Go back

Episódio 2. O meu nome é Jesus Cristo

36m 22s

Episódio 2. O meu nome é Jesus Cristo

O episódio descreve os eventos após o homicídio de Carlos Castro por Renato Seabra, ocorrido em 8 de janeiro de 2011 em Nova Iorque. Renato foi internado no Hospital Bellevue, onde os psiquiatras diagnosticaram transtorno bipolar e mania aguda, mas a estabilização prevista para sete dias não ocorreu. Durante 95 dias de internamento, apresentou comportamentos psicóticos, como afirmar ser Jesus Cristo, cantar de forma inadequada e tentar despir-se, além de episódios de agressividade que exigiram medicação forçada. A defesa adotou a estratégia rara de insanidade temporária, argumentando que Renato não tinha capacidade de distinguir o certo do errado. A acusação, porém, sustentou que os sintomas eram fingidos, com o advogado instruindo o réu. A família negou a relação amorosa, afirmando que Carlos Castro apenas ajudava Renato na carreira de modelo. Mensagens no Facebook revelaram que Renato escondia a relação e inventava sucessos na moda. A comunidade portuguesa nos EUA organizou protestos de apoio, enquanto Renato enfrenta acusação de homicídio em segundo grau, com pena máxima de 25 anos a prisão perpétua. O caso gerou controvérsia, com opiniões divididas sobre a culpa e a sanidade mental do réu.

Transcription

4785 Words, 27429 Characters

Portuguese
Este episódio contém descrições de violência que algumas pessoas podem considerar perturbadoras. Na madrugada de 8 janeiro 2011, assim que de entrada no hospital de Belleville, Renate Seabra é avaliado. Passa desde 3 de amanhã. Está acordado ademãe-las horas e na vez para pouco dormiu. Pessoa noite a discutir com Carlos Castro, há de revelar em breve no interrogatório policial, em que vai confessar o crime. Como se não bastasse, também está fortemente me ubicado. Os psiquiatras fazem perguntas, mas Renate Seabra nem se esforça para eles responder. Está só a tentar me manter se acordado e não está conseguido. Está tão cedado e tão cansado que adormesse várias vezes durante a consulta. Mas há pelo menos um momento em que desperta e se comporta de forma bizarra. Os médicos vão dar nota disso no relatório que escrevem sobre esta primeira avaliza. A certa altura começou a cantar e isso reúte forma inadecuada enquanto falava dos próprios lábios e de comer um bonito. De resto, não conseguem muito mais informação para juntar a ficha que o paciente já traz do hospital Roosevelt, onde chegou de táxi depois do crime. Mas é o suficiente para determinar. Renate Seabra tem de ser internado e colocado sobre vigilância individualizada. Significa que enquanto a ordem se mandiver, o paciente vai ser monitorizado a cada 15 minutos por um enfermeiro. Durante o dia e durante a noite. Uma das poucas coisas que Renate Seabra diz aos psiquiatras do Bellevue, é que não tentou matar-se. Fez aqueles cortes nos próprios pulso, implido por aquilo a que se chama uma espécie de instinto animal. Apesar disso, os médicos decidem que o paciente não representa apenas perigo para treceiros. A presente também risco de suicídia. O relatório termina com o diagnóstico e um planejação. Violência provavelmente relacionada com mania aguda. O objetivo é tratar a mania e estabilizar o humor. Objetivos específicos, alcançar o humor e o tímico em sete dias. Significa que os médicos do Bellevue confirmam o diagnóstico do transtorno bipolar. E, sobretudo, prevém que Renate Seabra está gestabilizado e sem auxilações acentuadas de humor, longe dos estados de depressão a mania, no prazo de uma semana. Estão enganados. Vai demorar muito mais tempo do que isso. O crime é muito grave e muito violento. Foi com estes argumentos que a procuradora do Ministério Público convenceu juíza não estipular qualquer defiência que permitisse a Renate Seabra a guardar julgamente em liberdade. Apesar disso, a acusação que o aspirante a modelo português enfrenta não é a mais grave prevista na lei americana. A cima do amicírio em segundo grau existe o amicírio em primeiro grau. Está reservado para os crimes mais idiongos, incluindo assassinos em série, o assassino de juízes e polícias e outros considerados especialmente cruéis e de prevados. E no estado nova e orgo prevê uma pena máxima de prisão perpetua sem liberdade condicional. Renate Seabra está acusado em domicírio em segundo grau. No máximo, poderá receber uma condinação de 25 anos a prisão perpetua. O que significa que na pior das hipóteses só vai ter a possibilidade de pedir para sair em liberdade condicional depois de passar 25 anos na cadeia. A defesa está decidida evitar uma condinação. Daí diga que Tugar já declarou o intremenal. Renate Seabra está inocente. Para tentar provar, vai apostar tudo. Numa estratégia que só é usada em menos de 1% dos processos criminais. Ou seja, é muito poca habitual. E segunda-se estatística as oficiais, quando alguma devogada de defesa utiliza, vale em 75% das vezes. Ou seja, o futuro de Renate Seabra depende de uma estratégia muito arriscada. E a partir do que a gente vai ter a possibilidade de ter a possibilidade de ser a proposta de defesa. E a gente vai ter a possibilidade de ser a proposta de defesa. Os ficheres do caso de Carlos Castro. É uma série para ouvir em 6 episódios que faz parte dos podcasts de plazes do observador. É narrada por mim, Joana Santos, com banda sonora original de Julio Resente. E episódio 2. O meu nome é Jesus Cristo. Conhecer a verdade, muda tudo. Mudas histórias, muda caminhos, na estrada, também as colhas que fazem a diferença. A Gamelétrica Quia tem 5 modelos, com opções para todos os tilos de condição e momentos da vida. Uma nova forma de avançar com liberdade e mais de 6 anos quilômetros do autonomia. Gamelétrica Quia e letre-vos sem limites. Quia, meu irmão de Renate Seabraia. Castro foi encontrado morto num cenário de estrema violência. O corpo estava deitado virado para cima numa poça de sangue, com vários traumatismos sem roupa e com os órgãos genitais mutilados. As suas peitas recanham agora sobre um jovem de 21 anos natural de canta e ed, que estava a partilhar quarto com o jornalista. Em formação chega a Portugal durante a madrugada e domino os noticiaários do dia. Carlos Castro foi brutalmente assassinado e mutilado num quarto e hotel em Nova Iorque. Ao que tudo indica, pelo namorado, 44 anos mais novo. A família de Renate Seabra sabe de tudo que está a acontecer através da televisão. E está em negação. Acha que nada daquilo bate certo. Renate não tinha uma relação em tima com Carlos Castro. Eu não acredito porque meu filho, sendo o filho do Orão, um filho que é muito bom e ele não fazia isso. O filho não é namorado de Carlos Castro. A mãe de Renate se chama Odilia Pereirinha. Em fermeira, está divorciada desde que o filho mais novo tinha cinco anos. É entrevistada pela televisão esnuara ao Porto a partida para Nova Iorque. Depois de lembrar que a família que é em paz a falar com a imprensa. É entrevistado ao jornal de notícias. O cronista social estava apenas a tentar ajudar Renate a ser modelo. Eu conheço meu irmão, sei-se, eu não sou um pessoal com uma amiga, paciente, não tem inimigo. Só faz bem ao outro, é o pessoal mais paciente que eu tinha se na vida. Ele tinha ido a Nova Iorque, o senhor Carlos Castro, por trabalho. O senhor Carlos Castro estava ajudado neste mundo da moda e se representava algumas agências e era isso. Joana se abre fez 27 anos há dias. Está casada um ano, gravida às casos meses. É médica e militante da Joste de canta e inédia. Apesar de já não viver com a mãe e com o irmão, mantém-se próxima. Revela que ao longo da viagem Nova Iorque, Odilia Pereirinha nunca perdeu o contacto com o filho. Falava um telefone todos os dias, às vezes até mais do que uma vez por dia. Sempre através do teléfono de Carlos Castro. Eu existia sempre porque não era o meu irmão ter arroman, que pedia o Liga que toa a mão a volta eu. E muitas vezes era eu que atendi e falava com minha mãe. E o irmão, o que as vezes todos estava a gostar, sabe-me que já tinha de alguma agência que foi em trabalho. Se tem que estar gostando de trabalho, quer de uma de algumas agências. A família, a relação entre os dois sempre foi estritamente profissional. Carlos Castro estava a ajudar Renato a começar uma carreira no mundo da moda. E apagar todas as despesas que isso implicava. Não por caridade, mas porque ligadamente também lucraria alguma coisa, do papel como intermediário. Joana Conta, que era natural queíamos partilhassem quarto, até para manter alguma contensão de custos. Claro, então os decores que estavam em trabalho é normal. Mas que eu alígum amizado, a gente sabe que, em um monte de mediram, nunca mais de paradas, pensam que em maior, eu queria ser a mesma coisa. Não, não, não, não. Que ia ficar sendo o mesmo quarto da possível. que eu estava a dar com as despesas, porque eu listo lá como se ele com uma irmão não tinha esse dinheiro que fazia parte da populaireta. E a irmão não tem ocupa, porque eu ganho outras maneiras, também e as rajantes de escotar, descorrem se me dão outras maneiras. É normal, não achar um dos lados de especial até com uma irmã de síquina, as outras vejas eu respeitaram sempre e por assim tudo muito bem. Depois de a meia terrar em Nova Iorque, o pai de Renato também chega a cidade. É ele quem toma iniciativa de pedir ajuda a uma das mais proeminentes figuras da comunidade dos adolescentes local. Apesar de e-mmer já ter contratado um advogado para defender o filho. Tony Castro tem 54 anos, nació em Ilhavo, mas aos 6 anos emigrou com os pais para os Estados Unidos. Que se eu não estar de Nova Iorque, estudou em Harvard e trabalhou durante 14 anos com procurador no bronze. Ao longo desse tempo, investigou e levou a julgamento que rimos violentos graves, incluindo homicídios. No único caso de homicídio em primeiro grau que teve, conseguiu uma condinação. Entretanto estabeleceu-se como advogado. Tenho conhecimento e experiência tanto do lado à acusação, como da defesa. E é isso conhecimento que vai tentar partilhar com os pais de Renato se abra. Tony Castro diz-los que tem de ser realistas. Nenhum júri vai absorver o filho de eles. Só há uma saída possível. A defesa tem de conseguir convencer a procuradora a reduzir a acusação para homicídio involuntário. E tem de chegar a acordo com ela. Se Renato se declarar culpado, pode tentar que compra apenas 12 ou 13 anos de prisão, sem sequer ter dir a julgamento. É metade de pena que Renato pode ser condenado, indo atribuná-la acusar de homicídio em segundo grau. Mas esse é um cenário que a mãe não quer nem equacionar, revela Tony Castro, que entretanto voltou a trabalhar para um ministério público e está impedido de gravar entrevistas. Apesar deste conceio, Odilia Pereirinha mantém a posição. Se existe alguma vítima nesta história, não é Carlos Castro. É o filho dela. É por isso que mesmo sabendo que as probabilidades de dar bom resultado são mínimas, a defesa decide seguir uma estratégia arriscada, a de insanidade temporária. É essa trabalhar para provar intrebenal, que no momento do crime, Renato se abra, não é a capaz de distinguir o certo, do errado. 8 de janeiro de 2011, 6 e 33 da tarde. Primeiro dia de interneamento no hospital do Belvio. A enfermeira de turno deixa uma anunação no processo de Renato se abra. O paciente está desorganizado e o conteúdo dos pensamentos não faz sentido. Está operativo e mesmo ao desmado a Maca é observado de pé, a mexer-se e a chamar atenção dos outros duentes e dos profissionais. A firma que é um revolucionário e que a justiça tem de ser feita de forma justa. No dia seguinte, domingo, a nova notação registada por outra enfermeira. É o segundo dos sete dias que os médicos se estimam que Renato se abra demorará até estar estabilizado a 100% e aparentemente ainda não há melhores. Leço no processo. O doente apresentou a comportamento inatocado, perguntando aos profissionais se podia tocar-los. Seu do quarto despido, apesar das tentativas de orientação. Percorreu corredor e teve-te ser conduzido para a sala de contensão, plouce-lhear de informagem masculino. Essa noite vai ser melhor. Renato se abra do arme durante setores seguidas. Como está a sobrevisibilância, é observado de 15 minutos por um dos enfermeiros de serviço, que tem de atualizar o fichero do paciente sempre que o vê. Entre a meia no 8 e 7 a.m.a, Renato se abra a visitado 28 vezes e não está acordado em nenhum madelo. O registro de observação do paciente é exhaustivo e dá conta de um Renato se abra calmo e cooperante. Toma um dos chás oitimeia da meia e 45 minutos depois segue para a sala de refeições onde é servido o que que é almoço. Veja um pouco de televisão e depois participa numa reunião de grupo com outros pacientes. A seguir almoça e vai para a sala de estar. A tarde por volta das 4 há uma alteração na rotina. Receba a visita do advogado que a família contratou para defender. É a primeira vez que se encontra com David Tougar. A partir deste dia, o quadro clínic de Renato se abra. Ago diz isso muito. No dia 5, 11 de Janauro, a nota da enfermeira de serviço diz que o paciente por vez apresenta comportamento inadecuado e necessita de reforça das regras e redirece o namento. É um dia particularmente difícil. Primeiro Renato se abra e tenta despir-se a frente dos enfermeiros, depois veste a tixar-do-a-visso e mais tarde é apanhado a mistrobar-se. Pede uma funcionária que converse com ele e quando ela o acompanhou o quarto diz-lhe que quer tocar-lo. Como recusa a medicação, é injetado coercivamente. Com a mesma combinação de medicamentos antipsicóticos, ansiolíticos e antistaminicos que está a tomar desde o hospital Bruce Velt. No dia 5 vai acontecer o mesmo e em pelo menos outros 2 dias dessa semana também. 18 de Janauro é uma terça-feira. Dia da primeira atualização do plano semanal de tratamento multidisciplinar, a que está a ser submetido. E as notícias não são as que os médicos esperavam. O crime aconteceu a 11 dias. Renato se abra e está alinternado a 10 e já foi medicado à força por via intermoscular pelo menos 5 vezes. Já devia ter recuperado. Mas na escala da avaliação global de funcionamento tem apenas 35 pontos, 0 a 100. Continua intrusivo, continua psicótico, continua de lirante e continua a ter dificuldade em respeitar limites. Isto indica claramente que não está a melhorar. Pode ler-se no relatório. Ao longo dos dias que se é um de seguir vai piorar ainda mais. Comprimenta médicos, funcionários e outros pacientes como se fossem grandes amigos. E anuncia várias vezes que quer curar o sétavito de com os seus próprios mãos. São episódios isolados, a desdizer intrebonala para a curadora da acusação. No dia a dia, Renato se abra e vai reuniões de terpia em grupo, passa tempo na sala de televisão, lei, escreve, paga chadreres, damas e ping pong, fala o telefone e recebe visitas. Depois tem momentos em que procuram os enfermeiros e outros pacientes para desfalar sobre a homossexualidade como demônio. Diz-les que é os colhido, um mensajero de Deus que tem poder-se especiais e ver a verdade que os outros não conseguem ver. E que pode curar as pessoas com cidadas e outras doenças venérias como o só toque. A intrebonal, a defesa ad garantir que este comportamento prova que Renato se abreno mentalmente são. E que por isso mesmo não pode ser contenado pelo amicírio de Carlos Castro. A acusação vai apresentar uma tese bastante diferente. A procuradora do Ministério Público vai dizer que este cidadãs foram forjados porque o argoídio está a tentar parecer maluco. Ele vai acusar o advogado David Touger de ter aproveitado a visitar ao hospital para dar instruções arrenadeciável. Tudo com o objetivo de exagerar e fingir sintomas de podença mental. Vamos dar um minuto de sinécio com muita força. Vamos transmitir frequências, boas, por ele. E 13 de janeiro 2011, uma quinta feira. Cerca de 400 pessoas estão reunidas no largo em frente à igreja metrista cantanhida. Formam um cordão humano de apoia renatociável. O objetivo é pagar com as mentiras de força, ou na minha mãe. E para dizer que estamos chonhos, que estamos cada dia para ser anunçados. Estamos de todos os dias. A felicidade do Concentre de Olido. Ao longo de semanas seguintes, vão ser organizados a andar de agareção de fundos, cremesse e leões para ajudar a família. E centenas de pessoas vão adorir no Facebook a grupos de apoio ao jovem cantanhete. Para as pessoas que a questão, Renate se abre inocente e Carlos Castro é o culpado do crime de que foi alvo. A recepçou para que o Unido que tivesse perdido a missão de um mal que estava a fazer. Para mim não devia estar no um dos bisco que o feito dele. Qualquer coisa aconteceu. Nesta altura, Rodrigo Freiz do Trabalha, como os menores, - Não é lista. Faz a cobertura do tema para revista caras. Embarque a para Nova Iorque poucos dias depois do crime. E há descrever um livro sobre tudo o que aconteceu. Diz que nunca existiu unanimidade sobre o caso. - Era difícil perceber. Havia opiniões compatriotistas, havia que a invés a passar pública de dizer o caso de Carlos Carcelam a Vibra e foi ele, provocou tudo isto. Havia que a invés de dizer o contrário, o Renato quer ir a aproveitar, salmá-seme quando percebeu que não dava pra derou cabeça e não era que ele era gay e foi neste caminho. - Dio que o Silva Salgado é um dos melhores amigos de Renato, conhecem-se desde a infância e andaram juntos no discuteiro. É entrevistado pelo jornal de notícias dias depois do crime. - O que não tinha parecido meu Moral? - Não soumos mesmo assim, somos muito mulheres. - Eu sou gay e o lariante, veremos isso, que eu tinha um caso que o Carlos Carcelam, com o padrão de lariante. Não faixa de ti. - Logo depois do crime, a Polícia de Nova Iorque enviou-se equipamentos eletrônicos encontrados no 4.416, um computador portátil e um iPod, para analis na unidade de crimes informáticos. E pede um mandado de busca para todas as contas que o que é meio em onde Renato se abre. As mensagens revelam que aos amigos e a família, Renato nunca contou que realmente fazia quando passava fim de semana e Lisboa no apartamento de Carlos Castro ou ia deviar-se com ela. Ao longo dos 3 meses que passaram juntos, manté-se em uma vida dupla. 23 de outubro de 2010. 8 dias depois de Carlos Castro e Renato se abre a se encontrar em pessoalmente pela primeira vez. Renato envia uma mensagem no Facebook a um grande amigo que está a estudar na Polônia. Mildo, já tenho de saudades tuevas. Vou estar muito ocupado com o trabalho na moda para a semana voou a Londres durante uma semana. Nem acredito. Quer ver se conseguir a Polônia, mas ainda não sei. Não há registros de qualquer trabalho de moda feito em Londres por Renato se abre. A Polícia encontra outra mensagem, enviada 2 meses mais tarde para o mesmo amigo. Renato diz-lhe que quer saber tudo sobre as reperigas com quem ele tem partilhado fotografias no Facebook e quando ele que está a quase partir novamente. É a viagem que fará aos Estados Unidos com Carlos Castro. Mas não faz qualquer referência a companhia ou se que era a existência do cronista social. Vou a nova maior cavíniceis de dezembro para fazer um desfio de moda e passar a passagem de ano. Nunca me imaginei assim, l'ó. Londres foi mesmo fantástico. Agora tenho de começar a praticar o meu inglês novamente. Ao longo dos dias que passem no Estados Unidos, continuá a trocar mensagens com amigos e amigas a quem vai revelando o sucesso que supostamente estaria a ter no mundo da moda. As últimas mensagens que a Polícia encontra no Facebook de Renato se abre foram escritas menos de 24 horas antes do crime. Foram enviadas a uma reperiga com quem ele mantaria uma relação a poucos meses. Diz-o que está ansioso para ver e combina um encontro, assim que chegar a Portugal. Hospital do Bélvio, relatório clínico de 21 de janeiro, 13 e meia da madrugada. Renato se abre a corda, levanta-se e vai até o posto informagem com um livro na mão. Trasa roupa anterior por cima do que a llama, numa tentativa de se parecer com um super herói. Antes de ser rincaminhado para a cama, diz aos informeiros de turno que não se chama Renato. O nome dele é Abacaba. Pouco tempo depois volta a sair do quarto. Quer que os informeiros ponham o nome dele na lista da Bélvio Teca para poder requisitar livros. Os informeiros diz ele que sim, vão tratar disso, mas só quando o manhe ser, agora ele tem mesmo de voltar para a cama. É nessa altura que Renato se abre e ajuda a dar uma nova informação. Chamas Jesus Cristo. Afinal é isso o nome que tem de ser posto na lista. É o 10 e me quarto dia de internamento. Passou praticamente uma semana para lado prazo estimado pela equipa de psicatriia para a recuperação do paciente. Mas Renato se abre que continua a não dar sinais de melhas. Um outro relatório revela vários incidentes violentos. Está assinado por um dos psiquiatras do Bélvio. Teve um episódio de agressividade e postura ameaçadora, pranta a enfermer a responsável pela vigilância individual, chegando a fechar a porta com força na cara dela. Por vezes apresentou competimento a ameaçador e envadiu os pássios deste redator. Tendo sido necessária a administração de medicação intram escolar para control de agressividade, uma vez que não respondi a abordagem verbal. Ao todo, Renato se abre vai permanecer na esta aula psiquiátrica durante 95 dias. Em tribunal, a procuradora do Ministério Público vai acusar do ter fingido estes episódios, não apenas para ser considerado iniputável, mas também com o objetivo de adiar o momento em que seria enviado para uma prisão normal. Na nota de alta, assinada no dia 12 de abril de 2011 às 353 da tarde, pode ler-se que ao longo do internamento e há medida que a medicação foi sendo ajustada e alterada, começou a emergir no paciente uma patologia significativa de garata renascizista. Significa que, para além do transtorno bipolar, os psiquiátras diagnosticaram Renato se abra com outro problema de saúde mental, que se caracteriza essencialmente por trechinais. Em capacidade sentirem patia pelos outros, sensação da superioridade e grandiosidade. E necessidade de ser admirado. Depois de receberá-la, Renato se abra em caminhado por uma das mais temíveis prisões dos Estados Unidos. Do hospital do Bellevue, à prisão do Ryker's Island, no Noregueste da cidade, são apenas de 16 km de distância. É um hospital. É um hospital. É um hospital. É o último person eu nunca evaluava. Na verdade, ele foi a última pessoa que eu valiaia em Ryker's Island. Eu já não vou lá. Deixa eu lá isto depois disso. Entre 2009 e 2012 fui a Ryker's Island para valiar outros tipos de casos, mas não volto. Simplesmente não vou. É muito muito. É um lugar lá. Eu só vou lá. É muito muito muito. Ryker's Island funciona numa pequena ia no meio do estrivo. E é uma das mais prigosas, violentas e subrotadas prisões do país. Ryker freio também há de lá entrar, acompanhado em um jornalista local do Noreguet Times, com quem está a trabalhar. Uma prisão que tem mais de 10 mil pessoas que são temporários dos piores gangres daquele país, com as histórias mais incríveis e um ambiente que centros lá dentrei, efetivamente. É um ambiente pesado, centros o peso de tudo aquilo que aquelas pessoas fizeram fora daquela prisão centros do islamentro. É efetivamente com entrar num filme. Renate Síabra é colocado numa sela de 10 metros quadrados. Mantence em vigilância antisso e cedo. De meio e meia hora, um dos guardas verifica-se estar tudo bem com ele. É aqui que vai ficar até o início dos julgamentos. Serão 18 longos meses de espera, em que vai ser submetido a várias avaliações psiquiátricas e psicológicas, por parte de pridos contratados pela acusação e platedefeza. Depois de ir família, de Renate Síabra decidir partir para Tribunal, em vez de escar a cor comunisteria público, o advogado aposta tudo na defesa por incinidade temporária. No dia 2 de junho de 2011, David Tugher enviou requerimento ao Tribunal. Informa-o o juíze e acusação que vai submeter provas psiquiátricas que irão demonstrar que no momento do crime, Renate Síabra crescia de responsabilidade criminal, permutíveis de doença ou de feitemental. No final do documento escreve, o argoído reserva sua direita de enfocar a defesa afirmativa por incinidade mental. Basically has to deal with. É uma julgada riscada, explica o psicólogo Jeffer Singer. Por dois motivos diferentes. Vimeiro? Porque assim as regras do jogo passam a ser outras. Na defesa afirmativa, o Ones da Prova muda de lado. Já não é a acusação que cá provar os fatos, pra além de qualquer dúvida razoável. O advogado de Renate Síabra é que vai ter de conseguir convencer os jurados de que no momento do crime, ele é incapaz de distinguir o bem do mal. E por isso não deve ser responsabilizado criminalmente. Depois, porque este tipo de defesa não é propriamente popular entre a opinião pública. E isso também ajuda a fazer com que a taxa de sucesso dela seja muito, muito residual. O público em geral também encar esta defesa com grande desprezo. É muito desvalorizado. O melhor especialista norte-ambricado n'estema é um psicólogo forenço de reformado, chamado Charles Patrick Wink. Ele descreveu um livro chamado Insanity. Nesse livro, ele acionou a que apenas um em cada mil casos recorre esta defesa. E desses apenas um em cada quatro a bem sustido. Ou seja, aproximadamente um em cada quatro mil casos. Por isso, embora muitas pessoas achem que se trata de uma desculpa, uma forma de escapar a responsabilização, na verdade é uma defesa que raramente é utilizada. E mesmo quando é, o mais provável é que não seja bem sustido. É mais, como não, não há que terá acesso a sucesso. Por muito que as probabilidades sejam ínfimas, a defesa resolve a avançar. No dia 28 de julho de 2011, David Touger apresenta um novo requerimento atrimo mal com informações adicionais. No documento, a defesa informa que o argoído tem um diagnóstico de transtorno bipular tipo 1, com episódio maníaco único, grave e com características psicóticas. No momento do crime, leste no documento, Renate se abra tornou-se fulminantemente psicótico. Por isso mesmo, quando atacou e matou a vítima, estava a agir com base em ideias delirantes. E não podia apreciar e licitude as suas ações, porque estava a agir como instrumento de Deus. Para acusação, isto não é um caso de doença mental. É um caso de raiva. Mas a primeira batalha está perdida. Depois de defesa anunciar a intenção de apresentar provas psiquiátricas, a procuradora do Ministério Público envia uma moção ao Tribunal, para o impedir. A legava que o requerimento do advogado Renate se abra não podia ser admitido por não especificar a natureza precisa da condição mental a legada, nem a relação entre a doença e a conduta criminosa. O juiz de ele razão. Mas, entretanto, David Tuga rete ficou os documentos e a defesa afirmativa para a insanidade foi aceite. Para rebater os argumentos da defesa, a acusação vai ter de conseguir mostrar aos jurados que Renate se abra tinha motivos para querer assassinar-se ao escasso e que não agiu por estar doente, mas por estar furioso. Para isso, vai ter de perceber quem são a final estes dois homens portugueses. Vai procurar-te estumunhas, reunir documentos, examinar as imagens guardadas na máquina fotografica da vítima e analisar as mensagens enviadas pelos dois para descobrir como se cruzaram, como começar uma relação e como acabaram transformar um quarto de hotel de lucha em Nova Iorque. Numa cena de crínica ótica e sangrenta. Mas essa é uma história para o próximo episódio. O observador tentou falar com o pai, a mãe, a irmã, com o antigo e o atual advogado e com o próprio Renate se abra. Ninhe um deles aceitou ser entrevistado. No próximo episódio. Caso caso sempre deu vida boa, as pessoas que criam com ela. E se eles tinham acertado numa vida um bocadinho mais baixo, viam subir. Ele chegou a final, mas ele não tinha feito para vingar neste mundo da moda que é preciso realmente ter muita guerra, ter uma personalidade muito forte, querer muito. Olha a pássaro, o que é que tu vê? Vem, diz-me o que é que tu vê. E tu hachas com o mute com o M3085, lindo de morrer. Vai te se apaixonar por ti. É uma série para ouvir em seis episódios que faz parte do spotcast Place do Observador. É narrada por mim, Joana Santos, com banda sonora original de Julio Resende. O guiau e as entrevistas são de Tania Pereirinha. A sonoplastia e o desenho de som são de Bernardo Almeida. O design gráfico é de Miguel Ferrazo Cabral. A edição é de João Santos Duarte e Tania Pereirinha. A coordenação é de Miguel Pinheiro, Filomena Martins, Pedro Jorge Castro, Ricardo Consissão e Sara Antunes de Oliveira. Neste episódio, ouvimos sons retirados do YouTube, do Jornal de Notícias e da Sique. Podcast Place do Observador. É mais do que o Podcast. Os podcasts Place do Observador têm o apoio daqui.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Renato Seabra foi internado no Hospital Bellevue em 8 de janeiro de 2011, após confessar o homicídio de Carlos Castro.
  2. Os médicos diagnosticaram transtorno bipolar e mania aguda, prevendo estabilização em sete dias, mas o processo demorou muito mais.
  3. A defesa optou pela estratégia rara de insanidade temporária, argumentando que Renato não distinguia o certo do errado no momento do crime.
  4. A acusação sustentou que os sintomas eram fingidos, com o advogado instruindo o réu a exagerar comportamentos psicóticos.
  5. Renato enfrenta acusação de homicídio em segundo grau, com pena máxima de 25 anos a prisão perpétua.
  6. Durante o internamento, apresentou comportamentos bizarros, como afirmar ser Jesus Cristo, cantar inadequadamente e tentar despir-se.
  7. A família negou a relação amorosa com Carlos Castro, afirmando que era apenas profissional e de ajuda na carreira de modelo.
  8. Mensagens no Facebook revelaram que Renato mantinha uma vida dupla, escondendo a relação e inventando sucessos na moda.

Summary:

O episódio descreve os eventos após o homicídio de Carlos Castro por Renato Seabra, ocorrido em 8 de janeiro de 2011 em Nova Iorque. Renato foi internado no Hospital Bellevue, onde os psiquiatras diagnosticaram transtorno bipolar e mania aguda, mas a estabilização prevista para sete dias não ocorreu. Durante 95 dias de internamento, apresentou comportamentos psicóticos, como afirmar ser Jesus Cristo, cantar de forma inadequada e tentar despir-se, além de episódios de agressividade que exigiram medicação forçada.

A defesa adotou a estratégia rara de insanidade temporária, argumentando que Renato não tinha capacidade de distinguir o certo do errado. A acusação, porém, sustentou que os sintomas eram fingidos, com o advogado instruindo o réu. A família negou a relação amorosa, afirmando que Carlos Castro apenas ajudava Renato na carreira de modelo.

Mensagens no Facebook revelaram que Renato escondia a relação e inventava sucessos na moda. A comunidade portuguesa nos EUA organizou protestos de apoio, enquanto Renato enfrenta acusação de homicídio em segundo grau, com pena máxima de 25 anos a prisão perpétua. O caso gerou controvérsia, com opiniões divididas sobre a culpa e a sanidade mental do réu.

FAQs

Renato Seabra foi avaliado no hospital de Belleville após ser acusado de assassinar Carlos Castro. Ele estava acordado há muitas horas, sob efeito de álcool e drogas, e confessou o crime à polícia.

Os psiquiatras diagnosticaram transtorno bipolar com mania aguda, concluindo que ele representava perigo para si e para terceiros, sendo internado sob vigilância individualizada.

Ele foi acusado de homicídio em segundo grau, que prevê pena máxima de 25 anos a prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.

A defesa optou pela insanidade temporária, argumentando que no momento do crime ele não distinguia o certo do errado, uma estratégia rara usada em menos de 1% dos casos.

A família, especialmente a mãe Odília Pereirinha, negou a acusação, afirmando que Renato não era namorado de Carlos Castro e que a relação era apenas profissional.

As mensagens mostravam que ele escondia de amigos e família sua relação com Carlos Castro, alegando viagens de trabalho na moda que não existiam, mantendo uma vida dupla.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.