantar que somos. Podemos assim. E, portanto, voltar, digamos, voln. voln. voln. voln. voln. darabilidade. O mundo só se. digamos, desculpe-me. Desculpe-me. Desculpe-me, portanto, apari-me-me-se. Desculpe-me. A partir dela, portanto, acho que é saudável dar-me-nos a conhecer isso, só. Mas alguém queria responder a isto? Eu não fico a pergunta, eu não fico a pergunta, quando me perguntam sobre que ia. É muito para o contrário até gosto de. gosto e acho que até devemos fazer isso, porque, a verdade, é que as pessoas não têm que saber sobre. Eu não fico a fenda e eu fico. eu não diria a fenda e da porque também as pessoas não têm que passar ignorante. O que eu me perturba é pessoas que, não sabendo nada, acham que. e acham que. é uma questão de estar nervoso e isto é uma condicê-lo com o nomeadamente, com os meus filhos e com as professores delos, não é? Para eles, era todo muito fácil de aqueiros, é porque eles estão nervoso, só. E, embora eu te sei-se, que até a pretencia a agressão na altura da ciação, parece que ainda assim que não tinha, porque não era dotada de qualificações, para falar sobre. é esta falta de mildada com o feste que minera com o Cadinho. Eu achava que aquelas coisas dos meninos achavam que sabem quando não sabem. Eu acho que é, também, uma dificuldade que muita gente tem, em dizer que não sabe. E isto também é uma vulnerabilidade. Claro, claro que é. Se as pessoas não se expõem, não dizem que não sabem, também não vão saber. Então, eu gosto de pessoas que eles sabem. Obrigada. Mais aqui, mais uma resposta. Então, eu não trabalho fácil. Eu faço a ciência técnica, estou o dia todo, tendo as chamadas, como programas no computador. Às vezes, tenho meus brucaios e as não me entendias, como é que as procurcuntas. E às vezes, já tenho um mercado que eu digo que estão afogidos o contexto. E, claro, está. E a Rita é um mercado. Desculpa, e por que elas ficam? Desculpa. Levas como muitos dias, desculpa, portanto, há todos os dias. Claro que cassa. Cassa muito. Cassa muito. Cassa muito. Cassa muito. E quando eu até as vezes, eu lhe igualei. Eu hoje, eu hoje, eu lhe igualei. Hoje estou me amogaga, gaguei e mento por favor, tira-me das chamadas. E às vezes, ainda me lhe diz, hein? O que não vores as patratias? Eu disse. A trapeja já não vai ajudar mais do que agora. E disse, quando me contrataram, já era gaguei. E eu fiz em suvi, gaguei, gaguei, gaguei, gaguei, gaguei, gaguei. E pronto, essa parte é como se tem mais um cara. Porra, deixa-se. Mas alguém quer falar disto? - A não teria-me. - Ei. Chatei-me. O não varem tempo. Tal uma dificuldade, o cego tem dificuldade em subir-as, o cara por que tem uma dificuldade. O gague é, é, é, ela. Chatei-me. Chatei-me. O basto, o basto, antes, para não, não, não, alca onde devenda material. Essas. Estavam, senhor, cada, cada, a minha, a minha frente, que esteve lá alguns deze e nutts, Eu vou tentar imitá-lo. Passado uns fundos, Diga, diga, vou aprirmar. Vamos fazer uns fors emator deles para exerir 오케이? Só que era a forma que ele tinha de dizer aquilo era assim. O senhor do lado não teve o mildado, a capacidade de resolver assim, assim, assim, assim que passam. E o passeia, o pessoal todo, o faixam o ordele, o papel e uma caneta, faixam o orde, vai escrever. Eu saímos escrever, fala mal, mas saímos escrever, faixam o orde. Irrita, irrita. Irrita, claro, claro, irrita. Muito bem. Temos aqui mais um lote de perguntas algumas poucas porque estamos com a nossa tempo. Vamos passar-me o que eu tenho em palavra do humor. Isso é uma pergunta que a gente faz sempre assim. É, é. Alguma palavra que vocês adornam e tem dificuldade em dizer. Eu tenho uma queira, por entória. Por entória. Alguma palavra, alguém se lembra da alguma palavra que custa? E então, diz lá, então quando eu morava na. Ah, querar conseguimos. Cava na praça, ta colegia do Gaiar meu Deus. Eu estava em grante de perguntar, mas o que a gente estava a dizer? Ou o que eu não estuvei nada? Não, agora é muito bem, não, mas. Tema muito que eu fez em vez de. E tenho um suplástico, a estívia e a ver de Coca-Cola, não é? O menos vinha a praça. Quais são as. Sim, tem vossas. Quereças? Ok. Muito bem. Agora é não. Mas, antes, a imagem novo era o ela. De dizer, laranja era um problema. Quando eu ia pedir um somo de. E estivarrava, pengerina. E a pessoa olhava, olhava e disse, "Tenjereina não temos. Tem laranja, pode ser isso." Eu não sei como é que tu diz "Tenjereina, melhor do que laranja". "Tenjereina, é que minha é ficar instalada". Pronto. Como é que se reivindica espaço na comunicação? Como é que você tem uma voz sendo dogado? Eu acho que falando muito sobre as coisas de duas, tentando. Não sei, acho que. A época da questão era se desinritava com das pessoas, nos perguntavam à certa da nossa gagueis. Eu acho que me irrita mais quando as pessoas não perguntam a certa da minha gagueis. Quando não as posso para falar sobre isso sequer, numa que conversa, sempre tenta. Quando acontece, podemos falar sobre isso. Se você não percebe isso, você pode se explicar. E agora. Falar. E mais isso, é que isso desculpa. É que vai se ouvir isso, sempre para qualquer coisa, em qualquer pessoa, em qualquer. Digamos. Que se é? Conteste isto é, assunso, portanto, de demasiadas coisas, eu tenho vindo a aprender que, portanto, desculpe aí, desculpe aí, se pergunta tudo, sempre e quem não quiser, portanto, respondeu, portanto, para a disco, não, mas eu preciso saber mais para passar, não se inscrever. Estamos com isso. E pronto, obrigada a todos. O nosso tempo está mesmo a chegar ao fim. Estamos a chegar ao fim do nosso tempo de painel, estamos a chegar ao fim do nosso podcast, pela primeira vez gravado ao vivo. Chegamos ao fim, então, deste falabarato, o podcast está se são portugueses de dagues, a Pegue, onde se pode degar que já, libermente. E este episódio foi especial, com gravação ao vivo, como já disse, nas 10 e umas quinta jornadas da Cagueis, na Escosa, por eu de saúde, a Universidade da Veiro, com as entrevistas feitas na audiência. E foi uma naceal de gás, nunca tivemos antes. Obrigada a todos mais uma vez. Uma salda de pós, vamos para a Paula Bás. Nós somos a Dora Mota e humana ao Brasil, que também comanda a parte técnica e a produção deste podcast tem o apoio da acessão e interferência. Se quiser conhecer melhor a acessão portuguesa de gás, pode ir ao nosso site www.gages.apg.com. Pode ainda falar com nós que enviar Amemaina terrifying as as as ageб arrangement naϏ a onde nos canal os e mais e um vai mas galera é aboverov-the theater of einer. eh, mas a pouco de fica, é que a alguns, é que o brigadeiro está emotional. Que sim, que se faz um podcast, Então da arte está Through! [Aplausos] [aplausos] [aplausos]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio do podcast "Fala Barato" foi gravado ao vivo nas Jornadas da Gaguez, na Universidade de Aveiro, com participação da audiência.
  2. O podcast é um espaço seguro e inseguro para gagos, onde se fala livremente sobre gaguez, vulnerabilidade e autenticidade.
  3. A gaguez é vista como mais do que uma dificuldade de fala
  4. Há uma reflexão sobre como os gagos pensam de forma diferente, com capacidade de prever alternativas e improvisar, influenciada pelo treino diário.
  5. Participantes partilham desafios práticos, como explicar a gaguez a outros, lidar com falta de paciência e enfrentar situações do dia a dia.
  6. A sociedade deve dar tempo, não interromper e ouvir com respeito, evitando julgamentos sobre nervosismo.
  7. Palavras específicas causam dificuldade, como "laranja" ou "tangerina", gerando situações de humor e frustração.

Summary:

O episódio do podcast "Fala Barato" foi gravado ao vivo durante as Jornadas da Gaguez, reunindo gagos e convidados para uma conversa aberta sobre a experiência de gaguejar. Os dinamizadores destacaram que o podcast é um espaço de vulnerabilidade e força, onde a voz real e as histórias pessoais substituem o conhecimento abstrato sobre a gaguez. O humor é um elemento central, lembrando que a comunidade nasceu da partilha e não do sofrimento.

Durante o debate, discutiu-se como os gagos podem ter uma forma única de pensar, marcada pela capacidade de antecipar alternativas e improvisar, algo influenciado por experiências pessoais e familiares. Participantes partilharam desafios quotidianos, como explicar a gaguez a quem não a conhece, lidar com a ideia errada de que é apenas nervosismo e enfrentar situações como chamadas telefónicas ou atendimentos. A sociedade é chamada a ter paciência, não interromper e permitir que cada pessoa termine o que quer dizer.

Também houve espaço para humor, com exemplos de palavras difíceis como "laranja" ou "tangerina", que geram situações embaraçosas mas também cómicas. O episódio reforçou a importância de ocupar o espaço público com a própria voz, reivindicando autenticidade e aceitação, e de educar sem ofensa, valorizando a curiosidade genuína de quem quer aprender.

FAQs

É um podcast da Associação Portuguesa de Gagos (APG) onde se fala livremente sobre gaguez, com histórias reais, humor e partilha, criando um espaço seguro e inseguro para quem gagueja.

O objetivo é dar voz às pessoas que gaguejam, promover a vulnerabilidade, o ativismo e ocupar o espaço público, mostrando que a gaguez é mais do que a fala.

O podcast mobiliza conversas com perguntas que desafiam os convidados a refletir sobre a gaguez, incluindo as suas dificuldades e conquistas, incentivando o empoderamento.

Muitas vezes é difícil convencer os outros de que a gaguez não é ansiedade social, mas sim uma condição neurológica que está sempre presente e com a qual se pode viver bem.

A sociedade deve esperar que a pessoa termine de falar, não interromper, não discriminar e dar espaço para que a pessoa gagueje, sendo ouvida com paciência.

Alguns acreditam que sim, pois o treino de prever palavras alternativas e lidar com a gaguez pode levar a um pensamento mais antecipatório e criativo, influenciando a forma de ver o mundo.

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