Neste episódio do podcast "Patrabada Criminal", as apresentadoras Natalia Salazar e Renata Schmidt iniciam com um tom descontraído, relembrando um momento constrangedor em que cantaram uma música desafinada em uma festa, que foi mal interpretada pelo público. Elas também fazem um apelo aos ouvintes para apoiarem o canal no YouTube, comentando e se inscrevendo, como forma de ajudar o crescimento do projeto sem custo financeiro. Em seguida, retomam a segunda parte do caso do assassino Francis "Little Chops", começando com uma recapitulação de sua infância difícil e sua prisão aos 24 anos pelo assassinato e esquartejamento de Margareth Suida. Chico alega ter sido torturado pela polícia durante 10 dias para confessar uma motivação sexual para o crime, mas até hoje diz não entender o que o levou a matar, atribuindo o ato ao álcool e ao destino. As apresentadoras debatem a credibilidade de Chico, destacando que ele nunca negou o crime, mas usa discursos evasivos e frases incompletas que manipulam o ouvinte. Elas concluem que, embora a tortura na ditadura militar seja plausível, é difícil confiar plenamente em suas palavras, pois ele parece evitar assumir total responsabilidade pelos seus atos.
[música] Meu nome é Natalia Salazar. E eu sou Renata Schmidt. E esse é o podcast o patrabada criminal hoje sem Regina Rolka. [risos] Gente, voltei, gente! Voltamos a nossa programação normal, tem o vosso. Muito bem. Cante uma área para nós, Lula Lula. Não. [risos] A gente pode começar a cantar música da otestima de novo, que foi a estém, porque a gente não canta. Nossa, verdade, né? Aquele foi melhor a Carol Que. A gente cantando a música da otestima no Carol Que. O Piguo. Ninguém entendeu que era Meme. E todo mundo achou que a gente cantava a mal daquele jeito. Porque a gente estava tentando imitar a moça que cantava a mal e desafinava. E todo mundo achou que a gente cantava a mal daquele jeito e a gente passou a mover a gargonha. Ficou aquele silêncio constrangidor, sabe? Que a galera não entendeu. Exato, a gente teve que ir no meio da festa a mostrar o Meme, mostrar o vídeo da otestima para o povo. Isso depois que a gente tinha passado a vergonha. Olha, é. coisas que eu e a Renata passamos na nossa. Mas foi icônico. Foi icônico, momento icônico da nossa amizade. A gente vai lembrar desse momento que a gente passou quando a gente veio 80 anos morando na nossa casa de reposo. Ai, tenda, teremos muitas aventuras. A gente tem que fazer aquele rolê de Londres por castelo do dráculo em uma semana. Total, a gente vai pro rolê do dráculo. De trem. No rolê em que vem. Vai ser do caralho. A gente vai passar várias outras vergonhas que a gente vai lembrar para sempre também. Ai, delícia. Essa te vai lembre daquele trem, aquela pessoa pedida, uma fofoca, de "Po a gente ouvindo fofoca do trem para o ozo". Exato. Ai, Natalia, eu vi uma super fofoca de um cara que fingia que era conde para pegar as menininhas. [risos] Ele tinha comprado aquele título de "Conde", sabe, que você disser, whatever, de. sei lá. Que você compra tipo o negelter, você compra um metro quadrado. Você recebe o título de "Lord", e daí é uma coisa assim, e daí ele tinha comprado. E se ele tinha colocado no Instagram, que ele era o "Lord". Ai, que entrega. E a gente só ouvindo a fofoca das meninas que estava sentada na nossa frente no trem. Elas não falam do mal desse cara e no "Ruegei" e Natalia traduzindo para mim. É, em tempo real. Trocando os nomes pelas não saberem que a gente estava falando de elas. [risos] Então, várias fofocas ainda serão contadas. Sim, várias aventuras nos esperam. Tem recado? Ai, eu tenho mais to cansado. Vamos começar com a episódio. Semana que veio do. Tá. Eu tenho só um recado, que é mais um pedido do que é um recado. A gente precisa que vocês nos dê uma forcinha no YouTube. A gente tá crescendo no YouTube, só que a gente poderista crescendo mais. Exato. Vamos ver o espetáculo do crescimento, gente, por favor. Sim, gente. São casos diferentes, não são os mesmos episódios do podcast, são casos novos. Se você não quiser ver, teja de que fala que não gosta de vídeo. Não tem problema, você não precisa olhar, porque a gente conta casos. É um formato bem parecido com o do pod. Se você não quiser ter as fotos das pessoas, não quiser ver a gente falando, não tem problema. Se você não é que play, eu vi normal, você consegue acompanhar no mesmo jeito. É o pod cast, como qualquer outro. Se você coloca, vai fazer sua faxina, coloco seu celular na mesa e vai fazer sua faxina e fica lá ouvindo o patramada criminal. Sim, e se você é patramada, só que tipo, sei lá, você quer nos apoiar, só que você não tá com grana, então é um jeito de você apoiar a gente sem gastar nada, porque o YouTube nos paga por anúncio e o YouTube paga as tias em dólar. Olha que chique, gente. Olha que chique. Então, dê essa força pra gente, sabe? Se vocês que falam "Ai, queria que você estrautou esse em todo dia", se nosso canal no YouTube cresceu suficiente, a gente consegue viver disso e a gente vai conseguir produzir muito mais. Pois é, gente. E a gente sabe que tem muitos de vocês que vão lá ver os nossos vídeos e não não like, que esquecem de comentar, esquecem de se inscrever. Então, por favor, vai ajudar a gente. É comentar, você não sabe que colocar põe um pontinho, qualquer coisa só pra o algoritmo entender que o vídeo é relevante, sugerir para pessoas que tenham um perfil parecido com o seu. É, comentar. Isso, eita, nós. É o comentar ótimo. É, eu adorei. Parece chaveco que a gente ouvia dos caras do cavalo em Pirassunul. Eita. Ah, comentar lá, eitelo. Oitelo. Oitelo. Oitronca. Assim, tem. É assim, tem um chaveco. Ah, eu estou lou. Agora eu quero ouvir alguém falando. Pô tranca, braba. Ah, gente, cada dia se pode caçar, começa de uma forma melhor. Cada dia com mais qualidade. A gente precisa cada vez melhorar mais a nossa pesquisa e a nossa roteira, porque as introduções estão ficando cada vez piores. Está aqui nem em sua mensagem, está cada dia mais esquisito, né? Ah, gente, mas vamos começar como um mauvinte, me falou. O Francis Little Chops. Vamos começar, o Francis Little Chops. Parti 2. Bom, gente, se você está chegando aqui agora, assim, de paraquedas, eu recomendo que você volte um episódio para você ouvir a parte 1, porque esse caso, né, ele foi feito em duas partes, então você pode ficar meio perdido chegando aqui directo, você voltar 1, começa a história estar lá. Se vocês não lembra, vou dar uma recaptulada super rápida, mas só para complementar também as fontes são as mesmas que eu usei no episódio anterior. E eu também usei a página aventuras na história, eu porto a Wall e o site da revista Veja, a mais, para complementar o conteúdo. Recaptulando super rápido, no episódio anterior, a gente conferiu a infância do Chico, que foi uma infância bem difícil, a adolescência foi bem difícil e a gente está no começo da idade adulta dele, tá? Quando ele foi preso, eu vou até checar porque. Ele foi preso, gente, ele tinha 22 anos, é isso? 22 anos? Ele é na seu em 42, ele foi preso, não, ele tinha 24, ele foi preso em 66. Gente, ele tinha 24 anos, quando ele foi preso? Eu achei que ele tinha 30 anos, já. Nada, que a vida judiu dele. Você vê nas fotos, ele parece mais velho, mas quando ele foi preso a primeira vez, ele tinha 24 anos, só. E porque eu acho que ele rolou tanta coisa no episódio 1? Sim. Mas esse é o ponto, você para para pensar que ele começou a se envolver com homens mais velhos, para financiar o estilo de vida dele, que é uma coisa que você imagina que uma pessoa maior de idade vai fazer, né? Mas pensa que ele tinha de 12 para 13 anos quando ele fez isso. Então ele viveu muito e muito pouco tempo. Veja, quando ele tinha 24 anos, já fazia uma década que ele tinha, isso sem contar os abusos que ele sofreu, né? Mas se encostarando só os relacionamentos consensuais que ele teve, quando ele foi preso, já fazia mais de uma década que ele estava se envolvendo com pessoas. E assim, gente, eu entendo que hoje a gente pensa que não existe consentimento quando você é menor de idade, eu to aqui me referindo aos relacionamentos que ele descreve nas entrevistas que ele deu para ele na casal e como sendo consensuais. Então, quando a gente, a gente encerrou o episódio, na ele tinha acabado de ser preso aos 24 anos, como eu comentei, por assasinar estrangulada e por escuartejar o corpo da dançarina austríaca Margará de Suida. E, como a gente também falou no final da parte 1, em 66 ele foi condenado a 18 anos de prisão por homens cídio qualificado e mais 2 anos e 6 meses por destruição de cadaver. E aí, a gente vai para uma parte que eu não tinha contado antes, quando a gente fala da prisão no final do primeiro episódio, a gente conta muito a versão oficial que constava nos altos. E agora, a gente vai entrar nos detalhes da prisão que ele conta numa entrevista que ele deu para ele na casal e naquele livro "Serial Killer's Made in Brazil", que eu citei que é uma das minhas principais fontes para contar essa história para vocês. Então, ao ser aprendido, ele afirma que ele falou a verdade, só que a polícia não entendia como um crime tão medonho, podia não ter uma motivação mais concreta. Que era uma coisa que o próprio chico também não entendia muito bem. Que é uma coisa que a Natalha salosa, também não entende. Ninguém entende. Só para recapitular, gente, na parte, retomar um pouco o que foi dito na parte 1, então numa entrevista pro jornalista investigativo Percival de Souza, ele disse que ele matou a Margarette porque ela tinha se recusado a fazer sexo anal com ele e ridicularizado ele ao receber essa proposta. E ele admitiu que ele tem esportejado a Margarette porque ela lembrava mãe. Por também, se a mulher é abandonada pelo marido que vivem em companhia de armens estranhos. Também constava no interrogatório que ao receber a recusa de Margarette, ele teve a sensação de que sua potência e verilidade diminuiam.
nesse lugar o sentimento morbido pela violência que se expressavam a apertar o pescoço e morder-lhe. Então é isso que consta no relatório oficial da polícia e na imprensa da época. No entanto, o que ele contou e ele deu a entrevista para ele na casal é quase 30 anos depois de ter sido presa a primeira vez. E aí ele fala sobre a prisão sobre o que ele diz que aconteceu de fato. Ele fala, "No início, sabe como é que é?" A polícia deixa falar tudo. No começo você fala "Quero ou não quero?" Ou então "Minto" ou "Fala verdade." Mas você vai falando. Não estava vendo contradição, não estou sendo contestado. Então me deixaram falar a vontade, tal, não ouvi nada, não ouvi uma justificativa. Por causa disso, cheguei a ser torturado. Fiquei 10 dias no terceiro distrito sendo e ele não fala o que fizeram com ele. Ele fala "Epa, vira!" "Sabe aquele negócio de torar que eu não sei o que é?" E eu fiquei com medo de procurar. Esse vou ter de estar custando muito a minha saúde mental, mas enfim. Ele falou "Dais dias de suplício e aí passa fome, está uma perrada no calcanhar, aquele negócio todo. Eles queriam o motivo do crime e eu não saber dizer o porquê. Assumia a autoria e isso eu não discuti. Os investigadores também desconfiavam como a gente mencionou no episódio anterior do envolvimento do caio, que era o médico que morava com ele no apartamento da hora. - O que era, Bruno? - Ah. Eles acreditavam então com o envolvimento do caio no assassinato, era maior do que a versão que o estico informa a polícia. Lógicamente falando, os dois se conheceram na aeronautica, eles dividiam o apartamento juntos, o caio era capitão médico, e o assassinato da Margarette envolvia a de secação parcial do corpo. Na opinião da polícia, o caio teria participado no mínimo do vilipente do corpo, da precisão dos cortes e a complexidade. Sobre isso, o estico fala. É, se é da aeronautica, eu sou, se ele fosse o geromoperador, começou, e aí começaram a imaginar o musexualismo, começaram a imaginar, sabe? Aquela fantasia policial e aquelas indagações. Então tinha hora que o caio era convocado, ele ia lá. Tem uma hora que deixaram nós dois fazinhos. Eu cheguei a mencionar que a coisa escantou muito para o lado dele. Porque a polícia, a partir daquele momento, passou a focar nele, fixou-se nele. Tô preso, mas o motivo eu não digo, quer dizer, ainda em dícies de quena. Uma hora lá, o delegado Hugo ainda falou, "é, chega de filosofia e tal, no seu quê? O que é que o senhor foi fazendo a rua hora? Como quem diz? Por que que eu fui, né? Aí fui torturado, três vezes torturado, não é brincadeira. Pau de arar, quando a polícia resolve, não é fácil não. Fizaram umas coisas lá que barbaridade. Então também descarregava, gritava a baixa. Mas pegaram o meu ponto fraco, tamparam minha boca e eu não podia mais gritar, e ele dar risado. E ele antes lavavam toda a sela e me deixavam nú. Eu não estava entendendo. Eles fazem um jogo. Um é bom e outro é mal. Então eles revisavam-se. Um vinho me dava um tapa, o outro vinho me alisava, sabe como é? Eles ficam nesse jogo assim, um aceita que eu digo, o outro já não aceita. Então num dia eu era bem tratado, o delegado trazia macarronado de casa, então eu comia que nem o passar. Macarronado da mamana. No outro dia eu ficava sem comer nada. Já era preparação para viro. E tinha dia também, em que eu ficava completamente nú, a sela toda molhada, porque eles estavam naquela de que eu podia me suicidar. Realmente eu me abalei com isso, nem em sonho passou pela minha cabeça fazer o que fiz. O que aconteceu eu não entendi. E assim, mesmo sendo torturado por 10 dias, o chico nunca comprometeu o caio. Mas, eventualmente ele acabou concordando com as teorias da polícia sobre sexo anal, que foram citadas no. Agora pouco, né, que a gente se está no fim do episódio, que eu citei agora, a gente retomou agora. E sobre isso ele fala. Porque foram 10 dias de tortura, meu. Não foi um dia só, certo? Quando jogaram sal na minha boca, a ipanos e minha mão arrochou e ficou azulada, o negócio ficou sinistro. Os dois investigadores diziam, se quiser falar, faz um sinal aí. E eu fiz um sinal e veio delegado. Antes, ele já tinha me dado um motivo hipotético sobre a causa do crime. Ele disse, "O rocha, lembra a gente no meu do stick, é Francisco, costa rocha, então, chamavam ele de rocha nessa época." Sim. "O rocha, foi encontrado vestigio de sangue na bolsa e vestigio de sangue pedaço as papéis gênicos na bolsa da mulher." Será que vocês dois não foram lá e você viu que ela estava menstruada e quis uma copula anal, um negócio diferente e ela se ofendeu? Falou que não era coisa dióme, qualquer coisa assim? Bom, nessas alturas já tinha sido pendurado uma vez, só que devagar, né? Na segunda vez eles engrossaram e eu disse, "Oi, doutor, é possível!" Mas eu, pelo que me conheço, acho que esse não seria o motivo. Eu sei que pode ter acontecido, eu sei que é possível, mas eu acho que não é esse motivo. E aí ele disse, "É, mas pensa respeito porque nós precisamos encerrar o caso. Isso a preventiva foi pedida e o juiz não concedeu. Dias a manhã está vencendo, você não pode mais ficar preso, eu não posso te soltar, mas tem que soltar, preventiva não tem. Você entende qual problema?" Mano, e a gente. A gente acredita nessa tortura toda, nesse que ele foi forçado a dizer que o motivo do crime foi ser excional. Assim, a gente está no Brasil, no ápice da ditadura militar, né? A gente faz dois anos que o A5 foi instalado, o A5 está todo vapor. E a gente tem um crime envolvendo um médico cirurgião da aeronáutica, né? Sim. Então assim. É que é tão. Eu acredito nele, mas eu tenho medo de acreditar nele. Exato. Eu acredito. Eu não tenho nenhum problema em acreditar que a polícia faria isso naquela época, nenhum problema. Principalmente com alguém que seja bissexual, com alguém. sabe. Mas. Eu tenho dificuldade porque eu não quero acreditar nele, sabe? Eu não. Sim. Eu tenho minhas. as minhas reservas. Será que eu acredito nessa pessoa que é uma pessoa horrível? E assim, ele teve 30 anos para pensar nesse dia, né? Ele está contando uma coisa que em teoria, ele está sendo entrevistado 30 anos depois. Eu não sei. Mas assim, então assim, gente, vocês têm as duas versões. É. Aí eu acho que vai de cada um, né? A gente tem a versão dele. Eu entendo assim, faria sentido. Se a prisão preventiva foi negada. E a polícia precisa dar um motivo. O que ele fala até que faria sentido? Ah. Mas assim. É difícil saber, né? Porque é uma pessoa. a gente sabe que. eu acredito nele, mas ao mesmo tempo eu sei que esse tipo de pessoa é extremamente charmosa, é extremamente louquente, convencente. E daí você não quer acreditar nessas pessoas. É, não, você não luta o que é que tem acontecido. Ah. Então, a gente não sabe. É bem o que você falou. A gente tem que. receber a versão dele, mas não acreditar segamente. que tudo o que ele fala é verdade. Mas, por outro lado, em nenhum momento ele nega o que ele fez. Eu não acho que faria sentido. Tipo, ele não está ganhando nada falando que ele não sabe. Tipo, o que ele tem a ganhar? Falo, eu não sei. Ah, isso é verdade. Não tem ele. Não tem nada a ganhar pelo contrário, né? É. Até hoje, ele diz que ele não sabe ao certo que ele vai ele matar as quartas de amargarete, tá? E ele diz que todas as motivações citadas durante o interrogatório foram dadas para placar a fúria das torturas da polícia. E só queria que aquilo acabasse. Obvio, né? E a Ilana Casoa pergunta muito de vários jeitos na gente, obviamente ela é Ilana Maravilhosa. É. Uma essa mulher. E ela tenta de vários jeitos fazer esse abrir e o mais perto que ele chega é falar flashback. Aquilo me permite quer dizer uma das cenas. Eu estou assim, avançando para ela e ela está caindo no chão. Tem um objeto esparramado. Mas porque eu tive esse impulso assim? Não sei. Não sei porque meu correu aquele impulso. Como tem copo quebrado, tem mais de um cinzeiro lacheio. Eu fumava, ela também fumava, tem um litro de álcool numa mesinha de centro. Então tem indício de que alguma coisa aconteceu. Ele atribui parte do que aconteceu aos efeitos do álcool. E outra parte ao próprio destino. E muito embora, ele nunca tenha negado a autoria do crime. Ele parece defender muito mais a ideia de ser só um pião e alguma trama inevitável da vida do que aceitar a ideia dele ser um assassino confesso. É. Francis. É a partir da. Sim, também. Ah, eu sou apenas um pião. Tipo, você tem que. Não é só falar que foi você que fez. Você tem que assumir responsabilidade. É. E aquilo que você fez. Não, isso que eu estou falando, eu estou resumindo bem. Porque ele, tipo, basicamente, é isso que ele quer dizer, mas ele usa um raciocínio todo elaborado para parecer mais culto do que essa. E ele fala, "O álcool libera, né?" Nesse ponto aí eu tenho certeza de que sem o álcool eu não. sem estar sob o efeito, sim, eu não teria cometido o crime. Tenho certeza absoluta quanto a isso. Agora, o problema não é o álcool, hein, sim. É o que me levou ao álcool. É aí que está. Eu já pensei muito sobre isso. E é quando a gente vai sempre para infância, canalizando, se autoconhecendo e procurando, se auto-transender para aguentar a barra. Se não, não aguenta.
Ela violência, eu avançando sobre ela, ela caindo no chão, é como se fosse algo inevitável. Sei lá, algo assim, é, não dá pra entender. Esse ponto aí, eu não entendo. É, não dá pra entender. Não sei se tem relação com alguma coisa anterior, que aí, me é o biscoiro isso aí. Eu tenho como justificar aquilo, o fato dela ter. É. É um negócio, eu busco entender, porque veja bem. Se eu quiser se vitmar mulheres, no sentido assim, mania com do parque e outros casos que tem aí, eu teria condições. Eu não iria utilizar meu próprio apartamento. Eu usaria da minha inteligência, e se fosse pra matar mulher, eu mataria no apartamento da vítima. Ah. Então assim. É um raciocínio semi-logico. Ele fala com. Sem intensas tão incompletas. Sim. Que eu acho. Eu não acho que ele faça isso de propósito, mas o fato dele dizer "sentensas tão incompletas". Ele começa uma sentença, ele começa uma frase, ele não termina. E ele deixa subintendido, então. E ele dá uma sota pra você. Mas você confundir. É você que completas frases dele. É, não completas frases dele. Então o que ele está falando pode ser qualquer coisa. Pode ser o que você. O qualquer coisa que você acha que ele está falando pode ser. Sim. Porque ele começa a falar "Ah, se eu não tivesse, assim, daí com ela, pois é, e daí foi assim. " E daí você completa o pensamento dele com. Se você acha com o seu próprio baias, com o seu próprio opinião sobre ele, ou sobre os fatos. Ah, e ele te joga de um jeito que você. Quando você percebe, se você não está atente, você está concordando com ele. Sim, eu estava aqui. Eu estava aqui concordando mexendo a cabeça. Hmm. E aí você parece, não pera. É, se você não fique esperto. Ah. E para. Porque eu. Para mim. Eu estava falando para a Nath, que escreveu esse roteiro para mim, foi bem um processo bem sofrido. Porque eu fiz todo esse focho. Eu li toda entrevista e aí eu tinha que parar. Não, mano. Eu não posso esquecer que esse maluco está falando que foi destino. Ah. O que é totalmente, gente, onde eu se viu, você matou uma pessoa, escuartei já uma pessoa e falar que. É algo. Se fosse algo inevitável, mano, não é inevitável. Ninguém colocou um canudinho na sua boca e te obrigou a beber assim. Se já estava bebendo assim, fazer mais de uma década. E se você sabia, se a violência já está escalando. É. É o famoso "Faz sentido se você não pensar a respeito". Exatamente. Entendeu? Mas eu acho que. Eu tenho. Tenho duas minhas próprias experiências com álcool. Eu fui uma pessoa que eu abusei álcool por. Foram dois, três anos que eu bebia quase todo dia. Estava sempre de ressaca ou bebada. Eu fazer isso pra contém a minha péssima saúde mental. E eu sei. Pela minha própria experiência. Eu sei que tem gente que não muda a personalidade e eles vão. Ah, não, porque Fulano bebou a vida toda. Ele continua sendo super gentil, maravilhoso. Tudo bem, isso é Fulano. Álcool é uma substância que altera o seu estado mental. Sim. E se você bebia álcool todos os dias por um longo período de tempo. Em grandes quantidades. Não existe como esse seu estado mental alterado. Tempo todo não influenciar quem você é a sua personalidade. Enteu, tem gente que fica. É igual com a caína. A caína começa, você é o cara legal da festa que é um palhaço. E deve você começar a usar. Você fica paranoia, você fica louco, você fica uma pessoa agressiva, você fica uma pessoa violenta. E é a mesma coisa com álcool. Muita gente reage muito bem e não muda a personalidade. Muita gente que vira o colo atro aqui, bebe todo dia grandes quantidades que abusa essa substância, que é Mind Altering, que altera a sua mente. Fica mais agressiva. Eu, por exemplo, fiquei mais agressiva, fiquei mais antistossial. Eu fiquei com a paciência muito mais curta. Não tem como dizer. Muita gente reconheço muda completamente com álcool. Você fala coisas que você não falaria se você tivesse sobre, e não é porque você está desnibido, é porque você está agressivo, você está sem paciência, você está antistossial. É a composição química do seu cérebro, todo diferente. E assim, gente, eu não estou julgando ele pela bebida, não estou dizendo. Então, o que eu estou tentando falar é que, tipo, eu sei que o álcool altera a sua mente e o uso prolongado de álcool, altera a sua mente e altera a sua personalidade. Mas eu não consigo ver isso como eu estou aqui bebendo e do nada eu estou escortejando uma pessoa. E era inevitável. E era inevitável. Gente, acho que assim, a última pessoa que vai julgar alguém por ter bebido mais do que de vi, por mais tempo do que de vi. E assim, sendo, eu acho que eu vou falar uma coisa um pouco polêmica, eu acho que se se tivesse sido o único crime dele, talvez eu olhasse para ele com mais simpatia. Se tivesse parado aí, se fosse uma entrevista para entender, por que esse homem que teve todos os problemas da vida, teve um único surto, como ter um único crime, foi isso, talvez eu olhasse para ele, talvez o roteiro fosse mais fácil, talvez eu não tivesse ficado tão angustiada. Então, eu estou jogando ele como quem já fez a história interna e já sabe o que acontece. Então, tem isso também, mas eu acho. Eu não consigo imaginar que alguém, tipo, eu acho que você beber e fazer alguma coisa errada, beber, ficar mais agressivo, mais violento, até mais tóxico mesmo, mais sabe gritar, falar mais alto ou feender alguém. Eu acho que isso é uma coisa infelizmente normal, se você é um alcohol, terça que você tenha algum abusos de algo. Mas eu acho que daí para você matar uma pessoa, esporta e já acho que. Não, e não seria isso ainda se usa o colismo. Eu acho que é o colismo que se usa hoje termo, né? Eu não sei. Então, você fala uma coisa. Não, e existe toda uma. É considerado uma doença, né? É uma coisa que assim, eu entendo que é, no caso dele, ele fala que ele vira outra pessoa quando ele bebe, eu acho que você entre você assumir que você tenha um problema com o álcool e você clasificar o assassinato, como algo inevitable, algo que o universo fez acontecer. É que você fez o befeito de algo. Ele fala. Eu estava sob o efeito do álcool. E é tipo calma. Não é assim, também. O efeito do álcool não fez você fazer aquilo. Eu já estive sob o efeito do álcool várias vezes. Eu nunca me atei ninguém. É, mesmo que você tem o efeito prolongado, você realmente fique mais agressiva, mais empaciência, mais anti-social, daí para você pegar uma facs corteja, uma pessoa é uma coisa completamente diferente. Não, é corta, saí minha fala, porque fui bem escuro. Eu tenho que falar que eu nunca matei ninguém, porque é tipo a minha experiência. Eu nunca passei pelo que ele passou, também, né? É verdade, né? Então não dá para falar. Mas você. O meu problema, na real, é como se fosse algo inevitável. Eu acho que não dá. Eu acho que você trata o crime, como se fosse o universo, como se fosse só um pião no meio de um universo que está te levando. Você é só um ator, uma marionete do universo. É, não, senhor. Eu acho que você colocar a coisa sobre esse prisma, é você falar que não é culpa sua, que é o universo. É que nem você colocar culpa em Deus. Fala que foi Deus que quis. O dia abo. É hora de ir. É hora de ir. A pai dava a possuida. Ah, tá bom. Agora o dia abo de lá. Mas quanto para a gente? É, é. Mas essa. Esse é a gente ponderando. Gente conta para a gente que vocês acham. Vocês concordam? É, gente. Está aqui dando opiniões. Estou tentando pintar. Porque eles tirou da cabeça. É. E algumas do cu. Mas. É, eu só tenho um pouco de dificuldade. Eu acho que se ele tivesse usado, só esse discurso, que ele não teria feito nada, se ele tivesse sobre, não tivesse falado que era algo inevitável, eu acho que eu teria mais simpatia com esse argumento, sim. Mas não sei. Eu acho que, de tudo o que ele falou, a única coisa que está pra gente levar sério, é o que ele fala, que se ele quisesse matar mulheres, ele seria mais inteligente que isso. É um argumento que eu achei válido. É. É uma coisa meio escrota da parte dele de dizer, mas é um argumento válido, realmente. Mas é uma coisa meio lógica, realmente. É. Ele teria matado não no apartamento dele, onde ele mora, onde ele. E eu realmente acredito que ele não sabia. Eu acredito de verdade que, quando ele levou a Margarete pra casa, ele não sabia o que ia acontecer. Ah, eu também acho que não foi prometitado não. Não tem sinais que foi prometitado porque ele não preparou nada. Ele nem abriu a porta do banheiro, a porta estava trancada, ele teve que tirar da fechadura. Sim. Da. Como é que eu não amei? Mas eu não era nem de díça. É, a díbradíça. É, a díbradíça. É, a díbradíça. É, eu acho. Mas ao mesmo tempo que eu acho que não foi. Eu acredito quando ele fala que ele não sabe porque ele fez. Eu também acho que ele já tinha consciência de que ele estava numa espiral destrutiva, que estava. Ele estava num estado mental diferente. Sim. Diferenciado. Mas, bem, voltando pra história, gente. Vamos. Bizarramente, ele foi feliz na primeira temporada dele na cadeia. Ele discreve esse tempo como tempo meio idealizado. É sério, é bizarro. É bizarro. Tudo dessa história é um pouco bizarro. Sim. Pouco tempo depois dele se é sentenciado, a pena dele foi comutada pra 14 anos, 4 meses e 24 dias de prisão. Hmm. Até 72, ele cumpriu pena na pena e tensera do estado onde ele fez supletivos pro terminal, ensino fundamental, ensino médio, e passava grande parte do tempo além dos autores favoritos dele, dos Toyeveskin-it, e se familiarizando com os trabalhos de Harmon Hesse.
Inclusive, se vocês golvam, eu adoro Harmon Hesse, gente. Lobo da Steppe e Damien, recomendo. Mas bem. Eu já achei ele uma mala, o preso mala, que fica além do. Ah, não, eu estou falando Harmon Hesse, não do. Ah sim, não, mas estou falando chico. Já sabe aquele cara mala, tipo, "ah, não eu sou um bom mundo". Ele é o cara de humana da cadeia. Ah, ah. Lago, ele se tornou preso de confiança e ele trabalhava diretamente com a diretoria do presídio. Foi lá que o aniversário dele foi comemorado pela primeira vez. Lembele, nunca tinha comemorado aniversário nem ganhado presente. Nem de aniversário nem de natal até ele ser preso. Ah, é. Esse é um detalhe tão triste. É. É. Bom, uma das visitas que ele recebia com mais frequência era de uma amiga chamada Catarina. Esse não é o nome de verdade dela, é um pseudônimo que é dado ela no livro, dela na casóia que a gente vai respeitar em pra outra privacidade dela. Com quem ele acabou se casando ainda na cadeia e com quem ele visualizava uma vida burguesa perfeita quando ele saiu esta prisão. Ele queria. Em direitar os caminhos dele, ele queria ser um marido, um cara trabalhador, um cara disciplinado, um cara regrado. Ele visualizava uma vida de casal de protagonista de novela dazoito com a Catarina. A vida de burguesa afado que ele achava que ele merecia. Exatamente. Sobre esse período ele conta. No primeiro crime, eu fui muito bem assistido. A administração cheguei na casa de detenção, pavilhão nova, visita-ra de monte. Cheguei a receber 11 pessoas. Mano. Vinha minha esposa, a irmã, o irmão, o caio, a mulher, o monte de gente, minha mãe, meu padrasto, não me faltava nada. Ele lembra desse período com saudade, o que eu acho muito triste até você pensar que a fase que ele teve, o que ele precisava era estrutura. Só que talvez você me perçava, ele recebia visitas, ele recebia o contato familiar que ele nunca teve. Estrutura familiar contato. Como é morar o aniversário dele. É amigos. É triste, né? Entre 72 e 74, ele foi transferido para a Colônia Penal Agricula, professor não é a ZV do embalru, em junho de 74, apenas 8 anos, depois assassinato da Margarade Suida, o Francisco Costa Rocha conseguiu liberdade condicional por comportamento exemplar. 8 anos. 8 anos por ter matado e escortejado, mulher. Bom, a única obrigação dele nesse período era de se apresentar em juízo cada 90 dias para a notação na carteira de preso condicional. Cara, 90 dias. - A cada 3 meses. - Você consegue manter o controle de um preso a cada 90 dias? Eu não sei como é hoje também, então. Conta para a gente, sei sabe, vocês acompanham o TikTok das Mujedres, alguém me conta. Você é uma TikTok de mulher de preso condicional para a gente também, não temos preconceito. - Facê? - Conta para a gente. Não, não, inclusive achamos uma. Eu sigo o gupas dela, eu sago umas ascunhadas. - No TikTok, eu acho super interessante. - Mas bem, não parecer para efeito de livramento condicional e, pedido pelo então, Instituto de Biotipologia Criminal, foi excluído de agnóstico de personalidade psicopática e estabelecido que o chico tinha personalidade com um destúrbio de nível profundamente neurótico. Gente, aí vocês que os peritos, nosso ouvinte, os peritos podem se quiserem falar com a gente, alguma coisa, explicar melhor, mas basicamente eles usaram esse diagnóstico para justificar a sultura dele depois de 8 anos e colocar-a da condicional. Ele foi morar com a catarina, com a esposa, e conseguiu emprega como vencedor na editora abril, na divisão de volume. Gente, ele tá. - É impregno. - Ele tá 30 anos driving, sabe? Tipo, ele tá tendo a melhor vida dele depois de ele matar esse cortejão ou mulher. Ah, na sábado, porque ele tinha 32 anos. Então. E, gente, nos primeiros meses deu tudo certo e a vida dele parecia estar caminhando para a sonhada a utopia burguesa. - Mhm. - Mhm. Até que ele começou a ficar entediado. Então. E esse não é um sinal de serial killers, ficar entediado. - Então. - E o sinal de pessoa que tem problema com a luz de substância, né? - Você fica ali em poupaça. - Isso fica aí bate o tédio, né? É porque esse sobro é um saco. - Ah, são saco às vezes. - Ah, não. Vamos falar a verdade, é um saco. É super interdioso. As festas não são tão legais. - Ah. - Porque você queabou o tacê do pra casa? Essa não tem paciência com ninguém. Eu não tenho paciência com ninguém. E hoje em dia eu ainda bebo socialmente, né? Mas quando eu estava completamente sobre que eu não bebei nem socialmente, eu achava exportável falar com alguém que estivesse se divertindo. Meu Deus. Sabe quando você está na festa e a pessoa tá beba dela, tá se divertindo, assim, super alegre. E daí ela vem falar pra você, uma coisa extremamente não interessante, mas ela acha que é muito interessante pra ela tá beba dela. E deve você ter que ouvir aquilo e falar, "OK, eu quero muito pra casa, eu quero muito, muito pra casa." Sabe, eu só queria ir pra casa dormir, sabe? Eu queria ir treinar, sabe? Eu vi meu podcast, meus podcast, vi meus show, meus drag-rails, sabe. Eu acho que depende quando você tá. Faz bastante tempo que não bebo nada, assim. E eu acho que depende do qual beba da galera tá. Eu acho que até o certo nível, eu acho que quantas pessoas ainda tão coerentes. Eu não tenho problema, você não ligo. Sim. Mas tem uma hora que não tem ninguém coerente mais, que as pessoas não tu não há nem que a pessoa tá repetindo a história. Não, é que a pessoa não está coerente, que ela não consegue entambular uma fraga. Aí eu não tenho paciência, tem que acho que ninguém tem. É nesse nível que eu tô falando. Quando tá todo mundo bebeindo uma cerveja tranquilo conversando, eu acho máxima, não preciso de nada. Agora, quando a pessoa começa a ficar beba da e ela quer te contar uma coisa extremamente não interessante, como se. Sabe, como ela faz uma criança de três anos, que foi contar uma coisa. Quando a pessoa já tava que ele nem fica lá só solta a palavra chave. Sabe, cabelo, banheiro, cerveja, você fica. Ah, e a pessoa repete, cabelo, banheiro, cerveja. Quando a pessoa começa a falar igual, chico, picadinho, é porque estamos sem paciência, a gente perde a paciência. Não, mas é pra transitar em rolês em que a galera bebe muito, assim, estando sobrio, eu diria que é uma arte, é uma coisa que você tem que aprender. Sim, tem que aprender de novo. E a tedioso, a sobretade é tedioso. Você tem mais tempo nas suas mãos do que você tinha antes e você tem mais saúde, mais disposição. Então você quer achar coisas pra fazer, porque você está saudável. E é tedioso. Mas. E pensando assim, eu acho que pra ele era mais fácil, ele se manter regrado quando ele tava na cadeia, porque ele tinha toda uma estrutura. Ele tinha o horário certo pra ele acordar, o horário certo pra ele comer, o horário certo pra ele estar deitado. Tinha hora que as luzes apagavam, ele tinha uma estrutura muito. Ele não tinha como escapado aquela estrutura na vida dele. A partir do momento que ele tem liberdade, ele tem liberdade de escolher o que ele vai fazer com tempo dele também. E o que ele conhecia? A rua, ele sempre foi isso que ele fez, desde muito pequeno, a rua e essa vida boémia era synônimo pra ele de fuga, de fugir dos problemas de casa, de fugir. E de liberdade. E era de certa forma, e eu acho isso muito triste estar na rua pra ele por muito tempo foi mais seguro do que ele tem casa. E eu acho que. E eu acho que. E assim, gente, não pense que. Eu falando isso, eu estou corroborando o que ele falou, de que era inevitável, não. Não. Mas esse era o tipo de coisa que deveria ter sido. Trabalhada. Eu acho que, sim, claro. Não estou tirando a responsabilidade dele. Em relação ao que aconteceu, eu que vai acontecer. Mas de várias maneiras, eu acredito que o sistema prisional realmente responsável, soltando ele no mundo assim, "Ah, não, beleza, está rehabilitado, parabéns." Agora, cada três meses você vem aqui pra carimbar. -Tá absurdo. -Tá absurdo. Ele mesmo reconhecia que tinha coisas erradas com ele que ele não entendia e que levavam ele a dia de forma instável e violenta. Isso não mudou, porque isso não foi trabalhado. Ele só foi tirado do convívio com a sociedade por 8 anos de jogado de volta. Ele não recebeu tratamento psiquiátrico. Exato, não. Até porque ele está falando dos anos 60, né? Pois é. Tratamento psiquiátrico naquela época era tratamento de choque na cabeça. Você para pensar nos anos 60? Dos anos 60 para o 70, então eu acho que, tipo, antes, concepcionava, estava chegando no Brasil. Era nesse nível que a gente estava ainda, sim. Enfim, ele começou a ficar entediado. E aí, ele voltou a beber. E aí, ele começou a chegar em casa cada vez mais tarde. O que trouxe problemas por casamento dele. A gente, vamos lembrar que o Chico Picadinho é o cara que tem, tipo, uma super síndrome de Madonna puta. Então, a catarina esposa dele não era o que ele estimava de mulheres da noite. Ela não era boêmia. Ela era bem utopia e classe média. Ela queria ficar em casa e sedando de casa e para piorar. Nessa época, ela estava grávida. E ela esperava.
que o Chico apresentasse a mudança de postura que ele prometeu durante todos os anos que eles se relacionaram quando ele estava preso. Claro. Logo, se poucos, pouquíssimo tempo depois dele se solto, ele passava a maior parte das noites dormendo na sala, porque ele chegava muito tarde e ele não queria que a Catarina sentisse o cheiro da bebida saindo dele. O casamento entre o Chico e a Catarina não sobreviveu nem a seis meses de soltura. Eles se divorciaram no mesmo ano em que ele saiu em 74 e a filha do casal nasceu alguns meses depois em 75. Pense que assim, ele saiu da cadeia no meio de 74, antes do ano acabar ele estava se divorciado, jo. Claro. Depois do divorcio, o Chico voltou a de vez ao lifestyle de sexo, drogas e rock and roll que marcou a vida dele antes do assassinato da Margarette. Ele não tinha um endereço fixo, então ele vivia em pensões até as baratos e apartamentos emprestados. E essa inconsistência acabou custando o emprego dele na editora abril, ele não conseguia mais chegar anurário. Porque a editora abril foi basicamente você é um assassinas cortejador, não tem problema, vem a trabalhar conosco. Você bebe, tchau. É que eu acho que é trazado. Rua. É que eu acho que devia ser um ritmo que ele não devia nem aparecer nem da sinal de vida, né? Não, com certeza, mas é engraçado que eles são dispostos a contratar uma pessoa que assassinou e cortejou uma mulher, mas ela chegar atrasada, não, Rua, isso é inadmissível. Mas eu também acho que isso diz um pouco sobre as expectativas surreais que a galera tem, né? Uma louca foi preso por esquartejá, por matar e esquartejá uma mulher. E porque ele não foi considerado um psicopada, flaro, não, ele só se recuperou, postorboi. Ah, a recuperação. Exatamente. Esperam que ele saia da cadeia uma pessoa totalmente nova. E que ele vai conseguir conviver em sociedade normalmente que é uma coisa que ele nunca fez, ele nunca conviveu normalmente em sociedade, nem antes, nem durante, nem depois a vida dele na cadeia. Ele só conviveu melhor na cadeia porque tinha gente literalmente forçando ele a fazer tudo aquilo, fazendo a textrutura, ele foi forçado a textrutura, mas ele nunca foi um membro produtivo da sociedade, nem antes, nem durante, nem depois da cadeia. Então, porque você acha que aquilo vai funcionar? Não vai. Ah, não entendo, porque que tinha? A editora abriu o crin, pregar o postorboi da recuperação. Ah, ele ainda é um puta piar legal, é um puta piar bom, se descer, mas eu acho engraçado, tipo, se chegar atrasada, a gente não vai admitir, quer matar tudo bem, quer escorre-te já, beleza. Agora, não consegui se comprometer com o. Mas o sério. E aí, não. É mais um. É por isso que eu. Tem tantas camadas de porque a sociedade é bizarra. É uma cebola de bizarrista, vai tirando os layers, assim, as camadas da cebola e cada vez eu ficando mais forte, cada vez da mais vontade de chorar. Exatamente isso. E bom, gente, depois que ele foi demitido, ele começou a pular de emprego, emprego, pegando os bicos, e a inquietude, a frustração que marcaram a vida dele antes, tinham voltado com força total. E eram constantemente alimentadas pelas ressacras de áreas e pela vida desregrada. É difícil, trabalhar de ressacra é difícil. Nossa. É. Eu já dei tendo xelo do banheiro da fábrica, uma vez. Não, quando ficar sobre, eu achato em muitos momentos, mas não tenho coisa melhor do que se acordar sem ressacro do mingo de manhã. Não. Se acordar fresco, sabe, assim. Com pele. A pele tratada, porque se tirou umaquiagem na vez, pera. Ai, esquem querem dia. Isso é curto, você tá fresco, assim, você tá? Você tá fresco, tudo bonitinho, tudo gostoso, você vai pra academia, você vai caminhar. Tá pronto pra começar o dia, essa habitução. Todo dia é um bom dia. Não existe nada melhor do que a vida sobre. Não adianta dizer que há é chato. É chato, mas acordar sem ressacro é maravilhoso. Você tem que escolher. Tudo tem cada coro de iria chorar, né? Cada escolha é uma renúncia. Então, cada coisa que você escolhe tem uma parte boa, uma parte boa. Eu escolho tomar "or gray". Mas eu escolho, a minha renúncia é. Eu renuncio numa quarta-feira, deitar no chão do banheiro da fábrica, porque tá gelado e eu tô passando muito mal. Não é interessante isso. Eu acho que é uma boa troca que eu fiz na minha vida. Eu escolho não ser mais ameaçado de tomar uma navellada. No puto em lugar de procedência duvidosa na rua Augusta, sabe? Escolhas. Essa é a vida. Cada escolha é uma de duas, não é a vida. Bom, quando ele morou na liberdade, ele conheceu a Berenisse, não é na amidela. É outro piceudônimo que a gente vai manter. Com quem ele viveu, o que ele descreveu como uma paixão carnal, entre aspas. Eles tiveram um filho juntos, mas em momento algum, o Francisco abandonou o estilo de vida dele para se dedicar a ajudar a criar o bebê. Em maio de 76, sem dinheiro, sem prego fixo, o Francisco não tinha mais um de morar. E acabou pedindo ajuda para o Joaquim, que era amigo e fíador dele. O Joaquim conhecia o passado criminal do Chico, mas ainda assim deixou que ele ficasse no apartamento dele até ele se estabelezá. Esse foi Brother. Então eles dividiam o apartamento, ele Joaquim. Poucos meses depois em setembro do 76, ele conheceu a Rosimeire. Segundo a versão oficial que constamos boletinhos policiais, a Rosimeire tinha 20 anos, se trabalhava como empregada doméstica. Os dois se encontraram por acaso na lanchanete Ellenice. E depois de alguns copos de cerveja, ele convidou-la para ir com ele ao hotel carno junto com outro casal. E ela aceitou. A Lerta Gatilho, tá? A gente, seu primeiro Lerta Gatilho, do vídeo eu vou dar. - Do episódio. - Mas desc. - Exco. - É, Lerta Gatilho do episódio. Eu vou dar umas descrições meio graficas. Tá. Chegando lá no hotel, o comportamento do Chico se mostrou cada vez mais agressivo durante o sexo. Então ele mordeu a Rosimeire com força e tentou esganá-la com tanto violência que ela desmaiou. Eita. Quando ela voltou assim, ela percebeu que o Chico tava tentando mordeia veia do pescoço dela. Meu Deus! Ela se levantou rapidamente e percebeu que tinha sangue escorrendo entre as pernas dela. E aí ela fugiu do hotel mais rápido que ela conseguiu. Gente. Ela sobreviveu, tá gente? Essa corrida salvou a vida dela. Gente, eu tô. Imagina desespero de você acordar e ter sangue no meio dessas pernas. Sim. E ela. Inmediatamente, ela foi bem firmesa porque ela buscou atendimento médico no pronto-socorro da Santa Casa de Missouri-Cord. Onde ela passou por exames que constataram a agressão física ao útero por instrumento perfurocortante, desconhecido. O que parece ter acontecido quando ela desmaiou, porque ela diz que ela não lembra disso. Além disso, os exames constataram tentativa de strangulamento e mordidas pelo corpo. Ela tava grávida e acabou perdendo o bebê em decorrência dessa violência. Em 15 de setembro, de 76, foi instalado um processo contra Francisco Costa Rocha por lesão corporal do Losa. A versão que o Chico conta para essa história é um pouco diferente. Eu não tô falando nem que ela tá certa, nem que ela tá errada. Só vou trazer as duas versões como sempre, como tudo que a gente fala. Referente a ele. Não leve a ferre fogo nada do que se homem fala, tá gente? Ah. Mas bem. É, a Rosimeiro conhecia assim na Alina Boca do Lixo, na Rego Freita, General Jardim, naquelas imediações ali, na Noitada. E eu estava com o chegado meu, que era um companheiro de copo, bebia, né? Também gostava de beber. Ele já era formado. Era advogado e tal. Ele gostava de. porque eu acompanhava ele no copo à noite todo, e tal, né? Ele também gostava de farrar com as meninas e tal. Eu tinha dele, que de vez em quando ele saia e tinha Rosimeiro que estava junto. Aí ele fala, "vamos juntos, vamos não sair para onde?" E fui parar no canin-de, num hotel assim, no canin-de. Chegando lá, ela se lembrou do gigolodela. Ela disse, "Depois preciso ir, você paga meu táxi. Aquilo eu achei meio, como se ela estivesse me faturando. Uma piranha veio me faturar." Que brava. Cobrou já. Então, a coisa mudou quando ela me falou isso. E em vez de eu tratar ela de um jeito, ela ficou meio assim. Combinar-se antes de vir. Na hora que eu veio me falar isso, aí tivemos relações, "Tá, e pá, meio assim, as dicas, vamos dizer." Meu comportamento era de médico e monstro. O chico alega não saber que ela tava grávida e ele nega. É ter inserido qualquer objeto, perforo a corteite no terro dela. E assim, gente, pra mim, minha opinião pessoal, tá? Esse depoimento dele, nada mais é do que um predador tentando justificar o injustificável, tá? Sim. Eu nego que eu tenha inserido alguma coisa nela. Mas ela fez tudo o que a gente pode pedir de uma vítima que é ir imediatamente para o seu corpo e ter toda a evidência física. física. Então, como a gente se vê?
sempre julga a vítima tão rápido de "aí por que que não foi no hospital? aí por que que não faz isso? aí por que que não procurou o médico? aí por que não foi da polícia? aí por que não faz exames? porque não sei o quê? mesmo quando a pessoa acabou de passar pelo trauma, pelo pior trauma da vida dela, a gente acha que ela tem que fazer tudo certinho e ser uma vítima perfeita e fazer tudo, colher todas as evidências e dar todos os depoimentos, como se fosse a coisa mais fácil do mundo. mas quando ela faz isso, ele fala "aí não, não sei, não lembra o quê?" não, imagina. e assim, na boa, mesmo que ela fosse uma profissional do sexo, mesmo que ela tivesse dado golpe nele, falando que nada justifica. nada, nada. o que ele fala basicamente, é a a a a a a a a a a a a ela, ela tentou me fatorar, eu fui violento com ela, tipo, ah não, desculpa. nada, nada, nada, nem sabia que ela tava. mano, nada justifica. ela te desculpa. você dá o orsaçoa do mundo, nada justifica. exatamente. você seria um objeto ponto agudo no útero dela. exatamente. e mesmo que ele não tenha enfiado nada, que tem essa de sua violência, com que ele transou com ela, que tem a causa do isso, ai lá, não sei, nem sei, nem sei possível, não sei, realmente não sei. mas nada justifica, as mordidas, nada justifica se estrangular, nada, nada. então, pra mim, isso nada mais é que um predador, tentando justificar uma coisa que não tem justificativa, não tem o que você fala, não tem maneira, que ele possa interpretar, para dizer que o que ele fez fez certo, não, tem nada de errado aí. eu acho que é parte. quando eu falo que se tivesse parado no primeiro crime, tipo talvez aquela desculpinha dele, "Ah, não fui eu, fui a bebida, talvez aquilo justifica de alguma forma, não sei, eu não estou falando porque eu sei lá, meu percentendena." sim, a partir do momento que você já fez uma puta de uma merda e você volta a bebê, eu acho que daí já é tudo mais do que com o passou. não, e que você não só volta a bebê, mas como olha isso, se essa mina não tivesse corrido, seria a segunda vítima dele. a segunda vítima fatala, foi uma vítima dele, mas ela não foi uma vítima fatala, a segunda vítima fatal dele, né? sim. e o que ele fez a respeito depois disso? nada, gente, o próprio Chico reconhece a escalada na violência nas relações sexuales dele depois da Rosemary. e assim, ele estava no nível que ele fala que ele precisava transar todo dia e sempre nessa pegada. depois do encontro com Rosemary, ele praticou sexo violente, envolvendo esse ganadura com outras seis mulheres. meu Deus. uma delas chegou a inclusive a defecar durante o ato a manha foi a contrição do pescoço. meu Deus. aparentemente, eu fui até olhar, é uma coisa quando a pessoa morre dessa forma, né? o intestino tem alguma reação do corpo que o intestino relaxa e libera tudo. isso não contou todas os corpos. eu sei. eu acho que isso acontece com todos. mas ela não morreu, ela só foi durante o ato de esganadura. só aconteceu isso, foi a esganadura foi ter o intenso que isso aconteceu com ela. e ele afirma também que ele começou a morder ainda mais as parceiras. algumas vezes deixando cicatrisas. essa violência variava de intensidade dependendo de com quem ele estava e do momento em que ele estava. ele mesmo alega que ele não sabia prever como ia ser a próxima vez. sempre que ele ia com alguma mulher para o apartamento ou para o hotel. ele não sabia o que ia acontecer. e aí ele fala. aconteceu com umas três, quatro, mais ou menos, quatro ou cinco. cinco ou seis, nem a dúsa, nem a dúsa, nem a dúsa no total. não passou de isso aí. não passou de idoso. teve uma que até e aí ele ri. falou, "pô, você quase me matou e tal e passou a noite comigo." e aí você percebe que ele fica meio orgulhoso dele quase uma tal mulher e ela fica com a ele a noite toda a mesma sim, sabe? mano. o que eu acho muito, muito problemático, muito dark. tem um trecho, inclusive, né? a própria ela na casói depois que ele fala isso, ela faz uma análise do caso dele, ela fala. quando a condição sádica é severa e quando está associada o transtorno de personalidade ando social, o indivíduo pode ferir gravemente ou matar suas parceiras. Francisco sabia que esse dia não estaria longe. em 15 de outubro de 76 era uma sexta-feira, o Francisco conheceu a anjo de la Sousa da Silva de 34 anos. na mesma lancheonete em que ele conheceu Rosemary. a anjo ela era uma profissional do sexo que tinha várias passageiras na polícia por roubos e furtos que utilizava diversos pseudônimos. então ela também era conhecida como Benedito Osório de Sousa, Sueli de Sousa Silva, Sonha da Silva, Maria de Sousa, Sonha parecida do Santos e Sonha parecida do Sousa. ela se apresentou pro estico como Sueli. Nessa época, o estico estava bebendo até mais do que ele bebia antes de ser peso pela primeira vez. por que? ele precisava ficar na rua pelo menos até a sete da manhã, quer orarem que o Joaquim já tinha saído para trabalhar. naquele precisava, era que o Joaquim falava, não se só pode chegar quando tiver saído. é que normalmente, como eu falei, o estico já não ficava mais senso ex-sexo, ao mesmo tempo ele não tinha muito dinheiro. então ele preferia esperar até a sete da manhã para ele poder levar as que ele chamava de entre aspas mulheres da noite, pro apartamento do Joaquim sem o Joaquim ficar pistola com ele. eles esperavam o Joaquim e trabalhar, ele levava a mulherada para casa. então ele tinha que ficar esperando, ele ficava no bar esperando. ele estava assim, o consumo de óculos ele estava no ápcio. então, como eu falei, ele conheceu a Angela que falou que chamava sua ali e eles ficaram bebendo de bar em bar até mais ou menos a sete da manhã. e aí eles foram, pro apartamento, em que o francesco estava vivendo, ficava na avenida Rio Branco e é fato que eles chegaram lá por volta da sete, porque o porteiro do prédio abriu para eles. então o porteiro do prédio viu os dois entrando. e aí gente, visualmente ou não, aconteceu praticamente a mesma coisa que aconteceu no primeiro assassinato. tem algumas diferenças afinal de contas é inevitável. é inevitável, ele é só um pião das mãos de estina. a primeira diferença que dessa vez a Angela foi strangulada durante o ato sexual, quando ele estava próximo de atingir o orgasmo e não depois, como no caso da Margarette, e que dessa vez o chico ela lega a se lembrar com nitidez os detalhes do crime. sobre isso ele fala. aí eu crie bem-se, há imagens dela, não crescendo, não crescendo e desculpe a expressão que eu vou falar. mas ela realmente foi dita. no momento em que ela falou, "aí que gostoso, voo, foi isso." isso aí revela um problema meu. é como se eu quiser se entrar naquela parte ma mim, sabe como é? não chico, não sei. não, também não sei como é. então aqui assim, ninguém aqui sabe como é. não, quando alguém fala "aí que gostoso" eu continuo fazendo gostoso. não matar a pessoa. pois é. e aí o que ele diz foi que quando ela falou "aí que gostoso" ele começou a esganar ela, mas o. ele não sabia, tipo, não foi tipo "vou matar essa mulher". ele achou que é ser que nem ele fez as outras seis vezes. que elas iam diz "maiaia acordar". só que aí ele percebeu que ela tinha morrido. e aí ele se deu conta de que a vida dele estava para mudar drasticamente mais uma vez. e agora eu vou dar uma lerta gatilho número 2 gente. vai. vão ter mais descrições gráficas aqui. da mesma forma que ele fizeram no apartamento da rohora. ele arrastou o corpo da Angela até o banheiro e portando uma faca de cozinha, um canivete, um serrote, ele começou a retalhar o cadáver. mas uma vez ele começou arrancando seios e mais uma vez ele arrancou as vísceras e jogou na privada. só que dessa vez as vísceras causaram o entupimento do encanamento. e mais uma vez ele decidiu então usar um bau de picar tudo em pedaços bem pequenos para fazer etal transporte. eu acho engraçado que ele percebeu que a vida dele ia mudar drasticamente mais uma vez e daí ele teve todo o tempo de fazer exatamente o que ele fez no primeiro como se ele tivesse gostando do que ele estivesse vazando. pois é. então assim até onde eu compro ele não lembrar do que ele fez no primeiro mas daí ele lembra nesse caso e ele fez exatamente igual eu não sei. pois é. não sei se está para comprando nada que se eu me falo. eu fico bem dividido porque por outro lado ele não teria porque até hoje ele fala que ele não lembra do primeiro crime. mas dele fez tudo igual? então não sei gente vou até colocar vocês vão conseguir comparar se você é o oreleiro a gente mandou na terça-feira as fotos da primeira cena do crime via newsletter esse tipo de conteúdo não dá pra por no instagram tá gente porque são as cenas mesmo tem até uma alerta de gatilho ali e a gente vai mandar as cenas desse crime essa semana porque é apoiador por newsletter e vocês vão poder comparar você percebe uma evolução na sua fichicação dos dois crimes é bizarro. é tão sei lá. eu não sei como esse cara foi manja tanto dia na tomia pelo jeito é uma pegada meio dexter realmente parece os crimes do dexter sabe? quando você vê a cena assim o que eu acho esquisito porque ele não tem ele fala que ele realmente ele não tem muito conhecimento de anatomia o que ele tem é de quando ele desenhava mas ele também matava bicho. é bom voltando pra cena gráfica depois que ele fez isso o escoertejamento passou para a cabeça que é uma coisa que ele não tinha feito antes não tinha feito antes também. Os olhos da Angela foram arrancados.
e a boca foi retalhada para a segunda, ele reduziro o tamanho do crânio. - Oa? - Não tem lógica. Não tem lógica. Mas foi isso que ele disse. Eu acho que você falou, isso estava curtindo retalhar a cabeça. - Ah, eu acho que ele estava só curtindo. - Ele então sexionou os braços de as pernas, colocou tudo na banheira, ligou o chuveiro para limpar o sangue, colocou todos os pedaços em sacos plásticos e dividiu a sacolas entre uma mala verde de viagem e uma sacola chadreis. E aí ele pôs as duas malas na sacada do apartamento, caiu no sofá de esmaio exáusto, de novo. Mais uma vez ele desmaio no sofá. - Ah! - Ele lembra vagamente de ter ouvido a campanha tocando insistentemente, mas ele não se levantou para abrir. Era o coitado do Joaquim tentando voltar para a própria casa depois de um longo dia de trabalho. Ele não conseguiu abrir a porta porque o chico tinha trancado ela por dentro. - Sabe aquelas tradas de segurança. - Sim, sim. Para não ser surpreendido no meio do processo de retalhar o corpo da ângela. - Mano. - Hoje Joaquim acabou ainda até a casa de um subrinho que viveu nas redondesas, certo de que assim que o chico saísse do apartamento para a farda noite, ele ia conseguir entrar em casa. O chico acordou a seis e meia da tarde com a sensação de quem desperta de um pesadelo, tá? É o que ele diz. E aí ele fala que ele tinha a sensação de que a noite passada não tinha acontecido, até que ele lembrou que era tudo verdade. Ele deixou um bilhete para o Joaquim escrito "Amigo, viajei, obrigado". E foi para a rua em busca de alguns amigos que ele conheceu no presídico poderiam ajudar ele na fuga. Primeiro ele tentou um cara que estimava rojério, com o intuito de pedir uma arma emprestada, mas ele não encontrou o rojério. Na sequência ele procurou um outro amigo que tinha um Dodge Dart, um carro, que ele poderia pegar emprestado. A ideia dele era jogar as malas no Tietê, só que ele não encontrou esse amigo também. Nesse meio tempo, Joaquim voltou ao apartamento, encontrou o bilhete do chico e notou que o apartamento inteiro estava enxarcado. Mano. Inclusive o feito da enceradeira. Mano, que desespera. E aí que ele pensou? Não, na hora que ele viu ele ficou meio tipo. Puto, como qualquer pessoa ficaria, né? Mas ele nem pensou nada, assim que ele pensou, foi "mano, eu vou colocar a enceradeira para secar na sacada". Só que aí, quando ele foi para sacada, ele viu a malha essa cola. E como ele já tinha ali do bilhete do chico, ele achou que era lixo, porque o chico avisou "viajei". Tô ele achou que o chico tinha "viajei" e "obrigado", né? Como se ele não fosse mais ficar lá? Ele pensou "ah, ele é as coisas que ele jogou fora, que ele não vai me usar, que ele não vai levar, ele deixou aqui para jogar. E aí ele foi tentar tirar a mala essa cola para jogar fora. E aí ele estava muito pesado. Nisso ele abriu para ver o que tinha lá dentro. E quando ele viu os pedaços dos sacos, ele achou que era um peça de humaniquim, porque ele tinha lavado o sangue, lembra? Sim. Infelizmente, aos poucos a ficha caiu, eu fico imaginando a cara dele, ligando os pontos. Porque ele viu e aí ele achou que era pedaço de humaniquim, só que ele lembrou do crime que o chico tinha cometido. E aí ele olhou e aos poucos, ele foi se ligando e aí desesperado, ele chamou a polícia. E aí ele disse "eu vou dar um apelago para dar uma mala para o chico, que ele não vai dar uma mala para dar uma mala para dar uma mala para o chico, que ele viu o carro de remoção de cadaver, exestacionado em frente ao prédio. E aí ele só vazou. Ah, mais uma vez ele fugiu por Rio de Janeiro, no dia seguinte ele chegou a estação central do Brasil, e mais uma vez ele viu o nome, o rosto deles tampados em todos os jornais. Aí ele ficou 10 dias indo de cidade em cidade, dormindo em marquises de prédios antigos na rua e em bancos de praça, e catando mariscos no mar para se alimentar. Ele considerava que a única chance de se manter liberdade seria achar um jeito de fugido do país. E para isso ele foi em busca de um outro colega de cela que ele acreditava que poderia ajudá-lo. O nome dele era Bayaninho Charlatão. Eu gostei tanto desse nome que eu repeti, ele sempre consegui, vocês vão ouvir muito Bayaninho Charlatão agora. E o Bayaninho Charlatão? Ele costuma abandonar pelas redondesas da praça do pacificador Indúque de Cachias. Fausa para absorver o nome Bayaninho Charlatão. Bayaninho e detalhe, Bayaninho Charlatão, aqui muita gente não sabe, mas esse não era o apelido dele. Essa nome de batismo dele. A mãe dele, eu falei ele. A mãe dele chamava Bayaninho Charlatão e ele era o Bayaninho Charlatão. Pois bem, o Bayaninho Charlatão já sabia de tudo pelo Jornais. Esse comprometeu ajudar o Chico. Os dois combinaram um ponto de encontro pro dia seguinte, 26 de outubro às 10 da manhã, para que o Bayaninho Charlatão emprestasse a Chico de Enheiro necessário pelo fugido do país. O Chico se encontrou com o Bayaninho, pegou o dinheiro, e foi preso minutos depois do encontro pela detetive Amadeu Vicente. O Bayaninho tinha dourado. - Bayaninho. - Ele foi charlatão contra o Chico. Gente, assim, nunca ficou claro se o Bayaninho Charlatão era realmente informante da polícia, ou se numa dessas coincidências do destino de que o Chico tanto fala, o detetive viu ele passando na rua e reconheceu, porque o rosto dele estava em todos os Jornais, porque ele cometeu o mesmo crime. Depois de ser solto e considerado, não, agora esse cara tá bem, aí. Post-Turboy da recuperação. - Pois é. - Pelo segundo assassinato, o Francisco Costa Rostner foi condenado a 22 anos e 6 meses de reclusão, ao ser considerado um portador de personalidade psicopática do tipo complexo. Em 94, ele foi submetido ao exame psiquiátrico detalhado, com a ocupinou na instauração de um incidente de sanidade mental, e em sua consequente remoção para a casa de custódio e tratamento de tal baté. - Com intuito de obter tratamento médico. - Hum. O ministério público, por sua vez, pediu a decretação de interdição e estabelecimento psiquiátrico de regime fechado, que foi mais ou menos o que aconteceu com o champinha, no roteiro que a Nathfei, sobre a Liana Friedenbach e o Felipe Café. - Lá atrás. - Nossa, gente, faz tempo, hein? - Faz tempo, mas foi a mesma coisa. - Hum. Se vocês ainda não ouviram, vamos lá ouvir. A Nathalh explica certinho como é que a interdição que acontece. - Eu explica, não lembro. - Você explica? - Eu não lembro. - Eu nem estava no podcast ainda. Eu lembro porque eu era ouvinte. Eu lembro até hoje, eu estava ouvindo, fazendo vestorinho em quarto de hotel. Olha. Depois que eu faço os roteiros, eu esqueço completamente que eu falei. Ai, você está certa. Bom, gente, foi depois dessa sentença que o nome estico picadinho ficou eternizado na história criminal brasileiro. E aí, nas próprias palavras do Chico, ele fala, "Como diriam Nelson Rodrigues, a gente deve assumir a própria Lepra e da risada." "Eu entendo por aí, né? Vou fazer o quê?" "Siguem frente." Mano, ele basicamente falou, "Ah, e fez aí nesse Brasil, sabe?" "Vamos fazer o quê?" Ele só falou, "Essa é a vida." - Cadê os colher o ar? - Já é. Cadê os colher o ar? Não disse a sua vida. Ele fez o chorão. E eu acho. É foda, mano, porque. Cara, que desesperou! Que ódio desse homem, tipo. É porque é um deboixo sem fim, assim. É um deboixo que você não entende. Como é. É extremamente frustrante ouvir ele falar. É extremamente frustrante ouvir ele viver, ouvir ele respirar. Tudo o que ele faz é frustrante para uma pessoa normal. E o tempo é engraçado que a história vai se desenvolvendo, você vai no trínio cada vez menos se empatir por ele, né? Sim, porque ele começa com uma infância tão difícil que não tem como você não ter se empatia com ele. Não tem como você, como uma pessoa normal, não ter empatia com uma criança que sofreu tanto, com adolescente que sofreu tanto. Mas dele vai crescendo e vai ficando cada vez mais, tipo, foda-se, esse cara. - Exatamente. - Sofreu foi pouco, sabe? É incrível, isso, mas. É. A catarina, mesmo não tanto mais casada com o Chico, ainda visitava ele frequentemente na prisão para que ele e a filha tivessem um relacionamento. A filha sabia que o pai estava preso por assassinato, mas ela não sabia os detalhes do crime. Vamos lembrar, gente, que eram os anos 90, né? Na verdade, dos anos 70, aos anos 90, nestes 20 anos. Não tinha internet para ela pesquisar. - Então. - E a imprensa. Não tinha empatramada criminal. E assim, quando ele foi preso em 76, ela tinha um ano de idade. Então, até ela, tipo, ter consciência do que acontecia, ele. o nome dele entrou do esquecimento. Isso acontece.
Então ela não sabia os detalhes do crime, quando ela criou consciência, quando ela era mais velha, a imprensa não falava mais dele. Tipo foi preso, acabou. E por alguns anos, eles crimes dele foram esquecidos pela imprensa e a filha conseguiram ter uma relação relativamente normal. Até que em 97, um ano antes da sentença do Chico terminar, ele se viu envolvido em uma polêmica totalmente involuntária, que acabou selando de vez o destino dele, que aconteceu. Hoje, um acaso Pereira da Costa, o bandido da Luz Vermelha, tinha acabado de ser solto depois de cumprir uma sentença de 30 anos de prisão, que é apenas máxima no Brasil, né gente? É apenas a máxima que você pode cumprir em regime fechado, são 30 anos. E a soltura dele gerou inúmeros protestos por parte da população e da imprensa. Em determinado momento, o Luz Vermelha pode dar, ele deu meio que uma coletiva de imprensa, para se defender dos protestos. E assim, ele também, sei lá gente, aí também está falando de assassinos bizarros, terríveis. Enfim, porque o que ele fala para justificar a liberdade dele? Ele fala "Ah, eu não sei que vocês estão falando de mim, o Chico Picadinho está pra sair também". Éita! É sério, essa foi a declaração dele. A declaração dele foi tipo olhar pro fogo e tá cagazulina. Sim, foi isso mesmo. E essa declaração dele trouxe o caso de volta aos olofotes, porque a galera ficou quem é Chico Picadinho, gente, porque ele tava preso desde 76. Isso foi em 97. Então, e foi aí que os crimes deles chegaram aos olhos da filha dele pela primeira vez. A filha dele tava com 20 poucos anos já, né? A dia. E aí ele fala "A minha filha não sabia desses detalhes, não sabia como é que foi o crime, as mutilações, aquele negócio todo. A mãe não entrou nessas detalhes também presumou, né? Pela modificação radical dela em relação a mim, acho que foi isso". E depois que tudo isso veio à tona, a catarina, a ex-mulhar dele, que trabalhava 10 anos, uma mesma empresa, ela acabou pedindo demissão, por não aguentar os efeitos que a exposição da vida pessoal dela tiveram não ambiente de trabalho. Claro. Alguns colegas chegaram a colocar matéria sobre os assassinatos expostas nas paredes da empresa pra ela ver. Ai gente, pra quê também, né? Porque o que eu vou andar quando é? É, eu ser o mantamente, tipo, sabe. A culpa dela? Não, não é. Ao saber do que aconteceu, a filha da catarina, aquela, ela é jornalista formada pela USP e na época ela era funcionária de uma multinacional, ela disse a mãe pra abandonar o trabalho e passou sustentá-la. E ela nunca mais falou com o Francisco depois disso, mas manteve contato com a Nancy, com a voo. E a Nancy eventualmente passava pro Chico alguns cartões postais que recebia das viagens internacionais da Neta. Sim. E ele fala na entrevista inteira com muita tristeza dela ter cortado, aparentemente do jeito torto dele, na prisão, com estrutura, com tudo, ele e ela tinha uma relação boa. Então dá pra perceber e eu não estou falando isso pra gerar, eu não tenho nenhuma simpatia por ele nesse momento. Mas igual o caso que eu fiz do David Burnie, ele tinha uma filha e ele era uma pessoa horrível e a filha não conseguia associar. A pessoa horrível que ela sabia que ele era com um pai maravilhoso que ela lembra dele. Ela era um ótimo pai, ele nunca fez nada de ruim pra ela, ele tratava ela muito bem, ele era presente relativamente pra época. E ela tinha muita dificuldade em associar, ele a imagem dele com quem ele era realmente. O Betiquei também é a filha do Betiquei, a gente sempre fala da filha do Betiquei, né? Ele não entendi como que o pai dela podia ser uma pessoa horrível. Gente, essa história fica mais triste, tá? Aquele lembra que ele teve um segundo filho com a Bernice? Nossa, é. Esse filho chama Leonardo, com ele o Chico chegou a ter um contato mais próximo, porque os dois conviveram juntos na casa de custódia digital bater pra alguns anos. Depois que o Leonardo foi preso, ele era oficibói, mas sofria de alucinações e delírios e cometer a pequenos furtos e roubos pra sustentar seu vício em crack. Ao ser analizado pelo EML de São Paulo, ele foi considerado unimputável portador de transformamento de características psicóticas que comprometiam a época dos fatos de forma total, sua capacidade de entendimento, determinação do caráter delituoso do fato. O Chico tentou, então, assumir a paternidade oficial do Leonardo, porque ele não chegou nem a registrar ele na época. Mas ele não pode em função da interdição civil. E aí que a gente tem os ciclos se repetindo, né? Do mesmo jeito que ele conta que a voo dele tinha duas limagens, uma de filhos bem sucedidos e os maus sucedidos. O Chico tem uma filha do primeiro casamento, que é jornalista formada pela USP, que é a filha registrada e o filho que ele tentou registrar, que era usuário de crack, que estava preso junto com ele, ele não pode registrar. Então mesmo sem querer, ele repetiu o ciclo do qual ele foi vítima, né? Sim, o trauma geracional. O trauma geracional. A Nancy faleceu no dia 25 de março de 2009 de penelmunia. O Chico implorou para obter uma licença especial para acompanhar o interro, mas o pedido foi negado. Graças. Hoje o Chico Picadinho tem 81 anos e segue comprindo pena em um hospital de custódio. Ele está preso, desde do segundo creme, é mais de 47 anos. Hoje ele é o voo Picadinho. É um vocoso. Tá bom. Segundo o então desembargador Álvaro Lazarin, que foi um dos juízes que negaram um dos pedidos de liberdade apresentado por advogados do Chico, ele viviu uma série individual de 8 metros quadrados com câmil lavatório. Gasta a maior parte do tempo que pode ficar fora da sela pintando quadros em uma telha da casa. A presenta bom comportamento relaciona-se bem com todo mundo e não tem mais surdispsicóticos. Entretanto, esse cenário gente tá prestes a mudar, tá? Porque em abril desse ano estamos em 2023, o Conselho Nacional de Justiça determinou o fechamento dos hospitais de custódia até mais de 2024. Pra onde vão essas pessoas? Pois é. Pois é. O mais bizarro que ninguém sabe, tá? Hoje tem 28 unidades como essa no Brasil. Agora, o que eles determinaram é que uma junta médica vai ter até 2024 pra avaliar a situação de cada paciente internado. E vai caber essa junta, decidir quem vai ganhar liberdade pra receber tratamento no SUS e quem permanecerá sobre custódio do Estado recebendo tratamento médico mais longe do convívio social. Se o lado médico recomendar a reintegração social, a família do paciente poderá acolhê-lo ou buscar a defensoria ou ministério público, pra pedir que ele continue longe das ruas. O MP também pode fazer o pedido por conta própria. Então, eu duvido, eu pessoalmente, minha opinião não sei, não tive nada, nem uma informação privilegiada, mas eu duvido que ele vai ser solto. Eu acho que o caso dele é uma das maiores vergonhas, assim, um dos maiores erros escancarados de julgamento da justiça brasileiro. Sim. Eu duvido que alguém vai deixar esse homem sair enquanto ele for vivo. Ele já envergonhou o sistema uma vez, eles não vão deixar ali envergonhar de novo. Exato. E pra encerrar essa história triste, eu trouxe um trecho de uma entrevista concedida pelo chico pro Percival de Souza, que foi aquele jornalista que entrevistou ele. Lá na época da primeira prisão, ele entrevistou ele na segunda de novo. Esse é um trecho de uma entrevista que o Percival de Souza dá, relembrando as interações dele com o chico. Ele fala, "Conheci lado psiquiátrico, inacreditável, ele foi colocado em liberdade. Souto, ele voltou a praticar outros assinatos nas mesmas circunstâncias. E, de vez de então, os psiquiatras têm medo até hoje de dar um lado favorável a ele. Ao contrário de outros criminosos, chico Picadinha nunca deu problema nenhum na prisão, inclusive passou a pintar quadros e aquarelas. Eu fiz uma entrevista com ele tentando entendê-lo, porque eu não conseguia entender um homem de fala mança, meigo, educado, bem comportado, com pinturas de aquarela, de qualidade, sensível, que cometia assasinatos. Se eu estivesse aqui conversando com ele e eu não soubesse quem é Francisco da Costa Rocha, eu jamais imaginaria que aquela pessoa na minha frente fosse o chico Picadinha. Nós conversamos e na verdade eu não conseguia arrancar segredos dele. Só me chamou a atenção uma coisa. Ele me pediu que não o chamasse na matéria de monstro. Por favor, não me chame de monstro. E eu atendi. E essa é a história do chico Picadinha, gente. Tem de tudo, tem trauma geracional, tem assassinato, tem escortejamento, tem arroz, sexo, arroz. Tem a sede sexual, tem a cadeia. Tem a bota de lixo. Tem de tudo. Eu acho que assim, poucos casos representam tanto a história do Brasil quanto esse. Foi difícil. Foi. E eu estou alivado que acabou. Foi uma jornada difícil.
Foi. Muito bem escrito, muito bem contado, muito bem feito como sempre. E. É isso, gente, eu não sei o que pensava, nesse caso, não tenho uma conclusão, isso é foda. E ele tá vivo ainda, né? É. Será que se ele fosse solte, ele faria de novo, eu acho que ele faria de novo. Eu acho que ele não ia conseguir por uma questão de força física mesmo. Acho que quando ele tem um ano. Mas ela é uma empresa daquela Marceline Harvey, que saiu. E ela tava com o pé na cova já e outro na banana e ela foi lá e matou uma pessoa. Gente, esse caso está no nosso canal do YouTube, vai lá assistir, vocês não viram ainda. Hmm. É verdade, eu retire o que eu disse porque é Marceline, né? Então, sempre tem o medo, porque tem uns. Mesmo o. o original Night's Talker, o Golden State Killer, ele tá com quase 80 anos, tá 70 e poucos anos. E ele tá. agora que ele foi pego, quando ele se apresentou a julgamento, ele tava parecendo um vovoto do frágil. Mas o Paul Rose falou várias vezes que esse é um cara que tava vivendo a vida doida, assim. Ele era uma pessoa super saudável, super. ativa, que ainda andava de motocicleta e o caralho. andava de motocicleta, quantos anos eu tenho, você tem, tá? Mas, andava de moto, é. Que andava de moto e o caralho é quatro, sabe. E ele tá com quase 80 anos, então, assim, a gente não sabe, tem uns. Tem uns senhores que são meio. Assostadores, que são mais ativos que aí você junta. Sim. É que também a gente também tem que pensar que a medicina evoluiu muito, eu não sei se esse óbio tá medicado. O ponto, eu acho que eu não arriscaria mesmo, eu entendo. Ah. Eu tô dando arriscaria, não? Eu acho essa decisão do MP de fechar essas casas de custódio tá sendo bem polêmica, o próprio. Se vocês cremizeram os que amam o linha direta, vocês vão lembrar do Guido Palomba, o psiquiatra forêncio. Ele é contra essa medida, porque eles dizem que essas casas estão sendo fechadas por conta da má qualidade do atendimento, só que você pode resolver esse problema melhorando a qualidade do atendimento, em vez de fechar as casas de custódio. Ah. Acho que no Brasil a gente tem muitos de esse negócio, a fé bem não funciona, vamos criar a fundação casa com os mesmos problemas. É, isso é um chá, tipo, a gente dá uma repaginada na instituição, mas os problemas continuam exatamente mesmo. No real, assim, em relação ao chico picadinho, eu me preocupa muito mais o fato do champinha é sair, porque o champinha tá numa dessas, né? Sim. E ele é novo. Pois é. E ele é o capeta encarnado. Sim, não. Esse moleque não pode ser tipo, então assim, o chico picadinho, eu acho que, sei lá, é o que você falou, é muito difícil, dá uma opinião, porque. Se Marcelini Harvey matou com seus quase 80 anos? E ela era uma senhora já frágil, já franzina. Eu acho que o chico nunca vai deixar de ser um perigo para a sociedade. Eu também acho que não. Ele pode não matar as cortejas, goelal e o caralho é quatro, mas é alguma coisa ele vai fazer. Ele é uma pessoa sádica, sabe? O sádico fala dele. Eu não sei se existe um ex sádico. Não, eu acho que não existe não. Então. Não só isso tem tratamento para esse nível de sádismo. Eu acho que essa é uma parte de seu transtorno, de estúrbio, sei lá, que você não consegue mudar depois que passa de um nível, sabe? Depois que você explora o seu sádismo até aquele ponto. Eu acho que fica meio que. Sei lá. Tem muita discussão. Tem gente que fala que se ele não bebe, ele não vai fazer nada, mas assim que está. Ah, está. É um caso polêmico. É um caso polêmico, é um caso que tem camadas, é um caso que assim. E outra coisa, álcool é uma substância legalizada. Então, tipo, "Ah, se ele não bebe, ele não vai matar". Mas, assim, álcool é legalizada e está em todos os lugares. Em todos os quino você tem, então ele vai beber. Não é assim. Quando ele vai beber. Mas, enfim. É isso, gente. O que vocês acharam? Conta para a gente que você achou. Não sou no Spotify, mas também no nosso Instagram, no post do episódio, para você interagir com outros ouvintes e também com a gente. Porque às vezes vocês mandam DM e a gente acaba perdendo, porque a gente recebe muita mensagem. Graças a Deus. Graças a Deus. Mas, infelizmente, a gente não consegue manter uma conversa com todos individualmente. E a gente também não consegue manter, porque a gente perde mensagem mesmo, tá? Aí, algumas vão para outras caixas de entrada. Eu esqueço de olhar, e eu vou ver, tem 20 solicitações de mensagem. É. Aí eu respondo tudo de uma vez, só que aí entram mais. É um pouco confundendo. Não, é fora que você. A resposta vem com duas semanas de atraso. Então, a melhor coisa para interagir tanto com a gente quanto com outros ouvintes, que também tem uma ideia e opiniões e pitacos, interagindo o post do Instagram. E além de tudo, ajuda a gente com a ajuda a dar um engajamento no nosso Instagram. É isso. É isso. E se você gostou desse episódio, você já sabe o que fazer. Você já pode apoiar a gente tão relovo, você pode ajudar a gente no YouTube, você pode mandar uma review no Apple, podcasts, no iTunes. Você pode mandar dar uns cinco estrelas no Spotify. Se você ouve, a gente não Spotify, mas você ainda não seguiu a gente no Spotify, por favor, faça isso porque ajuda para a caralha, aparentemente. Eu não sabia disso, não sabia que era tão importante, mas aparentemente é. Então, faz isso, por favor. É, façam que vocês acharem importantes. A gente não tem muita noção do que é importante, se vocês sabem mais o que a gente. O que você pode ajudar, ajuda, tá? A ajuda a gente acrescer, que a gente ajuda você a se manter informado e entretido. A gente ajuda você a fazer faxina. A gente ajuda você a trabalhar. A gente ajuda você a estudar. A gente ajuda você a trans, tá? A gente ajuda a caster esta vida difícil que nós temos. Esta vida severina. E é isso, gente. Muito obrigada pela sua audiência e seja um bomso. E pucos que conhecimento, mas não muito. Eu busquei muito conhecimento para esse caso e eu tô triste. Eu acabei de dar um soco com meu anel na mesa porque eu acho que a gente acaba de gravar a desculpa, não tá? E vai afetar o barulho. É, foi sem querer, me policiei, mas arrei. E é isso, não pique ninguém. Tchau. Não, tchau. [Música] Ah, ainda bem que acabou.
Podcast Summary
Key Points:
As apresentadoras Natalia Salazar e Renata Schmidt retomam a programação normal do podcast "Patrabada Criminal".
Elas relembram uma situação constrangedora em que cantaram uma música desafinada em uma festa, que foi mal interpretada pelo público.
Fazem um apelo aos ouvintes para apoiarem o canal no YouTube, comentando e se inscrevendo, como forma de ajudar o crescimento do projeto sem custo financeiro.
Iniciam a segunda parte do caso do assassino Francis "Little Chops", recapitulando sua infância difícil e a prisão aos 24 anos pelo assassinato e esquartejamento de Margareth Suida.
Chico afirma ter sido torturado pela polícia durante 10 dias para confessar uma motivação sexual para o crime, mas até hoje diz não entender o que o levou a matar.
As apresentadoras debatem a credibilidade de Chico, destacando que ele nunca negou o crime, mas usa discursos evasivos e frases incompletas que manipulam o ouvinte.
Summary:
Neste episódio do podcast "Patrabada Criminal", as apresentadoras Natalia Salazar e Renata Schmidt iniciam com um tom descontraído, relembrando um momento constrangedor em que cantaram uma música desafinada em uma festa, que foi mal interpretada pelo público. Elas também fazem um apelo aos ouvintes para apoiarem o canal no YouTube, comentando e se inscrevendo, como forma de ajudar o crescimento do projeto sem custo financeiro. Em seguida, retomam a segunda parte do caso do assassino Francis "Little Chops", começando com uma recapitulação de sua infância difícil e sua prisão aos 24 anos pelo assassinato e esquartejamento de Margareth Suida.
Chico alega ter sido torturado pela polícia durante 10 dias para confessar uma motivação sexual para o crime, mas até hoje diz não entender o que o levou a matar, atribuindo o ato ao álcool e ao destino. As apresentadoras debatem a credibilidade de Chico, destacando que ele nunca negou o crime, mas usa discursos evasivos e frases incompletas que manipulam o ouvinte. Elas concluem que, embora a tortura na ditadura militar seja plausível, é difícil confiar plenamente em suas palavras, pois ele parece evitar assumir total responsabilidade pelos seus atos.
FAQs
As apresentadoras são Natalia Salazar e Renata Schmidt.
Elas pedem que os ouvintes apoiem o canal no YouTube, se inscrevendo, curtindo e comentando, para ajudar o canal a crescer.
O episódio é a parte 2 da história de Francis Little Chops, um serial killer brasileiro, focando na sua prisão e nas versões contraditórias sobre o crime.
Ele foi preso por assassinar e esquartejar a dançarina austríaca Margareth Suida, sendo condenado a 18 anos por homicídio qualificado e mais 2 anos e 6 meses por destruição de cadáver.
Ele alegou que foi forçado pela polícia a dizer que o motivo foi uma recusa a sexo anal, após ser torturado por 10 dias durante a ditadura militar.
A versão oficial é que ele matou Margareth porque ela se recusou a fazer sexo anal e o ridicularizou, e ele a esquartejou porque ela lembrava sua mãe.
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