Episódio Quatro / Daniel Neves da Costa e Fábio Carvalho
75m 26s
Neste episódio do podcast “Fala Barato”, da APG – Secção Portuguesa de Gagos, quatro pessoas com gaguez conversam abertamente sobre as suas vivências. Os convidados são Daniel Neves da Costa, professor e investigador com doutoramento sobre gaguez, e Fábio Carvalho, engenheiro informático. Daniel descreve como a consciência da gaguez foi gradual, marcada por momentos de ridículo e desconforto, mas que evoluiu para uma aceitação da gaguez como parte da sua identidade. Fábio partilha que, durante a escola e universidade, evitava falar ao máximo, limitando-se ao indispensável, até procurar terapia da fala e transformar-se num comunicador ativo. Ambos destacam a importância de estratégias como anunciar a gaguez no início de aulas ou reuniões, o que desarma o ouvinte e reduz a ansiedade. Discutem também o conceito de gaguez como uma dificuldade de inscrição no mundo, pois o receio de gaguejar leva ao silêncio e à limitação das interações sociais, afetando papéis profissionais e pessoais. A tese de Daniel, intitulada “O touro que nos puseram na arena”, reflete essa luta diária e a necessidade de articular experiências pessoais com conhecimento científico e terapêutico. A conversa enfatiza que a gaguez não é apenas individual, mas relacional, e que a aceitação e a abertura são fundamentais para uma comunicação mais autêntica e menos estigmatizada.
Para mais Bright. Father exhibitions. Bye. footrulhäs. Footsteps. pinns P Mind Annual O tempo mais quando é entreguejo né? Sehr少 Mais fácil. prophélico. Perafiqaunzina Cineuroесс lifes Sulging Mar 영상 Al rude Apidoavic A gagueis de chocolate secretos Bem-vindos e bem-vindos ao Fala Barate O Podes Caste da APG-Secção Portuguesa de Gagos onde se fala livremente sobre gagueis e sobre o que mais cair sobre a mesa. Em cada episódio chamamos a conversa pessoas comuns, com vidas reais que são gagas e bem-partilhar experiências, histórias, pensamentos e provocações. Vamos ver o que acontece quando algumas pessoas que gagueis vão se juntam para conversar. Nesta mesa temos hoje quatro pessoas com gagueis e todas as gagueis de maneira diferente porque cada gagueis é a única, tal como cada indivíduo que vive com uma. Acomo direta com verse em "Contre-me-eu" da Oramota e "Uma no Albrásio" que vai estar também ao volante aparte técnica. Olá, Olá. Hoje vamos conversar com Daniel Neves da Costa e com Fabio Carvalho e passo a apresentá-los. Alos dois. O Daniel tem 46 anos é casado para as dois filhos, na Xôna-Venezuela de Pais Portugueses, voltou para Portugal nos anos 80 e vive na região de Coimbra. E é ananticoíssima na inversidade a esta cidade que trabalha. O Daniel é professora-alceliar convidado na Faculdade de Economia e investigador no Centro de Estudos Sociais. E é doutorado em se se ilugia, também pela inversidade de Coimbra, com uma tese sobre gagueis, sobre a qual queremos muito conversar. O título é sugestivo. O tóuro que nos puseram na arena ou o desobrar das fronteiras nos interesses da palavra gagueia, a ciência e comunidades de responsabilidades. E é preciso dizer que este trabalho foi distinguido em 2017 com o prêmio para as ciências sociais e humanas Maria Candida da Coinha. O Daniel é atualmente o líder e eleito do nosso ativismo. Do ativismo poderia ir te agarrar que representa este podcast, porque é presidente da sessão portuguesa de gagueis e integros corpos sociais desta sessão há mais de 13 anos. Além do se ilogia, o ativismo gosta de passear, de andar bicicleta pela bairrada e de ler. O fábio nasceu há 30 anos em Vila de Condo, onde vive e na sua fraqueza de canideia, ele conhecia alguns gagueis, porque só mais tarde percebeu que é algo raro porque há pessoas que não conhecem nenhum a vida toda. Assim nos disse ele. Foi assim que percebeu-se de que não estava sozinho na gagueis, mas também foi assim que soube que era sofrer com a desfaluência, algo que causava atritos íntimos com o seu profecio-nismo. Tu não se tão difícil falar que chegou a dizer apenas o indispensável. Porém, só quando estava na universidade a estudar em gineira informática, é que cidiu procurar ajuda na trapia da fala. Começo a trabalhar sem problemas, porque nem informática pode trabalhar sem falar muito, mas a data altura quis falar mais e assim fez. O fábio que estava mudo por trás do computador ficou no outra vida. E hoje temos um fábio e falador, espressivo, ativo, que participa nos encontros europeus de jovens com gagueis e colobora na sua organização. Além de informática e do ativismo, gosta de ver sérites, gosta de correr, está treinar a palmeia maratona, treina crave maga e já foi avistado em aulas de foró. Bem-vindos a delas de foró. - Um bom tempo. - Um tempo de volta. - Um tempo. - O que é? - O onde é que tu andes em algo de. - Jandou, jandou. - E o Andei, numa escola que fica na rua 5 do outro, o que está a passa de. de. de república chamada. 2. para cá. E a de uma escola que os professores são a Joana e tu mais que é ser o nome do professor. - Então. - É te ou se tu é a sua parte de mim, ou vai gravar. - Então, vou explicar. É um bom no imprenso de uma escola. - É um porto em Vila de Quanto. - No porto? - Porto e a joão tu a trouxe a de república. - Ok. - Então, vai me ver, vai pertinho. - Mas fica recomendação. - É muito fecha, pessoal. - É tão bom. - Ok, fiz. - Pronto, então, vamos falar sobre nossa gagueja. Como ela nos deu uma forma singular, de participar no mundo. Com, seja com frustração, seja com a supração, mas vamos falar dela, então. E Daniel, como é se porti? Como é que foi para ti, para subir queras gago e que não era uma condição. - Passa ajeira. - Como é que foi para mim? - É um processo. Foi uma grado-do-alga com socialização de que tinha algo que não diferenciava dos outros. Pode seguir recordando sempre pequenas chifrações momentos na sala da aula, na escola, um riso, um comentário, a visualização de um pequeno vídeo que as eram, onde eu surro, agegujar e, e vejo-me, agegujar isso que eu tenho, agegujar, pequenas ajudas ao documentário de professores, ou de mim, já sou. Essa perceção de que era gago, foi algo que foi sendo feito, de vários anos. E se me perguntam, quando é que eu ganhei consciência que não era algo passageiro, acho que ela fica realmente presente em mim e inscrevo a gagueis como uma característica que era impossível de associar, de quem eu era, quando comece já no período, mais avançado da minha informação acadêmica, a ser opropra, a fazer apresentações em cima da apresentação, solicitações para ir à conferência de ir ao outro lado, para fazer isso, fazer intervindo intervenções mais furumais, em que eu tinha que cumprir com juntos de solicitações, de requisitos e tinha de fazer a gaguejar e como se ia sentir que eles desconfortas de pagas, é algo que está presente em mim, as reações que eu vou te detendo, algumas não são tão boas assim. Lembrem de um antigo professor hoje, o colega de faculdade, quando eu era estudante dele, a primeira apresentação que eu lhe fiz, no final, sem muito simpático, muito correr e olhar a sua apresentação, quando eu estava ótimo, se cadertes que trabalharam um pouco a forma, foi uma maneira muito delicada de me falar sobre a gaguejo. E essa processo no início muito desconfortável, a partir de determinada altura, já envolvendo algum ativismo com a gaguejo, cada vez mais numa lógica de. é parte de conceito que eu sou, tenho que estar presente em tudo, o que eu faço, incluindo no registro mais acadêmico por o fissional e a academia, os passos meus interlocutores, vão te ver que é entendorista. Ou seja, não havia nada errado na forma do afórmio. Exatamente. E Fabi, tudo isso é esponhas nas mensagens que trocámos para eu te apresentar aqui, não pode casse, que chegasse a falar, mesmo só quando era preciso. Como é que foi o processo até chegar a essa postura, assim, tão radical para um tagaguejo? Não, não é espurso, não só quando é só quando é. O prônio de escalar, pode ser de formulado malista, porque eu percebi e vitales falar de tudo que custa, a mesma só quando era não havia outra maneira de comunicar-os do que tu querias. É isso. É certo, é isso. Sim, era mais no sentido de pedir as alas. Não me participava muito na as alas, esperava que disse essa nenhuma nome, pelo deserto, na resposta da análise. Então era alguém que eu ficava sempre na esperança que não disse essa análise, não disse a essa nome, se precisava acertar, já sabia que era algo aqui, e ia acontecer que eu ia chegar a uma altura que. eu bloqueava. Então, eu invitava a ter essa situação, que eu ia me percebendo que havia algo que não estava a ser fluido, e evitar uma situação de modo que não era que lembarasse. Pronti, isso aí foi desde tipo. de que uma percebi que estava para acontecer nos locais, eu tentava evitar hoje locais, e, em minha maneira, evitar um locais, não precisava de dizer nada. Então, essa era a tática que eu. só falava se fosse necessário, mas isso não conteste mais de professores, se fossem entre amigos falava e me jogar a bola porque aí não estava focado em de bem falar, não estava pensando nisso. Quando estava nas aulas sabia que havia hipótese de eu ter de responder algo na frente dos outros todos e essa parte, essa parte social com muita gente ouviro é que me incomodava mais, ou seja, como estava a pensar sobre isso e evitar o máximo. A minha gente já tinha que conhecer algum tempo com o Ústame, olha para ti e conhece-se o falador e como eu disse por si, veja uma pessoa que perceba que o Ústame imaginava a não falar. Sim, sim, sim, sim, não entendo isso, mas era algo que, na parte da ausência e a parte da criança, que aconteceu muito porque a pessoa teve dificuldade de falar com palviências com muita gente, mas no ponto de vista mais pequeno, enquanto eu estou avontado, não sofre aquela ansiedade de ter muita gente ouviro, não saber como aquelas vão reagir. Então, essa parte, como se não, muito mal, eu gostava de apenas interações pequenas e falava muito, e podia ficar na aula falar com o noco legal do lado e do trás, o tempo todo, mas quando me perguntava, falava uma coisa para antes, aqui é que eu não quero falar, era algo assim. Portanto, como é que comprova-se o ar-gagoli da coisas? Com o GG, sim. Como é que eu liso com o GG? Eu tenho este estratégia, eu tenho tido o privilégio de pãar os alunos no primeiro semestre, e o que eu normalmente faço é, na primeira aula de representação, chigo, presente, uma falo de decavera, de cartagrama de decavera, com tidos que eu não vou discutir, um modelo de valiação, um dolo espaço para fazer as perguntas que quiser, escolescedor e no final, diga, só um último, por um por um menor chave a gente reparado, eu me volte, gaguejo, se por algum momento, isso fizeram, como vocês não entendam algo que já que eu digo, não tenho um problema em pedir, por ser que eu não tenho problema com isso, fecho logo aí, e tire logo aquela percepção, com muitos de malas, muitas pessoas da nossa, como como o comunidade de cento, e de procurar esconder a gaguejo que é, eu logo na primeira aula, abro do livro, como se fosse impossível de fazer, eles não perceberam, e a partir daí já não sinta aquela percepção de não gaguejo, vou, a aula de encavera é mais, a aula de encavera é menos, a período de encavera é a mesma aula, a todo, começa a gaguejo já muito, acaba muito bem, aquela questão da variable de lidar, mas faço questão de, de me estificar, ó, desarmar, logo essa situação, para que não se torna, aquele elefante no meio da sal, em que o professor está a gaguejar, que os alunos não podem falar sobre isso, por isso, por isso também não falou, desde o início que ele está muito, por isso, por isso, por isso, isso é uma coisa muito da nossa cultura, não é essa, nossa, nossa, não sou português, não é, esse é uma da líquia da hipócrita, não se quer referir a as coisas que são óbvios, mas olha, essa estratégia parece muito excelente também, não só do lado do professor, é excelente, mas também do lado do que quem está a fazer uma apresentação e diz "alha, eu gaguejo, se por acaso não perceberem alguma coisa que eu digo, digam o que eu vou lutar a dizer?" Isso desarma, realmente as pessoas, e ponham nós a vontade para gaguejar e ponham os outros, sem um tipo de arma contra ela, se é que essa arma, e existe, pode existir em algumas pessoas, achei essa estratégia, "vou, nunca tinha pensado nisso?" "Pode-se só ouvir, mas nunca tinha pensado nisso." "E eu não dou muitas alas constantes, mas dou muitos, digamos, ouro que sóps, e faço isto, para adercer sempre que é o checo, e apresente-me como que é, sempre." "O eu, digamos, ou ZTE, para fazer sempre que é, portanto, eu tenho uma necessidade de dizer que sou gago, para que eu já tinha gente, para que eu fosse a caixa que eu estou a ter, ou, aí, eu posso estar, digamos." "Matá, sim, sim, sim, claro que sim." E é curioso que o L, que eu, digamos, L-E-O, L-E-O, l-E-L, tipo nossa peça, e eu falava isso, em que eu apresente-me, portanto, desculpe, em que a gagueja estava sempre, antes, antes de eu ser ele, e representar sempre, eu tenho mais essa coisa sempre, que é, e desculpa, e eu não conseguiria esperar até o fim da aula. E eu é a primeira coisa que digo. "Sim, sim, por isso aí que falo" "Dimando, é, mas vai dar para ir dar ao mesmo lugar." "É claro, claro, claro, com coisa mais é o tornar transparente, algo que vai estar ali a passear na sala, está para o seu atual, na sua atitude para entender a experiência, e eu sou assim, e está tudo bem, se não estava em convosio, o problema é que eu falo que o problema, que é uma coisa que nós temos falado muito aqui, quem é o problema?" Sim, e é algo que ajuda do nosso lado a lhe via a pressão de tentar ser mais fluente, do outro lado a lhe via, não sei se dê em que a pessoa percebe o que está para acontecer, e não está noto muito em reunions online, é que se não disser nada, a denualação na gagueira pode ser muitas coisas, pode ser, pode ser, pode ser muito a coisa, e é algo em que é preciso mesmo explicar, agora, de por exemplo, que preciso é de falar com alguém que nunca falei no contexto de trabalho ou em outros, e via já que vou estar a falar, tipo, eu acho muito às horas, eu introduzo-me de qualquer coisa de ninguém que vai caguer, e que é algo que vai fazer com que eu demora mais tempo a falar, mas que não vai nenhum problema com uma conexão na inada, é só esperar a pessoa de estar tudo bem, para não te ficar a um zolinha falar como se não houvesse nada, porque antigamente eu tentava evitar o máximo que já e fazer um esforço gigante, isso ajuda a claro que não resolve a gagueira, porque os gagueis vai acontecer, só que a reação de eles e a minha, é de estar muito mais relaxada, já dá-te com uma diferença da comunicação gigante. - Então é que para chegar aí, um gague tem que estar muito bem consigo próprio, a questão é assim, né? - Claro, o caminho mais difícil é chegar ao ponto em que tu lhes, eu sou o gague, se tivesse algum problema em perceber o que eu estou a dizer, olha, diz que isso é preciso, tu lhes, fio todo um caminho, está bem contigo próprio, porque é mais difícil promar as pessoas do que. - Sim, por exemplo, de esse filme, é que a gagueira não é algo que só ter respeito a ti, é algo que está no meio do processo de comunicação, é sempre um interlocutor que salva de vir, e por vez o problema está na forma de ajustar-va como um interlocutor de que você está ali a perceber e se está com um receio de dizer qual que é a coisa, e está de tenso, porque quer fazer de conta que não percebeu que tu estás a gaguejar e tu sabes que é óbvio que ele ou ela já entende o que tu tu estás a gaguejar. Então já era ser um "no" que é ruído, porque é determinado a altura das pessoas, já não estão, eu fico arco naquilo de testas, de dizer-me, tentar contornar o que sempre está ali. - Sim, isso está exato. - Isso está exato. - Desfabe, desfabe. - É especial de que mesmo admitindo que há na gagueias, se tu émos até um momento mais severo da gagueias, é difícil para no ouvinte de ouvir, porque ela não consegue, às vez é difícil saber o que vai fazer, enquanto a pessoa está a falar e até dificuldade, tu tens que manter a tua postura mesmo atipistável, ou de aspéra, porque é pessoal legal, só que mesmo amém, se você tiver a falar por alguém que gagueis, eu fico sem saber se posso mexer da mamãe ou não. - Não, não, não, não, não. - Não, não, não, não. - É isso. - Estou a beber água, de beber mais do bagarinho para ficar bem. - Eu não, essa é dificuldade nos meus ouvintes às vezes. E eles estão ali, eu sei que é estranho para eles, eu estou a perceber que está de preso, mas estou a tentar falar para ser mais café, só que tivetámos ali naquela coisa, mas mesmo eles sabendo, é se comportávola na mesma tipo em situações, prontiê, e aí isso é que eu acho que te pingraçar às vezes, porque as pessoas estão a ver a água, a tua bagarinho enquanto eles falam. - Ok. - E eu vou perceber que dá-me fazer isso. - Mas eu vou te falar mais fácil de falar, ali ó, porque ela está ali, eu estou a que pensava em leitura, mas era o Lionel, e eu não sei.
E joga bem, ele é Luisa. Ele é Luisa, a fonsa que já estava aqui, eu acho que nunca sei. Mas esta conversa que estamos a ter, o que estava a dizer, ele é uma pergunta que eu tinha para a Daniela, que tem a ver como é que ele diz, ele define o gag, isto foi uma coisa que ele inatou até, que não é a li toda, porque é muito grande ainda, mas tudo de fim, o ser social, a parte social, o ser gag como uma desescomadificação de qualidade de inscrição no mundo, que parece uma definição muito interessante. Pronto, eu queria que nos falassem de isto e que nos nos duma isso da tua tese sobre o todo o poderonariano que é isto, o todo poderonariano. Vale. Desculpa, ele tem anos, anos, né? É claro, que é que ele passa. Não, assim, não há assóntese, ele passa em dois minutos. E em dois minutos. E o mundo é pra isso, todo. É no dia a dia, em dois minutos. E quando lê os artigos, lê os artigos que todos há, mas é o mundo. Eu queria que ele me saia, que aquele trabalhou, que o conclusão de aquilo chegou. Bem, então vamos começar pela gaguesa como um dificuldade em inscrição no mundo. Essa ideia está relacionada com a ideia de nós com os indivíduos, nós desempenhamos as identidades em diálogo com os outros. Comversação. Falamos com os outros e é nesta dinâmica interpecuais que nós realizamos como indivíduos. Em casa, quando falamos com minhas posas, com meus filhos, no contexto está a peguei, quando falamos com os outros, no contexto da faculdade, quando tem reuniões com os meus colegas, quando os doais, quando fazem orientações. É neste momento de diálogo que se conversa com os nossos idade dos estituíndos, a maior que desempenhamos os vários papers das nossas vidas. Algo que gaguesa. Se estivar naquele momento mais. Estic matizado com dificuldades de lidar com a sua gague, que como que eu me dá para falar, o que vai fazer é silenciar-se. Cala-se. Fala menos. Só quando é. Precisas. E ativar a altura nem quando é, se precisa, é feita-se a conversar. Então quando conversa, vai sempre para eu procurar descobrir as palavras mais fáceis, que não eram bem aquelas que ela ou ela criou as armas, que são aproximações que dá para entender. Ao fazermos isso, estamos a limitar a nossa capacidade de empenhar nos nossas dinâmicas que interrompere-las secionais. Eu não serei professora, se não der as aulas, se eu não falar com os alunos, eu não serei dirigentes associativos, se não tiver reuni-nini-nini. E se não fizer uma série de atividades que implicam conversar com eu não serei bom aluno, se não participar nas aulas, não responderam perguntas, se não me implicar numa série de discussões, quando das se das aulas, as gagueiras como dificuldades de inscrição no mundo, é o calar da pessoa com o gagueir de viso ao receio de gaguejar. E também o calar da pessoa com o gagueir, quando ela é menurizada por haver um conjunto de conceitos relativamente a quem é al gagueir. Não tem o raciocínio claro, coisas que diminuem a pessoa e que acabam por fazer encolher a sua capacidade também de se inscrever. Este diminuir da pessoa com o gagueir, que é a escar por receio de gagueir de viso ao conjunto de conceitos de terriótipos que existem relativamente a quem é alge, que possam fazer menos o que ela aqui, feitamente, pode ser. A questão do autor que nos poderem na arena, o esteto de fels, é uma citação de uma conversa de alguns de nós grupos online, no 5 gagueiras. E nós estávamos a ter uma das minúmeros conversas que nós já tivemos e alguém usou essa percepção. É como um torco nos poderão na arena e eu achei aquilo tão poderoso. O que pedia a pessoa, de pedir outro autorização, para usar algum esse e cheiro, mas também de pedir outro autorização para usar no núdito de títito. Com um lugar de cor recorresto de títito, é que espote ser simultaneamente esta questão tão íntima, tão pessoal como as lutas cotidianas, nós temos no nosso dia a dia, é um torco que nos pusaram na nossa arena e nós temos que levar com o com ele. Articular com uma dimensão, uma exacientífica, terapêutica, que eu também acabei por trabalhar na terapêutéia, que quero de colocar de diferentes mundos da gagueira, para falar uns com os outros, a experiência de quem gagueja, a dia lugar com todo o edifício conceptual que os terapêutas ainda falam que tem sobre a Gagueis. Traseira toda a investigação que tem vindo a ser feita pela genética sobre a Gagueis e apresentar isso a quem gagueja para ver se isso produzia uma significação da sua experiência ou da sua identidade, perceber a Gagueis como algo múltiplo que vai desde a experiência de quem gagueja, aquela dificuldade íntima de colocar as palavras capa para fora de forma a sermos quem queríamos ser com as palavras que queremos ser por um lado e depois toda a dificuldade de teória que é conceptual científica da Gagueis, que também existe co-desafio de procurar, de ferrar essas diferentes construções do que é a Gagueis para um diálogo que fosse de alguma forma de produtio e funder este a questão das comunidades de responsabilidade que estamos falando de Gagueis, falas das pessoas que gaguejam do jativismo em torno de Gagueis de 3 e 3 ídios pelas pessoas com gagueis, mas também falamos de toda uma comunidade de acadêmicos, de clínicos profissionales que estão a fazer de trabalho sobre a Gagueis, que podemos neste nosso novo mundo de sociedade, do conhecimento e da sociedade, da inovação de trazer para um diálogo que dá alguma forma, possa de trazer aqui mais valias para quem é Gagueis. -Tudo o que eu achava de trazer esse conhecimento e esse diálogo e essa dinâmica que tu queria este papo mais para a Praça Polar, que é isso nosso desafio na PGA? -É possível, por exemplo, porque nós há coisas que nós falamos muito e aqui não pode caso com outros convidados também, falamos sempre nistas, acho que é, para dar tudo que se sabe já sobre a Gagueis, a pesar do post-avance de sutilização na área que vivimos, continuam a ver de uma licença social grande, as pessoas sentem essa impunidade para abusar com um gague, nós vimos isso até há muito pouco tempo nas eleições legislativas quando a Joacinho catar disse que apoiava a CDU e que caracterizou de forma um pouco abonador e os seus antigos camaradas do Partido Livro, no é, no qual ela tinha sido ela. -Pelácio tá, é uma ação que é dela, ela que sabe e as pessoas acharam e ela após isso no Facebook e eu sou o sutil, e poliante ela em sutil, é uma ver a casaca, já disse que as pessoas podem ter opinião que quiserem, mas muitas pessoas em sutilaram para ela ser gaguea quando o que é que você é gagueo, o que é que o facto dela ser gaguea tem a ver com o facto dela.
com a postura pública dela em relação ao assunto, não é? Não é, podiam. podiam. pode ser o opinião que se entende aí sobre essa posição dela, mas nele vários comentários e eram. comentários muito duros, muito brutos, muito insultuosos, mesmo. em que. preciso. eu senti cinco anos, estão a usar a gagueis, para tirar a gagueza, a cara desta pessoa, também estão a tirar a minha, e a toda a gente que regei. e. e muito sovem, já muitas crianças com gagueis que possam estar. ler aquilo. Ali um boolinho de português gratuito, há uma vacilada de uma violência, e eu fiquei muito. mesmo que eu não estou fazendo as todas, que eu já tenho um ai, eu fiquei muito perturbada quando lhe aquilo, tanto é que eu pensei, parecemos responder a essas pessoas todas e não ficar paz. Eu. recordo. antes de mais. a esta dimensão de gagueis que. eu já tenho feito algum de trabalho sobre isso, em que ainda se consideram que a gagueis é algo visible, algo que se pode fazer piadas. pode ser piadas sobre tudo que eu estou a ver. Pode ser como. e aí. e ação de transportão, uma coisa de como é de. eu. eu tico até. eu. eu tenho que utilizar a pessoa. eu tenho que falar isso. E há uma das dimensões que. que nós coletivamente com uma sensação no massado de tv, nós temos que vindo discutir de tiera. Routoumos o fenômeno de Joacim. Eu com avanço, quando ela foi Gilaita, duas ou três ou três, três. três gladuras ou duas, eu já. também, eu já não sei. são mil籃ções de silêncio de eleições de agarragar de minossas que eu não sei. de minossas que eu não sei. deixa de ser algo mal e eu estou a mente já não é, já não é pode mal é uma oportunidade de falar como pessoas em todo lado e isso é algo que eu gosto o ativamento no sucesso de ava-se intente é algo que mudou muito a uma espécie social. Sim o que foi interessante é que nessa conferência houve muitos discursos de desabafos, isto que estou muito e a minha apresentação também foi mecado isso, eu sofri muito, eu sofri muito e depois vêm o fábio, todos fresquinhos de agargueias para mim é conexão porque eu conheci muita gente não, eu fiz muitos amigos e as pessoas ele trouxe assim uma uma lafada da freias que assim não, agargueias trouxe-me coisas boas porque eu gaste as agargueias não é, conheci pessoas novas e e fielz em contras e tivessem as experiências e acho que isso quebrou ali umcado uma lina, uma lina, uma lina, que para não te queria perguntar o tamanho e só da nial. Se agargueias trouxe-me algo boa ou algo que coisa boa na agargueia este trouxe? Houve um pouco de peio de peio de agargueias, tu não sei que há algo que não liga, por exemplo, um grupo fantástico de pessoas ou nosso coletiva, pge, onde estão todos os voces, jovem, é uma dada e vada, só foi por si possível, pelo si pelo facto de agargueias para te olhar como vou, que eu corrasto do pessoal, o facto de agarger, a pge começando pelos fundadores, começando por todo a malta que se fez um testando, representar essa essa, esse sumo da ar no registro, tem que ter o mental que muitas vezes isola, que faz com que a pessoa não quer estar com alguém, não quer falar com alguém, vêm torno-se quase que a desculpa para juntar um bando de falabaratos, falam e falam e falam e agargueias torno-se algo que é a partilhado por toda a gente está ali a correr livre, movimentos de um lado para o outro, agargueias torno-se a essa possibilidade de então é que cada éme que se refletir sobre algo pessoal e fazer uma ligação entre o contexto acadêmica de investigação, algo que faz parte da minha biografia social, ligá-la a uma reflexão científica acadêmica e a situação naquilo que é a história da nossa sociedade, também é feita por lógicas de discriminação, de desigualdades que resultam dessas discriminações e fazer toda essa reflexão, colocando algo que me entende como a pedra em que se brasil em investigação, acho que isso é uma realidade que é reggaegar-se, também muito de furoço, embora pode dizer que não foi reggaegar-se, que Ter ou menos como pra si flakes está fora de como assim eu acho que esse é vraiment uma só cada dia com pues assim snapping mas quem é vai acredito que existe a uma선ção qualquer mulissina a com outras pessoas que digamos portanto por causa disso isto é um diodrante muitos anos era o portanto para caragá-clar mas eu nunca portanto eu nunca escondi isso nunca escondi a minha vontade de ir e digamos de falar e entrevido e vamos dizer aquilo que pense aquilo a passar portanto para que a passa desculpe portanto digamos portanto digamos que não gosto portanto esta ideia de ser uma característica minha é cima tudo é muito ou é portanto acho que é muito isso é uma característica para como digamos só digamos é reconheça sim sim sim sim sim sim sim pessoas queriam uma razão comigo portanto por desculpe por chegar com isso isso podia ser desagradável eu acho que não não por pena acho que nunca tive isso mas pode ser a ideia de de repente as pessoas quem quer de facto ouvei isso eu consigo conhecer pessoas e portanto é filtrar logo se me interessa para conhecer aquela pessoa ou não pela forma como ela receba a minha característica isso portanto vai chegar aqui um nível de digamos a relação que é só é possível de causa dela sim sim pode isso que se diz acho que tem um tem que pensar essa coisa da gaga é ser um ser um cada um filtro de vez como é que a títulos da pessoa é não é em relação à gaga e aí esse tipo não me interessa estar a fazer aqui uns comentários que não só não dizem muito bem dele ok queria experimentar uma coisa hoje se não fosse por curso de rida é um valo que estivesse inspirado pela sua postura em relação à gaga e esse não também não há seguimos a influência não há senão se não usou a corre principalmente a gaga e isso e isso não tem para estar eu tive uma experiência muito eu conheciro os fundadores da pppg para mim foi um tempo muito importante porque eu vou ser também também já os conheciaram são pessoas com um porcordes de vida muito muito muito sim e de elas nos cada um a sua maneira foi sabendo transformar aquilo que poderia ser um um o futuro que ia vergar a pessoa, uma característica que conseguiram segurar pelos corne dias até que criaram uma assofession sobre isso. E o Número de Gheistanho tem como referências de pessoas como Lionel, como Severio, como Luis Rocha, que é uma pessoa que eu estimo muito, estimo-as até todas, mas meu jubo Luis Rocha foi uma pessoa que pelo percurso dele me inspirou porque ele é da trimela de tura nisso sua vida. E ele já foi presidente de Junta de Ferecologia, foi presidente de presidentes de Instituto Público durante muitos anos. E ele teve todas as dificuldades que todos sentimos na nossa vida e eu não vou ser capaz de fazer isto por Gheistanho. E ele sempre teve capacidade nos momentos de convívio, mostrar que não. E ele era transparento ao ponto de contar os juros de sexos, de dúvidas, de angustias, nos depois de uma forma bastante serem-la mostrando que eu vou uma pequena expressão dele que me marcou para o deprato de ferro de correndo e indicar o direito de Gheistanho. E eu acho que saber exercir o nosso direito de Gheistanho. E é um marcômetro até o direito de Gheistanho. O direito de Gheistanho já existe, nós não temos que dar a trajeta. E o direito de Gheistanho é algo. Excrever-nos. Vamos reenvindir que o barrer antes disso, desta barra, se ela realmente estivere lá, então há que contornar lá, há que dizer que está lá baixo, há que ter uma coisa de testa. E o direito de Gheistanho é algo que faz a militância, faz de tanto os límites que nos impõe. Eu acho que isso que serve para cagar-go ou para outras. Ah, passando, desculpe-me para outras. Desculpe-me. Nós temos que ter a consciência que temos e que temos que voltar pelo direito a continuar. Pregamos a tê-lo. E eu acho que estamos no tempo especificamente pro bomático nisso que as pessoas esquecem, se cozirei, que são coisas muito. diafragas. E que se calhar esta liberdade, nós temos de poder se digamos. bia, professores, ou digamos, analistas. Então, eu vou chegar.
algo bem, é uma coisa que eu tenho receio que possa deixar de ser, digamos, possível. E portanto, o que é que nós, por ser, os cargos, podemos continuar a fazer, a possa desculpe, para que nos deixem se encerne. E eu continuo a ser carregado, acho que é uma cena. Eu não tenho um exemplo muito específico para a minha fância, eu tinha um exemplo. Eu estava de reação de ele, que era um primeiro menino, que a reação de elevação negra que era muito boa. Eu não tenho medo de nada, estou fazendo as coisas, mas não tenho mal. Eu estava trabalhando numa merceria, se quiser falar com alguém, vai falar com alguém, mas não tem mal nenhum. Eu não tenho mal nenhum. Eu não tenho mais que eu não. Eu não tenho uma pessoa em específico, mas é algo em que, na gagueira, não nos vai impedir de atingir. A maneira que nós ficamos retreidos a algo, é que nos vai impedir a gagueza, ela vai estar lá, que é a gente não vai. Acho que atualmente, já tenho muito exemplo, atualmente, já se nota muito mais que há pessoas que têm que atingir as coisas. Eu acho que precisamos mais de quejar e fazer as coisas, do que a minha ideia do antiguamento que era, vou ter que tentar evitar a gaguejar ao máximo. E com isso, a maneira de evitar a gaguejar ao máximo, pode aloebar nos acitios malzenta, não aproveitarmos as oportunidades que temos. Então, eu sei que foi um exemplo de criança que eu gostava de falar em que a atitude deu-la muito boa. Depois, agora, nos anos que você não já conhece muita gente que tem, numa mentalidade, muito boa em umação a gagueja. É óbvio para aqui, acho para nós, não só, digamos, mas de conhecer gague, nos ajudou a ser melhor de gague. Sendo de vida. Sendo de vida, sim. Para mim, sim. E que a construção de comunidades é o de gente que, quanto mais foram, quanto menos ficamos em casa galades mais fáceis. E eu diria mais, não é só construir uma comunidade com gague, eu acho que já nós no episódio 0 falamos um bocadinho mais sobre nós. E eu disse que quando fui ao um encontro em Alqueda ou na cede da Pegue, eu nunca tinha estado entre tantas pessoas que gaguejavam, eu senti, nunca tinha sentido aquilo, uma descontração enorme, não é a falar. E isso marcou-me a um antes e depois, na minha vida, daquilo. Mas nós temos construídas esta comunidade em que estamos à vontade e que a nossa gagueja é normal, né? Porque o nosso centro todos os gaguejogos é que é normal. Nós levarmos isto para fora, como nós temos andado a fazer agora, não é diremos a estabelecimento de ensino, ou falar sobre o que é ser gague contra as histórias de vida, de desmistificar a gaguejas e a receptividade que isso tem e a atenção que as pessoas nos dão e o interesse que tem mostra que, de facto, temos que fazer isto. Temos que criar comunidade com os que não são gagues que de maneira eles entendem, parece nos um gague e saberem a gagueja isto. Esta pessoa fala assim porque o seu modelo é diferente, só isso, não é por mais nada. E acho que, mas sim, mas acho que primeiro, é importante por jogar gagueja e falar uns produtos e essas coisas como o fogo estava a dizer de ouvirmos estas histórias que nós temos de uma maneira doutra. E eu percebo quando os outros não as pera que eu falava que não querem ser indelicado, então começam a beber mais de vagar. Nós temos isto, ou seja, a ver um copo de água ou seja, outra coisa, nós estamos atrapalhados porque a palavra não nos sai. Estamos a ver a atrapalhação dos outros. No meu caso, eu como estava muito de comédias e eu comecei a ver isso mecado como se tivesse dentro de abril de com. Eu comecei a ver a atrapalhação dos outros e a imaginar que estava numa comédia, porque tem isto empiada. Lá está há um lado cómic de gagueja, porque a minha ajuda muito para este lado cómic, que é ver a comicidade de gagueja nos outros e não só em mim, não era só eu que estava lá como uma palavra para a empresa negar garganta, que não sei, e isso pode ser risível, mas o outro super atrapalhado. Não sabe se o que é que há de fazer comigo, não sabe se termina a palavra, não quer ser indelicar e tal e tentar fazer uma coisa misterbina, se em tipo de ver o copo de água mais de vagar. E isso é muito engraçado. Nós podemos falar deste e pormos isto em palavras, o que eu sentia de facto havia coisas que podemos por em palavras, tanto com outros gagueis. Mas quando nós, por exemplo, estivemos na sério, a falar com os estudantes de psicologia e professores e contamos algumas essas histórias. Eles só me esgeriram e eles só me identificaram com outros gagueis, eu estava ver o copo de vagar, porque não sabe o que é que há de fazer comigo, vocês já valiam uma ligação, que com muito bem. Por isso, eu acho que é construir esta comunidade, danos depois, capacidade força, não é só força, não é só força anímica danos de capacidade e conhecimento para o mundo. Por isso, por isso, eu estou muito preocupada com essa comunidade. Não porque acaba por ajudar hoje membro da comunidade, porque de repente temos alguém que valida as nossas experiências, nas as emções, que nos ajudem a reinterpretar várias situações. Essa é a ideia que estava já vai radar tornar, ou a Nela Líazar, de forma cómica, a dificuldade que os dentes e interruptores têm em lidar com a nossa gagueis. O trânsito de normários, o que foram as nossas experiências individuais de gagueis, uma expressa de um conhecimento que é partilhado por todos nós, que nos torna membros de uma comunidade de pessoas que nós vemos e identificamos o que é um exemplo. E quando vamos interessar a gente com os outros, tomamos todos esses exemplos e encarnamos. E temos uma postura muito mais empurdo de serada que acaba também por impressionar os outros, porque de repente não está aqui a gaguejar com o recorreçoio, mas está a gaguejar com uma lata do que quer a alfas. E ainda nos rindar nos rindes, explicando por que gagueja e como é que nós temos lido de lido de lido de lido. Essa é a relação de poder, que é o que a gente precisa que é, está a gaguejar, não está a gaguejar, há uma par de as isso acontecem as que eles bloqueis que não conseguem que ele nem para trás, nem para frente. O outro pessoa está ali, a espera sem saber o que há de fazer. E tu tiras o ridículo de cima de ti, o ridículo é da situação, a situação é que é comica, não é que pode de rir, pode, vamos de rir disto, isto tem piada. Mas não sou eu, que sou, não sou eu, que sou, que eu só ridículo, não é o ridículo mal, é uma situação, que o ridículo no bom sentido, olha que ingressar, que coisa. - É tudo isso, não estou na gaguejar. - É, falo em uma cena, que nenhuma pessoa fala, nem o que consegue ouvir e nenhum desbloquei aquilo. E podemos rir disto, e podemos dizer a outras pessoas, mas estamos de dois nisto, sou eu, eu e tu, isto é toda a gente. E isso, para mim, também foi o Libertador e percebi que quando estamos a esta das histórias e as pessoas também, as pessoas que não gague as pessoas,
identificaram que criamos ali um laço que é pronto e estes pretenses nas a todos. Estou de todos. E foi interessante, por isso acho que estamos num caminhão, entre a Zé de Podca, que eu teria o outro. E o Alvin e que não são garras e gostam. Sim, são muito. E este projeto é importantíssimo. Tal como a moção estes estes iniciativas nas escolas, nas psicologias, nas titorapias de fala, vejam o quão impactante é ter com comunidades de gágos que vão às escolas, de forma como nós vivemos em centímetros de gágos a esta. E se nos dão a permissão, agora nós achamos que a forma como vocês devem abordar as questões de gagueis e lidar com crianças ou jovens com gagueis é esta. Sim, isso. Se calhar vai trazer a livre ou muitos professores porque tem essas perguntas e não sabem a quem é quando de recorrer-me. Por que? Porque eu receio que os professores têm um perdido ou grame de partil. Este é a ideia de que a educação é relacional. E como num par tem de vez, por exemplo, para toda a gente, quando aparece uma pessoa que precisa dessa parte. Por que quando tem isso, isso passa. Quanto tenho alguém que quer de facto estarmos a ser uma. Uma é. Quero ouvir, quer esperar e estu a calma tudo. Por tanto, mais uma vez, acho que esta nossa, por tanto, ela pode ser uma forma de mudar estas pequenas coisas ou uma forma de tentar. Queria-vos perguntar uma coisa que eu gosto de perguntar isto porque tem piada. Alguma palavra que vocês adoram e tem dificuldade em dizer? Pá, eu estou a que tinha mais dificuldade a dizer a obrigada e era como satiável. Eu não gostava dos meus aniversários, como eu fosse um presente e eu precisava de negar de ser. Trinta e sete, trinta e sete. Não, reclama. Não receia por exemplo que ela disse. Obrei a assar que demorava tanto tempo. Eu ainda mais não faço muitas repetições, é mais bloqueios. Às vezes eu achava que a pessoa que estava no oficial sentia que eu não gostava do presente, só porto o carro no presente, porque eu não estava a dizer nada. Eu não estava a dizer. Por tanto, eu estou em cinto. É isso. É uma força grande que a comunicação, portanto, a pela fala tem. Nós podemos ser, por tanto, por tanto, guia, por dar grátis. Ah, quer dizer, também acho que às vezes, forçamos a esta coisa, nós temos que comunicar de forma, digamos, claramente. Por tanto, se quer nada, você vai. Por tanto, por tanto, com os olhos ou com os mãos, e acho que é importante começarmos a trabalhar estas outras coisas. Eu não tinha como apresentar, dizer, ser um nome até o Daniel, era uma coisa que gostava depois de ser lendo o linto. Meia volta, surgiu um pequeno momento do bloque que já não é um bloqueio problemático. Eu sou o Brasil para a grande parte das pessoas, porque é muito mais fácil. Estou apelido a outro? Não, não, não, isso. Ah, porque eu vou dizer, mas de manel. Exato. É muito. É muito bom. Eu não me. Sim, tenho um apelido que me gostava de dizer que é "letown". Eu me altero em que o "letown" queio muito rapidamente. Deixar. Deixar. Eu me tomo um apelido. No cima não gostava do apelido, ela é o gestão sinal. Eu ia desafiar agora que estamos perto, o fim para. É verdade. Isso passa a ser. Estou acessando de torre. Para quem não está aqui a controlar o tempo como eu. Eu queria desafiar a deixarem as duas mensagens de inspiração para quem está ouvir e quero fazer a mudança na sua vida para viver melhor com a Gaguejo. O que é que vocês querem mensagem é que deixaria uma pessoa que gagueja e quer estar melhor com a Gaguejo. Querem escrever-se no mundo. É difícil porque. Para perguntar. Para se indo rapidamente não está indo a ir. Potser uma coisa muito concreta como aquela namorada de tua prima dizia. E fala ou não tem a risca. Pode ser uma coisa muito concreta, não tem que ser um tratado. O que eu acho? Eu acho que nem é uma coisa que tu quer dizer ao mundo. É uma coisa que tu ciente de Spark que é para ti. Eu acho que me ajudou foi a registrar, nem que seria mentalmente ou num diário, que havia muitas situações em que eu dizia o competi a dizer e a Gaguejo não era algo que pego me pedir a disso. Normal a turei que eu tinha muitas experiências boas em que eu disse no que eu pretendia dizer. E apenas uma ou duas mais em que eu não consegui dizer o que eu pretendia. Só com nós mais, para alguém que eu memorizava. Ou seja, se ficar uma semana. E eu vai se um dia em que eu lukeasse, não conseguisse. Não com. Consegui se dizer algo. E eu ficava focado naquilo. E eu ficava uma semana. Pensar que eu não aconteceu outra vez. E a partir do momento que eu reconheci que na maioria das vezes a Gaguejo não me impedia. Comuncia a risca a mais. E a notara que estava para fazer mais coisas do que entro a mente. O que eu aconselho é a tomar. Como tinha que a Gaguejo não nos vai impedir de tudo. São desimpensas às vezes. E para muitas oportunidades a evitar a devida. Se não vola a pena. É isso que agregarmos. E não tem mão. Mas é fazer um zuco nos apetece. No fim, até muito melhor fazemos o zuco nos apetece. Ficamos contentos do que evitarmos. Não agregarem, não temos as experiências. Eu acho que há vezes os lugares fazem. E eu acho que eu fiz isso. É agregar os gastos de largas. Às vezes, um bado da espiatoria. Há outras questões que temos na vida. E vai ter um peteiro ao boraque negro. A gente tem outras coisas que não quer fazer. E tem medo. E há porque sou o gago. E eu acho que a reflexão que temos que fazer é. Será que eu estou a fazer da Gaguejo? Estas faltas decoragem minhas e para frente com outras coisas. Eu acho que isso acontece muito com. Sim, sim. É muito forte. É agregar nas nossas vidas histórias. Mas realmente um problema quando ela não nos cala. Quando deixamos de fazer, de dizer, de fazer o projeto que quer dizer. E fazer o projeto que queríamos de avançar com algo ouzado. Porque tem medo de Gaguejo. E tem esse. Tenho essa toda razão. A gagueis de repente ganha o cor de larga e é desculpa para não se fazer nada. Outra questão importante, acho que queradêm, muito vezes muitos nós vivem obcecados com os momentos de faga. A gagueis naquela coisa porque repeti, porque o que é, por exemplo, e de repente pequenos momentos de gagueis atiram por a esquecimento com que estas fenômenas falamos durante uma hora, nós gaguejamos aqui a clágua e só vemos esses momentos em que a gagueis se se instrumentou com a verça e valorizamos tudo o que fizemos antes. Porque muito é isso, faz com muitos dos nossos que calem, não vou fazer uma apresentação porque vou agregar, mas se tu olhar, fizesse todo uma apresentação. Olha para tudo o que fiz esta e aceita que a gagueis vai estar lá, vai surgir de uma forma prevista, muito vezes muito vezes não quanto ao level, nós vai estar lá. Se tu ficar tão obcecado com os pequenos momentos de gagueis ao ponto de só ver aquilo e ao ponto de calar, ela avança outro, porque deixar-se de descesse, de desester, por isso gagueis em avanto. Neste ponto que fizemos há pouco com, digamos, comédia, ela tem esta capacidade de nos afastar das coisas nos rimos, temos uma distância daquela coisa ou porque é outra pessoa ou porque somos nós, paregamos há muito tempo. Eu acho que a melhor, eu mudei muito a esta ideia que tenho de mim agregar a partir de ponto de que comecei a ouvir-me mais, portanto, termos áudios, nosso portanto. Gravar a nossa voz é bom nisto, nós conseguimos ouvir nos agregar e saber-nos como é que as outras pessoas nos digam a perceber. E a maior parte das vezes, portanto, portanto, digamos, portanto, é que não é assim tão mal, é diferente porque acho que nós não nos ouvimos, digamos, o que nós ouvimos não é exatamente aquilo que as pessoas ouvrem, há um tempo de, digamos, a preceção que é muito parecido com o que temos, desculpa. É impalco, impalco. Após uma pausa de pauta este, não é este, ou não sei, pode que eu oute este, é uma pausa que não sou grande e próprio público. E eu receio que isso seja isso, que é para nós é uma coisa muito intensa para quem eu sou uma falha, meu andro. Sim, ele acho que esta as mesópica se são que os gargos têm em falar correctamente ou flantemente, e não sei bem o que é isso, por exemplo, no teatro, é nos pedidos por civilidade. Eu acho que por agregar quando eu fistiado não há no passado, esta as possibilidade que agregueis nos dado para longarmos as coisas ou fazemos isso, foi uma mais valia para desempenhar os personagens com algum teor cómico e mais expressivo, não é uma coisa que tudo defende muito, o que é olhar nos pássas de agregueses como uma forma de expressão, diferente. Fazemos um pouco de uma forma, não é? Portanto, o gargos vai fazer peças, é fico. Vamos fazer isso, é o que vamos fazer a seguir. Muito obrigada a Amos, Daniel e Fabio por ter ouvindo e chegamos ao fim de mais um fala barato, o podcast da asciação portuguesa de gags a pgg onde se pode agregar libermente. Neste episódio ficamos a conhecer melhor o Daniel Nebre da Costa e Fabio Carvalho, portilharam com as suas histórias de vida, com a sua dor amota e tivemos o comente técnico humanalbrásio e a produção deste podcast tem o apoio da asciação interferência. Se quiser conhecer melhor a asciação portuguesa de gags, podiam nos site www.gagesifanapg.com. Pode ainda falar conosco e enviar sugestões para o falar barato através do mail comunicar cá um @apg.com. Foi um presente com os nossos convidados e contamos consigo no próximo fala barato escutem-nos. E até breve. E mais rápido ficamos agres, é que é que eles vão te praticar.
Podcast Summary
Key Points:
O podcast da APG – Secção Portuguesa de Gagos reúne quatro pessoas com gaguez para partilhar experiências e discutir a condição.
Daniel Neves da Costa, professor e investigador, escreveu uma tese sobre gaguez, distinguida com um prémio em 2017, e é presidente da associação.
Fábio Carvalho, engenheiro informático, evitava falar ao mínimo, mas procurou terapia da fala na universidade e tornou-se ativista e participante em encontros europeus.
Ambos usam estratégias de abertura, como anunciar a gaguez no início de aulas ou reuniões, para reduzir a tensão e o estigma.
A gaguez é vista como uma dificuldade de inscrição no mundo, pois o medo de gaguejar leva ao silêncio e à limitação das interações sociais.
O título da tese, “O touro que nos puseram na arena”, simboliza a luta pessoal e coletiva com a gaguez, articulando vivências com conhecimento científico e terapêutico.
Summary:
Neste episódio do podcast “Fala Barato”, da APG – Secção Portuguesa de Gagos, quatro pessoas com gaguez conversam abertamente sobre as suas vivências. Os convidados são Daniel Neves da Costa, professor e investigador com doutoramento sobre gaguez, e Fábio Carvalho, engenheiro informático. Daniel descreve como a consciência da gaguez foi gradual, marcada por momentos de ridículo e desconforto, mas que evoluiu para uma aceitação da gaguez como parte da sua identidade.
Fábio partilha que, durante a escola e universidade, evitava falar ao máximo, limitando-se ao indispensável, até procurar terapia da fala e transformar-se num comunicador ativo. Ambos destacam a importância de estratégias como anunciar a gaguez no início de aulas ou reuniões, o que desarma o ouvinte e reduz a ansiedade. Discutem também o conceito de gaguez como uma dificuldade de inscrição no mundo, pois o receio de gaguejar leva ao silêncio e à limitação das interações sociais, afetando papéis profissionais e pessoais.
A tese de Daniel, intitulada “O touro que nos puseram na arena”, reflete essa luta diária e a necessidade de articular experiências pessoais com conhecimento científico e terapêutico. A conversa enfatiza que a gaguez não é apenas individual, mas relacional, e que a aceitação e a abertura são fundamentais para uma comunicação mais autêntica e menos estigmatizada.
FAQs
É um podcast onde pessoas com gaguez se reúnem para conversar livremente sobre gaguez e outros temas, partilhando experiências, histórias e pensamentos.
Os convidados são Daniel Neves da Costa, professor e investigador com doutoramento sobre gaguez, e Fábio Carvalho, engenheiro informático e ativista na organização de encontros europeus de jovens com gaguez.
Foi um processo gradual, marcado por pequenos episódios na escola, como risos e comentários, e só mais tarde, durante a sua formação académica, ganhou plena consciência de que a gaguez era uma característica permanente.
Na primeira aula, ele se apresenta e avisa os alunos que gagueja, pedindo que digam se não entenderem algo. Isso desarma a situação e evita que a gaguez se torne um 'elefante na sala'.
Significa que, por medo de gaguejar, a pessoa pode se calar, falar menos ou evitar conversas, limitando sua participação em dinâmicas sociais e profissionais, como dar aulas ou participar de reuniões.
Revelar a gaguez ajuda a aliviar a pressão de tentar ser fluente e permite que os ouvintes saibam como reagir, tornando a comunicação mais relaxada e eficaz.
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