Episódio Extra: “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos” (Por trás do Projeto)
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Este episódio extra do Disco Tech Básica, apresentado por Mary Sotter no lugar de Ricardo Alexandre, anuncia o ambicioso projeto "Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos". O livro será lançado por meio de uma campanha de financiamento coletivo no Catarse a partir de 9 de maio de 2022, mesma data de estreia da quarta temporada do podcast. A obra reúne o resultado da maior votação já conduzida no Brasil sobre o tema, com a participação de 162 especialistas de diversas áreas musicais, incluindo jornalistas, músicos, produtores e youtubers. O livro terá textos de Ricardo Alexandre e Sérgio Jomore, com projeto gráfico de Fernando Pires. Para engajar os ouvintes mais fiéis, o podcast oferece um benefício exclusivo: quem enviar um e-mail para [email protected] com o assunto "2022" antes de 9 de maio receberá um link de apoio exclusivo, que dará direito a uma sobrecapa especial no livro. A quarta temporada do podcast será totalmente baseada na lista, revelando o álbum número 1 no primeiro episódio. O episódio também faz uma homenagem às três principais eleições anteriores da imprensa brasileira (Revista Bizz em 1997, Revista MTV em 2003 e Rolling Stone Brasil em 2007), entrevistando seus editores e destacando suas contribuições para a crítica musical no país. O projeto visa preencher uma lacuna histórica, criando uma referência abrangente e democrática para a música brasileira.
[Música] Oi, eu sou a Mary Sotter e esse é mais um episódio extra do podcast Disco Tech Básica. Eu estou na ronda esse episódio por dois motivos. Primeiro pra você não ter dúvidas de que a quarta temporada do Disco Tech Básica ainda não começou. Ela só começa no dia 9 de maio. Em segundo lugar, porque o apresentador oficial do programa, o Ricardo Alexandre, vai ser um dos entrevistados nesse episódio extra. Então eu fui convidada pra ser avós nesse programa e eu estou muito honrado com esse convite. E o tema desse episódio faz ocasião ainda mais especial. O assunto é o projeto "Os 500 Maiores Albums Brasileiros de Todos os Tempos". [Música] E se você ouviu o episódio extra da semana passada ou perguntas dos ouvintes, você soube em primeira mão o que que a equipe do Disco Tech Básica está preparando. É um livro incrível. Com o resultado da maior eleição já feita no Brasil a respeito dos maiores LPs cedeis brasileiros da história. Se você não ouviu, esse foi o momento que o Ricardo e o Gugamafra deram a notícia. Muito bem, senhores e senhores, nesse te momento histórico, a gente quer anunciar que. "O Beto faz o seguinte, bota aquele som de repique, sem saber de caixa de bateria, brrrr. " [Som de riu] Ao meio de. Do dia 9 de maio de 2022, não só o Disco Tech Básica vai estrear sua quarta temporada, mas a gente vai lançar a campanha de financiamento coletivo do livro "Os 500 Maiores Albums Brasileiros de Todos os Tempos". O primeiro projeto do podcast Disco Tech Básica fora do mundo digital. Ou seja, aquele projeto do Disco Tech Básica que você vai poder pegar na mão, você vai poder colocar na instante, você vai poder cheirar, vai poder lamber, vai poder levar pra cama, né? Todas essas coisas. [Risos] Vai ser um livro, um livro é um lindo, cara, daqueles pra você guardar, pra você consultar, pra sempre, na hora de montar sua coleção de Discos ali, e também na hora de curtir melhor os Discos que você já tem em casa, né? Nada nunca foi feito desse tamanho, o negócio enorme que a gente tá fazendo. Só um programa com o Disco Tech Básica que chegou nesse tamanho que a gente tem poderia fazer isso. A lista desses 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos é o resultado da votação que a gente conduziu ao longo de 2021. Com 162 especialistas que são jornalistas músicos, produtores, podcas, youtubers, radialistas, pra descobrir os maiores, os mais importantes, os melhores, os mais significativos, discos nacionais, discos brasileiros e jáfeitos. É um livro que todo o 20 de Disco Tech Básica precisa ter, porque ele vai ser a materialização do que o Disco Tech Básica é como a amor pela música, ou a amor pela discussão sobre a música, sobre conversar sobre música. Na verdade, todo o mundo que curte música realmente precisa ter. O livro que vai levar o nome de os 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos já está em preprodução com os textos do Ricardo Alexandre, do Sergio Jomore, de um super time de colaboradores comandados pelo Ricardo e com um projeto gráfico do Fernando Pires. O Fernando, ele trabalhava na equipe de arte da revista BIS, quando Ricardo dirigia a revista entre 2005 e 2007. Então, na semana que vem, no exato momento em que o primeiro episódio da nova temporada entrar no ar, para entrar no ar também é campanha de financiamento coletivo do livro. Então, houve aqui mais um pedacinho do episódio extra da semana passada. Porque a gente já tem os melhores ouvintes do planeta Terra, né? - Verdade. - Eu acho também, a gente conta com essas pessoas para materializar esse livro no mundo dos vivos. Então, a gente criou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, que é a maior plataforma de crowdfunding do Brasil, e essa campanha estreia no dia 9 de maio junto com a quarta temporada. Ou seja, quando ela entrar no ar, você vai poder reservar o livro e escolher ali as recompensas que você vai receber junto com o livro. Cara, a gente está providenciando algumas exclusividades, um dos mimos, umas bacanezas, super raridades de fazer babar que encorte música tanto quanto a gente. Isso a gente não vai revelar ainda, né? Só no dia 9. - Puts, a gente é especialista e manter segredo aqui na Khan. - Mas as recompensas são incríveis. Quem está cuidando desse projeto com a gente aí de Toro Jambou, que fez os maiores crowdfunding do Brasil, ou a gente tem certeza que o livro, que é o principal objeto desse financiamento coletivo, ele vai ser incrível, ele vai ser caprichado, bonito, completo, mas as recompensas que virão junto com ele também vão ser no mesmo nível de incrível, de. de contratação raras, de contratação exclusivas, de contratação únicas, vai ser muito legal. Vai lá apoiar, a gente precisa muito do apoio de vocês para que o livro de fato exista, é assim que financiamentos coletivos funcionam, então, ao invés de a gente fazer a truíso, colocar no meditório, pra gente trocar no mercado, a gente vai lançar o livro diretamente para nosso ouvinte, para o fã da descrata-ca básica, para o fã de música, e a gente precisa de apoios. Em troca do apoio, a gente estima do livro e o monte de recompensas legais, mas a gente também quer privilegiar o ouvinte raiz desse podcast. Então, olha só, quem mandar um email, são um email, pra contato a roba, pode cast, descrata-ca básica.com, escrevendo 2022, no campo do assunto no Subject, desse email, que você vai receber um link de apoio exclusivo, vai ter um link só pra você, só que mandar esse email vai receber esse link, que vai por aí escolher essa categoria lá de apoio, de recompensa, e esse livro que vai pra você vai ter uma sobrecapa especial, só pra quem se cadastrar agora na pré-campanha, ou seja, só pra quem mandar esse email antes do dia 9 de maio, se você tá ouvindo isso depois de 9 de maio já era, já não dá mais. Resmino. Mas pra quem tá ouvindo antes do dia 9 de maio, todos os emails que a gente recebê, com 2022, em número mesmo, tá? 2020, 2022, no campo do assunto no Subject, vão receber esse link, todas as pessoas vão receber esse link e vão poder apoiar o CrossFans, e receber o livro, receber essa recompensa do livro com uma sobrecapa especial, só pra quem que chegou primeiro, só pra quem tá aqui ouvindo isso, só pra ouvinte raiz, lembrando que o email é contato a roba, pode cast, descrata-ca básica.com, vai rar. 2022, no assunto, os 500 maiores, alguns brasileiros de todos os tempos, o livro finalmente vai surgir e você vai ser um dos primeiros ater. Uma coisa importante de dizer é que a quarta temporada do descrota-ca básica vai ser totalmente baseada no resultado da votação, ou seja, os próximos 10 episódios do podcast vão contar a história e as histórias de 10 dos maiores álbums brasileiros de todos os tempos legal, né? O número 1, o maior disco brasileiro de todos os tempos, você vai descobrir segunda-feira que vem, de 9 de maio ao meio-dia quando episódio 1 entrar no ar. [Música] Esse livro vai ser uma super ferramenta pra todo mundo, assim como eu que ia uma música que coleciona discos, mas vai também servir ao próprio podcast, e não só nessa quarta temporada, lógico, né? Aliás, a Fagulha inicial que deu origem ao livro foi justamente a falta que uma eleição dessas fazia, né? Então, houve só o que Ricardo Alexandre explicou. Então, essa coisa dos critérios sempre foi um negócio muito importante pra mim, o projeto do descrota-ca básica desde o início do programa, né? Tipo, ok, legal, vamos fazer um podcast sobre os melhores discos de todos os tempos, né? Bom, é melhor no opinião de quem, né? Na minha, na do Google Mafra, na opinião do Walter Casagrande, de quem, né? Então, a gente sempre teve esse cuidado. São os melhores no consenso da crítica, no consenso dos especialistas, das pessoas que estudam, que vivem esse negócio de música, né? E é por isso que todo episódio eu abro mostrando as credenciais ali dando a carteirada de cada um dos discos. Só que aí, quando eu comecei a fazer isso, é que eu percebi rapidamente a armadilha que eu estava criando, né? Porque na hora de falar da discografia extranjera dos discos internacionais, eu tinha ali dezenas de votações importantes para citar, né? Ah, a votação do Jornal The Times, do The Guardian, as revistas todas, né? Módio, o Akio, Rolling Stone, os Jornais de Música, dos Ansecententos, os Ansecentos, os Anos Noventos, canais de televisão, as Rádios, né? Tudo isso aí. Isso aqui na hora de pautar os discos brasileiros. Cara aí.
e a gente só tinha três eleições grandes. E nem pra correr ali, pros recordes mais específicos, sabe, tipo os melhores dos anos 70, os melhores dos anos 80, nem isso a gente tinha. E além de tudo, quando a gente olha pra essas três eleições grandes, a gente vê que eles tinham critérios editoriais diferentes entre eles, eles tinham cortes específicos pra eles. E tudo isso acabou deixando muita coisa importante de fora. E isso começou a atrapalhar com meu trabalho, começava a ficar complicada, né? Até que um belo dia conversando ali com o Google sobre projetos, destobramentos, do discoteca básica, a gente resolveu assumir esse desafio de produzir uma nova votação, de produzir a maior, a mais abrangente, a mais ambiciosa de todas as votações. Então o trabalho é o lascado, viu? Mas a gente fez. O livro "Os 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos vai revelar o resultado da seleição", que é mesmo a maior e mais abrangente já feita aqui no Brasil. E é maior, porque primeiro vai ter o maior número de discos, né? 500, então possam 500 centenas, meio-meleiro, cobrindo todos os gêneros de música pop e música popular. E, segundo lugar, porque é a tabulação dos votos de 162 jornalistas podqueesters, críticos, músicos, radialistas e vários especialistas de várias gerações. A gente perguntou para o produtor do discoteca básica ou Google Máfrica qual foi a orientação que eles deram pros votantes? Sim, dois tipos de lista, né? As égitorializadas e as não égitorializadas. As égitorializadas são aquelas que quatro ou cinco jornalistas se juntam para deliberar, e daí você tem uma lista com a cara da revista ou da radio. Não tem problema nenhum, tem listas assim, mas a gente queria fazer uma lista que fosse mais democrática, mais geral, porque a ideia era que a gente pudesse se servir dela na hora de pautar o programa. Então, não era o caso de usar o discoteca básica como referência e produzir uma lista que vai ser referência para o próprio discoteca básica. Não faz isso sentido, né? Então, a gente queria obter uma lista média de um monte de gente diferente, de veículos diferentes, de lugares diferentes, e que não tivesse nenhum direcionamento ou égitorial. Por isso, o livro não vai se chamar os melhores do discoteca básica ou qualquer coisa de tipo, o livro vai ser discoteca básica, apresenta porque é um oferecimento no podcast, mas a gente está descobrindo os discos junto com o nosso leitor. Os 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos pode ser a maior e a mais completa eleição, mas não é a primeira. Você que acompanha o podcast discoteca básica deve se lembrar que em todo episódio de algum álbum brasileiro, o Ricardo menciona a colocação do disco da semana nas três grandes eleições já feitas pela imprensa brasileira, né? A da Revista Biss em 1997, a da Revista MTV em 2003, e a da edição brasileira da Revista Rolling Stone em 2007. Então, para a gente honrar esses pioneros, nesse episódio extra, a gente vai contar a história dessas três eleições super importantes. Com direito a participação dos editores das três revistas, o Pedro Sol, a Monica Figuero, e o Pablo Miyazawa, nada mais justo, né? Então, vamos apontar a nossa máquina do tempo para o ano de 1997. E no final dessa viagem, a gente volta a falar do nosso projeto, os 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos. A primeira dessas grandes eleições foi publicada em fevereiro de 1997. A Revista Biss, que naquele período se chamava Show Biss, convidou 44 críticos de música para elencar os melhores discos brasileiros de pop rock lançados até então. A Biss era uma revista que havia surgido na onda do rock brasileiro dos anos 80, logo após rock n'you, e que passou por que diversas fases editoriais, até mudar de nome em 1995 para Show Biss. Quando o jornalista Carioca Pedro Sol assumiu a chefeia de redação da revista, a revista estava começando a investir em reportagens mais longas e mais especializadas. Era uma tentativa de recuperar o prestígio arranhado na fase Show Biss, e trazer um pouco do jornalismo histórico de revistas estrangeiras como a Módio e a Ancate. E é exatamente nesse contexto que o Pedro Sol e o editor Sergio Martins comandaram eleição dos 20 melhores discos de pop rock brasileiro. Com a palavra então, Pedro Sol. A gente investiu bastante na abrangência da Ancate, porque era um tempo que a revista estava interessada em ganhar relevância nacional saído do eixo, Rio São Paulo, São mais São Paulo Rio, na verdade. Mas a gente tinha colaboradores, trabalhava como um corpo de colaboradores de jornalistas musicales críticos, atuantes, em jornais, de várias regiões de Perna Bucco, pelo menos de Belaim para baixo. A gente tinha gente escrevendo pessoas com uma carreira de acompanhar e de conhecer música. Então eram pessoas com opinião abalizada e que estavam dentro do mercado, né? Estavam inseridos no mercado. E essa lista, antes de querer estabelecer um cano, né? Ela era. Era uma lista propositiva. E até no editorial, esse texto, "Posta, faça sua também, a gente queria gerar discussão, queria trazer, também alguns trabalhos não tão conhecidos referendá-los, né?" E a ideia era essa, uma ideia não era de ser lista definitiva, né? De fechar um cano de pra sempre. O resultado teve uma boa cobertura da grande imprensa e coroa no primeiro lugar um disco que havia sido lançado quando a biz já existia em junho de 1986. Um disco que figurou no segundo episódio da terceira temporada do discoteca básica, "Cabeça de alien Islands
death desistir apenas um um um Que foram especiais como, por exemplo, a projeção de novos baianos acabou chorarem, né. Tropical em quarto lugar, mutantes em quinto lugar, E os sexo molhados em 8th, né. Foi um coisas bem legais. Também a presença na lista de discos como Luís Melodia, Péra ou Nanegra, e a tábode esmeral dos Jorge Bém. Então esse tipo de coisa ajudou a gente a. Carreferentar esse tipo de música e também dá a carta pro leitor, olha, a gente tá tratando disso aqui, a gente vai tratar de pop rock com essa abordagem. Essa era a nossa preocupação. Apesar desse corte em torno do pop rock, a lista da bisse foi muito importante, né, pra abrir o universo musical de um leitor que só usava camiseta do perdiante e do metálica. Se o primeiro colocado foi um álbum muito natural no mundo do pop rock mais ortodoxo, o segundo lugar é justamente um manual do disc preconceito, sotáque brasileiro e permeabilidade musical. Foi a cabol chorare dos novos baianos de 1972. O terceiro melhor disco de pop rock brasileiro de todos os tempos, segundo a tabulação dos votos dos colaboradores da bisse, foi o mais rock em roub possível e mais brasileiro impossível, né? Tudo proibido de 1975, um clássico da Ritalia com grupo Tutifruide. A segunda grande leição veio em fevereiro de 2003, na edição 22 da Revista Mptv. Para quem não se lembra, revista.
até me tive era aquilo que se chama de revista customizada, uma revista de marca. E a marca, no caso, era saudosa em me tive Brasil. A revista era fabricada e comercializada pela editora abril, mas o seu editorial funcionava a parte, como a equipe físicamente próxima da emissora, dirigida pela jornalista Monica Figueiredo. A Mônica já era uma das mais importantes jornalistas brasileiras da história, especialmente quando falamos de revistas dirigidas ao público jovem. Ela já havia sido editora da revista pop na editora abril no início da década de 70 e depois transformou a revista Capricho na revista da gatinha, um fenômeno editorial na década de 1980. No comecinho da década de 2000, a MTV resolveu criar a sua própria revista, o que não deixa de ser único, né, porque a MTV Brasil era do grupo abril e a BIS também era da abril, né. Seja como for, a revista é uma revista definia como uma revista de música mais atitude. Caprichava no visual, tinha uma pauta mais aberta, incluindo comportamento, moda, cultura pop e também música. Ela teria chegada a tirar a gente de 1 milhão de exemplares em 2005, quando isso aconteceu, a BIS já havia sido extinta. Enfim, em 2002, a revista MTV convidou 52 jornalistas artistas inotáveis, segundo eles descreveram, para escolher os 100 melhores discos brasileiros de todos os tempos. O resultado saiu na edição 22 de fevereiro de 2003, aquela com a Daniella Sicaré lixo pão sorvete na capa. E o primeríssimo colocado foi esse aqui. O Métimo do Brasil. O melhor há algum brasileiro de todos os tempos, segundo eleição da revista da MTV, foi o Tropicalha ou Panesat Circienses de 1968. O disco coletivo dirigido por Gilberto Gil e Caetano Veloso, participação de Gal Costa, dos mutantes, do Rogério do Pra, Nara Leão, Ponze, Capinã e Torquato Net. Quem quiser mergulhar na história do Tropicalha ou Panesat Circienses, ou são episódios 16 da segunda temporada do discoteca básica, participação do Tim Bernades, do grupo Paulista Uterno. A gente conversou com a mônica Figuere do respeito dos bastidores da eleição que ela comandou. A nossa primeira pergunta foi a respeito dos seis anos que separaram a votação da MTV, da primeira votação da revista BISS. Se em 1997, vinha no auge do mercado fonográfico brasileiro, com muitos discos clássicos ganhando a sua primeira edição em CD, a de 2003 já vivia a decadência do suporte físico, é o auge da pirataria no Brasil e o início da era dos compartilhamentos de arquivo digital. O visual é a resposta dela. A gente olhou a matéria da BISS com certeza, mas assim, não foi uma coisa muito determinante, a gente se pautou no que foi feito antes para fazer. A gente fez essa lista, primeiro para ter a história de ter um retrato, né? Fazer o levantamento. Eu soluca por lista, nessa época eu estava contaminada por uma revista americana chamada "list", que só tinha lista como o próprio nome diz. E eu adoro a intervio fazer muito listas de qualquer coisa, adoro uma lista. E tinha essa coisa democrática de juntar um monte de gente que a gente achava legal, a gente não se preocupou em ter um número redondo de pessoa, a gente chamou que a gente achava bacana e viu o que que dava, foi uma curiosidade democrática mesmo, com a intenção de fazer um retrato, né? Uma foto daquele momento, o que aquelas pessoas pensavam, o que que seria naquele instante dos discos mais legais de uma música tão rica. Eu entrei nessa história imaginando diversidade e foi o que aconteceu, porque eu acho que esse é o grande barato da música brasileira, né? Então, para mim, librianamente falando e jornalisticamente falando, a brincadeira maior era ver onde que até onde a gente ia. Sabe ver os discos antigos como pesaram, você vê que muitos discos em relação à época, né? Pera mais antigos, não foi surpresa para a gente, o tropical é seu número um. Mas enfim, a ideia foi essa, foi de fazer uma fotografia e brincar, curtir, discutir, poder levantar a sultra, não acho, eu acho que isso que lista serve, né? É interessante notar que a pretensão da revista MTV, de certa forma, era oposta a Dabys. A eleição da Bix tinha os limites do pop rock. A da revista MTV não tinha limite nenhum. Ainda assim, os três melhores discos dessa nova votação já estavam no top 20 da votação antiga. Tropicalha ou pânese de certensis, o primeiro da MTV, havia sido quarto da Bix. Acabou chorar e dos novos baianos foi o número 2 das duas listas. E a medalha de bronze na eleição de 2003 foi o vigésimo colocado na lista de seis anos antes. A Tábua de Esmeraldo, de Jorge B. Claro que a lista das pessoas convidados tem um perfil específico. E esse perfil é óbvio que é tendencioso. Mas como eu disse, a gente sabia que era. Era a revista da MTV falando. Então, eu não me preocupei de ter um monte de vigés, de tècris, lobo, que era a nossa direitora, de ter as pessoas que trabalhavam na MTV com a mão pesada. Não tem problema. Os votos valeram cada um, cada um. Ou seja, o voto de um vigés faz o falio mesmo dos usas. Isso é justo, é outra discussão. Que se tem os usas, não podia fazer uma lista só com ele. Mas a graça era mistura. A gente sempre gostou da mistura. E o grande barato durante a apuração era ir curtindo os resultados e chamar as pessoas para conversar sobre isso. Era discutir quem que gostava, que diz que a gente não gostava. Vou ver coisas que a gente não ouvia muito tempo. Tipo, me lembro bem do disco do Caim. Tinha gente na redação que não conhecia profundamente. Por exemplo, que é o disco mais antigo que foi citado. Enfim, como tinha pessoas puxando a sardinha para as coisas mais perto, os discos do acousticos, discos de MTV, que pesasse de MTV. A gente achava o máximo. Eu continuo achando. Coisa muito boa foi feito ali. Então, de novo, a gente não teve problema nenhum de dizer que era nossa lista, que era lista de MTV e tinha a cabeça de MTV ali. Ponto, na boa. Esse disco do Caim e que a Mônica se refere é o Canções Praieras de 1954 e que ficou entre gésimo terceiro lugar. Você que acompanha o Disco Ataca Básica, sabe que esse álbum ganhou um episódio só dele na nossa terceira temporada, com a participação do rosto passapuço do Baiana Sistem. O disco mais novo da lista foi o Acústico MTV da KCAALER de 2001, que ficou entre gésimo em um lugar, e que também ganhou um episódio no Disco Ataca Básica, só que na segunda temporada. A convidada do nosso programa foi Sara Oliveira, que era VJ da MTV naquela época. A Mônica contou que uma das melhores memórias que ela tenha respeito da lista eram os comentários dos próprios artistas aos dez discos mais bem colocados. A MTV tinha um trânsito com os artistas que nenhum jornal e nenhuma revista tinha, que se aproveitou bastante disso em sua revista. Caetano Veloso, por exemplo, escreveu um texto exclusivo sobre o tropical e opanem sete cersenses, no qual ele chama o Disco de Rico representativo da época em que foi feito, e que apresentam uma visão ampla da música popular brasileira. Eu só achava coisa mais bacana, mais pungente de tudo, mais do que a lista em si, é o depoimento, que ele é o morar, falando, Caetano, falando, enfim, cada um, eu acho muito emocionante. Isso eu tenho orgulho de ver essas pessoas comentando a própria obra e essa lista de gente incrível, que tá aí reunida. Isso acho demais. A importância de uma lista dessa é muito mais com o tempo passando do que na época. Na época, acho que ela geram ruído, uma brincadeira, quem entrou na lista fica feliz, discute e tal. Mas quando você vê, por exemplo, eu mesmo, pra conversar com você hoje, olhando essa matéria que eu olava tanto tempo, eu acho ela muito mais legal na perspectiva do tempo do que é na hora. Porque não deixa de ser o retrato de uma época. Se você. Fosso fazer uma lista hoje seria completamente diferente, mostraria uma outra coisa. Então eu acho que esses retratos, quando postos um depois do outro, depois do outro, foi mostrando quem a gente era, como a gente pensava, e como diz o Viznique, né? Meu querido amigo, o Brasil se pensa através da música, né? É a arte com que a gente fala sobre a gente mesmo e a gente diz que a gente é. Então hoje eu acho que seria diferente. Isso foi ali naquele começo do século, a gente começando uma outra coisa, a primeira década das anos, uma vida nova pela frente do mundo, e esse é o retrato. E acho que é essa importância, agora, de novo, despretenciosamente, a revista da imitivia, era revista da imitivia, por essa pretensão de ser revista da imitivia. A gente não tinha a pretensão de fazer história. Se alguma coisa aconteceu, que ficou, que bom. Eu prefiro sempre pensar que qualquer contribuição amorosa. Mas a gente fazia as coisas com muita alegria. A nossa pegada era essa, era fazer uma coisa positiva. Se isso fica e se traz alguma coisa boa para a gente, eu até hoje valeu. Eu adorei rever essa lista, adorei estar aqui conversando com você e acho que é divertido botar essa lente para trás e ver como a gente pensava, né? Sem ontem, não tem amanhã. Quando saiu a votação da revista imitivia, pouca gente sabia, mas uma editora de São Paulo já estava em negociação havia dois anos para lançar a edição brasileira da revista Rolling Stone, a principal revista de música e cultura pop do mundo. A negociação foi long, este noante e não deu em nada, porque precisava envolver empresários argentinos, que tinham os direitos de publicar a Rolling Stone também no Brasil. É, eu sei, essa história esquisita, mas tinha um motivo para o rolo. O Brasil já tinha tido uma edição da revista na década de 70, mas não pagou licenciamento para a matriz. Os argentinos já tinham a sua edição local desde 1998, legalizada, super bem-cuitada, com ataque político e autoridade para falar de música e cinema, então acabaram levando os direitos da edição brasileira também. E quem acabou lançando a Rolling Stone no Brasil foi uma editora iniciante, a Spring, em no Brasil, tubro de 2006. A redação era dirigida por um jornalista vindo da revista MTV, o Ricardo Francois, com o Pablo Meazáua, como editor. A eleição da Rolling Stone foi um dos destaques da edição da primeira aniversar da revista, que estampou Fausto Silva na cabo. Ironicamente, bem naquele mês de novembro de 2007, a revista MTV anunciou seu fechamento. Abis havia sido descontinuada fazer três meses. Foi Pablo Meazáua que coordenou a matéria junto com o jornalista Marcos Preto, que hoje é produtor artístico de diversos artistas da MPB como Gal Costa e Erasmucarlos. Assim como da revista MTV, a nova lista também tinha 100 discos, e tinha o maior corpo votante até então, com 60 nomes. A Rolling Stone no norte-americana havia publicado a sua lista de 500 discos em 2003, e a edição argentina havia acabado de publicar a sua. O Pablo conversou com a gente contando como foram os preparativos para a eleição da lista brasileira. Bom, na verdade, a gente sabia que era preciso ter uma lista ao estilo da listas da Rolling Stone no norte-americana na edição de primeira aniversária da Rolling Stone Brasil, que seria celebrada em outubro de 2007. Então, acho que foi algo que já estava decidido, logo no começo da revista. A gente sabia que, em algum momento, a gente ia ter que começar a produzir essa listagem e começar pela lista de melhores albums, parecia um caminho natural. E a gente sabia que nos anos seguintes, a gente poderia fazer também a lista de melhores canções brasileiras e melhores vozes e melhores guitarristas, mas como é praxe, a gente começou pela lista de melhores discos. Se eu não me engano, a gente começou a fazer pouco tempo antes da publicação. Talvez uns três meses antes. A gente sabia que, pra garantir uma relevância da lista, sabendo que já existiam outras, era preciso ir atrás de praticamente todo mundo que tivesse vivo em atividade. E capaz de opinar sobre os melhores discos do Brasil. Isso inclui não apenas jornalistas de música e críticos, mas também outros tipos de especialistas, autores, escritores, estudiosos da música brasileira. E uma das coisas que ficou determinado é a gente precisa ter, de tudo, todo tipo de gente, inclusive pessoas mais jovens e também os mais veteranos. A nossa preocupação era que a lista ela pudesse demonstrar toda a grande ausidade da música brasileira e não apenas ser um reflexo de uma época, digamos assim, mas que ela pudesse ser eternizada. Conseguimos isso, eu acho, com uma boa quantidade de jurados e juradas mais jovens nascidos nos 80 e 70, mas também investimos bastante em atrais de pessoas que viveram a época, digamos, a halge e ouro da música brasileira, os anos 70 e os anos 60. Então, pessoas que viveram aquela época não apenas que ouviram depois. Então esse balanço aí, esse equilíbrio foi importante além de uma grande quantidade. A gente sabia que quanto mais pessoas a nossa lista tivesse, seria melhor. A gente fez uma grande listagem de pessoas profissionais em atividade e basicamente convidamos todos para participar. E eu não me lembro de muita gente que tenha se recusado ou que tenha pedido dinheiro para votar, mas aconteceu. Mas a maioria se mostrou muito honrada de poder mandar os seus votos e a gente também tem que ir direcionar muito essa lista. Então a gente não mandou uma master list para os eleitores. A gente pedia para as pessoas simplesmente lembrarem de cabeça com os discos favoritos dela da música brasileira. Eu acho que essa pontanidade, digamos assim, também ajudou a lista a se tornar o que ela é. O álbum que saiu vitorioso dessa votação foi a vitória dos vices. Acabou chorar e havia sido o segundo colocado na lista da bis e o segundo colocado na lista da revista em TV. Finalmente chegou o primeiro lugar na lista da Rolling Stone. O kit, certa forma, reforço um pouco que a Mônica Figuereda dizia respeito de como essas listas são coladas a sua época. Em 1997, por exemplo, os novos baianos estavam separados há 20 anos. E o Acabou chorar é só vir em catálogo numa edição de baixo custo da som livre, com a capa adulterada. No espaço de 10 anos que separam uma eleição da outra, o grupo fez uma tournete reunião que rendeu um disco ao vivo, que incluía material inédito. E o Acabou chorar e ganhou um status de cult e recebeu a redição caprichada. Ao mesmo tempo, que em 2007 ainda era o álgebra dos suportes físicos para a música digital, com a briga entre o iPod da Apple e o Zune da Microsoft. Nós perguntamos para o Pablo se ele sentiu a influência dessa cultura digital de algum modo no resultado final da eleição da Rolling Stone. Ouvi só o que ele respondeu. Na verdade, eu sinto que a lista da Rolling Stone foi muito pouco afetada por essa realidade digital que a gente estava vivendo naquele 2007. E nem faz tanto tempo assim, né? Naquele ano, a gente ainda recebia muitos discos das gravadoras. A gente tinha essa seção de guia, de críticas, de alguns. E se mantêve ao longo de toda a existência da revista, sempre baseada nos produtos que eram lançados fisicamente, pelo menos nos primeiros anos da revista, a gente sempre avaliou os discos físicos e não as versões digitais ou coisas que estavam em streaming. Então, a revista surgiu num momento que, apesar de ser já uma época do MP3 em que os formatos físicos estavam numa certa decadência, a revista ainda fortalecia essa realidade, digamos assim. A gente vivia um mundo da música em que os discos ainda faziam sentido e que as pessoas ainda compravam seus álbums no dia do lançamento, tal como era antigamente. Talvez fosse uma maneira de enxergar o mundo meio antiquada, mas a gente acreditava que a revista fazia parte da indústria, né? Então. precisava refletir o que ainda estava acontecendo e não apenas olhar para o futuro, né? Mas também não apenas olhar para o passado, mas entender que naquela realidade, grande parte dos jovens talvez não escutassem mais música em CDs, baixassem discos em MP3 ou vissem coisas em players, a gente nem tinha streaming ainda na época, mas a gente está falando também de uma realidade em que as gravadoras ainda lançam os discos em que os artistas fazem turnês para promover álbums que eles lançam nas lojas físicas e a gente recebiu esses discos, então eu acho que quando as pessoas votaram a ideia do álbum como produto, como icone, digamos assim, era muito forte ainda. Então eu não acho que houve uma representação desse futuro, estava se desenhando ali no resultado da lista. Tanto que grande parte dos discos estão no top 50, são dos anos 70, dos anos 60. Então não é uma lista muito jovem. A revista Rolling Stone Brasil nunca foi muito jovem, ela tentava falar com o jovem sobre coisas que aconteceram antes desse jovem nascer, ainda que tivesse um olhar muito profundo no contemporâneo, no que estava rolando na música nova nos acontecimentos políticos sociais novos, olhar para trás, para o passado era muito profundo também. E acho que essa mistura não se refletiu exatamente na nossa lista, na verdade a nossa lista realmente ela é mais antiga. São pouquíssimos os discos lançados naquela década que estão no top 100. Muitos discos foram citados nos votos das pessoas, mas os que acabaram entrando no top 100 basicamente são discos de décadas atrás. Para ilustrar o que o Pablo disse, basta dizer que entre os 10 discos mais votados, o mais novo é o cartola, o segundo alipedo Santista Carioca, de 1976 em 8ª lugar. Esse disco, por sinal, ganhou um episódio aqui no discoteca básica na nossa primeira temporada. O pódio da lista, depois do acabo chorar em primeiro e o tropicalhé Panesete Cersencizes em segundo, tinha ainda um disco de 1971 que também teve seu episódio no discoteca básica quando comemorou os seus 50 anos. Construção de Chico Bok. Amou daquela vez como se fosse a última. Beijo sua mulher como se fosse a última. E cada filho seu como se fosse o único e através do arruo com seu passo tímido. A gente teve 60 eleitores e cada um citou espontaneamente 20 discos que consideram os maiores discos da música brasileira. A gente não deu uma masterliste para esses eleitores votarem muito para não influenciar. E também porque essa questão do voto espontânio de pensar no disco que vem a cabeça quando se pensa em maior da música brasileira, eu acho que isso colaborou. Essa lista tem uma certa unidade. Porque a tendência é você pensar nos óbvios e também reservar um pouquinho da lista para os seus favoritos. E eu sinto que a maioria das pessoas votou pelo menos em mais da metade de alista nos discos obrigatórios por mais que não tivessem sido influenciadas por uma masterliste. Essas pessoas já tinham na cabeça que certos alguns não podem ficar de fora dessa lista e votaram de acordo. Se 100 eleitores, 20 votos de cada ou seja, 1.200 discos mencionados e fiz uma somatória. Quais discos foram mais mencionados e classificamos isso em ordem. E foi bem interessante notar o acabou chorar e do Novos Bayanos se tornando o melhor disco, maior disco brasileiro na medida em que eu ia apurando esses votos. Isso foi muito interessante. Em alguns momentos parecia que construção do Chico Buarque e o Tropicalhia poderiam ser os primeiros, mas aí aos poucos, principalmente quando eu fui apurando os votos das pessoas mais jovens da lista, talvez, o disco do Novos Bayanos acabou meio que sobressaindo. Na verdade, ele foi o primeiro colocado bem na frente do segundo colocado que foi o Tropicalhia. Muito porque ele foi mencionado tanto por eleitores mais veteranos e eleitores mais jovens. Na verdade, é uma lista muito pouco editorial, é uma lista bastante espontânea e realista de acordo com aquela 60 pessoas que votaram. E muito pura também, porque é apenas uma somatória de menções. Se a eleição da Beast tinha o corte do público pop rock da revista e se a eleição da revista emitivitinha o corte atitudinal da própria MTV Brasil, a lista dos 100 maiores discos da música brasileira da Rolling Stone tinha a pretensão de ser mais universal com uma abrangência musical, 100 emits e um corpo de votantes que podia ter ou não relação com a revista. A gente que saber do editor da primeira lista, o Pedro Soda Beast, a sua opinião sobre as listas seguintes. E ele deu um depoimento que ele chamou de mal morado, mas muito interessante a respeito dos caminhos futuros do pop e da música brasileira. É hora da polêmica aqui no descoté cabasica. O que eu vejo realmente nas listas que depois ficaram famosas, muitos votantes sem cultura, sem pesquisa, pra falar da música brasileira dessa maneira ampla, é uma lista de roqueiros, roqueiros índios, roqueiros índios evoluídos e que esse um pouco desse gosto dessa falta de cultura foi dar uma coisa que hoje de dia eu considero uma diluição abominável da música brasileira lácora MPB em que se perdeu a excelência dos instrumentistas, a singularidade, personalidade de arrança, sofiticação harmórica e ritmica e a gente tem uma versão atualizada e diluída com uma pauta de assunso com magenda também bastante estreita, estreita e pouco original, pra usar termos brandos. Bom, depois do nosso momento polêmica só nos resta voltar ao assunto principal desse especial, o projeto "Os 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos". Ao longo das próximas semanas aqui no podcast Disco Taca Básica, você vai ouvir falar muito tanto dos resultados da lista quanto da campanha de financiamento coletivo, mas tem muita coisa que a gente já pode adiantar. Entre eleição da revista BIS até a eleição da Rolling Stone passaram-se 10 anos. Entre eleição da Rolling Stone e hoje passaram-se 15 sem nenhuma outra grande eleição. Já estava mais do que na hora de alguém assumir essa responsabilidade. Olha, eu acho que aconteceram duas coisas muito importantes nesses 15 anos, coisas que eu acho que refletiram na lista final, né? Primeiro foi a redescoberta do Vinil e também a solidificação do streaming como a plataforma principal pra ouvir música atualmente. E, olha só, eu acho que curiosamente, apesar da primeira coisa apontar ali pro clássico, pro analógico, né? E o outro apontar pro contemporâneo, pro digital, esses dois movimentos, eles dão pra gente um nível de acesso que a gente não tinha até, sei lá, 10 anos atrás, por exemplo. Aquilo que o Pedro só fala no depoimento dele sobre o desconhecimento da história da música brasileira, né, dos álbums clássicos, realmente era uma questão verdadeira, eu acho. Porque pra você conhecer os discos selado, elomar ou do Wilson das Neves, cara, da só fuzando nos cebos ou comprando redesções importadas, né, incedeitão. Aliás, essa falta de acesso era uma das razões pelas quais a gente comprava revista. A gente nunca tinha ouvido os primeiros discos do Sergio Mendes, digamos. Então a gente linha na revista e mais ou menos entendido que estratava. Genteia criando aquele conteúdo em torno do inaudível. Só que com o reaquecimento do mercado de Vinil, o mercado brasileiro de Vinil, os álbums clássicos começaram a ganhar as suas primeiras edições em LP desde a década de 1970 ou 1980. E aí vem se somar também, né, as plataformas distrimem. Então, cara, não tem mais desculpa pra não ouvir, sei lá, o pai viru, pra não saber que tipo de disco é o disco do Arthur Verokai, sabe? Então. Talvez essa eleição que a gente está produzindo esse projeto, que a gente está botando de pé, talvez seja a maior lista, não só pelo número de votantes, nem pelo número de discos no cardápio, né, quinhentos, discos, realmente é bastante, né? Mas porque ela parte de um universo que é literalmente virtual, sem fim, e vai afunilando, quando passa pela opinião desse 162 votantes, esses 162 especialistas, e se sedimenta quando chega na tabulação dos 500 mais bem colocados. Essa voz você conhece, é a do Ricardo Alexandre, criador e apresentador do discoteca básica. O Ricardo Aliás é um dos poucos jornalistas convidados a votar nas três eleições anteriores, utilizada a Biz em 1997, a da revista emitiva em 2003 e a da Rolling Stone em 2007. Na hora de organizar a eleição do seu próprio podcast, a equipe do discoteca básica bebeu um pouco em cada experiência anterior, mas agora a pretensão é totalmente diferente, ouvi só o que o Google diz. A gente não pode perder de vista qual é a missão fundamental de discoteca básica, que é orientar ao ouvinte a montar a melhor coleção de discos possível com os álbums que não podem faltar permutivos históricos, permutivos artísticos, e aí todo o resto sempre vem daí. Então o zip listem, as curiosidades, os detalhes para colecionadores, todas essas coisas. Mas o núcleo do projeto é esse, então essa foi a única direção que a gente deu para todos os votantes. Que eles recomendassem os discos brasileiros obrigatórios na opinião deles. Para que o nosso ouvinte possa montar uma coleção representativa das várias músicas brasileiras que existem. E a gente lembra também que esse é um programa pop, um programa popular, então eles poderiam votar até em disco de músculo dita, um músico folclórica, que seria um despedista de vota. Então de certa forma, a lista tem o mesmo espírito do podcast, mas ela tem uma vida própria. A lista vai servir para o programa, mas ela também tem a pretensão de ser universal. Quem trabalhou mais diretamente com a mão na massa, na pré-produção da votação, foi o redator série Jomore. Foi ele que entrou em contato com os votantes, esclaresseu as dúvidas, e no final, tabulou voto por voto de acordo com a posição das listas individuais e cuidou também dos desimpates considerando as reconrencias. Na verdade, houve um outro trabalho gigantesco anterior a tudo isso. Antes de mandar a cor que é convite, a gente crê uma lista com mais de dois mil discos para orientar os votantes. E essa lista é a gente envolver um trabalho gigante, porque eram só discussitados em outras eleições de melhoros de todos os tempos, melhores do ano, melhores da década, de jornais, serviços, sites. Por exemplo, a gente tinha ali os melhores do ano da revista pop de 1974. Tinha os vencedores de melhor disso que o português, o Gremme. Tinha as estes anuais da Rolling Stone. Enfim, dois mil discos, então, a gente é de tudo. Então, quando a gente entrou em contato com os convidados, pedindo uma lista pessoal, disse que o entadiscus. Eu sempre dizia, olha, pode votar no disco que quiser, mas se quiser olhar nossa lista de dois mil discos, ela pode ajudar a refrescar memória. E a verdade também é que o fato da gente pedir para os votantes colher 50 discos, assustou um pouco alguns votantes convidados. Você vê que as outras listas, as outras eleições, pediam 20 títulos. Mas a gente que jitava que esse era o melhor jeito de ampliar a variedade dessa final, porque dessa forma, com 50, a pessoa ia votar nos mais canónicos, no top 30, no top 40, e acabasse sendo mais idiocincrática nos outros, colocando discos mais particulares ali no final da lista dela. E isso deu muito certo, cara, porque isso é vendo nosso livro, a partir do centésimo colocado, já começam a aparecer discos mais surpreendentes, bandas do século 21, discos raros, e eu achei-se a espécie de surpresa, dos discos inesperados, algo muito importante e algo muito legal, esse meditudo. Outra coisa que eu acho que é legal eu dizer, algo que a gente notou sobre essa decisão, é que ela também teve uma consequência. Eu acho que muita gente convidada também acabou desistindo de mandar a sua lista, inclusive, porque a gente ficou com a impressão de que algumas pessoas nunca tinham ouvido 50 discos bons na vida. E isso porque alguns até admitiam isso. Curioso, né? A gente que trabalha com música que não estava sabendo indicar 50 discos bons. Entre outras coisas, a gente teve também alguns artistas que disseram que não se sentiam isentos para votar. E claro, também teve gente que nunca nem respondeu nossas mensagens, e a gente que disse que ia mandar e não mandou, e tal, né? Facência. Mas importante é que no final tivemos um corpo de jurados muito legal, com jornalistas, idealistas, músicos, produtores, engenhos de som, logistas, podcasters. Enfim, a gente de diversos ofícios, diversas gerações, colhar muito diverso sobre o que é uma discota que é básica, até porque a gente tem a pena consciência da importância, de ter essa pluralidade, essa diversidade, saber no que ela também influencia, né, na lista final, né? E também nesse sentido eu acho que essa lista vai ser um guia muito útil, tanto para quem está começando a montar sua coleção, quanto para os veteranos, disposta de descobrir ainda mais coisas. Eu imagino que essa altura desse episódio extra você já deve estar se perguntando, tá bom, mas afinal, qual que é o resultado dessa votação? Aí, a gente tem que dizer que vai manter o suspense por mais alguns dias. Nós vamos se divulgar o TOP 10 na segunda-feira, de 9 de maio, no exato momento em que o primeiro episódio da Quarta Nemporada do Disco Teca Básica entra no A, e no exato momento em que a campanha de financiamento coletivo entra no A. O que dá para adiantar é que o disco número 1 não é nenhum dos que estiveram no TOP 3 da B, nem entre o TOP 3 da Revista Mptv e nem entre o TOP 3 da Revista Rolling Stone. O que mostra aliás, como mudou a percepção nesses 15 anos e que já estava mais do que na hora de termos uma novelição, né? E dessa vez é a maior de todas. Os 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos, é esse superprojeto oferecido pelo podcast de Disco Teca Básica, para quem ama a história e as histórias dos LPs, e cedés que mudaram a vida de tanta gente. Vai guiar os 10 episódios da Quarta Nemporada do Podcast, que toda segunda-feira está no A, e vai virar um super livro, que é um verdadeiro tesouro para você consultar para sempre. E você vai poder garantir o seu exemplar a partir de segunda-feira que vem, de 9 de maio. Quer que a gente te avise por meio? Descreva para contato a @podcast_basica.com, que a gente não te deixa esquecer. Esse foi mais um episódio extra do Disco Teca Básica, o maior podcast de música do Brasil, produzido pela Para Sol Storytelling e pela Tudo Certo Conteudo Editorial. A Quarta Temporada estreia no dia 9 de maio, totalmente dedicada a nossa lista de uns 500 maiores álbums brasileiros de todos os tempos. Não perquem? Eu sou a Marisotter, fazendo uma participação especial como loucotora. O roteiro desse episódio foi do Ricardo Alexandre e do Ser Joomolho. E a edição é do Beto Aragão. Um beijo grande e até semana que vem.
Podcast Summary
Key Points:
O episódio extra do podcast Disco Tech Básica anuncia o lançamento do livro "Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos", com campanha de financiamento coletivo no Catarse a partir de 9 de maio de 202
O livro é baseado na maior votação já feita no Brasil, com 162 especialistas (jornalistas, músicos, produtores, youtubers), e contará com textos de Ricardo Alexandre e Sérgio Jomore, além de projeto gráfico de Fernando Pires.
Ouvintes que enviarem e-mail com o assunto "2022" para [email protected] antes de 9 de maio receberão um link exclusivo para apoiar o projeto e ganhar uma sobrecapa especial.
A quarta temporada do podcast será baseada na lista, revelando o disco número 1 no primeiro episódio em 9 de maio.
O episódio também relembra as três grandes eleições anteriores da imprensa brasileira: da Revista Bizz (1997), da Revista MTV (2003) e da Rolling Stone Brasil (2007), com participação de seus editores.
Summary:
Este episódio extra do Disco Tech Básica, apresentado por Mary Sotter no lugar de Ricardo Alexandre, anuncia o ambicioso projeto "Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos". O livro será lançado por meio de uma campanha de financiamento coletivo no Catarse a partir de 9 de maio de 2022, mesma data de estreia da quarta temporada do podcast. A obra reúne o resultado da maior votação já conduzida no Brasil sobre o tema, com a participação de 162 especialistas de diversas áreas musicais, incluindo jornalistas, músicos, produtores e youtubers.
O livro terá textos de Ricardo Alexandre e Sérgio Jomore, com projeto gráfico de Fernando Pires. com com o assunto "2022" antes de 9 de maio receberá um link de apoio exclusivo, que dará direito a uma sobrecapa especial no livro. A quarta temporada do podcast será totalmente baseada na lista, revelando o álbum número 1 no primeiro episódio.
O episódio também faz uma homenagem às três principais eleições anteriores da imprensa brasileira (Revista Bizz em 1997, Revista MTV em 2003 e Rolling Stone Brasil em 2007), entrevistando seus editores e destacando suas contribuições para a crítica musical no país. O projeto visa preencher uma lacuna histórica, criando uma referência abrangente e democrática para a música brasileira.
FAQs
A quarta temporada começa no dia 9 de maio de 2022, com o lançamento do primeiro episódio ao meio-dia.
É um livro que reúne o resultado da maior eleição já feita no Brasil sobre os melhores álbuns nacionais, com votos de 162 especialistas. O projeto será lançado via financiamento coletivo no Catarse.
Envie um e-mail para [email protected] com o assunto '2022' antes do dia 9 de maio. Você receberá um link exclusivo para apoiar e garantir o livro com uma sobrecapa especial.
Foram as eleições da Revista Bizz (1997), da Revista MTV (2003) e da edição brasileira da Rolling Stone (2007), todas focadas nos melhores discos brasileiros.
O primeiro lugar foi o disco 'Tropicalha ou Panis et Circensis' de 1968, um coletivo dirigido por Gilberto Gil e Caetano Veloso.
Participaram 162 especialistas, incluindo jornalistas, músicos, produtores, podcasers, youtubers e radialistas.
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