Episódio 2: Por um olhar digno às pessoas com deficiência
from Farol 1817
1h 3m 4s
O episódio do podcast "Cuidadores de Esperança" aborda a importância de um olhar digno e inclusivo para as pessoas com deficiência, destacando a necessidade de escuta ativa, sensibilização e ações práticas. Ana Caroline compartilha sua trajetória de trabalho com mães de crianças com deficiência, criando redes de apoio emocional e promovendo a inclusão na catequese. Denise, pessoa com deficiência física, fala sobre sua jornada profissional e o papel da inclusão no ambiente de trabalho, destacando a importância de adaptações simples e sensibilização. Ambas enfatizam que a esperança está na construção de pontes sociais, onde as pessoas com deficiência se sintam acolhidas, respeitadas e protagonistas. A discussão aborda a lacuna entre legislação e prática, especialmente nas políticas públicas de acessibilidade, que ainda carecem de implementação efetiva. Também é destacado o papel das comunidades religiosas, com missas adaptadas e formação de catequistas, para promover a inclusão espiritual. O tema da proteção é tratado como essencial, com ênfase na escuta ativa, na identificação de sinais de abuso e na criação de redes de apoio. O episódio conclui reforçando que o cuidado integral exige um olhar empático, uma mudança cultural e a participação ativa de todos — não apenas pessoas com deficiência, mas também comunidades, famílias e profissionais — para tornar a vida cotidiana mais acessível, digna e esperançosa.
(música)
Olá, você que nos acompanha esse é mais um episódio do podcast cuidadores de esperança.
E nós estamos aqui com duas convidadas muito especiais, Ana Caroline,
Ia Denise, e hoje o tema do nosso podcast é cuidadores de esperança por um olhar digno às pessoas com deficiência.
Então nós vamos falar de inclusão, vamos falar de inclusão, vamos falar de acessibilidade, vamos falar de cuidado integral
para com as pessoas com deficiência, porque às vezes a gente fala de cuidado integral, mas pensa em outras pessoas,
mas aqui a gente está trazendo assim, realidades específicas para a gente ter um olhar assim um pouquinho mais integral também
para as pessoas com deficiência, né? Então assim, queria pedir para vocês se apresentarem,
dizer em que vocês fazem, de onde vocês vieram, é a missão de vocês no mundo, o que é que vocês também estão aí fazendo de bonito
para as pessoas, para a gente compartilhar com quem nos acompanha.
Para as vezes, aqui com vocês, dividir a mesa com vocês, para falar de ser assunto tão importante, né?
Então eu sou na Caroline, sou vizinha de vocês aqui, são adissões das pinhas, onde eu atuo como psicóloga clínica, né?
É a minha formação, é dentro da psicologia, e dentro da psicologia, hoje em dia eu faço clínica com as mães de crianças com deficiência, né?
Cheguei nesse lugar, mas vim do cuidado da criança, né? Então atendi durante 8 anos aí as crianças fiz acompanhamentos com elas,
e não é especialmente com questões de transtorno do neurodesenvolvimento, e nessa caminhada me deparei com o olhar materno, né?
O olhar da mãe que fica ali na recepção, angustiada, tentando fazer uma laborismo, né, com cuidar criança, conseguir dinheiro,
conseguir vagas, né? E dúvidas dúvidas angústias, e como eu era psicóloga, eu sou psicóloga, mas era psicóloga de uma instituição específica,
eu era indicada para falar com essas bães, e nessa fala eu me deparei com o olhar que não era visto, não era acolhido, era sempre. Era sempre uma pessoa que recebi informações, recebi a demandas, mas ninguém parava para ouvir o que essa mãe estava passando,
o que ela estava entendendo nesse momento, nesse diagnóstico que foi dado para essa criança, se foi dado em diagnóstico, estava em investigação, enfim.
E isso me fez buscar, né, onde estão, onde estavam as informações sobre cuidado materno demais com crianças atípicas,
e eu fui para o mestrado estudar isso, então, e daí no mestrado eu consegui trabalhar com pessoas profissionais que já vinham tendo esse cuidado com a parte emocional de desenvolvimento da mulher,
que virou mãe, que virou mãe atípica, e a gente desenvolveu um projeto ali para fazer o acolhimento dessas mães.
Então, eu defendi em 2019 essa pesquisa, e voltei para o constor, mas eu estava diferente no constor, eu tinha as crianças, mas eu queria as mães, né.
Então, o time da mente, eu fui começando a fazer grupos para essas mães, poderem ter um lugar de pertencimento, um lugar de acolhimento, um lugar de encontro,
e foi marmos a rede, né, uma rede de mães, e daí o negócio foi aumentando, as pessoas foram se identificando, ver a pandemia, a gente foi pro online, nesse meio-tempo eu creio o ombro amigo, que tenho a proposta de ser esse acolhimento, esse lugar,
além do acolhimento, trazer a informação, porque eu acho que as duas coisas andam de mãos dadas, né, a informação certa,
traz muito alívio, traz muito direcionamento, mas a gente tem que associar isso ao acolhimento das emoções, dos sentimentos, né, e desde ali 2019 para cá, eu venho trabalhando nesse foco, fui fazendo uma transição de carreira, deixando as crianças, acolhando as mães, então hoje meu trabalho é com essas mães,
faço alguns trabalhos voluntários em Ongue, tenho uma Ongue que eu atendo aqui na região metropolitana, também no custório, são as mães, e as demandas que essas mães trazem me tocam, foi aí que eu encontrei também adiocésio de São José dos Piñais,
porque uma das questões que as mães traziam é "Vou levar meu filho para a Catequese, e como é que vai ser?"
porque elas tinham a experiência da escola, né, dos desafios da escola, nessa inclusão, nesse receber as crianças, e isso foi ficando em mim, né, foi ficando em mim, né, poxa, mas eu estou, eu sou católica, não sei o qual é importante, esse processo de estar na missa, de participar, enfim, e foi me aproximando, né,
ali pessoas ali da diocésio, e hoje não sou parceiro, então da diocésio são já dos Piñais, no projeto da Catequese inclusiva, então a gente tem aí feito formações desde fevereiro com os catequistas da diocésio, tanto pensando na sensibilização deles, né, nessa abertura, nesse novo olhar que a gente quer construir, quando na parte informativa, né, para que eles se sintam substanciados, né, apoiados também para receber, para fazer adaptações, enfim,
então essa é um pouquinho do meu cenário, que me traz aqui hoje com vocês, que legal, eu adoro saber dessa traditória, acho que assim, então não conhecia alguém ainda que trabalhava com umas mães de pessoas com deficientes, que fez um processo junto, que se percebeu, assim, como alguém podia ajudar essas mães a terem também um olhar diferente para si, para que dito, né, para si, também, para as pessoas com quem elas convivem, como elas podem ajudar também outras mães a fazer esse processo.
Que legal, vamos saber mais um pouquinho desse grupo, dessa rede de apoio, desses projetos que você trabalha, mas agora vamos via Denise, Denise, bem-vinda.
Obrigada, obrigada pelo convite, eu sou a Denise, né, então sou uma pessoa critibana, sou daqui mesmo, sou uma pessoa com deficiência física congênita, né, então eu já nasci com essa condição, então não se sabe ao certo qual é a origem, se é porque estão na egenética, ou se foi porque minha mãe descobriu durante um ano,
um raio x que estava grávida, né, então tem todo esse contexto, sempre percebi esses gapis, né, em relação às deficiências, e a questão da inclusão, por ser uma pessoa com deficiência, né, então passei toda a minha vida tendo muitas dificuldades, né, de inclusão, tanto no escolar, quanto na faculdade, no trabalho,
e acabei me interessando muito para esse processo dessa possibilidade de inclusão, então resolvi trabalhar com isso, né, trabalhava na área do turismo, né, pensando na área de lazer para pessoas com deficiência,
e acabei migrando de carreira por conta da pandemia também, né, foi fazer nessa, essa migração, porque tudo parou, né, durante a pandemia, e eu me vi ali sem chão, sem ter um propósito ali, mas eu queria continuar trabalhando com esse processo de inclusão e sensibilidade.
E aí eu recebi a oportunidade de ver aqui para PUC, e aí comecei no recrutamento de seleção, e aí a gente tinha a questão, né, de contratação de pessoas com deficiência,
e aí eu abracei essa causa e falei, não, eu quero trabalhar com essas pessoas, eu quero fazer processos de contratação dessas pessoas, até porque a gente sabe, né, que o contexto social, onde as pessoas com deficiências estão inseridas,
é um contexto muito difícil, né, é muito complexo, então as pessoas não têm às vezes nem acesso à educação, então quem dirá, é um mercado de trabalho, né, que for, que seja equitativo, que realmente remunere de maneira adequada,
então esse processo foi muito bom para mim, estou a quatro anos no grupo, hoje faz parte do corporativo, né, então agora não trabalho só com a captação de pessoas com deficiência, mas também o desenvolvimento dessas pessoas dentro da instituição,
então o nosso cuidado é um olhar diferenciado, né, então é um olhar de que a gente precisa entender o contexto social, às vezes até o socio-econômico dessa pessoa, em contexto de vida que essa pessoa vive,
e a gente pode potencializar esses talentos aqui dentro, né, então a gente sabe que tem muitas pessoas que têm muito potencial, mas que não é olhado para elas, né, então toda a questão de sensibilidade, de infraestrutura, né,
a tecnologia assistida, a questão de comunicação, né, então libras, né, materiais legendados, então a gente também tem esse olhar, né, de cuidado, né, para essa pessoa pode entrar e se sentir pertencente ao lugar,
e aí também o letramento à sensibilização dos colaboradores e das equipes, né, para que eles também compreendam esse processo de inclusão, né, ter essa escutativa, né, mais sensibilidade como você trouxe, né, então a gente precisa olhar para essas pessoas com cuidado diferenciado, né,
então esse cuidado não tem nada de especial, né, muito pelo contrário, é um olhar e cuitativo, para que elas possam realmente se desenvolver e se tornar em profissionais, né, muito mais capacitados.
Que legal dê início, eu adorei saber, adorei saber, assim, da sua trajetória, da sua transição de carreira, que começa a ter um olhar assim, um pouquinho,
"Oh, pandemia e tal turismo, não está muito legal agora no momento que eu posso fazer para poder também ajudar outras pessoas nesse processo, né,
porque a pandemia a gente sabe que foi difícil em muitos aspectos, para muitas pessoas, então assim, é vocês realmente reinventar, também a própria carreira nesse contexto, é um desafio.
E assim, um pouquinho do projeto é com os de proteção, para quem está nos acompanhando, o projeto é com os de proteção nasceu da necessidade da gente falar de temas, de cuidado integral, dentro da igreja, para a público de igreja.
Então, quem está nos escutando e nos vendo, são catakistas, são lideranças, são pessoas que geralmente estão inseridas em alguma pastoral, e que a gente quer que tenha um olhar assim um pouco mais sensível, para algumas realidades.
Então, assim, a diocésia de São dos Zé dos Pinhais é um diferencial, por ter na Carolina, mas quantas diocésias no Brasil, quantas regionais, quantas pessoas.
para que as contas comunidades, quantas pessoas que estão inseridas no mercado de trabalho
não têm essa visão, essa visão ampla e essa visão de possibilidades para as pessoas
com deficiência.
Então, a gente deu um nome assim para esse podcast para uma série de conteúdos que a
gente está produzindo, chamando de cuidadores de esperança, porque a gente quer falar
de esperança, e a gente quer falar também do jubileu da esperança, que está acontecendo
ainda até genera de 2025 em Roma.
Então, assim, para vocês, o que quer falar de esperança para pessoas com deficiência?
A gente está falando de uma forma bem geral, depois a gente vai aprofundar um pouquinho
na sua realidade, lá com as mães, com as mães daquelas crianças, às vezes nem crianças
adolescentes, já pessoas adultas, como que é o seu olhar de esperança para essa realidade?
Sim, como é que você vê as possibilidades?
Eu vejo muito como pontes para eles fazerem parte desse mundo, né?
Pelo menos acho que foi uma das coisas que me motivou a também ir para esse trabalho
fazer essas alianças, é justamente essa ponte, porque a queixo, né, que chegava para
mim, era o Star de Fora, o não ter o portencimento, não ter o acolhimento, de um lugar pensando
na igreja que se esperava isso, né?
Então, eu vejo muito essa esperança no sentido de a gente construir uma ponte para trazer
e para que eles possam daí e criando o seu lugar, criando laços, né?
Criando laços, se sente portencente, uma das grandes questões das famílias é a falta
de rede de apoio, né?
Então, de repente, é uma oportunidade de eu ter uma rede de apoio que vai querer saber
quem eu sou, como eu estou, seu dormi bem, seu dormi mal, né?
Vai conseguir me ajudar a ver uma habilidade no meu filho que às vezes eu manha ali, envolvida
com tantas cobranças e medos, incertezas, inseguras não consigo ver, mas, de repente,
ali, naquele convívio, eles me falam, eles começam a se interessar por música e começam
a surgir uma habilidade, uma possibilidade de ele ter com pessoas que vão incentivá-lo,
enfim, né?
Então, eu vejo muito esse movimento mesmo da gente construindo, e mostrando esse caminho
zinho, né, interligar tanto para o lado das famílias virem, como de quem já está na igreja
poder abrir esse espaço e falar, é, a gente está aqui, pode vir, né?
A gente talvez não saiba algumas coisas, mas a gente vai poder aprender junto.
Legal, legal esse olhar de fazer com que as pessoas se sintam também construtores de
pontes, para acolher.
Acho que o ponto chave é acolhida, né?
É a sensibilização, eu acho que quando a gente fala dessa esperança, é a gente ter
de fato um espaço inclusivo, né, às vezes a gente sabe que nem tudo é perfeito, a gente
não vai ter todos os processos extremamente completos, né, mas quando a gente tem a vontade
de fazer, isso já é um passo, né?
Você vê isso no mercado de trabalho, evoluções de esperança dentro do processo.
Muito assim, eu acho que a própria, o próprio grupo marista, né, principalmente a universidade
daqui a pouco, também tem esse conceito católico, então a gente tem um valor social do
cuidado, né, principalmente de questões de vulnerabilidade social, então a gente além
de cuidar do com o desenvolvimento dos nossos profissionais, a gente também tem esse cuidado
com o social, né, então desenvolver talentos que estão na comunidade, né, então quando
a gente pensa na questão social de pessoas com deficiência, elas também estão inseridas
nesse contexto de vulnerabilidade, né, da comunidade, então às vezes não tem acesso,
né, ao ônibus que tem uma acessibilidade, né, então como que ela vai chegar na igreja,
como que ela vai chegar no mercado, como que ela vai chegar no trabalho, então a gente precisa
ter esse olhar, né, e que às vezes aquela mãe não está levando o filho para aquele momento,
né, para aquele espaço, porque não tem espaço para chegar até lá, né, então eu acho que
esse olhar de esperança, se a gente olhar para isso com mais cuidado, então eu tenho muito
essa percepção pessoal, né, então minha mãe é muito católica, ela sempre me levou, né,
na catêquese e tudo mais, e se tinha esse contexto de que pessoa com deficiência, né,
não tem como, não dá para incluir, não tem como participar, então eu participava de
coral, quando era criança, né, tinha toda essa, esse acolhimento por parte da comunidade,
e quando a gente fala da rede de apoio que a comunidade traz, eu acho que vem muito
esse contexto de qual é o suporte que essa família está recebendo, né, na maioria das
mães atípicas acabam sendo até mães solos, porque o pai não está presente, não está
apoiando, né, 7% delas, né, tem os dados que passam que quando vem o diagnóstico, né,
então você tenta prender as famílias, são desfeitas e ficar a mãe cuidando da criança, né.
Fica com aquele papel, né, é de cuidadora integral, então como a gente vai dar esse suporte
para essa mãe, né, então também tem um pré-jugamento, né, social de que, aí, é frescura,
não tem porquê, né, se preocupar dessa forma, e não, a gente precisa olhar para isso,
né, para o desenvolvimento dessas crianças, e quando a gente fala do âmbito profissional
é da mesma forma, porque a gente fala muito hoje, né, do cuidado da criança atípica, da
criança com deficiência, mas essa criança vai crescer, essa criança vai se tornar um adolescente,
um adulto, um jovem. E é onde chegam os abismos, né, porque não tem cegasão, não tem
serviços para a idade deles, né, não tem nada profissionalizante, muitas vezes, não tem
grupos de convivência, laser, que não tem laser, né, um apoio.
A gente vai falar um pouquinho de políticas públicas de acessibilidade no próximo bloco,
guardem aí, a gente vai dar uma respiradinha, tomar uma água, você também pode lá tomar
uma água, pegar o seu caderno para notar, porque a gente vai trazer dicas super importantes,
que conversam maravilhosas, a gente já começou com tudo, com assim, escorações já acessidos,
e a gente já tá aqui falando de outras coisas, mas queremos que você participe dessa conversa,
e agora a gente vai falar de algo muito importante, que é a política pública, como vocês
vêm a realidade hoje no Brasil, de políticas públicas, de acessibilidade, como é que o Brasil
tem enfrentado, hoje essas realidades assim, olha, a gente precisa olhar para as pessoas
com deficiência, com um olhar, inclusive, acolhador, como é que vocês vêm essa realidade hoje?
A partir da realidade de vocês, adenise como PCD, adenise como alguém que tá ali na área
profissional dela, também trabalhando para que isso seja potencializado, como é que você
vê denise?
Eu acho que é um processo ainda de formiguinha, ainda tá caminhando de uma forma muito lenta,
mas a gente tá tendo grandes avanços, então nos últimos anos a gente conseguiu empadramento
de algumas deficiências que não eram consideradas, então a deficiência monocular, visual
art, a deficiência auditiva, unilateral, a fibromialgia, então a gente tem tido grandes
avanços, mas quando a gente fala de política pública, é importante a gente pensar em anos,
né, então quando a gente fala, por exemplo, da LBI, que é a Lei Brasileira de Inclusão,
ela é de 2015, né, então gente, é 10 anos, né, eu já tô com o 28, né, então o quão
tardiu foi esse processo, né, de ter uma robustez legislativa no Brasil, e quando a gente
fala, né, de 2015, é sempre importante a gente enfatizar que a lei seria estabelecida
uma coisa, a prática é outra, né, é uma mesma gigantesco, e quando a gente fala,
principalmente, né, das mães atípicas, das pessoas com deficiência sendo inseridas no mercado
de trabalho, hoje a gente, claro, tem a Lei de Cautas, que é de 1991, que tenha esse reforço
de contratação, mas ainda é muito cotista, né, então precisa contratar para não levar
a muita, né, e o processo tem que ser diferenciado, não tem muitas empresas que só pensam
nisso, então acho que a gente tem que mudar também esse cenário, essa mudança de cultura
mesmo, dentro das instituições, né, isso, todas as instituições, seja elas, mercados
de trabalho, sociais, comunidades, de lazer, escola, escola, principalmente, porque não é
só colocar a pessoa lá, né, a gente precisa pensar em como essa pessoa está se sentindo
nisso espaço, ela tem todas as adaptações necessárias para ela conseguir se desenvolver,
né, e entregar o que ela precisa entregar, né, seja no âmbito fiscalar, ou no âmbito
profissional, ou no âmbito do lazer, espiritual, então a gente precisa pensar nesse contexto,
e nesse momento eu vejo ainda que está caminhando no Brasil ainda esse processo, né, então
acho que diversidade e inclusão tem tornado uma pauta muito forte no Brasil, né, eu
fico muito feliz com esse movimento, é que a gente não deixou morrer essa pauta, mas
eu acho que ainda tem um processo ainda muito ardupila frente, né, que a gente tem feita
a nossa parte, mas que precisa continuar, e a gente precisa da comunidade, né, que a
pessoa tem sem deficiência nos apoiando nesse processo, né, porque só o PCD é sozinho,
não vai conseguir fazer esse movimento, até porque se a gente for ver muitas das movimentações
para as políticas públicas para as leis, elas nascem de alguém que tem aquela condição,
de um familiar que tem aquela condição que estão que vai lá e faz todo um caminho, né,
muitas vezes até solitário, né, saluta, né, ou vai ter que criando redes, né, entre
o sistema, então a gente está dentro de uma bolha, total assim, né, e eu acho que esse movimento
político, principalmente falando da legislação, ele só acontece quando é uma pessoa com
deficiência entrando nesse meio, né, então eu acho que a gente potencializar as pessoas
com deficiência, para que elas tenham esse poder, né, de estudar, de enfrentar e de
[MÚSICA DE FUNDO]
esse meio legislativo, ou quando uma pessoa, só francidente, tem um fínio, uma própria
pessoa, um com parente, muito próximo, que acaba tendo essa condição e aí passa a sensibilizar.
Então quando a gente vê hoje, todas as legislações que a gente tem no Brasil, foi por mães atípicas,
foi por uma pessoa com deficiência, foi por uma pessoa com deficiência visual ou aditiva
que tem feito essa sensibilização. E uma política que coge muito legal a gente se tá, é a questão
das redes sociais. Então hoje a gente tem um movimento de usar tudo legendado dentro das redes sociais.
E os influencers, essa nova geração, tem o feito muito esse movimento. E muita gente fica noção,
isso porque é legenda. Ah, eu acho que é pra gente poder ver o vídeo sem som, né,
de um trabalho, no momento que não é pra ver no vídeo. E a realidade é que não, que esse movimento
veio pra atender a comunidade surda. Então colocar libras em todos os materiais é muito
difícil. Mas se a gente pôr a legenda, a gente tá abrangendo. E quando a gente fala de público,
a gente tem que falar de números, que é infelizmente, a que eu estou financeira pega muito também.
E quando a gente fala de números, hoje a comunidade surda no Brasil, são mais de 10 milhões de pessoas.
Então, falando de 10 milhões de pessoas, tendo acesso a aquele influencer, tendo acesso a aquele conteúdo.
E isso logo vai gerar mais engajamento e mais financeiro pra essas pessoas também. Então,
tem todo esse contato também político, né, da gente fazer esse movimento. E a gente tá tendo muitos
influencers do PCD também, né. Então, eu acho que é muito legal a gente trazer esse movimento também, né.
E que essa pauta legislativa, esse cuidado com a política pública, ele vem de diversos meios, né.
Então, às vezes não é só entrar na política, mas a gente falando e fomentando o assunto,
já é um movimento muito bacana. Antes da Anacarolini falar um pouquinho do contexto dela,
queria contar uma experiência bem breve. Eu fui com uma amiga, que eu contei pra vocês, que eu tenho uma amiga
cadediante, a irmã Natividade, um beijo, Nati. A gente foi uma vez uma loja de roupas e ela queria
experimentar uma roupa. E aí, assim, só pra complementar um pouquinho, diz que é a pessoa com deficiência,
ela dá esse passo e ela faz a gente enxergar coisas. E aí, ela chegamos lá e falar nos proteintes da loja,
que a gente queria experimentar aquela roupa. E quando a gente viu o banheiro de pessoas com deficiência,
estava cheio de caixas, cheio. -Fizeram de depósito. Aí, ela disse, não, eu quero continuar,
eu quero experimentar roupa, eu espero vocês tirarem tudo. E eles foram lá, tiraram tudo. Assim, pra mim,
foi muito impactante. Foi uma das primeiras experiências que eu tive com ela assim, um dia ela assim, pois,
ela disse assim, não, eu tenho direito a isso, então eu quero experimentar minha roupa. E aí, eles foram lá
tirar. Eu acho que pra eles também foi muito. -Pros atendentes de loja. -Exato, não é? A gente sabe, quem trabalha no mercado,
assim, com o atendimento ao público, nem sempre é ele que faz, ou ele que quer fazer as coisas, mas é em cima, né?
Então, pra eles, eles ficaram me assustados, assim, será que a gente faz, não faz, mas ela, assim, pois. E aí, todas as vezes que a gente
ia na loja, eu já ia antes, e já perguntava como é que estava. Então, se foi criando uma cultura entre a gente, assim,
e assim, só pra ilustrar um pouquinho de como me impactou, conhecer, conviver e ter esse tipo de, de realidade assim,
no dia a dia, como a pessoa que convivia comigo diretamente, né? Na sua realidade, as políticas públicas, as mães,
os grupos, na catéquese também, que entra. As mães, algumas das mães, já se apresando como mães barraqueiras, né?
Ah, meu Deus! É a osa!
Porque, porque tem a lei, mas dá pra ler e virar a prática, pra ler e vir, né, ser efetivada, nem sempre é um caminho fácil.
Então, a gente tem, por isso que eu falei que a gente tem um abismo, né? Então, por exemplo, o altismo é uma das, das condições que
tem uma lei, né, muito específica, que já remete também a lei das pessoas com deficiência, né? Estou tudo da pessoa com deficiência.
Porém, é muito do que tá lá, não é? Realizado na prática, então isso gera um cansaço, um esgotamento, um mal estar,
e em algumas situações até uma certa desistência, porque é tanta luta, é tanta briga, né? Então, as trazem assim até esse tremo de barraqueiras,
porque às vezes as coisas têm que servencidas não, grito, e elas têm que estar muito informadas do que tá acontecendo da lei.
Então, é muito comum a gente orientar as mães, você conhece essa lei, ó, essa lei e esse parágrafo.
Então, agora você pode ir lá na escola e estar separada por isso, porque se não, é feito todo um discurso, né?
É um movimento assim, é inclusive, né? É exclusivo, né? Então, mas aqui, você tem certeza que essa escola tende, acho que não.
E a escola tem que estar preparada, né? Felo menos é, a lei não tem mais a opção de não ser uma escola inclusiva, né?
Não existe mais uma educação, é só opção, né? Então, é geralmente muito, no grito, né? Até a questão, por exemplo,
eu acho que vocês a gente vai falar mais para a frente, mais das deficiências invisíveis, né? Então, tem lá,
geralmente o símbolo do altismo nas filas, mais para eu explicar que sim é autista, que não, não é uma barra, não é mal comportamento, não é outra coisa,
às vezes vai um desgaste, vai uma cena, né? Então, acaba sendo muito desgastante para as mães.
Em questão do ambiente da PTQS, não muda as coisas que me motivou também a fazer essas alianças,
foram alguns discursos que eu recebia, né? Que, ah, eu fui fazer a inscrição da PTQS, mas faram que o meu filho não dá, né?
O meu filho não tem como fazer, não, ele tem como fazer, né? Vai ser diferente, né? Vai ser diferente, mas esse espaço também é dele, né?
Então, eu acho que tem desse gap muito grande da prática, né? A lei, tem lei, são muito bonitas, tem coisas para melhorar, com certeza, né?
É sempre, tem para melhorar, porém, trazer isso para a prática é um dos nossos grandes desafios, porque daí envolve, né? O ser humano, a sua desconstrução, a sua re-construção, o seu entendimento, a sua disponibilidade, de não ser o certo em tudo, né?
De fazer diferente, de não passar uma linha base, né? Eu achei muito legal, porque às vezes a, principalmente na PTQS, né? Ah, é uma hora, é ler capítulo, comentar e seguir, né?
E quando a gente fala de uma criança autista, o que é muito lúdico, que tem muita metáfora, né? Não fica claro, todo tem que usar outros mecanismos, né?
Então, ah, como é que vai fazer isso? É trabalho uso? A gente sabe que dá trabalho, então a gente precisa ter esse movimento.
Também a gente pode perguntar quantas características, com o deficiente, a gente conhece, categoristas, artistas, pessoas, lideranças de comunidade, com o deficiente.
Então, é toda uma lógica que deve ser repensada, né? Dá protagonismo para essas pessoas, para poder-me também, olha, ajudar em outras pessoas que vão aí chegar na comunidade.
É o convívio, né? Que tem direito, que tem também essa dinâmica de fé, na família, e, às vezes, a família de fato, deixa de fora, por quê?
Se limita ali a participação da missa, que a pessoa. E olha lá, porque muitas igrejas não são acessíveis, né? Não tem essa possibilidade, e às vezes, dependendo da condição da pessoa, né?
Por exemplo, no altismo, a gente vai pensar no barulho, no tempo, a microfoneia, né? Então, tem a questão do som, ali o questão do espera,
a entender o que está acontecendo ou não, a necessidade de se movimentar, e eu tenho que ficar sentadinho, né?
E as deficientes as invisíveis, pensando no altismo, em especial, é muito confundido com o mal comportamento, mal criação, né?
Então, não é incomum, será acompanhado por olhares de julgamento, né? Nesse sentido, vocês acham que a gente tem um momento especial para as pessoas com o altismo, uma missa, talvez, única na comunidade, assim "ah, ta o horário, essa missa, com essa finalidade",
vocês acham que seria uma coisa interessante, de ter, ou, mais importante, que elas seja incluídas dentro da realidade da comunidade, como ela está hoje?
O mais importante é a segunda opção, né? E eu acredito que isso seja o nosso objetivo final, no entanto, é só uma construção, né?
Então, hoje o que a gente tem de movimentos são as missas inclusivas, né? Então, na Diocese, nós temos algumas comunidades, em São José, tem a China Diocese de Curitiba também, tem algumas comunidades que têm uma missa por mês, né? Então, a gente tem a missa azul, algumas comunidades fazem, que ideia uma missa adaptada, tem uma sala que é preparada,
como uma sala de suporte, né? De apoio caso tem alguma crise, crianças precisas regular, os brigadistas têm um peque que a gente fala, né? Um crachacom, os símbolos de banheiro, sair, pausa, água para a criança sinalizar, a missa tende a ser mais objetiva, o som é diferenciado, então a gente só tem o violão, não tem sineta, né? Então, tem algumas preparações diferentes, geralmente quem faz a leitura são autistas ou seus familiares, então eles são colocados nessas posições, né?
De da celebração, eu entendo isso como um movimento, talvez pedagógico, assim, assim, é um primeiro momento de começar, né? O que foi possível agora, né? Para a gente resgatar essas famílias, que muitas vezes, só vão na missa nessa condição, porque é a que o filho da
Conta, ou às vezes deixa de. Sim, simplesmente não, né?
E é uma missa que as crianças vão ficando andando, ninguém vai falar nada.
Às vezes, não tem alguns barulhos estranhos diferentes, e todo mundo tudo certo.
A leitura vai ser feita em outro ritmo, tem uma pessoa da comunidade surda aqui participa.
Então sempre tem interpte nessa missa, né?
As leituras já foram feitas por surdos.
Já teve uma vez um padre surdo que foi fazer a missa, então tinha um trapido pra nós ou vintes.
Então ela vai trazendo algumas experiências pra comunidade quebrando esse paradigma conhecido, né?
E se sensibilizando as outras necessidades, enfim, o que a gente pode conviver.
Mas com certeza, a longo prazo é interessante que elas possuem em qualquer missa, né?
Em qualquer essa lembração que esteja a mínimamente preparada ali pra acolhe-las.
Mas é uma construção.
Eu acho que é um movimento também de sensibilizar a comunidade da igreja agora falando, né?
Dos ministros, né? Da comunidade que realiza a missa, a celebração, porque, por exemplo,
será que não dá pra diminuir um pouquinho a microfonia?
Será que não dá pra fazer só com o violão pra ser até algo mais gostoso, né?
Mas intimista, né?
As palmas, a palma como um ser de libras, né, pra evitar tanto barulho,
porque a gente também tem os idosos, né?
Que a gente também precisa ter esse cuidado integral com essas pessoas.
Então, a gente estaria inserindo muito mais pessoas nesse processo, né?
E quando a gente fala de acessibilidade pra um cadeirante, por exemplo,
o cadeirante também vai ser um idoso, também vai ser, né?
Mas a gente precisa alguém te acupar quebrar, enfim, né?
Tem várias possibilidades, né?
Então, quando a gente fala do PCD, é importante a gente trazer esse contexto geral, né?
E aí essas opções são tão coisas tão pequenas.
E que às vezes é aquela rigidez, né, de não, não, é assim, foi sempre foi desse jeito, né?
Então, essa mente aberta também é importante, né?
Porque às vezes aquela família inteira deixa de frequentar aquele ambiente,
porque aquele parente, né, aquele filho não é acolhito, né?
Então, a gente tá afastando a comunidade da igreja.
Então, a gente também precisa trazer eles pra perder esse gato, né?
Vamos fazer um pequeno intervalo, a conversa tá muito boa,
mas a gente vai começar também a trazer dicas práticas.
O próximo bloco de como a gente pode agir pra fazer com que essa diferença aconteça no dia a dia da gente.
Até mais, tomar seu cafézinho aí.
Vamos falar agora de inspiração de dicas práticas e simples que a gente pode já começar
a colocar em prática hoje, na nossa comunidade, aí na sua casa, na sua família,
no seu trabalho também, né? Então, vamos falar de dicas práticas.
Se vocês dizem assim, a gente tem já comentado um pouquinho do que pode ser feito,
do tempo que demora às vezes pra fazer uma mudança, numa comunidade, colocar uma rampa,
ter um lugar assim um pouco mais confortável, uma missa adaptada,
ou alguém que também tá lá pra ajudar e compartilhar também da convivência com a pessoa,
na comunidade, no trabalho, mas dicas práticas assim, olha, hoje eu quero fazer,
tem uma olhar diferente e tem uma atitude diferente.
Sei que conhece alguém com uma pessoa com uma deficiência no meu trabalho,
na minha comunidade, que eu posso fazer já pra começar a fazer a diferença na vida dessa pessoa
e trazer ela a machura perto.
Primeira coisa escutativa, eu acho que você tem esse olhar de se colocar no papal do outro,
né? Então, acho que primeiro ouvi ter essa escutativa é o principal,
porque a gente tem muito costume de presumir o que aquela pessoa necessita, né?
É muito com isso. Então, ah, mas a mãe é o tista, ela precisa disso.
O filho é típico, é assim, não, porque o cadeira a gente vai pra essa que empurre ele,
né, que vai lá por raca-deira. Ah, e a pessoa que deve ser visual quer que a cartela
leve até o banco, o primeiro banco da missa. E a pessoa quer ficar no fundo, né?
Então, às vezes a pessoa não precisa daquilo que você tá presumindo.
Então, escute, né, pergunte primeiro. Eu acho que é o primeiro passo, né?
É estar disposto ao vi a pessoa com deficiência ou, né, a os pais daquela pessoa
pra entender de fato qual que é a necessidade que ela precisa.
Acho que, de um tinho com isso, é o não ter medo do não saber, do diferente,
porque às vezes a gente congela, a gente não faz, porque a gente acha que deveria saber,
acha que vai fazer errado, acho que vai ser uma ofensa perguntar.
E não é uma ofensa perguntar, né?
Então, se informar de vários outros lugares e achar que sabe.
E aí, né? Às vezes a gente começou a direita com a pessoa, não sabe como é que é.
Então, ter essa disponibilidade. Às vezes vai fazer uma pequena. As alterações costumam ser bem menores do que as pessoas imaginam que precisaria ser.
É muito mais simples, mas parece que a gente tá tão travado nesse receio de mudar uma
coisinha, de se despor, de não saber, que a gente não faz aí, e não é esse o caminho,
eu vejo para nós nas famílias, elas sempre me trazem assim o discurso.
Ai, Fulano, não sabia sobre alguma coisa no meu filho, enfim. Mas ele perguntou, falou que a pesquisar me pediu uma indicação.
Isso é muito mais rico do que eu achar que sei não fazer nada, né?
Ou do que eu ficar, enfim, não me envolvendo com aquela situação, né?
Mas vale eu não saber, e assumir esse não saber com uma porta para eu conhecer,
para eu entender aquela situação do que eu ficar trancada nos meus preconceitos,
nas minhas limitações também.
Então, eu vejo que às vezes tem muita ansiedade quando a gente vai receber alguém
que tem funcionamento diferente, porque aí, se alguma coisa acontecer,
e se não tiver um profissional preparado, oé, a gente vai achar um jeito de lidar
com aquela situação minimamente, essa pessoa talvez esteja acompanhada,
então essa pessoa vai nos orientar, mas vamos estar ali disponíveis para isso, né?
E algumas coisas precisam acontecer, a gente precisa vivenciar para a gente aprender,
como fazer, porque não tem uma regra, né?
Apesar do cidi ser o mesmo, né?
O nome, amelida, a deficiência é o mesmo.
Cada pessoa tem essa particularidade, não tem, exatamente.
E a gente se prende muito, né, a regra.
Então, uma pessoa que tem deficiência física, ela vai precisar de rampa,
vai precisar de elevador.
E às vezes não, nem precisa do elevador, né?
O espaço tem ali a parte terra, você só mudar o evento para esse lugar terra,
não precisa ter grandes adaptações.
Há uma grança típica, a gente tem que ter uma sala de regulação,
uma sala de apoio, será que precisa?
Ou será que se poxa essa pessoa puder usar o fone, né, a bafador, já ajuda ela?
Tem que ter uma caixinha sensorial para a pessoa mexer.
Às vezes já é suficiente, não precisa ter a sala interna.
A pessoa que tem a deficiência auditiva, nossa, a gente precisa contratar,
então, o interpis de libras para estar em todas as missas, em todas as celebrações.
Não necessariamente, escute essa pessoa.
Será que, para ela, não seria ideal ficar ali no banco mais à frente,
para ela fazer a leitura labial?
O padro, ao invés de botar ali a mão na frente com o microfone,
ele falar com o microfone mais abaixo, para ela conseguir fazer a leitura.
Tem essas possibilidades.
Então, a gente tem vários meios de adaptações simples.
Então, às vezes, a comunicação com o outro, que eu falo muito da comunicação,
porque é uma das maiores barreiras que a gente tem.
As pessoas, às vezes, pensam muito nem infraestrutura.
Não tem que ter acesso, tem que ter rampo, tem que ser isso.
Mas, às vezes, é um de grau, que a pessoa consegue subir com a cadeira de rodas sozinha.
Então, as pessoas se adaptam.
O ideal não tem, mas, caso tenha, a gente consegue adaptar.
Mas quando a gente fala da comunicação e principalmente da tecnologia,
as pessoas acham que é tudo muito, nossa, muito difícil.
E não é.
Então, às vezes, você tem um slide falando sobre aquele momento do que o padro está trazendo.
A leitura está passando ali em slides, ao mesmo tempo que a pessoa está lendo ali.
A palavra já ajuda.
Então, são possibilidades muito simples.
E que a gente consegue fazer sem esforços grandes ou questões financeiras gigantescas.
Então, é só conversar a proatividade.
O que eu vejo das famílias nos relatos é muito mais assim.
Esse olhar de quem está preparando a missa, de quem está ali na colega, da obrigada dos
ministros, enfim, vale muito mais do que o concreto, porque eles se sentem assim.
Eu estou bem.
Então, se eu pressar de alguma coisa, eu tenho o que enxamar.
Se eu quiser sentar aqui, vamos respeitar.
Se meu filho quiser levantar, vamos respeitar.
Se eu quiser ficar em pé, vamos respeitar.
Se ele ficar mexendo no algo que vai arregular, ele vão respeitar.
Então, isso já é.
Se a gente conseguir fazer essa mudança de mostrar você é bem vindo aqui.
Você tem lugar.
Você tem espaço aqui.
Conta para a gente que você precisa.
Talvez hoje não tenha, mas na semana que vem, a gente já pode organizar, vale muito mais
do que ficar pensando somente ou exclusivamente em questões de investimento financeiro, materiais,
enfim.
que sim vão ser importantes, mas a gente precisa primeiro, né?
disponibilizar também esse sentimento de pertencimento.
Sim, você é parte daqui.
Tem um lugar pra você, que isso já deixa assim eles.
A gente já bem vindo aqui, porque geralmente a conversa é outra.
Os olhários são outros, então eu chegar nesse lugar, que me perguntaram se tá tudo bem,
se eu precisar de alguma coisa aqui, talvez seja uma pergunta mínima, é ouro.
Isso vale pra gretes, isso vale pra os ambientes de trabalho, isso vale pra tudo, né.
Eu gosto muito da sensibilização dessas pessoas, que estão na comunidade, que fazem parte
da comunidade, porque quando a gente fala desse pré julgamento, é o que mais exclui
as famílias, de dentro desses espaços.
Então acho que fazer esse movimento de trazer, olha, aqui temos a sensibilidade, às vezes
aqui das recadinhos paroquiais, que tá em no início e no final da missa, então olha,
se você é uma família, que tem uma pessoa com deficiência, saiba que estamos preparados,
estamos dispostos a ajudar, talvez a gente não tenha todas as adaptações necessárias,
mas a gente tá aqui, a gente tá disposto, então o converse conosco, venha pra cá, a gente
quer, vocês aqui na missa tragam sugestões, então as comunidades nem sabem que o batepalma
pode trazer uma desregulação, às vezes elas nem sabem, que poxa a pessoa não tá indo,
não tem um banheiro que a porta, o banheiro é adaptado, mas a porta não é, então às
vezes é só, a questão ali, poxa, não é um gasto, exorbitante, pra reformar aquela
porta, então acho que isso é importante, a comunidade abria as portas pra pessoa com deficiência
e processos familiares, porque se eles não falam, né, tipo, a ministra, o padre, ele tem
essa sensibilização, mas não é trazido, com clareza, com clareza, né, falar sobre isso,
abertamente, a pessoa não vai se esperando, que a pessoa vai atrás, né, ah não, gente
espera que eu pensei de venha aqui e traga, que a mãe vem aqui e fale, mas poxa, a mãe
já tá calejada, a gente tá lutando tanto por espaços micros, né, então são tantas
microagressões, que às vezes nem são micros, né, são agressões gigantescas, então eu
acho que é importante a comunidade também trazer esse papel de corresponsabilidade em trazer
esse processo de acessibilidade, cuidar com o julgamento também, puxando aqui um pouquinho
o vídeo aqui, nós temos catequistas nos acompanhando, né, eu vejo às vezes uma fala assim,
mas aquela família não vem pra igreja, não participa da missa, você já perguntou
porque eles não vem, né, porque pode ter animativos que eles não venham, e daí eu sempre
acho que os catequistas também sejam agentes de convite, e assim até de possibilidades
de como essa família pode participar, porque não é incomum pensando na questão do
autismo, mas as famílias terem que fazer uma adaptação progressiva à missa, então tem
a família que vai, fica cinco minutos e vai embora, e depois na próxima vez tenta ficar
10 e vai embora, e depois, sabe, né, ou busca às vezes um horário de missa, que a missa
não seja tão tumultuada, né, às vezes que tem mais idosos que um pouco mais silenciosa,
a missa durante a semana, tenta ir numa novena primeiro, então assim tem caminhos também,
porque a gente vai aquela criança, aquele adolescente, ele vai passar também por um processo
de se adaptar a esse ambiente, só que a gente também precisa mostrar pra essa família
que sim é possível e não tá errado ela passar por esse processo, vai estar tudo bem,
por isso que ele conseguiu fazer nesse momento, né, então a gente não fica só na cobrança,
mas isso não acontece, porque será, e que tá impedindo isso de ser realizado, né,
então eu acho que é uma das questões, portanto, porque a gente costuma ser muito juiz, né,
olha, eu vou voltar nesse podcast depois, vou anotar tudo isso que vocês falaram, e eu peço
que você também que tá nos acompanhando volte lá, e leve pra sua comunidade, pra sua
realidade, assim, porque não adianta a gente tá aqui conversando e falando, se você também não
pegou aí, o X da questão e não coloque em prática, então a gente vai fazer aquele intervalinho
pra tomar uma água, dar uma respiradinha, a gente volta já.
Nós falamos até agora aqui de dicas práticas, de como eu vou ver as pessoas com deficiência,
na comunidade, no trabalho, de fazer com que eles sejam vistos e protagonistas nesse
ambiente, eu acredito que tivemos dicas maravilhosas, que eu também já tô aqui, olha,
pensando como é que eu vou fazer também pra poder ajudar a comunidade, poder ajudar
também as pessoas que convivem comigo, até esse olhar diferenciado, e mais acolhedor,
mas agora assim, a gente tá meio que chegando no final, na nossa conversa, que tá maravilhosa,
que eu acho que a gente pode continuar em outras oportunidades, mas queria falar antes disso
que você que tá aí nos acompanhando, já sabe que pode ir no site do centro de defesa,
e baixar o material que a gente tem de apoio sobre esse episódio, condados, com dicas de livros,
de filmes e de outras materiais que você pode aprofundar este tema, mas também, assim,
agradecer muito aos nossos parceiros, as pessoas que estão conosco, desde o início, até,
assim, aquilo que vai ainda vir do eco de proteção, e é que eu quero citar o centro de defesa,
claro que é o órgão que tá ali, pensando o eco de proteção com outros parceiros,
porque para não, o farol 1817, aqui na pessoa da Sofia, do João, também, a Rádio Lio,
da América Latina, seguindo a América Latina, a Rádio Amare Servi, e também esqueci de alguém
de ossés de São José de Spinhard, que é a nossa super parceira, a gente tá fazendo uma
peamento lá, de prevenção de abusos, assim, no contexto eclasial, então a gente tá começando
com catéquistas, com pessoas de liderança, e tá também trazendo esse tema pra ser debatido,
assim, então é uma diocésia, assim, que se abriu totalmente pra essa possibilidade,
e a gente deixa aqui nosso agradecimento, é que o de proteção é um projeto que fala de
cuidar do integral e defesa das crianças, então a gente fala de proteção, e as crianças
com deficiência são, até mais vulneráveis do que crianças, assim, deficiência, então,
assim, pra gente serravam da dicas de proteção, porque assim, a gente não fala muito disso,
né, de crianças com deficiência, de como que a gente tem também esses indícios de abuso,
que acontecem, e tal, como é que a gente pode também falar um pouquinho de proteção,
com esse olhar de esperança, e sermos pessoas assim que, olha, você que trabalha diretamente
com as mães lá, como é que não sei nem como falar isso, mas como é que a gente pode
fazer com que esses ambientes familiares, escolares de trabalho, seja um ambiente de proteção,
olha, eu vi que acontecer é uma situação de agressão, de abuso, de alguma forma de abuso,
um ambiente de trabalho, como a pessoa com deficiência, como uma criança com deficiência,
como é que eu posso agir de gente disso? Não é bem importante porque, pensando em crianças
com deficiência, não é comum, não é incomum ter uma dificuldade de comunicação, e isso traz
um grande receio para as famílias, de levá-las, de deixá-las, então, a possibilidade
da gente dar sempre feedback para essas famílias, de trazer a família para a João, deixar
a família entrar, de conhecer essa família, de fazer, de fato, essa escuta que foi
mencionada, para a gente ouvir como é que estão as coisas em casa, quais são os desafios,
e também possibilitar que a família tenha esse feedback de você, que você teve com essa
criança, como é for, como não for, e algumas famílias vão querer estar junto em um momento
inicial, e tudo bem, porque, de novo, é um processo, é uma etapa, porque, justamente,
é um receio por conta da não comunicação, muitas vezes, e da injevidade, e isso,
eu não vou ter só crianças, eu vou ter nos adolescentes também, então, as curiosidades
dos adolescentes, não saber às vezes dizer "não", o que é certo, o que é errado, então,
nós, enquanto adultos, precisamos ensinar, não só abafar, mas trazer, às vezes, alguma
questão que a gente percebe como orientação, isso é necessário, chamar a família, fazer
algum movimento mais sério, uma denúncia, enfim, é importante, porque a gente não
pode esquecer, a gente está falando aqui de proteção, mas, se a gente eximilha nosso caminho,
a gente vai ser a favor de outras situações, não protetivas, e a gente quer proteger o desenvolvimento,
então, a gente ouvi validar, acolher, orientar, se a pessoa não consegue entender da forma
que eu falo, eu vou buscar outra estratégia, eu vou buscar desenho, eu vou buscar
apoio visual, enfim, tem estratégias, a questão é não ficar, não é impunha a palavra,
mas eu não vou ficar isenta desse movimento, e fazer essa aliança com a família, acho
muito importante, a gente se torna a pessoa de confiança, né, sim, nesses ambientes,
eu acho, a gente gosta de falar muito isso, no grupo na Campanha Defenda, se que eu
acho que vocês conhecem, se não conhecem, vale a pena conhecer, Campanha Defenda,
se aí no YouTube, procure saber, no site do Centro de Defesa também televiu, gente,
então a campanha defenda, se a gente falar muito, olha, seja uma adulta de confiança,
é criança, uma pessoa que está ali mais vulnerável, perto de você, chegue com você e possa
a partir de algo que ela está vivendo. Mas o nosso objetivo também é a prevenção.
Então, Denise, o que que você recomenda nesses casos assim?
Uma mente de trabalho que é onde você está a inserida ali.
Eu acho que o primeiro passo é a gente prestar atenção no escinais, as pessoas dão
sinais e que algo está errado. Então, às vezes ali aquela criança, aquela adolescente,
ou o adulto mesmo, o adulto também tem muito essa genuidade. Então, é uma pessoa que
é mais fácil de manipular, infelizmente. Então, prestar atenção no escinais, uma pessoa
que tinha uma rotina, tinha o jeitinho de viver e ela acaba ficando mais estressada, acaba
ficando mais fechada, mais reclusa. Isso já é um sinal de alerta. Então, pais, comunidade,
colegas, aparecem atenção nesses pequenos sinais. Então, a pessoa se desregula muito fácil.
A pessoa com deficiência passa a se excluir, porque o bullying ainda é muito presente também.
Que é uma forma de abuso também. Então, a gente precisa ter esse cuidado, esse olhar
da proteção. E quando a gente fala de pessoas com deficiência, muitas delas normalizam
o capacitismo. A gente acabou não mencionando tanto o capacitismo aqui hoje, mas o capacitismo
é o preconceito contra o pessoal com deficiência. E dentro do capacitismo, tem o capacitismo
regretivo, que é muito comum acontecer. Então, aquelas piadas de mongosto, aquelas brincadeiras,
e que isso vai ficando para a pessoa. E para a pessoa não se sentir excluída, o que
ela faz? Ela aceita aquela brincadeira de mongosto, ela aceita aquela asuação ali com
a condição dela, com a deficiência. Então, a torta, a sembraço, e lá vem o mudinho,
lá vem o seguinho. Então, existem muitas questões quanto a essa que a gente precisa lidar.
E nós, como pessoas que somos ativas contra o capacitismo, a gente precisa se analisar
quando isso estiver acontecendo. Então, a o colega fez um comentário que foi a capacitista
pontuí, ele que está sendo capacitista. Olha, isso é crime, isso não é legal. Poxa, a pessoa
pode se sentir mal, mas ele dá risada, ele brinca. Sim, mas isso não é só sobre o indivíduo,
é sobre um coletivo de pessoas com deficiência. Porque, a partir do momento que a gente
é permissivo com uma brincadeira, a gente está dando aval para que isso seja feito com outras
pessoas também. E outras pessoas podem se incomodar com aquele tipo de comentário. Então,
é importante a gente prestar atenção nisso. Quando a gente fala de abusos e aí falando
de violência doméstica ou até mesmo abusos sexual ou psicológico, a gente também precisa
olhar precicinais que aquele colaborador ou aquela criança adolescente também nos dá.
Então, provavelmente ela vai deixar de ser comunicativa. E quando eu falo da comunicação,
às vezes não é oral. Então, uma criança que geralmente brincava mais, conseguia ficar
no ambiente com outras crianças ou até mesmo com adultos, ela passa a se excluir, ela
passa a desregular, fica com medo. Então, ela passa querer brincar sozinha, ela passa
querer comer sozinha. Então, isso já é um sinal que pode estar acontecendo algo dentro
de casa ou alguém próximo ali. A gente sabe que a maioria dos abusos são pessoas
que são parentes, em casa. É um tio, um avô, um primo, então é dentro de casa.
Então, é muito importante a gente prestar atenção nisso sinais. E caso tenha esse tipo de
evidencia, acionar as competências necessárias, seja denúncia para a polícia, instituto
da criança. Aqui dentro do grupo, a gente tem o canal Direto de denúncia. Temos o canal
do Programme Incluir, que eu sou responsável. Então, podem mencionar também que aí a gente
aciona as divergências ali necessárias. Então, eu acho que é importante a gente sempre
estar atento, escutativa e olhar também, de observar e estar sempre em alerta, porque,
infelizmente, essas crianças são mais vulneráveis. Então, a gente precisa ter um estado de alerta
muito maior. Olha, eu acho que vocês assim, abriram um buraco no pensamento da gente,
assim, dá muita esperança, ter pessoas como vocês que a gente pode contar, a gente
pode chegar numa mesa falar, compartilhar a experiência de vocês e trazer esperança para
quem está nos acompanhando. Então, assim, olha você anotou. Tudo que a gente conversou
aqui, volta lá, o videozinho e anota tudo, porque é importantíssimo. A gente saber que
tem canais e que tem pessoas disponíveis para nos escutar. Então, o Centro de Defesa
também você acompanha aí no nosso site, a gente tem os canais. Quando você está no ambiente
aclesial, também tem um protocolo, até chegar nessa parte da denúncia. Então, se você
quer da sua diocesse e a sua diocesse não tem ainda uma rede de proteção, seja aquela
pessoa que vai correr atrás e se informar e saber para implantar essa rede de proteção
na comunidade. Então, assim, o éco de proteção, ele nasce com esse tuito. Sua diocesse,
sua igreja, não tem um protocolo, não tem uma rede, não tem pessoas de confiança
que estão ali disponíveis, sempre para ser essa escuta sabiativa. Então, a gente quer despertar
isso nas pessoas. Eu acredito que a presença de vocês hoje aqui fez muito isso. Então,
para a gente encerrar, vou pedir que vocês deixem uma mensagem final. Então, se a gente
começou a falar de esperança, eu trouxe a imagem da ponte. Então, acho que hoje a nossa
fala, eu espero, que chegue como oportunidades das pessoas também contribuírem para a formação
das pontes, em suas comunidades, em suas relações, no trabalho, na escola, enfim, na que
fique aí o convite para perceber que é possível, que há formas que, às vezes, é mais simples
do que parece e que sim faz a diferença. Então, eu acho que a grande mensagem é que você seja
também um agente de esperança, que você possa contribuir um pouquinho com essa ponte com
que você puder dar com a sua habilidade, escutando ou vindo, sinalizando caminhos, compartilhando
a sua história, fazendo convites, simplesmente dando um sorriso e dizendo que bom que você
está aqui comigo também, porque a gente tiver mais pessoas multiplicando essas pontes, nossa.
A gente vai ter muitos caminhos abertos, tantas potencialidades, com certeza vai melhorar
essa odimental, a gente vai aumentar a rede de proteção, então, das pessoas e das famílias,
e eu acho que espero que chegue nossa nossa conversa, chegue a vocês como essa oportunidade.
Eu acho que o meu recado é uma frase bem usual, assim, do meu dia a dia, que é diversidade
a ser convidado para a festa, inclusive essa é convidado para dançar. Então, eu acho que
é trazer esse processo, nas pessoas trazerem esse olhar de "olha, não é só ter o PCD ali",
é ouvir da voz, então, de a chance dele protagonizar a própria vida, quebra esses estigmas
do capacitismo, esse taburde que a pessoa com deficiência não pode, não consegue, que
aquele lugar não dá para colocar uma pessoa com deficiência, então, acho que ter essa escutativa
e essa empatia é o principal, que aí o resto a gente vai construindo essas pontes e fazendo
a acontecer. Eu estou muito feliz que essa conversa, muito mesmo, assim, vocês assim, deixaram
muitos esperançosos, de que eu posso também ser essa pessoa, sabe, que faz a diferença.
Com certeza. E eu agradeço a presença de vocês, agradeço, assim, de mais essa conversa,
agradeço Farol pela nossa parceria, Sofia João, as pessoas que estão nos acompanhando,
e também todos os nossos parceiros, a gente vai colocando aí durante o episódio, ali,
com os nossos parceiros, mas a gente tem a Puky Paraná, que está com a gente nesse projeto,
de océsio de São Jihadis Penhaz, Rádio Amaricevi, Rádio Líu, e também o Centro
de Defesa Marista da Infância, que é o local e o Orgonho, a frente de missão do grupo
marista, que está levando o projeto, é coisa de proteção para frente. Não possa esquecer
também do Nuclo Lux Monde, que é nosso parceiro Junta CNBB nesse projeto. Então, a gente
fica muito feliz de poder contar com pessoas que querem também que o cuidado integral
e a defesa das infâncias cheguei a muitos lugares. A gente se encontra no nosso próximo episódio,
e eu espero você para uma conversa também muito especial para falar de um outro tema.
Não se esqueça de baixar nossos materiais e compartilhar essa conversa com a sua comunidade.
Até breve.
Você pensa que acabou, mas ainda não acabou. Nós recebemos a fala do Don Ricardo Ruiper,
que com certeza você sabe quem é. Se você não sabe quem é, você vai conhecer agora,
e ele deixou um recado para esse nosso episódio sobre as pessoas com deficiência,
que nós gravamos com muita maestria junto com as nossas convidadas,
e Don Ricardo vem, nos ajudar também a refletir sobre o conhecimento da igreja e as pessoas
com deficiência. Então, convido você a ouvir, a acompanhar, rever o episódio completo,
e compartilhar com muita gente, que com certeza vai fazer muito bem para todas as pessoas aí da sua comunidade.
Olá, meus queridos irmãos e irmãs, estamos vivendo com a alegria, o Anos Jubilar.
Jubileu da Esperança que traja os nossos corações, esta dinâmica em toda a igreja,
de reconhecer que pela encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo,
o nosso coração ciência de esperança, cada vez mais, olhamos no próprio Deus que se faz presente entre nós,
e se faz presente pequeno simples. Esta é a nossa alegria.
Eu sou Dão Ricardo, bisposalhada aqui de Océsio de Brasília e também secretário-geral
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
E venho dizer aqui este breve recado, mas de todo meu coração, as pessoas com deficiência
têm na igreja um lugar muito especial, nós chamamos costumeiramente que são os
prediletos do Senhor e por isso ao celebrarmos os jubileus das pessoas com deficiência,
estamos celebrando os jubileus prediletos do Senhor porque o Senhor veio na sua
simplicidade como uma criança e este cuidado que nós temos que ter com as nossas
gerações desde o ventre materno da concepção é o cuidado que este ano
jubilar também nos chama e nos compromete, cuidar com as famílias que têm
pessoas com deficiência para que acolham e acompanhem com amor, zelo e
responsabilidade os seus filhos, na vulnerabilidade e na diferença de cada um,
cuidar das nossas comunidades e clasesiais para que tem a sensibilidade, tem
espaços seguros e tem consciência da gradualidade de cada uma das
deficiências, respondendo as necessidades que cada pessoa com deficiência tem e
acima de tudo um cuidado e um zelo na sociedade para que nós com uma
igreja possamos ajudar a sociedade a não ter preconceitos com as pessoas com
deficiência e acolhê-las de todo o coração com políticas públicas que sejam
de proteção e cuidado permanente nas nossas cidades. Portanto, celebrar o
ano jubilar é isso, é reconhecer que as pessoas com deficiência são os
prediletos do Senhor porque o Senhor ama todos mas ama aqueles mais vulneráveis
que precisam da nossa atenção de maneira especial, que sejam os capazes de dar
as pessoas com deficiência, o amor que elas merecem, o carinho e a
proteção que eles são necessárias mas acima de tudo o respeito pela suas
diferenças e que todos saibamos que a dignidade foi dada por Deus a todos na
mesma gradualidade, todos somos dignos do amor de Deus. Obrigado pela oportunidade
e que este ano jubilar seja para nós o momento de esperança no cuidado de
todas as pessoas com deficiência.
Podcast Summary
Key Points:
Ana Caroline trabalha com mães de crianças com deficiência, criando redes de apoio e acolhimento emocional, além de promover formação em catequese inclusiva.
Denise, com deficiência física congênita, atua no mercado de trabalho promovendo inclusão e sensibilização, desenvolvendo políticas de acessibilidade e cuidado diferenciado.
Ambas destacam que a inclusão exige escuta ativa, sensibilidade e adaptações simples, como adaptações de ambiente e comunicação acessível.
A esperança para pessoas com deficiência está na construção de pontes, redes de apoio e espaços onde elas se sintam acolhidas e protagonistas.
As políticas públicas de acessibilidade no Brasil ainda são frágeis na prática, apesar de leis como a LBI e a Lei de Cautas, exigindo maior sensibilização e participação da comunidade.
A comunidade religiosa tem um papel essencial na inclusão, com missas adaptadas, sensibilização de catequistas e acesso a espaços acessíveis.
A proteção e a escuta são fundamentais, especialmente em ambientes familiares e escolares, para prevenir abusos e promover a dignidade das pessoas com deficiência.
O cuidado integral exige olhar empático, reconhecimento das dificuldades e ações práticas que tornam a vida cotidiana mais acessível e digna.
Summary:
O episódio do podcast "Cuidadores de Esperança" aborda a importância de um olhar digno e inclusivo para as pessoas com deficiência, destacando a necessidade de escuta ativa, sensibilização e ações práticas. Ana Caroline compartilha sua trajetória de trabalho com mães de crianças com deficiência, criando redes de apoio emocional e promovendo a inclusão na catequese. Denise, pessoa com deficiência física, fala sobre sua jornada profissional e o papel da inclusão no ambiente de trabalho, destacando a importância de adaptações simples e sensibilização.
Ambas enfatizam que a esperança está na construção de pontes sociais, onde as pessoas com deficiência se sintam acolhidas, respeitadas e protagonistas. A discussão aborda a lacuna entre legislação e prática, especialmente nas políticas públicas de acessibilidade, que ainda carecem de implementação efetiva. Também é destacado o papel das comunidades religiosas, com missas adaptadas e formação de catequistas, para promover a inclusão espiritual.
O tema da proteção é tratado como essencial, com ênfase na escuta ativa, na identificação de sinais de abuso e na criação de redes de apoio. O episódio conclui reforçando que o cuidado integral exige um olhar empático, uma mudança cultural e a participação ativa de todos — não apenas pessoas com deficiência, mas também comunidades, famílias e profissionais — para tornar a vida cotidiana mais acessível, digna e esperançosa.
FAQs
O cuidado integral inclui escutar as necessidades emocionais e reais das pessoas com deficiência, além de oferecer adaptações práticas e um ambiente acolhedor. Diferentemente do cuidado tradicional, que muitas vezes ignora o contexto emocional e as experiências específicas, ele prioriza o respeito, a inclusão e o protagonismo das pessoas com deficiência.
As mães enfrentam angústias, dúvidas e dificuldades de acesso a serviços, como educação e trabalho, além de não terem apoio emocional. Muitas acabam assumindo um papel de cuidadora integral, o que pode gerar estresse e isolamento social, especialmente quando o pai não está presente.
A inclusão na igreja é fundamental para garantir que as pessoas com deficiência se sintam acolhidas e pertencentes. Isso envolve adaptações como missas acessíveis, leituras adaptadas e a criação de espaços de escuta e diálogo, que promovem a participação e a valorização de suas experiências.
Denise trabalha para promover a inclusão no ambiente corporativo, com foco em contratação de pessoas com deficiência e no desenvolvimento dessas profissionais. Ela defende um olhar diferenciado, que considera o contexto social e econômico, além de tecnologias assistidas e sensibilização dos colaboradores.
As principais barreiras incluem a discrepância entre a legislação e a prática, a falta de sensibilização entre os profissionais e a ausência de infraestrutura adequada. Muitas leis, como a Lei Brasileira de Inclusão, ainda não são plenamente implementadas nas escolas, empresas ou comunidades.
A sensibilização cria um ambiente de empatia e respeito, onde as pessoas com deficiência são vistas como protagonistas. Isso reduz o preconceito, promove a inclusão e permite que famílias e comunidades se integrem com mais segurança e esperança.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.