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Episódio 3: Pelas infâncias: olhar com ternura, agir com coragem

from Farol 1817

53m 43s

Episódio 3: Pelas infâncias: olhar com ternura, agir com coragem

O podcast "Ecos de Proteção" aborda com profundidade o tema dos cuidadores de esperança nas infâncias, destacando a importância do olhar com ternura e da ação corajosa. Com a participação de Celia Maria, da pastoral do menor há 30 anos, e Dr. Eliane, ligada ao Núcleo Luxmund, o episódio explora a trajetória histórica e ética do cuidado infantil na Igreja do Brasil. Destaca-se o documento "Moto próprio Vos estes Luxemundi" do Papa Francisco, que exige espaços de escuta, acolhimento e ações concretas para prevenir violências contra crianças e adolescentes. A narrativa é enriquecida por experiências reais de trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade, mostrando como o amor, a escuta ativa e a responsabilidade por direitos humanos transformam vidas. Também é destacada a missão da Igreja de sair das estruturas tradicionais para ir ao encontro das comunidades carentes, formando grupos de apoio e promovendo a educação e a sustentabilidade. O conteúdo é complementado por materiais disponíveis no site do Centro de Defesa da Infância, que ajudam aprofundar o tema. O episódio encerra com a mensagem de que a criança é o futuro e a esperança de um mundo mais justo, solidário e humano, reforçando a necessidade de sensibilização, formação e ação coletiva para proteger as infâncias.

Transcription

7085 Words, 40561 Characters

Portuguese
[Música] Olá, você que nos acompanha, esse é mais um podcast. Ecos de proteção, essa é logo marca que você já conhece, que é o do nosso projeto. Eu sou a Gisele Barbosa, represento o centro-marista de defesa da infância, projeto de proteção, estamos aqui com mais um episódio do nosso podcast. Hoje, com o tema muito, muito, muito especial, eu diria assim, o tema que faz o nosso coração ardê, né, que faz o projeto de proteção também ganha força, e cada vez mais longe, o nosso tema de hoje é cuidadores de esperança pelas infâncias, olhar com ternura, agir com coragem, olhar com ternura, agir com coragem. Olha, se prepare porque nós temos aqui duas convidadas especialíssimas, e eu estou com o coração muito aquecido, muito feliz de recebê-las aqui. Vou pedir para ela se apresentarem. Vocês podem também, depois procurar outras falas, outros materiais e outros conteúdos também que tem uma vez com esse tema, mas a gente vai conhecer as convidadas e logo em seguida. Nós vamos também dar continuidade ao nosso tema de hoje, olhando para as infâncias com ternura e agindo com coragem. Por favor, Celia. Eu sou Celia Maria. Já estou atuando há 30 anos da pastoral do menor. Eu estou quase chegando na terceira idade. Mas estou há 30 anos nessa área da infância, trabalhando com criança e adolescente em situação de risco, e sou da pastoral do menor. Mas para eu falar da pastoral do menor, eu preciso explicar o nome menor. A nossa pastoral, o nome atelógico, devido a campanha da fraternidade de 87, quem acolhe, menor a minha cole. Então, com a diventa do estatuto, que se muda a manenclatura, nós continuamos porque é uma identidade nossa. Aí, nós continuamos teologicamente o menor e não juridicamente, e quando tratamos a criança e adolescente, é dessa forma que nós i não o menor. Mas a pastoral continua sendo menor. Legal, vem vindo dar, Celia. Então, eu sou Heliana de Carly. Eu sou uma liga consagrada casada. Cordeno desde 2020, do Clio Luxmund, que é um projeto dentro da CRB, conferência dos religiosos do Brasil, em parceria com a conferência nacional dos vispos do Brasil, que nos reconhece por meio de um termo de cooperação, como o ponto de referência para a temática da cultura do cuidado, na igreja do Brasil. Vocês sentiram aí, né, gente? 30 anos, trabalhando no a pastoral. Eliana, enquanto tempo também, nessa caminhada? Essa caminhada, especificamente, nesta caminhada da criança e da adolescente, uns 12 anos, mais ou menos. Temos histórias para contar, temos histórias para ouvir que hoje, com certeza, vão tocar muito você e vão fazer você sair desse podcast. Antes de terminar, você já vai lá no site, você vai baixar o material para você aprofundar esse tema. E a gente começa, assim, esse episódio, pergunta para vocês. A gente fala muito de cuidadores de esperança no nosso projeto. Cuidadores de esperança foi um termo que a gente usou para falar de cuidado integral e trazer a temática do jubileu da esperança para gente alinhar e ter presente. Como é que a gente pode trazer mais esperança para essa temática de prevenção e de cuidado? Mas a gente usa esse termo na nossa série, nosso podcast, nos nossos materiais que a gente está produzindo. E eu pergunto para vocês o que para você seria ser um cuidador de esperança. Nesse contexto específico do cuidado, com crianças e adolescentes. Quem quiser pode começar, a gente está aqui numa mesa bem aberta, bem livre e as pessoas, com certeza, vão ouvir com muito carinho, assim, a experiência de vocês que vocês têm muito para acrescentar para a gente. Eu acho que, em primeiro lugar, que você precisa ter amor. Essa é a palavra chave. A partir do momento, em que você se sensabiliza com uma criança que não vem na escola, que não vai na igreja, que não vem na catéquese, é com ela que nós trabalhamos. Então, a nossa experiência, primeira coisa é você ter amor para doar, ouvidos para escutar. Então, se você tem essas duas fontes, o teu trabalho flui. Então, o cuidadores da esperança. A esperança são eles. A esperança é a criança e adolescente. Então, a criança e adolescente, ele não é o problema. Já dizia Dom Luciano. Ele é a solução. Então, se a gente consegue trabalhar dentro desses parâmetros do amor e da escuta-tiva, a gente começa a fluir o trabalho. Primeiro, a palavra chave que fica a ser cuidador de esperança. A gente sabe escutar. E que sabe amar. É lindo, né? É lindo isso que a Celia disse. Eu penso, mais ou menos isso, também, né? E mais algumas coisas, talvez, então, para completar aqui. Eu não disse, na minha fala, que eu sou a inicial de apresentação, que eu sou pediátria e advogada. Então, aí eu trago um pouco disso para aqui hoje. Também, talvez, é unir essa questão, assim, da ternura e da responsabilidade, na garantia dos direitos dessas crianças. Porque também trazer para dentro do ambiente eclesial, para dentro da sociedade, a garantia desses direitos, que estão previtos, previstos, por exemplo, no Estatuto da Criança do Adolescente. E, no Moto próprio, voçóis à luz do mundo, que é um documento que o Papa Francisco traz para a igreja, que trata de garantia também de direitos de crianças e adolescentes. Isto também é circuitador de esperança. Então, eu penso que, quando nós falamos nessas garantias, a gente pensa também em fortalecer as famílias, em fortalecer todos os direitos que são inerentes as crianças e adolescentes, a população infanta adolescente. Então, completando essa coisa linda que a Célia disse, eu penso que isso aqui é importante. Fortalecer a garantia desses direitos também dentro do ambiente eclesial. Só o fato de vocês estarem aqui hoje, eu acho que a gente está contribuindo um pouquinho mais para a gente transmitir o que é a circuitador de esperança para quem está nos ouvindo. O nosso público assim, para vocês entenderem, são catetistas, são lideranças, aquela dona de casa, que gosta de ouvir um podcast enquanto está fazendo alguma coisa, para pessoas que estão indo para trabalhar, que estão voltando do trabalho, estão nos escutando. Mas a maioria do público, para que a gente fala, a gente que está mesmo envolvido em alguma pastoral, ou em algum ambiente que precisa abrir um pouco olhar para essa dinâmica de prevenção. E daí vem uma pergunta que eu faço para vocês, assim, já de começo. Uma experiência pastoral, profissional, uma experiência na missão que marcou você em relação às infâncias. São inúmeras, com certeza. São experiências exitosas, e são experiências tristes. Mas eu tenho duas. Eu trabalhava com adolescente, que cumpriam medidas só seducativas. E a gente trabalhava também com as mães. Numa manhã chegou a uma mãe, lá, e eu aconprimentei e perguntei como ela estava, e ela disse, "Eu hoje estou bem graças a Deus, fui nossa que maravilha que bençam." E eu ia piar, não vou dizer o nome. Ela disse, "Ele está preso." E ela estava bem. E daí ela disse, "Eu falei mais. " E por que a senhora está bem? Porque agora eu sei onde ele está. Minha cozinha não vai faltar mais dada, dentro de casa, porque ela já não tinha mais pujão, não tinha mais nada. Então, são experiências que a gente vai trabalhar com as famílias, e a gente sofre junto ali. Mas isso tudo é porque hoje, as nossas políticas públicas, muitas vezes, estão chegada a essas famílias. Então, para ela se sentir bem, o filho dela tinha que estar bem dentro de uma unidade, fechada, e ele estava com banho, ele tinha todos os que ele precisava ali, quando na casa dela não tinha nenhum pujão de gás. Então, são experiências triste que a gente traz, outras perdiências. legal o Altair é o nosso coordenador do nosso regional sul 2, ele foi o menino de instituição hoje ele é advogado e ele que coordena a pastoral do menor no regional sul 2. Então isso é fruto do protagonismo que nós aplicamos né é o amor que a gente doa ele foi o menino atendido pela pastoral da menor eu uma experiência pessoal e profissional que eu vivi muito forte na minha vida foi o impacto de sair de dentro do hospital de clínicas e trabalhar com pediatria no interior do estado foi um impacto muito grande e me deparei com muita situações de desnutrição graves na década final da década de 80 foi isso e essas situações das crianças com desnutrição grave elas tinham era um problema de saúde era um problema pediátrico confundo social era um problema social e isto fez com que eu buscasse junto com uma outra colega pediátria alguma alternativa para de perder pacientes porque nós atendíamos os pacientes e eles não voltavam para não voltavam para as reconcultas eles morriam então essa experiência nos levou a buscar bater de porta em porta criou uma rede de solidariedade muito grande e nós colaboramos na escrita de um projeto na criação de um centro e na implementação daquele centro de nutrição para atender crianças e as suas famílias é isso teve uma repercussão muito grande na minha vida pessoal na minha vida profissional passei a enxergar de modo mais concreto o que é o sofrimento e eu sou muito feliz eu sinto um orgulho bom porque nós fomos protagonistas desse trabalho um grupo grande de pessoas este centro foi criado em 1994 e existe até hoje hoje ele é um instituto e não trabalha mais com crianças de nutridas mas existe até hoje isso foi muito importante para mim luze e atitudes que vão fazendo com que a nossa vida a gente possa dizer olha chama pelo nome as pessoas que a gente conhece que passaram pelas nossa vida e deixaram marcas né falando que agora é o coordena do tal aquela manha aquela criança de nutridas que deixam marcas na gente que a gente leva para a vida inteira tanto que hoje aqui há tantos anos depois estão aqui com essas marcas então transmitindo para quem está nos acompanhando é com certeza se a gente fosse contar outras experiências teriam outras experiências também bem marcantes mas a gente também quer enxergar um pouco a realidade de hoje quer saber de vocês como é que vocês enxergam essa realidade de hoje e a gente faz intervalinho e a gente volta já já para a gente para um segundo bloco onde a gente vai enxergar a realidade de hoje a partir da experiência de vocês você que nos acompanha nós estamos aqui com a datoreliana com a Celia Maria e queremos também que você vai lá no site do centro de defesa marista da infância na aba do projeto e acus de proteção que você já conhece você vai lá e vai baixar o material que a gente tem sobre esse episódio do podcast que a gente fala lá cuidadores de esperança pelas infâncias olhar com ternura e agir com coragem então vai lá com muita coragem faça o download e vem aprofundar esse conteúdo de hoje com a gente nessa dinâmica a gente quer enxergar um pouco da realidade de hoje a gente tem dados que mostram que as crianças do Brasil hoje vivem em situação de pobreza e situação de violência então como que vocês como profissional como alguém que está na Portugal como alguém que também órgãos da igreja que que alcançam outras lideranças que chegam em lugares assim onde às vezes a pastoral também não está muito envolvida então como é que vocês enxergam que a igreja pode olhar para essa realidade com mais ternura e aí eu aproveito já juntando outra pergunta a gente sabe que muitas crianças nessa dinâmica de de prevenção e de dignidade humana são silenciadas são incompreendidas então como que nós podemos criar espaços de escuta verdadeiro dentro das nossas comunidades duas perguntinhas podem responder intercaladamente fiquem a vontade para a gente poder fazer com que essa conversa também se torne leve pra quem tá discutendo a gente então é hoje nossa a pastoral do menor ela está muito institucionalizada é necessário que saíamos dessas instituições e verapaz paróquias então ela se trabalha hoje muita nível de océssia nós somos um conjunto das pastorais sociais e gostaríamos de estar nas paróquias mas nós temos nós enfrentamos dificuldade de estar nas paróquias porque as crianças que a gente atende ela não vem na igreja né então é necessário a partir daquele encontro de brasilha da torelhiana desse documento novo que saiu que a gente abra esse espaço dentro das paróquias e que mais pessoas estivessem envolvido porque a criança é o nosso futuro de amanhã e esse futuro ele é hoje ele não é o futuro de amanhã ele é o futuro de hoje então a gente pode trabalhar trazendo novos componentes né buscando novos a gente pra se fazer envolver mais pessoas a criança adolescente hoje dentro da pastoral do menor na maioria delas estão dentro das unidades dentro dos censes né eu mundo ele é muito provocativo pros nossos adolescentes nós temos um trabalho que é o plano de política da infância então com esse plano nós temos um protocolo viu da torelhiana então esse protocolo é pastoral do menor já tem que é como faz os encaminhamentos esses encaminhamentos dos adolescentes que comprem medida só seducativa o conselho do telar então a gente trabalha nesse contexto e nós estamos hoje com duas frontes bem abertas uma dela escola de cidadania onde nós trabalhamos inclusive com os post-crismas esse trabalho tem sido assim maravilhoso porque nós temos uma chance de adolescente dentro das unidades das câmeras de vereadores participamos até os aí temos outra frente que são as visitas ao cense aqui em Curitiba ele está sendo assim com uma visibilidade muito boa fazendo a Rio Grande já nos procurou são José dos Piagas e ele está sendo o foco de de vitrine com essas visitas que nós estamos fazendo então hoje nós estamos assim o que falta é a aceitação das nossas paráquias né e uma aceitação é que a gente possa entrar dentro porque nas comunidades carentes nós já estamos mas nós precisamos demais nós precisamos estar dentro dos espaços das políticas pública porque nós enquanto a gente a gente trabalha muito dentro da inserção das políticas públicas né e essa inserção nos permite estar dentro desses espaços célia se uma pessoa quiser conhecer hoje a pastoró no menor ela vamos dizer que ela nunca ouviu falar não sabe o que é o onde que ela pode procurar na arque de acesse de coritiba tem um espaço das pastorais sociais se for enquanto de acesse qualquer de acesse ele procura o centro de evangelização ele vai ter quem é a pessoa responsável pela pastoró do menor na de acesse e como ela está articulado como ela está trabalhando é negócio que fica o recadinho se você quiser conhecer a pastoró do menor aprofundar colaborar acredito que foi também chamado aqui da célia pra gente né que senti mesmo essa dinâmica de eu posso fazer alguma coisa mais eu posso ajudar posso colaborar posso contribuir som educador quer trabalhar com alguma pastoró social também procura pastoró do menor da sua de acesse da sua arque de acesse com certeza vai ser você for a nível regional nós temos a CNBB ligando na secretaria da CNBB também ele vai indicar esse é o coordenador que é para a tua dentro do regional. e cada diocese quem são as pessoas responsáveis. Então o documento que a Celia acabou de comentar é o moto próprio Vosestes, Lucas Munde, e ali o Papa Francisco, já no preâmbulo, ele fala de forma linda, maravilhosa, como é que nós, como igreja, devemos olhar para conternura para essas realidades. O Papa Francisco estava falando no contexto dos abusos, da prevenção de abusos, de violência, mas nós entendemos isso de uma forma muito mais ampla, porque isso aqui cabe para qualquer situação. Ele diz que nós precisamos fazer uma conversão profunda dos corações que deve ser essa minha interpretação, mas está escrito lá no documento, a gente pode olhar. Que deve ser concreta e eficaz, por meio de ações concretas e eficazes, para prevenir e evitar as violências. Então o nosso entendimento que pode ser trazido para qualquer aspecto da garantia de direitos das crianças é esse. Nós temos que ser concretos. Nós temos que sair da teoria e termos atitudes concretas. E isso quer dizer o quê, no meu entendimento. Nós temos inúmeras situações de vulnerabilidade na nossa sociedade, inúmeras. Nós, como igreja, com todo o fundamento evangélico que nós temos, o nosso, a nossa referência de amor e de ética e de ações de atitudes concretas, foi Jesus, é Jesus. Então nós temos que ser concretos. Nós não podemos nos calar em quando nós sabemos que existem crianças e adolescentes que morrem de forma. Nós não podemos nos calar quando nós sabemos que existem crianças e adolescentes que não conseguem para a escola. Nós não podemos nos calar quando nós sabemos que tem crianças e adolescentes que sofrem violências. Nós temos que ser concretos e temos que ser aqueles garantidores dos direitos que estas crianças e adolescentes têm. Então eu entendo que este preâmbulo do moto próprio voçois à luz do mundo, a gente possa de trazer para todos os aspectos de garantias de direitos de crianças e adolescentes. E desta forma, é desta forma que eu entendo que olhar da igreja com ternura deve ser implementado por cada um de nós. Lembrando que se você entrar no site do centro de defesa, lá nesse material que a gente está acompanhando hoje, vá por esse nome, pelas infâncias, olhar com ternuras de concoragem, você vai encontrar referências lá de documentos, esse documento que a gente está falando aqui, está lá para você também conhecer. A gente também tem um material que a gente está preparando para você com uma linguagem mais acessível, para quem quiser conhecer o documento, possa ler, interpretar e ter presente também os passos a seguir na comunidade. Então é só baixar esse material e aí lá no site do centro de defesa você encontra outros materiais para poder também fazer com que, aquilo que a Celia disse que acontece na Passaró do Minor, que doutor Eleanitrusse, na gente dá esse passo de ser a coragem a pessoa que tem atitude, também de garantir direitos, possa ser. De acordo com aquilo que a Igreja está pedindo também, acho que esse é o passo principal. Então pode ir lá baixar e aqui queria também deixar um recado para os nossos passeiros, olha quem está ajudando a gente a construir essa dinâmica toda de proteção junto, com o projeto X, é o núcleo Luxmond, que é um grande passeio do nosso, com quem nós já logamos muito, e construímos tudo isso juntos, a Polk Paraná, a diocesse de São José dos Pinhais, que você já conhece, já comentei aqui, que a gente está fazendo um projeto, lá de uma piamenta, uma pesquisa, para entender como é que funciona a questão da prevenção, também de uma diocesse, e eles estão muito abertos também para acolher aquilo que a gente está levando de novo para a diocesse. Faral de 1817, Rádio Amari Servido de Esuíta, e também a Rádio Lio da Seguinizamérica Latina, que também vai como. é nosso passeio aqui na transmissão do SpotCast. Nós estamos aqui com a série, quando eu estou deliane, a gente vai fazer um pequeno intervalo, tomar uma aguinha, você também pode ir lá, tomar sua aguinha, a gente já volta, com o terceiro bloco, onde a gente vai trabalhar com as minhas de feias, são concretas, a gente já começou a falar disso, já começou a falar de feias, já começou a falar de documentos, já começou a falar de como que a gente pode agir concretamente, mas a gente vai reforçar, para que você possa também gravar, e, na sua mente, anotar no seu caderninho, e a gente volta já. [música] Estamos voltando com o SpotCast, articulador de esperança, nesse episódio, onde estamos falando de proteção e cuidado, as infâncias, com o olhar de ternura, e uma ação, que nos leva a ser corajosos, no dia a dia, temos a série aqui, da paixaroa do menor, temos a Dr. Eliane também, do Nucleolox Mundi, e a gente retoma, um tema que a gente deixou no bloco passado, que é a escuta verdadeira, dentro das comunidades. Dr. Eliane vai dar uma palavrinha, para a gente entender como que se fala de escuta, e o que seria essa escuta? Hoje, nas nossas comunidades, e como que você pode também refletir, na dinâmica de proteção. Dr. Eliane. É importante, a gente, só falar rapidamente, que, neste documento, que nós comentamos, no Moto próprio, voz estes, Lucas Mundi, voz tois aluso do mundo, ele vem para a igreja, com dois pedidos fundamentais. O primeiro, no artigo segundo, o Papa Francisco pede, que a igreja cria, sistemas estáveis, sistemas organismos, estáveis, serviços, organismos estáveis, facilmente acessíveis ao público, para o acolhimento de vítimas de violências. E no quinto artigo, ele fala que este acolhimento deve ser um acolhimento amoroso, ele não usa a palavra amoroso, mas é isso que ele quer dizer, que a vítima se sinta acolhida. Então, ele propõe, com isto, um local, que seja um local para a escuta, de quem sofre violências, de quem precisa de ajuda. E isto desencadeia, dentro da igreja de 2019, quando é promulgado, se documento, que foi confirmado em 2023, isso desencadeia a criação destes serviços, destas comissões, e, além disso, é papel dela, criar ambientes com uma mudança de cultura, onde a cultura do cuidado seja trazida para este ambiente, onde nós temos crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Quando ele pede esta criação destes ambientes, nós entendemos que precisa que haja uma formação desta cultura. Então, precisa que haja a formação das pessoas que estão envolvidas, no atendimento à crianças e adolescentes, para saberem como acolher quem sofre, e evitar que existam casos de violências de abusos. E isto deve ser um serviço que a igreja localmente faz, que, em todas as diocésies, tenham estes ambientes que o Papa Francisco pede no mato próprio voz estes Luxemundi. É importante dizer que crianças e adolescentes não serão ouvidas nesses ambientes, porque nós, no estatuto da criança do adolescentes, nós temos previsão de escuta para as crianças. Existe lei que prevê como essas crianças devem ser escutadas para evitar que elas sejam revitimizadas, que têm o que reviver toda vez. Então, é importante nós termos esta consciência, sabermos que a igreja traz essa proposta que o Papa Francisco trouxe essa proposta para dentro dos nossos ambientes, e que é uma forma também de encolaboração com a sociedade civil, evitarmos que tantas crianças continuem passando por vidas, sei-fadas, emocionalmente, e nós, não, apesar de termos estas crianças que se inscrevam nos nossos vídeos. catéqueses nos nossos movimentos ou nas nossas pastorais que nós nem reconheçamos isso e nem saibamos o que fazer. Um outro aspecto importante que o Papa Francisco traz no moto próprio é aquele que também é para ser uma forma de escuta, né? É que quando nós imaginamos, assim, percebemos supomos ou temos fundados motivos para supor, sabemos ou temos fundados motivos para supor que uma criança ou adolescente está sofrendo alguma forma de violência, nós temos obrigação de falar dentro da igreja e na sociedade civil também, a sociedade civil, nós temos lei, já desde o artigo 13 do estatuto, artigo 13 da lei 13.331 também e depois lei menino em Ri-Borel nos compéli, é crime saber ou imaginar que está tendo uma violação de direito contra uma criança e não comunicar autoridade civil. Então isso é só para dizer que tem muitas bandeiras de fazermos essa escuta, né? Dentro dessa dinâmica, a gente pensa assim, a passora do melhor, por exemplo, nasceu com a campanha da fraternidade de 88.87, de 87. Em 87, a igreja do Brasil já tinha essa, esse olhar especial para a criança e para adolescente, já se passaram em mais de 30 anos, 38. Quase 40 anos. Quase 40 anos. E a gente continua falando desse olhar. Papa Francisco vem com o documento, os seus alunos do mundo, a igreja do Brasil também com o núcleo Luxmond, que é também uma potência que ajuda a gente abrir um pouco a mente, a entender o que significa a escuta, o que a gente pode fazer? Mas dentro dessa dinâmica, a passora do menor já veio preparando esse caminho também, olha a gente, vamos olhar pra cá, vamos ter esse olhar, aí a série já dizia, não sou as crianças que estão lá, mas na paróquia, como é que a gente pode entrar, como é que a gente, que portas estão sendo abertas para a gente hoje, para poder falar disso dentro das comunidades, das paróquias, maior, acho que o maior, a maior missão do projeto é a coisa de proteção, acho que unha essas duas coisas, né? A missão do núcleo que é falar também dos documentos e trazer essa questão do protocolo da escuta e a passora do menor que tem esse olhar de muito tempo, e a gente vem com mais custos de proteção retomar essas coisas, retomar esse tema, retomar essas atitudes e trazer uma luz nova assim, vamos ver o que está acontecendo mesmo, o que a gente está colocando em prática, do que foi dito pelo Papa Francisco aqui nesse documento, nesse, nesse, então acredito que teve vocês aqui hoje, para a gente é a união dessas duas dinâmicas da escuta, da ação, da coragem, da ternura, que é o tema do nosso podcast, e assim, eu convido as pessoas que estão nos acompanhando, a mais uma vez, e nem lá, a gente trouxe referências, a série está aqui com uma pilha de livros, topo que eu quero mostrar, vamos já deixar a série mostrar a pilha de livros dela, mas a gente indica muito o documento, os seus alunos do mundo, o Papa Francisco, o EC, a gente menciona, a gente está em ali, a série já vai mostrar, e tantos outros referências que a gente coloca no subsídio que a gente preparou para esse episódio, que está lá no site do centro de defesa e você pode baixar e refletir com sua comunidade, simples, ele é simples, e a doutora ele tem feito algumas experiências, sabe que a linguagem é bem acessível, sabe que os materiais também são bem possíveis de serem lidos e refletidos em comunidade, então, para a gente, assim, é uma alegria e dá uma esperança, a gente está no jubileu da esperança nesse contexto, para mim, assim, é um sinal de esperança, a gente falar de pastoral do Minot, que tem 40 anos, e trazer também nucleolux-mundo e ecos de proteção e outras dinâmicas que a igreja também, ali está florescendo e fazendo, colocando a invista, né, o que está acontecendo, o que a gente está fazendo, como que a gente pode se preparar melhor, para acolher as crianças e prevenir essa dinâmica dos abusos e etc. Então, assim, como a gente pode um recadinho para as famílias, peço para vocês, assim, membreviment, um recadinho para as famílias, como que a gente pode inspirar as famílias, as comunidades, a protegei e acompanhar integralmente as crianças. Eu vejo assim, para a gente incentivar, sem seibilizar, a gente primeiro precisa conhecer. Se você não conhecer a mística e a profundidade que a pastoral do menor tem para mostrar, nós não vamos sensibilizar. Porque só se sensibiliza quem conhece. Então, primeira coisa é deixar nós entrarmos dentro dos espaços, para que a gente possa mostrar o dinamismo que a pastoral do menor tem. Ela tem documentos precisos, riquíssimos. Então, o primeiro deles são os princípios e diretrizes. Depois, nós temos um projeto político pedagógico que foi criado a partir dos adolescentes. No foro nós, a gente que construímos, foram a partir deles. Então, tudo com eles que sem eles não podem fazer. Esse aqui é o Estatuto da Criança de Adolescente. Foi o primeiro Estatuto que a pastoral do menor fez, lá em 1990. Então, esse daqui é o que nós ganhamos agora, no congresso, no sexto congresso, agora que teve aqui em Curitiba. Então, você vê a diferença de como era pequenininho, o Estatuto. Veja quantas implementações ele já teve. E nós estamos aí para fazer essa sensibilização. Porque se eu não conheço, se eu não conheça a palavra de Deus, eu não posso evangelizar. Então, a gente só evangeliza a partir daquilo que a gente conhece que a pessoa diz Jesus. Nós temos aqui o plano de proteção da política integral, e aqui tem todos os protocolos. Nós temos um plano de formação que desde o início, lá no código dos menores. Então, ele traz toda uma linha do tempo. Nós temos também, lançamos uma campanha de oportunidade e ninguém nasce em frator. Porque os nossos adolescentes, logo lá em 2005, nas medidas suas educativas, com a implantação do Sinás, nossos adolescentes chegavam nas escolas e os próprios professores diziam "eu sei, porque você está aqui, você não pode fazer nada". Então, quer dizer, ele não era visto como igualdade. Então, a partir daí, nós começamos a trabalhar com empresários, onde o menino vai fazer a medida só ser educativa. Então, essa sensibilidade, a gente consegue passar, mas a gente precisa também entrar. Então, é nesse sentido. E o estatuto da criança e da adolescente, para nós, pastoral, ela é uma carta de princípios e diretrizes. Ela não é só um documento, que é se eu não ver dessa forma como uma carta que bem traz todos os princípios para eu atuar dentro da área da infância, não vou conhecer. Então, nós precisamos sair dos pensamentos do menor infrator, menino só traz problema. Então, a gente tem que lidar com amor. E muitas vezes, nós a gente somos canal da denúncia, porque a gente cria vínculo. E quando você cria vínculo com adolescente, ele te conta. Aí, você passa a ser esse canal de informação da denúncia, nós somos, trazemos o aduncio, mas nós também somos o caminho no canal da denúncia muitas vezes. Voltamos para essa dinâmica da escuta, né? A gente começou falando de escuta. A Sela encerra, fala dela nesse bloco, falando da importância de ser alguém que está disponível para escutar uma adolescente. É como adolescente para escutar uma criança que espontaneamente partilha a experiência. Então, com certeza você teria experiências para contar nesse sentido. Mas não é objetivo aqui nosso. Nosso objetivo é abrir a mente de quem está ouvindo, de quem está vendo a gente, para que é possível você aprofundar um pouquinho esse tema e conhecer melhor. É possível que você um dia não esteja esperando alguma criança chegue até você e relate algum caso, como que você pode fazer? Nesse episódio você descobre, nesse material, que a gente pediu para você baixar, você descobre também um pouquinho. No site do Centro de Defesa, a gente está disponibilizando constantemente materiais para ajudar você nesse processo. A gente vai encerrando esse bloco agora, a gente vai fazer uma pausa, tomar uma água, vá lá, tomar um cafézinho, e depois você volta, que a gente vai encerrar também. Com uma mensagem de esperança, vamos trazer assim, esperança, quais são as nossas olhadas esperança para o futuro? O que a gente tem como igreja do Brasil que dizia assim, não sei isso aqui, da esperança para a gente. Vamos continuar isso aqui, a gente pode continuar fazendo. Então, agora a gente faz uma pequena. na pausa e a gente volta a já. Estamos de volta com um podcast cuidador de esperança. Falando das infâncias e de como nós podemos olhar com coragem, olhar conternura e agir com coragem, tivemos um jubilho da esperança dos adolescentes das crianças ali recentemente, tivemos a canonização de dois jovens. Que também estavam ali inseridos nesse contexto de crianças e adolescentes e pessoas, que lutaram por um mundo de esperança na igreja. Então, agora sim, para a gente falar diretamente com quem está ouvindo esse podcast, a gente falou do Papa Francisco, do documento "Você os Elos do Mundo", falamos do eca, também falamos do processo de escuta. Acho que desse episódio fica para mim, assim, escuta. É uma escuta verdadeira, uma escuta que transforma, escuta ativa, uma escuta certiva também. Então, assim, como que você faria para convencer alguém de que agir em defesa das crianças hoje, vale a pena nessa realidade, que a gente vive? Eu acredito muito no amor das crianças dos adolescentes. Então, nós acreditamos que é possível transformar através do amor, através da escuta, da tenura. Então, nós acreditamos disso, e eu brinco assim, uma vez que você foi fazer um trabalho com criança ou com adolescente, você foi convidado para fazer uma tarde com uma criança. De juros, nunca mais você sai de lá, porque você volta, que é uma coisa cativante, né? Então, a gente acredita no amor da criança e da adolescente, e que a gente pode fazer sim a diferença da vida delas. Não importa o tamanho, mas a diferença ela é feita. Tanto acredita que você está há 30 anos, né, Celia? Trinta anos, sem essa pessoa que com certeza já escutou muitas crianças, já escutou muitos. Trinta anos atrás, eu já era casada 10 anos, e assim, do nada, apareceu uma doção de uma criança. Nós adotamos essa criança, e ela tem hoje trinta anos, e nunca mais eu deixei de trabalhar com criança e adolescente, ajudando naquele que tenha necessidade. Que lindo, sua experiência. Então, é o amor. Eu fico sem palavras, porque também sou de uma família assim que adotou duas crianças. No contexto que a gente não tinha muitas condições, a minha mãe foi lá, e meu pai adotaram, tiraram de uma situação de vulnerabilidade. E cresceram, eu te são duas mulheres lindíssimas assim, que não é muito orgulho para a minha mãe, para o meu pai. E esse assunto é o assunto que me toca muito, de crianças vulneráveis, porque eu vivi com minha mãe e vivi essa sensibilidade, se nos olhos dela, no meu pai, não a nossa família, já pode acolher. Vamos acolher, mais uma, e depois vem o outro, sabe? Dr. Eliane, convença as pessoas. A criança é o futuro, né? A criança é o futuro, e a criança é a esperança. Então, eu vejo que isso basta, para a gente se envolver, querer trabalhar, querer se doar, porque criança é o futuro e criança é a esperança de um mundo melhor. E o nosso testemunho é importante também, para que este mundo melhor venha. Então, acho que eu resumiria assim. E o amor Evangelico não pode nos deixar inérdice. E como eu disse, penso que a nossa referência é alta de ética, de amor, é Jesus. Não podemos esquecer que quem se propõe a trabalhar com as crianças tem que se preparar bem. Tem que ser alguém que olha. Vou também fazer esse empenho de me preparar, de ser um agente de pastoral, seguir conhecidos do comento, se conhece como lidar, depois de uma caminhada de 40 anos, a pastoral do menor, com certeza, aprender muito com as próprias crianças a como lidar. No Clalux Mundi, toda a caminhada que o Dr. Eliane vem fazendo também com as instituições. Ensinam também a gente como agir. O eco de proteção está também ali caminhando, engatinhando, e aprendendo pouco a pouco como é que a gente pode ser essa luz também. Para a pastoral do menor, para a gente de pastoral do menor, para o Catequista, para o Padre, para o Bix, para quem quiser aprofundar essa ação de saber um pouquinho mais. Então, assim, fica o meu convite para você, mais uma vez, vá lá, baixos materiais. E procure também saber como você pode ajudar sua comunidade, sua diocésia e sua família. E já começa assim a agradecer a vocês duas pela presença, pela partilha de vida, pela experiência que trouxeram para a gente. Com certeza, a gente vai ter outras oportunidades de falar um pouquinho mais, de partilhar aquilo que vocês trazem, que é tão rico assim. Eu fico muito agradecida de ver mulheres como vocês, que são inspiradoras para a gente que está aqui, começando a aprender sobre isso agora. Eu digo porque assim, eu sou novinha nessa ação, falei para a doctora Eliane, não sabia que existia o centro de defesa, antes de trabalhar no centro de defesa. Mas a gente que já tem uma caminhada na igreja, não sabe. Gisele, e nós temos exemplos da igreja importantíssimos, que nós não conhecemos. O Centro Marista é um, o trabalho que o Centro Marista faz há 15 anos, é maravilhoso. Tanto para dentro da igreja, como para a sua cidade civil, pastoral do menor, a Celia disse aqui, o núcleo novos mundia, a gente está lá há 5 anos em penhadíssimos, a rede um grito pela vida, rede clamor, a própria carita, o maravilhoso, a rede caminhos de esperança, que é uma rede de jovens, o trabalho que esses jovens, o protagonismo desse jovens é uma coisa fantástica. Depois tem na sociedade civil a proposta do inspire, que tem que trás para a nossa papa Francisco Cita, numa carta para os Presidentes das Conferências Episcopais, em 2019, projeto em inspire, o plano, que é uma coisa internacional, como um exemplo de ferramenta de para a gente poder melhorar, prevenir os abusos, então nós temos aí um leque de possibilidades, possibilidades instituições e assim, vocês trouxeram essa luz hoje para iluminar a mente de quem nunca eu vi falar. Então, assim, eu estou muito agradecida e com certeza, vou voltar nesse podcast, escutar o que a gente conversou aqui de novo, fazer minhas anotações e recomendo que você também vai fazer isso, obrigada, João, aqui, que está na nossa produção, sofia, que nos ajuda. Jusseis de São José de Espemias, porque para na Faró de 1817, Nucla Luxemundi, Rádio Maricerville, Rádio Olívio e todos os outros parceiros que também estão com a gente nessa jornada. Pastoró do Menor, Procur Sabévil, não deixe de acessalar o site da pastoró do Menor e procurar também estudar um pouquinho sobre as pastorais sociais que a nossa igreja tem que fazer então, tudo bem, há muitos anos. Então, obrigada. Obrigada. Até a próxima, nosso próximo episódio, a gente espera você, um abraço. Você pensa que acabou, mas ainda não acabou. Esse nosso episódio sobre as infâncias trouxe também um convidado muito especial, freio você verino o clássico. Se você não conhece, você vai conhecer agora e ele traz uma mensagem para você que nos acompanhou e que com certeza vai também se sentir contemplado nas falas de Don Severino e vai querer compartilhar esse episódio com muita gente. Então, fique com a fala de Don Severino e com certeza não deixe de compartilhar o nosso episódio. Um abraço. Don Severino Clase, Narcebispo de Maringa, e também presidente nacional da pastoró da criança e no Paraná também o bicho referência para a pastoró do menor. Nossa mensagem hoje, você me dirigia a vocês para anotar nessa nossa grande preocupação desse mundo, empantiu a adolescência da pauta do coidado, as estatísticas mostram um número muito grande no Brasil de crianças que não são muito atendidas, muito acolhidas, que vivem situação de vulnerabilidade, até diremos alguns de pobreza extrema e de violência do Améssico, que é violência na família e na comunidade. Então, é uma realidade que nos preocupa nos assusta e na pastoró da criança nós temos toda a mente, cuidado da vida. visita e conhecer as realidades gritantes para que nas celebrações da vida, nós possamos dar um pouco mais de termuras crianças, e, sobretudo, acompanhá-las na sua primeira infância. Por isso, a igreja tem uma grande missão, uma responsabilidade muito grande de evangelizar. E evangelizar significa que levar a boa nova de Jesus Cristo a partir das gestantes, a partir dos casais que quando começam a formar um novo lar, para que quando as crianças surgirem e nas serem, elas possam ter um ambiente saudável necessário. E, por isso, a missão da igreja é formar o cuidado a pastorais de ir ao encontro. Nós estamos muito acostumados a receber os fieis nas igrejas, e nós acomodamos com elas dentro das igrejas, mas a missão da igreja é muito mais difícil. Ela tem que sair, tem que ir ao encontro, onde elas moram, conhecer os bairros, a situação das famílias onde elas moram, para ali levar uma palavra de conforto, uma palavra espiritual, e também de orientação como se alimentar, como ter regime, como buscaram as sustentabilidade, a educação, o cuidado e tudo mais. Então essa é uma grande missão da igreja, porque ela tem, na sua essência, o cuidado, levar a boa nova de Jesus Cristo, quer que todos tenham vida e vida em abundância. E o Papo Francisco, exatamente, vem nos dizer que o Papo Francisco veio na sua grande papado, de anunciar a um mundo que a igreja saia das suas estruturas, das suas quatro paredes, e olhe para o rosto das pessoas mais vulneráveis, mais necessitantas, mais carregadas da falta do carinho da termino do amor. Então essa é a missão que a igreja recebe, sair das suas estruturas, levar a simplicidade do Evangelho, encontrar-se com as famílias, formar grupos de convivência, grupos de lazer, grupos de estudo, grupos que também pensam no trabalho na sustentabilidade, numa educação inclusiva e solidário. É isso que nós precisamos entender, a igreja tem essa missão, e nós precisamos abrir os olhos e, de encontro, para eliminar tanta pobreza, tanta violência doméstica por falta de conhecimento de Jesus Cristo e da sua mensagem no mundo de hoje, que nós possamos levar como igreja um pouco mais de esperança, ánimo, para essas famílias que muitas vezes também não sabem o que fazer. Nós podemos fazer muito juntos, podemos transformar vida dessas crianças e dessas famílias para o mundo melhor, o mundo mais justo, o mundo mais fratero. Essa é a nossa preocupação, e também o nível nacional, a pastorada criança, nós quando preparamos líderes, o que falcam líderes, líderes para visitar as famílias e levar essa mensagem de conforto para todas as nossas crianças. Que Deus abençoe e nós podemos ter uma vida mais livre, mais justa e fratero.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O tema central do podcast é o cuidado com as crianças e adolescentes, com foco na ternura, na escuta ativa e na ação corajosa, conhecido como "cuidadores de esperança".
  2. A pastoral do menor tem 40 anos de história e mantém sua identidade teológica, mesmo com mudanças jurídicas, baseando-se no amor e na proteção da criança.
  3. O documento "Moto próprio Vos estes Luxemundi" do Papa Francisco promove a criação de espaços de escuta, acolhimento e cuidado para vítimas de violência, exigindo ações concretas e éticas.
  4. Crianças e adolescentes são vistos como soluções, não como problemas, e o trabalho pastoral deve partir do amor, da escuta e da responsabilidade por seus direitos.
  5. A igreja tem uma missão de sair das estruturas institucionais e ir ao encontro das famílias vulneráveis, oferecendo apoio, educação e esperança.
  6. Há necessidade de formação e sensibilização para que pastores, líderes e comunidades possam agir com coragem e compreensão na proteção infantil.
  7. Experiências reais de trabalho com crianças, como a recuperação de adolescentes em situação de risco, mostram o impacto transformador do cuidado e da esperança.
  8. O projeto Ecos de Proteção e parcerias como o Núcleo Luxmund fortalecem ações de prevenção, escuta e formação de cuidadores no ambiente eclesial e social.

Summary:

O podcast "Ecos de Proteção" aborda com profundidade o tema dos cuidadores de esperança nas infâncias, destacando a importância do olhar com ternura e da ação corajosa. Com a participação de Celia Maria, da pastoral do menor há 30 anos, e Dr. Eliane, ligada ao Núcleo Luxmund, o episódio explora a trajetória histórica e ética do cuidado infantil na Igreja do Brasil.

Destaca-se o documento "Moto próprio Vos estes Luxemundi" do Papa Francisco, que exige espaços de escuta, acolhimento e ações concretas para prevenir violências contra crianças e adolescentes. A narrativa é enriquecida por experiências reais de trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade, mostrando como o amor, a escuta ativa e a responsabilidade por direitos humanos transformam vidas. Também é destacada a missão da Igreja de sair das estruturas tradicionais para ir ao encontro das comunidades carentes, formando grupos de apoio e promovendo a educação e a sustentabilidade.

O conteúdo é complementado por materiais disponíveis no site do Centro de Defesa da Infância, que ajudam aprofundar o tema. O episódio encerra com a mensagem de que a criança é o futuro e a esperança de um mundo mais justo, solidário e humano, reforçando a necessidade de sensibilização, formação e ação coletiva para proteger as infâncias.

FAQs

É ter amor, escuta ativa e sensibilidade para perceber a criança como solução, não como problema. O cuidador de esperança é alguém que acolhe com ternura, atua com coragem e reconhece a criança como portadora de esperança.

A Igreja pode olhar com ternura ao se envolver diretamente nas comunidades, escutando com verdade, garantindo os direitos das crianças e se tornando um espaço de acolhimento e proteção, como proposto no documento "Vozes do Mundo".

Garantir os direitos das crianças é essencial para sua dignidade, bem-estar e desenvolvimento. Isso inclui acesso à educação, alimentação e proteção contra violência, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A escuta verdadeira transforma a relação com as crianças e adolescentes, permitindo que elas se sintam seguras para compartilhar experiências. Isso é fundamental para prevenir abusos e violências, especialmente em ambientes de risco.

A pastoral do menor precisa se expandir para as paróquias para atingir as crianças no seu ambiente familiar e comunitário, onde elas vivem e crescem. Isso permite um olhar mais próximo e um cuidado mais integrado e cotidiano.

O documento "Vozes do Mundo" propõe que a Igreja ofereça serviços estáveis, acessíveis e amorosos para vítimas de violência. Ele é relevante porque exige ações concretas e um olhar de ternura para as crianças vulneráveis.

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