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Episódio 115 - Cuide da sua voz: o som que acompanha você por toda a vida

41m 23s

Episódio 115 - Cuide da sua voz: o som que acompanha você por toda a vida

Neste episódio, Dr. Cosme Chagas e Dra. Roberta Pilla convidam Dra. Adriana Hachiya (Doutorado pela USP, Médica do HCFMUSP e Presidente da ABLV 2024-25), Dra. Thaís Pinheiro (Otorrinolaringologista, especialista em Laringe e Voz) e Márcio Baião para falar sobre o tema da Campanha da Voz deste ano: "Cuide da sua voz: o som que acompanha você por toda a vida".

Transcription

6600 Words, 36747 Characters

[Música] AR-L-CAST O podcast que é a voz do Otorino na BOL [Música] Bem-vindos ao OAR-L-CAST O podcast da Otorino la Rengologia e cirurgia séfico-facial Eu sou Cosme Chagas, Otorino la Rengologista Especialista em Larinje Vóis pela Escola Polícia de Medicina e atual secretário do Comité de Educação Médica continuada da BOL Hoje trazemos um episódio especial em comemoração a Vigésima Sétima Edição da Campanha Nacional da voz 2025 promovido pela Academia Brasileira de Larinje Vóis e pela BOL e tem como eslogam cuide da sua voz o som que acompanha você por toda a vida O tema da campanha tem como objetivo de alertar sobre a importância dos cuidados que devemos ter com a nossa voz que nos acompanha desde o primeiro choro até nossas últimas palavras evidenciando a sim a importância da avaliação vocal ao longo de toda a nossa existência A campanha da voz é a campanha mais antiga da BOL existe desde 1999 promovendo ações de conscientização de toda a população sobre a importância da saúde vocal e os cuidados essenciais para preservá-lo adivertindo sobre o diagnóstico precoço do câncer de Larinje e outras doenças associadas a essa importante ferramenta de comunicação E no dia 16 de abril, comemoramos o Dia Mundial da voz uma ideia originalmente brasileira que conquistou um mundo em 2003 sendo hoje reconhecida internacionalmente Lembramos que o AR Relicast é um espaço da associação para a troca de experiência e para trazer aspectos relevantes para a medicina, saúde e bem-estar Oi Cosme, tudo bem? Um prazer, tá aqui participando dessa campanha desse AR Relicast, tão especial porque as campanhas trazem muita informação e, acima de tudo, trazem a questão de realmente a gente trazer conscientização para a população E aí, hoje, então, nesse momento de comemoração do Dia Mundial da voz Um dia que foi lançado, então, pelo meu Mass, e foi o Dr. Ned Steffing que vai acompanhar a vida inteira com ele na Larinjeologia Então, eu tô muito feliz e honrada de comemorar esse dia 16 de abril, que é meu aniversário também Então, tem várias comemorações que embutem aí nessa campanha da voz E, para isso, para participar desse episódio tão especial, a gente tem convidado zirlustres que vão participar, então, com a gente desse episódio Eu vou chamar e vou apresentar eles com uma honra imensa Inicialmente, eu vou começar com a doutora Adriana Raxia O Torrino Larinvologista, atual presidente da Academia Brasileira de Larinvologia e voz A doutora Thaís Pinheiro, Torrino Larinvologista, esse presidente da associação de Torrino Larinvologia E, um convidado super especial, o Marcio Baillão, foi paciente, que teve o desafio vocal ao teu canso de Larinje Com um diagnóstico précoce, que foi tratado E hoje, vai colaborar contando um pouquinho dessa sua história, mostrando essa relação dos diagnósticos précoces pra gente O Marcio, obrigado pela sua participação Marcio, comente um pouco sobre os seus sintomas iniciais do canso de Larinje Bom dia a todos, mesmo que veio estará fazendo 7 anos que eu fiz uma viagem de ônibus de Brasileira Minas Gerais A viagem longa de mil quilômetros e sai de Brasileia bem sem nenhum problema Cheguei lá no destino bem roco e no dia seguinte, a Rukidão continuou progredindo pra ficar praticamente sem voz E, participei lá do evento que eu fui convidado, passei mais ou menos uma semana na cidade, retornei a Brasileia de ônibus também E, chegando em Brasileia, a Rukidão prosseguiu Mais ou menos passado daí uns 15 dias do início da Rukidão, eu encontrei com a minha filha pra almoçarmos juntos Que é a Médica, Pinou Pediatra, e ela me alertou, falou "Pai, com o tempo você está, pleito, uns 15 dias" "Avis só isso não é normal, procureu o especialista pra diagnosticar o problema" E foi aí que eu procureu o especialista e foi feito os anos de Nalarinje E fui encaminhado pra um especialista posteriormente, que atificou o diagnóstico inicial E, com iniciamos os procedimentos aí pré-operatórios Acho que tem uma coisa interessante aí na sua história Eu acho que até você ficou roco durante 15 dias Então tinha um evento ali que você teve ali um ar-condicionado Uma questão de exaustão física Mas que chama a atenção, que chamou da atenção pra você, foi que essa Rukidão não passava Eu acho que você dá quando você conta essa história, é um recado interessante Que, na maioria das vezes, quando você tem algum quadro inflamatório na Nalarinje, seja por uma virose Ou seja, porque algum quadralérgico, essa Rukidão passa Então a sua Rukidão não passou E é engraçado porque você fala dessa coisa dos 15 dias, que é o que a gente fica falando Porque, na maioria das vezes, essas inflamações agudas, elas vão melhorar antes desse 15 dias Então quando você persicha aí com uma alteração, sua filha foi super perspicada E falar "Vai procurar alguma coisa, porque alguma coisa não está normal, porque se era alguma coisa inflamatória, já deveria ter passado" Mas é bem interessante o início do que fez você procurar Que é o que a gente fica alertando o tempo inteiro nessa história da campanha da voz 15 dias Uma Rukidão que não passa, vai procurar uma especialista E eu acho que essa questão é o que a gente quer que aconteça com todo mundo Então acho que o principal recado da campanha é que realmente a gente possa fazer uma investigação da causa dessa Rukidão Quando ela passa desses 15 dias Então isso não é muito aleatório, então isso realmente tem alguns estudos mostrando Antigamente, as pessoas demoravam um pouco mais para encaminhar para fazer um exames específico Mas foi visto que existe um aumento dos custos, inclusive, custos de governo mesmo, quando a gente demora, por exemplo, 3 meses, para fazer uma videolaringoscopia Ou seja, um exames específico da laringe para o diagnóstico de Rukidão Então a gente consegue, inclusive, diminuir custos da saúde além de melhorar o tratamento e a consequentemente a qualidade de vida dos pacientes Quando a gente friza essa importância de se pesquisar a causa da Rukidão a partir de 15 dias Então isso é o recado que a gente quer não só para o março que teve a sorte de ter a filha com esse conhecimento Mas que esse conhecimento possa realmente alcançar a população como um todo E que as pessoas não acham que é bonito ter a voz roca, ou que é normal, ou que vai passar, ou que tomam o char E isso vai melhorar, mas sim que alertem todo mundo que passou de 15 dias, tem que fazer o exames específico da laringe a variar a causa da Rukidão E março, se você tinha algum fator de risco, quando você fumava, qual é a sua profissão? Porque a gente sabe que tem algumas profissões que têm em relação a maior com a incidência maior A tuidade na época do diagnóstico Se tinha algum fator de risco aí que fumava, você pode comentar aí para a gente em relação a isso Sim, primeiramente eu gostaria de ressaltar uma questão aí que foi colocada Eu não fiquei só roco, eu cheguei a perder totalmente a voz E isso me causou, se fiquei muito preocupado porque eu sou muito falante E a fala para mim, eu sem falar, é numa coisa de otar em gelado, então assim, fiquei preocupada agora Eu quando fui diagnóstico, eu tinha 56 anos, hoje eu tenho 63 Na época eu estava recém aposentado, eu acabei de fazer 8 anos que eu aposentei E eu já não tinha mais o exercício profissional que iria me atrapalhar Porque eu sou servidor público, ele dava com público, trabalhava na gente de seu trabalho Atendia advogados de oturnamento, não é então assim, precisava da voz Mas eu já estava aposentado, eu não tenho nenhum fator de risco A todos os especialistas pelos qual passei a primeira pergunta que me fazia, eu era fumaite, nunca fumei na vida Então assim, a princípio, até onde eu pude observar, não tenho nenhum fator de risco Que seja aí o desenvolvimento dessa doença, foi, de fato, aleatório Isso também acho que é um pouco importante, Adriana, porque muitas vezes, se a gente vê até, quando a gente recebe paciente, com alguma lesão E muitos colegas podem achar que não tem que dar tanto importância, sem tal vez, pra uma suspeita de manduência maligna, não paciente que não fuma Mas a gente vê que isso é errado, né? A gente não pode postergar um tratamento, postergar esse diagnóstico Porque a gente tem sim pacientes como o março, representando pacientes que nunca formaram E que dizem prazer de laringe, assim como o outro tipo de câncer Eu acho que esse ponto também é muito importante que, claro, a gente tem que tomar um certo cuidado a mais No paciente que é tabadista, que é o principal fator de risco para o câncer de laringe Assim como o consumo de álcool, então esses dois fatorios são os principais A gente tem outros fatorios de risco como exposição, por exemplo, aí na lente, e alguns toxicos Ou seja, eles pelo trabalho, de alguns pessoas A gente tem também o HPV, na papilomatose respiratória recorrente, no papiloma de laringe, como sendo também uma lesão que pode malignazar Mas a gente tem vários pacientes que a gente não indente ficar mesmo esse fator de risco E é importante que a gente não postergue a indicação de uma cirurgia, de uma bióxia, na ausência de qualquer fator de risco E também, eu acho que é importante até para os colegas médicos, né? Também, enfim, para os pacientes familiares Que às vezes a gente pode ter uma bióxia, vamos supor uma bióxia como displasia, né? Que seria já uma alteração ali do revestimento da cor da vocal Por uma lesão que é, às vezes, já uma lesão maior, uma lesão que paralisa, prega vocal E que a gente não fique satisfeito também com um diagnóstico de uma bióxia que não é compatível com Porque a gente está vendo no exame de laringe, então acho que isso também é importante ser ressaltado Porque às vezes, para a gente tem que fazer uma segunda bióxia, tem que fazer, né? Às vezes uma terceira bióxia, porque a gente tem um diagnóstico ali preciso Então é importante mesmo que a gente não deixe passar essa suspeita de um cancero de laringe Porque o diagnóstico précoce é o que vai trazer, por exemplo, aí uma qualidade de vida como massa relatando Potaías, então falando em relação a esse diagnóstico, está pegando para o Marcio, como é que foi a evolução dele Como é que se foram os passos para o diagnóstico dele? Então ele foi no constório, fez um exame que é a videolaringoscopia ou, às vezes, anaso, fibroolaringoscopia para esses diagnósticos E aí, depois, a sequência, foi para cirurgia, foi para bióxia, Marcio, conta um pouquinho como é que foi essa evolução Se eu não estou enganado, eu, a doutora que a segunda métrica quer especialista lá em cabeça pescoço E além de fazer novamente o exame que a outra tinha feito, ela me passou a exames de imagem Eu fiz na época lá, não só do pescoço, com o doutora que você também Então aí, houve um segundo exame também em complementar, se eu não estou enganado Mas o primeiro exame que você fez é aquela laringeoscopia, né? Se chegou a fazer um exame para ver a corda vocal Estanta na primeira espécie, porque na época eu não tinha nenhuma especialista Na minha confiança, porque até então eu não tive interferência nessa área E ela me encaminhou para a especialista em cabeça e pescoço, né? Que ratificou a primeira impressão dela Na verdade, ao primeiro diagnóstico, a doutora não me apavorou, ela falou que eu estava com problema E que deveria procurar uma especialista mais adequada, né? A segunda especialista é que após ratificá-la Os exames e pedir, os exames de imagem, é que foi claro lá no diagnóstico que eu estava com um câncer E precisaria fazer o procedimento à operação, né? Você não é isso cirurgico Marcelo, demorou para você ir buscar o, assim, a sua filha falou que você precisava E aí você foi atrás de uma laringeoscopia, demorou para você fazer esse processo Eu te faço essa pergunta por uma, um parênteses aqui, muitos pacientes quando ficam rocos E aí a gente tem esses pacientes com, na maioria das configurações de risco A hora que eles ficam rocos, eles, inconscientemente, têm uma noção ali que eles podem ter alguma coisa Mas eles fogem também um pouco do exame Isso também postera uma coisa do tratamento É você ter o medo do diagnóstico e demorar para buscar Você é assim que a sua filha falou, você está roco há 15 dias, você foi lá atrás, você foi buscar a laringeoscopia e fazer o exame Ou você ficou muito receoso e demorou esse tempo de atendimento Até você ficar roco e chegar no especialista Eu procurei rapidamente por uma série de situações Primeiro por que, como eu disse anteriormente, eu praticamente fiquei sem voz E aquilo, como eu disse, a voz para mim é um comisoto essencial, para o meu dia a dia Como eu disse, eu muito falante, eu sinto necessidade de me comunicar E o segundo fato é que, como eu tenho um bom plano de saúde, eu não tive que esperar ter vaga Porque dei sorte que a primeira que eu liguei lá tinha vaga para consulta próximo e eu marquei E o terceiro fato, de repente, mais determinante, é que a minha filha, como toda boa filha médica, Ela ficou no meu pé, entendeu, preocupada comigo E ela é bem cricrisinha mesmo, então foi todo um série de coisas Que fizeram com que eu fosse rápido na procura do especialista E eu, aqui, vou fazer um parede, e eu, como leigo, eu jamais imaginava que uma simples oque dão É pudesse cobertar um problema tão sério Eu achava que, para você te senter um câncer na região que eu tive Teria que ter uma dor, teria que ter uns outros sintomas que me incomodassem mais do que uma entre aspas simples ou que dão E isso é bem interessante também, né, massa, a gente comentar aqui sobre os sintomas Então a gente falando aqui sobre o câncer de laringe O local da laringe, que é mais comum para o desenvolvimento do câncer, é realmente na região das pregas vocais Então o principal fator de risco é a hokidão, e isso é importante frisar porque a hokidão, ela pode ter como ali a causa, seja um câncer, né, como você está contando Mas a gente pode ter um calo, pode ter um cisto, pode ter qualquer outro tipo de lesão dando o mesmo sintoma E muitas vezes não existe mesmo nenhum sintoma, nadie no início Então as vezes pode ter algum caroço no pescoço, né, uma massa no pescoço, nos casos que já são um pouco maiores, né, um câncer maior A gente pode ter alguma dificuldade para a engolir, a gente pode ter, né, no pescoço, dor para engolir, dor para falar Mas muitas vezes, e a gente quer realmente diagnósticar quando só existe um pouco sintoma, né, quando só existe ali uma hokidão, por exemplo, como foi no seu caso E o mais contou, inclusive ele antes, que ele chegou numa pessoa, né, para fazer essa avaliação com um curto período de tempo, né Então as vezes a gente consegue também fazer o diagnóstico de uma lesão prema ligna No caso dele, a lesão já era um câncer, mas as vezes a hokidão vem com uma lesão que ainda não é um câncer, mas que pode virar-se não for tratada Então esse também é um ponto que a gente gostaria de ter um diagnóstico com mais frequência, né, de lesões que a gente pode tratar antes de virar o câncer Então acho que a primeiro passo é não ter medo do exame, é o exame simples feito em consultório, que não dói, é o exame rápido E depois partindo para o tratamento, né, que o massa fez no caso, aí o tratamento cirúrgico já preteu o diagnóstico, né E é um tratamento também que a gente consegue, quando peito no início, trazer uma paridade vocal, como todo mundo está vendo, na maioria dos pacientes boa É claro que a gente tem tumores que estão em regiões mais comprometedores ali da voz e a gente não tem uma voz tão boa quanto a do massa Mas se a gente conseguir trazer esse número aí de pacientes com doenças mais iniciais e menores, a gente vai conseguir atingir uma cura e até uma qualidade de vida dos pacientes muito maior O câncer de laríngia aqui no Brasil tem umas estatísticas de que acomete de 7 a 8.000 pacientes por ano, é muita gente, né E a nossa mortalidade aqui no Brasil é muito maior que em outros países, então provavelmente pela essa dificuldade do acesso ao diagnóstico precoce Tem países que tem a mortalidade ali de 30% aqui no Brasil, mas estatística é morta a vez 30% a 70% de mortalidade Então a gente cuida desse diagnóstico precoce é muito importante Poderia, e aí, essa também tinha relação a esse diagnóstico precoce, sim, o que a gente então sempre tem que alevar e conseguir pros nossos pacientes, conseguiriam o quanto antes Essa valiação Então eu acho que o primeiro ponto é assim, pacientes com esta queijo, acho que a história do barcio foi ir-os assim o jeito até que ele colocou Então pacientes com uma roupa que dão persistente, né, acima de 15 dias, dificuldade às vezes pra engolir Às vezes é uma sensação de que tem alguma coisa parada na garganta, dor de garganta persistente A gente pede que esse paciente procura, a gente orienta que esse paciente procura um motor rino Como a Tais falou, a gente tem a maioria dos tumores, né, na região glótica, que é o primeiro sintoma, vai dar o rock dão Mas você tem alguns outros sintomas que podem, né, então, às vezes uma falta de ar, né, um barulhinho pra respirar uma dificuldade pra engolir Porque vai depender do andar que tá na larim de, né, então se a gente pensar a larim de os tumores mais super aglóticos Talvez dê uma dor de garganta persistente e não dão tanta queixa de rock dão Eles vão dar o rock dão quando eles estão já atingindo a região glótica Que é que os sintomas são mais menos exuberantes, assim, mais frustros, mais leves O paciente vai ter às vezes uma queixa de uma falta de ar, uma dispinei aos esforços Quando esses pacientes têm essas queixas, eles devem procurar pra que eles tenham uma história comando marcio A história do marcio é uma história que a gente quer que todo o paciente que tem o diagnóstico de cansa de larim de Toça um tempo a possibilidade de ter uma trajetória como ele teve, né, então, acho que o caso dele é belíssimo pra ilustrar aqui E não, mas ele é o caso que a gente quer quando a gente tá fazendo a campanha da voz A gente quer que cheguem vários marcios pra gente pra que a gente consiga cuidar deles E eles estarem aí sete anos depois conversando, falando e ele tá falando que ele gosta de falar E de se comunicar da melhor forma, porque a gente se comunica de várias formas Como comunicar com a nossa voz, com a nossa fala, com essa ferramenta de comunicação Então a história dele é riquíssima E Audrey, eu acho também a questão do diagnóstico pra quase, porque ele ajuda as lesões não ficar então graves Eu acho que a questão de tudo é essa comorbidade, talvez envolvida, as lesões que ficam. Quando a gente prorroga o diagnóstico e vai deixando empurrando pra barriga essa disponível, esse que é essa questão de alteração de deglutção, a dor e radiada Você já coloca fora, a gente pode piorar o nosso prognóstico e o nosso tratamento, é isso? Não, então aí a gente entra na questão da assim, uma vez que o marcio isso aconteceu, provavelmente com ele Uma vez que fez uma laringo escopia, a médica ou o médico dele, viu que havia ali uma lesão suspeita E falou nossa, a gente vai ter, existe uma lesão suspeita, a gente já tem aquela sensibilidade, o olhar do andar de laringo escopia Isso aqui, a gente pode, não tem uma cara boa, vamos pro centro cirúrgico E a confirmação do diagnóstico é por anatomopatológico, é você tirar a lesão e levar pra analisar a anatomopatológica pra confirmação Se é, às vezes, uma lesão inflamatória, se é uma lesão premaligna, ou se já tem um diagnóstico de carcinoma e vê o grau de invasão dessa lesão Então, uma vez confirmado, e aí, pro, não sei o que aconteceu com você, marcio, mas assim, imagino que você tinha um câncer inicial, por isso você fez o diagnóstico precoce E nessa cirurgia ela foi curativa, então provavelmente você fez uma cirurgia e essa cirurgia tirou a lesão como um todo Se você deixa um negócio progredir, você vai acometendo outras estruturas e ele não deixa de ser inicial pra ser uma lesão maior, que às vezes você se atirar uma prega pouco ao inteiro Às vezes você tem que tirar uma "M" e laringe inteira, metade da laringe Às vezes você tem que tirar a laringe inteira e a medida que vai progredir, isso vai ter que fazer esvaziamento cervical Você vai fazer cirurgias cada vez maiores e mais mutilante e mais morbidade, a ponto de você às vezes ter que tirar o orgulho inteiro e ficar com uma tracostomia permanente Então essa é a evolução, então a gente quer, na verdade, que seja uma lesão pequena, que você só faça uma decorticação, tire só a lesão e aquilo ali seja curativo É como a senhora própria já adiantou, eu passei pro após fazer todo procedimento pré-operatório, passou pra autorização lá do meu plano de saúde, todo procedimento E assim que foi autorizado nós já marcamos lá com a médica ou a cirurgia e eu me internei logo pela manhã e foi do edinho que é senhora relato Foi feito a retirada lá do da lesão, essa lesão foi remetida lá pro médico especialista em fazer o diagnóstico e foi encontrado com o Cascinoma mesmo E aí a doutora prosseguiu retirando as imagens, e essas imagens foram mandado também para biópusa, só que uma biópusa que o restado durou salve engano 10 dias para ser divulgado, né, para eu receber o diagnóstico E foram 10 dias difíceis, né, porque ali estaria um divisor de águas para mim, né, se eu teria que se as imagens não estivessem liberadas, eu teria que fazer químio, rádio, não sei provavelmente Então assim, só retirada da da lesão no meu caso foi curativa, e eu filo acompanhamento durante os cinco anos religiosamente, fazendo lá sempre o exame de laringe e de imagens E graça a Deus, eu chegamos até aqui E Marcio, você interno de manhã e aí essa cirurgia, você já está de alta E importante é essa que eu emiti Eu fui internado pela manhã, a cirurgia inicial salve engano volta de meio dia, e o correu da forma como eu ela tem após o retorno lá da anestesia geral Eu fui encaminhado, fiquei um templar de prax lá no seu cirurgio, até me recompôr, né, fui encaminhado ao quarto, só mesmo para a forma Cheguei lá no quarto, me ofereceram lá um notch, e no mesmo dia eu fui liberado para ir para a minha casa E eu vou aproveitar o gancho aí para relatar, né, por orientação da médica, eu tive que ficar 10 dias sem falar E aí que foi 7, 7 dias sem falar, mas sim, sabia que eu tinha que ficar de período sem falar, mas foi pra mim que sou falante Com um momento difícil, porque a minha espota ficava em cima de mim, o tempo todo eu ameaçava falar e ela oupa Aí eu comprei uma resma de papel e me comunicava e escreveu, eu gastei essa resma de papel aí, escrevendo e ter o que eu não consigo ficar sempre comunicar E graça a Deus aí, posteriormente só foi pra Deus acompanhar a meta aí, deu tudo certo Eu acho que a gente podia só comentar aqui algumas coisinhas dessa história aí do março, eu acho que primeiro, até pra quem não trabalha Talvez uma ansiedade que não tenha as vezes um exame de congelação, pelo que entendi não é o mar falando, ele fez então a cirurgia E aí era uma lesão que foi encaminhada pro exame de congelação, o exame de congelação é um exame que faz uma biópica sem tempo real Então o patologista consegue já trazer o diagnóstico, se é uma lesão né o carcinome vasôr, ou se é algum outro tipo de lesão ali naquele momento da cirurgia Aí com esse resultado do exame de congelação dele foi feita a ampliação da cirurgia, pra uma cirurgia curativa, pra tratamento do carcinome vasô E depois ele aguardou então um resultado do estopatológico que demora alguns dias Mas mesmo em algum centro, alguma cidade que não exista esses dame de congelação, a gente precisa ver uma lesão de laringe Saber que precisa fazer um diagnóstico, então uma lesão às vezes pode parecer uma coisa, mas se não tem uma cura, ou seja, assim não melhora a gente precisa sem fazer um estudo com estopatológico, biópica pra ter esse diagnóstico Então eu acho que mesmo num centro numa cidade, sem esse recurso, eu acho que é importante a gente frizar que precisa do diagnóstico Às vezes precisa ir pra uma cirurgia, aguardar esse diagnóstico, se for o caso complementar o tratamento No caso dele foi feito no mesmo dia, mas isso também pode ser feito algum tempo depois na ausência desse exame E também ele comentou sobre os exames de estadiamente Quando tem um câncer de laringe, por isso que ele falou e dos exames de tomografia, então a gente faz uns exames de estadiamente pra saber Se está comentando algum informou, você tem algum tipo de metácias, e até pra a gente poder fazer um tratamento adequado Complementando aqui um ponto da taxa, para os médicos que fazem a laringoscopia, então quando a gente faz a laringoscopia, isso em lesões suspeitas, se possível A estroposcopia nos dá dados do grau de infiltração da lesão, então lesões que estão mais infiltradas, então lesões mais superficiais Você tem, às vezes, uma boa vibração, então, da prega vocal, e lesões mais infiltradas, você consegue perceber que você tem uma diminuição ali da onda com coisa Isso nos ajuda a pensar em relação prognóstico na cirurgia E não necessariamente, realmente, a gente precisa ter a congelação, mas a gente precisa pensar, quando a gente leva um paciente, em que você tem uma suspeita de uma leocolasia, uma lesão pra maligna Você também tem que pensar de uma forma uncológica, então na hora de você tirar, você tem que tirar a porção inteira Então assim, você tem uma leocolazinha que você suspeita de lesão, não é apenas uma biópcia, porque você pode ir ali naquele, naquela talvez, naquele fragmento mais anterior da prega vocal Você está pegando só uma desplasia, mas logo atrás, um pouquinho mais no terço médio, você tem uma desplasia acentuada, um carcinomensito Então a ideia, quando você fazer uma biópcia exigional, se você não tiver uma congelação com margem E aí, se você sentir que tem algum grau de infiltração, você tira e você vai aprofundando Mas pensar em pacientes em que você tem uma suspeita, que você tem que pensar de uma forma uncológica também E aí, stroboscopia nos ajuda, nos dá esses dados E a outra coisa é você também tirar a margem Então assim, você faz a lesão, você faz a biópcia exigional, você não tem congelação Mas você tira as margens, encaminha para o patologista, a margem profunda, a margem lateral, a margem anterior, a margem posterior, a margem supicótica Porque isso aí, em fragmentos, porque isso também nos ajuda para saber como março é bem falou Se você vai precisar fazer uma complementação, quando você tem um resultado final, que normalmente em mesões iniciais Eleval paciente para o centírujo que é uma prea margem Não é fazer rádio nem químio, mas é você ampliar a margem e ampliar essa cor deectomia Que você fez, às vezes, transbigamento transbiscular, então isso tudo vai envolver o resultado final ali do patologista Mas o março, como um bom paciente, fez o procurou precocimente e teve uma cirurgia curativa Na primeira cirurgia, na primeira, nessa biópcia exigional, já foi tratada a lesão com um todo Você está ouvindo o AR-LQS O que estáis aproveitando a história do mar, qual seria o prognóstico desse paciente e qual seria a forma de segmentar um cológica do paciente? Então, eu acho que o mais importante que a gente está preso aqui, quando a gente tem um diagnóstico précoce, a gente consegue tanto um prognóstico Quanto a cura, de uma forma muito maior do que quando a gente faz o diagnóstico no estádio avançado já da doença Então, quando a gente consegue fazer um diagnóstico no estádio inicial, de um cancel de narinde, a gente tem um prognóstico de cura Que pode chegar a 90% dependendo do estágio, 60% Quando o estágio avançado, essa recidiva da doença é muito maior e a chance de mortalidade também aumenta muito Então, a gente vê que é um tumor que tem a sua agressividade, mas também tem a possibilidade de ter um prognóstico bom quando a gente faz o diagnóstico inicial Então, o segmento é muito importante, exatamente porque estão da recidiva de doença, então no início do logo após o tratamento, o paciente idealmente deve ser visto no consultório para a realização sempre do exame de vídeo lá em Goscopia A cada mês, depois vai passando para dois meses, depois três meses, quatro meses, seis meses, depois a gente vai fazendo um acompanhamento anual Esse é o ideal, claro, e sempre fazer o exame de vídeo lá em Goscopia, porque as recidivas quando acontecem e a gente consegue também diagnóstica-las de uma forma precossa, a gente consegue intervir Seja fazendo uma cirurgia, enfim, fazendo tratamento adepado e também consegue ter essa cura de uma maneira comprognóstico muito melhor Então, a gente tem que fazer o exame de vídeo lá em Goscopia, porque as alterações, elas são na macosa da laringe Então, elas não vão ser vistas, normalmente, em exames de tomografia, por exemplo, mesmo um pete, pode não ter o aparecimento ali de uma lesão que está recidivando na macosa da laringe Então, a gente tem que fazer sempre o exame para visualizar a laringe no segmento Portaí, deixa eu te perguntar uma coisinha para a gente finalizar agora em relação ao tratamento, então ele operou, viu que as margens estavam livres Se a marge não tivesse livre, ele poderia fazer uma nova cirurgia, ou qual critério para ele que ele falou ali da rádio daqui, rapidamente para a gente finalizar essa questão de tratamento e já, enfim, já conversar desse, de como é que ele está hoje Então, a de Catria não chegou a comentar um pouco né, quando está no instaje inicial e a gente tem a marge comprometida na maioria das vezes o paciente é encaminhado para uma nova abordagem cirúrgica para ampliar essa marge que está comprometida A não ser que a gente tem alguma dificuldade cirúrgica, seja, por uma exposição, por exemplo, daquela região que deu a marge comprometida, então vamos supor si o cirurgião não consegue visualizar ali na cirurgia por alguma dificuldade técnica Ou está numa região que está muito próxima a alguma cartilagem que deveria ser rececada de uma forma maior Enfim, se a gente tem alguma questão que impessa a reação de margem, às vezes o paciente pode ser encaminhado para tratamento complementar com rádio terapia Mas, idealmente, o paciente pode ter a marge comprometida, é encaminhado para fazer uma nova cirurgia à reação Assim como eu comentei, se o paciente não faz, por exemplo, de condulação, faz uma deporticação, faz a remoção da lesão como Adriana bem comentou Depois vem o resultado de um carcinome basou, o paciente ele é encaminhado para uma nova cirurgia para curar Então, essa é a história ideal O marge, então depois do final da cirurgia, dessa recuperação, dos dez dias sem falar, dessa dificuldade toda Você continuou fazendo acompanhamento a cada mês, como é que foi? Exatamente como o editora está esfalou, primeiro foi um período de um mês, depois esse período foi para dois, para três, para quatro Aí chegou em acompanhamentos semestrais até chegar aos cinco anos E os cinco anos teve bolo, né Marcio? Não dá um alívio, ó? Não, assim teve vários períos de alívio, o primeiro grande alívio foi quando chegou ao restado essa piora de dez dias Ali para mim foi o divisor de águis, porque foi o que eu teria que voltar para o centro cirurgico ou um outro procedimento aí indicado E graça a Deus não tive e é claro, eu te confesso como eu sou bastante ansioso A cada exames que eu ia fazer, a gente tinha que ter aquela procedimento de fazer aquele crescimento mental de que tudo ia dar certo E a cada vez que ela da médica terminava lá o procedimento, falava, está tudo bem, era mais um alívio que vinha para mim E obviamente o quinto, ela não foi o, como diz o outro, o oxe da cura e do alívio para mim E a voz, Marcio, e a voz A voz é assim a sempre, assim que eu chegava lá no consultório começou muito falante O oxe falava, a gente vai acabando, acaba que a gente faz, vai fazendo amizade com médico também Não, mas depois da cirurgia, só você e cocomo, quando você voltou a falar Depois dos sete dez dias aí que eu voltei a falar, a voz não voltou 100% É importante a sua pergunta para a pessoa não apavorar Ela passa por um processo de, né, porque tem o processo de cicatrização na local, de tudo mais E aí foi evoluindo até chegar à normalidade E você hoje pode falar que a sua voz está normal, está igual que antes Eu posso, cê, 100% de certeza Oh, hi, Eli Kest, o podcast dá boa Muito interessante a história e uma história vencedora, que é o que a gente exatamente quer, né, brilha, né, taías Né, cósmia, que chegue precoce e que a gente conseguia achar esses pacientes enquanto antes pra eles ficarem bom Bom, infelizmente a gente tem que acabar, acho que o tempo tá no limite Eu gostaria muito de agradecer a presença de todos vocês, em especial ao março, portedado, essa. Enfim, contado essa história e esse é o Eli Kest comemorativo, dessa campanha da voz De 2025, o que tem o esloga, em cuide da sua voz, o som que acompanha você por toda a vida E acima de tudo, pensando que a gente realmente precisa cuidar e ter esses insights e esses diagnósticos precoce Que são tão importantes pra gente, pros nossos pacientes, né, nessa questão social, enfim, de comunidade Lembrar que a gente tem sempre bastante conteúdo no site da boa, pra todo mundo, sempre poder pesquisar, conhecer um pouco mais E eu queria então ouvir de vocês os últimos comentários Ou pedir pra Adriana dar uns highlights aí dessa nossa conversa e finalizar com essas nossas últimas palavras Acho que eu vou falar um pouquinho só, e na verdade a campanha desse ano, é uma campanha que tá ouvindo muitas histórias Essa história do março foi, na verdade, cedeu uma aula aqui, mas uma aula não só de diagnóstico precoce, mas de bons resultados E de uma grande generosidade, porque você tá aqui contando a sua história, eu tenho certeza que vai ajudar um monte de pessoas Não só os médicos, né, que precisam propagar essa informação, mas também os pacientes E você foi extrema, a sua história é de uma estrema e a sua presença foi muito generosa aqui pra gente E convidar todo mundo a contar suas histórias, né, a gente tá ouvindo várias histórias, não só de médicos, mas como de pacientes Que passaram de um trajetórias aí e de cuidados com a voz, porque as histórias elas são realmente, elas são inspiradoras, elas conscientizam Mas acima de tudo elas aproximam o médico e o paciente, e fazem com que as pessoas vão buscar ajuda Então agradecer o espaço aqui de vocês, agradecer o espaço que abou o deu pra campanha da voz E agradecer você, Marcio, Taís, Cosme, Roberta, e foi ótimo, adorei participar Quero também agradecer esse convite da participando da campanha, eu acho que é muito riquecedor e a gente quer chegar aí cada vez em mais ouvidos Que é nossa voz, posso chegar em cada vez mais ouvidos aí pelo mundo e queria deixar uma reflexão final que, se alguém aqui tá perdendo a visão, tá com a visão embaçada Ninguém vai ficar esperando pra procurar um médico e até o diagnóstico, então, se a gente tá com problema pra enxergar, ninguém fica esperando Então, que isso seiva também pra voz, né, que seiva também pra outros sintomas, se a gente tá roco, se tá com falha na voz, se a voz não tá saindo como deveria Se eu tô com problema pra engolir, se tá doendo pra engolir, se eu tô com algum caroço no pescoço, se eu tô com o barulho pra respirar, enfim, qualquer sintoma estranho que a gente não fique esperando Que não fique achando que isso vai melhorar a sozinho, porque essa presença aqui do março pra mostrar que, quanto antes a gente tivesse diagnóstico, é melhor pra gente, né, então, a gente consegue sim tratar lesões graves e a gente não pode deixar esperar Então, se a gente tá com problema pra enxergar, a gente vai procurar aquela, se a gente tá com algum problema pra falar o it da sua voz Marcio, os últimos comentários, eu subscreva aí a fala da doutora Taís, porque, pra no meu caso, tenho consciência plena, de que o diagnóstico precoce, foi super importante pra minha cura E como nem todo mundo tem aí uma filha médica pra alertar que, quem veja, quem usa, esse pode que é, se propague pra os demais pessoas, a importância de que uma rook dão pode estar acobertando problemas mais sérios Não é fácil você ter recebido um diagnóstico de cansa, ainda mais eu que a minha mãe, o jovem, os 58 anos, de 3 tumores na cabeça de cansa, né, a gente fica muito, quando você recebe um diagnóstico de cansa, você fica, parece com uma bombatômica caiu na toa frente, né, você fica meio paralisado Mas no meu caso, eu consegui, prosseguir, né, fazer tudo de ter que ser feito, o resultado foi excelente Bem pessoal, chegamos ao final dessa edição especial do AR Relichness, achei muito interessante e fundamental para a conscientização dos colegas autorrimos e como informação e prestação de serviço para a população em geral Espero ainda convidá-los para os próximos AR Relichness, que serão divulgados em nossas plataformas de strings, obrigado, espero ver eles em breve, até lá

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